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Criou expressões muito utilizadas até hoje, como:“via de duas mãos”, “avaliação das ações de relacionamento”, “equilíbrio ...
"O exercício profissional de Relações Públicas requer açãoplanejada, com apoio na pesquisa na comunicaçãosistemática e na ...
“No campo das relações públicas, é evidente que tambémtemos de estabelecer pontos de referência antes de sepensar em reali...
Veículos de comunicação de Relações Públicas:     veículos de comunicação dirigida   veículos de comunicação massiva
O primeiro livro de Teobaldo foi intitulado “Para Entender Relações Públicas”.Foram lançadas quatro edições: 1962, 1965, 1...
Em 1970, Teobaldo lançou o livro “Curso de Relações Públicas, com textosoriginais, uma coletânea de textos científicos e a...
No livro “Curso Relações Públicas”, Teobaldo dividiu e analisou diferentes tiposde públicos.“O público encontra-se frente ...
Teobaldo alertava para as novas tecnologias que se avizinhavam aospraticantes de relações públicas, que deveriam estar ate...
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História das Relações Públicas:        27 países + 800 participantes
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Sobre pesquisas internas:“ (...) deve ser objetivo, completo e escrito em estiloimpessoal, sem ênfase, interesse ou tomada...
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Sobre o público misto:“ (...) ligações estreitas com as organizações e nas suasmanifestações se assemelham às reações do p...
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CONCORRENTES...Empurrar, ignorar ou dar as mãos?
“A atividade humana não poderia progredir se os homensnão pudessem comunicar-se entre si, partilhar as suasexperiências e ...
“Uma das principais medidas para que uma organização estrangeira setorne “cidadã” do país é mudar a sua denominação para a...
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“Como forma de criar e manter umconceito positivo, a empresa devepreparar-se para atacar e atender osinteresses de deus di...
Teobaldo sobre a nomenclatura: “Relações Públicas”* Não admitia o uso da expressão “o relações-públicas” para o profission...
Teobaldo sobre o enquadramento da área nas empresas:“O diretor ou consultor de relações públicas deveestar colocado entre ...
Teobaldo Andrade tornou-se uma das pessoas mais importantesda área de Relações Públicas, principalmente nos aspectos doens...
Bibliografia:KUNSCH, Margarida – Relações Públicas: história, teorias e estratégias nasorganizações contemporâneas.PPT por...
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O pioneirismo de Cândido Teobaldo de Souza Andrade na pesquisa em Relações Públicas no Brasil

  1. 1. O pioneirismo de Cândido Teobaldode Souza Andrade na pesquisa emRelações Públicas no BrasilRelações Públicas – NA1Teorias e Técnicas de RP (profª Liliane)Grupo: Bianka Carbonieri, Camila Silveira, Paulo Nicodemos, Paula Lauzen, SofiaWenceslau, Daniele Carvalho, Miqueias Castro, Francesco Arantes,
  2. 2. Em 1962, tornou-se Sócio da ABRP (Associação Brasileira de RelaçõesPúblicas). Dentre muitos cargos importantes na associação, seu últimofoi de Presidente da Zona Sul, em 1973.
  3. 3. Criou expressões muito utilizadas até hoje, como:“via de duas mãos”, “avaliação das ações de relacionamento”, “equilíbrio deinteresses” e “administração de conflitos”.* Teobaldo foi o primeiro a demonstrar preocupação coma opinião do público e com o que eles realmente pensam.Preocupava-se, também, com a quantidade de textos queexistiam para definir RP’s, pois isso tornava mais difícil naépoca de encontrar uma definição única.
  4. 4. "O exercício profissional de Relações Públicas requer açãoplanejada, com apoio na pesquisa na comunicaçãosistemática e na participação programada, para elevar onível de entendimento, solidariedade e colaboração entreuma entidade e os grupos sociais a ela ligados, numprocesso de interação de interesses legítimos, parapromover seu desenvolvimento recíproco e dacomunidade a que pertencem." Definição sobre RP’s de acordo com o Acordo do México, I Assembléia Mundial de Presidentes de Associações de Relações Públicas, ocorrida de 9 a 11 de agosto de 1978. Foi realizada na cidade do México, com a presença de mandatários e representantes de 34 associações nacionais.
