3ª Aula para Formação de Discipuladores

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Seminário para Formação de Discipuladores
Igreja Batista Central de Jacarepaguá
Pr. Julio Cesar
http://www.ibcjrj.com.br

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3ª Aula para Formação de Discipuladores

  1. 1. Terceira Aula Para Formação De Discipuladores. Ide Fazei Discípulos! Jesus Cristo
  2. 2. Quero revisitar o tema da aula passada. Pois percebi algum desconforto com o conteúdo apresentado. Deste modo quero rever, rapidamente com vocês, a relação entre estes três termos: SERVOS, DISCÍPULOS, AMIGOS e o faremos a partir das palavras de Cristo que se seguem:
  3. 3. “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13. 34 e 35) "Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos" (João 14.15)
  4. 4. "Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também amarei e me revelarei a ele" (João 14.21).
  5. 5. "Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele. Aquele que não me ama não obedece às minhas palavras. Estas palavras que vocês estão ouvindo não são minhas; são de meu Pai que me enviou" (João 14.23-24).
  6. 6. “Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai;” (João 14.28) “Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou.” (João 14.31) “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15.5)
  7. 7. "Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço" (João 15. 8,9 e 10).
  8. 8. "Amem-se uns aos outros como eu os amei" (João 15.12b). “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” (João 15.13) "Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno" (João 15.14).
  9. 9. “Já vos não chamarei servos- escravos, porque o servo-escravo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” (João 15.15)
  10. 10. Jesus usa três expressões para definir nosso relacionamento com ele: SERVO, DISCÍPULO E AMIGO. Do ponto de vista humano, são palavras que denotam uma ascensão. Começamos como SERVOS (Jesus é o nosso Senhor), tornamo-nos DISCÍPULOS (Jesus é o nosso Mestre), para chegarmos a ser AMIGOS (Jesus é Deus Conosco).
  11. 11. Na perspectiva humana há um continuum. Há uma progressão. Há uma caminhada. Quando chegamos a ser AMIGOS de Jesus, entendemos que somos ao mesmo tempo SERVOS e DISCÍPULOS. Não que esteja de todo errado e, sim porque o assunto não fecha. Há algo maior e mais profundo.
  12. 12. Pois o fato é que aos olhos de Jesus, são palavras sinônimas, digo no sentido de que aos olhos de Deus estes termos se misturam porque os dois primeiros (servo; discípulo) estão embevecidos pelo terceiro (amigo). Lembro aos irmãos que o contexto no qual essas palavras foram ditas nos ensinam que o nosso modelo de relacionamento com Jesus é o exemplo que Ele mesmo nos deu com seu modo de relacionar-se com o Pai.
  13. 13. Sabemos que o relacionamento de Jesus com Deus foi desenvolvido e sustentado pelo perfeito amor mútuo e pela absoluta unidade. Ele recebia ordens do Pai, mas ambos estavam em tal sintonia que estas ordens não lhe vinham como imposições. Porque amavam-se e amam-se.
  14. 14. Essa é a palavra chave que delineou todo discurso de Jesus neste episódio e que contêm suas últimas orientações para os mesmos. O amor dele para com o pai; o amor do pai para com ele. O amor do pai para com os seus discípulos. O amor dele para com os seus servos-escravos e discípulos.
  15. 15. Isso é o que Jesus está dizendo quando falou: “Já vos não chamarei servos-escravos, porque o servo-escravo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos (AMADOS), porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.”
  16. 16. Pois o termo que ele usa para designar ‘amigo’ é ‘philos’ (amor desapaixonado ou dessexuado; amor pelo semelhante; amizade)’ e não ‘hetairos’ (camarada, companheiro, amigo) termo que só aparece três vezes no NT, uma, inclusive, dita pelo próprio Cristo à Judas antes de dar-lhe o beijo da traição. Todas as demais aparições do termo ‘amigo’ no português tem, em na sua origem o termo ‘philos’ e suas variantes.
  17. 17. ‘Philos’ no NT aparece com três possíveis significados. A saber: Philos: é um amigo a quem se deve , basicamente, algum favor. Exemplo: Lucas 7: 6 E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado.
  18. 18. Philos: é uma amizade que se estabelece por interesses comuns, dignos ou não. Exemplo: Lucas 16. 9 E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. João 19. 12 Desde então Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamavam, dizendo: Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César.
  19. 19. Philos: é também empregado como expressão do amor de Deus para com os ímpios. Exemplo: Lucas 7: 34 Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo (que ama os) dos publicanos e pecadores. Ama-os, embora sejam inimigos, assim como Deus ama o mundo que o odeia e o aborrece.
