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Tecnologia Assistiva
Janaína Larrate
Maristela Siqueira
Vera Val Pimentel
1
O Comitê de Ajudas Técnicas – CAT – define a Tecnologia Assistiva
(TA) como “uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que
engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que
objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de
pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua
autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.” (BERCH,2008)
Podemos dividir a TA em dois grupos, serviços e recursos. Os serviços
correspondem ao trabalho de avaliação, prescrição, treinamento e produção de
Tecnologia Assistiva realizados por profissionais de diferentes áreas com o
objetivo de auxiliar a pessoa com deficiência a escolher, adquirir e utilizar os
recursos. Os serviços de TA podem ser realizados por Educadores,
Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Terapeutas Ocupacionais, Engenheiros e
técnicos de diferentes áreas. Na escola o Professor do Atendimento
Educacional Especializado é o principal responsável pela TA voltada ao
contexto escolar.
Os recursos, por sua vez, correspondem a uma gama variada de
produtos e equipamentos, englobando desde itens confeccionados
artesanalmente até dispositivos mais sofisticados, como os computadorizados,
passando pelos produtos convencionais intencionalmente modificados para
atender as necessidades das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Podem ser fabricados em série ou produzidos sob medida, levando-se em
consideração as singularidades de cada usuário.
Dessa forma, podem ir de um simples lápis engrossado com borracha
tipo EVA a um sistema de controle do ambiente acionado pelo piscar dos
olhos.
1
Professoras responsáveis pela Oficina Vivencial de Ajudas Técnicas para Ação Educativa do
Instituto Municipal Helena Antipoff da SME/Rio de Janeiro
A classificação da TA pode variar segundo autores e associações.
Utilizamos a classificação elaborada por Bersh no documento intitulado
“Introdução a Tecnologia Assistiva” de 2008, que leva em consideração outras
classificações e especialmente o Programa de Certificação em Aplicações da
Tecnologia Assistiva – ATACP do College of Extended Learning and Center on
Disabilities, da California State University de Northridge. Bersh organiza a TA
em 11 categorias. São elas:
1. Auxílios para vida diária (AVD) e vida prática (AVP)
2. Comunicação Alternativa e Ampliada
3. Recursos de Acessibilidade ao computador
4. Sistemas de Controle do Ambiente
5. Projetos Arquitetônicos para Acessibilidade
6. Próteses e Órteses
7. Adequação Postural
8. Auxílios de mobilidade
9. Auxílios para cegos ou pessoas com baixa visão
10.Auxílios para pessoas surdas / com déficit auditivo
11.Adaptações em veículos.
A Tecnologia Assistiva no Contexto de Sala de Aula
Como observamos, a TA é uma área interdisciplinar, onde o
envolvimento de profissionais de várias áreas deve ser considerado. No
entanto, na escola há um profissional, em especial, que é o responsável por
tornar a TA acessível aos alunos com deficiência ou com transtorno global do
desenvolvimento; seja produzindo recursos, pesquisando produtos já
existentes, orientando a escola quanto a sua aquisição, instrumentalizando o
aluno, professores, pais e toda a comunidade escolar para utilização dos
equipamentos ou mesmo articulando com os demais profissionais estratégias
que possibilitarão a eliminação de barreiras atitudinais, físicas e de
comunicação. Esse profissional é o professor do Atendimento Educacional
Especializado, que na Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro pode ser o
professor da Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) ou o Professor Itinerante
(PI).
O MEC orienta: “Nas Salas de Recursos Multifuncionais é que o aluno
experimentará várias opções de equipamentos, até encontrar o que melhor se
ajusta a sua condição e necessidade. Junto com o professor especializado
aprenderá a utilizar o recurso...o professor especializado deverá providenciar
que este recurso seja transferido para sala de aula ou permaneça com o aluno,
como um material pessoal”
Cabe ao professor do AEE buscar estratégias e usar a TA para
possibilitar a participação do alunos em todas as atividades do cotidiano
escolar, sejam elas esportivas, sociais, recreativas ou acadêmicas, levando em
consideração aquilo que ele pode realizar com autonomia ou com ajuda –
sem esquecer de oferecer a ajuda necessária – seus desejos e necessidades.
“Fazer TA na escola é buscar, com criatividade, uma alternativa para
que o aluno realize o que deseja ou precisa. É encontrar uma estratégia para
que ele possa fazer de outro jeito. É valorizar seu jeito de fazer e aumentar
suas capacidades de ação e interação a partir de suas habilidades.”
(MEC,2007).
Implementar o uso da Tecnologia Assistiva na escola não é tarefa fácil,
mas possível e necessária.
Bibliografia:
BERCH, Rita. Introdução à Tecnologia Assistiva. Disponível em
http://www.assistiva.com.br/tassistiva.html. Acessado em 15 de julho de 2013.
