Aula 8 preposição e conjunção

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Aula 8 preposição e conjunção

  1. 1. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI CONECTIVOS – PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃOOlá, pessoalNa aula passada, lancei um desafio – encontrar uma letra de música quecontivesse o pronome relativo CUJO usado de forma apropriada.Um herói conseguiu! Parabéns, Rômulo Faria!A letra é da música “A Foto da Capa”, do CD “Paratodos”. Já adivinhou oautor???Tinha de ser: Chico Buarque!!!Segue a letra para a nossa análise:O retrato do artista quando moçoNão é promissora, cândida pinturaÉ a figura do larápio rastaqüeraNuma foto que não era para capaUma pose para câmera tão duraCujo foco toda lírica solapaEra rala a luz naquele calabouçoDo talento a clarabóia se tamparaE o poeta que ele sempre se souberaClaramente não mirava algum futuroVia o tira da sinistra que rosnaraE o fotógrafo frontal batendo a chapaÉ uma foto que não era para capaEra a mera contracara, a face obscuraO retrato da paúra quando o caraSe prepara para dar a cara a tapaO foco da câmera solapa (destrói ou oculta, esconde) toda lírica (poesia,beleza) em virtude da dureza (rigidez) daquela. A relação de subordinação entreos dois elementos (foco da câmera) abona o emprego do pronome relativoCUJO.Lindo isso, não é?Nossa busca, no entanto, não terminou. Quem encontrar outras letras de músicacom o pronome CUJO empregado corretamente, pode apresentá-las no fórum oumandá-las por “e-mail” para mim. Vamos enriquecer nossa aula.Hoje nosso assunto será a função e o emprego dos conectivos – conjunções epreposições.Ao lado dos pronomes, esses elementos são responsáveis por estabelecer o nexoentre os vocábulos de uma oração e entre as orações, períodos e parágrafos emum texto.Serão apresentados os conceitos de um e de outro para, ao fim, exercitarmoscom questões de prova que exploram esse conhecimento. www.pontodosconcursos.com.br 1
  2. 2. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPREPOSIÇÃOCONCEITOPalavra invariável que, colocada entre duas outras, faz com que uma se tornemembro da outra, criando-se um elo de subordinação. Casa da mãe Joana Cadeira de ferro Vida de cão Útil a todos Preciso de ajudaNa aula sobre sintaxe de regência (Aula 5), já vimos essa relação entresubordinante (ou antecedente: casa, cadeira, vida, útil, preciso) esubordinado (ou conseqüente: da mãe Joana, de ferro, de cão, a todos, deajuda)As preposições não possuem, isoladamente, um significado. Elas atribuemcircunstâncias aos elementos a ela ligados. Veja os diversos sentidos que amesma preposição (com) pode exprimir: Dirija com calma. (modo) Ele cortou-se com a faca. (instrumento) Fomos ao cinema com nossos amigos. (companhia) Aquela escultura foi feita com argila. (matéria)Agora compare a seguinte oração com os exemplos apresentados: Concordo com você.Ao contrário das demais frases, em que a preposição introduz umacircunstância, nessa, a preposição com foi exigida pelo verbo.Assim, ora as preposições são usadas com valor semântico, de modo a exprimircertas circunstâncias aos elementos oracionais (como na função de adjuntoadverbial), ora por exigência gramatical, como na função de objeto indireto.CLASSIFICAÇÃO DAS PREPOSIÇÕESAs preposições podem ser:ESSENCIAIS – são palavras que, desde sua origem, são usadas comopreposição: a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para,perante, por, sem, sob, sobre, trás. Todos estão contra a mudança do horário. www.pontodosconcursos.com.br 2
  3. 3. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIACIDENTAIS – palavras de outras classes gramaticais que “por acidente” sãousadas como preposição: durante, mediante, conforme, segundo,consoante, que. Tenho que sair. Nós os temos como irmãos. Fugiu durante a noite.Veja uma interessante questão de prova que explorou esse conceito depreposição acidental. (ESAF/AFRF/2002.1) O homem é moderno na medida das senhas de que ele é escravo para ter acesso à vida. Não é mais o senhor de seu direito constitucional de ir-e- vir. A senha é a senhora absoluta. Sem senha, você fica sem seu próprio dinheiro ou até sem a vida. No cofre do hotel, são quatro algarismos; no seu home bank, seis; mas para trabalhar no computador da empresa, você tem que digitar oito vezes, letras e algarismos. A porta do meu carro tem senha; o alarme do seu, também. Cada um de nossos cartões tem senha. Se for sensato, você percebe que sua memória não pode ser ocupada com tanta baboseira inútil. Seus neurônios precisam ter finalidade nobre. Têm que guardar, sim, os bons momentos da vida. Então, desesperado, você descarrega tudo na sua agenda eletrônica, num lugar secreto que só senha abre. Agora só falta descobrir em que lugar secreto você vai guardar a senha do lugar secreto que guarda as senhas. (Alexandre Garcia, Abre-te sésamo, com adaptações) c) Respeitam-se as regras de regência da norma culta ao empregar a preposição de em vez de que na expressão verbal “Têm que” (l.10).Este item está CORRETO.Uma locução verbal pode apresentar, entre o verbo principal e o auxiliar, umapreposição (acabei de chegar, chego a tremer, acabo de fazer, tenho de aceitar).No meio da locução, no lugar da preposição, foi usada a palavra que: “ter queguardar”. Segundo a norma culta, deveria ser “ter de guardar”. Esse “que”(originalmente uma conjunção), por estar no lugar de uma preposição, recebe onome de “preposição acidental”. O mesmo acontece em “Eu a tenho como umairmã”, em que a palavra “como” (pronome, conjunção ou advérbio) está usadano lugar de uma preposição (“Eu a tenho por uma irmã”).Em locuções prepositivas, a última palavra é sempre uma preposição essencial.(abaixo de, acima de, a fim de, junto a, de acordo com, devido a ...).As preposições também podem surgir isoladamente, conhecidas como sintagmasavulsos preposicionados (Com sua licença, por favor). Pode-se entender,todavia, que o antecedente, nesses casos, foi omitido. www.pontodosconcursos.com.br 3
  4. 4. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPREPOSIÇÃO EM ADJUNTO ADVERBIALVimos na aula passada que pode ocorrer a elipse (omissão) da preposição,especialmente em adjuntos adverbiais de tempo “Neste/Este fim de semana, ireiao litoral”, “Chegarei (no) domingo.”, “A lista dos aprovados sairá (n)estasemana ainda.”.Contudo, se o adjunto adverbial vier sob a forma de oração, há divergênciadoutrinária.Alguns julgam ser uma questão de conveniência, mas a posição majoritária épela OBRIGATORIEDADE do emprego da preposição antes do pronome relativocorrespondente.Encontramos, inclusive, uma questão de prova que corrobora esseposicionamento: (ESAF/AFC STN/2002) Marque o item sublinhado que representa impropriedade vocabular, erro gramatical ou ortográfico. Em vista da crescente conscientização sobre a necessidade de preservar o patrimônio cultural, tem havido muitas discussões sobre a proteção da área do entorno(A) ou do envoltório(B)do bem imóvel tombado. Há, principalmente, divergências quanto à sua(C) dimensão adequada ou ideal e ao momento que(D) passa a ser protegida.(E) (Baseado em Antônio Silveira R. dos Santos) a) A b) B c) C d) D e) ENa opção D, gabarito da questão, o pronome relativo que (cujo referente é osubstantivo momento) cria, na oração adjetiva que inicia, uma estruturaequivalente a “a área passa a ser protegida no momento”. Percebe-se, assim, ovalor adverbial da expressão sublinhada, exigindo o emprego da preposição em(em + o = no).Por isso, essa preposição “em” deve anteceder o pronome relativo “que”, querepresenta a palavra momento – “... momento em que passa a ser protegida.”.Com relação ao item c (correto), a locução “quanto a” uniu-se ao artigo queantecede “sua dimensão”, formando “quanto à sua dimensão”. Como vimosna aula de crase, seria facultativo o emprego do artigo definido antes dopossessivo - “(a) sua dimensão” - e, por conseguinte, a acentuação – “quanto a(à) sua dimensão”. www.pontodosconcursos.com.br 4
  5. 5. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPREPOSIÇÃO EM COMPLEMENTOS NOMINAIS E VERBAISA preposição pode anteceder um complemento nominal ou um complementoverbal. Quando esse complemento vem sob a forma oracional, podemos adotaros seguintes posicionamentos.Em relação à omissão da preposição em complementos verbais (objetoindireto oracional), a posição majoritária da doutrina é de aceitar a omissãode preposição antes da conjunção.Veja uma questão de prova em que isso ocorreu: (ESAF/AFRF/2003) Julgue a assertiva abaixo em relação aos aspectos gramaticais. e) Não nos esqueçamos que a construção do autoritarismo, que marcou profundamente nossas estruturas sociais, configurou o sistema político imprescindível para a manutenção e reprodução dessa dependência.Este item da questão foi considerado CORRETO.O verbo esquecer-se (OLHA A AULA DE REGÊNCIA AÍ, GENTE!!!) –pronominal – é transitivo indireto, regendo a preposição de (Não se esqueça demim.).Contudo, como o seu complemento indireto está sob a forma oracional (“que aconstrução do autoritarismo...”), é possível a elipse (omissão) da preposição.Assim, em determinadas construções verbais (convencer-se, lembrar-se,esquecer-se, assegurar-se, duvidar, concordar, discordar, torcer), a preposiçãopoderia ser omitida no complemento verbal oracional: “Concordamos (com) que todos devem ser aprovados.” “Duvidamos (de) que alguém venda mais barato.” (essa era a propaganda das Casas Sendas, no RJ; alguém aí se lembra disso?).Então, com objeto indireto oracional, a preposição pode ser omitida. Beleza!Agora, a norma culta prevê que, quando a preposição é exigência de um nome(adjetivo, substantivo abstrato ou advérbio) e o complemento está sob a formaoracional, a preposição deve anteceder a conjunção integrante que dá início aocomplemento nominal:“Tenho a convicção de que estamos no caminho certo.” (“Tenho a convicçãodisso.” - alguém tem convicção de alguma coisa)“Somos favoráveis a que todos sejam nomeados rapidamente” (“Somosfavoráveis a isso.” - alguém é favorável a alguma coisa).Em relação à omissão da preposição em complementos nominais, o assunto ébastante controverso.Há quem defenda a omissão da preposição em complementos nominais sob aforma oracional. www.pontodosconcursos.com.br 5
