O sujeito e o outro na prática psicanalítica 
Coordenação Alexandre Simões 
Tema : 
O outro e o objeto
sujeito 
outro 
sujeito 
outro 
outro 
sujeito 
outro 
sujeito 
No campo dos investimentos libidinais
A questão do objeto na Psicanálise freudiana: 
vejamos alguns momentos edificantes
O objeto, como contraponto do sujeito 
surge bem cedo no cenário freudiano
O objeto no Projeto para uma psicologia científica [1895 (1950)] e na Interpretação dos sonhos (1900):
A cena e a 
Outra cena
Objeto perdido 
o perto ..... 
..... longe
objeto da necessidade 
palavra 
perda 
a palavra é a morte da Coisa
sujeito 
perda 
“... no centro da relação sujeito-objeto, há uma tensão fundamental, que faz com que o que é procurado não seja procurado da mesma forma que o que será encontrado. É através da busca de uma satisfação passada e ultrapassada que o novo objeto é procurado...” 
(Jacques Lacan, Seminário 4, p.13)
O objeto nos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905): 
objeto na sua relação com o campo pulsional
“Assim, somos instruídos a afrouxar o vínculo que existe entre a pulsão e o objeto. É provável que, de início, a pulsão sexual seja independente de seu objeto, e tampouco deva ela sua origem aos encantos deste.” 
(Sigmund Freud, Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, p. 138/139 – Ensaio I: as aberrações sexuais) 
“Chamou-nos a atenção que imaginávamos como demasiadamente íntima a ligação entre a pulsão sexual e o objeto sexual. A experiência obtida nos casos considerados anormais [a perversão, ao olhar da Sexologia] nos ensina que, neles, há entre a pulsão sexual e o objeto sexual apenas uma solda, que corríamos o risco de não ver em consequência da uniformidade do quadro normal, em que a pulsão parece trazer consigo o objeto. ...
O objeto em Luto e melancolia (1915): 
a identificação com o objeto
objeto perdido 
identificação com o objeto 
objeto pulsional
objeto 
ideal
A questão do objeto em Lacan: 
vejamos alguns momentos edificantes
A temática do objeto (mais precisamente, a do objeto a) foi aquilo que Lacan considerou como a sua contribuição para a Psicanálise (Antonio Quinet. Os outros em Lacan. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 32)
objeto e opacidade 
Portanto, a cada objeto: não é bem isso....
objeto-causa
A operação de corte 
“O objeto a é o verdadeiro parceiro na sexualidade” 
(Antonio Quinet. Os outros em Lacan. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 32)
O objeto a é algo de que o sujeito, para se constituir, se separou como órgão. (Lacan, Seminário 11, p.101)
“Qual é o status do objeto a? Não é um objeto do mundo sensível, empírico. No entanto, qualquer objeto deste mundo que satisfaça a pulsão e cause o desejo ou provoque a angústia pode fazer função de objeto a. Não se trata de um objeto nomeável enquanto tal, pois não é da ordem do significante. Não é um objeto que tenha algum aspecto tampouco, pois não está no visível. Ele não pode ser visto nem falado, pois não tem consistência. Não tem nem a materialidade das palavras com seu material significante, nem a forma dos objetos físicos, que podem ser medidos e pesados. Ele não é nem simbólico nem imaginário. É da ordem do real. O objeto a afeta o sujeito. E sua única consistência é lógica.” 
(Antonio Quinet. Os outros em Lacan. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 32)
Prosseguiremos com 
O Outro e o estranho 
Até lá! 
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ALEXANDRE 
SIMÕES 
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de autor reservados.

2014 – Curso “O sujeito e o outro na prática psicanalítica”- aula 3, tema: O Outro e o objeto

  • 1.
    O sujeito eo outro na prática psicanalítica Coordenação Alexandre Simões Tema : O outro e o objeto
  • 2.
    sujeito outro sujeito outro outro sujeito outro sujeito No campo dos investimentos libidinais
  • 3.
    A questão doobjeto na Psicanálise freudiana: vejamos alguns momentos edificantes
  • 4.
    O objeto, comocontraponto do sujeito surge bem cedo no cenário freudiano
  • 5.
    O objeto noProjeto para uma psicologia científica [1895 (1950)] e na Interpretação dos sonhos (1900):
  • 6.
    A cena ea Outra cena
  • 7.
    Objeto perdido operto ..... ..... longe
  • 8.
    objeto da necessidade palavra perda a palavra é a morte da Coisa
  • 9.
    sujeito perda “...no centro da relação sujeito-objeto, há uma tensão fundamental, que faz com que o que é procurado não seja procurado da mesma forma que o que será encontrado. É através da busca de uma satisfação passada e ultrapassada que o novo objeto é procurado...” (Jacques Lacan, Seminário 4, p.13)
  • 10.
    O objeto nosTrês ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905): objeto na sua relação com o campo pulsional
  • 11.
    “Assim, somos instruídosa afrouxar o vínculo que existe entre a pulsão e o objeto. É provável que, de início, a pulsão sexual seja independente de seu objeto, e tampouco deva ela sua origem aos encantos deste.” (Sigmund Freud, Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, p. 138/139 – Ensaio I: as aberrações sexuais) “Chamou-nos a atenção que imaginávamos como demasiadamente íntima a ligação entre a pulsão sexual e o objeto sexual. A experiência obtida nos casos considerados anormais [a perversão, ao olhar da Sexologia] nos ensina que, neles, há entre a pulsão sexual e o objeto sexual apenas uma solda, que corríamos o risco de não ver em consequência da uniformidade do quadro normal, em que a pulsão parece trazer consigo o objeto. ...
  • 12.
    O objeto emLuto e melancolia (1915): a identificação com o objeto
  • 13.
    objeto perdido identificaçãocom o objeto objeto pulsional
  • 14.
  • 15.
    A questão doobjeto em Lacan: vejamos alguns momentos edificantes
  • 16.
    A temática doobjeto (mais precisamente, a do objeto a) foi aquilo que Lacan considerou como a sua contribuição para a Psicanálise (Antonio Quinet. Os outros em Lacan. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 32)
  • 17.
    objeto e opacidade Portanto, a cada objeto: não é bem isso....
  • 18.
  • 19.
    A operação decorte “O objeto a é o verdadeiro parceiro na sexualidade” (Antonio Quinet. Os outros em Lacan. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 32)
  • 20.
    O objeto aé algo de que o sujeito, para se constituir, se separou como órgão. (Lacan, Seminário 11, p.101)
  • 21.
    “Qual é ostatus do objeto a? Não é um objeto do mundo sensível, empírico. No entanto, qualquer objeto deste mundo que satisfaça a pulsão e cause o desejo ou provoque a angústia pode fazer função de objeto a. Não se trata de um objeto nomeável enquanto tal, pois não é da ordem do significante. Não é um objeto que tenha algum aspecto tampouco, pois não está no visível. Ele não pode ser visto nem falado, pois não tem consistência. Não tem nem a materialidade das palavras com seu material significante, nem a forma dos objetos físicos, que podem ser medidos e pesados. Ele não é nem simbólico nem imaginário. É da ordem do real. O objeto a afeta o sujeito. E sua única consistência é lógica.” (Antonio Quinet. Os outros em Lacan. Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p. 32)
  • 22.
    Prosseguiremos com OOutro e o estranho Até lá! Acesso a este conteúdo: www.alexandresimoes.com.br ALEXANDRE SIMÕES ® Todos os direitos de autor reservados.