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MODELO DE PROPOSTA PARA TRABALHO PEDAGÓGICO


COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA




                               Proposta Pedagógica apresentada a U.E
                               – unidade escolar como requisito
                               básico para exercer a função de
                               coordenador pedagógico.
                               Professor : Elicio Gomes Lima




              SÃO PAULO – MAIO
                    2003
APRESENTAÇÃO




       Essa proposta é um instrumento de trabalho que foi constituído em função de
um referencial comum – aprendizagem humana articulada ao processo do
desenvolvimento do conhecimento produzido na educação formal (escola).
       Neste sentido, a escola nas suas múltiplas dimensões age como mediadora do
planejamento da aprendizagem, exercendo um papel de fundamental importância na
organização dos trabalhos desenvolvidos por indivíduos que a compõem.
       Como mediadora do processo ensino-aprendizagem sistematizado a escola
desenvolve diversas atividades (ações) através dos mais variados agentes para
viabilizar meios para alcançar esse objetivo, para resolver seus problemas e para
administrar seus conflitos de natureza político-pedagógico.


Agentes que fazem parte da escola:


       O universo escolar é compartilhado por uma pluralidade de sujeitos que
interagem convergindo, divergindo e confrontando suas ações e opiniões, esses
sujeitos são: alunos, funcionários, professores, diretores, supervisores, coordenadores
pedagógicos, como também Delegacia de ensino e órgãos centrais como as
secretárias de educação em âmbito Municipal, Estadual e Federal. Além disso, pais e
comunidades estão inseridos nesse universo da educação.
       Dessa forma, a escola é uma organização permeada por contradições,
conflitos, possibilidades e por interesses circunstancias.
       No entanto, nessa relação de contrários se estabelece o bom censo que assume
um caráter intencional e sistemático capaz de promover a educação no processo de
escolarização exigido pela sociedade através de uma multiplicidade de agências
sociais que perfazem o sistema escolar compreendido com uma rede de escolas e sua
estruturação de sustentação.
Dentro dessa estrutura de sustentação que é o sistema escolar, as unidades
escolares são micro-cosmos dotadas de necessidades, conflitos e singularidade.
       Vista a compreender as vivências e experiências que operam no interior das
unidades escolares diagnosticamos pontos críticos do processo ensino-aprendizagem,
que levam a elaborar análise própria de cada realidade e possibilita realizar atividades
operadoras de mudanças e/ou permanências nas unidades escolares. Vejamos:




Diagnóstico dos pontos críticos do processo ensino-aprendizagem


- Indisciplina, violência e falta de segurança nas escolas;
- Baixa freqüência por parte de alguns alunos – excesso de faltas;
- Baixo índice de alfabetização;
- Repetência em menor grau;
- Evasão escolar;
- Destruição do patrimônio público – escola;
- Falta de interesse individual e coletivo;
- Material didático escasso e/ou inexistente;
- Falta de laboratórios, bibliotecas, videotecas, salas de leituras e informática;
- Pais ausentes dos problemas escolares dos filhos – não participam;
- Comunidade não interage participando efetivamente de eventos na escola;
- Informações desencontradas e objetivos não definidos claramente;
- Corpo integrante na totalidade não assume compromisso com a escola;
- Apatia e dispersão nos grupos docentes limitando-se a atuar na sala de aula;
- Falta de clareza nos objetivos e projetos político pedagógico;
- Inversão de papéis em relação à hierarquia causando insubordinação;
- Indisciplina em relação a horários e normas estabelecidas no regimento escolar;
- Não há programas para desenvolver trabalhos a nível interdisciplinar e projetos;
- Distância entre a comunidade e as atividades da escola – não há integração;
- Formação inadequada, ineficiente causando o despreparo de professores;
- Ambiente físico muitas vezes não comporta a alunada – pátios, quadras;
- Avaliação como método punitivo;
- Avaliação compartimentada e conteúdista descolada da totalidade do sujeito;
- Ignoram e/ou desprezam as realidades e experiências do cotidiano do aluno;
- São pouco exploradas as potencialidades criadoras como: músicas, peças teatrais,
trabalhos de campo, eventos esportivos, etc...;


