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  1. 1. December 29th, 2009 Published by: vozlivre Contos amanhecer, de um salto... Eu me punha em pé! Os meus olhos Feliz ano novo seguiam direto a procura dos meus sapatos, onde um ajudante By CLÁUDIO DOMINGOS BORGES on December 26th, 2009 teu – quantos desses tens mundo afora... –, tinha colocado Um dia a mais no nosso calendário o meu presente. Mais um dia mais um ano Deixamos nossos passos para trás Lembro da boneca duura... baraata.. . que o teu ajudante Medimos nossos progressos me presenteou! Não mexia a cabeça, nem os braços e menos E por muitas coisas nos arrependemos ainda as pernas. Os olhos eram pintados... Porém, como me Sentimos muito fez feliz!... Porque erramos E por isso sofremos Fui crescendo e o meu entendimento cresceu comigo... Fizemos uma retrospectiva Quantas perguntas eu fiz a mim mesma... Algumas sem Analisando tudo que passou respostas, outras... vieram a mim. Lamentamos Rimos Como é lindo o Natal! É uma festa que simboliza a paz e Agradecemos a fraternidade entre os homens... Tudo é tão singelo, tão Choramos mágico!... Tão saudoso... Mesmo, para os que ainda, não têm Perdemos porque sentir saudade... Ganhamos Tudo é vermelho, verde e branco... Sangue, vida e paz!... Mais tudo que passou Serviu como lição Ah!... Hoje, percebo, infelizmente, que a maioria, comemora Para aprendemos tudo nessa época, menos o que se deve comemorar de fato!... Para rejuvenescemos O personagem principal está tão distante de cada um deles. .. E ficarmos mais bonitos de coração É uma festa cuja preparação é uma forma de exaltação própria! A casa material é limpa ornamentada, troca-se móveis e Chegamos ao um novo ano utensílios; se faz faxina nos armários e guarda-roupas, é Novas esperanças momento de inovação exterior... Às geladeiras ficam repletas Novos sonhos de guloseimas; de supérfluos, para alimentar a quem não Novos caminhos tem fome... É NATAL!! E novas escolhas Foi em busca da compra de presentes, que me deparei com Que sejamos guiados pela corrente do bem a ‘realidade da época’.. . Ao chegar a uma grande loja Iluminados pela luz do amor de brinquedos... Observei um pai testando um carrinho, Abrindo nossos corações guiado por controle remoto. Feliz, tal qual, uma criança... Sem preconceitos Indeciso entre levar o carrinho e/ou um helicóptero que, Sem diferenças parecia ser mais real, do que se possa imaginar...Com certeza, Um amor puro e verdadeiro aquele pai estava propenso a si presentear, tanto quanto, Que não faça questão de títulos ao filho... Quem sabe?... Talvez, quando criança, recebera Nem de cor nem de religião nem de raças presentes como os que eu recebi... (e, graças a Deus por O amor de Deus tê-los recebido...) Naquele momento de observância, percebi Incondicional. uma criança maltrapilha – menino-de-rua – admiradíssimo Cláudio D. Borges. com tamanha beleza... Ele assentou-se no chão e ficou embevecido. Os seus olhos brilhavam, como as luzes do Natal... Ora, olhava o carinho que fazia manobras radicais, Desejos do Coração (Conto de guiado pelo comprador-criança; ora, fitava para o alto, Natal) vendo o helicóptero voaando... tal qual, um pássaro. Foi em meio aquele enlevo que chegou um vendedor desnaturado, By EstherRogessi on December 23rd, 2009 insensível e o colocou para fora, puxando-lhe pelo braço Não mais sou aquela criança, que, às vésperas dos natais grosseiramente... O meu espírito se constrangeu! Quando me longínquos... sonhava, em agonia, com o término da noite recuperei do choque momentâneo, gritei: Pare! Não faça isso! e lutava contra o sono para ver-te chegar durante às Respeite a criança... Suas vestes estão sujas, porém, a sua madrugadas, Noel... Ansiosa eu colocava meus sapatinhos inocência é branca... Não a manche! Deixe-o em paz! Ele está bem arrumados , embaixo da cama , esperando a tua visita, que comigo... O homem saiu desconfiado... Perguntei ao garoto: eu sabia, ser breve... Quantos lares tinhas que visitar!... E, ao qual deles é o mais bonito? E ele respondeu: – O avião!! Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 1
  2. 2. December 29th, 2009 Published by: vozlivre Papai do Céu – hoje eu sei a nome correto – realizou o Hugo disse alegremente: – Minha mãe me ajuda a fazer o sonho daquela criança. Eu sei, o quanto dói, não ter um sonho pedido, me diz o que é melhor. Sabe? No Natal passado, eu realizado... pedi uma bicicleta, então a minha mãe disse que o Papai Noel O que é fácil e corriqueiro para milhares, pode ser de suma era muito velhinho e que era difícil para ele subir o morro, importância para outros tantos. carregando tantos presentes e, ainda mais, uma bicicleta pesada... Eu concordei com ela e pedi um carro bem bonito... Eu tenho um sonho há dez anos... Sei que se tornará real... – E ele deu? – Claro! Igualzinho ao que eu mostrei a minha Viverei até lá!... mãe! – Ah...´Foi mesmo? EstherRogessi.Conto de Natal.Desejos do Coração.Categoria:Narrativa.23/12/09 Fiquei pensando durante todo o dia... Como eu queria ganhar um presente... Quando mamãe chegou do trabalho – minha This obra by Attribute work to name is licensed under a mãe trabalhava há dez anos na casa de um casal de médicos Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a –, contei para ela sobre a minha conversa com os meus Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License colegas. Ela ficou em silêncio, olhando para mim... E vi lágrimas escorrendo por suas faces... Perguntei-lhe: – Por que a senhora está chorando, mãe? O MEU MELHOR PRESENTE – Por nada filho... É que eu cresci sem natais, e, esqueci de DE NATAL (Conto) fazer você viver os seus... Perdoe-me, filho... Mas, o que você gostaria de ganhar By EstherRogessi on December 23rd, 2009 mesmo? – Um carro bem bonito! – Vou falar para o Papai Noel, está bem? Ah! Que alegria eu senti... Pela primeira vez, eu ganharia um presente do Papai Noel... “Papai!” Que palavra mágica! Boa de falar... Ah! Eu cresci chamando mamãe e só mamãe. Não sei do meu pai... Algumas vezes eu perguntava a minha mãe: – mãe, por que eu não tenho pai? Por que eu não sou como as outras crianças? Ela rodeava, porém, não me falava a verdade. Foi perdido em sonhos, com a alma agitada, que naquela madrugada abafada, no escuro do meu barraco, fitando o teto de zinco, me refrescando através dos chuviscos de uma chuvarada repentina que, se fez cair..., no descanso do desconfortável sofá sem pés, rente ao chão, com um único lençol que eu tinha de optar entre forrar o seu plástico barato, para não me esquentar as costas durante o sono, ou, me cobrir, me livrando dos pernilongos que brigavam entre si, Naquele 23 de dezembro, acordei durante a madrugada, e, em disputa pelo meu sangue. Já passava das vinte e quatro na minha cabecinha de criança, contando apenas 07 anos de horas. Havia uma casa de jogos próximo ao nosso barraco, idade, fiquei sonhando acordado com o Natal. Eu não sabia que costumava fechar muito tarde, eu ouvia os comentários bem o que era, porém, ouvi os meus colegas do ‘Grupo Escolar’ da vizinhança, que o seu fechamento se dava após às vinte e contarem uns para os outros, dos pedidos feitos ao ‘Papai quatro horas... Ouvindo o barulho do fechar de portas, deduzi Noel’... E, timidamente perguntei-lhes: – Quem é? Vocês têm ser muito tarde... A minha mãe ainda não tinha chegado, um pai com o mesmo nome? porém, eu não sentia medo, os meus pensamentos eram tão – Não! Seu bobo... Papai Noel é um velhinho que no dia de bons... Quantos sonhos! Natal dá presentes às crianças... Você nunca ganhou presentes Pelos furos do zinco, percebi pequenos raios luzentes, dele não? entrando e causando um efeito bonito no nosso barraco de – Não... eu não tenho pai... dois cômodos. Os pingos fortes da chuva, faziam-se ouvir no Imediatamente Hugo respondeu: – Não é preciso ter pai pra zinco... Era como se Deus estivesse a me falar em mensagem ganhar presente do papai Noel!... codificada: ‘Estou bem presente aqui, não estás só! Trago o Perguntei-lhe: – Não?... céu para ti como presente de Natal, essas são às luzes de todos – É claro que não! Eu não tenho pai, mas todo Natal Papai os natais que você não viveu meu filho!. .. Noel me dá presente! Falou o Marquinhos, outro colega nosso, todo orgulhoso... E Comecei a chorar mansinho. Eu era criança, não entendia... perguntei espantado: Mas, no meu coração, eu ouvia uma voz doce, que, de repente, – Ah... Ele dar mesmo? Como é que eu faço? Como é que ele deixou de falar dentro do meu coração e inundou o nosso vai saber onde moro? barraco, uma doce voz que soava forte; que se fazia ouvir como que fosse amplificada, enquanto que o lugar simples e humilde Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 2
