Aula 01 - Curso de Fotografia Básica

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Aula 01 - Curso de Fotografia Básica

  1. 1. CURSO BÁSICO DE FOTOGRAFIA Tiago Lemos www.tiagolemos.com tiago.ufc@gmail.com
  2. 2. Imagem Fotográfica  A imagem fotográfica, ao registrar a experiência, pode provocar novas percepções, produzir a subjetividade inerente ao ato de olhar, e imortalizar o fato e o espaço captados, contextualizando-os; Foto: Henri Cartier-Bresson Foto: Tiago Santana
  3. 3. Imagem Fotográfica  A fotografia exerce um papel tão abrangente, tão presente no nosso dia-a-dia que foge-nos à percepção de sua real importância na atualidade. Os diversos meios de comunicação e informação jornalística, publicitárias ou culturais que nos envolvem e fascinam, são essencialmente fotográficas, quer sejam na forma de imagens estáticas ou dinâmicas, que a utilizam.
  4. 4. Imagem Fotográfica  A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói-se um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história, cabe a nós, espectadores, o imenso desafio de lê-Ias. Foto: Steve McCurry
  5. 5. Câmeras fotográficas digitais  Atualmente, há no mercado uma infinidade de tipos de câmeras, com preços, funções e aplicações bem diversificados. Este grande número de opções é muito bom para os consumidores, mas isto pode acabar deixando em dúvida o fotógrafo iniciante ou qualquer um que esteja prestes a comprar uma câmera nova.
  6. 6. Câmeras fotográficas digitais  Celular  A geração mais antiga de câmeras de celular, com resolução VGA, possuía uma tecnologia simples usada em webcams. As câmeras embutidas nos celulares mais avançados possuem tecnologia bem próxima à das câmeras ultracompactas. A geração atual, por exemplo, já possui modelos de mais de 5 megapixels.
  7. 7. Câmeras fotográficas digitais  Câmeras ultra-compactas  Como o próprio nome sugere, são câmeras super pequenas, e devido ao seu tamanho, são mais caras que as compactas. As lentes das ultra-compactas raramente oferecem zoom maior que 3 ou 4 vezes, e seus sensores costumam ser ainda menores que os já pequeninos utilizados nas compactas, ocasionando ainda mais ruído em valores de ISO mais altos. (Sony Cyber-Shot DSC-T300)
  8. 8. Câmeras fotográficas digitais  Atualmente, são as mais comuns no mercado e as mais vendidas nas lojas, por representarem a melhor relação custo/benefício. Sendo muito simples de usar e não tendo controles manuais (como as ultra-compactas), são as preferidas dos fotógrafos iniciantes e amadores, que desejam apenas apontar e disparar (point-and-shoot). O zoom varia de 3X a 5X, e têm até 12 megapixels.
  9. 9. Bridge (ponte)  São câmeras de transição entre as amadoras e as profissionais. Normalmente, têm operação básica, característico das compactas, mas além disso, possuem recursos avançados como opções manuais, zoom muito mais potente (é possível encontrar modelos com até 20X) e encaixe para outros acessórios, como flashes externos e lentes avulsas.
  10. 10. SLR ou reflex  Câmeras utilizadas por profissionais e por amadores mais avançados. Nestes modelos, a imagem vista no visor óptico é vinda da lente e refletida internamete por um sistema de espelhos (ao contrário das compactas, que utilizam um visor com imagem separada da lente). As câmeras SLR possibilitam a troca das lentes, atendendo às exigências do fotógrafo em diversas situações diferentes.
  11. 11. Componentes e funcionamento das câmeras fotográficas  Existem componentes básicos que todas as câmeras fotográricas possuem, não importando se são digitais, analógicas, simples... e conhecendo-os, você poderá dominar melhor o equipamento. Para explicarmos cada um deles, iremos fazer um passeio através das partes mais importantes, seguindo o caminho que a luz percorre ao entrar na nossa câmera.