       Com base no diagnóstico dos pontos críticos e partindo do pressuposto que as
unidades escolares são microcosmos com realidades próprias, estás devem construir
em uma elaboração que integre suas múltiplas dimensões uma proposta político
pedagógica que atenda suas reais necessidades temporal.
       Portanto, essa proposta para Coordenação Pedagógica tem como caminho
principal (objetivo) promover o crescimento educacional, político e ético para
interferir de forma interativa, dialogal e consciente nas realidades sociais que
vinculam a organização do trabalho político pedagógico entre a unidade escolar e a
comunidade, construindo assim, a cidadania como está expressa na constituição.
       E para desenvolvermos nossa proposta com a direção, com os alunos, com o
corpo docente, com os funcionários e com a comunidade circundante, trabalharemos
com diversas capacitações tendo como metodologia a pedagogia de projetos.




                                 OBJETIVOS GERAIS




- Proporcionar espaço para o diálogo, investigação, reflexão e desenvolvimento de
pensamento crítico valorizando o desenvolvimento de cada um e do coletivo;



- Oportunizar a construção da autonomia, da cooperação, da interdisciplinaridade e
instrumentalizar o coletivo para trabalhar temas transversais;



- Fomentar a construção de valores éticos, afetivos, espirituais e o compromisso de
cada um com a educação vivenciando a solidariedade e a justiça social;
-    Propiciar a integração entre direção, corpo docente, alunos, funcionários,

atividades sociais que envolvam a comunidade, o meio ambiente, como também
estimular eventos sociais e trabalhos em equipe;



-   Diagnosticar causas de baixa freqüência por parte de alguns alunos, índice de

repetências e de evasão escolar, dessa forma buscar meios para resolver o problema;



-   Contribuir para a formação e para o desenvolvimento do professor organizando

cursos, palestras e treinamentos como ferramenta de trabalho para facilitar o
desenvolvimento de capacitação como: método de ensino, domínio do conteúdo
programático, planejamento anual, método de avaliação, uso da informática como
ferramenta pedagógica, elaboração de projetos, etc....;



-   Enfim, zelar pela qualidade do ensino e acompanhar o rendimento escolar dos

alunos, indicando os meios para recuperações, adaptações, reclassificações e
selecionar com o grupo estratégias e recursos didáticos que requeiram a participação
pedagógica, bem com avaliar os resultados e aproveitamento dos objetivos propostos;




Meios e acompanhamentos


       Concebemos a educação enquanto processo contínuo, ininterrupto e o
processo de aprendizagem como construção de conhecimentos, através da interação.
       Portanto, para atingirmos os objetivos propostos, a coordenação pedagógica
realizará acompanhamentos e avaliações dos resultados obtidos, não se fechando a
um único referencial, mas aproveitando as diferentes contribuições construídas no
confronto de idéias, das trocas de experiências e da interação de professores com a
sala de aula como principais interlocutores e estimuladores da autonomia dos sujeitos.
       Isso, exigirá que o professor- coordenador pedagógico atue no gerenciamento
da proposta, ofereça suportes e forneça orientações as duvídas e as dificuldades
enfrentadas no desenvolvimento das atividades que buscam resultados positivos.
       Assim, compreendida as funções do professor- Coordenador pedagógico pelo
corpo docente, nos encontros semanais de trabalhos (HTPCs) pedagógicos, que se
constituem em práticas que chegam a sala de aula utilizaremos recursos como:



-   Leitura e discussão de texto de cunho pedagógico, bem como análise e

interpretação dos principais documentos que estruturam o sistema político de
educação no Brasil e que consistem a atividade sistematizadora da educação –
Constituição - Leis de Diretrizes e Bases – Parâmetros Curriculares Nacionais – etc..;



- Propostas de estratégias e ações adaptando-se permanentemente o projeto político
pedagógico da escola as necessidades sociais, políticas, econômicas e motivações dos
docentes e dicentes, como também as necessidades da comunidade circundante –
Flexibilidades;

-   Transmissão de informações da parte da direção no sentido de promover a

melhoria na unidade escolar ou resolver problemas latentes;



-   trabalharmos na elaboração de projetos, eventos e vídeos que promovam o

enriquecimento cultural dos indivíduos e do coletivo;
-   Promovermos meios e organizar trabalhos para avaliação de resultados obtidos

pelo corpo docente, bem como a participação da direção e dos funcionários, cada um
na atribuição de suas funções e na cooperação com o grupo;



