Conexao Sebrae - Fevereiro 2010

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Conexão Sebrae MS de Fevereiro de 2010! 8020 Marketeria Digital

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Conexao Sebrae - Fevereiro 2010

  1. 1. Mato Grosso do Sul • Nº 49 • Janeiro e Fevereiro de 2010 • Ano 8 Anderson Viegas Jovens brasileiros estão entre os que têm mais espírito empreendedor Empresárias como Juliana, de 24 anos, e Karolina, de 23 anos, da JK Comunicação, estão tendo uma participação maior no mercado. Págs. 04 e 05 Mercado Cênico/Divulgação Agência Brasil Produção Certificação cultural para os ganha orgânicos incentivo com será o Simples obrigatória Pág. 02 Pág. 06
  2. 2. Mato Grosso do Sul, janeiro e fevereiro de 2010 Quando 2009 fechou suas portas foi possível ças do governo do Estado e municipais, das enti- perceber o quanto fizemos e evoluímos nesse ano dades representativas, empreendedores e do Se- que iniciou com prenúncios de crise, desemprego, brae/MS. instabilidade, incertezas. Foram meses de observa- Em pleno mês de janeiro lançamos um desa- ção e análise do cenário nacional e mundial, mas, fiador projeto de atendimento – o Sebrae 32 Ho- sobretudo, foi um tempo de trabalho e realizações, ras – que vai alcançar os empresários e futuros o que resultou em um fechamento com saldo posi- empreendedores nos 78 municípios, em breve 79, tivo. do nosso estado. Para esse projeto estamos aces- No Brasil, a crise foi um aprendizado e uma sando o que há de mais moderno em tecnologia época para a tomada de decisões estratégicas, es- da informação associada a uma equipe preparada pecialmente por parte das grandes organizações, para prestar atendimento de forma presencial, pela que experimentaram redução de quadro de colabo- internet, por telefone, com o compromisso de apoi- radores, reavaliação da sua área produtiva, dos lan- ar, orientar e capacitar aos que pretendem abrir um Presidente do Conselho Deliberativo Estadual: çamentos de novos produtos e serviços, dos seus negócio próprio ou para quem quer melhorar a sua Luiz Cláudio Sabedotti Fornari planos de expansão, enfim, do direcionamento dos empresa. Diretor Superintendente: Cláudio George Mendonça negócios. Em breve já estará em funcionamento o Por- Diretora de Operações: Maristela de Oliveira França Entretanto, Mato Grosso do Sul confirmou ser tal do Empreendedor, que vai possibilitar aos em- Diretor Técnico: Tito Manuel S.B. Estanqueiro o lugar fantástico que tem sido para todos que apor- preendedores que ainda estão na informalidade, tam por aqui. Mesmo com as dificuldades no to- passem a se sentir como verdadeiros cidadãos e Entidades do Conselho Deliberativo Estadual: cante à implantação de novos negócios por parte usufruam de todos os benefícios que esse disposi- AMEMS, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Faems, Famasul, de grandes empresas, ainda tivemos boas notícias tivo da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas Fecomércio, Fiems, Fundect, Seprotur, UFMS e Sebrae. de investimentos e um crescimento nos diversos garante. setores dos pequenos negócios. No período de ja- Em 2010 vamos fazer o nosso melhor. Estare- Gerente Unidade de Comunicação: neiro a dezembro foram abertas 7.793 novas em- mos juntos – Sebrae/MS, lideranças empresariais, Liane dos Santos Pereira presas em nosso Estado, maior número registrado governos, entidades representativas, sociedade – Projeto Gráfico: André Coelho nos últimos 10 anos, com 3,5% de crescimento em para que o nosso desempenho faça de Mato Gros- Produção, Arte e Diagramação: Editora Visão relação a 2009. so do Sul um Estado cada vez mais forte. Tiragem: 5 mil exemplares Jornalista Responsável: Anderson Viegas DRT/MS 199. Portanto, 2010 chega com muita expectativa e otimismo. Mato Grosso do Sul