Faculdade de Informática e Administração Paulista
Bacharelado em Sistemas de Informação
ACESSIBILIDADE EM SITES DE
ENSINO ...
Faculdade de Informática e Administração Paulista
Bacharelado em Sistemas de Informação
ACESSIBILIDADE EM SITES DE
ENSINO ...
Dedicamos este trabalho, às nossas famílias,
namoradas e amigos, que nos apoiaram durante
toda trajetória da faculdade.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus, pela oportunidade de desenvolver esse
trabalho, e podermos conhecer um pouco sobre a ...
SUMÁRIO
LISTA DE FIGURAS
LISTA DE GRÁFICOS
LISTA DE TABELAS
RESUMO
ABSTRACT
CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO .........................
2.11. Acessibilidade.............................................................................. 32
2.11.1. Acessibilida...
3.4.3. JavaScript.................................................................................... 67
3.4.4. PHP .........
Exercícios ............................................................................................... 111
Esclarecer ...
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Cela Básica, Sistema Braille [17]................................................. 21
Figura 2...
Figura 20 - Resultado da avaliação do site www.catho.com.br/cursos. Fonte:
Criação Própria. .................................
Figura 36 - Divulgação do curso de HTML no site www.terra.com.br. Fonte:
Criação Própria. ...................................
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 – Tipos de deficiências no Brasil [7]. ............................................ 11
Gráfico...
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Comparativo das avaliações realizadas em sites de ensino a
distância. Fonte: Criação Própria.....
RESUMO
A inclusão social e digital de pessoas com deficiência visual deve ser
tratada com seriedade e prioridade em nosso ...
ABSTRACT
Social and digital inclusion of people with visual disability has to be
treated seriously and priority in our cou...
1
CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO
1.1. Objetivo do Estudo
É evidente que em nosso país existe um grande déficit no campo da
educaç...
2
pessoas deficientes e a importância da formação de professores para
interagir e ensinar pessoas com necessidades educaci...
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CAPÍTULO 2 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1. Inclusão Social dos Deficientes
O fato das pessoas com algum tipo de deficiência...
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Algumas das dificuldades encontradas pelos deficientes visuais que
retardam a inclusão social destacam-se na [2]:
Falta ...
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- da elaboração de projetos que ampliem e inovem o
atendimento dessas pessoas;
- da divulgação da Declaração de Salamanc...
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"Acreditamos e Proclamamos que:
- toda criança tem direito fundamental à educação e
deve ser dada a oportunidade de atin...
7
- adotem o princípio de educação inclusiva em forma
de lei ou de política, matriculando todas as crianças em escolas
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8
- a endossar a perspectiva de escolarização inclusiva e
apoiar o desenvolvimento da educação especial como parte
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próximo Planejamento a Médio Prazo 1996-2000) de um
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- de 201 a 500 empregados - 3%
- de 501 a 1000 empregados - 4%
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A relação dos tipos de deficiências e a porcentagem de pessoas
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Dados do Censo realizado pelo Ministério da Educação (MEC) em
2005 demonstram que enquanto no ensino fundamental estuda...
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§ 2º. O atendimento educacional será feito em classes, escolas
ou serviços especializados, sempre que, em função das co...
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sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em
educação especial, para fins de apoio técnico e financei...
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Gráfico 2 - Professores para atender PNEE [10].
No Gráfico 3, o MEC registra que 54.625 professores formaram-se
em 2006...
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Gráfico 3 - Formação de professores na Educação Especial [10].
A evolução de matrículas de alunos com necessidades educ...
17
Segundo pesquisa realizada pelo MEC, observa-se que a
informática é uma realidade positiva nas escolas para alunos com
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crianças com baixa visão. A proporção é de 80% de pessoas com baixa
visão e de 20% de pessoas totalmente cegas [11].
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tecnologias assistivas1
, tais como: bengala, sistema Braille, leitores de tela
com síntese de voz, Braille eletrônico,...
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Segundo oftalmologista Carlos Arieta, o percentual de deficiências
visuais causadas pela catarata em Campinas coincidiu...
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2.7.1.A Cela Básica
Figura 1 - Cela Básica, Sistema Braille [17].
2.7.2.O Alfabeto Básico da Língua Portuguesa
Figura 2...
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visual, além disso, é o meio de propiciar o acesso à informação de cidadãos
excluídos. SANTAROSA ainda diz que as tecno...
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percepção das imagens às pessoas com dificuldade em enxergar. São
exemplos deste tipo de tecnologia assistiva a Lente d...
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2.9.2.Acesso ao Computador sem Monitor
Segundo SPELTA, deficientes visuais com cegueira não precisam
utilizar um monito...
25
Segundo SANTAROSA, estima-se que no ano de 2003, a quantidade de
usuários deste programa era em torno de 50.000, espalh...
26
Windows, como os softwares Word, Excel, Internet Explorer, Outlook, MSN,
Skype, entre outros. [25].
Segundo informações...
27
Figura 4 - Tela inicial do Dosvox. Fonte: Criação própria.
2.10. EAD - Ensino a Distância
A sigla EAD, cujo significado...
28
O rádio e a televisão deram um novo impulso no EAD, favorecendo
a disseminação e a popularização do acesso à educação e...
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distância, pelo trabalho sério que vem realizando. Apostamos que será um
ponto determinante no desenvolvimento do País"...
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O Censo da Educação Superior de 2006 realizado pelo INEP (Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio...
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é uma metodologia de ensino importante e viável para inclusão digital e
social dos deficientes visuais [11].
Para tanto...
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2.10.3. Formação de Professores para Educação Especial
A utilização de ambientes digitais de aprendizagem a distância, ...
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revelam-se imprescindíveis para permitir o desenvolvimento e a inclusão das
pessoas com deficiência [9].
É evidente que...
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internet), pessoas com restrições temporárias (com um braço quebrado) e
pessoas idosas [36].
É fundamental proporcionar...
35
SANTAROSA e CONFORTO explicam que as causas mais
freqüentes da falta de acessibilidade em muitos sites na internet estã...
36
Criada em 1994, a missão do W3C é conduzir a World Wide Web
para que atinja todo seu potencial, desenvolvendo protocolo...
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Desenvolvedores de conteúdo para internet (autores de páginas
de internet...
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Recomendação 4 - Indicar claramente qual o idioma utilizado:
Utilizar marcações que facilitem a pronúncia e a interpret...
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Recomendação 11 - Utilizar tecnologias e recomendações do
W3C: Utilizar tecnologias do W3C (de acordo com suas
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9. Fornecer mapas de imagem armazenados no cliente ao invés
de no servidor, exceto quando as regiões não puderem ser de...
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16. Fornecer um link a uma página alternativa que utilize
tecnologias do W3C, que seja acessível, contenha informações ...
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10. Evitar situações que possam provocar o piscar do conteúdo
das páginas (isto é, alterar a apresentação a intervalos ...
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22. Se for utilizada uma tabela para efeitos de disposição em
página, não utilizar qualquer marcação estrutural para ef...
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informações contidas nos documentos. A satisfação deste tipo de pontos irá
melhorar o acesso a documentos armazenados n...
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11. Fornecer informações sobre coleções de documentos (isto é,
documentos compostos por várias páginas).
12. Fornecer m...
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Nível "A" de conformidade: todos os pontos de verificação para
Prioridade 1 são satisfeitos.
Nível "Duplo-A" de conform...
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2.11.2. Desenvolvendo Sites Acessíveis
Segundo Departamento de Governo Eletrônico Brasileiro, padrões
web são especific...
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não serem funcionais em outros dispositivos ou navegadores
futuros;
Carregamento e apresentação de página mais ágil: A
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utilizadas linguagens de estruturação como HTML e XHTML. O
conteúdo é dividido em partes lógicas com seus blocos de
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FORM: o grupo de elementos do formulário;
INPUT: que específica vários tipos de campos como text, submit,
button, radio...
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The goal of this project is to demonstrate the development of websites following the W3C guidelines is an important alternative to include socially and digitally visually impaired persons.

* Portuguese version

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  1. 1. Faculdade de Informática e Administração Paulista Bacharelado em Sistemas de Informação ACESSIBILIDADE EM SITES DE ENSINO A DISTÂNCIA PARA DEFICIENTES VISUAIS – CURSO DE HTML Ricardo Schmidt – RM 58462 Wallace Cardoso – RM 58248 São Paulo 2009
  2. 2. Faculdade de Informática e Administração Paulista Bacharelado em Sistemas de Informação ACESSIBILIDADE EM SITES DE ENSINO A DISTÂNCIA PARA DEFICIENTES VISUAIS – CURSO DE HTML Monografia apresentada à Faculdade de Informática e Administração Paulista como parte do Trabalho de Conclusão de Curso, requisito parcial para obtenção do diploma de bacharel em Sistemas de Informação. Orientador: Prof. MS. Luiz Carlos Rampazzo Filho São Paulo 2009
  3. 3. Dedicamos este trabalho, às nossas famílias, namoradas e amigos, que nos apoiaram durante toda trajetória da faculdade.
  4. 4. AGRADECIMENTOS Primeiramente a Deus, pela oportunidade de desenvolver esse trabalho, e podermos conhecer um pouco sobre a vida, os desafios e a força de vontade de pessoas portadoras de deficiência visual. Agradecimento ao Antônio Carlos e Adriana Kravchenko da Fundação Dorina Nowill, que nos receberam na fundação e nos ajudaram no desenvolvimento do projeto, e ao Ivo Ramalho e Carolina Venancio, da Fundação Bradesco, que nos orientaram com dicas e sugestões para realização desse trabalho. Aos nossos amigos, e antigos chefes, Reinaldo Santos e Jefferson Amado, que nos apoiaram no desenvolvimento desse projeto desde o início. Ao nosso professor e orientador Luiz Carlos Rampazzo, que acompanhou, ajudou e incentivou a execução deste trabalho. Agradecimentos carinhosos à família do aluno Ricardo Schmidt: Edson Schmidt, Cleonice Schmidt, Rafael Schmidt, Rodrigo Schmidt, Caike Schmidt, e a namorada Amanda Queiroz de Souza, que incentivaram o aluno na realização deste trabalho desde seu início. Agradecimentos carinhosos à família do aluno Wallace Cardoso: Maria José Cardoso, Gislaine Cardoso Colaço Ricardo, e a namorada Camila Rodrigues Vitale, que incentivaram o aluno na realização deste trabalho desde seu início.
