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  1. 1. Módulo 1 – A Prática do Trabalho Seguro 1.1 Introdução 1.1.1 Objetivo Qualificar os alunos de acordo com os padrões estabelecidos na Regra VI/1-4, naTabela A-VI/1-4 do Código da Convenção STCW-78/95 e nas Normas da AutoridadeMarítima para Aquaviários (NORMAN 13), estabelecidas pela Diretoria de Portos eCostas, dando-lhes condições de realizar as seguintes atividades: a) Cumprir os procedimentos de emergência; b) Tomar precauções para prevenir a poluição do meio ambiente marinho; c) Observar as boas práticas do trabalho seguro; d) Contribuir para o efetivo relacionamento humano a bordo dos navios; e) Entender as ordens e se fazer entender no local de trabalho. 1.2 Importância do Curso Os navios se constituem em locais de trabalho perigosos devido a sua próprianatureza e aos diferentes tipos de atividades que desenvolvem. Essas atividades, por suavez, são desenvolvidas através de diferentes processos quando são utilizados os maisdiversos equipamentos. Portanto, todas as pessoas que dele participam, tanto em viagemquanto no porto, devem estar adequadamente qualificadas e treinadas para desenvolversuas tarefas de modo seguro, a fim de que não causem acidentes ou incidentes. 1.3 Familiarização ao Navio 1.3.1 Seções e hierarquia Tomando-se como base um navio tanque, os navios são divididos em quatroseções: convés, máquinas, câmara e saúde. A seção de convés é formada pela tripulação de náutica iniciando na escalahierárquica pelo comandante, seguido do imediato e demais oficiais de náutica, além daguarnição de convés. O comandante designa um oficial de náutica para exercer as tarefas decomunicações. Também pode ser designado para a função de oficial de náutica deoperação quando desenvolverá as tarefas inerentes à função de bombeador. Os serviços gerais de convés são executados pela guarnição de convés, formadapelo contramestre, que é suboficial, e pelos marinheiros e moços de convés. A seção de máquinas é formada pela tripulação de máquinas iniciando na escalahierárquica pelo chefe de máquinas seguido do subchefe de máquinas, oficiais demáquinas, eletricistas e condutores, além da guarnição de máquinas. O oficial de máquinas também poderá ser designado para a função de oficial demáquinas de operação, quando desenvolverá as tarefas inerentes à função dobombeador. -3-
  2. 2. Os eletricistas e condutores são suboficiais. Os condutores são nomeados paraexercer as funções de bombeador. Os serviços gerais de máquinas são executados pelaguarnição de máquinas, que são os marinheiros e moços de máquinas. Os serviços da seção de câmara, em geral, são executados por apenas umcozinheiro e um taifeiro. Os serviços da seção de saúde podem ser executados por um enfermeiro ou umauxiliar de saúde e, em alguns casos, por um tripulante oficialmente qualificado comosocorrista. 1.3.2 Navio Petroleiro Navio petroleiro é a denominação dada aos navios construídos para transportarpetróleo a granel. Os principais perigos inerentes aos petroleiros e aos navios tanques demaneira geral são: incêndio, explosão e toxidez. Gases de petróleo misturados com o ar em determinadas proporções podem entrarem ignição e queimar. Para eliminar riscos de incêndio ou explosão em um navio tanque,é necessário impedir que uma fonte de ignição e uma atmosfera inflamável estejampresentes simultaneamente em um mesmo lugar. Como pode haver a possibilidade deescape de gases inflamáveis para outras áreas, é necessário que todos colaborem paraque se mantenham sob controle todas as fontes de ignição. Todas as pessoas a bordo devem cumprir as regras existentes relativas ao fumo, àcondução de fósforos e isqueiros, ao uso de luzes desprotegidas, ao uso de fiaçõeselétricas ou equipamentos que possam gerar calor ou centelhas em determinadas áreas,colaborando para prevenir incêndios. Inalar gás de petróleo pode causar narcose que é uma depressão do sistemanervoso central. Os sintomas incluem dor de cabeça e irritação dos olhos com diminuiçãodos reflexos e da noção de responsabilidade, com tontura semelhante à embriaguez.Inalar esses gases em altas concentrações pode levar à paralisia, à insensibilidade e amorte. O odor de misturas de gases de petróleo é muito variável e, em alguns casos, podeinibir o sentido do olfato. A inibição do olfato é mais provável e particularmente séria se amistura contiver o gás sulfídrico (H2S). O gás sulfídrico ou sulfeto de hidrogênio é um gásmais pesado do que o ar, é incolor e com odor característico de ovo podre. É altamentetóxico e corrosivo, podendo ser fatal, mesmo quando inalado em baixa concentração. Gases de hidrocarboneto são provenientes do petróleo e derivados e possuemhidrogênio e carbono em sua composição. Navio de óleo cru -4-
  3. 3. 1.3.3 Terminologia do Navio A complexidade de um navio não permite que nos aprofundemos neste assunto,porém mencionaremos alguns pontos com o objetivo de provocar discussão,entendimento de suas principais finalidades e relacioná-los a acidentes e sua prevenção. Superestrutura Parte do navio a ré onde estão localizados, principalmente, os alojamentos datripulação e passageiros, cozinha, refeitório, enfermaria, escritórios, diversos paióis, etc. Passadiço Localizado no convés do passadiço, é onde estão instalados todos osequipamentos de controle do navio quando em viagem, tais como: radar, GPS, telégrafoda máquina, comando do leme, sistemas de comunicação, comando de luzes denavegação e de iluminação interna e externa, comando dos alarmes de emergência, etc. Passadiço Boreste: lado direito do navio, simbolizado pela cor verde; Bombordo: lado esquerdo do navio, simbolizado pela cor encarnada; Proa: parte do navio a vante; Popa: parte do navio a ré; Castelo de proa: parte da proa onde em seu convés, chamado convés docastelo, estão localizados os equipamentos de fundeio e atracação do navio. Na parteinterna encontram-se diversos paióis; Manifold: nos navios tanques localizam-se a meia nau e compõem-se detubulações (também chamadas “redes”) para recebimento de carga dos terminais edistribuição nos tanques do navio. Também é por onde a carga dos tanques é bombeadapara os terminais nas operações de descarregamento. Nesta área, encontram-se paus decarga ou guindastes, que servem para movimentar os mangotes do navio ou dosterminais. -5-
  4. 4. Manifold de um petroleiro Paiol do mestre: fica normalmente no castelo de proa, podendo também estarlocalizado na superestrutura. Lá são guardados principalmente os materiais demarinharia. Paiol de segurança: normalmente localiza-se em compartimento dasuperestrutura. Lugar onde são guardados os materiais sobressalentes de combate aincêndio, sobrevivência e proteção individual. Paiol de produtos químicos: também pode estar localizado na superestrutura, àsproximidades dos espaços de máquinas ou na própria praça de máquina. Lá sãoguardados produtos químicos para várias finalidades, cujos produtos podem ser tóxicos,corrosivos e inflamáveis. Para manuseio destes produtos, é necessário usar EPIsapropriados que, no próprio paiol, ficam guardados. Paiol da máquina: localizado na área da praça de máquinas, destina-se àguarda de sobressalentes dos equipamentos de máquinas. Paióis de câmara: ficam localizados próximo à cozinha e nestes paióis sãoguardados os mantimentos. Neles estão as câmaras frigoríficas para guarda demantimentos congelados ou resfriados. Algumas câmaras são mantidas em temperaturasde cerca de – 18º (dezoito graus abaixo de zero). Paiol da amarra: está localizado sob o piso do convés do castelo de proa edestina-se à guarda da amarra. Amarra: conjuntos de elos que compõem a corrente da âncora. Paiol de tintas: pode estar localizado tanto no castelo de proa quanto nasuperestrutura e destina-se à estocagem das tintas e solventes para pintura do navio. Paiol de amostras: localizado, algumas vezes, na superestrutura, destina-se àguarda de amostras das cargas embarcadas nos navios-tanques ou do combustívelrecebido para consumo em viagem. Algumas vezes, são guardadas em compartimentosarranjados dentro do paiol de tintas. Aberturas de convés: são aberturas existentes no convés principal dos navios-tanques que dão acesso a diversos espaços, tais como: tanques de carga, tanques de -6-
  5. 5. lastro e espaços vazios. Acessar esses espaços necessita de permissão para trabalho(PT), para que se possam avaliar os perigos e os cuidados necessários para acesso epermanência durante a realização de manutenção ou limpeza nestes espaços. Acesso ao interior do tanque de carga (domo do tanque) Balanço: é o movimento transversal do navio para bombordo e para boreste. Navio adernado (banda permanente): inclinação lateral do navio para bombordoou para boreste por tempo prolongado. Uma banda permanente de origem não conhecidadeve ser investigada, pois pode ser indicação de falhas diversas. Banda permanente Espia: espécie de corda de nylon ou equivalente, também conhecida comocabo, com resistência suficiente para manter o navio amarrado ao cais ou terminal. -7-
  6. 6. Grandes petroleiros utilizam cabos de aço combinados com cabos de nylon nasextremidades. Amarração: ação de amarrar o navio com espias depois de atracado ao cais ouao terminal. As espias, após passadas, recebem os nomes de lançante, través ouespringue. Lançante: espia que amarra o navio, vinda da proa ou da popa, para o cais outerminal, em direção além da proa ou da popa. Través: espia que amarra o navio, vinda da proa ou da popa, em direção reta aocais ou terminal, formando um ângulo de aproximadamente 90 graus. Espringue: espia que amarra o navio, vinda da proa ou da popa, para o cais outerminal, na direção da meia nau. Cabo de rebocador: cabo geralmente de nylon que pode ser tanto do navioquanto do rebocador e é utilizado para auxiliar o navio durante as manobras de atracaçãoou desatracação. Cabo de reboque: cabo de aço utilizado para rebocar o navio em distânciasmaiores no caso de se encontrar impossibilitado de navegar com seus próprios meios.Também pode ser utilizada a amarra para essa operação. Cabo de segurança: utilizado por navios tanque, é um cabo de aço que ficapendurado do lado oposto ao terminal, na proa e na popa, de modo que um rebocadorpossa pegá-lo e puxar o navio do terminal em caso de extrema emergência. Cabo de segurança Fundear: ação de ancorar o navio. Aparelho de fundear e suspender: equipamento localizado no convés do castelode proa destinado a movimentar as âncoras e suas amarras durante as manobras defundear e suspender. -8-