é, sem dúvida, o Conselho Editorial: Janaína Mansilha, Liane dos Santos Pereira, estado que apresenta um potencial incrível, em vá- Patrícia Gasparetto, Maria Cristina Campaner, Maria de Lourdes Ortiz, rios setores, propõe incentivos para quem quer in- Marcilio Moreira, Marco A. Casimiro, Leandra Oliveira, vestir, para os dispostos a apostar em desenvolvi- Clarindo Gimenes. Editorial mento, para quem acredita na força de trabalho dos sul-mato-grossenses nascidos ou adotados nesta Colaboração: Thayara Barboza e Laryssa Carvalho terra, dos que querem inovar e mostrar ao Brasil e ao mundo, a capacidade deste lugar abençoado. Luiz Cláudio O primeiro mês de 2010 voou, pois o ditado Sabedotti Fornari Sebrae/MS: Av. Mato Grosso, 1661 – Centro que afirma que o país só trabalha depois do carna- presidente do Conselho Campo Grande/MS – CEP: 79002-950 val, ficou para trás e arrisco dizer que esse nunca Deliberativo Estadual Fax: (67) 3389-5592 do Sebrae/MS www.ms.sebrae.com.br / conexao@ms.sebrae.com.br serviu para nós, da iniciativa privada, das lideran- Fale Conosco: 0800 – 570 – 0800 Investir em cultura fica mais ‘Simples’ Mercado Cênico/Divulgação A cultura brasileira ganhou um belo Na avaliação do diretor-presidente presente no fim do ano passado. O presi- do Mercado Cênico e secretário-execu- dente Lula sancionou o projeto de lei tivo do Fórum Municipal de Cultura de que enquadra produções cinematográfi- Campo Grande, Victor Hugo Samudio, cas, artísticas e culturais no regime de a redução da carga tributária é uma gran- tributação para micro e pequenas em- de notícia para o setor, porque vai esti- presas. mular e legalização de vários produto- O Simples da Cultura, como ficou res que ainda atuam na informalidade, conhecido o projeto, altera a lei que ins- gerando mais emprego e mais arrecada- tituiu o Estatuto Nacional da Microem- ção para investimentos em vários seto- presa e Empresa de Pequeno Porte, de res do País. modo que os empreendimentos do setor “Era uma medida muito aguardada cultural possam ser enquadrados na ta- pelo setor e todos vão sair ganhando”, Produções como a peça Paredes Revisitadas, do Mercado Cênico, ganham incentivo bela do Simples Nacional. comenta ele. Segundo dados do Siste- Com esse enquadramento, o Sim- ma de Informações e Indicadores Cul- ples da Cultura une quatro impostos fe- derais, um estadual e um municipal, turais (IBGE/Minc), de 2005, o setor responde por 5% do Produto Interno Tome nota possibilitando que a carga tributária para Bruto (PIB) do País e tem uma taxa de Para saber mais sobre o Simples da Cultura acesse: os empreendedores do setor seja reduzi- crescimento anual média de 8,4%, sen- www.cultura.gov.br da já a partir deste ano de 17,5% para do responsável por quase 6% dos em- www.receita.fazenda.gov.br apenas 6%. pregos formais. 2
  3. 3. Mato Grosso do Sul, janeiro e fevereiro de 2010 Lei Geral das MPEs já foi regulamentada em 11 municípios de Mato Grosso do Sul O primeiro município a adotar a Lei Geral no Estado foi Três Lagoas, em dezembro de 2007 Foto: Divulgação Desde sua criação em 2006, a Lei Geral das Micro e Pequenas Empre- sas (MPEs) já foi regulamentada em 11 dos 78 municípios de Mato Grosso do Sul, o que corresponde a 14,1% das cidades do Estado. É o que aponta le- vantamento do Ministério do Desen- volvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A Lei Geral facilita a legalização das micro e pequenas empresas, além de dar prioridade na participação em licitações públicas (compras governamentais) e de oferecer um regime tributário diferen- ciado, que unifica e simplifica a arreca- dação de impostos. O primeiro município a adotar a Lei Geral no Estado foi Três Lagoas, em dezembro de 2007. Com a orientação do Sebrae/MS, a lei foi adequada à rea- lidade da cidade e