  5. 5. SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS LISTA DE GRÁFICOS LISTA DE TABELAS RESUMO ABSTRACT CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO ...................................................................... 1 1.1. Objetivo do Estudo............................................................................ 1 1.2. O problema que motivou este estudo ............................................... 1 1.3. Composição do trabalho ................................................................... 1 CAPÍTULO 2 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA................................................... 3 2.1. Inclusão Social dos Deficientes ........................................................ 3 2.2. O direito ao trabalho.......................................................................... 9 2.3. Portadores de deficiência no Brasil................................................. 10 2.4. Educação Especial.......................................................................... 11 2.5. Deficiência Visual............................................................................ 17 2.6. Principais Causas da Deficiência Visual ......................................... 19 2.7. Introdução ao Sistema Braille ......................................................... 20 2.7.1. A Cela Básica .............................................................................. 21 2.7.2. O Alfabeto Básico da Língua Portuguesa.................................... 21 2.8. Inclusão Digital de Deficientes Visuais............................................ 21 2.9. Como Deficientes Visuais Usam o Computador ............................. 22 2.9.1. Acesso ao Computador sem Mouse............................................ 23 2.9.2. Acesso ao Computador sem Monitor........................................... 24 2.9.3. Softwares Leitores de Tela .......................................................... 24 2.9.3.1. Jaws ......................................................................................... 24 2.9.3.2. Virtual Vision ............................................................................ 25 2.9.3.3. Dosvox ..................................................................................... 26 2.10. EAD - Ensino a Distância............................................................. 27 2.10.1. A Evolução do EAD no Brasil ................................................... 29 2.10.2. EAD para Deficientes Visuais usando a Internet...................... 30 2.10.3. Formação de Professores para Educação Especial................. 32
  6. 6. 2.11. Acessibilidade.............................................................................. 32 2.11.1. Acessibilidade na Internet ........................................................ 33 2.11.1.1. W3C - World Wide Web Consortium..................................... 35 2.11.1.2. W3C-WAI - Web Accessibility Initiative ................................. 36 2.11.1.3. WCAG - Web Content Accessibility Guidelines..................... 36 2.11.1.4. Recomendações do WCAG .................................................. 37 2.11.1.5. WCAG – Pontos de Verificação e Níveis de Prioridade........ 39 2.11.1.6. WCAG - Selos de Conformidade de Acessibilidade.............. 46 2.11.1.7. Responsabilidade pelo nível de Acessibilidade..................... 47 2.11.2. Desenvolvendo Sites Acessíveis.............................................. 48 2.11.2.1. Exemplos de códigos acessíveis .......................................... 50 2.11.2.1.1. Formulários Acessíveis...................................................... 50 2.11.2.1.2. Utilizando Texto Alternativo em Imagem ........................... 52 2.11.3. Avaliadores e Validadores Automáticos de Acessibilidade ...... 53 CAPÍTULO 3 – Materiais e métodos............................................................ 57 3.1. Metodologias no desenvolvimento do site ...................................... 57 3.1.1. Acessibilidade.............................................................................. 57 3.1.2. Padrões Web............................................................................... 58 3.1.3. Conteúdo acessível ..................................................................... 59 3.1.4. Ensino a distância para deficientes visuais.................................. 61 3.2. Técnicas de acessibilidade usadas no desenvolvimento do site .... 61 3.2.1. Aplicando as técnicas do WCAG................................................. 62 3.2.1.1. Atributo TABINDEX .................................................................. 62 3.2.1.2. Atributo ACCESSKEY .............................................................. 63 3.2.1.3. Tag de Cabeçalho .................................................................... 64 3.3. Validando a acessibilidade do site .................................................. 65 3.3.1. Validando o site através de softwares leitores de tela................. 65 3.3.2. Validando o site através de softwares de validação automática.. 66 3.3.3. Validação do site por deficientes visuais ..................................... 66 3.4. Tecnologias usadas no desenvolvimento do site............................ 66 3.4.1. XHTML......................................................................................... 67 3.4.2. CSS ............................................................................................. 67
  7. 7. 3.4.3. JavaScript.................................................................................... 67 3.4.4. PHP ............................................................................................. 67 3.4.5. Apache ........................................................................................ 68 3.4.6. MySQL......................................................................................... 68 3.5. Realização do curso de HTML........................................................ 69 3.6. Divulgação do site na internet......................................................... 70 CAPÍTULO 4 – SISTEMA ............................................................................ 71 4.1. Codificação padrão em todas as páginas do site............................ 71 4.2. Menu da área do aluno ................................................................... 73 4.3. Formulário de cadastro ................................................................... 74 4.4. Demais códigos utilizados no site ................................................... 77 CAPÍTULO 5 - RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................... 78 5.1. Comparativo de validações realizado em sites de ensino a distância pela internet.............................................................................................. 78 5.2. Alunos do site www.cursodehtml.com.br ........................................ 87 5.3. Discussão sobre os resultados ....................................................... 92 CAPÍTULO 6 – CONCLUSÃO...................................................................... 93 CAPÍTULO 7 – BIBLIOGRAFIA ................................................................... 95 APÊNDICE A – GLOSSÁRIO .................................................................... 101 APÊNDICE B – ANEXO 1.......................................................................... 105 Como utilizar o site ................................................................................. 105 Mapa do site ........................................................................................... 105 Página inicial........................................................................................... 106 Realizar cadastro no curso de HTML...................................................... 107 Área do aluno ......................................................................................... 107 Esqueci minha senha.............................................................................. 108 O Curso .................................................................................................. 108 Conheça o Projeto .................................................................................. 108 Fale conosco .......................................................................................... 108 Página principal da ‗Área do aluno‘ ........................................................ 109 Realização do curso ............................................................................... 109 Índice do curso ....................................................................................... 110
  8. 8. Exercícios ............................................................................................... 111 Esclarecer dúvida ................................................................................... 111 Avaliação do curso.................................................................................. 112 Criar meu site ......................................................................................... 112 Lista de arquivos criados ........................................................................ 113 Área administrativa ................................................................................. 113 Administração de alunos......................................................................... 114 Administração de avaliações .................................................................. 114 Administração de dúvidas....................................................................... 114 Relatório administrativo .......................................................................... 114 APÊNDICE B – ANEXO 2.......................................................................... 115 APÊNDICE B – ANEXO 3.......................................................................... 117 APÊNDICE B – ANEXO 4.......................................................................... 121
  9. 9. LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Cela Básica, Sistema Braille [17]................................................. 21 Figura 2 - Alfabeto Básico, Sistema Braille [17]. .......................................... 21 Figura 3 - Tela inicial do Jaws. Fonte: criação própria................................. 25 Figura 4 - Tela inicial do Dosvox. Fonte: Criação própria. ........................... 27 Figura 5 - Selos de conformidade do WCAG 1.0 [38]. ................................. 47 Figura 6 - Código HTML de formulário acessível [46].................................. 51 Figura 7 - Formulário acessível visualizado através de um navegador [46]. 52 Figura 8 - Código HTML para exibir imagem com texto alternativo [47]. ..... 53 Figura 9 - Selos usados quando o XHTML e CSS do site são válidos [49].. 56 Figura 10 - Código HTML utilizando TABINDEX em formulário. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................... 62 Figura 11 - Código HTML utilizando TABINDEX em links. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................................ 63 Figura 12 - Código HTML utilizando o atributo ACCESSKEY. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................................ 64 Figura 13 - Código HTML utilizando a tag de cabeçalho H1. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................................ 65 Figura 14 - Página principal do site www.escolavirtual.com.br. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................................ 79 Figura 15 - Página principal do site www.iped.com.br. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................................ 80 Figura 16 - Página principal do site www.catho.com.br/cursos. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................... 80 Figura 17 - Página principal do site www.portaleducacao.com.br. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................... 81 Figura 18 - Resultado da avaliação do site www.cursodehtml.com.br. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................... 84 Figura 19 - Resultado da avaliação do site www.escolavirtual.org.br. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................... 84
  10. 10. Figura 20 - Resultado da avaliação do site www.catho.com.br/cursos. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................... 85 Figura 21 - Resultado da avaliação do site www.iped.com.br. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................................ 85 Figura 22 - Resultado da avaliação do site www.portaleducacao.com.br. Fonte: Criação Própria................................................................................. 85 Figura 23 - Código HTML criado por Deficiente Visual. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................................ 91 Figura 24 - Visualização da página criada por Deficiente Visual. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................... 91 Figura 25 - Mapa com principais funcionalidades do site. Fonte: Criação Própria. ...................................................................................................... 105 Figura 26 - Página principal do site www.cursodehtml.com.br. Fonte: Criação Própria. ...................................................................................................... 106 Figura 27 - Formulário de cadastro do site www.cursodehtml.com.br. Fonte: Criação Própria. ......................................................................................... 107 Figura 28 - Página da área do aluno www.cursodehtml.com.br. Fonte: Criação Própria. ......................................................................................... 109 Figura 29 - Modelo de página usada nos capítulos do curso de HTML. Fonte: Criação Própria. ......................................................................................... 110 Figura 30 – Modelo de página dos exercícios propostos na finalização de cada capítulo do curso de HTML. Fonte: Criação Própria. ........................ 111 Figura 31 - Formulário de avaliação exibido quando o aluno finaliza todos capítulos do curso de HTML. Fonte: Criação Própria. ............................... 112 Figura 32 - Formulário onde o aluno pode criar seu site em HTML. Fonte: Criação Própria. ......................................................................................... 113 Figura 33 - 5 primeiras perguntas da avaliação do curso de HTML. Fonte: Criação Própria. ......................................................................................... 115 Figura 34 - Figura 40 - 5 últimas perguntas da avaliação do curso de HTML. Fonte: Criação Própria............................................................................... 116 Figura 35 - Divulgação do curso de HTML no site www.ethos.org.br. Fonte: Criação Própria. ......................................................................................... 117
  11. 11. Figura 36 - Divulgação do curso de HTML no site www.terra.com.br. Fonte: Criação Própria. ......................................................................................... 118 Figura 37 - Divulgação do curso de HTML no site www.lerparaver.com. Fonte: Criação Própria............................................................................... 118 Figura 38 - Divulgação do curso de HTML no site www.muitoespecial.com.br. Fonte: Criação Própria................................... 119 Figura 39 - Divulgação do curso de HTML no site www.dasilva.org.br. Fonte: Criação Própria. ......................................................................................... 119 Figura 40 - Divulgação do curso de HTML no site www.empresaresponsavel.com. Fonte: Criação Própria. .......................... 120 Figura 41 - Divulgação do curso de HTML no site www.praxys.com.br. Fonte: Criação Própria. ......................................................................................... 120
  12. 12. LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Tipos de deficiências no Brasil [7]. ............................................ 11 Gráfico 2 - Professores para atender PNEE [10]. ........................................ 15 Gráfico 3 - Formação de professores na Educação Especial [10]. .............. 16 Gráfico 4 - Evolução de matrículas das PNEE [10]...................................... 16 Gráfico 5 - Condições de Informática nas escolas especiais [10]. ............... 17 Gráfico 6 - Deficiência Visual Congênita e Adquirira [9]............................... 19 Gráfico 7- Total de alunos cadastrados no curso de HTML. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................................ 87 Gráfico 8 - Faixa etária dos alunos Deficientes Visuais cadastrados no curso de HTML. Fonte: Criação Própria. ............................................................... 88 Gráfico 9 - Faixa etária dos alunos Videntes cadastrados no curso de HTML. Fonte: Criação Própria................................................................................. 88 Gráfico 10 - Conclusão do Curso de HTML. Fonte: Criação Própria. .......... 89 Gráfico 11 - Resultado das avaliações respondidas pelos alunos. Fonte: Criação Própria. ........................................................................................... 90 Gráfico 12 - Total de alunos que enviaram dúvidas. Fonte: Criação Própria. ..................................................................................................................... 90
  13. 13. LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Comparativo das avaliações realizadas em sites de ensino a distância. Fonte: Criação Própria................................................................. 86
  14. 14. RESUMO A inclusão social e digital de pessoas com deficiência visual deve ser tratada com seriedade e prioridade em nosso país. Muitos deficientes visuais são excluídos das comunidades em que vivem e um dos principais motivos é a falta de recursos adequados para que a inclusão aconteça. O objetivo deste trabalho é demonstrar que o desenvolvimento de sites de ensino a distância seguindo as recomendações de acessibilidade do W3C é uma importante alternativa para incluir socialmente e digitalmente deficientes visuais. Neste trabalho também são apresentadas informações das principais metodologias para desenvolver e validar a acessibilidade de sites.
