Proteção das Plantas
Controlo de doenças, pragas e infestantes.
Baseado em José Carlos Caleiro
As culturas e géneros agrícolas são permanentemente ameaçadas por múltiplos
inimigos infestantes, pragas e doenças que ao desenvolverem-se, influenciam
negativamente as colheitas, quer diretamente em termos de qualidade e de
quantidade, quer indiretamente tornando mais difíceis e onerosas as diversas
operações culturais.
Cabe ao Agricultor impedir ou, no mínimo, limitar tais ameaças através do recurso
a medidas de proteção ou meios de luta adequados, cuja missão é prevenir ou
combater esses inimigos.
Isto significa mais rendimento, mas tal só é possível através de
uma melhor e mais racional fertilização, irrigação, amanhos e
cuidados fitossanitário.
É a agricultura sustentável entendida como um sistema que utilize
meios e práticas que permitam estimulem:
• produzir alimentos com eficiência e rentabilidade;
• viabilizar economicamente a agricultura;
• preservar os recursos naturais, a paisagem rural e o ambiente no seu todo;
• Capacitar as populações para, de uma forma sustentável e continuada
preservarem o seu próprio bem estar, sem comprometer o das gerações
vindouras.
Luta legislativa ou medidas de quarentena
fitossanitária:
Trata-se de uma medida de luta indireta que tem por fim impedir a
propagação de organismos prejudiciais a partir das suas áreas de origem.
Através de:
• Proibição de entrada;
• Submissão á quarentena;
• submissão de tratamento á entrada;
• futura observação em cultura;
• isenção de restrições;
Luta Genética:
Obtenção de linhas resistentes a determinadas doenças.
Luta Cultural:
Trata-se da adoção de medidas naturais com vista a controlar os
inimigos das culturas
Exemplos:
• Seleção de espécies;
• Rotações;
• Consociações.
Luta Física:
A luta física contempla ações que envolvem meios mecânicos, térmicos,
eletromagnéticos e sonoros.
Luta Biológica:
Consiste no emprego de organismos vivos para controlar organismos
nocivos.
Luta Biotécnica:
É uma medida de luta direta que compreende todos os modos suscetíveis de
alterar negativamente e de uma forma profunda certas funções vitais, quer
ligadas ao organismo nocivo, quer ao habitat e assim provocar a sua morte.
Exemplos:
• Reguladores de crescimento dos insetos (RCI)
• RCI que interferem na cutícula;
• RCI miméticos das hormonas juvenis;
• RCI miméticos das hormonas das mudas;
• Semiquimicos (feromonas);
• Luta autocida.
Luta Química:
Este método de luta consiste no uso de substancias naturais ou de
síntese na proteção das plantas no sentido de as proteger da influencia
de fatores bióticos .
Todavia, o grande grupo que aqui se inclui é o dos produtos
fitofarmacêuticos.
Critérios de Escolha:
• A prevenção;
• O controlo.
A decisão e o momento exato para a intervenção, onde se inclui o uso de
produtos fitofarmacêuticos, provêm de dados obtidos em monitorização,
em sistemas e modelos de previsão, com capacidade para caracterizar e
prever epidemiologias, a ocorrência de riscos ou para definir níveis
económicos de ataque (NEA).
Assim, cada caso deve ser analisado por si, isto é, para cada situação
deverá ser encontrada uma solução.
Esta análise prévia de cada problema necessita ter em conta elementos
tão distintos como:
• A Cultura:
• Variedade, origem, localização, estado fenológico, área, tratamentos feitos
etc.…
• O problema:
• Identificação do agente nocivo, sua bioecologia e virulência.
• Os auxiliares presentes.
• As condições climáticas (no momento e esperadas no imediato)
• chuvas, humidade, temperaturas, vento etc.
• O sistema de aplicação:
• Volume de calda, aparelhagem de pulverização, bicos, bombas, filtros, etc.
Assim o produto fitofarmacêutico selecionado terá que ter um perfil que
reflita:
• Baixa toxicidade para o homem e animais;
• Parâmetros ecotoxicológicos aceitáveis para auxiliares, organismos
vivos e ambiente;
• Seletividade para a cultura, as culturas seguintes e culturas vizinhas;
• Ser eficaz.

