Ana Meireles 2008|09
MESTRADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA
Ano lectivo 2009|2010
2º semestre
INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA
NO CASAL E NA FAMÍLIA
Ana Meireles
Sílvia Ribeiro
AVALIAÇÃO
DA
FAMÍLIA
OBSERVAÇÃO
DAS
INTERACÇÕES
 quem está
 presente
 quem fala
 que temas
 surgem
que diferenças na participação dos
diferentes elementos
que diferenças de
opinião emergem
como reagem
às
contribuições
uns dos outros
que relações de poder emergem…
qual o clima emocional…
ENTREVISTA
CLÍNICA
 Os papeis desempenhados
 pelos membros
 As relações entre eles
 Os hábitos e
 rotinas familiares
 A história do casal
 A história intergeracional
 …
INSTRUMENTO
S DE
AVALIAÇÃO
AVALIAÇÃO DA COESÃO E DA ADAPTABILIDADE DA
FAMÍLIA
FACES III
(Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale,
Olson, Sprenkle & Russel, 1989)
questionário de auto-relato com 20 itens
O objectivo é obter respostas de todos os membros da
família, de forma que o resultado represente as várias
percepções do funcionamento da família.
FACES III
1. Os membros da família pedem ajuda uns aos outros.
2. Seguem-se as sugestões dos filhos na solução de problemas.
3. Aprovamos os amigos que cada um tem.
4. Os filhos expressam a sua opinião quanto à sua disciplina.
5. Gostamos de fazer coisas apenas com a nossa família.
6. Diferentes pessoas da família actuam nela como líderes.
7. Os membros da família sentem-se mais próximos entre si que com pessoas estranhas à
família.
8. Na nossa família mudamos a forma de executar as tarefas domésticas.
9. Os membros da família gostam de passar o tempo livre juntos.
10. Pai(s) e filhos discutem juntos os castigos.
11. Os membros da família sentem-se muito próximos uns dos outros.
12. Os filhos tomam as decisões na nossa família.
13. Estamos todos presentes quando partilhamos actividades na nossa família.
14. As regras mudam na nossa família.
15. Facilmente nos ocorrem coisas que podemos fazer juntos, em família.
16. Na nossa família fazemos distribuição das responsabilidades domésticas.
17. Os membros da família consultam outras pessoas da família para tomarem as suas decisões.
18. É difícil identificar o(s) líder(es) na nossa família.
19. A união familiar é muito importante.
20. É difícil dizer quem faz cada tarefa doméstica em nossa casa.
FACES III
10 itens ímpares dizem respeito à coesão familiar, à capacidade da família
de se manter unida perante as vicissitudes do dia-a-dia.
1. Os membros da família pedem ajuda uns aos outros.
3. Aprovamos os amigos que cada um tem.
5. Gostamos de fazer coisas apenas com a nossa família.
7. Os membros da família sentem-se mais próximos entre si que com pessoas estranhas à
família.
9. Os membros da família gostam de passar o tempo livre juntos.
11. Os membros da família sentem-se muito próximos uns dos outros.
13. Estamos todos presentes quando partilhamos actividades na nossa família.
15. Facilmente nos ocorrem coisas que podemos fazer juntos, em família.
17. Os membros da família consultam outras pessoas da família para tomarem as suas decisões.
19. A união familiar é muito importante.
2. As sugestões dos filhos são consideradas na solução de problemas.
4. Os filhos expressam a sua opinião quanto às regras.
6. Diferentes pessoas da família actuam nela como líderes.
8. Na nossa família mudamos a forma de executar as tarefas domésticas.
10. Pai(s) e filhos discutem juntos os castigos.
12. Os filhos tomam as decisões na nossa família.
14. As regras mudam na nossa família.
16. Na nossa família fazemos distribuição das responsabilidades domésticas.
18. É difícil identificar o(s) líder(es) na nossa família.
20. É difícil dizer quem faz cada tarefa doméstica em nossa casa.
