Longevidade e deterioração de sementes
Sementes
ortodoxas e
recalcitrantes
Albizzia julibrissin Durazz.
Leguminosae (Fabaceae)
Mimosoideae
Maior longevidade na natureza
 Os maiores extremos de
longevidade foram encontrados
em sementes de Lupinus arcticus,
enterradas e congeladas, no
Yukon (Canadá).
 No Alaska, em tocas de esquilo,
sementes com idade estimada em
10.000 anos (não confirmada pelo
teste do 14
C ).
 Sementes de Nelumbium nucifora
(1000 a 3000 anos), Chenopodium
album e Spergula arvensis (1700
anos), idades não confirmadas.
 Sementes de Canna compacta
(6000 anos), encontradas em
tumba da Argentina, dentro de
cascas da noz Juglans australis.
Lupinus arcticus L.- Fabaceae
Sementes estocadas em Museus e Herbários
 Sementes de Albizzia julibrissin coletadas na China (1793) e
depositadas no Museu Britânico em Londres, germinaram após a
extinção de um incêndio causado por bomba durante a 2ª Guerra
em 1940.
 Produziram 3 plântulas transplantadas pelos arredores do museu.
 As espécies da família FABACEAE são as que apresentam maior
longevidade pois muitas possuem dormência física.
 Essa dormência bloqueia a entrada da água nas sementes.
Viabilidade de sementes armazenadas
 A maioria das espécies mantém sua viabilidade quando secas.
 A desidratação é a fase final da maturação em muitas espécies.
 Sementes ortodoxas são as que podem ser armazenadas em baixa umidade.
 Elas possuem baixo teor de água quando dispersas.
 Cerca de 75 a 80% das sementes de angiospermas são ortodoxas.
 Há espécies que necessitam manter um alto teor de água durante a
armazenagem para manter a máxima viabilidade.
 São dispersas com alto teor de água
 São chamadas de sementes recalcitrantes.
 5 a 10 % das angiospermas possuem sementes recalcitrantes.
 Recalcitrância ocorre em espécies tropicas, principalmente.
Maturação de sementes
Sementes ortodoxas x sementes recalcitrantes
 Sementes recalcitrantes não sofrem ou sofrem menor desidratação durante a
maturação.
 São dispersas da planta mãe com elevado grau de umidade.
 São sensíveis à desidratação que causa danos às organelas, ao citoesqueleto e
ao nucleoesqueleto celulares.
 Podem ser altamente sensíveis ou pouco sensíveis à desidratação.
 Há diferentes níveis de recalcitrância.
 Nas ortodoxas, durante a maturação da semente, há um período de acúmulo de
reservas (amido, proteínas e lipídios).
 Ocorre grande aumento do tamanho das sementes.
 Posteriormente ocorre a estabilização da massa seca e finalmente a perda de
água.
 Os cotilédones são compactos e as células não possuem vacúolos.

 As sementes recalcitrantes não completam a desidratação de
maturação.
 Exemplos: Hevea brasiliensis, Bertholletia excelsa (castanha do
Brasil) e Paullinia cupana (Guaraná).
 Provavelmente, 70% das espécies da Floresta Ombrófila
apresentem sementes recalcitrantes.
 Nessas sementes, se ocorrer desidratação do embrião, os danos
celulares serão irreversíveis.
 São metabolicamente ativas quando dispersas da planta mãe.
 As altamente recalcitrantes iniciam o metabolismo germinativo
antes ou imediatamente após a dispersão.
 Quando dispersas não encontrarem condições para a germinação
 Começam imediatamente a perder água.
Hevea brasiliensis (Willd. ex A.Juss.)
Müll.Arg. Euphorbiaceae
Bertholletia excelsa Bonpl. Lecythidaceae.
Paullinia cupana Kunth- Sapindaceae
Serragem úmida
Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal, Vol 12-Edição especial, 2000.
Alterações na massa fresca, massa seca e água em
sementes ortodoxas e recalcitrantes durante a maturação
Danos à ultraestrutura celular
 Em Avicennia marina, os embriões possuem teor de água de 1,7g/g
MS quando dispersas.
 Apresentam células compactas, vacúolos pequenos, organelas
abundantes e não diferenciadas (mitocôndrias e plastídios).
