CASO CLÍNICO
RELATO DE CASO
DOCENTE: KARINE KEILA SOUSA VIEIRA SAMPAIO
DISCENTES: GABRIELLA SILVA, KARLA GABRIELLY, VALESCA LEITE
SUMÁRIO
 RELATO DE CASO
 SINAIS E SINTOMAS
 FORMAS TÍPICAS
 HIPÓTESE DIAGNÓSTICA
 DIAGNÓSTICO
 TRATAMENTO
CASO CLÍNICO
 RELATO:
• Paciente masculino, 1 ano e 8 meses. Genitora relata que desde os dois meses de idade,
apresentava pápulas puntiformes pruriginosas e pústulas disseminadas pelo corpo, inclusive na
genitália, poupando mucosas. As pústulas tendiam a confluência formando lagos de pus sobre base
eritematosa. Febre e adinamia acompanhavam o quadro. A melhora parcial e temporária era obtida
com uso de antibióticos sistêmicos e corticosteroides tópicos, sempre com novos episódios de
recrudescência. Relatava ainda que o genitor do paciente apresentou quadro semelhante na
infância, com remissão espontânea
CASO CLÍNICO
 RELATO:
• Ao exame dermatológico, evidenciaram-se placas eritematosas, descamativas, com pústulas
generalizadas e áreas com crostas melicericas, com poucas áreas do tegumento poupadas. Em
algumas áreas as placas eritematosas, eram margeadas por pústulas, dando aspecto circinado as
lesões (Figuras 1 e 2).
• Dentre os exames laboratoriais relevantes, encontravam-se leucocitose de 22.300 (Valor de
referencia -VR: 5 a 10 mil); anemia com hemoglobina de 10,8% (VR: > 12,5 a 17,5) e hematócrito de
31% (VR:40 a 54%); plaquetose de 670 mil /mm3 (VR: 150 a 450 mil/mm3); velocidade de
hemossedimentação de 41 mm na 1a hora (VR: 3 a 20) e Proteína C reativa de 6 mg/L (VR: <6).
CASO CLÍNICO
 RELATO:
• O exame anatomopatológico evidenciou vesícula subcornea mantendo exsudato fibrino-
leucocitario, na luz e epiderme, mostrando acantose, com discreta hiperceratose e pequenas áreas
de paraceratose; na derme havia infiltrado mononuclear com agrupamentos de neutrófilos (Figuras
3 e 4). Esse resultado foi compatível com a suspeita clinica de _____________.
CASO CLÍNICO
 SINAIS E SINTOMAS:
QUAIS SINAIS CHAMAM ATENÇÃO?
Pápulas puntiformes pruriginosas
pústulas disseminadas
Recrudescência
História familiar
Presença de pus
PSORÍASE - FORMAS
 PSORÍASE VULGAR OU EM PLACAS:
➢ Forma + comum e mais benigna;
➢ Locais mais frequentes: couro cabeludo, região
retroauricular, cotovelos, joelhos, pavilhão auricular;
➢ Depois das lesões instaladas → curso crônico e flutuante;
➢ Vulgar generalizada: as placas são grandes e acometem
diversas áreas do corpo (tronco e couro cabeludo);
➢ Anular ou girata: placas confluentes e circinadas;
PSORÍASE - FORMAS
 PSORÍASE VULGAR OU EM PLACAS:
➢ Forma + comum e mais benigna;
➢ Locais mais frequentes: couro cabeludo, região
retroauricular, cotovelos, joelhos, pavilhão auricular;
➢ Depois das lesões instaladas → curso crônico e flutuante;
➢ Vulgar generalizada: as placas são grandes e acometem
diversas áreas do corpo (tronco e couro cabeludo);
➢ Anular ou girata: placas confluentes e circinadas;
PSORÍASE - FORMAS
 PSORÍASE INVERTIDA:
➢ Placas eritematosas crônicas com pouca ou nenhuma
descamação;
➢ Localização: intertriginosas (axilas, região inguinal, genitália,
pescoço).
➢ Costumam ser pruriginosas.
PSORÍASE - FORMAS
 PSORÍASE UNGUEAL:
➢ Comprometidas em 35-50% dos casos;
➢ Principais alterações : (1) depressões puntiformes (pitting);
(2) manchas amarelas abaixo da lâmina ungueal; (3)
descolamento da lâmina ungueal; (4) fissuras longitudinais;
➢ Comprometimento: uma, poucas ou todas as unhas.
PSORÍASE - FORMAS
 PSORÍASE ERITRODÉRMICA:
➢ Forma generealizada;
➢ Eritema e descamação por quase todo o tegumento corporal;
➢ Alterações na termorregulação, hemodinâmica e no equilíbrio
hidrossalino.
