Ministério da educação
Secretariade Educação Profissional e Tecnológica
Instituto Federal Farroupilha – Campus Santo Augusto/RS
Professor: Msc. Rafael Bonadiman
FITOSSANIDADE
VEGETAL
2.
1.ENTOMOLOGIA
Entomologia é umapalavra de origem grega, Entomon
(inseto) e logos (estudo) e vem sendo empregada desde Aristóteles
(384-322 a.C.) para designar “Estudo dos insetos”.
2. FITOPATOLOGIA
Fitopatologia é uma palavra de origem grega (Phyton = planta,
Pathos = doença e Logos = estudo) abrangendo todos os seus
aspectos, desde a diagnose, sintomatologia, etiologia, epidemiologia,
até o seu controle.
3. HERBOLOGIA
É o estudo das plantas que colonizam e dominam o estágio
inicial de uma sucessão vegetal numa solo perturbado pelo homem.
Planta que se adapta com maior facilidade às condições
edafoclimáticas assim criadas.
5.
I - CONCEITODE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS
(MIP)
“Aplicação de um conjunto de técnicas para gerencia do
ecossistema objetivando promover modificações que atendam os
interesses econômicos e sociais da sociedade humana”
Existe desde a antiguidade
• Rotação de culturas;
• Época de plantio;
• Cultura Armadilha;
• Poda, manejo etc...
Atualmente (A partir de 1900) – Controle químico
• Resistência de plantas;
• Controle Biológico.
7.
II - CONCEITOSBÁSICOS
“Qualquer organismo que retire energia do sistema causando
perdas econômicas”
Nem todo inseto é praga
• Inimigos naturais;
• Insetos não praga;
• Decompositores.
A GRANDE MAIORIA DOS INSETOS NÃO SÃO PRAGAS
9.
III – CONCEITODE DANO
INJÚRIA ≠ DANO
Ação de um inseto sobre uma planta;
1. Direto – Sobre a parte
comercializável
2. Indireto – Sobre outras estruturas
Ação de um inseto que gera perda
econômica;
1. Toxinas;
2. Transmissão de patógenos;
3. Exsudados.
10.
IV – QUANDOCONTROLAR?
% DANOMAX= CUSTO DE CONTROLE
VALOR DA PRODUÇÃO
X 100
11.
V – AMOSTRAGEM
1.COMUM – Número fixo de amostragem/unidade de área
Ex: Lagarta-do-cartucho em milho
- Amostrar 100 plantas/ha
- 5 pontos x 20 plantas = % de plantas atacadas
12.
2. Sequencial -Número mínimo de amostragem/unidade de área
Ex: Cítrus, café, milho...
- Tipos de caminhamento
V – AMOSTRAGEM
Contagem de insetos
Armadilha
VI – AÇÃOX NÃO AÇÃO
1. Nível de ação:
A partir do qual é preciso fazer algo;
Controlar a praga – NÍVEL DE CONTROLE
2. Nível de não ação
A partir do qual não se faz nada, espera-se;
“ O nível de ação baseia-se na presença da praga e o de
não ação na presença do inimigo natural”
AULA 3 –MÉTODOS DE
CONTROLE NO MIP
PROF. RAFAEL BONADIMAN
Eng.Agr.Msc
28.
1. Variedades resistentes
2.Rotação de culturas – gramíneas/leguminosas
3. Incorporação de restos de culturas – Varias culturas
4. Sistemas de plantio – Direto x Convencional
5. Época de plantio/colheita – Escape da praga
6. Poda ou desbaste - Cítrus
7. Adubação - Silício
8. Manejo da água – milho, pomares..
9. Cultura armadilha – Crotalária atrai e mata nematóides
10.Limpeza da área – Estudar caso a caso
11.Hospedeiro de praga – Plantas daninhas
Legislativos
Físicos
Mecânicos
Resistência de plantas
Culturais e Agroecológicos
Comportamento
Plantas inseticidas
Biológico
Químico
NE
NC
ND
44.
A presençados insetos nos agroecossistemas
pode ser visto como uns dos problemas para a
produção, pela necessidade de manejo e
controle que determinam;
Para um controle mais efetivo, deve-se sempre
que possível utilizar várias medidas, ao invés de
medidas isoladas.
Rotação deculturas
Época de cultivo
Manejo da fertilidade
Manejo da irrigação
Poda e desinfestação
Arranjo e densidade de plantas
Utiliza práticas culturais visando baixar a população de insetos
47.