  7. 7. CCC (Centro de Controle da Carga): nos navios-tanques, é o local de onde secontrolam as cargas. Centro de controle de carga - CCC Cozinha: local destinado à preparação da alimentação do pessoal. O acesso e apermanência neste local são restritos a pessoas autorizadas. Refeitório: local de uso comum destinado ao pessoal para fazer suas refeiçõesdiárias. Salão de fumantes: local sinalizado como permitido para fumar. Praça de máquinas: espaço onde se localizam os diversos equipamentosgeradores de diversos tipos de energia a bordo do navio. Casa de bombas: em navios-tanques, o espaço onde estão localizadas asbombas, redes e outros equipamentos para as operações de carga. Também podemconter as bombas de lastro, bombas de lavagem de tanques, trocadores de calor para osistema de carga, etc., dependendo do tipo de aplicação do navio. CCM (centro de controle de máquinas): local de onde é observado e controladoo funcionamento de equipamentos diversos do navio. Centro de controle de máquinas CCM -9-
  8. 8. Saídas de emergência e rotas de fuga: existentes por todo o navio, devem serconhecidas de maneira clara e eficiente por todos para que possam salvar suas vidasdurante as emergências. A bordo, são indicados por sinalização característica, onde ossinais brancos com fundos verdes indicam a localização dos equipamentos desobrevivência e postos de abandono. Símbolos que indicam localização Máquina do leme: espaço onde se localizam os motores e bombas hidráulicas eseus controles, que movimentam pistões destinados a movimentar o leme. Oficina mecânica: local onde são realizados diversos trabalhos de reparo emanutenção mecânica. É onde devem ser realizados todos os trabalhos a quente. Oficina elétrica: local onde são realizados diversos trabalhos de reparo emanutenção elétrica. Compartimento dos purificadores: local onde se localizam nos espaços demáquinas os purificadores de óleo. MCA (motor de combustão auxiliar): motores que, ligados a geradores,fornecem energia elétrica para todo o navio. MCP (motor de combustão principal): motor destinado a movimentar o propulsor(hélice) dando movimento ao navio. Motor principal em primeiro plano e motores auxiliares ao fundo Gerador de emergência: gerador de energia elétrica que fica localizado fora dapraça de máquinas e deve entrar em funcionamento automático em até 45 segundos apósos geradores principais terem parado de funcionar (apagado). - 10 -
  9. 9. Gerador de emergência Ventilação e exaustão: sistemas dotados de equipamentos destinados a mantera atmosfera de vários espaços do navio agradável e segura para as pessoas, nãopermitindo a formação de bolsões de gases perigosos. Ar condicionado: equipamento destinado a dar conforto ao pessoal, possibilitarmelhor desempenho de certos equipamentos e manter a superestrutura com pressãopositiva. 1.4 Tipos de Perigos a Bordo 1.4.1 A escada de quebra-peito e sua utilização Para subir ou descer pelo costado do navio utilizando escadas de quebra-peito, énecessário: 1. Observar se a escada está corretamente amarrada no convés e seus degrauslimpos, livres de óleo, graxa, ou outras substâncias que os tornem escorregadios; 2. Utilizar os EPIs conforme for requerido; 3. Se for subir vindo de uma lancha, pode ser complicado utilizar o cinto desegurança, porém a lancha deve afastar-se da área abaixo da escada, tão logo a pessoaesteja segura, e aguardar que ela suba completamente; 4. Disposição física: o trabalhador deve ter consciência de que tem ou nãodisposição física adequada ao esforço que será necessário. Isso pode ser evidenciado noASO (atestado de saúde ocupacional – no teste ergométrico). 1.4.2 A escada de portaló e sua utilização 1. Verificar se o patamar inferior e degraus estão limpos e desobstruídos; 2. Observar a rede de proteção que deve envolver a escada; 3. Usar calçados de segurança; - 11 -
  10. 10. 4. Verificar a segurança dos apoios do patamar inferior que devem estar bemfirmes. Escadas de quebra-peito e de portaló 1.4.3 Perigos inerentes ao navio em viagem 1. O balanço do navio, provocado por mau tempo, leva os objetos, materiais eequipamentos não fixos, que não estejam convenientemente amarrados, a deslocarem,podendo causar acidentes; 2. Havendo previsão de mau tempo, deverá ser feita uma inspeção para que essesmateriais soltos sejam seguramente peados a pontos fixos; 3. No caso de mau tempo, os trabalhos nas áreas externas à superestrutura ficamproibidos. 1.4.4 Assaltos e clandestinos Em alguns portos pode haver assaltos quando bandidos invadem o navio parasaquear, roubar, podendo haver ataques com armas de fogo e armas brancas. Atripulação deve manter eficaz vigilância e controle de entradas e permanência de pessoasestranhas a bordo. Imediatamente antes da partida do navio, principalmente em portos suspeitos, deveser feita uma inspeção minuciosa em busca de clandestinos que costumam ficarescondidos nas áreas longe da superestrutura. Geralmente esses clandestinos mostram -se durante a viagem por não suportarem a fome e a sede. O fiel cumprimento dos procedimentos obrigatórios previstos pelo código ISPS, queveremos em capítulo específico, minimiza e até elimina estes riscos. 1.4.5 Outros perigos encontrados a bordo 1. Escorregões, tropeços e quedas em função da existência de óleos, graxa, água,gelo, lixo e obstruções como redes, cabos de máquinas de solda, cabos de amarração,partes baixas de máquinas e equipamentos, etc; - 12 -
  11. 11. 2. Acidentes com a cabeça durante entrada em locais estreitos e baixos, queda deobjetos diversos, falhas de equipamentos e materiais; 3. Acidentes com a coluna ou musculares durante manuseio de materiais pesadoscomo tambores, garrafas de oxigênio e acetileno, caixas de equipamentos, etc; 4. Ferimentos nas mãos e dedos devido à operação de máquinas em movimentocomo esmerilhadeiras, máquinas pneumáticas de impacto, etc; 5. Queimaduras causadas por redes de vapor, equipamentos quentes, soldas, etc; 6. Acidentes com os olhos devido a produtos químicos, partículas sólidas, luzintensa, etc; 7. Transportar pesos ou operar equipamentos, estando o navio sofrendo balanços; 8. Perigos naturais do navio durante mau tempo extremo; 9. Perigos em espaços confinados. Navio sob mau tempo 1.5 Segurança do trabalho 1.5.1 Definições Segurança do trabalho: é o conjunto de medidas técnicas, administrativas,educacionais, médicas e psicológicas aplicadas para prevenir acidentes nas atividadesdas empresas; Acidente de trabalho: é aquele que ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço daempresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte, ou perda,ou redução, permanente ou temporária da capacidade para o trabalho; Higiene ocupacional: segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), ahigiene ocupacional, também conhecida como Higiene Industrial, é a ciência e a artededicada à antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos dos ambientesde trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. - 13 -
  12. 12. Doenças ocupacionais: são doenças inerentes a certas atividades profissionais,como, por exemplo, a surdez ocupacional, cuja doença é adquirida pela falta do usoadequado dos protetores auriculares. Risco: é a probabilidade de um evento ocorrer agravado ou agraciado pelaseveridade do que isso representa. Perigo: é o que pode causar mal a alguém ou a alguma coisa. Acidente: evento indesejável que resultou em perdas sejam elas lesões pessoais,danos ao meio ambiente, danos à propriedade ou perdas de processo. Quase acidente: é um evento indesejável que não resultou em perdas, porém, sobcircunstâncias ligeiramente diferentes, poderia ter resultado. Perda: é a conseqüência de um acidente. Desvio: qualquer ação ou condição que tem potencial para causar direta ouindiretamente lesão a pessoas, danos ao meio ambiente ou à propriedade. Auditoria comportamental: técnica aplicada com o objetivo de identificar desvios eobter comprometimentos dos trabalhadores com o trabalho seguro; Não-conformidade: é um desvio que coloca em risco a segurança do pessoal ou donavio e/ou um sério risco ao meio ambiente; Atividades rotineiras: são atividades usuais que ocorrem com o navio, tais como:navegar, fundear, atracar, operar, etc; Atividades não rotineiras: são atividades não corriqueiras como fazer trabalhos aquente, trabalhos a frio, trabalhos em áreas elevadas, entrada em espaços confinados,etc; GSSTB (NR 30): Grupo de Saúde e Segurança do Trabalho a Bordo de NaviosMercantes, é o foro que reúne representante da tripulação na discussão e deliberação deassuntos relativos à segurança e poluição. 1.5.2 O homem e o acidente do trabalho O homem é portador de reflexos de autodefesa que o protegem contra perigosperceptíveis a seus cinco sentidos. Embora não perceba, está constante eespontaneamente defendendo-se dos agentes externos que poderiam causar-lhe mal. Esses reflexos não isentam as pessoas de incorrerem em perigos maiores e devirem a sofrer as conseqüências do acidente do trabalho. Assim, nos estudos que serealizam, visando à prevenção de acidentes do trabalho, o homem é o principal fator emtodos os aspectos que o envolvem e o relacionam com os acidentes e doençasdecorrentes do trabalho e sua prevenção. 1.5.3 Causas do acidente do trabalho Para identificar as causas de acidentes do trabalho, é preciso lembrar que a causade qualquer coisa é aquilo que faz com que tal coisa venha a acontecer. Portanto, causasde acidente do trabalho são os antecedentes, próximos ou remotos, que fazem o acidenteacontecer. As causas só são caracterizadas no ato da ocorrência; antes são apenasriscos ou perigos de acidentes. - 14 -
