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Uno Mille Electronic/ELX
Controle das Emissões
Resumo
Neste artigo é analisado o funcionamneto do sistema eletropneumático de controle de
emissões do veículo UNO Mille. Em parte, tal sistema é controlado pela unidade de
comando Microplex, que também comanda o avanço do sistema de ignição.
A análise é feita sobre o sistema de controle de emissões, no que se refere ao
funcionamento do circuito de vácuo, e não abrange a análise do circuito de controle do
avanço da centelha (que corresponde ao sistema de ignição).
O sistemade controle das emissões é constituido de:
- Ignição estática Microplex
- Circuito de vácuo (eletropneumático)
Operado em conjunto, o sistema consegue a diminuição do nivel de emissões (tanto do
escapamento como as evaporativas) e uma melhor dirigibilidade do veículo.
O controle das emissões é feito em varios niveis:
- Controlando as emissões evaporativas
- Controlando o carburador quanto a:
. Desacelerações, através da cápsula “dash-pot“
. Corte de combustível, através da eletroválvula “cut-off”.
. Abertura da válvula de máxima (“power-jet”).
. Abertura do 2º corpo
- Controlando a temperatura do ar admitido, através do sistema Thermac
- Controlando o avanço, através do sistema de ignição Microplex (este tema
não é tratado neste artigo)
O circuito de vácuo é na realidade, um circuito eletropneumático de controle de emissões,
constituido de ligações de vácuo controladas por válvulas eletropneumáticas.
Circuito de Controle das Emissões Evaporativas
A função deste circuito é a de evitar que as emissões evaporativas, provenientes do tanque de
combustível e da cuba do carburador, sejam despejadas na atmosfera. O elemento principal deste
sistema é o filtro de carvão ativado (canister).
Quando há sobrepressão no tanque ou na cuba (produzida pela evaporação do combustível), os
vapores passam para o canister, onde ficam depositados na superficie dos grãos de carvão.
A purga do filtro canister é controlada pela válvula Ford (tambén denominada válvula “shutt-off”).
Esta, por sua vez, é controlada pelo vácuo proveniente da base do carburador.
Funcionamento da válvula Ford
- Com vácuo na câmara da mola, a válvula está fechada.
- Sem vácuo, ou pouco vácuo na câmara da mola, a válvula está aberta
Portanto, com motor desligado, a válvula Ford está abetra; com o motor na marcha
lenta, a válvula está fechada, e com o motor em cargas parciais ou plena carga, a
válvula permanece aberta.
2
Funcionamento do Circuito
- Quando há vácuo na base do carburador (motor na marcha lenta), a válvula Ford fecha,
impedindo que os vapores do canister atinjam o coletor de admissão e a mistura seja
alterada.
- Quando não há vácuo (motor desligado ou em cargas parciais ou plena carga), a válvula
Ford abre, o que permite a passagem dos vapores do canister para o coletor (purga do
canister) para, assim, se integrar à mistura.
O funcionamento é complementado pela ação da válvula delay D4(*) . Esta permite a entrada
imediata de ar na câmara da mola da válvula Ford, mas apresenta uma restrição no sentido
contrario (sentido da seta); no sentido da saída do ar.
Antes da partida, a válvula está aberta, mas não há purga devido a que não existe vácuo no coletor
para succionar os vapores.
Portanto, ao dar partida, a válvula está aberta, e contendo ar na câmara da mola. A retirada do ar
pelo vácuo da base do carburador é demorada pela válvula delay D4, pelo que há purga do canister
durante um certo tempo após a partida, até fechar a válvula Ford logo após.
Nas cargas parciais diminui o vácuo que atua sobre a válvula (entra ar na válvula) e esta abre,
permitindo a purga do canister.
Na plena carga a válvula está aberta, mas o pouco vácuo no coletor não propicia a purga eficiente
do canister.
(*) A função da válvula delay é restringir a passagem do ar num dos sentidos (indicado nos diagramas por uma
seta e o símbolo δδδδδ), aumentando o tempo necessário para deixar passar um determinado volume do mesmo;
no outro sentido, o ar não sofre restrição.
Circuito de Controle do Carburador
Este circuito eletropneumático controla o funcionamento de:
- Cápsula “dash-pot” e válvula de maxima (“power-jet”) através da vávula de 3 vias
3V1, válvulas delay D1, D2 e D3, termoválvula TV1 e restrições calibradas RCa e
RCb.
