Abandono de Animais

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Neste artigo exploramos o grande flagelo social que é o abandono de animais, as suas principais causas, consequências e possíveis soluções. https://www.mundodosanimais.pt/

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Abandono de Animais

  1. 1. ABANDONO DE ANIMAIS www.mundodosanimais.pt
  2. 2. TODAS AS EDIÇÕES EM: www.mundodosanimais.pt/ revista
  3. 3. ARTIGO DISP www.mundodosanimais.pt/a
  4. 4. PONÍVEL EM: ajuda-animal/nao-abandone
  5. 5. MUNDO DOS ANIMAIS ABANDONO ANIMAIS DE COMO AS FÉRIAS E A FALTA DE PLANEAMENTO DESPOLETAM O por Carlos Gandra
  6. 6. www.mundodosanimais.pt
  7. 7. MUNDO DOS ANIMAIS
  8. 8. www.mundodosanimais.pt Neha Viswanathan / Flickr
  9. 9. MUNDO DOS ANIMAIS
  10. 10. www.mundodosanimais.pt Ding Yuin Shan / Flickr
  11. 11. MUNDO DOS ANIMAIS O s animais não são mobília. Não são brinquedos, objetos descartáveis ou de- coração velha. Os animais não se podem deitar fora quando já não precisamos deles, quan- do nos estão a incomodar ou quando se tornam um peso que não previmos. Todo o ambiente que rodeia um animal o afeta emocionalmen- te (e fisicamente), pelo que é preciso ter um grande cuida- do, respeito e consideração por eles. Pela vida deles. No entanto acabam abandona- dos, todos os dias aparecem novos casos. Em Portugal, fo- ram abandonados 30 mil ani- mais só em 2013, um número que duplicou em cinco anos (fonte). O Brasil tem mais de 30 milhões de animais abandona- dos (fonte), com um aumento de abandonos que chega aos 70% durante as férias (fonte). Os números são explícitos e falam por si próprios, mas a pergunta que fica é… como é possível abandonar assim os animais? No Mundo dos Animais procu- ramos sempre abordar de uma forma moderada o conceito de amigo dos animais. Não faze- mos comparações, por exem- plo, o valor de uma vida humana ao valor da vida de um animal (e muito menos entramos pela misantropia). Mas a ciência tem comprovado o que o bom senso há muitos nos dizia através das palavras de Jeremy Bentham – “Não im- porta se os animais são inca- pazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer”. Neste artigo vamos abordar vá- rias questões relacionadas com o abandono, em especial du- rante as férias que é o período em que os números disparam por completo, bem como as for- mas de o prevenir. Já ouviu certamente dizer que a prevenção é o melhor remédio e neste caso, não é diferente. O abandono combate-se não abandonando. Demasiado ób- vio e mais fácil escrever do que concretizar, seguramente.
  12. 12. www.mundodosanimais.pt Contudo, o planeamento (an- tes) e a mentalidade correta na relação com os animais (du- rante) podem ser a chave que tanto desejamos encontrar para resolver este flagelo da nossa sociedade (depois). Um flagelo que nos deveria deixar enver- gonhados enquanto animais racionais e espécie civilizada. Temos as armas para o fazer. NÃO DESCUIDE O PLANEAMENTO O s animais sentem e sofrem em medidas muito iguais a nós próprios: o que lhe dói a si, também dói a eles e isso aplica-se tanto a um ponta- pé (físico), como ao sentimento da solidão (emocional), como à agonia da não ter o que comer (sobrevivência). Os animais são todos os anos vistos como um problema quan- do as famílias planeiam as suas férias. Os canis ficam sobrelo- tados e a grande maioria dos animais que neles são recolhi- dos acabam eutanasiados em poucos dias. Morrem. Embora nem só as férias sirvam de pretexto para abandonar um animal, uma larga percentagem dos abandonos poderia ser evi- tada com um pouco de cons- ciencialização e planeamento. Antes de adotar ou comprar um animal, pense duas ve- zes. Ou três. Antes de decidir adotar ou com- prar um animal, deve colocar em cima da mesa, com a sua família (ou quem mais viva na mesma casa), todos os cená- rios possíveis. Para começar, as questões fi- nanceiras. Sobretudo nos dias que correm, com a crises eco- nómica a preencher as primei- ras páginas dos jornais, esta tem de ser uma questão da má- xima prioridade na hora de de- cidir avançar para a adoção de um animal. Cães e gatos necessitam de ali- mentação diária e cuidados ve- terinários imprescindíveis como a vacinação e desparasitação, já para não falar de proble- mas de saúde e acidentes, que
  13. 13. MUNDO DOS ANIMAIS Louis Abate / Flickr
