Geomorfologia ambiental em BH

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Breve descrição sobre algumas características da geomorfologia ambiental da região metropolitana de Belo Horizonte

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Geomorfologia ambiental em BH

  1. 1. 4 Mancha Urbana
  2. 2. Data de Fundação: 12 de dezembro de 1897 Gentílico: belo-horizontino População: 2.375.444 (Censo 2010) Área (em km²): 330,954 Densidade Demográfica (habitantes por km²): 7.200 Altitude (em metros): 858 Mesorregião: região metropolitana de Belo Horizonte DADOS ECONÔMICOS E SOCIAIS Produto Interno Bruto (PIB)*: R$ 51,6 bilhões (2010) Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0810 - alto (PNUD - 2010) Principais Atividades Econômicas: processamento de minérios, indústria, agricultura, serviços, informática e biotecnologia e medicina. Relevo: plano com algumas montanhas. Clima: tropical de altitude
  3. 3. O municipio de Belo Horizonte está inserido na grande unidade geológica conhecida como cráton do São Francisco. Predominam as rochas arqueanas integrantes do Complexo Belo Horizonte e seqüências supracrustais de idade paleoproterzóico, integrantes do Supergrupo Mians. Sedimentos cenozóicos recobrem parcialmente estas unidades. Este Complexo representa cerca de 70% do território de Belo Horizonte,. predominam as rochas gnáissico-migmáticas em diferentes estágios de alteração. Seu relevo é tipificado por espigões, colinas de topo plano a arqueado e encostas policonvexas de declividades variadas, nos flancos dessas feições e nas transições. Entre elas ocorrem com freqüência anfiteatros de encostas côncavas e drenagem convergente e nichos resultantes da estabilização de antigas voçorocas. Aspectos geológico-geomorfológicos
  4. 4. O relevo encontra sua expressão máxima na serra do Curral, limite sul do município. Engloba uma sucessão de camadas de rochas de composição variada, representada por itabiritos, dolomitos, quartzitos, filitos e xistos diversos, de direção geral nordeste-sudeste e mergulho para o sudeste. fito – fisionomais regionais mais representativas: campo sujo, associações florestais, essas últimas abrigadas principalmente nos vales e campos de altitudes nos quais predominavam associações rupícolas, representadas principalmente por canela – de ema, criouláceas e melastomáceas.
  5. 5. Topografia de BH
  6. 6.  Aspectos hidrogeológicos  Os mananciais de água subterrânea do embasamento estão localizados a sul / sudeste do município. No aqüífero, do complexo granítico-gnáissico, as reservas principais são as constituídas pela porção porosa saturada do manto de decomposição/cobertura de alteração e pelo meio fraturado sotoposto, que pode atingir espessuras superiores a 50 metros, variando normalmente entre 20 e 30 metros.  Estas grandes reservas, atualmente pouco aproveitadas, podem se constituir em importante fonte auxiliar para o abastecimento público de Belo Horizonte.
  7. 7. • Aumento significativo • Centro de Tratamento em Resíduos Macaúbas em Sabará • Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes (URPVs) •Chorume •Problemas
  8. 8. Ribeirão Arrudas
  9. 9. Belo Horizonte tem hoje a maioria de seu território impermeabilizado por cimento e asfalto. •Entupimento de bueiros •Pequena área para infiltração da água •Grandes áreas com asfalto e concreto
  10. 10. • Evitar moradia • Revegetação • Construir terraços em formas de degraus.
  11. 11. Desabamento provocado por deslizamento em borda de voçoroca , ao sul de BH.
  12. 12.  Pelo menos 50 pontos localizados em áreas de alto risco geológico em várias regiões de Belo Horizonte estão sendo vistoriados por uma força- tarefa formada por agentes da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec)
  13. 13. O ar na região metropolitana de Belo Horizonte é um dos mais poluídos do Brasil
  14. 14. Poluição dos lixos nas margens do Ribeirão Arrudas. Fonte: www.taf4consultoria.com.br.
  15. 15. Lagoa da Pampulha, cartão postal de BH. Fonte: www.espacoturismo.com
  16. 16. Indicadores de poluição medidos pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas são os mais negativos da história
  17. 17. Antes Atualmente
  18. 18.  A área oeste, inicia sua expansão a partir da avenida Amazonas, na década de 40, com a criação da cidade industrial. Somente na década de 50, a região se consolidou como área industrial com a atração de diversas indústrias (Brito e Souza, 1998; Souza, 1995).