FACES III
10 itens pares referem-se à adaptabilidade familiar, ou seja, à
capacidade dos membros da família modificarem papeis e regras de
funcionamento para adequá-los à tarefa ou ao momento a enfrentar.
 Do cruzamento das 2 dimensões resultam três grupos de risco
para desenvolvimento de doenças psiquiátricas:
 grupo de baixo risco: famílias com coesão e
adaptabilidade médias
 grupo de risco moderado: famílias com um dos
parâmetros médio e o outro extremo;
 grupo de alto risco: famílias em que tanto a coesão
quanto a adaptabilidade se situam nos extremos.
 Escala de Beavers-Timberlawn
 (BT, Beavers, 1982)
 Grelha de Observação
Avalia um conjunto de características
. da estrutura familiar
. do exercício da autonomia e
. da expressão de afectos na família.
Descreve várias possibilidades de diagnóstico e pressupõe uma
avaliação para cada item, além de uma nota global do
funcionamento da família, de 1 a 10 (quanto mais elevado,
maior o risco de desenvolvimento de doenças psiquiátricas).
Escala de Beavers-Timberlawn
ESTRUTURA FAMILIAR
 Distribuição de Poder
 1. Caos (sem líder, ninguém tem poder suficiente para estruturar a
interacção)
 2. Marcada dominação (Controlo próximo ao absoluto; sem negociação;
a dominação e a submissão são a regra)
 3. Moderada Dominação (Controlo próximo ao absoluto; alguma
negociação, mas a dominação e submissão são a regra)
 4. Liderada (Tendência a haver dominação e submissão, mas a maioria
das interacções é através de negociação respeitosa)
 5. Igualitária (Liderança dividida entre os pais, mudando com a natureza
da interacção)
Escala de Beavers-Timberlawn
ESTRUTURA FAMILIAR
 Distribuição de Poder
 Coligação Parental
 Intimidade
 Congruência dos mitos familiares
 Capacidade de negociar e resolver problemas
Escala de Beavers-Timberlawn
AUTONOMIA
 Clareza da comunicação individual de pensamentos e
sentimentos
 Grau de responsabilidade assumida pelos membros sobre as
suas acções passadas, presentes e futuras
 Invasão da individualidade do outro (falar pelos outros, “ler” a
mente dos outros)
 Receptividade, abertura e permeabilidade dos membros às
comunicações dos outros
Escala de Beavers-Timberlawn
 AFECTO NA FAMÍLIA
 Grau de expressividade dos vários tipos de sentimentos
 Tipo de afecto predominante
 Grau de conflito que parece impossível de resolver
 Empatia: grau de sensibilidade e compreensão dos membros
em relação aos sentimentos dos outros
Escala de Avaliação Global do
Funcionamento Relacional
(Global Assessment of Relational Functioning,
GARF, Kaslow, 1996)
Grelha de Observação
 apêndice no DSM-IV.
 descreve de forma simples diversas situações e
permite ao avaliador dar uma nota global ao
funcionamento familiar, de 1 a 99 (quanto melhor o
funcionamento da família, maior é a nota).
 5. (81–99) Existem padrões e rotinas combinados que permitem a
satisfação das necessidades de cada participante; existe flexibilidade para
mudar a resposta a eventos ou necessidades fora do usual; conflitos
ocasionais e transições difíceis são resolvidos através de comunicações e
negociações destinadas a solucionar problemas.
 Existe um entendimento compartilhado e acordo sobre os papéis e tarefas
apropriados; a tomada de decisões é estabelecida para cada área
funcional; existe reconhecimento das características particulares e dos
méritos de cada subsistema (p.ex. pais/casal, irmão e indivíduos).
 Existe uma atmosfera optimista nas relações apropriada para a situação;
uma grande variedade de sentimentos é livremente expressa e elaborada;
há uma atmosfera geral de calor, carinho e valores partilhadas. As
relações sexuais dos adultos são satisfatórias.
