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  1. 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 1 Volume 15 - Número 1 - 1º Semestre 2015 DOENÇAS VEICULADAS POR INSETOS: CONCEPÇÕES DE ALUNOS DA ESCOLA AFONSO ARINOS DO MUNICÍPIO DE SANTANA-AP Antônio Marcos Costa da Silva1; Charles Augusto Mendes Gomes2; Diene Bacelar da Costa3; Dayse Maria da Cunha Sá4 RESUMO Insetos como moscas, baratas e formigas estão bastante adaptados ao ambiente urbano e são vetores de doenças. Sua proliferação desordenada nas cidades tem causado danos à população, oferecendo perigo para a saúde humana. Objetivando verificar as concepções de alunos sobre doenças veiculadas por insetos, alertar sobre os perigos que estes oferecem e sensibilizar quanto a necessidade da manutenção da higiene dos ambientes como profilaxia de doenças, desenvolveu-se a pesquisa em turmas da Educação de Jovens e Adultos da escola Afonso Arinos no Município de Santana. Os alunos afirmaram que a presença de insetos nas dependências da escola indica perigo de transmissão de doenças. Observou-se a preocupação com a proliferação de pragas, com a indicação da manutenção da higienização das residências, da escola e dos alimentos. Os resultados demonstraram a necessidade de alertar os alunos sobre, o potencial de veiculação de microrganismos por insetos, sua biologia, modos de contaminação, principais doenças veiculadas e suas profilaxias. Os educandos sensibilizaram-se quanto aos cuidados com o ambiente tornando-se multiplicadores de hábitos que proporcionam melhoria na qualidade de vida da comunidade. Palavras-chave: Ambiente, contaminação, cuidado. DISEASES TRANSMITTED BY INSECTS: STUDENT CONCEPTIONS OF SCHOOL AFONSO ARINOS THE CITY OF SANTANA-AP ABSTRACT Insects such as flies, cockroaches and ants are quite adapted to the urban environment and are disease vectors. His disordered proliferation in cities has caused damage to the population, offering danger to human health. To ascertain the views of students about diseases carried by insects, warn about the dangers they offer and raise awareness about the need to maintain the hygiene of environments as prophylaxis of diseases, developed the research groups of Youth and Adult School Afonso Arinos in the city of Santana. Students said that the presence of insects on school warns of disease transmission. There was concern about the proliferation of pests, indicating the maintenance of hygiene homes, school and food. The results demonstrated the need to warn students about the potential for transmission of microorganisms by insects, their biology, modes of contamination, and its main transmitted disease prophylaxis. The students are sensitized in caring for the environment becoming multipliers habits that provide improved quality of community life. Keywords: Environment, contamination, care.
  2. 2. 2 INTRODUÇÃO Na lista dos animais sinantrópicos, aqueles que costumam habitar as proximidades do homem e adaptar-se de forma rápida e fácil junto deste, encontram-se moscas (Muscidae), baratas (Blattellidae) e formigas (Formicidae), que estão entre os principais vetores de doenças. Bem adaptados a diversos ambientes, podem transportar agentes patogênicos para os alimentos por meio dos pêlos de suas pernas e corpo, após o contato com materiais contaminados no lixo e fezes. Podem ser encontrados em ambientes úmidos ou quentes, em tubulações, condutores elétricos, locais de armazenamento de alimentos e em resíduos alimentares (ALVES; MOINO JR; ALMEIDA, 1998). Existe cerca de um milhão de espécies conhecidas de insetos e provavelmente esse número se multiplicará com estudos futuros, estimando-se que venham a ser descritas por volta de 10 milhões de espécies. Trata-se do maior grupo de animais da Terra (BIZZO, 2010). O aumento populacional de sinantrópicos pode ser considerado uma das consequências de desequilíbrio ambiental. Sua proliferação desordenada no ambiente das cidades tem causado danos à população, oferecendo grande perigo para a espécie humana (BIZZO, 2010). A grande concentração desses seres nos ambientes domésticos os considera como verdadeiras pragas urbanas (PENA, 2010). As principais características biológicas das pragas urbanas são a grande resistência às mudanças de temperatura e a facilidade na adaptação. O