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POLICIAMENTO RODOVIÁRIO:
                  “CINQUENTA ANOS COM SEDE REGIONAL EM ASSIS”




             Autor By: 2008
      Adilson Luís Franco Nassaro


    Designer Gráfico e Diagramação:
         Luiz Carlos de Barros
           Rodrigo de Souza


            Colaboradores:
         Amarildo Delfino Dias
            Adriano Aranão
        Benedito Roberto Meira
        Célio Marcos Sampaio
                                                                              Capa: Luiz Carlos de Barros
            Hélio Verza Filho
           Ivan Sérgio Alves
        Jovelino Castro Pereira
          Nelson Garcia Filho
       Orlando Santos Marques
      Paulo César Lopes Furtado
       Roberto Nazareno Ribeiro
    Rogério Márcio Donizete da Silva
             Sérgio Splicido
             Valmir Dionízio
       Leonardo Victorino Netto
        Wilson de Seixas Pinto
                                                                         Cap PM Adilson Luís Franco Nassaro

                 Fotos:
          Arquivos familiares
         Arquivos institucionais
            Jornal de Assis
         Jornal Diário de Assis
                                                Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
          Jornal Voz da Terra                         Bibliotecária: Lucelena Alevato - CRB 8/4063
             Lúcio Coelho
            Carlos Henrique                         Nassaro, Adilson Luís Franco
             Douglas Reis                   N265p       Policiamento rodoviário: 50 anos com sede regional em
                                                    Assis – SP / Adilson Luís Franco Nassaro, com a colaboração
                                                    de Amarildo Delfino Dias ... [et.al.]. Assis: Triunfal Gráfica &
                                                    Editora, 2008
              Apoio Cultural:                           102 p. : il. ; 31 cm

         Fundação Nova América                          ISBN: 978-85-61175-01-6
              UNIMED - Assis
           Banco Nossa Caixa
                                                          1. Policia rodoviária. 2. Polícia militar. 3. Segurança de
       Prefeitura Municipal de Assis                 trânsito. 4. Trânsito – Medidas de segurança. I. Título.
Secretaria Municipal da Educação de Assis
                                                                                                       CDD 363.2
                                                                                                          388.31
POLICIAMENTO RODOVIÁRIO:
           “CINQUENTA ANOS COM SEDE REGIONAL EM ASSIS”

                                                                                    Í N D I C E
I - APRESENTAÇÃO                                                                                                                  V – DEPOIMENTOS
Cmt Pol Rod (Sede em São Paulo) ....................................................................... Pág. 06                   “Fiscalização intensa na fronteira com o Paraná”: Tenente Coronel Verza .......... Pág. 68
Cmt do 2º BPRv (Sede em Bauru) ........................................................................ Pág. 07                   “O Policiamento Rodoviário é diferente”: Major Meira ........................................ Pág. 69
Diretor da DR-7, Assis ........................................................................................... Pág. 08        “Tapete Vermelho”: Major Nelson Garcia .............................................................. Pág. 70
Cmt da 3ª Cia (Sede em Assis) ............................................................................. Pág. 09               “A missão de preservação da vida e o combate à embriaguez ao volante”:
Prefeito de Assis .................................................................................................... Pág. 10    Tenente Aranão ...................................................................................................... Pág. 71
                                                                                                                                  “O trabalho das equipes TOR”: Sargento Paulo .................................................... Pág. 72
II - DESCRIÇÃO                                                                                                                    Fotos de apreensões das equipes TOR ................................................................ Pág. 74
Dados do Município de Assis .................................................................................. Pág. 11            “Cem mil quilômetros de sucesso!”: Soldado Dias ............................................... Pág. 76
Assis: sede da 3ª Companhia de Policiamento Rodoviário ................................... Pág. 12                                “Vivi intensamente essa fase de minha existência”: Tenente Splicido ................ Pág. 78
Descrição das Cias com telefones do CPRv e mapa do Estado ........................... Pág. 13                                     “Deixo meu filho como representante”: Tenente PM Marques (Marília) .............. Pág. 79
Descrição dos Pelotões e Bases da 3ª Cia ........................................................... Pág. 14                      “Vencer não é deixar de cometer erros, mas reconhecer nossos limites e corrigir nossas
Brasão do Policiamento Rodoviário ....................................................................... Pág. 20                 rotas”: Subtenente Castro .................................................................................... Pág. 80

Comandantes da 3ª Companhia ............................................................................ Pág. 21                  “Direção defensiva” – Sargento Valmir ................................................................. Pág. 81


III - HISTÓRIA                                                                                                                    VI - DATAS COMEMORATIVAS
O Policiamento Rodoviário no Estado de São Paulo ............................................ Pág. 22                             10 de janeiro, dia do Policiamento Rodoviário ...................................................... Pág. 82
O 2º BPRv, com sede em Bauru ........................................................................... Pág. 26                  04 de julho, aniversário de inauguração da primeira sede de
O Policiamento Rodoviário na região de Assis,                                                                                     Destacamento em Assis ........................................................................................ Pág. 83
sede da 3ª Cia do 2º BPRv ................................................................................... Pág. 27             23 de julho, dia do “Policial Rodoviário” ................................................................ Pág. 84
Fotos de apreensões ............................................................................................. Pág. 36         25 de julho, dia de São Cristóvão e dia do Motorista ............................................ Pág. 85
Parceria de sucesso com o DER ........................................................................... Pág. 38                 25 de agosto, dia do Soldado ................................................................................ Pág. 86
Associação “PMs de Cristo”, 2º Núcleo em Assis ................................................. Pág. 40
Programa: “Educar para o Trânsito é Educar para a Vida” ................................... Pág. 42                               VII - TRÂNSITO RODOVIÁRIO
Escotismo e policiamento rodoviário em Assis ...................................................... Pág. 44                       Identificação do cliente alvo e monitoramento de suas
Programas: “BRAV” e “IRCC” ................................................................................ Pág. 46               necessidades ......................................................................................................... Pág. 87
Homenagem ao “Policial Padrão do Ano” ............................................................. Pág. 50                       Resultados do Policiamento Rodoviário ................................................................ Pág. 88
Convivência ........................................................................................................... Pág. 51   Velocidade, ultrapassagem e distância de segurança .......................................... Pág. 90
O Grupo de Transporte Canavieiro ....................................................................... Pág. 54                  Operação “Cavalo de Aço” .................................................................................... Pág. 91
                                                                                                                                  Os motociclistas, os passageiros e seus capacetes ............................................. Pág. 92
IV - PERSONAGENS                                                                                                                  O Policiamento Rodoviário e o meio ambiente ..................................................... Pág. 93
O companheiro Marco Brasil ................................................................................. Pág. 55              Solução para a questão dos animais soltos nas rodovias ..................................... Pág. 94
O herói: “Vigilante Rodoviário” ............................................................................... Pág. 58           Por um trânsito mais seguro .................................................................................. Pág. 95
Clóvis Luciano Gomes - o rodoviário Mão-de-Onça ............................................. Pág. 60                             Os Dez Mandamentos do trânsito seguro ............................................................. Pág. 96
Major Edson Reis .................................................................................................. Pág. 62       Desenhos de filhos de Policiais Militares Rodoviários da 3ª Cia ........................... Pág. 97
Capitão Domingues ............................................................................................... Pág. 63         Mensagens para segurança no trânsito ................................................................ Pág. 98
Tenente Salviano Gonçalo de Souza, um dos pioneiros ....................................... Pág. 64
Sub Ten Sebastião Wilson de Seixas Pinto ........................................................... Pág. 65                      VIII - EFETIVO
Soldado Ramos e outros heróis da 3ª Cia ........................................................... Pág. 66                       Efetivo atual da 3ª Cia do 2º BPRv ...................................................................... Pág. 101
Apresentação:
    Comandante do Policiamento Rodoviário do Estado de São Paulo
                                                         (CPRv)
Eliziário Ferreira Barbosa                                                             na Polícia de Trânsito, hoje atuamos
Coronel PM                                                                             de forma efetiva como Polícia de Se­
                                                                                       gurança, cumprindo a missão consti­
        No ano em que comemoramos o                                                    tucional de preservação da ordem pú­
sexagésimo aniversário do Policiamen­                                                  blica atribuída à Polícia Militar.
to Rodoviário, criado em 10 de janeiro                                                        Hoje, atuando numa malha ro­
de 1948, enche-nos de satisfação o lan­                                                doviária de 24.000 Km de rodovias pa­
çamento do livro comemorativo ao                                                       vimentadas, com um efetivo de mais
cinquentenário de inauguração da pri­                                                  4.000 homens e mulheres, organizados
meira sede de destacamento do muni­                                                    em unidades operacionais estrategica­
cípio de Assis, hoje a 3ª Companhia do                                                 mente distribuídas no Estado, o Co­
2º Batalhão de Polícia Rodoviária, pois                                                mando de Policiamento Rodoviário da
se trata de mais uma iniciativa impor­                                                 Polícia Militar do Estado de São Pau­
tante para o resgate de fatos memorá­                                                  lo, integrado por quatro Batalhões de
veis de nossa história.                                                                Polícia Rodoviária, sediados respecti­
        A presença efetiva da força poli­                                              vamente em São Bernardo do Campo
cial foi fator preponderante para que o                                                (1º BPRv), em Bauru (2º BPRv), em
desenvolvimento alavancado pelas no­                                                   Araraquara (3º BPRv) e Jundiaí (4º
vas rodovias da época pudesse alcan­                                                   BPRv), demonstra ter acompanhado
çar os rincões do nosso Estado, desta-                                                 pari passu as rápidas transformações
cando-se na obra o processo histórico                                                  em curso na sociedade desde o início
que se deu no sentido oeste, com a ins­     ção e de suas práticas operacionais que    de suas atividades, sendo fundamental
talação do órgão regional do Departa­       sempre ocorreram em perfeita sintonia      reconhecermos o legado que recebe­
mento de Estradas de Rodagem e do           com o advento das concessões rodoviá­      mos de nossos antecessores.
destacamento de Policiamento Rodo­          rias, do novo Código de Trânsito Bra­
                                                                                              Quando os homens encontram os
viário na região.                           sileiro e das crescentes demandas por
                                                                                       elementos de sua existência nas reali­
        O contexto em que os aconteci­      serviços de segurança pública. Da si­
                                                                                       zações dos seus antepassados, a com­
mentos se deram era outro e importa-        nalização dos locais de acidentes com
                                                                                       preensão do presente e a projeção do fu­
nos conhecê-lo para que possamos me­        a utilização de “latas de fogo”, evoluí­
                                                                                       turo são inevitavelmente permeadas por
lhor compreender as nuanças que en­         mos para a utilização de modernos
                                                                                       sentimentos de respeito e de valoriza­
volvem o Policiamento Rodoviário na         equipamentos e com a cooperação de
                                                                                       ção de todo o esforço e dedicação em­
região. Para tanto nada melhor que uma      equipes especializadas do DER,
                                            DERSA e Concessionárias de rodo­           preendidos. Esse efeito, notadamente
obra resultante da compilação de in­
                                            vias. Da atuação das patrulhas como        em relação aos integrantes de uma ins­
formações sobre a história, persona­
                                            verdadeiras ambulâncias improvisadas,      tituição devotada à causa pública, tor­
gens e depoimentos de pessoas que par­
                                            evoluímos para a atuação integrada         na-se muito mais relevante, pois nos im­
ticiparam dos primórdios da Polícia
Rodoviária Paulista no oeste no Esta­       com equipes de socorro especializadas      pele a continuar a honrar nosso com­
do de São Paulo.                            do Corpo de Bombeiros e das Conces­        promisso institucional com a defesa da
        A legislação de trânsito em vi­     sionárias de rodovias. Da utilização do    vida e da dignidade humana.
gor na época era bem menos comple­          cronômetro e binóculos para a fiscali­            Com a certeza de que a obra mui­
xa, a frota de veículos em circulação       zação do excesso de velocidade, evo­       to contribuirá para o enaltecimento de
era bem menos expressiva, o que cer­        luímos para a utilização em larga es­      nossa história, congratulo-me com o
tamente não tornava a fiscalização mais     cala de equipamentos eletrônicos para      autor, rendendo nossas homenagens
fácil. Seguramente as dificuldades para     essa fiscalização. Da observação no        àqueles que nos idos de 1958, mais que
a atuação dos pioneiros eram impostas       terreno por parte das patrulhas rodoviá­   integrar o destacamento de Polícia Ro­
por fatores que a realidade atual torna     rias, evoluímos para o monitoramento       doviária de Assis, lançaram as bases da
quase inimagináveis.                        eletrônico complementar através dos        instituição na região e contribuíram
        Com 34 anos de experiência pro­     sistemas de câmeras dos Centros de         para a magnitude do Policiamento Ro­
fissional no Policiamento Rodoviário        Controle Operacional. Da atuação qua­      doviário da Polícia Militar do Estado
pude vivenciar a evolução da institui­      se que exclusivamente com o enfoque        de São Paulo.
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Companhia de Assis: passado, presente e futuro
Carlos Alberto Paffetti Fantini                                                          ligação, entre norte-sul, leste-oeste, com
Tenente Coronel PM                                                                       sede de Subunidade (3ª Cia) instalada em
Comandante do 2º BPRv (Bauru)                                                            1979. São realizações na área de trânsito
                                                                                         e na área de polícia de segurança, com uma
       Com particular satisfação tomei                                                   atuação séria no combate à criminalidade.
conhecimento do projeto de lançamento                                                           Passei boa parte da carreira
do livro comemorativo do cinquentenário                                                  exercendo funções diversas no 2º BPRv
de inauguração da primeira sede de                                                       e testemunhei o valor dos integrantes
destacamento no município de Assis, que                                                  da Unidade, policiais de extremo
deu origem a atual 3ª Companhia do                                                       profissionalismo, trabalhando em pontos
2º Batalhão de Polícia Rodoviária                                                        tão distantes, mas unidos no mesmo
(2º BPRv). Sim, pois só conseguimos
                                                                                         ideal de bem servir a comunidade,
projetar um futuro melhor se
                                                                                         garantindo a segurança nas rodovias
compreendemos o nosso passado e
                                                                                         sob sua responsabilidade. Dentre esses
vivemos intensamente o nosso presente.
                                                                                         valorosos profissionais, vários serviram
       E esse é o objetivo que se revela
                                                                                         na 3ª Companhia e participaram dessa
na proposta de ordenar informações que,
                                                                                         história de sucesso, que hoje prossegue,
em seu conjunto, apresentam um painel
                                                                                         como uma árvore muito bem cultivada
grandioso que passa por relatos de
                                                                                         que oferece bons frutos.
heroísmo, de amor e dedicação à causa
pública, depoimentos, e também                      Em conjunto com as Companhia                Também destaco o excelente
conhecimentos técnico-profissionais         de Bauru, Itapetininga, Araçatuba e          relacionamento com os integrantes da
sobre essa tradicional modalidade de        Presidente Prudente, Assis integra a área    DR-7, engenheiros e funcionários de um
policiamento em São Paulo.                  do 2º BPRv, que alcança praticamente         modo geral, que já é uma marca da
       Até 1958, a fiscalização das         um terço de todo o Estado de São Paulo.      3ª Companhia e que em muito tem
precursoras rodovias do centro-oeste e              Portanto, Assis e Bauru sempre       auxiliado na busca de soluções conjuntas
oeste paulistas era realizada de modo       estiveram vinculados no tocante à            para uma maior segurança no trânsito
itinerante, com patrulheiros vindos de      fiscalização rodoviária e hoje o Comando     rodoviário na região.
Bauru, sob coordenação do Tenente           do Batalhão comemora realizações na                 Por isso, cumprimento os policiais
Comandante de Destacamento, que             importante região que estabelece divisa      militares rodoviários da Companhia de
constituía um posto avançado do             com o Norte do Paraná e faz estratégica      Assis, por essa realização!
Comando de São Paulo. As grandes
distâncias dificultavam muito a atuação
daqueles pioneiros. Somente com
sacrifícios indescritíveis, na época era
possível cobrir tão extensa área e ainda
sem viaturas disponíveis, conforme
relatam os mais antigos.
       O Estado de São Paulo cresceu
junto com a expansão das rodovias no
sentido oeste e a chegada da Divisão do
DER em Assis, a DR-7, foi a senha para
a criação do Destacamento de
Policiamento Rodoviário de Assis, com
sede própria e designação de um Tenente
para a coordenação local dos trabalhos.
O Destacamento de Assis permaneceu,
como antes, subordinado ao Comando
Regional de Bauru que foi alçado ao nível
                                              Fiscalização de trânsito rodoviário, no Km 445 da SP 270, em frente da Base de Assis
de Batalhão em 1977 (2º BPRv).
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A união faz a nossa força
Jorge Masataka Mori
Engenheiro Diretor da DR-7 (Assis)
       O convívio entre o Policiamento Ro­
doviário e a Divisão Regional de Assis, re­
monta ao ano de 1958, lembrando que, na
época, toda a parte burocrática do contin­
gente era desenvolvida por funcionários
civis do DER. Atualmente as atividades bu­
rocráticas já são exercidas por policiais
militares, que também se responsabilizam
pela manutenção de algumas Bases
Operacionais, mas a convivência persiste.
         Esse congraçamento, que evoluiu
ao longo do tempo, tinha suas
particularidades, pois não apenas a parte
operacional estava intimamente relacionada.
Havia na então Polícia Rodoviária e no DER
caçadores, pescadores e jogadores de futebol
que freqüentemente compartilhavam
interesses mútuos. Destaca-se que a Polícia
Rodoviária usava, para o seu treinamento,
as instalações do DERAC (Departamento
de Estradas de Rodagem - Atlético Clube)
em Assis, e mantinha nas equipes de futebol
alguns elementos conhecidos: o “Tenente
Edson”, o Eduardo “Duardão”, o
Melquiades “Quidão”, o Vicente, já do lado      ou do meio ambiente. Somos, na reali­          litar carreou e abrigou no seu corpo os
do DER, faziam parte da famosa equipe           dade, todos colegas.                           valorosos policiais rodoviários.
do DERAC, o Sergio (Barranco), Zilton                  Especialmente o policial rodoviá­               Por esses motivos, não poderia dei­
(Pacuzinho), Aristeu, Henrique, José            rio é um elemento próximo, é um irmão,         xar de parabenizar no ano de 2008 o Co­
Carlos (Pó) e tantos outros, que se             da mesma casa, com propósitos similares        mando do Policiamento Rodoviário pela
mesclavam para formar uma só equipe,            no plano rodoviário e relembramos que,         passagem dos 60 anos e os Comandos Re­
situação que se transferia para as atividades   no início, o policial rodoviário era um fun­   gionais (Batalhão em Bauru e Companhia
funcionais e que permanece até hoje.            cionário do DER, nascido dentro do De­         em Assis), pelos 50 anos de história em
       O efetivo do Policiamento Rodo­          partamento, normatizado militarmente e         nossa região. Tenho a certeza de que a Po­
viário sempre conviveu harmoniosamen­           investido da função de fiscalizar e orien­     lícia Militar, o DER e os usuários de modo
te com o DER em Assis, disponibilizando         tar condutores para oferecer ao trânsito a     geral, podem contar com um valoroso efe­
profissionais em operações nas pistas.          segurança necessária. Posteriormente, a        tivo que está pronto para proporcionar
A presença do policial fardado impõe res­       excelente Corporação que é a Polícia Mi­       maior segurança nas rodovias paulistas.
peito, fazendo com que motoristas
desavisados reduzam a velocidade e se
acautelem, além de respeitarem outras
medidas de segurança, ao mesmo tempo
em que funcionários do Departamento
exercem suas atividades na conservação
e implantação de rodovias. O DER, por
outro lado, envida esforços para atender
às necessidades de instalação e manuten­
ção das Bases Operacionais. A comuni­
dade ganha com essa parceria.
       De fato, a nossa responsabilida­
de funcional cria vínculos sobremanei­
ra fortes, a nos integrar, a nos unir. Pres­
tamos juntos serviços públicos de rele­
vância, sejamos funcionários do DER,
militares rodoviários ou não, policiais
civis, professores, servidores da saúde                   Engenheiro Vigilato, Dr. Jorge e Capitão PM Franco, em reunião na DR-7
                                                                  Pág. 08
Parabéns aos nossos policiais
          militares rodoviários!
Adilson Luís Franco Nassaro
                                                                                                        se não pudéssemos contar com
Capitão PM
                                                                                                        a motivação e o empenho de
Comandante da 3ª Companhia
                                                                                                        cada um dos nossos “heróis da
do 2º BPRv (Assis)
                                                                                                        estrada”, a qualquer hora, no
       É justo enaltecer o                                                                              calor da tarde ou no frio da
excelente trabalho desenvolvido,                                                                        madrugada, revistando cargas e
quase sempre anonimamente,                                                                              ônibus suspeitos, transportando
pelos nossos policiais militares                                                                        órgãos humanos em viaturas
rodoviários atuantes em Assis e                                                                         para transplantes emergenciais,
ampla região nos últimos                                                                                despertando          motoristas
cinqüenta anos de inauguração                                                                           sonolentos, participando de
de sua sede própria.                                                                                    Operações em feriados
       Cumprindo honrosa                                                                                enquanto os cidadãos comuns
missão, são eles hoje filhos da                                                                         passeiam e socorrendo usuários
terra, todos residentes nos                                                                             que, em desespero, imaginavam
municípios da região. Rodam                                                                             estar sozinhos na rodovia...
vários quilômetros por dia,                                                                                     O que a Instituição tem
cobertos pelo manto da                                                                                  de mais valioso é exatamente
legalidade, da farda policial-                                                                          esse profissional. Merecem os
militar e das tradicionais cores                                                                        policiais militares rodoviários
cinza e amarela de suas viaturas.                                                                       um profundo reconhecimento
Enérgicos na fiscalização de                                                                            pelas demonstrações de
trânsito, para evitar acidentes.                                                                        eficiência ao longo da história,
Perspicazes no combate à                                                                                com constância e lealdade. Por
criminalidade, para proteger o                                                                          isso registro o orgulho que tenho
usuário da rodovia e a sociedade,                                                                       em comandá-los e em poder
de modo geral, que é receptora                                                                          dedicar a cada um deles o livro
do transporte realizado nas                                                                             comemorativo ao Jubileu do
estradas.                                                                                               Policiamento Rodoviário com
       Hoje mesmo eu observei                                                                           Sede Regional, em nome da
na rodovia, sobre o asfalto, um                                                                         comunidade que externa grande
policial de botas, quepe e colete, em pé ao lado da viatura,              respeito por tudo o que têm feito.
cobrindo o seu posto e orientando motoristas, embaixo de                         Também, no plano pessoal, considero uma marcante
um sol escaldante... Suava toda a camisa e mantinha a postura             realização comemorar esse “Cinquentenário” na mesma
altiva, de quem cumpre e faz cumprir a lei. Talvez ele não                oportunidade em que completo três anos de comando na 3ª
tenha consciência plena de que o seu esforço, em conjunto                 Companhia do 2º BPRv, por alguns motivos especiais que
com o de outros profissionais, salva muitas vidas.                        faço questão de consignar: sou assisense e, depois de trabalhar
       Como conseqüência desse verdadeiro amor à profissão,               vinte anos na Capital do Estado desde que ingressei na Polícia
no fechamento dos balanços parciais de produtividade e de                 Militar em 1985, recebi com emoção o convite para servir
ocorrências registradas, ano a ano, é possível observar                   no Policiamento Rodoviário da região; meu pai, Lúcio
positiva evolução na área de segurança do trânsito e também               Baptista Nassaro, trabalhou durante trinta e seis anos como
expressivos resultados operacionais no combate à                          funcionário do DER em Assis e creio que nunca imaginou
criminalidade.                                                            que um filho seu atuaria no comando dessa importante fração
       O patrulhamento e o posicionamento das equipes e                   que compartilha tantos momentos em ação nas mesmas
viaturas em módulos e horários específicos - por vezes bem                rodovias, com os integrantes do DER, na preconizada
longe das Bases -, é otimizado pelos Comandantes de Pelotão.              harmonia entre fiscalização e engenharia.
Eles promovem um planejamento operacional sério,                                  E estamos todos em constante aprendizado nessas
devidamente supervisionado, objetivando primordialmente                   estradas que sustentam o desenvolvimento e trazem
evitar acidentes, mediante critérios estritamente técnicos, ou            esperanças de um futuro ainda melhor, e com segurança.
seja, com base na análise crítica das características das últimas                Enfim, desejo que cada um dos companheiros que
ocorrências, para a preservação da vida e da integridade física           exercem o já tradicional Policiamento Rodoviário na região
dos usuários das rodovias.                                                também se sinta recompensado no desempenho de tão nobre
       Certo é que de nada valeria o melhor dos planejamentos,            tarefa. A vida não tem preço!
                                                                Pág. 09
Polícia Militar Rodoviária:
                     Cinquenta anos em Assis
Ézio Spera                                                  em direção ao Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
Prefeito Municipal de Assis                                 Paraguai e Argentina e igualmente no sentido contrário.
                                                            Também por aqui saem os veículos oriundos dos Estados
      Assis se constitui, em razão das rodovias por aqui    localizados mais ao norte com destino ao Paraná e toda
localizadas, em um dos principais entroncamentos            a região Sul.
rodoviários do Estado de São Paulo. Pela nossa região             Por essa razão, é destacada a importância da 3ª
passa praticamente todo o tráfego de caminhões, ônibus      Companhia do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária, que
e automóveis oriundos da Capital e Grande São Paulo         comemora 50 anos de inauguração da primeira sede de
                                                            Destacamento no município, em 04 de julho.
                                                                  Tal data se transforma, indubitavelmente, em um
                                                            marco e uma comprovação do desenvolvimento
                                                            regional, dada a importância que é atribuída ao
                                                            transporte rodoviário no Brasil.
                                                                  Fundamental se louvar, no entanto, a importância
                                                            dos POLICIAIS RODOVIÁRIOS nesta data. Tenho
                                                            certeza que a criação e a manutenção da atual 3ª
                                                            Companhia do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária,
                                                            esteve sempre apoiada na competência e na bravura
                                                            dos “soldados do asfalto”.
                                                                  A segurança pública, um dos grandes clamores
                                                            da população, tem sido brilhantemente conduzida, no
                                                            que diz respeito às rodovias da região, durante essas
                                                            últimas cinco decadas.
                                                                  Resta-nos, portanto, mais que parabenizar os
                                                            integrantes da 3ª Cia, cumprimentar a todos os
                                                            integrantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo
                                                            e agradecer pelo empenho no trabalho dedicado à nossa
                                                            cidade e nossa região durante esses 50 anos.