SCHIRMER, Carolina... [et al] . Deficiência Física .MEC/SEESP,São
Paulo,2011

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  • 1. Tecnologia Assistiva Janaína Larrate Maristela Siqueira Vera Val Pimentel 1 O Comitê de Ajudas Técnicas – CAT – define a Tecnologia Assistiva (TA) como “uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.” (BERCH,2008) Podemos dividir a TA em dois grupos, serviços e recursos. Os serviços correspondem ao trabalho de avaliação, prescrição, treinamento e produção de Tecnologia Assistiva realizados por profissionais de diferentes áreas com o objetivo de auxiliar a pessoa com deficiência a escolher, adquirir e utilizar os recursos. Os serviços de TA podem ser realizados por Educadores, Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Terapeutas Ocupacionais, Engenheiros e técnicos de diferentes áreas. Na escola o Professor do Atendimento Educacional Especializado é o principal responsável pela TA voltada ao contexto escolar. Os recursos, por sua vez, correspondem a uma gama variada de produtos e equipamentos, englobando desde itens confeccionados artesanalmente até dispositivos mais sofisticados, como os computadorizados, passando pelos produtos convencionais intencionalmente modificados para atender as necessidades das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Podem ser fabricados em série ou produzidos sob medida, levando-se em consideração as singularidades de cada usuário. Dessa forma, podem ir de um simples lápis engrossado com borracha tipo EVA a um sistema de controle do ambiente acionado pelo piscar dos olhos. 1 Professoras responsáveis pela Oficina Vivencial de Ajudas Técnicas para Ação Educativa do Instituto Municipal Helena Antipoff da SME/Rio de Janeiro
  • 2. A classificação da TA pode variar segundo autores e associações. Utilizamos a classificação elaborada por Bersh no documento intitulado “Introdução a Tecnologia Assistiva” de 2008, que leva em consideração outras classificações e especialmente o Programa de Certificação em Aplicações da Tecnologia Assistiva – ATACP do College of Extended Learning and Center on Disabilities, da California State University de Northridge. Bersh organiza a TA em 11 categorias. São elas: 1. Auxílios para vida diária (AVD) e vida prática (AVP) 2. Comunicação Alternativa e Ampliada 3. Recursos de Acessibilidade ao computador 4. Sistemas de Controle do Ambiente 5. Projetos Arquitetônicos para Acessibilidade 6. Próteses e Órteses 7. Adequação Postural 8. Auxílios de mobilidade 9. Auxílios para cegos ou pessoas com baixa visão 10.Auxílios para pessoas surdas / com déficit auditivo 11.Adaptações em veículos. A Tecnologia Assistiva no Contexto de Sala de Aula Como observamos, a TA é uma área interdisciplinar, onde o envolvimento de profissionais de várias áreas deve ser considerado. No entanto, na escola há um profissional, em especial, que é o responsável por tornar a TA acessível aos alunos com deficiência ou com transtorno global do desenvolvimento; seja produzindo recursos, pesquisando produtos já existentes, orientando a escola quanto a sua aquisição, instrumentalizando o aluno, professores, pais e toda a comunidade escolar para utilização dos equipamentos ou mesmo articulando com os demais profissionais estratégias que possibilitarão a eliminação de barreiras atitudinais, físicas e de comunicação. Esse profissional é o professor do Atendimento Educacional Especializado, que na Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro pode ser o
  • 3. professor da Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) ou o Professor Itinerante (PI). O MEC orienta: “Nas Salas de Recursos Multifuncionais é que o aluno experimentará várias opções de equipamentos, até encontrar o que melhor se ajusta a sua condição e necessidade. Junto com o professor especializado aprenderá a utilizar o recurso...o professor especializado deverá providenciar que este recurso seja transferido para sala de aula ou permaneça com o aluno, como um material pessoal” Cabe ao professor do AEE buscar estratégias e usar a TA para possibilitar a participação do alunos em todas as atividades do cotidiano escolar, sejam elas esportivas, sociais, recreativas ou acadêmicas, levando em consideração aquilo que ele pode realizar com autonomia ou com ajuda – sem esquecer de oferecer a ajuda necessária – seus desejos e necessidades. “Fazer TA na escola é buscar, com criatividade, uma alternativa para que o aluno realize o que deseja ou precisa. É encontrar uma estratégia para que ele possa fazer de outro jeito. É valorizar seu jeito de fazer e aumentar suas capacidades de ação e interação a partir de suas habilidades.” (MEC,2007). Implementar o uso da Tecnologia Assistiva na escola não é tarefa fácil, mas possível e necessária. Bibliografia: BERCH, Rita. Introdução à Tecnologia Assistiva. Disponível em http://www.assistiva.com.br/tassistiva.html. Acessado em 15 de julho de 2013. SCHIRMER, Carolina... [et al] . Deficiência Física .MEC/SEESP,São Paulo,2011