Breve História da Fotografia

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Apresentação Prof. Carlos Fontes - História e Ensino Criativo.

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  • Em 1923 lançou no mercado o primeiro filme de 16mm a branco e preto, o processo correspondente e a câmara para cinema portátil Kodak. O filme podia ser carregado na câmara à luz do dia; logo depois de exposta enviava-se à Kodak para o processamento reversível e devolvia-se pronto para ser projectado em casa. Filmar em 1924 já era tão fácil quanto tirar fotos: simplesmente "apertando o botão"
  • A partir de 1930, Arthur Fellig, conhecido por Wegee, afirma-se na fotografia de imprensa americana pelo seu aprumo, sentido do espectacular e anedótico: propõe aos jornais imagens sempre sensacionalistas, trabalhando sobretudo à noite, Wegee, transporta uma carga quase obsessiva pelos assassinatos, suicídios, delitos e incêndios que ocorrem em Nova Iorque. A sua técnica confere uma objectividade brutal às cenas registadas. Frequentador dos bairros populares, cuida igualmente dos acontecimentos culturais e mundanos, tornando-se um verdadeiro cronista de Nova Iorque. A sua obra ficou imortalizada com a publicação “Naked City” (1945). Morre em 1968 após ter tentado uma carreira no cinema, em Hollywood.
  • Desde que a técnica fotográfica se tornou subjugante, em meados do século XIX, pela sua capacidade de reproduzir a exactidão das formas, encontrava-se ainda a alguns decénios, da possibilidade de registar a sensação das cores. Ao longo do século XX, os sucessivos métodos complexos não pararam de trazer soluções ao «problema da cor», guardando, no entanto alguma distância da aproximação à realidade. Ao longo dos progressos, os desvios entre a reprodução e o visível tornam-se evidentes, a cor fotográfica encontra, paradoxalmente, uma artificialidade, uma estranheza incontrolável, com a qual alguns fotógrafos contemporâneos aprenderam a compor.
  • As cores vão variando consoante os processos e as épocas. Assim, existe uma tonalidade característica do autocromo, como existe uma tonalidade do Technicolor , que define por sua vez, uma ambiência e um período histórico. Cada processo estabelece a sua cor , os seus tons dominantes. Mas existem outras falhas: ao mesmo tempo que a fotografia encontra grandes dificuldades na passagem do suporte de prata e o suporte impresso (tinta pigmentada), a sistematização do uso da cor esbarra ainda na dificuldade da reprodução fotomecânica das cores (similigravura, heliocromia, tricomia e quadricomia) que obedece a outras leis ópticas, que não apenas o suporte fotográfico.
  • A Technicolor, que então faz o seu aparecimento, constitui um retorno às ideias amplamente difundidas de Ducos du Hauron que não tinha pessoalmente conseguido levar o processo à prática comercial. A Technicolor foi comercializado em 1935 ( Branca de Neve e os Sete Anões, de Walt Disney, 1937). Este processo foi suplantado após a II Guerra pelos processos subtractivos Kodachrome e Eastmancolor.
  • O ideal da vida rústica Uma categoria particular das fotografias realizadas por Peter Henry Emerson, diz respeito aos camponeses a trabalhar: essas imagens fazem-nos sentir a passagem do tempo e mostram-nos diferentes fases das suas ocupações. A atenção dispensada à progressão sequencial é um ponto comum entre Peter Henry Emerson e George Clausen, cuja pintura La Moisson: la mise en gerbes , representa quatro operários agrícolas que efectuam operações sucessivas, evocadas no título. Na versão de Emerson, La recolte des roseaux é apresentada uma sequência de acções análogas que liga os personagens no encantamento das manchas: um camponês corta as rosas, uma mulher faz os ramos e outro homem empilha-as no barco.