prevê, entre outras medidas, a concessão do alvará de fun- cionamento provisório e benefícios fis- cais, como o desconto de 50% no alvará definitivo para as micro e pequenas em- presas locais. Em Nova Andradina a Lei Geral das MPEs chegou a ser regulamentada por duas leis complementares, a última de 2009 Em Nova Andradina, que chegou a regulamentar a Lei Geral por duas ve- ral, em dezembro do ano passado, o cais, ao associativismo, à geração de frente e a sociedade ganha com isso pois zes, através de leis complementares edi- presidente da Associação Empresarial empregos e à formalização dos empre- esses empresários, gradativamente, se- tadas em 2007 e 2009, -sendo que a do da cidade (ASEB), Sidney Olegário, endimentos”, destaca. rão empresários de direito e dentro da último ano realmente possibilitou a sua aponta que, apesar de recente, a legisla- O diretor superintendente do Se- lei”, ressalta. implementação-, o secretário municipal ção já desperta muito interesse entre os brae/MS, Cláudio George Mendonça, Segundo dados do MDIC, em todo de Desenvolvimento, Fábio Maurício empresários. incentiva outros municípios do Estado o País 1.265 municípios já regulamen- Selhorst, destaca como um dos seus prin- “Muitos estão interessados em a também colocarem em prática a Lei taram a Lei Geral, o que representa cipais pontos o estímulo à legalização participar das licitações. Em vender Geral. “Não adianta criar leis ou instru- 22,74% das cidades brasileiras. O mi- dos empreendimentos. produtos e serviços para o município. mentos e ficar no papel, eles precisam nistério considera o número de adesões “Alguns dos mecanismos da regula- Esse é um dos principais aspectos da funcionar. Os municípios que fazem isso, positivo, do ponto de vista da meta es- mentação ainda estão em fase de implan- lei, além, é claro, dos incentivos fis- que regulamentam a Lei Geral, saem na tabelecida pelo governo de atingir 1,7 tação, mas já notamos uma grande pro- mil municípios até o fim deste ano. cura por parte dos empreendedores. Eles Além de Três Lagoas, Nova Andradi- buscam informações sobre como se en- quadrar, sendo a maioria dos setores do Tome nota na e Batayporã, a Lei Geral já foi regu- lamentada no Estado nas cidades de Ca- comércio e de serviços”, comenta. arapó, Campo Grande, Chapadão do Para saber mais sobre a Lei Geral das MPEs acesse: Em Batayporã, município do Esta- Sul, Corumbá, Figueirão, Itaquiraí, Na- http://www.sebrae.com.br/customizado/lei-geral/ do que adotou recentemente a Lei Ge- viraí e Paranhos. 3
  4. 4. Mato Grosso do Sul, janeiro e fevereiro de 2010 Características sócio-econômicas do Brasil es Novos empreendedores fazem parte da Geração Y, que já nasceu dominando a tecnologia e tem O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de participação de jovens empreendedores na economia, com 25%, sendo superado apenas pelo Irã, com 29% e a Jamaica, com 28%. Os dados da pesquisa da Global En- terpreneurship Monitor (GEM), feita com apoio do Sebrae, Sesi e Senai em 2008 traça perfil do empreendedoris- mo no País. A pesquisa aponta que no Brasil, as- sim como nos outros países que estão no topo dessa lista, as características sócio- econômicas acabam levando o jovem a empreender, seja por necessidade, em razão da falta de vagas no mercado de trabalho, ou por oportunidade, quando ele descobre um nicho de mercado em que pode se destacar. O jovem empreendedor por neces- sidade tem um nível de escolaridade de 5 a 11 anos. Atua preferencialmente no setor de serviços e de transformação, Thiago Akira, Estevão Rizzo e Lucas Reino, da 8020 Marketeria Digital: nicho de mercado praticamente abriu a empresa obtendo uma renda de um a três salários or (36% até 3 salários mínimos; 34% de zadas, em razão de sua qualificação. de inovar, sendo que quando se é dono mínimos de média. 