SlideShare uma empresa Scribd logo
Corte de cana mecanizado com Ancinho
na Usina Bom Jesus
Cabo de Santo Agostinho
abril de 2013
Na década de 80 surgiu o ancinho, que foi criado com a finalidade de empurrar a cana
para a borda da estrada facilitando com isto o carregamento
Ancinho embolando cana
No final do ano de 2011 e início de 2012 surgiu ao acaso na Usina JB o corte de cana
mecanizado com o ancinho usado na embolação de cana
A Usina Bom Jesus acreditou na ideia do corte de cana mecanizado com ancinho e
passou a testar com diferentes tipos de ancinho em diversas áreas e topografias
diferentes.
Ancinhos usados na Usina Bom Jesus
Lâmina afiada entre os bicos do ancinho
Cana aberta pela lâmina
Tela de proteção
Pensando no conforto, na segurança do tratorista e na qualidade do corte de cana, algumas
modificações foram descartadas.
Ao observar que as canas não eram cortadas e sim quebradas por pressão, retirou-se as
lâminas afiadas que existiam entre os bicos e colocou-se apenas um apoio, para segurar os
bicos. As lâminas afiadas rachavam as canas ao meio e traziam maior quantidade de
impurezas e agentes infecciosos
Apoio colocado entre
os bicos
Ancinho mais eficiente usado no corte de cana na Usina Bom Jesus
Observou-se ao longo do período que um grande vilão do
corte mecanizado com ancinho era a grande quantidade de
palha (impureza vegetal) que estava chegando na indústria
daí procurou-se observar o que poderia ser feito para
redução desta impureza.
Pontos realizados para redução da quantidade de palha:
•Aplicação de PARAQUAT(dessecante).
•Limpeza dos “molhos” na hora do corte
•Limpeza dos volumes ao ser carregados
•Em algumas situações colocou-se fogo novamente.
•Número de pessoas de 12 a 15 pessoas por trator de corte
• Colocação de fogo ao meio dia
Áreas aplicadas com PARAQUAT (dessecante)
Cana aplicada PARAQUAT e queimada ao meio dia
Cana cortada e tratada pronta para vir para a usina
Corte de cana esteirado
Corte com “molhos” separados
Tivemos algumas áreas que foram cortadas crua e logo
após o corte colocou-se fogo, apresentando resultados
insatisfatórios
Em outras áreas foram cortadas crua e deixado sem
queimar, só vindo a colocar fogo depois de 4 dias depois
de cortada. Observou-se que os resultados já foram
melhores, porém o carregamento ficou dificultado devido
a grande quantidade de cinzas geradas na queima.
Área cortada crua
Corte de cana crua com ancinho
Área cortada crua e queimada posteriormente
Queima da cana ideal
Áreas cortadas com ancinho
Rebrota da primeira área cortada mecanizada(safra 11-12 foto com 45 dias de cortada):
Área cortada na safra 2012-2013
Área cortada na safra 11-12 e cortada novamente na safra 12-13.
Vantagens do corte de cana com ancinho
Equipamento de baixo custo
Fácil operação
Não utilização de cortadores de cana
Rebrota normalmente
Facilidade no carregamento ( nenhuma modificação no carregamento)
Redução no transporte de pessoal
Redução do número de bituqueiros no carregamento.
Redução do número de trabalhadores
Fácil adaptação do pessoal (rurícolas e tratoristas)
•Diminuição da quantidade de matéria orgânica(palha) que ficaria no solo
Desvantagens do corte de cana com ancinho
•A umidade prejudica a queima e arranca as cepas
•Em áreas de cana planta, teria que ter o terreno completamente nivelado
•Em áreas onde foi aplicado vinhaça ou torta de filtro não funcionou muito bem
Base de cálculo dos custos do corte de cana com ancinho
Custo =
Hora máquina(R$ 60,00)+ M.O. Bituqueiro ( com Enc. sociais)+ aplicação dessecante
Quantidade de toneladas cortadas ( moídas )
Nestes custos do corte mecanizado estão inclusos hora máquina a R$ 60,00, mão de obra
do bituqueiro (com encargos sociais), arregimentador, transporte de pessoal aplicação do
dessecante, administração e diretoria.
Quantidade
cortada
(ton.)
Impureza
vegetal
(manual)
Impureza
vegetal
(mecanizada)
Diferença Custo
Manual(R$)
Custo Mecanizado
(R$)
Safra
11/12
7.000 3,79% 4,65%¹ 0,86 22,88² **
Safra
12/13
85.800 3,43% 4,07% 0,64 23,08² 11,40
Dados comparativo da cana cortada na safra 11/12 e 12/13
• Obs.¹: As impurezas vegetais dos cortes mecanizados (safra 11/12), foram estimadas por
aproximação por ainda não ser feito separação das áreas.
• Obs.²: Nos custos do corte manual estão inclusos mão de obra dos rurícolas (com
encargos sociais), transporte de pessoal, administração e diretoria
• ** não contabilizado no ano anterior
Considerações finais :
• Produção média por trator : 250 ton./ dia (MF4299)
• O radiador do trator deve ser lavado de duas a três vezes ao dia.
• Na próxima safra todos os tratores envolvidos no corte de cana serão
equipados com cabine com ar condicionado.
• Deve ser providenciado proteção para as correias.
• Será providenciado área de vivência completa
• A cana cortada deverá chegar na usina com até 12 horas após cortada
• Deverão serem feitos molhos separados.
Agradecimentos!
À Diretoria da Usina Bom Jesus por acreditar na ideia
À STAB pelo convite
À equipe agrícola da Usina Bom Jesus

