A abdicação ao trono por D. Pedro I, em
1831, gerou a formação do período regencial no
Brasil, que aconteceu entre os anos de 1831 e
1840. Esse período ficou marcado pela ausência de
um imperador no controle político e também pelas
rebeliões provinciais que aconteceram em diversas
províncias. A balaiada foi uma dessas rebeliões.
A chamada "Balaiada" foi uma revolta
ocorrida no Maranhão entre 1838 e 1841, durante o
período regencial.
As causas da revolta estão
relacionadas às condições de miséria e
opressão que a população pobre da região
estava submetida.
Nesta época, a economia agrária do
Maranhão atravessava um período grande
de crise. A principal riqueza produzida na
província, o algodão, sofria forte
concorrência no mercado internacional, e
com isso, o produto perdeu preço e
compradores no exterior
As camadas sociais que mais
sofriam com a situação eram os
trabalhadores livres, camponeses,
escravos, etc.
A miséria, a fome, a escravidão e os
maus tratos constituíram os principais
fatores de descontentamento da
população que motivou essas camadas
sociais para a luta contra as injustiças
sociais. A classe média maranhense
também estava insatisfeita politicamente
A Balaiada não tinha uma organização
consistente, nem um projeto político definido. Não tinha
um movimento único e harmônico. Foi um conjunto de
lutas marcadas pelo desejo de vingança social contra
os poderosos da região.
Em 13 de dezembro de 1838, um grupo de
vaqueiros liderados por Raimundo Gomes e
apoiados pela Guarda Nacional – destacamento
formado por cidadãos “normais”, que não tinham
treinamento militar – invadiu a cadeia de Vila da
Manga, que era sub-presidida por José Egito, de
orientação conservadora.
A intenção de Raimundo Gomes era libertar
seu irmão, que havia sido preso sem um bom motivo
aparente, além de também libertar outros presos
que ali estavam na mesma condição.
O Maranhão possuía dois partidos.
Os Bem-te-vis, liberais, eram perseguidos politicamente
pelos Cabanos, conservadores, que estavam no poder e
tinham o apoio do governo central. Quando o irmão de
Raimundo Gomes, foi preso, desencadeou-se a revolta
que rapidamente espalhou-se pela província.
Os bem-te-vis tentaram se aproveitar
politicamente da revolta, mas as condições sociais
desfavoraveís fizeram com que o movimento escapasse
do controle das elites e assumisse um perfil popular que
deixou os grupos dominantes em pânico. Os bem-te-vis
recuaram e tentaram uma conciliação com o governo
central. A liderança passou para as mãos populares de
um pobre fabricante de balaios.
O primeiro deles, Raimundo Gomes, foi o responsável
por mobilizar um grupo de artesãos, vaqueiros e escravos,
logo depois de ter seguido ordens de um opositor político de
um determinado fazendeiro e libertado um grupo de vaqueiros
aprisionados em Vila da Manga.
O segundo líder, um artesão chamado Manoel dos
Anjos Ferreira, vulgarmente conhecido como Balaio, iniciou
suas lutas contra as autoridades provincianas depois de
acusar um dos oficiais, o senhor Antônio Raymundo
Guimarães, de ter abusado sexualmente de suas filhas. Esse
foi um dos fortes motivos que fez com que Balaio buscasse
conseguir vários membros que aderissem a sua causa e junto
a esses revoltosos conseguissem obter o controle da cidade
de Caxias. Esse movimento foi visto como uma forte ameaça
àqueles que possuíam certos privilégios econômicos.
Para completar o trio de revoltosos, no mesmo
ano o negro Cosme Bento de Chagas reuniu 3 mil
escravos fugidos e obteve o apoio de todos eles, o
que trouxe a revolta traços raciais que poderiam ser
facilmente relacionados a questão de desigualdade
existente no local.
A revolta só veio a ter um final pacífico quando
o imperador anistiou os revoltosos sobreviventes, e
mesmo assim os maranhenses ainda tiveram que
conviver com a miséria em decorrência da crise do
algodão.
Todos os negros fugidos que receberam
acusação de ter participado do movimento tiveram
como castigo sua reescravização, voltando a fazer
trabalho forçado novamente. O Vaqueiro Raimundo
faleceu quando estava sendo deportado. Cosme
Bento, líder dos escravos, foi preso e teve sua
condenação a forca decretada, no ano de 1842.
 Balaio é um tipo de cesta;
 A revolta tem esse nome pois um de seus
principais lideres era conhecido como balaio
(produzia balaios);
 Hoje em dia, no Maranhão, existe um memorial da
Balaiada;
 Os principais participantes da Balaiada foram
pobres, escravos, negros, vaqueiros, sertanejos,
etc;
 O combate aos balaios foi duro e violento. A
perseguição só terminou em 1841, quando tinham
morrido cerca de 12 mil sertanejos e escravos.