  3. 3. December 29th, 2009 Published by: vozlivre ficou repleto de estrelas... O chão de barro batido, os poucos Entendi que eu não deveria desejar presente algum na vida... utensílios e projetos de móveis, a ‘minha cama’ , tudo estava Além do que 'Aquela doce voz’ me deu... Ele cumpriu com bordado por estrelas de luz tênue... Sou o teu Deus! O Pai dos suas palavras! A verdade sempre vence! Pois, ela é amor, é órfãos e o marido das viúvas... Sou eu que zelo por ti e vou te fruto do Espírito de Deus e o amor vence o mundo! dar o presente de Natal que, Noel não poderá te dar , não o receberás, aqui, no morro, mas te farei descer o morro para EstherRogessi.Escritora UBE. Mat. 3963.Conto: O recebê-lo, porque SOU o teu Deus! MEU MELHOR PRESENTE DE NATAL. Categoria: Narrativa.16/11/09. Não sei se aquela voz se alongou ao falar-me... Foi um http://contistas.ning.com/profiles/blogs/o-meu-melhor- bálsamo para a minh’alma inocente e ansiosa, perdida em presente-de-natal-1 questionamentos mudos. A doce voz inundou, não só os cômodos do nosso barraco, porém, a minha alma... Adormeci This obra by Attribute work to name is licensed under a ouvindo-a..., não vi a minha mãe chegar. Acordei com ela Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a me chamando, me apressando, pois, iríamos passar o Natal Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License na casa dos patrões da minha mãe – o casal de médicos –, algumas das vezes ela me levava para passar o dia lá..., juntinho a ela naquele apartamento imenso e elegante. Natal Estado de Graça By EstherRogessi on December 23rd, 2009 O Dr. Fábio ficava olhando-me demoradamente... Algumas vezes era carinhoso... Eles não tinham filhos, a Drª Olívia – sua esposa– era estéril. Eles estavam em férias. E planejavam viajar logo após o Natal. A minha mãe também teria férias... Natal expressão viva de paz... Poderíamos ficar juntos por mais tempo. A Família dos Espalhar o bem sem jamais olhar a quem, patrões da mamãe moravam em outro país...distante, muito É bandeira do capaz... É um estado de graça... distante! Naquela noite de véspera de Natal éramos em Agraciado é com certeza, quem ama a natureza, número de quatro. Jantamos alegres e, em seguida, a Drª Dela zelando tão bem quanto da própria casa. Olívia nos convidou para nos assentarmos junto à grande O sentido verdadeiro dos festejos natalinos, árvore de Natal, muito bonita e iluminada, com várias Dá-se a vida de Jesus o menino... Do mundo a salvação! caixas de presentes embaixo... A vista de todos o Dr Fábio Promessa de Deus Pai que o próprio filho deu... calmamente me perguntou: – O que você pediu ao Papai Noel, Doando uma parte de Si o exemplo nos deixou, filho? da doação verdadeira – no que nos é mais caro –, na boa Olhei para ele muito sério e lhe respondi: – Eu e minha mãe semeadura... pedimos um carro bem bonito... Mas, eu ouvi uma voz muito É dando que se recebe e, ajudando que o fardo se faz leve... bonita e calma no meu coração dizendo que Ele era o pai dos Que se colhe e, amando que se é nobre! órfãos e marido das viúvas e que eu não estava só... e, que iria me dar um presente que o Papai Noel não poderia me Esther Rogessi Prosa Poética: Natal Estado de dar, e eu teria que descer o morro para recebê-lo.. . Eu já não Graça.Categoria:Poética.15/11/09 sei mais o que vou ganhar... Sabe o que eu queria mais do que qualquer presente doutor.? This obra by Attribute work to name is licensed under a – Não, filho! Não sei... O que? Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a – O meu pai! O meu pai de verdade! Eu só tenho mãe... Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License Sem entender, vi o Dr. Fábio chorar como eu nunca pensei que um homem pudesse fazê-lo... Mesmo eu sendo tão pequenino, entendi que algo muito sério estava acontecendo naquela noite de Natal... E espantado vi o Dr. Pegar as mãos de sua esposa, PROPOSTA DE PAZ! (Rondel) By EstherRogessi on December 23rd, 2009 e, lhe pedir perdão em pranto, a minha mãe nervosa colocou as mãos na boca e gritou: – Não! Não conte Fábio!. .. Fiquei mais confuso ainda... A minha mãe chamara o doutor, simplesmente de Fábio... Ele não a ouviu e contou a doutora Olívia – a sua esposa – que eu era seu filho... Não ficamos para a entrega dos presentes..., mamãe me pegou e saímos rapidamente... A minha vida mudou, a nossa vida mudou! Minha mãe não mais precisou trabalhar em casa de família, eu ganhei o pai que eu pensei não ter, o doutor Fábio me reconheceu como filho, nos deu uma casa decente, uma pensão para minha mãe cuidar de mim... E sua esposa ao longo dos anos, lhe perdoou. Não se separaram. Não fiz a infelicidade deles, causei lágrimas, é Proposta ao espírito tenaz... verdade...Sem querer fiz a boa doutora sofrer... Bem a vive quem é capaz! Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 3
  4. 4. December 29th, 2009 Published by: vozlivre Ouço singelos toques de sinos... Anúncio do nascer de um ser especial... AQUELE LIVRO II (Conto) By EstherRogessi on December 22nd, 2009 Natal – Expressão viva de paz, amor e bem!... Expressão do amor em ação, do virtual ao real! Proposta ao espírito tenaz... Bem a vive quem é capaz! Viver o Natal torná-lo real, dia após dia Bem vivê-lo a cada amanhecer... Ações geridas de um coração em paz Não só de palavras bonitas... Bem a vive quem é capaz! EstherRogessi. Rondel: Proposta de Paz! Ciranda CAPPAZ. 