Mais conteúdo relacionado

Mais de STAB Setentrional

Programação 19º seminário 2015
Programação 19º seminário 2015Programação 19º seminário 2015
Programação 19º seminário 2015
STAB Setentrional
 
Congresso ATALAC 2014 - STAB Setentrional
Congresso ATALAC 2014 - STAB SetentrionalCongresso ATALAC 2014 - STAB Setentrional
Congresso ATALAC 2014 - STAB Setentrional
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 08. novos conceitos na clarificação de cal...
Seminário stab 2013   industrial - 08. novos conceitos na clarificação de cal...Seminário stab 2013   industrial - 08. novos conceitos na clarificação de cal...
Seminário stab 2013 industrial - 08. novos conceitos na clarificação de cal...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 14. açúcar - perfil de identidade, qualida...
Seminário stab 2013   industrial - 14. açúcar - perfil de identidade, qualida...Seminário stab 2013   industrial - 14. açúcar - perfil de identidade, qualida...
Seminário stab 2013 industrial - 14. açúcar - perfil de identidade, qualida...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 13. comparativo da qualidade de cana usand...
Seminário stab 2013   industrial - 13. comparativo da qualidade de cana usand...Seminário stab 2013   industrial - 13. comparativo da qualidade de cana usand...
Seminário stab 2013 industrial - 13. comparativo da qualidade de cana usand...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 12. cromatografia líquida para medição de ...
Seminário stab 2013   industrial - 12. cromatografia líquida para medição de ...Seminário stab 2013   industrial - 12. cromatografia líquida para medição de ...
Seminário stab 2013 industrial - 12. cromatografia líquida para medição de ...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 11. quantificação das perdas de açúcares n...
Seminário stab 2013   industrial - 11. quantificação das perdas de açúcares n...Seminário stab 2013   industrial - 11. quantificação das perdas de açúcares n...
Seminário stab 2013 industrial - 11. quantificação das perdas de açúcares n...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 10. alicerce para produzir açúcar de quali...
Seminário stab 2013   industrial - 10. alicerce para produzir açúcar de quali...Seminário stab 2013   industrial - 10. alicerce para produzir açúcar de quali...
Seminário stab 2013 industrial - 10. alicerce para produzir açúcar de quali...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 09. resultados obtidos na usina união e in...
Seminário stab 2013   industrial - 09. resultados obtidos na usina união e in...Seminário stab 2013   industrial - 09. resultados obtidos na usina união e in...
Seminário stab 2013 industrial - 09. resultados obtidos na usina união e in...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 07. implicações na caldeira com a utilizaç...
Seminário stab 2013   industrial - 07. implicações na caldeira com a utilizaç...Seminário stab 2013   industrial - 07. implicações na caldeira com a utilizaç...
Seminário stab 2013 industrial - 07. implicações na caldeira com a utilizaç...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 06. utilização da palha de cana como incre...
Seminário stab 2013   industrial - 06. utilização da palha de cana como incre...Seminário stab 2013   industrial - 06. utilização da palha de cana como incre...
Seminário stab 2013 industrial - 06. utilização da palha de cana como incre...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 05. processo de fabricação de levedura sec...
Seminário stab 2013   industrial - 05. processo de fabricação de levedura sec...Seminário stab 2013   industrial - 05. processo de fabricação de levedura sec...