Protegerculturas

  • 1.
    Proteção das Plantas Controlode doenças, pragas e infestantes. Baseado em José Carlos Caleiro
  • 2.
    As culturas egéneros agrícolas são permanentemente ameaçadas por múltiplos inimigos infestantes, pragas e doenças que ao desenvolverem-se, influenciam negativamente as colheitas, quer diretamente em termos de qualidade e de quantidade, quer indiretamente tornando mais difíceis e onerosas as diversas operações culturais. Cabe ao Agricultor impedir ou, no mínimo, limitar tais ameaças através do recurso a medidas de proteção ou meios de luta adequados, cuja missão é prevenir ou combater esses inimigos.
  • 3.
    Isto significa maisrendimento, mas tal só é possível através de uma melhor e mais racional fertilização, irrigação, amanhos e cuidados fitossanitário. É a agricultura sustentável entendida como um sistema que utilize meios e práticas que permitam estimulem: • produzir alimentos com eficiência e rentabilidade; • viabilizar economicamente a agricultura; • preservar os recursos naturais, a paisagem rural e o ambiente no seu todo; • Capacitar as populações para, de uma forma sustentável e continuada preservarem o seu próprio bem estar, sem comprometer o das gerações vindouras.
  • 4.
    Luta legislativa oumedidas de quarentena fitossanitária: Trata-se de uma medida de luta indireta que tem por fim impedir a propagação de organismos prejudiciais a partir das suas áreas de origem. Através de: • Proibição de entrada; • Submissão á quarentena; • submissão de tratamento á entrada; • futura observação em cultura; • isenção de restrições;
  • 5.
    Luta Genética: Obtenção delinhas resistentes a determinadas doenças. Luta Cultural: Trata-se da adoção de medidas naturais com vista a controlar os inimigos das culturas Exemplos: • Seleção de espécies; • Rotações; • Consociações.
  • 6.
    Luta Física: A lutafísica contempla ações que envolvem meios mecânicos, térmicos, eletromagnéticos e sonoros. Luta Biológica: Consiste no emprego de organismos vivos para controlar organismos nocivos.
  • 7.
    Luta Biotécnica: É umamedida de luta direta que compreende todos os modos suscetíveis de alterar negativamente e de uma forma profunda certas funções vitais, quer ligadas ao organismo nocivo, quer ao habitat e assim provocar a sua morte. Exemplos: • Reguladores de crescimento dos insetos (RCI) • RCI que interferem na cutícula; • RCI miméticos das hormonas juvenis; • RCI miméticos das hormonas das mudas; • Semiquimicos (feromonas); • Luta autocida.
  • 8.
    Luta Química: Este métodode luta consiste no uso de substancias naturais ou de síntese na proteção das plantas no sentido de as proteger da influencia de fatores bióticos . Todavia, o grande grupo que aqui se inclui é o dos produtos fitofarmacêuticos. Critérios de Escolha: • A prevenção; • O controlo.
  • 9.
    A decisão eo momento exato para a intervenção, onde se inclui o uso de produtos fitofarmacêuticos, provêm de dados obtidos em monitorização, em sistemas e modelos de previsão, com capacidade para caracterizar e prever epidemiologias, a ocorrência de riscos ou para definir níveis económicos de ataque (NEA).
  • 10.
    Assim, cada casodeve ser analisado por si, isto é, para cada situação deverá ser encontrada uma solução. Esta análise prévia de cada problema necessita ter em conta elementos tão distintos como: • A Cultura: • Variedade, origem, localização, estado fenológico, área, tratamentos feitos etc.… • O problema: • Identificação do agente nocivo, sua bioecologia e virulência.
  • 11.
    • Os auxiliarespresentes. • As condições climáticas (no momento e esperadas no imediato) • chuvas, humidade, temperaturas, vento etc. • O sistema de aplicação: • Volume de calda, aparelhagem de pulverização, bicos, bombas, filtros, etc.
  • 12.
    Assim o produtofitofarmacêutico selecionado terá que ter um perfil que reflita: • Baixa toxicidade para o homem e animais; • Parâmetros ecotoxicológicos aceitáveis para auxiliares, organismos vivos e ambiente; • Seletividade para a cultura, as culturas seguintes e culturas vizinhas; • Ser eficaz.