ERA
revista
A Revolta dos
Malês
Na madrugada do dia 24 de janeiro de
1835, na ladeira da praça de Salvador
Bahia, se inicia o conflito. Exaustos de
serem comercializados, explorados,
agredidos e discriminados por origem
e religião; Os Malês iniciam sua
revolta
Malês do Iorubá significa “negros mulçumanos”
eram eles provindos de Cabinda, Luanda e Benguela ,
províncias do continente africano.
No Brasil apesar de letrados,
exerciam trabalho escravo
tanto nos campos quanto na
cidade, onde habitavam os
insurretos e livres. A maioria
de seus líderes era da etnia
Nagô como Ahuna, Pacífico
Licutan, Nicobé, Dassalu,
Gustard e Manuel Calafate,
havia também o Nupe Luis
Sanim
Planejado por meses em
reuniões o processo
conspirativo, possuía uma rede
de comunicação através de
cartas que também difundiam
o islamismo entre outras
etnias, como Beninis, Minas,
Geges, Tapas, Camarões e
Congos . Luís Sanim era
responsável pela “Junta”
poupança realizada para a
compra de alforrias, roupas
cerimoniais e outras despesas.
A Delação
uma liberta chamada Guilhermina delatou o
movimento ao juiz de paz, o chefe de polícia age
rapidamente e vai até a casa onde se reuniam,
percebendo o movimento dos policiais, os malês
antecipam a revolta, saindo às ruas aos gritos
“mata soldado”
Do velho sobrado os rebeldes partiram em
várias direções. Um grupo avançou para a
Praça do Palácio, onde ficava a cadeia da
cidade. Lá, os revoltosos planejavam tomar as
armas dos guardas e libertar Pacífico Licutan, o
Bilal, líder malê que estava preso para pagar as
dívidas de seu senhor, porém não obtiveram
sucesso.
Lutam cerca de 3 horas contra grupos militares,
vencem alguns embates e são repelidos em outros.
Então conseguem se unir a aliados vindo de vitória e
chegam em águas de menino onde são derrotados.
Mais de 70 dos Malês morreram no combate, por
suicídio ou afogados ao tentarem fugir
A maioria, sobrevivente teve diversas
punições: a chibata, a gargalheira e
correntes, prisão simples, deportação e
pena de morte.
Após a revolta, ocorreu uma investigação a
respeito das cartas que possuíam escritas
em árabe, e avaliou-se que o conteúdo ali
escrito era assustador para a elite, já que
seus planos para a revolta eram matar toda
a população branca, manter a escravidão
dos afrodescendentes e criar um império
islâmico no nordeste brasileiro; essas
suposições chocantes chegaram a outras
províncias, aterrorizando a elite
escravocratas e assim aumentando a
repressão sobre a população negra e
islâmica
Salvador atualmente
Palácio Rio Branco
Câmara municipal
Arroz de haúça
Legado Malê
Os Malês contribuíram
com diversos de seu traços
culturais na religiosidade,
como o uso de turbantes e
abadás usados na
umbanda e candomblé, na
culinária o Arroz de haúça
e no vocabulário com
palavras em Iorubá e
Árabe como mandiga .
Além de originarem a
maior insurreição do
país, sendo símbolo de
resistência até os dias
de hoje
Cultura
O Museu Afro
Brasil, preserva
itens da revolta
Em São
Paulo e
Bahia

Revolta dos Malês

  • 1.
  • 2.
    Na madrugada dodia 24 de janeiro de 1835, na ladeira da praça de Salvador Bahia, se inicia o conflito. Exaustos de serem comercializados, explorados, agredidos e discriminados por origem e religião; Os Malês iniciam sua revolta
  • 3.
    Malês do Iorubásignifica “negros mulçumanos” eram eles provindos de Cabinda, Luanda e Benguela , províncias do continente africano. No Brasil apesar de letrados, exerciam trabalho escravo tanto nos campos quanto na cidade, onde habitavam os insurretos e livres. A maioria de seus líderes era da etnia Nagô como Ahuna, Pacífico Licutan, Nicobé, Dassalu, Gustard e Manuel Calafate, havia também o Nupe Luis Sanim
  • 4.
    Planejado por mesesem reuniões o processo conspirativo, possuía uma rede de comunicação através de cartas que também difundiam o islamismo entre outras etnias, como Beninis, Minas, Geges, Tapas, Camarões e Congos . Luís Sanim era responsável pela “Junta” poupança realizada para a compra de alforrias, roupas cerimoniais e outras despesas.
  • 6.
    A Delação uma libertachamada Guilhermina delatou o movimento ao juiz de paz, o chefe de polícia age rapidamente e vai até a casa onde se reuniam, percebendo o movimento dos policiais, os malês antecipam a revolta, saindo às ruas aos gritos “mata soldado”
  • 7.
    Do velho sobradoos rebeldes partiram em várias direções. Um grupo avançou para a Praça do Palácio, onde ficava a cadeia da cidade. Lá, os revoltosos planejavam tomar as armas dos guardas e libertar Pacífico Licutan, o Bilal, líder malê que estava preso para pagar as dívidas de seu senhor, porém não obtiveram sucesso.
  • 8.
    Lutam cerca de3 horas contra grupos militares, vencem alguns embates e são repelidos em outros. Então conseguem se unir a aliados vindo de vitória e chegam em águas de menino onde são derrotados. Mais de 70 dos Malês morreram no combate, por suicídio ou afogados ao tentarem fugir
  • 9.
    A maioria, sobreviventeteve diversas punições: a chibata, a gargalheira e correntes, prisão simples, deportação e pena de morte.
  • 10.
    Após a revolta,ocorreu uma investigação a respeito das cartas que possuíam escritas em árabe, e avaliou-se que o conteúdo ali escrito era assustador para a elite, já que seus planos para a revolta eram matar toda a população branca, manter a escravidão dos afrodescendentes e criar um império islâmico no nordeste brasileiro; essas suposições chocantes chegaram a outras províncias, aterrorizando a elite escravocratas e assim aumentando a repressão sobre a população negra e islâmica
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    Arroz de haúça LegadoMalê Os Malês contribuíram com diversos de seu traços culturais na religiosidade, como o uso de turbantes e abadás usados na umbanda e candomblé, na culinária o Arroz de haúça e no vocabulário com palavras em Iorubá e Árabe como mandiga . Além de originarem a maior insurreição do país, sendo símbolo de resistência até os dias de hoje
  • 14.
  • 15.
    O Museu Afro Brasil,preserva itens da revolta Em São Paulo e Bahia