- Desenvolvermos cursos, palestras, dinâmicas, jogos, eventos, confraternizações e
troca de informações entre a direção, corpo docente e funcionários, interferindo para
a unidade escolar funcionar como uma engrenagem, sincronizada e movimentando no
mesmo     sentido, respeitando as diferenças pela valorização profissional num
ambiente de trabalho saudável e de qualidade;


         Enfim,    a    coordenação     pedagógica     visará    primordialmente     o
acompanhamento do processo ensino-aprendizagem e o das ações que foram
planejadas para alcançar os objetivos para a melhoria do fazer pedagógico.
        Além disso, promover as competências e habilidades através de um
referencial teórico-prático, para garantir o respeito à pluralidade cultural, político,
étnico e religioso, para que todos possam exercer plenamente sua liberdade de
opinião, tentando minimizar as diferenças, os conflitos para estimular o trabalho em
equipes e para atingirmos êxito no processo ensino-aprendizagem, contribuindo na
formação de sujeitos enquanto cidadãos.


        Agradecimentos: À todos Aqueles que participaram da análise desta
proposta e espero que a mesma tenha atendido a nossas expectativas.
REFERENCIAL BIBLIOGRAFIA 1




ALVES, Nilda org. O sentido da escola. 2ª ed. – Rio de Janeiro: DP&A, 2000


GADOTTI, Moacir. Organização do trabalho na escola. São Paulo: Àtica, 1993


HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação – os projetos de
trabalho; trad. Jussara Haubert Rodrigues. – Porto Alegre: Art MED, 1998.


MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o
pensamento; trad. Eloá Jacobina. – 6ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.


                 . Os sete saberes necessários à educação do futuro; trad. Catarina
Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawwaya. – 5ª ed. – São Paulo: Cortez; 2002.


SOUSA, Paulo Nathanael Pereira de. Como entender e aplicar a nova LDB. – São
Paulo: Pioneira, 1997.


B823p Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. - Parâmetros curriculares
nacionais : terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais / Secretaria
de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1998.
REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO 2

BENJAMIN, Walter. Infância em Berlim por Volta de 1900. Obras escolhidas II. Rua de Mão única.
2.º ed. São Paulo. , pp 73-142. Brasiliense, 1985.

FARACO, C. Alberto e TEZZA, Cristóvão. Práticas de Textos. 8.º ed. São Paulo. Vozes,2001.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 30.º ed. São Paulo, Cortez, 1995FREIRE, Paulo.
Pedagogia do Oprimido. 12.º ed. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1983.

LIMA, Elicio Gomes. Reflexões Didáticas. São Paulo. Mimeo, 2000.

LIMA, Elicio Gomes. Breve Excurso em Thompson e Walter Benjamin. São Paulo. Mimeo.
2001.

LIMA. Elicio Gomes. Iconografia no livro didático de história: leitura e percepções de alunos do
ensino fundamental. – Pará de Minas, MG: Virtual Books, 2012. http://pt.scribd.com/doc/94199339

LIMA. Elicio Gomes. Pesquisa sobre o livro didático de história: uma introdução ao tema. – Pará de
Minas, MG: Virtual Books, 2011. http://pt.scribd.com/doc/94196969

LIMA. Elicio Gomes. Para compreender o livro didático através da história da escrita e do livro..
– Pará de Minas, MG: Virtual Books, 2012. http://pt.scribd.com/doc/94198335

LIMA. Elicio Gomes. Gestão                  Escolar:     Desafios     da    organização      e   gestão     escolar.
http://pt.scribd.com/doc/94971143

LIMA. Elicio Gomes. Para compreender o livro didático como objeto de pesquisa. Educação e
Fronteiras On-Line, Vol. 2, No 4 (2012).
http://www.periodicos.ufgd.edu.br/index.php/educação/article/view/1563

LIMA, Paulo Gomes. Formação de professores: por uma ressignificação do trabalho- Dourados, MS:
Editora da UFGD, 2010.

RIOS, Terezinha Azeredo. Ética e competência. 10.º ed. São Paulo, 2001.

THOMPSON, E. P. A miséria da teoria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1981.

VIGOTSKI, Lev Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos
psicológicos superior. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000.




