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História de portugal
Portugal é a nossa pátria.
Juntamente com a Espanha, forma a Península Ibérica.
Há muitos, muitos anos a Península Ibérica foi habitada
por vários povos.
Esses povos – Iberos, Celtas, Fenícios, Gregos,
Cartagineses, Romanos, Visigodos e Árabes – tinham
diferentes costumes e religiões. Da união dos Celtas
com os Iberos, resultaram os Celtiberos. Deste povo
distinguiu-se um grupo - os Lusitanos que deu origem
ao povo português, Viriato era o Chefe.
Há muitos vestígios que testemunham a
permanência desse povos na Península.
Os Romanos tiveram
grande influência na
forma de viver dos
povos da Península.
Introduziram os seus
costumes, as suas
leis e a religião
cristã. Foi da sua
língua, o latim, que
derivou o português.
Os Romanos construíram pontes, monumentos, estradas,
aquedutos, termas…Ainda existem em Portugal vestígios
do seu domínio.
Mas os Romanos foram pouco a pouco, dominados por
povos Bárbaros, Suevos e Visigodos. Estes eram
pagãos, mas depois converteram-se ao cristianismo.
Os Visigodos invadiram a Península Ibérica e o Império
Romano. Como eram menos evoluídos adotaram a
cultura romana e converteram-se à religião cristã.
Os Muçulmanos ou Mouros foram os
últimos invasores da Península
Ibérica.
Vieram do norte de África e
estabeleceram-se em quase todo o
território.
Os Muçulmanos introduziram novos
costumes nas regiões onde se
fixaram. Não eram cristãos e
perseguiam os que acreditavam no
cristianismo.
As populações cristãs refugiaram-se nas Astúrias, no
Norte da Península, onde começou a reconquista cristã.
Formaram-se, depois, novos reinos cristãos: Leão,
Castela, Navarra e Aragão.
D. Afonso VI, rei de Leão, foi auxiliado por alguns
cavaleiros estrangeiros, na luta contra os mouros.
D. Henrique e D. Raimundo foram os que mais se
distinguiram nessa ajuda.
Do reino de Leão fazia parte o Condado Portucalense,
território que se estendia entre o Minho e o Mondego.
D. Henrique casou com D. Teresa, filha do rei de Leão.
Como recompensa pela sua ajuda, D. Henrique recebeu
do rei de Leão o governo do Condado Portucalense.
O Condado Portucalense não era independente. D. Henrique
tinha de prestar obediência ao rei de Leão. D. Henrique
tentou tornar o Condado independente, mas morreu sem o
conseguir.
A independência do Condado
Portucalense foi conseguida por D.
Afonso Henriques, filho de D.
Henrique e de D. Teresa.
Para isso D. Afonso Henriques teve
de lutar contra o seu primo Afonso
VII, rei de Leão, a quem tinha de
continuar a prestar obediência e
contra as tropas da sua mãe (Batalha
de S. Mamede).
Em 1143, os
dois primos
assinaram um
tratado de
paz, em
Zamora.
Afonso VII
de Leão
reconhece o
título de rei
a D. Afonso
Henriques e
a
independência
de Portugal.
Dá-se o
início da 1.ª
Dinastia.
O Algarve foi definitivamente
conquistado no reinado de D.
Afonso III, em 1249. Portugal
atingiu assim a fronteira que
hoje tem.
Para alargar o território,
D. Afonso Henriques teve
de travar lutas contra os
Mouros. Conquistou-lhes
Santarém, Lisboa, Alcácer
do Sal, Évora e Beja.
Em 1290, no reinado de
D. Dinis, foi criada a primeira
universidade portuguesa e
desenvolveu-se muito a
agricultura. Foi o rei D. Dinis
que mandou semear o pinhal de
Leiria, que forneceu mais tarde
a madeira para as naus das
descobertas. Também foram
desenvolvidas as feiras e
fundadas muitas aldeias.
Neste reinado foi também
reconhecida como Língua oficial
do reino a Língua Portuguesa.
D. Isabel de Aragão, esposa de
D. Dinis, ficou conhecida como a
Rainha Santa Isabel, pelo
Milagre das Rosas.
