Doc 660

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Doc 660

  1. 1. EMPRESÁRIO DA ACRJ REVISTA DO Novembro/dezembro de 2008 ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO nº 1396 - ano 67 Inovação e Empreendedorismo Receita para crescer e vencer Cruzeiros movimentam o Porto do Rio Retrospectiva ACRJ 2008
  2. 2. PALAVRA DO PRESIDENTE Caros Leitores, O ano de 2008 deixa um saldo muito positivo, a promover um verdadeiro choque de ordem. O mesmo com toda a turbulência provocada pela começo não podia ser melhor. crise financeira mundial e as incertezas que afligem A ocupação pela polícia do Morro Dona Marta, o setor produtivo, neste momento. Prova disso é zona sul do Rio, estabelece um marco na área o resultado surpreendente do Produto Interno de Segurança, que permitirá ao poder público Bruto (PIB) do terceiro trimestre, divulgado pelo promover uma nova ordem. O Fórum do Rio, lide- IBGE, que superou todas as expectativas, com rado pela ACRJ e formado por grandes empresas um crescimento de 6,8% no período, mostrando e instituições, estuda como se integrará a essa também que, de janeiro a setembro, o PIB brasi- ação, para incentivar micro e pequenos empre- leiro alcançou a marca de R$ 747,3 bilhões. Esse endedores da comunidade e apoiar os negócios resultado mostra que estamos no rumo certo. já formalizados. O Brasil está deixando de ser, eternamente, A educação, aliada ao esporte e à cultura, tem o “país do futuro”, para reforçar sua posição no que ser prioridade, para tirar crianças e jovens da tabuleiro geopolítico e econômico internacional, situação de risco em que vivem. Tomara que dê como uma das grandes potências mundiais do certo e a experiência se multiplique em outras áre- século XXI, lastreada pelos nossos imensos recur- as conflagradas. E que a imagem do governador e sos naturais. Frisando que, mais do que nunca, do prefeito, juntos, jogando futebol com a garo- a defesa dessas riquezas será vital para o Brasil. tada no campo da comunidade, seja o símbolo de Haverá, com certeza, desaceleração da economia tempos alvissareiros para o Rio de Janeiro. como reflexo da crise. Mas, desta vez, tudo indica A Associação Comercial do Rio de Janeiro, que não seremos tão afetados. ao longo de quase 200 anos representando a No Rio de Janeiro, houve uma expressiva classe empresarial e os interesses da sociedade, melhora no ambiente de negócios, que propiciou tem participado ativamente dos momentos mais investimentos volumosos e o crescimento da importantes da história do país, atuando como um atividade econômica. E isso aconteceu graças ao fórum de discussões democrático e independente, diálogo efetivo entre o governo Sérgio Cabral e catalisando movimentos que transformam proje- o governo federal e à articulação com a iniciativa tos em ações, idéias em inovação, parcerias em privada. Cabral implantou uma administração resultados. Em 2009, ano que promete ser difícil, moderna, com um time de primeira qualidade, a ACRJ reforçará ainda mais esse seu papel, bus- orientado para a busca de alianças e parcerias que cando a união de esforços em torno da construção viabilizem nosso desenvolvimento econômico e, de uma vida melhor para todos. sobretudo, social. Agora, com o prefeito Eduardo Os pessimistas que me perdoem o discurso Paes, essa corrente se fortalece, possibilitando que ufanista, mas a hora é de acreditar ainda mais também a capital volte a representar seu papel de no Brasil; de trabalhar ainda mais para superar, destaque no cenário nacional. Junto à ACRJ, Paes com serenidade e eficiência, as dificuldades que se comprometeu a tirar do papel a revitalização do aparecerem pelo caminho. Essa luta é de todos Centro do Rio (projeto ARE) e da Zona Portuária e nós. Feliz 2009! Olavo Monteiro de Carvalho r e v ii s t a rev sta do do e m p r e s á r ii o empresár o da da a c r jj acr n e t ee m b r o // n o v e m b r o sov mbro dez de 2008
  3. 3. 4 associação comercial do rio de janeiro - biênio 2007/2009 Presidente Gilberto Caruso Ramos Conrado Max Gruenbaum Olavo Egydio Monteiro de Carvalho Haroldo João Naylor Rocha Dahas Chade Zarur 1º Vice-Presidente Hekel de Miranda Raposo Daniel Corrêa Homem de Carvalho José Luiz Alquéres Humberto Eustáquio César Mota Filho Daniel Klabin 2º Vice-Presidente Ignacio de Loyola Benedicto Ottoni Dora Martins de Carvalho Maria Silvia Bastos Marques Jaime Rotstein Eduardo Baptista Vianna Joel Korn Eduardo Lessa Bastos Aristóteles Drummond José de Souza e Silva Francisco Luiz C. da Cunha Horta Vice-Presidente de Relações com o Legislativo José Francisco de Araújo Lima Neto Frederico Axel Lundgren Aureo Salles de Barros José Gustavo de Souza Costa Guilherme Arinos L.Verde de B. Franco Vice-Presidente de Patrimônio José Roberto Marinho Haroldo Bezerra da Cunha Cristiano Buarque Franco Neto José Wilhami Fernandes de Oliviera Haroldo de Barros Collares Chaves Vice-Presidente Comercial e de Associados Júlio Isnard João Augusto de Souza Lima Daniel Corrêa Homem de Carvalho Júlio Luiz Baptista Lopes João Portella Ribeiro Dantas Vice-Presidente da Divisão Jurídica Laudelino da Costa Mendes Neto Jonas Barcellos Corrêa Filho Joel Korn Lélis Marcos Teixeira José Antônio do Nascimento Brito Vice-Presidente de Relações Internacionais Lucy Villela Barreto José Luiz Alquéres José Gustavo de Souza Costa Luiz Antônio de Godoy Alves José Maria Teixeira da Cunha Sobrinho Vice-Presidente Contábil-Financeiro Luiz Ildefonso Simões Lopes Juan Clinton Llerena Luiz Antônio de Godoy Alves Marcelo Henriques de Brito Julio César Isnard Vice-Presidente de Cultura Márcio João de Andrade Fortes Linneo Eduardo de Paula Machado Marta Maria Ferreira Arakaki Marcos Castrioto de Azambuja Luíz Carlos Trabuco Cappi Vice-Presidente de Pequena e Média Empresa Maria Aguinaga de Moraes Manuel Teixeira Rodrigues Fontes Nelson Janot Marinho Maria de Lourdes Teixeira de Moraes Márcio Castro de Almeida Vice-Presidente de Ética Maria Regina de A. Corrêa da Câmara Marco Antônio Sampaio Moreira Leite Otávio Marques de Azevedo Maria Silvia Bastos Marques Marco Polo Moreira Leite Vice-Presidente de Desenvolvimento Organizacional Maurício Agnelli Mário da Cunha Raposo Pedro Ernesto Mariano de Azevedo Maurício Souza Assis Marta Maria Ferreira Arakaki Vice-Presidente de Relações Públicas Milton Ferreira Tito Maurício de Castilho Dinepi Ronaldo Petis Fernandes Nelson Manoel de Mello e Souza Mauro José Miranda Gandra Vice-Presidente de Relações Institucionais Nelson Sendas Mauro Moreira Rudolf Höhn Orlando Lima Mauro Ribeiro Viegas Vice-Presidente de Responsabilidade Social Osvaldo Henrique Meireles Torres Nelson Janot Marinho Sergio Cavina Boanada Oswaldo Aranha Neto Olavo Egydio Monteiro de Carvalho Vice-Presidente de Coord. dos Conselhos Empresariais Otávio Marques Azevedo Olympio Faissol Pinto Paulo Manoel Protásio Filho Omar Carneiro da Cunha VICE-PRESIDEntES Paulo Roberto Meinerz Oscar Böechat Filho Antenor Barros Leal Pedro Arthur Villela Pedras Patrick Larragoiti Lucas Benjamin Nasário Fernandes Filho Pedro José Mª Fernandes Wähmann Paulo Mário Freire Chaja Ruchla Schulz Raul Eduardo David de Sanson Pedro Ernesto Mariano de