A Formação do Reino de Portugal

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  • Tipow,gostei do que li e uma parte até me ajudou soubre um trabalho que to fazendo p facul..só precisava saber qual a refêrencia dos 10 primeiros slides..alguém poderia me dizer??
    Desde já grata!
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  • Amt. Fábio Rios
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  • qui cena1
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  • que merd fdp paneleiros não tem nada que eu quero
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  • Fdx, como e qe e isto?
    Nao consigo perceber nada, nem sei como procurar, nao consigo achar nada meu!
    Crl....
    Qe merda de site...
    please!!!
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A Formação do Reino de Portugal

  1. 1. A Formação do Reino de Portugal
  2. 2. O Condado Portucalense <ul><li>D. Henrique de Borgonha , um nobre de origem franca (francesa) foi um dos primeiros Cruzados a chegar à Península Ibérica na época da Reconquista Cristã e, rapidamente, se destacou no combate aos mouros. </li></ul><ul><li>Na época, era costume os reis cristãos recompensarem estes cavaleiros, atribuindo-lhes, sob certas condições, o governo de extensos territórios. </li></ul><ul><li>Desta política beneficiou também o Conde D. Henrique . </li></ul>
  3. 3. <ul><li>D. Henrique recebeu de D. Afonso VI , rei de Leão uma parte do seu reino – o Condado Portucalense – casando com uma filha ilegítima do monarca, D. Teresa . </li></ul><ul><li>O novo Conde tinha a seu cargo o governo, a defesa, o desenvolvimento e a expansão para sul do Condado Portucalense. </li></ul><ul><li>Senhor do seu território, D. Henrique era, no entanto, um súbdito , obrigado a prestar lealdade, auxílio e vassalagem ao seu legítimo rei, D. Afonso VI. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Quando D. Henrique morre em 1112, o seu filho Afonso tem apenas 4 anos. </li></ul><ul><li>O governo do Condado passa, então, para as mãos de D. Teresa , sua mulher. </li></ul><ul><li>Desde sempre ligada à nobreza galega e leonesa , D. Teresa cedo se constitui como obstáculo às aspirações de independência de parte da sociedade portucalense . </li></ul>
  5. 5. O País divide-se em dois… <ul><li>D. Teresa, um joguete nas mãos do seu conselheiro ,Fernão Peres de Trava ,com quem virá a casar , representa a nobreza mais antiga de origem Galega e Leonesa e pretende que o condado continue ligado ao Reino de Leão e Castela . </li></ul>
  6. 6. <ul><li>D. Afonso Henriques , que com 16 anos se arma a si próprio Cavaleiro , na catedral de Zamora, é apoiado pelo povo e pela nobreza portucalense de formação mais recente e nível mais baixo, na luta pela independência . </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Também grande parte do clero , desde sempre responsável pela educação do jovem Afonso, o apoia nesta causa. </li></ul><ul><li>De facto, a independência do Condado significava também a independência da Igreja Portucalense face à Igreja de Leão e Castela e, sobretudo, face ao centro religioso peninsular que era Santiago de Compostela . </li></ul>
  8. 8. <ul><li>A partir de 1128 , com a vitória dos seus partidários sobre os de sua mãe, D. Teresa, no campo de S. Mamede perto de Guimarães, D. Afonso Henriques passa a governar de facto o Condado Portucalense. </li></ul><ul><li>Depois de pôr em causa a autoridade de seu primo e soberano, o auto-proclamado , Imperador Afonso VII, D. Afonso Henriques vai mais longe desafiando o Papa, ao nomear para Bispo de Coimbra, Pires Çoleima, um moçárabe. </li></ul><ul><li>Esta atitude atitude custou-lhe a excomunhão. </li></ul>Batalha de S. Mamede
  9. 9. O “ MILAGRE DE OURIQUE “ O episódio do “ Bispo Negro “ , isolando ainda mais D. Afonso Henriques a nível externo , serviu, no entanto, para reforçar à volta do rei a coesão de um reino que nascia contra tudo e contra todos, mas com” Deus do seu lado”. Em 1139 , a lendária vitória na Batalha de Ourique , alcançada através da “milagrosa intervenção divina”, ajudará a consolidar o seu prestígio e autoridade.
