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Liberdade de criação.
   Na Europa, as primeiras manifestações
    surgiram antes da Primeira Guerra Mundial
    (1914-1918).
   No Brasil, o movimento modernista
    consolidou-se apenas da década de 1920,
    após a realização da Semana de Arte
    Moderna
   Na Europa não houve uma semana de arte
    moderna uniforme. Houve, sim, um conjunto
    de tendências artísticas com propostas
    específica.
   Paris – centro cultural da época e difusor das
    ideias artísticas para o mundo ocidental.
Do francês avant-garde, a palavra vanguarda
significa “o que marcha na frente”.

Artística ou politicamente, vanguardas são
grupos ou correntes que apresentam uma
proposta e/ou uma prática inovadoras.
   Negação das obras artísticas do passado.
   Ruptura formal com os princípios
    estéticos do passado.
   Invenção de novas técnicas, novos
    objetos estéticos.
    Experimentalismo.
    Agressão ao público.
    Simplificação na representação das
    imagens.
   AVANÇO CIENTÍFCO E TECNOLÓGICO;
   SUPERVALORIZAÇÃO DO PROGRESSO E O
    ENALTECIMENTO DA MÁQUINA;
   CRISE DO CAPITALISMO – PRIMEIRA
    GUERRA MUNDIAL (1914).
   FINAL DA CHAMADA BELLE ÉPOQUE.
   O movimento cubista teve início na França,
    em 1907, com o quadro Les demoiselles d’
    Avignon, do pintor espanhol Pablo Picasso.
   Em torno de Picasso e do poeta francês
    Apollinarie formou-se um grupo de artistas
    que cultivaria o cubismo.
O cubismo pictórico -
Les demoiselles
d’Avignon (1907), de
Picasso. As mulheres
da esquerda identifica-
se com a cultura ibérica
e da direita revelam
influência da arte
negra, que o pintor
vinha pesquisando.
PORTUGUES - Modernismo - 3ºC
PORTUGUES - Modernismo - 3ºC
Essa técnica cubista corresponde à
fragmentação da realidade, à superposição e
simultaneidade de planos – por exemplo,
reunião de assuntos aparentemente sem
nexo, mistura de assunto, espaços e tempos
diferentes, ilogismo, humor.
hípica
Saltos records
Cavalos de Penha
Correm jóqueis de
  Higienópolis
Os magnatas
As meninas
E a orquestra toca
Chá
Na sala de coctails.
(Pau-Brasil. 2. ed. São Paulo: Globo, 2003. p.173.)
Após a publicação, em 1909, do Manifesto
Futurista, que define o perfil ideológico do
movimento, Marinetti lançou, em 1912, o
manifesto da literatura Futurista, cujas
propostas representam uma verdadeira
revolução literária.
   Palavras em liberdades
   Uso de verbos no infinitivo;
   Abolição aos adjetivos e advérbios;
   Uso de substantivo duplo – mulher-golf0;
   Uso de sinais matemáticos;
   Destruição do eu psiconalizante.
À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!
(...)
Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!
Ser completo como uma máquina!
Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo!
Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto,
Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento
A todos os perfumes de óleos, calores e carvões
Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável!
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   Alemanha e França (fauvismo), fins do século
    XIX e início do século XX.
   Diz Giulio Argan: “o Expressionismo se põe
    como antítese ao Impressionismo, mas o
    pressupõe: ambos são movimentos realistas,
    que exigem a dedicação total do artista à
    questão da realidade, mesmo que o primeiro
    a resolva no plano do conhecimento e o
    segundo no plano da ação”.
   A arte não é imitação. É criação subjetiva, livre,
    é expressão dos sentimentos;
   A realidade que circunda o artista é horrível e,
    por isso, ele a deforma ou a elimina, criando a
    arte abstrata;
   A razão é objeto de descrédito;
   A arte é criada sem obstáculos convencionais, o
    que representa um repúdio à repressão social;
   A vivência da dor deriva do sentido trágico da
    vida e causa uma deformação torturada;
   A arte se desvincula do conceito de belo e feio e
    torna-se uma forma de contestação.
   Linguagem fragmentada, elíptica, constituída
    de frases nominais,às vezes até sem sujeito;
   Despreocupação quanto à organização do
    texto em estrofes, ao emprego de rimas ou à
    musicalidade;
   Combate à fome, à inércia e aos valores do
    mundo burguês.
 NECESSIDADE DE
  INTERPRETAR A
  REALIDADE DE UM
  MODO INÉDITO
 PERÍODO DE
  INQUIETAÇÃO,
  CONTRADIÇÃO E
  INSATISFAÇÃO
Cantos e metrópoles, levianas febris,
Terras descoradas, pólos sem glória,
Miséria, heróis e mulheres da escória,
Sobrolhos espectrais, tumulto em carris.
Soam ventoinhas em nuvens perdidas.
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A arte está morta. As horas reduzidas.
     (Apud Lúcia Helena. Movimentos da vanguarda europeia. São Paulo: Scipione, 1993. p.33.)
   Suíça – Tristan Tzara e outros artistas do
    “Cabaré Voltaire” (1916).