  15. 15. ABSTRACT Social and digital inclusion of people with visual disability has to be treated seriously and priority in our country. Several people with visual disability are excluded of the communities where they live and one of the main reasons is the lack of appropriate resources for this inclusion to happen. The objective of this work is to demonstrate how the development of sites for distance learning accordingly to the accessibility recommendations of W3C is an important alternative to count up socially and digitally people with visual disabilities. This work also introduces information regarding the main methodologies for developing and validating the accessibility on websites.
  16. 16. 1 CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO 1.1. Objetivo do Estudo É evidente que em nosso país existe um grande déficit no campo da educação, e que no grupo de pessoas com deficiência este é um fator ainda mais agravante. Por isso, é extremamente importante que existam ambientes de aprendizagem que favoreçam o atendimento e o ensino de pessoas portadoras de deficiência. É fundamental a criação de novas alternativas de ensino para que deficientes se integrem socialmente e digitalmente em nossa sociedade, e então possam evoluir como pessoas e profissionais. O objetivo do presente trabalho é demonstrar que sites de ensino a distância pela internet, desenvolvidos de acordo com as recomendações de acessibilidade do W3C, é um importante meio de ensino para pessoas com deficiência visual. 1.2. O problema que motivou este estudo O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estima que no ano de 2000 aproximadamente 14,5% da população Brasileira possuía algum tipo de deficiência, onde 48% eram portadoras de deficiência visual. As dificuldades que essas pessoas encontram para se integrarem com a comunidade são imensas, pois muitas vezes o acesso a escolas e cursos é dificultado para essas pessoas. 1.3. Composição do trabalho Esta monografia está dividida em 7 capítulos e 2 apêndices: No capítulo 2, é explanado sobre a inclusão social de deficientes, os problemas e desafios que eles enfrentam, as leis e direitos dos deficientes, números estatísticos sobre deficiência no Brasil, educação especial para
  17. 17. 2 pessoas deficientes e a importância da formação de professores para interagir e ensinar pessoas com necessidades educacionais especiais. No final desse capítulo é explicado o conceito de acessibilidade, a importância da acessibilidade na internet para deficientes visuais, e informações de como os sites devem ser desenvolvidos para prover acesso adequado a deficientes visuais. No capítulo 3 são apresentados os materiais e métodos que foram utilizados para o desenvolvimento deste projeto. No capítulo 4 é apresentado como foi desenvolvido o sistema aplicando os materiais e métodos apresentados no capítulo 3. No capítulo 5 são apresentados os resultados e as discussões obtidas através da criação do site www.cursodehtml.com.br. O capítulo 6 traz as conclusões do trabalho e o capítulo 7 relaciona a bibliografia consultada. Adicionalmente, no apêndice A, é apresentado um glossário com os principais termos utilizados neste trabalho. No apêndice B, são apresentados os anexos deste trabalho.
  18. 18. 3 CAPÍTULO 2 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1. Inclusão Social dos Deficientes O fato das pessoas com algum tipo de deficiência ou com alguma necessidade especial serem excluídos socialmente é tão antigo quanto a socialização do homem. Milhares de pessoas com algum tipo de deficiência são discriminadas nas comunidades em que vivem ou são excluídas do mercado de trabalho [1]. O processo de exclusão social muitas vezes acontecesse até mesmo antes do período de escolarização, ocorrendo no nascimento ou no momento em que aparece algum tipo de deficiência em algum membro da família. Isso ocorre em qualquer tipo de constituição familiar, independente das classes sociais [1]. A falta de conhecimento da sociedade, em geral, faz com que a deficiência seja considerada como uma doença. Pessoas cegas, surdas e com deficiências mentais ou físicas são tachadas de seres incapazes, indefesos, sem direitos, sempre deixados em segundo plano [1]. Pessoas portadoras de deficiência enfrentam grandes dificuldades na inclusão escolar, onde só as grandes cidades possuem algum tipo de atendimento especial voltado aos deficientes. A realidade tem mostrado que os ciclos do ensino fundamental, com sua passagem automática de ano, e a falta de formação de professores, de recursos técnico-pedagógicos, de acompanhamento de equipe multidisciplinar, fonoaudiólogos, assistentes sociais, psicólogos, de salas e de professores de apoio, deixam a questão da inclusão escolar sem estrutura eficiente [1]. Segundo BRUMER, no caso do ensino superior, os deficientes visuais enfrentam outro tipo de dificuldade ao freqüentarem a faculdade, uma vez que a bibliografia específica de seu curso é de uso por demais restrito para justificar sua impressão em Braille [2].
  19. 19. 4 Algumas das dificuldades encontradas pelos deficientes visuais que retardam a inclusão social destacam-se na [2]: Falta de escolas especiais na rede pública. Existência de poucas classes com os recursos didáticos necessários ao atendimento de portadores de necessidades especiais. Falta de profissionais qualificados no atendimento de deficientes visuais. Dificuldade de produzir material em Braille quando a demanda é muito reduzida, como é o caso de alunos deficientes visuais isolados em alguns cursos universitários. Baixa quantidade de material em Braille comparado a demanda que existe. A conscientização das pessoas é outro ponto fundamental para que a inclusão social não fique apenas na teoria. A família ou responsáveis por pessoas portadoras de deficiência, também se tornam pessoas com necessidades especiais: eles precisam de orientação e principalmente do acesso a grupos de apoio. Na verdade, são eles que intermediarão a integração ou inclusão de seus filhos junto à comunidade [1]. Segundo MACIEL [1], existem 3 passos fundamentais para a inclusão social de pessoas deficientes: 1. O primeiro passo é conseguir a alteração da visão social através: - de um trabalho de sensibilização contínuo e permanente por parte de grupos e instituições que já atingiram um grau efetivo de compromisso com a inclusão de portadores de necessidades especiais junto à sociedade; - da capacitação de profissionais de todas as áreas para o atendimento das pessoas com algum tipo de deficiência;
  20. 20. 5 - da elaboração de projetos que ampliem e inovem o atendimento dessas pessoas; - da divulgação da Declaração de Salamanca e outros documentos similares, da legislação, de informações e necessidades dos portadores de deficiência e da importância de sua participação em todos os setores da sociedade. 2. O segundo passo no processo de inclusão social é o da inclusão escolar. É necessário analisar se o ambiente de aprendizagem é favorecedor, se existem ofertas de recursos audiovisuais, se ocorreu as eliminações de barreiras arquitetônicas, sonoras e visuais, se existem salas de apoio pedagógico para estimulação e acompanhamento suplementar, se os currículos e estratégias de ensino estão adequados à realidade dos alunos e se todos os que compõem a comunidade escolar estão sensibilizados para atender o portador de deficiência com respeito e consideração. 3. O terceiro passo para a inclusão social de portadores de deficiência é a instituição de mecanismos fortalecedores desses direitos, tais como destinação de maiores verbas públicas para os projetos que atendam esse segmento e participação de entidades de defesa de deficientes nos processos decisórios de todas as áreas diretamente envolvidas no atendimento dessa população. Movimentos nacionais e internacionais têm buscado a criação de políticas de integração e de educação inclusiva. O resultado desses esforços resultou na Conferência Mundial de Educação Especial, onde participou 88 países e 25 organizações internacionais. Esse congresso aconteceu na cidade de Salamanca, na Espanha, em junho de 1994 [1]. Esta Conferência Mundial teve como ponto mais importante a 'Declaração de Salamanca', no qual está descrita a seguir, onde são apresentados pontos que devem servir de reflexão e mudanças da realidade atual [3].
  21. 21. 6 "Acreditamos e Proclamamos que: - toda criança tem direito fundamental à educação e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem; - toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas; - sistemas educacionais deveriam ser designados e programas educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características e necessidades; - aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma Pedagogia centrada na criança, capaz de satisfazer tais necessidades; - escolas regulares, que possuam tal orientação inclusiva, constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias, criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos; além disso, tais escolas provêem uma educação efetiva à maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional. Nós congregamos todos os governos e demandamos que eles: - atribuam a mais alta prioridade política e financeira ao aprimoramento de seus sistemas educacionais no sentido de se tornarem aptos a incluírem todas as crianças, independentemente de suas diferenças ou dificuldades individuais;
  22. 22. 7 - adotem o princípio de educação inclusiva em forma de lei ou de política, matriculando todas as crianças em escolas regulares, a menos que existam fortes razões para agir de outra forma; - desenvolvam projetos de demonstração e encorajem intercâmbios em países que possuam experiências de escolarização inclusiva; - estabeleçam mecanismos participatórios e descentralizados para planejamento, revisão e avaliação de provisão educacional para crianças e adultos com necessidades educacionais especiais; - encorajem e facilitem a participação de pais, comunidades e organizações de pessoas portadoras de deficiências nos processos de planejamento e tomada de decisão concernentes à provisão de serviços para necessidades educacionais especiais; - invistam maiores esforços em estratégias de identificação e intervenção precoces, bem como nos aspectos vocacionais da educação inclusiva; - garantam que, no contexto de uma mudança sistêmica, programas de treinamento de professores, tanto em serviço como durante a formação, incluam a provisão de educação especial dentro das escolas inclusivas. Nós também congregamos a comunidade internacional; em particular, nós congregamos governos com programas de cooperação internacional, agências financiadoras internacionais, especialmente as responsáveis pela Conferência Mundial em Educação para Todos, Unesco, Unicef, UNDP e o Banco Mundial:
  23. 23. 8 - a endossar a perspectiva de escolarização inclusiva e apoiar o desenvolvimento da educação especial como parte integrante de todos os programas educacionais; - as Nações Unidas e suas agências especializadas, em particular a ILO, WHO, Unesco e Unicef; - a reforçar seus estímulos de cooperação técnica, bem como reforçar suas cooperações e redes de trabalho para um apoio mais eficaz à já expandida e integrada provisão em educação especial; - a reforçar sua colaboração com as entidades oficiais nacionais e intensificar o envolvimento crescente delas no planejamento, implementação e avaliação de provisão em educação especial que seja inclusiva; - Unesco, enquanto a agência educacional das Nações Unidas; - a assegurar que educação especial faça parte de toda discussão que lide com educação para todos em vários foros; - a mobilizar o apoio de organizações dos profissionais de ensino em questões relativas ao aprimoramento do treinamento de professores no que diz respeito a necessidades educacionais especiais; - a estimular a comunidade acadêmica no sentido de fortalecer pesquisa, redes de trabalho e o estabelecimento de centros regionais de informação e documentação e, da mesma forma, a servir de exemplo em tais atividades e na disseminação dos resultados específicos e dos progressos alcançados em cada país no sentido de realizar o que almeja a presente Declaração;
  24. 24. 9 - a mobilizar Fundos através da criação (dentro de seu próximo Planejamento a Médio Prazo 1996-2000) de um programa extensivo de escolas inclusivas e programas de apoio comunitário, que permitiriam o lançamento de projetos- piloto que demonstrassem novas formas de disseminação e o desenvolvimento de indicadores de necessidade e de provisão de educação especial". 2.2. O direito ao trabalho No que se refere ao trabalho, a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, estabelece quotas de empregos para deficientes nas empresas e no serviço público, garantindo o acesso ao mercado de trabalho e a manutenção do emprego, por pessoas portadoras de deficiência. [4]. Ao mesmo tempo, como a lei é ampla, não há quotas específicas para cada tipo de deficiência, e as empresas podem escolher, entre os deficientes, os que lhes são mais úteis, dando também preferência aos portadores de deficiência parcial [5]. A lei sobre a contratação de portadores de necessidades especiais apresenta [4]: Lei nº 8.213 de 25 de julho de 1991 "Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência e dá outras providências a contratação de portadores de necessidades especiais." Art. 93 - a empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência, na seguinte proporção: - até 200 empregados - 2%
  25. 25. 10 - de 201 a 500 empregados - 3% - de 501 a 1000 empregados - 4% - de 1001 em diante - 5% Dados divulgados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) demonstram a dificuldade que os deficientes têm em ocupar uma posição dentro do mercado de trabalho. De acordo com os números divulgados em 2007, do total de 37,6 milhões de vínculos empregatícios formais, 348,8 mil foram declarados como portadores de necessidades especiais, o que representa menos de 1% de empregos formais no Brasil [6]. Desse total de 348,8 mil trabalhadores portadores de necessidades especiais, 50,28% são deficientes físicos, 28,16% auditivos, 2,95% visuais, 2,41% mentais e 1,67% portadores de deficiências múltiplas [6]. Segundo BRUMER [2], as vagas de trabalho para deficientes visuais limitam-se a um número reduzido de ocupações, tais como telefonista, vendedor e ascensorista, embora haja um número mais amplo de funções que eles poderiam exercer com competência. Pela dificuldade da inclusão escolar, são poucos os deficientes visuais que conseguem uma formação de curso superior, dificultando a especialização em áreas específicas. 2.3. Portadores de deficiência no Brasil Segundo o Decreto Federal n.º 914/93, portador de deficiência é "aquela pessoa que apresenta, em caráter permanente, perdas ou anomalias de sua estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, que gerem incapacidade para o desempenho de atividades, dentro do padrão considerado normal para o ser humano" [6]. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em pesquisa do Censo Demográfico, apurou que a população Brasileira estimada no ano de 2000 era de 169.799.170 pessoas, sendo que 14,5% da população possuíam algum tipo de deficiência [7].