Seminário stab 2013 industrial - 05. processo de fabricação de levedura sec...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 03. maior eficiência energética da planta ...
Seminário stab 2013   industrial - 03. maior eficiência energética da planta ...Seminário stab 2013   industrial - 03. maior eficiência energética da planta ...
Seminário stab 2013 industrial - 03. maior eficiência energética da planta ...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 02. evolução do modelo consecana no estado...
Seminário stab 2013   industrial - 02. evolução do modelo consecana no estado...Seminário stab 2013   industrial - 02. evolução do modelo consecana no estado...
Seminário stab 2013 industrial - 02. evolução do modelo consecana no estado...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 01. nr20 - segurança e saúde no trabalho c...
Seminário stab 2013   industrial - 01. nr20 - segurança e saúde no trabalho c...Seminário stab 2013   industrial - 01. nr20 - segurança e saúde no trabalho c...
Seminário stab 2013 industrial - 01. nr20 - segurança e saúde no trabalho c...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 comum - 06. os impactos da nr12 e nr31 no setor sucroen...
Seminário stab 2013   comum - 06. os impactos da nr12 e nr31 no setor sucroen...Seminário stab 2013   comum - 06. os impactos da nr12 e nr31 no setor sucroen...
Seminário stab 2013 comum - 06. os impactos da nr12 e nr31 no setor sucroen...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 comum - 05. variabilidade climática e perspectivas para...
Seminário stab 2013   comum - 05. variabilidade climática e perspectivas para...Seminário stab 2013   comum - 05. variabilidade climática e perspectivas para...
Seminário stab 2013 comum - 05. variabilidade climática e perspectivas para...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 comum - 04. variabilidade climática e perspectivas para...
Seminário stab 2013   comum - 04. variabilidade climática e perspectivas para...Seminário stab 2013   comum - 04. variabilidade climática e perspectivas para...
Seminário stab 2013 comum - 04. variabilidade climática e perspectivas para...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 comum - 03. requisitos para certificação bonsucro, etap...
Seminário stab 2013   comum - 03. requisitos para certificação bonsucro, etap...Seminário stab 2013   comum - 03. requisitos para certificação bonsucro, etap...
Seminário stab 2013 comum - 03. requisitos para certificação bonsucro, etap...
STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 comum - 02. bonsucro - padrão internacional de sustenta...
Seminário stab 2013   comum - 02. bonsucro - padrão internacional de sustenta...Seminário stab 2013   comum - 02. bonsucro - padrão internacional de sustenta...
Seminário stab 2013 comum - 02. bonsucro - padrão internacional de sustenta...
STAB Setentrional
 

Mais de STAB Setentrional (20)

Programação 19º seminário 2015
Programação 19º seminário 2015Programação 19º seminário 2015
Programação 19º seminário 2015
 
Congresso ATALAC 2014 - STAB Setentrional
Congresso ATALAC 2014 - STAB SetentrionalCongresso ATALAC 2014 - STAB Setentrional
Congresso ATALAC 2014 - STAB Setentrional
 
Seminário stab 2013 industrial - 08. novos conceitos na clarificação de cal...
Seminário stab 2013   industrial - 08. novos conceitos na clarificação de cal...Seminário stab 2013   industrial - 08. novos conceitos na clarificação de cal...
Seminário stab 2013 industrial - 08. novos conceitos na clarificação de cal...
 
