UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
RUBENIKI FERNANDES DE LIMAS
REDES DE BIBLIOTECAS ESCO...
INTRODUÇÃO
Potencialidade da biblioteca escolar
Cenário desfavorável
Surgimento de modelos mais favoráveis
Redes/siste...
PROBLEMA DE PESQUISA
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do funcionamento das redes de
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OBJETIVOS DA PESQUISA
Objetivo geral
 Caracterizar a estrutura de
funcionamento de redes de bibliotecas
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OBJETIVOS DA PESQUISA
 Objetivos específicos
 descrever a constituição organizacional administrativa de
redes de bibliot...
JUSTIFICATIVA
 Ausência de pesquisas no cenário nacional;
 Importância de estudos sobre iniciativas com resultados
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ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO
 Capítulo 2
 Sociedade em rede
 Capítulo 3
 Redes e sistemas de bibliotecas
 Redes de cooper...
REFERENCIAIS TEÓRICOS
 Biblioteca escolar, cenário negativo
 (SILVA, 1995; BRASIL, 2011; CAMPELLO et al., 2012)
 Socied...
REFERENCIAIS TEÓRICOS
 Redes de bibliotecas escolares, âmbito
internacional
 Organização dos Estados Americanos (1985)
...
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
 Pesquisa qualitativa
 Exploratória
 Método comparativo, indutivo
 Objeto de estudo
 Rede...
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
 Amostragem
 Não-probabilística, intencional
 Critérios
 Estágio de implementação;
 Profi...
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
 Estudo de casos múltiplos
 Compreensão de uma organização ou indivíduo;
 Limites entre fen...
COLETA DE DADOS
 Análise documental/pesquisa bibliográfica
 Material bibliográfico de acesso livre online;
 Material in...
COLETA DE DADOS
Categorização e instrumentos de coleta de dados
Fonte: organizado pelo autor
CATEGORIAS DE ANÁLISE
MÉTODOS...
ANÁLISE DOS DADOS
 Características gerais das redes analisadas
Rede/sistema/
Programa
Sistema de ensino Ano de
início*
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CATEGORIA 1 - CONTEXTO DE SURGIMENTO
DAS REDES
 Valera Orol, Garcia Melero e Gonzalez Guitian
(1988)
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CATEGORIA 1 - CONTEXTO DE SURGIMENTO
DAS REDES
 Organização dos Estados Americanos (1985)
 Antes de 1960, modelo de atua...
CATEGORIA 1 - CONTEXTO DE SURGIMENTO
DAS REDES
 Redes analisadas
 A partir da segunda metade da década de 1990;
 Contex...
CATEGORIA 2 – CONCEPÇÃO DE
BIBLIOTECA DA REDE
 Forma como os atores concebem a biblioteca
 Como deve ser, que papéis cum...
 Vitória
 E aí não tinha uma concepção. Mas sempre
acreditaram que a biblioteca é muito importante para
o aprendizado......
CATEGORIA 2 – CONCEPÇÃO DE
BIBLIOTECA DA REDE
 Belo Horizonte
 um espaço centralizador do acervo bibliográfico e de mate...
CATEGORIA 2 – CONCEPÇÃO DE
BIBLIOTECA DA REDE
 São Carlos
 Escolas do Futuro
 As Escolas do Futuro são bibliotecas esco...
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BIBLIOTECA DA REDE
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destaca-se a tentativa de ab...
CATEGORIA 2 – CONCEPÇÃO DE
BIBLIOTECA DA REDE
 Atividades “técnicas” como importantes, embora não
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BIBLIOTECA DA REDE
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cidadão tem acesso a esse tip...
CATEGORIA 2 – CONCEPÇÃO DE
BIBLIOTECA DA REDE
 Levantamento de hipóteses
 Mudança influenciada pela tentativa de abandon...
CATEGORIA 3 – LEGISLAÇÃO E
DOCUMENTAÇÃO
 Apoio legislativo
 Fundamental para consolidação e permanência em longo prazo
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CATEGORIA 3 – LEGISLAÇÃO E
DOCUMENTAÇÃO
 São Carlos
 Lei Municipal nº 13.464 de 2 de dezembro de 2004 (institui o SIBI-
...
CATEGORIA 4 – DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA
 São Carlos
 Lei nº 13.500, de 05 de janeiro de 2005 (estabelece a Política
Municipal...
CATEGORIA 5 – ESTRUTURA ADMINISTRATIVA
Sistema Integrado de Bibliotecas do Município de São Carlos**
SECRETARIA MUNICIPAL ...
CATEGORIA 4 – DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA
 Belo Horizonte
 Lei Orgânica do Município, Artigo 163.(10% da verba escolar
para o a...
CATEGORIA 5 – ESTRUTURA ADMINISTRATIVA
 Necessidade de estudos para avaliar o impacto
do posicionamento hierárquico
 Ind...
CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS
Rede de bibliotecas Cargo na secretaria
de educação
Cargos na escola
Programa de biblioteca...
CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS:
LIDERANÇAS DAS REDES
 São Carlos
 Direção
 Divisão de Política de Desenvolvimento de Co...
CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS:
LIDERANÇAS DAS REDES
 Belo Horizonte
 Coordenação
 Compartilhada
 Complementação de pe...
CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS:
LIDERANÇAS DAS REDES
 Vitória
 Assessoria técnica
 Papéis
 Intermediação
 Propor açõe...
CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS:
LIDERANÇAS DAS REDES
 Liderança presente na Secretaria de Educação é um
diferencial
 Int...
CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS:
BIBLIOTECÁRIOS
 Os recursos humanos, dessa forma, são fundamentais, sendo
necessário que ...
CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS:
BIBLIOTECÁRIOS
 Papéis esperados
Liderança
Intermediação de diretrizes – SME/Escola
Pa...
CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS:
AUXILIAR DE BIBLIOTECA
 Belo Horizonte
 Um auxiliar por turno
 Funções técnicas e de me...
CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS:
FUNCIONÁRIOS EM READAPTAÇÃO
 Trata-se de professores que por razões de saúde são
afastado...
CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS:
AUXILIAR DE BIBLIOTECA
 E eu falei do professor em readaptação funcional que a gente tem
...
CATEGORIA 7 – COOPERAÇÃO BIBLIOTECÁRIA,
ARTICULAÇÃO ENTRE BIBLIOTECAS
 Pressuposição de que os resultados das redes se da...
REDE ATIVIDADES DE SUPORTE ATIVIDADES MEIO ATIVIDADES FIM
Centralizadas Entre
unidades
Centralizadas Entre
unidades
Centra...
CATEGORIA 7 – COOPERAÇÃO BIBLIOTECÁRIA,
ARTICULAÇÃO ENTRE BIBLIOTECAS
 Caracterização
 Estágio incipiente, profissionali...
CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE
 Benefícios: principais na percepção dos coordenadores
das redes.
 Benefício...
CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE
 Belo Horizonte
 Acho que a primeira coisa de tudo é fazer uma organização
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CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE
 Espaço físico
 Todas as escolas com um espaço, ainda que limitado.
 Projet...
CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE
 Organização do acervo
 Departamento específico para o tratamento técnico e ...
CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE
 Serviços e atividades
 Nem sempre são de intervenção direta da rede;
 Não ...
CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE
 Equilíbrio: diferenças de realidade entre escolas
 “É necessário ter-se em ...
CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM
REDE
 Eixos comuns
 (Belo Horizonte)
 Informatização
 Melhoria de acervo e
dina...
CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE
 A diferença vai desde o espaço físico. A gente tem uma biblioteca de 200
m²....
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 BE estratégica para melhoria da educação;
 Espaço desamparado;
 Determinados agrupamentos de BE v...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Objeto de estudo
 Redes/sistemas/programas de bibliotecas
escolares.
 Critérios:
 Redes municipa...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Objetivos
 Objetivo principal:
 Responder qual seria o diferencial das redes analisadas
 Objetiv...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Categoria 1 - Contexto de surgimento
 Surgimento impulsionado por movimentos mais amplos
de transf...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Categoria 2 – Conceito de biblioteca
 Abandono de uma concepção distorcida.
 Conceito moderno de ...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Categoria 3 – Legislação e documentação
 Diversidade de situações
 Criação a partir de legislação...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Categoria 4 – Dotação orçamentária
 Definição de dotação orçamentária
 Belo Horizonte
 São Carlo...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Categoria 5 – Estrutura administrativa
 São Carlos, contato direto com o Secretário de
Educação
 ...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Categoria 6 – Recursos humanos
 Presença de liderança nas SME
 Bibliotecários, profissionalização...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Categoria 7 – Cooperação bibliotecária
 Maior integração comparadas ao modelo de atuação
isolada.
...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Categoria 8 – Benefícios da atuação em rede
 Organização
 Fortalecimento gradativo como sistema
...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Cooperação bibliotecária é parte secundária.
 Necessidade de infraestrutura dependente da
articula...
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 Pontos a serem aprofundados
 Perspectiva teórica sobre redes de bibliotecas responde
apenas parte ...
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Redes de bibliotecas escolares no Brasil: estudo exploratório

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Slides de defesa de dissertação de mestrado apresentado à Universidade Federal de Minas Gerais em 3 de novembro de 2015.

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  • Dizer as obras utilizadas e a importância para a construção do trabalho.
  • Dizer as obras utilizadas e a importância para a construção do trabalho.
  • Redes de bibliotecas escolares no Brasil: estudo exploratório

    1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO RUBENIKI FERNANDES DE LIMAS REDES DE BIBLIOTECAS ESCOLARES NO BRASIL: estudo exploratório BELO HORIZONTE 2015
    2. 2. INTRODUÇÃO Potencialidade da biblioteca escolar Cenário desfavorável Surgimento de modelos mais favoráveis Redes/sistemas/programas de bibliotecas
    3. 3. PROBLEMA DE PESQUISA Quais as características da estrutura e do funcionamento das redes de bibliotecas escolares que vêm sendo implementadas no Brasil?
    4. 4. OBJETIVOS DA PESQUISA Objetivo geral  Caracterizar a estrutura de funcionamento de redes de bibliotecas escolares no Brasil, buscando identificar aspectos que distinguem essas bibliotecas.
    5. 5. OBJETIVOS DA PESQUISA  Objetivos específicos  descrever a constituição organizacional administrativa de redes de bibliotecas escolares;  Descrever estruturas de funcionamento em aspectos estratégicos;  analisar ações de cooperação bibliotecária;  identificar e descrever produtos e serviços finais oferecidos aos usuários, viabilizados pela atuação em rede;  analisar o papel desempenhado pelo bibliotecário;  identificar obstáculos e benefícios da atuação em rede.