16/12/09 This obra by Attribute work to name is licensed under a Há coisas que marcam a nossa vida. Trago recordações da Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a infância, que, me servem de bálsamo por muitas vezes Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License ... recordações, de um tempo em que, eu contava os meus primeiros anos de vida..., incrivelmente, estão bem dentro de mim. E, muitas das vezes, me pergunto: como posso Feliz natal me lembrar de algo tão distante ? Chega-me docemente By CLÁUDIO DOMINGOS BORGES on December 22nd, 2009 à memória, a minha primeira cartilha, na qual, aprendi à Feliz natal assoletrar... Logo após, veio “aquele livro ”... Muito colorido, Muita paz pra você com um cheiro bom, de papel novo, que eu pressionava e ia E também no seu lar soltando aos poucos, com o nariz bem pertinho, para sentir o Muito amor no coração cheiro de livro novo . Bons sentimentos Veio a minha adolescência... Quantas boas e más lembranças... Para doar Ainda bem, que prevaleceram as boas! Felicidades E, dentre elas, alguns livros... que me acompanharam por Saúde muito tempo! Lembro, de quando o meu irmão mais velho Amor chegou com o livro que me deixou encantada... que ilustração Caridade linda e convidativa à leitura!... Quantas folhas! Oitocentas e... Fé Ah! Não lembro quantas mais! Sei que era muuito grosso! Que Jesus nasça no seu coração Porém, isto não me desanimava... Quanto mais eu o lia, Que ele te inspire o perdão mais queria lê-lo! Com espanto, todos me viram concluir a Lava-te o coração das magoas leitura, que, para eles, seria impossível... Eu vivia a história, E de todo o mal me preocupava em guardar o nome dos personagens, torcia Que seja você e sofria junto com eles... Por muito tempo fizeram parte O pai a mãe do menino Jesus de mim... Eu lhes chamava pelos nomes: Ellen O’Hara, Recebendo uma criança Melaine Hamilton, Ashley Wilkes, Rhett Butlley... Ah! Rhett... Das mãos do senhor Eu amava Scarllet O’Hara, mas fui má para com ela... Eu A mais pura forma do amor de DEUS sonhava com você! E, muitas vezes, quando eu fechava aquele O próprio amor de DEUS livro , deitada em minha cama, eu viajava em teus braços, Que o presépio oh! Rhett... E, ao despertar, dizia para mim mesma, saindo Mais lindo seja a sua casa daquele êxtase platônico: “Amanhã pensarei no assunto!” Que Jesus renasça em cada coração Cresci, amadureci... Tudo ficou para trás, as doces lembranças Enfeitando a sua vida ficaram... Porém, o tempo passou... E O VENTO LEVOU! De ternura compaixão perdão paz e amor Cláudio D. Borges Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 4
  5. 5. December 29th, 2009 Published by: vozlivre Não importa o quanto eu posso andar ou por onde andar, todos os lugares que eu for, se eu procurar com os olhos da alma, irei encontrar a vida. Com os olhos da alma encontrarei a paz, o amor a sombra a água a flor, e um ninho que represente a continuidade da vida dos sonhos. Sempre existirá vida que seja boa ou mais ou menos a vida vai prevalecer. É isso que representa o Natal, noite milagrosa, noite de luz, morre o velho, renasce o novo. Novos tempos, novo EU. Que a luz de uma vida não se apague, que ela sobreviva, nos seus olhos, no seu coração, que ela aumente sua estima, e que todas as energias positivas possam encontrar-se dentro de você. Que haja luz por onde andares, que haja vida, por onde fores 2009 está indo, mas vem 2010 que venha, trazendo vida, sombras, águas, ninhos e esteja onde estiveres que haja um facho de luz, e que floresça sempre a vida. O amor. EstherRogessi.Escritora UBE. Mat.3963. Conto: AQUELE LIVRO II. Publicado como 'Tema do Mês' do http:// Feliz Natal e um Próspero ano novo. duelosliterarios.blogspot.com 30/11/09. São os mais sinceros votos, Deste amigo, This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Hermínio Neves de Jesus. Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License mensagem de fim de ano. By herminio neves de jesus on December 19th, 2009 Mensagem de fim de ano. Caminhando pela vida descobri a beira da estrada uma flor, tinha muita água em volta sombra e a terra era escura e fresquinha acho que era por isso que aquela flor era tão linda suas cores eram tão expressivas. Segui andando e mais à frente outra plantinha igualmente linda verde não tinha água perto não tinha sombra olhei pra traz estava um pouco distante já ainda assim estava verde e linda. Segui meu caminho observando tudo à minha volta e adiante existia uma grande árvore, e ela me contemplou com uma grande sombra, não quis demorar muito ali, e voltei à estrada e olhando o céu pude ver que dali em diante a paisagem começara a mudar, era diferente a vegetação não era tão verde, era meio amarelada, mas tinha vida apesar de tudo. Minha sensação era que, mas á frente não veria mais nada alem de pedras e olhando em frente não vi mais flores, continuarei caminhando e procurando por mais flores, mesmo que fosse amarelada eu queria encontrar não desistiria de descobrir. Comecei a correr e a correr queria encontrar uma sombra, uma grande árvore uma flor. Adiante iniciou umas terras áridas de muitas pedras e ai eu pensei, aqui é muito seco, não tem vegetação nenhuma, vi pequenas pedras umas próximas das outras, como se alguém às colocassem uma a uma em fileiras, mais a frente eu vi grandes pedras e nada de terras escuras, mas havia sombras, entre as pedras bem no fundo, eu vi uma flor e não havia nada tão lindo suas pétalas pareciam a sensualidade da própria natureza, tinham formas e cores vivas e bem ao seu lado havia um pequeno ninho de pássaros pequenos com um filhotinho dormindo tranqüilo sem medo. Parei pra refletir. Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 5
  6. 6. December 29th, 2009 Published by: vozlivre Não sei como, Eu...Prefiro morrer... - Isabel Mas vou, irei conseguir! Fontes By Isabel Fontes on December 6th, 2009 Não é doença, Não é desespero, É além mais, profundo e incerto. Tal qual estas palavras, Que teclo no PC. Tal qual estas palavras, Que me saem do coração. A Rotina do dia a dia By Sérgio Francisco de Oliveira on December 4th, 2009 Era sempre assim. Todos os dias ao chegar a casa era a mesma novela. A esposa queria que lhe trouxesse flores. Mas parece que as idéia do casal não batia muito bem. Ela romântica, sonhava com um tipo utópico de sentimento. E ele era bem racional, quer dizer, ele era razão. Dessa vez ele chega cansado e ouve a pergunta básica de todos os dias: - Como foi seu dia? Ao que ele responde com um tom de nervosismo: - Foi terrível! Eduarda querendo que Romeu tivesse lembrado lhe trazer algo. Nada muito grande, mas, que lhe mostrasse terna consideração. Uma pequena garantia que lhe mostrasse que naquele dia, naquele estressante dia, ele nem que fosse aos piores momentos, se lembrasse que tinha uma esposa que lhe amava e o aguardava ansiosamente em casa. Mas Romeu já não tinha tantos sentimentos românticos como no inicio do casamento. Romeu estava com a mente focalizada apenas nos negócios. Quando ainda namorava com Eduarda as coisas eram bem diferentes. Saiam todo o fim de semana e sempre que se encontravam lhe trazia algum presente. E agora depois do casamento parece que a companheira havia perdido o brilho que tinha quando solteira. Romeu Estar assim... não conseguia ver com tanto entusiasmo. Em tudo o que Porquê? pensava era no AP que estava pagando. Sobrecarregado com mais um dia a ouvir o que não mereço, as prestações mensais. Como se não bastasse o carro estava De quem não me merece. com duas prestações vencidas. E se mais uma vencesse, ele se complicava de vez. Seu carro seria tomado com ordem judicial. Sentir as entranhas rotas, Depois do silencio e de ambos terem meditado em sua De tanto fugir. situação, parado e refletido. Romeu pensou um pouco em Não sei para onde ir... um momento de sensibilidade para com sua esposa. E lhe convidou: Vida que não se endireita, - Vamos dar uma volta? Podemos quebrar um pouco o gelo e Para poder cumprir, nos alegrar um pouco. Limpar meu nome. Sem nenhum rancor e mágoa ela prontamente se esquece Sofro escondida, nesta rotina... as contas, os dissabores dos dias. A rotina do dia a dia e prontamente aceita o convite. Ela não pode se contiver dentro Muitas tentativas, frustradas, de si mesma em sua felicidade. E vai se aprontar. Veste a Não deram em nada. melhor roupa que tem. A roupa que tinha comprado para o dia do aniversário de casamento. Que raiva, Feliz por ter sido lembrada, alegre por se sentir amada. Parece Esta falta de coragem! que era tudo o que ela queria para aquela noite. Quero sair daqui! Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 6