  12. 12. Componentes e funcionamento das câmeras fotográficas  Corpo da câmera  Pode-se dizer que tudo que não é objetiva e acessório faz parte do corpo da câmera. Nele, estão o sensor, o obturador, o visor e todos os encaixes (para objetivas, flash e cabos).
  13. 13.  Objetiva  São a alma da câmera fotográfica. Através da passagem da luz pelos seu conjunto de lentes, os raios luminosos são orientados de maneira ordenada para sensibilizar a película fotográfica, ou o sensor, e formar a imagem. Componentes e funcionamento das câmeras fotográficas
  14. 14.  Diafragma  O diafragma fotográfico é uma estrutura que se encontra no interior de todas as objetivas, e tem o papel de controlar a quantidade de luz que passa através dela. Componentes e funcionamento das câmeras fotográficas
  15. 15.  Obturador  É um dispositivo mecânico que controla a quantidade de luz que incide no sensor através de uma "cortina".  Enquanto que o diafragma desempenha o papel de uma janela mais ou menos aberta, o obturador desempenha o papel de uma cortina fechada sobre essa janela. Componentes e funcionamento das câmeras fotográficas
  16. 16.  Visor:  É a parte da câmera que nos permite ver a cena que vamos fotografar, e varia segundo o tipo de câmera. Se falamos de uma SLR, o visor é uma pequena janela na qual, através de uma série de lentes e espelhos colocados estrategicamente, pode-se ver a cena exatamente como ela será fotografada, pois os raios de luz são provenientes diretamente da objetiva. Em câmeras amadoras, e em algumas SLR, há o modo LiveView, no qual o sensor é responsável por capturar a cena e nos mostrar, em tempo real, a imagem no LCD da câmera. Componentes e funcionamento das câmeras fotográficas
  17. 17.  Sensor  O sensor, assim como o filme fotográfico, é o local para onde se direciona toda a luz recolhida pela objetiva, onde pixels sensível à luz captam a cena. Componentes e funcionamento das câmeras fotográficas
  18. 18. Como funciona uma câmera Mecanismos básicos
  19. 19. A Objetiva fotográfica  As lentes são a alma da câmera fotográfica. Através da passagem da luz pelos seus cristais, os raios luminosos são orientados de maneira ordenada para sensibilizar a película fotográfica, ou o sensor, e formar a imagem.  Uma lente (também chamada de objetiva) é formada basicamente de três elementos: um corpo de metal ou outro material de boa resistência, que envolve e protege os elementos internos, os cristais, que constituem o elemento ótico da estrutura, e o diafragma.
  20. 20. Tipos de lentes  A distância focal, medida em milímetros, é a distância ente o centro ótico da lente e o sensor da câmera. É através dela que classificamos as lentes (além da abertura do diafragma que veremos a seguir).
  21. 21. Lentes grande angular  As objetivas com distâncias focais inferiores a aproximadamente 40mm são consideradas grande angular, pois oferecem um amplo campo de visão, ou seja, com seu uso podemos enquadrar grandes áreas a uma curta distância. São indispensáveis para fotografias em locais fechados, como festas. Foto: Vinícius Matos
  22. 22. Lentes normais  As objetivas com distâncias focais entre 40 e 60mm, aproximadamente, são consideradas lentes normais, pois produzem imagens muito próximas da visão humana.
  23. 23. As teleobjetivas  As lentes que possuem distâncias focais superiores a 60mm são consideradas teleobjetivas, por aproximarem muito as imagens e oferecerem um pequeno ângulo de visão. São essenciais para fotografias de assuntos muito distantes, e são muito usadas em fotos de esportes e natureza.
  24. 24. Lentes Zoom  As lentes zoom possuem distância focal variável, sendo por isso muito versáteis e práticas por nos possibilitar fazer vários tipos de enquadramento com um único equipamento. Antigamente, a maioria das lentes tinham comprimento focal fixo. Atualmente, ainda há diversos modelos como estes, mas as lentes com zoom marcam presença.