PSORÍASE - FORMAS
 PSORÍASE GUTATA:
➢ Forma benigna, início abrupto, lesões arredondadas pequenas
(0,5-1,5 cm) esparsas;
➢ Predominando no tronco superior e extremidades proximais;
➢ Frequentemente acomete crianças ou adultos jovens dias após
uma estreptococcia do trato respiratório superior
CASO CLÍNICO
 HIPÓTESE DIAGNÓSTICA:
PSORÍASE PUSTULOSA
Pústulas
disseminadas
Manifestações sistêmicas
(febre, adinamia)
Leucocitose (22300)
PSORÍASE PUSTULOSA
 DIAGNÓSTICO:
Clínico
Alterações
sistêmicas
Alteração hemograma,
VHS e PCR
Biópsia?
PSORÍASE PUSTULOSA
 TRATAMENTO:
Corticoides tópicos
Imunossupressor
sistêmico
Ciclosporina
ou metotrexato
Betametasona
e clobetasol
CASO CLÍNICO
 RELATO:
• O exame anatomopatológico evidenciou vesícula subcornea mantendo exsudato fibrino-
leucocitario, na luz e epiderme, mostrando acantose, com discreta hiperceratose e pequenas áreas
de paraceratose; na derme havia infiltrado mononuclear com agrupamentos de neutrófilos (Figuras
3 e 4). Esse resultado foi compatível com a suspeita clinica de PSORÍASE PUSTULOSA.
• O paciente foi medicado com dapsona 5mg, de 12 em 12 horas, e sulfato ferroso 10ml por dia.
Evoluiu em três meses, com perda de peso, apos suspensão do corticoide tópico, resolução da febre
e melhora da adinamia. Regressão parcial das lesões citadas acima, evidenciando-se ainda
surgimento de novas lesões. Apresentava pústulas, com base eritematosa no dorso, abdômen e
tórax. A dapsona foi mantida, sendo programada a introdução de ciclosporina (sem resposta).
REFERÊNCIAS
• CHAVES, Yuri Nogueira; CARDOSO, Dulceane Natyara; JORGE, Priscila F. Landulfo; FOLLADOR,
Ivonise; OLIVEIRA, Maria de Fátima Paim de. Psoríase pustulosa da infância: relato de caso. Anais
Brasileiros de Dermatologia, [S.L.], v. 85, n. 6, p. 899-902, dez. 2010. FapUNIFESP (SciELO).
http://dx.doi.org/10.1590/s0365-05962010000600020.
• AZULAY, R. D. Dermatologia,7.ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.

PSORIASEhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.pptx

  • 1.
    CASO CLÍNICO RELATO DECASO DOCENTE: KARINE KEILA SOUSA VIEIRA SAMPAIO DISCENTES: GABRIELLA SILVA, KARLA GABRIELLY, VALESCA LEITE
  • 2.
    SUMÁRIO  RELATO DECASO  SINAIS E SINTOMAS  FORMAS TÍPICAS  HIPÓTESE DIAGNÓSTICA  DIAGNÓSTICO  TRATAMENTO
  • 3.
    CASO CLÍNICO  RELATO: •Paciente masculino, 1 ano e 8 meses. Genitora relata que desde os dois meses de idade, apresentava pápulas puntiformes pruriginosas e pústulas disseminadas pelo corpo, inclusive na genitália, poupando mucosas. As pústulas tendiam a confluência formando lagos de pus sobre base eritematosa. Febre e adinamia acompanhavam o quadro. A melhora parcial e temporária era obtida com uso de antibióticos sistêmicos e corticosteroides tópicos, sempre com novos episódios de recrudescência. Relatava ainda que o genitor do paciente apresentou quadro semelhante na infância, com remissão espontânea
  • 4.
    CASO CLÍNICO  RELATO: •Ao exame dermatológico, evidenciaram-se placas eritematosas, descamativas, com pústulas generalizadas e áreas com crostas melicericas, com poucas áreas do tegumento poupadas. Em algumas áreas as placas eritematosas, eram margeadas por pústulas, dando aspecto circinado as lesões (Figuras 1 e 2). • Dentre os exames laboratoriais relevantes, encontravam-se leucocitose de 22.300 (Valor de referencia -VR: 5 a 10 mil); anemia com hemoglobina de 10,8% (VR: > 12,5 a 17,5) e hematócrito de 31% (VR:40 a 54%); plaquetose de 670 mil /mm3 (VR: 150 a 450 mil/mm3); velocidade de hemossedimentação de 41 mm na 1a hora (VR: 3 a 20) e Proteína C reativa de 6 mg/L (VR: <6).
  • 5.
    CASO CLÍNICO  RELATO: •O exame anatomopatológico evidenciou vesícula subcornea mantendo exsudato fibrino- leucocitario, na luz e epiderme, mostrando acantose, com discreta hiperceratose e pequenas áreas de paraceratose; na derme havia infiltrado mononuclear com agrupamentos de neutrófilos (Figuras 3 e 4). Esse resultado foi compatível com a suspeita clinica de _____________.