Elicio gomes lima: Mestre em Educação pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas/SP. Professor convidado do
UNASP-EC – Centro Universitário Adventista de São Paulo e docente efetivo da rede pública Estadual e Municipal de São
Paulo. Contato: elicio.lima@bol.com.br.

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Modelo de proposta para trabalho pedagógico

  • 1. MODELO DE PROPOSTA PARA TRABALHO PEDAGÓGICO COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Proposta Pedagógica apresentada a U.E – unidade escolar como requisito básico para exercer a função de coordenador pedagógico. Professor : Elicio Gomes Lima SÃO PAULO – MAIO 2003
  • 2. APRESENTAÇÃO Essa proposta é um instrumento de trabalho que foi constituído em função de um referencial comum – aprendizagem humana articulada ao processo do desenvolvimento do conhecimento produzido na educação formal (escola). Neste sentido, a escola nas suas múltiplas dimensões age como mediadora do planejamento da aprendizagem, exercendo um papel de fundamental importância na organização dos trabalhos desenvolvidos por indivíduos que a compõem. Como mediadora do processo ensino-aprendizagem sistematizado a escola desenvolve diversas atividades (ações) através dos mais variados agentes para viabilizar meios para alcançar esse objetivo, para resolver seus problemas e para administrar seus conflitos de natureza político-pedagógico. Agentes que fazem parte da escola: O universo escolar é compartilhado por uma pluralidade de sujeitos que interagem convergindo, divergindo e confrontando suas ações e opiniões, esses sujeitos são: alunos, funcionários, professores, diretores, supervisores, coordenadores pedagógicos, como também Delegacia de ensino e órgãos centrais como as secretárias de educação em âmbito Municipal, Estadual e Federal. Além disso, pais e comunidades estão inseridos nesse universo da educação. Dessa forma, a escola é uma organização permeada por contradições, conflitos, possibilidades e por interesses circunstancias. No entanto, nessa relação de contrários se estabelece o bom censo que assume um caráter intencional e sistemático capaz de promover a educação no processo de escolarização exigido pela sociedade através de uma multiplicidade de agências sociais que perfazem o sistema escolar compreendido com uma rede de escolas e sua estruturação de sustentação.
  • 3. Dentro dessa estrutura de sustentação que é o sistema escolar, as unidades escolares são micro-cosmos dotadas de necessidades, conflitos e singularidade. Vista a compreender as vivências e experiências que operam no interior das unidades escolares diagnosticamos pontos críticos do processo ensino-aprendizagem, que levam a elaborar análise própria de cada realidade e possibilita realizar atividades operadoras de mudanças e/ou permanências nas unidades escolares. Vejamos: Diagnóstico dos pontos críticos do processo ensino-aprendizagem - Indisciplina, violência e falta de segurança nas escolas; - Baixa freqüência por parte de alguns alunos – excesso de faltas; - Baixo índice de alfabetização; - Repetência em menor grau; - Evasão escolar; - Destruição do patrimônio público – escola; - Falta de interesse individual e coletivo; - Material didático escasso e/ou inexistente; - Falta de laboratórios, bibliotecas, videotecas, salas de leituras e informática; - Pais ausentes dos problemas escolares dos filhos – não participam; - Comunidade não interage participando efetivamente de eventos na escola;
  • 4. - Informações desencontradas e objetivos não definidos claramente; - Corpo integrante na totalidade não assume compromisso com a escola; - Apatia e dispersão nos grupos docentes limitando-se a atuar na sala de aula; - Falta de clareza nos objetivos e projetos político pedagógico; - Inversão de papéis em relação à hierarquia causando insubordinação; - Indisciplina em relação a horários e normas estabelecidas no regimento escolar; - Não há programas para desenvolver trabalhos a nível interdisciplinar e projetos; - Distância entre a comunidade e as atividades da escola – não há integração; - Formação inadequada, ineficiente causando o despreparo de professores; - Ambiente físico muitas vezes não comporta a alunada – pátios, quadras; - Avaliação como método punitivo; - Avaliação compartimentada e conteúdista descolada da totalidade do sujeito; - Ignoram e/ou desprezam as realidades e experiências do cotidiano do aluno; - São pouco exploradas as potencialidades criadoras como: músicas, peças teatrais, trabalhos de campo, eventos esportivos, etc...; Com base no diagnóstico dos pontos críticos e partindo do pressuposto que as unidades escolares são microcosmos com realidades próprias, estás devem construir