  26. 26. 11 A relação dos tipos de deficiências e a porcentagem de pessoas deficientes são apresentadas no Gráfico 1. Gráfico 1 – Tipos de deficiências no Brasil [7]. 2.4. Educação Especial A Educação Especial é a modalidade de educação para pessoas que, por alguma espécie de limitação, necessitam de modificações ou adaptações no programa educacional, para que possam atingir seu potencial máximo. Essas limitações podem decorrer de problemas visuais, auditivos, mentais ou motores [8]. A educação é um dos fatores essenciais para que a inclusão social aconteça, e isso não é apenas para pessoas que possuem alguma deficiência, mas da população em geral. Se em nosso país já existe um grande déficit neste campo da educação, no grupo de pessoas com deficiência este é um fator ainda mais agravante [9]. 8% 4% 48% 17% 23% Porcentagens dos tipos de deficiências no Brasil DeficiênciaMental DeficiênciaFísica DeficiênciaVisual DeficiênciaAuditiva DeficiênciaMotora
  27. 27. 12 Dados do Censo realizado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2005 demonstram que enquanto no ensino fundamental estudavam 419 mil alunos com deficiência, somente 11 mil estavam matriculados no ensino médio. Já nas universidades o número de estudantes com deficiência é praticamente insignificante, representando apenas 0,1% do total. Ou seja, existe uma relação direta entre as barreiras enfrentadas pelas crianças com deficiência e o índice de desistência escolar [9]. Os dados referentes à educação da população com deficiência são dos mais importantes e preocupantes, pois esse é um fator chave na inclusão dos deficientes em nossa sociedade. Além disso, o nível de educação adquirida pelo deficiente refletirá em sua profissão frente ao mercado de trabalho [9]. No ano de 2006, o Congresso Nacional decretou e o Sr. Fernando Henrique Cardoso aprovou a Lei nº 9.394, estabelecendo diretrizes e bases da educação nacional [8]. O Capítulo V da lei trata da educação especial, apresentado no trecho abaixo: LEI Nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996 - LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. CAPÍTULO V Da Educação Especial Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. § 1º. Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial.
  28. 28. 13 § 2º. O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular. § 3º. A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil. Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; III - professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns; IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora; V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular. Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas
  29. 29. 14 sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder Público. Parágrafo único. O Poder Público adotará, como alternativa preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino, independentemente do apoio às instituições previstas neste artigo. Pesquisas realizadas pelo MEC (Ministério da Educação) apontam algumas evoluções na área de educação especial no Brasil para PNEEs (Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais) [10]: Professores tem se especializado em atender alunos com necessidades educacionais especiais; A cada novo ano a quantidade de matrículas de alunos com algum tipo de deficiência aumenta em relação ao ano anterior; As escolas especializadas na educação especial possuem cada vez mais recursos como computadores, internet e laboratórios de informática para seus alunos. No Gráfico 2, uma pesquisa realizada pelo MEC apresenta as distribuições dos professores com curso de no mínimo 40 horas, especializados no atendimento de alunos com necessidades educacionais especiais no ano de 2006 [10].
  30. 30. 15 Gráfico 2 - Professores para atender PNEE [10]. No Gráfico 3, o MEC registra que 54.625 professores formaram-se em 2006 para atender alunos com necessidades educacionais especiais, onde mais de 75% dos professores especializou-se na área de educação especial no ensino superior [10]. 4% 15% 66% 13% 2% Distribuições dos professores especializados no ensino especial Creche Pré-Escola Ensino Fundamental Ensino Médio Educação Profissional
  31. 31. 16 Gráfico 3 - Formação de professores na Educação Especial [10]. A evolução de matrículas de alunos com necessidades educacionais especiais no ensino superior teve um crescimento significativo em 2005, comparado aos anos de 2003 e 2004. A formação de professores especializados foi um dos fatores nessa crescente quantidade de matrículas [10]. Gráfico 4 - Evolução de matrículas das PNEE [10]. 1% 24% 75% Distribuição de professores formados para atender PNEE Com Ensino Fundamental Com Ensino Médio Com Ensino Superior Def. Auditiva Def. Física Def. Mental Def. Múltipla Def. Visual 665 1.387 96 83 920974 1.704 72 140 1.665 2.428 3.914 225 515 3.418 Evolução de Matrículas de alunos com Deficiência 2003 2004 2005
  32. 32. 17 Segundo pesquisa realizada pelo MEC, observa-se que a informática é uma realidade positiva nas escolas para alunos com necessidades educacionais especiais. Como é apresentado no Gráfico 5, no ano de 2006 existiam 7053 escolas especiais (especializadas em educação especial), sendo que 90% tinham computadores disponíveis para seus alunos, e 63,4% tinham acesso à internet . Gráfico 5 - Condições de Informática nas escolas especiais [10]. 2.5. Deficiência Visual Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), existem aproximadamente 40 milhões de pessoas com necessidades especiais com limitação visual no mundo, das quais 75% são provenientes de regiões de baixo poder socioeconômico [11]. No Brasil, a incidência de Pessoas com Necessidade Educacionais Especiais com limitação visual está na faixa de 1,0% a 1,5% da população, sendo de uma entre 3 mil crianças com cegueira, e de uma entre 500 40,4 % 90 % 63,4 % Informática nas 7.053 Escolas Especiais Escolas com Laboratórios de Informática Escolas com Computadores Escolas com Acesso à Internet
  33. 33. 18 crianças com baixa visão. A proporção é de 80% de pessoas com baixa visão e de 20% de pessoas totalmente cegas [11]. Outra pesquisa aponta que a falta de atendimento especializado está fortemente relacionada à origem dos problemas de visão. Segundo pesquisa realizada pela OMS, acredita-se que 2/3 dos portadores de deficiência visual, poderiam ter sua deficiência prevenida, evitada e até mesmo curada se tivessem um atendimento oftalmológico imediato [12]. De acordo com o Decreto nº 3.298/99 e o Decreto nº 5.296/04, conceitua-se como deficiência visual [13]: Cegueira – na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; Baixa Visão – significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; Os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60°; Ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores. A partir da edição do Decreto nº 5.296/04 pessoas com baixa visão também foram considerados como Deficientes Visuais. As pessoas com baixa visão são aquelas que, mesmo usando óculos comuns, lentes de contato, ou implantes de lentes intra-oculares, não conseguem ter uma visão nítida. As pessoas com baixa visão podem ter sensibilidade ao contraste, percepção das cores e intolerância à luminosidade, dependendo da patologia causadora da perda visual [13]. Segundo TONET [12], a cegueira caracteriza-se como aquela pessoa que possui perda total da visão ou perda da percepção da luz. A cegueira é considerada como sendo uma deficiência de grau severo, mas que pode ser amenizada por tratamento médico, reeducação e uso das
  34. 34. 19 tecnologias assistivas1 , tais como: bengala, sistema Braille, leitores de tela com síntese de voz, Braille eletrônico, impressoras Brailles, etc. TONET [12] define visão subnormal ou baixa visão, como aquela pessoa que mesmo com a limitação visual utiliza ou é potencialmente capaz de utilizar a visão para o planejamento ou execução de uma tarefa/atividade, ou ainda, que seja capaz de perceber luminosidade até o grau em que a deficiência visual interfira ou limite seu desempenho. A deficiência visual é a situação de diminuição da resposta visual, podendo ser de causa congênita ou hereditária, mesmo após tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos [9]: a) Deficiência congênita: aquelas provenientes desde o nascimento. b) Deficiência adquirida: aquelas adquiridas ao longo da vida. Gráfico 6 - Deficiência Visual Congênita e Adquirira [9]. 2.6. Principais Causas da Deficiência Visual Em uma pesquisa realizada no ano de 2004 pelo Setor de Oftalmologia do HC da Unicamp (Hospital das Clínicas), concluiu-se que a catarata é a maior causa de cegueira em Campinas, onde 40% dos casos a catarata aparece como principal causa da perda da visão. Outras causas prevalentes ou importantes foram retinopatia diabética (doença na retina), com 16%, e glaucoma, com 11% [15]. 1 Tecnologia assistiva: Ferramenta ou recurso utilizado com a finalidade de proporcionar uma maior independência e autonomia à pessoa com deficiência [14].
  35. 35. 20 Segundo oftalmologista Carlos Arieta, o percentual de deficiências visuais causadas pela catarata em Campinas coincidiu com a incidência média da doença na maior parte dos países. Segundo ele, a doença responde por uma margem que vai de 40% a 60% dos casos de cegueira no mundo [15]. 2.7. Introdução ao Sistema Braille O sistema Braille foi inventado na França em 1825, por um jovem cego chamado Louis Braille. Ele se inspirou numa invenção denominada sonografia ou código militar, desenvolvida por Charles Barbier, oficial do exército francês, que tinha como objetivo possibilitar a comunicação noturna entre oficiais nas campanhas de guerra [16]. Em 1854, o Sistema Braille foi adotado no Imperial Instituto dos Meninos Cegos (hoje, Instituto Benjamin Constant), sendo a primeira instituição na América Latina a utilizá-lo. Atualmente o Braille é usado no mundo inteiro, para a educação e integração dos deficientes visuais na sociedade [16]. O Sistema Braille é um sistema de leitura e escrita tátil que consta de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos. Os seis pontos formam o que convencionou-se chamar de "cela Braille". Para facilitar a sua identificação, os pontos são numerados em duas colunas [17]: Do alto para baixo, coluna da esquerda: pontos 1-2-3; Do alto para baixo, coluna da direita: pontos 4-5-6. A diferente disposição desses seis pontos permite a formação de 63 combinações ou símbolos Braille, usados em todo o mundo para representar letras, números, símbolos — usados na matemática, na química, na música, na informática, e etc. [17].