- Abertura do 2do. corpo através da válvula de 3 vias 3V2
Coletor
de
Admissão
Canister
Válvula
Ford
D4
Restrição
PRBR
vapores purgados
vapores de combustível
sentido da restrição
à passagem do ar
Circuito de Purga do Canister
3
Funcionamento da válvula 3V1
Esta válvula é controlada pela unidade de comando Microplex através do terminal 9 do
conector. Este sinal elétrico também, controla a válvula eletromagnética de corte de
combustível do carburador.
- Quando a válvula 3V1 está desenergizada:
. A tomada de ar dela está ligada à saida correspondente a T3 (assim, este ar
influencia o funcionamento do circuito de controle da válvula de máxima)
. A válvula de corte de combustível está fechada impedindo a entrada de
combustível para a câmara de mistura.
- Quando a válvula 3V1 está energizada:
. A tomada de ar está ligada à saída correspondente a T1 (assim, este ar
influencia o funcionamento do circuito de controle do “dash-pot”).
. A válvula de corte de combustível está aberta
A válvula 3V1 só é desligada:
- Durante as desacelerações (freio motor)
- Quando é desligada a ignição
- Quando é ultrapassada a rotação máxima
UC
Microplex
T1
T4
T2T3
MAP
Termo-válvula
TV1
D1
D2
D3
Carcaça da
Válvula
Termostática
tomada
de ar
tomada
de ar
tomada
de ar
Dash-Pot
Cápsula de
Abertura do
2- Corpo
3V2
3V1
Coletor
de
Admissão
Power
Jet
Restrição
Calibrada
RCa
Restrição
Calibrada
RCb
(válvula de máxima)
indica o sentido
da restrição à
passagem do ar
verde
preto
preto
verde
branco
branco
Sensor de
Pressão
do Coletor
da Chave
de Ignição
Interruptor
da Lâmpada
do Afogador
Cut-Off
(corte de combust.)
tomada de
vácuo
Circuito de Controle do Carburador
4
Funcionamento da válvula de tres vias 3V2
A válvula 3V2 é energizada sempre que o afogador estiver acionado. É controlada pelo
interruptor da luz indicadora de afogador puxado.
Para sua análise, o circuito de controle do carburador pode ser dividido em:
- Circuito de controle do “dash-pot”
- Circuito de controle da válvula de máxima
- Cicuito de controle da abertura do 2do. corpo
Circuito de Controle do “Dash-pot”
Fazem parte deste circuito:
- Válvula de 3 vias 3V1
- Vávulas delay D1 e D2
Nesta aplicação o dash-pot não é acionado pelo vácuo; o circuito só controla a entrada ou saída
de ar da cápsula, que passa através de um furo não calibrado; a funcionalidade do furo calibrado
presente num “dash-pot” convencional, é desempenhada, neste caso, pelas válvulas D1 e D2.
Funcionamento do “dash-pot”
Quando o motor é acelerado ( abre a borboleta), a alvanca do eixo da borboleta libera o “dash-
pot”, que pela força da mola interna, estende a haste (o “dash-pot” se arma); nesse momento
entra ar na cápsula; o tempo que o “dash-pot” demora para armar depende da válvula D2.
Esta válvula oferece uma restrição à passagem do ar no sentido da seta; no sentido
contrário não apresenta nenhuma restrição.
Quando o motor retorna à marcha lenta (fecha a borboleta), a alavanca pressiona à haste
(pela ação da mola de retorno do acelerador; a força desenvolvida pela mola de retorno é
maior que aquela da mola interna do dash-pot), fazendo com que a mesma se retraia,
provocando a saída do ar da cápsula. O tempo que o “dash-pot” demora para se desarmar
depende do estado da válvula 3V1 e da válvula D1. Se 3V1 estiver desenergizada esse
tempo depende só de D1.
Funcionamento do Circuito
Se a 3V1 estiver energizada o “dash-pot” se retrai imediatamente, ja que, neste caso, a cápsula
tem ligação direta com a atmosfera através da tomada de ar de 3V1. A válvula delay D1 oferece
restrição à passagem do ar no sentido da seta.
• Com a eletroválvula 3V1 ligada:
A tomada de ar de 3V1 fica conectada ao circuito do “dash-pot” através de T1. Na aceleração
o “dash-pot” se arma provocando a sucção de ar que entra pela 3V1 e pela D1 (que nesse
caso não oferece nenhuma restrição à passagem do ar) e passa através da delay D2, que
sim oferece restrição à passagem do ar no sentido da seta. Assim, o “dash-pot” se arma
com a temporização normal fornecida por D2.
