SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 47
Baixar para ler offline
Discussões teóricas envolvendo bacia hidrográfica
em uma abordagem geográfica
Professor: Éderson Dias de Oliveira
SUGUIO, K. e BIGARELLA, J. J. Ambientes Fluviais. Ambientes Fluviais, 2ª ed. UFSC,
Florianópolis, 1990.
Importância da BH em estudos ambientais
 Os aspectos geomorfológicos são um importante
condicionante do intercâmbio da água no ciclo hidrológico.
 Dentre as regiões hidrológicas de importância prática para
os estudos envolvendo a análise hidrogeomorfológica
destaca-se a BH.
 Por meio da Lei Federal nº 9.433 de 1997, a BH foi definida
como Unidade de Planejamento e Implantação da Política
Nacional de Recursos Hídricos.
 Inseridos nesse recorte, os recursos hídricos passaram a
ser um bem de domínio público, tornando-se necessário para
sua exploração a implementação de um planejamento de uso
da água.
 Pela Lei ficou estabelecido
também à participação pública
dos usuários e da comunidade
nos planos de manejo e
planejamento dos recursos
hídricos (BRASIL, 1997).
 As BHs têm sido muito utilizadas como recorte espacial nos
estudos do âmbito da Geografia e outras ciências;
 Este recorte se trata de uma unidade ambiental que
possibilita tratar dos componentes e da dinâmica das inter-
relações necessárias ao planejamento e a gestão ambiental.
 Por se arranjar de forma sistêmica, as interferências nos
componentes da BH pode desencadear alterações e impactos
a jusante e nos fluxos energéticos de saída (descarga, cargas
sólidas e dissolvida) (CUNHA e GUERRA, 2009).
•Nos últimos anos as ações envolvendo a derrubada das
florestas para implantação de atividades agropecuárias e/ou
urbano industrial no país têm sido crescente.
•As bacias podem ser classificadas de acordo com sua
importância:
 Principais (as que
abrigam os rios
de maior porte);
 Secundárias e;
 Terciárias;
As BHs podem ser classificadas segundo sua localização, em:
LitorâneasInteriores
Classificação da BH quanto
ao escoamento global
a) Exorréica: quando o
escoamento das águas se
faz de modo contínuo até o
mar ou oceano, isto é, as
bacias desembocam
diretamente no nível
marinho;
b) Endorréicas: quando as
drenagens são internas e
não possuem escoamento
até o mar, desembocando
em lagos ou dissipando-se
em desertos, ou perdendo-
se nas depressões
cársticas;
c) Arréicas: quando não há
nenhuma estruturação em
BHs, como nas áreas
desérticas onde há pouca
precipitação e a atividade
dunária é intensa
obscurecendo as linhas e os
padrões de drenagem;
d) Criptorréicas: quando as
BHs são subterrâneas, como
nas áreas cársticas. A
drenagem subterrânea
acaba por surgir em fontes
ou integrar-se em rios
superficiais, (Christofoletti,
1980).
Fatores do escoamento em BH
• Há 3 fatores principais que influenciam no escoamento em
BH: clima, componentes biofísicas e intervenção humana;
Clima
• À escala continental o escoamento anual depende, sobretudo,
das zonas climáticas onde as BHs se inserem; ou seja, das
características do clima, ex. BH amazônica;
• A variação mensal/diária do escoamento associa-se ao clima,
por meio da precipitação e da temperatura.
• A precipitação é responsável pela quantidade de água que
entra nas BHs;
• A temperatura comanda a retenção da água nos meses mais
frios, sob a forma de neve/gelo, e também a sua evaporação;
As componentes biofísicas das bacias hidrográficas
Dentre elas se destacam:
• a geometria (área, forma),
• a rede de drenagem (número de cursos de água, comprimento,
sinuosidade/retilinearidade e hierarquia),
• o relevo (altitude, exposição e inclinação),
• o substrato
geológico (litologia,
estrutura),
• os solos (textura e
espessura) e,
• a vegetação (tipo e
grau de cobertura).
Intervenção humana
A ação antrópica nas BHs potencializa alterações no
comportamento hidrológico destas como:
 Artificialização do escoamento;
 Intervenção indireta (sobre as componentes biofísicas das
bacias) e intervenção direta sobre o escoamento;
 Intervenções na rede de drenagem (aprofundamento,
alargamento e retilinearização dos canais fluviais,
construção de canais artificiais);
 Supressão da cobertura vegetal (desflorestação ou
florestação de vastas áreas;
 Intervenção direta no escoamento: exploração ou recarga
artificial aquíferos, criação de reservatórios artificiais e
regularização do escoamento através de grandes barragens.
Fatores do escoamento das BHs: enquadramento climático,
componentes biofísicas das bacias e intervenção humana.
Características físicas de uma bacia hidrográfica
 A caracterização morfométrica da BH é um dos primeiros e
mais comuns procedimentos executados em análises
hidrológicas ou ambientais;
 Esta tem como objetivo elucidar as várias questões
relacionadas no entendimento da dinâmica ambiental local e
regional (TEODORO et. al. 2007).
 Pois os aspectos físicos e bióticos da BH desempenham
importante papel nos processos do ciclo hidrológico,
influenciando dentre outros:
 a evapotranspiração,
 a infiltração e
 a quantidade de água produzida como deflúvio e os
escoamentos superficial/subsuperficial;
Análise sistémica das bacias hidrográficas
 A BH se trata de um sistema físico aberto, constituído por diversas
componentes, que interagem e influenciam o seu comportamento
hidrológico.
 Nas BHs podem ser feitas análise qualitativa e quantitativa
(linear, areal e hipsométrica) como:
Área de Drenagem
• É a área plana
(projeção horizontal)
inclusa entre os seus
divisores topográficos.
• A área de uma bacia é
o elemento básico para
o cálculo das outras
características físicas.
Geometria de BH - Forma da bacia
 É uma das características da BH mais difíceis de serem
expressas em termos quantitativos. Ela tem efeito sobre o
comportamento hidrológico da bacia, como por exemplo, no
tempo de concentração (Tc).
 Em igualdade de outros fatores, uma bacia circular e compacta
apresenta maior tendência para a ocorrência de cheias do que
uma bacia estreita e alongada.
Características fluvio-morfológicas
Efeito sobre o
comportamento
dos rios
particularmente
em pequenas
BHs.
O tempo de
concentração
pode ser usado
para auxiliar
neste estudo.
• Para caracterização da forma da bacia, deve recorrer-se a uma
análise qualitativa, feita por observação visual (bacia alongada,
circular, compacta, etc.) e a uma análise quantitativa, feita com
recurso a alguns parâmetros que relacionam a forma da bacia
com formas geométricas conhecidas.
• Existem vários índices utilizados para se determinar a forma
das bacias, procurando relacioná-las com formas geométricas
conhecidas:
• a) O índice de Gravelius ou coeficiente de compacidade (Kc):
é a relação entre o perímetro da bacia e o perímetro de um
círculo de mesma área que a bacia.
• Kc = 0,28 P / √A, em que: P é o perímetro da bacia (em km) e A é
a área da bacia (em km²).
• Trata-se da relação entre o perímetro da bacia (P) e o
perímetro de um círculo (Pc) de igual área:
• Numa BH alongada, os afluentes atingem o rio principal em
diferentes pontos ao longo da sua extensão, enquanto numa
BH circular, os afluentes convergem em seções mais
próximas, elevando o escoamento nos pontos de confluência.
• Este fato é importante sobretudo nas situações de cheia,
aumentando os caudais de cheias, potencializando as bacias
circulares mais perigos do que as alongadas.
• O Índice de Gravelius é um número adimensional, o valor
mínimo será igual à unidade (1), correspondendo a uma BH
circular.
• Considera-se compacta uma bacia em que Kc < 1,6. Em
igualdade dos restantes fatores, a tendência para grandes
cheias será tanto mais acentuada quanto mais próximo da
unidade for o valor deste coeficiente.
• Quanto mais
irregular for a
bacia, tanto
maior será o
respectivo
coeficiente de
compacidade.
• Fator de Forma (Kf): é a razão entre a largura média da
bacia (L) e o comprimento do eixo da bacia (L) (da foz ao
ponto mais longínquo da área), onde Kf = A / L².
• Kf é um número adimensional e o maior valor que Kf pode
tomar é 1 correspondente a uma bacia quadrada (L = lm).
• Quanto menor Kf menor tendência para cheias terá a bacia.
• Isto porque uma
bacia com um Kf
baixo (maior é o
comprimento da
bacia), é uma bacia
estreita e longa, que
como já referido tem
menor tendência para
a ocorrência de
cheias.
ATIVIDADES
• Sejam duas BHs X e Y quaisquer. A partir dos dados
fornecidos abaixo, proceda aos cálculos do fator de forma
(Kf) e do coeficiente de compacidade (Kc) para cada uma das
bacias.
• A seguir responda qual delas possui maior tendência a
