GÊNERO TEXTUAL: CHARGE

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GÊNERO TEXTUAL: CHARGE

  1. 1. GÊNERO TEXTUAL: CHARGE
  2. 2. Charge de Henfil
  3. 3. ATIVIDADE: Que tipo de crítica faz a charge escolhida por você? Qual é o assunto da charge? Que informação você precisa ter para entendê-la? Você concorda com a imagem e com o que está escrito na charge? Justifique a sua resposta.
  4. 4. Charge é um tipo especial de cartum (maneira de emitir opinião sobre os acontecimentos do dia-a-dia). Tem por objetivo a crítica humorística de um fato político. Por isso, para poder compreender a charge, é necessário conhecer o assunto a que ele se refere. As características físicas das pessoas representadas são quase sempre exageradas para despertar o humor. Chargistas e caricaturistas influenciaram na história e na luta pela liberdade de expressão, no Brasil, e participaram ativamente na luta contra a ditadura e, muitos deles, até hoje, retratam a política do país.
  5. 5. Hoje, as charges estão presentes nos principais diários, ilustrando jornais e revistas, fazendo sátiras sociais revestidas de cunho político, irreverência e bom humor. Mas nem sempre foi assim. A história das ilustrações no Brasil se confunde com a história da luta pela liberdade de expressão. Com instalação da censura prévia aos meios de comunicação, no regime militar nas décadas de 60 e 70, surgiu à chamada imprensa alternativa, trazendo referências como a revista Pif Paf lançada por Millôr Fernandes, e o Jornal O Pasquim que foi o celeiro dos melhores chargistas e ilustradores do Brasil, na busca pela liberdade de expressão.
  6. 6. Mesmo sobre forte censura, nada escapava aos traços de chargistas como Jaguar, Ivan Lessa, Ziraldo, Millôr e Henfil, que como forma de resistência  retratavam a realidade da época, dando voz ao povo através de seus trabalhos também cobrando mais participações. Após a abertura, passado o clima de guerrilha, surgiram outros nomes como Angeli, Glauco, Laerte e os irmãos Caruso , que apostavam na crítica pró-democracia, retratando uma nova sociedade que começava a se formar. Então as charges voltaram-se para os tipos urbanos, apostando na contra-cultura, um estilo que permanece até os dias de hoje.
  7. 7. Assim as charges tiveram papel fundamental na luta contra a repressão, e ainda hoje atuam na sociedade de forma participativa nas questões políticas e sociais, desenvolvendo o questionamento e a crítica com muito humor. Mas as charges além de privilegiar o humor e a sátira política, abordam temas atuais, mostram as preocupações do país e do mundo oferecendo ao leitor elementos de fácil  identificação e reconhecimento, cumprindo seu papel social garantindo algum espaço a opinião e a liberdade de expressão. O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, mais conhecido como Jaguar, foi um dos fundadores do jornal mais influente na oposição ao regime militar, batizado por ele de O Pasquim. Junto com Ivan Lessa, Jaguar publicava suas tiras com ratinho Sig , dando uma injeção de humor nas situações cotidianas absurdas, ironizando os chavões, criando frases de efeito em tiras hilárias, que mais tarde foram imortalizadas com publicação da série “Lugares in-comuns”.
  8. 8. Ziraldo, que é um dos mais consagrados ilustradores brasileiros, conhecido por suas obras infantis, também era um dos militantes a favor da livre expressão. Participou da fundação do Pasquim e com seus personagens Jeremias, o Bom, a Supermãe e Mineirinho, trabalhou intensamente na resistência à repressão, chegando ficar preso por dois meses. No ano de 2001, na tentativa de reviver O Pasquim dos anos 60, Ziraldo lançou o Pasquim 21 , que deixou de ser publicado em 2004. O escritor, tradutor e cartunista Millôr Fernandes, que era responsável pela revista Pif Paf marco da imprensa alternativa no Brasil, também participou da fundação do jornal O Pasquim. Com um humor sarcástico e provocações explícitas ao regime militar, não só nas charges mais também em seus textos e peças. Millôr foi um dos maiores questionadores do esquema repressor que dominava o país naquela época. Hoje, Millôr é um dos mais consagrados escritores brasileiros.
  9. 9. Henfil ou Henrique de Sousa Filho, era cartunista e quadrinhista, se destacou por sua forte atuação nos movimentos políticos e sociais na luta pelo fim do regime ditatorial. Com seu estilo inconfundível, suas charges traziam personagens tipicamente brasileiros e eram marcadas pela crítica e sátira política. Trabalhou nas revistas  Alterosa, Realidade, Visão, Placar e O Cruzeiro, tornou-se conhecido a partir de 1969, quando passou a colaborar no jornal O pasquim. Seus principais personagens foram os Fradins, Pó de Arroz, Zeferino, Orelhão, Bode Orelana, Graúna, Cabôco Mamadô, Urubu, Bacalhau e Ubaldo o Paranóico.
  10. 10. Angeli, Glauco e Laerte surgiram no fim da ditadura, também fazendo oposição ao regime militar. Mas logo depois nos anos 80 deixaram de investir só na política inovando ao adotar o contexto da contra-cultura, falando sobre assuntos que até então eram tabus como sexo e drogas. Juntos fizeram as revistas Chiclete com Banana, Geraldão e Piratas do Tietê. E mesmo passado  o clima de guerrilha, hoje continuam fazendo sátiras políticas, mantendo o estilo que redefiniu o humor nos cartuns brasileiros. Leitores assíduos de O Pasquim e fãs de Ziraldo, os irmãos Caruso, surgiram no fim dos anos 60. Ficando conhecidos por suas charges que falavam sobre a situação econômica, a violência nas cidades e falta de distribuição de renda enfatizando sempre os tipos urbanos. Os chargistas, que também são músicos e escritores, ainda atuam no cenário nacional, dentro da crítica política e social.
  11. 11. Em abril de 2006 a Editora Desiderata lançou O Pasquim – Antologia 1969 – 1971, uma compilação feita por Jaguar e Sérgio Augusto de matérias e entrevistas das 150 primeiras edições do semanário. O livro foi um sucesso motivando o lançamento de um segundo volume em 2007, desta vez cobrindo o material do período entre 1972 e 1973, e depois um terceiro em 2009, cobrindo os anos de 1973 e 1974. É possível encontrar os três volumes e qualquer boa livraria da sua cidade e até mesmo em alguns Sebos. Referência Bibliográfica: http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://blogfeijoadanacional.files.wordpress.com/2009/10/charge_chicocaruso1.jpg&imgrefurl=http://blogfeijoadanacional.wordpress.com/2009/10/04/confira-hq%25E2%2580%2599s-libertarias-%25E2%2580%2593-parte-5/&usg=__IEN3wtqwMKnFxtXuxDJLyKnuZRs=&h=393&w=400&sz=19&hl=pt-BR&start=67&um=1&itbs=1&tbnid=ECoxojd0gNiXJM:&tbnh=122&tbnw=124&prev=/images%3Fq%3Dcharges%2Bem%2Bquadrinhos%26start%3D60%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26ndsp%3D20%26tbs%3Disch:1 FARACO, Carlos Emílio & MOURA. Linguagem nova. São Paulo: Ática, 2002. pp. 250, 251.

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