ambiente urbano disponibiliza condições favoráveis ao desenvolvimento desses animais, pois oferece condições como umidade, alimentação e muitos ambientes, o que dificulta seu extermínio, aliado ao aumento populacional e o consequente crescimento desordenado das áreas habitadas que estão diretamente relacionados ao desmatamento, que provoca a destruição de habitats naturais de variadas espécies de insetos vetores de doenças em humano (PENA, 2010). Os insetos possuem três pares de pernas. Seu corpo apresenta a divisão característica em cabeça, tórax e abdome. Possuem um par de antenas, com funções olfativas, táteis ou mesmo auditivas e muitos possuem asas. O exoesqueleto dos artrópodes é uma proteção mecânica que recobre externamente o animal. Ele é constituído de uma camada de proteína e um polímero de um glicídio, a quitina, algo parecido com a glicose, mas com uma diferença fundamental: a presença de um átomo de nitrogênio ligado à cadeia carbônica (BIZZO, 2010). Moscas, baratas e formigas são insetos considerados bastante adaptados ao ecossistema das cidades, pois suas populações se desenvolvem naturalmente neste novo ambiente. O índice de contaminação por microrganismos causadores de doenças que podem ser transmitidas por esses insetos tornou-se motivo de grande preocupação pelos setores responsáveis pela saúde da população (MENDES, 2012). O ambiente escolar é fundamental para contribuir na promoção da saúde e prevenção de doenças causadas por insetos urbanos ao proporcionar à comunidade informações sobre o tema, pois, a informação e a sensibilização conduzem à mudança de comportamento do indivíduo. É necessário que professores estejam atentos para as possibilidades de relacionar os conteúdos exigidos em sua disciplina aos problemas da comunidade, a fim de contribuir de forma mais positiva na promoção do desenvolvimento de seus alunos através da significação e da aplicabilidade do que se aprende (VYGOTSKY, 1984). Na visão de Vygotsky o professor deve auxiliar na formação dos conceitos científicos, promovendo o aprendizado de forma que permita maior experimentação, possibilitando ao aluno poder assimilar seus processos da forma mais natural possível. O professor deve pensar em como educar seus alunos e repassar conteúdos que contribuam com o crescimento individual para a formação de um cidadão pensante e participante. “O saber que não vem da experiência não é realmente saber”. (VYGOTSKY, 1984). Nessa perspectiva pode-se reconhecer a relevância desta proposta curricular que alia as exigências do conteúdo programático sobre os
  3. 3. 3 insetos e as expectativas da modalidade de ensino Educação de Jovens e Adultos (EJA), que sugere abordagens motivadoras sobre as temáticas apresentadas como forma de melhor esclarecer o significado daquilo que se estuda, facilitando o entendimento de sua utilidade para o cotidiano desses alunos (GADOTTI, 2000). Assim, objetivou-se conhecer a concepção dos alunos sobre a relação existente entre doenças e alguns insetos urbanos como: moscas, baratas e formigas em turmas da Educação de Jovens e Adultos com alunos da terceira etapa na Escola Estadual Afonso Arinos do município de Santana no Estado do Amapá. MATERIAL E MÉTODOS Área de estudo A escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Afonso Arinos Melo Franco localiza-se na Avenida Amapá, 825, área portuária do município de Santana, Estado do Amapá. Atende, principalmente, a população de baixa renda, nos três turnos, oferecendo ensino fundamental nas séries iniciais, aceleração da aprendizagem e educação de jovens e adultos, nível fundamental, possui espaço físico edificado, construído em alvenaria, com prédio próprio e várias dependências. Foi reformada, ampliada e totalmente climatizada. Possui 16 salas de aula, secretaria, diretoria, sala de professores, sala de coordenação pedagógica, sala de leitura e vídeo (adaptado), sala de informática, depósito de material de limpeza, dispensa, refeitório (bastante pequeno para quantidade de alunos); uma cozinha, seis banheiros (sendo quatro de uso dos alunos), sala do programa mais educação, sala de atendimento aos alunos com necessidades especiais (AEE) e atende, preferencialmente, a clientela da zona portuária do município de Santana e adjacências. Atendendo aproximadamente 1.500 