 Com perda de 29% de água, as células dos embriões ficam
desorganizadas.
 Com perda de 15% de água, as células tornam-se metabolicamente
ativas, ocorre desenvolvimento de mitocôndrias, polissomos, C. de
Golgi, depósitos de amido e material denso nos plastídios.
 Desidratação suave estimula o metabolismo.
 Avicennia marina apresenta metabolismo germinativo ativo após
dispersão.
 Se o teor de água dos embriões for reduzido para 0,3g/g MS ou abaixo,
as células ficam colapsadas.
 Sucesso foi obtido recobrindo-se as sementes com gel cru de
alginato.
 As sementes controle, após 10 dias em condições naturais,
mostraram células colapsadas e deterioradas, C.de Golgi
desorganizado, vesículas dilatadas de R.E. e vacúolos anormais.
 Após 18 dias mostraram células bastante deterioradas e vacúolos
anormais.
 Após 30 dias, as células dos embriões estavam mortas.
 Em sementes encapsuladas, após 50 dias os embriões
estavam com metabolismo ativo, mas não germinaram.
 Nessas sementes, os cotilédones contém baixo teor de reservas
insolúveis (amido) e grandes vacúolos que não suportam a perda
de água.
 Sementes de Aesculus hippocastanum (castanha da Índia) contém
grânulos de amido e poucos corpos protéicos.
 Apresentam grandes áreas de citoplasma entre os grãos de reserva e a
desidratação causa colapso vacuolar.
 Essas sementes são recalcitrantes intermediárias.
 Phaseolus vulgares possui sementes ortodoxas.
 Suas células cotiledonares são ricas em corpos amorfos grandes
e proteínas insolúveis.
 Citoesqueletos e nucleoesqueletos são redes dinâmicas de
microtúbulos de tubulina e actina, cuja função é a organização espacial
das células.
 Se ficarem desorganizados, as células perdem a sua funcionalidade.
 Nas sementes resistentes à desidratação, os filamentos se
desorganizam durante essa fase, porém voltam a se organizar durante
a embebição.
 Já, nas recalcitrantes, os filamentos não se reorganizam, havendo um
colapso celular.
Porcentagens de água e potenciais hídricos
 Sementes ortodoxas podem ser armazenadas por protocolos
convencionais: 0,05  0,02 g H2O/ g MS.
 Chegam a perder 90% de água durante a desidratação da
maturação (≤ 10%).
 Tolerância à desidratação é caráter quantitativo, variando conforme a
espécie.
 Sementes podem ser altamente, moderadamente e levemente
recalcitrantes ou ortodoxas.
 Tolerância tem correlação direta com produção e armazenagem de
açúcares (sacarose e rafinose).
 Estes protegem membranas celulares na fase de gel sólido quando a
semente está desidratada.
 Depositam-se na extremidade hidrofóbica dos fosfolipídios impedindo
vazamentos com perdas de solutos celulares importantes.

 Embriões recalcitrantes não suportam potenciais hídricos
menores que -12 MPa.
 Intermediárias como café, espécies de Citrus e mamão papaya
mostram tolerância a Ψ = - 50 e -70 MPa
 Embriões ortodoxos durante o desenvolvimento adquirem tolerância
em degraus de Ψ = -1,8, – 5,0 , -12,0, - 50,0 e finalmente, – 180MPa.
 Tolerância é adquirida durante acúmulo de reserva nos vacúolos.
 Preenchimento dos vacúolos com material nutritivo pode reduzir
murchamento pela remoção de água, substituída pelas
substâncias de reserva.
 Acúmulo de açúcares protetores e desdiferenciação de organelas,
estabilizam as membranas contra a desnaturação durante a seca
de maturação quando o Ψ diminui para -12MPa.
 Quando o Ψ cai para -50 MPa, observa-se aumento da viscosidade
do citoplasma, devido a substâncias osmoreguladoras (açúcares),
evitando reações químicas deletérias.
 Esse processo é chamado de vitrificação.
Mecanismos protetores
Sementes ortodoxas ou levemente
recalcitrantes
 Redução vacuolar
 Reservas insolúveis (amido).
 Citoesqueleto.
 Conformação de DNA.
 Desdiferenciação celular.
 Desligamento metabólico.
 Sistema anti-oxidante.