    6. 6. JUSTIFICATIVA  Ausência de pesquisas no cenário nacional;  Importância de estudos sobre iniciativas com resultados positivos;  Contribuir para uma compreensão mais ampla do panorama atual;  Servir de base para estudos mais aprofundados;  Inspirar a modelagem de novas redes de bibliotecas escolares.
    7. 7. ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO  Capítulo 2  Sociedade em rede  Capítulo 3  Redes e sistemas de bibliotecas  Redes de cooperação bibliotecária no Brasil  Capítulo 4  Programas de bibliotecas escolares em outros países  Propostas de redes de bibliotecas escolares no Brasil  Capítulo 5  Procedimentos metodológicos  Capítulo 6  Análise de dados  Considerações finais
    8. 8. REFERENCIAIS TEÓRICOS  Biblioteca escolar, cenário negativo  (SILVA, 1995; BRASIL, 2011; CAMPELLO et al., 2012)  Sociedade em rede  Castells (2007)  Redes e sistemas de bibliotecas  Valera Orol, Garcia Melero e Gonzalez Guitian (1988)  Williams e Flynn (1979)  Redes de cooperação bibliotecária, Brasil  Krzyzanowski (2007)  Campello (2006)
    9. 9. REFERENCIAIS TEÓRICOS  Redes de bibliotecas escolares, âmbito internacional  Organização dos Estados Americanos (1985)  Portugal (2009)  Chile (2010)  Redes de bibliotecas escolares, Brasil  Pernambuco - Pimentel (1977)  DF - Araújo (1986)  Belo Horizonte – Pimenta, Aires, Ribeiro (1998)  São Paulo - Rodrigues (2013)  Porto Alegre - Paula (2013)
    10. 10. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS  Pesquisa qualitativa  Exploratória  Método comparativo, indutivo  Objeto de estudo  Redes de bibliotecas escolares  Universo da pesquisa  Redes de bibliotecas escolares, sistemas municipais de ensino na região Sudeste do Brasil.
    11. 11. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS  Amostragem  Não-probabilística, intencional  Critérios  Estágio de implementação;  Profissional atuando na secretaria de educação como intermediário;  Presença de bibliotecários no quadro profissional;  Desenvolvimento de ações cooperativas.  Amostra  Belo Horizonte-MG, São Carlos-SP, Vitória-ES.
    12. 12. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS  Estudo de casos múltiplos  Compreensão de uma organização ou indivíduo;  Limites entre fenômeno e contexto não definidos;  Fenômeno contemporâneo no contexto da vida real.  Técnicas de coleta de dados  Análise documental/pesquisa bibliográfica  Entrevistas semi-estruturadas
    13. 13. COLETA DE DADOS  Análise documental/pesquisa bibliográfica  Material bibliográfico de acesso livre online;  Material institucional cedido pelos coordenadores;  Referenciados no Apêndice A  Entrevistas semi-estruturadas  Entrevistados: gestores das redes de bibliotecas;  Belo Horizonte (2); São Carlos* (1); Vitória (2).  Roteiro, conforme Apêndice B;  Transcrição *Entrevista escrita
    14. 14. COLETA DE DADOS Categorização e instrumentos de coleta de dados Fonte: organizado pelo autor CATEGORIAS DE ANÁLISE MÉTODOS DE COLETA DE DADOS Documental Entrevista 1 Contexto de surgimento da rede X X 2 Conceito da rede de bibliotecas X X 3 Legislação e documentação X 4 Dotação orçamentária X X 5 Estrutura de organização X X 6 Recursos humanos X X 7 Cooperação bibliotecária X 8 Benefícios da atuação em rede X
    15. 15. ANÁLISE DOS DADOS  Características gerais das redes analisadas Rede/sistema/ Programa Sistema de ensino Ano de início* Localidade Nº de escolas* Nº de alunos matriculados ** Nº de bibliotecas * Nº de bibliotecá- rios* Sistema Integrado de Bibliotecas do Município de São Carlos (SIBI-SC) Rede Municipal de Ensino de São Carlos/SP 2004 São Carlos (SP) 59 14.582 18 16 Programa de Bibliotecas da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte/MG (RME-BH) 1997 Belo Horizonte (MG) 189 165.283 190 43 Rede de Bibliotecas da Prefeitura Municipal de Vitória Rede Municipal de Ensino de Vitória/ES 1997 Vitória (ES) 53 30.249 53 51 Fonte: elaborado pelo autor com base em dados fornecidos conforme indicado *Dados correspondentes a 2014 coletados das entrevistas. ** Fonte Censo Escolar/INEP 2014 citado por QEdu (2014)
    16. 16. CATEGORIA 1 - CONTEXTO DE SURGIMENTO DAS REDES  Valera Orol, Garcia Melero e Gonzalez Guitian (1988)  Primeiros esforços, nos EUA;  Dificuldades econômicas;  Serviços de difícil mensuração tendem a sofrer cortes;  Redes, contornar restrições financeiras, apoio mútuo.