enchentes? Justifique sua resposta relacionando os dois
coeficientes calculados à sua conclusão.
Kf = A / L² -- Kc = 0,28 P / √A
Conceito de Rio
 Geomorfologicamente o termo rio aplica-se exclusivamente
para designar “corrente canalizada” ou confinada;
 Geologicamente a palavra rio é empregada para referir-se o
tronco principal de um sistema de drenagem;
 Dicionário Geológico-Geomorfológico: “Rio é qualquer fluxo
canalizado, e as vezes é empregado para referir-se a canais
destituídos de água.”
Classificação dos rios quanto à constância do escoamento
 Os cursos de água podem ser classificados quanto ao seu
regime de escoamento em três tipos básicos (Lencastre e
Franco, 2003):
 Perenes ou
Permanentes -
escoam ao longo
de todo o ano,
porque o nível
superior do
aquífero, se situa
sempre acima do
fundo do leito do
rio, fornecendo-
lhe água
constantemente.
• O escoamento é dito perene quando o nível do lençol freático
fica sempre acima do leito do rio, mesmo durante o período
de estiagem (2).
• Os cursos de água perenes escoam água durante todo o ano.
• O escoamento é mantido pelas reservas de água subterrâneas
que alimentam o escoamento, mesmo na estação seca.
• O nível de água subterrâneo nunca desce abaixo do leito do
curso de água, mesmo nas secas mais severas.
• Exemplos: os grandes rios como Amazonas, Nilo, Danúbio,
Reno, etc.
Perene P Qs
Lençol
Qss
Qb
1) chuvoso
2) estiagem
• Temporários: só escoam,
durante uma parte do tempo, e
dividem-se em duas categorias,
consoante a duração dessa
ausência de escoamento:
• Intermitentes ou Sazonais -
escoam na estação de
abundância e secam na de
estiagem, uma vez que o nível
do freático varia entre acima e
abaixo do nível do leito fluvial.
• Efêmeros ou Ocasionais - só
dependem do escoamento
superficial, ou seja, o nível
superior do aquífero nunca
atinge o fundo do seu leito.
• Os cursos de água intermitentes, geralmente, escoam
durante a estação húmida e secam na estação seca.
• Durante a estação húmida o nível freático sobe acima do
nível inferior do leito escoando, por isso, água de origem
subterrânea e superficial.
• Já na estação seca, o nível freático desce a um nível
inferior ao do leito e o escoamento cessa, ocorrendo apenas
após ou durante chuvadas pontuais.
• Exemplos: os rios do Nordeste em geral.
Intermitente P Qs
Lençol
Qss
Qb 1) chuvoso
2) estiagem
• Os cursos de água efêmeros existem apenas
durante/imediatamente os períodos de precipitação
transportando, por isso, apenas escoamento superficial.
• O nível freático encontra-se sempre abaixo do leito do curso
de água não havendo, portanto, qualquer contribuição
subterrânea para o escoamento.
• Ex: os rios de regiões secas, com solo sem capacidade de
armazenamento (solos rochosos, leitos impermeáveis, etc.) e
também trechos de cabeceiras de drenagem;
• Obs: muitos rios apresentam traços dos 3 tipos de
escoamento, todavia, a maioria dos grandes rios é perene, e
geralmente os pequenos rios são efémeros ou intermitentes.
P Qs
Qss
Lençol
Efêmero
• Ganho de água
• Perda de água
• Perda de água -
nível freático
desconectado
 Nesse contexto os rios podem possuir regimes hídricos
efluentes: quando recebem água do subsolo – zona de
saturação; e influentes: quando perdem água para o subsolo.
A bacia hidrográfica e seus componentes
• Nascente: é o lugar onde o canal se inicia (nos mapas é
representado pelo começo da linha azul). Não se deve pensar que
a nascente seja um lugar bem definido. Também denominada de:
cabeceira, fonte, minadouro, mina, lacrimal, anfiteatro, etc.
• Sub-afluente - pequeno
curso fluvial que escoa
suas águas num afluente
ou tributário de um
grande rio.
• Afluente/tributário -
curso d'água, cujo volume
ou descarga contribui para
aumentar outro rio ou lago
no qual desemboca.
• Confluência ou Junção: é o lugar onde
dois canais se encontram. Na análise
morfométrica e topológica não são
permitidas junções tríplices;
• Curso superior: parte do curso de um rio que está mais
próxima de sua nascente, e onde pode predominar a erosão
(desgaste) vertical.
• Curso inferior: parte do curso de um rio que está mais
próxima de sua foz, e onde pode predominar a deposição
vertical - aluvionamento.
• Curso médio: trecho intermediário do curso de um rio, onde
se destaca a ação de transporte.
• Foz, Exutória ou Desembocadura: é o local onde desagua um
rio, podendo dar em outro rio em um oceano ou no lago;
• Débito, Caudal ou Vazão:
quantidade de água que um rio
escoa em um ponto qualquer de
seu curso.
• Regime: variação do débito de
um rio no decorrer de um ano.
• Margem: terras emersas ou firmes junto às águas de um rio,
lago ou lagoa. O observador de costas para montante, isto é, a
nascente, terá do seu lado direito a margem direita e do lado
oposto, a margem esquerda.
• Meandro: curva no traçado do rio. Os meandros são largos e
semelhantes entre si e resultam da corrente, que escava a
parte côncava da margem, zona de maior velocidade da água, e
deposita no lado convexo da margem.
• Leito: trecho recoberto
pelas águas ao se escoarem,
sendo sua largura variável,
conforme a quantidade de
água existente no canal
fluvial.
• Jusante: é qualquer ponto do
rio/BH que se localize
“depois” em direção a foz.
• Montante: é qualquer ponto do rio/BH que se localize antes
em direção a nascente.
• Crista, Divisor topográfico ou Interflúvio: intersecção do
plano das vertentes - é o oposto de talvegue. A crista é
formada por uma linha determinada pelos pontos mais altos, a
partir da qual divergem os dois declives das vertentes.
• Talvegue: é a linha de maior profundidade no leito fluvial.
Resulta da intersecção dos planos das vertentes com dois
sistemas de declives convergentes.
• Vale: parte que se estende de um interflúvio a outro,
abrangendo o talvegue, o leito, as margens e as vertentes.
• Rede fluvial/canais: é o padrão inter-relacionado de
drenagem formado por um conjunto de rios em determinada
área, a partir de qualquer número de fontes até a
desembocadura da referida rede;
• Vertentes ou encostas: laterais
dos vales fluviais, indo desde a
margem até o interflúvio.
• Segmento/curso fluvial: é o
trecho do rio ou canal ao longo
do qual a ordem que lhe é
associada permanece constante;
foz ou
desembocadura
NASCENTES
CONTINENTE
afluente
margem direita
curso
inferior
OCEANO
curso médio
sub-afluente
afluente margem
esquerdacurso
superior
sub-
afluente
2 2
3 3
4
5
1
1
6
talvegue
leito
margem margem
vertentevertente
interflúviointerflúvio
vale
OUTROS COMPONENTES
Classificação dos rios com relação a inclinação das camadas
geológicas
Davis (1954), propôs várias designações considerando a
disposição dos cursos d'água em relação à altitude das
camadas geológicas, sendo usado os termos:
Insequente;
Front
Escarpa
Crista
Reverso
Forma de relevo típico de Cuesta
Estes rios formam cursos retilíneos e paralelos fluindo rumo às partes
baixas. Na BH do Paraná, temos como exemplos os rios Iguaçu e
Paranapanema.
Essas zonas se tratam de falhas, diaclasamento, rochas menos
resistentes e etc. O rio dos Pato afluente do rio Ivaí constitui um
exemplo.
 Morfometria fluvial: é a análise geométrica das formas de
relevo e da drenagem fluvial.
Sistema de drenagem
O sistema de drenagem de uma BH é constituído pelo rio
principal e seus tributários; o estudo das ramificações e do
desenvolvimento do sistema é importante, pois ele indica a
maior ou menor velocidade com que a água deixa a BH.
Esse padrão também influencia no
comportamento hidrológico da bacia.
Ordem dos cursos fluviais
 Consiste no processo de se estabelecer
a classificação de um determinado curso
de água no conjunto total da bacia
hidrográfica (Horton, 1945).
 Para isso adota-se o seguinte
procedimento segundo Strahler , 1957:
(1) os cursos primários recebem o numero 1;
(2) a união de 2 de mesma ordem dá origem a um curso de ordem
superior; e,
(3) a união de 2 de ordem diferente faz com que prevaleça a
ordem do maior.
• Canais de 1ª ordem => não possuem tributários;
• Canais de 2ª ordem => somente recebem tributários de 1ª
ordem;
Ordem dos cursos d’água.
• Canais de 3ª ordem => podem
receber um ou mais tributários
de 2ª ordem, e também
afluentes de 1ª ordem;
• Canais de 4ª ordem =>
recebem tributários de 3ª
ordem e, das ordens inferiores.
• Já com relação a definição do curso de água principal de uma
BH, há vários critérios (canal com ordem mais elevada; maior
altitude; trecho mais longo dentro da BH, Shreve, 1974);
• Classifique os cursos d’água abaixo de acordo com a
hierarquia fluvial proposta por Strahler?