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Dados do Município de Assis
            DADOS GERAIS                                                   CARACTERÍSTICAS
    O Município de Assis está localizado na Região Oeste do            FÍSICAS E AMBIENTAIS
estado de São Paulo, na Bacia do Médio Paranapanema, dis­              O Município de Assis, composto por uma área territorial
tante da Capital Paulista 455 Km por via rodoviária e 548 Km        de 462,9 Km2, possui as seguintes coordenadas geográficas:
por via Ferroviária. Possui e ocupa uma área territorial de         Latitude 22º39’39’, Longitude 50º25’13”com uma altitude
pouco mais de 474 Km2 e seus limites geopolíticos encon­            média de 556m em relação ao nível do mar.
tram divisas ao Norte, com o Município de Lutécia, ao Sul,             Apresenta clima sub-tropical, tendo uma temperatura mé­
com os de Tarumã e Cândido Mota, à Leste, com Platina e             dia anual de 21,5ºC, com oscilações nos meses quentes entre
Echaporã e, a Oeste, com Maracaí e Paraguaçu Paulista.              21ºC e 23ºC, e nos meses frios, de 13ºC e 18ºC. Tem uma
    Apresenta estratégica localização geográfica, tanto pela si­    precipitação pluviométrica média anual de 1.212mm. Os ín­
tuação de localização geográfica em si quanto pela situação         dices de umidade relativa do ar variam entre 62% e 84%, apre­
de proximidade regional com o Norte do Paraná, com a Re­            sentando média anual 75,2%.
gião Meridional do Mato Grosso do Sul, e se posicionando               O solo predominante é o latosso vermelho escuro, embora
com isso, como importante eixo e rota de entroncamento ro­          na cidade apresente solo arenoso. Segundo projeções do IBGE,
doviário, no próprio interior do estado, mas também no as­          ao completar um século, a população de Assis atingia 100 mil
pecto interestadual, inclusive do próprio Mercosul.                 habitantes.
    Com isso, o acesso e ligação, tanto com as cidades mais
importantes do interior paulista, inclusive a capital, tanto com                 GESTÃO LOCAL
outros estados, são facilitados pela malha rodoviária que ser­          O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito Municipal, Ézio
ve o município, em especial a Rodovia Raposo Tavares, que           Spera, tendo como vice, João Rosa da Silva Filho.
passa por todo o seu entorno, com próxima ligação à Rodovia             O Poder Legislativo apresenta uma Câmara Municipal cons­
Castelo Branco.                                                     tituída por 10 Vereadores: Márcio Aparecido Martins (Presi­
    Pertence à Região Administrativa de Marília, e pela sua         dente), Arlindo Alves de Sousa, Célio Francisco Diniz, Clau­
importância no contexto regional, Assis ocupa a condição            decir Rodrigues Martins, Cláudio Augusto Bertolucci, Cristia­
de Sede de Sub Região Administrativa, compreendendo atu­            no Manfio, Eduardo de Camargo Neto, José Luis Garcia, José
almente 22 municípios, que compõe o CIVAP - Consórcio               Aparecido Fernandes e Paulo Mattioli Júnior.
Intermunicipal do Vale Paranapanema: Borá, Campos No­                   O Município de Assis conta com os seguintes instrumen­
vos Paulista, Cândido Mota, Cruzália, Echaporã, Florínea,           tos legais e institucionais de auxílio à administração local:
Ibirarema, Iepê, João Ramalho, Lutécia, Maracaí, Martinó­           Plano Plurianual, Orçamento Anual, Planta de Valores, LDO
polis, Nantes, Oscar Bressane, Palmital, Paraguaçu Paulis­          – Lei de Diretrizes Orçamentárias, e no momento, trabalha na
ta, Pedrinhas Paulista, Platina, Rancharia, Quatá e Tarumã.         elaboração de seu Plano Diretor.
Forma uma “macro-região” que conta com
aproximadamente 330.000 habitantes.
    A condição de Sede de Região do
Governo, faz com que a cidade con­
gregue e conte com a presença de
vários órgãos e instituições que
atuam e executam atividades de
forma regionalizadas.




               ASSIS
       O nome da cidade originou-se
    do sobrenome do doador das terras,
    Capitão Francisco de Assis Nogueira.

                                                               Pág. 11
Assis: sede da Terceira Companhia de
              Policiamento Rodoviário (2º BPRv)




                                    Base Operacional de Assis, no Km 445 da SP 270 (Rodovia Raposo Tavares)

        Basta olharmos para o mapa do Es­         ção geográfica são nove as Bases                         Tudo o que é de bom - e também o
tado de São Paulo, cortado por diversas ro­       Operacionais em funcionamento                   que é de ruim - circula nessas rodovias. Coi­
dovias, para notarmos que a cidade de As­         ininterrupto: duas no 1o Pelotão (Assis e       sas boas e também as nocivas são transpor­
sis é um importante entroncamento rodovi­         Florínea), três no 2 o Pelotão (Marília,        tadas para chegar até o consumidor, nas ci­
ário. Caminhos para o norte, sul, leste e oeste   Tupã e Garça) e quatro no 3o Pelotão (duas      dades. Pessoas viajam, em razão do traba­
do estado cruzam-se, passando pelo muni­          em Ourinhos, mais Santa Cruz do Rio             lho, por diversão e também por inúmeros
cípio.                                            Pardo e Pirajú).                                outros motivos. Vidas e esperanças circu­
        Naturalmente, junto a esse pólo re­              Assis possui localização privilegia­     lam incessantemente sobre o asfalto. Daí a
gional, o trabalho de fiscalização nas rodo­      da e, mesmo não sendo a cidade mais po­         importância de um trabalho forte de fiscali­
vias foi se fortalecendo ao mesmo tempo           pulosa dessa extensa área, centraliza e co­     zação, na esfera da preservação da ordem
em que o asfalto tornou-se alvo de investi­       ordena, por meio da 3a Companhia de Po­         pública, que é competência constitucional
mentos estratégicos para o desenvolvimen­         liciamento Rodoviário, o trabalho de fis­       da Polícia Militar. Certamente, nesse pla­
to de toda a região, a partir da década de        calização de importantes trechos de rodo­       no, a sensação de segurança na rodovia de­
cinquenta.                                        vias, para a garantia de um trânsito seguro     pende, além do respeito às regras de trânsi­
        Nesse contexto, além de contar com        na interligação entre diversos municípios.      to por parte dos usuários - que são fiscali­
a Divisão do DER (DR-7), Assis é sede da          As principais rodovias são: Raposo Tavares      zados para esse fim - também do permanente
3a Companhia de Policiamento Rodoviário,          (SP 270), Engº João Baptista Cabral Rennó       combate à criminalidade realizado com a
Subunidade vinculada ao 2º Batalhão de Po­        (SP 225), Cmt João Ribeiro de Barros (SP        presença ostensiva do policiamento rodo­
lícia Rodoviária, em Bauru. As outras Com­        294), Manilio Gobbi (SP 284), Orlando           viário.
panhias do mesmo Batalhão são as seguin­          Quagliato (SP 327), Miguel Jubran (SP                    Assis pode se orgulhar por constituir
tes: 1a em Bauru, 2a em Itapetininga, 4a em       333) e um pequeno trecho (11 km) do fi­         importante pólo rodoviário. Dezenas de po­
Araçatuba e 5a em Presidente Prudente. Im­        nal da Castelo Branco (SP 280).                 liciais militares rodoviários moram no mu­
portante destacar que são quatro os Bata­                A responsabilidade é grande. Como        nicípio e trabalham vinculados à 3a Compa­
lhões da Polícia Militar que desenvolvem          o transporte ferroviário foi perdendo espa­     nhia de Policiamento Rodoviário, com sede
atividade especializada de policiamento ro­       ço durante as últimas décadas e os trans­       no Km 445 da SP 270 (Rodovia Raposo
doviário, subordinados ao Comando de Po­          portes aéreo e o marítimo não representam       Tavares), representando hoje uma das mais
liciamento Rodoviário (sede na Capital),          grande volume por diversos motivos, espe­       operantes subunidades do estado de São Pau­
para cobrir toda a malha de rodovias esta­        cialmente a falta de infra-estrutura, o abas­   lo, na estrutura organizacional da Polícia Mi­
duais de São Paulo.                               tecimento dos centros urbanos depende           litar, desenvolvendo ininterruptas atividades
        A área de circunscrição da 3a Com­        hoje, quase em sua plenitude, do trans­         de polícia de trânsito e de combate à
panhia (Assis), abrange hoje 57 municí­           porte rodoviário. Podemos afirmar, por­         criminalidade.
pios e a extensão de rodovias estaduais           tanto, que o desenvolvimento passa obri­                 O trabalho desses policiais mili ­
fiscalizadas alcança 1.342,51 Km. Para            gatoriamente pelas rodovias, que são            tares rodoviários tem sido reconhecido
desenvolver sua missão, a 3a Companhia            verdadeiras artérias que ligam os ór­           pelo Comando da Instituição e tem trazi­
conta com 178 homens distribuídos em              gãos (municípios) que compõem o                 do inúmeros benefícios aos usuários das
três Pelotões: o 1 o em Assis, o 2 o em           Estado, viabilizando a integração e a           rodovias estaduais responsáveis pelo de­
Marília e o 3o em Ourinhos. Na distribui­         evolução dos núcleos regionais.                 senvolvimento de toda a região.
                                                                    Pág. 12
Descrição das Companhias e telefones no
             âmbito do CPRv
Sede do Comando de Policiamento Rodoviário:
      Av. do Estado, 777 – 1º andar – Ponte Pequena
                CEP 01107-000 – São Paulo-SP.
        Tel: (11) 3327-2727 – Fax: (11) 3327-2653
                 cprv@polmil.sp.gov.br
           site: www.polmil.sp.gov.br/unidades/cprv




                                           Pág. 13
Descrição da área da Companhia de Assis,
      Pelotões e Bases Operacionais




                   COMANDANTES DOS PELOTÕES:

           ASSIS:                   MARÍLIA:         OURINHOS:
      2º TENENTE PM              2º TENENTE PM     1º TENENTE PM
    GILBERTO ANTÔNIO            AUGUSTO JOSÉ DE   ADRIANO ARANÃO
       DE OLIVEIRA              CARVALHO FILHO




                             Pág. 14
Pág. 15
ALGUNS DADOS ESTATÍSTICOS:




           Pág. 16
Trechos de rodovias e municípios abrangidos
                  ASSIS




                 MARÍLIA




                    Pág. 17
OURINHOS




                              Instrução de Tiro




    Encontro TOR
em Assis, instrução
  de Bastão Tonfa




                         Pág. 18
Bases
                                                             Operacionais
                                                             3ª Companhia do 2º BPRv
         ASSIS: SP 270, Km 445 (270/9).                                       ASSIS - SP
     Atrás da base está a sede do 1º Pelotão.
A sede da Companhia se encontra na parte posterior.




          FLORÍNEA: SP 333, Km 450+500m (333/3).                       MARÍLIA: SP 294, Km 452+600m (294/2).
             Divisa de São Paulo com o Paraná.                         Atrás da base está a sede do 2º Pelotão.




            GARÇA: SP 294, Km 411+700m (294/2).                          TUPÃ: SP 294, Km 529+700m (294/3).




          OURINHOS: SP 327, Km 28+400m (327/1).                   OURINHOS - trecho urbano: SP 270, Km 373 (270/8).
          Junto com a base está a sede do 3º Pelotão.




     SANTA CRUZ DO RIO PARDO: SP 225, Km 310 (225/3).                      PIRAJÚ: SP 270, Km 309 (270/7).
                                                        Pág. 19
Brasão símbolo do
                   Policiamento Rodovíario




      Todos os policiais militares       Força Pública. A aproximação              "POLICIAMENTO RODOVIÁRIO"
rodoviários de São Paulo transportam     operacional e inclusive o controle da     em letras brancas e, nos dois terços
com orgulho, no ombro direito de         atividade que ensejou formação            inferiores, escudo em tamanho
suas camisas, o símbolo da atividade     técnica e organização militar sob os      reduzido, de cor azul clara, contendo
especializada de policiamento            cuidados de instrutores habilitados       em seu centro um mapa estilizado, em
rodoviário, que também corresponde       para esse fim, manteve naturalmente       linhas retas, do Estado de São Paulo,
ao brasão do Comando de                  a Milícia Paulista diretamente ligada     sobre campo oval azul. As linhas do
Policiamento Rodoviário (CPRv),          ao patrulhamento nas rodovias em          mapa são douradas e de um ponto
com sede em São Paulo.                   plena expansão em São Paulo.              dele, correspondente à Capital partem
       O símbolo traz, em seu centro,          Também, durante todo esse           oito halos, também dourados, que se
o mapa estilizado que ainda hoje é a     período, vários integrantes da então      abrem gradativamente e morrem nos
marca do Departamento de Estradas        Força Pública foram cedidos para a        contornos do mapa, simbolizando as
de Rodagem (DER), evocando o             atividade de fiscalização nas             direções gerais das principais
tempo em que o policiamento              rodovias, atuando em conjunto com         rodovias do Estado. O campo oval é
rodoviário se vinculava a esse órgão     profissionais contratados pelo DER.       envolvido por uma coroa de louro
(1948 a 1962), por meio da então               Não por acaso, portanto, em 1962    culminada por uma estrela de cinco
Secretaria de Viação e Obras Públicas.   a Força Pública acabou absorvendo a       pontas, tudo em cor dourada.
      A própria formação do “Grupo       então Polícia Rodoviária, para
Especial de Polícia Rodoviária”, em      estabelecer em seus quadros o “Corpo           MEDIDAS:
10 de janeiro de 1948, deu-se com o      de Policiamento Rodoviário”.                   Altura: 90 mm
emprego de 60 homens, dentre ex­               Descrição: o distintivo é bordado        Largura: 80 mm
combatentes da Força Expedicionária      em tecido de fundo azul escuro, com o
Brasileira, comandados pelo 1º           formato de escudo misto, contendo              Descrição publicada no item 28
Tenente José de Pina Figueiredo, da      no terço superior a inscrição             do Boletim Geral PM nº 167, de 1989.
                                                         Pág. 20
Comandantes da 3ª Companhia
              do 2º BPRv - Assis



André Boicenco Neto          David Fernandes Pedrosa             José Carlos Pires              Alcides Coelho




  Ramiro de Oliveira                         Nelson Garcia Filho                     Adilson Luís Franco Nassaro
     Domingos


1. Capitão PM André Boicenco Neto, a partir de 30 de março de 1979.
O oficial veio a exercer a função de Comandante do Policiamento Rodoviário do Estado de São Paulo, como Coronel
PM, no período de 04/02/94 a 04/01/95.

2. Capitão PM David Fernandes Pedrosa, assumiu em 1983.
Depois dele, permaneceram interinamente no comando, o 1º Tenente José Koki Kato e o 1º Tenente Edmilson Valter
do Nascimento.

3. Capitão PM José Carlos Pires, de 1985 a 1992.

4. Capitão PM Alcides Coelho, de 1992 a 1996.

5. Capitão PM Ramiro de Oliveira Domingos, de 1997 a 2000.
O oficial, natural de Assis, exerce hoje a função de Comandante do 4º BPRv (sede em Jundiaí), como Tenente-
Coronel PM.

6. Capitão PM Nelson Garcia Filho, de 2001 a 2002.
O oficial exerce hoje a função de Subcomandante do 4º BPM/I (sede em Bauru), como Major PM.
Depois dele, permaneceram interinamente no comando o 1º Tenente Núncio Aparecido Chiampi e o 1º Tenente
Adriano Aranão.

7. Capitão PM Adilson Luís Franco Nassaro, a partir de 15 de junho de 2005.


                                                       Pág. 21
O Policiamento Rodoviário no Estado de São Paulo
                                                                                                 Já naquela época o trânsito se en­
                                                                                          contrava em situação caótica, em ra­
                                                                                          zão do período pós-guerra. Ocorreu que
                                                                                          muitos dos veículos se encontravam até
                                                                                          então recolhidos por falta de combus­
                                                                                          tível e naturalmente surgiram proble­
                                                                                          mas quando estes voltaram a circular,
                                                                                          situação que impôs aos órgãos de se­
                                                                                          gurança a adoção de medidas para
                                                                                          manter a disciplina do trânsito.
                                                                                                 Em 10 de janeiro de 1948, com a
                                                                                          edição do Decreto 17.868, foi instituída
                                                                                          a “Polícia Rodoviária do Estado”, com o
                                                                                          efetivo inicial de 60 homens e sob o co­
                                                                                          mando daquele Oficial, atuante na con­
                                                                                          dição de comissionado ao Departamen­
                                                                                          to de Estradas de Rodagem, isto porque
                                                                                          a competência para exercer a polícia de
                                                                                          tráfego nas rodovias era daquele Depar­
                        Década de 70: fiscalização em caminhões                           tamento. O objetivo inicial seria a ope­
                                                    Este fato motivou, em setembro de     ração na Via Anchieta, rodovia mais im­
       Na década de 30, São Paulo viu
                                             1947, o Presidente do Conselho Rodovi­       portante e moderna da época.
a necessidade de criar e organizar seu
                                             ário do Estado, Órgão deliberativo das              Por meio da Lei nº 7.455, de 16
Órgão Rodoviário para poder fazer jus
                                             atividades do Departamento de Estradas       de novembro de 1962, a então Força Pú­
aos recursos do Fundo Rodoviário Fe­
                                             de Rodagem, Engº Hipólito Rego, a man­       blica (hoje PMESP) absorveu a Polícia
deral. Foi criado o Departamento de
                                             ter contato com o Oficial da Força Pú­       Rodoviária, criando em sua organiza­
Estradas de Rodagem, com uma gama                                                         ção o Corpo de Policia Rodoviária, ini­
                                             blica, Tenente José de Pina Figueiredo,
de atribuições dentre elas, a de exercer                                                  cialmente composto por oficiais e pra­
                                             que naquela época comandava o 1º Gru­
a polícia de tráfego, ou seja, realizar o    pamento, responsável pelo policiamen­        ças que já exerciam a função na Polícia
policiamento de trânsito nas estradas        to de trânsito na cidade de São Paulo,       Rodoviária na condição de comissiona­
de rodagem, uma atividade completa­          sendo ele também o autor do Plano de         dos, juntamente com os Guardas Rodo­
mente estranha aos engenheiros.              Policiamento de Trânsito para a Capital.     viários do DER, estes civis.