D. Afonso IV sucedeu a seu pai D. Dinis e casou com D.
Beatriz de Castela.
Durante o seu reinado, em 1348, surgiu a “Peste Negra”
que dizimou cerca de um terço da população portuguesa.
O seu filho D. Pedro, casado com D. Constança,
apaixonou-se pela dama de companhia de sua mulher
D. Inês de Castro.
Em 1383, teve início a crise de 1383-1385, porque
quando D. Fernando morreu Portugal corria o risco de
perder a sua independência, pois a sua única filha estava
casada com o rei de Castela.
A população dividiu-se entre os que apoiavam D. Beatriz
e a sua mãe, D. Leonor Teles e os que apoiavam o
mestre de Avis.
Em 1385 D. João I (Mestre
de Avis), é aclamado rei de
Portugal, (começa assim a
2.ª Dinastia).
Castela não aceita esta
aclamação e iniciou uma
guerra com Portugal. Uma
das batalhas mais
importantes foi a Batalha
de Aljubarrota. Nesta
Batalha o exército
português foi comandado por
D. Nuno Álvares Pereira que
garantiu a independência de
Portugal.
A Padeira de Aljubarrota
foi uma personagem popular
que ficou conhecida nesta
Batalha.
Foi no reinado de D. João I que Portugal iniciou a sua
expansão marítima, pois atravessava uma grave crise
económica.
Em 1415, os portugueses conquistaram aos muçulmanos
Ceuta, riquíssima cidade do Norte de África.
O Infante D. Henrique,
filho de D. João I, foi o
impulsionador da expansão
marítima.
Foi no Algarve (em Sagres
e em Lagos) que o Infante
se reuniu com cosmógrafos,
cartógrafos e outros
homens com conhecimentos
do mar, para prepararem,
cuidadosamente, as viagens
dos descobrimentos.
Foi durante o século XV
que os navegadores
portugueses descobriram
novas terras além mar.
Porto Santo e Madeira foram as primeiras ilhas
que foram descobertas em 1419 e 1420, por
Tristão Vaz Teixeira e João Gonçalves Zarco.
Alguns anos mais tarde em 1427, Diogo de Silves
descobriu algumas ilhas dos Açores.
As viagens por mar continuaram e novas terras foram
descobertas. Gil Eanes conseguiu a proeza de passar o
Cabo Bojador, o que já há muito era desejado pelo
Infante D. Henrique. Só depois passou a ser possível
continuar a descoberta da costa ocidental da África.
Guiné as ilhas de Cabo Verde e de S. Tomé e Príncipe
foram descobertas na costa ocidental de África. O
grande sonho do Infante D. Henrique era poder chegar
à Índia por mar. Mas não conseguiu ver esse sonho
realizado.
Depois da morte do Infante, os Portugueses
continuaram com esse mesmo sonho. Para o tornarem
realidade era necessário saber se havia passagem do
oceano Atlântico para o oceano Índico.
Com a descoberta das terras da costa ocidental da África,
os Portugueses tiveram acesso a mercadorias que não
existiam em Portugal, como o ouro, marfim e panos de
seda que depois trocavam por outras.
Essas riquezas abriram novos caminhos para o comércio
português.
Quando Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo
para a Índia, em 1498, os portugueses puderam entrar
em contacto direto com o Oriente e o comércio das
especiarias orientais passou a ser feito por Portugal.
Em 1488, Bartolomeu Dias dobra o Cabo das Tormentas,
que passou a chamar-se Cabo da Boa Esperança.
A pimenta, o cravo, a canela, a noz-moscada, os
perfumes e outros produtos do Oriente eram muito
difíceis de adquirir.
Vinham de muito longe e demoravam muito tempo a
chegar, o que os tornava excessivamente caros.
Com a descoberta do caminho marítimo para a Índia,
os produtos chegavam mais depressa a Portugal e em
maiores quantidades, podendo ser comercializados mais
baratos o que aumentou o seu consumo e a consequente
riqueza do país.
O Brasil era um território extenso e muito rico.
