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Gestão Ambiental Empresarial
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Controle da Poluição
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Abordagem estratégica
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Gestão ambiental empresarial

  1. 1. 1 Gestão Ambiental Empresarial 2.1 - Abordagens, modelos e princípios de gestão ambiental Controle da Poluição O controle da poluição em geral tem por objetivo atender às exigências estabelecidas nos instrumentos de comando e controle às quais a empresa está sujeita e às pressões da comunidade. Prevenção da poluição A prevenção da poluição requer mudança em processos e produtos a fim de reduzir ou eliminar os rejeitos na fonte e aumentar a produtividade da empresa. Combina duas preocupações ambientais básicas, o uso sustentável dos recursos e controle da poluição. Os instrumentos típicos para o uso sustentável dos recursos e o 4R, redução de poluição na fonte, reuso, reciclagem e recuperação energética. A reciclagem também gera problemas ambientais, pois requer energia e outros matérias podendo gerar poluentes tóxicos. A prevenção da poluição não elimina completamente a abordagem de controle, mas reduz sua necessidade.
  2. 2. 2 Abordagem estratégica O envolvimento das empresas com os problemas ambientais adquire importância estratégica à medida que aumenta o interesse da opinião pública sobre as questões ambientais. Por estratégia podemos entender como o estabelecimento de objetivos e ações que alcancem efeitos no ambiente de negócios em que a empresa atua ou pretende atuar, colocando-a numa posição de vantagem. Benefícios estratégicos da gestão ambiental:  Melhoria da imagem institucional;  Renovação do portfólio de produtos;  Maior comprometimento dos funcionários e melhores relações de trabalho;  Criatividade e abertura para novos desafios;  Melhores relações com autoridades públicas comunidade e grupo ambientalistas ativista;  Acesso assegurado aos mercados externos;  Maior facilidade para cumprir os padrões ambientais. Modelos de gestão ambiental Os modelos de gestão ambiental são entendidos como construções conceituais que orientam as atividades administrativas e operacionais para alcançar objetivos definidos. Atuação Responsável da ABIQUIM Obrigatório a partir de 1998 para todas as empresas associadas à ABIQUIM (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA QUÍMICA). É um programa amplo de auto-regulamentação, envolvendo saúde, segurança e meio ambiente, baseado no conceito de prevenção da poluição, apoiado na melhoria contínua e no envolvimento com as partes interessadas.
  3. 3. 3 Total QualityEnviroment Management. Criado por uma ONG constituída por 21 grandes empresas multinacionais que consideram que o atendimento das expectativas dos clientes é a base do sucesso empresarial, a qualidade ambiental é a superação das expectativas dos clientes internos e externos em termos ambientais e tem como meta poluição zero. Produção mais limpa É uma estratégia ambiental preventiva aplicada a processos, produtos e serviços para minimizar os impactos sobre o meio ambiente. Produção mais limpa significa a aplicação contínua de um estratégia econômica, ambiental e tecnológica integrada aos processos e produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-primas, água e energia, por meio da não geração, minimização ou reciclagem de resíduos gerados. Ecoeficiência A OCDE (Organization for economiccoperationanddevelopment) em 1996 identificou a ecoeficiência como uma proposta promissora para empresas, governos e famílias reduzirem a poluição e o uso de recursos nas suas atividadea. A ecoeficiência baseia-se na idéia de que a redução de materiais e energia por unidade de produto ou serviço aumenta a competitividade da empresa, ao mesmo tempo em que reduz as pressões sobre o meio ambiente. Projeto para o Meio Ambiente Representa a convergência das preocupações com o desenvolvimento sustentável e com a integração empresarial. O Projeto para o Meio Ambiente baseia-se em inovações de produtos e processos que reduzam a poluição em todas as fases do ciclo de vida. Sua ideia básica é atacar os problemas ambientais na fase de projeto, pois as dificuldades e, consequentemente, os custos para efetuar modificações crescem à medida que as etapas de processo se consolidam. Como cada modelo de gestão ambiental apresenta pontos fracos, é possível combinar seus elementos e criar um modelo próprio, uma vez que eles não são mutuamente exclusivos. Modelo baseado na natureza: metabolismo industrial Metabolismo industrial, ecologia industrial e simbiose industrial são alguns modelos de gestão ambiental que têm em comum a tentativa de aproximar os sistemas de produção humanos com o que ocorre com os organismos num ecossistema.