  13. 13. 1.5.4 Propensão ao acidente De certas características da pessoa humana advêm às falhas humanas que dãoorigem aos dois principais elos da cadeia do acidente: atos inseguros, praticados pelaspessoas no desempenho de suas funções e condições inseguras, criadas ou mantidas noambiente pelos mais diversos motivos aparentes, mas somente por um verdadeiro, que éa falha humana em não entender que os trabalhos não deveriam ser executados emquaisquer condições que não fossem totalmente seguras para as pessoas. Existem condições de saúde, estados de ânimo e temperamentos que, emdeterminadas circunstâncias ou ocasiões, propiciam condições para a ocorrência deacidentes do trabalho. 1.5.5 O Erro humano É o desvio de uma pessoa ou de um grupo de pessoas das práticas aceitas ouconvenientes que pode ter resultados inaceitáveis ou indesejáveis. Alguns fatores que podem diminuir o rendimento humano: Pânico: medo que se apodera subitamente de uma pessoa e reduz a capacidadede realizar as tarefas exigidas. Ansiedade: estado de desassossego e angústia provocado pelas incertezas dofuturo e que pode reduzir a capacidade de concentração na tarefa exigida. Problemas pessoais: qualquer problema que perturbe as emoções e reduza acapacidade de realizar as tarefas exigidas, como por exemplo: deficiências físicas,falecimento ou enfermidade de um familiar, problemas conjugais, problemas de saúde oueconômicos, raiva ou más relações com os companheiros. Inteligência lenta ou retardada: diminuição da capacidade intelectual que podereduzir ou impedir a atitude normal da pessoa para discernir a dimensão intelectual dastarefas exigidas. Uso do álcool: o uso de bebidas alcoólicas diminui a capacidade da pessoa pararealizar as tarefas exigidas. Exemplos: A ação de beber nas horas de trabalho ou pouco antes o que pode afetar asfaculdades mentais da pessoa; Estado de embriaguez nas horas de trabalho; Ação de beber fora das horas de trabalho que ocasione perda de rendimento; Consumo excessivo de álcool durante longos períodos, podendo causardeterioração mental permanente; Uso de drogas: o uso de drogas, legais ou ilegais, pode ter diversos efeitos nasatitudes mentais e físicas da pessoa, entre outros: sonolência extrema, falsa sensação decapacidade e alucinações. ATENÇÃO: o uso de medicamentos controlados, mesmo os obtidos através de receita médica legal, deve ser do conhecimento do comandante Distração: falta de atenção, descuido, não estar atento aos avisos, esquecer-se derealizar tarefas programadas, etc. A distração pode ser resultado de outras causas, taiscomo: problemas pessoais, fadiga, drogas, aborrecimento e até problemas de audição. Deficiências físicas: problemas de visão, problemas de audição, debilidadecardíaca, debilidade pulmonar. - 15 -
  14. 14. Problemas mentais: comportamento psicótico ou imprevisível, depressões,alucinações e outras formas de conduta anormal que são inexplicáveis. Baixa motivação: falta de vontade de render ao máximo, que tem por resultado adiminuição do rendimento normal de uma pessoa. Erro deliberado: agir de forma deliberadamente incorreta ou não adotardeliberadamente os procedimentos existentes. Exemplos: Abandono das funções; Negar-se a obedecer a ordens; Sabotagem; Roubo. Fadiga: redução da aptidão física ou mental, resultante de esforços físicos, mentaisou emocionais, que podem prejudicar quase todas as faculdades físicas, incluindo a força,a velocidade, o tempo de reação, a coordenação, a tomada de decisões e o equilíbrio. Falta de disciplina: pobre domínio de si mesmo. É o trabalhador que perdefacilmente a calma ou comporta-se de maneira pouco profissional. Atitude perigosa no trabalho: imprudência, exibicionismo, pensar que sabe tudo. 1.5.6 A ilusão da invulnerabilidade Muitas vezes, os trabalhadores ignoram os procedimentos, mesmo os conhecendo,porque acham que os efeitos potenciais de não segui-los, ainda assim, estão sobcontrole. Paralelamente ao conhecimento e à experiência, a ilusão de ser invulnerávelinfluencia na hora em que a pessoa decide não cumprir os procedimentos optando peloato inseguro. Pensando que nada de mal vai nos acontecer, achamos que mesmo durante umato inseguro, estamos fazendo tudo para evitar acidentes, nos superestimando. 1.5.7 Motivos pelos quais os trabalhadores não reagem da forma esperada nassituações de emergência Não sabem o que é esperado que façam; Não sabem como fazer (limitações técnicas); Não sabem por que deveriam fazer; Existem obstáculos fora do seu controle; Não acreditam que funcione; Acham que a maneira deles é melhor; Não estão motivados (atitudes reativas); São incapazes de fazer (limitação pessoal); Não têm tempo suficiente para executar a operação; Estão trabalhando em tarefas com prioridades erradas; Acham que estão fazendo (não existe retro-alimentação); - 16 -
  15. 15. Má administração; Problemas pessoais. 1.6 Aspectos da segurança do trabalho A segurança do trabalho é considerada sob dois aspectos principais que são: oaspecto material e o aspecto humano. 1.6.1. Aspecto material No aspecto material, é indispensável identificar e avaliar os riscos e perigos, ouseja, as características agressivas em máquinas, equipamentos, energias, matérias-primas, etc., das diversas atividades com possibilidade de causar acidentes ou doençasocupacionais. Todo trabalhador precisa saber identificar os riscos e os perigos de sua atividadepara que possa se proteger no desenvolvimento de suas tarefas. Portanto, não esqueça:antes de iniciar uma tarefa, identifique os perigos para que possa realizá-la de maneirasegura. O risco de o acidente ocorrer será maior ou menor conforme o próprio trabalhadorsaiba se proteger dos perigos identificados. Durante a execução de tarefas, todos os procedimentos existentes devem serrigorosamente cumpridos, uma vez que são capazes de cobrir falha de avaliação de riscoe perigo por parte do executor. 1.6.1.1 Riscos ambientais (NR-9) Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos,existentes no ambiente de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ouintensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. Os agentes físicos são as diversas formas de energia a que possam estar expostosos trabalhadores, tais como: Ruído; Vibrações; Pressões anormais; Temperaturas extremas; Radiações ionizantes; Infra-som; Ultra-som. Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos quepossam penetrar no organismo pela via respiratória nas formas de: Poeiras; Fumos; Névoas; Neblinas; Gases ou vapores. - 17 -
  16. 16. Esses agentes pela natureza da atividade e exposição, também podem serabsorvidos por contato pelo organismo através da pele ou por ingestão. Os riscosquímicos podem ser encontrados nas atividades humanas nos estados sólidos, líquidosou gasosos e podem ter características como abaixo: Explosivos; Corrosivos; Inflamáveis; Tóxicos; Gases e vapores perigosos; Consideram-se agentes biológicos: Bactérias; Fungos; Bacilos; Parasitas; Protozoários; Vírus, entre outros. As características agressivas dos agentes biológicos podem provocar algumasdoenças ocupacionais. Podem ser encontrados em qualquer ramo da indústria nasinstalações sanitárias, nos ambulatórios e mesmo na cozinha e nos refeitórios. Os riscos nas diversas atividades também se caracterizam pela possibilidade decausar acidentes do trabalho e, de acordo com o agente agressivo, podem ser divididosem: 1- Riscos mecânicos que agridem as pessoas por ação mecânica, como porexemplo: Bater com parte do corpo em algum obstáculo e sofrer lesão; Peças de máquinas em movimento; Pontos de prensamento; Superfícies abrasivas; Arestas cortantes. 2- Riscos ergonômicos que podem ocorrer de fatores fisiológicos ou psicológicos: Os fisiológicos são caracterizados pela relação entre o homem e sua atividade. Sãoconseqüência de posições que as pessoas ficam ou esforços que exercem em razão de: Vícios, negligência ou mau preparo para executar suas tarefas; Porte físico inadequado aos equipamentos, máquinas, ferramentas etc; Falhas em projetos de máquinas, ferramentas, instalações etc; Velocidades ou esforços excessivos devido ao arrocho do tempo padrãoestabelecido para a tarefa. Os psicológicos decorrem de monotonia, relações pessoais e ciclo de repouso notrabalho. - 18 -
  17. 17. 3- E o risco elétrico. A corrente elétrica é agressiva ao homem e pode causarincêndios e explosões e suas graves conseqüências. Instalações e aparelhos elétricos construídos sob rígidos padrões de segurança emantidos em boas condições neutralizam o perigo para o homem e para a propriedade. Operigo da corrente elétrica continua existindo, mas não haverá risco se estiver sobcontrole. Haverá perigo nas instalações malfeitas e improvisações, fios energizadosexpostos, sobrecargas, etc., que podem causar danos a alguém ou a alguma coisa. 1.6.1.2 Medidas alternativas de proteção Os riscos e perigos, para que se consiga controlá-los é necessário que sejamidentificados e isso não é tarefa fácil, depende da experiência profissional de cada um.Depois de identificados, porém, compete uma ação imediata para que não sematerializem em acidentes. Considere que como medida de segurança, para proteger as pessoas, devem seradotadas as seguintes alternativas: Eliminar o perigo; Isolar o perigo; Sinalizar o perigo. Eliminar o perigo significa torná-lo definitivamente inexistente, por exemplo: Substituir um produto tóxico por outro não tóxico; Substituir uma máquina sem o perigo que tinha na máquina anterior. Isolar o perigo é o mais aplicado, mas não elimina o perigo. Se o método deisolamento for bem projetado e executado, poderá isentar, definitivamente, as pessoas deacidente, por exemplo: Isolar engrenagens ou correias com anteparos protetores; Fios com isolamento elétrico; Substâncias químicas ou inflamáveis isoladas em tanques ou em recipientesadequados. Sinalizar o perigo somente quando não se puder eliminar nem isolar. Essa práticadeve ser utilizada apenas em caráter precário e temporário enquanto se tomam asmedidas definitivas. 1.6.2 Aspecto humano A qualificação das pessoas para a prática da prevenção de acidentes deve sempreser levada em consideração na execução de qualquer tarefa. As qualidades individuais,que têm grande influência na prática da prevenção de acidentes, são: Educação; Caráter; Aptidão para o trabalho; Condições físicas e emocionais; Habilitação. - 19 -