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (20)

REDE DE DRENAGEM
REDE DE DRENAGEMREDE DE DRENAGEM
REDE DE DRENAGEM
 
Balanço Hídrico
Balanço Hídrico Balanço Hídrico
Balanço Hídrico
 
Barragens e Reservatórios
Barragens e Reservatórios Barragens e Reservatórios
Barragens e Reservatórios
 
Exercicios e respostas
Exercicios e respostasExercicios e respostas
Exercicios e respostas
 
Recursos Hídricos
Recursos HídricosRecursos Hídricos
Recursos Hídricos
 
Geomorfologia fluvial
Geomorfologia fluvialGeomorfologia fluvial
Geomorfologia fluvial
 
Recuperação de Áreas Degradadas por Mineração
Recuperação de Áreas Degradadas por MineraçãoRecuperação de Áreas Degradadas por Mineração
Recuperação de Áreas Degradadas por Mineração
 
Drenagem Superficial
Drenagem SuperficialDrenagem Superficial
Drenagem Superficial
 
Linígrafo
LinígrafoLinígrafo
Linígrafo
 
Trabalho de Sistema de Abastecimento de Água
Trabalho de Sistema de Abastecimento de ÁguaTrabalho de Sistema de Abastecimento de Água
Trabalho de Sistema de Abastecimento de Água
 
Sensoriamento Remoto - Introdução Teórica
Sensoriamento Remoto - Introdução TeóricaSensoriamento Remoto - Introdução Teórica
Sensoriamento Remoto - Introdução Teórica
 
Aula 8
Aula 8Aula 8
Aula 8
 
Saneamento - captação
Saneamento - captaçãoSaneamento - captação
Saneamento - captação
 
Ambiente fluvial i parte
Ambiente fluvial i parteAmbiente fluvial i parte
Ambiente fluvial i parte
 
Aula 6
Aula 6Aula 6
Aula 6
 
Pluviometria
PluviometriaPluviometria
Pluviometria
 
Aula 6
Aula 6Aula 6
Aula 6
 
Manejo e Conservação do Solo
Manejo e Conservação do SoloManejo e Conservação do Solo
Manejo e Conservação do Solo
 
Bacias Hidrográficas - Parte I
Bacias Hidrográficas - Parte IBacias Hidrográficas - Parte I
Bacias Hidrográficas - Parte I
 