De lá vieram também muitas riquezas: madeiras, açúcar,
ouro, diamantes...
Mais tarde, em 1500, Pedro Álvares Cabral descobriu
o Brasil.
No reinado de D. João III, julga-se
que em 1524, nasceu um dos maiores
poetas portugueses, Luís de Camões,
que escreveu “ Os Lusíadas”, onde é
contado a História de Portugal em
verso.
Diz-se que Camões salvou a nado o
manuscrito de “Os Lusíadas”. Na
viagem o barco naufragou e ele teve
de se lançar à água para o salvar.
Com os Descobrimentos, os
portugueses deram a
conhecer ao mundo novos
territórios, novos mares, e
diferentes produtos.
Também ajudaram a divulgar
a fé cristã.
Alguns anos depois, em 1578, o rei D. Sebastião
morreu na Batalha de Alcácer Quibir sem deixar
descendentes. Sucedeu-lhe o seu tio, o Cardeal D.
Henrique, que morreu dois anos mais tarde, sem
nomear um sucessor. Portugal ficou assim sem rei.
Em 1580, o rei de Espanha invadiu Portugal e, vencendo
os portugueses, tornou-se rei de Portugal com o nome de
Filipe I.
Portugal perdeu a sua independência e foi governado
durante 60 anos por três reis espanhóis.
Foi um período de recessão para Portugal. Os portugueses
estavam sob o domínio espanhol, eram obrigados a
combater nas guerras espanholas, os impostos
aumentavam e a agricultura, o comércio, a indústria
foram abandonados.
Esta realidade deu origem a
um descontentamento geral.
Na manhã de 1 de Dezembro
de 1640,um grupo de nobres
foi ao paço expulsou o
governo espanhol, e declarou
D. João IV, Duque de
Bragança, como rei de
Portugal.
Iniciou-se a
4.ª Dinastia,
com o rei D.
João IV,
conhecido
como o
Restaurador.
Em 1755 ocorreu o terramoto de Lisboa que destruiu
quase toda a cidade.
Na recuperação da
capital do país
notabilizou-se o
Marquês de Pombal,
Sebastião de
Carvalho e Melo,
primeiro Ministro de
rei D. José I.
Em 1807, os franceses
invadiram Portugal, dando
início às invasões francesas.
A família real perante a ameaça das tropas francesas,
refugiou-se no Brasil.
A ausência prolongada do rei e o aumento dos impostos
fez crescer o descontentamento do povo, originando um
período de revoluções constantes.
O rei D. João VI regressou a Portugal em 1821.
Em 1822, D. Pedro filho de D. João VI, declarou a
independência do Brasil.
D. Miguel irmão de D. Pedro não concorda com as Ideias
Liberalistas e apoiado pelos Absolutistas por duas vezes
proclama de novo a Monarquia Absoluta, mas o Regime
Liberal acaba por vencer.
D. Pedro em virtude de ser Imperador do Brasil abdica do
trono em favor da sua filha D. Maria da Glória. Como esta
era menor D. Miguel toma conta da Regência do Reino e
instaura o Regime Absoluto.
Este facto origina uma guerra civil e D. Miguel é
derrotado.
No dia 1 de Fevereiro de 1908 D. Carlos e o príncipe
herdeiro, D. Luís Filipe são abatidos a tiro no Terreiro
do Paço em Lisboa.
Desde 1143 e até 1910, Portugal foi governado por
vários reis, sendo o primeiro D. Afonso Henriques e o
último D. Manuel II. Era uma monarquia.
Na monarquia, o chefe da Nação é o rei.
Na monarquia, o rei governa durante toda a vida.
Quando o rei morre, sucede-lhe o seu filho mais velho.
Muitos portugueses começaram a não gostar desta forma
de governo, porque achavam que o rei não tinha
competência para resolver os problemas da sociedade
portuguesa e que só outra forma de governo o podia
conseguir.
Em 1910, no dia 5 de Outubro, deu-se uma revolução
que pôs fim à monarquia e proclamou a República. A
República é uma forma de governo em que o poder é
exercido por um presidente escolhido pelo povo através
de eleições.
