Tempo família

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Tempo família

  1. 2. PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA <ul><li>Se caracteriza por alternar a formação do aluno entre momentos no ambiente escolar e momentos no ambiente familiar/comunitário </li></ul>
  2. 3. Instrumentos para trabalhar em regime de alternância: A Pedagogia da Alternância, assim como todas as metodologias educacionais, é dotada de instrumentos próprios. Esses instrumentos não são usados totalmente e nem de forma igual em todos os locais podem e devem ser adaptados de acordo com a realidade de cada região. <ul><li>Plano de estudo; </li></ul><ul><li>Caderno da realidade; </li></ul><ul><li>Colocação em comum; </li></ul><ul><li>Visitas e Viagens de estudo; </li></ul><ul><li>Visitas as famílias; </li></ul><ul><li>Intervenções externas; </li></ul><ul><li>Experiências; </li></ul>
  3. 4. Plano de Estudo <ul><li>É uma pesquisa sobre um tema da vida real (aspectos econômicos, sociais, políticos, religiosos e culturais) escolhido previamente pelos alunos (as) e professores. A realização desta pesquisa é feita ao final da sessão na escola, onde os próprios alunos (as) participam da elaboração do roteiro da pesquisa e os professores colaboram na sistematização da mesma. O PE deve ser desenvolvido durante a alternância em casa com a família, lideranças da comunidade ou profissionais do meio para ser colocado em comum na sessão seguinte na escola, de acordo com o planejamento. Na realidade são os fatores norteadores da educação onde se observa o valor das famílias e das comunidades, é a partir do PE que as disciplinas são desenvolvidas na escola, ou seja, a educação segue a realidade onde os alunos (as) estão inseridos. </li></ul>
  4. 5. Colocação em Comum <ul><li>É uma estratégia de socialização da pesquisa do PE, na qual ocorre debate, problematizações, perguntas, síntese do conhecimento de cada aluno (a) no conhecimento do grupo, é neste momento que os alunos (as) conseguem expor seus problemas, suas dificuldades, os anseios e as soluções, que às vezes estão mais simples que parecem ser este momento deve ser metodológico de forma que não fique nada para traz, tudo deve ser discutido, analisado e compartilhado. A metodologia da Colocação em Comum depende muito da criatividade dos professores e das possibilidades de cada tema. Devem-se utilizar técnicas e dinâmicas para motivar os (as) alunos (as) e tornar sempre significativo o tema em questão, pode-se usar de vários artifícios para esta prática como teatro, desenhos, cartazes, como dissemos o professor deve ser o apoio para esta atividade. </li></ul>
  5. 6. Caderno da Realidade <ul><li>É onde o jovem registra e anota as suas reflexões, os estudos e aprofundamentos. É a sistematização racional da reflexão e ação provocada pelo PE. É o lugar onde fica ordenada boa parte das experiências educativas acontecidas. A união do PE e CR permite ver, julgar e agir dentro da realidade de hoje é um treinamento de expressão oral e escrita, ajuda a analisar e sistematizar e serve de união da ação à reflexão e desta à ação. O CR é ainda um documento que mostra a historia do aluno (a). Através dele os pais ficam por dentro dos acontecimentos que estão acontecendo na escola, podendo assim contribuir com sugestões e conselhos. Este material acompanha o aluno dentro e fora da sala de aula. </li></ul>
  6. 7. Visitas e Viagens de Estudo <ul><li>São atividades constantes organizadas a partir de cada tema do PE. Objetiva levar o (a) jovem a confrontar o conhecimento de cada um e da família com os conhecimentos dos outros, sobre o PE em questão, por exemplo: associações e cooperativas de pequenos produtores, granjas, apicultura, suinocultura, pomar, inseminação artificial, propriedades agrícolas onde o uso da terra é feito de forma alternativa e ecológica. Com estas visitas os jovens têm a oportunidade de viajar, ver realidades impares para a reflexão de sua vida, nesta podem ver na prática os sonhos que estão incutidos no interior de suas mentes, vendo o funcionamento das atividades, cresce o prazer de viver no campo de forma diferente, produtiva, organizada e sem medo. Em cada viagem constroem-se amizades e laços de intercâmbio para si e para a sua comunidade. O ato de ver facilita em muito a aprendizagem. </li></ul>