Seminário stab 2013 industrial - 14. açúcar - perfil de identidade, qualida...
Seminário stab 2013   industrial - 14. açúcar - perfil de identidade, qualida...Seminário stab 2013   industrial - 14. açúcar - perfil de identidade, qualida...
Seminário stab 2013 industrial - 14. açúcar - perfil de identidade, qualida...
 
Seminário stab 2013 industrial - 13. comparativo da qualidade de cana usand...
Seminário stab 2013   industrial - 13. comparativo da qualidade de cana usand...Seminário stab 2013   industrial - 13. comparativo da qualidade de cana usand...
Seminário stab 2013 industrial - 13. comparativo da qualidade de cana usand...
 
Seminário stab 2013 industrial - 12. cromatografia líquida para medição de ...
Seminário stab 2013   industrial - 12. cromatografia líquida para medição de ...Seminário stab 2013   industrial - 12. cromatografia líquida para medição de ...
Seminário stab 2013 industrial - 12. cromatografia líquida para medição de ...
 
Seminário stab 2013 industrial - 11. quantificação das perdas de açúcares n...
Seminário stab 2013   industrial - 11. quantificação das perdas de açúcares n...Seminário stab 2013   industrial - 11. quantificação das perdas de açúcares n...
Seminário stab 2013 industrial - 11. quantificação das perdas de açúcares n...
 
Seminário stab 2013 industrial - 10. alicerce para produzir açúcar de quali...
Seminário stab 2013   industrial - 10. alicerce para produzir açúcar de quali...Seminário stab 2013   industrial - 10. alicerce para produzir açúcar de quali...
Seminário stab 2013 industrial - 10. alicerce para produzir açúcar de quali...
 
Seminário stab 2013 industrial - 09. resultados obtidos na usina união e in...
Seminário stab 2013   industrial - 09. resultados obtidos na usina união e in...Seminário stab 2013   industrial - 09. resultados obtidos na usina união e in...
Seminário stab 2013 industrial - 09. resultados obtidos na usina união e in...
 
Seminário stab 2013 industrial - 07. implicações na caldeira com a utilizaç...
Seminário stab 2013   industrial - 07. implicações na caldeira com a utilizaç...Seminário stab 2013   industrial - 07. implicações na caldeira com a utilizaç...
Seminário stab 2013 industrial - 07. implicações na caldeira com a utilizaç...
 
Seminário stab 2013 industrial - 06. utilização da palha de cana como incre...
Seminário stab 2013   industrial - 06. utilização da palha de cana como incre...Seminário stab 2013   industrial - 06. utilização da palha de cana como incre...
Seminário stab 2013 industrial - 06. utilização da palha de cana como incre...
 
Seminário stab 2013 industrial - 05. processo de fabricação de levedura sec...
Seminário stab 2013   industrial - 05. processo de fabricação de levedura sec...Seminário stab 2013   industrial - 05. processo de fabricação de levedura sec...
Seminário stab 2013 industrial - 05. processo de fabricação de levedura sec...
 
Seminário stab 2013 industrial - 03. maior eficiência energética da planta ...
Seminário stab 2013   industrial - 03. maior eficiência energética da planta ...Seminário stab 2013   industrial - 03. maior eficiência energética da planta ...
Seminário stab 2013 industrial - 03. maior eficiência energética da planta ...
 
Seminário stab 2013 industrial - 02. evolução do modelo consecana no estado...
Seminário stab 2013   industrial - 02. evolução do modelo consecana no estado...Seminário stab 2013   industrial - 02. evolução do modelo consecana no estado...
Seminário stab 2013 industrial - 02. evolução do modelo consecana no estado...
 