Ausência dohospedeiro (planta cultivada) em
uma estação do ano, dificulta a sobrevivência de
espécies que apresentam um pequeno grupo de
hospedeiros e/ou pequena capacidade de
dispersão.
Sua eficácia é menor quando a espécie é
polífaga ou tem a possibilidade de colonizar
outras áreas.
48.
Programa de rotação1/3 2/3 milho-soja para o sistema de plantio direto. Adaptado de
Fiorin & Campos, 1998.
Área
1
2
3
Ano 1
Inverno Verão
Inverno Verão
Ano 2 Ano 3
Inverno Verão
trigo
aveia
pastagem
trigo
aveia
pastagem
trigo
aveia
pastagem
soja
soja
milho
milho
milho
ervilhaca
nabo
erv.+ aveia
trigo
aveia
pastagem
ervilhaca
nabo
erv.+ aveia
ervilhaca
nabo
erv.+ aveia
soja
soja soja
soja
49.
Larvas no solo,adultos nas plantas, larvas nas plantas e produtividade da
soja após sucessão soja-soja-soja ou e soja-milho-soja, sob ataque de Sternechus subsignatus
(Col: Curculionidae). Adaptado de Silva, 1996.
adulto
larva
planta
larva
solo
pupa
solo
planta
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
número/gaiola
(m²)
Larvas no solo Adultos nas
plantas
Larvas nas
plantas
Produtividade
(T/ha)
Soja-milho-soja
Soja-soja-soja
'
a
a
b
b b
a
b
a
50.
Tanto aantecipação como o atraso no cultivo,
podem permitir o escape da cultura do pico
populacional da praga.
De modo geral, a manipulação da época de cultivo
restringe-se a insetos de ciclo mais menos longo ou
aos cultivos anuais mais precoces.
51.
Ocorrência de adultosde Diabrotica speciosa e Cerotoma arcuata no consórcio milho-
feijão, durante a safra e safrinha. Adaptado de Guedes, 1995.
0
20
40
60
80
100
População
(%)
Set Out Nov Dez Jan Fev Mar
Diabrotica speciosa
Cerotoma arcuata
'
52.
Danos (raspagens) nasplantas causados por adultos de Sternechus subsignatus (Col:
Curculionidae) em três épocas de semeadura da soja. Adaptado de Lorini et al., 1997.
adulto
larva
planta
larva
solo
pupa
solo
planta
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
nov dez jan fev mar
Época 1 - outubro
Época 2 - novembro
Época 3 - dezembro
Número
de
raspagens/2m
de
fileira
53.
Esquema do cicloanual de Phyllophaga cuyabana em função da profundidade e associado
à cultura predominante. Adaptado de Santos, 1992.
Soja Soja
Trigo
Profundida
de
(cm)
5
10
15
20
25
Meses O N D J A
F M A M J J S O N D
adulto
pupa
Larva 3o
- diapausa
ovo Larva 1o
2o
e 3o
larva
54.
Sabe-se quea cultura nutricionalmente equilibrada
é mais tolerante ao ataque de pragas, e que o
desbalanço nutricional pode induzir o ataque de
pulgões e tripes.
Desse modo, o correto manejo da fertilidade pode
tanto diminuir o risco de ataque de pragas, como
também, compensar perdas radiculares ou foliares.
55.
Duração das fasesde Spodoptera frugiperda (Lep: Noctuidae) criada em milho
cultivado em solo corrigido para três níveis de Al, em laboratório. Adaptado de
Oliveira et al., 1990.
0
2
4
6
8
10
12
14
16
Duração
do
período
Pupa (dias) Lagarta (dias) Adulto (dias) Viabilidade (%.10)
Baixo (pH 5,2)
Médio (pH 4,9)
Alto (pH 4,6)
'
ab a
b
ab
a
b
a a
a
a a
a
adulto
lagarta
56.
Correlação entre dosesde N e dano causado por Diatraea
saccharalis em plantas de arroz. Adaptado de Martins, 1978.
Nitrogênio (kg/ha)
1
2
3
4
5
6
30
Nota
de
dano
(panícul
as
brancas
) Y = 2,35 - 0,00913N + 0,000144N2
r = 0,975 **
180
120 150
60 90
57.
A umidadedo ar e do solo influenciam os processos
biológicos e comportamento do inseto,
contribuindo para determinar o seu nível
populacional.
Na cultura do arroz irrigado sabe-se que a
profundidade da lâmina de água apresenta
correlação direta com a infestação de O. oryzae.