 EM SUMA: A unidade relacional está funcionando satisfatoriamente
segundo o relato dos participantes e a perspectiva dos observadores.
 4. (61–80) A maioria dos problemas quotidianos é resolvida
adequadamente, mas existe dor e dificuldade em responder a situações
incomuns.
 Alguns conflitos permanecem não resolvidos, mas não perturbam a relação.
 A tomada de decisões é feita, em geral, de forma competente, mas o
esforço para o controle dos membros entre si, às vezes, é maior que o
necessário e/ou é ineficaz. Indivíduos e coligações são claramente
demarcados mas, às vezes, são depreciados ou discriminados.
 Uma gama de sentimentos é expressa, mas é evidente que há áreas de
bloqueio emocional e tensão. Calor e carinho estão presentes, mas são
marcados por irritabilidade e frustração. A actividade sexual dos adultos
pode ser algo insatisfatória e problemática.
 EM SUMA: O funcionamento da unidade relacional é algo insatisfatório.
 São resolvidas muitas das dificuldades que ocorrem ao longo do tempo,
mas não todas.
 3. (41–60) A comunicação, a solução de problemas e as actividades
rotineiras, com bastante frequência, são inibidas ou dificultadas por
conflitos não resolvidos; há dificuldade moderadamente grave em adaptar-
se a situações de stress e transições, como saídas da família, mortes,
nascimentos e casamentos.
 A tomada de decisões é só intermitentemente competente e efectiva;
nessas situações observa-se excessiva rigidez ou falta significativa de
estrutura.
 As necessidades individuais estão frequentemente submersas.
 Dor e/ou raiva ineficaz ou paralisia emocional interferem com a
possibilidade de partilhar alegrias. Apesar de haver algum calor e apoio
para os membros, esses, em geral, são desigualmente distribuídos.
Problemas sexuais entre os adultos são frequentes.
 EM SUMA: Apesar de haver períodos ocasionais de funcionamento
satisfatório e competente das relações, as relações disfuncionais e
insatisfatórias tendem a prevalecer.
 2. (21–40) Os padrões e rotinas relacionais não satisfazem as
necessidades dos membros; expectativas estabelecidas são ignoradas ou
rigidamente
 cumpridas, apesar das mudanças situacionais. Transições do ciclo vital
como partidas ou entradas das/nas relações geram problemas frustrantes e
não resolvidos.
 A tomada de decisões é tirânica ou bastante ineficaz. As características
particulares dos indivíduos não são apreciadas, ou são ignoradas por
coligações rígidas ou confusamente fluidas.
 Períodos de convivência agradável em conjunto são pouco frequentes;
distância óbvia e hostilidade declarada reflectem conflitos importantes que
permanecem não resolvidos. Disfunção sexual grave entre os adultos é
frequente.
 EM SUMA: A unidade relacional é óbvia e seriamente disfuncional. Períodos
de relacionamento satisfatório são raros.
 1. (1–20) As rotinas relacionais são poucas (p.ex., não há horários
combinados de refeições, sono ou período de vigília); os membros da
casa frequentemente não sabem onde os outros estão, ou o que
esperar uns dos outros; a comunicação é repetidamente prejudicada
por mal-entendidos e falta de atenção ao que os outros dizem.
 Responsabilidades pessoais e geracionais não são reciprocamente
aceites e reconhecidas. Os limites da unidade relacional como um todo
e dos subsistemas não podem ser identificados ou respeitados. Pode
haver ameaça e/ou agressão física ou sexual entre membros.
 O desespero e o cinismo são francos; pouca atenção é prestada às
necessidades emocionais dos outros; quase não existe sentimento de
pertença, ligação ou preocupação com o bem-estar uns dos outros.
 SUMA: A unidade relacional tornou-se excessivamente disfuncional
para garantir a continuidade de contacto e ligação.
Family Environment
Scale
 Moos, R. & Moos, B. (1994). Family
Environment Scale Manual: Development,
Applications, Research - Third Edition. Palo
Alto, CA: Consulting Psychologist Press.
