A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Centro de Educação (CEDUC)
Departamento de História
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES)
Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Solon de Lucena
Série: 2º “D” C/H: 1h/a Turno: Tarde
Data: 19/07/2017
Professor Supervisor: Rafael da Silva Abreu
Bolsistas: Aline de Souza Silva
Beatriz Dos Santos Batista
Diego Emmanuel Aquino Marinheiro
Olivia Maria Paulino Belmino de Souza
Ruhama Souto Santana Figueiredo
• Representação da máquina de
fiar spinning jenny. Essa
invenção proporciounou o
aumento da produção de fios e
abriu caminho para outras
inovações, como o tear
mecânico movido a vapor.
Gravura de 1887 colorizada
posteriormente.
Disponível em:
<http://www.klickeducacao.com.br/Klick_Portal/Enciclopedia/images/Re/
415/236.jpg> Acesso dia 13 de Julho de 2017 ás 17:06
Inovações nas fábricas
• A intervenção, na década de 1730, da lançadeira volante, um dispositivo adaptado
aos teares manuais, acelerou o processo de tecelagem. Seu uso permitiu a fabricação
de tecidos com dimensões maiores do que os produzidos pelo método artesanal.
• O aumento da capacidade de tecelagem criou uma demanda maior por fios de lã e,
cerca de três décadas mais tarde, surgiu a máquina de fiar conhecida como Spinning
jenny. O equipamento tornou o processo de fiação mais veloz e eficiente. A máquina
possibilitava ao artesão produzir até oito fios de uma só vez, mas a qualidade dos
fios era irregular, o que comprometida o resultado final.
• Em 1785, Edmund Cartwright inventou o tear mecânico. Movido pela energia a
vapor, tecnologia desenvolvida em 1768 por James Watt, esse equipamento marcou
o início da indústria moderna.
Em 1769, foi inventada a Spinning frame, ou Water frame, uma máquina movida a energia hidráulica que era
capz de produzir fios mais grossos e resistentes.
Disponível em: <http://3.bp.blogspot.com/_ouecRM74v-k/STZi9xiHORI/AAAAAAAAAFE/-R3IPyMSVzs/s320/water+frame.jpg> Acesso dia 13 de Julho de
2017 ás 17: 36
Disponível em: <
http://4.bp.blogspot.com/_BbdN53heDW8/S1yQrawk8gI/AAAAAAAABaU/a03T9niA4Jk/s400/digitaliza
r0001.jpg> Acesso dia 13 de Julho de 2017 ás 17: 45
• Robert Fulton inaugurou, em 1807, as
viagens em barcos a vapor. Navegou o
rio Hudson, de Nova York até Albany,
com a embarcação Clermont,
representada abaixo. O sistema de
deslocamento era acionado por pás
dispostas nas laterais externas da
embarcação, movidas por uma
máquina a vapor instalada no interior
do barco. Gravura do século XlX.
• A partir de 1807, quando foi desenvolvido o primeiro barco a vapor, as embarções a
vela começaram a ser gradativa e progressivamente substituídas nas rotas marítimas
comerciais.
• A locomotiva a vapor foi inventada poucos anos depois, em 1814. A invenção é
atribuida ao inglês George Stephenson e revolucionou o sistema mundial de
transporte terrestre.
• A estrada de ferro foi uma inovação importante para impulsionar o crescimento e a
expansão do setor industrial.
• Três matérias-primas foram
fundamentais para que as
transformações e inovações que
impulsionaram a Revolução
Industrial na Inglaterra do século
XVIII se concretizassem: Carvão
mineral, ferro e algodão.
• A Inglaterra contava com grandes
reservas de carvão e de ferro.
• O Carvão foi importante para a
manutenção do sistema fábril
porque era usado como
combustível para aquecer as
caldeiras que transformaram a
água em vapor.
• O ferro também foi fundamental
para o desenvolvimento
industrial.
• O carvão e o ferro foram
fundamentais para a revolução
nos transportes. Ao lado a
primeira locomotiva, conhecida
como Rocket, construída por
George Stephenson. Em 1829
fez a primeira viagem entre
Liverpool e Manchester.
Disponível em:
<https://i0.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/49/Blucher_engine.jpg?resize=
578%2C467&ssl=1> Acesso dia 13 de Julho de 2017 ás 18:10
• A segunda Revolução Industrial foi marcada pelo uso de novas formas de energia
(elétrica) e novos combustíveis (petróleo).