58.
Efeito da lâminade água (mm) sobre o dano causado por Elasmopalpus lignosellus
(Lep: Pyralidae) em milho. Adaptado de Viana, 1992.
0
20
40
60
80
100
120
plantas
atacadas
0 10 20 30 40 50
4 dias
10 dias
15 dias
'
Lâmina de água (mm)
Idade das lagartas
c
b
ab
b
ab
a
ab ab
a
b
b
a a a
a
a
a
a
Dano
e
lagarta
59.
Profundidade da lâminad’ água (mm)
0
0,5
1
1,5
2
2,5
0 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
Larvas/
perfilho
Y = - 0,47 + 0,15X
r = 0,85 **
Correlação de profundidade da água de irrigação e infestação de bicheira-da-raiz,
em arroz. Pelotas, RS. Adaptado de Martins, 1974.
60.
Consiste naretirada de partes da planta como: folhas,
ramos e frutos que apresentam problemas com pragas;
São exemplos disso, algumas hortaliças, plantas
perenes florestais ou ornamentais e principalmente
plantas frutíferas;
No caso da erva-mate, praticamente toda a folhagem é
retirada na colheita, removendo insetos praga
presentes nas folhas e ramos.
62.
Consórcios epolicultivos
Plantas invasoras
Preparo do solo
Plantio direto
Sucessão de culturas
Culturas de cobertura
Culturas adjacentes
Utiliza diversificação vegetal selecionada
63.
Estes doissistemas apresentam também, muitas das
características positivas da consorciação, agregando
ainda mais diversidade vegetal, logo maior diversidade
animal e em conseqüência, maior estabilidade.
A ampliação da diversidade reflete-se em diversidade
funcional e contribui para o equilíbrio dos
agroecossistemas, portanto, menor ocorrência de
pragas.
64.
Ocorrência de adultosde Diabrotica speciosa e Cerotoma arcuata no feijão, milho e
consórcio, durante a safra e safrinha. Adaptado de Guedes, 1995.
0
2
4
6
8
10
12
N
úm
ero
de
insetos/sem
ana
Diabrotica Cerotoma
Feijão safra
Feijão-Milho
Milho
Milho-Feijão
Feijão safrinha
'
adulto
65.
Mesmo competindocom a cultura principal, as plantas
invasoras desempenham papel importante como
hospedeiro secundário ou alternativo para as espécies
pragas, fornecendo alimento e abrigo.
A diminuição do número de insetos praga em culturas com
plantas invasoras, bem como o maior número de
predadores e parasitóides têm sido frequentemente
relatada pela pesquisa (ALTIERI, 1989).
67.
O preparodo solo ou sua ausência apresentam três
tipos de ação sobre os artrópodos: distúrbio mecânico,
alteração da oferta de restos culturais e da comunidade
de plantas invasoras (STINNER & HOUSE, 1990).
A aração, gradagem ou atividades convencionais de
revolvimento têm sido recomendadas para controle de
insetos de solo.
68.
Gradiente esquemático dopreparo, densidade e matéria orgânica do solo, em
diferentes sistemas de cultivo.
MO
palha
Intensividade do preparo do solo
Plantio convencional Cultivo mínimo Plantio direto
Densidade do solo
.
MO
semeadura semeadura semeadura
dessecação dessecação
escarificação
escarificação
gradagens
aração
69.
Distúrbio mecânico
Alteração físicado solo, umidade,
porosidade
Oferta de restos culturais
Exposição aos inimigos naturais
Comunidade de plantas associadas
Alterações proporcionadas pelo preparo do solo ou sua ausência.
Stinner & House, 1990.
70.
Pragas e inimigosnaturais na soja e no milho cultivados em sistemas diversificados. Francisco Jorge
Cividanes; Fábio Takeshi Yamamoto, Scientia Agricola, v.59, n.4, p.683-687, out/dez. 2002.
Número médio de insetos pragas e insetos predadores amostrados por procura visual em milho.
Jaboticabal, SP.
71.
Pragas e inimigosnaturais na soja e no milho cultivados em sistemas diversificados. Francisco Jorge
Cividanes; Fábio Takeshi Yamamoto, Scientia Agricola, v.59, n.4, p.683-687, out/dez. 2002.
Número médio de insetos pragas e insetos predadores amostrados pelo método do pano em soja.
Jaboticabal, SP.
72.