 Moléculas formadas ao final
da embriogênese:
 LEAS = proteínas abundantes
do final da embriogênese;
sacarose.
 Moléculas anfipáticas:
fosfolipídios.
 Mecanismos de reparo
durante a embebição.
Bases bioquímicas da deterioração de sementes
ortodoxas
Respiração:
 Em embriões viáveis, atividade e integridade de mitocôndrias
aumenta com o tempo, após início da embebição.
 A produção de ATP está ligada ao consumo de O2.
 Em embriões não viáveis de diversas espécies as mitocôndrias
parecem intumescidas e as membranas desorganizadas.
 Diminuem as trocas gasosas e a atividade de diversas enzimas
respiratórias.
 O conteúdo de ATP diminui.
Síntese de proteínas e ácidos nucléicos:
 Embriões não viáveis de cereais, leguminosas e várias
dicotiledôneas falham em sintetizar proteínas e RNA.
Deterioração de membranas:
 Em sementes viáveis, durante a embebição, as membranas se
reorganizam até a forma física estável.
 Temporariamente, sementes sofrem perdas de solutos até que as
membranas se reintegrem.
 Nas sementes deterioradas, mais substâncias são perdidas.
 Perdas de açúcares podem representar perda de substratos
respiratórios, por exemplo.
 Embriões não viáveis de cereais, leguminosas e várias
dicotiledôneas falham em sintetizar proteínas e RNA.
Danos aos cromossomos e DNA:
 Nas plântulas germinadas de sementes velhas ocorrem muitas
células aberrantes.
 Haveria a formação de mutagênicos químicos na semente, durante
envelhecimento.
 As DNAses nucleares estariam ativas, degradando parcialmente
moléculas de DNA.
Referências
 Baskin, C. & Baskin, J.2000. Seeds: Ecology, Biogeography, and
Evolution of Dormancy and Germination
 Bewley, J.D. & Black, M. 1994. Seeds. Physiology of Development
and Germination.Plenum Press, 445p.
 Gui Ferreira, A. & Borghetti, F. 2004. Germinação. Do básico ao
aplicado. Artmed, 323p.
• Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal, Vol 12-Edição especial,
2000.

SEMENTES-Longevidade e deterioração de sementes.ppt

  • 1.
    Longevidade e deterioraçãode sementes Sementes ortodoxas e recalcitrantes Albizzia julibrissin Durazz. Leguminosae (Fabaceae) Mimosoideae
  • 2.
    Maior longevidade nanatureza  Os maiores extremos de longevidade foram encontrados em sementes de Lupinus arcticus, enterradas e congeladas, no Yukon (Canadá).  No Alaska, em tocas de esquilo, sementes com idade estimada em 10.000 anos (não confirmada pelo teste do 14 C ).  Sementes de Nelumbium nucifora (1000 a 3000 anos), Chenopodium album e Spergula arvensis (1700 anos), idades não confirmadas.  Sementes de Canna compacta (6000 anos), encontradas em tumba da Argentina, dentro de cascas da noz Juglans australis. Lupinus arcticus L.- Fabaceae
  • 4.
    Sementes estocadas emMuseus e Herbários  Sementes de Albizzia julibrissin coletadas na China (1793) e depositadas no Museu Britânico em Londres, germinaram após a extinção de um incêndio causado por bomba durante a 2ª Guerra em 1940.  Produziram 3 plântulas transplantadas pelos arredores do museu.  As espécies da família FABACEAE são as que apresentam maior longevidade pois muitas possuem dormência física.  Essa dormência bloqueia a entrada da água nas sementes.
  • 5.
    Viabilidade de sementesarmazenadas  A maioria das espécies mantém sua viabilidade quando secas.  A desidratação é a fase final da maturação em muitas espécies.  Sementes ortodoxas são as que podem ser armazenadas em baixa umidade.  Elas possuem baixo teor de água quando dispersas.  Cerca de 75 a 80% das sementes de angiospermas são ortodoxas.  Há espécies que necessitam manter um alto teor de água durante a armazenagem para manter a máxima viabilidade.  São dispersas com alto teor de água  São chamadas de sementes recalcitrantes.  5 a 10 % das angiospermas possuem sementes recalcitrantes.  Recalcitrância ocorre em espécies tropicas, principalmente.