• A revolução Industrial gerou profundas transformações sociais. Simultaneamente às
inovações tecnológicas desenrolava-se um fenômeno igualmente importante: Os
cercamentos de terras, ou enclosures.
• Os proprietários de terras, membros da burguesia ou da aristocracia inglesas,
interessados em aumentar seus lucros com a venda de lâ para a indústria têxtil,
mandaram cercar as terras comunais para criar carneiros. Dessa forma, impediram o
acesso dos camponeses, que, sem condições de sobreviver, migraram para a cidade.
• Hoje, quando pensamos em cidades europeias como
Londres, imaginamos beleza e planejamento. Noséculo
XIX, a falta de condições sanitárias e o sofrimento social
predominavam. Essa ilustração de Gustave Doré, Rua
Dudley, Londres, de 1872, representa o caos e a miséria
reinantes.
Grande número de camponeses mudou-se para as
cidades, onde se transformaram em mendigos ou em
operários e mineiros.
Disponível em: <http://lowres-picturecabinet.com.s3-eu-west-
1.amazonaws.com/29/main/4/129140.jpg> Acesso dia 13 de
Julho de 2017 ás 18:57
• O ritmo de trabalho era muito intenso nas fábricas. Relatórios e documentos de
época revelam que as jornadas duravam em média 14 horas e podiam estender-se a
19 horas diárias em alguns períodos do ano.
• Quanto mais longas eram as jornadas diárias de trabalho, maior era o lucro do
patrão. A permanência prolongada na fábrica resultava em maior produção e na
otimização do uso de máquinas e energia.
• A divisão de tarefas tornava a produção mais ágil.
• As inovações tecnológicas contribuíram para o aumento da produtividade e para a
redução da quantidade de trabalhadores nas fábricas. Como consequência, o
desemprego aumentou.
• Descontentes com essa situação, os operários uniram-se contra os patrões e as
péssimas condições de trabalho e de vida. A primeira reação coletiva foi promover a
destruição de máquinas nas fábricas.
• Referência:
• Ser protagonista: História, 2 ano: ensino médio/ obra coletiva concebida,
desenvolvida e produzida por Edições SM ; editora responsável Valéria Vaz. - 2. ed.-
São Paulo : Edições SM, 2013. - (Coleção ser protagonista; 2)

Slide Beatriz dia 19.07

  • 1.
    A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL UniversidadeEstadual da Paraíba (UEPB) Centro de Educação (CEDUC) Departamento de História Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES) Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Solon de Lucena Série: 2º “D” C/H: 1h/a Turno: Tarde Data: 19/07/2017 Professor Supervisor: Rafael da Silva Abreu Bolsistas: Aline de Souza Silva Beatriz Dos Santos Batista Diego Emmanuel Aquino Marinheiro Olivia Maria Paulino Belmino de Souza Ruhama Souto Santana Figueiredo
  • 2.
    • Representação damáquina de fiar spinning jenny. Essa invenção proporciounou o aumento da produção de fios e abriu caminho para outras inovações, como o tear mecânico movido a vapor. Gravura de 1887 colorizada posteriormente. Disponível em: <http://www.klickeducacao.com.br/Klick_Portal/Enciclopedia/images/Re/ 415/236.jpg> Acesso dia 13 de Julho de 2017 ás 17:06
  • 3.
    Inovações nas fábricas •A intervenção, na década de 1730, da lançadeira volante, um dispositivo adaptado aos teares manuais, acelerou o processo de tecelagem. Seu uso permitiu a fabricação de tecidos com dimensões maiores do que os produzidos pelo método artesanal. • O aumento da capacidade de tecelagem criou uma demanda maior por fios de lã e, cerca de três décadas mais tarde, surgiu a máquina de fiar conhecida como Spinning jenny. O equipamento tornou o processo de fiação mais veloz e eficiente. A máquina possibilitava ao artesão produzir até oito fios de uma só vez, mas a qualidade dos fios era irregular, o que comprometida o resultado final. • Em 1785, Edmund Cartwright inventou o tear mecânico. Movido pela energia a vapor, tecnologia desenvolvida em 1768 por James Watt, esse equipamento marcou o início da indústria moderna.
  • 4.
    Em 1769, foiinventada a Spinning frame, ou Water frame, uma máquina movida a energia hidráulica que era capz de produzir fios mais grossos e resistentes. Disponível em: <http://3.bp.blogspot.com/_ouecRM74v-k/STZi9xiHORI/AAAAAAAAAFE/-R3IPyMSVzs/s320/water+frame.jpg> Acesso dia 13 de Julho de 2017 ás 17: 36
  • 5.