  • ; a precisão das suas colagens e a maquilhagem da técnica tornam a sua obra numa arma persuasiva tornando-a ainda mais percutante pelo realismo da imagem qual o leitor é obrigado a «acreditar»: «a justaposição hábil e inteligente de documentos fotográficos agrupados convenientemente, exercerão uma enorme influência de propaganda e agitação de massas.»
  • Do lado de Wols observa-se uma estranha banalidade dos temas seleccionados, enquanto Ubac provoca convulsões nos contornos das suas fotografias; ambos, dedicam-se posteriormente à pintura abstracta, mas tinham já experimentado as distorções que se podem impor ao real e à figura.
  • Breve História da Fotografia

    1. 1. Fotografia Carlos Fontes Curso | História e Ensino Criativo 2011
    2. 2. Do grão ao pixel <ul><li>Comportamentos da luz e princípios da câmara escura </li></ul><ul><li>Origem e evolução dos processos fotográficos </li></ul>
    3. 3. Introdução ao estudo da luz <ul><li>A luz pode ser reflectida, absorvida e transmitida . </li></ul><ul><li>Quando a luz é reflectida por um objecto, propaga-se em todas as direcções. </li></ul><ul><li>Para que possamos compreender o fenómeno da fotografia, é necessário conhecer algumas propriedades físicas da luz. </li></ul>
    4. 4. A câmara escura, o princípio da fotografia. A fotografia não tem um único inventor. Ela é uma síntese de várias observações e inventos em momentos distintos. A primeira descoberta importante para a fotografia foi a &quot;câmara obscura &quot;. O conhecimento dos seus princípios ópticos atribui-se a Aristóteles, anos antes de Cristo, e o seu uso para observação de eclipses e ajuda ao desenho, a Giovanni Baptista Della Porta.
    5. 5. <ul><li>No século XIV já se aconselhava o uso da câmara escura como auxílio ao desenho e à pintura. </li></ul><ul><li>Leonardo da Vinci (1452-1519) fez uma descrição da câmara escura no seu livro de notas, mas não foi publicado até 1797. </li></ul><ul><li>Giovanni Baptista Della Porta, (1535-1615) cientista napolitano, publicou em 1558 uma descrição detalhada da câmara e dos seus usos. </li></ul>
    6. 6. Alguns, na tentativa de melhorar a qualidade da imagem projectada, diminuíam o tamanho do orifício, mas a imagem escurecia proporcionalmente, tornando-se quase impossível ao artista identificá-la. Este problema foi resolvido em 1550 pelo físico milanês Girolamo Cardano , (1501-1576) que sugeriu o uso de uma lente biconvexa junto ao orifício, permitindo desse modo aumentá-lo, para se obter uma imagem clara sem perder a nitidez.
    7. 9. Danielo Brabaro , em 1568, no seu livro &quot;A prática da perspectiva&quot; mencionava que variando o diâmetro do orifício, era possível melhorar a nitidez da imagem. Assim, outro aprimoramento na câmara escura apareceu: foi instalado um sistema, junto com a lente, que permitia aumentar e diminuir o orifício. Este foi o primeiro &quot; diafragma &quot;. Quanto mais fechado o orifício, maior era a possibilidade de focalizar dois objectos a distâncias diferentes da lente .
    8. 10. A câmara obscura (ou escura), consiste numa caixa fechada, e num de seus lados, existe um orifício pequeno por onde a luz entra. Caso posicionemos este orifício em direcção a um objecto iluminado, vemos na parede interna da caixa, oposta àquela que tem um furo, a imagem invertida . Como é que isto funciona? A inversão do objecto e a sua reflexão do outro lado da câmara ocorre quando, devido ao pequeno orifício, somente um raio de luz passa pela extremidade do objecto, atravessa o orifício e é reflectido do outro lado da caixa. Visão da parte translúcida da câmara obscura, é nesse lado que se forma a imagem inversa. Do lado oposto existe um orifício por onde a luz entra. Visão lateral de uma câmara obscura.