Infiltração
InfiltraçãoInfiltração
Infiltração
 

Destaque

recursos hídricos, geografia
recursos hídricos, geografiarecursos hídricos, geografia
recursos hídricos, geografiaNilton Goulart
 
Modelo Carta de Indicação - SCBH Rio Cipó
Modelo Carta de Indicação - SCBH Rio CipóModelo Carta de Indicação - SCBH Rio Cipó
Modelo Carta de Indicação - SCBH Rio CipóCBH Rio das Velhas
 
Características geométricas
Características geométricasCaracterísticas geométricas
Características geométricascarlossono
 
Bacia hidrográfica.v1
Bacia hidrográfica.v1Bacia hidrográfica.v1
Bacia hidrográfica.v1jl1957
 
A substituição dos espaços geográficos indígenas pelos dos luso brasileiros
A substituição dos espaços geográficos indígenas pelos dos luso brasileirosA substituição dos espaços geográficos indígenas pelos dos luso brasileiros
A substituição dos espaços geográficos indígenas pelos dos luso brasileirosPatrícia Éderson Dias
 
Antecedentes da produção do espaço brasileiro
Antecedentes da produção do espaço brasileiroAntecedentes da produção do espaço brasileiro
Antecedentes da produção do espaço brasileiroPatrícia Éderson Dias
 
Bacias hidrograficas do brasil
Bacias hidrograficas do brasilBacias hidrograficas do brasil
Bacias hidrograficas do brasilDANUBIA ZANOTELLI
 
Introducao hidrologia
Introducao hidrologiaIntroducao hidrologia
Introducao hidrologiaCleide Soares
 
Introdução a Geometria hidráulica de canais fluviais
Introdução a Geometria hidráulica de canais fluviaisIntrodução a Geometria hidráulica de canais fluviais
Introdução a Geometria hidráulica de canais fluviaisPatrícia Éderson Dias
 
Geografia - noções conceituais para a contemporaneidade
Geografia - noções conceituais para a contemporaneidadeGeografia - noções conceituais para a contemporaneidade
Geografia - noções conceituais para a contemporaneidadePatrícia Éderson Dias
 
O conceito de região e sua discussão na Geografia
O conceito de região e sua discussão na GeografiaO conceito de região e sua discussão na Geografia
O conceito de região e sua discussão na GeografiaPatrícia Éderson Dias
 

Destaque (20)

Fases de-un-rio
Fases de-un-rioFases de-un-rio
Fases de-un-rio
 
recursos hídricos, geografia
recursos hídricos, geografiarecursos hídricos, geografia
recursos hídricos, geografia
 
Hidrografia
HidrografiaHidrografia
Hidrografia
 
áGuas de bh
áGuas de bháGuas de bh
áGuas de bh
 
Modelo Carta de Indicação - SCBH Rio Cipó
Modelo Carta de Indicação - SCBH Rio CipóModelo Carta de Indicação - SCBH Rio Cipó
Modelo Carta de Indicação - SCBH Rio Cipó
 
Geomorfologia ambiental em BH
Geomorfologia ambiental em BHGeomorfologia ambiental em BH
Geomorfologia ambiental em BH
 
H2o
H2oH2o
H2o
 
Características geométricas
Características geométricasCaracterísticas geométricas
Características geométricas
 
Bacia hidrográfica.v1
Bacia hidrográfica.v1Bacia hidrográfica.v1
Bacia hidrográfica.v1
 
Divisão dos períodos da História
Divisão dos períodos da HistóriaDivisão dos períodos da História
Divisão dos períodos da História
 
A substituição dos espaços geográficos indígenas pelos dos luso brasileiros
A substituição dos espaços geográficos indígenas pelos dos luso brasileirosA substituição dos espaços geográficos indígenas pelos dos luso brasileiros
A substituição dos espaços geográficos indígenas pelos dos luso brasileiros
 
Antecedentes da produção do espaço brasileiro
Antecedentes da produção do espaço brasileiroAntecedentes da produção do espaço brasileiro
Antecedentes da produção do espaço brasileiro
 
Bacias hidrograficas do brasil
Bacias hidrograficas do brasilBacias hidrograficas do brasil
Bacias hidrograficas do brasil
 
Aspectos Naturais da America Central
Aspectos Naturais da America CentralAspectos Naturais da America Central
Aspectos Naturais da America Central
 
Introducao hidrologia
Introducao hidrologiaIntroducao hidrologia
Introducao hidrologia
 
Introdução a Geometria hidráulica de canais fluviais
Introdução a Geometria hidráulica de canais fluviaisIntrodução a Geometria hidráulica de canais fluviais
Introdução a Geometria hidráulica de canais fluviais
 
Geografia - noções conceituais para a contemporaneidade
Geografia - noções conceituais para a contemporaneidadeGeografia - noções conceituais para a contemporaneidade
Geografia - noções conceituais para a contemporaneidade
 
HIDROGEOGRAFIA E HIDROLOGIA
HIDROGEOGRAFIA E HIDROLOGIAHIDROGEOGRAFIA E HIDROLOGIA
HIDROGEOGRAFIA E HIDROLOGIA
 
Geografia da América do Sul
Geografia da América do SulGeografia da América do Sul
Geografia da América do Sul
 
O conceito de região e sua discussão na Geografia
O conceito de região e sua discussão na GeografiaO conceito de região e sua discussão na Geografia
O conceito de região e sua discussão na Geografia
 

Semelhante a Abordagem da bacia hidrográfica pela Geografia

2 bacia hidrografica
2 bacia hidrografica2 bacia hidrografica
2 bacia hidrograficaRK RK
 
Trabalho pratico 1
Trabalho pratico 1Trabalho pratico 1
Trabalho pratico 1Juma Juma
 
A2 094 Augm Ambiente 2009
A2 094   Augm Ambiente 2009A2 094   Augm Ambiente 2009
A2 094 Augm Ambiente 2009guest445a26
 
SISTEMA FLUVIAL E SEUS CONCEITOS BÁSICOS
SISTEMA FLUVIAL E SEUS CONCEITOS BÁSICOSSISTEMA FLUVIAL E SEUS CONCEITOS BÁSICOS
SISTEMA FLUVIAL E SEUS CONCEITOS BÁSICOSIgorRostand
 
Disponibilidades hídricas
Disponibilidades hídricasDisponibilidades hídricas
Disponibilidades hídricasAnabelafernandes
 
Samuel Barrêto
Samuel BarrêtoSamuel Barrêto
Samuel Barrêtoambev
 
Processos sedimentologicos em estuarios vfm
Processos sedimentologicos em estuarios vfmProcessos sedimentologicos em estuarios vfm
Processos sedimentologicos em estuarios vfmRaísa Cardoso
 
A NOSSA VIAGEM AO ENCONTRO DO CONHECIMENTO...
A NOSSA VIAGEM AO ENCONTRO DO CONHECIMENTO...A NOSSA VIAGEM AO ENCONTRO DO CONHECIMENTO...
A NOSSA VIAGEM AO ENCONTRO DO CONHECIMENTO...grupoc1
 