Azevedo Dora Martins de Carvalho Renato Ferreira Mota Juarez Machado Garcia Renato Ribeiro Abreu Ricardo Costa Garcia Maurício de Castilho Dinepi Roberto Paulo Cezar de Andrade Ricardo Cravo Albin Renato Ribeiro Abreu Rodrigo Paulo de Pádua Lopes Ricardo Lagares Henriques Rodrigo Paulo de Pádua Lopes Roger Agnelli Ricardo Pernambuco Backheuser Ronaldo Chaer do Nascimento Rogério Marinho Ricardo Varella Ronaldo Chaer do Nascimento Ronaldo Goytacaz Cavalheiro COnSELhO SuPERIOR Ronaldo Petis Fernandes Rudolf Hohn Rondon Pacheco Rui Patrício Presidente Rubens Bayma Denys Sávio Luís Ferreira Neves Filho Humberto Eustáquio César Mota Sérgio Andrade de Carvalho Sergio Cavina Boanada Sérgio Guilherme Lyra de Aguiar Rubens Bayma Denys Sérgio Reis da Costa e Silva Suely da Costa V. Mendes de Almeida Vice-Presidente Sidney Levy Theóphilo de Azeredo Santos Milton Tavares Tácito Naves Sanglard Diretor-Secretário Teresa Cristina Gonçalves Pantoja COnSELhO DIREtOR Tomas Tomislav Antonin Zinner GRAnDES BEnEMÉRItOS Vera Costa Gissoni Alberto Paulo de Garcia Monnerat Amaury Temporal Zieli Dutra Thome Filho Alberto Soares de Sampaio Geyer Célio de Oliveira Borja Alessandro D’Ecclesia Farace Guilherme Levy DIREtORES COnVOCADOS André Guimarães Humberto Eustáquio César Mota Aldo Carlos de Moura Gonçalves Andreya Mendes de Almeida S. Navarro Juarez Machado Garcia Joaquim de Arruda Falcão Neto Arethuza F.H.S. de Aguiar Lázaro de Mello Brandão José Pires de Sá Armando Guedes Coelho Marcílio Marques Moreira Maria Luiza Corker C. N. de Almeida Ary da Silva Graça Filho Milton Tavares Ronaldo Cezar Coelho Augusto de Rezende Menezes Paulo Manoel Lenz Cesar Protasio Sérgio Gomes Malta Carlos Alberto Vieira Paulo Victor da Costa Monnerat Carlos Armbrust Lohmann Ruy Barreto Sócios honorários Carlos Augusto Coelho Salles José Luiz de Magalhães Lins Carlos Geraldo Langoni EntIDADES GRAnDES BEnEMÉRItAS Júlio Alberto de Morais Coutinho Carlos Henrique Moreira Jornal do Commercio Carlos Moacyr Gomes de Almeida Banco do Brasil S/A COnSELhO FISCAL Carlos Roberto Mendonça Alves Dias IRB – Brasil Resseguros S/A Carmen Fridman Sirotsky Efetivos Celso Fernandez Quintella BEnEMÉRItOS Abel Mendes Pinheiro Júnior Constantino Luis Nunes de Mendonça Abel Mendes Pinheiro Júnior Carlos Henrique de Carvalho Fróes Corintho de Arruda Falcão Filho André La Saigne de Botton Eduardo Costa Garcia Cristiano Buarque Franco Neto Antenor Barros Leal Paulo Sobrino Marques D’Oliveira Daniel Plá Antônio Sanchez Galdeano Sérgio Francisco M. de C. Guimarães Dilio Sérgio Penedo Aristóteles Drummond Domingos Bulus Aroldo Araújo Suplente Edson de Godoy Bueno Aureo Salles de Barros Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira Aureo Ricardo Salles de Barros Benjamin Nasário Fernandes Filho Francisco Soares Brandão Ferdinando Bastos de Souza Brigitte Barreto George Eduardo R. Ellis Helena Spyrides Carlos Alberto Lenz César Protásio Geraldo César Mota Chaja Ruchla Schulz Geraldo Rezende Ciribelli Secretário Geral Clara Perelberg Steinberg Germano H. Gerdau Johannpeter Nestor Rolim Lacerda revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  4. 4. SumáRIO 5 06 marcílio marques moreira fala de política externa e crise global entrevista: marcílio marques moreira 10 inovação e empreendedorismo foram 16 artigo temas constantes nas ações e projetos da acrj em 2008 17 acontece na acrj capa: inovar para crescer... e vencer 31 almoço do empresário 32 Força do rio 34 perfil retropectiva 2008: o que foi notícia na 36 acrj 42 opinião especial: retrospectiva 2008 EMPRESÁRIO DA ACRJ REVISTA DO ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO Presidente Fotografia Fotolito e Impressão olavo monteiro de carvalho ivanoé Gomes pereira zoomgraf-k (21) 2127-7308 Editora/Jornalista Responsável Capa Redação andréa mury (mtb no 23.787) Fotomontagem rua da candelária, 9 /11º andar Órgão técnico e consultivo Washington rodrigues cep: 20091-020 - centro - rj do Governo Federal no estudo Reportagem Redação dos problemas que se relacionam (21) 2514-1219/1269 Projeto Gráfico / Diagramação andréa mury e Revisão com a economia nacional. Publicidade andrea Ferretti dueto brasil andréa mury decreto-Lei nº6348, de 26/09/1940 (21) 2514-1211/1204/1208 mariana santos (21) 3238-3352 andrea Ferretti www.acrj.org.br cida belford www.duetobrasil.com.br revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  5. 5. ENTREVISTA : mARcíLIO mARquES mOREIRA 6 andréa mury presidente do conselho empresarial de políticas econômicas da acrj e ex-presidente da instituição, marcílio marques moreira foi embaixador do brasil em Washington, de 1986 a 1991, e ministro da economia, Fazenda e planejamento, de 1991 a 1992. ocupou cargos-chave no Unibanco, bndes, merrill Lynch e presidiu a comissão de Ética pública da presidência da república. integra os conselhos de administração da energisa, abn-brazil e FGv, entre outros, além de presidir o conselho consultivo do etco e ser sócio- gerente da conjuntura e contexto. marques moreira falou sobre política externa e comentou a crise financeira global. revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  6. 6. bASTIDORES ENTREVISTA : mARcíLIO mARquES mOREIRA 7 situação reacenderam as esperanças e a expecta- O que o Brasil pode esperar do go- tiva de uma conclusão de Doha. O brasil terá uma verno Obama? posição mais pragmática, que o caracterizou no marcílio - Acho que a principal pauta que fim da Rodada porque, para nós, que não temos podemos esperar do governo Obama é uma ação praticamente nenhum acordo bilateral, que temos muito determinada e até ousada para dar um apenas o mercosul, que está sitiado, num estado fim a essa fase aguda da crise econômica, que grave, digamos de periclitação. Doha, mesmo se iniciou com a crise financeira e agora está não sendo ótima, é importante. Acho que o brasil se traduzindo numa recessão econômica nos deve prosseguir numa posição mais pragmática EuA, na Europa e no Japão, com o potencial de e construtiva, fundamental para possibilitar uma desacelerar, significativamente, o crescimento dos conclusão de Doha, que se não for a ideal, que países emergentes. seja relativamente positiva. Como deverá ser a relação entre Brasil e EUA, referente à questão ener- gética? marcílio - quanto à questão energética, de- “Este é um desafio, um momento importante que verá haver maior abertura para uma cooperação temos que enfrentar com realismo e muita firmeza“ positiva, pois Obama tem dado grande prioridade ao tema por duas razões: a dependência dos EuA das importações de petróleo e, em vista da Como avalia as relações bilaterais do questão ambiental, a realização da conferência Brasil com seus países vizinhos, conside- de copenhagen, que discutirá a reformulação rando a crise com o Equador e Paraguai, dos acordos de Kioto que estão para expirar. Essa Bolívia e Venezuela querendo agir de conferência será muito importante. No brasil, modo semelhante? devemos fazer uma reflexão. No fim dos anos marcílio - Este é um desafio, um momen- 80, início dos 90, embora tenhamos superado to importante que temos que enfrentar com uma posição muito defensiva em relação