    9. 12. Câmara lúcida
    10. 13. A química fotográfica Em 1727, o professor de anatomia Johann Schulze , da universidade alemã de Altdorf, notou que um vidro que continha ácido nítrico, prata e gesso se escurecia quando exposto à luz proveniente de uma janela. No século XVIII Thomas Wedgwood e Humphrey Davy realizam as primeiras imagens sobre prata sem contudo as conseguir estabilizar. Na primeira metade do século XIX Nièpce consegue a primeira imagem estável.
    11. 14. FOTOGRAFIA Física Química Descrição da câmara escura Leonardo da Vinci Giovani Batista Della Porta Séc. XVI Girolano Cardano (propõe o uso da lente biconvexa) Johann Schulze (verifica, em 1727, o enegrecimento da prata quando exposta à luz) Thomas Wedgewood (obtém, em 1802, imagens sobre prata, mas não consegue fixá-las Nicephore Nièpce (1765-1833) (obtém, em 1826, a primeira imagem estável – Ponto de fuga, Grasse
    12. 15. Criou o daguerreótipo, placas sensibilizadas com iodo, reveladas com vapor de mercúrio e fixadas com água salgada O anúncio oficial foi feito por Arago à Academia de Ciências em 1839 Criou o calótipo ou talbotipo, processo que obtinha um negativo em papel que era sensibilizado com nitrato e coloreto de prata. A conselho de Sir John Herchel passa a usar o hiposulfito de sódio como fixador. Desenvolve um processo semelhante ao de Talbot sendo que o papel era impregnado de sais de prata e após exposição era mergulhado em iodeto de potássio e fixado em hiposulfito . O invento fotográfico Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851) William Henry Fox Talbot (1800-1851) Hippolyte Bayard (1801-1887)
    13. 16. A difusão do daguerreótipo Inconvenientes Aperfeiçoamentos <ul><li>Peso e custo do equipamento </li></ul><ul><li>Conhecimento técnico </li></ul><ul><li>Prova única </li></ul><ul><li>Nova lente + luminosa </li></ul><ul><li>(Voigtländer e Petzval) </li></ul><ul><li>Chapa mais sensível </li></ul><ul><li>(J. P. Goddard) </li></ul>Em 1855 atinge-se o apogeu da daguerreotipia servindo todo o tipo de temas: Retrato | Nu | Paisagem | Arquitectura Difusão Amplamente nos E.U.A. Daguerreotipista ambulante Através das feiras universais
    14. 17. A difusão do calotipo Inconvenientes Vantagens <ul><li>Falta de detalhe </li></ul><ul><li>Dificuldade técnica e resultado imprevisível </li></ul><ul><li>Duplicação a partir da matriz </li></ul><ul><li>(positivo / negativo) </li></ul><ul><li>Baixo custo </li></ul>Conhece uma ampla difusão em Inglaterra e no mercado colonial inglês. Dá lugar ao primeiro livro de fotografia: The Pencil of nature
    15. 19. O estereoscópio baseia-se no princípio da visão ocular, segundo a qual cada olho conduz ao cérebro uma imagem diferente. As duas imagens combinam-se na percepção duma imagem única «em relevo». O paradoxo da visão binocular, permite-nos apreciar a profundidade, já referenciada por Euclides e Galileu e posteriormente referida por Leonardo da Vinci no manuscrito de Milão de 1484; o físico Della Porta refere-se ao fenómeno em 1594 e François Aguillon menciona no Tratado óptico de 1613. A era da estereoscopia
    16. 21. A vista estereoscópica é constituída por duas fotografias iguais e ligeiramente deslocadas, mas a ilusão de relevo não pode ser obtida senão com o complemento indispensável de um visionador binocular. Embora não existam testemunhos sobre a fabricação artesanal das vistas estereoscópicas, conhece-se o método justamente através de uma fotografia.