                                                 Década de 60: apoio com motocicletas
                                               em mini-maratona, na cidade de São Paulo




                                                                  Pág. 22
Década de 60: instrução para operação com motocicletas

       A partir deste momento o Poli­       ficada na legislação de trânsito, desta-       ao mandamento contido no artigo 2º do
ciamento Rodoviário começou a atuar         cando-se o Código Nacional de Trân­            Decreto-Lei Federal nº 667, de 02 de
com poderes delegados pelo Departa­         sito de 1966, lei 5.108/66 que dispu­          julho de 1969 e Decreto Lei Federal nº
mento de Estradas de Rodagem, tor­          nha em seu artigo 34, inciso IV, a com­        1.072, de 30 de outubro de 1969, que
nando-se necessária a celebração de         petência do Órgão Rodoviário Estadu­           estabeleceram que à Polícia Militar do
convênios para ajustar a competência        al para exercer a polícia de trânsito nas      Estado competia executar com exclu­
delegada e a sua respectiva atuação.        estradas sob sua circunscrição.                sividade o policiamento fardado, das
       Em 1963 foi celebrado o primei­             O Decreto-Lei Estadual nº 217,          vias de comunicação rodoviária, a fim
ro convênio, restando estabelecido que:     de 8 de abril de 1970, dava execução           de assegurar o cumprimento da lei.
       “I - A Força Pública do Estado
de São Paulo coloca o Corpo de Poli­
ciamento Rodoviário (C.P.R.), à dispo­
sição da Diretoria Geral do Departa­
mento de Estradas de Rodagem para
exercer as funções de policiamento e
fiscalização de trânsito e do tráfego na
rede de estradas de rodagem estadual
e federal, situada no território do Esta­
do, quando esta atribuição couber ao
DER, por delegação da autoridade fe­
deral competente;
       II – O DER fixará as sedes dos
destacamentos regionais e distritais do
C.P.R, de acordo com as necessidades
técnicas dos serviços rodoviários e porá
à disposição do comando deste os imó­
veis e instalações necessários, inclusi­
ve viaturas, rádio-comunicação, para o
cumprimento das atribuições cometi­
dos aos destacamentos do C.P.R.”
       Essa competência do Departa­
mento de Estrada de Rodagem foi rati­                       Soldado Pereira, operador de rádio na Base de Tupã, em 1975
                                                              Pág. 23
(...) Cláusula nona: No sistema
                                                                                           rodoviário ‘Anchieta-Imigrantes’, a
                                                                                           DERSA fica sub-rogada nos direitos e
                                                                                           deveres do Departamento de Estrada
                                                                                           de Rodagem”
                                                                                                   Com a modificação legal, o Cor­
                                                                                           po de Polícia Rodoviária passou a ser de­
                                                                                           nominado 39º Batalhão de Polícia Mili­
                                                                                           tar até 1975, quando passou a chamar-se
                                                                                           1º BPRv, conforme o Decreto 7.296, de
                                                                                           15 de dezembro de 1975, que aprovou o
                                                                                           Regulamento Geral da Polícia Militar e
                                                                                           o Decreto 7.289, do mesmo ano. Na se­
                                                                                           qüência, foram criados os 2º e 3º BPRv,
                                                                                           respectivamente em 1977 e 1979, sendo
                                                                                           instituído junto a este último, o Coman­
                                                                                           do de Policiamento Rodoviário, ao qual
                                                                                           ficaram subordinadas, a partir de então,
                                                                                           as três Unidades Operacionais.
                                                                                                   A Constituição Federal de 1988,
                                                                                           mais precisamente em seu artigo 144,
                                                                                           parágrafo 5º, estabelece a exclusivida­
                                                                                           de do Policiamento Ostensivo e a Pre­
                                                                                           servação da Ordem Pública à Polícia
                                                                                           Militar. Esse dispositivo combinado
                       Soldado Marques, na Base de Tupã, em 1975                           com o disposto no Decreto Federal
                                                                                           88.777/83, que instituiu o Regulamen­
       Em 29 de março de 1971 sobre­         dência, colocar servidores do DER à dis­      to Geral para as Policias Militares, re­
veio a celebração de novo convênio           posição do referido órgão, para presta­       sultou na definição de que o policiamen­
destacando que:                              rem serviços administrativos, e à Polícia     to rodoviário é uma das modalidades de
       “Cláusula primeira: A Secretaria      Militar as despesas com vencimentos,          policiamento ostensivo fardado.
da Segurança Pública, coloca à disposi­      abonos de transferências, passagem para               A partir dessa definição, formou-
ção do Superintendente do Departamen­        a reserva ou reforma, assistência social,     se a convicção de que a competência
to de Estradas de Rodagem, o Corpo de        médico-hospitalar, e outras vantagens         para o exercício da polícia de tráfego
Policiamento Rodoviário da Polícia Mi­       funcionais, tudo dentro das disponi­          ou de trânsito, passou a ser exclusiva
litar do Estado, para fins de mútua coo­     bilidades orçamentárias.                      da Polícia Militar.
peração e colaboração no policiamento
rodoviário, com a observância de normas
técnicas e administrativas, na forma pre­
vista em instruções a serem baixadas pela
Superintendência da autarquia e de modo
a observar-se um policiamento planeja­
do e integrado das normas de trânsito e
tráfego nas rodovias.
       Cláusula segunda: Competirá ao
Departamento de Estradas de Rodagem
e mediante proposta do Comando do Po­
liciamento Rodoviário o fornecimento de
rádio-comunicação, viaturas e outros
meios de locomoção, suas manutenções,
combustível, uniformes de serviços, ar­
mamento leve e munição, material per­
manente, material de consumo e equipa­
mentos específicos necessários para a ins­
talação da Sede do Comando das Com­
panhias e Destacamentos, o pagamento
de diárias de diligências, e, mediante so­
licitação do Corpo de Policiamento Ro­
doviário com a anuência da Superinten­             Formatura no Gabinete de Treinamento (GT) do CPRv, São Paulo, em abril de 2008
                                                               Pág. 24
Assim sendo, os convênios fir­
mados cuidaram de definir a destinação
de recursos do DER para a Polícia
Militar executar a fiscalização e poli­
ciamento de trânsito e, até mesmo, ope­
ração viária.
       Em 23 de setembro de 1997 foi
sancionada a lei 9.503, que instituiu o
Código de Trânsito Brasileiro, estabe­
lecendo a composição e a competên­
cia dos Órgãos e Entidades do Sistema
Nacional de Trânsito, definindo no ar­
tigo 21 a competência do DER, en­
quanto Órgão Executivo Rodoviário do
Estado e no artigo 23 e anexo I a com­
petência da Polícia Militar no trânsito.
       Em decorrência da Lei Comple­
mentar 960, de 09DEZ04 e das altera­
ções organizacionais realizadas por
meio do Decreto nº 49.248, de               Cena do filme “O Craque”, com Eva Wilma e a participação de Policiais Rodoviários-1954
15DEZ04, publicado no Diário Ofi­
cial do Estado nº 236, de 16DEZ04,
foram processadas várias modificações
na estrutura da organização. Dentre
elas destaca-se a criação do 4º Bata­
lhão de Polícia Rodoviária (4º BPRv),
sediado em Jundiaí, subordinado ao
CPRv, responsável pelas rodovias com­
preendidas pelo cinturão rodoviário ao
redor da Capital, abrangendo as saídas
para as Regiões Norte, Oeste e Sudo­
este do Estado, dividindo as áreas de
atuação dos 1º, 2º e 3º BPRv.
       Até 2005, além do convênio da
PMESP e o DER, havia uma sub­
rogação do convênio com a DERSA,
porém já vencido há vários anos, e es­
tabelecido um Termo de Compromis­          Desfile do Corpo de Policiamento Rodoviário da Força Pública, na Vale do Anhangabaú-1964
so Específico entre cada Concessioná­
ria e o policiamento rodoviário.
       Objetivando agrupar todas as
partes envolvidas, em outubro de 2006,
novo convênio foi celebrado, cujo ob­
jeto é a execução dos serviços de poli­
ciamento e fiscalização de trânsito e
transporte nas rodovias estaduais, pela
Polícia Militar do Estado de São Pau­
lo, por meio do Comando de Policia­
mento Rodoviário.
       Caracteriza-se o compromisso
firmado pela cooperação técnica e
material entre os partícipes e as em­
presas concessionárias intervenientes­
anuentes, com prazo de vigência de
05 (cinco) anos, podendo ser prorro­
gado por igual período, em face da sua
natureza e objeto, mediante prévia
autorização do Secretário da Seguran­
ça Pública.                                   Cabo PM Mariano e sua Harley Davidson no Pátio do DER de Bragança Paulista-1960
                                                           Pág. 25
O 2º Batalhão de Polícia Rodoviária
    2º BPRv, com sede em Bauru



                                                                                                  Sede do 2º BPRv, em Bauru




                                                                                                         Equipe TOR
              Distribuição das áreas das cinco Companhias do 2º BPRv

        O Segundo Batalhão de Polícia Ro­       to de Estradas de Rodagem na área.           cando desta forma a presença da mulher
doviária (2º BPRv), com sede em Bauru,                 O Tático Ostensivo Rodoviário         no Policiamento Rodoviário.
foi criado em 07 de agosto de 1977, por for­    (TOR) foi criado em 30 de setembro de                Hoje são quinze policiais femininas,
ça do Decreto nº 8684 de 30 de setembro de      1987, como nos demais Batalhões, com         cinco delas servindo no Pelotão de
1976. A cidade de Bauru foi estrategicamen­     a missão de intensificar as ações de poli­   Marília, vinculado à Companhia de Assis.
te escolhida pelo comando da Polícia Mili­      ciamento ostensivo preventivo repressi­              Atualmente o 2º BPRv é coman­
tar para sediar o 2º BPRv devido a sua po­      vo nas rodovias estaduais, principalmen­     dado pelo Ten Cel PM Carlos Alberto
sição geográfica, região central do Estado,     te voltado à prevenção e repressão ime­      Paffetti Fantini e possui uma área de
e também por possuir o maior entroncamen­       diata às ocorrências de maior vulto, so­     atuação nos eixos que interligam 223
to rodo-ferroviário de São Paulo.               bretudo referentes ao tráfico de entorpe­    municípios paulistas, num total de
        Desse modo, a cidade “Sem Limi­         centes e ao roubo e furto de carga. Os       aproximadamente 6.867 Km de rodo­
tes” começava a despontar ainda mais no         policiais militares rodoviários que com­     vias policiadas pelo efetivo distribuí­
cenário policial, com um contingente de         põem as equipes de TOR procuram se           do nas cinco companhias operacionais,
450 policiais militares rodoviários, 95 vi­     especializar diariamente, criando assim      com sedes respectivas nas cidades de
aturas e 04 radares para a manutenção da        doutrina própria de emprego e apoio às       Bauru, Itapetininga, Assis, Araçatuba
ordem pública e a fiscalização de trânsito      ações do Policiamento Rodoviário.            e Presidente Prudente.
rodoviário nas regiões de Bauru, Ribei­                 Em 04 de dezembro de 1992, por               As funções administrativas ficam a
rão Preto, São José do Rio Preto,               força da Lei nº 8.160, o 2º Batalhão de      cargo do Estado Maior, composto por qua­
Araçatuba, Presidente Prudente e Marília,       Polícia Rodoviária passou a denominar-       tro oficiais e da Companhia de Comando e
atuando nas interligações de 316 municí­        se “Ten Cel PM Levy Lenotti”, uma ini­       Serviços, hoje com 44 policiais sob o co­
pios paulistas.                                 ciativa do então deputado estadual Os­       mando de um Capitão, responsáveis pela
        Com o passar dos anos, em razão         valdo Sbeghen, em homenagem póstu­           elaboração dos planos e normas de ação a
da necessidade de acompanhar o cresci­          ma ao ex-comandante da Unidade, ofi­         serem desenvolvidas no âmbito das
mento demográfico e industrial das regi­        cial de raras qualidades e que deixou        subunidades, tanto no campo propriamen­
ões abrangidas, o 2º BPRv passou por            marca de excelente administração.            te policial como no de trânsito rodoviário.
várias modificações até alcançar a dimen­              Em 15 de agosto de 2003, uma se­
são atual. O efetivo aumentou para 840          mana após o 2º BPRv completar vinte e              Sede do 2º BPRv: Avenida Cru­
policiais militares rodoviários, incluídos os   seis anos de existência, apresentou-se na    zeiro do Sul, 14-71 - Jardim Cruzeiro
23 soldados temporários; as viaturas já so­     sede da Unidade o 2º Sgt Fem PM Sel­         do Sul - Bauru/SP - CEP 17.030-743,
mam 218 entre 02 e 04 rodas; e o número         ma Yaskara Gonçalves, a primeira poli­       fone/fax (14) 3203-1311 e 3203-1304,
de radares operando na malha viária passa       cial feminina a servir no Batalhão; na       e-mail 2bprv@polmil.sp.gov.br.
de 14 se considerarmos aqueles operados         seqüência vieram o Cb Fem PM Danielle              Site: http://www.polmil.sp.gov.br/
pelas concessionárias e pelo Departamen­        e os Sd Fem PM Raquel e Simone, mar­         unidades/cprv/index.asp.
                                                                 Pág. 26
O Policiamento Rodoviário
                     na região de Assis,
                 sede da 3ª Cia do 2º BPRv




                                        Base Operacional de Assis, década de 60, acesso da SP 333




                                             Primórdios...
       No início dos anos 50, a fiscali­     cal em que permanecia um policial de             de 50 o povo interiorano somente ouvia
zação das rodovias do centro-oeste           Itapetininga atuando sozinho), prossegui­        falar de asfalto como “material neces­
paulista, incluindo-se as regiões de As­     am para Rancharia e Iepê, Presidente Pru­        sário para pista de avião”.
sis, Marília e Ourinhos, era desenvol­       dente e Pirapozinho, encerrando desse                    Periodicamente, uma equipe
vida de modo itinerante por patrulheiros     modo o ciclo de fiscalização.                    itinerante passava duas semanas ba­
integrantes do Destacamento de Bauru,                Nessa época, as estradas do inte­        seada em Assis e depois retornava para
criado 25 de julho de 1950.                  rior apresentavam-se construídas em              Bauru. Enquanto baseados nesse muni­
        Para enfrentar as grandes distân­    cascalho e outras, ainda em terra bati­          cípio, os patrulheiros permaneciam alo­
cias, o modo de operação impunha enor­       da. Quando chovia, era necessário pas­           jados em uma pensão na Rua Brasil, pré­
mes sacrifícios aos patrulheiros. As equi­   sar a máquina moto-niveladora para               dio que veio a abrigar a agência local
pes atuavam, em seqüência, na primeira       aplainar o leito carroçável, a exemplo           do Banco do Brasil.
semana em Bauru, de Bauru para São           do que ocorria no prolongamento da Av.                   Muitas das estradas da região eram
Manoel, Arealva, Lençóis Paulista, Agu­      Rui Barbosa, na saída da cidade de As­           “construídas” apenas em terra batida, para
dos e por toda essa região. Depois pros­     sis e o mesmo no seu trecho urbano. No           interligar municípios (as estradas deno­
seguiam até Iacanga, Ibitinga, depois para   oeste paulista somente existia asfalto em        minadas vicinais), onde a fiscalização não
Lins, Birigui e Araçatuba, até Valparaíso.   algumas quadras do centro da cidade de           chegava em razão de que o policiamento
Na outra semana deslocavam-se para As­       Santa Cruz do Rio Pardo e também de              rodoviário atuava, como hoje, somente
sis (mas não fiscalizavam Ourinhos, lo­      Araçatuba. Aliás, no começo da década            nas rodovias estaduais.
                                                                Pág. 27
desbravado oeste paulista, onde o asfal­
                                                                                                 to era uma grande novidade.
                                                                                                         Ainda no início da década de 50,
                                                                                                 foi inaugurado um trecho oficial de ro­
                                                                                                 dovia ligando Assis até Echaporã (SP
                                                                                                 333), em 31 quilômetros de terra bati­
                                                                                                 da. Mesmo sem asfalto, a rodovia esta­
                                                                                                 dual possuía qualidade inédita, com pis­
                                                                                                 tas largas, um motivo de orgulho para a
                                                                                                 região naquele contexto viário primiti­
                                                                                                 vo. Então, para chegar até Assis, as equi­
                                                                                                 pes itinerantes do Destacamento de
                                                                                                 Bauru passavam por Presidente Alves,
                                                                                                 por Gália, por Garça, por Vera Cruz,
                                                                                                 sempre cruzando por trechos de estrada
                                                                                                 de terra até chegar em Marília e passa­
                                                                                                 vam pela serra de Echaporã até alcan­
                                                                                                 çar a rodovia recém inaugurada, para
                                                                                                 então alcançar Assis. Por isso, as cida­
                                                                                                 des de Assis e Presidente Prudente eram
             Fiscalização de trânsito rodoviário, década de 60. Região de Assis                  conhecidas pelos patrulheiros como o
                                                                                                 “fim-do-mundo”.
       Por essas paragens, o DER dava          não, isso aqui é um paraíso...” pouco                    O trecho de Marília até Echaporã
suporte mediante um serviço de “Resi­          antes de perder o controle da direção e           apresentava maior dificuldade para ser
dência”, que já funcionava em Assis na         provocar o capotamento da viatura.                transposto em razão das serras. Passa­
década de 50, para a manutenção das                   Normalmente os patrulheiros vi­            vam por cima de morros, em trechos de
rodovias regionais mediante reparos bá­        ajavam de carona e faziam grandes ca­             terra mal conservados, ao lado de ver­
sicos, colocando cascalho em terrenos          minhadas, de dia ou de noite, enfren­             dadeiros abismos, com curvas extrema­
arenosos ou construindo aterros com            tando situações difíceis em rodovias              mente perigosas. Temia-se especialmen­
transporte de terra por meio de burros,        pouco movimentadas. Por vezes, pela               te a “Serra do Gavião”, em razão de que,
procedimento comum na época. Solta­            falta de outros meios, se sujeitavam a            no final do declive sem acostamentos,
vam-se os animais a distâncias de até          aceitar a condução no próprio veículo             os veículos encontravam uma curva fe­
mil metros, carregados de terra em duas        fiscalizado e eventualmente multado. À            chada com as laterais escoradas por ele­
caçambas amarradas ao lombo numa               noite, quase sempre longe de casa e dos           vados muros de madeira que dissimula­
cangalha, para destino certo e, depois         entes queridos, em pensões, ao tomar              vam um grande precipício. Caminhões
de descarregada a terra por portinholas        banho, tiravam poeira do nariz ou dos             carregados de algodão, de cereais ou de
na parte inferior das caçambas, os bur­        cabelos e penavam para lavar a farda              outros produtos, por vezes não conse­
ros eram despachados para retornar ao          cáqui, em razão da força e da cor da ter­         guiam fazer a manobra, protagonizando
ponto inicial - também sem guia - para         ra vulcânica (chamada “terra roxa”) do            trágicos acidentes.
novo carregamento, sempre com uma
chibatada na ida e outra na volta...
       No início da fiscalização rodovi­
ária no interior do Estado, os
patrulheiros não dispunham de viaturas.
Durante quase toda a década de cin­
qüenta apenas uma viatura atuava no
âmbito do Destacamento de Bauru, sob
responsabilidade direta do comandante
regional para traslado das patrulhas.
Essa viatura, inclusive, foi seriamente
danificada em 1951 quando um Tenen­
te da capital, de nome Arantes, passan­
do pela região, resolveu dirigi-la sobre
uma estrada de terra, em alta velocida­
de. Apesar de alertado pelos patrulheiros
- que se encontravam no interior do ve­
ículo - quanto à técnica de direção no
solo diverso do asfalto, o Tenente res­
pondeu, no meio do poeirão: “tem nada                              Viatura acidentada do Destacamento de Assis, década de 60

                                                                   Pág. 28
Descentralização do efetivo
        Em razão das dificuldades de          nome do Tenente Comandante do Des­
constantes viagens, ainda no ano 1951,        tacamento de Bauru. Por vezes o
em data não identificada, foram desig­        patrulheiro destacado cumpria escala de
nados dois policiais, soldados da Força       apresentação na sede do Destacamen­
Pública atuando no Destacamento de            to, oportunidade em que prestava con­
“Polícia Rodoviária” de Bauru, para ser­      tas pessoalmente ao Comando, tornan­
virem de modo fixo em Assis, quais se­        do-se desnecessário, no respectivo pe­
jam, Manoel Fernandes Neto e Custó­           ríodo mensal, o deslocamento de al­
dio Ferreira de Souza. Passaram a mo­         guém de Bauru para contato.
rar na cidade, inicialmente na mesma                 Quanto às figuras da época, lem­
pensão da Rua Brasil, e a trabalhar ex­       bradas em relatos, merece destaque um
clusivamente nas rodovias próximas. No        patrulheiro que atuou em Garça duran­
mesmo movimento de descentralização,          te algum tempo na década de 50 e ficou
mais dois patrulheiros foram designa­         muito conhecido pela sua apresentação
dos para Lins: José Rodrigues e Renato        pessoal e uniforme impecável: Marcos
Plazi; outros dois: Salviano Gonçalo de       Celso Dias Penha. Era paraguaio, natu­
Souza e Sebastião Garcia foram desig­         ralizado brasileiro e, orgulhoso da fun­
nados para Araçatuba. Outros dois fo­         ção pública que exercia, fez questão de
ram para Rancharia: o policial Antonio        apresentar-se todo equipado com luvas,
Coelho Cristino (conhecido por “King”)        viseiras sobrepostas ao quepe e outros
e o Silveira. Mais três patrulheiros fo­      acessórios próprios da fiscalização com
ram destacados para Presidente Pruden­        motocicletas, como era de seu costume,
te: Flávio de Campos Melo, José Ricarti       para registro fotográfico de 1953 (foto
e Bittencourt.                                hoje recuperada), apesar de sequer exis­
       Além de lavrarem as “multas” du­       tirem motos em funcionamento na fis­
rante as fiscalizações, atuando em ro­        calização rodoviária da região, naquela
dovias ou em trechos pré-estabelecidos,       época. As dificuldades no exercício da
esses patrulheiros também se responsa­        função, entretanto, não comprometiam
bilizavam pelo recebimento dos valo­          o seu sucesso, especialmente junto ao
res correspondentes, bem como pela            público feminino e a expressiva imagem
prestação de contas ao rondante - ou          do herói “vigilante rodoviário” - que se­
simples emissário -, que vinha com vi­        ria imortalizada por Carlos Miranda no
atura de Bauru uma vez por mês tam­           primeiro seriado da televisão brasileira
bém para trazer talões de multa, de apre­     - já se mostrava forte no imaginário da
ensão, recibos de dinheiro e outros im­       população local.
pressos necessários e, ainda, para trans­                          Patrulheiro Marcos Celso
mitir orientações e receber notícias em                            Dias Penha. Garça, 1953




                            Policiais rodoviários atendendo acidente de trânsito na região de Assis, década de 60