  19. 19. • Com a concretização da industrialização esse vetor de expansão passou a obter investimento para a implantação, pelo poder público e mercado imobiliário, de loteamentos e conjuntos habitacionais com infraestrutura precária, direcionada à população de baixa renda. • Com isso, iniciou-se um processo de conurbação dos municípios de Contagem, Betim e Ibirité com um desordenado processo de ocupação do espaço (Souza, 1995).
  20. 20. •Localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. •Possui limites com os seguintes municípios: Belo Horizonte, Contagem, Betim, Sarzedo e Brumadinho. •O município é banhado pelo Ribeirão Ibirité, o qual pertence à Bacia do Rio Paraopeba.
  21. 21. Fonte – IGA, 1982
  22. 22. • Segundo Silva et al., (1995) a área da Depressão de Belo Horizonte é marcada por colinas de topo plano a arqueado com encostas côncavo-convexas esculpidas pela dissecação fluvial das áreas gnáissicas, com altitudes entre 800 – 900 metros. Essas apresentam declividade média a alta em suas encostas, favorecendo a ocorrência de processos erosivos. • Já a área referente ao Quadrilátero Ferrífero possui um relevo acidentado, com espigões grosseiramente orientados e sucessões de cristas e patamares truncados por vertentes ravinadas e vales em “V”. A altitude das linhas de cristas varia em torno de 1100 e 1500 metros.
  23. 23. Fonte: Prefeitura Municipal de Ibirité, 2010
  24. 24. Fonte: SIMÕES, Patrícia Mara Lage.
  25. 25. Fonte: Prefeitura Municipal de Ibirité, 2010
  26. 26. • Ibirité por muito tempo apresentou como principais atividades econômicas a agricultura e a pecuária. Contudo, devido à sua proximidade com o município de Belo Horizonte e devido às dinâmicas dos movimentos populacionais o município obteve um acréscimo populacional. De acordo com os mapas houve um avanço da urbanização sobre áreas que anteriormente se dedicavam à preservação da vegetação ou áreas ligadas às atividades agrícolas. Essa alteração do uso do solo quando ocorre sem planejamento, sem observar as características da região implica em degradação do meio ambiente.
  27. 27. Fonte: SIMÕES, Patrícia Mara Lage. A localização de Ibirité, próximo a Contagem e Betim, municípios que receberam grande volume de investimento industrial, contribuiu para a escolha de Ibirité para a implantação de loteamentos populares.
  28. 28. A urbanização atingiu as áreas de mata ciliares que protegiam os cursos d’água e as matas de encostas, importantes para a proteção contra os processos erosivos, assoreamento e para a manutenção dos recursos hídricos
  29. 29. Fonte: SIMÕES, Patrícia Mara Lage.
  30. 30. Fonte: SIMÕES, Patrícia Mara Lage. A ocupação urbana irregular, como casas em áreas de alta declividade, são susceptíveis a processos erosivos com o risco de desabamento da moradia.
  31. 31. Fonte: SIMÕES, Patrícia Mara Lage. Os cortes de taludes inadequados, também propícia a ocorrência de erosão e movimentos de massa.
  32. 32. Fonte: SIMÕES, Patrícia Mara Lage. Na porção sul de Ibirité observa-se essa área de mineração aparentemente abandonada.
  33. 33. Fonte: SIMÕES, Patrícia Mara Lage.
  34. 34.  O município está Localizado na Região Metalúrgica e Campos das Vertentes em Minas Gerais, faz parte dos 34 municípios pertencentes à Região Metropolitana de Belo Horizonte – RMBH.  A distância até a capital BH é de 32 km.
  35. 35. SOLO O solo de Ribeirão das Neves já sofreu várias transformações de intemperismo. Os resíduos de granito (arenoso) e da alteração de feldspato e mica (argiloso) deram origem ao solo da cidade. RELEVO Ribeirão das Neves possui baixas altitudes com médias em torno de 800 a 900 metros, considerados, assim, como morros, colinas e planícies. CLIMA O município possui clima tropical de altitude, com médias entre 19 e 22 graus centígrados. O índice de chuvas na região oscila entre 1150 a 1450 mm (anualmente). ASPECTOS FÍSICOS
  36. 36. VEGETAÇÃO No século XVIII, possuía floresta tropical de mata ciliar, hoje temos uma vegetação de transição, com a presença de cerrado, predominante, e a vegetação rasteira, que é utilizada como pastagem natural. HIDROGRAFIA O município é composto pela bacia hidrográfica do Ribeirão da Mata, e por águas que contribuem para a formação do Rio das Velhas. O maior ribeirão é o do Areias, formado pelos córregos Canoas, Piabas e Mata dos Porcos. É formado também pelos córregos da Mata, da Água Fria, Cacique, Café, Hortinha e Ferreirinha. ASPECTOS FÍSICOS
  37. 37. ENCHENTES Fonte: http://www.mixnoticias.com.br Prefeitura Municipal, limpa o Ribeirão, como precaução contra enchentes.