Tema 1 avaliacao_da_familia

Tema 1 avaliacao_da_familia

  • 1.
    Ana Meireles 2008|09 MESTRADOEM PSICOLOGIA CLÍNICA Ano lectivo 2009|2010 2º semestre INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA NO CASAL E NA FAMÍLIA Ana Meireles Sílvia Ribeiro
  • 2.
  • 3.
  • 4.
     quem está presente  quem fala  que temas  surgem
  • 5.
    que diferenças naparticipação dos diferentes elementos que diferenças de opinião emergem
  • 6.
  • 7.
    que relações depoder emergem… qual o clima emocional…
  • 8.
  • 9.
     Os papeisdesempenhados  pelos membros  As relações entre eles
  • 10.
     Os hábitose  rotinas familiares
  • 11.
  • 12.
     A históriaintergeracional  …
  • 13.
  • 14.
    AVALIAÇÃO DA COESÃOE DA ADAPTABILIDADE DA FAMÍLIA FACES III (Family Adaptability and Cohesion Evaluation Scale, Olson, Sprenkle & Russel, 1989) questionário de auto-relato com 20 itens O objectivo é obter respostas de todos os membros da família, de forma que o resultado represente as várias percepções do funcionamento da família.
  • 15.
    FACES III 1. Osmembros da família pedem ajuda uns aos outros. 2. Seguem-se as sugestões dos filhos na solução de problemas. 3. Aprovamos os amigos que cada um tem. 4. Os filhos expressam a sua opinião quanto à sua disciplina. 5. Gostamos de fazer coisas apenas com a nossa família. 6. Diferentes pessoas da família actuam nela como líderes. 7. Os membros da família sentem-se mais próximos entre si que com pessoas estranhas à família. 8. Na nossa família mudamos a forma de executar as tarefas domésticas. 9. Os membros da família gostam de passar o tempo livre juntos. 10. Pai(s) e filhos discutem juntos os castigos. 11. Os membros da família sentem-se muito próximos uns dos outros. 12. Os filhos tomam as decisões na nossa família. 13. Estamos todos presentes quando partilhamos actividades na nossa família. 14. As regras mudam na nossa família. 15. Facilmente nos ocorrem coisas que podemos fazer juntos, em família. 16. Na nossa família fazemos distribuição das responsabilidades domésticas. 17. Os membros da família consultam outras pessoas da família para tomarem as suas decisões. 18. É difícil identificar o(s) líder(es) na nossa família. 19. A união familiar é muito importante. 20. É difícil dizer quem faz cada tarefa doméstica em nossa casa.
  • 16.
    FACES III 10 itensímpares dizem respeito à coesão familiar, à capacidade da família de se manter unida perante as vicissitudes do dia-a-dia. 1. Os membros da família pedem ajuda uns aos outros. 3. Aprovamos os amigos que cada um tem. 5. Gostamos de fazer coisas apenas com a nossa família. 7. Os membros da família sentem-se mais próximos entre si que com pessoas estranhas à família. 9. Os membros da família gostam de passar o tempo livre juntos. 11. Os membros da família sentem-se muito próximos uns dos outros. 13. Estamos todos presentes quando partilhamos actividades na nossa família. 15. Facilmente nos ocorrem coisas que podemos fazer juntos, em família. 17. Os membros da família consultam outras pessoas da família para tomarem as suas decisões. 19. A união familiar é muito importante.
  • 17.
    2. As sugestõesdos filhos são consideradas na solução de problemas. 4. Os filhos expressam a sua opinião quanto às regras. 6. Diferentes pessoas da família actuam nela como líderes. 8. Na nossa família mudamos a forma de executar as tarefas domésticas. 10. Pai(s) e filhos discutem juntos os castigos. 12. Os filhos tomam as decisões na nossa família. 14. As regras mudam na nossa família. 16. Na nossa família fazemos distribuição das responsabilidades domésticas. 18. É difícil identificar o(s) líder(es) na nossa família. 20. É difícil dizer quem faz cada tarefa doméstica em nossa casa. FACES III 10 itens pares referem-se à adaptabilidade familiar, ou seja, à capacidade dos membros da família modificarem papeis e regras de funcionamento para adequá-los à tarefa ou ao momento a enfrentar.