Baialada

  • 2.
    A abdicação aotrono por D. Pedro I, em 1831, gerou a formação do período regencial no Brasil, que aconteceu entre os anos de 1831 e 1840. Esse período ficou marcado pela ausência de um imperador no controle político e também pelas rebeliões provinciais que aconteceram em diversas províncias. A balaiada foi uma dessas rebeliões. A chamada "Balaiada" foi uma revolta ocorrida no Maranhão entre 1838 e 1841, durante o período regencial.
  • 3.
    As causas darevolta estão relacionadas às condições de miséria e opressão que a população pobre da região estava submetida. Nesta época, a economia agrária do Maranhão atravessava um período grande de crise. A principal riqueza produzida na província, o algodão, sofria forte concorrência no mercado internacional, e com isso, o produto perdeu preço e compradores no exterior
  • 4.
    As camadas sociaisque mais sofriam com a situação eram os trabalhadores livres, camponeses, escravos, etc. A miséria, a fome, a escravidão e os maus tratos constituíram os principais fatores de descontentamento da população que motivou essas camadas sociais para a luta contra as injustiças sociais. A classe média maranhense também estava insatisfeita politicamente
  • 5.
    A Balaiada nãotinha uma organização consistente, nem um projeto político definido. Não tinha um movimento único e harmônico. Foi um conjunto de lutas marcadas pelo desejo de vingança social contra os poderosos da região.
  • 6.
    Em 13 dedezembro de 1838, um grupo de vaqueiros liderados por Raimundo Gomes e apoiados pela Guarda Nacional – destacamento formado por cidadãos “normais”, que não tinham treinamento militar – invadiu a cadeia de Vila da Manga, que era sub-presidida por José Egito, de orientação conservadora. A intenção de Raimundo Gomes era libertar seu irmão, que havia sido preso sem um bom motivo aparente, além de também libertar outros presos que ali estavam na mesma condição.
  • 7.
    O Maranhão possuíadois partidos. Os Bem-te-vis, liberais, eram perseguidos politicamente pelos Cabanos, conservadores, que estavam no poder e tinham o apoio do governo central. Quando o irmão de Raimundo Gomes, foi preso, desencadeou-se a revolta que rapidamente espalhou-se pela província. Os bem-te-vis tentaram se aproveitar politicamente da revolta, mas as condições sociais desfavoraveís fizeram com que o movimento escapasse do controle das elites e assumisse um perfil popular que deixou os grupos dominantes em pânico. Os bem-te-vis recuaram e tentaram uma conciliação com o governo central. A liderança passou para as mãos populares de um pobre fabricante de balaios.
  • 8.
    O primeiro deles,Raimundo Gomes, foi o responsável por mobilizar um grupo de artesãos, vaqueiros e escravos, logo depois de ter seguido ordens de um opositor político de um determinado fazendeiro e libertado um grupo de vaqueiros aprisionados em Vila da Manga. O segundo líder, um artesão chamado Manoel dos Anjos Ferreira, vulgarmente conhecido como Balaio, iniciou suas lutas contra as autoridades provincianas depois de acusar um dos oficiais, o senhor Antônio Raymundo Guimarães, de ter abusado sexualmente de suas filhas. Esse foi um dos fortes motivos que fez com que Balaio buscasse conseguir vários membros que aderissem a sua causa e junto a esses revoltosos conseguissem obter o controle da cidade de Caxias. Esse movimento foi visto como uma forte ameaça àqueles que possuíam certos privilégios econômicos.
  • 9.
    Para completar otrio de revoltosos, no mesmo ano o negro Cosme Bento de Chagas reuniu 3 mil escravos fugidos e obteve o apoio de todos eles, o que trouxe a revolta traços raciais que poderiam ser facilmente relacionados a questão de desigualdade existente no local.
  • 10.
    A revolta sóveio a ter um final pacífico quando o imperador anistiou os revoltosos sobreviventes, e mesmo assim os maranhenses ainda tiveram que conviver com a miséria em decorrência da crise do algodão. Todos os negros fugidos que receberam acusação de ter participado do movimento tiveram como castigo sua reescravização, voltando a fazer trabalho forçado novamente. O Vaqueiro Raimundo faleceu quando estava sendo deportado. Cosme Bento, líder dos escravos, foi preso e teve sua condenação a forca decretada, no ano de 1842.
  • 11.
     Balaio éum tipo de cesta;  A revolta tem esse nome pois um de seus principais lideres era conhecido como balaio (produzia balaios);  Hoje em dia, no Maranhão, existe um memorial da Balaiada;  Os principais participantes da Balaiada foram pobres, escravos, negros, vaqueiros, sertanejos, etc;  O combate aos balaios foi duro e violento. A perseguição só terminou em 1841, quando tinham morrido cerca de 12 mil sertanejos e escravos.