Na desaceleração, com 3V1 energizada, o “dash-pot” desarma imediatamente, já que D2
não impõe nenhuma restrição à passagem do ar que deve sair do “dash-pot”.
Portanto, pela ação da válvula D2, o “dash-pot” demora para se armar; mas não para se
desarmar.
• Com a eletroválvula 3V1 desligada:
A tomada de ar de 3V1 fica conectada ao circuito de controle da válvula de máxima, não
interfirindo no circuito de controle do “dash-pot”.
Na aceleração o funcionamento e igual ao do caso com 3V1 ligada.
Na desaceleração o ar que sai da cápsula passa pela D2 (que nesse sentido não oferece
nenhuma restrição) e sai pela D1, que nesse sentido (o da seta) apresenta restrição à
passagem do ar, provocando uma demora na retração da haste da cápsula e no fechamento
da borboleta de aceleração.
Em resumo:
- A válvula D2 controla o tempo necessário para o “dash-pot” se armar nas acelerações.
- A válvula D1 controla o tempo necessário para o “dash-pot” se desarmar nas
desacelerações, quando a válvula 3V1 está desenergizada.
5
Circuito de Controle da Válvula de Máxima (“power-jet”)
O circuito está constituido por:
- Válvula de 3 vias 3V1
- Válvula delay D3
- Restrições calibradas RCa e RCb
- Termoválvula TV1
Funcinamento da Válvula de Máxima
É uma válvula pneumática acionada por vácuo.
- Com alto vácuo (baixa pressão absoluta) a válvula permanece fechada e não inter-
fere na composição da mistura.
- Sem vácuo (alta pressão absoluta) a válvula permenece aberta, o que provoca o
enriquecimento da mistura.
O uso convencional da válvula prevé o seu acionamento direto pelo vácuo do coletor.
Assim, nas altas rotações(alta pressão absoluta de coletor), a válvula abre provocando o
enriquecimento da mistura.
No sistema Microplex a válvula de máxima deverá, também, prover o enriquecimento da
mistura na marcha lenta com motor frio (para estabilizar a rotação, que de outro modo
seria bastante irregular).Também, durante o freio motor, a válvula deverá permenecer um
pouco aberta.
Para atingir tais objetivos, o vácuo que aciona a válvula é controlado pelo circuito
eletropneumático.
Funcionamento do Circuito
A seguinte análise é para motor funcionando fora do regime de desaceleração; ou seja, quando
a válvula 3V1 está energizada. Nesse caso, não há ar passando pela restrição Rcb que possa
interferir no circuito de vácuo da válvula de máxima.
- Com temperatura <60º: o interruptor termopneumático TV1 está fechado, e fica
habilitada a ação da válvula delay D3.
No regime de marcha lenta, a válvula de máxima deve estar aberta, enriquecendo a
mistura, já que sem esta providência, a marcha lenta é muito irregular, o que afetaria a
dirigibilidade. Para atender esse requerimento, com temperaturas menores que 60º, o
interruptor termopneumático permenece fechado, pelo que, o vácuo que passa pela
válvula delay D3 demora a retirar o ar da válvula de máxima; esta permanece, portanto,
mais tempo aberta, enriquecendo a mistura (pode demorar alguns minutos).
- Com temperatura >60º: o interruptor termopneumático TV1 está aberto, o que elimina
a ação da válvula delay D3. Com isto, o vácuo do coletor provocará o fechamento da
válvula de máxima num tempo que depende só da restrição calibrada RCa.
Funcionamento durante Freio Motor
Durante as desacelerações, tanto a válvula 3V1 como a eletroválvula de corte de combustível do
carburador(“cut-off”) estão desenergizadas. Com isso:
- O corte de combustível no carburador faz com que o motor funcione no regime denominado
de “freio motor”.
- A entrada de ar da 3V1 fica ligada ao circuito de vácuo da válvula de máxima através da
restrição calibrada Rcb, alterando, assim, o vácuo que atua sobre a válvula de maxima
(“power jet”).
Desta forma, o vácuo que aciona a válvula de máxima é menor que aquele presente no
coletor de admissão, devido ao ar que entra no circuito através da restrição RCb. Portanto
a válvula não fecha totalmente, permenecendo um pouco aberta.