  25. 25. Lentes Macro  As lentes macro permitem grandes ampliações e possuem uma excelente qualidade ótica. O maior inconveniente dessas lentes é o preço, sempre elevado.
  26. 26. A Luz  Entender e dominar a luz é um dos maiores desafios de um fotógrafo iniciante. Até mesmo fotógrafos profissionais às vezes encontram dificuldades em certas condições. Em fotografia, a luz é tudo. A própria palavra, que deriva de dois vocábulos gregos, significa "escrever com a luz".  Confira a seguir alguns tipos de iluminação e suas características:
  27. 27. Luz natural  A luz natural é proporcionada pelo sol, que pode incidir diretamente ou indiretamente sobre o assunto. O aspecto da luz solar pode variar de acordo o horário e o tempo, resultando nos mais diversos aspectos à sua fotografia. Ao amanhecer, por exemplo, provoca tons quentes, com cores avermelhadas ou alaranjadas que são muito agradáveis para paisagens. A intensidade da luz logo pela manhã e à tarde é mais fraca, e produz imagens com boa definição e detalhes definidos, sem exagerar no contraste.
  28. 28. Luz natural  Nestes horários, a luz incide de forma lateral, iluminando diretamente os objetos fotografados e criando sombras que dão volume e realçam as formas dos elementos da fotografia. No pôr-do-sol, observe com paciência todas as variações de tonalidades e cores que vão ocorrendo e aproveite, pois são momentos em que podemos conseguir belas imagens!
  29. 29. Luz natural Foto: Tiago Lemos
  30. 30. Luz dura e luz suave  Nas primeiras horas da manhã e à tarde a luz é mais suave, ou seja, mais fraca, como também direcionada. A iluminação durante o resto do dia tem intensidade mais forte, produz imagens com sombras densas e também causa o efeito de "estourar" a imagem, em que áreas mais claras da foto perdem totalmente a definição e ficam totalmente brancas. Este tipo de iluminação é chamada de luz dura.
  31. 31. Luz dura e luz suave  No exemplo ao lado podemos observar uma foto com uma iluminação dura. Note a forte sombra que cobre uma parte do corpo da modelo. Isto é resultado da forte luz que incide lateralmente sobre ela. Observe também que, nos ombros e no rosto, a luz forte que incide diretamente "estoura" o local, criando áreas praticamente sem definição e cor. Nesta foto, os efeitos obtidos foram propositais, mas evite fotos de pessoas ao ar livre nos horários em que o sol é mais forte, pois além da iluminação dura, a direção de cima para baixo do sol a pino causa sombras fortes embaixo dos olhos e pescoço. Foto: MoscaCojonera http://www.flickr.com/photos/moscacojonera/3427225381
  32. 32. Luz dura e luz suave  Uma boa solução quando precisamos fotografar uma pessoa ao ar livre é colocá-la embaixo de uma sombra. Você pode utilizar uma árvore ou qualquer outro local onde a luz não incide diretamente, pois neles a iluminação é mais suave, produzida por raios solares indiretos. As imagens obtidas com esta iluminação têm boa definição e realçam os contornos e detalhes do personagem, como na foto abaixo. Foto: angeldominguez http://www.flickr.com/photos/7422554@N03/3229038018
  33. 33. Luz artificial  Além da luz natural, podemos usar outras fontes para iluminar nossas fotografia. Na maioria das vezes, usamos uma luz artificial quando a luz natural não é suficiente para iluminar a cena fotografada, como dentro de um ambiente fechado, ou em cenas noturnas. Foto: Tiago Lemos
  34. 34. Luz artificial  A fonte de luz artificial mais usada é o flash eletrônico. Atualmente, todas as câmeras amadoras e semi- profissionais já tem um embutido no corpo da câmera, e funciona de maneira automática.  Qualquer outra fonte de luz pode ser usada para iluminar uma cena a ser fotografada, como um holofote, lâmpadas, velas... São as chamadas "fontes de luz contínua".