  4. 4. 4 O parque industrial de Kalundborg na Dinamarca é um dos exemplos mais citados de gestão ambiental, onde os resíduos de uma empresa servem como insumo para outra empresa. Nem sempre os insumos são aproveitados em um local próximo, por isso as bolsas de resíduos são uma boa opção para a falta de uso dos resíduos no distrito industrial onde foram gerados. Nos modelos de gestão ambiental de adoção individual os resíduos são encarados como problemas que devem ser minimizados, enquanto no modelos baseados na natureza, os resíduos podem ser o início da solução. 2.2 - Posicionamento da empresa Algumas empresas, têm demonstrado que é possível ganhar dinheiro e proteger o meio ambiente mesmo não sendo um a organização que atua no chamado "mercado verde", desde que as empresas possuam certa dose de criatividade e condições internas que possam transformar as restrições e ameaças ambientais em oportunidades de negócios. Entre essas oportunidades podemos citar a reciclagem de materiais, o reaproveitamento dos resíduos internamente ou venda o desenvolvimento de novos processos produtivos com a utilização de tecnologia mais limpas ao ambiente, o desenvolvimento de novos produtos par um mercado cada vez maior de consumidores conscientizados com a questão ecológica, geração de materiais de grande valor industrial a partir do lodo tóxico, estações portáteis de tratamento, mini usinas para uso de pequenas empresas e o aparecimento de um mercado de trabalho promissor ligado à variáveis ambiental que deverá envolver auditores ambientais, gerentes de meio ambiente, advogados ambientais, bem como o incremento de novas funções técnicas específicas. Dirigentes empresariais gostariam de saber até que ponto o "seu negócio" seria afetado pelo aumento da consciência ecológica dos consumidores e pela exigências da legislação o perfil da organização segundo diversas variáveis: a) Ramo de atividade da empresa: pode ser considerado o mais importante indicador da ameaça ao meio ambiente. Dados da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, colocam entre os setores industriais mais poluentes: as indústrias químicas, de papel e celulose, de ferro e aço, de metais não ferrosos (por exemplo: alumínio), de geração de eletricidade, de automóveis e de produtos alimentícios; b) Produtos: produtos obtidos de matérias-primas renováveis ou recicláveis, que não agridem o meio ambiente e que têm baixo consumo de energia devem ter a preferência das organização engajadas na causa ambiental. c) Processo: Um processo para ser considerado ambientalmente amigável deve estar próximo dos seguintes objetivos: poluição zero, nenhuma produção de resíduos, nenhum risco para os trabalhadores, baixo consumo de energia e eficiente uso dos recursos
  5. 5. 5 d) Conscientização ambiental: Acompanhar o crescimento das reivindicações ambientais e a sua transformação em novas ideologias e valores sociais que se consubstanciam em mudanças na legislação e em regulamentações mais severas é tarefa muito importante para a sobrevivência e lucratividade da empresa no longo prazo. e) Padrões ambientais: há uma correlação direta entre a conscientização da sociedade e os padrões ambientais estabelecidos. f) Comprometimento gerencial: dissemina no seio da organização a formação de um clima próprio ao surgimento de esquemas e círculos de qualidade ambiental, banco de sugestões, auditorias e4tc., que se traduzem em uma contínua busca de melhorias. g) Capacitação do pessoal: além de investimento em novas máquinas, instalações e equipamentos, tal posição implica necessariamente a existência de um pessoal competente e convenientemente treinado que seja capaz de transformar os planos idealizados em ações afetivas e eficazes. h) Capacidade de área de P & D: as empresas ambientais orientadas têm demonstrado ser capazes de se antecipar e reagir rapidamente às mudanças do meio e à legislação ambiental. i) Capital: Como o retorno do investimento não pode ser previsto em termos determinatórios, sempre haverá necessidade de aporte de capital próprio ou de terceiros para u a empresa se integre na caos ambiental. 2.3 - A variável ambiental nos negócios: o meio ambiente como oportunidade de negócio Economia de custos  Economias devido à redução do consumo de água, energia e outros insumos;  Economias devidos à reciclagem, venda e aproveitamento de resíduos e diminuição de efluentes;  Redução de multas e penalidades por poluição. Incremento de receitas  Aumento da contribuição marginal de “produtos verdes” que podem ser vendidos a preços mais altos;  Aumento da participação no mercado devido a inovação dos produtos e menos concorrência;  Linhas de novos produtos para novos mercados;  Aumento da demanda para produtos que contribuam para diminuição da poluição Benefícios estratégicos