                                                                  Pág. 29
Dentre os fatos históricos dessa
época, destaca-se uma ocorrência que
teve muita divulgação. Em 19 de maio
de 1951, os patrulheiros em serviço na
cidade de Rancharia acompanharam os
registros de um grave acidente aéreo que
resultou na morte de todas as pessoas
que viajavam em um avião (vinte e três
vítimas) que seguia em vôo comercial.
O avião caiu às 19 horas, próximo da
rodovia, a cinco quilômetros da entrada
da cidade, provavelmente em razão de
relâmpago que teria atingido as suas
asas. Na hora do acidente, surgiu um
enorme clarão e um forte estampido vin­
do da direção da rodovia; os
patrulheiros, que se encontravam na ci­
dade, imaginaram tratar-se de um ca­
minhão de transporte de combustível
que teria explodido. Houve uma grande
correria e toda a população quis ver de     Patrulheiros em serviço itinerante na cidade de Rancharia acompanharam os registros de um grave
                                              acidente aéreo que resultou na morte de todas as pessoas que viajavam em um avião, em 1951
perto o ocorrido, algo inédito para aque­
la comunidade. Uma foto tirada no dia
foi preservada.
        Com o passar dos anos, outros
                                            Formação do Destacamento
patrulheiros foram designados para traba­
lhar em Assis, junto com Manoel                 e Pelotão de Assis
Fernandes Neto e Custódio Ferreira de
Souza; foram eles: Paulo Novaes, Mário             O final dos anos 50 confirmou a           pressiva malha para interligação com a
Carboneli Marques, Simoneli e o Sargento    tendência de transformação da cidade de          capital e cidades do interior de São Pau­
Vanderlei de Paula, que havia trabalhado    Assis em importante eixo e rota de en­           lo e com os Estados do Mato Grosso do
                                            troncamento rodoviário, em substituição          Sul e do Paraná. Nesse contexto,
no Regimento de Polícia Montada (Ca­
                                            ao transporte ferroviário predominante em        justificadamente, Assis recebeu uma Di­
valaria) da Força Pública e também no
                                            sua origem, com a inauguração de diver­          visão do DER (atual DR-7) oficialmente
setor de Capturas, em que ficou conheci­    sos trechos de estradas, especialmente o         instituída em 1958, com sede no prolon­
do pelas inúmeras prisões realizadas. O     da SP-270 - Rodovia Raposo Tavares -,            gamento da Av. Rui Barbosa, onde já fun­
aumento do efetivo se fazia mesmo ne­       que contorna a cidade, formando-se ex-           cionava o seu serviço de Residência.
cessário em razão da expansão das rodo­
vias estaduais. Todavia, os patrulheiros
ainda não possuíam sede no município,
permanecendo alojados em pensão e sob
ordens de um Tenente (da Força Pública)
do Destacamento de Bauru: Renato No­
gueira Magalhães, professor de educação
física, de compleição robusta, conhecido
pelo rigoroso tratamento dispensado aos
subordinados.
        Em 02 de fevereiro de 1958, esse
mesmo Tenente designou o patrulheiro
Salviano Gonçalo de Souza para fiscali­
zar exclusivamente a rodovia que ligava
Assis, partindo do Posto Marajó, a Porto
Areia, na direção de Londrina (Paraná), o
primeiro trecho de asfalto da região que
seria ainda inaugurado naquele mesmo
ano, no aniversário do município de As­
sis, então comemorado durante a primei­
ra semana de julho.                                     Policiais rodoviários em patrulhamento na região de Assis, década de 60
                                                               Pág. 30
Vista parcial de Assis, no final dos anos 50

        No mesmo ano de 1958, finalmen­                                                       go em fiscalização no trecho de
te, o Tenente Milton de Almeida Pupo foi                                                      Ourinhos até Presidente Prudente. Não
designado para formar um “Destacamen­                                                         obstante, na maioria das vezes os
to Rodoviário”, com sede permanente em                                                        patrulheiros trabalhavam mesmo a pé.
Assis. O oficial visitou o município du­                                                      Somando inicialmente quatorze ho­
rante o mês de junho, junto com o Tenen­                                                      mens, a equipe atuava com a seguinte
te Renato - então comandante regional -,                                                      distribuição: Cléber em Ourinhos; Sar­
para conhecer as estradas e os patrulheiros                                                   gento Vanderlei, Salviano, Carboneli,
que já serviam na área; pouco tempo de­                                                       José Celso de Melo, Simoneli e mais um
pois se mudou com a esposa e um filho                                                         de nome desconhecido em Assis; outros
para fixar residência na cidade.                                                              dois em Iepê; mais dois em Rancharia e
        A inauguração do Destacamento                                                         três em Presidente Prudente.
de Assis, com instalação provisória na                                                               No final de 1958, mediante con­
Rua Ângelo Bertoncini, em uma traves­                                                         curso do DER, foram designados outros
sa logo depois do velho Correio, deu-se                                                       patrulheiros, como reforço, dentre eles
exatamente no dia 04 de julho daquele                                                         quatro com vínculos às tradicionais fa­
ano, na mesma oportunidade em que foi                                                         mílias Luciano Gomes e Carneiro (de
inaugurado o trecho de asfalto ligando                                                        Assis): Clóvis Luciano Gomes (o “Mão­
                                              José Santilli Sobrinho, Deputado Estadual na
Assis a Porto Areia, durante as festivi­      década de cinquenta, atuou politicamente para
                                                                                              de-Onça”, conhecido jogador de bola-
dades da semana do aniversário do mu­            a instalação da DR-7 e do Policiamento       ao-cesto) e seu irmão Otacílio Luciano
nicípio (a partir de 1º de julho).                          Rodoviário em Assis               Gomes; “Zizinho” (irmão de Lodomiro
        A Divisão do DER e a sede do                                                          Carneiro, professor de educação física
Destacamento Rodoviário significaram                 Na direção oeste, a extensa área de      e instrutor de bola-ao-cesto) e Lízias
importantes conquistas para a cidade,         circunscrição do Destacamento chegava até       Anderson (genro de Teodomiro Carnei­
possíveis graças à atuação do então De­       Presidente Prudente - inclusive -, ainda o      ro). Vieram também Lindolfo Biúdes,
putado José Santilli Sobrinho, expres­        ponto limite das rodovias estaduais.            Ernesto Bernardino, Ribeiro e demais
sivo nome da política da região. Essa                 Quanto aos meios, o Destaca­            integrantes de uma turma recém-forma­
mesma personalidade exerceu o cargo           mento foi montado com os homens que             da em Jundiaí, toda direcionada para
de prefeito do município em dois mo­          já trabalhavam na região e recebeu uma          completar o novo Destacamento de As­
mentos distintos de sua história.             viatura “Land Roover” (tipo “Jeep”)             sis. Com isso, foram somados aproxi­
        Pouco tempo depois da inaugura­       com tração nas quatro rodas, para rodar         madamente vinte ao efetivo inicial de
ção, a sede do Destacamento foi muda­         com o comandante. Aos poucos, o DER             quatorze, resultando um grupo sufici­
da para uma grande casa alugada pelo          foi adquirindo outras viaturas: um Jeep         ente, à época, para uma atuante fiscali­
DER perto da escola Tomás Menk.               e uma Ford F1 (camionete) para empre­           zação rodoviária na região.
                                                                 Pág. 31
O Tenente Pupo permaneceu pou­      DER, exercendo outras funções. Nesse          algumas escoltas de Ministros em
co tempo no comando do Destacamen­         momento alguns patrulheiros deixaram          visita na região. Para uma das co­
to. Assumiu, logo depois, o Tenente Hé­    a fiscalização rodoviária, dentre eles Cló­   mitivas, em especial, o patrulheiro
lio Jardim da Silveira (Tenente Jardim)    vis Luciano Gomes, que havia termina­         Salviano - da Força Pública e em
que providenciou a locação de uma sede     do no mesmo ano o curso superior de Di­       serviço na rodoviária - recebeu ori­
- conhecida como “escritório” - na Ave­    reito e prosseguiu carreira como bem su­      entações para acompanhar a autori ­
nida Rui Barbosa, em frente ao DER.        cedido Procurador do DER, vindo a ocu­        dade (Ministro Andreaza), de viatu­
       A sede foi mudada, em 1963, para    par o cargo de Chefe do Departamento          ra, do aeroporto até a entrada de Pre­
uma construção providenciada pelo          Jurídico, em São Paulo.                       sidente Prudente, quando passaria o
DER no aterro entre a Rodovia Raposo               Já inserido na organização da         serviço para a Guarda Civil local
Tavares e o acesso para Marília (Km        Polícia Militar de São Paulo, o antigo        prosseguir.
444 da SP 270, trevo do Posto Mode­        Destacamento manteve-se com a deno­                  Não concordou com essa orien­
lo), durante o comando do Tenente Cân­     minação de Pelotão de Assis. Na se­           tação e conversou com o Capitão Paes
dido Ferreira Pinho. Foi essa a pri ­      qüência dos comandos, assumiram in­
                                                                                         Lemes, então Comandante do Polici­
                                           terinamente vários Sargentos e Subte­
meira instalação construída pelo DER                                                     amento de Presidente Prudente, aler­
                                           nentes e, também, passageiramente, o
especificamente para funcionar como                                                      tando-o de que não passaria a escolta
                                           Tenente Fabiano (de Sorocaba), o Te­
sede própria de fiscalização rodovi ­                                                    salvo para o efetivo da Força Públi­
                                           nente Gorreri (de Itapetininga) e o Te­
ária no interior, com características                                                    ca, o que foi feito com a anuência do
                                           nente Barbosa (de Bauru), até a desig­
até então insuperáveis quanto às re ­      nação do Tenente Américo Borba. Es­           referido Comandante (que recepcio­
partições do espaço, banheiros e qua­      teve no comando, depois, o Tenente            nou a autoridade no quartel) ignoran­
lidade da obra em si. Uma foto da          Osmar Ferreira Cândido e, ainda, o Te­        do a presença dos guarda civis que
inauguração, com formatura militar,        nente Edson Reis, que permaneceu a            aguardavam a comitiva. Esse episó­
foi recentemente recuperada.               frente do efetivo durante quase doze          dio ilustra bem certa rivalidade obser­
        Importante destacar que, confor­   anos até sua passagem para a reserva          vada entre as duas Instituições (For­
me exposto, em 1962 a Força Pública        em 1976, quando transmitiu o cargo, in­       ça Pública e Guarda Civil), com al­
absorvera a “Polícia Rodoviária”, esta­    terinamente, para o Subtenente Emer­          gumas atribuições superpostas, e que
belecendo em seus quadros o Corpo de       son Pratis Simões.                            foram unificadas em 1970 para dar
Policiamento Rodoviário, oportunidade              Dentre as diversas missões de ­       forma a um único órgão de policia­
em que os patrulheiros civis concursa­     senvolvidas pelo efetivo de Assis nas         mento ostensivo: a Polícia Militar do
dos, puderam optar pela permanência no     décadas de 60 e 70, sobressaem-se             Estado de São Paulo.




   Inauguração da Sede do Pelotão de Assis, em 1963, entre a Rodovia Raposo Tavares e o acesso para Marília (SP 333)
                                                             Pág.32
Companhia de Assis
       Como consequência da unifica­
ção da Força Pública com a Guarda Ci­
vil em 1970 e a reestruturação da Mi­
lícia Paulista, ora chamada Polícia Mi­
litar do Estado de São Paulo, estabele­
ceu-se o Policiamento Rodoviário, em
24 de maio de 1971, como Unidade
identificada por 39º Batalhão de Polí­
cia Militar, cobrindo toda a área do Es­
tado. Já em 04 de dezembro de 1973,
teve sua denominação adequada à fun­
ção especializada que exercia, passan­
do a chamar-se Batalhão de Policia­
mento Rodoviário.
       Em 15 de dezembro de 1975,
após nova adequação das Unidades da
Polícia Militar, foi ele denominado 1º
Batalhão de Polícia Rodoviária (1º
BPRv), do qual foram desmembrados,
em 07 de agosto de 1977, o 2º Bata­
lhão de Polícia Rodoviária (2º BPRv,
com sede em Bauru) e, em 25 de janei­
ro de 1979, o 3º Batalhão de Polícia
Rodoviária (3º BPRv, com sede em Rio
Claro), que passaram a ter suas ativi­
dades coordenadas pelo Comando de
Policiamento Rodoviário (CPRv), com          Patrulheiros Rodoviários de Assis, na década de 60, com viatura modelo Jeep Willys
sede na Capital paulista, a partir de 30
de março de 1979.                          tituição, 481 - Vila Ouro Verde e Avenida   ronel Levi Lenotti comandava o 2º
       Menos de dois anos após a cria­     Rui Barbosa, 2325 (no DER). Finalmen­       BPRv (Bauru), em profícua gestão que,
ção do Batalhão em Bauru, Assis foi        te, a sede própria e permanente foi inau­   reconhecida anos mais tarde, resultou
elevada à condição de sede de Com­         gurada em 26 de outubro de 1990, no km      na escolha do seu nome para identifi­
panhia, instalada exatamente em 30 de      445 da SP-270 - Rodovia Raposo Tavares.     cação do Batalhão, como justa home­
março de 1979 (Terceira Companhia                  Nota-se que, à época da inaugu­     nagem à sua pessoa (2º BPRv - “Ten
do 2º BPRv), conforme publicação no        ração da sede definitiva, o Tenente Co-     Cel PM Levi Lenotti”).
Boletim nº CPRv-014/79, tendo como
primeiro Comandante o Capitão PM
André Boicenco Neto. Presidente Pru­
dente permaneceu como sede de um
de seus Pelotões durante dez anos, até
que em 06 de outubro de 1989 a ex­
tensa área foi dividida para a instala­
ção da Quinta Companhia, com sede
naquele município. Em razão do tama­
nho da região fiscalizada, inicialmen­
te, a Companhia de Assis chegou a ad­
ministrar quase quatrocentos homens
no final da década de 80, pouco antes
da criação da Companhia de Presiden­
te Prudente (5ª Cia).
       A Terceira Companhia funcio­
nou provisoriamente em vários ende­
reços de Assis, junto com o seu 1º Pe­
lotão, na seguinte sequência: Rua 7 de
Setembro, 60 - Centro, Avenida Rui
Barbosa, 1908 - Centro, Rua da Cons­                    Uma das primeiras Equipes TOR de Assis, na década de 80
                                                            Pág. 33
Equipe de futebol do Pelotão de Assis, no Torneio do 141ª Aniversário da Polícia Militar, em 15 de dezembro de 1972, em Assis

       Já a Base Operacional de Assis        margem originalmente ocupada pela                  Ainda, graças à iniciativa de poli­
(BOp 270/9), “Sargento Hermes Reis”          Base), foi transferida para o km 445, em    ciais militares rodoviários voluntários e
(nome dado em homenagem ao irmão do          uma construção-modelo inaugurada em         apoio do DER e da comunidade local, aos
Tenente Edson Reis), inaugurada em 12        20 de julho de 2001, na frente da Compa-    poucos foi sendo construída uma área de
julho de 1975, permaneceu por vinte e seis   nhia e ao lado da sede do 1º Pelotão, com   treinamento e recreação, atrás do prédio
anos em funcionamento na SP 270 Km 440       amplo pátio para estacionamento de veí-     da Companhia, que hoje conta com qua­
+ 400m, no acesso principal da cidade.       culos apreendidos, integrando o atual       dra esportiva, campo de futebol em tama-
       No entanto, em razão da obra de       complexo de policiamento rodoviário em      nho oficial e um amplo salão de convi-
duplicação do trecho Assis-Ourinhos da       privilegiado e extenso espaço cedido pelo   vência utilizado para eventos diversos de
Rodovia Raposo Tavares (que utilizou a       DER para essa finalidade.                   interesse institucional.




   Antiga Base Operacional de Assis, do Km 440+400m, da Rodovia Raposo Tavares               Silva Júnior, “O Patrulheiro 1020”
                                                              Pág. 34
A área de circunscrição atinge atu­          Vocação para polícia                     sões históricas de entorpecentes (algu­
almente cinquenta e sete municípios, so­                                                     mas de mais uma tonelada) nas Bases
mando-se 1.342,513 Km de rodovias es­                  de segurança                          Operacionais dos Pelotões de Assis,
taduais diuturnamente patrulhadas, cober­                                                    Marília e Ourinhos, além de inúmeras
tas por três pelotões (1º - Assis, 2º - Marília          Acompanhando as transforma­         prisões em flagrante por delitos diver­
e 3º - Ourinhos), com o total de nove Ba­         ções da Instituição, em atendimento ao     sos, apreensões de armas, recuperação
ses Operacionais (Assis e Florínea /              anseio da população por melhores con­      de veículos roubados ou furtados, cap­
Marília, Tupã e Garça / Ourinhos (duas),          dições de segurança e uma efetiva res­     tura de diversos indivíduos foragidos e
Sta. Cruz do Rio Pardo e Pirajú).                 posta à criminalidade, gradativamente      procurados pela Justiça, desbaratamen­
       Quanto aos oficiais designados             o Policiamento Rodoviário foi              to de quadrilhas e outros feitos devida­
para o comando da Terceira Companhia,             priorizando em todo o Estado a atuação     mente reconhecidos pela comunidade e
verificou-se a seguinte seqüência:                focada na polícia de segurança, especi­    pelo Comando.
1º - Capitão PM André Boicenco Neto,              almente a partir de 1987, quando foi              Para se ter noção da efetividade
de 1979 a 1982 (dez anos mais tarde,              criado o TOR – Tático Ostensivo Ro­        do trabalho realizado, a partir do ano
                                                  doviário, sem o abandono da fiscaliza­     de 2001 foi quase extinta a ocorrência
como Coronel PM, foi Comandante do
                                                  ção de trânsito rodoviário.                de roubo de cargas na região.
Policiamento Rodoviário do Estado de
                                                         Essa Força Tática de atuação es­
São Paulo).
                                                  pecializada em rodovias foi instituída
2º - Capitão PM David Fernandes
                                                  em 30 de setembro de 1987, quando co­
Pedrosa, assumiu em 1983 (depois dele,
                                                  mandava o Policiamento Rodoviário do
permaneceram interinamente no coman­
                                                  Estado o Cel PM Ralph Rosário
do, o 1º Tenente José Koki Kato e o 1º
                                                  Solimeo, responsável pela iniciativa.
Tenente Edmilson Valter do Nascimento);           Mediante emprego de equipamentos, ar­
 3º - Capitão PM José Carlos Pires, de            mamentos, técnicas e táticas específi­
1985 a 1992;                                      cas para as atividades de polícia osten­
 4º - Capitão PM Alcides Coelho, de               siva e de preservação da ordem públi­
1992 a 1996;                                      ca, as Equipes TOR alcançaram extra­
5º - Capitão PM Ramiro de Oliveira Do­            ordinário êxito nas Companhias de Po­
mingos, de 1997 a 2000;                           liciamento Rodoviário do interior.
 6º - Capitão PM Nelson Garcia Filho,                    A Terceira Companhia montou e
de 2001 a 2002 (após o seu comando,               treinou equipes que, ao longo dos anos,
durante um período de três anos perma­            projetaram positivamente a imagem da
neceram interinamente no comando o 1º             Polícia Militar em razão de ocorrências
Tenente Núncio Aparecido Chiampi e                que comprovaram um forte combate à
o 1º Tenente Adriano Aranão)                      criminalidade nas rodovias regionais.      Sgt PM Avelino Tavares, hoje 2º Ten Res PM,
7º - Capitão PM Adilson Luís Franco                                                            serviu na administração da Companhia
                                                  Em conjunto com as patrulhas conven­
                                                                                                  de setembro 1983 a maio de 2003
Nassaro, a partir de 15 de junho de 2005.         cionais, foram responsáveis por apreen­




                                  Solenidade de inauguração da nova Base Operacional de Assis, em 2001

                                                                  Pág. 35
APREENSÕES DIVERSAS




     Maconha na lataria de veículo. Florínea, 2007                    Maconha em fundo falso de tanque de caminhão. Assis, 2007




1,3 tl de maconha embaixo de carga de carvão. Assis, 2007                    Munição transportada em ônibus. Garça, 2007




     1 kg de haxixe dentro de estepe. Florínea, 2005                        Maconha em veículo de passeio. Ourinhos, 2007




    Maconha no para-choque de veículo. Assis, 2007                     Arsenal em veículo de passeio. Sta Cruz do Rio Pardo, 2006
                                                            Pág. 36
APREENSÕES DIVERSAS




      Maconha na lataria de veículo. Assis, 2007                    Maconha em fundo falso de automóvel. Florínea, 2006




      Maconha na mala em ônibus. Assis, 2006                             Maconha na lataria de veículo. Assis, 2007




Droga no interior de painel de veículo. Ourinhos, 2007             Carregamento de cigarros contrabandeados. Assis, 2007




      Maconha em mala em ônibus. Assis, 2007                          Maconha em fundo falso de carreta. Assis, 2006
                                                         Pág. 37
Parceria de sucesso com o DER




                 Dr. Jorge, Diretor da DR-7, com Capitão Franco, Tenente Aranão e policiais militares rodoviários
                           do 3º Pelotão, em frente à obra de construção da nova Base de Pirajú, em 2006