   O mais demolidor e radical movimento de
    vanguarda;
   A guerra desvendou a barbárie por trás da
    civilização burguesa ocidental. Era necessário
    desmascarar os valores ditos civilizados.
 Ilogismo;                 Ilogismo;
 Nonsense;                 Nonsense;
 Humor niilista e          Humor niilista e
  irracionalista;            irracionalista;
 Dinamitam-se a cultura    Dinamitam-se a cultura
  e a linguagem;             e a linguagem;
O Dadaísmo caracteriza-se pela
agressividade, pela improvisação, pela
desordem, pela rejeição ao tipo de
racionalização e equilíbrio, pela livre
associação das palavras e pela invenção de
palavras com base na exploração do seu
significante.
Pegue um jornal.
Pegue uma tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu
   poema
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse
   artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do
   saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade
   graciosa, ainda que incompreendido do público.
Berr... Bum, bumbum, bum...
Ssi... Bum, papapa bum, bumm
Zazzau... Dum, bum,
   bumbumbum
Prä, prä, prä... Ra, hä-hä, aa...
Habol...


     (Apud Gilberto Mendonça Teles. Vanguardas
   europeias e Modernismo brasieliro. Petrópolis:
                                   Vozes, 1983.)
   Marcel Duchamp,
    Ready made, Roda de
    bicicleta
   França – André Breton (1918).
   O surreal subjaz à noção de “real” até então
    conhecida;
   Acrescenta-se à razão a imaginação, o sonho e
    a fantasia criadora do inconsciente;
   Diz Breton: “Creio na resolução futura desses
    dois estados, aparentemente tão
    contraditórios, tais sejam o sonho e a
    realidade, em uma espécie de realidade
    absoluta, de super-realidade, se assim se pode
    chamar”.
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   Criação da revista de artes O Pirralho, dirigida
    por Oswald de Andrade e Emílio de Menezes,
    em 1911;
   A exposição de obras do pintor russo Lasar
    Segall, em 1913;
   Fundação da revista Orpheu, em Portugal;
   Publicação, em 1917, de várias obras de
    poesias, entre elas Há uma gota de sangue em
    cada poema, Mário de Andrade e A cinza das
    horas, de Manuel bandeira.
   Ocorreu em São Paulo no Teatro Municipal da
    cidade nos dias 13,15 e 17 de fevereiro de
    1922.
   Foram apresentadas poesia, música e
    palestras sobre modernidade.
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Exposição de artes de plásticas com obras
Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro,
Zina Aita, Di Cavalcanti, Harbeg, Brecheret,
Ferrignac e Antonio Mota.
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A estudante, um dos
quadros apresentados
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PORTUGUES - Modernismo - 3ºC

  • 2. Na Europa, as primeiras manifestações surgiram antes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).  No Brasil, o movimento modernista consolidou-se apenas da década de 1920, após a realização da Semana de Arte Moderna
  • 3. Na Europa não houve uma semana de arte moderna uniforme. Houve, sim, um conjunto de tendências artísticas com propostas específica.  Paris – centro cultural da época e difusor das ideias artísticas para o mundo ocidental.
  • 4. Do francês avant-garde, a palavra vanguarda significa “o que marcha na frente”. Artística ou politicamente, vanguardas são grupos ou correntes que apresentam uma proposta e/ou uma prática inovadoras.
  • 5. Negação das obras artísticas do passado.  Ruptura formal com os princípios estéticos do passado.  Invenção de novas técnicas, novos objetos estéticos.  Experimentalismo.  Agressão ao público.  Simplificação na representação das imagens.
  • 6. AVANÇO CIENTÍFCO E TECNOLÓGICO;  SUPERVALORIZAÇÃO DO PROGRESSO E O ENALTECIMENTO DA MÁQUINA;  CRISE DO CAPITALISMO – PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914).  FINAL DA CHAMADA BELLE ÉPOQUE.
  • 7. O movimento cubista teve início na França, em 1907, com o quadro Les demoiselles d’ Avignon, do pintor espanhol Pablo Picasso.  Em torno de Picasso e do poeta francês Apollinarie formou-se um grupo de artistas que cultivaria o cubismo.
  • 8. O cubismo pictórico - Les demoiselles d’Avignon (1907), de Picasso. As mulheres da esquerda identifica- se com a cultura ibérica e da direita revelam influência da arte negra, que o pintor vinha pesquisando.
  • 11. Essa técnica cubista corresponde à fragmentação da realidade, à superposição e simultaneidade de planos – por exemplo, reunião de assuntos aparentemente sem nexo, mistura de assunto, espaços e tempos diferentes, ilogismo, humor.
  • 12. hípica Saltos records Cavalos de Penha Correm jóqueis de Higienópolis Os magnatas As meninas E a orquestra toca Chá Na sala de coctails. (Pau-Brasil. 2. ed. São Paulo: Globo, 2003. p.173.)
  • 13. Após a publicação, em 1909, do Manifesto Futurista, que define o perfil ideológico do movimento, Marinetti lançou, em 1912, o manifesto da literatura Futurista, cujas propostas representam uma verdadeira revolução literária.