Lembrar que num carburador convencional o alto vácuo do coletor, presente na marcha lenta,
provoca o fechamento total da válvula de máxima.
Obs.: As duas válvulas de três vias, mais as válvulas delay D1 e D2, estão instaladas numa caixa plástica,
denominada Ecobox, que está localizada no compartimento do motor.
Obs.: O sistema Microplex reconhece freio motor quando a rotação RPM>3000 e o sensor de pressão absoluta
do coletor (MAP) indica uma pressão absoluta baixa.
6
Circuito do Sistema Thermac
Está constituido de:
- Um atuador a vácuo que aciona a portinhola que controla a entrada de ar. Quando há vácuo na
cápsula, a portinhola está na posição que permite a entrada do ar aquecido pelo escapamento.
Quando há ar na cápsula, a portinhola está na posição que permite a entrada do ar do compartimento
do motor.
- Uma termoválvula Thermac (de par bimetálico)
Bimetálico frio: fecha a entrada de ar e deixa passar o vácuo para o atuador, que fecha a portinhola,
para o ar ainda frio, e deixa passar ar aquecido pelo escapamento.
Bimetálico quente: a válvula thermac fecha a passagem do vácuo e abre a entrada de ar do
compartimento do motor.
- Uma válvula delay
Funcionamento
- Com motor frio: a válvula thermac permite a passagem do vácuo do coletor, que não
sofre nenhuma restrição por parte da válvula D5, e que vencendo a força da mola do
atuador a vácuo, retrai o diafragma, posicionando a portinhola de forma a permitir a entrada
de ar aquecido pelo escapamento (posição B).
- Com motor quente: a válvula thermac permite a entrada de ar para a cápsula do atuador.
Como resultado disso, a mola se estende e com ela o diafragma, que posiciona a portinhola
de forma a permitir a entrada de ar do compartimento do motor (posição A). A entrada de
ar, através da válvula Thermac, que substitue o vácuo presente na cápsula quando o
motor está frio, é demorada pela ação da vávula delay D5.
Humberto José Manavella
HM Autotrônica
Agradecimento
Esta matéria contou com a valiosa colaboração do Sr.Takeo Miura da oficina mecânica Motorsul.
Entrada
de Ar
D5
ar aquecido pelo
coletor de
escapamento
ar do vão
do motor
ROBR
sentido da
restrição à
passagem
do ar
Válvula
Thermac
Atuador
a Vácuo
Sistema Thermac

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  • 1. 1 Uno Mille Electronic/ELX Controle das Emissões Resumo Neste artigo é analisado o funcionamneto do sistema eletropneumático de controle de emissões do veículo UNO Mille. Em parte, tal sistema é controlado pela unidade de comando Microplex, que também comanda o avanço do sistema de ignição. A análise é feita sobre o sistema de controle de emissões, no que se refere ao funcionamento do circuito de vácuo, e não abrange a análise do circuito de controle do avanço da centelha (que corresponde ao sistema de ignição). O sistemade controle das emissões é constituido de: - Ignição estática Microplex - Circuito de vácuo (eletropneumático) Operado em conjunto, o sistema consegue a diminuição do nivel de emissões (tanto do escapamento como as evaporativas) e uma melhor dirigibilidade do veículo. O controle das emissões é feito em varios niveis: - Controlando as emissões evaporativas - Controlando o carburador quanto a: . Desacelerações, através da cápsula “dash-pot“ . Corte de combustível, através da eletroválvula “cut-off”. . Abertura da válvula de máxima (“power-jet”). . Abertura do 2º corpo - Controlando a temperatura do ar admitido, através do sistema Thermac - Controlando o avanço, através do sistema de ignição Microplex (este tema não é tratado neste artigo) O circuito de vácuo é na realidade, um circuito eletropneumático de controle de emissões, constituido de ligações de vácuo controladas por válvulas eletropneumáticas. Circuito de Controle das Emissões Evaporativas A função deste circuito é a de evitar que as emissões evaporativas, provenientes do tanque de combustível e da cuba do carburador, sejam despejadas na atmosfera. O elemento principal deste sistema é o filtro de carvão ativado (canister). Quando há sobrepressão no tanque ou na cuba (produzida pela evaporação do combustível), os vapores passam para o canister, onde ficam depositados na superficie dos grãos de carvão. A purga do filtro canister é controlada pela válvula Ford (tambén denominada válvula “shutt-off”). Esta, por sua vez, é controlada pelo vácuo proveniente da base do carburador. Funcionamento da válvula Ford - Com vácuo na câmara da mola, a válvula está fechada. - Sem vácuo, ou pouco vácuo na câmara da mola, a válvula está aberta Portanto, com motor desligado, a válvula Ford está abetra; com o motor na marcha lenta, a válvula está fechada, e com o motor em cargas parciais ou plena carga, a válvula permanece aberta.