  14. 14. www.mundodosanimais.pt surjem sem avisar e cujos trata- mentos são dispendiosos. É importante avaliar a estabili- dade financeira e o impacto no orçamento que um animal pode causar. Aquele pensamento co- mum de onde comem três tam- bém comem quatro pode reve- lar-se perigoso. As férias, como já se viu, devem merecer uma atenção muito es- pecial. Não deve deixar esse assunto para um depois vê-se, pois é meio caminho andado para não se ver nada de bom. Se o seu animal vai ser um fardo quando quiser fazer as férias, a atitude mais sensata é não o comprar nem o adotar. Se quer mesmo ter um animal, então pense antecipadamente num plano para deixar o animal em boas mãos, ou então escolher destinos de férias que aceitem animais e assim levá-lo junto. Não menos importante, o espa- ço. Se está a adotar ou comprar um cachorrinho bebé, tenha a noção de que ele vai crescer. Em alguns casos, vai crescer muito e tornar-se num animal grande e imponente, incompatí- vel com a vida um apartamento por exemplo. Se adquirir um cão de raça pura, pode precaver-se esco- lhendo um cão de raça peque- na. Se estiver a adotar um cão sem raça definida e que ainda não seja adulto, pode crescer mais do que está à espera. A verdade é que muitas vezes os animais são abandonados por terem ficado grandes demais. Contacte um responsável ou voluntário em qualquer asso- ciação e protetora de animais e certamente terão casos destes para lhe contar. Ter um animal não é um direito, mas sim um luxo, que exige dis- ponibilidade financeira, tempo livre, trabalho, preocupações e muita, muita responsabilidade. É um ser vivo que tem direitos constituídos, que tem sentimen- tos, que se afeiçoa aos seus donos. Mas é também um ser irracional, que não compreende o porquê de ser feliz durante al- guns meses e depois ser des- pejado na rua, sem condições, sozinhos e praticamente con- denado. Ninguém deve comprar ou ado- tar um animal sem condições para ficar com ele e dar-lhe os cuidados básicos, até ao fim da sua longevidade natural.
  15. 15. MUNDO DOS ANIMAIS E se gosta mesmo de animais ou pretende ajudar os animais abandonados, mas não tem condições para ficar com eles definitivamente, torne-se volun- tário numa associação ou ofe- reça-se como FAT (Família de Acolhimento Temporário). A responsabilidade e a noção do que se pode ter ou não ter, é muito importante em toda a nossa vida. NÃO ABANDONE OS SEUS ANIMAIS NAS FÉRIAS E não abandone nunca, evidentemente. O seu animal não merece fi- car sozinho à mercê da (pouca) sorte. Tendo em conta as diversas opções disponíveis, a nível de serviços ou mesmo alguma criatividade pessoal, não exis- te qualquer justificação para abandonar os animais durante as férias, seja qual for a situa- ção. Se prefere deixar o seu animal ao cuidado de outrem enquanto vai de férias, existem hotéis e serviços de pet-sitting que to- mam conta do seu animal e lhe proporcionam todos os cuida- dos necessários. Vamos abor- dar agora sucintamente estas soluções. Pet-sitting: Os pet-sitters são profissionais que se deslocam a sua casa para prestar todos os cuidados que o seu animal necessitar. Alimentam os animais, tratam da higiene, acompanham-nos
  16. 16. www.mundodosanimais.pt ao veterinário em caso de ne- cessidade e, em particular os cães, podem levá-los aos seus passeios diários, não quebran- do assim a rotina que já têm. Hotéis para animais: Uma so- lução alternativa aos pet-sitters. A diferença aqui é que o animal, em vez de ficar em casa, fica no hotel, recebendo igualmente to- dos os cuidados necessários. Visite os hotéis dedicados a animais próximos da sua área de residência e informe-se so- bre os serviços e condições dos mesmos: se incluem equipa ve- terinária, se o espaço tem boas condições para o animal, entre outros pormenores que certa- mente quererá ver assegura- dos ao seu amigo peludinho. Familiares, vizinhos e ami- gos: Esta pode ser a solução mais económica e não menos eficaz (dependendo, claro, das pessoas em causa).
  17. 17. MUNDO DOS ANIMAIS leeno / Flickr
  18. 18. www.mundodosanimais.pt Imagine uma situação em que tanto você como o seu vizinho têm animais de estimação, e fazem férias em diferentes da- tas. O seu vizinho poderia to- mar conta dos seus animais en- quanto você e a sua família vão de férias, retribuindo depois ao cuidar dos animais dos seu vi- zinho quando for ele de férias. Caso o seu vizinho não tenha animais, pode sempre combi- nar outro tipo de retribuição. As vantagens neste caso, para além de poupança económica, passam por já conhecer a pes- soa a quem vai confiar a vida dos seus animais. NÃO SE ESQUEÇA QUE ELES PODEM IR CONSIGO J á existem diversos par- ques de campismo e ho- téis que permitem aos donos levar consigo os seus animais de estimação du- rante as férias. Isto abre mais um leque de op- ções e, as suas férias, não têm de significar uma separação do seu melhor amigo, nem sequer temporária. No entanto e como sempre, recomenda-se que a situação seja bem analisada, de prefe- rência junto do veterinário dos seus animais, que saberá me- lhor que ninguém que ambien- tes e que condições são as mais adequadas para cada caso. A viagem: Se for de viagem sem sair do país, o médico ve- terinário irá informá-lo acerca do melhor acondicionamento e recomendações para que o ani- mal não sofra na deslocação. É importante que se informe pois diferentes animais têm di- ferentes necessidades e dife- rentes meios de transporte exi- gem diferentes cuidados.