  • 5. em uma elaboração que integre suas múltiplas dimensões uma proposta político pedagógica que atenda suas reais necessidades temporal. Portanto, essa proposta para Coordenação Pedagógica tem como caminho principal (objetivo) promover o crescimento educacional, político e ético para interferir de forma interativa, dialogal e consciente nas realidades sociais que vinculam a organização do trabalho político pedagógico entre a unidade escolar e a comunidade, construindo assim, a cidadania como está expressa na constituição. E para desenvolvermos nossa proposta com a direção, com os alunos, com o corpo docente, com os funcionários e com a comunidade circundante, trabalharemos com diversas capacitações tendo como metodologia a pedagogia de projetos. OBJETIVOS GERAIS - Proporcionar espaço para o diálogo, investigação, reflexão e desenvolvimento de pensamento crítico valorizando o desenvolvimento de cada um e do coletivo; - Oportunizar a construção da autonomia, da cooperação, da interdisciplinaridade e instrumentalizar o coletivo para trabalhar temas transversais; - Fomentar a construção de valores éticos, afetivos, espirituais e o compromisso de cada um com a educação vivenciando a solidariedade e a justiça social;
  • 6. - Propiciar a integração entre direção, corpo docente, alunos, funcionários, atividades sociais que envolvam a comunidade, o meio ambiente, como também estimular eventos sociais e trabalhos em equipe; - Diagnosticar causas de baixa freqüência por parte de alguns alunos, índice de repetências e de evasão escolar, dessa forma buscar meios para resolver o problema; - Contribuir para a formação e para o desenvolvimento do professor organizando cursos, palestras e treinamentos como ferramenta de trabalho para facilitar o desenvolvimento de capacitação como: método de ensino, domínio do conteúdo programático, planejamento anual, método de avaliação, uso da informática como ferramenta pedagógica, elaboração de projetos, etc....; - Enfim, zelar pela qualidade do ensino e acompanhar o rendimento escolar dos alunos, indicando os meios para recuperações, adaptações, reclassificações e selecionar com o grupo estratégias e recursos didáticos que requeiram a participação pedagógica, bem com avaliar os resultados e aproveitamento dos objetivos propostos; Meios e acompanhamentos Concebemos a educação enquanto processo contínuo, ininterrupto e o processo de aprendizagem como construção de conhecimentos, através da interação. Portanto, para atingirmos os objetivos propostos, a coordenação pedagógica realizará acompanhamentos e avaliações dos resultados obtidos, não se fechando a um único referencial, mas aproveitando as diferentes contribuições construídas no
  • 7. confronto de idéias, das trocas de experiências e da interação de professores com a sala de aula como principais interlocutores e estimuladores da autonomia dos sujeitos. Isso, exigirá que o professor- coordenador pedagógico atue no gerenciamento da proposta, ofereça suportes e forneça orientações as duvídas e as dificuldades enfrentadas no desenvolvimento das atividades que buscam resultados positivos. Assim, compreendida as funções do professor- Coordenador pedagógico pelo corpo docente, nos encontros semanais de trabalhos (HTPCs) pedagógicos, que se constituem em práticas que chegam a sala de aula utilizaremos recursos como: - Leitura e discussão de texto de cunho pedagógico, bem como análise e interpretação dos principais documentos que estruturam o sistema político de educação no Brasil e que consistem a atividade sistematizadora da educação – Constituição - Leis de Diretrizes e Bases – Parâmetros Curriculares Nacionais – etc..; - Propostas de estratégias e ações adaptando-se permanentemente o projeto político pedagógico da escola as necessidades sociais, políticas, econômicas e motivações dos docentes e dicentes, como também as necessidades da comunidade circundante – Flexibilidades; - Transmissão de informações da parte da direção no sentido de promover a melhoria na unidade escolar ou resolver problemas latentes; - trabalharmos na elaboração de projetos, eventos e vídeos que promovam o enriquecimento cultural dos indivíduos e do coletivo;
