RESPOSTA COLETIVA AO PRONUNCIAMENTO (SEM TÍTULO) DA DSS.

      Algumas considerações:

       A sustentação do projeto ético político, diretriz histórica e construída
       coletivamente pelo Serviço Social brasileiro e várias vezes citado no referido
       documento, não se dá, como tão bem nos alerta Boschetti (2004) apenas
       pelo conjunto de valores e princípios. Estes precisam ser traduzidos e
       concretizados a partir de mediações que se constroem e se realizam
       cotidianamente pela atuação profissional na e a partir da realidade. E este
       processo exige a compreensão das diversas dimensões envolvidas além de
       disposição política, teórica e ideológica de assumí-lo, entre outras
       exigências.

       Não nos parece que nos últimos anos a Divisão de Serviço Social tenha tido
       esta disposição. E veja, não se trata de julgamentos individuais de pessoas
       mas de exigência de postura profissional de quem estar a frente neste
       processo, ao atuar em cargo técnico, responsável em coordenar e dar
       direção às ações do Serviço Social. Não vimos esta disposição no
       enfrentamento das grandes questões que exigiram uma nítida postura da
       Divisão de Serviço Social. E simplesmente elas não aconteceram. A lentidão
       em tomar posições e muitas vezes só as fazendo depois de cobrança dos
       profissionais que labutam cotidianamente convivendo com autoritarismo e
       desmandos, construíram um cenário de descrédito. Não foram poucas as
       críticas às omissões e submissões que ouvimos cotidianamente entre os
       profissionais diante da apatia e subalternidade da Divisão de Serviço Social
       no enfrentamento das questões e dos desafios apontados. E não se trata de
       cobranças corporativistas, mas em defender explicitamente o Serviço Social
       enquanto direito e que deve ser oferecido com qualidade, respeito aos
       profissionais e aos usuários.

       Como que a Divisão reconhece no referido documento a importância da
       Lúcia Lopes e candidamente busca palavras bonitas para conciliar o
       inconciliável? Porque não defende com veemência e coragem o seu retorno à
       Divisão? Pluralismo virou sinônimo de complacência ou de “vale tudo”? Se a
       Divisão de Serviço Social não participou deste processo absurdo contra Lúcia
       Lopes, teria que no mínimo, condenar atos autoritários e arbitrários, que
       inclusive, desrespeitam as atribuições da coordenação técnica, ao colocar
       uma profissional à disposição à revelia de sua chefia técnica e imediata,
       quando ela      estava justamente defendendo os princípios e atribuições
       profissionais. E se foi conivente com isto, aí a situação beira o cinismo e
       deve ser repudiada com veemência.

              Fazemos escolhas cotidianas e somos responsáveis por elas. “ A vida
tem lado” e exige que cada um de nós assuma suas escolhas. O momento está a
exigir da Divisão de Serviço Social mais do que intenções. Esperamos
ações, esperamos compromisso, esperamos posicionamento, esperamos
que a Divisão exija o retorno de Lúcia Lopes já!!



“Se não pode se vestir com nosso sonho, não fale em nosso nome”. ( Mauro Iasi)

Resposta coletiva ao pronunciamento ( sem t+¡tulo) da dss.

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    RESPOSTA COLETIVA AOPRONUNCIAMENTO (SEM TÍTULO) DA DSS. Algumas considerações: A sustentação do projeto ético político, diretriz histórica e construída coletivamente pelo Serviço Social brasileiro e várias vezes citado no referido documento, não se dá, como tão bem nos alerta Boschetti (2004) apenas pelo conjunto de valores e princípios. Estes precisam ser traduzidos e concretizados a partir de mediações que se constroem e se realizam cotidianamente pela atuação profissional na e a partir da realidade. E este processo exige a compreensão das diversas dimensões envolvidas além de disposição política, teórica e ideológica de assumí-lo, entre outras exigências. Não nos parece que nos últimos anos a Divisão de Serviço Social tenha tido esta disposição. E veja, não se trata de julgamentos individuais de pessoas mas de exigência de postura profissional de quem estar a frente neste processo, ao atuar em cargo técnico, responsável em coordenar e dar direção às ações do Serviço Social. Não vimos esta disposição no enfrentamento das grandes questões que exigiram uma nítida postura da Divisão de Serviço Social. E simplesmente elas não aconteceram. A lentidão em tomar posições e muitas vezes só as fazendo depois de cobrança dos profissionais que labutam cotidianamente convivendo com autoritarismo e desmandos, construíram um cenário de descrédito. Não foram poucas as críticas às omissões e submissões que ouvimos cotidianamente entre os profissionais diante da apatia e subalternidade da Divisão de Serviço Social no enfrentamento das questões e dos desafios apontados. E não se trata de cobranças corporativistas, mas em defender explicitamente o Serviço Social enquanto direito e que deve ser oferecido com qualidade, respeito aos profissionais e aos usuários. Como que a Divisão reconhece no referido documento a importância da Lúcia Lopes e candidamente busca palavras bonitas para conciliar o inconciliável? Porque não defende com veemência e coragem o seu retorno à Divisão? Pluralismo virou sinônimo de complacência ou de “vale tudo”? Se a Divisão de Serviço Social não participou deste processo absurdo contra Lúcia Lopes, teria que no mínimo, condenar atos autoritários e arbitrários, que inclusive, desrespeitam as atribuições da coordenação técnica, ao colocar uma profissional à disposição à revelia de sua chefia técnica e imediata, quando ela estava justamente defendendo os princípios e atribuições profissionais. E se foi conivente com isto, aí a situação beira o cinismo e deve ser repudiada com veemência. Fazemos escolhas cotidianas e somos responsáveis por elas. “ A vida tem lado” e exige que cada um de nós assuma suas escolhas. O momento está a exigir da Divisão de Serviço Social mais do que intenções. Esperamos ações, esperamos compromisso, esperamos posicionamento, esperamos que a Divisão exija o retorno de Lúcia Lopes já!! “Se não pode se vestir com nosso sonho, não fale em nosso nome”. ( Mauro Iasi)