       A área geográfica de atuação da      Divisão do Departamento de Estradas de              Quanto à organização do DER
3ª Companhia do 2º BPRv coincide,           Rodagem (DER) na cidade, ou seja, em         em Assis, o órgão vinha sendo repre­
quase na sua totalidade, com a área de      1958 (no dia 04 de julho).                   sentado na região, até 1958, por uma
circunscrição da DR-7, com sede em                 Nessa época os “guardas rodoviá­      sede de Residência de Obras e uma de
Assis. O trabalho desenvolvido na re­       rios”, como eram então chamados, com­        Residência de Conservação, subordi­
gião para a segurança nas rodovias es­      punham um corpo vinculado ao próprio         nadas à Divisão Regional de Bauru, então
taduais que interligam dezenas de mu­       DER e, portanto, integravam a Secretaria     denominada B3C. Esses órgãos cuida­
nicípios, caracteriza-se pelo apoio mú­     de Viação e Obras Públicas. Não obstan­      vam principalmente da construção e da
tuo, envolvendo engenharia e fiscali­       te, desde os primórdios, vários integran­
                                                                                         conservação de trechos da SP-270 (Ra­
zação de trânsito. A experiência com­       tes da Força Pública foram colocados à
                                                                                         poso Tavares), da construção da SP-333,
prova que não há mesmo outra forma          disposição desse serviço de fiscalização;
                                                                                         ligação Assis/Marília e Assis/Porto Char­
de diminuir os acidentes senão o inves­     tanto, que o primeiro Comandante desig­
timento nas três vértices do triângulo      nado em 1948, em São Paulo, quando do        les Naufal, na divisa com o Estado do
da prevenção: serviços de planejamen­       início das atividades do Policiamento        Paraná. A B7C (sede Assis) finalmen­
to e engenharia, fiscalizações eficazes     Rodoviário estadual, era um Oficial da       te nasceu por força do Decreto 25.342
e educação para o trânsito.                 Força Pública: o Tenente José de Pina Fi­    de 09 de janeiro de 1956 e foi instala­
       A parceria de sucesso vem de lon­    gueiredo.                                    da pelo Diretor Geral do Departamen­
ga data. Na verdade, a primeira sede do            A criação do DER, no entan ­          to, Ariovaldo de Almeida Viana em
Policiamento Rodoviário em Assis - cha­     to, é mais antiga. Ocorreu em 02             junho de 1958, ação confirmada pela
mado “Destacamento” - foi inaugurada        de julho de 1934, por meio do De ­           Resolução 4004 de 27 do mesmo mês
no mesmo ano em que se instalou a DR-7,     creto estadual nº 6.529.                     de 1958, do Conselho Rodoviário.
                                                             Pág. 38
No Ato DGD/DER se vê no seu:                A ligação histórica e a amizade            Atualmente a DR-7 e o Policia­
“Artigo 2º - As sedes dessas Subdivi­       desenvolvida no convívio dos policiais      mento Rodoviário passam por momen­
sões localizar-se-ão nas seguintes cida­    militares rodoviários, engenheiros e to­    to de expectativa, em face do proces­
des: São Paulo, Taubaté, Juquiá, Itape­     dos os funcionários da Regional do DER      so de concessão dos principais trechos
tininga, Assis, Presidente Prudente, Ara­   em Assis têm propiciado soluções con­       de rodovias, a exemplo do que já ocor­
çatuba, São José do Rio Preto, Arara­       juntas para a melhor qualidade do trân­     reu em diversas outras partes do Esta­
quara, Ribeirão Preto, Campinas e Bau­      sito rodoviário e a redução gradativa dos   do. Logo surgirá mais um colaborador,
ru. Artigo 3º - De imediato fica insta­     índices de acidentes verificados ano a      qual seja, a empresa concessionária
lada a Subdivisão Regional de Assis”.       ano. O Engenheiro Jorge Masataka            que vencer a licitação e o DER conti­
       Em 1975, ocorreu o desmembra­        Mori, Diretor da DR-7 desde 1995, em        nuará atuando como órgão executivo
mento da área original (já denomina­        sua longa e profícua gestão, tem busca­     de trânsito rodoviário. Essa nova fase
da DR-7), com a instalação da Divi­         do integração com as forças locais, ob­     não alterará a importância do traba­
são Regional de Presidente Prudente         tendo êxito na melhoria das condições       lho dos dois órgãos públicos envolvi­
- DR-12.                                    da malha rodoviária regional e atenden­     dos nas questões do trânsito rodoviá­
        Quanto ao Policiamento Rodovi­      do às solicitações de adaptações neces­     rio.
ário, a sede de Assis foi elevada à con­    sárias à segurança, encaminhadas pelo             A experiência comum e tantas
dição de Companhia em 30 de março           Policiamento Rodoviário. Desse modo,        realizações conjuntas por cinqüenta
de 1979 - mantendo-se um pelotão na         a fiscalização e a engenharia de trânsi­    anos em prol da segurança viária con­
cidade -, enquanto Presidente Prudente      to atuam em harmonia, para alcançar o       tinuarão oferecendo bons frutos, es­
permaneceu como sede igualmente de          mesmo objetivo: a segurança e o bem-        pecialmente para a comunidade regi-
um de seus pelotões, até que em 06 de       estar dos usuários.                         onal, na defesa do interesse público.
outubro de 1989 foi dividida a extensa
área para instalação da 5ª Companhia
(também do 2º BPRv), com sede naque­
le município. Manteve-se, a partir de en­
tão, praticamente a mesma circunscri­
ção entre a DR-7 e a 3ª Companhia.




                                       Entrada da DR-7, na avenida Rui Barbosa, em Assis
                                                             Pág. 39
Associação “PMs de Cristo”
                     2º Núcleo de Assis




Ato Ecumênico em Ação de Graças ao “Dia do Soldado”, em frente a Base de Assis. 2006            Cabo Ivan, Coordenador do Núcleo

        A Associação dos Policiais Milita­    costumes de cada igreja. Ao longo dos tem­      não, também como comandante interino,
res de Cristo (APMESP) com sede em São        pos, surgiram novos voluntários e nasce­        ratificou o trabalho evangelístico que vi­
Paulo, é uma organização paralela e ao        ram também os Núcleos de Evangelização,         nha sendo realizado, prestando todo apoio
mesmo tempo ligada à Policia Militar, cri­    sediados nos diversos quartéis da Polícia       à iniciativa.
ada em 25 de junho de 1992 por 72 inte­       Militar por todo o Estado.                              Uma data especial ocorreu em mar­
grantes de vários quartéis da Grande São             O 2º Núcleo de Assis teve uma his­       ço de 2005. Na ocasião, o Cb Ivan pela
Paulo. Esses policiais já exerciam servi­     tória muita parecida com a da própria As­       primeira vez fazia contato por telefone com
ços voluntários divulgando a fé, porém sem    sociação. O Cabo PM Ivan Sérgio Alves,          a Associação dos “PMs de Cristo” (São
representatividade, e resolveram se orga­     servindo na 3ª Cia de policiamento rodo­        Paulo), no intuito de adquirir exemplares
nizar e criar uma Associação mantida por      viário em Assis, em março de 2002, movi­        de Bíblias Sagradas para distribuição du­
eles próprios, com objetivo de levar a Pa­    do pelo Espírito Santo, procurou o Capi­        rante visitas familiares que realizava nos
lavra de Vida, Esperança e de Salvação aos    tão PM Nelson Garcia Filho, então Coman­        lares dos policiais militares rodoviários de
demais companheiros.                          dante, para promover oração e intercessão       Assis e região. Foi atendido naquele dia
        Objetivavam reconstruir os muros      pela Instituição, por seus integrantes e suas   pelo Major Res PM Cláudio, que tomou
de proteção da família policial-militar com   famílias. A proposta foi muito bem aceita       conhecimento da existência do grupo sem
a placa de Jesus, exercendo a missão de       e, desse modo, em 01 de abril de 2002,          denominação e explicou-lhe sobre a ne­
trabalhar para Deus dentro da Polícia Mi­     aconteceu a 1ª reunião com Jesus Cristo,        cessidade de oficializar o trabalho e im­
litar e ajudar o profissional - que muitas    inaugurando uma seqüência de reuniões           plantar o Núcleo, além de consagrar o Cb
vezes está ferido na alma - a encontrar a     que não mais se interromperam. Esses en­        Ivan Sérgio e também o Sd Alfredo dos
verdadeira paz. O trabalho missionário e      contros semanais receberam mais tarde o         Santos que o auxiliava.
cristão não poderia estar vinculado a uma     nome de “Manhãs com Deus”.                              Assim, na noite de 02 de abril de
igreja específica e, portanto, não poderia           Ao longo dos anos seguintes ou­          2005, na Sede do Comando da 3ª Cia, ocor­
pregar usos e costumes na evangelização.      tros oficiais comandaram interinamente          reu um Culto de Ação de Graças pelo ani­
Assim, os integrantes da Associação fo­       a Companhia; porém, somente em outu­            versário do grupo, com a presença de apro­
ram sempre cuidadosos em relação aos          bro de 2004, o 1º Ten PM Adriano Ara-           ximadamente 150 pessoas, oportunidade
                                                                Pág. 40
em que o Ten Res Zezza - Representante
da Associação - consagrou o Cb Ivan e o
Sd Alfredo, respectivamente como Líder
e Vice-líder do oficializado 2º Núcleo dos
PMs de Cristo em Assis (o 1º Núcleo já
havia sido estabelecido no 32º BPM/I –
Batalhão de Área de Assis).
        Em 22 de Junho de 2005, o Capitão
PM Adilson Luís Franco Nassaro (Cap
Franco) assumiu o Comando da Compa­
nhia e tomou conhecimento do trabalho.
Foi recebido em sua posse, no dia 22 de
Julho de 2007, com uma Manhã com Deus
dirigida pelo Cabo PM Ivan, contando com
a pregação da Palavra realizada pelo Bis­
po da Diocese de Assis, Dom Maurício
Grotto.
        O novo Comandante ficou impac­
tado com o agir de Deus nesse trabalho e
ratificou a continuidade do seu funciona­               Capitão Franco e Cabo Ivan, com o Pastor “Cajara”, em Assis. 2007
mento. Ainda mais, auxiliou o Cb Ivan e o                                   “Campanha da Família”
Sd Alfredo na implantação das Manhãs          militares; diversas visitas aos lares de po­           Pedimos a Deus que esse serviço
com Deus nos Pelotões de Ourinhos e           liciais militares; representações da Polícia   possa ter uma dimensão muito maior, com
Marília, fortalecendo-se a sua expansão.      Militar pelo Líder do Núcleo e importan­       o reconhecimento do Comando da Polícia
        O Ten Aranão, Comandante do 3º        tes testemunhos de policiais militares.        Militar para expansão de tal Obra. Tam­
Pelotão (Ourinhos) requereu a implanta­       Também estão registrados momentos tris­        bém, para que sejam escolhidos homens e
ção do Sub-Núcleo e, assim, esse foi o pri­   tes pela realização de culto fúnebre de fa­    mulheres que verdadeiramente possuem
meiro implantado em 23 de junho de 2005,      miliares de policiais e outros muito ale­      um chamado de Deus para a nobre mis­
encontrando-se hoje sob a direção do Cb       gres, como Encontros de Casais e a Cam­        são, cumprindo-se o que o Sr. Jesus nos
PM Reginaldo Marvulli. O Ten PM Au­           panha pela Família. Tudo isso está regis­      revelou.
gusto José de Carvalho Filho, Comandan­       trado com ilustração de fotos e filmes.                Finalizando este capítulo, façamos
te do 2º Pelotão (Marília), também reque­             Hoje, depois de mais de 06 anos de     uma oração:
reu a implantação, o que ocorreu em 19 de     Evangelização e Intercessão, verifica-se di­           “Deus, louvamos o Teu Nome, por­
agosto de 2005, Sub-Núcleo atualmente di­     ficuldade na manutenção ideal desse tra­       que o Senhor é um ser que cumpre suas pro­
rigido pelos Cb PM Valdecir Gonçalves         balho. O Cabo PM Ivan prossegue na co­         messas expressas na sua Palavra Sagrada.
dos Santos e Jairo Lopes Rodrigues.           ordenação das atividades, contando com o       Tudo o que fizemos não foi em vão; sabemos
        O 2º Núcleo de Assis possui um li­    apoio institucional dos Comandantes para       que o Senhor está presente em nós, mas o Se­
vro em que são registrados todos os even­     realização da Obra. Esse tipo de serviço       nhor fez mais, manifestou-se no nosso meio.
tos de sua história. Ali estão registrados    voluntário requer ainda maior dedicação        Jamais poderíamos ter os resultados profissi­
nomes de homens e mulheres que visita­        do Líder do Núcleo, pois todos os eventos
ram o Núcleo e que, em nome do Sr. Jesus                                                     onais e familiares que obtivemos ao longo des­
                                              significam, na prática, uma gota d´água no
Cristo, pregaram as Boas Novas do Evan­                                                      ses anos, assim como qualquer outra Com­
                                              deserto escaldante. Constata-se necessida­
gelho ou deram testemunho do que Deus                                                        panhia da Polícia Militar. Pelo seu amor, em
                                              de real de visitas constantes aos lares, a
fez em suas vidas, após um compromisso        manutenção de atendimentos aos diversos        especial na 3ª Cia de Polícia Militar Rodovi­
de entregar sua vida a Ele. Também estão      feridos por depressões, separações conju­      ária, fomos reconhecidos não somente em ní­
registrados: as realizações de todas as       gais e filhos dispersos, além da continui­     vel do alto Comando da Polícia, mas tam­
Manhãs com Deus, inclusive aquelas de­        dade de visitas aos hospitalizados ou àque­    bém em nível do Governo do Estado; fomos
senvolvidas na rodovia junto aos caminho­     les que perderam entes queridos. Nota-se,      homenageados individualmente pelas nossas
neiros; cultos de Ação de Graças pelo “Dia    sim, um mover das pessoas pelas ações do       ações. Assim, confiamos no Senhor, no seu
do Soldado” em teatros e igrejas; partici­    Núcleo; porém, na falta de acompanha­          Filho Jesus Cristo e na ação do Espírito San­
pações em cerimônias militares; orações       mento no trabalho evangelistico, elas ten­     to no futuro que deverá ser ainda mais pro­
intercessoras antes do inicio de operações    dem a voltar ao estado inicial.                missor. Amém”.


                                                     “Levando palavra de vida e
                                                    esperança ao Policial Militar”


                                                                Pág. 41
Programa de Educação para o Trânsito
                                                                                            para um trânsito melhor somente ocorre a
                                                                                            partir da conscientização da nova geração
                                                                                            sobre a maneira correta de se conduzir um
                                                                                            veículo em via pública, aprendendo a res­
                                                                                            peitar a sinalização e usar da cortesia.
                                                                                                    Os jovens adequadamente educa­
                                                                                            dos, antes mesmo de se tornarem condu­
                                                                                            tores, passam a cobrar dos seus pais e co­
                                                                                            nhecidos atitudes de respeito no trânsito.
                                                                                            Quando começarem a conduzir veículos,
                                                                                            brevemente, integrarão um grupo de mo­
                                                                                            toristas de comportamento exemplar, co­
                                                                                            laborando inclusive para a segurança dos
                                                                                            demais usuários do trânsito.
                                                                                                    Os policiais participantes do progra­
                                                                                            ma sentiram a necessidade de desenvolver
                                                                                            atividade preventiva na área da educação,
                                                                                            conscientes de que o Policiamento Rodovi­
                                                                                            ário não pode ser considerado algo distante
                                                                                            da realidade, do dia-a-dia das cidades do in­
                                                                                            terior. Aliás, tal modalidade de ação polici­
     Recebimento de equipamentos de multimídia na Prefeitura de Assis, em 2007              al se revela cada vez mais presente e direta­
                                                                                            mente relacionada com a comunidade local
        Depois de muito planejamento e                Dentre esses policiais, destacam-     e o trânsito urbano, não obstante sua área
reuniões entre policiais militares rodovi­    se aqueles que desenvolvem palestras e        restrita para fins de fiscalização, ou seja, ro­
ários que atuam em Assis e em cidades         exposições e vêm cumprindo com muito          dovias estaduais, acessos e faixa de domí­
próximas, foi colocado em prática, por        boa vontade a missão assumida. São eles:      nio (área marginal na rodovia).
meio de um grupo de voluntários, um pro­      os Sargentos Sampaio e Vamir; os Cabos:               O fato é que as cidades, outrora
grama idealizado para funcionamento em        Oliveira e Abel e os Soldados: Gildo, Val­    pequenas, cresceram e as rodovias fi­
Assis e região, denominado: “Educar para      dinei, Ludwig, Emerson e Dias. Também         caram próximas, inseparáveis das ques­
o trânsito é educar para a vida”.             prestam sua colaboração e apoio o Sgt         tões urbanas. Por esse motivo, os usuá­
        As atividades foram iniciadas em      Reginaldo, o Sd Ussuy, Sd Rogério e a         rios regionais acabam sofrendo o impac­
setembro de 2006, para desenvolver a          Sd Temp Aline. A todos eles é devido es­      to do trânsito rodoviário, do contínuo
consciência de jovens alunos. Tal inicia­     pecial reconhecimento pelo imediato           movimento que conjuga a ação de mo­
tiva, inédita no âmbito do Policiamento       atendimento ao chamado e ao aguçado           toristas de distantes partidas e destinos,
Rodoviário pelas suas características, nas­   senso de responsabilidade social.             com o público local, ingresso diaria­
ceu da boa vontade de abnegados polici­               Por conta da imprudência e da ir-     mente nesse fluxo que já separa bairros
ais que se propuseram a trabalhar nos ho­     responsabilidade de alguns, o trânsito bra­   e distritos industriais, para não dizer dos
rários de folga, por uma causa digna, em­     sileiro, urbano ou rodoviário, é considera­   estabelecimentos comerciais, proprieda­
pregando os seus conhecimentos profis­        do uma grave doença que necessita de tra­     des rurais, alças de acesso para aveni­
sionais e sua energia, em prol da comuni­     tamento intensivo, com um remédio po­         das, faculdades, e até presídios, todos
dade em que vivem.                            tente chamado “educação”. A mudança           interligados na mesma malha viária.




 Simulação de trânsito em acampamento escoteiro. Assis, 2006             Aula do programa de Educação para o Trânsito. Assis, 2007
                                                               Pág. 42
O concurso de frases de segurança
                                                                                      no trânsito desenvolvido em 2006 e 2007
                                                                                      resultou em divulgação das vencedoras
                                                                                      em programação de televisão local e em
                                                                                      outdoors, com grande cobertura da im­
                                                                                      prensa regional. O programa recebeu du­
                                                                                      rante os três anos de funcionamento di­
                                                                                      versas Moções de Aplausos de Câmaras
                                                                                      Municipais e elogios provenientes de di­
                                                                                      versas autoridades e órgãos da região.
                                                                                             Com toda essa mobilização, no se­
                                                                                      gundo semestre de 2006 foram atingidas
                                                                                      2110 adolescentes em escolas da rede es­
                                                                                      tadual de ensino, em 12 cidades da região;
                                                                                      em 2007 foram 2200 alunos da rede esta­
                                                                                      dual (no primeiro semestre) e 1530 alu­
                                                                                      nos da rede municipal de Assis (no se­
                                                                                      gundo semestre); para 2008 é projetado
                                                                                      número equivalente ao alcançado em
                                                                                      2007. Nos mesmos períodos, como uma
                                                                                      benção divina sobre esse esforço, o nú­
                                                                                      mero de mortes em acidentes de trânsito
     Palestra inaugural do programa, no “Instituto de Educação” de Assis. 2007        nas rodovias regionais diminuiu mais que
                                                                                      a média estadual, particularmente na área
        Destarte, nota-se que muitos dos          Ainda, uma viatura da Compa­        do primeiro pelotão (Assis).
acidentes da região envolvem usuários      nhia foi colocada à disposição dos poli­          Podem até dizer que os policiais
locais, condutores, passageiros e pedes­   ciais para deslocamentos necessários ao    são sonhadores. Não há problema, eles
tres no cenário da rodovia.                programa. Também o Grupo de Esco­          estão assumindo sua parte de responsabi­
        O programa insere os alunos num    teiros de Assis tem participado de even­   lidade e o sonho já está se tornando reali­
processo criativo, contextualizando seu    tos relacionados ao programa.              dade porque, juntos, acreditaram nele!
desenvolvimento global, potencializan­
do suas aptidões, por meio de amplo e
riquíssimo campo de conhecimento. Ao
mesmo tempo, colocam-se os policiais
em uma posição pró-ativa para evitar a
prática de infração de trânsito, exata­
mente aquela que, por dever de ofício,
continuam a reprimir rigorosamente
com o propósito de salvar vidas.
        Cada um dos jovens ouvintes do
programa, na faixa dos 16 e 17 anos,
próximo de tirar a habilitação para con­
duzir veículos, ouve a palavra do poli­
cial militar rodoviário, fardado, que
passa lições preciosas, com apoio de
recurso áudio-visual e conteúdo cui­
dadosamente preparado. As boas ava­
liações e o envolvimento da comuni­
dade têm superado as melhores expec­
tativas, o que incentiva a continuida­
de do trabalho desses profissionais es­
pecialistas em trânsito.
        Em 2007 a Câmara Municipal
de Assis aprovou lei, com apoio da
Prefeitura Municipal, para o repasse
de valores em aquisição de equipa­
mento completo de multimídia (note­
book, projetor de imagens e tela por­
tátil), para utilização no desenvolvi­
mento das palestras.
                                                            Pág. 43
Escotismo e Policiamento
                     Rodoviário em Assis




                 Distribuição de panfletos na “Semana Nacional do Trânsito”, em frente a Base de Assis, em 2007

       O Grupo Escoteiro Carajurú, ins­    Amarildo Delfino Dias foi eleito Dire­      de educação para o trânsito iniciados
tituição também cinquentenária em As­      tor Presidente do GE Carajuru e o Cap       em 2006, tendo por premissa a defe­
sis, se orgulha de fazer parte da histó­   PM Adilson Luís Franco Nassaro, Co­         sa da vida e a integridade física dos
ria do Policiamento Rodoviário no mu­      mandante da 3ª Companhia, foi eleito        futuros condutores, com total apoio
nicípio. As duas instituições formam       ao cargo de Diretor da Associação de        da comunidade local.
uma parceria de sucesso, pois buscam       Pais e Amigos do Carajuru (APAC).                  O Grupo Escoteiro Carajuru
o mesmo fim, ou seja, o bem da comu­              A partir desse momento surgi­        também utilizou por diversas vezes o
nidade de uma maneira geral. Pela co­      ram importantes projetos como a par­        espaço físico da 3ª Cia, onde realizou
munhão de propósitos, os integrantes do    ceria para desenvolvimento do pro­          acampamentos inesquecíveis tanto
Grupo sempre apoiaram as iniciativas       grama: Educar para o Trânsito é Edu­        para os Escoteiros como para os Es­
do Policiamento Rodoviário, especial­      car para a Vida, que despertou o in­        cotistas. Também, durante as campa­
mente aquelas de caráter educativo, tais   teresse do poder público municipal.         nhas da Semana Nacional do Trânsi­
como as campanhas de prevenção de          Votou-se uma lei para que a APAC            to, os jovens Escoteiros sempre se fi­
acidentes e as comemorações pelo Dia       recebesse em doação um equipamen­           zeram presentes na Base Operacional
do Motorista.                              to completo de multimídia, tela de          de Assis, entregando panfletos e ori­
       As ações conjuntas tornaram-se      projeção e um notebook, para uso da         entando motoristas na companhia dos
mais freqüentes e passaram a dar efe­      3ª Companhia de Policiamento Ro­            policiais, nas margens da rodovia Ra­
tivos resultados quando o Soldado PM       doviário nos trabalhos do programa          poso Tavares.
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Acampamento Escoteiro na Sede da 3ª Companhia. Assis, 2007                    Grupo em frente à Base de Assis. 2006

       A última empreitada de 2007 - e                                                 cadas. Graças a Deus e ao trabalho in­
talvez uma das mais importantes - foi a                                                tenso dos primeiros policiais que che­
realização do plantio de dezenas de mu­                                                garam à região na década de cinqüenta,
das de árvores de espécies diversas e                                                  verdadeiros desbravadores, a socieda­
também mudas de orquídeas defronte a                                                   de regional tem o privilégio de contar
sede da Companhia, momento ímpar                                                       com homens especializados que lutam
que possibilitou aos jovens despertar sua                                              diuturnamente pela preservação da vida
consciência ecológica, preservando o                                                   e ainda combatem intensamente o cri­
meio ambiente e construindo um mun­                                                    me organizado em nossas rodovias
do melhor. Permanece a certeza de que                                                         Por isso, os Escoteiros de Assis
as mudas plantadas crescerão, possibi­                                                 (dos ramos Lobinho, Escoteiro, Sênior e
litando melhor qualidade de vida a quem                                                Pioneiro), que hoje representam mais de
freqüenta esse ambiente.                     Capitão Franco recebe homenagem, do
                                                                                       uma centena de famílias, na posição de
       Quando boas sementes são lan­        Grupo Escoteiro “Carajurú”, na Câmara      alerta bradam um forte “Bravo, Bravo,
çadas em terra fértil, bons frutos elas                de Assis em 2007                Bravíssimoooooo” aos abnegados Poli­
produzem e é exatamente o que aconte­                                                  ciais que começaram esta historia e tam­
ce hoje com tão nobre segmento da Po­       quer Instituição que consegue chegar tão   bém àqueles que continuam a edificá-la
lícia Militar de São Paulo. Não é qual-     longe e sobreviver com o passar das dé­    de modo tão digno nesse Jubileu de Ouro.




