Curso de Educação e Formação de Adultos (nível secundário) 2018/2019
Área: Sociedade, Tecnologia e Ciência
NÚCLEO GERADOR 1: EQUIPAMENTOS E SISTEMAS TÉCNICOS
Domínio de Referência 3 – Utilizadores, Consumidores e Reclamações
A Bicicleta
A bicicleta (do francês bicyclette que deriva de bicycle união de bi, dois, com a palavra
grega kyklos, roda) é um veículo de duas rodas presas a um quadro, movido pelo
esforço do próprio usuário (ciclista) através de pedais, sendo assimum velocípede de
duas rodas Actualmente, é considerado o meio de transporte mais utilizado no mundo.
Como durante a sua locomoção não são emitidos gases poluentes nem com efeito de
estufa, a bicicleta é considerada assimum veículo zero emissões.
Evolução
Engrenagem ligada a corrente de tração Os velocípedes do início da segunda metade
do século XIX tinha os pedais fixos ao eixo da roda da frente que era, portanto,
simultaneamente motora e diretriz. A velocidade de deslocamento dependia
exclusivamente da aceleração rotativa dos pedais e o desejo de obter maior
rendimento levou os construtores a procurar um recurso que favorecesse a ação
mecânica do velocipedista. A solução mais fácil foi o aumento do diâmetro da roda
motora, levando ao aparecimento, em 1874, da "grande bi" ou "biciclo", com rodas
desiguais, ou seja, uma que atingia um diâmetro de um metro e meio e a de trás
reduzida ao mínimo necessário para garantir o equilíbrio A partir da década de 1870,
os progressos foram rápidos e consecutivos. Em 1877 os pedais passarama funcionar
na base do quadro, presos a uma engrenagem dentada que uma corrente ligava ao
eixo da roda traseira por intermédio doutra engrenagem de menor número de dentes
um sistema on-line de transmissão assegurando assim, a multiplicação variável
conforme as dimensões relativas das duas engrenagens. Em 1890 aparecia, na
Inglaterra, um aparelho chamado "cripto", cujas principais
alterações consistiamna presença de rolamentos sobre
esferas nos pedais e na aplicação de câmaras-de-
ar às rodas, pois antes, as rodas dos velocípedes
não passavamde aro metálico ou de madeira,
recoberto, em sua periferia, de borracha maciça destinada a amortecer os choques e
ressaltos nos acidentes do caminho. A roda tubular em borracha com uma "alma"
contendo ar comprimido foi uma invenção do veterinário escocês Dunlop.
Que diferença faria para você ter 451 reais a mais na conta todo fim do mês? Do que
você abriria mão para ter 90 minutos livres a mais toda semana? Como ajudar a
reduzir em até 10% as emissões de dióxido de carbono (CO2) na cidade de São Paulo?
A resposta para estas perguntas é pedalável. Para milhões de paulistanos, deixar o
carro em casa ou trocar o ônibus pela bicicleta oferece benefícios financeiros e mais
tempo para o lazer – além dos ganhos para a saúde. Os dados fazem parte do estudo
Impacto Social do Uso da Bicicleta emSão Paulo, realizado pelo Centro Brasileiro de
Análise e Planejamento (Cebrap), com patrocínio do banco Itaú, que opera um dos
sistemas de aluguel de bicicletas da capital.
O estudo é considerado inédito por mensurar pela primeira vez o impacto da bicicleta
"como elemento transformador da realidade social emtrês áreas centrais (...) Meio
Ambiente, Saúde e Economia". Ele usa como base o conceito de viagens pedaláveis, ou
seja, semum alto grau de dificuldade para serem feitas de bike. São considerados
pedaláveis os deslocamentos de até 8 km de distância realizados entre 6h e 20h por
pessoas com até 50 anos. Segundo o documento, do total de viagens realizadas de
ônibus diariamente em São Paulo, 38% delas poderiam ser feitas de bicicleta
(aproximadamente 3 milhões de viagens por dia) por se encaixarem neste perfil acima.
Já dos trajetos feitos de carro, 43% poderiam ser realizados semdificuldade sobre duas
rodas. “De acordo com essa perspectiva, 42% das viagens poderiam ser realizadas de
bicicleta, sendo que mais de um terço do total de viagens seria facilmente pedalável”,
diz o texto.
Para as pessoas cujos deslocamentos se enquadram nesse perfil, a economia mensal
média seria de 138 reais para quem usa ônibus e 451 reais para que usa automóvel.