    17. 17. CATEGORIA 1 - CONTEXTO DE SURGIMENTO DAS REDES  Organização dos Estados Americanos (1985)  Antes de 1960, modelo de atuação isolada;  Bibliotecas sem ligação entre si;  Desequilíbrio nos estágios de evolução  Duplicação de esforços, desperdício
    18. 18. CATEGORIA 1 - CONTEXTO DE SURGIMENTO DAS REDES  Redes analisadas  A partir da segunda metade da década de 1990;  Contexto nacional: democratização e melhoria na educação;  Contexto local: reformas no ensino, transição;  Cenário favorável para mudanças.  Belo Horizonte – 1997  Escola Plural - 1995  Vitória - 1999  Revitalização dos Espaços Escolares da Prefeitura de Vitória - 1997  São Carlos - 2004  Política Municipal do Livro, da Leitura e das Bibliotecas - 2004
    19. 19. CATEGORIA 2 – CONCEPÇÃO DE BIBLIOTECA DA REDE  Forma como os atores concebem a biblioteca  Como deve ser, que papéis cumprir  OEA (1985):  Centro de conservação e comunicação  Concepção tradicional (conservação)  Concepção moderna (centro de aprendizagem)  Concepções das lideranças das redes  Brasil (2011)  Avalia visão de diferentes atores  Pouco consenso sobre a visão de biblioteca escolar
    20. 20.  Vitória  E aí não tinha uma concepção. Mas sempre acreditaram que a biblioteca é muito importante para o aprendizado... que a biblioteca não se configure como um lugar de silêncio... aquelas questões que são antigas e que permanecem até hoje (Eduardo Valadares da Silva).  Hoje a biblioteca é fundamental nesse processo [educativo]. É mais um espaço de aprendizado, de construção de conhecimento. E a gente vê mesmo a biblioteca como esse espaço de construção desse conhecimento (Informante RB-PMV).
    21. 21. CATEGORIA 2 – CONCEPÇÃO DE BIBLIOTECA DA REDE  Belo Horizonte  um espaço centralizador do acervo bibliográfico e de material especial da unidade escolar, servindo como apoio à construção do conhecimento, oferecendo suporte a pesquisas que ampliem, contestem e dialoguem com o conhecimento adquirido em classe por meio da leitura de jornais, periódicos, textos científicos ou literários; é espaço de lazer, podendo ser usado para leitura, jogos, reunião; é espaço de atividades culturais, para a realização de encontros de alunos com escritores, de contação de histórias, de exposição de trabalhos de alunos e professores, de exibição de peças de teatro [...] (PIMENTA, AIRES, RIBEIRO, 1998, p. 69).  um espaço múltiplo de cultura, ação pedagógica, produção de conhecimento e promoção de experiências criativas, é base para os trabalhos desenvolvidos na escola e deve estar a serviço de seu Projeto Político Pedagógico (BELO HORIZONTE, 2013, p. 12).
    22. 22. CATEGORIA 2 – CONCEPÇÃO DE BIBLIOTECA DA REDE  São Carlos  Escolas do Futuro  As Escolas do Futuro são bibliotecas escolares comunitárias que atendem tanto os alunos, professores e funcionários das EMEB – Escola Municipal de Educação Básica -, pois estão instaladas junto a elas, mas também toda a comunidade em seu entorno; todos os cidadãos podem usufruir de seu acervo e serviços, com igualdade de oportunidades no acesso e uso da informação, potencializando assim sua função.  Foco na utilização da estrutura e localização das bibliotecas para democratização do acesso à leitura e informação.  As bibliotecas se localizam contíguas às escolas municipais de ensino fundamental. “É a biblioteca escolar repensada, inovada e renovada que, não por acaso, está estrategicamente localizada em bairros da periferia da cidade, atendendo, portanto, uma população bastante carente e sem acesso à informação e à leitura” (CARDILLO et al, 2009, p. 23).
    23. 23. CATEGORIA 2 – CONCEPÇÃO DE BIBLIOTECA DA REDE  Assim, nas redes de Vitória e Belo Horizonte, destaca-se a tentativa de abandono de uma forma antiquada de concepção, marcando que biblioteca não poderia funcionar da maneira como vinha fazendo. Desta forma, as modificações começam a ocorrer a partir do momento em que a biblioteca escolar é entendida pelos atores sob outra perspectiva.  A biblioteca é um espaço ativo, onde se promovem ações que vão influir diretamente na formação do aluno, não sendo um fim em si mesma.
    24. 24. CATEGORIA 2 – CONCEPÇÃO DE BIBLIOTECA DA REDE  Atividades “técnicas” como importantes, embora não sejam um fim em si mesmas.  É uma visão que a gente quer desconstruir. De uma biblioteca com aquele profissional que vai ali catalogar e resolver... (Leila Cristina Barros).  Centro de aprendizagem  Dentro da biblioteca, o foco não pode ser o livro. O foco tem que ser o leitor (Carolina Teixeira de Paula).
    25. 25. CATEGORIA 2 – CONCEPÇÃO DE BIBLIOTECA DA REDE  São N as pesquisas que dizem que no Brasil o cidadão tem acesso a esse tipo de material na escola. Saiu dela... dificilmente ou poucos continuam tendo a relação com a literatura, com o livro, igual é na escola. E aí... em uma das primeiras reuniões, por exemplo, que eu participei... e ainda a gente tem essas reuniões com as coordenações e ficou mais claro ainda um certo apego, exagerado, ao livro. E o nosso foco, aí não é da biblioteca - é [o foco] da educação - é o aluno (Carolina Teixeira de Paula).