3 a 6 salários), ter mais escolaridade, Em Campo Grande, Jean Pierre Jo- do próprio negócio há a possibilidade Já o jovem empreendedor por opor- sendo que 25% estão cursando ou ter- bim da Silva, de 23 anos, é um dos exem- de criar novas maneiras de trabalho e tunidade se diferencia, conforme o le- minaram o nível superior, e iniciam seus plos de jovens empreendedores que en- não ter de seguir padrões pré-estabeleci- vantamento, por possuir uma renda mai- negócios em atividades mais especiali- traram no mercado por necessidade. dos. Enxergamos ainda que o mercado Foto: Anderson Viegas Com mais de dois anos de experiência necessitava de uma empresa que juntas- como empregado de uma empresa que se os dois segmentos e que oferecesse customizava veículos, ele decidiu traba- um excelente atendimento, por meio do lhar como autônomo quando saiu do em- acompanhamento de qualquer ação de- prego. senvolvida”, explicam as sócias da JK Instalando insulfilm em carros, pré- Comunicação. dios e casas, além de equipamentos de Para se prepararem para o desafio som em automóveis, ele atende, em mé- de se tornarem empreendedoras, as jor- dia, dois clientes por dia, mas pretende nalistas revelam que antes da abertura formalizar seu negócio, através do Em- da empresa investiram em capacitação. preendedor Individual pois acredita que “Participamos do ciclo de palestras do o volume de trabalho aumentará. Nascer Bem e também buscamos cursos Já as jornalistas, Juliana Comparin, na área de comunicação, sendo um de- de 24 anos, e Karolina Dalegrave, de 23, les realizado em São Paulo”, revelam. também da capital sul-mato-grossense, Outros que perceberam a oportuni- vislumbraram a oportunidade de abrir dade deste novo mercado foram o pu- o próprio negócio ainda durante o está- blicitário Thiago Akira Ogura, de 27 gio que fizeram juntas. anos, o biólogo Estevão Rizzo, de 29 “A vontade veio por meio da opor- anos, e o jornalista Lucas Reino, de 29 Jornalistas Juliana Comparim e Karolina Dalegrave decidiram abrir a tunidade de trabalhar com assessoria de anos, proprietários da 8020 Marketeria empresa ainda quando faziam estágio juntas imprensa e eventos, aliada à permissão Digital, de Campo Grande. 4
  5. 5. Mato Grosso do Sul, janeiro e fevereiro de 2010 stimulam o espírito empreendedor do jovem a necessidade de informação mais atualizada, além de estarem mais antenados com o mercado Anderson Viegas “Acho que o nicho escolheu a gen- Outra característica importante des- te. Meu sócio fez o Empretec e queria sa nova leva de empresários, conforme montar uma empresa, tinha várias idéi- Vidaurre, é o fato de que eles não têm as, mas nada ainda estava definido. Ele medo de errar. “O erro é encarado por ia muito ao Firula’s Café e ficava no no- eles não como um fracasso, mas sim tebook trabalhando lá, um dia a propri- como uma oportunidade de aprendiza- etária pediu algumas informações sobre do, da qual eles podem extrair boas li- internet, sites, divulgação, etc. O Este- ções e evoluir. Até por conta disso, esses vão foi falando sobre possibilidades, fa- jovens são muito ousados e em alguns lou de mim, e a gente bolou uma pro- casos até em excesso, o que pode acabar posta de trabalho para fazer o site deles os prejudicando depois”, avalia. e divulgar mais e criar um relacionamen- A psicóloga Roseli Aguilera concor- to com os clientes”. Com o trabalho fei- da com o perfil traçado pelo técnico do to, ele conta que ganha com visibilidade Sebrae/MS e acrescenta ainda que um e novos clientes procuraram os seus ser- aspecto que precisa ser melhor trabalha- viços. “Acredito que a necessidade des- do por essa geração de empreendedores se tipo de trabalho era tão grande que o é o da contestação do passado. mercado foi atrás de criar o serviço”, “Esse