  6. 6. 6  Melhoria da imagem institucional;  Renovação do "portfólio" de produtos ;  Aumento da produtividade  Auto comprometimento do pessoa;  Melhoria nas relações de trabalho;  Melhoria e criatividade para novos desafios  Melhoria das relações com os órgãos governamentais, comunidade e grupos ambientais;  Acesso assegurado ao mercado externo;  Melhor adequação aos padrões ambientais. 2.4 - Aspectos práticos da gestão ambiental na empresa Por onde começar? Uma primeira possibilidade seria verificando o posicionamento da empresa em relação ao desafio ambiental para se certificar em quais variáveis a empresa teve baixa avaliação. Outra abordagem seria aquela que sob o aspecto ambiental, envolve a identificação das ameaças e oportunidades relacionando-as com os pontos fortes e fracos da empresa. A discussão da situação da empresa e o desenvolvimento de cenários futuros resultarão em novos direcionamentos, planos que permitirão tirar vantagens das oportunidades possíveis, prevenir as ameaças potenciais, manter os pontos fortes e minimizar ou eliminar os pontos fracos. A organização da atividade/função ecológica a) como se estruturar? A maneira pela qual a atividade/função ecológica deve ser estruturada depende do tipo de atividade a que a empresa se dedica e do tamanho da empresa. Atualmente muitas empresas já estão conscientizadas da importância ambiental e possuem uma atividade específica para cuidar desse problema que se encontra agregada junto à função de produção, segurança, qualidade e outros. Em estudo realizado por Donaire (1992) a inserção de variável ecológica na organização obedece a uma seqüência de três fase: percepção, compromisso e ação. b) Localização na estrutura A área que cuida da questão ambiental deve cobrir todas as atividades que envolvem seu relacionamento com a estratégia da organização, com as outras áreas funcionais, bem como com os aspectos ligados à poluição do meio ambiente, segurança do processo e do
  7. 7. 7 produto, higiene e segurança dos trabalhadores e com a prevenção de acidentes e danos ambientais. 2.5 - Repercussão da questão ambiental na organização Introdução A repercussão da questão dentro da organização e o crescimento de sua importância ocorrem a partir do momento em que a empresa se dá conta de que essa atividade, em lugar de ser uma área que só lhe propicia despesas, pode transformar-se em um excelente local de oportunidades de redução dos custos. Impacto na empresa Está ligado diretamente ao seu potencial de poluição. Assim, se este potencial é alto, sua importância na estratégia é vital e sua corrente avaliação uma questão de sobrevivência. Se esse potencial é reduzido, a variável ecológica pode ser considerada, mas seu impacto será sempre de importância secundária na formulação da estratégia organizacional. Um, que se forma externamente à organização e que pode ser dividido em dois contextos diferentes: internacional e nacional. No internacional, perceptível nas empresas multinacionais, caracteriza-se pela transposição das políticas institucionais das matrizes. No contexto nacional, essa influência externa caracteriza-se pelas exigências da legislação ambiental, que passam a estabelecer normas de atuação que resultam em repercussões em nível interno nas organizações interessadas em equacionar seus problemas ambientais. Segundo instante em repercussão na estrutura organizacional e na própria postura estratégica, materializam-se em dois níveis: em nível formal, com inclusão de funções, atividades, autoridades e responsabilidades específicas em relação a variável ecológica, e em nível informal, disseminando entre todos os componentes da organização a idéia de que a responsabilidade ambiental é, além de ser u comprometimento formal da empresa, uma tarefa conjunta, que deve ser realizada por todos os funcionários, desde os elementos da alta cúpula até os mais humildes trabalhadores. Influência nas demais unidades administrativas As demais unidades administrativas são afetadas de forma diferenciada, em virtude de sua maior ou menor ligação funcional a área ambiental, para que a causa ambiental da empresa atinja seus objetivos, a atividade de meio ambiente na organização deve potencializar ao máximo sua atuação junto aos demais setores da empresa, buscando integração profissional, responsável e perfeita sintonia de interesses. O aspecto mais importante e fundamental a ser considerado para a perfeita harmonização e integração da área ambiental junto às demais áreas funcionais é a disposição política da Alta Administração em transformar a causa ecológica em um princípio básico da empresa.
  8. 8. 8 2.6 -A CIPA NR5 que fala exatamente da CIPA (Comissão interna de prevenção de acidentes). O item 5.1 da NR5 diz que a CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. O art. 163 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) também fala da obrigatoriedade das empresas formarem a CIPA, porém é na NR5 que encontraremos os detalhes das suas atribuições, composição e seu funcionamento. Estamos avançando no conhecimento da CIPA e já sabemos qual é o seu objetivo principal, contudo devemos falar também da sua constituição, organização, atribuição, funcionamento, treinamento e processo eleitoral. Essas e outras informações a seguir também poderão ser consultadas na própria NR5. Organização  A CIPA será formada pelos trabalhadores da empresa da seguinte maneira: uma parte desses trabalhadores será escolhida por meio de eleição dentro da empresa e a outra por indicação do empregador. Atribuição  Dentre as atribuições da CIPA podemos citar: identificação dos riscos no ambiente de trabalho, elaborar mapa de riscos, promover a SIPAT, divulgar e promover o cumprimento das NRs e outras. Funcionamento  A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com um calendário preestabelecido. Treinamento  A empresa terá a responsabilidade de treinar todos os membros da CIPA. A duração do treinamento terá carga horária de 20 horas, distribuída em no Máximo oito horas diárias e será realizado durante o expediente normal da empresa. Processo eleitoral  Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos representantes da CIPA, no prazo mínimo de 60 dias antes do término do mandato em curso. O empregador indica o presidente da CIPA, enquanto os funcionários votam no vice-presidente e demais membros.

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