ao meio realismo e muita firmeza. O brasil, com seu ambiente e até protagonizado uma liderança crescimento e sua política macroeconômica ao sediar a Rio 92, ultimamente o país voltou bem posicionada, assumiu na América do Sul um um pouco à defensiva, sobretudo não querendo papel de proeminência tão destacada que – com assumir praticamente nenhum compromisso em fundamento ou não – passou a ser considerado relação ao desmatamento. um país imperialista. Somos vistos por esses O sr. acredita que possa evoluir a países como antigamente olhavam os EuA. com Rodada de Doha? Como o Brasil deve o nosso desenvolvimento e os investimentos e se posicionar? financiamentos que fizemos nesses países, é marcílio - Os presidentes e chefes de governo uma reação natural. Isso é um lado. O outro dos países que compõem o G-20 assumiram um é um neopopulismo nesses países. um amigo, compromisso verbal, e não formal, de não aumen- grande figura nas relações interamericanas, tar as tarifas até que uma das duas coisas aconte- chama isso de populismo “com plata”, ou seja, ça: o fim da recessão ou a conclusão da Rodada populismo lastreado por petróleo a preços muito de Doha. A probabilidade de haver a conclusão altos. Talvez este populismo retraia-se um pouco, da Rodada de Doha é baixa. mas o agravamento devido à queda do preço do petróleo. certamente da situação econômica mundial e o esforço de estamos numa situação bem incômoda. articulação global na resposta dos países a essa revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  7. 7. ENTREVISTA : mARcíLIO mARquES mOREIRA 8 marcílio – Há indícios de que a pior fase A situação é preocupante? Como o da crise financeira tenha passado, mas é muito Brasil deve se resguardar? arriscado afirmar que já passou. No rastro da marcílio - chávez está se armando muito, com depressão de 29, o presidente Roosevelt disse, o apoio da Rússia; o Equador também, com Rafael em 31, que o pior havia passado. Então, vários correa. Na bolívia, a situação é muito séria, com o bancos americanos e europeus faliram e houve risco até de se desintegrar. O Paraguai quer rever o um ressurgimento muito forte da depressão. A Tratado de Itaipu. A Argentina está entrando numa crise está começando no setor chamado real da fase muito crítica da sua economia, com inflação economia e o pior ainda está por vir. A crise pela crescente, desindustrialização e o agronegócio qual passamos é, de fato, a mais grave ocorrência sofrendo a queda dos preços de matérias-primas. desse tipo desde a depressão de 29. Algumas Todo o contorno sul-americano está muito difícil. características – como seu escopo global e sua Por outro lado, nós estamos bem e o chile é a profundidade – a diferenciam das crises anterio- economia mais amadurecida, mais moderna. O res, em geral mais curtas, menos intensas e não Peru resgatou Alan Garcia, o populista de 20 anos tão sintonizadas como agora. atrás – agora um neopragmático, neoconservador Esta crise vem, de certo modo, para corrigir de- – e está se fortalecendo. A colômbia, apesar de sequilíbrios econômicos internacionais e nacionais, tudo, está economicamente razoável. não meramente financeiros, que se acumularam É uma pena que, mais uma vez, não tenhamos durante várias décadas e acabaram vindo à tona nos preparado para essa situação. O brasil, há de uma maneira dramática, detonados pela crise décadas, vem se recusando a entrar em acordos de dos papéis de menor qualidade que financiaram garantias de investimentos. um pouco por conta de habitações nos EuA. É importante saber que a crise que esta era uma posição dos países desenvolvidos do subprime, do setor imobiliário nos EuA, não foi a para os investimentos aqui. mas esquecemos que causa, mas sim o detonador da crise. Após a quebra iríamos nos tornar grandes investidores nesses do Lehman brothers, o crédito mundial praticamen- países. Algumas empresas da Petrobras, na bolívia, te travou. Estivemos perto de quase um desmanche fizeram investimentos, violando acordos de prote- do sistema bancário financeiro mundial. Isso foi ção, e acabaram não apelando por uma arbitragem evitado por ações, ousadas até, dos bancos centrais a que teriam direito. Perdemos a oportunidade de e dos tesouros dos países desenvolvidos. A partir daí, a crise financeira contagiou de maneira muito “a crise pela qual passamos é, de fato, forte a economia real. Além das situações reais, a mais grave ocorrência desse tipo também os boatos acabam prosperando. Por isso é desde a depressão de 29” tão importante que o governo, os sistemas bancário e econômico e o empresariado passem um grau suficiente de credibilidade, porque a crise passou a ser também uma crise de confiança. E crédito é ter um marco jurídico para nos resguardar. Este credibilidade, confiança. marco não é impermeável, mas dá uma firmeza Preocupa-me um certo descompasso no brasil, maior. Perdemos também uma grande oportuni- a dissonância entre a retórica mais amena do dade com a ALcA, que podíamos ter modificado, governo e suas ações e propostas de legislação mas prevaleceu a idéia de que seria uma anexação agressivas, algumas até desnecessárias, como a da América Latina pelos EuA. autorização da caixa e do banco do brasil para Qual o seu diagnóstico sobre a crise glo- comprarem empresas, construtoras, financeiras bal? O pior já passou ou ainda vem por aí? revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  8. 8. bASTIDORES ENTREVISTA : mARcíLIO mARquES mOREIRA 9 e até bancos. O cidadão fica um pouco perplexo, Numa crise como esta, problemas que não perde a confiança. Seria ótimo que alguém do go- vinham à tona, agora vêm. A primeira coisa que verno dissesse à população, com mais sinceridade: as empresas devem procurar fazer é sobreviver. “sim, o mundo está passando por um momento Dando autoridade ao caixa – em momentos de extremamente difícil e nós participamos deste crise financeira, caixa é o rei –, e evitando se en- mundo. Nos últimos anos, melhoramos muito esta dividar e tomar medidas que pareçam benéficas a inserção e nossa sustentabilidade externa. mas o curto prazo mas sejam um veneno para o futuro. brasil é um ator global e, assim, tem que arcar com Na política fiscal e na política monetária, não sua porção de certas realidades adversas.” O governo está certo em ressaltar que não estamos diante de nenhum desastre, nem mesmo “se as medidas forem mais gerais, serão mais de uma depressão, mas sim de uma severa desace- eficazes, evitando depois certos desequilíbrios“ leração em função da crise, que é global. Acho que é preciso instigar a confiança da população, mas não dizendo, simplesmente, “consumam mais”. uma desaceleração muito significativa é quase assumir novos endividamentos e custos fixos deve inevitável. qualquer projeção, neste momento, ser prioridade. É preocupante, neste momento, ver é arriscada, mas já está havendo uma queda, o congresso discutindo aumentos de gastos. Às provocando a retração das atividades industriais vezes até são situações justas mas, agora, a coisa e demissões. Algumas consultorias já projetam um mais justa é sobreviver. Como fica a China neste contexto? crescimento negativo no