Influência de trêssistemas de manejo do solo, sobre o número de
fêmeas, de galerias e ovos de Diloboderus abderus (Col:
Melolonthidae). Cruz Alta, RS. Adaptado de Silva, 1994.
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
núm
ero/gaiola
(m
²)
Fêmeas galerias ovos
Plantio direto
Cultivo mínimo
Plantio convencional
'
a
a
b
a
a
b
a
a
b
adultos
pupa
larva
73.
Efeito do preparodo solo sobre a população de larvas, pupas e adultos
de Sternechus subsignatus (Col: Curculionidae). Passo Fundo, RS.
Adaptado de Lorini et al., 1997.
0
0,5
1
1,5
2
2,5
número/m²
Larvas Pupas Adultos
Sem preparo
Aração + 2 gradagens
'
adulto
larva
planta
larva
solo
pupa
solo
planta
74.
Ocorrência média dopulgão da espiga Sitobion avenae (Hemiptera:
Aphididae) em espiga de trigo, em dois sistemas de cultivo. Adaptado
de Carvalho & Silva, 1981.
0
5
10
15
20
número
pulgões/espiga
T-S-T-S-T T-M-T-M-T T-A-T-A-T T-S-T-M-T T-A-T-M-T T-S-T-A-T T-M-T-S-T
Plantio convencional
Plantio direto
'
Sucessão cultural
T - trigo; M- milho; S- soja; A- algodão
75.
Independente dosseus aspectos positivos, como abrigar e
conservar inimigos naturais, algumas espécies vegetais são
hospedeiras de pragas das culturas principais, devendo a sua
escolha ser baseada no conhecimento prévio dessa possibilidade
e/ou no monitoramento populacional e manejo das pragas.
Portanto, a escolha das plantas de cobertura, além dos aspectos
de conservação do solo e compatibilidade com a cultura principal
deve considerar os riscos fitossanitários.
76.
Número médio deovos de Diabrotica speciosa (Col: Chrysomelidae)
no solo com diferentes culturas. Adaptado de Milanez, 1995.
ovos
adulto
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
n
ú
m
ero
d
e
o
vo
s
Cultura
Milho pipoca
Feijão
Soja
Arroz
Solo nu
'
a
ab
ab
b
b
77.
Número de plantasatacadas, oviposição e desenvolvimento de Sternechus
subsignatus (Col: Curculionidae) alimentado em diferentes espécies vegetais. Cruz
Alta, RS.
Espécie Nome ovos/100 Larvas no Adultos
vegetal Científico plantas solo (m2
) (m2
)
Soja Glycine max 58 a 20 a 15 a
Guandu anão Cajanus cajan 53 b 18 b 13 b
Feijão Phaseolus vulgaris 53 b 10 c 7 c
Lab-lab Dolichus Lab-lab 50 c 3 d 2 d
Crotalária juncea Crotalaria juncea 0 e 0 e 0 e
Mucuna preta Stizolobium aterrimum 0 e 0 e 0 e
Girassol Helianthus annus 0 e 0 e 0 e
Milho Zea mays 0 e 0 e 0 e
Milheto Pennisetum americanum 0 e 0 e 0 e
Sorgo Sorghum bicolor 0 e 0 e 0 e
Adaptado de Silva, 1997.
78.
Serve comoum instrumento de manejo dos insetos
que vivem tanto na parte aérea quanto na rizosfera
das plantas.
Sabe-se que a cobertura do solo com restos vegetais
de tonalidades claras são repelentes para pulgões e
cigarrinha verde, pois são reflexivas e contribuem
para a redução das populações.
79.
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
n
ú
m
e
ro
(m
²)
Restos culturais
(g.100/parc.)
ninhos ovos
Aveiapreta
Ervilhaca
Azevém
Colza
Tremoço
Solo nu
'
b b
b
b
a
c
a
ab
ab
ab
b
c
b
b b
a
c
b
adultos
larva
ovos
Influência dos restos culturais na superfície do solo sobre o
número de ninhos e de ovos de Diloboderus abderus (Col:
Melolonthidae) no solo. Cruz Alta, RS. Adaptado de Silva, 1995.
80.
O mosaicovegetal que deve ser construído
pode contemplar vários fatores
multiplicadores de diversidade, tais como:
preservação de áreas marginais dos cultivos
e de estradas com vegetação, uso de cultura
barreira, quebra-ventos, cinturões de
proteção e cercas vivas.
82.