                                  Acampamento Escoteiro na Sede da 3ª Companhia. Assis, 2006
                                                             Pág. 45
PROGRAMAS: “BRAV” E “IRCC”




                                 “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada
                            sobre uma mont anha, nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do
                                       montanha,
                            alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a
                          todos os que estão na casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para
                           que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”
                                                         (Matheus 5, 14-15).

       De forma inovadora, no início de    do como ocorrência de acidentes com              Cabe ao Cmt de Pel, também,
2007 foram colocados em funcionamen­       vítimas.                                  cobrar medidas e estabelecer metas,
to dois programas no âmbito da 3ª Com­            Sabe-se que para alcançar redu­    como forma de motivação, além de
panhia, o primeiro objetivando incenti­    ção de vítimas em acidentes, especial­    analisar os acidentes com vítimas e es­
var iniciativas das Bases Operacionais     mente as fatais, é necessário o           tabelecer ligações com os setores
para redução de acidentes e vítimas: o     envolvimento e um esforço coletivo        regionalizados de engenharia (no caso
BRAV (Bases que Reduzem Acidentes          dos agentes que podem intervir no cam­    de área do DER, com as “residênci­
com Vítimas); o segundo, objetivando in­   po da engenharia e fiscalização, neste    as”) para melhoria das condições de
centivar a obtenção de resultados no       último para reorientação de condutas      conservação e sinalização, dentre ou­
combate à criminalidade, em sistema de     prejudiciais à segurança do trânsito.     tros itens possíveis de intervenção.
acompanhamento e pontuação individu­       Não é possível conceber a análise fria           Nesse sentido, a figura do gra­
al dos policiais: o IRCC (Incentivo aos    de “mais um morto na rodovia”, sem        duado é valorizada pela função que
Resultados no Combate à Criminalidade.     sentir-se responsável pela perda de uma   exerce, como responsável por uma fra­
                                           vida e deixar de envidar esforços ca­     ção que, via de regra, é mantida
     BASES QUE REDUZEM                     pazes para a redução da tragédia que      inalterada, também levando em conta
   ACIDENTES COM VÍTIMAS                   se assiste em graves acidentes de trân­   que os Tenentes, Cmt de Pel, se encon­
                                           sito rodoviário.                          tram naturalmente no desempenho de
       O BRAV estabeleceu uma com­                No caso do 2º BPRv, cada Base      inúmeras atribuições próprias e, por ad­
petição saudável entre as 09 Bases         Operacional possui um Sargento no­        ministrarem extensa área de policia­
Operacionais, partindo do princípio de     meado Cmt de BOp que pode e deve          mento, nem sempre podem acompa­
que o nível de gerenciamento mínimo,       promover ações objetivando a redução      nhar a evolução do serviço de cada
no caso de cada Sargento responsável       de acidentes, especialmente aqueles       Base e implementar idéias que são ca­
por Base, corresponde à menor área         com vítimas, em sua área de atuação,      pazes de surtir efeitos na diminuição
de fiscalização na organização do Po­      auxiliando o Tenente Cmt de Pel nes­      de acidentes com vítimas. Portanto, não
liciamento Rodoviário. Sendo assim,        sa campanha permanente, fazendo va­       somente o Tenente, mas também o Sar­
a busca regionalizada de soluções é        ler o compromisso institucional de        gento, deve adotar postura pró-ativa
mais eficiente em razão da maior pro­      preservação da vida como bem maior        para a redução de acidentes com víti­
ximidade com o problema identifica­        da sociedade.                             mas nas respectivas áreas de ação.
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timas e o número de vítimas fatais,
                                                                                       por Base Operacional.
                                                                                               No final de cada mês são divulga­
                                                                                       dos resultados parciais, periodicamente,
                                                                                       para incentivar a adoção de medidas em
                                                                                       nível regional. Ainda, com a divulgação
                                                                                       dos resultados (parciais e final) evolui,
                                                                                       naturalmente, um ranking do desempe­
                                                                                       nho das Bases.
                                                                                               Ainda, os Sargentos são incen­
                                                                                       tivados a manterem em atualização
                                                                                       diária um quadro fixado em ponto
                                                                                       bem visível das Bases com os seguin­
                                                                                       tes dizeres: “Estamos há ..... dias sem
        Apoio ao usuário                                                               vítimas fatais”, válido para a respec ­
       em geral, para evitar
                                                                                       tiva área da Base, como mais um fa ­
            acidentes
                                                                                       tor motivacional.
                                                                                               No final do período de análise glo­
                                                                                       bal (anual), o Sargento Cmt da BOp que
                                                                                       obtém o melhor desempenho, com sua
                                                                                       equipe - e também o Cmt do Pel respec­
        Para mensurar a evolução da de­     próprio desempenho do período anteri­      tivo - recebem elogios, eventual conces­
sejada redução de acidentes, comparam-      or. Aquela que obtém a melhor evolução     são de láureas, indicações de policial do
se períodos semelhantes e adota-se um       percentual, comparando-se os seus pró­     mês, diploma de mérito especialmente
cálculo proporcional, já preestabelecido    prios resultados, é vencedora.             elaborado para esse fim, quadro come­
em planilha excel de fácil preenchimen­            Não é levado em conta o número      morativo para fixação na Base, divulga­
to, a fim de estabelecer equilíbrio entre   de vítimas de cada acidente e nem a gra­   ção do êxito alcançado e outras
as Bases. Para tanto, levantam-se os da­    vidade dos ferimentos. Desse modo,         premiações que surgirem como possibi­
dos referentes ao último período (ano e     para não superestimar alguns infor­        lidade de efetivo reconhecimento do êxi­
meses respectivos), com os números de       túnios com grande número de víti ­         to alcançado, por exemplo, destinação de
cada uma das Bases Operacionais. Cada       mas, trabalha-se com dois quesitos:        algum objeto obtido em doação para
Base, então, deve buscar melhorar o seu     o número total de acidentes com ví­        melhoria do ambiente interno da Base.




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Encerrado o ano de 2007, por          bos os casos, melhor que a média de         dos grupos em que atuam - e também os
exemplo, concluiu-se que a Base de          evolução do Estado de São Paulo.            seus círculos -, estipulando-se pontuação
Tupã, do 2º Pelotão, sob comando do                A partir do início do ano de 2008    equilibrada para cada resultado prático
Subtenente Valdemar (Comandante do          o Coordenador Operacional do 2º BPRv        de ações de combate a criminalidade, na
Pelotão, Ten Carvalho) obteve a me­         (Bauru) expandiu a aplicação do progra­     busca de qualidade da intervenção, ou
lhor evolução percentual, ou seja ­         ma BRAV para todas as outras Compa­         seja, destacar aquela que gera resultado
26,96%. Para se chegar a esse valor,        nhias do Batalhão: 1ª (Bauru), 2ª           mensurável, não simplesmente a quanti­
calculado automaticamente, verificou-       (Itapetininga), 4ª (Araçatuba) e 5ª (Pre­   dade de ações desenvolvidas.
se que a Base teve -3,92% de aciden­        sidente Prudente).                                  Desse modo, a iniciativa, a ex­
tes com vítima (49 em 2007 contra 51                                                    periência, o tirocínio e até mesmo a
de 2006) e -50% de fatais (6 em 2007         INCENTIVO AOS RESULTADOS                   sorte podem influir na computação e
contra 12 em 2006). No segundo lugar,             NO COMBATE À                          revelar quem, ou melhor, quais os po­
com -23,45% de redução, ficou a Base              CRIMINALIDADE                         liciais militares que mais trazem resul­
de Florínea, do 1º Pelotão (Sgt Júnior                                                  tados positivos para a melhoria da es­
responsável, tendo o Sgt Valmir co­                O programa IRCC foi idealiza­        tatística dos Pelotões e da Subunidade,
mandado boa parte do ano de 2007),          do para proporcionar maior motivação        na luta contra o crime nas rodovias.
sendo o Cmt do Pelotão o Ten Gilber­        aos integrantes de quatro grupos em         Lidam-se, portanto, com números, para
to. Em terceiro lugar a Base de             atividade no policiamento rodoviário ­      mobilizar pessoas.
Ourinhos (urbana), com -23,35% (Sgt         patrulhas, equipes TOR, operadores de               Os melhores pontuados recebem,
Ademir, tendo como Cmt do Pelotão o         rádio e policiais da administração em       no final do período anual de observa­
Ten Aranão). Das 9 Bases, 3 consegui­       apoio -, a fim de que alcancem, indivi­     ção, um pacote de premiação que en­
ram redução nos dois itens (fatais e aci­   dualmente, melhores resultados no           volve as motivações possíveis no âm­
dentes com vítimas) e 05 conseguiram        combate à criminalidade. Ao mesmo           bito da Polícia Militar (láureas, elogio,
reduzir número de fatais.                   tempo, permite o acompanhamento do          indicação como policial do mês, pos­
      No conjunto, a 3ª Companhia en­       desempenho dos policiais militares ro­      sibilidade de escolha de melhor perío­
cerrou o ano com uma redução de me­         doviários, identificando-se e recom ­       do para afastamentos regulares, diplo­
nos 13% de mortos em acidentes (83          pensando-se aqueles que apresentam          ma de mérito e outras que surgirem).
em 2007 contra 95 em 2006) o que é          maior eficiência.                           Também são premiados com presentes
muito significativo, em razão de que               A idéia baseia-se também no con­     arrecadados dentre as associações re­
em 2006 já houve uma redução de me­         ceito simples de “competição saudável”      presentativas de policiais militares atu­
nos 17,8 % em relação a 2005. Em am­        entre os policiais, observados os referi­   antes na região.
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Dia do Policial Militar Rodoviario em Assis, 2008, na Câmara Municipal, com entrega da premiação dos programas IRCC e BRAV


       É dada ampla divulgação aos re­       tacando que os policiais integrantes da     em todo o ano foram registrados somente
sultados, com emissão de parciais a cada     patrulha recebem a respectiva pontua­       02 casos de roubo de carga, delito prati­
mês, durante o funcionamento do pro­         ção individualmente, de acordo com os       camente extinto na ampla região se com­
grama, em ranking de pontuação nos dois      dados registrados nos documentos de         parado à outras áreas; foram 107 prisões
círculos: Cb/Sd, Sgt/Subten. No caso dos     origem (fonte da informação). O ope­        em flagrante, com 682 pessoas detidas
Sargentos, a divulgação é restrita ao res­   rador de rádio que atuou no caso de         (contra 647 de 2006); foram 83 procura­
pectivo círculo.                             captura ou na identificação de veículo      dos pela Justiça capturados (contra 77 de
       O espírito de competição é provo­     caráter furtado, roubado ou adultera­       2006); foram 2.960,35 Kg de droga apre­
cado pela divulgação, mês a mês, em qua­     do, em consulta, identificação de do­       endida (praticamente três toneladas), em
dro de avisos da pontuação dos policiais     cumento falso e outros delitos também       diversas ações fiscalizadoras, contra
- Cb/Sd - a exemplo do que ocorre com        recebe a mesma pontuação.                   1.995,55 Kg apreendidos em 2006.
o campeonato de pilotos de fórmula 1 em             A tabela de pontuação é                     Os policiais que se destacaram
que somente no final do período é reve­      simplificada e as regras de funcionamen­    no ano de 2007, somando maior núme­
lado o vencedor, ou seja, aquele que nor­    to são bem claras, para proporcionar a      ro de pontos no contexto do programa
malmente não venceu todas as provas,         segurança de sua aplicação e o sentimen­    IRCC foram os seguintes:
mas somou mais pontos. A constância e        to de justiça na atribuição do mérito fi­          Equipe TOR: Sgt Sampaio, Cb
a perseverança, portanto, são fundamen­      nal, incentivando a continuidade das ini­   Elias e Sd Idair.
tais para o policial alcançar destaque.      ciativas para repressão à criminalidade.           Patrulheiro: Sd PM Genésio
       Os dados são retirados das mensa­             Ainda, os Cmt de cada Pel e         (1º Pelotão).
gens “021”, dos Boletins de Ocorrência e     também os graduados Cmt de Bases                   Operador de rádio: Sd PM José
dos Termos Circunstanciados lavrados, di­    podem instituir premiações em âmbito        Roberto (Base de Assis, 1º Pelotão);
ariamente atualizados pela própria admi­     local para os policiais militares que se           Efetivo em apoio: Sd PM Rogé­
nistração da Cia, sob supervisão imediata    destacam no mesmo período, indepen­         rio (auxiliar na sede da 3ª Cia).
do Cmt de Cia, em lançamento nos cam­        dentemente da premiação providenci­                No âmbito do 2º BPRv, o Coorde­
pos próprios de uma planilha excel já pre­   ada pelo Comando da Cia, levando-se         nador Operacional do Batalhão iniciou
parada para esse fim. Possível, portanto,    em conta que a pontuação objetiva es­       acompanhamento da pontuação de todo
a eventual recontagem em caso de falha       tabelece um parâmetro confiável de          o efetivo, por meio da Seção de Infor­
de lançamento, vez que os critérios são      aferição de desempenho, pronto e dis­       mações, abrangendo o efetivo de toda a
absolutamente objetivos, conforme tabe­      ponível para imediata consulta.             Unidade, utilizando-se de base de dados
la de pontuação previamente definida.               Os números obtidos em 2007 re­       específica para esse fim e tabela de pon­
       A pontuação discriminada prevê a      velam que a 3ª Companhia continua em        tuação similar, além da observação de ou­
valorização do trabalho em equipe, des­      ritmo forte contra o crime. Por exemplo,    tros critérios de interesse operacional.
                                                              Pág. 49
Policial Padrão do ano de Assis




   Discursos na Câmara Municipal, durante a solenidade do                  Cabo PM Wagner Barrionuevo Ventura, em 2005
               Policial Padrão do Ano, em 2007
       Por meio da lei municipal nº          1º do mês de junho de cada ano, referen­     preendendo uma escolha com critérios
4.400, de 06 de janeiro de 2004, foi re­     te ao período anterior, juntamente com a     objetivos, por eleição dentre os pares e
gulamentada a concessão do Diploma           síntese das indicações. Na falta de rece­    superiores, com pesos distintos, consoli­
“Policial Padrão do Ano”, mérito outor­      bimento das indicações, a lei municipal      dando a participação dos próprios polici­
gado a policiais lotados no município.       prevê a possibilidade de escolha direta e    ais. Ainda, excluem-se das indicações os
Com base em lei anterior, de iniciativa      exclusiva dos Vereadores, podendo con­       eleitos em anos anteriores, para que ou­
da Câmara Municipal de Assis, desde          tar com apoio das Entidades Represen­        tros policiais também tenham a oportuni­
1994 os Vereadores já vinham elegendo        tativas da Polícia Civil e Militar.          dade de receber a distinta homenagem.
policiais militares de destaque, do efeti­          Por fim, de cada órgão poli­                 Desde o ano 2000, tivemos a
vo do Batalhão de Área local (32º BPM/       cial é eleito àquele que receberá o          satisfação de ver eleitos policiais mi ­
I), enaltecendo a dedicação dos profissi­    diploma em solenidade especial ­             litares rodoviários de grande valor,
onais de segurança pública em serviço        mente agendada e desenvolvida                que mereceram as indicações e o re­
na cidade, em ato público, como forma        normalmente no mês de dezembro,              conhecimento público de suas quali­
de manifestar o reconhecimento de toda       com as homenagens merecidas. São             dades, representando dignamente
a comunidade.                                representados, dessa forma, os cin­          todo o efetivo que trabalha no Pelo­
       A partir do ano 2.000 ocorreu im­     co órgãos policiais com atuação e            tão de Assis, compreendendo neste as
portante mudança: também passaram a ser      sede no município.                           Bases de Assis e de Florínea e tam­
homenageados representantes dos demais              No caso da 3ª Companhia do 2º         bém da sede da Cia. Ao longo desses
órgãos policiais, dentre eles um policial    BPRv, encontra-se disciplinado o proce­      sete últimos anos, foram os seguin­
militar rodoviário em serviço no 1º Pelo­    dimento para a indicação da lista tríplice   tes homenageados, sempre em refe­
tão (Assis) ou na sede da Companhia.         por meio da Ordem de Serviço 2BPRv­          rência ao desempenho do período
       Os profissionais que recebem o tí­    001/30/07, de 15 de maio de 2007, com­       anterior à eleição:
tulo “Policial Padrão do Ano” são os es­
colhidos pelos Vereadores, convocados
pelo Presidente da Câmara, após recebi­         POLICIAL PADRÃO DO ANO DE ASSIS
mento - encaminhado pelas Instituições
- de uma lista tríplice com o nome e a
função dos indicados respectivamente no         2000 - Sargento PM Célio Marcos SAMPAIO
âmbito da 1ª Companhia do 32º BPM/I             2001 - Sargento PM VALMIR Dionizio
(policiamento de área), da 3ª Companhia
do 2º BPRv (policiamento rodoviário),           2002 - Sargento PM PAULO Cesar Lopes Furtado
2º Pelotão Ambiental (policiamento am­          2003 - Soldado PM GENESIO Alves Moreira
biental), 2º SGI (bombeiro), pelo Dele­
gado Seccional da Polícia Civil de Assis        2004 - Cabo PM Wagner Barrionuevo VENTURA
e pelo Perito Chefe da Seção de Polícia
Técnico-Científica local (criminalística).
                                                2005 - Soldado PM GILDO Cardoso de Araújo
       A lista com o nome dos indicados         2006 - Soldado PM Francisco José LUDUWIG
é encaminhada mediante ofício até o dia
                                                              Pág. 50
Encontros de confraternização




                                     Jantar do final do ano de 2005, no Clube São Paulo de Assis

       Nos últimos anos foram intensi­        mento Rodoviário. Esses eventos valori­      reuniu 450 pessoas.
ficados os momentos de confraterniza­         zam, sobretudo, a união da família polici­          Todos foram marcados por ótimos
ção entre os policiais militares rodovi­      al-militar-rodoviária.                       serviços de buffet, decoração especial, ban­
ários como forma de estimular a cama­                Dentre as memoráveis confraterni­     das-show para animação e a presença ma­
radagem, de comemorar bons resulta­           zações destacam-se os elegantes jantares     ciça de casais em trajes sociais. Para a or­
dos profissionais obtidos e, também, de       dançantes de final de ano, por adesão, re­   ganização de cada um desses grandes even­
manifestar o contentamento pelo desem­        alizados respectivamente em 2005, no São     tos trabalhou uma comissão de voluntári­
penho da função.                              Paulo Clube de Assis, com 400 pessoas;       os, cuja recompensa maior foi a satisfação
       Mesmo diante de alguma dificul­        o de 2006, no Tênis Clube de Assis, com      de proporcionar inesquecíveis momentos
dade própria da atividade profissional, são   500 pessoas (81 policiais militares rodo­    de alegria a todos os participantes.
notáveis as manifestações de orgulho e        viários com parentes e amigos) e o de               Também são lembrados os cam­
apreço por integrar o efetivo do Policia­     2007, no salão da AABB, em Marília, que      peonatos de futebol com a participação
                                                                                           dos times da sede da Cia e de cada um
                                                                                           dos três Pelotões (Assis, Marília e
                                                                                           Ourinhos) tradicionalmente realizados por
                                                                                           ocasião do “Dia do Policial Rodoviário”
                                                                                           (23 de julho), ou do “Dia do Soldado” (25
                                                                                           de agosto); os almoços de confraterniza­
                                                                                           ção dos encontros de Equipes TOR do 2º
                                                                                           BPRv realizados uma vez por ano na área
                                                                                           da 3ª Cia; os churrascos de final de ano,
                                                                                           próximo ao Natal, com a presença do Pa­
                                                                                           pai Noel no salão de confraternização da
                                                                                           Companhia; noites festivas nas sedes; os
                                                                                           inesperados “happy hour” de sexta-feira
                                                                                           a tardezinha e tantos outros momentos de
                                                                                           descontração que tornam cada vez mais
                                                                                           unidos os policiais militares rodoviários.
                                                                                                  Deve-se mesmo valorizar o que é
                                                                                           mais importante na Instituição: a pessoa
   Decoração especial para os jantares dançantes realizados em 2005, 2006 e 2007           do seu profissional!
                                                               Pág. 51
Convivência




Almoço na Sede da Cia com o pessoal do DER e Deputado Mauro Bragato             Almoço de Natal, com familiares de policiais em dezembro de 2006




           Jantar dançante em dezembro de 2006, em Assis                                    Jantar em dezembro de 2007, em Marília




           Jantar dançante em dezembro de 2005, em Assis                            Equipe do Pelotão de Marilia em confraternização - 2004




           Jantar dançante em dezembro de 2006, em Assis                               Jantar dançante em dezembro de 2007, em Marilia

                                                                      Pág. 52
Convivência




         Time do Pelotão de Assis, Dia do Policial Rodoviario, 2006                        Cantores da Banda Jet Boys, de Assis, cantam em surpresa aos policiais, 2005




  Time da 3ª Cia disputa Campeonato “Dia do Soldado” na ADPM, 2006                     Equipe da administração da Cia, em 2005. Sgt Fernando, Sd Floriano, Cb Furlaneto e Sd Gerson




 Policiais Femininas do pelotão de Marilia: Sd Neliane, Cb Renata e Sd Pelicer                Momento de descontração em uma das confraternizações da 3ª Cia, 2006




