QUALIDADE DA INFORMAÇÃO
NO JULGAMENTO DE PERSONALIDADE
Bárbara Cabral da Conceição
EGC 9105 - Qualidade da Informação
Engenharia e Gestão do Conhecimento / UFSC
OBJETO-ALVO
 Resumo do Artigo:
INTRODUÇÃO
 Pesquisas em percepção da personalidade provêm
evidências para um efeito “intimidade”
(Acquaintenanceship effect) ou a tendência a se
tornarem mais precisos os julgamentos de uma
personalidade.
 Contudo os específicos processos pelos quais as
pessoas se tornam mais íntimas a outros
permanecem relativamente misteriosos
FUNDER’S REALIZE ACCURACY MODEL
UM MODELO DE PROXIMIDADE
Funder sugeriu 4 moderadores em potencial:
 Bons julgamentos
 Bons alvos
 Bons traços
 Boa informação
Apenas recentemente (1995) alguns pesquisadores
começaram a ter interesse no que constitui uma “Boa
Informação”
DIMENSÕES DE INFORMAÇÃO RELEVANTES À
PERSONALIDADE
Existem 2 formas de adquirir informação relevante à
personalidade
 Observação do comportamento
 Comunicação Direta
Cada um destes domínios pode se diferenciar
quando à qualidade e quantidade de informação:
Observação do
Comportamento
Comunicação
Direta
Qualidade Quantidade Qualidade Quantidade
+
QUALIDADE X QUANTIDADE DE INFORMAÇÃO NO
JULGAMENTO DE PERSONALIDADE
 Quantidade de informação é relativamente simples
de avaliar
 Qualidade da informação ainda é uma esfera
ambígua e indefinida
NO ESTUDO OS AUTORES...
 Buscaram conceitualmente as teorias em qualidade
da informação no domínio de intimidade pessoal
(self-diclosure)
 Examinaram a validade dessas teorias
 Como?
 Manipulação de conteúdos de informação com pouca
instrução para grupos de pessoas não previamente
íntimas para prover informação sobre eles mesmos em
diferentes tópicos
 Condições: pessoas que revelaram 3 informações
relacionadas a “valores” e pessoas que revelaram 3
informações relacionadas a “fatos”.
MÉTODO
 Grupos de 2-5 pessoas (que não se conheciam previamente)
 Completaram sua própria avaliação usando o BIF (Big Five
Inventory) para classificação em níveis de:
 “Neuroticism”;
 “Extraversion”;
 “Openess”;
 Agreebleness;
 “Conscientouness”.
 Randomicamente submetidos a uma das condições:
 “Valores”: os participantes precisavam revelar três coisas
que são muito importantes na vida deles
 “Fatos”: os participantes precisavam revelar três coisas
que eram incomuns sobre eles (O que diferencia você da
maioria?)
MÉTODO
 Cada participante serviu de Juiz (ator) e de Alvo
(Observador)
 O ator respondia o questionário sobre si mesmo
 O observador respondia o questionário sobre o ator
 Foi enviado um e-mail a quem conhecia o ator para
responder o questionário BFI também
RESULTADOS
 A função Ator-observador variou conforme o tipo de
revelação
 Atores consideraram “Valores” mais importantes
 Observadores consideram “Fatos” mais importantes
 Precisão foi operacionalidade usando:
 Consenso : 1 ou mais observadores com um 1 alvo em
comum
 Acordo entre pares (self-peer): medida de concordância
do próprio resultado com o resultado de 1 ou mais
observadores.
 Precisão Realista: composto por um agregado de auto-
avaliações e avaliações de informantes conhecidos.
RESULTADOS
 Correlação entre informante do grupo e auto-informante
mostraram significante concordância sobre a personalidade-
alvo para todos os 5 traços avaliados.
 Atores e observadores acreditavam que informação sobre
“Valores” eram mais importantes do que informação sobre
“Fatos”, no entanto não foi encontrada nenhum tipo de
vantagem de uma em relação à outra de uma forma geral
 Revelações de “Fatos” pareceu ser relativamente útil sob o
traço “Consciência” (Conscientiouness)
 Centrados em hábitos pessoais, hobbies e preferências.
 Hábitos e Preferências parecem prover mais informações acerca de
meticulosidade, que é mais ligado realmente à “Consciência”.
CONCLUSÃO
 Não existe um modelo atual para avaliar a
qualidade relativa de informações no que se refere
a julgamentos de traços.
 Assim, não há nenhum consenso no que constitui''
boa informação.''
 Há esperanças que pesquisas futuras possam
preencher esta lacuna, especificamente enfocando
que determinados trechos de informação, seja na
comunicação direta ou na observação
comportamental, sejam mais utilizados no
diagnóstico da avaliação de diferentes dimensões
de características/traços.
AVANÇOS
 Em primeiro lugar: as teorias leigas da qualidade
da informação são consistentes, eles podem não
ser totalmente corretas.
 Em segundo lugar: foi destacado o valor da auto-
revelação de forma geral.
 Este subtipo de comunicação direta parece fornecer
uma clara vantagem em termos de precisão em relação
às situações em que tal comunicação está ausente.
 Ou seja, falar de si mesmo, mesmo que muito breve,
pode servir para esclarecer a identidade de alguém
para os outros.