  6. 6. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKICelso Luft, em seu Dicionário Prático de Regência Nominal, observa que “é viávela elipse da preposição antes do que” – Exemplo: “Estou certa que me hás decompreender.” (Alguém está certo de alguma coisa = Estou certa de que...) .Algumas bancas já deixaram clara a sua posição. A ESAF, por exemplo, até hoje,sempre considerou um erro a omissão de preposição antes de uma oração quecomplementa um nome (adjetivo, substantivo, advérbio).Veja uma dessas questões: (ESAF/AFT/2003) Julgue a correção gramatical da asserção abaixo. c) Na América Latina, por exemplo, “a integração global aumentou ainda mais as desigualdades salariais”, e há uma preocupação generalizada que o processo esteja levando uma maior desigualdade no próprio interior dos países. Essa desigualdade já alcançou os Estados em suas relações assimétricas.Este item foi considerado INCORRETO.O substantivo preocupação, a depender do significado, pode reger diversaspreposições ou locuções prepositivas (com, para com, em, etc.). Uma delas é apreposição de: Notei a sua preocupação de todos serem bem atendidos.No segmento “há uma preocupação generalizada que o processo estejalevando...”, faltou o emprego da preposição de antes da conjunção que.Quem tem uma preocupação, tem preocupação de alguma coisa.A forma correta seria: “há uma preocupação generalizada de que o processoesteja levando...”.Houve também outro erro de regência - a omissão da preposição a em “...estejalevando a uma maior desigualdade no próprio interior dos países.”.Contudo, isso não significa que a banca não possa mudar de idéia e, com basena lição de Celso Luft, passe a aceitar um complemento nominal oracional sema preposição.Por isso, caso apareça uma questão como essa, em que o complementonominal oracional estiver sem a preposição, tome cuidado: desenhe umacaveira ao lado da opção e continue lendo a questão até o fim. Se não surgirnada “mais errado”, essa deve ser a resposta.MAIS ALGUMAS PECULIARIDADES NO USO DAS PREPOSIÇÕES.Eu sei que já falamos sobre isso na aula passada, mas não custa nada reforçar oensinamento.De acordo com a norma culta, o sujeito das orações reduzidas de infinitivo deveestar separado da preposição – “Apesar de elas não saberem a matéria, tiveramum bom resultado.”.Modernamente, aceita-se a contração da preposição com o pronome ou artigodo sujeito – “Está na hora da onça beber água.” (exemplo do mestre EvanildoBechara). www.pontodosconcursos.com.br 6
  7. 7. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKICUIDADO!Para analisar adequadamente a construção, devemos dispor os termos daoração na ordem direta.Lembra-se da pegadinha em que o Bill Gates caiu? “Para ____ estar aqui é um prazer imenso.”Como é mesmo que se preenche essa lacuna? Com “eu” ou “mim”?Devemos perguntar ao verbo quem é o seu sujeito: o que é um prazer imenso?Resposta: estar aqui.Então, colocando os termos na ordem direta (SUJEITO – VERBO –COMPLEMENTO): “ESTAR AQUI (sujeito) é um prazer para ____ .”Agora ficou mais fácil, não é? Após preposição, coloca-se um pronome oblíquo,desde que esse pronome não seja o sujeito de uma forma verbal. Então,devemos completar com mim. Na ordem original seria “Para mim estar aqui éum prazer imenso.”. Uma vírgula após mim cairia bem, já que iria mostrar queesse pronome não é o sujeito do verbo estar, que, aliás, é impessoal (“Paramim, estar aqui é um prazer.”). Todavia, essa vírgula não é obrigatória (masisso é outro assunto...).Preencha, agora, as lacunas das seguintes orações: “O amor entre ____ e ____ morreu.” (eu / mim – tu / ti).Como você completaria?Vamos começar identificando o sujeito: quem/o que morreu? Resposta: o amor.Bem, se após preposição, devemos empregar o pronome oblíquo, ficaria “Oamor entre mim e ti morreu.”. “Entre ____ pedir e ____ fazeres, há grande distância.” (eu / mim – tu / ti).Como fica agora?Como o pronome que irá ocupar a primeira lacuna será o sujeito do verbo pedir.Quem vai pedir? Resposta: eu. Então, só podemos colocar um pronome reto (équem exerce as funções de sujeito e de predicativo do sujeito - aula sobrepronomes). O mesmo acontece com o sujeito do verbo fazer. Assim, a forma é“Entre eu pedir e tu fazeres, há grande distância.”.CONJUNÇÃODEFINIÇÃOSão vocábulos de função estritamente gramatical, utilizados para oestabelecimento da relação entre dois termos na mesma oração ou entre duasorações, que formam um período composto. Assim como a preposição, não temsignificado nem função sintática.CONCEITOS FUNDAMENTAIS www.pontodosconcursos.com.br 7
  8. 8. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 1. FRASE – É a unidade mínima de sentido completo na comunicação. Pode ser simples (Fogo!) ou complexa, formada por diversas orações. Pode conter verbo ou não. 2. ORAÇÃO – é a frase (ou elemento frasal) com estrutura que comporta sujeito e predicado. Há verbo, explicito ou oculto. Note a diferença entre frase e oração a partir dos seguintes exemplos: Que mulher insuportável! Aquela mulher é insuportável! Na primeira, a opinião é apresentada de forma direta, sem verbo. Já na segunda, a mesma opinião é apresentada sob uma estrutura oracional (com sujeito e predicado). 3. PERÍODO – é a estrutura composta por uma ou mais orações, dividindo- se, assim, em período simples e composto. 3.1 - Período Simples – apresenta a oração absoluta. Estou muito feliz. 3.2 - Período Composto – apresenta mais de uma oração, que podemestar em coordenação (independentes) ou em subordinação (uma exerce funçãosintática na outra – relação de dependência).Por que esta nomenclatura: subordinada e coordenada?Pense bem – são coordenadas estruturas que não dependem uma da outra, ouseja, caminham paralelamente. Já as subordinadas exercem influência uma naoutra, ou seja, uma estrutura exerce alguma função sintática (sujeito, objetodireto, objeto indireto etc.) na outra estrutura, estabelecendo, assim, umarelação de subordinação.CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕESOração Absoluta – é a oração que forma um período simples. Há somente umaoração no período. Por isso, é absoluta, vitaminada, poderosa... é única!Orações Coordenadas – são orações independentes entre si. Não exercemfunção sintática umas nas outras.Por serem equivalentes, uma não é mais importante do que a outra. O quedifere é a presença de uma conjunção em uma delas.Por síndeto, temos o conceito de “ligação, junção”. Por isso, chamam-seassindéticas as orações que não são introduzidas por conjunção(assindéticas “a” = prefixo de negação, ausência = sem síndeto nãopossuem o elemento de ligação).Conseqüentemente, as que recebem conjunção coordenativa se chamamsindéticas.As conjunções coordenativas podem ser aditivas, adversativas, alternativas,conclusivas ou explicativas. www.pontodosconcursos.com.br 8
  9. 9. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIOrações Subordinadas – são orações que, como o nome já diz, sesubordinam, ou seja, exercem função sintática em outra oração. Por isso,falamos em oração principal e oração subordinada.A oração subordinada exerce alguma função sintática na oração principal e podese ligar a ela por meio das conjunções. Essa função sintática pode ser própria deum adjetivo (oração subordinada adjetiva), de um substantivo (oraçãosubordinada substantiva) ou de um advérbio (oração subordinada adverbial): - Adjetivas – do mesmo modo que os adjetivos fazem referência a substantivos (calça clara, roupa velha), os pronomes relativos se referem aos substantivos presentes em orações antecedentes - são os referentes. Por isso, os pronomes relativos dão início a orações subordinadas adjetivas, que podem ser restritivas (restringir o conceito do substantivo) ou explicativas (explicar seu conteúdo, alcance ou conceito).PRONOMES RELATIVOS SEMPRE INICIAM ORAÇÕES SUBORDINADASADJETIVAS. - Substantivas - As orações subordinadas substantivas (também já vimos) são iniciadas pelas conjunções integrantes. Uma boa dica para identificar uma oração subordinada substantiva (e, conseqüentemente, a conjunção integrante) é substituir a oração iniciada pela conjunção pelo pronome substantivo ISSO. Veja estes exemplos: 1 - “Eu quero | que você me deixe em paz.” – “Eu quero ISSO.” – Então, “que você venha” equivale a um substantivo (Eu quero sossego./Eu quero paz.). É, portanto, uma oração subordinada substantiva. A função sintática exercida pelo substantivo é objeto direto (Alguém quer alguma coisa = Eu quero isso = que você me deixe em paz), e por isso a oração se chama: oração subordinada substantiva objetiva direta. 2 - “É preciso | que você preste bastante atenção.” – “É preciso ISSO.” – “que você preste bastante atenção” é uma oração subordinada substantiva. Como o pronome exerce a função de sujeito (Isso é preciso), a oração se chama: oração subordinada substantiva subjetiva.CONJUNÇÕES INTEGRANTES SEMPRE INICIAM ORAÇÕESSUBORDINADAS SUBSTANTIVAS. - Adverbiais - Finalmente, as orações subordinadas adverbiais são iniciadas por uma conjunção adverbial, que pode expressar uma das seguintes circunstâncias: causa, comparação, concessão, condição, consecução, conformidade, finalidade, proporcionalidade, temporalidade.CONJUNÇÕES ADVERBIAIS SEMPRE INICIAM ORAÇÕES SUBORDINADASADVERBIAISEsses conceitos fundamentais foram apresentados para que se compreenda opapel das conjunções, que é o de ligar elementos dentro de uma oração ou ligarorações entre si, formando períodos compostos. www.pontodosconcursos.com.br 9