jovem é mais curioso, é mais explica Lucas. aberto a novas informações, busca coi- Assim como Juliana e Karolina, os sas novas, mas ele não pode rotular tudo sócios da marketeria também se preo- o que foi feito no passado como ultra- cupam muito com a capacitação e com a passado ou ruim”, explica. Psícóloga Roseli Aguilera diz que características naturais dos jovens da troca de informações com profissionais Roseli comenta que esse jovem é fo- geraçaõ Y estimulam o empreendedorismo mais experientes. cado nos resultados e não no processo “Nós vamos a palestras, captamos como a geração anterior. Isso faz com to”, aconselham Juliana e Karolina. ção pode levar a desistir de tocar o informações pela internet, estudamos que seja naturalmente um questionador Já Lucas recomenda prudência. negócio. O Sebrae sempre é a primei- outros cases. Essa área é muito nova, da hierarquia e acabe impulsionando o “Após concluir os estudos, o jovem ra alternativa para os mais sensatos, então é preciso ficar online e procuran- seu empreendedorismo. está empolgado em pôr em prática como foi o caso do meu sócio Thia- do conteúdos, vendo que está sendo fei- “Quando esse jovem estiver traba- todo o conhecimento que acumulou go, que ao mesmo tempo que iniciou to no Brasil e mesmo fora dele. Quando lhando em uma empresa que não está durante o seu curso. O mais apropria- o MBA dele ao terminar o curso, deu não é nossa área a gente prefere ouvir a aberta a mudanças e que vai tolher ou do é não se empolgar demais se não início aos cursos oferecidos pelo Se- opinião dos profissionais especializados, dificultar sua evolução, ele prefere abrir possui conhecimento administrativo brae para abrir a agência, que funcio- advogados e contadores”, relatam as um negócio próprio, onde as regras não suficiente, pois quando os procedi- na até hoje, mas pelas mãos dos seus empreendedoras. vão ser tão rígidas. Ele encara o traba- mentos gerenciais, cálculos financei- antigos sócios, isso é um bom sinal lho não como o objetivo de sua vida, ros e jurídicos começam a surgir o ris- quando a gente vê esses índices de Perfil mas como um instrumento para promo- co de desesperar com tanta informa- mortalidade empresarial”. As histórias de Jean Pierre, de Ju- ver o seu desenvolvimento pessoal”, liana e Karolina, Thiago, Estevão e conclui. Tome nota Lucas retratam com perfeição, segun- do análise do técnico do Sebrae/MS, Dicas Wellington Vidaurre, o perfil do jo- Quem já está no mercado não se vem empreendedor brasileiro. arrepende da opção e dá dicas aos fu- Para mais informações sobre empreendedorismo acesse: “Esses empreendedores fazem par- turos jovens empreendedores. “Pen- www.sebrae.com.br te da chamada Geração Y. Eles já nasce- se muito bem na possibilidade, mas www.mundosebrae.wordpress.com ram dominando a tecnologia, e, por isso, saiba que os riscos de ser dono do seu http://pegn.globo.com têm necessidade de informação mais rá- próprio negócio são muito altos. Se http://www.papodeempreendedor.com.br pida, além de estarem mais atualizados acreditar que possui perfil empreen- http://www.endeavor.org.br e antenados com as tendências e mudan- dedor e que tem capacidade e disci- www.portaldoempreendedor.gov.br ças de mercado”, aponta. plina, se dedique que tudo dará cer- 5