  • 2. 2 Funcionamento do Circuito - Quando há vácuo na base do carburador (motor na marcha lenta), a válvula Ford fecha, impedindo que os vapores do canister atinjam o coletor de admissão e a mistura seja alterada. - Quando não há vácuo (motor desligado ou em cargas parciais ou plena carga), a válvula Ford abre, o que permite a passagem dos vapores do canister para o coletor (purga do canister) para, assim, se integrar à mistura. O funcionamento é complementado pela ação da válvula delay D4(*) . Esta permite a entrada imediata de ar na câmara da mola da válvula Ford, mas apresenta uma restrição no sentido contrario (sentido da seta); no sentido da saída do ar. Antes da partida, a válvula está aberta, mas não há purga devido a que não existe vácuo no coletor para succionar os vapores. Portanto, ao dar partida, a válvula está aberta, e contendo ar na câmara da mola. A retirada do ar pelo vácuo da base do carburador é demorada pela válvula delay D4, pelo que há purga do canister durante um certo tempo após a partida, até fechar a válvula Ford logo após. Nas cargas parciais diminui o vácuo que atua sobre a válvula (entra ar na válvula) e esta abre, permitindo a purga do canister. Na plena carga a válvula está aberta, mas o pouco vácuo no coletor não propicia a purga eficiente do canister. (*) A função da válvula delay é restringir a passagem do ar num dos sentidos (indicado nos diagramas por uma seta e o símbolo δδδδδ), aumentando o tempo necessário para deixar passar um determinado volume do mesmo; no outro sentido, o ar não sofre restrição. Circuito de Controle do Carburador Este circuito eletropneumático controla o funcionamento de: - Cápsula “dash-pot” e válvula de maxima (“power-jet”) através da vávula de 3 vias 3V1, válvulas delay D1, D2 e D3, termoválvula TV1 e restrições calibradas RCa e RCb. - Abertura do 2do. corpo através da válvula de 3 vias 3V2 Coletor de Admissão Canister Válvula Ford D4 Restrição PRBR vapores purgados vapores de combustível sentido da restrição à passagem do ar Circuito de Purga do Canister
  • 3. 3 Funcionamento da válvula 3V1 Esta válvula é controlada pela unidade de comando Microplex através do terminal 9 do conector. Este sinal elétrico também, controla a válvula eletromagnética de corte de combustível do carburador. - Quando a válvula 3V1 está desenergizada: . A tomada de ar dela está ligada à saida correspondente a T3 (assim, este ar influencia o funcionamento do circuito de controle da válvula de máxima) . A válvula de corte de combustível está fechada impedindo a entrada de combustível para a câmara de mistura. - Quando a válvula 3V1 está energizada: . A tomada de ar está ligada à saída correspondente a T1 (assim, este ar influencia o funcionamento do circuito de controle do “dash-pot”). . A válvula de corte de combustível está aberta A válvula 3V1 só é desligada: - Durante as desacelerações (freio motor) - Quando é desligada a ignição - Quando é ultrapassada a rotação máxima UC Microplex T1 T4 T2T3 MAP Termo-válvula TV1 D1 D2 D3 Carcaça da Válvula Termostática tomada de ar tomada de ar tomada de ar Dash-Pot Cápsula de Abertura do 2- Corpo 3V2 3V1 Coletor de Admissão Power Jet Restrição Calibrada RCa Restrição Calibrada RCb (válvula de máxima) indica o sentido da restrição à passagem do ar verde preto preto verde branco branco Sensor de Pressão do Coletor da Chave de Ignição Interruptor da Lâmpada do Afogador Cut-Off (corte de combust.) tomada de vácuo Circuito de Controle do Carburador