  • 18.
     Do cruzamentodas 2 dimensões resultam três grupos de risco para desenvolvimento de doenças psiquiátricas:  grupo de baixo risco: famílias com coesão e adaptabilidade médias  grupo de risco moderado: famílias com um dos parâmetros médio e o outro extremo;  grupo de alto risco: famílias em que tanto a coesão quanto a adaptabilidade se situam nos extremos.
  • 19.
     Escala deBeavers-Timberlawn  (BT, Beavers, 1982)  Grelha de Observação Avalia um conjunto de características . da estrutura familiar . do exercício da autonomia e . da expressão de afectos na família. Descreve várias possibilidades de diagnóstico e pressupõe uma avaliação para cada item, além de uma nota global do funcionamento da família, de 1 a 10 (quanto mais elevado, maior o risco de desenvolvimento de doenças psiquiátricas).
  • 20.
    Escala de Beavers-Timberlawn ESTRUTURAFAMILIAR  Distribuição de Poder  1. Caos (sem líder, ninguém tem poder suficiente para estruturar a interacção)  2. Marcada dominação (Controlo próximo ao absoluto; sem negociação; a dominação e a submissão são a regra)  3. Moderada Dominação (Controlo próximo ao absoluto; alguma negociação, mas a dominação e submissão são a regra)  4. Liderada (Tendência a haver dominação e submissão, mas a maioria das interacções é através de negociação respeitosa)  5. Igualitária (Liderança dividida entre os pais, mudando com a natureza da interacção)
  • 21.
    Escala de Beavers-Timberlawn ESTRUTURAFAMILIAR  Distribuição de Poder  Coligação Parental  Intimidade  Congruência dos mitos familiares  Capacidade de negociar e resolver problemas
  • 22.
    Escala de Beavers-Timberlawn AUTONOMIA Clareza da comunicação individual de pensamentos e sentimentos  Grau de responsabilidade assumida pelos membros sobre as suas acções passadas, presentes e futuras  Invasão da individualidade do outro (falar pelos outros, “ler” a mente dos outros)  Receptividade, abertura e permeabilidade dos membros às comunicações dos outros
  • 23.
    Escala de Beavers-Timberlawn AFECTO NA FAMÍLIA  Grau de expressividade dos vários tipos de sentimentos  Tipo de afecto predominante  Grau de conflito que parece impossível de resolver  Empatia: grau de sensibilidade e compreensão dos membros em relação aos sentimentos dos outros
  • 27.
    Escala de AvaliaçãoGlobal do Funcionamento Relacional (Global Assessment of Relational Functioning, GARF, Kaslow, 1996) Grelha de Observação  apêndice no DSM-IV.  descreve de forma simples diversas situações e permite ao avaliador dar uma nota global ao funcionamento familiar, de 1 a 99 (quanto melhor o funcionamento da família, maior é a nota).
  • 28.
     5. (81–99)Existem padrões e rotinas combinados que permitem a satisfação das necessidades de cada participante; existe flexibilidade para mudar a resposta a eventos ou necessidades fora do usual; conflitos ocasionais e transições difíceis são resolvidos através de comunicações e negociações destinadas a solucionar problemas.  Existe um entendimento compartilhado e acordo sobre os papéis e tarefas apropriados; a tomada de decisões é estabelecida para cada área funcional; existe reconhecimento das características particulares e dos méritos de cada subsistema (p.ex. pais/casal, irmão e indivíduos).  Existe uma atmosfera optimista nas relações apropriada para a situação; uma grande variedade de sentimentos é livremente expressa e elaborada; há uma atmosfera geral de calor, carinho e valores partilhadas. As relações sexuais dos adultos são satisfatórias.  EM SUMA: A unidade relacional está funcionando satisfatoriamente segundo o relato dos participantes e a perspectiva dos observadores.