    17. 22. No chão encontram-se chassis que se expõem ao sol com papel sensível sobre negativos de vidro de colódio; penduradas numa corda junto da janela estão as provas a secar; no primeiro plano um operário corta as duas imagens; uma mulher e duas jovens colam os pares de vistas, quatro a quatro sobre um cartão colorido; após a passagem sobre uma prensa cilíndrica o homem sentado ao fundo separa as quatro vistas.
    18. 23. Desde o início que a produção de estereoscopias se espalha por toda a França e se desenvolve rapidamente: comércio internacional, depois clubes de troca, primeiro com a Inglaterra e depois com a Alemanha, Itália e o resto da Europa até ao Novo Mundo. Inicialmente a Europa e depois o resto do mundo acessível na altura, não escapam a este inventário, realizado seja por fotógrafos locais, seja por viajantes, partindo da sua própria iniciativa ou por encomendas de grandes empresas de difusão.
    19. 24. A fotografia de movimento ao serviço da ciência Estudo da fisiologia muscular humana e animal Eadweard Muybridge | Étienne-Jules Marey Estudo do movimento de locomoção Contribuiu para o evoluir da cinética Nas artes antecipou o futurismo
    20. 25. Se bem que apenas a gelatina de brometo de prata tenha permitido obter o instantâneo real por volta de 1880, um progresso notável constituído pela suspensão dos movimentos do cavalo, foi registado por Eadweard Muybridge, graças ao colódio em 1876-1878 (processo que cobre os anos 1850-1880 e que era ainda muito lento para captar movimentos rápidos). Eadweard J. Muybridge, Lelan Stanford Jr. Sobre um ponei, colódio húmido, série de 8 fases, maio de 1879
    21. 26. Serão as tomadas de vista de 1878, realizadas em Palo Alto, nas cavalariças de Stanford, que trazem uma verdadeira solução ao problema da instantaneidade; Muybridge instala uma bateria de 12 aparelhos com obturador de fenda (tipo guilhotina e de 1/25 de segundo) e disparo eléctrico comandado pela quebra de fios esticados ao longo da pista de experiência.
    22. 27. George Eastman De amador a industrial A procura da simplicidade A introdução do porta-rolo As novas relações do trabalho A missão filantrópica
    23. 28. George Eastman sempre esteve muito interessado nos avanços técnicos, mas a sua maior preocupação foi desenvolver métodos simples, para que o público pudesse ter prazer com a fotografia. Este princípio constituiu a sua maior contribuição à indústria. Segundo Charles G. Abbott, &quot;foi uma revolução fotográfica concebida pela devoção de um amador&quot;.
    24. 31. A imprensa não conseguiu adaptar a fotografia às colunas tipográficas senão nos finais do século XIX. O fabrico de clichés sobre metal, pela similigravura, depois a teletransmissão de imagens provocaram, no início do século XX, um rápido impulso da fotografia em jornais e revistas – inicialmente para ilustrar a actualidade. Fotografia e imprensa
    25. 32. Como o período de realização dos semanários ou mensuários era mais longo, este tipo de publicação prestava-se melhor, do que os diários, ao longo período para realização dos fototipos. A história da substituição progressiva da ilustração desenhada pela ilustração fotográfica está ainda cheia de incertezas. Temos de lamentar a ausência de arquivos das empresas de impressão e as lacunas existentes.
    26. 33. Antes da fotogravura A célebre vinheta da Gazette de Renaudot (1631) tinha criado uma tradição na maior parte das folhas do Antigo Regime, com o seu título ornado de faixas historiadas, constituídas por filetes, palmitos e florões diversos. Todas estas decorações desaparecem com a Revolução francesa (1789), e os jornais do Império não apresentam este tipo de decoração.