A bandeira nacional passou a ser vermelha e verde e o
Hino Nacional “ A Portuguesa”.
Bandeira da Monarquia
Bandeira da República
Portuguesa
Hino Nacional Português
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há de guiar-te à vitória!
Refrão - Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Refrão
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Refrão
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
No dia 28 de Maio de 1926 iniciou-se, em Braga, uma
revolução, chefiada pelo general Gomes da Costa.
Os governos que se formaram após a revolução não
conseguiram acabar com os problemas da Nação.
Os governos pouco tempo se mantinham no poder.
Os portugueses sentiam-se cada vez mais descontentes.
Dr. Teófilo Braga foi nomeado presidente do
governo provisório da República Portuguesa.
Publicou-se a 1.ª Constituição Republicana em
1911.
O Dr. Manuel de Arriaga foi eleito o 1.º
Presidente da República.
Portugal começou então a ser dirigido por um governo
que se manteve no poder algumas dezenas de anos e que
era controlado apenas por uma pessoa e um partido.
Chama-se a esta forma de governo uma ditadura.
Passado algum tempo, o general Carmona foi eleito
presidente da República e chamou para o governo o
professor Oliveira Salazar.
No dia 25 de Abril de 1974, um grupo de militares
revoltou-se e derrubou o governo, esta revolução ficou
conhecida pela Revolução dos Cravos.
O tempo foi passando, mas os Portugueses desejavam
viver em liberdade e em democracia.
À nova forma de governo que foi implementada no 25
de abril, chama-se democracia. Aqui o povo elege
livremente os seus representantes no governo.
O 25 de Abril é, para os Portugueses, o símbolo da
Liberdade e da Democracia.
O 1º presidente da República
após o 25 de Abril foi o
General António de Spínola, que
governou apenas durante 4
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substituído pelo General Costa
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História de portugal

  • 2. Portugal é a nossa pátria. Juntamente com a Espanha, forma a Península Ibérica. Há muitos, muitos anos a Península Ibérica foi habitada por vários povos.
  • 3. Esses povos – Iberos, Celtas, Fenícios, Gregos, Cartagineses, Romanos, Visigodos e Árabes – tinham diferentes costumes e religiões. Da união dos Celtas com os Iberos, resultaram os Celtiberos. Deste povo distinguiu-se um grupo - os Lusitanos que deu origem ao povo português, Viriato era o Chefe.
  • 4. Há muitos vestígios que testemunham a permanência desse povos na Península. Os Romanos tiveram grande influência na forma de viver dos povos da Península. Introduziram os seus costumes, as suas leis e a religião cristã. Foi da sua língua, o latim, que derivou o português.
  • 5. Os Romanos construíram pontes, monumentos, estradas, aquedutos, termas…Ainda existem em Portugal vestígios do seu domínio. Mas os Romanos foram pouco a pouco, dominados por povos Bárbaros, Suevos e Visigodos. Estes eram pagãos, mas depois converteram-se ao cristianismo.
  • 6. Os Visigodos invadiram a Península Ibérica e o Império Romano. Como eram menos evoluídos adotaram a cultura romana e converteram-se à religião cristã.
  • 7. Os Muçulmanos ou Mouros foram os últimos invasores da Península Ibérica. Vieram do norte de África e estabeleceram-se em quase todo o território. Os Muçulmanos introduziram novos costumes nas regiões onde se fixaram. Não eram cristãos e perseguiam os que acreditavam no cristianismo.
  • 8. As populações cristãs refugiaram-se nas Astúrias, no Norte da Península, onde começou a reconquista cristã. Formaram-se, depois, novos reinos cristãos: Leão, Castela, Navarra e Aragão.
  • 9. D. Afonso VI, rei de Leão, foi auxiliado por alguns cavaleiros estrangeiros, na luta contra os mouros. D. Henrique e D. Raimundo foram os que mais se distinguiram nessa ajuda.
  • 10. Do reino de Leão fazia parte o Condado Portucalense, território que se estendia entre o Minho e o Mondego. D. Henrique casou com D. Teresa, filha do rei de Leão. Como recompensa pela sua ajuda, D. Henrique recebeu do rei de Leão o governo do Condado Portucalense.