  36. 36. 21 2.7.1.A Cela Básica Figura 1 - Cela Básica, Sistema Braille [17]. 2.7.2.O Alfabeto Básico da Língua Portuguesa Figura 2 - Alfabeto Básico, Sistema Braille [17]. 2.8. Inclusão Digital de Deficientes Visuais A Inclusão digital é considerada como um caminho essencial para a inclusão social, pois proporciona igualdade de oportunidades na sociedade da informação para qualquer pessoa, independente de suas deficiências [18]. Segundo SANTAROSA, a informática é um meio extremamente importante na inclusão digital e social de pessoas portadoras de deficiência
  37. 37. 22 visual, além disso, é o meio de propiciar o acesso à informação de cidadãos excluídos. SANTAROSA ainda diz que as tecnologias assistivas propiciam aos deficientes visuais uma forma de compartilhar, aprender e interagir, construindo coletivamente em uma sociedade que muitas vezes as exclui [11]. As dificuldades e empecilhos que os deficientes visuais encontram na utilização da informática como meio de estudo podem ser superados se houver, acima de tudo, a vontade de construir, de superar, e de aceitar os desafios existentes [8]. Segundo BRUMER, a falta ou redução de visão não é o principal obstáculo para a inclusão dos portadores de deficiência visual como cidadãos. Se existem condições de aprendizado e meios de desenvolver e aplicar suas habilidades, os portadores de deficiência visual têm condições para estudar, trabalhar e de participar da vida social, econômica, cultural e política da sociedade [2]. Dessa forma, o acesso ao computador é uma ferramenta extremamente importante no processo de inclusão social e digital, pois o acesso à informação, a troca de experiências e a facilidade de comunicação proporcionada pelo meio digital e pela internet contribuem para uma sociedade mais inclusiva, além de gerar um grande diferencial no aprendizado e na capacidade de ascensão financeira para o cidadão deficiente [9] [19]. 2.9. Como Deficientes Visuais Usam o Computador Os deficientes visuais contam com a ajuda das tecnologias assistivas para utilizarem computadores. As tecnologias mais conhecidas e utilizadas no Brasil são os softwares chamados de leitores de tela e os softwares ampliadores de tela [21]. Segundo MELO, os ampliadores de telas têm a função de ampliar e modificar as cores na tela, visando melhorar a leitura de textos e a
  38. 38. 23 percepção das imagens às pessoas com dificuldade em enxergar. São exemplos deste tipo de tecnologia assistiva a Lente de Aumento do Sistema Operacional Microsoft® Windows e a Lente Pro. No caso dos Leitores de telas, a função do software é explicar o que está sendo mostrado na tela por meio de sintetizadores de voz ou displays em Braille, promovendo acesso à informação às pessoas cegas ou com dificuldades de leitura. SPELA explica que termo "explicar" é usado ao invés de "ler", porque, além de saber o que está escrito, os deficientes visuais precisam saber se aquilo é um título, um campo de formulário, uma caixa de diálogo, uma lista, ou um botão. São exemplos de leitores de telas: Jaws for Windows, Virtual Vision, DosVox e NVDA. Todos estes leitores de tela foram desenvolvidos para o ambiente Windows, porém já existem softwares similares para Unix [21] [22]. No caso das pessoas deficientes visuais que utilizam leitores de telas, a diferença está na ausência do mouse, pois todas as operações para utilizar o software são realizadas pelo teclado, motivo pelo qual é necessário que o deficiente visual domine a localização dos caracteres (teclas alfanuméricas, símbolos e funções). Para facilitar o posicionamento no teclado, os deficientes visuais contam com a presença de uma saliência nas teclas F, J e no número 5 [21]. 2.9.1.Acesso ao Computador sem Mouse Existem várias dificuldades na utilização do mouse por pessoas com deficiência visual, paralisia, amputação de um membro superior ou dificuldade de controle dos movimentos. Em muitos casos, essas dificuldades podem ser resolvidas através das opções de acessibilidade dos sistemas operacionais. Por exemplo, no sistema operacional Windows, com as teclas ―Ctrl+Esc‖ é possível abrir o menu "Iniciar" do Windows, navegar entre os itens do menu com as setas do teclado, e pressionar a tecla "Enter" ao invés de usar o botão esquerdo do mouse [22].
  39. 39. 24 2.9.2.Acesso ao Computador sem Monitor Segundo SPELTA, deficientes visuais com cegueira não precisam utilizar um monitor para acessar o computador, pois essas informações são captadas pelos softwares leitores de tela e então enviadas para um sintetizador de voz ou para um terminal Braille [22]. 2.9.3.Softwares Leitores de Tela Além do software leitor de tela explicar o que é mostrado na tela, o software tem que interagir com o usuário, pois este precisa ter o controle do que está ouvindo, e pode precisar, por exemplo, configurar a velocidade que um texto é lido, deixando a leitura mais lenta, ou voltar a leitura de uma frase, ou soletrar uma palavra [22]. SPLETA explica que os softwares leitores de tela também possuem limitações. Por exemplo, eles não são capazes de interpretar uma informação apresentada em formato gráfico, mesmo que o seu conteúdo seja um texto. Outro ponto importante é que, pelo fato dos deficientes visuais substituírem a utilização do mouse, utilizando basicamente os recursos de navegação através do teclado, se algum elemento apresentado na tela não puder ser focado através dos recursos de navegação do teclado, dificilmente ele será acessível a um usuário deficiente visual [22]. No caso específico da internet, para que os softwares leitores de tela consigam explicar as informações corretamente dos sites, existem diversas diretrizes e metodologias de programação que devem ser seguidas no desenvolvimento desses sites [22]. 2.9.3.1. Jaws O software Jaws é um leitor de tela desenvolvido pela empresa norte-americana Henter-Joyce, pertencente ao grupo Freedom Scientific.
  40. 40. 25 Segundo SANTAROSA, estima-se que no ano de 2003, a quantidade de usuários deste programa era em torno de 50.000, espalhados por vários países [23]. O Jaws trabalha em ambiente Windows, nas versões Windows Vista, Windows XP Professional, Windows XP Home, Windows XP Media Center Edition, Windows 2008 Server, e Windows 2003 Server. O Jaws é um software pago, e a versão básica tem um custo de $895.00 [24]. Após a instalação do software, é possível utilizar a grande maioria dos aplicativos existentes para o ambiente Windows, como os aplicativos do Office, o Internet Explorer, E-mail, Chat, entre diversos outros [23]. Figura 3 - Tela inicial do Jaws. Fonte: criação própria. 2.9.3.2. Virtual Vision O software Virtual Vision é um leitor de tela desenvolvido pela empresa brasileira MicroPower. A primeira versão foi lançada em janeiro de 1998. Sua última versão é a 6.0, e o valor da licença do software é de R$1.440 para pessoa física, e R$1.800 para pessoa jurídica. Correntistas do banco Real e do banco Bradesco podem adquirir uma licença gratuita do software. Assim como o software Jaws, após a instalação do Virtual Vision é possível utilizar a grande maioria dos aplicativos existentes para o ambiente
  41. 41. 26 Windows, como os softwares Word, Excel, Internet Explorer, Outlook, MSN, Skype, entre outros. [25]. Segundo informações divulgadas no site da MicroPower, o Virtual Vision é atualmente acessado por aproximadamente 10 mil pessoas com deficiência visual, sendo que cerca de 1.000 deles já se encontram ocupados no mercado de trabalho [25]. 2.9.3.3. Dosvox O Dosvox, diferente do Jaws e Virtual Vision, é um sistema operacional com mais de 80 softwares próprios, desenvolvidos especialmente para deficientes visuais. Além disso, não existem custos para utilizar o Dosvox [26]. Esse sistema operacional vem sendo desenvolvido desde 1993, pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob a coordenação do professor José Antônio dos Santos Borges [23]. Segundo SANTAROSA, uma das importantes características desse sistema operacional é que ele foi desenvolvido com tecnologia totalmente nacional, sendo o primeiro sistema comercial a sintetizar vocalmente textos genéricos na língua portuguesa [23]. Segundo informações divulgadas no site do Dosvox, em dezembro de 2002 existiam cerca de 6000 usuários no Brasil e alguns países da América Latina utilizando esse sistema operacional. Nesta época, o número desses usuários que acessavam a Internet era estimado em cerca de 1000 deficientes visuais [26]. Dentre as limitações do DOSVOX destaca-se o acesso à Internet, que apresenta algumas restrições pelo fato da maioria das páginas apresentarem figuras, gráficos e frames, o que torna difícil para o deficiente visual compreender o que está sendo exibido na tela [23].
  42. 42. 27 Figura 4 - Tela inicial do Dosvox. Fonte: Criação própria. 2.10. EAD - Ensino a Distância A sigla EAD, cujo significado é ‗ensino a distância‘, é a modalidade educacional alternativa para transmitir informações e instruções aos alunos, sem que alunos e professores estejam localizados no mesmo espaço físico [27]. ALMEIDA ainda define EAD como uma modalidade educacional cujo desenvolvimento relaciona-se com a administração do tempo pelo aluno, o desenvolvimento da autonomia para realizar as atividades indicadas no momento em que considere adequado, o diálogo com os pares para a troca de informações e o desenvolvimento de produções em colaboração [27]. Inicialmente, o EAD surgiu como uma modalidade educacional alternativa para pessoas residentes em áreas isoladas e para aqueles que não tinham condições de estudar nos períodos estabelecidos pelas instituições de ensino. Dessa forma, as informações e instruções eram transmitidas aos alunos pelo correio, e os professores, por sua vez, recebiam destes as respostas às lições propostas [27].
  43. 43. 28 O rádio e a televisão deram um novo impulso no EAD, favorecendo a disseminação e a popularização do acesso à educação em diferentes níveis, permitindo atender grande massa de alunos, onde o grande diferencial era a emissão rápida de informações [27]. Com o advento da internet, evidenciou-se uma ampliação ao acesso da educação, e com isso o surgimento dos ‗ambientes digitais de aprendizagem‘, que são sistemas computacionais disponíveis na internet, destinados ao suporte de atividades mediadas pelas TICs (tecnologias de informação e comunicação). Através desses ambientes digitais de aprendizagem, é possível integrar múltiplas mídias, linguagens e recursos, apresentar informações de maneira organizada, desenvolver interações entre pessoas, elaborar e socializar produções tendo em vista atingir determinados objetivos [27]. No modelo do EAD usando a internet, através dos ambientes digitais de aprendizagem, conta-se com a presença do professor para elaborar os materiais instrucionais e planejar as estratégias de ensino e, na maioria das situações, com um tutor encarregado de responder as dúvidas dos alunos de forma online. É muito importante que o tutor compreenda a concepção do curso e esteja devidamente preparado para orientar o aluno, pois do contrário corre-se o risco de um atendimento inadequado que pode levar o aluno a abandonar a possibilidade de interação com o tutor, passando a trabalhar sozinho sem ter com quem dialogar a respeito de suas dificuldades e progressos [27]. Atualmente, o EAD não é mais apenas uma modalidade educacional alternativa e paliativa para atender alunos residentes em áreas isoladas, e nem trata da simples mudança de conteúdos e métodos de ensino presencial para o ensino a distância. Para o representante no Brasil da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Abdul Waheed Khan, o ensino a distância faz parte do cotidiano e se tornou fundamental para se alcançar os objetivos mundiais de educação. KHAN destaca que "O Brasil já é referência mundial em educação a
  44. 44. 29 distância, pelo trabalho sério que vem realizando. Apostamos que será um ponto determinante no desenvolvimento do País" [28]. É importante destacar que para desenvolver a educação a distância através dos ambientes digitais de aprendizagem é necessário a preparação de profissionais que possam implementar recursos tecnológicos (software) condizentes com as necessidades educacionais, o que implica estruturar equipes de interdisciplinares constituídas por educadores, profissionais de design, programação e desenvolvimento de ambientes computacionais para EAD, com competência na criação, gerenciamento e uso desses ambientes [27]. 2.10.1. A Evolução do EAD no Brasil O ensino a distância está ganhando força a cada ano em nosso país. No site do MEC são apresentados diversos projetos e investimentos que estão sendo realizados no ano de 2009 para o incentivo e desenvolvimento do ensino a distância. No dia 27 de maio de 2009, o Secretário de Educação a Distância, Carlos Eduardo Bielschowsky, afirmou que "A educação a distância tem contribuído para a democratização do acesso ao ensino superior público". Essa afirmação foi feita na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados [29]. Na palestra de abertura dos trabalhos da comissão, Bielschowsky apresentou dados da evolução da modalidade de educação a distância nos últimos oito anos, que deu um salto de 1.682 para 760.599 alunos, de 2000 a 2008 [29]. Bielschowsky também abordou a formação profissional técnica a distância, que revelou a meta de atender 200 mil alunos em mil até 2010. O investimento para este ano no programa será de mais de R$ 160 milhões. "A cultura da educação a distância é nova. Estamos construindo uma cultura que possa se traduzir em ensino de qualidade", explica [30].