  10. 10. <ul><li>Depois de D. Afonso Henriques vencer, em 1137 e 1140 , o seu primo D. Afonso VII, nas batalhas de Cerneja e no Torneio Arcos de Valdevez , para acabar com os conflitos entre os dois nobres cristãos, por pressão do papa é assinado um Tratado da Paz em 5 de Outubro de 1143 na cidade de Zamora . </li></ul><ul><li>Pelo “ Tratado de Zamora , é pela 1ª vez reconhecida a independência do Condado Portucalense que, a partir de então, se passa a chamar Reino de Portugal . </li></ul>
  11. 11. A luta pela independência foi feita um pouco aos tropeções. Anos antes, em consequência de algumas incursões militares à Galiza , D. Afonso Henriques, vendo-se subitamente acossado pelos ataques dos muçulmanos , na eminência de perder os territórios conquistados a sul, foi obrigado a assinar a Paz de Tui ( 1137 ) . Um acordo que era de facto uma rendição . Aí reconheceu novamente, por pouco tempo como era seu costume, a soberania a D. Afonso VII, rei de Leão e Castela, prestando-lhe a devida vassalagem.
  12. 12. <ul><li>No entanto, o reconhecimento do Rei e do Reino só será oficializado e consagrado pelo Papa Alexandre III em 1179 , através da Bula Manifestus- Probatum </li></ul><ul><li>As importantes vitórias alcançadas por D. Afonso Henriques sobre os Mouros, a restauração e construção de Igrejas e Sés, servem para explicar, em parte, a atitude do Papa. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Entre estas datas, em 1160, dá-se ainda o chamado “Desastre de Badajoz”. </li></ul><ul><li>D. Afonso Henriques, rompendo as tréguas com o seu genro D. Fernando II, rei de Leão, ao tentar conquistar a cidade é derrotado e feito prisioneiro depois de partir uma perna . </li></ul><ul><li>Reza a Lenda ,em resultado de uma eficaz praga que sua mãe lhe teria rogado </li></ul><ul><li>. Como resgate, é obrigado a devolver os territórios conquistados na Galiza. </li></ul><ul><li>Com o desastre de Badajoz ,terminaram praticamente as actividades militares de D. Afonso Henriques que passou desde então a dedicar-se apenas á administração do reino. </li></ul>D. Fernando II rei de Leão
  14. 14. <ul><li>Todas as épocas reservam a personagens aparentemente marginais um papel lendário e pitoresco , que acaba sempre por ser determinante. Pelo menos na imaginação das pessoas de que também é feita a História </li></ul><ul><li>Nos tempos de D. Afonso Henriques ninguém encarnou melhor esse papel do que Geraldo Geraldes “ O Sem - Pavor”. </li></ul><ul><li>Foi a versão portuguesa de EL Cid “ o Campeador “dos tempos de Afonso VI de Castela, igualmente mitificado pelo trabalho que deu aos Mouros agindo por conta própria. </li></ul>
  15. 15. Tal como Geraldo, “ El-Cid “ chefiava homens que não estavam ao serviço do rei, desencadeando acções que este não controlava mas de que retirava proveito. Afinal o inimigo era o mesmo “ O Sem- Pavor “,foi em resumo, como el Cid, um” bandoleiro” ,ou um “terrorista” , tal como hoje seria visto. Chefe de outros” fora-da-lei”, que atacavam as populações árabes de noite, de surpresa e sobretudo com mau tempo .