Escoamento de superficie (caudais)
Escoamento de superficie (caudais)Escoamento de superficie (caudais)
Escoamento de superficie (caudais)Gilson Adao
 
Apostila bacias hidrograficas
Apostila bacias hidrograficasApostila bacias hidrograficas
Apostila bacias hidrograficasjl1957
 

Semelhante a Abordagem da bacia hidrográfica pela Geografia (14)

Hidrologia 3
Hidrologia 3Hidrologia 3
Hidrologia 3
 
2 bacia hidrografica
2 bacia hidrografica2 bacia hidrografica
2 bacia hidrografica
 
Trabalho pratico 1
Trabalho pratico 1Trabalho pratico 1
Trabalho pratico 1
 
Hidrologia Aula 1
Hidrologia Aula 1Hidrologia Aula 1
Hidrologia Aula 1
 
A2 094 Augm Ambiente 2009
A2 094   Augm Ambiente 2009A2 094   Augm Ambiente 2009
A2 094 Augm Ambiente 2009
 
SISTEMA FLUVIAL E SEUS CONCEITOS BÁSICOS
SISTEMA FLUVIAL E SEUS CONCEITOS BÁSICOSSISTEMA FLUVIAL E SEUS CONCEITOS BÁSICOS
SISTEMA FLUVIAL E SEUS CONCEITOS BÁSICOS
 
Disponibilidades hídricas
Disponibilidades hídricasDisponibilidades hídricas
Disponibilidades hídricas
 
Samuel Barrêto
Samuel BarrêtoSamuel Barrêto
Samuel Barrêto
 
Processos sedimentologicos em estuarios vfm
Processos sedimentologicos em estuarios vfmProcessos sedimentologicos em estuarios vfm
Processos sedimentologicos em estuarios vfm
 
A NOSSA VIAGEM AO ENCONTRO DO CONHECIMENTO...
A NOSSA VIAGEM AO ENCONTRO DO CONHECIMENTO...A NOSSA VIAGEM AO ENCONTRO DO CONHECIMENTO...
A NOSSA VIAGEM AO ENCONTRO DO CONHECIMENTO...
 
Bacias hidrogáficas
Bacias hidrogáficasBacias hidrogáficas
Bacias hidrogáficas
 
BACIA HIDROGRÁFICA
BACIA HIDROGRÁFICABACIA HIDROGRÁFICA
BACIA HIDROGRÁFICA
 
Escoamento de superficie (caudais)
Escoamento de superficie (caudais)Escoamento de superficie (caudais)
Escoamento de superficie (caudais)
 
Apostila bacias hidrograficas
Apostila bacias hidrograficasApostila bacias hidrograficas
Apostila bacias hidrograficas
 

Mais de Patrícia Éderson Dias

Processos Migratórios e a Crise dos Refugiados
Processos Migratórios e a Crise dos RefugiadosProcessos Migratórios e a Crise dos Refugiados
Processos Migratórios e a Crise dos RefugiadosPatrícia Éderson Dias
 
Psicologia e educação interlocuções e possibilidades
Psicologia e educação  interlocuções e possibilidadesPsicologia e educação  interlocuções e possibilidades
Psicologia e educação interlocuções e possibilidadesPatrícia Éderson Dias
 
Metodologia da pesquisa em ciências da educação
Metodologia da pesquisa em ciências da educação Metodologia da pesquisa em ciências da educação
Metodologia da pesquisa em ciências da educação Patrícia Éderson Dias
 
Livro Fundamentos da Educação Infantil
Livro Fundamentos da Educação InfantilLivro Fundamentos da Educação Infantil
Livro Fundamentos da Educação InfantilPatrícia Éderson Dias
 
Tendencias e perspectivas do ensino de história
Tendencias e perspectivas do ensino de históriaTendencias e perspectivas do ensino de história
Tendencias e perspectivas do ensino de históriaPatrícia Éderson Dias
 

Mais de Patrícia Éderson Dias (20)

Processos Migratórios e a Crise dos Refugiados
Processos Migratórios e a Crise dos RefugiadosProcessos Migratórios e a Crise dos Refugiados
Processos Migratórios e a Crise dos Refugiados
 
Geografia economica i
Geografia economica iGeografia economica i
Geografia economica i
 
Conhecimento geografico i
Conhecimento geografico iConhecimento geografico i
Conhecimento geografico i
 
Climatologia ii
Climatologia iiClimatologia ii
Climatologia ii
 
Climatologia i
Climatologia iClimatologia i
Climatologia i
 
Cartografia ii
Cartografia iiCartografia ii
Cartografia ii
 
Cartografia i
Cartografia iCartografia i
Cartografia i
 
Psicologia e educação interlocuções e possibilidades
Psicologia e educação  interlocuções e possibilidadesPsicologia e educação  interlocuções e possibilidades
Psicologia e educação interlocuções e possibilidades
 
Política educacional
Política educacional Política educacional
Política educacional
 
Metodologia da pesquisa em ciências da educação
Metodologia da pesquisa em ciências da educação Metodologia da pesquisa em ciências da educação
Metodologia da pesquisa em ciências da educação
 
Literatura infantil
Literatura infantilLiteratura infantil
Literatura infantil
 
Linguagem e alfabetização
Linguagem e alfabetizaçãoLinguagem e alfabetização
Linguagem e alfabetização
 
Leitura e produção de texto
Leitura e produção de texto Leitura e produção de texto
Leitura e produção de texto
 
Historia da Educação Brasileira
Historia da Educação BrasileiraHistoria da Educação Brasileira
Historia da Educação Brasileira
 
Livro Fundamentos da Educação Infantil
Livro Fundamentos da Educação InfantilLivro Fundamentos da Educação Infantil
Livro Fundamentos da Educação Infantil
 
Fosolofia na Educação
Fosolofia na EducaçãoFosolofia na Educação
Fosolofia na Educação
 
Livro de Didatica
Livro de DidaticaLivro de Didatica
Livro de Didatica
 
Tendencias e perspectivas do ensino de história
Tendencias e perspectivas do ensino de históriaTendencias e perspectivas do ensino de história
Tendencias e perspectivas do ensino de história
 
Introdução ao estudo da história
Introdução ao estudo da históriaIntrodução ao estudo da história
Introdução ao estudo da história
 
Ética moral e valores
Ética moral e valoresÉtica moral e valores
Ética moral e valores
 

Último

VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTREVACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTREIVONETETAVARESRAMOS
 
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbv19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbyasminlarissa371
 
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.HildegardeAngel
 
A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...
A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...
A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...Unidad de Espiritualidad Eudista
 
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptxRevolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptxHlioMachado1
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
As variações do uso da palavra "como" no texto
As variações do uso da palavra "como" no  textoAs variações do uso da palavra "como" no  texto
As variações do uso da palavra "como" no textoMariaPauladeSouzaTur
 