  • 6.
    Maturação de sementes Sementesortodoxas x sementes recalcitrantes  Sementes recalcitrantes não sofrem ou sofrem menor desidratação durante a maturação.  São dispersas da planta mãe com elevado grau de umidade.  São sensíveis à desidratação que causa danos às organelas, ao citoesqueleto e ao nucleoesqueleto celulares.  Podem ser altamente sensíveis ou pouco sensíveis à desidratação.  Há diferentes níveis de recalcitrância.  Nas ortodoxas, durante a maturação da semente, há um período de acúmulo de reservas (amido, proteínas e lipídios).  Ocorre grande aumento do tamanho das sementes.  Posteriormente ocorre a estabilização da massa seca e finalmente a perda de água.  Os cotilédones são compactos e as células não possuem vacúolos. 
  • 7.
     As sementesrecalcitrantes não completam a desidratação de maturação.  Exemplos: Hevea brasiliensis, Bertholletia excelsa (castanha do Brasil) e Paullinia cupana (Guaraná).  Provavelmente, 70% das espécies da Floresta Ombrófila apresentem sementes recalcitrantes.  Nessas sementes, se ocorrer desidratação do embrião, os danos celulares serão irreversíveis.  São metabolicamente ativas quando dispersas da planta mãe.  As altamente recalcitrantes iniciam o metabolismo germinativo antes ou imediatamente após a dispersão.  Quando dispersas não encontrarem condições para a germinação  Começam imediatamente a perder água.
  • 8.
    Hevea brasiliensis (Willd.ex A.Juss.) Müll.Arg. Euphorbiaceae Bertholletia excelsa Bonpl. Lecythidaceae.
  • 9.
  • 10.
  • 11.
    Revista Brasileira deFisiologia Vegetal, Vol 12-Edição especial, 2000. Alterações na massa fresca, massa seca e água em sementes ortodoxas e recalcitrantes durante a maturação
  • 12.
    Danos à ultraestruturacelular  Em Avicennia marina, os embriões possuem teor de água de 1,7g/g MS quando dispersas.  Apresentam células compactas, vacúolos pequenos, organelas abundantes e não diferenciadas (mitocôndrias e plastídios).  Com perda de 29% de água, as células dos embriões ficam desorganizadas.  Com perda de 15% de água, as células tornam-se metabolicamente ativas, ocorre desenvolvimento de mitocôndrias, polissomos, C. de Golgi, depósitos de amido e material denso nos plastídios.  Desidratação suave estimula o metabolismo.  Avicennia marina apresenta metabolismo germinativo ativo após dispersão.  Se o teor de água dos embriões for reduzido para 0,3g/g MS ou abaixo, as células ficam colapsadas.
  • 13.
     Sucesso foiobtido recobrindo-se as sementes com gel cru de alginato.  As sementes controle, após 10 dias em condições naturais, mostraram células colapsadas e deterioradas, C.de Golgi desorganizado, vesículas dilatadas de R.E. e vacúolos anormais.  Após 18 dias mostraram células bastante deterioradas e vacúolos anormais.  Após 30 dias, as células dos embriões estavam mortas.  Em sementes encapsuladas, após 50 dias os embriões estavam com metabolismo ativo, mas não germinaram.  Nessas sementes, os cotilédones contém baixo teor de reservas insolúveis (amido) e grandes vacúolos que não suportam a perda de água.  Sementes de Aesculus hippocastanum (castanha da Índia) contém grânulos de amido e poucos corpos protéicos.
  • 14.
     Apresentam grandesáreas de citoplasma entre os grãos de reserva e a desidratação causa colapso vacuolar.  Essas sementes são recalcitrantes intermediárias.  Phaseolus vulgares possui sementes ortodoxas.  Suas células cotiledonares são ricas em corpos amorfos grandes e proteínas insolúveis.  Citoesqueletos e nucleoesqueletos são redes dinâmicas de microtúbulos de tubulina e actina, cuja função é a organização espacial das células.  Se ficarem desorganizados, as células perdem a sua funcionalidade.  Nas sementes resistentes à desidratação, os filamentos se desorganizam durante essa fase, porém voltam a se organizar durante a embebição.  Já, nas recalcitrantes, os filamentos não se reorganizam, havendo um colapso celular.