  16. 16. <ul><li>Por isso ,as tempestades eram a altura certa. </li></ul><ul><li>Geraldo rapidamente se tornou num precioso aliado de D. Afonso que após a devastação e pilhagem, tomava as cidades que este lhe deixava. Évora que o elegeu como herói municipal, foi um dos casos. </li></ul><ul><li>Curiosamente “ O sem – pavor “ acabaria por morrer às mãos dos mouros para cujas fileiras desertou, como espião, aparentemente às ordens do rei Português. </li></ul><ul><li>Fazendo-se aliado do Califa , com quem viaja até Marrocos “,Geraldo “ é morto pelos almóadas, quando se descobrem as mensagens em que este aconselhava D. Afonso Henriques a invadir o Norte de África. </li></ul>Foral de Évora Os Almóadas
  17. 17. O Alargamento do Reino <ul><li>Reconhecido como Rei a norte, a acção de D. Afonso Henriques centra-se, agora, a sul. Atingir a linha do Tejo é, agora, o principal objectivo. </li></ul><ul><li>As conquistas de Leiria , 1145, Santarém , 1147, e Lisboa , ainda no mesmo ano, são disto prova. </li></ul><ul><li>Lisboa , foi tomada pelo cerco , por mar e por terra , com a ajuda dos Cruzados Normandos, Francos e Anglo-Saxões. Estes dirigiam-se à Terra Santa , na altura sob ocupação Muçulmana, para a reconquistar. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>O alargamento do território não se fez, no entanto, apenas de grandes combates. </li></ul><ul><li>Vencedor de muitas batalhas contra os muçulmanos, D. Afonso Henriques era particularmente hábil a desencadear, de surpresa, pequenos e rápidos ataques </li></ul><ul><li>( os chamados “ fossados” ) aos aldeamentos Mouros, retirando, de seguida, na posse dos bens saqueados, sobretudo animais de carga. </li></ul><ul><li>Quanto às populações vencidas, estas eram muitas vezes feitas prisioneiras, e reduzidas à condição servil, como era costume na época. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Temerário ambicioso pouco dado a compromissos, matreiro, e calculista, todas estes traços podem ser encontrados na vida e personalidade de D. Afonso Henriques. </li></ul><ul><li>Um rei românico . Do tempo em que a ousadia e a valentia provadas em combate acrescentavam valor à linhagem. Mas foi também um homem para quem os valores da honra e lealdade nada significavam quando chocavam com os seus desígnios. </li></ul>Conquista de Lisboa e Alcácer do Chão
  20. 20. <ul><li>D. Afonso Henriques </li></ul><ul><li>( O Conquistador ) morre em 1195, assistindo ainda à perda de quase todos os territórios do Alentejo. </li></ul><ul><li>A Reconquista Cristã e a formação do Reino de Portugal foram, de facto, feitos de avanços e recuos. </li></ul><ul><li>Finalmente ,Em 1249, no reinado de D. Afonso III ( O Bolonhês ), são conquistadas as últimas e mais ricas cidades muçulmanas em território português – Faro e Silves . </li></ul>Conquista de Silves
  21. 21. <ul><li>Os tempos da conquista, formação e povoamento do reino foram tempos de conflito e mudança. </li></ul><ul><li>Foi o tempo de uma população inteira afirmar a sua autonomia, tradições e começar vida nova. </li></ul><ul><li>Um tempo de procura de uma identidade colectiva . </li></ul>
  22. 22. <ul><li>As lendas e Mitos que , nas épocas de maior desespero ,circulavam pelo reino, uniam as pessoas nas suas crenças mais profundas e davam sentido às suas dificuldades. </li></ul><ul><li>Os valores do direito e honradez de um país que nascia ( lenda de Egas Moniz )… </li></ul><ul><li>a importância da prática da caridade, num mundo de pobres, mais tarde, com a L enda do milagre das rosas.... </li></ul>Egas Moniz O Milagre das rosas
  23. 23. <ul><li>… a exaltação do patriotismo e da coragem, de homens e mulheres, presentes nas lendas da Padeira de Aljubarrota ou do “Decepado” , o Porta – Estandarte de D. Afonso V, serviram, a contento, esse propósito. </li></ul>

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