  • 11. O Condado Portucalense não era independente. D. Henrique tinha de prestar obediência ao rei de Leão. D. Henrique tentou tornar o Condado independente, mas morreu sem o conseguir. A independência do Condado Portucalense foi conseguida por D. Afonso Henriques, filho de D. Henrique e de D. Teresa. Para isso D. Afonso Henriques teve de lutar contra o seu primo Afonso VII, rei de Leão, a quem tinha de continuar a prestar obediência e contra as tropas da sua mãe (Batalha de S. Mamede).
  • 12. Em 1143, os dois primos assinaram um tratado de paz, em Zamora. Afonso VII de Leão reconhece o título de rei a D. Afonso Henriques e a independência de Portugal. Dá-se o início da 1.ª Dinastia.
  • 13. O Algarve foi definitivamente conquistado no reinado de D. Afonso III, em 1249. Portugal atingiu assim a fronteira que hoje tem. Para alargar o território, D. Afonso Henriques teve de travar lutas contra os Mouros. Conquistou-lhes Santarém, Lisboa, Alcácer do Sal, Évora e Beja.
  • 14. Em 1290, no reinado de D. Dinis, foi criada a primeira universidade portuguesa e desenvolveu-se muito a agricultura. Foi o rei D. Dinis que mandou semear o pinhal de Leiria, que forneceu mais tarde a madeira para as naus das descobertas. Também foram desenvolvidas as feiras e fundadas muitas aldeias. Neste reinado foi também reconhecida como Língua oficial do reino a Língua Portuguesa.
  • 15. D. Isabel de Aragão, esposa de D. Dinis, ficou conhecida como a Rainha Santa Isabel, pelo Milagre das Rosas.
  • 16. D. Afonso IV sucedeu a seu pai D. Dinis e casou com D. Beatriz de Castela. Durante o seu reinado, em 1348, surgiu a “Peste Negra” que dizimou cerca de um terço da população portuguesa. O seu filho D. Pedro, casado com D. Constança, apaixonou-se pela dama de companhia de sua mulher D. Inês de Castro.
  • 17. Em 1383, teve início a crise de 1383-1385, porque quando D. Fernando morreu Portugal corria o risco de perder a sua independência, pois a sua única filha estava casada com o rei de Castela. A população dividiu-se entre os que apoiavam D. Beatriz e a sua mãe, D. Leonor Teles e os que apoiavam o mestre de Avis.
  • 18. Em 1385 D. João I (Mestre de Avis), é aclamado rei de Portugal, (começa assim a 2.ª Dinastia). Castela não aceita esta aclamação e iniciou uma guerra com Portugal. Uma das batalhas mais importantes foi a Batalha de Aljubarrota. Nesta Batalha o exército português foi comandado por D. Nuno Álvares Pereira que garantiu a independência de Portugal. A Padeira de Aljubarrota foi uma personagem popular que ficou conhecida nesta Batalha.
  • 19. Foi no reinado de D. João I que Portugal iniciou a sua expansão marítima, pois atravessava uma grave crise económica. Em 1415, os portugueses conquistaram aos muçulmanos Ceuta, riquíssima cidade do Norte de África.
  • 20. O Infante D. Henrique, filho de D. João I, foi o impulsionador da expansão marítima. Foi no Algarve (em Sagres e em Lagos) que o Infante se reuniu com cosmógrafos, cartógrafos e outros homens com conhecimentos do mar, para prepararem, cuidadosamente, as viagens dos descobrimentos. Foi durante o século XV que os navegadores portugueses descobriram novas terras além mar.
  • 21. Porto Santo e Madeira foram as primeiras ilhas que foram descobertas em 1419 e 1420, por Tristão Vaz Teixeira e João Gonçalves Zarco. Alguns anos mais tarde em 1427, Diogo de Silves descobriu algumas ilhas dos Açores.