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileirosMary Alvarenga
 
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
EVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptx
EVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptxEVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptx
EVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptxHenriqueLuciano2
 
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptxPOETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptxJMTCS
 
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptxSlides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptxOrientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptxJMTCS
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxDeyvidBriel
 
QUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptx
QUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptxQUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptx
QUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptxAntonioVieira539017
 
Mini livro sanfona - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona  - Povos Indigenas BrasileirosMini livro sanfona  - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona - Povos Indigenas BrasileirosMary Alvarenga
 
organizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdf
organizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdforganizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdf
organizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdfCarlosRodrigues832670
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoCelianeOliveira8
 
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZAAVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZAEdioFnaf
 
Projeto leitura HTPC abril - FORMAÇÃP SOBRE O PROJETO
Projeto leitura HTPC abril - FORMAÇÃP SOBRE O PROJETOProjeto leitura HTPC abril - FORMAÇÃP SOBRE O PROJETO
Projeto leitura HTPC abril - FORMAÇÃP SOBRE O PROJETODouglasVasconcelosMa
 

Último (20)

VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTREVACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
VACINAR E DOAR, É SÓ COMEÇAR - - 1º BIMESTRE
 
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbv19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
 
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
LIVRO A BELA BORBOLETA. Ziraldo e Zélio.
 
A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...
A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...
A Unidade de Espiritualidade Eudista se une ao sentimiento de toda a igreja u...
 
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptxRevolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
Revolução Industrial - Revolução Industrial .pptx
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
 
As variações do uso da palavra "como" no texto
As variações do uso da palavra "como" no  textoAs variações do uso da palavra "como" no  texto
As variações do uso da palavra "como" no texto
 
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
 
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
 
EVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptx
EVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptxEVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptx
EVANGELISMO É MISSÕES ATUALIZADO 2024.pptx
 
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptxPOETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
POETAS CONTEMPORANEOS_TEMATICAS_explicacao.pptx
 
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptxSlides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
 
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptxOrientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
 
QUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptx
QUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptxQUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptx
QUIZ – GEOGRAFIA - 8º ANO - PROVA MENSAL.pptx
 
Mini livro sanfona - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona  - Povos Indigenas BrasileirosMini livro sanfona  - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona - Povos Indigenas Brasileiros
 
organizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdf
organizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdforganizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdf
organizaao-do-clube-de-lideres-ctd-aamar_compress.pdf
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
 
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZAAVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
 
Projeto leitura HTPC abril - FORMAÇÃP SOBRE O PROJETO
Projeto leitura HTPC abril - FORMAÇÃP SOBRE O PROJETOProjeto leitura HTPC abril - FORMAÇÃP SOBRE O PROJETO
Projeto leitura HTPC abril - FORMAÇÃP SOBRE O PROJETO
 