  • 6.
    CASO CLÍNICO  SINAISE SINTOMAS: QUAIS SINAIS CHAMAM ATENÇÃO? Pápulas puntiformes pruriginosas pústulas disseminadas Recrudescência História familiar Presença de pus
  • 7.
    PSORÍASE - FORMAS PSORÍASE VULGAR OU EM PLACAS: ➢ Forma + comum e mais benigna; ➢ Locais mais frequentes: couro cabeludo, região retroauricular, cotovelos, joelhos, pavilhão auricular; ➢ Depois das lesões instaladas → curso crônico e flutuante; ➢ Vulgar generalizada: as placas são grandes e acometem diversas áreas do corpo (tronco e couro cabeludo); ➢ Anular ou girata: placas confluentes e circinadas;
  • 8.
    PSORÍASE - FORMAS PSORÍASE VULGAR OU EM PLACAS: ➢ Forma + comum e mais benigna; ➢ Locais mais frequentes: couro cabeludo, região retroauricular, cotovelos, joelhos, pavilhão auricular; ➢ Depois das lesões instaladas → curso crônico e flutuante; ➢ Vulgar generalizada: as placas são grandes e acometem diversas áreas do corpo (tronco e couro cabeludo); ➢ Anular ou girata: placas confluentes e circinadas;
  • 9.
    PSORÍASE - FORMAS PSORÍASE INVERTIDA: ➢ Placas eritematosas crônicas com pouca ou nenhuma descamação; ➢ Localização: intertriginosas (axilas, região inguinal, genitália, pescoço). ➢ Costumam ser pruriginosas.
  • 10.
    PSORÍASE - FORMAS PSORÍASE UNGUEAL: ➢ Comprometidas em 35-50% dos casos; ➢ Principais alterações : (1) depressões puntiformes (pitting); (2) manchas amarelas abaixo da lâmina ungueal; (3) descolamento da lâmina ungueal; (4) fissuras longitudinais; ➢ Comprometimento: uma, poucas ou todas as unhas.
  • 11.
    PSORÍASE - FORMAS PSORÍASE ERITRODÉRMICA: ➢ Forma generealizada; ➢ Eritema e descamação por quase todo o tegumento corporal; ➢ Alterações na termorregulação, hemodinâmica e no equilíbrio hidrossalino.
  • 12.
    PSORÍASE - FORMAS PSORÍASE GUTATA: ➢ Forma benigna, início abrupto, lesões arredondadas pequenas (0,5-1,5 cm) esparsas; ➢ Predominando no tronco superior e extremidades proximais; ➢ Frequentemente acomete crianças ou adultos jovens dias após uma estreptococcia do trato respiratório superior
  • 13.
    CASO CLÍNICO  HIPÓTESEDIAGNÓSTICA: PSORÍASE PUSTULOSA Pústulas disseminadas Manifestações sistêmicas (febre, adinamia) Leucocitose (22300)
  • 14.
  • 15.
    PSORÍASE PUSTULOSA  TRATAMENTO: Corticoidestópicos Imunossupressor sistêmico Ciclosporina ou metotrexato Betametasona e clobetasol
  • 16.
    CASO CLÍNICO  RELATO: •O exame anatomopatológico evidenciou vesícula subcornea mantendo exsudato fibrino- leucocitario, na luz e epiderme, mostrando acantose, com discreta hiperceratose e pequenas áreas de paraceratose; na derme havia infiltrado mononuclear com agrupamentos de neutrófilos (Figuras 3 e 4). Esse resultado foi compatível com a suspeita clinica de PSORÍASE PUSTULOSA. • O paciente foi medicado com dapsona 5mg, de 12 em 12 horas, e sulfato ferroso 10ml por dia. Evoluiu em três meses, com perda de peso, apos suspensão do corticoide tópico, resolução da febre e melhora da adinamia. Regressão parcial das lesões citadas acima, evidenciando-se ainda surgimento de novas lesões. Apresentava pústulas, com base eritematosa no dorso, abdômen e tórax. A dapsona foi mantida, sendo programada a introdução de ciclosporina (sem resposta).
  • 17.
    REFERÊNCIAS • CHAVES, YuriNogueira; CARDOSO, Dulceane Natyara; JORGE, Priscila F. Landulfo; FOLLADOR, Ivonise; OLIVEIRA, Maria de Fátima Paim de. Psoríase pustulosa da infância: relato de caso. Anais Brasileiros de Dermatologia, [S.L.], v. 85, n. 6, p. 899-902, dez. 2010. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0365-05962010000600020. • AZULAY, R. D. Dermatologia,7.ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.