  18. 18. As empresas, antes de empregar os trabalhadores na sua atividade, objetivandotrabalho eficiente e seguro, devem: Selecionar adequadamente o pessoal; Integrá-los corretamente ao trabalho; Promover treinamento e reciclagem; Manter seu bom estado físico e mental. 1.7 Atos inseguros e condições inseguras Os atos inseguros e as condições inseguras são fatores que, combinados ou não,ocasionam os acidentes do trabalho ou as doenças ocupacionais. São as causas diretasdos acidentes do trabalho e das doenças ocupacionais por terem relação de causa diretacom eles. Essas causas diretas não surgem por acaso nem aleatoriamente. São geradaspor um ou mais antecedentes que são as causas indiretas dos acidentes do trabalho oudas doenças ocupacionais. 1.7.1 O ato inseguro É a maneira como as pessoas se expõem ao perigo de acidentes, que pode ser: Consciente, inconsciente e circunstancial. No ato inseguro consciente, as pessoas sabem que estão se expondo ao perigo.No inconsciente, as pessoas desconhecem o perigo ao qual estão se expondo e, nocircunstancial, as pessoas podem conhecer ou desconhecer o perigo, porém, algo maisforte as leva à prática do ato inseguro. Os atos inseguros circunstanciais decorrem de situações particulares como tentarsalvar alguém de uma situação perigosa ou tentar evitar prejuízo à empresa quando otrabalhador se aproxima do perigo, não levando em consideração quaisquerprocedimentos ou ações preventivas, optando pelo ato inseguro. Também decorrem depressão das chefias quando os trabalhadores são induzidos a cometer o ato inseguropelos mais diversos motivos, que nunca são justificáveis na ocorrência de acidentes. Exemplos mais freqüentes de atos inseguros, conscientes ou inconscientes: Ficar junto ou sob cargas suspensas; Colocar parte do corpo em lugar perigoso; Usar máquinas sem habilitação ou permissão; Imprimir excesso de velocidade em equipamentos; Imprimir sobrecarga em equipamentos; Lubrificar, ajustar ou limpar máquinas em funcionamento; Improvisação e mau emprego de ferramentas manuais; Inutilizar dispositivos de segurança; Não usar proteções individuais (EPI); Uso de roupas inadequadas e de acessórios desnecessários; Manipulação insegura de produtos químicos; Transportar ou empilhar de maneira insegura; - 20 -
  19. 19. Fumar e usar chamas em lugares proibidos; Tentativa de ganhar tempo; Brincadeiras e exibicionismo; Emissão de Permissão para Trabalho, em branco. Desconhecimento dos riscos de acidentes; Treinamento inadequado; Falta de aptidão ou de interesse para o trabalho; Excesso de confiança; Atitudes impróprias. 1.7.2 A condição insegura São determinadas condições que ameaçam o trabalhador no seu local de trabalho.São defeitos em equipamentos; irregularidades técnicas; falta de dispositivos desegurança; falta de sinalização; etc., que põem em risco a saúde ou a vida do trabalhador,como por exemplo: Falta de proteções em máquinas ou equipamentos; Proteções inadequadas ou perigosas; Deficiência em maquinaria ou ferramental; Má arrumação e falta de limpeza na área de trabalho; Passagens perigosas; Defeitos nas instalações; Instalações elétricas inadequadas (gambiarras) ou defeituosas; Iluminação inadequada; Ventilação inadequada; Elipses abertas e não adequadamente sinalizados; Pisos escorregadios; Acessos sem proteções adequadas (redes, guarda-corpos); Falta de protetores individuais (EPI); Piscina vazia e sem proteção. NOTA: é dever de todo trabalhador informar, imediatamente, qualquer condição insegura ou ato inseguro observado Para colaborar com a prevenção dos acidentes do trabalho, é necessário: Corrigir as condições inseguras; Não permitir que outras sejam criadas; Evitar que sejam praticados atos inseguros. As causas indiretas originadas de fatores pessoais e/ou materiais, que geram ascausas diretas, devem merecer atenção especial para que se possam prevenir acidentesdo trabalho. É prevenindo as falhas humanas que antecedem e geram as condições - 21 -
  20. 20. inseguras e os atos inseguros que fazemos o melhor para evitar os acidentes do trabalhoe as doenças ocupacionais. 1.8 Custos de um acidente Os custos de um acidente do trabalho estão relacionados a fatores humanos e afatores sociais. Observe cada um dos custos de um acidente abaixo relacionados e reflitabem antes de optar por cometer um ato inseguro. 1.8.1 Relacionados ao fator humano Tensão mental; Sofrimento; Baixa moral; Redução de salários; Despesas extras; Possibilidade de continuar incapacitado; Possibilidade de perder a vida; Incapacidade para executar alguns tipos de trabalhos; Perda da capacidade de praticar atividades de lazer. 1.8.2 Relacionados ao fator social Reflexo na família; Reflexo nas relações com amigos; Reflexo nas relações com colegas de trabalho; Falência financeira. 1.8.3 Relacionados ao fator econômico Perda de trabalhadores habilitados e experientes; Queda de produção; Diminuição dos lucros causados por indenizações pagas aos trabalhadoresacidentados; Despesas com a substituição do trabalhador acidentado; Perda de tempo pelos efeitos causados nos outros trabalhadores; Substituição ou reparo de máquinas; Perda de tempo e dinheiro na investigação das causas; Comprometimento da imagem da empresa perante a sociedade e o mercado. - 22 -
  21. 21. 1.9 Quedas, escorregões e tropeços Normalmente, resultantes de atos inseguros e condições inseguras, as quedas eescorregões são a segunda causa principal de morte no trabalho e respondem por cercade 16% de todos os acidentes de trabalho incapacitante. As causas mais comuns de quedas e escorregões são: Escadas; Escadarias; Obstáculos; e As condições do piso. Essas causas podem ser totalmente controladas e eliminadas através daconscientização, de procedimentos seguros de trabalho e de controles de engenharia. 1- Procedimentos seguros do trabalho com escadas: Faça uma inspeção completa na escada antes de seu uso; Interdite a área onde a escada for ser usada; Apóie sempre a escada contra uma superfície firme e uniforme; Estenda a escada no mínimo um metro além da cobertura; Amarre o topo da escada; Use a relação de quatro para um ao usar uma escada extensível (para cadaquatro metros de altura, a base da escada estará a um metro da parede); Ao usá-la, mantenha sempre três pontos de contato (dois pés e uma mão ou umpé e duas mãos); Não se estique para fora (a fivela do seu cinto nunca deve sair do limite entre aslaterais da escada). 2- Comportamento seguro nas escadarias. Use o bom senso: Nunca correr subindo ou descendo uma escadaria; Não pular degrau; Usar o corrimão; Nunca carregar algo que obstrua a sua visão ou que dificulte manter oequilíbrio; Mantenha as escadarias desobstruídas (elas não são áreas de armazenagem); Avise o seu supervisor se o corrimão precisar de manutenção ou se houverlâmpadas queimadas; 3- Todas as passagens devem ser mantidas livres. Corredores bloqueados,gavetas abertas, mangueiras ou cabos soltos nas passagens e outros obstáculos sãoacidentes em potencial esperando para acontecer. Feche todas as gavetas, mesmo quando alguém lhe pedir ajuda por apenas uminstante; - 23 -
  22. 22. Prenda todas as mangueiras e fios ao chão; Cerque a área se for trabalhar com muitas ferramentas; Limpe e arrume o local quando terminar (arrumação e limpeza são obrigaçõesde todos). 4- Comportamento em superfícies escorregadias. Em superfícies molhadas ou escorregadias use sinalização e placas de aviso.Isso inclui um piso escorregadio por estar molhado, por haver uma substância derramada,e até mesmo por ter sido recém-encerado. Use capachos para absorver a umidade dos sapatos. O capacho deve ter umabase antiderrapante sendo trocado quando necessário. Saltos altos e solados de couroaumentam o risco em superfície escorregadia. A má iluminação reduz a probabilidade de se notar um risco antes de ser tardedemais. 5- Ao caminhar por superfícies escorregadias, vá devagar, dobre o joelho e abra os pés; dê passos menores, mantendo o corpo em equilíbrio; se não puder evitar e acabar caindo, largue quaisquer objetos que estiversegurando. Tente proteger seus pontos mais vulneráveis: a cabeça, o pescoço, a coluna,órgãos internos e articulações; tente distribuir a força do impacto da queda por tanta carne do corpo quandopuder. 1.10 Investigação dos acidentes do trabalho Os acidentes são resultados de coincidências que raramente poderiam serprevistas pelas pessoas afetadas. Os acidentes não ocorrem porque a gente aposta eperde, e sim porque a gente não acreditava que esse acidente pudesse ocorrer. Ninguémquer provocar um acidente, portanto é necessário saber o que de fato levou ao acidente epor isso todos os acidentes devem ser investigados. As investigações relativas a acidentes têm os seguintes objetivos: Prevenir acidentes análogos no futuro; Obter ensinamentos sobre causas; Obter conclusões; Adotar medidas no futuro; Podem modificar normas ou criar novas normas. NOTA: o objetivo de uma investigação nunca será culpar, porém não se poderão omitir informações que resultem em culpa Raramente os acidentes são oriundos de uma única causa. Atos inseguros oucondições inseguras são apenas as constatações imediatas do que causou o acidente.Geralmente, os acidentes são resultantes de uma cadeia de eventos, uma corrente deerros, ou seja, a ocorrência de vários eventos anteriores que levaram ao acidente. - 24 -
  23. 23. Nenhum acidente acontece sem motivo, sempre são causados. A melhor maneirade evitar um acidente é executar suas tarefas de maneira profissional, deixando oamadorismo de lado. É não tentar fazer o que não sabe fazer bem, só para ver seconsegue. Só consegue fazer bem e com segurança um trabalho quem está bemtreinado. Na atividade de transporte de petróleo e derivados por navios e transporte dediversos outros tipos de cargas, mesmo com a existência de procedimentos adequados,utilização de muitos sistemas que detêm tecnologias avançadas e mesmo operados porprofissionais de alto nível de conhecimento e experiência, infelizmente, ainda ocorremacidentes. Quase que a totalidade dos acidentes com navios ocorreram devido a falhashumanas. A falta de simples observação do bom funcionamento de equipamentosresultou em graves acidentes. As maiores causas estão relacionadas com a má execuçãode tarefas e a não observação dos procedimentos básicos de segurança. Somado a isso,o despreparo na correção imediata de situações perigosas e a não obediência aosprocedimentos de segurança das empresas aumentam o número de acidentes dotrabalho. Ao longo dos anos, a investigação desses acidentes resultou em regrasinternacionais para que acidentes análogos não venham a ocorrer. As empresas,conforme sua experiência, sempre que ocorre qualquer acidente ou incidente em suasinstalações, tomam medidas imediatas para constatar as causas que os motivaram paraque possam tomar ações corretivas imediatas, evitando a repetição no futuro. Alguns destes acidentes se propagam e tomam proporções catastróficas. O navio"Scandinavia Star" incendiou em 1990, fazendo 158 vítimas. Deu origem à Resolução daIMO A.741(18), adotado em 04 de novembro de 1993 – Código e GerenciamentoInternacional para a Operação Segura de Navios e para a Prevenção da Poluição – ISMCode. Em julho de 1998, o ISM Code tornou-se mandatório. É o Capítulo IX daConvenção SOLAS. 1.11 Equipamentos de proteção individual – EPI (NR-6) Considera-se EPI todo dispositivo ou produto, de uso individual, utilizado pelotrabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e asaúde no trabalho. Entende-se como equipamento conjugado de proteção individual todo aquelecomposto por vários dispositivos que o fabricante tenha associado contra um ou maisriscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar asegurança e a saúde no trabalho. O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, sópoderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – CAexpedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalhodo Ministério do Trabalho e Emprego, significando que o EPI foi testado e aprovado. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequadoao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintescircunstâncias: a) Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contraos riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; - 25 -