    26. 26. CATEGORIA 2 – CONCEPÇÃO DE BIBLIOTECA DA REDE  Levantamento de hipóteses  Mudança influenciada pela tentativa de abandono de uma concepção distorcida  Mudança de concepção não ocorre de forma unânime  Concepção de centro de aprendizagem redefine responsabilidades  Resistência  Formação profissional  Plano de carreira pouco atrativo  Falta de identificação individual  Mudança de concepção  Quanto mais disseminado o conceito, mais favorável se uma visão moderna se tornar a concepção “oficial”.
    27. 27. CATEGORIA 3 – LEGISLAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO  Apoio legislativo  Fundamental para consolidação e permanência em longo prazo  É indispensável que um programa de bibliotecas escolares seja sustentado por uma legislação, que goze de uma existência jurídica que lhe permita sustentar-se como tal, lhe dê capacidade de ação e de persuasão a nível local, regional e nacional e disponha de dotação orçamentária própria e suficiente (ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS, 1985, p. 79).
    28. 28. CATEGORIA 3 – LEGISLAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO  São Carlos  Lei Municipal nº 13.464 de 2 de dezembro de 2004 (institui o SIBI- SC)  Lei nº 13.500, de 05 de janeiro de 2005 (estabelece a Política Municipal do Livro)  Belo Horizonte  Lei Orgânica do Município (10% da verba escolar para o acervo das bibliotecas).  Plano de Melhoria da Aprendizagem para o triênio 2015-2017  Política de desenvolvimento de acervo, Diagnóstico, “Cadernos”  Vitória  Ausência de legislações e documentações  Lei Municipal n. 6.443, de 21 de outubro de 2005 (concurso)  Plano Plurianual – 2010/2013  Tentativa de planejamento estratégico
    29. 29. CATEGORIA 4 – DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA  São Carlos  Lei nº 13.500, de 05 de janeiro de 2005 (estabelece a Política Municipal do Livro)  Belo Horizonte  Lei Orgânica do Município (10% da verba escolar para o acervo das bibliotecas).  Vitória  Ausência de legislações e documentações  Plano Plurianual – 2010/2013
    30. 30. CATEGORIA 5 – ESTRUTURA ADMINISTRATIVA Sistema Integrado de Bibliotecas do Município de São Carlos** SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO - 1. Direção do Sistema Integrado de Bibliotecas do Município de São Carlos, de 1º nível  Programa de bibliotecas da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte* SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO -1. Gerência de Coordenação de Política Pedagógica e de Formação, de 1º nível --1.1. Gerência de Educação Básica e Inclusão, de 2º nível; ---1.1.1. Gerência de Coordenação do Centro de Apoio Pedagógico para o Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual, de 3º nível; --1.2. Gerência de Coordenação da Educação Infantil, de 2º nível; -- Coordenadoria do Programa de Bibliotecas Rede de Bibliotecas da Prefeitura Municipal de Vitória*** SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO - 1. Subsecretaria Político-Pedagógica, de 1º nível -- 1.1. Gerência de Ensino Fundamental, de 2º nível --- 1.1.1. Coordenação de Formação e Acompanhamento do Ensino Fundamental, de 3º nível --- 1.1.2. Coordenação de Educação de Jovens e Adultos, de 3º nível --- 1.1.3. Coordenação de Desporto Escolar, de 3º nível --- Assistência Técnica da Rede de Bibliotecas da Prefeitura Municipal de Vitória  Fonte: Adaptado pelo autor a partir dos organogramas das secretarias de educação.
    31. 31. CATEGORIA 4 – DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA  Belo Horizonte  Lei Orgânica do Município, Artigo 163.(10% da verba escolar para o acervo das bibliotecas).  (...) § 2º - Cada escola municipal aplicará pelo menos dez por cento da verba referida no art. 161 na manutenção e ampliação do acervo de sua biblioteca (BELO HORIZONTE, 1990, p. 50).  (...) para deixar claro para você: o seguinte. Que a verba que chega, ela dá e em muitos casos até sobra, tá... O pessoal não consegue gastar toda a verba. Então, é um valor mais do que suficiente que é direcionado para a biblioteca (Leila Cristina Barros).
    32. 32. CATEGORIA 5 – ESTRUTURA ADMINISTRATIVA  Necessidade de estudos para avaliar o impacto do posicionamento hierárquico  Indagações  O porquê do posicionamento hierárquico.  Falta de confiança em políticas públicas para BE?  Trata-se de um “não reconhecimento”?  Não proporciona visibilidade político-eleitoral?  Não há confiança nos profissionais que ocupariam tais cargos?
    33. 33. CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS Rede de bibliotecas Cargo na secretaria de educação Cargos na escola Programa de bibliotecas da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte – MG  Coordenador  Bibliotecário  Auxiliar de biblioteca  Professores em readaptação funcional Sistema Integrado de Bibliotecas do Município de São Carlos – SP  Diretor  Coordenador de divisão  Bibliotecário  Professores em readaptação funcional  Auxiliares administrativos Rede de Bibliotecas da Prefeitura Municipal de Vitória – ES  Assessor técnico  Bibliotecário  Professores em readaptação funcional Fonte: dados extraídos das entrevistas.