  • 22. As viagens por mar continuaram e novas terras foram descobertas. Gil Eanes conseguiu a proeza de passar o Cabo Bojador, o que já há muito era desejado pelo Infante D. Henrique. Só depois passou a ser possível continuar a descoberta da costa ocidental da África.
  • 23. Guiné as ilhas de Cabo Verde e de S. Tomé e Príncipe foram descobertas na costa ocidental de África. O grande sonho do Infante D. Henrique era poder chegar à Índia por mar. Mas não conseguiu ver esse sonho realizado. Depois da morte do Infante, os Portugueses continuaram com esse mesmo sonho. Para o tornarem realidade era necessário saber se havia passagem do oceano Atlântico para o oceano Índico.
  • 24. Com a descoberta das terras da costa ocidental da África, os Portugueses tiveram acesso a mercadorias que não existiam em Portugal, como o ouro, marfim e panos de seda que depois trocavam por outras. Essas riquezas abriram novos caminhos para o comércio português.
  • 25. Quando Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia, em 1498, os portugueses puderam entrar em contacto direto com o Oriente e o comércio das especiarias orientais passou a ser feito por Portugal. Em 1488, Bartolomeu Dias dobra o Cabo das Tormentas, que passou a chamar-se Cabo da Boa Esperança.
  • 26. A pimenta, o cravo, a canela, a noz-moscada, os perfumes e outros produtos do Oriente eram muito difíceis de adquirir. Vinham de muito longe e demoravam muito tempo a chegar, o que os tornava excessivamente caros. Com a descoberta do caminho marítimo para a Índia, os produtos chegavam mais depressa a Portugal e em maiores quantidades, podendo ser comercializados mais baratos o que aumentou o seu consumo e a consequente riqueza do país.
  • 27. O Brasil era um território extenso e muito rico. De lá vieram também muitas riquezas: madeiras, açúcar, ouro, diamantes... Mais tarde, em 1500, Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil.
  • 28. No reinado de D. João III, julga-se que em 1524, nasceu um dos maiores poetas portugueses, Luís de Camões, que escreveu “ Os Lusíadas”, onde é contado a História de Portugal em verso. Diz-se que Camões salvou a nado o manuscrito de “Os Lusíadas”. Na viagem o barco naufragou e ele teve de se lançar à água para o salvar.
  • 29. Com os Descobrimentos, os portugueses deram a conhecer ao mundo novos territórios, novos mares, e diferentes produtos. Também ajudaram a divulgar a fé cristã.
  • 30. Alguns anos depois, em 1578, o rei D. Sebastião morreu na Batalha de Alcácer Quibir sem deixar descendentes. Sucedeu-lhe o seu tio, o Cardeal D. Henrique, que morreu dois anos mais tarde, sem nomear um sucessor. Portugal ficou assim sem rei.
  • 31. Em 1580, o rei de Espanha invadiu Portugal e, vencendo os portugueses, tornou-se rei de Portugal com o nome de Filipe I. Portugal perdeu a sua independência e foi governado durante 60 anos por três reis espanhóis.
  • 32. Foi um período de recessão para Portugal. Os portugueses estavam sob o domínio espanhol, eram obrigados a combater nas guerras espanholas, os impostos aumentavam e a agricultura, o comércio, a indústria foram abandonados. Esta realidade deu origem a um descontentamento geral. Na manhã de 1 de Dezembro de 1640,um grupo de nobres foi ao paço expulsou o governo espanhol, e declarou D. João IV, Duque de Bragança, como rei de Portugal.
  • 33. Iniciou-se a 4.ª Dinastia, com o rei D. João IV, conhecido como o Restaurador.
  • 34. Em 1755 ocorreu o terramoto de Lisboa que destruiu quase toda a cidade. Na recuperação da capital do país notabilizou-se o Marquês de Pombal, Sebastião de Carvalho e Melo, primeiro Ministro de rei D. José I.
  • 35. Em 1807, os franceses invadiram Portugal, dando início às invasões francesas. A família real perante a ameaça das tropas francesas, refugiou-se no Brasil.