  10. 10. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINão se preocupe com esses “nomes e sobrenomes” das orações. Aguarde apróxima aula, sobre Períodos.EMPREGO DAS CONJUNÇÕESAs conjunções podem ser usadas em orações coordenadas (conjunçõescoordenativas) ou subordinadas (conjunções subordinativas).DICA IMPORTANTE: NÃO SE CLASSIFICA UMA ORAÇÃO SOMENTE PELACONJUNÇÃO INTRODUZIDA POR ELA.Deve-se observar o valor que essa conjunção emprega ao período para,somente então, classificá-la.CONJUNÇÕES COORDENATIVAS:A conjunção que relaciona termos ou orações de idêntica função gramatical temo nome de COORDENATIVA. O tempo e a maré não esperam por ninguém. Ouvi primeiro e falai por derradeiro. • ADITIVAS – possuem a função de adicionar termos ou orações de mesma função gramatical – e, nem, não só... mas também (séries aditivas enfáticas) • ADVERSATIVAS – estabelecem uma relação de contraste entre os termos ou orações – mas, contudo, todavia, entretanto, no entanto, porém, enquanto • ALTERNATIVAS – unem orações independentes (coordenadas), indicando sucessão de fatos que se negam entre si ou que são mutuamente excludentes (a ocorrência de um exclui a do outro) – ou, ora, nem, quer, seja (repetidos ou não) • CONCLUSIVAS – exprimem conclusão em relação à(s) oração(ões) anterior(es) – pois (no meio da oração subordinada), portanto, logo, por isso, assim, por conseguinte • EXPLICATIVAS – a oração subordinada explica o conteúdo da oração principal – pois (no início da oração subordinada), porque, que, porquantoCONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS:Denominam-se SUBORDINATIVAS as conjunções que ligam duas orações, umadas quais determina ou completa o sentido da outra. Eram três da tarde quando cheguei. (a oração exerce a função de advérbio de momento) Pediram-me que definisse o contexto da tese. (a oração exerce a função de objeto direto do verbo PEDIR – Pediram-me isso.) www.pontodosconcursos.com.br 10
  11. 11. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINas locuções conjuntivas, geralmente a última palavra é que.As conjunções subordinativas dividem-se em: INTEGRANTES e ADVERBIAIS.INTEGRANTES – são apenas duas (graças a Deus!) – que e se .Elas sempre iniciam ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS, ou seja,orações que estão no lugar de um substantivo.Por isso, exercem funções sintáticas próprias dos substantivos – sujeito, objetodireto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito, agente dapassiva etc.Aproveitando o exemplo já apresentado: Pediram-me que definisse o contexto da tese.O verbo pedir é bitransitivo na oração (Alguém pede alguma coisa a alguém.).Isso significa que o verbo possui um complemento indireto (representado pelopronome “me”) e um complemento direto (representado pela oração “quedefinisse o contexto da tese”).Como a oração está no lugar de um substantivo (Pediram-me paciência.), éuma oração subordinada substantiva.ADVERBIAIS – iniciam orações subordinadas adverbiais. As circunstânciasexpressas pelas orações podem ser: • CAUSAIS – a oração exprime causa em relação a outra oração – porque, pois, que, uma vez que, já que, porquanto, desde que, como, visto que, por isso que • COMPARATIVAS – subordinam uma oração a outra por meio de comparação ou confronto de idéias – que, do que (antecedidas por expressões mais, menor, melhor, pior etc.), (tal) qual, assim como , bem como • CONCESSIVAS – apresentam idéias opostas às da oração principal – embora, apesar de, mesmo que, ainda que, posto que, conquanto, mesmo quando, por mais que • CONSECUTIVAS – apresentam a conseqüência para um fato exposto na oração principal – (tanto/tamanho(a)/ tão) que, de sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que • CONFORMATIVAS – expressam conformidade em relação ao fato da oração principal – conforme, segundo, consoante, como (no sentido de conforme) • FINAIS – apresentam a finalidade dos atos contidos na oração principal – a fim de (que), para que, porque, que • PROPORCIONAIS – expressam simultaneidade e proporcionalidade dos fatos contidos na oração subordinada em relação aos fatos da oração principal – à proporção que, à medida que, quanto mais (tanto), quanto menos (mais/menos) • TEMPORAIS – indicam o tempo/momento da ocorrência do fato expresso na oração principal – quando, enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas, toda vez que, mal, sempre que www.pontodosconcursos.com.br 11
  12. 12. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPara a prova, duas providências são necessárias:- MEMORIZAR o significado de algumas dessas conjunções (especialmente assublinhadas, que não estão no nosso linguajar cotidiano);- ANALISAR o contexto para identificar a circunstância expressa pela oraçãosubordinada. Não basta memorizar essa lista (aliás, essa providência éinfrutífera – memorize apenas as conjunções inusitadas). Útil é compreender ascircunstâncias em que devam ser empregadas. TABELA DAS CONJUNÇÕES ADITIVAS ADVERSATIVAS ALTERNATIVAS COORDENADAS CONCLUSIVAS EXPLICATIVAS INTEGRANTES (iniciam orações subordinadas substantivas) SUBORDINADAS CAUSAIS COMPARATIVAS CONCESSIVAS ADVERBIAIS CONSECUTIVAS (iniciam orações subordinadas CONFORMATIVAS adverbiais) FINAIS PROPORCIONAIS www.pontodosconcursos.com.br 12
  13. 13. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI TEMPORAISVamos ao treino? Bons estudos.QUESTÕES DE FIXAÇÃO1 - (NCE UFRJ / ADMINISTRADOR PIAUÍ / 2006)“...[a droga é] usada pelo adolescente da periferia para viajar ao paraíso poralguns instantes”; a alternativa abaixo em que a utilização de um dessesvocábulos apresenta o mesmo valor semântico presente nesse segmentodestacado do texto é:(A) “se espalha para a multidão de gente pobre”;(B) “o bacilo da tuberculose, que, por via aérea...”;(C) “irá parar nos pulmões dos que passarem por perto”;(D) “é provável que se organize para acabar com as causas”;(E) “dirigidos por fundações privadas”.2 - (NCE UFRJ / ADMINISTRADOR PIAUÍ / 2006)TEXTO – A SAÚDE E O FUTURODráuzio Varella – Reflexões para o futuroFicaremos sobrecarregados, pagando caro pela ignorância e irresponsabilidadedo passado. Acharemos inacreditável não havermos percebido em tempo, porexemplo, que o vírus da Aids, presente na seringa usada pelo adolescente daperiferia para viajar ao paraíso por alguns instantes, infecta as mocinhas dafavela, os travestis da cadeia, as garotas da boate, o meninão esperto, amenininha ingênua, o senhor enrustido, a mãe de família e se espalha para amultidão de gente pobre, sem instrução e higiene. Haverá milhões de pessoascom Aids, dependendo de tratamentos caros e assistência permanente. Seussistemas imunológicos deprimidos se tornarão presas fáceis aos bacilos datuberculose, que, por via aérea, irão parar nos pulmões dos que passarem porperto, fazendo ressurgir a tuberculose epidêmica do tempo dos nossos avós.Sífilis, hepatite B, herpes, papilomavírus e outras doenças sexualmentetransmissíveis atacarão os incautos e darão origem ao avesso da revoluçãosexual entre os sensatos.No caldo urbano da miséria/sujeira/ignorância crescerão essas pragas modernase outras imergirão inesperadas. Estará claro, então, que o perigo será muitomais imprevisível do que aquele representado pelas antigas endemias rurais:doença de Chagas, malária, esquistossomose, passíveis de controle cominseticidas, casas de tijolos, água limpa e farta.Assustada, a sociedade brasileira tomará, enfim, consciência do horror que serápôr filhos em um mundo tão inóspito. Nessas condições é provável que seorganize para acabar com as causas dessas epidemias urbanas. Modernoshospitais sem fins lucrativos, dirigidos por fundações privadas e mantidos com oesforço e a vigilância das comunidades locais, poderão democratizar oatendimento público. Eficientes programas de prevenção, aplicados em parceriacom instituições internacionais, diminuirão o número de pessoas doentes. www.pontodosconcursos.com.br 13
  14. 14. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEntão virá a fase em que surgirão novos rebeldes sonhadores, para enfrentar odesafio de estender a revolução dos genes para melhorar a qualidade de vidados que morarem na periferia das grandes cidades ou na imensidão dos camposbrasileiros.A alternativa em que a preposição destacada tem valor semântico de meio é:(A) “para acabar com as causas dessas epidemias”;(B) “aplicados em parceria com instituições internacionais”;(C) “passíveis de controle com inseticidas”;(D) “mantidos com o esforço e a vigilância das comunidades locais”;(E) “Haverá milhões de pessoas com Aids”.3 - (NCE UFRJ / INPI - ANALISTA MARCAS / 2005)“... sob novo signo.”; nesse segmento o autor empregou corretamente apreposição sob; o item abaixo em que houve troca entre sob/sobre é:(A) Sob esse aspecto, a economia vai mudar;(B) A economia foi analisada sob vários pontos de vista;(C) A industrialização virá sob um novo governo;(D) O congresso vai discutir sob política econômica;(E) A industrialização foi feita sob pressão de grupos.4 – (NCE UFRJ / ARQUIVO NACIONAL Agente Adm./ 2006)“Havia controvérsias quanto à veracidade dos fatos”; a forma abaixo queALTERA o sentido original desse segmento do texto é:(A) quanto à veracidade dos fatos, havia controvérsias;(B) em relação à veracidade dos fatos, existiam controvérsias;(C) no que diz respeito à veracidade dos fatos, havia controvérsias;(D) afora a veracidade dos fatos, havia controvérsias;(E) quanto à veracidade dos fatos, controvérsias havia.5 - (NCE UFRJ / AGER)TEXTO – NÃOSalomão Rabinovich (Psicólogo)A adolescência tem características particulares. São próprias dela a prepotência,a luta pela auto-afirmação, a sensação de que se pode tudo. Mas é sabido que,nessa fase da vida, somos inexperientes, inseguros, mais desatentos e um tantodesengonçados. Os jovens ainda estão em fase de crescimento, e odesenvolvimento biológico ainda não está completo. Por todos esses motivos,não é recomendável dar a carteira de motorista a um menor de 18 anos. OBrasil é campeão mundial de acidentes de carro. O trânsito em nossas grandescidades é caótico e violento. Os motoristas com idade entre 18 e 25 anos são os www.pontodosconcursos.com.br 14