  7. 7. December 29th, 2009 Published by: vozlivre foi por si apercebido sem nenhum sentimento mesquinho de Um dia na vida de uma Mulher superioridade. Sentiu um enorme carinho pelo seu indiscreto By Rimbaud on December 2nd, 2009 momento de insegurança. Gostava da pessoa de Bernardo. Despertou de um sono longo. A realidade chegava-lhe E gostava do homem que ele incorporava. Mas deu consigo ordenada pelos sentidos. Ainda de olhos fechados o olfacto numa das mesas da gafieira a “engolir”, por respeito, aquele não transportou até si nenhum perfume que atestasse outra inoportuno e redutor discurso acerca das formalidades que ele humana presença. A epiderme reclama-lhe o toque com entende deverem fazer parte das suas relações afectivas, e que intensidade de carícia, o beijo matinal no ombro direito, acabavam de ser desvalorizadas pelo comportamento dela. a junção do corpo dele com o seu, seguido de um abraço Ficou triste pelo que entendia ser um precedente ao qual não que inexoravelmente a introduziam no Mundo. Eram assim poderia ceder. Antevia que se concedesse, a Bernardo, aquela inevitavelmente os despertares aos sábados de manhã depois perspectiva sobre o seu comportamento estaria a mutilar a de ter conhecido o Bernardo, seu namorado, havia pelo sua “livre” natureza para viver emoções que a seu ver não menos um ano. Dois "specimens" lindos, com glamour, punham em causa os alicerces da sua relação com ele, e a que desafiavam pelos bares e gafieiras do costume, os submeter-se a um código moralizador do seu comportamento incontinentes caçadores de sexo das soirés lisboetas. Aos afectivo que não subscrevia. Sabia, sobretudo, que o valor olhares explicitos daquela tribo de oníricos nunca tinham sido e a permanência da sua relação com Bernardo resultavam capazes de conter as sensuais coreografias que exprimiam na do somatório e da intensidade das experiências que viveram batida repetitiva dos sons da House Music, ou no “caliente” e que aquele, no seu entender, insignificante episódio não abraço que o bolero exigia, enquanto arrastavam os corpos poderia corromper a concepcção, para si um credo, "de que colados pela pista ao encontro da nota musical que coroasse as relações afectivas permanecem porque o seu edificio é o extâse que adivinhavam invadi-los, e se cumpriria com a estruturado pela sedimentação de diferentes experiências cumplicidade mágica de uma atmosfera sombria que lhes com capacidade para se ajustarem entre si”. Dai entender outorgava a natureza de silhuetas. que aquele julgamento a que Bernardo a tinha submetido se revelava como uma experiência desajustada de todas as Recusava acordar. Sabia que esta negação para a vida se anteriores. O afecto que lhe tinha, enorme, desaconselhava-a manifestava sempre assim depois de um “desencontro de a que num impulso radical ditasse o fim daquela relação, ali afectos”. Mas desta vez sentia-se “incompleta” e por isso não e naquele momento. Pressentida a amargura que esta rotura queria desvelar-se para um dia que lhe faria sentir o peso causaria aos dois. Duvidou sobre qual a opção mas correcta a da solidão. Estava “amputada” do afecto com mais empatia tomar. Queria compreender se aquele discurso aparecia como que tinha vivido estes últimos tempos. E, obviamente, sentia recurso para justificar o momento de despeito ou se integrava que não eram só as noites de enlevo e orgasmos que, em tão a mentalidade dele. Entendeu voltar sozinha para casa e por pouco tempo, já eram saudades, mas era tudo o que demais antecipação começou a viver, ali mesmo, a experiência de compunha a vivência com este companheiro. Muitas vezes os solidão que, no seu apartamento e na sua cama, se tornariam “olhares” para a realidade sobrepunham-se de tal maneira, mais intensos naquela noite de sexta feira. e sabia não serem estes momentos de perfeita sintonia uma refinada gentileza dele, que a teoria da alma gémea No dia seguinte, na manhã de sábado, encontrava-se na cama predestinada “abria” uma brecha na sua sólida formação pressionada pela decisão de ter de ressuscitar ou aniquilar materialista e racional. Mas nesse revelado momento fazia uma relação que ontem tinha suspendido. Agitada enquanto sempre por esquecer a sua lógica de pensamento para “vivia” por remake o sucedido, sentiu-se desconfortavél na não beliscar a harmonia e a felicidade experimentada. cama. Uma atrevida ponta de ar invadiu-lhe a atmosfera Mais tarde, para “explicar” aqueles momentos de existencial quente dos lençois e causou-lhe um “frissom” no corpo, perfeição, sem trair a sua formação, recorria enquadrando- agravando ainda mais o desconforto do seu melancólico e os nos fenómenos que a filosofia existencial categorizava de triste despertar. Abriu por fim os olhos e a claridade que circunstância empática pelos humores. Também a estética não a manhã, já alta, tinha lançado para dentro do seu quarto os dividia apesar da diferente e natural, dizem, sensibilidade feriu-lhe o estado de sonolência. Algum calor, improprio do dos géneros. Assim como os livros e o cinema que discutiam Inverno, fazia-lhe adivinhar a vida, lá fora, manifestando- sem exaltar-se e em total liberdade de opinião. Estava se em desportistas de fim de semana mobilizados para o triste porque este tempo de feliz mundividência estava combate à adiposidade construida em empregos sedentários prestes a desmoronar-se por um trajeito de ciúmes que que lhe penalizam o corpo e a estética, numa sociedade se revelou acossado pelo seu (dele) sentimento de posse. que paradoxalmente tem nas diferenças humanas um valor Sentiu a liberdade, a sua, “encolher” quando ele “soltou” democrático, mas que obtusamente insiste, por influência um discurso sobre o compromisso que pretendia, percebeu de uma fanática filosofia da “normatização” veiculada por ali mesmo, organizar as suas emoções. Para ela as relações alguns média, em construir modelos para a standarização de eram, sempre tinham sido “edificios” estratificados por tudo e de todos nós. Era uma crítica militante de todo o experiências afectivas e emocionais, no qual o ajustamento pensamento ou filosofia que se aflorasse redutora das escolhas das mesmas determinava o cimento da sua estrutura e a sua individuais de vida que não atentassem contra a estabilidade permanência. Percebia o incómodo, o dele, porque o piropo da ordem democrática, mas era do mais elementar bom senso de um bem apessoado transeunte da gafieira tinha estimulado reconhecer o esforço meritório daqueles desportistas de fim nela uma resposta no mesmo tom, seguida de um curto de semana, por influência, ou não, do discurso mediádito. E “briefing” de insinuações ,entrecortadas com ritualizadas era evidente que a actividade física é boa para a saúde. coreografias de côrte. O irreverente “beicinho” do Bernardo Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 7