  45. 45. 30 O Censo da Educação Superior de 2006 realizado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) apresenta um grande crescimento nos cursos de ensino a distância. De 2003 a 2006 houve um aumento de 571% em número de cursos e de 315% no número de matrículas. Em 2005, os alunos de EAD representavam 2,6% do universo dos estudantes. Em 2006 essa participação passou a ser de 4,4% [31]. 2.10.2. EAD para Deficientes Visuais usando a Internet A sociedade deve propiciar as pessoas deficientes visuais condições de acesso à educação, à aprendizagem e ao desenvolvimento, da mesma forma que propicia para as pessoas com visão normal. A Internet e o uso das TICs evidenciaram uma ampliação ao acesso da educação, dessa forma, o EAD gera novas possibilidades de inclusão de pessoas com deficiência visual no cenário educacional [32]. Em um trabalho realizado por SANTAROSA, MORO e ESTABEL, onde o objetivo era que um deficiente visual realizasse um curso de HTML (HyperText Markup Language) pela internet, é detalhado as barreiras e dificuldades enfrentadas e superadas pelo aluno deficiente visual. É importante destacar que o aluno deficiente visual já sabia usar um computador e acessar a internet, porém, não conhecia o conteúdo do curso, e nunca teve contato com desenvolvimento de páginas na internet [11]. Desde o primeiro momento, quando foi proposta a atividade de desenvolvimento da página em HTML, tinha-se consciência do desafio que a tarefa seria por causa da distância física e das limitações apresentadas pela ausência de visão do aluno. No entanto, a experiência teve resultado positivo, e o deficiente visual alcançou os objetivos de forma surpreendente, conseguindo concluir o curso e desenvolver suas próprias páginas em HTML. Segundo SANTAROSA, MORO e ESTABEL, esse trabalho foi uma das experiências, com resultados positivos, que demonstram que o EAD para deficientes visuais usando a internet é totalmente possível, e que essa
  46. 46. 31 é uma metodologia de ensino importante e viável para inclusão digital e social dos deficientes visuais [11]. Para tanto, existem itens fundamentais que devem ser analisados e praticados para o sucesso do EAD para deficientes visuais [27]: Conteúdo do curso disponibilizado: a criação e adaptação do conteúdo dos cursos disponibilizados pela internet para deficientes visuais precisam ser validados por pessoas competentes, com conhecimento nos assuntos abordados no curso, e especialização na modalidade de educação especial para deficientes visuais. Além disso, os textos do conteúdo dos cursos devem seguir as recomendações de conteúdo acessível do W3C [27]. Estrutura do site que os cursos são disponibilizados: os sites criados para o EAD pela internet para deficientes visuais devem ser desenvolvidos utilizando padrões de programação internacionais extremamente importantes para garantir a acessibilidade aos deficientes visuais [27]. Conhecimento e preparação dos professores e tutores: é fundamental que os professores e tutores que auxiliarão os alunos tenham conhecimento no conteúdo apresentado e tenham experiência na modalidade de ensino especial e ensino a distância [27]. Acompanhamento na realização das atividades: o papel do professor e do tutor no EAD é ser orientador do aluno, acompanhar seu desenvolvimento no curso, estimular a realização do curso, fazê-lo refletir, compreender os equívocos e depurar suas produções [27].
  47. 47. 32 2.10.3. Formação de Professores para Educação Especial A utilização de ambientes digitais de aprendizagem a distância, em um país nas dimensões do Brasil, constitui-se um dever social e ético, por isso, é fundamental a formação de professores na área da educação especial e na área da educação a distância [33]. Ações mobilizando a formação de professores nessas áreas vêm sendo realizadas no Brasil desde 1999. Assim, por meio da Secretaria de Educação Especial, o MEC criou o PROINESP (Programa Nacional de Informática na Educação Especial) [34]. O PROINESP incentiva o uso pedagógico das TICs na educação para alunos com necessidades educacionais especiais, disponibilizando recursos tecnológicos em escolas públicas inclusivas e, simultaneamente, formando, na dimensão técnica e metodológica, professores dessas unidades educativas, criando estratégias pedagógicas e de acessibilidade pela interface das TICs [33]. 2.11. Acessibilidade Segundo a legislação brasileira, acessibilidade é a ―possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida‖ [35]. A falta de acessibilidade dificulta, e chega até a impossibilitar o convívio social, aumentando os níveis de exclusão social. A falta de acessibilidade está diretamente ligada à qualificação e formação escolar de pessoas com deficiência, fortemente impactada pela dificuldade de acesso as escolas e universidades [9]. A acessibilidade está em edificações, nas ruas, no transporte público e nas comunicações. Construção de rampas de acesso, mobiliário apropriado, vias públicas rebaixadas, sinais sonoros e outras iniciativas
  48. 48. 33 revelam-se imprescindíveis para permitir o desenvolvimento e a inclusão das pessoas com deficiência [9]. É evidente que a acessibilidade é imprescindível na sociedade, pois ela permite que todas as pessoas, independente de suas limitações físicas, possam desfrutar das mesmas oportunidades em educação, saúde, trabalho, lazer, turismo e cultura [9]. No Brasil, destacam-se as seguintes leis de acessibilidade [35]: Lei nº 10.048/2000 – 08 de Novembro de 2000: aborda o assunto de atendimento prioritário e de acessibilidade nos meios de transportes e introduz penalidades ao não cumprimento da lei. Lei nº 10.098/2000 – 19 de Dezembro de 2000: estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Comitê CB-40 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas): dedica-se à normalização no campo de acessibilidade, atendendo aos preceitos de desenho universal. Este Comitê possui diversas comissões, definindo normas de acessibilidade em todos os níveis, desde o espaço físico até o virtual. 2.11.1. Acessibilidade na Internet Conforme definição do W3C (World Wide Web Consortium), acessibilidade na internet significa prover recursos nos sites para que pessoas com necessidades especiais tenham a capacidade de utilizar a internet como outra pessoa qualquer [36]. Uma das regras básicas da acessibilidade na internet é em relação à flexibilidade para atender diversos tipos de necessidades, situações e preferências. Esta flexibilidade acaba beneficiando todas as pessoas que usam a internet, inclusive aquelas sem qualquer tipo de limitação em diferentes situações (pessoas que usam conexão lenta para acessar a
  49. 49. 34 internet), pessoas com restrições temporárias (com um braço quebrado) e pessoas idosas [36]. É fundamental proporcionar oportunidades iguais a todas as pessoas. A participação de pessoas portadoras de necessidades especiais na internet é extremamente importante, pois a internet exerce um papel crescentemente nas diversas áreas como a educação, os negócios, o comércio, o governo e recreação [36]. Atualmente existem milhões de pessoas portadoras de necessidades especiais que tem o seu acesso a internet restrita, pois a maioria dos sites tem barreiras de acessibilidade, que dificultam ou mesmo tornam impossível o acesso ao site por essas pessoas [36]. Segundo SANTAROSA, o desenvolvimento de sites deve seguir recomendações e princípios de acessibilidade para possibilitar o acesso pelas pessoas com necessidades especiais [37]. Essas recomendações e princípios abordam dois eixos: assegurar uma transformação harmoniosa, e tornar o conteúdo compreensível e navegável [37]: Assegurar uma transformação harmoniosa da informação: deve-se apresentar a informação de mais de uma maneira. Por exemplo: o que for áudio deve ter uma versão em texto; o que for imagem deve ser descrito. Este princípio se justifica tanto em função de possíveis limitações dos usuários quanto da existência de tecnologias de qualidades distintas. Fazer o conteúdo compreensível e navegável: deve-se utilizar um estilo bem simples, observando a estrutura lógica do site, em termos da compreensão dos seus diversos pontos de enlace. O usuário pode ter dificuldades em compreender a informação, seja devido ao idioma, seja devido ao contexto em que ela é apresentada.
  50. 50. 35 SANTAROSA e CONFORTO explicam que as causas mais freqüentes da falta de acessibilidade em muitos sites na internet estão muitas vezes associados [38]: A falta de planejamento na estrutura do site, desorientando e dificultando a navegação pelo usuário; O uso abusivo de informações gráficas (imagens, mapas de imagens, tabelas para formatar o conteúdo das páginas, elementos multimídias, e etc.) sem proporcionar alternativas adequadas de texto ou outro tipo de comentário. Esse tipo de desenvolvimento de site gera problemas de acessibilidade principalmente as pessoas com limitação visual, pois esses dependem da informação que é falada pelos leitores de tela [38]. Segundo o W3C, o trabalho requerido para desenvolver um site acessível depende de vários fatores, entre eles o tipo de conteúdo, o tamanho e a complexidade do site, e das ferramentas e ambiente de desenvolvimento [36]. Muitos dos aspectos da acessibilidade podem ser facilmente implementados se forem planejados antes do início do desenvolvimento de um novo site. Contudo, adaptar sites já existentes pode demandar uma quantidade considerável de trabalho e esforço, especialmente para aqueles sites que não seguem as recomendações do W3C [36]. 2.11.1.1. W3C - World Wide Web Consortium Criado por Tim Berners-Lee, o W3C é um consórcio internacional no qual organizações filiadas, uma equipe em tempo integral e o público trabalham juntos para desenvolver padrões para a internet. Berners-Lee também é o criador da World Wide Web, criada em 1989 enquanto trabalhava na Organização Européia para Pesquisa Nuclear [39].
  51. 51. 36 Criada em 1994, a missão do W3C é conduzir a World Wide Web para que atinja todo seu potencial, desenvolvendo protocolos e diretrizes que garantam seu crescimento de longo prazo. O W3C já publicou mais de 110 desses padrões, denominados Recomendações do W3C, onde constam recomendações de como desenvolver para a internet [39]. 2.11.1.2. W3C-WAI - Web Accessibility Initiative Em Outubro de 1997, o W3C lança o WAI (Web Accessibility Initiative). Esta iniciativa tem como missão promover a acessibilidade na internet para pessoas com deficiência. Entre várias atividades no domínio da tecnologia, investigação e educação, destacam-se as relacionadas com o desenvolvimento de normas de acessibilidade do conteúdo na internet, e de ferramentas de criação de conteúdo [39]. 2.11.1.3. WCAG - Web Content Accessibility Guidelines Em Maio de 1999, o W3C-WAI publicou o documento WCAG 1.0 (Web Content Accessibility Guidelines), primeiro documento que serve de referência mundial para a acessibilidade na internet, onde constam recomendações de acessibilidade de conteúdo para internet, abordando técnicas a serem implementadas por designers e desenvolvedores na internet. Um site seguindo os WCAG irá beneficiar as pessoas portadoras de deficiências, mas estende benefícios para usuários em diversas situações, tais como: usuários de dispositivo móvel com tela pequena, acesso à internet com conexão lenta, equipamento sem áudio, navegadores que não são comuns na internet, ambiente com ruídos ou com luminosidade precária, usuários temporariamente impossibilitados de exercer certas ações e idosos [40]. Em Dezembro de 2008, o W3C-WAI publicou a versão WCAG 2.0. Embora seja possível estar em conformidade com a WCAG 1.0 ou com a WCAG 2.0 (ou ambos), o W3C recomenda que conteúdos novos e atualizações usem o WCAG 2.0 [42].