    27. 34. A aceitação da fotografia Na segunda metade do século XIX, os progressos da litografia e depois da zincogravura não tiveram, de imediato uma aplicação na imprensa de revistas. A impressão de concavidade terá de esperar a adaptação da heliogravura para interessar a imprensa ilustrada. A fotografia servia então, para servir de modelo aos desenhadores e gravadores. Na imprensa francesa a primeira impressão a partir de um daguerreótipo aparece na L’Ilustrattion a 1 de Julho de 1848. Alexander Gardner, Campo de batalha de Antietam, 1862 e gravura de madeira
    28. 35. A era da similigravura Se no início do século XX não existiam já barreiras técnicas quanto à ilustração fotográfica, outros obstáculos existiam, nomeadamente a distância. No tempo em que o telégrafo ou telefone permitiam transmitir rapidamente notícias dos pontos mais longínquos do planeta, a imagem não podia fornecer às redacções informação recente não ser através do transporte pelo caminho-de-ferro. Este atraso em relação à actualidade colocava a imagem fotográfica numa situação atemporal. Radiofoto, transmitida de Nova Iorque para Londres em 11 de Maio de 1936.
    29. 36. 16 de Abril de 1919
    30. 38. O fotojornalismo e a obra de WEEGEE
    31. 40. Louis Ducos du Haron, Tricomia, 1869
    32. 41. Podemos resumir assim o dilema da cor: Como podemos passar um objecto colorido (p. ex. uma jarra de flores) a um diapositivo (transparente) observável num ecrã, mas também a um negativo a cores, a uma prova sobre papel e a uma página impressa de uma revista, sem nunca trair o objecto original, tendo a sensação de ver a mesma coisa? A cor é, de certa maneira, uma «ilusão óptica» . É a mais visível mas a mais imaterial das entidades naturais. Descobrir, no século XIX, um meio de transferir essa ilusão para um suporte, exigia bons conhecimentos das leis que regem (para os nossos olhos) o aparecimento das cores. Se Descartes tinha estudado as leis da refracção, ele retorna a Newton – para descobrir a decomposição da luz solar (dita branca) pela refracção do prisma.
    33. 44. John Joly, O papagaio, c. 1897 Adolf Miethe, tricomia, c. 1903
    34. 45. Autor anónimo, autocromo, c. 1910 Processo Paget, c. 1914
    35. 46. A Technicolor A partir dos anos 30 os processos de cor são tributários da procura cinematográfica para a qual são aperfeiçoados prioritariamente, uma vez que as emulsões são comercializadas tendo em conta as necessidades do cinema. O fenómeno é, de resto geral, uma vez que a Leica tinha já aperfeiçoado nos anos 20 a adaptação ao 35 mm; no início do século várias companhias que fabricavam películas para o cinemas vão rapidamente perceber os benefícios superiores aos dos produtos fotográficos: Eastman Kodak, Lumière, Irmãos Pathé, Agfa. Gisèle Freund Walter Benjamin, 1936
    36. 47. Principais movimentos e escolas fotográficas <ul><li>Pictoralismo </li></ul><ul><li>Modernismo </li></ul><ul><li>Surrealismo </li></ul><ul><li>Bauhaus/Construtivismo </li></ul><ul><li>Documentalismo </li></ul><ul><li>Humanismo / Neorealismo </li></ul><ul><li>Pós-modernismo </li></ul>
    37. 48. The Onion Field , (1890) fotografia estenopeica realizada por Davidson, apresenta efectivamente certas particularidades típicas do impressionismo: a precisão das formas é sacrificada à gradação dos valores repartidos por toda a superfície e pelo «sentimento» que liberta a paisagem construída por estratos. A minúscula quinta está isolada num vasto campo de cebolas em flor, cujas sombras claras se fundem com o cair informe das nuvens. Juntar foto
    38. 49. Frank Eugene Smith nasceu em Nova Iorque mas teve a sua formação na Europa. Desenvolveu um estilo em que raspava o negativo com um estilete de gravador, a fim de eliminar os detalhes supérfluos e intensificar o vigor gráfico da imagem. Na imagem Le Cheval (1901), o aspecto e a feitura à semelhança de uma água forte, as silhuetas destacam-se do fundo como aparições sensuais que parecem surgir do nada.