quarto trimestre. Quais são os principais desafios marcílio - As Nações unidas projetaram impostos pela crise ao Brasil? Como cenários pessimistas, apontando para uma re- podemos vencê-los? cessão muito severa nos países desenvolvidos e marcílio - É preciso tomar medidas e dar con- desaceleração também muito severa nos países tinuidade a elas, procurando que sejam mais ho- emergentes. Projetam um crescimento de apenas lísticas, mais globais; que não sejam tão pontuais, 0,5% no brasil e de 7% na china. uma redução porque a experiência no brasil de crédito direciona- de quase a metade do crescimento que este país do ou de grandes presidências de bancos públicos apresentou nos últimos anos. Embora a crise não não é das melhores. creio que medidas mais gerais esteja resumida à relação EuA x china, é possível propiciam melhores resultados. Hoje a economia é dizer que a metáfora desse desequilíbrio é essa em rede; são cadeias de produção e, assim, toda a simbiose espúria entre esses dois países. com a cadeia precisa ser reforçada. Se as medidas forem fúria consumista alimentada pelo governo ame- mais gerais, serão mais eficazes, evitando, depois, ricano, através da manutenção da taxa de juros certos desequilíbrios. Em algumas regiões do brasil até negativa, de 1% ao ano, a china entrou num a crise não chegou, em outras chegou mais rápido, grande impulso de desenvolvimento. manteve como nas metrópoles, nos centros industriais e nos uma taxa de juros artificialmente depreciada, setores do agronegócio e da pecuária, que sofrem invadindo assim o mercado americano. criou-se uma série de restrições. Para o comércio exterior, uma situação artificial. Então, é uma loucura a vai ser muito difícil. Em novembro, houve queda dois, pois um país não consome demais se não nas exportações. caíram a demanda mundial e os houver alguém financiando e mandando produtos preços. Houve queda também das importações, para lá. Por isso, a china será um dos países mais porque diminuiu o crescimento interno. afetados pela crise americana. revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  9. 9. cAPA – INOVAçãO E EmPREENDEDORISmO – REcEITA PARA cREScER E VENcER 10 2º Prêmio Inovar para Crescer revela novos talentos cida belford e andréa mury público confere os 13 A Associação Comercial do Rio de Janeiro, seu segundo ano de existência comemorando trabalhos finalistas do prêmio por meio dos seus conselhos empresariais, vem a ampliação das atividades realizadas e já inovar para crescer 2008, em realizando diversos programas, seminários e fazendo planos para 2009. Uma iniciativa do exposição na acrj debates destinados a promover a inovação e Conselho Empresarial de Inovação e Tecno- o empreendedorismo como condições essen- logia da ACRJ, o Prêmio Inovar para Crescer ciais ao desenvolvimento socioeconômico do foi criado para promover a criatividade e o estado do Rio de Janeiro. Com isso, a ACRJ empreendedorismo no cotidiano escolar. Des- pretende estimular o empreendedorismo tinado a professores e estudantes dos ensinos desde cedo, já no ambiente escolar; fundamental, médio e técnico, de escolas multiplicar o conhecimento sobre públicas e privadas, o Inovar para Crescer novas metodologias e tecnologias; 2008 teve 133 projetos inscritos, que tiveram e contribuir para o crescimento e como ponto de partida o tema “Planeta fortalecimento das empresas flu- Terra”, com ênfase na questão ambiental e minenses, de todos os portes. A no desenvolvimento sustentável. O tema é troca de experiências e a discus- o mesmo que vem sendo desenvolvido pela são de temas prioritários, como ONU/UNESCO no triênio 2007-2009. a maior interação entre os Em 7 de novembro passado, antecipando- setores acadêmico e produtivo, se à Semana Global do Empreendedorismo legislação e incentivos à pesquisa (17 a 23/11), a ACRJ promoveu a cerimônia e à inovação dentro das empresas, de entrega do 2º Prêmio Inovar para Crescer, reuniram diferentes especialistas, com a exposição dos 13 trabalhos finalistas acadêmicos, empresários e re- no imponente hall de entrada da instituição, presentantes do poder público na ao longo do dia. O anúncio dos vencedores, ACRJ, ao longo de 2008. marcado pela expectativa e pela alegria dos Um dos destaques desse amplo jovens estudantes, aconteceu no fim da tarde, leque de projetos e ações é, sem dúvida, o no Centro de Estudos Sociais e Econômicos da Prêmio Inovar para Crescer, que completa ACRJ, que ficou completamente lotado. revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  10. 10. cAPA – INOVAçãO E EmPREENDEDORISmO – REcEITA PARA cREScER E VENcER 11 Além do presidente da ACRJ, Olavo Os vencedores do 2º e 3º lugares, nas duas Monteiro de Carvalho, e dos presidentes categorias, ganharam medalhas e certificados dos Conselhos Empresariais de Inovação indicando sua classificação no Prêmio. A e Tecnologia, de Educação e de Políticas menção honrosa foi para a equipe da Escola Econômicas, Antônio Sérgio Fragomeni, Técnica Estadual de Transporte Engenheiro Vera Gissoni e Marcílio Marques Moreira, Silva Freire, com o projeto Trem-Escola. respectivamente, participaram da solenidade O 1º lugar do Ensino Fundamental ficou de premiação do Inovar para Crescer 2008 com o professor Charles Esteves Lima e os os diretores do Sebrae/RJ, Cezar Vasquez e estudantes Daniel Nasajon e Jaques Honig- Evandro Peçanha; Julio Lagun Filho, Sérgio baum, do A. Liessin, que desenvolveram o Teixeira e José Ricardo Sartini, representando projeto “Sistema de Geração de Energia por as secretarias estaduais de Ciência e Tecno- Indução Eletromagnética”, cuja finalidade logia, de Desenvolvimento Econômico e de é produzir energia limpa e gratuita. Para Educação; a gerente Lisangela Gnocchi Reis, eles, o prêmio é um reconhecimento para a de Furnas Centrais Elétricas; e Gisele Avena, vida toda. “O prêmio vai me ajudar na vida diretora do Instituto Unibanco. profissional e pessoal também. Vou poder Os grandes vencedores, com projetos mostrar para os meus filhos, com orgulho, classificados nos primeiros lugares, foram o que fiz”, disse Daniel Nasajon. o Colégio Israelita Brasileiro A. Liessin e Já na categoria Ensino Médio/Técnico, a Escola Técnica Estadual Henrique Lage, o 1º lugar foi conquistado pelos alunos da nas categorias Ensino Fundamental e En- Escola Técnica Henrique Lage, Thiago Silva sino Médio/Técnico, respectivamente. As de Castro, Luigi Maciel Ribeiro e Carlos instituições de ensino, classificadas em Daniel de Melo Sampaio, orientados pelo primeiro lugar, ganharam um computa- professor Altair Martins dos Santos. Eles dor, impressora e periféricos cada uma; criaram o Sistema de Visão Complementar, os professores orientadores dos projetos para auxiliar o motorista em manobras, que ficaram em 1º lugar receberam um quando ocorre o chamado ponto cego, que laptop, enquanto seus alunos, integrantes impede a visualização dos cantos à esquer- o centro de convenções das equipes, ganharam aparelhos de MP4 da e à direita do veículo pelos retrovisores. da acrj lotado para e medalhas. Orgulhoso, o professor atribuiu a vitória ao conhecer os vencedores do inovar para crescer 2008 revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  11. 