  52. 52. 37 A WCAG é, a princípio, direcionada para [40]: Desenvolvedores de conteúdo para internet (autores de páginas de internet, projetistas de sites, etc.). Desenvolvedores de ferramentas para internet. Desenvolvedores de ferramentas de avaliação da acessibilidade. 2.11.1.4. Recomendações do WCAG Segundo o W3C, as recomendações do WCAG proporcionam, a qualquer usuário, acesso mais rápido às informações na internet. Estas recomendações não visam restringir a utilização de imagem ou vídeo, mas sim explicam como tornar o conteúdo mais acessível a um público mais vasto [41]. O WCAG 1.0, descreve quatorze princípios ou diretrizes que abordam questões acessibilidade na internet. Embora já exista a versão do WCAG 2.0, os quatorzes princípios publicados na versão 1.0 continuam válidas para a versão 2.0 [41]: Recomendação 1 - Fornecer alternativas equivalentes ao conteúdo sonoro e visual: Proporcionar conteúdo que, ao ser apresentado ao usuário, transmita, em essência, as mesmas funções e finalidade que o conteúdo sonoro ou visual. Recomendação 2 - Não recorrer apenas à cor: Assegurar a percepção do texto e dos elementos gráficos quando vistos sem cores. Recomendação 3 - Utilizar corretamente marcações e folhas de estilo: Marcar os documentos com os elementos estruturais adequados. Controlar a apresentação por meio de folhas de estilo, em vez de elementos de apresentação e atributos.
  53. 53. 38 Recomendação 4 - Indicar claramente qual o idioma utilizado: Utilizar marcações que facilitem a pronúncia e a interpretação de abreviaturas ou texto em língua estrangeira. Recomendação 5 - Criar tabelas passíveis de transformação harmoniosa: Assegurar que as tabelas têm as marcações necessárias para poderem ser transformadas harmoniosamente por navegadores acessíveis e outros agentes do usuário. Recomendação 6 - Assegurar que as páginas dotadas de novas tecnologias sejam transformadas harmoniosamente: Assegurar que as páginas são acessíveis mesmo quando as tecnologias mais recentes não forem suportadas ou tenham sido desativadas. Recomendação 7 - Assegurar o controle do usuário sobre as alterações temporais do conteúdo: Assegurar a possibilidade de interrupção momentânea ou definitiva do movimento, intermitência, transcurso ou atualização automática de objetos ou páginas. Recomendação 8 - Assegurar a acessibilidade direta de interfaces do usuário integradas: Assegurar que a interface do usuário obedeça a princípios de design para a acessibilidade: acesso independente de dispositivos, operacionalidade pelo teclado, emissão automática de voz (verbalização). Recomendação 9 - Projetar páginas considerando a independência de dispositivos: Utilizar funções que permitam a ativação de elementos de página por meio de uma grande variedade de dispositivos de entrada de comandos. Recomendação 10 - Utilizar soluções de transição: Utilizar soluções de acessibilidade transitórias, para que as tecnologias de apoio e os navegadores mais antigos funcionem corretamente.
  54. 54. 39 Recomendação 11 - Utilizar tecnologias e recomendações do W3C: Utilizar tecnologias do W3C (de acordo com suas especificações) e seguir as recomendações de acessibilidade. Quando não for possível utilizar tecnologia, ou quando tal utilização produzir materiais que não possam ser objeto de transformação harmoniosa, fornecer uma versão alternativa, acessível, do conteúdo. Recomendação 12 - Fornecer informações de contexto e orientações: Fornecer contexto e orientações para ajudar os usuários a compreenderem páginas ou elementos complexos. Recomendação 13 - Fornecer mecanismos de navegação claros: Fornecer mecanismos de navegação coerentes e sistematizados, informações de orientação, barras de navegação, mapa do site, para aumentar as probabilidades de uma pessoa encontrar o que procura em um determinado site. Recomendação 14 - Assegurar a clareza e a simplicidade dos documentos: Assegurar a produção de documentos claros e simples, para que sejam mais fáceis de compreender. 2.11.1.5. WCAG – Pontos de Verificação e Níveis de Prioridade Para cada uma das 14 recomendações, o WCAG apresenta pontos de verificação que devem ser implementados e alcançados para que sites fiquem de acordo com os padrões de acessibilidade do W3C-WAI. Cada um dos pontos de verificação foi elaborado de forma que fosse suficientemente específico, permitindo que qualquer pessoa que examine a página ou site possa verificar facilmente se o ponto de verificação em questão foi satisfeito [41].
  55. 55. 40 Existem 3 níveis de prioridade, onde o grupo de determinados pontos de verificação são atribuídos a um dos níveis, com base no respectivo impacto, em termos de acessibilidade [41]. Nível de Prioridade 1 - Pontos que os desenvolvedores de conteúdo para internet devem satisfazer inteiramente. Se não o fizerem, um ou mais grupos de usuários ficarão impossibilitados de acessar as informações contidas no documento. A satisfação desse tipo de pontos é um requisito básico para que determinados grupos possam acessar documentos disponíveis na internet [43]. Pontos de verificação: 1. Fornecer um equivalente textual a cada elemento não textual. Isso abrange: imagens, representações gráficas do texto, etc. 2. Assegurar que todas as informações veiculadas com cor estejam também disponíveis sem cor. 3. Identificar claramente quaisquer mudanças de idioma no texto de um documento, bem como nos equivalentes textuais. Exemplo: legendas. 4. Organizar os documentos de tal forma que possam ser lidos sem recurso a folhas de estilo. 5. Assegurar que os equivalentes de conteúdo dinâmico sejam atualizados sempre que esse conteúdo mudar. 6. Evitar concepções que possam provocar interrupção momentânea na tela, até que os dispositivos de auxílio do usuário possibilitem o seu controle. 7. Utilizar linguagem a mais clara e simples possível, adequada ao conteúdo do site. Na utilização de imagens, abaixo dois pontos de verificação: 8. Fornecer links de texto redundantes relativos a cada região ativa de um mapa de imagem armazenado no servidor.
  56. 56. 41 9. Fornecer mapas de imagem armazenados no cliente ao invés de no servidor, exceto quando as regiões não puderem ser definidas por forma geométrica disponível. Na utilização de tabelas, abaixo dois pontos de verificação: 10. Em tabelas de dados, identificar os cabeçalhos de linha e de coluna. 11. Em tabelas de dados com dois ou mais níveis lógicos de cabeçalhos de linha ou de coluna, utilizar marcações para associar as células de dados às células de cabeçalho. Na utilização de frames, abaixo um ponto de verificação: 12. Disponibilizar, a cada frame, um título que facilite a identificação dos frames e sua navegação Na utilização de frames, abaixo um ponto de verificação: 13. Assegurar que todas as páginas possam ser utilizadas mesmo que os programas interpretáveis, os applets ou outros objetos programados tenham sido desativados ou não sejam suportados. Se isso não for possível, fornecer informações equivalentes em uma página alternativa, acessível. Na utilização de multimídia, abaixo dois pontos de verificação: 14. Fornecer uma descrição sonora das informações importantes veiculadas em trechos visuais das apresentações multimídia, até que os agentes do usuário consigam ler, automaticamente e em voz alta, o equivalente textual dos trechos visuais. 15. Em apresentações multimídia baseadas em tempo (filme ou animação), sincronizar as alternativas equivalentes (legendas ou descrições sonoras dos trechos visuais) e a apresentação. No item 16, é apresentada uma solução caso os pontos de verificação não tenha sido atendidos:
  57. 57. 42 16. Fornecer um link a uma página alternativa que utilize tecnologias do W3C, que seja acessível, contenha informações (ou funcionalidades) equivalentes e seja atualizada tão freqüentemente quanto à página original, considerada inacessível. Nível de Prioridade 2 - Pontos que os desenvolvedores de conteúdo para internet deveriam satisfazer. Se não o fizerem, um ou mais grupos de usuários terão dificuldades em acessar as informações contidas no documento. A satisfação desse tipo de pontos promoverá a remoção de barreiras significativas ao acesso a documentos disponíveis na internet [43]. Pontos de verificação: 1. Assegurar que a combinação de cores entre o fundo e o primeiro plano seja suficientemente contrastante para poder ser vista por pessoas com cromodeficiências, bem como pelas que utilizam monitores de vídeo monocromático. 2. Sempre que existir uma linguagem de marcação apropriada, utilizar marcações em vez de imagens para transmitir informações. 3. Criar documentos passíveis de validação por gramáticas formais, publicadas. 4. Utilizar folhas de estilo para controlar a paginação (disposição em página) e a apresentação. 5. Utilizar unidades relativas, e não absolutas, nos valores dos atributos da linguagem de marcação e nos valores das propriedades das folhas de estilo. 6. Utilizar elementos de cabeçalho indicativos da estrutura do documento, de acordo com as especificações. 7. Marcar corretamente listas e pontos de enumeração em listas. 8. Marcar as citações. Não utilizar marcações de citação para efeitos de formatação, como, por exemplo, o avanço de texto. 9. Assegurar a acessibilidade do conteúdo dinâmico ou fornecer apresentação ou páginas alternativas.
  58. 58. 43 10. Evitar situações que possam provocar o piscar do conteúdo das páginas (isto é, alterar a apresentação a intervalos regulares, como ligar e desligar), até que os agentes do usuário possibilitem o controle desse efeito. 11. Não criar páginas de atualização automática periódica, até que os agentes do usuário possibilitem parar essa atualização. 12. Não utilizar marcações para redirecionar as páginas automaticamente, até que os agentes do usuário possibilitem parar o redirecionamento automático. Ao invés de utilizar marcações, configurar o servidor para que execute os redirecionamentos. 13. Não provocar o aparecimento de janelas de sobreposição ou outras quaisquer, e não fazer com que o conteúdo da janela atual seja modificado sem que o usuário seja informado disso, até que os agentes do usuário tornem possível a desativação de janelas secundárias. 14. Utilizar tecnologias do W3C sempre disponíveis e adequadas a uma determinada tarefa; utilizar as versões mais recentes, desde que suportadas. 15. Evitar funcionalidades desatualizadas de tecnologias do W3C. 16. Dividir grandes blocos de informação em grupos mais fáceis de gerenciar, sempre que for o caso. 17. Identificar claramente o destino de cada link. 18. Fornecer informações de dados para acrescentar informações semânticas a páginas ou sites. 19. Dar informações sobre a organização geral de um site. 20. Utilizar os mecanismos de navegação de maneira coerente e sistemática. Na utilização de tabelas, abaixo dois pontos de verificação: 21. Não utilizar tabelas para efeitos de disposição em página, a não ser que a tabela continue a fazer sentido depois de ser linearizada. Se não for o caso, fornecer um equivalente alternativo.