alunos regularmente matriculados. A instituição visa à operacionalidade de um currículo que atenda às necessidades de sua comunidade, em questões culturais, sociais, esportivas, econômicas e preocupa-se ainda com a saúde de seus alunos e funcionários, embora encontre dificuldade em atender as expectativas da comunidade escolar por falta de recursos pedagógicos, a falta de profissionais de apoio, como o psicólogo, psicopedagogos, e professores intérpretes. Ressaltando que a participação dos pais no processo educacional dos seus filhos limita-se ao compromisso de enviá-los à escola, evidencia-se a não ocorrência a falta de acompanhamento no que se refere à aprendizagem dos mesmos. A escola não possui projetos pedagógicos instituídos pela comunidade em seu calendário anual, visto que a mesma realiza ações rotineiras e segue em sua totalidade o Projeto Político Pedagógico sugerido pela secretaria de educação do Estado. Tipologia Sabendo-se que a pesquisa é, em si, um campo de investigação, como afirmam Denzin e Lincoln (2006), esta, foi desenvolvida de forma descritiva com abordagem quantitativa, pois nos estudos organizacionais, a pesquisa quantitativa permite a mensuração de opiniões, reações, hábitos e atitudes em um universo, por meio de uma amostra que o represente estatisticamente. As variáveis levantadas no questionário envolveram a importância do desenvolvimento de bons hábitos de higiene para o sucesso do convívio em sociedade, a importância da manutenção da higiene dos ambientes frequentados pelos alunos, o conhecimento de doenças veiculadas por insetos, bem como seus modos de contaminação, principais sintomas e profilaxias. Coleta de dados Para coleta de dados aplicou-se um questionário, contendo 10 questões objetivas contendo alternativas, durante as aulas de Ciências da Educação de Jovens e Adultos (EJA), nas turmas de terceira e quarta etapas do ensino fundamental, totalizando 50 alunos de 15 a 62 anos. E por tratar-se de pesquisa com seres humanos, de acordo com a resolução 466/2012, do conselho Nacional de Saúde (CNS), para garantir o anonimato dos informantes decidiu-se não nomear os entrevistados, nem fotografá-los. Antes da aplicação do questionário foi solicitado
  4. 4. 4 aos entrevistados ou responsáveis legais a assinatura de um TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido) simplificado, esclarecendo a natureza da pesquisa, seus métodos e objetivos (BRASIL, 2013). A pesquisa foi realizada de setembro a novembro de 2013 no turno da noite. Durante este período foram observadas as instalações físicas, a dinâmica de funcionamento e a movimentação das pessoas na escola campo, a qual foi enriquecida por intervenções em sala de aula, com discussões sobre o tema previamente planejadas com os professores e a coordenação da escola pedagógica da escola. Após o recolhimento dos questionários deu-se início a tabulação dos dados que foi desenvolvida através das relações feitas entre as respostas ao questionário, alguns entrevistados marcaram mais de uma das alternativas propostas. Para os dados obtidos nas coletas, construíram-se gráficos e os resultados foram expressos em frequência relativa (%), com uso do software Excel 2010. RESULTADOS E DISCUSSÃO A escola é considerada, por muitos entrevistados, como sua segunda casa. Com isso, julgam ser importante a manutenção da higiene neste ambiente, onde 50% relatam fazer reclamações frequentes à coordenação pedagógica sobre a falta de cuidados com a limpeza das carteiras, a sujeira das paredes e do teto, a poeira das cadeiras e o acúmulo de entulho e lixo nas dependências da escola. Portanto acreditam que situações como essas podem atrair artrópodes que podem ser prejudiciais à saúde da comunidade escolar. Estes formam o maior e mais diversificado filo de seres vivos do planeta, com exemplares como moscas, baratas e formigas, que figuram entre os mais incômodos e detestados em ambientes domésticos (BIZZO, 2010). Referente à contaminação por microrganismos, verificou-se que 100% consideram a higiene pessoal e outros hábitos simples e cotidianos, bem como a higienização da casa e de outros ambientes que frequentam, cuidados com a água, com alimentos que consomem, são importantes para evitar a contaminação por microrganismos. Paiva (2011) afirma que a aquisição