Passagem da vida corpórea à vida espiritual
Muitas pessoas não temem propriamente a
morte, o que temem é o momento da transição.

 Sofreremos ou não ao fazer essa passagem?
Ao vermos a tranquilidade
 de algumas mortes e as
  terríveis convulsões da
   agonia em outras, já
podemos perceber que as
    sensações não são
    sempre as mesmas.
A matéria inerte é insensível.

Só a alma experimenta as sensações de
             prazer e dor.
Durante a vida qualquer desagregação da
 matéria repercute na alma através de uma
    impressão mais ou menos dolorosa.

É a alma que sofre e não o corpo, pois esse é
   apenas o instrumento da dor e a alma o
                  paciente.
Após a morte, estando o corpo
  separado da alma, pode ser
livremente mutilado que nada
            sente.

 A alma, estando isolada do
  corpo não é atingida por
 nenhum efeito da destruição
           deste.
Durante a vida, o fluido perispiritual impregna
   todo o corpo, servindo de veículo das
       sensações físicas para a alma.

É também por esse intermediário que a alma
     age sobre o corpo e dirige os seus
               movimentos.
A extinção da vida orgânica produz a
   separação da alma e do corpo pelo
rompimento da ligação fluídica, mas essa
 separação nunca se verifica de maneira
                 brusca.
O fluido perispiritual se desprende pouco
a pouco de todos os órgãos, de maneira
    que a separação só se completa
quando não resta mais um único átomo
 do perispírito unido a uma molécula do
                   corpo.
A sensação dolorosa que a alma
experimenta nesse momento está na
 razão da quantidade de pontos de
contato existentes entre o corpo e o
perispírito, determinando a maior ou
 menor dificuldade ou a lentidão da
              separação
Se no momento da extinção da vida
    orgânica o desprendimento do
  perispírito já se tiver completado, a
alma não sentirá absolutamente nada.
Se nesse momento a união dos dois elementos ainda
estiver em toda a sua força, se verificará uma espécie
                     de ruptura.
Se a união já
     estiver
enfraquecida, a
separação será
 fácil e se dará
  sem choque.
Se, após a completa extinção da vida
orgânica ainda existirem numerosos pontos
 de contato entre o corpo e o perispírito, a
      alma poderá sentir os efeitos da
    decomposição do corpo até que as
ligações sejam completamente rompidas.
O sofrimento que acompanha a morte
decorre do estado de aderência do espírito
  ao corpo e tudo o que possa facilitar a
  diminuição desse estado e acelerar a
  separação, torna a passagem menos
                 penosa.
É sobretudo nos casos de suicídio que essa
situação se faz penosa. O corpo continuando
     ligado ao perispírito por todas as suas
 fibras, faz que repercutam na alma todas as
suas convulsões, produzindo-lhes sofrimentos
                    atrozes.
A presteza do desprendimento depende
 do grau de desenvolvimento moral do
                espírito.
O amor cobre a
multidão de pecados.

Transicao

  • 1.
    Passagem da vidacorpórea à vida espiritual
  • 2.
    Muitas pessoas nãotemem propriamente a morte, o que temem é o momento da transição. Sofreremos ou não ao fazer essa passagem?
  • 3.
    Ao vermos atranquilidade de algumas mortes e as terríveis convulsões da agonia em outras, já podemos perceber que as sensações não são sempre as mesmas.
  • 4.
    A matéria inerteé insensível. Só a alma experimenta as sensações de prazer e dor.
  • 5.
    Durante a vidaqualquer desagregação da matéria repercute na alma através de uma impressão mais ou menos dolorosa. É a alma que sofre e não o corpo, pois esse é apenas o instrumento da dor e a alma o paciente.
  • 6.
    Após a morte,estando o corpo separado da alma, pode ser livremente mutilado que nada sente. A alma, estando isolada do corpo não é atingida por nenhum efeito da destruição deste.
  • 7.
    Durante a vida,o fluido perispiritual impregna todo o corpo, servindo de veículo das sensações físicas para a alma. É também por esse intermediário que a alma age sobre o corpo e dirige os seus movimentos.
  • 8.
    A extinção davida orgânica produz a separação da alma e do corpo pelo rompimento da ligação fluídica, mas essa separação nunca se verifica de maneira brusca.
  • 9.
    O fluido perispiritualse desprende pouco a pouco de todos os órgãos, de maneira que a separação só se completa quando não resta mais um único átomo do perispírito unido a uma molécula do corpo.
  • 10.
    A sensação dolorosaque a alma experimenta nesse momento está na razão da quantidade de pontos de contato existentes entre o corpo e o perispírito, determinando a maior ou menor dificuldade ou a lentidão da separação
  • 11.
    Se no momentoda extinção da vida orgânica o desprendimento do perispírito já se tiver completado, a alma não sentirá absolutamente nada.
  • 12.
    Se nesse momentoa união dos dois elementos ainda estiver em toda a sua força, se verificará uma espécie de ruptura.
  • 13.
    Se a uniãojá estiver enfraquecida, a separação será fácil e se dará sem choque.
  • 14.
    Se, após acompleta extinção da vida orgânica ainda existirem numerosos pontos de contato entre o corpo e o perispírito, a alma poderá sentir os efeitos da decomposição do corpo até que as ligações sejam completamente rompidas.
  • 15.
    O sofrimento queacompanha a morte decorre do estado de aderência do espírito ao corpo e tudo o que possa facilitar a diminuição desse estado e acelerar a separação, torna a passagem menos penosa.
  • 16.
    É sobretudo noscasos de suicídio que essa situação se faz penosa. O corpo continuando ligado ao perispírito por todas as suas fibras, faz que repercutam na alma todas as suas convulsões, produzindo-lhes sofrimentos atrozes.
  • 17.
    A presteza dodesprendimento depende do grau de desenvolvimento moral do espírito.
  • 18.
    O amor cobrea multidão de pecados.