    34. 34. CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS: LIDERANÇAS DAS REDES  São Carlos  Direção  Divisão de Política de Desenvolvimento de Coleções  Divisão de Tratamento Técnico da Informação  Divisão de Incentivo à Leitura  (...) cabe à direção do SIBI, representada pelo Diretor de Departamento, o acompanhamento das equipes de Processamento Técnico, Aquisição e Incentivo à Leitura, de forma que haja condições de trabalho para estes setores: material, espaço físico, transporte, formações, equipe e afins (Informante SIBI-SC).
    35. 35. CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS: LIDERANÇAS DAS REDES  Belo Horizonte  Coordenação  Compartilhada  Complementação de perfis (bibliotecária e professora doutora)  Divisão de funções  Papéis  Gestão  Intermediação SMED e bibliotecas (...) só pra fazer um resumão, assim de qual que é o nosso papel central, se eu for resumir em poucas palavras, é: fazer acontecer. (Leila Cristina Barros).
    36. 36. CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS: LIDERANÇAS DAS REDES  Vitória  Assessoria técnica  Papéis  Intermediação  Propor ações de capacitação  Sensibilização sobre atuação na biblioteca escolar  Seleção do acervo  Hoje eu sou uma assessora técnica que atua dentro da Secretaria fazendo a ponte, pra tentar a ligação entre as unidades e as escolas, uma vez que chegam na secretaria muitas questões técnicas específicas. Então, não existe... não existia, um profissional que pudesse responder a essas questões específicas (Informante RB-PMV).
    37. 37. CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS: LIDERANÇAS DAS REDES  Liderança presente na Secretaria de Educação é um diferencial  Intermediação; A problemática da biblioteca não alcança as esferas superiores de gestão. Sem uma representação das bibliotecas na secretaria de educação torna-se mais difícil de as bibliotecas se organizarem enquanto grupo. Apesar de essas afirmações parecerem evidentes, suscita-nos a dúvida sobre se apenas recentemente a biblioteca escolar não estaria se “setorizando”. Ou seja, tornando-se um setor de fato dentro da escola que vem demonstrando uma demanda por um órgão específico na estrutura das secretarias de educação que representasse as especificidades.
    38. 38. CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS: BIBLIOTECÁRIOS  Os recursos humanos, dessa forma, são fundamentais, sendo necessário que a responsabilidade pela biblioteca esteja nas mãos de pessoas com determinado nível de formação, com atitudes frente ao ato educativo, além de portador de um lugar de professor dentro de uma carreira (Organização dos Estados Americanos, 1985).  No Brasil, é o bibliotecário o profissional que melhor atende a tais condições de formação em relação a aspectos técnicos. No entanto, os relatos vêm demonstrando uma necessidade já expressa anteriormente pela Organização dos Estados Americanos (1985), ou seja, formação, ainda que complementar, e experiência em questões pedagógicas.
    39. 39. CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS: BIBLIOTECÁRIOS  Papéis esperados Liderança Intermediação de diretrizes – SME/Escola Papel educativo ou de mediador
    40. 40. CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS: AUXILIAR DE BIBLIOTECA  Belo Horizonte  Um auxiliar por turno  Funções técnicas e de mediação de leitura  Dificuldades de formação  Vitória  Apenas o bibliotecário, sem auxiliares  São Carlos  Um ou mais por biblioteca
    41. 41. CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS: FUNCIONÁRIOS EM READAPTAÇÃO  Trata-se de professores que por razões de saúde são afastados das salas de aula e passam a atuar na biblioteca escolar, a princípio para desenvolver atividades realizadas também pelos auxiliares de biblioteca. Em todos os casos, em maior ou menor número, existe essa situação nos três sistemas estudados. A crítica ao fato da presença de professores em readaptação funcional nas bibliotecas refere-se à postura adotada por muitos, o que acabou gerando uma imagem negativa historicamente.
    42. 42. CATEGORIA 6 – RECURSOS HUMANOS: AUXILIAR DE BIBLIOTECA  E eu falei do professor em readaptação funcional que a gente tem dificuldades em alguns casos em função do laudo dele. Mas a gente tem dificuldades também com auxiliares e com professores. Porque há uma tendência a achar, do senso comum. Não é só aqui. Isso na própria universidade, eu já ouvi. Quando a gente está em discussões na sala de aula. “Ah, porque biblioteca escolar... joga o professor lá que... readaptado, não é, e tal.” A gente tem professor que trabalha muito bem. A gente tem professor que não trabalha tão bem. A gente tem auxiliar de biblioteca que trabalha muito bem. E a gente tem auxiliar de biblioteca que não trabalha bem. A gente tem bibliotecário que trabalha muito bem. E a gente tem bibliotecário que não trabalha bem. Então, assim... é só pra desmistificar isso de que professor em readaptação profissional na biblioteca é sempre um estorvo. E em alguns casos nessa rede. Vou falar que é onde a gente está, se não são eles o trabalho não vai. Eu queria ter falado isso, deixar isso registrado (Carolina Teixeira de Paula).