de hábitos de higiene pessoal é fundamental para o convívio, haja vista, que além de ser considerada essencial para o sucesso das relações interpessoais e apreciável à sociedade é importante para a manutenção saudável do corpo e dos ambientes. Quanto ao conhecimento de doenças que podem ser veiculadas por moscas, baratas e formigas, 60% dos alunos informaram que estes insetos transmitem doenças, que as conhecem e sabem como preveni-las, 30% disseram conhecer as doenças e não saber como prevenir, enquanto 10% informaram desconhecer a relação existente entre insetos e doenças, portanto possivelmente desconhecem modos de prevenção. Contudo, é unânime o reconhecimento da importância destas informações, visto que, esses insetos estão bastante adaptados aos ambientes urbanos e muitas vezes, convivem em suas residências de forma tão natural com estes insetos chegando a desconsiderá-los tão incômodos e mesmo desassociá-los a problemas de saúde (ALVES; MOINO JR; ALMEIDA, 1998). O crescimento do número de insetos como moscas, baratas, formigas e outros nos centros urbanos, resulta do crescimento desordenado e diferenças econômicas e problemas estruturais existentes no espaço urbano. Haja vista, a falta de políticas públicas voltadas a essa problemática dificulta os investimentos e projetos com objetivos direcionados a melhoria das condições desses ambientes. Desta forma, a proliferação de pragas e as doenças por elas causadas, incidem em regiões com falta estrutura e saneamento básico como esgotos a céu abertos. (PEREIRA et al, 2012). Sobre o perigo de contaminação por patógenos causadores de doenças que podem ser veiculadas pela presença de moscas, baratas e formigas dentro da escola e de suas próprias casas, 60% disseram ter consciência do perigo conseguindo associar a contaminação de algumas doenças à veiculação por esses insetos, enquanto 40% deles não fizeram esta associação, pois atribuem a veiculação de doenças como hepatite e diarreia apenas pela água contaminada.
  5. 5. 5 Possivelmente há lacunas de conhecimento, pois nas respostas dos alunos sobre a contaminação por patógenos causadores de doenças que podem ser veiculados pelos insetos em questão, muitos remeteram suas respostas apenas a algumas doenças de veiculação hídrica. De acordo com Martins (2001), há dificuldades na obtenção de dados confiáveis sobre infecções, devido as infecções serem subnotificadas, no Brasil. Com isso, dificulta-se também a estimativa concreta das fontes de infecção, da transmissão do agente etiológico, e da susceptibilidade do paciente. Informações que seriam importantes para facilitar a identificação de insetos transmissores de doenças (PELCZAR JR; CHAN; KRIEG, 1996). A condução de novas estratégias de controle dessas pragas, pode ser realizada a partir de análises dos parasitas e interações mutualistas desses organismos com plantas ou insetos ou plantas (BRASIL, 2004). A sociedade, ao compreender que o ambiente humano cria todas as condições propícias ao crescimento das populações sinantrópicas, como a disponibilidade de alimento, abrigo, deve implementar estratégias de controle, devido suas populações aumentarem cada vez mais e por carrearem novas patologias, ressurgimento de antigas e aumento no número de agravos (ALVES; MOINO JR; ALMEIDA, 1998). Em relação à veiculação por insetos de Entamoeba coli; Staphylococcus aureus; Ascaris lumbricoides e outros microrganismos, 80% dos entrevistados acreditam que moscas, baratas e formigas, presentes em ambientes escolares, tais como: copa, refeitório, banheiros, sala de aula, por suas características específicas, são indicadores de doenças e oferecem perigo à saúde da população e, reconhecem que doenças causadas por esses parasitas poderiam ser evitadas se hábitos de higiene pessoal e do ambiente em que se vive, fossem realmente praticados. 