  38. 38.  Alguns impactos ambientais causados por resíduos industriais. Poluição/contaminação do solo
  39. 39. Município que faz parte da região metropolitana de Belo Horizonte, Sabará está a 25km de distância da capital. Com verões quentes e período de chuvas entre outubro e abril e temperatura média anual de 20ºC, seu clima é o tropical de altitude. Localiza-se às margens do Rio das Velhas e faz limites ao Norte com Taquaraçu de Minas, a Leste com Caeté, ao Sul Raposos e Nova Lima e a Oeste Santa Luzia e Belo Horizonte. seus 126.195 habitantes estão distribuídos em uma área de 304 km², segundo dados do IBGE 2007.
  40. 40.  Nome do Caso: Mobilização de moradores contra o Aterro Sanitário de Sabará  Município: Sabará  Outras Referências de Localização:Bairros Nossa Senhora da Graça e de Fátima .Infra-Estrutura: Saneamento  Atividades/ Processos Geradores de Conflito Ambiental: aterro sanitário
  41. 41. No dia 3 de novembro de 2005, foi inaugurado um dos mais modernos Centros de Tratamento de Resíduos Macaúbas, da Vital Engenharia Ambiental O aterro Macaúbas foi projetado para atender de 4 a 5 mil toneladas de lixo/dia. A área licenciada permite operar o aterro mais de 30 anos, de acordo com as normas ambientais, que é fiscalizado por todos os órgãos de 3 em 3 meses. Atuamos dentro das normas, sem nenhum impacto ambiental”, de um Centro de Tratamento de Resíduo.
  42. 42. A empresa gera emprego no município, cumpre todas as normas ambientais e permite arrecadação de impostos. Sabará recebe 4% de ISS sobre cada caminhão destinado ao aterro e também o ICMS Ecológico. O empreendimento está implantado em uma área de 414 hectares, dessa área o aterro ocupa apenas 96 hectares (aproximadamente 25%), o restante é destinado à preservação e a projetos ambientais. A empresa resolveu o caótico problema que a cidade enfrentava com a destinação do lixo, já que o aterro controlado existente no bairro Pompéu estava com sua capacidade esgotada
  43. 43.  Macaúbas, atualmente atende os municípios de Sabará, Belo Horizonte, Pedro Leopoldo, Igarapé, Caeté e Nova Lima, como também o lixo domiciliar da Infraero, ArcelorMittal e Vale. “A área licenciada permite operar o aterro mais de 30 anos.  A vital também recebe as associações que apresentam projetos, para que a empresa seja parceira, no intuito de beneficiar a população. De acordo com Sebastião, a Vital entrou no município com o objetivo de permanecer e contribuir com a cidade. “Estamos atuando dentro das normas e o que pudermos fazer para melhorar ainda mais vamos fazer”, ressalta Sebastião.
  44. 44.  O chorume (líquido proveniente do armazenamento e tratamento do lixo) é tratado na Estação de Tratamento da Copasa, em Belo Horizonte, que, em compensação, envia o lodo gerado para o aterro. Os gases gerados pelo lixo são drenados e queimados. As bases e as laterais do terreno são impermeabilizados com camada dupla de materiais, impossibilitando a contaminação do solo e das águas. Há um dreno profundo com poços de recolhimento de água que permitirão o monitoramento de seis em seis meses. A operação de um aterro sanitário usa técnicas de engenharia apropriadas, reconhecidas internacionalmente e atende as exigências das leis ambientais com atenção à saúde, segurança e o bem-estar das pessoas
  45. 45.  Tipo de Poluição: Poluição/contaminação da água Poluição/contaminação do ar  Descrição do caso: (população afetada, ecossistema afetado, Área atingida
  46. 46. A Construtora Queiroz Galvão S/A ingressou com um processo administrativo na Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais (FEAM), em 10/10/2001, visando o licenciamento ambiental do aterro sanitário, apresentando o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). conforme os estudos hidrogeológicos realizados na área e apresentados pela Construtora, a afirmação da existência de dois sistemas aquíferos locais. Ao final do licenciamento, a Licença de Operação concedida permitiu que a Construtora Queiroz Galvão S/A operasse 2.400 toneladas diárias de resíduos, apesar da quantidade diária de resíduos advindos da coleta de lixo domiciliar urbana no município de Belo Horizonte ser de 3.200 toneladas (TRIBUNA DE BETIM, 2008).