  20. 20. É sobre este amor que Jesus se refere aos seus discípulos quando os chama de ‘amigos’. Tanto em Lucas 12.4 como em João 15. 14, 15; o termo usado é ‘philos’, amados. Já não os chamo SERVOS, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado AMADOS, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido.
  21. 21. Essa foi a forma escolhida por Jesus Cristo para se relacionar e tratar seus servos – escravos, sim pois nosso estado não muda. Eis o que sou: servo-escravo, discípulo-amigo de Cristo porque amado por Ele.
  22. 22. Mas não somente isso. Eu também sou um soldado sobre a qual recai a convocação Divina. Leiamos alguns textos que nos ajudarão compreender melhor este princípio:
  23. 23. Portanto, você, meu filho, fortifique-se na graça que há em Cristo Jesus. E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros. Suporte comigo os sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado se deixa envolver pelos negócios da vida civil, já que deseja agradar aquele que o alistou. 2 Timóteo 2:1-4
  24. 24. Quem serve como soldado às suas próprias custas? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Quem apascenta um rebanho e não bebe do seu leite? Pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos 1ª Coríntios 9.7 e 2ª Coríntios 10.3
  25. 25. Sobre o bom soldado em 2ª Timóteo, John Stott diz: Mas aqui o bom soldado de Jesus é assim chamado por ser um homem dedicado, que mostra sua dedicação por se achar sempre disposto a sofrer e estando permanentemente em guarda. Bom soldado. Quando serei? Quero propor algumas respostas:
  26. 26. Quando entender as implicações do próprio termo: O soldado, para ser bom, precisa conhecer e ter convicção de sua missão: lutar, guerrear. Reino de Deus não é diversão, não é passatempo e muito menos existe para auto-satisfação.
  27. 27. O soldado, para ser bom, precisa imprimir total e excelente dedicação, prontidão, compromisso e permanente estado de alerta.
  28. 28. O soldado, para ser bom, deve desenvolver sua missão com gratidão e honra àquele que o arregimentou sempre buscando a satisfação do seu comandante e não a auto- satisfação ou a auto-realização.
  29. 29. O soldado, para ser bom, precisa conhecer as guerras que tem de travar. Como soldados de Cristo a bíblia nos informa que estamos permanentemente inseridos em, ao menos, três guerras: Espiritual: Efésios 6: 12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
  30. 30. Carnal: Gálatas 5: 16 e 17 Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam.
  31. 31. Pela proclamação: 2ª Timóteo 2:9-11 Pelo qual sofro a ponto de estar preso como criminoso; contudo a palavra de Deus não está presa. Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus, com glória eterna. Esta palavra é digna de confiança: Se morremos com ele, com ele também viveremos; Ou ainda as palavras de Pedro e João: não podemos deixar de falar o que temos visto e ouvido.
  32. 32. O soldado, para ser bom, precisa entender que guerra não se vence sozinho. 2ª Timóteo 1: 7, 8 e 2.3 Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação. Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso SENHOR, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus. Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Eis o papel fundamental e insubstituível da Igreja que é o exército de Cristo na terra.
  33. 33. Por fim: o soldado, para ser bom, precisa entender que ele não luta em causa própria. Filipenses 3:8 E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo...
  34. 34. 1ª Coríntios 9:16-23 Se eu pregar o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação: ai de mim se não anunciar o Evangelho. Se faço isto de vontade própria, tenho galardão; mas se não é de vontade própria, apenas se me tem confiado o ofício de despenseiro.
  35. 35. Qual é, pois, o meu galardão? É que, anunciando o Evangelho, eu o faça sem preço, para não usar em absoluto do meu direito no Evangelho. Pois sendo eu livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar maior número.
  36. 36. Para os judeus tornei-me como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que estão debaixo da Lei, como se eu estivesse debaixo da Lei (não me achando eu debaixo da Lei), a fim de ganhar os que estão debaixo da Lei; para os que estão sem lei, como se eu estivesse sem lei (não me achando eu sem a lei de Deus, mas sob a lei de Cristo), a fim de ganhar os que estão sem lei;
  37. 37. para os fracos tornei-me como fraco, a fim de ganhar os fracos; tornei-me tudo para todos, para de todo e qualquer modo salvar alguns.Tudo faço por causa do Evangelho, para dele tornar-me coparticipante. Que Deus nos abençoe e que nesta guerra para geração de discípulos sejamos achados como bons soldados de Cristo.
  38. 38. A igreja de Cristo precisa de DISCIPULADORES que estejam igualmente preparados, dispostos e disponíveis para o cumprimento de outras missões. Esta é uma lei que não pode ser desprezada.
  39. 39. IBCJ TODO DISCÍPULO UM DISCIPULADOR!

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