Dentre os aspectosmais relevantes relacionados ao uso
do controle cultural e agroecológico, é possível
destacar que essas práticas podem substituir e
reduzir o uso do controle químico e os seus reflexos
negativos, aumentando a diversidade estrutural e
funcional dos agroecossistemas e melhorando sua
qualidade!
83.
Legislativos
Físicos
Mecânicos
Resistência de plantas
Culturais e Agroecológicos
Comportamento
Plantas inseticidas
Biológico
Químico
NE
NC
ND
84.
b) Drenagem
Métodos Físicos
Controleem regiões pantanosas – arroz irrigado
c) Inundação
Controle de besouros da família Scarabaeidae
Processos gerais
a) Fogo
Uso restrito
85.
Métodos Físicos
Processos gerais
d)Temperatura
Alta – mais de 50ºC
Matar ou paralisar o inseto
Baixa – menos de 5ºC
Processos de radiação eletromagnéticas
UV
Infravermelha
Faixa de espectro
Luminosa
Sonora
86.
Métodos Físicos
Insetos diurnos(UV)
Processos de radiação eletromagnéticas
Cor do substrato
Pulgão
Palha de arroz/cal
UV
Repelentes Atraentes
Mosca-branca
87.
Métodos Físicos Processosde radiação eletromagnéticas
Insetos noturnos
Localização do hospedeiro
no escuro
Emissão de IV com comprimento
de onda desfavorável
Infravermelho Som
Ultra-som: acima de 20 khz
Mortalidade
Sitophylus orizae - ressonância
Atraente
Simula o som das fêmeas
Repelente
Frequência de morcegos insetívoros
88.
Insetos noturnos
Lâmpadas fluorescentesemitem
maior energia na faixa do UV
Armadilhas luminosas
Processos de radiação eletromagnéticas
Afeta o desenvolvimento do inseto pelo fotoperíodo
Afeta o comportamento pelo comprimento de onda
Luz visível
Legislativos
Físicos
Mecânicos
Resistência de plantas
Culturais e Agroecológicos
Comportamento
Plantas inseticidas
Biológico
Químico
NE
NC
ND
91.
Liberações contínuas einundativas de machos estéreis
Método por Comportamento
Técnica do inseto estéril Ceratitis capitata
Híbrido de H. virescens x H. subflexa
Manipulação genética de pragas
Heliothis virescens Machos estéreis
92.
Procedimentos de esterilização
Físicos– radiação ionizante
Químicos – quimioesterilizantes
Impedir a formação de óvulos e espermatozóides
Ação
Matar as células reprodutoras
Danificar o material genético dessas células
Método por Comportamento
93.
Liberação de machose fêmeas competindo com a população natural
Técnica do inseto estéril
Cochliomyia hominivorax
A esterilização não pode afetar o comportamento do macho
Fácil criação massal
Insetos com boa capacidade de dispersão
Praga a ser eliminada em baixa densidade populacional
Condições
Método por Comportamento
94.
Pradas eliminadas pelaTIE
Havaí (1960) – liberações por
13 meses. Resultados depois
de 4 meses das liberações
Ceratitis capitata Bactrocera dorsalis
Ilha de Guam (1963) –
liberações de 17 milhões
de moscas
Bactrocera cucurbitae
Ilha de Rota (1963) – Malation
e posterior liberação das
moscas esterilizadas
Anastrepha ludens
México (1962) – região não foi
suficientemente isolada
Método por Comportamento
95.
Vantagens
•Não há riscode intoxicação
•Não apresentam resíduos tóxicos
•Evitam desequilíbrios biológicos
Baseiam-se nos estudos fisiológicos do inseto
Controle com hormônios
Semioquímicos
Substâncias químicas envolvidas na comunicação de organismos vivos
Método por Comportamento
96.
Semioquímicos
Aleloquímicos
Feromônios
Beneficia ambos
IN encontraa praga
Favorece o emissor
Defesa da planta
Cairomônios
Alomônios Sinomônios
Favorece o receptor
inseto encontra a praga
Atuação intra-específica
Sexual
Agregação
Dispersão
Alarme
Territorialidade
Trilha
Oviposição
Método por Comportamento
97.
Bicudo do algodoeiro- macho
Produzidos por machos ou fêmeas
Feromônio sexual
Quantidades pequenas
Grandes distâncias
Depende da velocidade do vento
Bombyx mori
Bombicol (1959)
Método por Comportamento
98.
Feromônio sexual
Percepção porsensilos olfativos antenais
Utilização
Monitoramento populacional
Controle massal – pelo menos 90% dos machos
Confundimento - altas doses de feromônio
Método por Comportamento
99.