  15. 15. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIque mais correm e por isso a incidência de acidentes é maior nessa faixa etária.Desde o início do ano, temos o novo Código de Trânsito Brasileiro que vemsendo criticado por ser rigoroso demais, e é nesse contexto que se deseja dar acarteira de motorista aos maiores de 16 anos. Para quê? Não é possível esperardois anos para começar a dirigir?Ser contra esse projeto de lei não é ser contra os jovens. Quando umadolescente vota, ele pode até estar fazendo uma escolha errada, mas aindaassim terá aprendido a exercer sua cidadania. Com um voto, porém, ele não vaimorrer nem matar – o que pode acontecer se estiver dirigindo um carro. Asvítimas, suas famílias e as pessoas que causaram acidentes sabem como édoloroso conviver com isso, principalmente quando um jovem morre ou ficainválido. Para ser contra a carteira de motorista para maiores de 16 anos, bastavisitar os hospitais das grandes cidades e ver o estrago que a morte de umadolescente causa. Já temos muitos problemas para resolver em relação aotrânsito e aos jovens brasileiros. Não precisamos de mais esse.O item em que o emprego da preposição em destaque está preso a umanecessidade gramatical e não de sentido é:(A) “...a sensação DE que se pode tudo”;(B) “POR todos esses motivos...”;(C) “DESDE o início do ano...”;(D) “PARA quê?”;(E) “Ser CONTRA esse projeto de lei...”.6 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006)Podemos ser operados com anestesia, suavizar dores com analgésicos.As duas ocorrências da preposição com no trecho acima expressam,respectivamente, o sentido de:(A) meio e modo.(B) meio e meio.(C) modo e meio.(D) modo e modo.(E) companhia e instrumento.7 - (NCE UFRJ / Inspetor de Polícia / 2001)“Há poucos dias, assistindo a um desses debates universitários que a gentepensa que não vão dar em nada, ouvi um raciocínio que não me saiu mais dacabeça.”; o comentário correto sobre esse segmento do texto é:a) os três quês do texto pertencem à idêntica classe gramatical;b) a expressão a gente, por dar idéia de quantidade, deve levar o verbo para oplural;c) a forma verbal vão deveria ser substituída pela forma vai; www.pontodosconcursos.com.br 15
  16. 16. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKId) a forma verbal vão dar transmite idéia de possibilidade;e) a última oração do texto restringe o sentido do substantivo raciocínio.8 - (UnB CESPE/Banco do Brasil/2002)De olho no que julgam ser a maior oportunidade de negócios nos próximos anosem todo o mundo, as empreiteiras brasileiras articulam a formação de grandesconsórcios a fim de disputar com mais chances de vitória as licitações para aampliação do canal do Panamá. O lobby que o presidente Fernando HenriqueCardoso fez pessoalmente em março, durante visita ao Panamá, é uma claramanifestação de que as empresas brasileiras contam com boas chances deserem escolhidas.Daniel Rittner. “Ampliação do canal do Panamá atrai empreiteiras”. In: ValorEconômico, 3/5/2002, p. A12.Na linha 6, preservam-se o sentido textual e a correção gramatical ao sesubstituir o pronome relativo “que” por qual, desde que também seja alterada apreposição “de” para da.9 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006)Curiosamente, no momento em que os marxistas (e, com eles, a esquerda emgeral) sublinhavam a significação crucial dos valores, da ética, a direita assumiaa centralidade da economia e passava a acreditar que possuía a chave dacompreensão correta (e da solução) dos problemas que nos afligem nopresente.Assinale a alternativa correta quanto à classe gramatical e função sintática,respectivamente, das ocorrências da palavra QUE grifadas no trecho acima. CLASSE GRAMATICAL FUNÇÃO SINTÁTICA (A) pronome relativo adjunto adnominal conjunção integrante objeto direto pronome relativo sujeito (B) conjunção integrante complemento nominal conjunção subordinativa sem função sintática conjunção integrante objeto direto (C) preposição sem função sintática pronome relativo objeto indireto conjunção integrante sem função sintática (D) conjunção integrante sem função sintática conjunção subordinativa objeto indireto conjunção subordinativa objeto direto (E) pronome relativo adjunto adverbial conjunção integrante sem função sintática www.pontodosconcursos.com.br 16
  17. 17. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI pronome relativo sujeito10 - (FCC / ICMS SP / 2006)Nem uma nem outra nasceram do acaso, mas são antes produtos de umadisciplina consciente. Já Platão a comparou ao adestramento de cães de raça. Aprincípio, esse adestramento limitava-se a uma reduzida classe social, anobreza.Considere as afirmações que seguem sobre o fragmento transcrito, respeitadosempre o contexto.I. A conjunção mas pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por“entretanto”.II. O advérbio Já introduz a idéia de que mesmo Platão percebera a similaridadeque o autor comenta, baseado na comparação feita pelo filósofo entre “cães deraça” e “nobreza”.III. A expressão A princípio leva ao reconhecimento de duas informaçõesdistintas na frase, uma das quais está subentendida.Está correto o que se afirma APENAS em(A) I.(B) II.(C)) III.(D) I e II.(E) II e III.11 – (FCC / ICMS SP/2006)Escrito há cerca de setenta anos, / conserva a capacidade de atualização daspáginas escritas com arte e verdade.Estaria explicitada a relação de sentido entre os dois segmentos destacados noperíodo acima caso iniciasse(A) o primeiro segmento por Uma vez.(B) o primeiro segmento por Porquanto.(C)) o primeiro segmento por Ainda que.(D) o segundo segmento por por isso.(E) o segundo segmento por de tal modo.12 - (BESC / ADVOGADO/ 2004)Assinale a alternativa em que se tenha usado corretamente o porquê.(A) Os perigos porque passamos fizeram-nos amadurecer.(B) Porque todos vão ficar calados você também vai ficar?(C) Não havia um por quê para a ausência da equipe. www.pontodosconcursos.com.br 17
  18. 18. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) Sem saber porque, todos ficaram atônitos.(E) Eles não se manifestaram, porquê?13 - (FGV/PREF.ARAÇATUBA/2001)Assinale a alternativa correta quanto ao uso de "porque", "porquê", "por que","por quê".A. Não saiu por que chovia.B. Não sei por que brigamos.C. Respondi por quê tinha certeza.D. Porque você não correu?14 - (FGV / ICMS MS – ATI / 2006)Perguntei por que ele não tocava mais piano.Assinale a alternativa correta acerca do uso do porquê na frase acima.(A) A forma está correta, pois corresponde à preposição POR + o pronomerelativo QUE.(B) A forma está correta, pois é uma conjunção, sendo, nesse caso, sempregrafada como duas palavras.(C) A forma está correta, pois equivale a "por qual razão", caracterizando umapergunta indireta.(D) A forma está incorreta, pois a forma com duas palavras só se usa emperguntas. O correto seria PORQUE.(E) A forma está incorreta, pois, embora seja grafada com duas palavras, aforma QUE deveria levar acento circunflexo.15 - (ESAF/TRF/2002.1)Assinale a opção que, ao preencher as lacunas, torna o texto sintaticamenteincorreto.___________ na execução de programas sociais no Nordeste, ______ nodesenho das relações entre centros de pesquisa e empresas, um dos maioresproblemas sempre foi o de garantir que os recursos cheguem ao seu destino eque sejam usados com inteligência.a) Seja / sejab) Tanto / quantoc) Conquanto/ oud) Tanto / comoe) Quer/ quer16 - (FGV / ICMS MS – TTI / 2006) www.pontodosconcursos.com.br 18
  19. 19. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO brasileiro é como eu ou você. Já não digo como o presidente, pois este nempecado tem, mas como eu, você ou o vizinho. O povo é bom e honesto. Comodemonstrou um programa para auxiliar famílias pobres do interior. Os pobresnão receberam a ajuda, que ficou com as famílias remediadas ou ricas mesmo.E, quando alguém que não precisa recusa essa ajuda, a gente dá uma festa ebota no jornal, apesar de ser acontecimento tão trivial.(João Ubaldo Ribeiro. O Globo, 22/05/2005)Em “Como demonstrou um programa para auxiliar famílias pobres do interior.”,a palavra destacada apresenta noção de:(A) causa.(B) comparação.(C) condição.(D) conformidade.(E) modo.17 - (FGV / Ministério da Cultura /2006)Mudou de idéia. Com 26 anos, percebeu que o hobby que tinha adquirido emNova York se convertera em paixão. No final de 2004, veio com sua família paraduas semanas de férias em São Paulo. "Como sempre tive muito interesse emestudar a América Latina, fui ficando." Soube então de uma experiênciadesenvolvida pelo colégio Miguel de Cervantes, criado por espanhóis, na vizinhaParaisópolis.(Gilberto Dimenstein. Folha de São Paulo, 12/04/2006)O vocábulo Como (L.3) introduz idéia de:(A) causa.(B) comparação.(C) concessão.(D) conseqüência.(E) explicação.18 - (FUNDEC / TRT 2ª Região / 2003)Fazendo-se a junção de pensamentos expressos nos dois períodos do terceiroparágrafo “nas últimas décadas vem se formando ali um cinturão de miséria (...)_____ a região ostenta índices de desenvolvimento humano tão desesperadoresquanto o de alguns dos países mais atrasados da África” (linhas 17-23), com ocuidado de se manter o sentido original, poderiam ser usados os conectivosabaixo relacionados, EXCETO:A) de modo que;B) tal que;C) tanto que;D) posto que; www.pontodosconcursos.com.br 19