Seminário stab 2013 industrial - 01. nr20 - segurança e saúde no trabalho c...
Seminário stab 2013   industrial - 01. nr20 - segurança e saúde no trabalho c...Seminário stab 2013   industrial - 01. nr20 - segurança e saúde no trabalho c...
Seminário stab 2013 industrial - 01. nr20 - segurança e saúde no trabalho c...
 
Seminário stab 2013 comum - 06. os impactos da nr12 e nr31 no setor sucroen...
Seminário stab 2013   comum - 06. os impactos da nr12 e nr31 no setor sucroen...Seminário stab 2013   comum - 06. os impactos da nr12 e nr31 no setor sucroen...
Seminário stab 2013 comum - 06. os impactos da nr12 e nr31 no setor sucroen...
 
Seminário stab 2013 comum - 05. variabilidade climática e perspectivas para...
Seminário stab 2013   comum - 05. variabilidade climática e perspectivas para...Seminário stab 2013   comum - 05. variabilidade climática e perspectivas para...
Seminário stab 2013 comum - 05. variabilidade climática e perspectivas para...
 
Seminário stab 2013 comum - 04. variabilidade climática e perspectivas para...
Seminário stab 2013   comum - 04. variabilidade climática e perspectivas para...Seminário stab 2013   comum - 04. variabilidade climática e perspectivas para...
Seminário stab 2013 comum - 04. variabilidade climática e perspectivas para...
 
Seminário stab 2013 comum - 03. requisitos para certificação bonsucro, etap...
Seminário stab 2013   comum - 03. requisitos para certificação bonsucro, etap...Seminário stab 2013   comum - 03. requisitos para certificação bonsucro, etap...
Seminário stab 2013 comum - 03. requisitos para certificação bonsucro, etap...
 
Seminário stab 2013 comum - 02. bonsucro - padrão internacional de sustenta...
Seminário stab 2013   comum - 02. bonsucro - padrão internacional de sustenta...Seminário stab 2013   comum - 02. bonsucro - padrão internacional de sustenta...
Seminário stab 2013 comum - 02. bonsucro - padrão internacional de sustenta...
 

Seminário stab 2013 agrícola - 14. a colheita com ancinho na usina bom jesus - superando desafios - luiz gonzaga (usina bom jesus)