  6. 6. Mato Grosso do Sul, janeiro e fevereiro de 2010 Prazo de validade para produtos orgânicos sem certificação termina no fim deste ano Foto: Sebrae/MS Para comercialização, alimentos precisarão do selo que garantirá qualidade e a origem Começa a valer a partir do fim des- te ano o decreto do governo federal que trata da certificação obrigatória de ali- mentos orgânicos no Brasil. As exigên- cias entrariam em vigor no dia 28 de dezembro do ano passado, mas o prazo foi ampliado para que os produtores te- nham tempo para se adaptar às mudan- ças. A certificação é necessária para que o consumidor tenha garantia ao adqui- rir um alimento orgânico, seja animal ou vegetal, de que ele foi produzido, processado ou armazenado sem o uso de adubos, defensivos ou qualquer ou- tro tipo de substância química ou sinté- tica que possa representar risco à sua saúde. Para que possa ser comercializado como orgânico, o produto deverá rece- Produção de orgânicos é destaque no Território da Cidadania da Grande Dourados e também nas unidades do PAIS em MS ber o selo do Sistema Brasileiro de Ava- liação de Conformidade Orgânica (Si- das com ações de organização, planeja- onde cultiva limão, abacaxi, pupunha A atividade ganhou ainda mais incenti- sorg). A chancela aparecerá na frente mento, técnicas de produção e manejo e uva. Ele já comercializa limão orgâni- vo com a implantação de 350 unidades da embalagem e terá a informação do do solo, processo de conversão para pro- co em alguns estabelecimentos da região do Projeto Produção Agroecológica Sus- tipo de garantia oferecida ao alimento, dução orgânica, estratégias de comer- e acredita que a certificação obrigatória tentável (PAIS), em uma iniciativa do se foi dada por certificação direta ou cialização e certificação dos produtos será muito positiva para a atividade. Sebrae/MS em parceria com a Funda- pelo sistema participativo. que estão inseridos dentro desse pro- “Hoje já consigo vender o limão or- ção Banco do Brasil e prefeituras. Em Mato Grosso do Sul a produ- cesso, que é o grande desafio para este gânico por um preço até 30% superior “Temos a expectativa de um gran- ção de orgânicos é um dos focos princi- ano”, explica o técnico do Sebrae/MS, em relação ao valor do limão comum. de crescimento este ano, com a implan- pais do trabalho desenvolvido no Ter- Vamilton Furtado Júnior. Com toda a produção certificada os or- tação de novas unidades e apoio na co- ritório da Cidadania da Grande Dou- Entre os produtores que participam gânicos vão ter uma valorização ainda mercialização dos orgânicos, em fun- rados, em um projeto que envolve 150 do projeto está Antônio Paulo Ribeiro, maior. Isso vai ser bom para quem pro- ção do aumento da procura por alimen- famílias de 12 municípios. que possui uma propriedade de dois duz e também para o consumidor, que tos mais saudáveis em todo o Estado”, “Essas famílias estão sendo atendi- hectares, no município de Dourados, vai ter a certeza de que está adquirindo projeta o consultor do Sebrae/MS, Elio um produto sem agrotóxicos, que não Sussumu Kokehara. vai oferecer riscos à saúde dele”, avalia. Em todo o País, existem atualmen- Tome nota Além do Território da Grande Dou- rados, os orgânicos também são produ- te mais de 90 mil produtores voltados para a prática da agricultura orgânica, Para saber mais sobre os orgânicos e a legislação para sua produção: zidos em vários outros municípios do de acordo com dados do Instituto Bra- www.prefiraorganicos.com.br Estado, principalmente por agricultores sileiro de Geografia e Estatística familiares e pequenos produtores rurais. (IBGE). 6
  7. 7. Mato Grosso do Sul, janeiro e fevereiro de 2010 Agentes locais de inovação iniciam trabalho em oito municípios de Mato Grosso do Sul Em apenas um mês foram visitadas 245 de um total de 600 empresas que deverão ser atendidas Divulgação/Sebrae/MS Os Agentes Locais de Inovação, os chamados ALIs, já iniciaram seu tra- balho em Mato Grosso do Sul. Eles têm a missão de articular junto ao meio empresarial o fomento à inovação, sensibilizando os empreendedores so- bre a importância do assunto. Estão participando do trabalho, profissionais com no máximo três anos de formação. Para atuarem como ALIs eles passaram por um processo seleti- vo, e os que tiveram melhor desempe- nho participaram de um programa