Estes valores foram calculados com base no valor da tarifa à época do estudo (3,80
reais) multiplicada por 20 dias úteis, e do gasto mensal com automóvel no mesmo
período

Área: Sociedade, Tecnologia e Ciência NÚCLEO GERADOR 1: EQUIPAMENTOS E SISTEMAS TÉCNICOS Domínio de Referência 3 – Utilizadores, Consumidores e Reclamações

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    Curso de Educaçãoe Formação de Adultos (nível secundário) 2018/2019 Área: Sociedade, Tecnologia e Ciência NÚCLEO GERADOR 1: EQUIPAMENTOS E SISTEMAS TÉCNICOS Domínio de Referência 3 – Utilizadores, Consumidores e Reclamações A Bicicleta A bicicleta (do francês bicyclette que deriva de bicycle união de bi, dois, com a palavra grega kyklos, roda) é um veículo de duas rodas presas a um quadro, movido pelo esforço do próprio usuário (ciclista) através de pedais, sendo assimum velocípede de duas rodas Actualmente, é considerado o meio de transporte mais utilizado no mundo. Como durante a sua locomoção não são emitidos gases poluentes nem com efeito de estufa, a bicicleta é considerada assimum veículo zero emissões. Evolução Engrenagem ligada a corrente de tração Os velocípedes do início da segunda metade do século XIX tinha os pedais fixos ao eixo da roda da frente que era, portanto, simultaneamente motora e diretriz. A velocidade de deslocamento dependia exclusivamente da aceleração rotativa dos pedais e o desejo de obter maior rendimento levou os construtores a procurar um recurso que favorecesse a ação mecânica do velocipedista. A solução mais fácil foi o aumento do diâmetro da roda motora, levando ao aparecimento, em 1874, da "grande bi" ou "biciclo", com rodas desiguais, ou seja, uma que atingia um diâmetro de um metro e meio e a de trás reduzida ao mínimo necessário para garantir o equilíbrio A partir da década de 1870, os progressos foram rápidos e consecutivos. Em 1877 os pedais passarama funcionar na base do quadro, presos a uma engrenagem dentada que uma corrente ligava ao eixo da roda traseira por intermédio doutra engrenagem de menor número de dentes um sistema on-line de transmissão assegurando assim, a multiplicação variável conforme as dimensões relativas das duas engrenagens. Em 1890 aparecia, na Inglaterra, um aparelho chamado "cripto", cujas principais alterações consistiamna presença de rolamentos sobre esferas nos pedais e na aplicação de câmaras-de- ar às rodas, pois antes, as rodas dos velocípedes não passavamde aro metálico ou de madeira,
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    recoberto, em suaperiferia, de borracha maciça destinada a amortecer os choques e ressaltos nos acidentes do caminho. A roda tubular em borracha com uma "alma" contendo ar comprimido foi uma invenção do veterinário escocês Dunlop. Que diferença faria para você ter 451 reais a mais na conta todo fim do mês? Do que você abriria mão para ter 90 minutos livres a mais toda semana? Como ajudar a reduzir em até 10% as emissões de dióxido de carbono (CO2) na cidade de São Paulo? A resposta para estas perguntas é pedalável. Para milhões de paulistanos, deixar o carro em casa ou trocar o ônibus pela bicicleta oferece benefícios financeiros e mais tempo para o lazer – além dos ganhos para a saúde. Os dados fazem parte do estudo Impacto Social do Uso da Bicicleta emSão Paulo, realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), com patrocínio do banco Itaú, que opera um dos sistemas de aluguel de bicicletas da capital. O estudo é considerado inédito por mensurar pela primeira vez o impacto da bicicleta "como elemento transformador da realidade social emtrês áreas centrais (...) Meio Ambiente, Saúde e Economia". Ele usa como base o conceito de viagens pedaláveis, ou seja, semum alto grau de dificuldade para serem feitas de bike. São considerados pedaláveis os deslocamentos de até 8 km de distância realizados entre 6h e 20h por pessoas com até 50 anos. Segundo o documento, do total de viagens realizadas de ônibus diariamente em São Paulo, 38% delas poderiam ser feitas de bicicleta (aproximadamente 3 milhões de viagens por dia) por se encaixarem neste perfil acima. Já dos trajetos feitos de carro, 43% poderiam ser realizados semdificuldade sobre duas rodas. “De acordo com essa perspectiva, 42% das viagens poderiam ser realizadas de bicicleta, sendo que mais de um terço do total de viagens seria facilmente pedalável”, diz o texto. Para as pessoas cujos deslocamentos se enquadram nesse perfil, a economia mensal média seria de 138 reais para quem usa ônibus e 451 reais para que usa automóvel. Estes valores foram calculados com base no valor da tarifa à época do estudo (3,80 reais) multiplicada por 20 dias úteis, e do gasto mensal com automóvel no mesmo período