11. cAPA – INOVAçãO E EmPREENDEDORISmO – REcEITA PARA cREScER E VENcER 12 empenho dos alu- Lisangela Gnocchi Reis, ressaltou que o nos. “Eles tiveram a apoio às pesquisas é fundamental para o idéia inicial. Depois, desenvolvimento cultural dos estudantes. eu apenas orientei. Ao longo do ano, a ACRJ promoveu Esse prêmio coroa diferentes oficinas pedagógicas gratuitas, um ano de traba- destinadas à capacitação de professores e lho”, disse Altair profissionais de ensino em metodologias dos Santos. e novas ferramentas de pesquisa voltadas O presidente da ao processo de criação e elaboração de ACRJ, Olavo Mon- projetos. A proposta das oficinas é que teiro de Carvalho, afirmou que “o Inovar os professores multipliquem os conheci- olavo monteiro de carvalho e a equipe do colégio israelita para Crescer é uma importante ferramenta mentos adquiridos junto aos seus alunos, brasileiro a. Liessin: professor para o desenvolvimento do estado”. Já o incentivando-os a colocar em prática suas charles esteves Lima e os diretor do Sebrae/RJ, Cezar Vasquez, desta- idéias, participando do Prêmio Inovar alunos daniel nasajon e cou a importância do projeto por despertar para Crescer. jaques Honigbaum. 1º lugar na no jovem o espírito empreendedor. “Inovar categoria ensino Fundamental Inovar para Crescer 2009: idéias é uma atitude que pode mudar a história para a Megalópole Brasileira de cada um de nós”, disse, aconselhando os estudantes a dar continuidade às suas Mal terminou o ciclo 2008 e as coor- pesquisas. O presidente do Conselho denadoras do Prêmio Inovar para Crescer, Empresarial de Ino- a vice-presidente do Conselho Empresarial vação e Tecnologia de Inovação e Tecnologia da ACRJ, Marí- da ACRJ, Antonio lia Brito, e a professora e conselheira de Sergio Fragomeni, Cultura, Maria Teresa Moreira, já estão disse que o país não preparando as novidades para 2009. Se- pode deixar de in- gundo Marília Brito, a intenção é ampliar vestir em pesquisa, as parcerias envolvidas no programa, para se quiser continuar poder oferecer mais oficinas pedagógicas, crescendo. todas gratuitas, além de recursos que pos- O incentivo à sibilitem aos vencedores dar continuidade educação foi apon- aos seus projetos. tado como um dos O ciclo 2009 do Prêmio Inovar para principais fatores Crescer será lançado em março. A primeira marcílio marques moreira e que levaram empresas e instituições a oficina pedagógica acontecerá no dia 17 de a equipe da escola técnica apostarem no programa do Inovar para março, com a participação dos vencedores estadual Henrique Lage: Crescer. “Temos foco na educação. Esta é de 2008, que vão relatar suas experiências professor altair martins dos santos e os estudantes thiago uma questão muito discutida na sociedade na participação do Inovar. Na ocasião, tam- silva de castro, Luigi maciel do conhecimento e não se pode pensar bém será apresentado o cronograma das ribeiro e carlos daniel de melo em igualdade sem educação”, afirmou a oficinas e detalhado o tema de 2009. sampaio. 1º lugar na categoria diretora do Instituto Unibanco, Gisele Ave- O tema Planeta Terra será mantido, mais ensino médio/escola técnica na. A gerente de Furnas Centrais Elétricas, com ênfase, desta vez, nas questões relacio- revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  12. 12. cAPA – INOVAçãO E EmPREENDEDORISmO – REcEITA PARA cREScER E VENcER 13 nadas à formação da megalópole brasileira, O Prêmio Inovar para Crescer, realizado como infra-estrutura, logística, recursos natu- pelo Conselho Empresarial de Inovação e rais e meio ambiente, tráfego urbano, relações Tecnologia da ACRJ, em parceria com o Con- sociais e reforma da legislação tributária. “A selho Empresarial de Educação, o Sebrae/RJ, Megalópole Brasileira” é um dos projetos o Instituto Unibanco e Furnas, tem o apoio prioritários da ACRJ. Formada pelas cidades do da UNESCO, do Governo do Estado – por eixo Campos (RJ)-Campinas (SP)- Juiz de Fora meio das secretarias de Educação, de Ciência (MG), incluindo as capitais Rio de Janeiro e São e Tecnologia, e de Desenvolvimento Econô- Paulo, a megalópole brasileira tem sido objeto mico, Energia, Indústria e Serviços (Sedeis), maria teresa moreira e marília de vários fóruns de discussão promovidos pela do Instituto Nacional da Propriedade Indus- brito, trabalho incansável à ACRJ, com o objetivo de propor a implantação trial (INPI), da Universidade Castelo Branco, frente do inovar para crescer, desde sua 1ª edição, em 2007 de projetos, a partir da ação integrada dos da Folha Dirigida, do Instituto Tecnológico estados e municípios que a compõem, que Inovador e do SinepeRio, contando também contribuam para o desenvolvimento susten- com a colaboração da Cristália Produtos tável desse imenso território. Químicos Farmacêuticos. empreender com ética cida belford O diretor do Instituto Gênesis da ter é fundamental PUC-Rio, José Alberto Sampaio Aranha, para conquistar a foi o convidado da reunião conjunta dos confiança de al- Conselhos Empresariais de Ética e de guém”, afirmou. Jovens Empreendedores (Conjove), em 12 Outro aspecto da de novembro. Na ocasião, ele discutiu a visão empreende- importância da ética como diferencial nas dora abordado foi sampaio aranha e nelson ações empreendedoras. o da solidariedade. “As empresas precisam janot discutem a ética Sampaio Aranha afirmou que, para de compromisso social”, destacou. O pre- nas empresas uma empresa alcançar o sucesso, é neces- sidente do Conselho de Ética enfatizou o sário que o empreendedor, o líder, possua, discurso. “A solidariedade é a virtude mais além do capital, conhecimentos que o importante do ser humano”, disse Janot, auxiliem na tomada de decisões e carac- recordando Aristóteles. terísticas como habilidade de comunica- O Instituto Gênesis da PUC Rio desenvolve ção, caráter e ousadia, importantes para atividades que orientam seus alunos na prática conseguir colocar em prática suas idéias. do empreendedorismo e dispõe, além das in- “A inovação é coletiva. As pessoas preci- cubadoras, da Empresa Júnior, que desde 1995 sam umas das outras. O relacionamento oferece soluções em consultoria. Informações é a base para as nossas ações e o cará- no site www.genesis.puc-rio.br revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  13. 