  • 4. 4 Funcionamento da válvula de tres vias 3V2 A válvula 3V2 é energizada sempre que o afogador estiver acionado. É controlada pelo interruptor da luz indicadora de afogador puxado. Para sua análise, o circuito de controle do carburador pode ser dividido em: - Circuito de controle do “dash-pot” - Circuito de controle da válvula de máxima - Cicuito de controle da abertura do 2do. corpo Circuito de Controle do “Dash-pot” Fazem parte deste circuito: - Válvula de 3 vias 3V1 - Vávulas delay D1 e D2 Nesta aplicação o dash-pot não é acionado pelo vácuo; o circuito só controla a entrada ou saída de ar da cápsula, que passa através de um furo não calibrado; a funcionalidade do furo calibrado presente num “dash-pot” convencional, é desempenhada, neste caso, pelas válvulas D1 e D2. Funcionamento do “dash-pot” Quando o motor é acelerado ( abre a borboleta), a alvanca do eixo da borboleta libera o “dash- pot”, que pela força da mola interna, estende a haste (o “dash-pot” se arma); nesse momento entra ar na cápsula; o tempo que o “dash-pot” demora para armar depende da válvula D2. Esta válvula oferece uma restrição à passagem do ar no sentido da seta; no sentido contrário não apresenta nenhuma restrição. Quando o motor retorna à marcha lenta (fecha a borboleta), a alavanca pressiona à haste (pela ação da mola de retorno do acelerador; a força desenvolvida pela mola de retorno é maior que aquela da mola interna do dash-pot), fazendo com que a mesma se retraia, provocando a saída do ar da cápsula. O tempo que o “dash-pot” demora para se desarmar depende do estado da válvula 3V1 e da válvula D1. Se 3V1 estiver desenergizada esse tempo depende só de D1. Funcionamento do Circuito Se a 3V1 estiver energizada o “dash-pot” se retrai imediatamente, ja que, neste caso, a cápsula tem ligação direta com a atmosfera através da tomada de ar de 3V1. A válvula delay D1 oferece restrição à passagem do ar no sentido da seta. • Com a eletroválvula 3V1 ligada: A tomada de ar de 3V1 fica conectada ao circuito do “dash-pot” através de T1. Na aceleração o “dash-pot” se arma provocando a sucção de ar que entra pela 3V1 e pela D1 (que nesse caso não oferece nenhuma restrição à passagem do ar) e passa através da delay D2, que sim oferece restrição à passagem do ar no sentido da seta. Assim, o “dash-pot” se arma com a temporização normal fornecida por D2. Na desaceleração, com 3V1 energizada, o “dash-pot” desarma imediatamente, já que D2 não impõe nenhuma restrição à passagem do ar que deve sair do “dash-pot”. Portanto, pela ação da válvula D2, o “dash-pot” demora para se armar; mas não para se desarmar. • Com a eletroválvula 3V1 desligada: A tomada de ar de 3V1 fica conectada ao circuito de controle da válvula de máxima, não interfirindo no circuito de controle do “dash-pot”. Na aceleração o funcionamento e igual ao do caso com 3V1 ligada. Na desaceleração o ar que sai da cápsula passa pela D2 (que nesse sentido não oferece nenhuma restrição) e sai pela D1, que nesse sentido (o da seta) apresenta restrição à passagem do ar, provocando uma demora na retração da haste da cápsula e no fechamento da borboleta de aceleração. Em resumo: - A válvula D2 controla o tempo necessário para o “dash-pot” se armar nas acelerações. - A válvula D1 controla o tempo necessário para o “dash-pot” se desarmar nas desacelerações, quando a válvula 3V1 está desenergizada.