  • 36. A ausência prolongada do rei e o aumento dos impostos fez crescer o descontentamento do povo, originando um período de revoluções constantes. O rei D. João VI regressou a Portugal em 1821. Em 1822, D. Pedro filho de D. João VI, declarou a independência do Brasil.
  • 37. D. Miguel irmão de D. Pedro não concorda com as Ideias Liberalistas e apoiado pelos Absolutistas por duas vezes proclama de novo a Monarquia Absoluta, mas o Regime Liberal acaba por vencer. D. Pedro em virtude de ser Imperador do Brasil abdica do trono em favor da sua filha D. Maria da Glória. Como esta era menor D. Miguel toma conta da Regência do Reino e instaura o Regime Absoluto. Este facto origina uma guerra civil e D. Miguel é derrotado.
  • 38. No dia 1 de Fevereiro de 1908 D. Carlos e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe são abatidos a tiro no Terreiro do Paço em Lisboa.
  • 39. Desde 1143 e até 1910, Portugal foi governado por vários reis, sendo o primeiro D. Afonso Henriques e o último D. Manuel II. Era uma monarquia. Na monarquia, o chefe da Nação é o rei. Na monarquia, o rei governa durante toda a vida. Quando o rei morre, sucede-lhe o seu filho mais velho. Muitos portugueses começaram a não gostar desta forma de governo, porque achavam que o rei não tinha competência para resolver os problemas da sociedade portuguesa e que só outra forma de governo o podia conseguir.
  • 40. Em 1910, no dia 5 de Outubro, deu-se uma revolução que pôs fim à monarquia e proclamou a República. A República é uma forma de governo em que o poder é exercido por um presidente escolhido pelo povo através de eleições. A bandeira nacional passou a ser vermelha e verde e o Hino Nacional “ A Portuguesa”.
  • 41. Bandeira da Monarquia Bandeira da República Portuguesa Hino Nacional Português Heróis do mar, nobre povo, Nação valente, imortal, Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há de guiar-te à vitória! Refrão - Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar! Refrão Desfralda a invicta Bandeira, À luz viva do teu céu! Brade a Europa à terra inteira: Portugal não pereceu Beija o solo teu jucundo O Oceano, a rugir d'amor, E teu braço vencedor Deu mundos novos ao Mundo! Refrão Saudai o Sol que desponta Sobre um ridente porvir; Seja o eco de uma afronta O sinal do ressurgir. Raios dessa aurora forte São como beijos de mãe, Que nos guardam, nos sustêm, Contra as injúrias da sorte. Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar!
  • 42. No dia 28 de Maio de 1926 iniciou-se, em Braga, uma revolução, chefiada pelo general Gomes da Costa. Os governos que se formaram após a revolução não conseguiram acabar com os problemas da Nação. Os governos pouco tempo se mantinham no poder. Os portugueses sentiam-se cada vez mais descontentes. Dr. Teófilo Braga foi nomeado presidente do governo provisório da República Portuguesa. Publicou-se a 1.ª Constituição Republicana em 1911. O Dr. Manuel de Arriaga foi eleito o 1.º Presidente da República.
  • 43. Portugal começou então a ser dirigido por um governo que se manteve no poder algumas dezenas de anos e que era controlado apenas por uma pessoa e um partido. Chama-se a esta forma de governo uma ditadura. Passado algum tempo, o general Carmona foi eleito presidente da República e chamou para o governo o professor Oliveira Salazar.
  • 44. No dia 25 de Abril de 1974, um grupo de militares revoltou-se e derrubou o governo, esta revolução ficou conhecida pela Revolução dos Cravos. O tempo foi passando, mas os Portugueses desejavam viver em liberdade e em democracia.
  • 45. À nova forma de governo que foi implementada no 25 de abril, chama-se democracia. Aqui o povo elege livremente os seus representantes no governo. O 25 de Abril é, para os Portugueses, o símbolo da Liberdade e da Democracia.
  • 46. O 1º presidente da República após o 25 de Abril foi o General António de Spínola, que governou apenas durante 4 meses, tendo sido depois substituído pelo General Costa Gomes, que era natural de Chaves. Hoje o atual presidente da República é o Professor Cavaco Silva.