13. cAPA – INOVAçãO E EmPREENDEDORISmO PARA cREScER EcREScER E VENcER – REcEITA PARA VENcER 14 boas práticas de gestão – Garantia de produtividade e competitividade andrea Ferretti e mariana santos seminário na acrj Em parceria com o Sebrae/RJ, os Con- que, postos em prática, podem propiciar debateu as melhores práticas de gestão de selhos da Micro e Pequena Empresa e de melhores resultados e vantagens competiti- empresas vitoriosas Jovens Empreendedores da ACRJ promove- vas para os empreendimentos. Eles também ram, no dia 25 de novembro, o seminário destacaram aspectos como a boa gestão de “As melhores práticas de gestão para recursos humanos, o conhecimento específi- micro e pequenas empresas”. Destinado co sobre o mercado e o gosto pelo risco – que a empresários e empreendedores em ge- deve ser calculado – como fundamentais ao ral, o objetivo do encontro foi estimular a sucesso de uma empresa. Os casos de suces- discussão sobre as práticas de gestão mais so, marcados por dificuldades e superação modernas, a partir da apresentação de dos desafios, foram apresentados e discutidos experiências bem-sucedidas. na segunda parte do seminário. A presidente e o vice-presidente dos Em sua palestra, Cláudio Nasajon, diretor Conselhos Empresariais da Micro e Pequena da Nasajon Sistemas, empresa especializada Empresa e de Jovens Empreendedores da no desenvolvimento de softwares de gestão, ACRJ, Marta Arakaki e Áureo Ricardo Salles afirmou que o engajamento dos funcionários de Barros, respectivamente; o gerente da é fundamental para qualquer empresa, seja Área de Estratégias e Diretrizes do Sebrae/RJ, de qual porte for. “É preciso encantar o clien- Cezar Kirszenblatt; e Luiz Fernando Bergamini te. Qualidade é entregar o prometido e ex- de Sá, coordenador do Programa Qualidade ceder as expectativas. Para isso, é necessário Rio da Secretaria Estadual de Desenvolvimen- investir em mão-de-obra”. Ele também frisou to Econômico, abriram o encontro que reuniu a importância de reter talentos. É preciso mais de 400 pessoas, entre profissionais e pagar salários em dia, tratar as pessoas com empresários, no Salão Nobre da ACRJ. respeito e promover atividades de integração Em suas breves apresentações, eles ressal- da equipe”, disse ele, acrescentando que taram que, a partir da discussão de experi- coisas simples, como música ambiente, boa ências bem sucedidas de empresas que já se iluminação e decoração agradável, além de destacam no mercado, a proposta do seminá- equipamentos adequados, aumentam a pro- rio era contribuir com novos conhecimentos dutividade. A Nasajon Sistemas foi apontada revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  14. 14. cAPA – INOVAçãO E EmPREENDEDORISmO – REcEITA PARA cREScER E VENcER 15 como uma das 25 melhores empresas para se caixa de uma empresa é determinante para a trabalhar no estado do Rio de Janeiro, numa liquidez e a rentabilidade do negócio. “A falta pesquisa recente realizada pelo instituto Gre- de planejamento financeiro é uma das prin- at Place to Work, em parceria com a ABRH-RJ cipais causas do fechamento de empresas”, (Associação Brasileira de Recursos Humanos afirmou, com base em dados de pesquisa do do Rio de Janeiro) e o jornal O Globo. Sebrae/RJ realizada em 2007, que revela o Mônica Reis Buriche, proprietária da aumento da taxa de sobrevivência das micro Laundry Service, expôs as dificuldades que e pequenas empresas, nos dois primeiros enfrentou até resolver investir em conheci- anos de atividade, de 51% para 78%. Em- mento. “A lavanderia tinha vários problemas. bora a maior qualificação profissional tenha Fazer os cursos no Sebrae/RJ me deu idéias sido um dos fatores para o crescimento da que proporcionaram grandes mudanças”, taxa, segundo ele 68% dos empresários que disse ela, que desenvolveu programas para fecharam suas portas apontaram as falhas estimular seus funcionários e fidelizar seus gerenciais como o principal motivo do fra- clientes. Em 2006 e 2007, ganhou o Prêmio casso, destacando-se a falta de planejamen- “Mulher Empreendedora” do Sebrae/RJ. to financeiro e a formação inadequada de O vice-presidente do Conjove, Áureo Ri- preços de produtos e serviços. Ele destacou cardo Salles, começou a trabalhar na empresa que, para o sucesso de um empreendimento, da família, a A. Salles Engenharia, aos 14 é necessário preparar um plano de negócios, anos. Com 28, montou uma fábrica de dutos projetar os recursos financeiros necessários, de ar condicionado e criou uma empresa de implementar controles adequados e gerir cor- prestação de serviços de manutenção predial. retamente o fluxo de caixa. Já o presidente do Para ele, empreender é mais do que o ato de Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis abrir uma empresa. “O empreendedor iden- do Rio de Janeiro (Sescon-RJ), Lindeberger tifica, analisa e implementa oportunidades Augusto da Luz, descreveu as atribuições de de negócios, sempre com foco na inovação um contador, ressaltando a importância de e na criação de valor”, afirmou. uma contabilidade correta como ferramenta Cristina Rocha, proprietária da CR Viagens para o bom desempenho de uma empresa. e Turismo, também fez um relato sobre o “É um erro crer que o contador é um mero seu negócio, que prioriza a excelência no emissor de guias de pagamento. O trabalho atendimento ao cliente, com plantão 24 horas. O empreendimento tem oito anos “Fazer os cursos no sebrae/rj me deu idéias de existência. “O segredo não é fazer o que que proporcionaram grandes mudanças” gostamos, mas gostar do que fazemos”, disse a empresária, que acaba de ganhar o Prêmio Top of Quality 2008 da Ordem dos Parlamentares do Brasil. do contador envolve comunicação constante Jaime de Barros Rego, analista do Sebrae/ com o empresário, confiança e aconselha- RJ, analisou aspectos sobre administração mento para melhorar a gestão e o controle financeira. De acordo com ele, a gestão do da empresa”, concluiu. revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  15. 15. ARTIGO 16 Doações para o Fundo para a Infância e Adolescência siro darlan * A democracia participativa consagrada na de filantropia, mas verdadeiramente responsá- Constituição da República estimulou a co-respon- veis pela fiscalização e aplicação dos recursos, sabilidade na discussão e elaboração das políticas pois têm interesse e direito de acompanhar os públicas através da criação dos Conselhos de resultados e de ajudar no êxito dos projetos Direitos, formados paritariamente com represen- patrocinados. Os Conselhos de Direitos de tação governamental e da sociedade civil. diversos estados estimulam que o aporte dos O legislador, ao regulamentar o artigo 227 recursos seja feito com a escolha dos projetos da Carta Magna através do Estatuto da Crian- e dos executores dos mesmos. ça e do Adolescente, dotou os Conselhos de Estudo da Secretaria de Fazenda do Estado Direitos com orçamento próprio para financiar do Rio de Janeiro estimou em 600 milhões de os projetos públicos e privados que priorizem reais a possibilidade de destinação dos contri- os eixos garantidores da efetivação dos direitos buintes fluminenses – pessoas físicas até 6% das crianças e adolescentes. O Fundo para a e pessoas jurídicas 1% do imposto de renda Infância e Adolescência, alimentado por verbas devido – para os Fundos geridos pelos Conse- originárias dos orçamentos públicos, de doações lhos de Direitos. Contudo, é de pouco mais de de pessoas físicas e jurídicas através da renúncia 1 milhão os recursos hoje existentes no Fundo fiscal, e as receitas das multas aplicadas pelo do Rio de Janeiro. Judiciário em razão do descumprimento das Qual a razão dessa penúria? A falta de es- medidas de proteção à infância e à juventude, trutura até então existente para a administração destinam-se ao financiamento dessa política de do Fundo e a falta de regras claras. Mas, tais proteção integral. obstáculos foram superados. O Governo Sérgio Tanto a definição desses eixos como o regis- Cabral dotou o Conselho