  24. 24. c) Para atender a situações de emergência. 1.11.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI a) Adquirir o adequado ao risco de cada atividade; b) Exigir seu uso; c) Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competenteem matéria de segurança e saúde no trabalho; d) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; e) Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; f) Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; g) Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. 1.11.2 Cabe ao empregado quanto ao EPI a) Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) Responsabilizar-se pela guarda e conservação; c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; d) Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nomecomercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA ou, no caso deEPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA. 1.11.3 Finalidades dos equipamentos de proteção individual 1- EPI para proteção da cabeça Capacete: para proteção contra impactos de objetos sobre o crânio; para proteçãocontra choques elétricos; para proteção do crânio e face contra riscos provenientes defontes geradoras de calor nos trabalhos de combate a incêndio. Faz-se necessário seuuso com a jugular sob o queixo para que não se desprenda e caia, deixando-odesprotegido, principalmente, no caso de ocorrer uma emergência. Capacete com regulagem tipo catraca - 26 -
  25. 25. 2- EPI para proteção dos olhos e da face Óculos: contra impactos de partículas volantes; contra luminosidade intensa; contraradiação ultravioleta; contra radiação infravermelha; contra respingos de produtosquímicos. Óculos de proteção Protetor facial: proteção da face contra impactos de partículas volantes; proteçãoda face contra respingos de produtos químicos; proteção da face contra radiaçãoinfravermelha; proteção dos olhos contra luminosidade intensa. Máscara de Solda: proteção da face contra impactos de partículas volantes;proteção da face contra respingos de produtos químicos; proteção da face contra radiaçãoinfravermelha; proteção dos olhos contra luminosidade intensa. 3- EPI para proteção auditiva Protetor auditivo: circum-auricular; de inserção. Abafador tipo concha e de inserção 4- EPI para proteção respiratória Respirador purificador de ar: para proteção das vias respiratórias contra poeiras enévoas; para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas e fumos; paraproteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos; paraproteção das vias respiratórias contra vapores orgânicos ou gases ácidos em ambientescom concentração inferior a 50 ppm (parte por milhão); para proteção das viasrespiratórias contra gases emanados de produtos químicos; para proteção das viasrespiratórias contra partículas e gases emanados de produtos químicos; respiradorpurificador de ar motorizado para proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas,fumos e radionuclídeos. - 27 -
  26. 26. Respiradores purificadores de ar Respirador de adução de ar: tipo linha de ar comprimido para proteção das viasrespiratórias em atmosferas com concentração Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúdee em ambientes confinados; máscara autônoma de circuito aberto ou fechado paraproteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração Imediatamente Perigosaà Vida e à Saúde e em ambientes confinados. Respirador de adução de ar Respirador de fuga: para proteção das vias respiratórias contra agentes químicosem condições de escape de atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e à Saúde oucom concentração de oxigênio menor que 18 % em volume. Respirador de fuga - EEBD 5- EPI para proteção do tronco Vestimentas de segurança que ofereçam proteção ao tronco contra riscos deorigem térmica, mecânica, química, radioativa e meteorológica e umidade proveniente deoperações com uso de água. - 28 -
  27. 27. Proteção do tronco 6- EPI para proteção dos membros superiores Luva: para proteção das mãos contra agentes abrasivos e escoriantes; paraproteção das mãos contra agentes cortantes e perfurantes; para proteção das mãoscontra choques elétricos; para proteção das mãos contra agentes térmicos; para proteçãodas mãos contra agentes biológicos; para proteção das mãos contra agentes químicos;para proteção das mãos contra vibrações; para proteção das mãos contra radiaçõesionizantes. Luvas diversas 7- EPI para proteção dos membros inferiores Calçado: para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos;para proteção dos pés contra choques elétricos; calçado de segurança para proteção dospés contra agentes térmicos; para proteção dos pés contra agentes cortantes eescoriantes; calçado de segurança para proteção dos pés e pernas contra umidadeproveniente de operações com uso de água; calçado de segurança para proteção dos pése pernas contra respingos de produtos químicos. Meia: para proteção dos pés contra baixas temperaturas. Perneira: para proteção da perna contra agentes abrasivos e escoriantes; paraproteção da perna contra agentes térmicos; perneira de segurança para proteção daperna contra respingos de produtos químicos; para proteção da perna contra agentescortantes e perfurantes; perneira de segurança para proteção da perna contra umidadeproveniente de operações com uso de água. Calça: para proteção das pernas contra agentes abrasivos e escoriantes; paraproteção das pernas contra respingos de produtos químicos; para proteção das pernascontra agentes térmicos; para proteção das pernas contra umidade proveniente deoperações com uso de água. - 29 -
  28. 28. 8- EPI para proteção do corpo inteiro Macacão: para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contrachamas; para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra agentestérmicos; para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos deprodutos químicos; macacão de segurança para proteção do tronco e membrossuperiores e inferiores contra umidade proveniente de operações com uso de água. Conjunto: conjunto de segurança, formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó,para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra agentes térmicos; paraproteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtosquímicos; para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra umidadeproveniente de operações com uso de água; para proteção do tronco e membrossuperiores e inferiores contra chamas. Vestimenta de corpo inteiro: vestimenta de segurança para proteção de todo ocorpo contra respingos de produtos químicos; para proteção de todo o corpo contraumidade proveniente de operações com água. 9- EPI para proteção contra quedas com diferença de nível Dispositivo trava-queda: dispositivo trava-queda de segurança para proteção dousuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal, quandoutilizado com cinturão de segurança para proteção contra quedas. Cinturão: cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos de quedaem trabalhos em altura; cinturão de segurança para proteção do usuário contra riscos dequeda no posicionamento em trabalhos em altura. 1.11.4 Características do EPI 1. Obrigatórias a) Ser fabricado por uma empresa que possua CRF; b) Se importado, através de empresa que possua CRI; c) Possuir CA; d) Estar marcado, de forma indelével, com o nome comercial do fabricante, lote defabricação e número do CA. 2. Desejáveis Que seja o mais confortável possível para o usuário, principalmente, quando setratar de EPIs de uso contínuo. 1.11.5 SOLAS Capítulo II-1 Parte C - Regra 36 – Proteção contra ruído Deverão ser tomadas medidas para reduzir os ruídos nos espaços de máquinas aníveis aceitáveis, determinados pela administração. Se esses ruídos não puderem sersuficientemente reduzidos, a fonte do ruído deverá ser isolada ou equipada com redutoresde ruídos. Protetores de ouvidos deverão ser providenciados para as pessoas queentrarem nestes espaços, se necessários. - 30 -
  29. 29. 1.11.6. Tripé para a eficácia da proteção baseada no uso do EPI 1. Fornecer um bom protetor; 2. Treinar e conscientizar; 3. Fiscalizar o uso. 1.12 Equipamentos salva-vidas 1.12.1 Embarcações de sobrevivência e botes de resgate 1- Baleeira: destina-se ao abandono do navio e nela sobreviver, enquanto seaguarda resgate. Geralmente construídas em fibra de vidro, possuem motor comcapacidade para 6 nós de velocidade e autonomia de 24 horas. Baleeira totalmente fechada 2- Balsa inflável: destina-se ao abandono do navio e nela sobreviver, comsegurança, enquanto se aguarda resgate. Balsa inflável para dez pessoas 3- Embarcação de salvamento (bote de resgate) Destina-se a resgatar pessoas que possam ter caído no mar e trazê-las de volta aonavio ou, em certas emergências, levá-las para as embarcações de sobrevivência oureunir as embarcações de sobrevivência. - 31 -
  30. 30. Embarcação de salvamento 1.12.2 Equipamentos de sobrevivência pessoal 1- Bóia salva-vidas: destina-se a servir de auxílio inicial a uma pessoa que caiu nomar. Bóia salva-vidas 2- Colete salva-vidas: deve ser facilmente vestido, ser confortáveis, ser capazes demanter o nariz e a boca de uma pessoa inconsciente fora da água e desvirá-la caso estejacom o rosto na água, em não mais que 5 segundos. Quando usados corretamente,permitem que uma pessoa salte na água de uma altura de até 4,5 metros, sem que semachuque ou cause danos ao colete. Colete salva-vidas tipo jaqueta - 32 -
  31. 31. 3- Roupa de imersão: roupa de proteção que reduz a perda de calor de umapessoa imersa em água fria, que a estiver usando. Roupa de imersão 4- Meio de proteção térmica: saco ou roupa confeccionado com material a provad’água, com baixa condutividade térmica. Meio de proteção térmica - 33 -