  47. 47.  a localização do Aterro Sanitário no município de Sabará. O primeiro consiste na existência da Pedreira Morro do Sino, localizada próxima ao aterro, que devido às explosões constantes colocam em risco a estabilidade do aterro sanitário e não respeita o raio de 20 km de distância do Aeroporto da Pampulha, proposta pela resolução 04/95 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) para aeroportos que operam com aparelhos, comprometendo, assim, a segurança das atividades aéreas.
  48. 48. O MUNICÍPIO DE SANTA LUZIA Santa Luzia é um município brasileiro do Estado de Minas Gerais, pertencente à Região Metropolitana de Belo Horizonte. Situada a 27 km da capital, a cidade está estrategicamente localizada na Região Metropolitana, próximo aos aeroportos de Confins e da Pampulha. Santa Luzia é banhada pelo rio das Velhas, dispõe de linha férrea e gasoduto subterrâneo e é o terceiro polo industrial da Grande BH. Ocupando o décimo terceiro lugar entre as cidades mais populosas de Minas Gerais, sua população, de acordo com o Censo 2010, do IBGE, é de 203.184 habitantes, com a maior concentração populacional e atividade comercial no Distrito São Benedito, situado a 8 km do centro do município.
  49. 49. Uso e ocupação do solo
  50. 50. desmatamento, contaminação do solo pelo esgoto e risco de doenças associadas ao saneamento inexistente. O mapeamento das centenas de áreas irregulares está nas mãos do Ministério Púbico Estadual (MPE), que promete forçar as prefeituras a tomar providências e a evitar o surgimento de novos bairros improvisados. O descontrole sobre a ocupação do solo e a falta de planejamento são regra em todos os 34 municípios da RMBH. Segundo a coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Habitação e Urbanismo, Marta Alves Larcher,
  51. 51. Pode-se caracterizar a região da bacia do rio das Velhas como um espaço ocupado de forma desigual, preenchido por poucas áreas de alta e média densidade populacional (alto e médio cursos) e por grandes vazios demográficos (baixo curso). A região metropolitana de Belo Horizonte, apesar de ocupar apenas 10% da área territorial desta bacia, é a principal responsável pela degradação do rio das Velhas, devido à sua elevada densidade demográfica, processo de urbanização e atividades industriais. De acordo com o censo demográfico do IBGE, em 2007, a população existente na RMBH é de 4,9 milhões de habitantes. Rio das velhas
  52. 52. Já estão em funcionamento a ETE Arrudas, inaugurada em 2002, e a ETE Onça, inaugurada em junho de 2006 que já trata cerca de 60% do total de esgoto gerado na RMBH. Existe a Meta 2010 como compromisso de governo onde o mesmo, assinou um documento se comprometendo com o objetivo do Projeto Manuelzão de navegar, pescar e nadar no rio das Velhas na região metropolitana. Fonte: Projeto Manuelzão.
  53. 53. O solo dentro da geomorfologia ambiental é um recurso natural que vêm sendo utilizado pela sociedade, nem sempre de forma consciente, respeitando as limitações e fragilidade de ocupação do mesmo. Ao utilizar o solo de maneira indiscriminada são provocados diversos problemas ambientais, que além de degradar o meio ambiente, causa uma perda da qualidade de vida da população.  Nessa perspectiva, dentro da espacialidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, é essencial que o poder público fiscalize o cumprimento das diretrizes de uso do solo, certificando-se que o mesmo seja um instrumento que promova uma organização do espaço e garantindo qualidade de vida para a população, criando assim, políticas públicas que minimize os impactos e degradações ambientais.
  54. 54. Problemas Sócio Ambientais na Região Metropolitana de BH.
  55. 55.  Disponível em < http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/> Acesso em 11 out 2013  Disponível em <http://www.atlasdasaguas.ufv.br/velhas/impacto_ambiental_rele vante_identificado_na_bacia_do_rio_das_velhas.html> Acesso em 11 out 2013  Disponível em <http://ribeiraodasneves.net/index.php?section=5&content=129> Acesso em 11 out 2013  Disponível em <http://amigosderibeiraodasneves.wordpress.com> Acesso em 11 out 2013  Disponível em < http://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/ > Acesso em 11 out 2013

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