  5. 5. “No campo das relações públicas, é evidente que tambémtemos de estabelecer pontos de referência antes de sepensar em realizá-las. Há necessidade de se ficar umprocesso em todas as suas fases, na busca de melhorefetividade do seu objetivo. [...] Ou em outras palavras:transformar os diversos espectadores, clientes efuncionários da organização em autênticos públicos, pormeio de ampla liberdade de informação e discussão”O processo de relações públicas (ANDRADE, 1962, p.111)
  6. 6. Veículos de comunicação de Relações Públicas: veículos de comunicação dirigida veículos de comunicação massiva
  7. 7. O primeiro livro de Teobaldo foi intitulado “Para Entender Relações Públicas”.Foram lançadas quatro edições: 1962, 1965, 1983 e 1993.Em 1983 nasceu a terceira edição do livro “Para Entender Relações Públicas”,atualizado naquilo que era preciso. Era uma homenagem ao I CongressosUniversitário de Relações Públicas, realizado no Recife (PE), para uma novageração de estudantes, os quais eram alunos dos professores que se formaramsob a égide das primeiras edições das obras do Teobaldo.
  8. 8. Em 1970, Teobaldo lançou o livro “Curso de Relações Públicas, com textosoriginais, uma coletânea de textos científicos e apostilas que o professor usoue testou em cursos de nível médio com diversas turmas, consciente do queinteressava às pessoas em uma época em que ainda não existiam cursossuperiores da área.O livro foi utilizado como apostila quando surgiu o primeiro curso superior deRelações Públicas na ECA-USP (Escola de Comunicação e Arte – Universidadede São Paulo).
  9. 9. No livro “Curso Relações Públicas”, Teobaldo dividiu e analisou diferentes tiposde públicos.“O público encontra-se frente a uma dificuldade para agircomo unidade, uma vez que os seus componentes seacham divididos. Ele adquire seu tipo de unidade,procurando chegar a [uma] decisão coletiva, peladiscussão de seus membros. É essa decisão ou opiniãocoletivas que permite a ação conjugada.”Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 1970, p.13)
  10. 10. Teobaldo alertava para as novas tecnologias que se avizinhavam aospraticantes de relações públicas, que deveriam estar atentos aosnovos processos de informação e de comunicação que tomariam olugar do “exército de guerreiros”, colocando em seu lugar os “agentesde comunicação”.
  11. 11. “Para as relações públicas, o vocabulário “público” adquireuma significação especial, pois se refere aos grupos deindivíduos cujos interesses comuns são atingidos pelasações de uma organização, instituição ou empresa, damesma forma que os atos desses grupos se refletem naorganização. Certos grupos têm maior significação para aentidade, e outros, interesse mais remoto.”Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 1970, p.28)
  12. 12. História das Relações Públicas: 27 países + 800 participantes
  13. 13. A missão do diretor de relações públicas, como assessor dapolítica empresarial reside me aconselhar a diretoria geralem questões voltadas, principalmente, para o pessoal,poder público, público em gera e comunidade. Contudo,outras áreas da organização como, por exemplo, odepartamento de finanças ou comercial, poderão exigirassessoramento de relações públicas, uma vez que suasatividades provoquem impactos na opinião pública.”Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 1980, p.39)
  14. 14. “ (...) o profissional de relações públicas precisa estar devidamentepreparado à base de estudos e pesquisas reciclados constantemente,dando demonstração de que a atividade de relações públicas éconduzida com espírito crítico, competência e responsabilidade, semesquecer a opinião dos públicos da empresa.” (p. 44)“O profissional de relações públicas deve integrar suas tarefas com asdos outros, no sentido de que haja maior cooperação entre osescalões, fomentando a criação de um espírito de equipe em direção aobjetivos prefixados. Isto deve ser realizado com muito tato e semcríticas, com a mente aberta a todas as sugestões.” (p. 43)Curso de Relações Públicas (ADRADE, 1988a)
  15. 15. Sobre pesquisas internas:“ (...) deve ser objetivo, completo e escrito em estiloimpessoal, sem ênfase, interesse ou tomada de posição, edeve explicar todos os processos adotados na pesquisa.Encerra-se com uma conclusão e recomendações aocliente”.Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 2003, p.77)
  16. 16. “O público deve sempre ser consideração como umelemento da empresa, e não como um estranho. Ele é aprimeira e principal razão para a existência da instituição epresta um favor quando proporciona oportunidade paraservi-lo em seus desejos e necessidades.”Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 1970, p.49)
  17. 17. Sobre a importância da comunicação com colaboradores:“ (...) se não for realizada uma políticas de esclarecimento,de respeito e de integração, os funcionários de umainstituição podem transformar-se em poderosa forçanegativa em relação à empresa. O problema de prestígio esimpatia da organização perante o público misto e externorepousa, principalmente, na confiança que os empregadostenham na sua empresa.”Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 1970, p.61)
  18. 18. Sobre o reconhecimento da imprensa como um público:“ (...) a imprensa em geral é considerada apenas uminstrumento de divulgação para ser usado de qualquermaneira, sem levar em consideração que a imprensa étambém um público e, como tal, deve ser tratado. Essa é aprimeira tarefa de relações públicas: fazer com que aimprensa em geral seja reconhecida como um públicopelas empresas.”Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 1974, p. 73)
  19. 19. “Comunidade é um agrupamento de pessoas que, vivendona mesma região, tem por característica essencial umaforte coesão, baseada no consenso espontâneo dos seusintegrantes e traduzida por atitudes de cooperação, emface de interesses e aspirações comuns.”Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 1970, p.85)
  20. 20. Sobre a integração com as comunidades:“Essa política consiste em abrir as portas da organização a toda acomunidade incentivando particularmente as visitas de autoridades,líderes, jornalistas e estudantes à organização. Essas visitas têm porobjetivo precípuo mostrar à comunidade o que a empresa faz, comofaz e quem faz.”Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 2003, P.159)
  21. 21. Sobre o público misto:“ (...) ligações estreitas com as organizações e nas suasmanifestações se assemelham às reações do públicointerno. Contudo, não se pode deixar de notar que essasespécies de público também se apresentam comcaracterísticas de público externo. Dessa maneira, seriamais interessante classificá-los na categoria de públicomisto”Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 1970, P.113)
  22. 22. Público PúblicoExterno Interno(consumidores, (colaboradores,clientes, etc.) diretoria, etc.) Público Misto (investidores, fornecedores, etc.)