    39. 50. A partir de 1895, os fotógrafos franceses introduzem o processo da goma bicromatada ao serviço do simbolismo. Um dos principais adeptos do método é Charles-Émile-Joachim-Constant Puyo (1857-1933) que conjuntamente com Leclerc de Pulligny, decidem acentuar as aberrações ópticas para obterem imagens mais flous . Constant Puyo, Èventail, c. 1900
    40. 51. Annie Brigman (1868-1950), entra para a Photo Secession em 1906 e realiza também fotografias simbolistas, onde ela própria desempenha o papel de modelo, representando os espíritos da natureza (L’âme du pin foudroyé , 1907 e Le Ruisseau , 1909) transformando o seu torso desnudado em tronco de árvore ou reproduzindo um curso de água com as linhas do seu corpo. Estas e outras fotografias serão publicadas na Camera Work.
    41. 52. Edward Steichen Gertrude Käsebier
    42. 53. A renovação do pictoralismo e a fotografia moderna.
    43. 54. Bernard S. Horne, 1917
    44. 55. Washbowl, 1926
    45. 56. Peper, 1930
    46. 58. A fotografia de intervenção social. Destaque para as obras de Jacob A. Riis, Lewis Hine
    47. 59. Alexander Rodtchenko 1925 A escola da Bauhaus e o construtivismo
    48. 60. Alexander Rodtchenko 1929
    49. 61. Alexander Rodtchenko 1926
    50. 62. Alexander Rodtchenko Pinhões, 1930
    51. 63. Raoul Hausmann Fotomontagem, 1923 movimento dada e a fotomontagem
    52. 64. Hannah Höch, 1919 Da dandy, 1919
    53. 65. Por outro lado os trabalhos denunciadores de John Heartfield têm origem na fotomontagem de «arte» concebida como uma obra de evocação e de propaganda. Heartfield, de seu verdadeiro nome Helmut Herzfelde, militante revolucionário, membro do grupo dada em 1918, secretário da Associação dos artistas comunistas, Heartfield faz da fotomontagem o equivalente a uma caricatura política. John Heartfield Fotomontagem para “Unidade de acção antifascista, 1934
    54. 66. Man Ray Rayograma, 1922 O Surrealismo na fotografia
    55. 67. André Kertesz
    56. 68. Raoul Ubac, 1939 Wanda Wulz, 1932
    57. 69. Uma revolução chamada LEICA
    58. 70. Robert Capa
    59. 71. Robert Capa
    60. 72. Robert Capa
    61. 73. Robert Capa
    62. 74. Willy Ronis 1935 Humanismo e neo-realismo
    63. 75. Willy Ronis Nogent sur Marne, 1947
    64. 76. Fréderic Barzilay Paris, 1947
    65. 77. Yvonne Chevalier Paris, 1937
    66. 78. Milão, 1954
    67. 79. CCD ( charge-coupled device) ou Dispositivo de Carga Acoplada é um sensor para captação de imagens formado po A era do digital
    68. 80. Aziz & Cucher The Dystopia Series, 1994
    69. 81. Chris
    70. 82. Maria
    71. 83. Michael Brodsky Transmission Interruped
    72. 84. Nancy Burson Chimaeras Big Brother (Estaline, Mussolini, Mao, Hitler, Khomeni)
    73. 85. (Regan 55%, Breshnev 45%, Thatcher less than 1%, Miterrand less than 1%, Deng less than 1%) Warhead I
    74. 86. Calum Colvin The Seven Deadly Sins Sloth - preguiça
    75. 87. Anger - ira
    76. 88. Alain Fleischer Playng with the rules
    77. 90. Inez van Lamsweerde Openings Marcel, 1995
    78. 91. Wendy, 1993
    79. 92. Sasja 90-60-90, 1992

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