  • 29.
     4. (61–80)A maioria dos problemas quotidianos é resolvida adequadamente, mas existe dor e dificuldade em responder a situações incomuns.  Alguns conflitos permanecem não resolvidos, mas não perturbam a relação.  A tomada de decisões é feita, em geral, de forma competente, mas o esforço para o controle dos membros entre si, às vezes, é maior que o necessário e/ou é ineficaz. Indivíduos e coligações são claramente demarcados mas, às vezes, são depreciados ou discriminados.  Uma gama de sentimentos é expressa, mas é evidente que há áreas de bloqueio emocional e tensão. Calor e carinho estão presentes, mas são marcados por irritabilidade e frustração. A actividade sexual dos adultos pode ser algo insatisfatória e problemática.  EM SUMA: O funcionamento da unidade relacional é algo insatisfatório.  São resolvidas muitas das dificuldades que ocorrem ao longo do tempo, mas não todas.
  • 30.
     3. (41–60)A comunicação, a solução de problemas e as actividades rotineiras, com bastante frequência, são inibidas ou dificultadas por conflitos não resolvidos; há dificuldade moderadamente grave em adaptar- se a situações de stress e transições, como saídas da família, mortes, nascimentos e casamentos.  A tomada de decisões é só intermitentemente competente e efectiva; nessas situações observa-se excessiva rigidez ou falta significativa de estrutura.  As necessidades individuais estão frequentemente submersas.  Dor e/ou raiva ineficaz ou paralisia emocional interferem com a possibilidade de partilhar alegrias. Apesar de haver algum calor e apoio para os membros, esses, em geral, são desigualmente distribuídos. Problemas sexuais entre os adultos são frequentes.  EM SUMA: Apesar de haver períodos ocasionais de funcionamento satisfatório e competente das relações, as relações disfuncionais e insatisfatórias tendem a prevalecer.
  • 31.
     2. (21–40)Os padrões e rotinas relacionais não satisfazem as necessidades dos membros; expectativas estabelecidas são ignoradas ou rigidamente  cumpridas, apesar das mudanças situacionais. Transições do ciclo vital como partidas ou entradas das/nas relações geram problemas frustrantes e não resolvidos.  A tomada de decisões é tirânica ou bastante ineficaz. As características particulares dos indivíduos não são apreciadas, ou são ignoradas por coligações rígidas ou confusamente fluidas.  Períodos de convivência agradável em conjunto são pouco frequentes; distância óbvia e hostilidade declarada reflectem conflitos importantes que permanecem não resolvidos. Disfunção sexual grave entre os adultos é frequente.  EM SUMA: A unidade relacional é óbvia e seriamente disfuncional. Períodos de relacionamento satisfatório são raros.
  • 32.
     1. (1–20)As rotinas relacionais são poucas (p.ex., não há horários combinados de refeições, sono ou período de vigília); os membros da casa frequentemente não sabem onde os outros estão, ou o que esperar uns dos outros; a comunicação é repetidamente prejudicada por mal-entendidos e falta de atenção ao que os outros dizem.  Responsabilidades pessoais e geracionais não são reciprocamente aceites e reconhecidas. Os limites da unidade relacional como um todo e dos subsistemas não podem ser identificados ou respeitados. Pode haver ameaça e/ou agressão física ou sexual entre membros.  O desespero e o cinismo são francos; pouca atenção é prestada às necessidades emocionais dos outros; quase não existe sentimento de pertença, ligação ou preocupação com o bem-estar uns dos outros.  SUMA: A unidade relacional tornou-se excessivamente disfuncional para garantir a continuidade de contacto e ligação.
  • 33.
    Family Environment Scale  Moos,R. & Moos, B. (1994). Family Environment Scale Manual: Development, Applications, Research - Third Edition. Palo Alto, CA: Consulting Psychologist Press.