  32. 32. 1.12.3 Equipamentos para localização Alarme a bordo; Epirb; Transponder; Rádios portáteis VHF; Espelho heliográfico; Apito; Grito; Sinais visuais: Foguete pára-quedas estrela vermelha; Fachos manuais; Sinais fumígenos. 1.12.4 Aparelho lança-retinida Equipamento utilizado para lançar uma retinida a pelo menos 230 metros dedistância com uma precisão aceitável. Lança-retinida 1.12.5 Equipamentos rádio de emergência Equipamentos do GMDSS (Socorro e Segurança) INMARSAR; COSPAS-SARSAT; DSC; SART; - 34 -
  33. 33. NAVTEX; VHF.1.13 Equipamentos de combate a incêndio1.13.1 EPIs para combate a incêndio. Capacete; Luvas; Macacão; Botas; Equipamento de Respiração Autônomo.1.13.2 Extintores portáteis e sobre rodas Água pressurizada e a pressurizar (10 litros); Gás carbônico – CO2 (6 Kg); Pó químico pressurizado e a pressurizar (12 Kg); Espuma mecânica (9 litros); Extintor sobre rodas. Extintores diversos - 35 -
  34. 34. Caso haja necessidade de usar um extintor para debelar um principio de incêndio,assegure-se de que sabe usá-lo corretamente para não correr o risco de danificá-lo oudescarregá-lo, impedindo que uma pessoa treinada possa usá-lo com eficiência. Os extintores são instalados nos ambientes após um projeto que determina seutipo, considerando o combustível existente às proximidades o que elimina a perda detempo em verificar se o extintor é o adequado para aquele incêndio. 1.13.3 Equipamentos de combate a incêndio com água Esguichos; Mangueiras. O uso de água como agente extintor, principalmente pelo processo deresfriamento, exige cuidados com todos os equipamentos, desde bombas, redes, tomadase válvulas que formam esse sistema. Após os exercícios, devem-se observar a condição dos esguichos e mangueiraspara que não sejam guardados se estiverem danificados. Caso isso ocorra, devem sersubstituídos ou reparados e jamais guardados com defeito nos postos. Lembre-se de queesse equipamento é para uso em emergência e deve funcionar corretamente caso umincêndio aconteça. Equipamento de combate a incêndio com água 1.13.4 Sistemas fixos de extinção de incêndio Também conhecidos como socorro básico, a bordo encontramos os seguintessistemas: Sistema Fixo de CO2; Sistema Fixo de Pó Químico Seco; - 36 -
  35. 35. Sistema Fixo de Halon; Sistema Fixo de Espuma. Sistema fixo de CO2 1.13.5 Sistemas de detecção de incêndio Detectores de fumaça; Detectores por elevação de temperatura. Os detectores de incêndio são equipamentos destinados a informar a possibilidadede estar havendo incêndio em um compartimento. Em nenhuma situação esses detectores devem ser desativados por estaremalarmando incêndio inexistente, por exemplo, no caso da ocorrência de fumaçaproveniente de soldas, etc. Desativá-los constitui-se em ato inseguro uma vez que o autorestará criando uma condição insegura. Detector de incêndio - 37 -
  36. 36. 1.14 Equipamento médico Os navios possuem enfermarias equipadas conforme regras internacionais demaneira a que possam possibilitar tratamento médico para acidentados ou doentes, atéque o socorro médico hospitalar seja possível. Um número de telefone para contatoimediato com um profissional médico é disponibilizado para as emergências. As enfermarias, além da medicação e materiais médicos de acordo com listadisponibilizada pela ANVISA, contam com ressuscitadores e macas para as emergências. 1.15 Plano de emergência do navio para combate a poluição do mar por óleo -SMPEP (Shipboard Marine Pollution Emergency Plan) Este plano visa orientar as tripulações para atuar na resposta a determinadasemergências que podem ser: 1- Derrames operacionais a) Derramamento de óleo combustível por vazamento no sistema de transferênciade óleo combustível; b) Derramamento de carga no convés por transbordamento de tanque de cargacom petróleo ou derivados; c) Vazamento pelo casco com o navio em operação quando se observa produto aoredor do navio (causa não imediatamente conhecida). 2- Derrames acidentais a) Incêndio; b) Explosão; c) Encalhe; d) Colisão; e) Falha estrutural; f) Adernamento excessivo; g) Falha no sistema de contenção; h) Navio indo a pique; i) Escape de vapor perigoso durante vazamento ou transferência de carga ouacidente. 3- Kit básico de combate a poluição O SMPEP prevê um conjunto de materiais auxiliares na contenção de derramesque devem ser posicionados próximo do local onde estão ocorrendo operações com óleocom o objetivo de reter o óleo derramado a bordo, evitando que vá para o mar. Exemplo: • 10 latões vazios de 200 litros; • 1 bomba portátil; • 100 Kg de serragem; - 38 -
  37. 37. • 5 vassouras; • 500 toalhas absorventes; • 5 pás de plástico; • 5 rodos; • 5 baldes de plástico; • Sacos plásticos. Kit SMPEP 1.16 Relação das operações perigosas realizadas a bordo Todas as tarefas realizadas a bordo têm finalidades operacionais específicas. Osriscos dessas tarefas precisam estar sob controle e isso pode ser obtido através documprimento dos procedimentos existentes. Para determinadas tarefas, imediatamente antes de serem executadas, é realizadauma análise dos riscos da tarefa através de uma técnica conhecida como análisepreliminar de riscos (APR), quando é verificado o que pode dar errado, suas causas,possíveis conseqüências, avaliação quantitativa e medidas de controle e mitigadoras. Outras tarefas exigem uma análise de risco de tarefa (ART), efetuada peloexecutor, que dará subsídios para o preenchimento da permissão para trabalho (PT) peloresponsável pela área quando esse acrescentará os cuidados, EPIs necessários e outrasrecomendações para a execução segura da tarefa. Uma PT é emitida com a ART emanexo. Observe uma extensa lista com algumas das operações perigosas que sãoefetuadas a bordo dos navios: 1. Carga e descarga; 2. Atracação e desatracação; 3. Trabalhos elevados; 4. Manuseio de produtos químicos; 5. Trabalho na praça de máquinas e manutenção; 6. Levantamento de pesos (manual ou mecanicamente); 7. Entrada e permanência em Espaços Confinados; 8. Trabalhos a quente; - 39 -
  38. 38. 9. Trabalhos a frio; 10. Trabalhos com eletricidade; 11. Trabalhos de manutenção no convés. 1.17 Carregamento e descarregamento Tipos de Navios: carga geral, graneleiro, porta container, ro-ro, petroleiro,quimiqueiro, gaseiro, passageiro, etc. Certas cargas de determinados tipos de navios, como os de carga geral e portacontentores, são suspensas através de guindastes que utilizam cintas ou cabos de aço,havendo o risco de queda. As pessoas não envolvidas nestas operações devem ficarsempre em local seguro, longe dessas áreas; as pessoas envolvidas devem cumprir osprocedimentos, adotando comportamentos seguros. Navio porta containeres Os navios ro-ro possuem vários conveses que são unidos por rampas e a carga(carros) é estivada sendo conduzida por seus próprios meios, utilizando as rampas deacesso aos conveses, para embarque e desembarque. Pela velocidade com a qual oscarros são conduzidos, nenhuma pessoa deve parar nos caminhos por onde esses selocomovem, obedecendo à sinalização característica. Os navios que transportam granel líquido, tais como os petroleiros, quimiqueiros egaseiros, utilizam redes (tubulações) por onde a carga é bombeada, tanto paracarregamento ou descarregamento. Os riscos operacionais constituem-se de vazamentosdo líquido, existência de gases inflamáveis e/ou tóxicos. É necessário que os tripulantes possuam curso específico para embarque nessestipos de embarcações. Navios de passageiros também podem transportar carros ou outras cargas eincluem os ferries-boats. Grandes navios de passageiros, além da tripulação de convés e máquinas,precisam de uma tripulação específica, sendo grande o número de cozinheiros e taifeiros.São também empregados recreadores, médicos e religiosos. Essa tripulação deve estar sempre eficientemente treinada para controle dospassageiros e de todos os outros, principalmente, nas situações de emergência. - 40 -
  39. 39. Navio de passageiro 1.18 Atracação e desatracação As atracações podem ser feitas em cais, píer ou a contra bordo de outrasembarcações. Para a amarração do navio são utilizados cabos de fibra ou de aço. Os de fibra,nylon ou polipropileno, têm alta durabilidade, baixa absorção de água e são resistentes àdeterioração. O diâmetro destes cabos varia de acordo com o deslocamento do navio. Oscabos utilizados para o rebocador auxiliar na manobra são de bitola superior a das espiase, quando são utilizadas para essa finalidade, são passadas dobradas, porém, essaoperação deve ser evitada pelo risco adicional de se manobrar com duas espias,simultaneamente. Grandes petroleiros utilizam cabos de aço combinados com cabos de nylon ouequivalentes, na extremidade da “mão”, o que viabiliza que esse cabo possa ser cortadoem emergência. Em qualquer situação onde seja necessário cortar um cabo ememergência, deve ser utilizado o machado de controle de avarias (CAV), que deve atingiro cabo de encontro ao cabeço. Os equipamentos de amarração constituem-se de: cabos, espias, retinidas, boças,correntes, guinchos, cabrestantes, etc. Antes de cada operação, todo o equipamento queserá utilizado deve ser inspecionado para atestar que estão em condições seguras deutilização. Cabos de fibra que possuam uma pernada inteira rompida ou apresentemdesgaste superior a 20%, devem ser descartados dessa finalidade. Para a amarração do navio, podem ser utilizados vários cabos, que são passadospara terra e apertados depois de encapelados nos cabeços através de guinchos ouequipamentos equivalentes. Esses cabos podem ficar dispostos de lançante, través ouespringue, tanto na proa quanto na popa. Quando esses cabos são manuseados, háriscos de acidentes que podem ser extremamente perigosos para as pessoas próximas,principalmente, se estiverem muito tesos, podendo arrebentar e chicotear, desmembrandoe até matando uma pessoa. As manobras são trabalhos de equipe e nunca um único tripulante deverá serutilizado para fazer esse trabalho. Pelo menos três tripulantes na proa e três na popadeverão compor essa equipe. As pessoas envolvidas deverão ser extremamentecuidadosas, ficando longe dos riscos e bem safas de cabos tesos. Riscos maiores podemocorrer nas situações de ventos fortes, chuvas, mar grosso ou necessidade de atracaçõesmais rápidas. Em alguns terminais de petróleo, são utilizados, em lugar de cabeços, gatos comsistema de desengates em emergência, operados remotamente na cabine de controle doterminal e por comando local. O sistema também possibilita informação da velocidade do - 41 -