da Criança de estrutu- tro e aprovação dos projetos a serem financiados ra, de pessoal e material, que permite uma boa são tarefas dos Conselhos de Direitos, que têm e eficiente administração do Fundo. O CEDCA/ a função de discutir e deliberar políticas públi- RJ aprovou deliberações, planos de ação e de cas em suas plenárias com as representações aplicação orçamentária – documentos que se en- governamentais e da sociedade civil. contram disponíveis no site (www.cedca.rj.gov. Os estados da federação estruturaram e br) – que tornam claras as regras de doação e organizaram seus Conselhos de Direitos, assim de aplicação dos recursos. como todos os municípios, e promovem a arre- Essa transparência permitirá a escolha dos cadação dos recursos livremente, inclusive com projetos constantes no Banco de Projetos, e a possibilidade dos doadores definirem junto serão muito bem-vindos os recursos daqueles aos Conselhos as prioridades e os projetos que que quiserem contribuir para a garantia da efe- deverão ser beneficiados. tivação dos direitos fundamentais de crianças e Essa prática, além de democratizar a dis- adolescentes fluminenses e para a melhoria da cussão, faz dos doadores não meros agentes qualidade de vida de todos os cidadãos. * o desembargador siro darlan é presidente do conselho estadual de defesa dos direitos de crianças e adolescentes do rio de janeiro. revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  16. 16. AcONTEcE NA AcRJ 17 Arthur Sendas: homem simples e de grande fé cida belford Homem simples e de uma fé inabalável. Assim Arthur Sendas foi lembrado, durante a homenagem póstuma realizada pelos Con- selhos Superior e Diretor da ACRJ, em 26 de novembro, que reuniu familiares e amigos do empresário, morto em outubro. Sinônimo de liderança empresarial, Sendas tratava a todos com igualdade e respeito. “Ele era olavo monteiro de carvalho, um homem religioso, simples e carismático. A fé de de entidades de classe, como a Associação familiares de arthur sendas e Humberto mota Arthur poderia mover montanhas”, disse o presi- Brasileira de Supermercados (Abras) e ACRJ, dente da ACRJ, Olavo Monteiro de Carvalho. o empresário dava exemplo. Ele chegava no O presidente do Conselho Superior da ACRJ, escritório às 7h, como se fosse seu primeiro Humberto Mota, também destacou a religiosi- dia de trabalho”, contou o vice-presidente do dade e devoção de Sendas. “Ele estava sempre Conselho Administrativo do Grupo Sendas, preocupado com o próximo. Na igreja de São Ju- Aprígio Lopes Xavier. das Tadeu, todos paravam para cumprimentá-lo. A homenagem reuniu a família do empresá- Arthur Sendas, acima de tudo, amou o próximo rio, diretores e funcionários da ACRJ. Estavam como a si mesmo”, disse, emocionado. presentes os filhos Márcia Maria e Nelson, Mota acrescentou que Sendas era uma pes- acompanhado de sua mulher Mariana, e a irmã soa de bem com a vida e que a homenagem, de Sendas, Érika Sendas Bione. Nelson destacou ainda que causasse comoção, servia para deixar o amor de seu pai pela ACRJ e pelo trabalho claro que “mesmo ausente, Sendas se fazia desenvolvido na Casa do Empresário. “A gente presente e seria imortalizado”. Já o presidente via a alegria que meu pai tinha em vir pra cá. do Clube de Regatas Vasco da Gama, Roberto Ele se sentia bem aqui, tanto que escolheu a Dinamite, descreveu a paixão e o orgulho do ACRJ para anunciar um fato importantíssimo empresário em ser vascaíno, ressaltando que para a nossa empresa, que foi a associação com ele sempre participou dos momentos mais o grupo Pão de Açúcar”, destacou. importantes do clube, inclusive os mais difíceis, Compareceram à homenagem, que lotou o ajudando, muitas vezes, financeiramente. Centro de Estudos Sociais e Econômicos da ACRJ O sucesso como empresário de uma das – construído por Sendas – grandes beneméritos, maiores redes de supermercados do Brasil beneméritos, vários diretores e presidentes dos não foi conquistado da noite para o dia. “O Conselhos Empresariais da Casa, como Célio Borja, jovem Arthur carregava caixas de mercadorias Áureo Salles de Barros, Maria Aguinaga, Francisco nas costas e, mesmo à frente da empresa e Pinto, Francisco Horta, Marta Arakaki, Maria Luíza revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  17. 17. AcONTEcE NA AcRJ 18 Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, foram representados pela superintendente de Projetos Especiais da secretaria, Mara Lucia Paquelet. Arthur Sendas começou a freqüentar a Associação Comercial do Rio de Janeiro há 40 anos, quando se associou à instituição. Foi diretor, conselheiro, vice-presidente e Grande Benemérito. Em 1997 foi eleito, por unani- midade, pelo Conselho Superior, presidente da ACRJ e permaneceu à frente da Casa do nelson sendas lembra Nobre, Daniel Klabin, Guilherme Arinos Franco, Empresário por dois mandatos, sendo sucedido o carinho que o pai Mauro Gandra e Haroldo Bezerra da Cunha, entre pelo atual presidente do Conselho Superior, tinha pela acrj muitos outros. O diretor-superintendente do Se- Humberto Mota. brae/RJ, Sergio Malta, e o presidente do Clube de Um momento de grande emoção marcou Diretores Lojistas do Rio, Aldo Gonçalves, ambos a homenagem, no final, quando foi exibido diretores da ACRJ, também estiveram presentes, um vídeo com fotos que ilustravam passagens além de amigos como Antônio Lopes, ex-técnico da trajetória de Sendas, desde menino, no Ar- do Vasco da Gama, e o Padre João Navarro Reber- mazém Trasmontano, em São João de Meriti, te. O governador Sérgio Cabral e o secretário de até seus últimos dias. Café com Ética mariana santos Ao longo deste a consciência coletiva. “A liderança é formadora semestre, o Conselho de consciências, vontades e estratégias transfor- Empresarial de Ética madoras, direcionadas ao bem comum. Ser líder da ACRJ promoveu implica no compromisso ético”, destacou. Para ele, debates a partir de o primeiro grande desafio é motivar nos líderes temas contidos no li- a competência para ser ético. Assim, é possível vro “Ética na Gestão desenvolver um modelo de ética na gestão, por Empresarial - da Cons- meio do diagnóstico e de ações estratégicas, cujos cientização à Ação” fundamentos sejam a cultura renovada, a liderança (Editora Saraiva), de integrada e a estratégia consensual. O autor do rubens migliaccio discute a Francisco Gomes de Matos, no ciclo de palestras livro, Francisco Gomes de Matos, declarou que a ética na liderança Café com Ética. O ciclo terminou em dezembro, ética faz parte da essência da liderança autêntica. com a realização do quinto e último encontro. A bandeira do líder é a renovação contínua de Na ocasião, o professor e conselheiro Rubens pessoas, estruturas e tecnologias. “Uma ‘empresa Migliaccio abordou o tema “Competências éticas do ser’ é uma corporação fundada na ética da e modelo de gestão”. Entre outras questões, ele solidariedade. Todas as organizações possuem ressaltou que a ética está na consciência humana líderes competentes, mas o que faz a diferença é e na cultura das organizações, onde se desenvolve a liderança integrada”, afirmou. revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  18. 