  • 5. 5 Circuito de Controle da Válvula de Máxima (“power-jet”) O circuito está constituido por: - Válvula de 3 vias 3V1 - Válvula delay D3 - Restrições calibradas RCa e RCb - Termoválvula TV1 Funcinamento da Válvula de Máxima É uma válvula pneumática acionada por vácuo. - Com alto vácuo (baixa pressão absoluta) a válvula permanece fechada e não inter- fere na composição da mistura. - Sem vácuo (alta pressão absoluta) a válvula permenece aberta, o que provoca o enriquecimento da mistura. O uso convencional da válvula prevé o seu acionamento direto pelo vácuo do coletor. Assim, nas altas rotações(alta pressão absoluta de coletor), a válvula abre provocando o enriquecimento da mistura. No sistema Microplex a válvula de máxima deverá, também, prover o enriquecimento da mistura na marcha lenta com motor frio (para estabilizar a rotação, que de outro modo seria bastante irregular).Também, durante o freio motor, a válvula deverá permenecer um pouco aberta. Para atingir tais objetivos, o vácuo que aciona a válvula é controlado pelo circuito eletropneumático. Funcionamento do Circuito A seguinte análise é para motor funcionando fora do regime de desaceleração; ou seja, quando a válvula 3V1 está energizada. Nesse caso, não há ar passando pela restrição Rcb que possa interferir no circuito de vácuo da válvula de máxima. - Com temperatura <60º: o interruptor termopneumático TV1 está fechado, e fica habilitada a ação da válvula delay D3. No regime de marcha lenta, a válvula de máxima deve estar aberta, enriquecendo a mistura, já que sem esta providência, a marcha lenta é muito irregular, o que afetaria a dirigibilidade. Para atender esse requerimento, com temperaturas menores que 60º, o interruptor termopneumático permenece fechado, pelo que, o vácuo que passa pela válvula delay D3 demora a retirar o ar da válvula de máxima; esta permanece, portanto, mais tempo aberta, enriquecendo a mistura (pode demorar alguns minutos). - Com temperatura >60º: o interruptor termopneumático TV1 está aberto, o que elimina a ação da válvula delay D3. Com isto, o vácuo do coletor provocará o fechamento da válvula de máxima num tempo que depende só da restrição calibrada RCa. Funcionamento durante Freio Motor Durante as desacelerações, tanto a válvula 3V1 como a eletroválvula de corte de combustível do carburador(“cut-off”) estão desenergizadas. Com isso: - O corte de combustível no carburador faz com que o motor funcione no regime denominado de “freio motor”. - A entrada de ar da 3V1 fica ligada ao circuito de vácuo da válvula de máxima através da restrição calibrada Rcb, alterando, assim, o vácuo que atua sobre a válvula de maxima (“power jet”). Desta forma, o vácuo que aciona a válvula de máxima é menor que aquele presente no coletor de admissão, devido ao ar que entra no circuito através da restrição RCb. Portanto a válvula não fecha totalmente, permenecendo um pouco aberta. Lembrar que num carburador convencional o alto vácuo do coletor, presente na marcha lenta, provoca o fechamento total da válvula de máxima. Obs.: As duas válvulas de três vias, mais as válvulas delay D1 e D2, estão instaladas numa caixa plástica, denominada Ecobox, que está localizada no compartimento do motor. Obs.: O sistema Microplex reconhece freio motor quando a rotação RPM>3000 e o sensor de pressão absoluta do coletor (MAP) indica uma pressão absoluta baixa.
  • 6. 6 Circuito do Sistema Thermac Está constituido de: - Um atuador a vácuo que aciona a portinhola que controla a entrada de ar. Quando há vácuo na cápsula, a portinhola está na posição que permite a entrada do ar aquecido pelo escapamento. Quando há ar na cápsula, a portinhola está na posição que permite a entrada do ar do compartimento do motor. - Uma termoválvula Thermac (de par bimetálico) Bimetálico frio: fecha a entrada de ar e deixa passar o vácuo para o atuador, que fecha a portinhola, para o ar ainda frio, e deixa passar ar aquecido pelo escapamento. Bimetálico quente: a válvula thermac fecha a passagem do vácuo e abre a entrada de ar do compartimento do motor. - Uma válvula delay Funcionamento - Com motor frio: a válvula thermac permite a passagem do vácuo do coletor, que não sofre nenhuma restrição por parte da válvula D5, e que vencendo a força da mola do atuador a vácuo, retrai o diafragma, posicionando a portinhola de forma a permitir a entrada de ar aquecido pelo escapamento (posição B). - Com motor quente: a válvula thermac permite a entrada de ar para a cápsula do atuador. Como resultado disso, a mola se estende e com ela o diafragma, que posiciona a portinhola de forma a permitir a entrada de ar do compartimento do motor (posição A). A entrada de ar, através da válvula Thermac, que substitue o vácuo presente na cápsula quando o motor está frio, é demorada pela ação da vávula delay D5. Humberto José Manavella HM Autotrônica Agradecimento Esta matéria contou com a valiosa colaboração do Sr.Takeo Miura da oficina mecânica Motorsul. Entrada de Ar D5 ar aquecido pelo coletor de escapamento ar do vão do motor ROBR sentido da restrição à passagem do ar Válvula Thermac Atuador a Vácuo Sistema Thermac