  7. 8. Visitas às Famílias <ul><li>Quando o aluno está em seu meio familiar, recebe a visita dos professores. A espontaneidade desse momento é fruto de uma troca de idéias, sobre questões sócio-pedagógicas e técnicas agropecuárias, ligadas diretamente ao meio familiar e escolar do jovem. A Visita à Família é mais um instrumento para integrar os espaços e os tempos diferentes - ESCOLA e a FAMÍLIA. Devidamente planejadas pelos professores com seus respectivos objetivos, e realizados de forma sistematizada a cada semana. </li></ul>
  8. 9. Objetivo <ul><li>- Conhecer a realidade do aluno e o seu meio para aprofundar, nos problemas de ordem socioeconômica e suas influências sobre os jovens, tanto no âmbito comportamental quanto no âmbito das capacidades de aprendizagem; - Acompanhar as pesquisas, leituras, exercícios de fixação de aprendizagem, atividades de retorno, experiências e práticas dos alunos; - Conscientizar as famílias sobre o seu papel na educação dos filhos e co-atores da alternância bem como da importância da participação no programa. - As visitas nas famílias permitem uma avaliação de todo o processo educativo: pedagógico, social, técnico, profissional, intelectual, humano, comunitário e ético espiritual. </li></ul>
  9. 10. Intervenções Externas <ul><li>As intervenções externas ou palestras acontecem como meios de aprofundamento dos temas do Plano de Estudo após a colocação em comum. O eixo da formação são os temas contextualizados que dão o verdadeiro sentido aos conteúdos estudados. As aulas só devem acontecer a partir da síntese do PE, após a colocação em comum. Mesmo que seja difícil, os professores devem, na medida do possível, fazer a ligação dos conteúdos vivenciados com os conteúdos oficiais. A partir dos temas do PE são realizados alguns cursos durante o ano para aprofundar algum tema como, por exemplo: gado leiteiro, um curso sobre derivados do leite, saúde alternativa e outros. Para a realização das Intervenções conta-se com pessoas e entidades públicas e privadas que colaboram voluntariamente com este processo educativo. Observando que essa intervenção acontece em horário de aulas, já que tem objetivo de completar o tema do PE. </li></ul>
  10. 11. Experiências <ul><li>A experiência consiste na realização de uma pesquisa, ou de uma demonstração mais complexa. Exige preparação e acompanhamento dentro de critérios técnicos para se obter os resultados esperados. Por exemplo: provar que o plantio de mandioca com um determinado espaçamento e preparo do solo poderá produzir mais e render mais lucro; as experiências são realizadas tanto na escola quanto em casa ou nas comunidades. </li></ul>
  11. 12. Este método está implícito na proposta de Jean Piaget, “fazer pra compreender”, ou seja, primeiro praticar, para depois teorizar sobre a prática
  12. 13. <ul><li>O princípio é que a vida ensina mais que a escola, por isso, o centro do processo ensino-aprendizagem é o aluno e a sua realidade. A experiência sócio-profissional se torna ponto de partida no processo de ensinar e, também, ponto de chegada, pois o método da alternância constitui-se no tripé ação – reflexão – ação – ou prática – teoria – prática. A teoria está sempre em função de melhorar a qualidade de vida. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>O educador é peça fundamental, pois ele é o que anima e incentiva, provoca os processos formativos numa lógica da construção do conhecimento. Além das aulas acompanham os alunos na sala e nos projetos produtivos junto as suas famílias. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>Neste modelo de educação acontece um impacto positivo no desenvolvimento sustentável e solidário do campo com o fortalecimento da agricultura familiar e manejo agroecológico, além da elevação da auto-estima dos jovens e de suas famílias, havendo o resgate e valorização da cultura do homem do campo e expansão e adaptação da proposta nas distintas realidades brasileira. </li></ul>
  15. 16. Josicleia de Oliveira Sousa Supervisora do Programa Projovem Campo Saberes da Terra - DRET Cleia_toc@hotmail.com 3471-7012 9236-8922

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