  • 14. Palavras em liberdades  Uso de verbos no infinitivo;  Abolição aos adjetivos e advérbios;  Uso de substantivo duplo – mulher-golf0;  Uso de sinais matemáticos;  Destruição do eu psiconalizante.
  • 15. À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos. Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! Em fúria fora e dentro de mim, Por todos os meus nervos dissecados fora, Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto! Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos, De vos ouvir demasiadamente de perto, E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso De expressão de todas as minhas sensações, Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas! (...) Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime! Ser completo como uma máquina! Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo! Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto, Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento A todos os perfumes de óleos, calores e carvões Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável!
  • 19. Alemanha e França (fauvismo), fins do século XIX e início do século XX.  Diz Giulio Argan: “o Expressionismo se põe como antítese ao Impressionismo, mas o pressupõe: ambos são movimentos realistas, que exigem a dedicação total do artista à questão da realidade, mesmo que o primeiro a resolva no plano do conhecimento e o segundo no plano da ação”.
  • 20. A arte não é imitação. É criação subjetiva, livre, é expressão dos sentimentos;  A realidade que circunda o artista é horrível e, por isso, ele a deforma ou a elimina, criando a arte abstrata;  A razão é objeto de descrédito;  A arte é criada sem obstáculos convencionais, o que representa um repúdio à repressão social;  A vivência da dor deriva do sentido trágico da vida e causa uma deformação torturada;  A arte se desvincula do conceito de belo e feio e torna-se uma forma de contestação.
  • 21. Linguagem fragmentada, elíptica, constituída de frases nominais,às vezes até sem sujeito;  Despreocupação quanto à organização do texto em estrofes, ao emprego de rimas ou à musicalidade;  Combate à fome, à inércia e aos valores do mundo burguês.
  • 22.  NECESSIDADE DE INTERPRETAR A REALIDADE DE UM MODO INÉDITO  PERÍODO DE INQUIETAÇÃO, CONTRADIÇÃO E INSATISFAÇÃO
  • 23. Cantos e metrópoles, levianas febris, Terras descoradas, pólos sem glória, Miséria, heróis e mulheres da escória, Sobrolhos espectrais, tumulto em carris. Soam ventoinhas em nuvens perdidas. Os livros são bruxas. Povos desconexos. A alma reduz-se a mínimos complexos. A arte está morta. As horas reduzidas. (Apud Lúcia Helena. Movimentos da vanguarda europeia. São Paulo: Scipione, 1993. p.33.)
  • 24. Suíça – Tristan Tzara e outros artistas do “Cabaré Voltaire” (1916).  O mais demolidor e radical movimento de vanguarda;  A guerra desvendou a barbárie por trás da civilização burguesa ocidental. Era necessário desmascarar os valores ditos civilizados.
  • 25.  Ilogismo;  Ilogismo;  Nonsense;  Nonsense;  Humor niilista e  Humor niilista e irracionalista; irracionalista;  Dinamitam-se a cultura  Dinamitam-se a cultura e a linguagem; e a linguagem;
  • 26. O Dadaísmo caracteriza-se pela agressividade, pela improvisação, pela desordem, pela rejeição ao tipo de racionalização e equilíbrio, pela livre associação das palavras e pela invenção de palavras com base na exploração do seu significante.
  • 27. Pegue um jornal. Pegue uma tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.
  • 28. Berr... Bum, bumbum, bum... Ssi... Bum, papapa bum, bumm Zazzau... Dum, bum, bumbumbum Prä, prä, prä... Ra, hä-hä, aa... Habol... (Apud Gilberto Mendonça Teles. Vanguardas europeias e Modernismo brasieliro. Petrópolis: Vozes, 1983.)
  • 29. Marcel Duchamp, Ready made, Roda de bicicleta
  • 30. França – André Breton (1918).  O surreal subjaz à noção de “real” até então conhecida;  Acrescenta-se à razão a imaginação, o sonho e a fantasia criadora do inconsciente;  Diz Breton: “Creio na resolução futura desses dois estados, aparentemente tão contraditórios, tais sejam o sonho e a realidade, em uma espécie de realidade absoluta, de super-realidade, se assim se pode chamar”.
  • 34. Criação da revista de artes O Pirralho, dirigida por Oswald de Andrade e Emílio de Menezes, em 1911;  A exposição de obras do pintor russo Lasar Segall, em 1913;  Fundação da revista Orpheu, em Portugal;  Publicação, em 1917, de várias obras de poesias, entre elas Há uma gota de sangue em cada poema, Mário de Andrade e A cinza das horas, de Manuel bandeira.
  • 35. Ocorreu em São Paulo no Teatro Municipal da cidade nos dias 13,15 e 17 de fevereiro de 1922.  Foram apresentadas poesia, música e palestras sobre modernidade.
  • 39. Exposição de artes de plásticas com obras Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro, Zina Aita, Di Cavalcanti, Harbeg, Brecheret, Ferrignac e Antonio Mota.
  • 42. A estudante, um dos quadros apresentados por Anita Malfatti na polêmica exposição de 1917 (Museu de Arte de São Paulo).