80% acreditam que a presença de insetos nas dependências da escola indica perigo de contaminação por diversas doenças. A associação entre insetos e agentes patogênicos constitui perigo à saúde pública, pois parte dos microrganismos veiculados por estes insetos, podem apresentar multirresistência às drogas antimicrobianas (TANAKA; VIGGIANE; PERSON, 2007). A amebíase e a ascaridíase causadas, respectivamente, por protozoários e nematódeos, presentes na água contaminada, também podem ser veiculados por insetos. Muitas vezes este fato pode ser ignorado por envolver seres tão pequenos e adaptados ao convívio doméstico que podem ser considerados por leigos como inofensivos. Embora pequenos, são animais de distribuição ampla, e se encontram em praticamente todos os habitats, com exceção dos mares. A habilidade de voar e de captar oxigênio com perda mínima de água contribui para o grande sucesso adaptativo desses animais (BIZZO, 2010). Diante dos questionamentos quanto à utilização em seu dia a dia dos conhecimentos adquiridos em sala de aula, 70% dos alunos afirmaram que aplicam em seu cotidiano, o aprendizado relacionado às profilaxias, pois já vivenciaram situações nas quais precisaram identificar sintomas de doenças em seus filhos, mesmo, não sabendo lidar de forma adequada. 30% informaram ter dificuldade em aplicá-las, por isso nem sempre utilizam essas informações. Com isso, é notória a importância da relação entre conhecimentos empírico e científico para facilitar o entendimento e promover sua aplicabilidade. Neste contexto, observou-se a importância dos estudos sobre doenças causadas por microrganismos veiculados pelos insetos citados, bem como sobre os agentes etiológicos, os modos de contaminação, os principais sintomas, as profilaxias e os modos de tratamento. Os pressupostos contidos na legislação referente ao ensino de jovens e adultos (EJA) descrevem a necessidade de se trabalhar o aproveitamento das vivências cotidianas dos indivíduos como forma de ilustrar os conteúdos curriculares exigidos a esta modalidade de ensino. Considerando que esta clientela possui grande carga de conhecimento prévio. Segundo Moreira (1999), ao educador cabe a responsabilidade em identificar o nível de experiência que seu aluno apresenta e a partir disso, deve encaminhar o ensino.
  6. 6. 6 É relevante identificar a construção do conhecimento científico e tecnológico presente nas atividades diárias agindo como interventoras no estilo de vida da população, para melhoria de sua qualidade. É notório que o conhecimento adquirido sobre os aspectos relacionados à biologia de moscas, baratas e formigas que podem comprometer a saúde humana conduz à tomada de medidas preventivas mais eficazes. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino das ciências da natureza, é coerente a abordagem, principalmente, de três grandes blocos temáticos: ambiente; ser humano e saúde; recursos tecnológicos. Desta forma, referente ao que sugere o primeiro bloco, ressalta-se a importância do saneamento básico como profilaxia das doenças de veiculação hídrica e outras que apresentam insetos como vetores. No que concerne ao segundo bloco, destaca-se a higiene e o asseio corporal como condição obrigatória, pois a maioria das doenças em questão pode ser transmitida através da própria falta de cuidados higiênicos básicos. Já em relação ao terceiro bloco, enfatiza-se a coleta e o tratamento adequado do lixo urbano e doméstico, a fim de evitar o acúmulo que possivelmente atrairá tais insetos, colocando em risco a saúde da população (BRASIL, 1998). Pozo (1998) afirma que, a origem da formação dos conhecimentos prévios não tem relevância, pois para tornar a aprendizagem significativa, os alunos precisam relacionar a nova informação ao seu conhecimento prévio. Devem desenvolver a reflexão e justificar suas ideias, compará-las com as do grupo, descobrindo ideias diferentes e ter consciência delas. Para Freire (1991), valorizar o conhecimento que o educando traz deve ser o ponto de partida da aprendizagem, pois a sensibilização sobre a temática abordada relaciona-se com a valorização da higiene pessoal e dos ambientes frequentados pelos alunos. De acordo com Pereira et al (2012), o acúmulo de sujeira atrai moscas, baratas e formigas. Ao serem questionados sobre a presença desses insetos em suas residências, houve unanimidade ao afirmar que identificam sua presença e muitas vezes a ignoram, pois esses pequenos animais logo se escondem e deixam de incomodar. Ao responderem sobre sua reação a presença dos insetos, 40% disseram que sentem ojeriza ao vê-los, 40% que ficam assustados quando estes chegam perto de seus corpos e 10% disseram que são indiferentes a eles. Entre os insetos considerados na pesquisa, as baratas e as moscas apresentam maior rejeição. 