    43. 43. CATEGORIA 7 – COOPERAÇÃO BIBLIOTECÁRIA, ARTICULAÇÃO ENTRE BIBLIOTECAS  Pressuposição de que os resultados das redes se dariam pela atuação cooperativa.  Cooperações bibliotecárias avançadas são incipientes nas bibliotecas escolares.  Williams e Flynn (1979)  as redes de bibliotecas desenvolvem atividades de cooperação de três tipos: aquelas ligadas diretamente aos interesses dos usuários, ou seja, relacionadas às atividades fim; as relacionadas aos interesses diretos das bibliotecas e indiretos dos usuários, isto é, atividades meio e, finalmente, atividades de cooperação relacionadas ao suporte da estrutura da rede.
    44. 44. REDE ATIVIDADES DE SUPORTE ATIVIDADES MEIO ATIVIDADES FIM Centralizadas Entre unidades Centralizadas Entre unidades Centralizadas Entre unidades Belo Horizonte (MG) Política de desenvolvi- mento de coleções Reuniões para trocas de experiências Aquisição Replicação de projetos; Empréstimo entre bibliotecas São Carlos (SP) Reuniões de planejamento; Reuniões para trocas de experiências Aquisição; Processamento técnico Processamento técnico Ações de incentivo à leitura em escolas e eventos Eventos de incentivo à leitura; Divulgação; Empréstimo entre bibliotecas. Vitória (ES) Padrões para organização das bibliotecas Grupos de trabalho Aquisição Mutirões para organização e processamento técnico. Identificação de competências Cessão de profissionais para desenvolver atividades culturais.
    45. 45. CATEGORIA 7 – COOPERAÇÃO BIBLIOTECÁRIA, ARTICULAÇÃO ENTRE BIBLIOTECAS  Caracterização  Estágio incipiente, profissionalização recente  Iniciativas locais e informais  Faltam condições para otimizar o compartilhamento  Não representa o centro das preocupações  Necessário fortalecimento como sistemas de bibliotecas  Necessário que aspectos de suporte às redes estejam melhor consolidadas (visão, formalização, verba, profissionalização, políticas públicas).  Melhores resultados  Mais avanços em relação ao suporte à estrutura da rede  Ações devido a políticas públicas
    46. 46. CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE  Benefícios: principais na percepção dos coordenadores das redes.  Benefícios em relação a espaço físico, acervo, organização do acervo, computadores, serviços e recursos humanos.  Equilíbrio entre as bibliotecas.
    47. 47. CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE  Belo Horizonte  Acho que a primeira coisa de tudo é fazer uma organização mesmo. Com a instituição do programa, contrataram-se profissionais. Depois de alguns anos obteve-se a verba para diversificar o acervo. Então, só de contratar profissional que vai atuar diretamente naquele espaço. Ter verba. Fazer esse investimento. Investimento financeiro até, nas bibliotecas, eu acho que... o início de tudo. Ajudar a organizar (Carolina Teixeira de Paula).  Vitória  Porque se cada biblioteca trabalhar isoladamente, ela não vai ter a força necessária para ela se consolidar. Então trabalhando em rede vai ter alguém na secretaria de educação para ser a voz da biblioteca (Eduardo Valadares da Silva).
    48. 48. CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE  Espaço físico  Todas as escolas com um espaço, ainda que limitado.  Projeto padrão em São Carlos  Implantação de novas, São Carlos e Vitória  Renovação de mobiliário, Vitória  Acervo  Aquisição  Verba própria, Belo Horizonte, São Carlos  Setor dedicado à aquisição, São Carlos  Retirada de excesso de livros didáticos, Vitória Os acervos hoje, posso te dizer que hoje Vitória não tem problema nenhum com acervo, o nosso acervo das bibliotecas é excelente. Não vou te dizer nem bom. Ele é excelente. (Informante RB-PMV)
    49. 49. CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE  Organização do acervo  Departamento específico para o tratamento técnico e bibliotecas informatizadas, catálogo online, São Carlos;  Esforços para informatização, Belo Horizonte e Vitória;  Computadores  […] e nós estamos desde 2012 implantando uma rede. E aí nós esbarramos em várias situações de bibliotecas que não têm internet, porque o sistema funciona via internet... (Informante RB- PMV).
    50. 50. CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE  Serviços e atividades  Nem sempre são de intervenção direta da rede;  Não se trata de padronização, ação conforme cada escola;  A ação cultural é muito em função de cada escola (Eduardo Valadares da Silva).  Recursos humanos  Lideranças presentes nas Secretarias de Educação  Quadro específico para a biblioteca  Realização de capacitações
    51. 51. CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE  Equilíbrio: diferenças de realidade entre escolas  “É necessário ter-se em conta que no interior de um mesmo programa podem coexistir diferentes graus de desenvolvimento e, por conseguinte, seus sub-sistemas encontrar-se em diferentes etapas de implementação” (ORGANIZAÇÃO DOS ESTADOS AMERICANOS, 1985, p. 181).  A gente tem que pensar muito que nossa rede, ela tem 189 escolas. A gente tem que pensar muito nas especificidades. Mesmo as orientações que a gente dá aqui nesse Caderno, são orientações que não podem ser levadas à risca, do jeitinho que a gente coloca, porque às vezes tem alguma coisa que não pode ser desenvolvida exatamente daquele jeito, por causa da especificidade da escola. Então a gente respeita muito isso (Leila Cristina Barros).