  20. 20. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIE) de sorte que.19 - (FCC / BANCO DO BRASIL / 2006)Somos todos da mesma espécie, mas o que encanta uns horroriza outros.Caso o período acima iniciasse com a frase O que encanta uns horroriza outros,uma consecução coerente e correta seria:(A) dado que somos todos da mesma espécie.(B) embora se tratem todos da mesma espécie.(C) haja vista de que somos todos da mesma espécie.(D)) conquanto sejamos todos da mesma espécie.(E) posto que formos todos da mesma espécie.20 - (ESAF/TRF/2003) Leia o texto abaixo para responder à questão 07.O panorama da sociedade contemporânea sugere-nos incontáveis abordagens daética. À medida que a modernidade — ou a pós-modernidade — avança, novasfacetas surgem com a metamorfose do espírito humano e sua variedade quaseinfinita de ações. Mas, falar sobre ética é como tratar da epopéia humana. Naverdade, está mais para odisséia, gênero que descreve navegações acidentadas,lutas e contratempos incessantes, embates de vida e morte, ilusões de falsosvalores como cantos de sereias, assédios a pessoas e a propriedades, interessescontraditórios de classes dominantes figuradas pelos deuses, ora hostis orafavoráveis. As aventuras de Ulisses sintetizam e representam o confronto deideais nobres e de paixões mesquinhas. Não obstante narram-se também feitosde abnegação, laços de fidelidade entre as pessoas e suas terras, lances deracionalidade e emoção, a perseverança na reconquista de valores essenciais. Osmitos clássicos são representações de vicissitudes humanas e situações éticasreais.Em relação ao texto, assinale a opção correta.a) Em “sugere-nos”(l.1) o pronome enclítico exerce a mesma função sintática do“se” em “narram-se”(l.10).b) Ao se substituir “À medida que”(l.2) por À medida em que, preservam-se asrelações semânticas originais do período.c) A preposição “com”(l.3) está sendo empregada para conferir a idéia decomparação entre “novas facetas”(ls.2-3) e “metamorfose do espíritohumano”(l.3).d) A expressão “Na verdade, está mais para odisséia”(l.4-5) e as informaçõesque se sucedem permitem a inferência de que “epopéia”(l.4) não traria a noçãode dificuldades, fracassos.e) O período permaneceria correto se a preposição na expressão “confronto deideais”(ls.9-10) fosse, sem outras alterações no período, substituída por entre.21 - (ESAF/TRF/2003) www.pontodosconcursos.com.br 20
  21. 21. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA ciência moderna desestruturou saberes tradicionais, e seu paradigmamecanicista, que encara o mundo natural como máquina desmontável, levou arazão humana aos limites da perplexidade, porquanto a fragmentação doconhecimento em pequenos redutos fechados se afasta progressivamente davisão do conjunto. A excessiva especialização das partes subtrai o conhecimentodo todo. Daí resulta a dificuldade teórica e prática para que o espírito humano sesitue no tempo e no espaço da sua existência concreta.(José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras da Ética, SãoPaulo: Senac, 2002)Em relação ao texto, julgue a assertiva abaixo.- Ao se substituir a conjunção “porquanto”(l.3) pela conjunção porque, asrelações sintáticas e semânticas do período são mantidas.22 - (ESAF/Oficial de Chancelaria/2002)Assinale a opção em que uma das duas sugestões não preenche corretamente alacuna correspondente.A diplomacia defende e projeta no exterior os interesses nacionais,_____1______que ela procura melhorar a inserção internacional do país querepresenta. ____2____ ela não cria interesses ____3_____pode projetar o quenão existe. O país que se encontra por trás da diplomacia é o único elemento_____4________ela pode operar.______5________, a diplomacia só poderáresponder adequadamente às transformações do cenário internacional se essastransformações forem, de alguma forma, internalizadas pelo país.(Adaptado de www.mre.gov.br, Comissão de Relações Exteriores da Câmara dosDeputados)a) 1 - da mesma forma / do mesmo modob) 2 - Entretanto / Todaviac) 3 - nem / tão poucod) 4 - a partir do qual / com base em quee) 5 - Por isso / Por conseguinte23 - (ESAF/Gestor Fazendário MG/2005)A economia brasileira apresentou um bom desempenho ano passado,incentivada, principalmente, por anterior queda nos juros e pelo crescimento dasvendas do país no exterior. ____(a)___este ano, um desses motores estáausente. ___(b)___ o Banco Central, para combater a inflação, vem elevandoseguidamente a taxa básica, hoje situada em 19,25% ao ano. ____(c)____, osjuros altos estão contribuindo para frear o crescimento econômico, mas não ainflação._____(d) _____o ganho com a queda da inflação é pequeno, secomparado à perda no crescimento econômico. Não se defende por meio dessacomparação, o aumento da produção a qualquer custo. _____(e)_____oobjetivo é expor a atual ineficácia do aumento dos juros sobre a inflação. Ooutro motor importante para o crescimento de 2004 (as exportaçõesbrasileiras), no entanto, continua presente este ano, com ótimo desempenho. (Inflação e crescimento. Opinião.Correio Braziliense, com adaptações) www.pontodosconcursos.com.br 21
  22. 22. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIDesconsiderando o emprego de letras maiúsculas e minúsculas, assinale a opçãoque, ao preencher a lacuna, mantém o texto coeso, coerente e gramaticalmentecorreto.a) Haja vista queb) Apesar dec) Entretantod) Emborae) Tão pouco24 - (ESAF/Assistente de Chancelaria/2002)Assinale a opção em que ao menos um dos conectivos propostos para preenchera lacuna provoca incoerência textual ou erro gramatical.O Brasil é um país grande, diversificado _____(a)_____ visto como umapromessa que parece nunca se realizar. O potencial existe, _____(b) _____ háalgo bloqueando o Brasil. Acho que é uma combinação de fatores como osistema político e o modo de trabalhar do cidadão, pouco engajado nosproblemas da sociedade, ______(c) _____ é muito freqüente o brasileiro elegerpolíticos por seu nível de popularidade, sem avaliar seus programas e ações. Éum país muito importante para a economia mundial, _____(d) _____ sermossempre decepcionados. É, ______(e) _____, um desafio delicado entender porque as coisas não acontecem rapidamente no Brasil. (Michel Porter, Veja, 5/12/2001, com adaptações)a) e / masb) entretanto / masc) já que / poisd) embora / apesar dee) contudo / portantoGABARITOS COMENTADOS DAS QUESTÕES DE FIXAÇÃO1–DA preposição para pode assumir, dentre outros, os seguintes valores:- em relação ao espaço, direção: Ele vai para Curitiba.Note que há uma significativa distinção do verbo acompanhado da preposiçãopara em relação ao mesmo verbo acompanhado da preposição a. No primeirocaso, apresenta-se um valor de permanência (Vou para Curitiba = Vou ficar umlongo tempo em Curitiba) muito maior do que no segundo (Vou a Curitiba – Voupassar um tempo em Curitiba.).- tempo: Ele deixou o trabalho para segunda-feira.- de finalidade: Ele não responde para não se aborrecer. www.pontodosconcursos.com.br 22
  23. 23. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA preposição empregada no segmento do enunciado tem valor adverbial,apontando a finalidade do uso da droga: para “viajar” ao paraíso (note o valortransitório da preposição “a” nessa oração – viajar ao paraíso = “vai, mas voltalogo”). O sentido da preposição “para” é a finalidade.Esse mesmo sentido é apresentado na estrutura da opção d: “é provável que seorganize para acabar com as causas” (para = a fim de)Já a preposição por pode apresentar os seguintes aspectos (dentre outros):- caminho, percurso: Ele anda pelos campos.- de tempo: Por um minuto, pensei em você.- circunstancial: Ele contou tudo, tim-tim por tim-tim (de modo). Pelas mãosdo escultor, surge a obra (de meio).- agente da passiva - A instituição foi administrada por ela no ano passado.Na expressão “por alguns instantes”, há a indicação de tempo. Isso não serepete nas demais opções:- b – pelas vias aéreas (meio);- c – por perto (proximidade).- e - a preposição introduz o agente da passiva: (são) dirigidos por fundaçõesprivadas.2–CPara identificar a construção que indica “meio”, será válida a troca da preposiçãopor pela expressão “por meio de”.Uma opção que poderia suscitar dúvidas seria a de letra d: mantidos com oesforço e a vigilância das comunidades locais. Contudo, a expressão introduzidapela preposição não apresenta os “meios”, como seria em “mantidas comrecursos do governo federal = por meio dos recursos”. Ela denota o “apoio” comque os hospitais poderiam contar.Só há uma opção em que aquela troca é possível: c - “passíveis de controle [pormeio de] inseticidas”.3–DHá significativa distinção entre as preposições sob e sobre. A primeira (sob)significa “debaixo de” e pode ser usada em expressões como “sob esse aspecto,sob uma condição, sob o domínio de, sob o governo de” – sempre com a idéiade subordinação.Já a preposição sobre pode exprimir valor de “acima de” (posição), “a respeitode” (assunto), dentre outras acepções.Por isso, o gabarito é a letra d: alguém discute “a respeito de” alguma coisa.Então, a preposição adequada seria sobre: “O congresso vai discutir sobrepolítica econômica”. www.pontodosconcursos.com.br 23