80% dos alunos acreditam que baratas e moscas oferecem maior perigo, como grandes indicadores de ambiente com falta de higiene e veiculadores de microrganismos transmissores de doenças, enquanto 20% reconheceram que as formigas também oferecem os mesmos perigos e 90% afirmam descartar alimentos que seriam ingeridos logo que observam o contato destes com baratas, porém 10% dos alunos informaram que apenas retiram os insetos e consomem o alimento. As baratas são insetos de fácil adaptação ao espaço doméstico e podem conduzir microrganismos e ovos de parasitas causadores de doenças, embora muitos defendessem a teoria de que elas próprias não seriam transmissoras, como os mosquitos da dengue e da febre amarela, porém em suas patas existem milhões de microrganismos que podem contaminar alimentos e objetos pessoais e transmitir doenças graves, devido aos ambientes carregados de resíduos em que elas costumam circular. Brenner (1995) relaciona vários microrganismos patogênicos encontrados em baratas, Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Mycobacterium leprae, Shigella dysenteriae, Staphylococcus aureus, Candida spp., Giardia sp. Poliomyelitis, Ascaris lumbricoides e diversos outros. Baratas podem transmitir hepatite A para ao homem, ocasionada pela ingestão de água, alimentos e objetos contaminados, o que comprometerá o fígado do indivíduo. Os principais sintomas desta doença são: febre, dores abdominais, náuseas e diarreia que podem perdurar por cerca de um mês. De acordo com Hahnstadt (1999), dependendo da condição física e genética de cada paciente, alguns doentes podem ficar com os olhos e a pele bem amarelada devido a disfunção do fígado. Em 99% dos casos há recuperação e cura.
  7. 7. 7 Outra doença bastante frequente que pode estar associada a contaminação por baratas é a febre tifoide, causada pela Salmonella typhi. As baratas atuam como transportadores mecânicos de agentes patogênicos, que aderem ao seu corpo, especialmente nas cerdas de suas pernas (SERRA-FREIRE, 1999). Dos entrevistados, 80% afirmam descartar o alimento quando neles pousaram moscas. Estes insetos podem transmitir diversas doenças para os seres humanos. Fato relacionado ao seu hábito de colocar os ovos em locais inóspitos e depois pousar em alimentos que são deixados expostos e consumidos posteriormente, causando contaminação. Microrganismos causadores da meningite, diarreias, ovos de parasitos, vírus, ácaros da sarna e ovos da mosca do berne podem ser transmitidos por moscas (PAIVA, 2011). Segundo Linhares (1979) as moscas são de grande relevância, não apenas do ponto de vista puramente ecológico, mas também devido a sua importância médico-sanitária, pois determinado local pode ser avaliado, em relação a sua qualidade, pela presença de certas espécies e a sua abundância, caracterizando tais espécies como um indicador biológico. Por se criarem no esterco, em carcaças e no lixo que apodrece, o aumento nas populações de moscas são importantes indicadores de que esses resíduos necessitam de destinação adequada (PAIVA 2011). Para se prevenir contra as doenças transmitidas pelas moscas, aconselha-se manter alimentos protegidos e guardados em recipientes com tampa e não permitir atrativos permaneçam espalhados pelo ambiente, como restos de alimentos e fezes de animais. Uma das formas utilizadas para prevenir o aparecimento de moscas, em lugares onde os alimentos são preparados, é fazer uso de telas e redes de proteção, visto que elas podem atuar como vetores mecânicos de agentes etiológicos, tais como ovos de helmintos, cistos de protozoários, bactérias e vírus, além da possibilidade de suas larvas causarem infecções no homem e animais (MARICONI; GUIMARÃES, 1999). Seolin Dias (2008), afirma que as moscas das famílias Calliphoridae, Fanniidae, Muscidae e Sarcophagidae, estão entre as principais espécies relacionadas à transmissão de patógenos. Referente ao descarte de alimentos devido a identificação da presença de formigas, apenas 10% dos entrevistados relataram que descartam esses alimentos, o restante dos entrevistados informou que apenas retiram as formigas dos alimentos e os consomem. Os alunos que afirmaram não descartar os alimentos que estiveram em contato com formigas, justificaram que não poderiam fazê-lo