  8. 8. December 29th, 2009 Published by: vozlivre Reconheceu entretanto que já nem mesmo o conforto da tudo demasiado óbvio para todos. A indecisão parecia ter cama a compensava. Ficar ali significava, não contrariar tomado conta das vontades e suspendido o tempo. As a pulsão masoquista destes momentos e, enredar-se no insistências para que ficasse foram infrutiferas. Com um sucedido. Energicamente levantou-se como se a vida a puxasse cordial e aberto sorriso, finalizou a despedida deixando para dentro de si e dirigiu-se ao chuveiro. Sentiu que a alguns apontamentos em aberto para mais tarde confirmar. temperatura quente da água se revelava como a primeira Em seguida desprendeu-se suavemente da sua voz um compensação daquele dia. Apostou em si e produziu-se sem cumprimento de boa noite que se elevou-se no ar para saber que um convite percorria á velocidade da luz os fios apaziguar o cosmos e todos ,e cada um por si, pensaram do telefone para se anunciar num DRING. Atendeu. Do outro num destino para aquela noite. O ronco dos automoveis lado um colega e amigo revelava enfaticamente a mensagem "estilhaçou" o silêncio e a claridade à solta dos faróis perfurou relembrando-lhe que hoje se celebrava o jantar da sua agência a noite para desvendar o segredo dos caminhos. de publicidade. Sociabilizar-se era tudo o que menos queria Ela, empreendeu o rumo de casa como o desejado destino. naquele momento. Olhou-se ao espelho, gostou de si, e associou ao seu embelezamento uma premonição qualquer No regresso o tempo da viagem pareceu-lhe suspenso e sem que sentia positiva. Respondeu entusiasmada que sim. Que atritos de qualquer ordem. A silhueta do seu "refúgio", como estaria presente. Passou novamente pelo espelho para que a que por magia, saída das trevas, projectou-se num horizonte imagem de si ali reflectida abrisse brechas na sua tristeza e lhe próximo. Bocejou dentro do carro. Minutos depois dava o colasse no espirito confiança e alegria. Muita alegria. primeiro passo dentro do seu apartamento. Voltou-se, fechou a porta e “apalpou” o espaço com um olhar de reconhecimento. Evitou o elevador para sair do prédio. Supersticiosamente Sentiu um carinho imenso e rememorizou, num ápice, a associou à descida do elevador a possibilidade de que um história de todos os aderessos que eram parte de si. Da sua vida qualquer sentimento que lhe aflorasse o peito acompanhasse, ainda curta de mulher adulta e emancipada. Detectou neles por inércia, o sentido descendente da cabine que a levaria ao muita da sua identidade. Afinal não estava sózinha. Projectou patamar de saída do prédio e enfraquecesse aquela vontade os braços apertando-os contra o tronco num “abraço” possível frágil, criada num instante, para estar presente no jantar a si mesma e sentiu que tinha construído um instante de daquela noite. Quando chegou á rua já a Lua com o seu felicidade. Estendeu-se no canapé da sala fechou os olhos e exército de estrelas tinham encetado a sua perseguição ao Sol deixou-se ir com o turbilhão de pensamentos que reclamavam para instalarem a noite no céu. Por impulso olhou para o uma ordem, a sua, e presentiu que não mudaria. Embalou- firmamento na procura de uma estrela que sentisse sua e que se nesse jogo com as ideias enquanto o sono cada vez brilhasse, em si, toda esta noite. A empatia não se estableceu. mais presente lhe "roubava" a consciência. Não quis resistir. Mas na dúvida de que ainda a veria segurou bem dentro do Preferiu esperar que o Sol a chamasse no outro dia. Boa noite. peito a positividade do momento. Quando saiu do carro, já Murmurou para si. E não registou mais nada na memória. no destino, constatou que o néon tinha ocupado, em toda a cidade, o lugar da luz natural. http://rimbaudcafedeflore.blogspot.com/ Mostrou-se à chegada e durante o convivio receptiva aos "piropos". Mas soube também perceber os excessos. Tinha a O VERBO SUPRIMIDO certeza que nem tudo naquelas exuberantes demonstrações By Ronie Von Rosa Martins on November 30th, 2009 de afecto era inteiramente verdade. Mas não deixou de Foi em um dia normal. Qualquer dia de normalidade próxima estar à altura das insinuações. Era natural nela a adesão ao abismo. Mas normal. Todo o dia é dia. E ponto. E acabou. aos jogos de palavras eivados de subliminares propósitos. O dia. No ponto. Exato ponto onde já não é mais dia... Mas entendia-os como um modo que os seres inteligentes então ele parou. Opção pensada. Doença cruel e irremediável. encontraram para tornear, sem inconveniência, alguns Loucura advinda de genes moralmente abalados de um formalismos culturalmente ainda “vivos” e actuantes em passado obscuro. algumas mentalidades. Como a de Bernardo, agora revelada. Obscuro era o motivo, a razão da ausência do verbo na boca Por isso ele não entendia como é que estes jogos podiam de Ermiliano Girondino. ser apenas prazeres intelectuais, carícias egocêntricas e por O silêncio, tal como demônio que possui corpo abandonado aí ficavam, sem imediatas consequências. Bernardo defendia de alma, dominara todos os ecos e vibrações sonoras do corpo que as insinuações disfarçam, em menor ou maior grau, de Ermiliano. A língua estava morta. Já não havia sibilações, objectivas intenções. Mas concretizaveis, defendia eu, apenas vibrações... como o demo, o som havia sido excomungado para e só pela vontade consonante dos intervenientes. Os afectos infernos outros. As cordas já não vibravam nem tiniam. onde estes prazeres insinuados se realizam eram, para ela, muito concretos e sempre experiênciados. E assim Ermiliano, vulgo seu Liano, continuava sua vida, Na despedida alguns beijos não encontraram o local agora balizada por um silêncio que era seu, mas que por onde desejado e alongaram, por sublimação,a sua permanência no passasse mais silêncio assim somava o dele e o do outro e o "destino" possível que lhes reservou no rosto. Alguns olhares daquele que ao não ouvir a voz alheia, cansado de a sua ouvir insinuavam um desejo aceso nas entranhas que teriam que calava o som exterior e falava no cérebro, pra dentro da cabeça adiar. Porque nessa noite, a excitada predisposição libidinosa e a voz dormia na língua que já não batia. não iria cumprir-se em sexo. Pelo menos consigo como partenaire. Ninguém ali tinha acordado os seus duendes para brincar aos "amantes”. O momento tinha tornado Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 8
  9. 9. December 29th, 2009 Published by: vozlivre Na rua, cumprimentava o povo com os olhos grandes e Rejuvenescera. Comprara roupas novas. De alma vendida. castanhos, e a intensidade e nuances determinava o humor de Como prêmio recebera as benesses da mídia. Dinheiro casa e seu corpo e espírito. alguns contratos. A mulher, ainda longe da velhice, mas já bem distante da Sem o mérito da defesa e ausente de voz verbal, Seu Liano foi mocidade, nos primeiros tempos chorava e implorava para colocado em um manicômio. Louco. que ele falasse. Ele sorria. Mexia a cabeça afirmativamente ou negativamente. Afagava carinhosamente o rosto da esposa e No primeiro dia tímido, mas já no segundo começou a grande dormia sorrindo. revolução. Coisa nunca antes vista. Falava com os olhos. E os outros entendiam. E tudo começou a silenciar. Vasto e No seu silêncio ela foi. Com a filha e o filho. Taxia na grandioso. Denso e poderoso. O silêncio começou a tomar porta. Malas e maletas. Desilusão e lágrima. Ainda na cama conta de todos e de tudo. E o verbo começou a ser esquecido. Ermiliano dormia. E no seu sono ela ia embora. A família A palavra abolida. emudecera. Já não havia mais. O manicômio era como um grande “buraco negro” na rua, Então resolveu que o escritório não era adequado para o seu espaço da anti-matéria, e logo em seguida toda a rua silêncio. Deitou na cama e fez a grande recusa. Desligou o começou a emudecer. As pessoas já não queriam falar. Já rádio. A televisão. não havia interesse. O verbo doía, soava estranho em bocas que se contorciam e gargantas que se espremiam em guturais Um dia, percebido na ausência que permitira a sua percepção, sentidos. recebeu a visita de um colega de trabalho. O outro falou. Falou. Argumentou de todas as formas e Passado alguns anos um grande silêncio tomara conta de tudo, maneiras que pôde. Nada conseguiu. No telefone chamou e o discurso agora era do silêncio. Os gestos eram mais bem outro amigo, e outro. Em seguida uma emissora de TV entendidos, as expressões faciais estudadas e interpretadas, local estava no local. Todos falavam. Todos perguntavam. O tratados sobre as nuances