Policiais em serviço na madrugada de Natal, na Base Operacional de Assis, em 2005                             Encontro TOR, em 2007, na sede da Cia

                                                                                 Pág. 53
O Grupo de Transporte Canavieiro (GTC)
                                                                                            das para o transporte da cana, a manuten­
                                                                                            ção de equipe exclusiva para limpeza da
                                                                                            pista, eliminação do uso de fogo com a im­
                                                                                            plantação de sinalizadores eletrônicos, em­
                                                                                            pedramento e sinalização adequada dos
                                                                                            acessos, além da limpeza dos caminhões
                                                                                            evitando-se barro na pista e a perda da fun­
                                                                                            cionalidade dos refletivos.
                                                                                                    O DER mantém canal aberto para
                                                                                            sugestões e propostas de melhorias na ro­
                                                                                            dovia, acompanha as providências adota-
                                                                                            das pelas empresas, viabiliza serviços de
                                                                                            engenharia de interesse público e processa
                                                                                            os pedidos de autorização especial de trans­
                                                                                            porte, dando suporte aos usuários por meio
                                                                                            de suas equipes técnicas e de apoio (Uni­
                                                                                            dades Básicas de Atendimento).
                                                                                                    O Policiamento Rodoviário, respon­
                                                                                            sável pelas fiscalizações do trânsito e do
                                                                                            transporte, igualmente mantém estreito con­
                                                                                            tato com os responsáveis pelas equipes de
                                                                                            transporte, promove instruções por meio de
                                                                                            palestras de educação para o trânsito volta­
       Àrea de abrangência e empresas que integram o Grupo na região de Assis               das ao público específico, esclarecendo dú­
                                                                                            vidas a respeito da legislação específica e
       Em razão das características do       Diretor de Divisão do DER e do Coman­          cobrando o fiel cumprimento das normas
solo e do clima, a região do Vale do Para­   dante Regional do Policiamento Rodoviá­        de trânsito, a fim de evitar acidentes.
napanema tem na agricultura sazonal o seu    rio, representando os órgãos públicos incen­           O sucesso do “Grupo Canavieiro”,
ponto forte no campo econômico. Desta­       tivadores do Grupo de Transporte Canavi­       que já completou dezesseis anos de fun­
cam-se nesse contexto a soja, a cana-de­     eiro, juntamente com diretores e responsá­     cionamento ininterrupto, é comprovado
açúcar, milho, mandioca e café. A cana é     veis pelo setor de transporte das empresas     pelos baixos índices de acidentes relacio­
responsável pela significativa produção de   interessadas. Desde, então, todo ano ocorre    nados ao transporte de cana na região de
álcool e açúcar - e mais recentemente de     esse encontro preparatório da safra, oportu­   Assis e a boa manutenção da pista, sem
energia elétrica por termoelétricas -, no    nidade em que são traçadas as metas e os       restos de cana. A experiência de verda­
funcionamento de mais de dez usinas ins­     compromissos voltados para a segurança do      deiro envolvimento dos profissionais in­
taladas, que correspondem, no seu con­       trânsito rodoviário no transporte da cana.     teressados, pioneira no âmbito estadual
junto, a 7% de toda a moagem de cana no              Os compromissos assumidos e cum­       pelo que se tem notícia, foi inclusive le­
Estado de São Paulo.                         pridos pelas empresas compreendem a im­        vada para outras regiões produtoras de
       Ocorre que todo esse volume de        plantação gradativa de carrocerias fecha­      cana, onde se criaram grupos similares.
cana-de-açúcar precisa ser transportado a
cada ano pelas rodovias durante a dura­
ção da safra (de abril a novembro), como
um dos grandes motores do desenvolvi­
mento sócio-econômico regional, estabe­
lecendo-se situações de risco para o trân­
sito. Então, surgiu naturalmente a preo­
cupação, por parte de representantes das
empresas do setor sucro-alcoolero, do
DER e do Policiamento Rodoviário, em
organizar um grupo com representantes,
responsáveis de cada entidade, para pre­
paração do transporte, partindo do fiel
cumprimento da legislação de trânsito, da
promoção de instrução aos motoristas e
da adoção de medidas práticas, objetivan­
do dar maior segurança a esse tipo de
transporte e, com isso, evitar acidentes.
       A primeira reunião preparatório de
safra ocorreu em 1992, com participação do
                                                               Pág. 54
O companheiro Marco Brasil




                   O locutor de Rodeios Marco Brasil, que foi Policial Militar Rodoviário da 3ª Cia, em jantar, em Assis. 2005

        Muitas pessoas que hoje ouvem            da turma, com quase dois metros ainda             ção de trânsito. De repente, o cidadão
a voz marcante do locutor e apresenta­           somados à bota e ao quepe do tradicio­            fiscalizado começou a ameaçar o poli­
dor de rodeios Marco Brasil talvez se            nal uniforme de policial rodoviário.              cial, achando que ele estivesse só. O
surpreendam em saber que ele, de 1988                   Sempre de bem com a vida, ale­             comportamento inesperado durou até o
a 1993, trabalhou como policial militar          gre e comunicativo, não escapou da es­            momento em que Marco Aurélio saiu
rodoviário, atuando nas Bases de Assis,          calação, como goleiro, para defender o            lentamente da viatura para perguntar
Ourinhos e Santa Cruz do Rio Pardo.              time do seu pelotão nos torneios inter­           qual era o problema...
       Natural de Dracena, nascido em            nos. E destacou-se como bom defensor.                    Outro episódio envolvendo a
28 de janeiro de 1966, Marco Aurélio             Por essa participação, foi lançado um             questão da sua altura deu-se durante
Ribeiro teve infância humilde e sempre           elogio escrito nos seus assentamentos             uma fiscalização envolvendo um cami­
acreditou em sua capacidade de superar           individuais, hoje arquivados na sede da           nhão. O soldado Marco Aurélio cami­
desafios, aproveitando bem as oportuni­          Companhia de Policiamento Rodoviá­                nhou em direção à boléia do veículo,
dades que apareceram em seu caminho.             rio de Assis, constando que o time ven­           junto com seu companheiro e solicitou
Aos 21 anos ele desistiu de tentar carrei­       ceu o “Torneio Integração” realizado na           os documentos ao motorista. Então, esse
ra profissional no futebol (como golei­          ADPM de Assis em 1993, evento que                 lhe disse: “tudo bem, pode fiscalizar,
ro) e ingressou na condição de soldado,          reuniu vários times de policiais milita­          mas não está certo você vir subindo no
mediante concurso, na Polícia Militar            res da região.                                    estribo do caminhão desse jeito...” O
Rodoviária de São Paulo. Identificado                   A elevada estatura, aliás, foi mo­         mal entendido foi desfeito quando o
profissionalmente como o “Soldado Mar­           tivo de algumas situações até engraça­            motorista constatou que o policial esta­
co Aurélio”, RE 886752-6, fez amigos e           das. O soldado Marco Aurélio era obri­            va, na verdade, com o pé no asfalto e
construiu história de sucesso. Exatamen­         gado a regular o banco do passageiro              desculpou-se dizendo que nunca tinha
te nessa fase de sua vida, o indiscutível        da viatura modelo voyage no último ní­            visto um rodoviário tão alto.
talento foi revelado e, então, o artista não     vel e deitá-lo para conseguir nela en­                   Fatos tristes também marcaram
coube mais dentro da farda                       trar. Por “coincidência”, foi escalado            esse período, como o trágico acidente de
       Vários de seus colegas, ainda             para patrulhar junto com o policial mais          trânsito no Km 486 da Rodovia Raposo
atuantes no Policiamento Rodoviário,             baixo da equipe... Então, em certa oca­           Tavares em que faleceu o cantor “Jes­
lembram com sorriso indisfarçável epi­           sião, permaneceu dentro da viatura ope­           sé”, no ano de 1992. O Soldado Marco
sódios que merecem registro. Descre­             rando o rádio, quase que deitado no ban­          Aurélio se encontrava de serviço exata­
vem que, no final da década de 80, o             co ajustado à sua altura, enquanto o co­          mente no dia, pela Base Operacional de
soldado Marco Aurélio era o mais alto            lega baixinho realizava uma fiscaliza­            Assis e acompanhou a ocorrência.
                                                                    Pág. 55
Em confraternização com os Policiais Militares Rodoviários, em Assis, 2006

       Durante as longas madrugadas em                                                          uma música de homenagem aos poli­
serviço na rodovia, nos intervalos das fis­                                                     ciais rodoviários em parceria com a du­
calizações, quando surgia o silêncio,                                                           pla Joaquim e Manuel, também presen­
Marco Aurélio gostava de fazer alocu­                                                           te no evento, graças à sua iniciativa.
ções para descontrair o ambiente e, para                                                               Por tudo isso, Marco Brasil, para
tanto, colecionava frases que observava                                                         você que sempre diz “acredite nos seus
em pára-choques de caminhões. Proje­                                                            sonhos”, saiba que a consideração é re­
tava a voz em alto volume e cantava ver­                                                        cíproca. Receba um forte abraço de to­
sos e trovas, tendo os colegas como ou­                                                         dos os companheiros do Policiamento
vintes. Nesses momentos, “declamava                                                             Rodoviário. Nas suas viagens pelas ro­
poemas tendo como únicas testemunhas                                                            dovias de São Paulo, apareça sempre
os companheiros e a luz do luar...”. Tam­                                                       para rever os amigos, como fez recen­
bém era comum entrar nas bases opera­                                                           temente junto à sede da Companhia de
cionais brincando com os outros polici­                                                         Assis, quando, de surpresa, veio trazer
ais, entoando trovas de estilo provocan­                                                        cópias de seu novo disco para os poli­
te e segurando um microfone invisível.                                                          ciais. O mais importante Marco: seja
       Surgiu, nessa época, a oportunida­                                                       feliz e continue transmitindo essa sua
de de apresentar um programa sertanejo              Sd Marco, em 1990, região de Assis          emoção para toda a gente do Brasil!
na rádio Itaipu FM em Marília, às 5 horas
da manhã. Por cultivar as tradições serta­     questão de parar e conversar com os po­
nejas e a cultura do campo, apareceram         liciais, pois se sente em casa. Durante as
na seqüência outras propostas e logo se        locuções de rodeio, quando desce de he­
firmou como locutor.                           licóptero e vê nas proximidades da are­
       Outro policial militar locutor, cabo    na uma viatura do Policiamento Rodo­
Gesiel “o patrulheiro 1020” (Silva Júni­       viário, sempre manda um abraço para os
or), apresentou-o para um profissional do      “botas pretas”. De fato, deixa transpare­
ramo, que possuía estúdio de gravação          cer orgulho dessa fase da sua história,
(o “chuchu”). Deu-se, nessa fase, início       momento em que seu potencial artístico
à trajetória de sucesso no rodeio graças       veio a aflorar.
ao estilo e carisma próprios de sua per­               Mesmo possuindo uma agenda
sonalidade.                                    disputada, com um nome internacional­
       Quando não houve mais compati­          mente conhecido, Marco Brasil acei­
bilidade entre as diversas propostas re­       tou prontamente o convite para parti­
cebidas e o desempenho da função de            cipar do Jantar de Final de Ano dos ro­
policial militar rodoviário, enfrentou com     doviários realizado em Assis, em de­
dificuldade a decisão de pedido de des­        zembro de 2006, atuando como mestre
ligamento do serviço público.                  de cerimônia. Confraternizou-se com
       Hoje, quando Marco Brasil passa         os companheiros presentes e lembrou,
por uma viatura ou por uma base do po­         emocionado, diversos momentos vivi­
liciamento rodoviário em São Paulo, faz        dos. Lançou, ainda, na mesma noite,                Sd Marco Aurélio, integrando equipe de patrulha,
                                                                                                                inicio dos anos 90

                                                                  Pág. 56
Marco Brasil com a dupla Joaquim e Manuel, lançando música em homenagem aos Policiais Rodoviários,
                                em jantar de final de ano no Assis Tênis Clube, em 2006



Música: Homenagem ao Policial Rodoviário
                           (Joaquim e Manuel & Marco Brasil)
A nossa homenagem de grande valor                                 Dando segurança ao povo estradeiro,
  Da classe querida de trabalhador                               São anjos da guarda dos caminhoneiros
   Orgulha o país, a nossa nação                                       Eles são fiéis e amigos seus.
Homens e Mulheres de bravo trabalho                                    Viver viajando, você é feliz
      24 horas é o seu horário                                      Seja cauteloso obedeça ao que diz
   Profissionalismo e dedicação.                                    Os Rodoviários, Polícia de Deus.

São anjos da guarda de nossas estradas,                              A maior tristeza para o policial
 Com disposição, honram suas fardas                                É prestar socorro em vítima fatal
     Pedimos a Deus sua proteção                                   O seu coração quebra em pedaços
    Para os Militares e os Federais                              Por velocidade ou outras divergências
     Consideramos a todos iguais                                Eles estão presentes fazendo ocorrências
 Em versos rendemos nossa gratidão.                                 Eles são gentis, muito solidários.

  Todas as rodovias do solo traçado                                 Em sua viagem, se for abordado
 Nas Bases existem equipes de guarda                                Tenha humildade seja educado
 Sempre dispostos estão trabalhando                              Estão sempre fazendo sua obrigação.
      Os Federais e os Militares                                  Se for infrator diga: “sou culpado”
    Essa união que nunca se acabe                               Conscientemente e diz: “muito obrigado”
  As duas Polícias estão no comando.                               Tire como exemplo uma boa lição.

                                                      Pág. 57
O herói: “Vigilante Rodoviário”
                                                                                              música que marcava a chegada de mais
                                                                                              uma aventura do policial rodoviário: “De
                                                                                              noite ou de dia / Firme no Volante / Vai
                                                                                              pela rodovia / Bravo Vigilante / O seu
                                                                                              olhar amigo / É o sinal que avisa o peri­
                                                                                              go / Vigilante Rodoviário”.
                                                                                                     Andando em seu “Sinca
                                                                                              Chambord”, ou em sua moto, acompa­
                                                                                              nhado do fiel amigo Lobo, o patrulheiro
                                                                                              percorria as estradas envolvendo-se em
                                                                                              perigosas situações, das quais sempre
                                                                                              se saia muito bem. Conta-se que o pro­
                                                                                              prietário de Lobo – um guarda-civil –
                                                                                              recebia cachê maior do que o próprio
                                                                                              galã do seriado, tão importante era a par­
                                                                                              ticipação do animal.
                                                                                                     O herói personificado no Vi­
                                                                                              gilante Rodoviário mostrava virtu­
                                                                                              des como lealdade, tenacidade e
                 Carlos Miranda, protagonizando o “Vigilante Rodoviário”                      sensibilidade no trato com as pes ­
        Encontra-se sempre nas principais     tinta TV Tupi, a série “O Vigilante Ro­         soas, independentemente da idade
solenidades do Comando de Policiamen­         doviário” chegou a superar a audiência          ou da situação social. Preocupava-
to Rodoviário, na Capital Paulista, o eter­   dos seus concorrentes importados “Rin-          se com a segurança da comunidade
no Vigilante Rodoviário, Sr. Carlos           Tin-Tin”, “Papai Sabe Tudo” e                   e sempre fazia o bem, ainda que de ­
Miranda, hoje Tenente Coronel da Re­          “Lanceiros de Bengala”, então destaques         senvolvendo missões fora do âmbi ­
serva da Polícia Militar.                     na televisão. A série era exibida todas as      to de fiscalização das rodovias. Va­
        Não é difícil cumprimentá-lo e        quartas-feiras, as 20h, depois do progra­       lorizava, em última instância, a dig­
ouvir dele algumas palavras sobre a fic­      ma jornalístico “Repórter Esso” apresen­        nidade da pessoa humana, ao mes ­
ção que se tornou realidade. Ele incor­       tado nas emissoras de rádio da época. A         mo tempo em que prendia crimino­
porou plenamente o personagem ines­           TV Tupi colocava então no ar a famosa           sos e protegia a sociedade.
quecível, primeiro herói da televisão
brasileira, na década de 60 e, depois de
inspirar gerações, continua influencian­
do vários admiradores.
        Na época do lançamento da sé­
rie, artistas como Ary Fontoura, Stênio
Garcia, Ary Toledo e Juca Chaves atua­
ram como simples coadjuvantes em ce­
nas que apresentavam dois protagonis­
tas: a figura de um policial rodoviário e
um cachorro.
        O “Inspetor Carlos” tinha como
inseparável e fiel companheiro o cão
Lobo e, juntos, combatiam o crime nas
rodovias. A dupla, ao lado de outros po­
liciais rodoviários representados, encan­
tou muitos jovens no saudoso seriado que
entrou para a história como a primeira
obra em formato de série produzida na
América Latina por técnicos e artistas
brasileiros, apresentada em preto-e-bran­
co, alcançando um dos maiores índices
de audiência da televisão brasileira em
crescente desenvolvimento.
        Lançada no início de 1961 pela ex­                       “Vigilante Rodoviário” e o inseparável cão Lobo em ação

                                                                Pág. 58
Coronel Carlos Miranda, em foto recente

       Por isso não é exagero afirmar       novelas da rede Tupi e participou de vá­        sente-se recompensado por ter incen­
que, mesmo décadas depois, constitui        rios filmes, como ator e em outras fun­         tivado muitos a ingressarem na profis­
atual modelo de relação da Polícia          ções, não demorando muito para que              são, como policiais rodoviários e de
com a comunidade.                           se decidisse pelo afastamento das câ­           saber que tem muitos fãs em todo o
       Voltando à história do artista       maras. No entanto, Miranda sentia-              país”.
Carlos, antes do êxito profissional tra­    se tão ligado ao papel do Vigilante                    Hoje, o Tenente Coronel
balhava como figurante e fazia peque­       que logo ingressou na Polícia Mili­             Carlos Miranda se apresenta em
nas participações em filmes até viajar      tar Rodoviária de São Paulo. Não                eventos, com o mesmo uniforme que
com um grupo de teatro mambembe.            teve dificuldades inclusive por que             o consagrou, resgatando a memória
Já cansado de figuração, o ex-ator jun­     já havia freqüentado os cursos neces­           da TV e do cinema nacional e, tam ­
tou-se com os produtores Ary                sários durante o seriado. Afirmou em            bém, divulgando o nome da Polícia
Fernandes e Alfredo Palácios e passou       entrevista de 1988, já como Oficial             Militar Rodoviária, educando crian ­
a representar o personagem central,         da Reserva, em matéria publicada em             ças para o trânsito. Por isso se co­
tendo como cenário as crescentes ro­        revista comemorativa dos 40 anos da             menta, com toda propriedade, que no
dovias paulistas, aproveitando-se           Instituição, que “não ficou rico, mas           seu caso “a vida imitou a arte”.
também o momento da implantação
da indústria automobilística no Bra­
sil. Infelizmente, depois de somar 37
capítulos, a série acabou saindo do
ar por falta de patrocínio, permane­
cendo inabalável, todavia, a imagem
de sucesso do Vigilante.
       Durante as exibições do seriado
que trazia marcas de modernidade, mui­
tos jovens foram inspirados a ingressar
no policiamento rodoviário, valorizan­
do-se a atividade profissional pela re­
ferência do herói das estradas, idealista
e nacionalmente conhecido.
       Relata-se que depois de encerra­
da a série, Carlos Miranda estreou em
                                                            Cenas de divulgação do antigo seriado “Vigilante Rodoviário”
                                                             Pág. 59
Clóvis Luciano Gomes: o rodoviário “Mão-de-Onça”




       Equipe de “Bola ao Cesto” assisense, na década de 50, com o jogador, professor e policial rodoviário “Mão-de-Onça”

      Muitos moradores antigos da          em 04 de julho daquele mesmo ano            de 10 de janeiro 1948, data de cria-
cidade de Assis lembram com sauda-         com apenas 14 patrulheiros.                 ção da “Polícia Rodoviária”). Além
des de Clóvis Luciano Gomes. Filho               O grupo era responsável pela          dos dois irmãos, aproximadamente
de família tradicional, no final de        fiscalização das rodovias estaduais         mais dezoito patrulheiros formados
1958 ingressou mediante concurso no        de toda a região, remodeladas pelo          no curso que funcionava em Jundiaí
Departamento de Estradas de Roda-          Governo de Ademar de Barros,                foram somados ao efetivo inicial, sob
gem (DER), junto com seu irmão             abrangendo inclusive os trechos de          c o m a n d o d o Te n e n t e M i l t o n d e
Octacílio Luciano Gomes, para com-         Ourinhos e Presidente Prudente.             Almeida Pupo, resultando um grupo
pletar o efetivo do recém instalado              Nessa época, o Policiamento           suficiente, à época, para uma atuan­
“Destacamento de Polícia Rodoviá-          Rodoviário ainda era exercido por           te fiscalização rodoviária na extensa
ria” que fora inaugurado no município      patrulheiros vinculados ao DER (des-        região com sede em Assis.
                                                            Pág. 60
Eram eles chamados pela po­            pre responsável por muitas cestas,
pulação de “guardas rodoviários” e            contando com boa estatura, complei ­
exerciam a polícia de trânsito, in­           ção física e mãos fortes.
clusive armados, com a participa ­                    Mantendo a dedicação aos estudos,
ção de integrantes da Força Públi ­           formou-se Bacharel em Direito em 1962,
ca colocados à disposição do DER              exatamente no ano em que ocorreu um fato
para servir no referido órgão.                que acabou mudando o rumo de sua vida
       Clóvis não se limitou a cum­           profissional. A Força Pública absorveu a
prir seus compromissos profissionais          “Polícia Rodoviária”, estabelecendo em seus
e continuou estudando, preparando-            quadros um Corpo de Policiamento Rodo­
se para novos desafios, além de le ­          viário e, nessa ocasião, os patrulheiros civis
cionar nos cursos da rede pública de          concursados puderam optar pela permanên­
ensino, na antiga “Escola Municipal           cia no DER, exercendo outras funções.
Sede”, hoje conhecida como Escola                     Clóvis manteve-se no DER e,
João Mendes. Conquistou, com sua              graças à sua formação acadêmica e
conduta, a admiração de diversos              continuado estudo, desenvolveu uma
companheiros de profissão.                    bem sucedida carreira como assisten ­
       Não apenas isso... Além de             te jurídico. Reconhecido pelo seu
patrulheiro rodoviário, estudioso,            grande conhecimento na área do Di ­
professor sereno e dedicado, ele era          reito, como Procurador, veio a ocu ­
um respeitado jogador de basquete             par inclusive o cargo de Chefe do De ­
em Assis (esporte então conhecido             partamento Jurídico em São Paulo.
como “bola ao cesto”), o que lhe va­                  Depois de longos anos de serviço
leu o apelido de “Mão-de-Onça”. O             e também de aposentadoria intensamente
jornal impresso na época trazia as            vividos, veio a falecer em 2007. Seu ir­
escalações do time que defendia a ci ­        mão Octacílio, hoje morando em
dade, constando esse curioso nome             Rondônia, fez publicar uma mensagem na
pelo qual o atleta era conhecido no           imprensa registrando que Clóvis perma­
meio esportivo. Comenta-se que ele            neceu durante vários dias no leito de um                   Clóvis Luciano Gomes,
era um dos destaques do time, sem ­           hospital, enfermo, e mesmo assim sentin-                 o “Mão-de-Onça” em ação

