AS PSICOSES
  Aula de 23/05/2011




                       Prof. Pedro Gabriel
                        www.lituraterre.com
Síntese das Três Aulas:
 Software x Hardware
Lacan e o Contexto das Psicoses
 Psiquiatria e Medicina Forense
 Surrealismo
 A cidadela da Psicanálise
 “Não é louco quem quer”
Terceiro Seminário (1955-1956)

                “Longe de ser a loucura o fato contingente das
            fragilidades de um organismo, ela é a virtualidade
             permanente de uma falha aberta na sua essência.
               Longe de ser para a liberdade ‘um insulto’, ela é
                      sua mais fiel companheira, ela segue seu
                     movimento como uma sombra. E o ser do
           homem, não somente não pode ser compreendido
            sem a loucura, mas também ele não seria o ser do
                homem se não trouxesse nele a loucura, como
                                       limite de sua liberdade”.
                       Jacques Lacan – A Causalidade Psíquica
Retomando a Ideia de Estrutura
  Clínica psicanalítica <> descritiva ou fenomenológica (o
   diagnóstico se estabelece na transferência)
  Ausência de “fenômenos”
  Estrutura como operação de defesa contra...
  ...o real da carne: obter um
   estatuto simbólico e não se perder
   como objeto de gozo do Outro
  Estrutura como montagem
Bordas
Estrutura e Defesa
  Toda defesa implica um certo tipo de metáfora.
  O que se metaforiza é o a demanda do Outro: o que
   o Outro quer de mim?
  O falo é o significante primordial de qualquer
   operação.
Metáfora Paterna
 “O Pai é uma metáfora” (Seminário 5)
 O Psicótico e a Metáfora
 O fora do discurso
 O Significante Nome-do-Pai
Saída Psicótica
 Foraclusão como não inscrição do significante da Lei;
 Processo forclos: prescrito, direito não usado em
 tempo
Relação entre Estruturas
ESTRUTURA              FORMA DE                 LOCAL DE                 FENÔMENO
  CLÍNICA              NEGAÇÃO                  RETORNO                  ELEMENTAR
  Neurose               Recalque                 Simbólico                 Sintoma

Perversão              Desmentido                Imaginário                  Fetiche

  Psicose               Foraclusão                   Real                  Alucinação



* Quinet, A. (2005). As 4 + 1 Concições da Análise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. p19
A transferência nas 3 Estruturas
Esquizofrenia e Paranóia
R, S, I
 O Real
 O Simbólico
 O Imaginário
D. Sebastião, Rei de Portugal
 Louco, sim, louco, porque quis grandeza
 Qual a Sorte a não dá.
 Não coube em mim minha certeza;
 Por isso onde o areal está
 Ficou meu ser que houve, não o que há.
 Minha loucura, outros que me a tomem
 Com o que nela ia.
 Sem a loucura que é o homem
 Mais que a besta sadia,
 Cadáver adiado que procria?
Obrigado pela Atenção

Psicoses

  • 1.
    AS PSICOSES Aula de 23/05/2011 Prof. Pedro Gabriel www.lituraterre.com
  • 2.
    Síntese das TrêsAulas:  Software x Hardware
  • 3.
    Lacan e oContexto das Psicoses  Psiquiatria e Medicina Forense  Surrealismo  A cidadela da Psicanálise  “Não é louco quem quer”
  • 4.
    Terceiro Seminário (1955-1956) “Longe de ser a loucura o fato contingente das fragilidades de um organismo, ela é a virtualidade permanente de uma falha aberta na sua essência. Longe de ser para a liberdade ‘um insulto’, ela é sua mais fiel companheira, ela segue seu movimento como uma sombra. E o ser do homem, não somente não pode ser compreendido sem a loucura, mas também ele não seria o ser do homem se não trouxesse nele a loucura, como limite de sua liberdade”. Jacques Lacan – A Causalidade Psíquica
  • 5.
    Retomando a Ideiade Estrutura  Clínica psicanalítica <> descritiva ou fenomenológica (o diagnóstico se estabelece na transferência)  Ausência de “fenômenos”  Estrutura como operação de defesa contra...  ...o real da carne: obter um estatuto simbólico e não se perder como objeto de gozo do Outro  Estrutura como montagem
  • 6.
  • 7.
    Estrutura e Defesa  Toda defesa implica um certo tipo de metáfora.  O que se metaforiza é o a demanda do Outro: o que o Outro quer de mim?  O falo é o significante primordial de qualquer operação.
  • 8.
    Metáfora Paterna  “OPai é uma metáfora” (Seminário 5)  O Psicótico e a Metáfora  O fora do discurso  O Significante Nome-do-Pai
  • 9.
    Saída Psicótica  Foraclusãocomo não inscrição do significante da Lei;  Processo forclos: prescrito, direito não usado em tempo
  • 10.
    Relação entre Estruturas ESTRUTURA FORMA DE LOCAL DE FENÔMENO CLÍNICA NEGAÇÃO RETORNO ELEMENTAR Neurose Recalque Simbólico Sintoma Perversão Desmentido Imaginário Fetiche Psicose Foraclusão Real Alucinação * Quinet, A. (2005). As 4 + 1 Concições da Análise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. p19
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    R, S, I O Real  O Simbólico  O Imaginário
  • 14.
    D. Sebastião, Reide Portugal Louco, sim, louco, porque quis grandeza Qual a Sorte a não dá. Não coube em mim minha certeza; Por isso onde o areal está Ficou meu ser que houve, não o que há. Minha loucura, outros que me a tomem Com o que nela ia. Sem a loucura que é o homem Mais que a besta sadia, Cadáver adiado que procria?
  • 15.