  24. 24. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI4–DConstruída a partir da contração da preposição “a” com o advérbio “fora”, aexpressão “afora” (escrita assim mesmo, tudo junto) pode ser classificada como:- um advérbio: “Viajando pelo mundo afora, na cidade que não tem mais fim”(letra de “À Francesa”, de Cláudio Zoli e Antônio Cícero, sucesso de Marina Lima– quem tem cerca de 30 anos certamente se lembra dessa, não é?)- uma preposição, com valor de: “além de”: Afora os percalços do caminho, encontramos também pessoas ingratas. “exceto, salvo”: Encontramos dificuldade no caminho, afora neste trecho que foi reformado.Por isso, está empregada de forma inapropriada na opção d.5–AAs preposições podem ser usadas para apresentar circunstâncias (em adjuntosadverbiais) ou em função de exigências gramaticais (objeto indireto,complemento nominal, agente da passiva).Em “a sensação de que se pode tudo”, a regência do substantivo sensaçãoexige a preposição de. Essa é a resposta.Nas demais ocorrências, a preposição introduz elementos circunstanciais àoração.6–CPara não errar, tenha em mente que a preposição com atribui circunstância demeio quando puder ser substituída pela expressão “por meio de”.Vamos testar:- “Podemos ser operados por meio de anestesia...”Isso não faz sentido algum!“Com anestesia” é o modo pelo qual o sujeito será operado. Para identificaressa circunstância mais facilmente, imagine um dentista perguntando ao seucliente: “como o senhor deseja ser tratado, com ou sem anestesia?” – ou seja,“de que modo quer ser tratado?”.- “... suavizar dores por meio de analgésicos”Agora, sim! Os analgésicos serão os meios pelos quais as dores serãosuavizadas.Assim, as circunstâncias apresentadas são, respectivamente, de modo e demeio.7–E www.pontodosconcursos.com.br 24
  25. 25. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAgora, iremos tratar da diferença entre PRONOME RELATIVO e CONJUNÇÃOINTEGRANTE.A primeira, já vimos, inicia uma oração subordinada adjetiva.A segunda, uma oração subordinada substantiva.Mas, como fazer essa distinção na oração? Afinal de contas, a palavra QUE pode,dentre outras coisas, ser um pronome relativo (chamado de pronome relativouniversal) ou uma conjunção integrante.Será pronome relativo quando tiver um referente, ou seja, um substantivo oupronome substantivo pertencente à oração anterior ao qual irá se referir (porisso, o termo “referente”).Já como conjunção integrante, não. Por ter valor de substantivo, essa oraçãopode, regra geral, ser substituída pelo pronome ISSO.Vamos aos exemplos: O rapaz que conheci viajou.Esse período é composto por duas orações.Oração 1: O rapaz viajou (principal) – que rapaz é esse?Oração 2: que conheci (oração subordinada)A palavra que está no lugar do substantivo rapaz (Eu conheci o rapaz).Então, essa palavra é mesmo um pronome relativo.A “oração 2” é uma oração subordinada adjetiva e exerce a função sintática deadjunto adnominal, pois atribui ao substantivo rapaz uma característica (não équalquer rapaz, mas o “rapaz que conheci”). Eu reconheço que errei.Esse período também é composto por duas orações.Oração 1: Eu reconheço (principal)Oração 2: que errei. (oração subordinada)A segunda oração poderia ser substituída pelo pronome ISSO: Eu reconheçoisso.Essa palavra que é, portanto, uma conjunção integrante e a oração é umaoração subordinada substantiva.Alguém reconhece alguma coisa. No lugar de “alguma coisa”, está a oração.Ela exerce a função sintática de objeto direto da oração principal (Eu reconheçoisso = “que errei”). Por isso, é chamada de “oração subordinada substantivaobjetiva direta”. Já estamos começando a nos acostumar com essanomenclatura, que será objeto de estudo do próximo encontro.Vamos, agora, analisar os “quês” que surgiram no enunciado.“Há poucos dias, assistindo a um desses debates universitários que a gentepensa que não vão dar em nada, ouvi um raciocínio que não me saiu mais dacabeça.” www.pontodosconcursos.com.br 25
  26. 26. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIComo disse o esquartejador, “vamos por partes” (horrível essa, mas não puderesistir):“... um desses debates universitários que a gente pensa que não vão dar emnada”Vamos substituir o pronome pelo substantivo correspondente e colocar na ordemdireta:A gente pensa que esses debates universitários não vão dar em nada.O primeiro “que” está no lugar de “esses debates universitários”.Já o segundo (a gente pensa que...) inicia uma oração que poderia sersubstituída pelo pronome isso:A gente pensa ISSO. (Sim, o verbo pensar também pode ser transitivo direto –consulte um bom dicionário de regência verbal, no caso de dúvida).É, então, uma conjunção integrante.2) “... ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça”O que não saiu mais da cabeça? Resposta: um raciocínio.Em seu lugar, foi empregada a palavra que (que não me saiu mais da cabeça).Ela é, portanto, um pronome relativo.Assim, segundo a ordem de aparecimento, os três “quês” são:Pronome relativo / conjunção integrante / pronome relativo.Vamos, agora, analisar as opções:a) ERRADA – eles não pertencem à mesma classe gramatical: o segundo é umaconjunção integrante, enquanto que os outros são pronomes relativos.b) ERRADA – a expressão a gente exige o verbo no singular, mesmo queindique várias pessoas.c) ERRADA – a análise que fizemos já nos permite afirmar que o sujeito dalocução verbal “vão dar” é “debates universitários” (A gente pensa que essesdebates universitários não vão dar em nada.).d) ERRADA – essa locução verbal equivale a “darão”, com o verbo no futuro dopresente indicando fato futuro e certo, e não uma possibilidade (verbo no futurodo pretérito ou no modo subjuntivo).e) CERTA – a oração “que não me saiu mais da cabeça” restringe o alcance dapalavra raciocínio. É uma oração subordinada adjetiva restritiva.As orações subordinadas adjetivas podem ser restritivas ou explicativas.Veja o seguinte exemplo: Meu primo que é paulista esteve aqui.Pergunto: quantos primos eu tenho?De acordo com essa oração, certamente mais de um. Não houve pausa entre aprimeira oração (meu primo esteve aqui – oração principal) e a oraçãosubordinada adjetiva que se refere a “primo”. Assim, essa oração adjetiva tem www.pontodosconcursos.com.br 26
  27. 27. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIvalor RESTRITIVO. De todos os primos que tenho, o que é paulista esteveaqui. O mineiro, não esteve; o baiano também não.Agora, mudo a oração adjetiva, colocando-a entre vírgulas: Meu primo, que é paulista, esteve aqui.Quantos primos eu tenho, segundo essa construção? Só um – o paulista.Isso porque a oração, com pausa, é EXPLICATIVA. Ela poderia ser omitida, afinala informação é dispensável: meu primo esteve aqui (eu só tenho um e ele épaulista!).Esses conceitos serão abordados novamente em aulas futuras.8 – Item INCORRETOA banca examinadora tentou enganar você, hem? Sugeriu simplesmente a trocade um “de que” por um “da qual”. Se você não fosse tão esperto(a), teria caídodiretinho, não é mesmo?Ainda bem que você voltou ao texto e percebeu que esse “que” não era umpronome relativo, mas uma conjunção.(Foi exatamente isso que aconteceu, não é?!?!?!?!...rs...)Vamos analisar a construção.O lobby que o presidente Fernando Henrique Cardoso fez pessoalmente emmarço, durante visita ao Panamá, é uma clara manifestação de que asempresas brasileiras contam com boas chances de serem escolhidas.Vamos simplificar: “O lobby (...) é uma clara manifestação DISSO ”.Mas “DISSO” o quê? Resposta: “de que as empresas brasileiras contam comboas chances de serem escolhidas”.Toda a oração complementa o substantivo “manifestação”. Sua função sintáticaé, portanto, complemento nominal.Como pudemos substituir toda a oração pelo pronome ISSO (conjugado com apreposição “de” formando DISSO), a oração é subordinada substantivacompletiva nominal, e a palavra “que” é uma conjunção integrante.A essa altura do campeonato, você já deve ter decifrado o enigma dessanomenclatura: oração subordinada substantiva completiva nominal.- oração subordinada (exerce função sintática na oração anterior);- substantiva (está no lugar de um substantivo);- completiva nominal (exerce a função sintática de complemento nominal).9–EJá aprendemos a distinguir um pronome relativo de uma conjunção integrante.Essa questão é uma ótima oportunidade de vermos, também, a função sintáticaque podem ser exercidas. www.pontodosconcursos.com.br 27
  28. 28. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPrimeira providência - verificar se o "que" se refere a algum termoantecedente (PRONOME RELATIVO) ou inicia uma oração substantiva (que podeser substituída por "ISSO" - CONJUNÇÃO INTEGRANTE).1º. "no momento em que" - esse "que" se refere a momento - PRONOMERELATIVO (nesse momento)2º. "passava a acreditar que possuía a chave" - passava a acreditar NISSO –CONJUNÇÃO INTEGRANTE3º. "compreensão dos problemas que nos afligem" - "que" se refere a"problemas"- PRONOME RELATIVO (os problemas nos afligem).A ordem é, portanto, pronome relativo / conjunção integrante / pronomerelativo.Vamos, agora, às opções - as letras a e e são as únicas que apresentam essadisposição (Já temos 50% de chances de ganhar o ponto!!!).Vamos, agora, analisar a função sintática dos termos.A conjunção integrante não exerce função sintática nenhuma – é só umconectivo (como nos indica o título da aula de hoje). Assim, podemos eliminartambém a opção a, que indica a função de objeto direto.Não caia nessa pegadinha!!!Para começar, o verbo acreditar é transitivo indireto – Alguém acredita emalguma coisa. Como o objeto indireto está sob a forma oracional, a preposiçãopode ser omitida (espero que você ainda se lembre dessa lição, hem????).Só que quem exerce a função de objeto indireto não é a conjunção, mas todaa oração que foi iniciada por ela: “(em) que possuía a chave da compreensão...”.Os pronomes relativos, sim, exercem funções sintáticas nas orações adjetivasque iniciam:1º. "no momento em que" - esse "que" se refere a momento - refere-se a umainformação circunstancial (momento) - sua função é ADJUNTO ADVERBIAL.3º. "compreensão dos problemas que nos afligem" - "que" se refere a"problemas" - os problemas nos afligem - a função é a de SUJEITO.A ordem seria, portanto: adjunto adverbial / sem função sintática /sujeito, confirmando, assim, a resposta: letra e.10 – CI – A partir deste item, veremos que não se pode afirmar a classificação de umaconjunção sem verificar o valor que ela atribui ao período.Oração 1 = Nem uma nem outra nasceram do acasoOração 2 = São antes produtos de uma disciplina conscienteNote que não há divergência entre as duas orações. Pelo contrário, elas secompletam: “não nascem do acaso são produtos de uma disciplinaconsciente”.Assim, o valor da conjunção mas para o período é de ADIÇÃO. www.pontodosconcursos.com.br 28