    52. 52. CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE  Eixos comuns  (Belo Horizonte)  Informatização  Melhoria de acervo e dinamização  Formação de pessoal  São Carlos  Modernização  Contratação  Vitória  Informatização  Capacitação  Padronização  Aquisição  Ações pedagógicas  Observaram-se dificuldades para o estabelecimento de um planejamento geral, válido para todas as bibliotecas. Aparentemente, mostra-se mais produtivo concentrar-se em eixos de atuação, que definem aspectos para o desenvolvimento das bibliotecas.
    53. 53. CATEGORIA 8 – BENEFÍCIOS DA ATUAÇÃO EM REDE  A diferença vai desde o espaço físico. A gente tem uma biblioteca de 200 m². Mas a gente tem biblioteca que não foi construída para ser biblioteca. É uma sala de aula que se tornou o espaço da biblioteca (Carolina Teixeira de Paula).  Eu digo que hoje você tem... você pode analisar bibliotecas e bibliotecas. Você tem, assim, dois extremos: bibliotecas altamente equipadas, com acervo bacana, com um espaço físico bacana, mobiliário lindo... e você tem escolas onde a biblioteca ainda está funcionando de forma... no corredor da escola... (Informante RB-PMV).  Elas foram construídas a partir um projeto padrão que preserva o mesmo espaço físico e as tornam fisicamente similares. (...) O que existe de diferente entre as unidades são as particularidades de cada unidade de Biblioteca, que a critério do bibliotecário responsável, vão sendo adaptadas de acordo com as solicitações e de demandas de cada região (Informante SIBI-SC).
    54. 54. CONSIDERAÇÕES FINAIS  BE estratégica para melhoria da educação;  Espaço desamparado;  Determinados agrupamentos de BE vêm alcançando avanços significativos;  Pressuposto  Resultado positivos: causados pela atuação cooperativa  Histórico negativo: causado pelo modelo de atuação isolada
    55. 55. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Objeto de estudo  Redes/sistemas/programas de bibliotecas escolares.  Critérios:  Redes municipais de ensino;  Lideranças intermediárias nas SME;  Bibliotecários;  Desenvolvimento de ações cooperativas;  Estudo exploratório para familiarização com pontos relevantes a se aprofundar.
    56. 56. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Objetivos  Objetivo principal:  Responder qual seria o diferencial das redes analisadas  Objetivos específicos  Descrever aspectos estratégicos  Analisar ações de cooperação bibliotecária  Papel dos profissionais  Identificar benefícios da atuação em rede
    57. 57. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Categoria 1 - Contexto de surgimento  Surgimento impulsionado por movimentos mais amplos de transformação  Alternativa para contornar a situação de infraestrutura precária  Sem um planejamento de longo prazo, “fazendo história”, melhorias gradativas
    58. 58. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Categoria 2 – Conceito de biblioteca  Abandono de uma concepção distorcida.  Conceito moderno de biblioteca escolar como paradigma oficial.  Conservação x centro de aprendizagem.  Concepção limitada à visão das lideranças das redes.  Panorama mais amplo: necessário envolver outros atores.  Visão não é unificada.
    59. 59. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Categoria 3 – Legislação e documentação  Diversidade de situações  Criação a partir de legislação (São Carlos)  Legislação e documentação ganhando força (Belo Horizonte)  Consolidação histórica x fragilidade de formalização (Vitória)
    60. 60. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Categoria 4 – Dotação orçamentária  Definição de dotação orçamentária  Belo Horizonte  São Carlos   Dotação orçamentária menos constante  Vitória
    61. 61. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Categoria 5 – Estrutura administrativa  São Carlos, contato direto com o Secretário de Educação  Programa de Bibliotecas de Belo Horizonte e a Rede de Bibliotecas de Vitória não são formalizados no organograma. Ocupariam um 3° nível.  Por que a formalização não ocorre?  Seria uma “setorização”?  Trata-se de um movimento de profissionalização?
    62. 62. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Categoria 6 – Recursos humanos  Presença de liderança nas SME  Bibliotecários, profissionalização,  Sem profissionais, o trabalho torna-se intuitivo.  Expectativa além das atividades “técnicas”.
    63. 63. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Categoria 7 – Cooperação bibliotecária  Maior integração comparadas ao modelo de atuação isolada.  Pressuposto de que o diferencial seria a cooperação entre bibliotecas.  Cooperação em nível inicial (iniciativas informais, locais, individuais).  Cooperação não seria a prioridade a ser resolvida.  Necessário maior consolidação enquanto sistemas
    64. 64. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Categoria 8 – Benefícios da atuação em rede  Organização  Fortalecimento gradativo como sistema  Estagnação x perspectivas de evolução  Desequilíbrio
    65. 65. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Cooperação bibliotecária é parte secundária.  Necessidade de infraestrutura dependente da articulação de diversas esferas.  Necessidade de inclusão em políticas públicas.  Profissionalização  Diferencial: existência de organização sistêmica
    66. 66. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Pontos a serem aprofundados  Perspectiva teórica sobre redes de bibliotecas responde apenas parte da questão.  Perspectiva mais ampla: políticas públicas.  Enfoque da Teoria Geral da Administração  “Setorização”  Impacto do posicionamento no organograma  Profissionalização

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