de treinamento com mais de 190 horas/ aula, com foco em diagnóstico empre- sarial e inovação em produtos, proces- sos e gestão. Dos candidatos capacitados, fo- ram selecionados 12 com as melhores notas, para serem contratados como bolsistas do projeto ALI. Eles inicia- ram o trabalho, que tem previsão de duração de dois anos, em novembro do ano passado. Estão atendendo Cam- po Grande, Ribas do Rio Pardo e Si- Agentes Locais de Inovação estão visitando as empresas para fazer o diagnóstico que apontará as necessidades de cada uma drolândia. Em Dourados e Rio Bri- lhante, Três Lagoas, Corumbá e Navi- mentício, têxtil, confecção, metal me- sando desde um novo layout para o em- de as participantes do programa e mo- raí contam com um agente cada. cânico e construção civil. preendimento, pela implantação de delo a outras e desmistificando a ideia Os recursos para a implementação O consultor do Sebrae/MS, Mau- programas de qualidade e até a neces- de que somente grandes empresas ino- do projeto no Estado vieram de uma ro de Freitas Infante Vieira, que sidade da utilização de sistemas de vam. parceria do Sebrae/MS, Fundação de acompanhou as visitas de ALIs em controle mais eficientes. Apoio ao Desenvolvimento do Ensi- Campo Grande e Corumbá, explica O consultor comenta que a utili- Balanço no, Ciência e Tecnologia de Mato Gros- que os diagnósticos que estão sendo zação da inovação na solução de pro- Segundo o Sebrae Nacional, além so do Sul (Fundect/MS) e do Senai. feitos têm uma importância funda- blemas das empresas não é um proces- de Mato Grosso do Sul, o ALI já estava mental para o programa, pois será a so complexo e que traz resultados implantado até o fim do ano passado Visitas partir desses levantamentos que mos- muito satisfatórios para as empresas. em outros três estados: Espírito Santo, Nesta primeira fase do trabalho, trarão a situação de cada empreendi- “A aceitação nesse início de tra- Rio Grande do Norte e Paraná, além os profissionais estão visitando empre- mento visitado, que será elaborado um balho tem sido muito boa. Estamos ve- do Distrito Federal, atendendo 5,8 mil sas e fazendo um diagnóstico da situa- plano de trabalho e oferecida uma rificando que os empresários estavam micro e pequenas empresas. Para am- ção de cada uma delas. Somente no pri- consultoria voltada para a utilização precisando de uma ação nesse senti- pliar o alcance do programa estão em meiro mês de ação foram 245 visitas, de soluções inovadoras para os pro- do”, avalia Vieira. processo de capacitação 270 agentes e de um total de 600 previstas para em- blemas detectados. Com a atuação dos ALIs o Sebrae/ até 2012 devem ser preparados mais preendimentos dos segmentos minero- Vieira comenta que as necessida- MS espera que a cultura do empreen- 330 profissionais para que a entidade siderúrgico, papel e celulose, sucroal- des já detectadas em alguns diagnósti- dedorismo inovador cresça e se soli- atinja a meta de atender 16,5 mil em- cooleiro, florestal, processamento ali- cos são dos mais variados tipos, pas- difique, trazendo mais competitivida- presas no País. 7
  8. 8. Mato Grosso do Sul, janeiro e fevereiro de 2010 Consumidor se preocupa cada vez mais com relação custo-benefício dos produtos Quem faz essa constatação é o publicitário Renato Meirelles, diretor do Data Popular o primeiro instituto de pesquisa do Brasil que é voltado especificamente para as classes C, D e E Divulgação/Texto&Imagem Eles são cerca 96 milhões de brasilei- tado de distribuição de renda. ros, ou seja, quase metade da população do País, segundo o IBGE. Têm renda mé- Conexão Sebrae – E quem desper- dia entre três e dez salários mínimos e es- tou primeiro para esse segmento de merca- tão na base da pirâmide social. Nos últi- do as grandes ou as pequenas empresas? mos anos melhoraram