e significados do brilho dos olhos verbo se enroscava entre as línguas ferinas, libidinosas. O eram escritos. verbo lambia o silêncio de forma imoral. O verbo possuía. As proximidades eram mais pretendidas que as distâncias. Estuprava, violentava. Poluía. Ar, rio, matas e cérebros. O Então os manicômios perderam sua importância e Ermiliano verbo se inscrevia nas árvores e as apodrecia, infiltrava-se nas voltou para casa. intenções e tudo deturpava ao seu interesse. Foi em um dia normal. Qualquer dia de normalidade próxima Preso e de olhos esbugalhados diante daquele circo de ao abismo. Mas normal. Todo o dia é dia. E ponto. E acabou. horrores, Ermiliano pensava em chorar. Pensava em morte, O dia. No ponto. Exato ponto onde já não é mais dia... suicídio. Seus olhos tentavam através de códigos vários, então ele parou. Opção pensada. Doença cruel e irremediável. nuances infindáveis se comunicar com os outros. Mas Loucura advinda de genes moralmente abalados de um ninguém ouvia os olhos de Ermiliano, ouviam só o que diziam. passado obscuro. Obscuro era o motivo, a razão da presença Comiam suas próprias palavras. Alimentavam-se da própria do verbo na boca de Ermiliano Girondino. carne. Então falou. Fotos. Muitas fotos retratavam Ermiliano. A imagem. A imagem e o verbo infernal. Ambos em prol da representação Ronie Von Rosa Martins de Ermiliano Girondino. Já não era ele. Seu Liano que estava ali. Mas sua A barata esperta representação. Resumido em pequenos textos, consumido em By Dora Duarte on November 29th, 2009 artigos pessimamente elaborados. Retorcido através de uma A barata esperta ótica doentia e perversa. Difamado em letras simplórias que construíam um Ermiliano bufão e engraçado. Um bobo? O Quem pensar que muitos bichos rasteiros não são inteligentes, verbo recortava o perfil. Definia o psicológico. A imagem, se engana... correndo atrás, focava o olho excludente de sua visão parcial nos objetos que poderiam significar algo além do que Era uma vez uma barata ele se achava poderosa,divido uma significavam. conversa que ela escutou da resistência que as baratas têm sobre determinados inseticidas e seus antepassados resistir A mulher foi encontrada para dar entrevista, ficara famosa. até a bomba atômica. “A mulher do homem sem voz. A mulher do homem mudo. Vivia rondando uma casa limpa, mesmo sendo asseada,, A mulher do sem voz. A mulher do silêncio.” E agora já ela tinha a certeza que ali iria achar alguma coisa para não chorava. Falava. Possuída pelo verbo. Proferia frente às se alimentar e levar para o buraquinho. Quem sabe num câmaras fotográficas e aos gravadores sua triste história junta descuido, algumas migalhas de comida para seus filhotes. ao marido. Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 9
  10. 10. December 29th, 2009 Published by: vozlivre Pensava o que fazer para entrar na casa ,se nas janelas havia ganhando, a parceria , meu cunhado e eu, mesmo não sendo telas, a porta vedada, nos recantos não havia brecha, mesmo uma boa jogadora, estava vibrando. assim, ela ficava a observar os movimentos da casa. Foi daí, num descuido de uma janela aberta sem a tela, ela Eis que de repente...Cadê a pedra? voou...e... Ta faltando uma pedra! Catabimba!!!! Para o seu desespero, caiu dentro de um vaso sanitário Procuramos no chão, nas cadeiras,por baixo dos móveis, . pensamos até que uns dos jogadores estava escondendo, nada esperneia, esperneia, tudo molhado liso, escorregava...quando de pedra! escuta um grito de pavor: Portanto, sem uma pedra, termina o jogo, para o desapontamento de todos, porém era intrigante aquele _”Aiiiiiiiiiiiiiiiii que horror! Uma barataaaaaaaaaaaaaa me desaparecimento, já que só havia cinco pessoas na sala, acuda!!!!” nenhuma criança, nenhum animal de estimação. Era a dona da casa, gritava não se sabe pra quem, já que só O que fazer? Ver Tv, mas o comentário a respeito do sumiço existia ela na casa. da pedra continuava. E saiu as carreiras... Nisso a barata com o susto do grito conseguiu dar um pulo e caiu fora do vaso sanitário. De repente chega outro sobrinho Jonas que estava na casa da namorada e pergunta: De repente viu a dona da casa que tinha gritado, mais que depressa, a barata vendo ameaçadora uma enorme lata de _ Que houve que não estão jogando dominó? spray, com a foto dela estampada , tratou logo fingir de morta, Vocês não imaginam o que aconteceu na casa da minha ouviu então a dona falar...”Ah danada, morreu depois de namorada.O pessoal estava jogando dominó também, mas beber tanta água no vaso né?, vou te jogar na cesta do lixo, pararam por causa de uma pedra estranha que apareceu embrulhada num papel higiênico!” no meio das outras, uma pedra branca no meio das pretas, imagine o susto, ver se pode!!!... pensaram logo em algo A barata apavorada nem respirou, nem mexeu suas pernas, sobrenatural. nem suas antenas, sentiu-se como uma múmia em volta no papel higiênico.Foi parar mesmo no lugar prometido pela E aí ninguém diz nada? Ui cruz credo! dona da casa, na lixeira do banheiro. Passado alguns instantes, ela esperneou, roeu o papel e Autora: Dora Duarte saiu toda faceira, deu uma volta pela cozinha, achou alguns farelinhos de pão no chão, saiu sem dizer nem um” muito obrigado” e.. “ Fuii.” BICICLETA A dona da casa quando voltou ao banheiro, incrédula, olhou By Ronie Von Rosa Martins on November 28th, 2009 na lixeira...”Cadê a barata morta que estava aqui?” Não. O tempo não estava no movimento. Ele pensava. O tempo estava na bicicleta. Imóvel encostada ao muro. Autora: Dora Duarte. Sim. O movimento era apenas ilusório, o tempo era além dele. Era imobilidade. Sim. O mistério da pedra de dominó O muro estático e a bicicleta plantada em suas costas. Sustentação tácita. Amparo. O verbo já não existia. O verbo era By Dora Duarte on November 28th, 2009 distância. De fundo o azul chumbo de um céu imóvel como o O mistério da pedra de dominó tempo. Assim como ele. Estático. Os aros da roda já não deliravam pelas estradas, mas uma Na década de 80, estávamos reunidos na casa de uma massa de tempo enlouquecida se embrenhava imperceptível irmã .Como de costume, a tarde jogávamos dominó, não por eles. Silencioso enroscava-se no metal da bicicleta, era um dominó comum, suas pedras eram feitas de marfim, retorcia-o. E ele percebia. muito antigas. Deveria ter sido valiosas para alguém, contudo O tempo estava. Antes do movimento. Antes do verbo. Antes desfeito por algum parente.para doação.Esse jogo de dominó , da representação do movimento. Antes da representação da foi adquirido num bazar beneficente espírita, pelo o meu fala. Ele. cunhado João. Os pensamentos tentavam se constituir, mas a densidade temporal era anti-constitucional, e os pensamentos e também Então... Começamos a jogar : dois sobrinhos. Verinha, Nilson, os sentimentos mesclavam-se em mechas de tempo e no metal o meu cunhado e eu. da bicicleta e no barro do muro e na carne que era dele. Então chorou. Silenciosa a lágrima percorreu pele e carne Eram uma família grande, Quatro dos outros sobrinhos não e porosidades e espaços e lembranças. E fez-se memória e estavam, havia ido um para cada lugar, rapaziada é assim apagou-se-extinguindo-se no silêncio da terra. E não houve mesmo, fim-de-semana, namoro, festa diversão. A minha outra. irmã, no sofá tirando uma boa soneca e nós a todo vapor Só a bicicleta muda. E dizia tanto. E gritava tão alto. E o jogando alegremente , principalmente para quem estava muro permanecia além do próprio muro,visto que agora era Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 10