por conta de baixas condições financeiras que apresentam. Porém ressalta-se que formigas são insetos sociais, que se adaptaram a diversos ambientes e normalmente são atraídas por alimentos, especialmente os adocicados. São muito ágeis e podem em um segundo percorrer três centímetros. Dessa forma, circulam por vários locais, transportando microrganismos patogênicos de ambientes contaminados para ambientes íntegros e constituem um perigo potencial à saúde pública, especialmente ao infestar ambientes hospitalares (TANAKA, VIGGIANI, PERSON, 2007; SÁ-CUNHA, 2013). A maioria das pessoas acredita que as formigas são apenas inconvenientes, mas, por serem espécies urbanas, podem ser carregadas por pessoas em suas vestimentas, sacolas e objetos, elas representam um grupo de insetos sociais e seu real meio de comunicação é de extrema complexidade. As formigas são atraídas por alimentos e comunicam-se por feromônios. Organizam-se para todas as tarefas, como para alimentação, defesa, acasalamento e no reconhecimento de trilhas. Schuller (2004) encontrou formigas compondo o grupo de pragas em unidades de alimentação e nutrição e constatou que as mesmas veiculavam patógenos. A estrutura social, possibilita às formigas o livre deslocamento das operárias entre as várias dependências de ambientes urbanos e a presença de bactérias patogênicas no tegumento de operárias qualifica este inseto como potencialmente importante na disseminação de doenças infectocontagiosas (PESQUERO et al, 2008; SÁ-CUNHA, 2013). É no trajeto do ninho até o local do alimento que a formiga podem se contaminar
  8. 8. 8 com fungos ou bactérias e os distribuir, não só por onde passa, mas também dentro do ninho, onde mais insetos se contaminam e, posteriormente, tornam-se disseminadores (COSTA, 2006). Como medida de prevenção da infestação de formigas é importante manter o ambiente sempre limpo. É essencial manter os alimentos armazenados em recipientes fechados e evitar que resíduos desses alimentos se espalhem pela casa. Vedar frestas de pisos, azulejos e batentes de portas, assim como consertar falhas nas estruturas, como rachaduras nas paredes impede que esses locais sirvam de abrigo para as formigas (COSTA; TAKASHI; MOREIRA, 2002). Com relação às mudanças comportamentais após o aprimoramento dos conhecimentos referentes a biologia dos insetos (moscas, baratas e formigas), fornecidos em sala de aula durante o desenvolvimento da presente pesquisa, 100% dos alunos afirmaram que modificaram seu comportamento diante do perigo que estes insetos apresentam e que os cuidados foram redobrados, mostraram-se preocupados com a proliferação de moscas, baratas e formigas em sua escola, sugeriram mudanças de comportamento em relação ao acúmulo e ao destino adequado do lixo e, ainda, propõem um rigor maior na fiscalização para a manutenção da higiene em todos os setores da escola. Em conformidade com o exposto, foram unânimes, também, em afirmar que os conteúdos estudados na disciplina de Ciências são de grande relevância e tem contribuído para a melhoria de sua qualidade de vida. A partir da aquisição de novos conhecimentos, passam a valorizar a atitude preventiva e tornam-se multiplicadores de informações que, consequentemente, devem atingir toda a comunidade. “Aquilo que um aluno é capaz de aprender em um momento determinado depende, naturalmente, das suas características individuais, mas também e, sobretudo do tipo de ajuda pedagógica a ele proporcionada” (COLL, C.; MARCHESI, A.; PALACIOS, 2004). Haja vista que, muitas vezes, não se percebe o sentido do que é ensinado e os alunos também não reconhecem a importância do que estão aprendendo. Numa época de incertezas, de perplexidades, de transição, essa significação deve ser construída e discutida em sala de aula. O processo ensino e aprendizagem deve ter sentido para o projeto de vida para que seja um processo verdadeiramente educativo (GADOTTI, 2000). CONSIDERAÇÕES FINAIS Insetos como moscas, baratas e formigas transportam agentes patogênicos aderidos a seus corpos quando passam por ambientes contaminados como o lixo ou excrementos despejados em destinos não adequados. Esta informação é familiar e facilmente pode ser associada ao desenvolvimento de doenças comuns na população carente. A facilidade de adaptação e a contribuição