de vida. Têm mais Renato Meirelles – As micro e pe- renda e mais crédito, o que fez com que quenas empresas já atendiam de for- crescesse o interesse do mercado nestes con- ma diferenciada esses consumidores, sumidores. de uma maneira quase que instintiva. Segundo o publicitário Renato Mei- Um exemplo disso, são as velhas ca- relles, diretor do Data Popular, primeiro dernetas das lojas e mercadinhos de instituto de pesquisa do Brasil voltado para bairros, que nada mais são do que uma o mercado de baixa renda, a tendência é oferta de crédito para seus clientes, que cada vez mais as empresas de todos os quando ninguém ainda se preocupava portes invistam em produtos diferenciados com isso. Hoje já existe uma percep- e melhoria do atendimento a chamada clas- ção maior desses empresários de que se C, ou classe média, e não somente a ela, é preciso atender ainda melhor esses mas também a D e a E. consumidores, que são seus principais Nesta entrevista ao Conexão Sebrae clientes. – , Meirelles, que também é colunista de diversas revistas, editor do site Brasil de Conexão Sebrae – E as grandes em- Verdade e que já conduziu mais de 200 presas também embarcaram nessa onda? estudos sobre o comportamento do consu- Renato Meirelles – Sim, duas gran- midor de baixa renda no Brasil, fala sobre des redes de móveis e eletrodomésti- o crescimento desse mercado e a tendência cos que cresceram a partir de pequenas para este ano. lojas em todo o País e que tinham con- tato direto com as classes populares fo- Renato Meirelles prevê o crescimento do consumo das classes C, D e E no País Conexão Sebrae – É um fenômeno ram as primeiras a perceber isso e a in- recente o mercado estar mais atento às de- vestir nesse mercado. Atualmente, o aquisição daquele produto e que se ele que o mercado para os consumidores mandas das classes da base da pirâmide varejo, como um todo, estuda o perfil não for de boa qualidade vai ter que das classes C, D e E cresça ainda mais social do País? desse consumidor, preocupa-se em aten- ficar com o que adquiriu, porque não no País. Isso deve ocorrer em razão de Renato Meirelles – Na verdade o der suas necessidades da melhor forma, vai poder comprar outro tão cedo. En- três fatores básicos. O primeiro é que fenômeno da entrada dos consumido- tanto que nelas já existe um setor espe- tão se preocupa muito com a qualida- após a crise, aumentou a disponibili- res da base da pirâmide social, das clas- cializado nesse segmento. de. Se a dona de casa compra um arroz dade de crédito e com prestações me- ses C, D e E, com maior ênfase no mer- de baixa qualidade, sabe, por exemplo, nores. A segunda é que houve um cres- cado se deu em dois momentos no País. Conexão Sebrae – E o que esses no- que vai ter que comer aquele arroz até cimento da renda dessa população com O primeiro há 15 anos com o Plano vos consumidores buscam mais ? o pacote acabar, para só então com- os programas sociais do governo fede- Real, quando ocorreu o controle da in- Renato Meirelles – Já foi o tempo prar outro. Então esse consumidor está ral e o aumento do salário mínimo e a flação. A partir daí, essa parcela da po- em que esse consumidor buscava so- mais exigente. terceira a estabilidade da economia, pulação teve mais condições de com- mente o preço. Hoje ele avalia muito que fez com que preços de produtos prar e também de fazer escolhas. O se- bem a relação custo-benefício do que Conexão Sebrae – E qual a tendên- básicos como alimentação e vestuário gundo momento é partir de 2003, quan- está adquirindo. Esse consumidor sabe cia deste mercado para este ano? caíssem ou subissem menos que a in- do foi implantada uma política de Es- que vai fazer um investimento alto na Renato Meirelles – A tendência é flação. 8

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