  35. 35. Cor da luz  Um detalhe importante que deve-se observar quando se usa iluminação artificial é a temperatura de cor. Ela é medida em graus Kelvin. Foto: Tiago Lemos
  36. 36. Cor da luz  Fontes de luz com temperaturas mais baixas, como um holofote em uma peça de teatro, uma lâmpada incandescente, ou uma vela, têm temperatura de cor de 4000º Kelvin, que produz luzes amareladas, tons "quentes". Foto: Tiago Lemos
  37. 37. Cor da luz  Por outro lado, a luz "fria" de tem temperatura maiores, de aproximada mente 8000º Kelvin, produzindo tons azulados.
  38. 38. Composição e Fotografia  Compor uma foto significa “arranjar” os elementos: luz, ângulo, perspectiva e planos, observando o alinhamento das linhas horizontais e verticais do assunto a ser fotografado.
  39. 39. Composição e Fotografia  Primeiro plano  É o que dá interesse a fotografia  É onde ocorre a fotografia (na visão cartesiana)  Onde geralmente sai a linha de condução da visão da foto  Na maioria dos casos é no primeiro plano que colocamos o foco e ajustamos a abertura do difragma. Foto: Tiago Lemos
  40. 40. Composição e Fotografia  Segundo Plano  Elementos secundários da cena  Cuidado para não roubar a atenção da cena principal  *toda regra tem uma exceção Foto: Tiago Lemos
  41. 41. Composição e Fotografia  Profundidade de Campo  Trabalhar a profundidade de campo na fotografia faz a diferença na informação da imagem. Fotos: Igor de Melo
  42. 42.  Molduras  Uma das funções do primeiro plano é emoldurar a cena Composição e Fotografia
  43. 43.  O fundo  Composição do fundo da imagem pode ser um elemento que enriquece a imagem  Um fundo, ou segundo plano mal trabalhado pode gerar uma imagem poluída e confusa Composição e Fotografia Foto: Sebastião Salgado
  44. 44.  Fundo simples  O fundo simples é usado para destacar o primeiro plano Composição e Fotografia Foto: Tiago Lemos
  45. 45.  Fundo conflitante  Tonalidades de cor, objetos, formas, linhas. Horizontes, etc..., mal colocados podem gerar uma imagem confusa. Composição e Fotografia
  46. 46.  Regra dos terços  Regra criada no século XIV, na renascença;  Dividir a cena em três linhas verticais e horizontais;  A interseção das linhas cria quatro pontos focais (A, B, C, D);  Chamados de pontos de ouro;  Os pontos são o centro passivo das atenções para quem olha uma cena;  A regra é colocar o assunto de atenção da imagem em um dos pontos. Composição e Fotografia
  47. 47. Foto: Tiago Lemos
  48. 48. Composição e Fotografia  Pontos de fuga  O ponto para onde as linhas ou leituras da imagem convergem.
  49. 49.  Diagonal  Linhas horizontal e linha vertical fazem uma leitura diagonal na imagem Composição e Fotografia
  50. 50.  Planos de tomada  Nos retratos feitos temos 3 tipos de ângulos de tomada: Plano americano Plano fechado Plano de corpo inteiro Composição e Fotografia
  51. 51. Composição e Fotografia Fotos: Tiago Lemos
  52. 52.  Tomadas  Plogèe  Contraplogèe Composição e Fotografia Foto: Banco de imagemFotos: Tiago Lemos
  53. 53.  Linhas  Paralelas  S  L  Convergentes  Alongadas Composição e Fotografia Foto: Nonato Foto: Banco de imagem Foto: Banco de imagem Foto: Banco de imagem
  54. 54. Tiago Lemos www.tiagolemos.com tiago.ufc@gmail.com (85) 8867-5787 Obrigado!

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