humana na criação de ambientes favoráveis ao desenvolvimento desses insetos têm facilitado seu processo de reprodução e o consequente aumento populacional. Com isso, o conhecimento sobre doenças que, de alguma forma, podem ser transmitidas por esses seres, é de grande relevância, pois servem como alerta para as pessoas da comunidade. Nesse contexto, a escola se apresenta como um espaço adequado para a discussão e a socialização desta temática. A valorização da higienização dos ambientes e de sua manutenção pode diminuir os índices de contaminação por essas doenças, pois, em ambientes limpos e arejados dificilmente moscas, baratas e formigas podem ser encontradas. Verificou-se que há relevância social em proporcionar informações à comunidade escolar, como aprender a identificar esses insetos, conhecer seu modo de contaminação, as doenças que podem ser por eles transmitidas, reconhecer os principais sintomas e conhecer modos de prevenção. Pois o reconhecimento dos perigos que esses insetos podem oferecer à população sensibiliza e age como alerta para que os envolvidos possam utilizar medidas profiláticas e compartilhar esse conhecimento na comunidade. Culminando na ênfase em redobrar os cuidados com a higiene pessoal, manutenção dos ambientes que frequentam, manutenção da
  9. 9. 9 qualidade da água, dos alimentos, evitando contato com pragas urbanas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, S. B.; MOINO JR., A.; ALMEIDA. J. E. M. Produtos fitossanitários e entomopatógenos. In: ALVES, S. B. (Ed). Controle microbiano de insetos. Piracicaba: Fealq, 1998. Cap. 8. p. 217-238. BIZZO, N. A pesquisa em livros didáticos de ciências e as inovações no ensino. Educação em Foco (Belo Horizonte. 1996), v. 15, p. 13-35, 2010. BRASIL. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. Manual de Microbiologia Clinica para o Controle de Infecção em Serviços de Saúde. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2004. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais. Brasília: MECSEF, 1998. BRASIL, Resolução 466 de 12 de novembro de 2012. Diário Oficial da União nº12, Brasília, DF, 13 de junho de 2013 Seção I, p. 59. BRENNER, R. J. Economics and medical importance of German cockroaches. In: RUST, M. K.; OWENS, J. M.; REIERSON, D. A. (Ed). Understanding and controlling the German cockroach. New York: Oxford University Press, 1995. Cap. 4, p. 77-92. COLL, C.; MARCHESI, A.; PALACIOS, J. Desenvolvimento Psicológico e Educação: psicologia da educação escolar. 2. ed. vol. 2. Porto Alegre: Artes Médicas, 2004. COSTA, C.;TAKAHASHI, M. R. F.; MOREIRA, T. Segurança alimentar e inclusão social: A escola na promoção da saúde infantil. São Paulo: Instituto Polis, 2002. COSTA, S. B.; PELLI, A.; CARVALHO, G. P.; OLIVEIRA, A. G.; SILVA, P. R.; TEIXEIRA, M. M.; MARTINS, E.; TERRA, A. P. S.; RESENDE, E. M.; OLIVEIRA, C. C. H. B.; MORAIS, C. A. Formigas como vetores mecânicos de microorganismos no Hospital Escola da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Uberaba, v. 39, n. 6, p. 527- 529, nov./dez. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v39n6/03.pdf>. Acesso em: 20 nov. 2013. DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. Introdução: a disciplina e a prática da pesquisa qualitativa. In: DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. O planejamento da pesquisa qualitativa: teorias e abordagens. Porto Alegre: Artmed, 2006, p. 15-41. FREIRE, P. A Educação na Cidade. São Paulo: Cortez, 1991. GADOTTI, M. Educação de jovens e adultos: problemas e perspectivas. In: GADOTTI, M.; ROMÃO J. E. (orgs.). Educação de jovens e adultos: teoria, prática e proposta. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2000. HAHNSTADT, R. L. Alergia às baratas: um novo vilão entra em cena. Vetores e Pragas. v.2, n.4, p. 36-39, jan./fev./mar., 1999. LINHARES, A. X. Sinantropia de dípteros muscóides de Campinas. 1979. 129 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas, São Paulo, 1979. MARICONI, F. A. M.; GUIMARÃES, J. H., FILHO, E. B. A mosca doméstica e algumas outras moscas nocivas. Piracicaba: FEALQ, 1999. 135p. MARTINS, M. A. (Coord.). Manual de Infecção Hospitalar: epidemiologia, prevenção e controle. 2. ed. Belo Horizonte: Medsi, 2001.
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