    Disponível em: < http://4.bp.blogspot.com/_BbdN53heDW8/S1yQrawk8gI/AAAAAAAABaU/a03T9niA4Jk/s400/digitaliza r0001.jpg>Acesso dia 13 de Julho de 2017 ás 17: 45 • Robert Fulton inaugurou, em 1807, as viagens em barcos a vapor. Navegou o rio Hudson, de Nova York até Albany, com a embarcação Clermont, representada abaixo. O sistema de deslocamento era acionado por pás dispostas nas laterais externas da embarcação, movidas por uma máquina a vapor instalada no interior do barco. Gravura do século XlX.
  • 6.
    • A partirde 1807, quando foi desenvolvido o primeiro barco a vapor, as embarções a vela começaram a ser gradativa e progressivamente substituídas nas rotas marítimas comerciais. • A locomotiva a vapor foi inventada poucos anos depois, em 1814. A invenção é atribuida ao inglês George Stephenson e revolucionou o sistema mundial de transporte terrestre. • A estrada de ferro foi uma inovação importante para impulsionar o crescimento e a expansão do setor industrial.
  • 7.
    • Três matérias-primasforam fundamentais para que as transformações e inovações que impulsionaram a Revolução Industrial na Inglaterra do século XVIII se concretizassem: Carvão mineral, ferro e algodão. • A Inglaterra contava com grandes reservas de carvão e de ferro. • O Carvão foi importante para a manutenção do sistema fábril porque era usado como combustível para aquecer as caldeiras que transformaram a água em vapor. • O ferro também foi fundamental para o desenvolvimento industrial.
  • 8.
    • O carvãoe o ferro foram fundamentais para a revolução nos transportes. Ao lado a primeira locomotiva, conhecida como Rocket, construída por George Stephenson. Em 1829 fez a primeira viagem entre Liverpool e Manchester. Disponível em: <https://i0.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/49/Blucher_engine.jpg?resize= 578%2C467&ssl=1> Acesso dia 13 de Julho de 2017 ás 18:10
  • 9.
    • A segundaRevolução Industrial foi marcada pelo uso de novas formas de energia (elétrica) e novos combustíveis (petróleo). • A revolução Industrial gerou profundas transformações sociais. Simultaneamente às inovações tecnológicas desenrolava-se um fenômeno igualmente importante: Os cercamentos de terras, ou enclosures. • Os proprietários de terras, membros da burguesia ou da aristocracia inglesas, interessados em aumentar seus lucros com a venda de lâ para a indústria têxtil, mandaram cercar as terras comunais para criar carneiros. Dessa forma, impediram o acesso dos camponeses, que, sem condições de sobreviver, migraram para a cidade.
  • 10.
    • Hoje, quandopensamos em cidades europeias como Londres, imaginamos beleza e planejamento. Noséculo XIX, a falta de condições sanitárias e o sofrimento social predominavam. Essa ilustração de Gustave Doré, Rua Dudley, Londres, de 1872, representa o caos e a miséria reinantes. Grande número de camponeses mudou-se para as cidades, onde se transformaram em mendigos ou em operários e mineiros. Disponível em: <http://lowres-picturecabinet.com.s3-eu-west- 1.amazonaws.com/29/main/4/129140.jpg> Acesso dia 13 de Julho de 2017 ás 18:57
  • 11.
    • O ritmode trabalho era muito intenso nas fábricas. Relatórios e documentos de época revelam que as jornadas duravam em média 14 horas e podiam estender-se a 19 horas diárias em alguns períodos do ano. • Quanto mais longas eram as jornadas diárias de trabalho, maior era o lucro do patrão. A permanência prolongada na fábrica resultava em maior produção e na otimização do uso de máquinas e energia. • A divisão de tarefas tornava a produção mais ágil. • As inovações tecnológicas contribuíram para o aumento da produtividade e para a redução da quantidade de trabalhadores nas fábricas. Como consequência, o desemprego aumentou. • Descontentes com essa situação, os operários uniram-se contra os patrões e as péssimas condições de trabalho e de vida. A primeira reação coletiva foi promover a destruição de máquinas nas fábricas.
  • 12.
    • Referência: • Serprotagonista: História, 2 ano: ensino médio/ obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida por Edições SM ; editora responsável Valéria Vaz. - 2. ed.- São Paulo : Edições SM, 2013. - (Coleção ser protagonista; 2)