  • 16.
    Porcentagens de águae potenciais hídricos  Sementes ortodoxas podem ser armazenadas por protocolos convencionais: 0,05  0,02 g H2O/ g MS.  Chegam a perder 90% de água durante a desidratação da maturação (≤ 10%).  Tolerância à desidratação é caráter quantitativo, variando conforme a espécie.  Sementes podem ser altamente, moderadamente e levemente recalcitrantes ou ortodoxas.  Tolerância tem correlação direta com produção e armazenagem de açúcares (sacarose e rafinose).  Estes protegem membranas celulares na fase de gel sólido quando a semente está desidratada.  Depositam-se na extremidade hidrofóbica dos fosfolipídios impedindo vazamentos com perdas de solutos celulares importantes. 
  • 17.
     Embriões recalcitrantesnão suportam potenciais hídricos menores que -12 MPa.  Intermediárias como café, espécies de Citrus e mamão papaya mostram tolerância a Ψ = - 50 e -70 MPa  Embriões ortodoxos durante o desenvolvimento adquirem tolerância em degraus de Ψ = -1,8, – 5,0 , -12,0, - 50,0 e finalmente, – 180MPa.  Tolerância é adquirida durante acúmulo de reserva nos vacúolos.  Preenchimento dos vacúolos com material nutritivo pode reduzir murchamento pela remoção de água, substituída pelas substâncias de reserva.
  • 18.
     Acúmulo deaçúcares protetores e desdiferenciação de organelas, estabilizam as membranas contra a desnaturação durante a seca de maturação quando o Ψ diminui para -12MPa.  Quando o Ψ cai para -50 MPa, observa-se aumento da viscosidade do citoplasma, devido a substâncias osmoreguladoras (açúcares), evitando reações químicas deletérias.  Esse processo é chamado de vitrificação.
  • 20.
    Mecanismos protetores Sementes ortodoxasou levemente recalcitrantes  Redução vacuolar  Reservas insolúveis (amido).  Citoesqueleto.  Conformação de DNA.  Desdiferenciação celular.  Desligamento metabólico.  Sistema anti-oxidante.  Moléculas formadas ao final da embriogênese:  LEAS = proteínas abundantes do final da embriogênese; sacarose.  Moléculas anfipáticas: fosfolipídios.  Mecanismos de reparo durante a embebição.
  • 21.
    Bases bioquímicas dadeterioração de sementes ortodoxas Respiração:  Em embriões viáveis, atividade e integridade de mitocôndrias aumenta com o tempo, após início da embebição.  A produção de ATP está ligada ao consumo de O2.  Em embriões não viáveis de diversas espécies as mitocôndrias parecem intumescidas e as membranas desorganizadas.  Diminuem as trocas gasosas e a atividade de diversas enzimas respiratórias.  O conteúdo de ATP diminui. Síntese de proteínas e ácidos nucléicos:  Embriões não viáveis de cereais, leguminosas e várias dicotiledôneas falham em sintetizar proteínas e RNA.
  • 22.
    Deterioração de membranas: Em sementes viáveis, durante a embebição, as membranas se reorganizam até a forma física estável.  Temporariamente, sementes sofrem perdas de solutos até que as membranas se reintegrem.  Nas sementes deterioradas, mais substâncias são perdidas.  Perdas de açúcares podem representar perda de substratos respiratórios, por exemplo.  Embriões não viáveis de cereais, leguminosas e várias dicotiledôneas falham em sintetizar proteínas e RNA. Danos aos cromossomos e DNA:  Nas plântulas germinadas de sementes velhas ocorrem muitas células aberrantes.  Haveria a formação de mutagênicos químicos na semente, durante envelhecimento.  As DNAses nucleares estariam ativas, degradando parcialmente moléculas de DNA.
  • 23.
    Referências  Baskin, C.& Baskin, J.2000. Seeds: Ecology, Biogeography, and Evolution of Dormancy and Germination  Bewley, J.D. & Black, M. 1994. Seeds. Physiology of Development and Germination.Plenum Press, 445p.  Gui Ferreira, A. & Borghetti, F. 2004. Germinação. Do básico ao aplicado. Artmed, 323p. • Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal, Vol 12-Edição especial, 2000.