  40. 40. vento, da corrente, do ângulo e velocidade de aproximação do navio, que representamdados preciosos para orientar práticos e comandantes durante a atracação,principalmente, de petroleiros de grande porte e em situações onde ocorram condiçõesmeteorológicas menos favoráveis. Para as manobras, todos os participantes devem utilizar os EPIs, quais sejam:capacete, macacão, luvas e calçados de segurança. Para os amarradores (pessoal que encapela os cabos aos cabeços ou gatos) alémdos EPIs, é necessário o uso de coletes salva-vidas. 1.18.1 Regras gerais durante as manobras com cabos Trabalhar a uma velocidade adequada, sem correrias; Manter máxima atenção na manobra; Nunca tentar parar um cabo que esteja “correndo”, com os pés. Não pisar em cabos passados, pois eles podem ser tesados repentinamente; Proteja-se dos cabos que estiverem sob tensão; Nunca ficar por dentro de cabos que estiverem sendo passados; Auxiliar os companheiros que estiverem com dificuldades; Cuidados especiais devem ser tomados com cabos passados pela popa paraque não se enrosquem no hélice; Estando com um cabo sob volta na saia, fique atento para solecar ou deixarcorrer sob tensão (se estiver usando luva, cuidado para que não se prenda no cabo queestiver na saia); A área de manobra deve estar limpa, livre de oleosidade e desobstruída, e oscabos prontos para uso imediato no bordo informado para atracação; Cabos passados para rebocadores merecem especial atenção, uma vez quepodem sofrer grandes tensões durante a manobra. Os cabos já passados ao cais, aindaestando o navio em movimento, também podem sofrer grandes tensões, correndo o riscode partir, e também merecem atenção especial; É grande o risco de se utilizar cabeços com volta redonda em lugar da voltafalida (em oito), uma vez que, além de haver chance de correr depois de completa,apresentará grande risco de correr e chicotear quando cabo for ser solecado. Vota redonda e volta falida - 42 -
  41. 41. 1.18.2 Cuidados especiais durante as estadias estando o navio amarrado Carregamentos e descarregamentos muito rápidos; Portos de grande amplitude de maré ou fortes correntes; Incidência de ventos fortes ou berços expostos à influência do mar. 1.19 Espaços confinados (espaços mortais) Espaço confinado é um ambiente cercado por anteparas e divisórias, que não foiprojetado para permanência de pessoas, não dispondo de iluminação nem ventilaçãonatural, e possui entrada de difícil acesso, tais como: tanques de colisão, paiol da amarra,coferdames, tanques elevados, tanques de carga, tanques de lastro, dutos da quilha,peak tanques, tanques de combustíveis, caldeiras, caixões de ar de lavagem, etc. A falta de cuidados específicos para entrada e permanência nestes espaços temresultado em acidentes, alguns fatais, quando pessoas desavisadas ou imprudentes sãosurpreendidas pela falta de oxigênio ou por contaminantes respiratórios ou se acidentame não são socorridas a tempo. Os perigos desses espaços podem ser divididos em: Perigos atmosféricos; e Riscos físicos. 1.19.1 Perigos atmosféricos Os perigos atmosféricos podem ser resultados da presença de contaminantesrespiratórios (gases de hidrocarbonetos, gases tóxicos e outros) ou deficiência deoxigênio. A presença de hidrocarbonetos pode resultar em atmosfera tóxica ou inflamável. Vapores de hidrocarbonetos podem ser resultados de derrames de petróleo e seusderivados, resíduos nos tanques ou redes de carga ou resíduos em tanques de borra. A existência de gases pode trazer perigo de intoxicação e pode ser provenientes decertas cargas dos navios, dos produtos químicos estocados ou de operações de carga. Atoxicidade pode ser prejudicial ou venenosa para as pessoas. O Threshold Limit Value – TLV (valor limite de tolerância) é a máxima concentraçãode gases e vapores no ar em que se acredita que a maioria das pessoas possa serrepetidamente exposta durante 8 horas por dia ou 40 horas por semana, sem danospermanentes a saúde. Devido à grande variação na sensibilidade individual, a exposição ocasional deuma pessoa ao TLV, e até mesmo abaixo dele, pode não evitar o desconforto ou oagravamento de uma condição já existente. Em geral, o TLV é expresso em ppm oumg/cm3 e seus valores são publicados por autoridades nacionais e várias organizações. A mais reconhecida lista de valores para o TLV é aquela publicada pela ACGH(American Conference of Governmental Hygionists). É um dado que deve ser conhecidoobservando-se as MSDS – FISPQ (Ficha de Segurança de Produto Químico) dosprodutos que estiverem sendo transportados. A quantidade de oxigênio contido no ar atmosférico é cerca de 21% por volume.Nos espaços confinados, há grandes chances desse percentual ser inferior, em razão doscontaminantes respiratórios, que podem ser encontrados nestes ambientes cujoscontaminantes podem ser mais pesados do que o ar, formando bolsões, que se - 43 -
  42. 42. constituem em risco de vida para as pessoas. A atmosfera pode se tornar deficiente deoxigênio devido às causas abaixo relacionadas: Ingresso de gás inerte (tanques inertizados operacionalmente ou vazamentosde tanques inertizados para espaços confinados adjacentes); Oxidação; Névoas de tinta durante trabalhos de pintura; Formação de hidrogênio; Fluídos de limpeza em equipamentos elétricos; Uso de solventes; Gases refrigerantes; Incêndios; Alagamentos com CO2 para extinção de incêndios; Trabalhos de solda ou corte sem ventilação apropriada; Funcionamento de motores a combustão interna em espaços confinados; Deterioração de materiais orgânicos, tais como: vegetais, frutas, grãos, etc. O sintoma da deficiência de oxigênio é a asfixia. As pessoas reagem de formadiferente ante a deficiência de oxigênio, porém, se o percentual de oxigênio cair a menosdo que 16% por volume, qualquer pessoa sofrerá as graves conseqüências resultantesdessa deficiência. Os sintomas iniciam com tonturas, dificuldades em respirar, inconsciênciaprogredindo para dano cerebral causando perda da memória, instabilidade mental,paralisia, coma ou morte, podendo ser considerados os seguintes efeitos da deficiênciade oxigênio: Para uma respiração segura o percentual em volume gira em torno de 19,5%; De 15% a 19%, haverá problemas de coordenação; De 12% a 14%, respiração difícil; De 10% a 12%, respiração bem fraca; De 8% a 10%, confusão mental, inconsciência, náuseas e vômitos; De 6% a 8%, morte em 8 minutos; De 4% a 6%, coma em 40 segundos. A falta de oxigenação do cérebro, por um período de 4 minutos, pode significar amorte. Detectores de gases - 44 -
  43. 43. 1.19.2 Riscos físicos Os perigos físicos podem acarretar ferimentos, que podem ser até fatais emalgumas situações. Esses perigos à integridade física podem ser criados e causados por: Má iluminação; Escadas não apropriadamente seguras; Superfícies escorregadias; Obstáculos pelo caminho; Aberturas sem isolamento ou sinalização; Objetos deixados não apropriadamente presos em serviços anteriores; Alagamento; Armadilhas acidentais. 1.19.3 Procedimentos de entrada em espaços confinados (NR-33) Só se entrará em um espaço confinado após a emissão da Permissão paraTrabalho, o que significará que o espaço confinado foi testado do lado de fora comequipamento de monitoração recentemente calibrado e verificado para uma corretaoperação e os seguintes procedimentos deverão ser seguidos: Manter eficaz e contínua ventilação; Cintos e cabos de segurança prontos para uso; Equipamentos autônomos de respiração e ressuscitadores prontos para uso epróximos da entrada do espaço confinado; Deve ser considerada a possibilidade de um meio alternativo de escapeindependente disponível para emergência; Membro da tripulação responsável permanentemente do lado de fora do tanque,próximo à entrada, em contato seguro e direto com o oficial responsável; NOTA: em nenhuma circunstância, mesmo no caso de uma emergência, esse membro da tripulação que está de serviço deverá entrar no tanque antes que o socorro tenha chegado Verificações regulares da atmosfera devem ser executadas a todo o momento,enquanto o pessoal estiver no interior do espaço; Uma bateria completa de testes deverá ser realizada antes de uma novaentrada, após qualquer intervalo no trabalho. Todas as pessoas devem estar usando os equipamentos de proteção individual(EPI), tais como: capacete de segurança, calçados de segurança, luvas, etc, como fornecessário. Devem ser utilizadas lanternas do tipo aprovado e ferramentas anti-centelha. É necessário que haja uma equipe de resgate em emergência qualificada e bemtreinada, para que possa atuar sem perda de tempo para salvar uma pessoa em umespaço confinado. Após os trabalhos realizados, o local deve ser limpo e as roupas de proteçãoutilizadas devem ser descontaminadas. Os objetos utilizados devem ser deixadosprotegidos e limpos. Uma discussão detalhada sobre o conteúdo da permissão de entrada no espaçoconfinado deve ser efetuada previamente. - 45 -
  44. 44. 1.20 Trabalho a quente Trabalho a quente é qualquer trabalho o qual gere calor ou centelhas de suficientetemperatura ou intensidade para inflamar um gás ou mistura inflamável. São exemplos de trabalhos a quente os que envolvam soldagens elétricas ou porfogo; corte de metais a fogo ou com eletrodos; certas furações que produzam calor;operações de esmerilhamento; uso de equipamentos elétricos que gerem calor; uso deequipamentos elétricos que não sejam intrinsecamente seguros; uso de aquecedores;utilização de luminárias portáteis sem proteção contra explosão; trabalhos emeletricidade; uso de equipamentos mecânicos capazes de produzir faíscas. Os riscos do trabalho a quente são incêndios, explosões, queimaduras, luzesintensas, acidentes com cilindros e mangueiras, doenças ocupacionais decorrentes defumaça de solda, radiações não-ionizantes e calor. Devem ser levadas em conta a possibilidade da presença de vapor dehidrocarboneto na atmosfera e a existência de fontes potenciais de ignição para otrabalho a quente fora das oficinas da praça de máquinas. Os locais que oferecem riscos para trabalhos a quente são: a área da carga, apopa e as acomodações, a praça de máquinas fora das oficinas da praça de máquinas. As oficinas são os locais de menor risco e a área da carga o local de maior risco. Os trabalhos a quente somente devem ser realizados fora das oficinas da praça demáquinas quando não existirem outros meios viáveis de reparo. Devem ser consideradasalternativas como a execução de trabalhos a frio ou a remoção da peça a ser trabalhadapara as oficinas da praça de máquinas. Trabalhos a quente que requeiram permissão para trabalho são proibidos duranteas operações de carga, lastro, limpeza, ventilação, purgação ou inertização de tanques. O Comandante decidirá se o trabalho a quente é justificável e seguro e o grau deprecauções necessário. Portanto, todo o trabalho a quente somente deverá ser realizadoapós a emissão da devida Permissão para Trabalho. 1.21 Soldagem Na execução de qualquer serviço com fogo, oriente-se sempre pelas normas desegurança certificando-se de que: 1. Tem autorização do Imediato, Chefe de Máquinas ou Oficial de Serviço parainiciar os trabalhos; 2. O ambiente onde serão realizados os trabalhos encontra-se livre de vaporesinflamáveis; 3. A área próxima e abaixo do local da solda está rigorosamente limpa ecompletamente livre de material inflamável; 4. Caso os trabalhos sejam realizados em anteparas ou muito próximos a elas, nãohá nada pelo outro lado que possa inflamar-se; 5. Em casos de trabalhos realizados em compartimentos confinados, existeventilação ou extração forçada suficiente; 6. Em caso de solda ou corte, na área da carga, os compartimentos adjacentesestão desgaseificados e limpos; - 46 -