  11. 11. December 29th, 2009 Published by: vozlivre lembrança. E também a bicicleta. Verde. Não o muro. Este cinza e velho. Como ele. Mensagem Espirita espero que Cinza e velho ele percebia o tempo, e a bicicleta e o muro. E se gostem tudo era símbolo. Era ele símbolo. Fechou a mão lentamente By Marcia Rocha on November 27th, 2009 e pode sentir o tempo pulsando dentro, e afundar-se na carne e mergulhar pra dentro do corpo. E tudo pulsava e tudo era Cáritas quente. Tudo era quente no silêncio da bicicleta. Eu sou o sol que aquece a vida, em nome da vida que criou o O movimento já não era necessário. Assim como o muro sol. resolvera ficar. Coisificar-se no tempo. Plantar-se. Sou eu quem reverdece o campo em beijos cálidos após a Achava que os outros viam por janelas. Ele via fora de casa. demorada invernia. via tudo. E tudo era a bicicleta e o muro. Não havia ilusão, Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de não havia ângulos, só a bicicleta e o muro pendurados no que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem o trabalho tempo, emoldurados no tempo. De onde estava ainda via do próprio crescimento. os rostos pálidos das gentes que passavam pelas janelas. Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo- Viam a delimitação da janela, o limite do olhar e a ilusão do os de experimentar deperecimento. movimento. Não viam nada. Sou eu a música que enternece o revoltado, e sou o poema de E foi tudo o que viram. Todos eles: Um velho sentado em frente esperança que canta alegria onde houve devastação. a uma antiga bicicleta escorada a um muro ainda mais antigo Por onde eu passo, um rastro luminoso fica vencendo a sombra que o velho. E só. que cede lugar à claridade libertadora. Eu sou o medicamento que restaura as energias abaladas, e RONIE VON ROSA MARTINS sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam à agonia e à alucinação. Sou a gentileza que ouve pacientemente a narrativa do Direitos Humanos! _ Alguém sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, conquanto a aflição se espraie entre as criaturas. Pensou? Eu sou o fermento que leveda a massa e dá-lhe forma para By Virginia Martins on November 28th, 2009 aprimorar-lhe o sabor. Hoje faço da minha dor louvou! Sou eu a paz que visita o terreno árido, adornando-lhe a Porque se foi meu amor!... paisagem fúnebre. Saudade em meu peito ficou!... Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa para aromatizar Direitos Humanos, alguém pensou? os seres e os jardins. No transito não o respeitou... Sou eu a consolação que sussurra palavras de fé aos ouvidos da Índice aumentou quando seu corpo amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, Ali lançou... Sangue derramou no asfalto aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores pungentes. O jogou... Lágrima não chorou! Sua alma... Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos Em anjo se tornou quando no céu entrou! como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam Aqui estou procurando humano que vida lhe tirou voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angústias Meu coração dilacerou quando um louco na direção devastadoras. Não respeitou!... Sessenta anos já passou?... Sou eu a água refrescante que sacia a sede de todas Mas quem notou!... Ainda não acreditou que aonde as necessidades e limpa os detritos da alma degenerada, Tratado assinou... “Tenho direito á vida”! preparando-a para os renascimentos felizes. Exigi-se direito de não morrer injustamente... Eu sou o hálito divino Em cada segundo que respirou... sustentando a criação e penetrando por todas as partículas de Dezenove anos acabaram! que se constitui. Meu filho me tirou!... Impunidade é o que restou Convido minha irmã, a fé, para que ofereça resistência ao Injustiça para quem fica... Humano? Fatalidade? viajor cansado e o alente em cada passo, concedendo-lhe É preciso mudança nessa legislação prender e julgar combustível para nunca desistir. Assassino que no transito estar... Eu me apoio na irmã esperança que possui o encanto de dinheiro não pagar, nem aceitar! reerguer e amenizar a aspereza das provações. Direitos Humanos têm que respeitar na lei acreditar Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se Inconseqüente deve falar porque justiça está á gritar! me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos onde a Alguém tem que escutar... Das ruas monstro tirar... morte parecia dominar... Vida não pode mudar... Ficarei sempre á lamentar... As duas, a fé e a esperança, constituem os elementos vitais Direitos Humanos que filho esta á clamar! da minha alma, a fim de que permaneça conduzindo todos os Só meu coração pode escutar! seres. O Senhor enviou-me em Seu nome, com a missão de lembrar __ Grande, minha saudade filho! a Sua presença no Mundo, desde quando me usou para que Virgínia Martins. as criaturas que Lhe desafiaram a justiça e a misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução. Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 11
  12. 12. December 29th, 2009 Published by: vozlivre Vinde comigo ao banquete suntuoso da ação contínua do bem muito bem, de boa família. Parece que isso incomodava a e embriagai-vos de felicidade. noiva. Parece que havia algo de instável nessa relação. Eu sou a caridade! Johnny apresentava insegurança com respeito a seu *** relacionamento. Mas ele sentia que a noiva a senhorita A caridade para ser legítima não dispensa a fé que lhe Ludmila lhe completava. Havia algo de terno entre eles. oferece vitalidade; e esta para ser nobre deve firmar-se no Agora já no avião, e este já estava pousando sobre a bela discernimento da razão como normativa salutar. metrópole. Johnny estava de volta! Agora era a hora crucial em sua vida! Redação do Momento Espírita Chegando novamente a seu lar, recebido de forma alegre pelos ************************** pais. Apesar surpresos com sua inesperada chegada. Pergunta Senhor! com saudoso sentimento pela noiva: - E Ludmila? Faze-me perceber que o trabalho do bem me aguarda em toda Essa pergunta deixa todos na sala intrigados. Já fazia oito parte. anos que partira. Para todos era certo o fim do compromisso Lembra-me, por misericórdia, que estou no caminho da quando Johnny de forma abrupta abandonou o compromisso, evolução, com meus semelhantes, não para consertá-los e sim e tudo para mais uma de suas viagens. para atender à minha própria melhoria. Tudo bem que Johnny possui talento raro para a arte. Induze-me a respeitar os direitos alheios a fim de que os meus Desenhista e pintor profissional precisava sempre de novas sejam preservados. inspirações. Aquela cidade vez por outra se tornava pequena Não me permitas sonhar com realizações incompatíveis com demais para ele. os meus recursos, entretanto, por acréscimo de bondade, A resposta a sua pergunta tinha que vir da parte de sua mãe, fortalece-me para a execução das pequeninas tarefas ao meu Dona Maria do Carmo sempre tão ponderada: alcance. - Meu filho há quase um ano ela se casou, acho que não Apaga-me os melindres pessoais, de modo que não me esperava mais sua volta. transforme em estorvo diante dos irmãos, aos quais devo Para Johnny essa resposta causou profunda dor. Já que até convivência e cooperação. então pensava que Ludmila era o grande amor de sua vida. Auxilia-me a reconhecer que cansaço e dificuldade não podem Johnny precisava de uma válvula de escape. Não se entregaria converter-me em pessoa intratável, mas mostra-me, por a vícios para lidar com a terrível dor. Não conseguia achar piedade, quanto posso fazer nas boas obras, usando paciência o caminho. Depois de sofrer pela perda do grande amor de e coragem, acima de quaisquer provações que me atinjam a