Abordagem da bacia hidrográfica pela Geografia

  • 1. Discussões teóricas envolvendo bacia hidrográfica em uma abordagem geográfica Professor: Éderson Dias de Oliveira SUGUIO, K. e BIGARELLA, J. J. Ambientes Fluviais. Ambientes Fluviais, 2ª ed. UFSC, Florianópolis, 1990.
  • 2. Importância da BH em estudos ambientais  Os aspectos geomorfológicos são um importante condicionante do intercâmbio da água no ciclo hidrológico.  Dentre as regiões hidrológicas de importância prática para os estudos envolvendo a análise hidrogeomorfológica destaca-se a BH.  Por meio da Lei Federal nº 9.433 de 1997, a BH foi definida como Unidade de Planejamento e Implantação da Política Nacional de Recursos Hídricos.  Inseridos nesse recorte, os recursos hídricos passaram a ser um bem de domínio público, tornando-se necessário para sua exploração a implementação de um planejamento de uso da água.
  • 3.  Pela Lei ficou estabelecido também à participação pública dos usuários e da comunidade nos planos de manejo e planejamento dos recursos hídricos (BRASIL, 1997).  As BHs têm sido muito utilizadas como recorte espacial nos estudos do âmbito da Geografia e outras ciências;  Este recorte se trata de uma unidade ambiental que possibilita tratar dos componentes e da dinâmica das inter- relações necessárias ao planejamento e a gestão ambiental.  Por se arranjar de forma sistêmica, as interferências nos componentes da BH pode desencadear alterações e impactos a jusante e nos fluxos energéticos de saída (descarga, cargas sólidas e dissolvida) (CUNHA e GUERRA, 2009).
  • 4. •Nos últimos anos as ações envolvendo a derrubada das florestas para implantação de atividades agropecuárias e/ou urbano industrial no país têm sido crescente. •As bacias podem ser classificadas de acordo com sua importância:  Principais (as que abrigam os rios de maior porte);  Secundárias e;  Terciárias;
  • 5. As BHs podem ser classificadas segundo sua localização, em: LitorâneasInteriores
  • 6. Classificação da BH quanto ao escoamento global a) Exorréica: quando o escoamento das águas se faz de modo contínuo até o mar ou oceano, isto é, as bacias desembocam diretamente no nível marinho; b) Endorréicas: quando as drenagens são internas e não possuem escoamento até o mar, desembocando em lagos ou dissipando-se em desertos, ou perdendo- se nas depressões cársticas;
  • 7. c) Arréicas: quando não há nenhuma estruturação em BHs, como nas áreas desérticas onde há pouca precipitação e a atividade dunária é intensa obscurecendo as linhas e os padrões de drenagem; d) Criptorréicas: quando as BHs são subterrâneas, como nas áreas cársticas. A drenagem subterrânea acaba por surgir em fontes ou integrar-se em rios superficiais, (Christofoletti, 1980).
  • 8. Fatores do escoamento em BH • Há 3 fatores principais que influenciam no escoamento em BH: clima, componentes biofísicas e intervenção humana; Clima • À escala continental o escoamento anual depende, sobretudo, das zonas climáticas onde as BHs se inserem; ou seja, das características do clima, ex. BH amazônica; • A variação mensal/diária do escoamento associa-se ao clima, por meio da precipitação e da temperatura. • A precipitação é responsável pela quantidade de água que entra nas BHs; • A temperatura comanda a retenção da água nos meses mais frios, sob a forma de neve/gelo, e também a sua evaporação;
  • 9. As componentes biofísicas das bacias hidrográficas Dentre elas se destacam: • a geometria (área, forma), • a rede de drenagem (número de cursos de água, comprimento, sinuosidade/retilinearidade e hierarquia), • o relevo (altitude, exposição e inclinação), • o substrato geológico (litologia, estrutura), • os solos (textura e espessura) e, • a vegetação (tipo e grau de cobertura).
  • 10. Intervenção humana A ação antrópica nas BHs potencializa alterações no comportamento hidrológico destas como:  Artificialização do escoamento;  Intervenção indireta (sobre as componentes biofísicas das bacias) e intervenção direta sobre o escoamento;  Intervenções na rede de drenagem (aprofundamento, alargamento e retilinearização dos canais fluviais, construção de canais artificiais);  Supressão da cobertura vegetal (desflorestação ou florestação de vastas áreas;  Intervenção direta no escoamento: exploração ou recarga artificial aquíferos, criação de reservatórios artificiais e regularização do escoamento através de grandes barragens.
  • 11. Fatores do escoamento das BHs: enquadramento climático, componentes biofísicas das bacias e intervenção humana.
  • 12. Características físicas de uma bacia hidrográfica  A caracterização morfométrica da BH é um dos primeiros e mais comuns procedimentos executados em análises hidrológicas ou ambientais;  Esta tem como objetivo elucidar as várias questões relacionadas no entendimento da dinâmica ambiental local e regional (TEODORO et. al. 2007).  Pois os aspectos físicos e bióticos da BH desempenham importante papel nos processos do ciclo hidrológico, influenciando dentre outros:  a evapotranspiração,  a infiltração e  a quantidade de água produzida como deflúvio e os escoamentos superficial/subsuperficial;
  • 13. Análise sistémica das bacias hidrográficas  A BH se trata de um sistema físico aberto, constituído por diversas componentes, que interagem e influenciam o seu comportamento hidrológico.  Nas BHs podem ser feitas análise qualitativa e quantitativa (linear, areal e hipsométrica) como: Área de Drenagem • É a área plana (projeção horizontal) inclusa entre os seus divisores topográficos. • A área de uma bacia é o elemento básico para o cálculo das outras características físicas.
  • 14. Geometria de BH - Forma da bacia  É uma das características da BH mais difíceis de serem expressas em termos quantitativos. Ela tem efeito sobre o comportamento hidrológico da bacia, como por exemplo, no tempo de concentração (Tc).  Em igualdade de outros fatores, uma bacia circular e compacta apresenta maior tendência para a ocorrência de cheias do que uma bacia estreita e alongada.
  • 15. Características fluvio-morfológicas Efeito sobre o comportamento dos rios particularmente em pequenas BHs. O tempo de concentração pode ser usado para auxiliar neste estudo.
  • 16. • Para caracterização da forma da bacia, deve recorrer-se a uma análise qualitativa, feita por observação visual (bacia alongada, circular, compacta, etc.) e a uma análise quantitativa, feita com recurso a alguns parâmetros que relacionam a forma da bacia com formas geométricas conhecidas. • Existem vários índices utilizados para se determinar a forma das bacias, procurando relacioná-las com formas geométricas conhecidas: • a) O índice de Gravelius ou coeficiente de compacidade (Kc): é a relação entre o perímetro da bacia e o perímetro de um círculo de mesma área que a bacia. • Kc = 0,28 P / √A, em que: P é o perímetro da bacia (em km) e A é a área da bacia (em km²). • Trata-se da relação entre o perímetro da bacia (P) e o perímetro de um círculo (Pc) de igual área:
  • 17.
  • 18. • Numa BH alongada, os afluentes atingem o rio principal em diferentes pontos ao longo da sua extensão, enquanto numa BH circular, os afluentes convergem em seções mais próximas, elevando o escoamento nos pontos de confluência. • Este fato é importante sobretudo nas situações de cheia, aumentando os caudais de cheias, potencializando as bacias circulares mais perigos do que as alongadas.
  • 19. • O Índice de Gravelius é um número adimensional, o valor mínimo será igual à unidade (1), correspondendo a uma BH circular. • Considera-se compacta uma bacia em que Kc < 1,6. Em igualdade dos restantes fatores, a tendência para grandes cheias será tanto mais acentuada quanto mais próximo da unidade for o valor deste coeficiente. • Quanto mais irregular for a bacia, tanto maior será o respectivo coeficiente de compacidade.
  • 20. • Fator de Forma (Kf): é a razão entre a largura média da bacia (L) e o comprimento do eixo da bacia (L) (da foz ao ponto mais longínquo da área), onde Kf = A / L². • Kf é um número adimensional e o maior valor que Kf pode tomar é 1 correspondente a uma bacia quadrada (L = lm). • Quanto menor Kf menor tendência para cheias terá a bacia. • Isto porque uma bacia com um Kf baixo (maior é o comprimento da bacia), é uma bacia estreita e longa, que como já referido tem menor tendência para a ocorrência de cheias.
  • 21. ATIVIDADES • Sejam duas BHs X e Y quaisquer. A partir dos dados fornecidos abaixo, proceda aos cálculos do fator de forma (Kf) e do coeficiente de compacidade (Kc) para cada uma das bacias. • A seguir responda qual delas possui maior tendência a enchentes? Justifique sua resposta relacionando os dois coeficientes calculados à sua conclusão. Kf = A / L² -- Kc = 0,28 P / √A