  45. 45. 7. Estão fechadas as válvulas das redes que possibilitem o surgimento de vaporesinflamáveis no local da soldagem; 8. A área dos trabalhos esteja guarnecida com um extintor de CO2 (6Kg) e umalinha de mangueira com água pressurizada; 9. Há um homem, que não o soldador, escalado para inspecionar, acompanhar eapagar a incandescência da tinta (pintura) e do chuveiro de solda (fagulha); 10. Estão prontos para uso todos os equipamentos de combate a incêndio de bordo(Manter a rede de incêndio pressurizada ou em condição de stand-by); 11. Em cortes ou solda em redes de carga ou lastro sujo, executar,preferencialmente, o serviço com a seção de rede desconectada ou, caso não sejapossível, atentar para a condição da mesma ainda que a rede tenha sido lavada. 1.22 Trabalhos com eletricidade Como precaução de segurança geral, é fortemente recomendável o uso dedispositivos mecânicos de travamento e de etiquetas de segurança. Trava para disjuntor Em instalações com altas tensões, o risco à vida é eminente devido a altascorrentes pelo corpo humano, quando houver contato direto ou indireto. Consideram-se riscos dos trabalhos em eletricidade os incêndios e explosões;arcos elétricos; contatos diretos acidentais; imprudência, imperícia e negligência. O contato indireto ocorre quando há contato com partes erroneamenteenergizadas, por falha de isolamento ou de aterramento decorrente de falha de projeto, oudurante a manutenção por imprudência ou desconhecimento do usuário que elimina umaproteção quando corta o terceiro pino de um plug. O contato direto ocorre em partes energizadas como em barramentos ou cabosnão corretamente isolados (desencapados acidentalmente ou durante manutenção). Em acidentes elétricos, a morte poderá ocorrer pela contração dos músculosresponsáveis pela respiração; fibrilação ventricular; aquecimento ou queda em trabalhoselevados (decorrente do choque elétrico). Nenhum trabalho deverá ser executado em qualquer equipamento ou fiação, nemqualquer caixa a prova de chama e a prova de explosão deverá ser aberta, nem ascaracterísticas especiais de segurança, proporcionadas com o equipamento padrão, - 47 -
  46. 46. deverão ser reduzidas até que toda a alimentação para o equipamento ou respectivafiação tenha sido cortada. A "voltagem" não deverá ser religada até que o trabalho tenha sido completado eas medidas de segurança acima tenham sido restabelecidas inteiramente. 1.23 Trabalhos elevados e fora de borda Trabalhos elevados são os feitos acima do convés cujo primeiro perigo é a quedacom conseqüente ferimento ao trabalhador. Somente deverão ser executados medianteemissão da respectiva permissão para trabalho. É obrigatório o uso do cinto de segurança para alturas a partir de 2 metros. Ostrabalhos executados fora da borda devem ser considerados elevados. 1.23.1 Exemplos de trabalhos elevados Pintura frontal e lateral da superestrutura, mastros, áreas altas da praça demáquinas; Limpeza ou pintura da Chaminé; Lubrificação, manutenção ou reparo de antenas de radar, guindastes esubstituição de cabos de guindastes ou paus de carga; Limpeza, pintura ou inspeção de tanques ou porões; Pinturas de costado, áreas externas das asas do passadiço, etc. Trabalho elevado 1.23.2 Perigos dos trabalhos elevados Quedas durante balanços do navio ou rompimentos de cabos; Acidente por falha material ou de equipamentos; Queimaduras por contato com superfícies quentes na chaminé ou redes devapor; Fumaça tóxica na chaminé por combustão, incineração ou ramonagens; Exposição ao frio ou calor; - 48 -
  47. 47. Perigo de radiação elétrica às proximidades das antenas dos radares ouantenas aéreas. 1.23.3 Prioridade em avisar aos responsáveis da área antes de iniciar trabalhoselevados Ao oficial de serviço na máquina, antes de iniciar trabalhos elevados àsproximidades da chaminé, evitando ramonagens, uso do incinerador, uso do vapor paraapitos, quando os trabalhos forem próximos a esse, etc; Ao oficial de serviço no passadiço, antes de realizar trabalhos próximos àsantenas dos radares, antenas de rádio, ou de comunicação; Ao Imediato antes de começar trabalhos no convés. Todos os equipamentos utilizados em operações perigosas para o trabalho devemser guardados, trancados e mantidos sob as responsabilidades de um oficial designado. Todo o material destinado a trabalhos elevados deve ser guardado separadamente,longe de paióis de tinta ou de produtos químicos e não devem ser utilizados para outrospropósitos que não sejam trabalhos elevados. Esse equipamento deve ser inspecionado para verificar o estado das madeiras,cabos e condições gerais imediatamente antes do uso, por pessoal competente quepossa detectar defeitos em madeiras e cabos. Os nós, coxeaduras e voltas devem serdados correta e cuidadosamente para prevenir que corram, especialmente quando foremusados cabos sintéticos. Trabalhos fora de borda não devem ser executados enquanto o navio estiver emviagem e os trabalhos elevados devem ser proibidos quando em viagem em condições demar grosso, quando podem ocorrer violentos balanços. Pessoal inexperiente não dever ser posto a trabalhar em trabalhos elevados ou forade borda. Além dos EPIs necessários, coletes salva-vidas devem ser vestidos e bóiascom luz e retinida devem ficar em STAND BY para as emergências. 1.24 Serviço na praça de máquinas e manutenção dos equipamentos A praça de máquinas é um local perigoso e toda a condução e manutenção deveser feita de maneira profissional e sem correrias de última hora por falta de programaçãoadequada aos serviços. As atividades de manutenção, sem dúvida, representam umasituação de risco. A experiência tem mostrado que os trabalhos de manutenção podem resultar emacidentes sérios, causando perdas materiais, contaminações ambientais e até mesmo amorte de pessoas envolvidas. Na realidade, o problema não é a manutenção em si, mas apreparação para a manutenção. Muitas vezes, os procedimentos adotados nestapreparação não são os adequados. Em outras situações, os procedimentos adequados estão disponíveis, mas não sãoseguidos. Exemplos de erros típicos de preparação: o equipamento não está devidamenteidentificado, assim, o equipamento errado é aberto; o equipamento ainda pode conterprodutos perigosos ao ser liberado para a manutenção e os testes necessários paraverificar a presença destes produtos não foram feitos de maneira adequada; o pessoal damanutenção pode não ter sido alertado dos perigos existentes, ou mesmo tendo sidoalertados, não seguiram os procedimentos necessários. - 49 -
  48. 48. As atividades de manutenção estão sujeitas a riscos, os quais, não sendo bemcontrolados, podem resultar em acidentes, com sérias conseqüências para bensmateriais, para as pessoas e para o meio ambiente. Um trabalho de manutenção eficientenão ocorre por acaso, mas é o resultado da realização de treinamentos adequados e daelaboração, implementação e cumprimento de procedimentos específicos para asatividades realizadas no local de trabalho. Os equipamentos de bordo, tais como: o propulsor, os motores auxiliares egeradores, caldeiras, compressores, bombas, motores elétricos, máquina do leme,frigoríficas, equipamentos hidráulicos, equipamentos pneumáticos, compartimento debaterias, compartimento de ar condicionado e diversos equipamentos elétricos merecembom conhecimento técnico dos envolvidos nas manutenções e condução para que nãosofram acidentes durante estas intervenções. 1.24.1 Tipos de acidentes em instalações de máquinas Queimaduras por contatos em redes de vapor, outras superfícies quentes,fagulhas de solda; Batidas na cabeça em obstruções ou por objetos que caem; Escorregões, tropeções e quedas; Perda auditiva induzida por ruído; Contato em partes de máquinas que se movimentam, tais como: tornos,esmerilhadeiras, impelidores, correias, polias e outros; Perda de visão decorrente de respingo de produtos químicos, luz intensa deserviços de solda, partículas sólidas provenientes de esmerilhamento, jatos de ar, devapor ou de água. Manter a arrumação do local de trabalho e usar as boas práticas de trabalhoseguro é o mínimo que pode ser feito para prevenir acidentes. Todos os procedimentospara as intervenções de manutenção existentes devem ser seguidos uma vez que nestesconstam ações adequadas a serem tomadas e que certamente ajudarão na corretamanutenção e prevenção de acidentes. Os manuais dos fabricantes dos equipamentos devem ser lidos e entendidos e osequipamentos de proteção individual e coletiva devem ser usados durante todo o tempo. 1.24.2 Arrumação do local de trabalho significa Vazamentos de óleo e água devem ser imediatamente limpos e o vazamentoreparado; Estopas, trapos e similares sujos de óleo devem ser descartados em localseguro e fechado para prevenir incêndios não os deixando largados quando podeminflamar-se espontaneamente; As ferramentas devem ser utilizadas de maneira cuidadosa durante o trabalhode modo que não caiam das plataformas e sejam apropriadamente recolhidas eguardadas depois do trabalho; Proteções de partes móveis de máquinas e equipamentos devem ser mantidasem sua posição e em perfeita ordem; - 50 -

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