Information quality in personality judgment: The value of personal disclosure

  • 1.
    QUALIDADE DA INFORMAÇÃO NOJULGAMENTO DE PERSONALIDADE Bárbara Cabral da Conceição EGC 9105 - Qualidade da Informação Engenharia e Gestão do Conhecimento / UFSC
  • 2.
  • 3.
    INTRODUÇÃO  Pesquisas empercepção da personalidade provêm evidências para um efeito “intimidade” (Acquaintenanceship effect) ou a tendência a se tornarem mais precisos os julgamentos de uma personalidade.  Contudo os específicos processos pelos quais as pessoas se tornam mais íntimas a outros permanecem relativamente misteriosos
  • 4.
    FUNDER’S REALIZE ACCURACYMODEL UM MODELO DE PROXIMIDADE Funder sugeriu 4 moderadores em potencial:  Bons julgamentos  Bons alvos  Bons traços  Boa informação Apenas recentemente (1995) alguns pesquisadores começaram a ter interesse no que constitui uma “Boa Informação”
  • 5.
    DIMENSÕES DE INFORMAÇÃORELEVANTES À PERSONALIDADE Existem 2 formas de adquirir informação relevante à personalidade  Observação do comportamento  Comunicação Direta Cada um destes domínios pode se diferenciar quando à qualidade e quantidade de informação: Observação do Comportamento Comunicação Direta Qualidade Quantidade Qualidade Quantidade +
  • 6.
    QUALIDADE X QUANTIDADEDE INFORMAÇÃO NO JULGAMENTO DE PERSONALIDADE  Quantidade de informação é relativamente simples de avaliar  Qualidade da informação ainda é uma esfera ambígua e indefinida
  • 7.
    NO ESTUDO OSAUTORES...  Buscaram conceitualmente as teorias em qualidade da informação no domínio de intimidade pessoal (self-diclosure)  Examinaram a validade dessas teorias  Como?  Manipulação de conteúdos de informação com pouca instrução para grupos de pessoas não previamente íntimas para prover informação sobre eles mesmos em diferentes tópicos  Condições: pessoas que revelaram 3 informações relacionadas a “valores” e pessoas que revelaram 3 informações relacionadas a “fatos”.
  • 8.
    MÉTODO  Grupos de2-5 pessoas (que não se conheciam previamente)  Completaram sua própria avaliação usando o BIF (Big Five Inventory) para classificação em níveis de:  “Neuroticism”;  “Extraversion”;  “Openess”;  Agreebleness;  “Conscientouness”.  Randomicamente submetidos a uma das condições:  “Valores”: os participantes precisavam revelar três coisas que são muito importantes na vida deles  “Fatos”: os participantes precisavam revelar três coisas que eram incomuns sobre eles (O que diferencia você da maioria?)
  • 9.
    MÉTODO  Cada participanteserviu de Juiz (ator) e de Alvo (Observador)  O ator respondia o questionário sobre si mesmo  O observador respondia o questionário sobre o ator  Foi enviado um e-mail a quem conhecia o ator para responder o questionário BFI também
  • 10.
    RESULTADOS  A funçãoAtor-observador variou conforme o tipo de revelação  Atores consideraram “Valores” mais importantes  Observadores consideram “Fatos” mais importantes  Precisão foi operacionalidade usando:  Consenso : 1 ou mais observadores com um 1 alvo em comum  Acordo entre pares (self-peer): medida de concordância do próprio resultado com o resultado de 1 ou mais observadores.  Precisão Realista: composto por um agregado de auto- avaliações e avaliações de informantes conhecidos.
  • 11.
    RESULTADOS  Correlação entreinformante do grupo e auto-informante mostraram significante concordância sobre a personalidade- alvo para todos os 5 traços avaliados.  Atores e observadores acreditavam que informação sobre “Valores” eram mais importantes do que informação sobre “Fatos”, no entanto não foi encontrada nenhum tipo de vantagem de uma em relação à outra de uma forma geral  Revelações de “Fatos” pareceu ser relativamente útil sob o traço “Consciência” (Conscientiouness)  Centrados em hábitos pessoais, hobbies e preferências.  Hábitos e Preferências parecem prover mais informações acerca de meticulosidade, que é mais ligado realmente à “Consciência”.
  • 12.
    CONCLUSÃO  Não existeum modelo atual para avaliar a qualidade relativa de informações no que se refere a julgamentos de traços.  Assim, não há nenhum consenso no que constitui'' boa informação.''  Há esperanças que pesquisas futuras possam preencher esta lacuna, especificamente enfocando que determinados trechos de informação, seja na comunicação direta ou na observação comportamental, sejam mais utilizados no diagnóstico da avaliação de diferentes dimensões de características/traços.
  • 13.
    AVANÇOS  Em primeirolugar: as teorias leigas da qualidade da informação são consistentes, eles podem não ser totalmente corretas.  Em segundo lugar: foi destacado o valor da auto- revelação de forma geral.  Este subtipo de comunicação direta parece fornecer uma clara vantagem em termos de precisão em relação às situações em que tal comunicação está ausente.  Ou seja, falar de si mesmo, mesmo que muito breve, pode servir para esclarecer a identidade de alguém para os outros.