  • 22. Conceito de Rio  Geomorfologicamente o termo rio aplica-se exclusivamente para designar “corrente canalizada” ou confinada;  Geologicamente a palavra rio é empregada para referir-se o tronco principal de um sistema de drenagem;  Dicionário Geológico-Geomorfológico: “Rio é qualquer fluxo canalizado, e as vezes é empregado para referir-se a canais destituídos de água.”
  • 23. Classificação dos rios quanto à constância do escoamento  Os cursos de água podem ser classificados quanto ao seu regime de escoamento em três tipos básicos (Lencastre e Franco, 2003):  Perenes ou Permanentes - escoam ao longo de todo o ano, porque o nível superior do aquífero, se situa sempre acima do fundo do leito do rio, fornecendo- lhe água constantemente.
  • 24. • O escoamento é dito perene quando o nível do lençol freático fica sempre acima do leito do rio, mesmo durante o período de estiagem (2). • Os cursos de água perenes escoam água durante todo o ano. • O escoamento é mantido pelas reservas de água subterrâneas que alimentam o escoamento, mesmo na estação seca. • O nível de água subterrâneo nunca desce abaixo do leito do curso de água, mesmo nas secas mais severas. • Exemplos: os grandes rios como Amazonas, Nilo, Danúbio, Reno, etc. Perene P Qs Lençol Qss Qb 1) chuvoso 2) estiagem
  • 25. • Temporários: só escoam, durante uma parte do tempo, e dividem-se em duas categorias, consoante a duração dessa ausência de escoamento: • Intermitentes ou Sazonais - escoam na estação de abundância e secam na de estiagem, uma vez que o nível do freático varia entre acima e abaixo do nível do leito fluvial. • Efêmeros ou Ocasionais - só dependem do escoamento superficial, ou seja, o nível superior do aquífero nunca atinge o fundo do seu leito.
  • 26. • Os cursos de água intermitentes, geralmente, escoam durante a estação húmida e secam na estação seca. • Durante a estação húmida o nível freático sobe acima do nível inferior do leito escoando, por isso, água de origem subterrânea e superficial. • Já na estação seca, o nível freático desce a um nível inferior ao do leito e o escoamento cessa, ocorrendo apenas após ou durante chuvadas pontuais. • Exemplos: os rios do Nordeste em geral. Intermitente P Qs Lençol Qss Qb 1) chuvoso 2) estiagem
  • 27. • Os cursos de água efêmeros existem apenas durante/imediatamente os períodos de precipitação transportando, por isso, apenas escoamento superficial. • O nível freático encontra-se sempre abaixo do leito do curso de água não havendo, portanto, qualquer contribuição subterrânea para o escoamento. • Ex: os rios de regiões secas, com solo sem capacidade de armazenamento (solos rochosos, leitos impermeáveis, etc.) e também trechos de cabeceiras de drenagem; • Obs: muitos rios apresentam traços dos 3 tipos de escoamento, todavia, a maioria dos grandes rios é perene, e geralmente os pequenos rios são efémeros ou intermitentes. P Qs Qss Lençol Efêmero
  • 28. • Ganho de água • Perda de água • Perda de água - nível freático desconectado
  • 29.  Nesse contexto os rios podem possuir regimes hídricos efluentes: quando recebem água do subsolo – zona de saturação; e influentes: quando perdem água para o subsolo.
  • 30. A bacia hidrográfica e seus componentes • Nascente: é o lugar onde o canal se inicia (nos mapas é representado pelo começo da linha azul). Não se deve pensar que a nascente seja um lugar bem definido. Também denominada de: cabeceira, fonte, minadouro, mina, lacrimal, anfiteatro, etc. • Sub-afluente - pequeno curso fluvial que escoa suas águas num afluente ou tributário de um grande rio. • Afluente/tributário - curso d'água, cujo volume ou descarga contribui para aumentar outro rio ou lago no qual desemboca.
  • 31. • Confluência ou Junção: é o lugar onde dois canais se encontram. Na análise morfométrica e topológica não são permitidas junções tríplices; • Curso superior: parte do curso de um rio que está mais próxima de sua nascente, e onde pode predominar a erosão (desgaste) vertical. • Curso inferior: parte do curso de um rio que está mais próxima de sua foz, e onde pode predominar a deposição vertical - aluvionamento. • Curso médio: trecho intermediário do curso de um rio, onde se destaca a ação de transporte. • Foz, Exutória ou Desembocadura: é o local onde desagua um rio, podendo dar em outro rio em um oceano ou no lago;
  • 32. • Débito, Caudal ou Vazão: quantidade de água que um rio escoa em um ponto qualquer de seu curso. • Regime: variação do débito de um rio no decorrer de um ano. • Margem: terras emersas ou firmes junto às águas de um rio, lago ou lagoa. O observador de costas para montante, isto é, a nascente, terá do seu lado direito a margem direita e do lado oposto, a margem esquerda. • Meandro: curva no traçado do rio. Os meandros são largos e semelhantes entre si e resultam da corrente, que escava a parte côncava da margem, zona de maior velocidade da água, e deposita no lado convexo da margem.
  • 33. • Leito: trecho recoberto pelas águas ao se escoarem, sendo sua largura variável, conforme a quantidade de água existente no canal fluvial. • Jusante: é qualquer ponto do rio/BH que se localize “depois” em direção a foz. • Montante: é qualquer ponto do rio/BH que se localize antes em direção a nascente. • Crista, Divisor topográfico ou Interflúvio: intersecção do plano das vertentes - é o oposto de talvegue. A crista é formada por uma linha determinada pelos pontos mais altos, a partir da qual divergem os dois declives das vertentes.
  • 34. • Talvegue: é a linha de maior profundidade no leito fluvial. Resulta da intersecção dos planos das vertentes com dois sistemas de declives convergentes. • Vale: parte que se estende de um interflúvio a outro, abrangendo o talvegue, o leito, as margens e as vertentes. • Rede fluvial/canais: é o padrão inter-relacionado de drenagem formado por um conjunto de rios em determinada área, a partir de qualquer número de fontes até a desembocadura da referida rede; • Vertentes ou encostas: laterais dos vales fluviais, indo desde a margem até o interflúvio. • Segmento/curso fluvial: é o trecho do rio ou canal ao longo do qual a ordem que lhe é associada permanece constante;
  • 35. foz ou desembocadura NASCENTES CONTINENTE afluente margem direita curso inferior OCEANO curso médio sub-afluente afluente margem esquerdacurso superior sub- afluente
  • 36. 2 2 3 3 4 5 1 1 6 talvegue leito margem margem vertentevertente interflúviointerflúvio vale OUTROS COMPONENTES
  • 37. Classificação dos rios com relação a inclinação das camadas geológicas Davis (1954), propôs várias designações considerando a disposição dos cursos d'água em relação à altitude das camadas geológicas, sendo usado os termos: Insequente;
  • 39. Estes rios formam cursos retilíneos e paralelos fluindo rumo às partes baixas. Na BH do Paraná, temos como exemplos os rios Iguaçu e Paranapanema.
  • 40. Essas zonas se tratam de falhas, diaclasamento, rochas menos resistentes e etc. O rio dos Pato afluente do rio Ivaí constitui um exemplo.
  • 41.
  • 42.
  • 43.
  • 44.  Morfometria fluvial: é a análise geométrica das formas de relevo e da drenagem fluvial. Sistema de drenagem O sistema de drenagem de uma BH é constituído pelo rio principal e seus tributários; o estudo das ramificações e do desenvolvimento do sistema é importante, pois ele indica a maior ou menor velocidade com que a água deixa a BH. Esse padrão também influencia no comportamento hidrológico da bacia. Ordem dos cursos fluviais  Consiste no processo de se estabelecer a classificação de um determinado curso de água no conjunto total da bacia hidrográfica (Horton, 1945).  Para isso adota-se o seguinte procedimento segundo Strahler , 1957:
  • 45. (1) os cursos primários recebem o numero 1; (2) a união de 2 de mesma ordem dá origem a um curso de ordem superior; e, (3) a união de 2 de ordem diferente faz com que prevaleça a ordem do maior. • Canais de 1ª ordem => não possuem tributários; • Canais de 2ª ordem => somente recebem tributários de 1ª ordem; Ordem dos cursos d’água. • Canais de 3ª ordem => podem receber um ou mais tributários de 2ª ordem, e também afluentes de 1ª ordem; • Canais de 4ª ordem => recebem tributários de 3ª ordem e, das ordens inferiores.
  • 46.
  • 47. • Já com relação a definição do curso de água principal de uma BH, há vários critérios (canal com ordem mais elevada; maior altitude; trecho mais longo dentro da BH, Shreve, 1974); • Classifique os cursos d’água abaixo de acordo com a hierarquia fluvial proposta por Strahler?

Notas do Editor

  1. 12