18. AcONTEcE NA AcRJ 20 Claro Rio Summer Presidente da ACRJ debate o valor da Moda andrea Ferretti no estado. “A ACRJ tem conseguido resultados concretos e estabeleceu um diálogo, um rela- cionamento de respeito com os diferentes níveis de governo que não existia antes”, afirmou. Para ele, o carnaval com o desfile das escolas de samba e eventos, como o Claro Rio Summer, demonstram “o poder da arte no Rio de Janei- ro”. No seminário, o economista do IETS, André andré Urani, nizan O presidente da Associação Comercial do Urani, frisou que a redução da carga tributária Guanaes e olavo Rio de Janeiro participou do seminário “O Valor dos micro e pequenos empresários ajudaria o monteiro de carvalho da Moda”, no Forte de Copacabana, durante negócio da moda no estado. o Claro Rio Summer, evento de moda-praia No encerramento do Claro Rio Summer, internacional, que aconteceu entre os dias 5 e o presidente da ACRJ participou, ao lado do 8 de novembro. Olavo Monteiro de Carvalho governador Sérgio Cabral, do publicitário Nizan ressaltou a importância da indústria criativa Guanaes e de várias autoridades, do movimento no momento em que se discute com o poder pela candidatura do Rio de Janeiro como Patri- público a melhoria do ambiente de negócios mônio Natural e Cultural da Humanidade. Rio terá o maior aquário da América Latina cida belford O diretor do AquaRio, Marcelo Szpilman, mia da cidade, revitalizando a Zona Portuária e foi o convidado da reunião do Conselho Em- trazendo mais turistas. Para realizar o projeto, presarial de Turismo Pró-Rio da ACRJ, em 3 de a iniciativa privada deverá investir pelo menos novembro. Ele apresentou o projeto do maior R$ 84 milhões. A estimativa é de que passem aquário da América Latina, que será construído pelo local cerca de 1,5 milhão de pessoas/ano. na Zona Portuária, no prédio da antiga Cibrazen, O valor do ingresso deverá ficar em torno de cedido pela Prefeitura. O espaço terá 25 mil m² R$ 20,00. A previsão é de que o AquaRio te- de área construída e capacidade para expor 12 nha um faturamento anual de R$ 31 milhões, mil animais, de 400 espécies diferentes, em 5,4 podendo alcançar até R$ 40 milhões. No local, milhões de litros de água. além de espaço de lazer, centro de pesquisas, marcelo szpilman explica Segundo Szpilman, o AquaRio, proposta museu, exposições sobre a vida marinha e escola como será o aquario do Instituto Museu Aquário Marinho do Rio de de mergulho, haverá também um centro de Janeiro, será construído no início de 2009, sendo recuperação da fauna marinha, para cuidar de concluído em dois anos. O biólogo marinho frisa animais capturados na natureza até que possam que o empreendimento vai alavancar a econo- ser reinseridos em seu habitat. revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  19. 19. AcONTEcE NA AcRJ 21 Boas perspectivas para a indústria naval mariana santos A ACRJ promoveu, em 27 de novembro, mais uma edição do Café da Manhã Empresa- rial, com a participação do diretor financeiro e sérgio Fragomeni, administrativo da Transpetro. Rubens Teixeira rubens teixeira tante de geração de empregos e de multiplicação analisou o crescimento da indústria naval no e reinaldo cardoso de empresas de serviços e de fornecimento de país e a geração de empregos no setor. peças e componentes. “Precisamos desenvolver O Brasil chegou a ser o maior produtor mun- a nossa tecnologia e exportá-la.” dial de embarcações nos anos 70, mas passou, Para o diretor da Transpetro, o Rio de Janei- depois, por uma década de estagnação. Agora, ro, por sua vocação histórica para a construção com o impulso decorrente das descobertas de naval, ganha destaque nesse contexto e isso petróleo e do comércio mundial, os estaleiros contribuirá para a revitalização da indústria ganharam novo impulso. “Temos condições de fluminense. A perspectiva é de que o setor olhar para o futuro. Existe uma grande demanda naval se reestruture e se torne cada vez mais por embarcações de todos os tipos”, afirmou. A competitivo internacionalmente”. indústria naval representa um segmento impor- revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008
  20. 20. AcONTEcE NA AcRJ 22 V Fórum Saída para o Pacífico cida belford A ACRJ realizou, em 25 de novembro, o selecionados pelo programa IIIRSA (Inicia- V Fórum Saída para o Pacífico, para discutir tiva de Integração da Infra-estrutura da a integração terrestre sul-americana e o América do Sul), cujos eixos de integração acesso para o Oceano Pacífico. O projeto foram definidos na Cúpula de Cuzco em da Rodovia Interoceânica foi apresentado dezembro de 2004. victor raúl ojeda, pelo diretor de Transportes da Câmara Estiveram presentes o cônsul-geral do marco polo moreira Leite e Lício araujo Brasil-Paraguai, Ignácio Ottoni. Com cerca Paraguai, Ricardo Aquino, o presidente e de três mil km de extensão, ela ligará os o vice-presidente da Câmara de Comércio Oceanos Atlântico e Pacífico, passando pelo Brasil-Paraguai, Victor Ojeda e Lício Araújo, Brasil, Bolívia e Chile. respectivamente, o presidente da Câmara O presidente do Conselho de Comércio de Comércio Brasil-Venezuela da ACRJ, Exterior da ACRJ, Marco Polo Moreira Lei- Darc Costa, e a coordenadora de projetos te, disse que a rodovia beneficiará o setor de grande vulto do Ministério do Planeja- agropecuário, aumentando a comercializa- mento, Ely Takasaki. Os ex-presidentes da ção de grãos e produtos para o mercado ACRJ, Paulo Protásio e Ruy Barreto, rece- externo, especialmente para a Ásia. A beram o Prêmio Capricórnio, pelo apoio ao construção da Rodovia Interoceânica é um desenvolvimento econômico dos países da dos mais importantes projetos entre os 31 América do Sul. Liberdade econômica - Brasil é o 96º do ranking cida belford O editor-chefe do relatório Liberdade tney, as contas públicas pesam na avaliação. Econômica no Mundo, James Gwartney, “Quanto mais o governo aumenta os gastos, apresentou, na ACRJ, em 14 de novembro, mas a pontuação diminui”, explicou. Han- um estudo feito pelo Economic Freedom nes Gissurarson, do Banco Central islandês, Network, grupo formado por representan- mostrou que a renda dos 10% da população tes em 75 países, cujo objetivo é promover mais pobre é quase 10 vezes maior em países os benefícios da liberdade econômica. O com economia mais livre. relatório de 2008 mostra o Brasil em 96º O presidente do Conselho de Políticas lugar no ranking das 141 economias mais Econômicas da ACRJ, Marcílio Marques james Gwartney e marcílio livres do mundo, uma queda significativa, Moreira, refutou a idéia de que a crise seja marques moreira comparada a 2007, quando ocupou a 70ª fruto de muita liberdade econômica. “É posição. Hong Kong está no topo da lista, importante que tenhamos bons argumen- seguida por Cingapura e Nova Zelândia. EUA tos para responder a essas insanidades”, e Austrália ocupam o 8º lugar. O Chile ficou disse. O encontro foi coordenado pelo em 6º lugar, sendo o único país da América Conselho Empresarial de Jovens Empre- Latina entre os 10 melhores. Segundo Gwar- endedores da ACRJ. revista do empresário da acrj novembro/dezembro de 2008

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