  29. 29. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPortanto, essa assertiva está INCORRETA.II – Note que o vocábulo “Já” equivale a “por sua vez”: “Já Platão a comparouao adestramento de cães de raça” = “Platão, por sua vez, a comparou aoadestramento de cães de raça”.É estabelecida, portanto, uma relação contrária entre as orações – um afirmaisso; outro, por sua vez, afirma aquilo. São argumentos que se encontram emdireções opostas.Por isso, está INCORRETA a afirmação de que o pensamento do autor seassemelha ao de Platão.III – Existe uma diferença entre a expressão “A princípio” e “Em princípio”.A primeira equivale a “primeiramente”, “em primeiro lugar”.Já a segunda significa “em tese”, dependente de confirmação posterior.Ao afirmar que “a princípio, esse adestramento limitava-se a uma reduzidaclasse social, a nobreza”, podemos supor que, posteriormente, o “adestramento”se estendeu a outras classes sociais. É essa a informação que estásubentendida.Por isso, está CORRETA a afirmação do item III.A partir da próxima questão, vamos analisar o valor de algumas conjunções“cabeludas”.11 - CAs conjunções “uma vez que”, “por isso”, “porquanto”, “de tal modo” atribuem àoração subordinada um valor causal (“por esse motivo”)Contudo, as orações “Escrito há cerca de setenta anos” e “conserva acapacidade de atualização das páginas escritas com arte e verdade” estão emcampos semânticos opostos: o primeiro indica antiguidade (“escrito há setentaanos”), enquanto que o segundo, sua atualidade (“conserva a capacidade deatualização”).Em virtude disso, a conjunção que se presta a unir as duas orações é “aindaque”, de valor concessivo, ou seja, liga orações que apresentam idéiascontrárias.12 – BEm vários livros voltados para concursos públicos há listas e mais listas sobre o“porque” e suas formas (separado com acento, separado sem acento, juntocom acento, junto sem acento).Primeiro devemos entender o motivo da acentuação do vocábulo. www.pontodosconcursos.com.br 29
  30. 30. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIQuando o pronome ou a conjunção está no início ou no meio do período,normalmente a palavra é átona, chegando, por regionalismo, a ser pronunciadacomo “porqui”.Todavia, no fim do período, recebe ênfase e passa a ser forte, tônica. É por issoque, nessa posição, recebe o acento circunflexo (por quê). Também éacentuado o substantivo porquê, que, na mudança de classe gramatical, passoua ter uma tonicidade que, na forma de pronome ou conjunção, não tinha.Em resumo: recebe acento circunflexo o vocábulo tônico, quer pronomeinterrogativo no fim da frase (“Eu preciso saber por quê.”), quer substantivo(“Ele não sabe o porquê da demissão.”).Assim ,em resumo, se for: - substantivo - (o/um/este)- é junto e com acento: porquê - conjunção (explicativa ou causal), é junto, sem acento – porque. - pronome relativo (que) acompanhado de preposição (por) - é separado e pode ser substituído por “pelo qual” e flexões: “Há muitas razões por que [pelas quais] tanta gente presta concurso público.” – por que. - preposição + pronome interrogativo (em pergunta direta ou indireta), ele é separado e apresenta a idéia de “por qual motivo / por qual razão”: “Não sei por que você não veio.” / “Por que você não veio?” / “Você não veio por quê?” (recebeu acento por ser tônico) – por que. Usa-se essa forma também como complemento de expressões como eis, daí e em outras em que esteja implícita a palavra “motivo” – “Eis por que (motivo) eu não irei à festa.” / “Estive doente, daí por que (motivo) não fui à festa.” / “Não há por que (motivo) você se aborrecer comigo.”.Vamos, agora, analisar as opções.A) O pronome relativo que substitui o substantivo “perigos”, enquanto que aconstrução exige a preposição por: “Nós passamos por perigos”. Como é umapreposição + pronome relativo, escrevem-se separadamente: Os perigos porque passamos.B) Cuidado com a pegadinha! O “porque” não é um pronome interrogativo queforme uma oração interrogativa. Essa ordem da oração nos leva a imaginar isso!Na verdade, colocando na ordem direta, a oração interrogativa seria: “Vocêtambém vai ficar (calado) porque todos vão ficar calados?”.Ou seja, em virtude de/ pela razão de / pelo motivo de todos ficaremcalados, você também ficará? Esse “porque” é uma conjunção causal, devendoser grafada assim: porque. Por isso, está certa a grafia desse vocábulo.Realmente, essa questão foi muito maldosa! www.pontodosconcursos.com.br 30
  31. 31. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIC) Agora, esse “porquê” é um substantivo. Prova disso é que está acompanhadode um artigo indefinido: um porquê. Assim, deve ser grafado com acento e tudojunto: porquê.D) Nessa oração, está subentendida a palavra “motivo”: “Sem saber por que(motivo), todos ficaram atônitos”. Nesse caso, trata-se de uma preposiçãoacompanhada de um pronome interrogativo, devendo ter a grafia separada –por que. Como o pronome está no fim da oração, recebe também um acentocircunflexo por ser tônico: Sem saber por quê, todos ficaram atônitos.E) Temos, aí, uma pergunta. Por isso, o vocábulo deve ser separado, mantendoo acento por ser tônico: Eles não se manifestaram, por quê?Resolva, agora, a próxima, para fixar esses conceitos.13 – BA) A segunda oração apresenta o motivo pelo qual o sujeito da primeira oraçãonão saiu. Essa é uma conjunção causal, devendo ser grafada como uma únicapalavra: Não saiu porque chovia causa: chovia / conseqüência: não saiu.É muito tênue a linha divisória entre oração subordinada causal e a oraçãocoordenada explicativa.Usando o exemplo acima, note a diferença entre estas duas orações: Não saiu porque chovia. (causal) Não saia, porque está chovendo. (explicativa)Algumas dicas, colhidas aqui e ali, podem ajudar na classificação da oração.Compilei-as aqui e vamos analisá-las, uma a uma: I - na oração explicativa, normalmente há uma pausa, marcada no texto por uma vírgula antes da conjunção (como se observa no segundo exemplo); no entanto, se a oração principal for extensa, também é possível o emprego da vírgula antes da conjunção causal (ou seja, essa dica não ajuda muito...); II - após orações no imperativo, as orações são explicativas (como aconteceu na segunda oração): “Não venha, pois não estarei sozinha.” (Essa dica funciona mesmo!); III - enquanto a oração coordenada explicativa é independente da oração assindética (até mesmo por ser coordenada), a oração subordinada causal exerce a função sintática de adjunto adverbial na oração principal (Esse é o conceito e, por isso, foi mencionado. No fundo, não ajuda muito.); IV - se for possível a troca do “porque” pelo “que”, a oração é explicativa. Comparemos: “Não saiu porque estava chovendo.” – não posso substituir pelo que = é causal. / “Não saia, porque está chovendo.” – posso substituir pelo que (“Não saia, que está chovendo”) é explicativa. (Essa dica merece nota 7 – muitas vezes funciona mas pode furar...).Na próxima aula, voltaremos a analisar essa diferença.Por ora, com a aplicação do método IV, confirmamos o valor causal da oração.Não seria possível a troca do “porque” pelo “que”. www.pontodosconcursos.com.br 31
  32. 32. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEsse “porque” é, portanto, causal.Voltemos às demais opções.B) Está CORRETA a construção. Note que está subentendida a palavra “motivo”:Não sei por que (motivo) brigamos.Assim, escreve-se separadamente.C) Mais uma vez, temos uma conjunção causal. Na segunda oração, apresenta-se o motivo de não ter respondido (oração principal): Respondi porque tinhacerteza. Assim, a palavra deve ser escrita juntinha – porque.D) Essa é uma oração interrogativa direta, devendo estar separado: Por quevocê não correu?14 – CEssa é para encerrar essa série de “porquês”.Veja como o examinador exige que o candidato conheça o motivo da grafia, enão saia por aí decorando listas sem sentido.Temos uma pergunta indireta, em que está subentendida a palavra “motivo” ou“razão”. Assim, devemos escrever separadamente: Perguntei por que(motivo/razão) ele não tocava mais piano.15 - CEnquanto que as sugestões das opções a, b, d e e são conjunções alternativasou comparativas, a conjunção “conquanto” é concessiva (equivalente a“embora”, “apesar de”), o que prejudicaria a coesão textual.16 – DNão dá certo decorar – é preciso entender. Veja os diversos valores daconjunção como.Em “O brasileiro é como eu ou você”, o “como” tem valor comparativo.Já no período em destaque, poderia ser substituída pela conjunção “conforme”:“Conforme demonstrou um programa para auxiliar famílias pobres do interior”.Assim, apresenta noção de conformidade – opção d.Veja, agora, a questão seguinte.17 – AAgora, esse mesmo vocábulo apresenta a seguinte idéia: “Porque sempre tivemuito interesse em estudar a América Latina [por esse motivo], fui ficando”O valor da conjunção como é de causa, motivo, razão – conjunção causal. www.pontodosconcursos.com.br 32