  • 1. Corte de cana mecanizado com Ancinho na Usina Bom Jesus Cabo de Santo Agostinho abril de 2013
  • 2. Na década de 80 surgiu o ancinho, que foi criado com a finalidade de empurrar a cana para a borda da estrada facilitando com isto o carregamento
  • 4. No final do ano de 2011 e início de 2012 surgiu ao acaso na Usina JB o corte de cana mecanizado com o ancinho usado na embolação de cana
  • 5. A Usina Bom Jesus acreditou na ideia do corte de cana mecanizado com ancinho e passou a testar com diferentes tipos de ancinho em diversas áreas e topografias diferentes.
  • 6. Ancinhos usados na Usina Bom Jesus
  • 7.
  • 8. Lâmina afiada entre os bicos do ancinho
  • 11. Pensando no conforto, na segurança do tratorista e na qualidade do corte de cana, algumas modificações foram descartadas.
  • 12. Ao observar que as canas não eram cortadas e sim quebradas por pressão, retirou-se as lâminas afiadas que existiam entre os bicos e colocou-se apenas um apoio, para segurar os bicos. As lâminas afiadas rachavam as canas ao meio e traziam maior quantidade de impurezas e agentes infecciosos Apoio colocado entre os bicos
  • 13. Ancinho mais eficiente usado no corte de cana na Usina Bom Jesus
  • 14. Observou-se ao longo do período que um grande vilão do corte mecanizado com ancinho era a grande quantidade de palha (impureza vegetal) que estava chegando na indústria daí procurou-se observar o que poderia ser feito para redução desta impureza.
  • 15. Pontos realizados para redução da quantidade de palha: •Aplicação de PARAQUAT(dessecante). •Limpeza dos “molhos” na hora do corte •Limpeza dos volumes ao ser carregados •Em algumas situações colocou-se fogo novamente. •Número de pessoas de 12 a 15 pessoas por trator de corte • Colocação de fogo ao meio dia
  • 16. Áreas aplicadas com PARAQUAT (dessecante)
  • 17.
  • 18.
  • 19. Cana aplicada PARAQUAT e queimada ao meio dia
  • 20.
  • 21. Cana cortada e tratada pronta para vir para a usina
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27.
  • 28. Corte de cana esteirado
  • 30. Tivemos algumas áreas que foram cortadas crua e logo após o corte colocou-se fogo, apresentando resultados insatisfatórios Em outras áreas foram cortadas crua e deixado sem queimar, só vindo a colocar fogo depois de 4 dias depois de cortada. Observou-se que os resultados já foram melhores, porém o carregamento ficou dificultado devido a grande quantidade de cinzas geradas na queima.
  • 31.
  • 33.
  • 34. Corte de cana crua com ancinho
  • 35.
  • 36. Área cortada crua e queimada posteriormente
  • 37.
  • 38.
  • 39.
  • 40. Queima da cana ideal
  • 42. Rebrota da primeira área cortada mecanizada(safra 11-12 foto com 45 dias de cortada):
  • 43. Área cortada na safra 2012-2013
  • 44. Área cortada na safra 11-12 e cortada novamente na safra 12-13.
  • 45. Vantagens do corte de cana com ancinho Equipamento de baixo custo Fácil operação Não utilização de cortadores de cana Rebrota normalmente Facilidade no carregamento ( nenhuma modificação no carregamento) Redução no transporte de pessoal Redução do número de bituqueiros no carregamento. Redução do número de trabalhadores Fácil adaptação do pessoal (rurícolas e tratoristas)
  • 46. •Diminuição da quantidade de matéria orgânica(palha) que ficaria no solo Desvantagens do corte de cana com ancinho •A umidade prejudica a queima e arranca as cepas •Em áreas de cana planta, teria que ter o terreno completamente nivelado •Em áreas onde foi aplicado vinhaça ou torta de filtro não funcionou muito bem
  • 47. Base de cálculo dos custos do corte de cana com ancinho Custo = Hora máquina(R$ 60,00)+ M.O. Bituqueiro ( com Enc. sociais)+ aplicação dessecante Quantidade de toneladas cortadas ( moídas ) Nestes custos do corte mecanizado estão inclusos hora máquina a R$ 60,00, mão de obra do bituqueiro (com encargos sociais), arregimentador, transporte de pessoal aplicação do dessecante, administração e diretoria.
  • 48. Quantidade cortada (ton.) Impureza vegetal (manual) Impureza vegetal (mecanizada) Diferença Custo Manual(R$) Custo Mecanizado (R$) Safra 11/12 7.000 3,79% 4,65%¹ 0,86 22,88² ** Safra 12/13 85.800 3,43% 4,07% 0,64 23,08² 11,40 Dados comparativo da cana cortada na safra 11/12 e 12/13 • Obs.¹: As impurezas vegetais dos cortes mecanizados (safra 11/12), foram estimadas por aproximação por ainda não ser feito separação das áreas. • Obs.²: Nos custos do corte manual estão inclusos mão de obra dos rurícolas (com encargos sociais), transporte de pessoal, administração e diretoria • ** não contabilizado no ano anterior
  • 49. Considerações finais : • Produção média por trator : 250 ton./ dia (MF4299) • O radiador do trator deve ser lavado de duas a três vezes ao dia. • Na próxima safra todos os tratores envolvidos no corte de cana serão equipados com cabine com ar condicionado. • Deve ser providenciado proteção para as correias. • Será providenciado área de vivência completa • A cana cortada deverá chegar na usina com até 12 horas após cortada • Deverão serem feitos molhos separados.
  • 50. Agradecimentos! À Diretoria da Usina Bom Jesus por acreditar na ideia À STAB pelo convite À equipe agrícola da Usina Bom Jesus