  • 8. - Promovermos meios e organizar trabalhos para avaliação de resultados obtidos pelo corpo docente, bem como a participação da direção e dos funcionários, cada um na atribuição de suas funções e na cooperação com o grupo; - Desenvolvermos cursos, palestras, dinâmicas, jogos, eventos, confraternizações e troca de informações entre a direção, corpo docente e funcionários, interferindo para a unidade escolar funcionar como uma engrenagem, sincronizada e movimentando no mesmo sentido, respeitando as diferenças pela valorização profissional num ambiente de trabalho saudável e de qualidade; Enfim, a coordenação pedagógica visará primordialmente o acompanhamento do processo ensino-aprendizagem e o das ações que foram planejadas para alcançar os objetivos para a melhoria do fazer pedagógico. Além disso, promover as competências e habilidades através de um referencial teórico-prático, para garantir o respeito à pluralidade cultural, político, étnico e religioso, para que todos possam exercer plenamente sua liberdade de opinião, tentando minimizar as diferenças, os conflitos para estimular o trabalho em equipes e para atingirmos êxito no processo ensino-aprendizagem, contribuindo na formação de sujeitos enquanto cidadãos. Agradecimentos: À todos Aqueles que participaram da análise desta proposta e espero que a mesma tenha atendido a nossas expectativas.
  • 9. REFERENCIAL BIBLIOGRAFIA 1 ALVES, Nilda org. O sentido da escola. 2ª ed. – Rio de Janeiro: DP&A, 2000 GADOTTI, Moacir. Organização do trabalho na escola. São Paulo: Àtica, 1993 HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação – os projetos de trabalho; trad. Jussara Haubert Rodrigues. – Porto Alegre: Art MED, 1998. MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento; trad. Eloá Jacobina. – 6ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. . Os sete saberes necessários à educação do futuro; trad. Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawwaya. – 5ª ed. – São Paulo: Cortez; 2002. SOUSA, Paulo Nathanael Pereira de. Como entender e aplicar a nova LDB. – São Paulo: Pioneira, 1997. B823p Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. - Parâmetros curriculares nacionais : terceiro e quarto ciclos: apresentação dos temas transversais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1998.
  • 10. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO 2 BENJAMIN, Walter. Infância em Berlim por Volta de 1900. Obras escolhidas II. Rua de Mão única. 2.º ed. São Paulo. , pp 73-142. Brasiliense, 1985. FARACO, C. Alberto e TEZZA, Cristóvão. Práticas de Textos. 8.º ed. São Paulo. Vozes,2001. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 30.º ed. São Paulo, Cortez, 1995FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 12.º ed. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1983. LIMA, Elicio Gomes. Reflexões Didáticas. São Paulo. Mimeo, 2000. LIMA, Elicio Gomes. Breve Excurso em Thompson e Walter Benjamin. São Paulo. Mimeo. 2001. LIMA. Elicio Gomes. Iconografia no livro didático de história: leitura e percepções de alunos do ensino fundamental. – Pará de Minas, MG: Virtual Books, 2012. http://pt.scribd.com/doc/94199339 LIMA. Elicio Gomes. Pesquisa sobre o livro didático de história: uma introdução ao tema. – Pará de Minas, MG: Virtual Books, 2011. http://pt.scribd.com/doc/94196969 LIMA. Elicio Gomes. Para compreender o livro didático através da história da escrita e do livro.. – Pará de Minas, MG: Virtual Books, 2012. http://pt.scribd.com/doc/94198335 LIMA. Elicio Gomes. Gestão Escolar: Desafios da organização e gestão escolar. http://pt.scribd.com/doc/94971143 LIMA. Elicio Gomes. Para compreender o livro didático como objeto de pesquisa. Educação e Fronteiras On-Line, Vol. 2, No 4 (2012). http://www.periodicos.ufgd.edu.br/index.php/educação/article/view/1563 LIMA, Paulo Gomes. Formação de professores: por uma ressignificação do trabalho- Dourados, MS: Editora da UFGD, 2010. RIOS, Terezinha Azeredo. Ética e competência. 10.º ed. São Paulo, 2001. THOMPSON, E. P. A miséria da teoria. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1981. VIGOTSKI, Lev Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superior. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000. Elicio gomes lima: Mestre em Educação pela UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas/SP. Professor convidado do UNASP-EC – Centro Universitário Adventista de São Paulo e docente efetivo da rede pública Estadual e Municipal de São Paulo. Contato: elicio.lima@bol.com.br.