  33. 33. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINote a relação de causa e conseqüência entre as duas orações:Causa sempre tive muito interesse em estudar a América LatinaConseqüência fui ficando18 – D“Posto que” é uma das “cabeludas”. Ela é equivalente a “ainda que”, “embora”,“mesmo que”.Esta locução conjuntiva não pode ser usada no sentido de porque, visto que, ouseja, não atribui valor de causa, mas de concessão (idéia contrária).A banca examinadora explorou exatamente essa forma que, na linguagemcoloquial, tornou-se comum, sem obter abono da norma culta.Trate logo de sublinhar essa expressão em seu material e guardar na memória –posto que equivale a embora.As demais atribuem à segunda oração um valor consecutivo:CAUSA CONJUNÇÃO CONSEQÜÊNCIA de modo que A região ostentaFormação de um tal que índices decinturão de desenvolvimentomiséria tanto que humano de sorte que desesperadores19 - DA idéia entre as duas orações é contrária. Deve-se usar, portanto, umaconjunção adversativa ou concessiva. Por isso, foi corretamente usada aconjunção conquanto.Ela é parecida com a que vimos anteriormente: porquanto (questão 11)As duas são raramente usadas e poderiam levar a alguma confusão.Então, seus problemas acabaram!!!!Vamos traçar um paralelo entre elas (que são parecidas) para guardar seussignificados:Porquanto – por causa de (causal ou explicativa)Conquanto – concessivaGostou do método de memorização? Ah, não... então, invente o seu!Voltando à análise da questão.O enunciado exige que se observe, também, a correção gramatical da proposta.Estão incorretas as demais sugestões pelos motivos que se seguem. www.pontodosconcursos.com.br 33
  34. 34. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (A) A conjunção “dado que” atribui um valor causal à oração (uma vez que, por causa de), quando o que se busca é um valor concessivo ou adverso. (B) O erro não está na conjunção, mas na flexão do verbo “tratar” que, acompanhado do pronome “se”, forma sujeito indeterminado: “embora se trate da mesma espécie”. (C) Além de ser inapropriado o emprego de “haja vista que” (cujo valor é causal), houve um erro ao acrescentar uma preposição “de” à expressão (haja vista de que ?!?!). (E) A conjunção “posto que”, corretamente utilizada por ter caráter concessivo, exige que o verbo seja conjugado no subjuntivo (“posto que sejamos todos da mesma espécie”). Acertou na conjunção (concessiva), mas errou na conjugação verbal.20 - DEssa questão envolvia diversos assuntos: vocabulário, emprego de pronomes,preposição, conjunção.Enquanto ‘epopéia’ traz somente a idéia de uma luta, ‘odisséia’ indica uma sériede dificuldades bem mais complexas do que em uma simples luta. Está correta,portanto, essa afirmação da letra d.As incorreções das demais opções são:a) Em “sugere-nos”, o pronome exerce a função sintática de objeto indireto.Para a análise, não adianta a troca do pronome nos por “a nós”, uma vez queos pronomes ele(s), ela(s), nós e vós, quando oblíquos, são obrigatoriamenteprecedidos de preposição. Há duas formas de se comprovar a função direta ouindireta dos pronomes me, te, se, nos e vos – trocar o pronome pelo nome(por exemplo: “sugere ao analista incontáveis abordagens da ética”) ou análiseda regência do verbo (sugerir alguma coisa a alguém). Assim, verificamos que afunção sintática é de objeto indireto.Já o pronome “se” em “narram-se também feitos de abnegação” é apassivador –o verbo narrar é transitivo direto, existe a idéia passiva (feitos são narrados) eestá acompanhado do pronome “se”. Portanto, a afirmação está incorreta.b) Não existe a conjunção “à medida em que”; existem as conjunções “àmedida que” (proporcional) e “na medida em que” (causal).c) A preposição “com”, na passagem, equivale a “a partir de” – origem: “novasfacetas surgem com a/a partir da metamorfose do espírito humano e suavariedade quase infinita de ações.”.e) Se houvesse a troca da preposição de pela preposição entre, seria necessáriaa retirada da preposição de antes de “paixões mesquinhas” – “representam oconfronto entre ideais nobres e de paixões mesquinhas”. Como a opção indicanão ser necessária mais nenhuma alteração, está incorreta a proposição.Cuidado em questões como essa. Para que a troca de um elemento por outroseja válida, a banca deve indicar, também, as demais alterações necessáriaspara que a substituição não incorra em erros gramaticais. www.pontodosconcursos.com.br 34
  35. 35. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI21 - Item CORRETO.Para facilitar a memorização, sugerimos a forma porquanto = por causa. Sóque essa conjunção também pode apresentar valor explicativo.Este item está correto, pois a conjunção porquanto, seja com valor causal ouexplicativo, é equivalente à conjunção porque.22 - CTodas as opções são válidas, por estarem adequadamente grafadas eempregadas, exceto a que apresenta o advérbio tampouco, que equivale a“também não” ou “muito menos”. Foi empregado com erro na grafia. “Tão pouco”, combinação do advérbio de intensidade (tão) com o (também)advérbio “pouco”, remete à idéia de “pequena quantidade” – “Nunca comi tãopouco!” ou “Tenho tão pouco interesse em assistir ao ‘Big Brother’ que prefiroestudar Português!”.Não é aceita pela norma culta a colocação da conjunção nem (que significa “enão”) antes desse advérbio (“nem tampouco”), por este já apresentar valor denegação (também não).Vamos aproveitar a “deixa” para tratar de algumas palavras especiais, quepodem ser classificadas como advérbios de intensidade, adjetivos ou pronomesindefinidos: bastante, pouco e muito.O que irá nos auxiliar na identificação da classe gramatical é o conceitoapresentado na aula de apresentação – se são variáveis ou invariáveis.Como vimos, os advérbios são palavras invariáveis, enquanto que osadjetivos e os pronomes se flexionam em gênero e/ou número.Veja só: ADVÉRBIO ADJETIVO PRON.INDEF. (invariável) (variável) (variável)POUCO Você tem estudado Não se aborreça com Tenho poucos livros pouco. essa coisa pouca desse assunto (em (pequena). quantidade pequena)BASTANTE Você tem estudado Tenho livros Tenho bastantes bastante. bastantes (que livros (em grande bastam / suficientes) quantidade).MUITO Você tem estudado - Tenho muitos livros. muito.23 - CNo terceiro período do texto, informa-se que “o Banco Central, para combater ainflação, vem elevando seguidamente a taxa básica” de juros. Na oraçãoseguinte, iniciada pela lacuna (c), afirma-se que os juros altos não estão freandoa inflação. www.pontodosconcursos.com.br 35
  36. 36. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEssas duas afirmações situam-se em campos semânticos opostos: O BC AUMENTA JUROS PARA OS JUROS ALTOS NÃO ESTÃO ≠ FREAR A INFLAÇÃO FREANDO A INFLAÇÃOPor isso, deve-se empregar uma conjunção adversativa, como “entretanto”. Asugestão apresentada na opção c está CORRETA.As demais opções estão incorretas.a) Nessa lacuna, deve-se empregar uma conjunção de valor adversativo(entretanto, todavia, contudo), e não a locução adverbial “haja vista”, quecorresponde a “considerando, tendo em vista”. Sobre a flexão desta expressão,lembramos que o vocábulo “vista” permanece invariável, enquanto que o verbopode ficar no singular (acompanhado ou não de preposição) ou concordar com otermo subseqüente (“Haja vista os resultados / Haja vista aos resultados /Hajam vista os resultados”).b) A oração iniciada por esta lacuna irá apresentar uma explicação para aafirmação presente no período anterior (“um desses motores está ausente”). Porisso, não pode ser empregada a conjunção “apesar de” – concessiva. Deve-seoptar por uma conjunção explicativa: em virtude disso, por isso, assim.d) O emprego da conjunção “embora”, além de causar erro na flexão verbal doverbo ser – “Embora o ganho (...) é pequeno” (correto = seja), prejudicaria acoesão textual em virtude da ausência de uma oração principal. O maisapropriado seria empregar expressões como “além disso”, “ademais”, de formaa introduzirem informações adicionais à passagem anterior.e) Não existe a conjunção “tão pouco” (DE NOVO!!!!), mas o advérbio“tampouco” que equivale a “muito menos”, “menos ainda”, impróprio para apassagem.24 - DAs conjunções embora e apesar de, a despeito de estarem situadas no mesmocampo semântico, levam o verbo a conjugações distintas. Enquanto que aconjunção ‘apesar de’ exige o verbo no infinitivo (sermos), a conjunção‘embora’ leva a flexão verbal ao subjuntivo (sejamos).Provocou-se, portanto, erro de natureza gramatical (conjugação verbal) oemprego da conjunção “embora”.Em relação às demais opções:a) O valor da conjunção é verificado na construção. No primeiro período dotexto, a idéia adversativa (que tanto pode ser apresentada pela conjunção equanto pela mas) reside na oposição entre os adjetivos “grande” e“diversificado” (adjetivos favoráveis ao Brasil) e o fato desfavorável de ser“uma promessa que parece nunca se realizar”. Assim, essa conjunção e temvalor adversativo, como em: “Ela queria que eu fosse e eu não fui (= mas eunão fui)”. Logo, qualquer das duas conjunções poderia ser empregada nessalacuna.b) Na segunda lacuna, as duas opções empregam valor adversativo ao período:entretanto / mas. www.pontodosconcursos.com.br 36
  37. 37. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIc) Na terceira, justifica-se o pouco engajamento do cidadão ao fato de ele nãoavaliar os programas e as ações dos políticos (como essa questão é atual, não émesmo???) e, com isso, elege-os de acordo com sua popularidade. Assim, tantopode ser usada a conjunção já que como pois.d) Apesar a importância do país na economia mundial, nós, brasileiros, sempresofremos decepções (nem me fale nisso...). Esse valor adversativo tanto podeser apresentado pela conjunção “embora” quanto pela apesar de. O problemafoi de conjugação verbal. Já vimos que este item está INCORRETO.e) No último período, pode-se apresentar uma conclusão, com o emprego daconjunção “portanto” ou estabelecer uma idéia contrária ao fato de ser um paístão importante, a partir do emprego da conjunção “contudo”. As duasconjunções seriam válidas.Bons estudos e até a próxima! www.pontodosconcursos.com.br 37

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