  19. 19. MUNDO DOS ANIMAIS Caso viaje para outro país, deve ter sempre em atenção as leis desse mesmo país, que em alguns casos podem ser drasti- camente diferentes no que diz respeito à documentação exigi- da, vacinação obrigatória e ou- tros documentos. Ambiente estranho: É perfei- tamente natural que o seu ani- mal, de início, estranhe o novo ambiente, pois não conhece o local. Faça alguns passeios com ele (no caso de ser um cão), isso vai ajudar o animal a ambien- tar-se e ganhar confiança, pois está junto do dono, a pessoa neste mundo em quem mais confia. Evite deixar o seu animal sozi- nho num quarto ou numa tenda, em especial se ele ainda não se sentir seguro nesse novo am- biente. Cristopher Soto López / Flickr
  20. 20. www.mundodosanimais.pt
  21. 21. MUNDO DOS ANIMAIS
  22. 22. www.mundodosanimais.pt Ulf Bodin / Flickr NÃO FECHE OS OLHOS AO PROBLEMA É falsa a ideia de que um animal, se for abandonado, conse- gue desenrascar-se. Também é falsa a ideia de que alguém vai pegar no animal e levá-lo para sua casa. Não conte com isso. Não se pode socorrer da ideia do ins- tinto selvagem pois se temos cães e gatos em casa, é precisamente porque estes foram domesticados. Serem fi- sicamente parecidos com os seus pa- rentes selvagens não faz deles animais selvagens.
  23. 23. MUNDO DOS ANIMAIS Elroy Serrao / Flickr
  24. 24. www.mundodosanimais.pt A escassez de alimento, de água, de abrigo e de seguran- ça, deixa os animais com pou- cas hipóteses de sucesso. Já para não falar das doenças que podem contrair nas ruas e da reprodução, que leva ao nas- cimento de inúmeros animais sem teto. No caso do alimento, é neces- sário compreender que os ins- tintos de caça praticamente não existem nos animais de estima- ção, sobretudo nos cães, pois foram habituados a receber a sua ração pronta e a horas sem necessidade de a procurar e lu- tar por ela. Os inúmeros animais recolhi- dos nas ruas em estado gra- ve de subnutrição comprovam esta ideia. Alguns chegam a impressionar pelo seu aspeto físico debilitado, agonizados de fome, ficando difícil até salvar a vida do animal. A vida do ani- mal. O cruzamento entre os animais abandonadosnasruaslevatam- bém ao nascimento de muitos bebés sem condições mínimas, que são mais animais sem dono e sem qualquer tipo de cuida- dos básicos. Contribuem para o aumento descontrolado do nú- mero de animais errantes e o problema só se agrava. A própria saúde pública fica em risco, uma vez que os animais abandonados não estão (nor- malmente) vacinados nem des- parasitados, além de se cru- zarem e transmitirem doenças entre si. E necessário deixar de criar soluções pontuais para este ou aquele caso, uma vez que o problema deve ser resolvido de raiz: na casa de cada um de nós. A partir do momento em que as pessoas deixam de abandonar, tudo o que se segue é diferen- te. É melhor. Não compre, não adote e não tenha animais em casa, se não tiver as condições para cuidar deles até ao fim da sua longevidade natural. Você é a vida dos seus animais. Leia mais no Mundo dos Animais: - Guia de Ajuda Animal - A Dimensão do Abandono de Animais
  25. 25. Inspirar pessoas a melhor dos ani
  26. 26. a cuidar imais Produção: Carlos Gandra Conteúdos: Carlos Gandra Contacto geral geral@mundodosanimais.pt Colaboração editor@mundodosanimais.pt A Revista Mundo dos Animais é uma publicação gratuita. Sinta-se livre para a distribuir por email, twitter, blog ou qualquer outro meio, desde que nenhum dos conteúdos seja de alguma forma alterado. Todas as edições podem ser ace- didas gratuitamente em: www.mundodosanimais.pt/revista Visite-nos em: © 2016 Mundo dos Animais www.mundodosanimais.pt /mundodosanimais @mundodosanimais +MundodosanimaisPt

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