Feromônio sexual
No Brasil
Migdolusfrayanus - Migdo Cosmopolites sordidus - Cosmolure
Anthonomus grandis - Grandlure
Grapholita molesta - Biographolita
Cydia pomonella – Codlure
Rhyncophorus palmarum - Rhyncophorol
Método por Comportamento
100.
Atraentes
de alimentação
iscas
Melaço
Água
Farelo detrigo ou arroz
de oviposição
Plantas-iscas com inseticidas
Banana: pseudocaule tratado para
controle do moleque-da-bananeira
Coqueiro: pedaço de estipe tratado para
controle de Rhyncophorus palmarum
Método por Comportamento
104
• Serviço quarentenário
•Praga quarentenária A1
• Praga quarentenária A2
MÉTODOS LEGISLATIVOS
IN 38 de 14/10/1999
105.
105
Tratamentos quarentenários
• Fumigação brometo de metila
• Tratamento a frio câmaras climatizadas
• Tratamento a quente vapor d’água ou
hidrotermia
• Irradiação raios gama
106.
106
• Anastrepha ludens pêssego, nectarina e uva
• 0,55 ºC 18 dias
• 1,11 ºC 20 dias
• 1,66 ºC 22 dias
Temperatura
da
polpa
107.
107
• AVALIAÇÃO DOEFEITO DE TRATAMENTOS TÉRMICOS
NA INVIABILIZAÇÃO DE OVOS DE Ceratitis capitata EM
FRUTOS DE GOIABA (Psidium guajava L.)
vapor e água quente 42, 44 e 46ºC 30, 60 e 90
minutos 46ºC apresentou taxas de inviabilidade de
ovos, 93,50 e 97,66% para o vapor e a água,
respectivamente; no tempo de 90 minutos
108.
108
Imersão dos frutosde mamão nos tanques para tratamento
térmico 47,7 - 48,8°C por 20 minutos
110
Portaria 125 de03/08/1998
• Sirex noctilio RS, SC e PR CFO
“Certificado Fitossanitário de Origem”
111.
Legislativos
Físicos
Mecânicos
Resistência de plantas
Culturais e Agroecológicos
Comportamento
Plantas inseticidas
Biológico
Químico
NE
NC
ND
112.
112
Rossetto (1973)
“Planta resistenteé aquela que devido sua
constituição genotípica é menos danificada que outra
em igualdade de condições”.
Logo:
• A resistência é relativa e implica em comparações.
• A resistência é hereditária
• Uma planta resistente pode ou não manter esse caráter
em outras condições.
RESISTÊNCIA DE PLANTAS A INSETOS
113.
113
GRAUS DE RESISTÊNCIA
1-IMUNIDADE: não sofre qualquer dano pela praga em qualquer condição (raro).
Ex: macieira Northern spy ao Eriosoma lanigerum;
2- ALTA RESISTÊNCIA: sofre pouco dano em relação aos demais.
3- RESISTÊNCIA MODERADA: sofre um dano um pouco menor que os demais.
4- SUSCETIBILIDADE: sofre um dano semelhante aos demais.
5- ALTA SUSCETIBILIDADE: sofre um dano maior que aos demais.
115
• ADUBAÇÃO NITROGENADAINFLUENCIANDO
NA POPULAÇÃO DE MOSCA MINADORA,
Liriomyza sp, E SEU CONTROLE COM
Beauveria bassiana E Metarhizium anisopliae,
EM FEIJOEIRO (Phaseolus vulgaris L)
em todas as avaliações, o tratamento sem
adubação apresentou o maior dano.
130
• EFICIÊNCIA DEFORMULAÇÕES COMERCIAIS À BASE DE NIM
EM RELAÇÃO A Bemisia tabaci (GENN.) BIÓTIPO B todas as
formulações foram eficientes, embora com Nim-i-go
(mortalidade ninfal de 87%), a eficiência tenha sido menor
que com NeemAzal, Natuneem e Nimkol (acima de 96%).
• USO DE ESTRUTURAS VEGETAIS APLICADAS EM PÓ COMO
ALTERNATIVA PARA O CONTROLE DE Acanthoscelides obtectus
(COLEOPTERA: BRUCHIDAE) EM FEIJOEIRO os pós de
carqueja, poejo e coentro reduziram a oviposição de A.
obtectus grãos de feijoeiro impregnados com pós de
funcho, nim e erva-de-Santa-Maria sofreram menor dano por
alimentação do inseto.