  59. 59. 44 22. Se for utilizada uma tabela para efeitos de disposição em página, não utilizar qualquer marcação estrutural para efeitos de formatação visual. Na utilização de frames, abaixo um ponto de verificação: 23. Descrever a finalidade dos frames e o modo como se relacionam entre si, se isso não for óbvio a partir unicamente dos títulos. Na utilização de formulários, abaixo dois pontos de verificação: 24. Assegurar o correto posicionamento de todos os controles de formulários que tenham rótulos implicitamente associados, até que os agentes do usuário venham a suportar associações explícitas entre rótulos e controles de formulários. 25. Associar explicitamente os rótulos aos respectivos controles. Na utilização de applets e scripts, abaixo cinco pontos de verificação: 26. Em programas interpretáveis e applets, assegurar que a resposta a eventos seja independente do dispositivo de entrada. 27. Evitar páginas contendo movimento, até que os agentes do usuário possibilitem a imobilização do conteúdo. 28. Criar elementos de programação, tais como programas interpretáveis e applets, diretamente acessíveis pelas tecnologias de apoio ou com elas compatíveis 29. Assegurar que qualquer elemento dotado de interface própria possa funcionar de modo independente de dispositivos. 30. Em programas interpretáveis, especificar respostas a eventos, preferindo-as a rotinas dependentes de dispositivos. Nível de Prioridade 3 - Pontos que os desenvolvedores de conteúdo para internet podem satisfazer. Se não o fizerem, um ou mais grupos poderão se deparar com algumas dificuldades em acessar
  60. 60. 45 informações contidas nos documentos. A satisfação deste tipo de pontos irá melhorar o acesso a documentos armazenados na internet [43]. Ponto de Verificação: 1. Especificar por extenso, cada abreviatura ou sigla quando da sua primeira ocorrência em um documento. 2. Identificar o principal idioma utilizado nos documentos. 3. Criar uma seqüência lógica de tabulação para percorrer links, controles de formulários e objetos. 4. Fornecer atalhos por teclado que apontem para links importantes (incluindo os contidos em mapas de imagem armazenados no cliente), controles de formulários e grupo de controles de formulários. 5. Inserir, entre links adjacentes, caracteres que não funcionem como link e sejam passíveis de impressão (com um espaço de início e outro de fim), até que os agentes do usuário (incluindo as tecnologias de apoio) reproduzam clara e distintamente os links adjacentes. 6. Fornecer informações que possibilitem aos usuários receber os documentos de acordo com as suas preferências (por ex., por idioma ou por tipo de conteúdo) 7. Fornecer barras de navegação para destacar e dar acesso ao mecanismo de navegação. 8. Agrupar links relacionados entre si, identificar o grupo (em benefício dos agentes do usuário) e, até que os agentes do usuário se encarreguem de tal função, fornecer um modo de contornar determinado grupo. 9. Se forem oferecidas funções de pesquisa, ativar diferentes tipos de pesquisa de modo a corresponderem a diferentes níveis de competência e às preferências dos usuários. 10. Colocar informações para identificação no início de cabeçalhos, parágrafos, listas e etc.
  61. 61. 46 11. Fornecer informações sobre coleções de documentos (isto é, documentos compostos por várias páginas). 12. Fornecer meios para ignorar inserções de arte ASCII com várias linhas. 13. Complementar o texto com apresentações gráficas ou sonoras, sempre que facilitarem a compreensão da página. 14. Criar um estilo de apresentação coerente e sistemático, ao longo das diferentes páginas. Na utilização de imagens e mapas de imagens, abaixo um ponto de verificação: 15. Fornecer links textuais redundantes para cada região ativa dos mapas de imagem no cliente, até que os agentes do usuário proporcionem equivalentes textuais dos links a mapas de imagem armazenados no cliente. Na utilização de tabelas, abaixo três pontos de verificação: 16. Fornecer resumos das tabelas. 17. Fornecer abreviaturas para os rótulos de cabeçalho. 18. Proporcionar uma alternativa de texto linear (na mesma ou em outra página), em relação a todas as tabelas que apresentem o texto em colunas paralelas e com mudanças de linha, até que os agentes do usuário (incluindo as tecnologias de apoio) reproduzam corretamente texto colocado lado a lado. 2.11.1.6. WCAG - Selos de Conformidade de Acessibilidade Com a finalidade de promover a acessibilidade na internet, criaram- se os selos de conformidade com as WCAG 1.0 e as WCAG 2.0. Desenvolvedores de site usam esses selos para indicar a conformidade com determinado nível de prioridade que o site atende [38].
  62. 62. 47 Nível "A" de conformidade: todos os pontos de verificação para Prioridade 1 são satisfeitos. Nível "Duplo-A" de conformidade: todos os pontos de verificação para Prioridade 1 e 2 são satisfeitos. Nível "Triplo-A" de conformidade: todos os pontos de verificação para Prioridade 1, 2 e 3 são satisfeitos. Figura 5 - Selos de conformidade do WCAG 1.0 [38]. 2.11.1.7. Responsabilidade pelo nível de Acessibilidade Segundo o W3C, os desenvolvedores de sites são os únicos responsáveis pelo uso dos selos. É importante que antes de utilizar um selo de conformidade, o desenvolvedor conheça bem as WCAG, e utilize vários métodos de revisões e verificações para ter certeza que o conteúdo esteja realmente em conformidade com o nível solicitado [44]. Além disso, qualquer pessoa responsável pela atualização ou manutenção do site deve conhecer o significado do uso do selo de conformidade, e a cada atualização do site de ser feita uma nova verificação, para que tenha certeza que o site continue seguindo a recomendações do W3C-WAI. Caso a atualização no site interfira negativamente em alguma recomendação do WCAG, o selo de conformidade deverá ser retirado [44]. Por padrão um selo de conformidade refere-se a uma página somente. Se a indicação de conformidade for para mais de uma página o selo de conformidade deverá ser complementado com informações explicando quais são as páginas indicadas com as conformidades [26].
  63. 63. 48 2.11.2. Desenvolvendo Sites Acessíveis Segundo Departamento de Governo Eletrônico Brasileiro, padrões web são especificações estabelecidas pelo W3C, utilizadas na criação e interpretação do conteúdo da internet. Essas tecnologias são desenvolvidas prevendo a acessibilidade de sites ao maior grupo de pessoas possível [45]. Quando um site segue os padrões web, significa que [45]: É escrito em uma linguagem de marcação válida, mais comumente em HTML (HyperText Markup Language) ou XHTML (eXtensible Hypertext Markup Language); Utiliza folhas de estilo CSS (Cascading Style Sheets) para a apresentação; Está estruturado de forma semântica; Funciona em qualquer navegador ou dispositivo que acesse a rede. Desenvolver um documento com uma estrutura semântica significa utilizar os elementos da linguagem de acordo com a função para as quais foram criados [45]. Embora o desenvolvimento utilizando padrões web requeira um maior esforço inicial, os padrões web oferecem uma série de benefícios [45]: Simplifica o desenvolvimento e a manutenção: Os ciclos de desenvolvimento e manutenção são mais curtos, pois o código é menor, sem tabelas de estrutura ou elementos desnecessários; Independência de legado: Utilizar e conhecer os padrões web permite que os membros da equipe compreendam o código independente de quem o tenha escrito; Estabelece métricas consistentes: O desenvolvimento seguindo os padrões web tem parâmetros consistentes de qualidade de código; Compatibilidade com navegadores futuros e outros dispositivos: Utilizar os padrões web reduz o risco das páginas
  64. 64. 49 não serem funcionais em outros dispositivos ou navegadores futuros; Carregamento e apresentação de página mais ágil: A utilização de padrões web incorre em menos código escrito e os navegadores conseguem montar a página de forma mais ágil; Melhora na acessibilidade: Separar a estrutura da apresentação auxilia a interpretação do conteúdo por leitores de tela e dispositivos alternativos de navegação; Melhor posicionamento nos resultados de busca: Assim como a separação do conteúdo da apresentação facilita a acessibilidade também o torna mais representativo aos motores de busca; Facilidade de evoluir e adaptar: A adoção de padrões web facilita a transposição para outras mídias, como a impressão das páginas e outros dispositivos como celulares; Diminuição nos custos de hospedagem, manutenção e banda: O redesenho de páginas seguindo os padrões web tem um impacto no tamanho/peso dos arquivos e uma diminuição no tempo de carregamento e número de arquivos requisitados, reduzindo os custos com hospedagem e banda. Segundo os documentos de padrão web do W3C, um site deve ser organizado em camadas de conteúdo, de apresentação e de comportamento [45]: Camada de conteúdo: O desenvolvimento da página de internet deve sempre começar por essa camada, porque dessa forma, o restante do desenvolvimento vai depender de como foi estruturado o conteúdo. Caso o conteúdo não tenha sido bem estruturado, é provável que as camadas posteriores apresentem problemas e dificuldades no desenvolvimento, que seriam facilmente resolvidas se a camada de conteúdo tivesse sido construída corretamente. Para desenvolver essa camada são
  65. 65. 50 utilizadas linguagens de estruturação como HTML e XHTML. O conteúdo é dividido em partes lógicas com seus blocos de informações, utilizando os elementos corretos na sua marcação [45]. Camada de apresentação: A camada de apresentação é a parte visual do conteúdo. Ela deve ser construída após a camada de conteúdo. Para desenvolver essa camada é utilizada a linguagem CSS. O desenvolvimento dessa camada deve ter como objetivo principal a simplicidade [45]. Camada de Comportamento: É utilizada para modificar o comportamento dos elementos presentes na camada de conteúdo, visando melhorar a experiência do usuário. Essa camada é opcional e geralmente, não suportada por dispositivos mais antigos. A página ou aplicação deve funcionar na ausência dessa camada. Para desenvolver essa camada é utilizada a linguagem Java Script [45]. 2.11.2.1. Exemplos de códigos acessíveis Existem diversos códigos disponibilizados no documento do WCAG que servem como base para a criação de sites acessíveis. Nos códigos a seguir são apresentados apenas alguns exemplos de códigos seguindo as recomendações de acessibilidade do WCAG [40]. 2.11.2.1.1. Formulários Acessíveis Para tornar um formulário HTML acessível, primeiramente é preciso organizá-lo de forma compreensível, tanto na sua formatação quanto visualmente. O formulário deve ser acessível não só pelos programas leitores de tela, mas pelas pessoas que utilizam navegadores gráficos [46]. Os elementos básicos para a construção de um formulário são:
  66. 66. 51 FORM: o grupo de elementos do formulário; INPUT: que específica vários tipos de campos como text, submit, button, radio, button e checkbox: TEXTAREA: campo de texto multi-linha, como observações e comentários; SELECT: Utilizado para listas selecionáveis (como um menu); BUTTON: Utilizado para botões. Depois da criação do formulário com os elementos básicos de construção, é necessário adicionar elementos que garantam a acessibilidade dos formulários. Alguns desses elementos são: LABEL, FIELDSET e, LEGEND [46]. O elemento LABEL é utilizado, em conjunto com o atributo "id" para relacionar de forma clara o elemento ao seu rótulo. O elemento LABEL pode ser usado em conjunto com todos os elementos de formulário, exceto o elemento BUTTON [46]. O elemento FIELDSET é utilizado para agrupar os itens de formulários com características em comum. Além disso, ele é utilizado em conjunto com o elemento LEGEND, que melhora a acessibilidade do elemento FIELDSET quando este não é visível em navegadores gráficos [46]. Figura 6 - Código HTML de formulário acessível [46].

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