forma digna, penetrou com todas as forças no ramo artístico. existência. Ali Johnny sempre foi muito mais ele. Somente olhando para E,sobretudo,Senhor,perdoa a minha fragilidade e sustenta-me uma pessoa fazia desenhos incríveis. Ele possuía talento impar a fé para que eu possa estar sempre em Ti, servindo aos outros. com o grafite. Quanto mais o tempo passava mais Johnny esquecia o seu Assim Seja! amor insolente. Era assim que ele considerava. Até que *********************** conheceu Maria Gabriela. Bela moça cheia de feminilidade. Não era artista, mas conhecia bem a mente artística, tinha muita sensibilidade nesse ramo. O RECOMEÇO Quanto mais lhe conhecia, Johnny se sentia atraído. By Sérgio Francisco de Oliveira on November 26th, 2009 Ao mesmo tempo descobria que o que realmente lhe separara Era inverno. Não podia mais conter a ansiedade, de seu outro amor, a senhorita Ludmila, foi incompatibilidade, principalmente por que voltava para casa depois de passados eram opostos, freqüente desentendimento lhe desgastar a oito anos. Aquela cidade já não lhe continha. Por isso estava ponto de abandonar tudo. em busca de novos caminhos. Ao passo que constituiu família com Maria Gabriela. Com ela Às vezes acontecia com Johnny, suas crises existenciais o fazia se sentia completo. Dessa forma Johnny achou paz e pode ser perder o sentido. Tudo o que precisava era viajar explorar feliz como artista renomado. novos horizontes. Mas pelo que parecia dessa vez exagerou um pouco nesse ‘tempo’ que precisou para recobrar sua identidade. CHUVA - POEMA - JONES By jones de oliveira borges on November 25th, 2009 Ali no aeroporto as horas tornavam cada minuto eterno. Nas mãos o retrato da amada lhe dava esperança. Mas ao mesmo CHEGOU A CHUVA tempo não se cabia mais dentro de si mesmo. Um café lhe poderia aliviar a tensão. Mais em todo o tempo a pergunta E O NADA FAZER não poderia fugir para sempre: Estaria à noiva para sempre à espera? QUE JÁ NÃO ERA POUCO Nesse momento Johnny começa a pensar em tudo que lhe fez partir. Nas tolas discussões com a noiva. Essas eram ME PARA infindáveis. Johnny era rapaz de bela aparência, comunicava ALISA Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 12
  13. 13. December 29th, 2009 Published by: vozlivre E UM POUCO MINHA PELE QUENTE DE QUEDA DE FOLHA DE GATO-TIGRE OU NEVE E ABRE MEU CORPO MEUS OLHOS TRANSCENDE DE ESPERA E ENLAÇA NESSA ÁGUA UM TANTO DE MAR QUE DESCE NA JANELA E MUITO DE VENTO ABRIU TAMBÉM EM CADA PASSO O CÓRREGO DE MINHA ALMA TEU AS VELHAS TRANCAS ME CARREGAS APODRECIDAS COMO O CHEIRO NÃO SUPORTARAM DOS TEUS CABELOS E AGORA SOU E O BARULHO BARCO DE PAPEL DOS TEUS TAMANCOS CONTORNANDO CALÇADAS IMPERCEPTÍVEL SOU PÉS DESCALÇOS PORÉM CALÇÕES SUJOS DE BARRO COM O ETERNO LATAS DE LIXO VIRADAS QUE FICOU E PALITO DE FÓSFORO ENTRE ENTRANDO PELO RALO TEUS OLHOS SOU TAMBÉM E NA MARCA CARA DE CRIANÇA MOLHADA DOS MEUS DENTES SOU A SECA QUE ACABA EM TUA BOCA. SOU ESTE DESERTO SUBMERGINDO ENCONTRO - POEMA - JONES By jones de oliveira borges on November 25th, 2009 NA CHUVA QUE CHEGOU. PÁSSARO LIVRE MARCAS - POEMA - JONES VISITANTE By jones de oliveira borges on November 25th, 2009 DO MEU TEMPO NESTE TEU GESTO CONSTANTE MEIO DE FERA ABRE TUAS ASAS Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 13
  14. 14. December 29th, 2009 Published by: vozlivre E ME ACOLHE A TUA FORÇA NOS ESPAÇOS E DE MEU SUOR DESSE TEU PEITO O TEU SANGUE DE PLUMAS QUERO PASSAR SUAVEMENTE NO TEU UNIVERSO PARE DE VOAR LIBERTO VENHA POUSAR COMO PARTE AO MEU LADO DO TEU DESTINO FECHANDO EXISTO ESTAS GARRAS EM ARMADILHAS QUE ME FAZEM QUE ME PROCURAM EM PEDAÇOS E ATRAEM DE DOR E AMOR NESTA LINHA DO ESPERAR TER HORIZONTE LENTAMENTE DE TEU SEIO OLHA MINHA MÃO QUE ANSEIA REPLETA DE ÁGUA ADORMECIDO. E DE SEMENTES O DESTINO SEMPRE NOS VEM SACIAR ENVOLVE PELOS CANTOS - ESSA SEDE E FOME POEMA - JONES By jones de oliveira borges on November 25th, 2009 E CONFIANTEMENTE Agora quando percebo DEIXA-ME ENTRAR O derramar de teu pranto NESTA TUA Sei que desta vez tua culpa ANSIOSA BOCA Raiva e desencanto PARA PODER VIVER Se volta contra este amor DENTRO E CONTIGO Que dizes amar tanto ETERNAMENTE. Com estas desculpas do NO HORIZONTE DE TEU SEIO - Teu viver pleno e suficiente POEMA - JONES Quantas perdas lamentos By jones de oliveira borges on November 25th, 2009 FIZ DE MINHA CARNE Prantos e desencantos Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 14
  15. 15. December 29th, 2009 Published by: vozlivre Deixaste naqueles que te SEM PASSADOS Amaram verdadeiramente SEM FUTUROS E sinto que esta é a hora PORÉM AO TEU LADO Do teu negado encontro MESMO INSEGURO Que te leva ao presente E PREOCUPADO Passado e também futuro ME SINTO AMADO Das coisas que sempre ME SINTO PURO. Dos outros cobraste tanto HOJE - POEMA - JONES É que talvez não lembres By jones de oliveira borges on November 25th, 2009 Hoje E fácil é o esquecer Quando os loucos Estão sorrindo Que o destino sempre Pois não precisam Trabalhar Nos envolve pelos cantos Quando os presos Estão cantando Onde imaginamos que Porque não têm A preocupação A vida não vai acontecer. Do para onde ir Hoje MULHER PRESENTE - POEMA - Quando os doentes Estão contentes JONES Porque ainda By jones de oliveira borges on November 25th, 2009 Não estão Morrendo CAMINHEI ANSIOSO E os mortos Estão felizes AO TEU ENCONTRO Porque são amados E respeitados ME PREPAREI Hoje UM MUNDO INTEIRO Quando não existem Desastres ENCHI CELEIROS E tudo é uma grande Libertação REGUEI JARDINS Quando a dor Se mesclou em sol PLANTEI SEMENTES E a vida É puro encanto ME FIZ CONTENTE Hoje FICANDO ASSIM Eu quero dar poesia Ser este pouco O QUE HOJE SOU Que tenho E o muito NO TEU PRESENTE Que não desejo Nesta nossa ENTÃO CHEGASTE Calma realidade Onde estou LEVE E SUAVE Perfeito Pleno e inteiro COMO A BRUMA Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 15
  16. 16. December 29th, 2009 Published by: vozlivre No encontro Simples Me confundiste Deste instante No som suave Eterno Desta tua voz E verdadeiro E acreditei Ser a magia Das palavras FAVOR FECHAR AS JANELAS - Dos sábios POEMA - JONES E dos poetas By jones de oliveira borges on November 25th, 2009 Fui confundido Favor fechar as janelas E hoje já desacreditado Entra um vento frio Sinto teu jeito cansado De inverno Neste encanto quebrado Em cada poro Vendo o vazio novamente Desta calma eterna Transbordar nosso ausente Com este novo desiludido Vivencio Do alegre que foi perdido. Um grande arrepio Deve ser quem sabe O frio das lembranças QUANDO DO SOL - POEMA - Que estão passando Nas calçadas JONES By jones de oliveira borges on November 25th, 2009 Ou então aquelas Que os pássaros levam Quando do sol Debaixo de suas asas Nascido Em touro Não sei de onde vem Privilegiado Apenas não quero Minha mãe dizia Que ninguém entre Filho amado Nem mesmo este vento Feliz do dia Neste meu lugar Em que gerado Que conquistei Foste de mim No cobertor macio O escolhido Dos teus pelos Quando já Por favor amor Mais crescido Fecha E não tanto Estas janelas Amado E abre mais Disse-me Essas pernas. A mesma mãe És perdoado Por não ter DESCOBERTA - POEMA - Meu amor JONES Correspondido By jones de oliveira borges on November 25th, 2009 Compreendi Fui confundido Então Nas cores Que tudo E nos rumores O que me fora De tuas asas Doado E acreditei Seria sempre Que eras Cobrado Borboleta No mesmo Peso Fui confundido Que seria Pelo brilho Medido De tuas luzes E acreditei E assim Que eras Dos amores O arco-íris Fiquei Created using zinepal.com. Go online to create your own zines or read what others have already published. 16

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