  23. 23. CONCORRENTES...Empurrar, ignorar ou dar as mãos?
  24. 24. “A atividade humana não poderia progredir se os homensnão pudessem comunicar-se entre si, partilhar as suasexperiências e trocar idéias sobre assuntos de interessecomum. Desse modo, aqueles que se ocupam do mesmoramo de negócios não podem deixar de ter contatospermanentes, pois de outra forma correriam o risco deestagnar, por carência de intercâmbio de informações, tãonecessário ao desenvolvimento de cada um...”Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 1970, P.119)
  25. 25. “Uma das principais medidas para que uma organização estrangeira setorne “cidadã” do país é mudar a sua denominação para a línguanacional, sem, contudo, esconder a sua origem e promover todos osentendimentos, de negócios ou não, nesse mesmo idioma. [...] Énecessário que ela associe a seus justos objetivos pessoais e organizaçõesinsuspeitas do país, de molde a tornar evidente o interesse da empresaestrangeiras em adaptar-se totalmente aos próprio destino da nação.” Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 1970, p.155)
  26. 26. “ (...) por muito tempo, entendeu-se que não se poderia falar em “públicoconsumidor”, mas simplesmente de “massa consumidora”, no campo derelações públicas. Vivia-se a triste época em que o consumidor era exploradopelos agentes de vendas, sem nenhum proteção por parte dos poderespúblicos. Hoje, começam a aparecer sinais muito positivos do novel público,que culminaram, no Brasil, com o Código de Defesa do Consumidor.”Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 1944, P.145)
  27. 27. “Como forma de criar e manter umconceito positivo, a empresa devepreparar-se para atacar e atender osinteresses de deus diversos públicos(investidores, funcionários, prestadoresde serviço, fornecedores, consumidores,comunidade e governo), de modo éticoe sem prejuízos aos meio ambiente, porintermédio de ações coordenadas peloserviço de relações públicas, quecontemplem esses interesses, e nãosomente de seus proprietários eacionistas.”Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 2003, p.30)
  28. 28. Teobaldo sobre a nomenclatura: “Relações Públicas”* Não admitia o uso da expressão “o relações-públicas” para o profissional daárea (“não chamamos o médico de ‘o medicina’”, costumava dizer);* Não aceitava o uso da expressão em inglês, “public relations man”;* Não concordava com o uso da expressão “o homem de relações públicas”,que dava idéias distorcidas sobre o profissional;* Tentou implantar o termo “Relator Público” para designar o profissional daárea, mas não consegui popularizá-lo.A expressão “Relator Público” apareceu em 1962 no seu livro “Para EntenderRelações Públicas”. Os países hispano-americanos empregam, geralmente, otermo “Relacionista”. No Brasil a Lei n. 5.377/67 oficializou a denominação“profissional de relações públicas”.
  29. 29. Teobaldo sobre o enquadramento da área nas empresas:“O diretor ou consultor de relações públicas deveestar colocado entre os altos funcionários daempresa. Se assim não acontecer faltar-lhe-áprestígio e oportunidade para atuar e acabará porse transformar em simples executante de tarefas,nem sempre bem compreendidas”.Curso de Relações Públicas (ANDRADE, 1970, p.168)
  30. 30. Teobaldo Andrade tornou-se uma das pessoas mais importantesda área de Relações Públicas, principalmente nos aspectos doensino de graduação, pós-graduação e da pesquisa em relaçõespúblicas.Conclui-se que cada uma de suas obras trouxe inovação e todassão fundamentais para o aprendizado de relações públicas.
  31. 31. Bibliografia:KUNSCH, Margarida – Relações Públicas: história, teorias e estratégias nasorganizações contemporâneas.PPT por Bianka Carbonieri

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