                                                                                               do-se útil e feliz pelo fato de poder falar de
                                                                                               Deus a quem entrasse em seu quarto.
                                                                                                       Talvez algumas pessoas que o
                                                                                               conheceram como simplesmente o
                                                                                               “Mão-de-Onça” ainda não saibam que
                                                                                               ele, Dr. Clóvis Luciano Gomes, encer­
                                                                                               rou sua missão terrena deixando mar ­
                                                                                               cas no policiamento rodoviário, no
                                                                                               DER, nas escolas, nos alunos a quem
                                                                                               ensinou e também no esporte.
                                                                                                       Um dos seus antigos alunos, que
                                                                                               tem boas lembranças do polivalente
                                                                                               professor Clóvis, é Lúcio Baptista
                                                                                               Nassaro, que também trabalhou no
                                                                                               DER durante mais de três décadas e é
                                                                                               pai do atual comandante da Compa­
                                                                                               nhia de Policiamento Rodoviário de
                                                                                               Assis. No seu diploma conquistado no
                                                                                               final da década de 50 e hoje guardado
                                                                                               com carinho consta o nome completo
                                                                                               e a assinatura do mestre que era mais
                                                                                               conhecido pelo expressivo codinome.
                                                                                                       Enfim, se o que todos buscam com
                                                                                               intensidade nessa vida é ser feliz, vale re­
                                                                                               gistrar a definição dada pelo irmão de Cló­
                                                                                               vis quanto à sábia forma com que o ho­
                                                                                               menageado se encontrou com a felicida­
                                                                                               de: “O que é ser feliz? Jamais seria uma
                                                                                               vida isenta de perdas e frustrações! Ser fe­
                                                                                               liz é deixar de ser vítima e se tornar autor
                 Clóvis, destaque do time assisense no final dos anos 50                       da própria História”.
                                                                  Pág. 61
Major PM Edson Reis




Tenente Edson Reis, comandante do pelotão rodoviario de Assis.        Edson Reis recebe a espada na Academia do Barro Branco,
                       Década de 60                                                    em 1963, em São Paulo

        Edson Reis foi o Oficial que       ções, alcançando o posto de Major. Nes­      companheiros da região de Assis. Essa
mais tempo comandou o Pelotão de Po­       sa condição, como Major da Reserva da        Base permaneceu por vinte e seis anos
liciamento Rodoviário de Assis. Nas­       Polícia Militar, em 02 de dezembro de        em funcionamento na SP 270 Km 440
cido em 06/12/1927, ingressou na Aca­      1999, as 11:45 hs, veio a falecer em trá­    + 400m, no acesso principal da cidade
demia do Barro Branco e recebeu a          gico acidente de trânsito rodoviário, do     até sua transferência para o Km 445,
espada em formatura de 1963. Como          tipo colisão transversal, na SP-333 (Rod     junto à sede da Companhia e do Pelo­
Tenente permaneceu durante quase           Rachid Rayes), Km 400,500 - Assis/SP,        tão, sendo reinaugurada em 2001.
doze anos a frente do Pelotão.             local bem próximo da sede em que fun­               Em razão da importância do Ma­
        De porte atlético, alto e de boa   cionava o referido Pelotão, ou seja, perto   jor Edson Reis para a historia do Poli­
sociabilidade, manteve excelente relaci­   do aterro entre a Rodovia Raposo Tavares     ciamento Rodoviário em Assis, em 2008
onamento com a comunidade assisense        e o acesso para Marília (Km 444 da SP        o Comandante da 3ª Cia apresentou pro­
durante o período em que exerceu o co­     270, trevo do Posto Modelo).                 posta para homenageá-lo por ocasião
mando e igualmente no período posteri­            A Base Operacional de Assis           das comemorações do cinquentenário
or ao serviço ativo, ou seja, após 1976.   (BOp 270/9), inaugurada em 1975, re­         da sede de destacamento no municí­
Era conhecido também pela prática de       cebeu o nome de “Sargento Hermes             pio, dando o seu nome às instalações
atividades esportivas e fez inúmeros       Reis”, em homenagem ao irmão de Ed­          do 1º Pelotão, Assis, em nova cons­
amigos e admiradores em toda a região.     son Reis, também policial militar ro­        trução, como justo tributo ao distinto
       Na inatividade recebeu promo­       doviário de grande conceito entre os         e saudoso Comandante de Pelotão.
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Capitão PM Domingues, primeiro
    comandante do Pelotão de Ourinhos




   Inauguração da Sede do 3º Pelotão (Ourinhos) e posse do                             Tenente PM Domingues,
  então 2º Tenente PM Domingues, em 12 de outubro de 1989                    primeiro Comandante do Pelotão de Ourinhos

        José Pereira Domingues nasceu,                                                    passou para a inatividade e foi promovi­
aos 13/10/47, em Tatuí/SP. Ingressou na                                                   do ao posto de Capitão, deixando as
Polícia Militar do Estado de São Paulo,                                                   obras bastante adiantadas.
em 20/09/69, como Soldado. Ocupou as                                                              A nova sede do 3º Pelotão foi con­
graduações de Cabo, 3º Sargento e 2º Sar­                                                 cluída e inaugurada em 15/09/95 e é uma
gento. Em 14/02/86, por mérito intelec­                                                   das referências de atendimento e segu­
tual, foi aprovado para o Curso de Habi­                                                  rança nas rodovias do sudoeste paulista.
litação para o Quadro de Oficial Auxilar                                                          Em 27/02/00, infelizmente o Ca­
(CHQOA) e, em 27/12/86, foi declarado                                                     pitão Res PM José Pereira Domingues
2º Tenente, sendo classificado no 2º Ba­                                                  faleceu vítima de um tumor na cabeça,
talhão de Polícia Militar Rodoviária e de­                                                deixando saudades em todos aqueles que
signado para comandar o 2º Pelotão da                                                     tiveram a oportunidade de celebrar do
3ª Companhia.                                                                             seu convívio amigo e alegre.
        Em 24/05/89, foi transferido para                                                         O Capitão Domingues era um pro­
comandar o recém criado 3º Pelotão da                                                     fissional exemplar e exigia dos seus su­
3ª Companhia do 2º Batalhão da Polí­                                                      bordinados uma atuação irrepreensível em
cia Militar Rodoviária, sediado em                                                        prol da defesa da vida nas rodovias. Mas
Ourinhos, cuja instalação situava-se em       Tenente PM Domingues, em Ourinhos
                                                                                          também era um comandante amigo e pre­
precárias instalações às margens do Km                                                    ocupado com o bem-estar dos seus subor­
372+500 metros da SP 270 (Rodovia            O local foi estrategicamente escolhido       dinados. No âmbito familiar, era esposo e
Raposo Tavares).                             pelo 2º Ten PM José Pereira Domingues,       pai sempre atento e presente, semeando e
        Compromissado em melhorar as         pois a SP 327 era, e ainda é, a mais mo­     cultivando o amor em família.
condições de trabalho dos policiais mi­      vimentada das rodovias da região de                  A importância das ações do Cap
litares rodoviários que ali serviam e a      Ourinhos, tornando-se imprescindível a       Res PM José Pereira Domingues para o
qualidade do atendimento ao público,         presença diuturna do Policiamento Ro­        Policiamento Rodoviário e, em especi­
o então 2º Ten PM José Pereira               doviário para a preservação da vida e in­    al, para o 3º Pelotão da 3ª Companhia do
Domingues iniciou uma árdua luta para        tegridade física dos seus milhares de usu­   2º Batalhão de Polícia Militar Rodoviá­
viabilizar a construção de uma nova          ários. A escolha foi certeira e atingiu o    ria é insofismável. Destarte, na busca do
sede para o 3º Pelotão, sensibilizando       objetivo intentado pelo Oficial, pois das    necessário reconhecimento do seu valor,
os seus comandantes e comandados, o          25 mortes ocorridas nos seus 32 quilô­       por ocasião das comemorações do
Departamento de Estradas de Rodagem          metros de extensão em 1993, a SP 327,        Cinqüentenário do Policiamento Rodo­
e a comunidade regional.                     em 1994, foi palco de 11 vítimas fatais,     viário na região, foi proposta oficialmen­
        Em 1993, às margens do Km            uma redução de aproximadamente 55%.          te a outorga do seu nome para a sede do
28+400 metros da SP 327 (Rodovia                    O 2º Ten PM José Pereira              3º Pelotão da 3ª Companhia do 2º Bata­
Orlando Quagliato), iniciaram-se as          Domingues, em 24/05/94, foi promovi­         lhão de Polícia Militar Rodoviária, no
obras da tão sonhada sede do 3º Pelotão.     do ao posto de 1º Tenente e, 12/09/94,       município de Ourinhos.
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Tenente Salviano Gonçalo de Souza, um dos pioneiros
        Salviano nasceu em 1922, em Ca­                                                    dovias regionais mediante reparos bási­
baceiras, na Paraíba, e foi admitido como                                                  cos, colocando cascalho em terrenos are­
Soldado voluntário na Força Pública em                                                     nosos ou construindo aterros com trans­
1948, na cidade de São Paulo, após ter                                                     porte de terra por meio de burros em pro­
servido junto à Força Expedicionária bra­                                                  cedimento comum na época.
sileira. Ingressou na recém criada “Polí­                                                         Em razão da falta de viaturas, nor­
cia Rodoviária Estadual” no mesmo ano,                                                     malmente os patrulheiros viajavam de
ao superar testes de conhecimentos, per­                                                   carona e faziam grandes caminhadas, de
manecendo atuante no policiamento ro­                                                      dia ou de noite, enfrentando situações
doviário até 1976, quando então passou                                                     difíceis em rodovias pouco movimenta­
para a inatividade.                                                                        das. À noite, quase sempre longe de casa
        Como acontece com todos os des­                                                    e dos entes queridos, em pensões, ao to­
bravadores, o começo da carreira foi para                                                  mar banho, tiravam a terra do nariz e dos
ele muito difícil. Com o avanço e evolu­                                                   cabelos e penavam para lavar a farda
ção das rodovias em direção ao interior                                                    cáqui, em razão da força e da cor do solo
do Estado, montaram-se equipes para                                                        vulcânico (a chamada “terra roxa”) do
cuidar da fiscalização em pontos avan­                                                     desbravado e crescente oeste paulista.
                                                  Tenente Salviano, em 2006, Assis
çados e Salviano foi designado, em 1950,                                                          Em 1958, Salviano acompanhou
para fundar o 1º Destacamento Rodovi­         época, as “rodovias” do interior apresen­    a criação da Divisão do DER (a DR-7)
ário de Bauru (hoje sede do Comando           tavam-se construídas em cascalho e, al­      em Assis, cidade que já era considerada
Regional – 2º Batalhão de Polícia Rodo­       gumas, em terra batida. Quando chovia,       importante entroncamento rodoviário e,
viária), ao lado de outros patrulheiros. A    se fazia necessário passar a máquina         também, o “Destacamento Rodoviário”,
área de circunscrição abrangia todo o         moto-niveladora para aplainar o leito car­   com sede permanente no município,
oeste paulista, até Presidente Prudente,      roçável, a exemplo do que ocorria no pro­    inaugurado em 04 de julho do mesmo
inclusive, ponto limite das incipientes ro­   longamento da Av. Rui Barbosa, na saí­       ano. Trabalhou intensamente nas duas
dovias estaduais.                             da da cidade de Assis. Sim, porque no        décadas seguintes em missões diversas,
        Para enfrentar as grandes distân­     começo da década de 50 o povo interio­       testemunhando a evolução tanto no as­
cias, a forma de operação impunha enor­       rano ouvia falar de asfalto apenas como      pecto logístico quanto técnico-profissi­
mes sacrifícios aos patrulheiros, que dis­    material necessário para pista de avião...   onal do policiamento rodoviário, junto
punham de poucos recursos (apenas uma                Nessas paragens, o DER dava su­       com o desenvolvimento regional e a
viatura) e atuavam de modo itinerante,        porte mediante serviço de “Residência”,      melhoria das condições das rodovias es­
pernoitando em diferentes municípios          que já funcionava em Assis, dentre ou­       taduais. Passou para a inatividade, como
durante intermináveis viagens. Nessa          tras cidades, para a manutenção das ro-      Tenente, três anos antes do seu Destaca­
                                                                                           mento alçar à condição de Companhia
                                                                                           (1979), mesmo ano de criação do Bata­
                                                                                           lhão com sede em Bauru (2º BPRv).
                                                                                                  Ao final de extenso relato colhi­
                                                                                           do em depoimento no mês de março de
                                                                                           2006, oportunidade em que Salviano des­
                                                                                           creveu toda a sua trajetória profissional,
                                                                                           disse emocionado, certamente em nome
                                                                                           de vários contemporâneos seus: “não me
                                                                                           arrependo de ter enfrentado tantos desa­
                                                                                           fios; faria tudo novamente e tenho mui­
                                                                                           to amor por essa Polícia. Amo a Força
                                                                                           Pública, a Polícia Militar, o Policiamen­
                                                                                           to Rodoviário, de coração”.
                                                                                                  Os policiais militares rodoviários
                                                                                           de hoje são legatários de algo inestimá­
                                                                                           vel, construído com sacrifício, dedicação
                                                                                           e perseverança pelos pioneiros desbrava­
                                                                                           dores. Devem, bem por isso, registrar essa
                                                                                           história e edificá-la, para também ser tor­
                                                                                           narem dignos de pertencerem a ela.
                                                                                                  Missão cumprida, Salviano!
                                                                                                   (Salviano faleceu em 01 de feve­
      Tenente Salviano, em 2006, Assis, depois de entrevista em frente a sua casa          reiro de 2007, aos 84 anos, em Assis).
                                                               Pág. 64
Subtenente Sebastião Wilson de Seixas Pinto




Patrulheiro Seixas, no posto de fiscalização, em Marilia, década de 60                 Em fiscalização de caminhão, final da década de 60


        Existem alguns exemplos digni­           Rodoviário), atuando como Comandan­                  Faleceu em 14 de abril de 1986, aos 48
ficantes de gerações que atuaram no po­          te da Base durante o período de 1972 a               anos de idade, de morte natural.
liciamento rodoviário da região, demons­         1976. A partir de 1978 serviu no Corpo                     Deixou três filhos: Lúcia Hele­
trando verdadeiro amor à profissão pas­          de Bombeiros e no CFAP (Centro de For­               na de Seixas Pinto, administradora de
sada de pai para filho. Dentre eles as fa­       mação e Aperfeiçoamento de Praças), em               empresas; Wilson de Seixas Pinto,
mílias: Dias, Marques e Seixas.                  São Paulo, trabalhando no Curso de Sar­              policial militar rodoviário - Sargento
        O Sub Ten PM Sebastião Wilson            gentos até 1985, ocasião em que adoe­                PM servindo em Marília - e Renata de
de Seixas Pinto, RE 21.926-6, foi admi­          ceu e permaneceu afastado até 1986.                  Seixas Pinto, professora.
tido como Soldado em 08/04/1960; pro­
movido a Cabo em 1967 e a Sargento em
1972. Quanto à sua trajetória profissio­
nal, trabalhou na cidade de Garça no pe­
ríodo de 1960 a 1963 (na Força Públi­
ca); foi transferido para o Policiamento
Rodoviário em 1963 depois de concluir
curso específico em Jundiaí, tendo atua­
do como patrulheiro rodoviário na bai­
xada Santista (Cubatão) e, após, em
Bauru e Marília (a partir de 1964).
        No posto de Marília, traba­
lhou juntamente com o Tenente Ari
(que é pai do Capitão Arildo Dias e
avô do Tenente Douglas, todos do
Policiamento Rodoviário). Casou-se
em 28/12/1963 com Aurélia Peres
de Seixas Pinto, de Garça.
        Em 1971 trabalhou na Base
Operacional de Pirajuí (Policiamento                                     Seixas, fiscalizando condutor de Gordine, década de 60
                                                                     Pág. 65
Soldado Ramos e outros heróis da 3ª Cia
       Antônio Ramos da Silva nas ­
ceu em Marília, aos 02 de setembro
de 1959. Ingressou na Polícia Mili­
tar em 31 de maio de 1979 e, depois
de servir no 9º BPM/I (policiamento
de área em Marília) foi movimenta ­
do por conveniência própria para o
2º BPRv em 1988, mesmo ano em que
iniciou o Curso de Especialização em
Trânsito Rodoviário, em São Paulo.
       Após conclusão do curso, foi in­
cluído no estado efetivo da 3ª Cia, de­
signado para servir junto ao 3º Pelotão
(sede em Ourinhos), local em que se
dedicou ao policiamento rodoviário até
o dia em que faleceu, em serviço, víti­
                                                                   Soldado Ramos
ma de disparo de arma de fogo.
       O Soldado Ramos se encontra ­
va de serviço no último dia da Ope ­
ração Finados de 1997, em 04 de no­
vembro, realizando fiscalizações em
frente à Base de Ourinhos, no Km 28
+ 400m da SP 327, quando uma moto
com dois ocupantes aproximou-se do
local. O passageiro (garupa), que era
um detento que se encontrava bene­
ficiado por indulto, havia obrigado
uma moto-taxista de Ourinhos a
transportá-lo e portava um revólver.
Diante da parada na Base Operacio­
nal, efetuou rapidamente disparos
contra o policial militar rodoviário,
que não teve oportunidade de reagir.
       Apesar de tentar fuga a pé, na
seqüência, o autor dos disparos foi
preso pelos demais policiais militares
rodoviários e respondeu criminalmen­
te pelo homicídio.
       Sendo reconhecida a morte do
Soldado Ramos oficialmente como em
razão do serviço, foi ele promovido a
Cabo PM “post morte”. Sua foto en­                  Sepultamento do Soldado Ramos
contra-se na “Galeria de Heróis”, fi­
xada na entrada principal da sede do
2º BPRv, em Bauru.
       Em memória do herói patrulhei­
ro, o Comando da 3ª Cia decidiu ho­
menageá-lo, propondo dar o seu nome
à Base de Piraju, reconstruída em
2007 e pertencente ao Pelotão de Ou­
rinhos, local em que Ramos trabalhou,
dentre as Bases desse Pelotão.
                                          Pág. 66
Também o Cabo PM Arlindo da
Silva Sobrinho permanece na memória
dos companheiros policiais militares ro­
doviários, particularmente do Pelotão de
Assis, em que pese sua morte em 18 de
julho de 1992 não ter ocorrido propria­
mente em razão do serviço.
       Natural       de    Presidente
Bernardes, ele ingressou na Polí ­
cia Militar em 1986 e a partir ja ­
neiro de 1987 foi classificado no
1º Pelotão da 3ª Cia (Assis). De­
pois de ser promovido a Cabo, em
1992, continuou trabalhando no
pelotão, destacadamente na Base
Operacional de Florínea, SP 333
(Rodovia Miguel Jubran), na divi ­                   Arma utilizada pelo criminoso, no assassinato do Soldado Ramos
sa de São Paulo com o Paraná.
       No dia 18 de julho de 1992,
quando retornava do serviço, após
12 horas de trabalho na Base de
Florínea, por volta das 7h30min,
envolveu-se em acidente de trânsi ­
to no Km 404 da SP 333, sentido
Assis. Na oportunidade, dirigia o
seu veículo particular e veio a fa­
lecer em virtude dos ferimentos so­
fridos. Possuía 32 anos de idade.
       Em homenagem ao Cb PM
Arlindo da Silva Sobrinho, que era
profissional estimado pelos demais
companheiros, a Base Operacional
de Florínea recebeu seu nome
quando reformada, mediante a Lei
Estadual nº 8.619, de 23 de março
de 1994, conforme registro em pla­
ca de metal fixada em ponto de
destaque naquela sede.                      Placa fixada na Base de Florínea em homenagem ao Cabo Arlindo da Silva Sobrinho


                                                  Já os Soldados Júlio Budiski e
                                           Olímpio Ferreira da Silva foram as­
                                           sassinados quando em serviço na Base
                                           Operacional de Rancharia, em 08 de
                                           março de 1985, por um casal de cri­
                                           minosos que armou uma emboscada,
                                           em uma ação previamente articulada,
                                           ludibriando-os durante o trabalho no
                                           período noturno.
                                                  Nessa época, a Base pertencia à
                                           área da Companhia de Assis. Por esse
                                           motivo, e em homenagem aos dois
                                           patrulheiros, a Base de Santa Cruz rece­
                                           beu o nome “Soldado Budiski e Soldado
                                           Olímpio”, quando da sua inauguração em
                                           17 de outubro de 1986, conforme placa
                                           de metal fixada em sua fachada.
                                                  As fotos dos dois patrulheiros po­
                                           dem ser encontradas também na “Gale­
                                           ria de Heróis”, na entrada principal da
                                           sede do 2º BPRv, em Bauru.
                                                            Pág. 67
Fiscalização intensa
                     na fronteira com o Paraná
                                                                                         perto essa área, o valor dos patrulheiros
                                                                                         em suas iniciativas e os resultados
                                                                                         notáveis que ao longo do tempo surgiram
                                                                                         por conta da precisa intervenção policial.
                                                                                                 Vivemos juntos momentos de
                                                                                         intensa alegria com ocorrências históricas,
                                                                                         de grande repercussão e também
                                                                                         enfrentamos momentos tristes, como a
                                                                                         morte de policiais em serviço. De tudo,
                                                                                         fica a certeza de uma prestação de serviço
                                                                                         à altura do merecimento da comunidade
                                                                                         paulista, da missão cumprida e da
                                                                                         preparação para novos desafios.
                                                                                                 Igualmente junto com o efetivo da
                                                                                         Companhia de Assis, participei de vários
                                                                                         campeonatos de futebol de campo, na
                                                                                         sede da Subunidade, em um ambiente de
                                                                                         convivência saudável, no correto
                                                                                         caminho da valorização do ser humano
                                                                                         que se encontra dentro da farda. De fato,
                                                                                         a união das equipes, do comando, de cada
                                                                                         patrulheiro, em prol do objetivo comum,
                                                                                         faz toda a diferença.
                                                                                                 Aos policiais militares rodoviários
                                                                                         de Assis e Região externo cumprimentos
                                                                                         pelo cinquentenário dessa importante
                                                                                         modalidade de policiamento com sede local
                                                                                         e vislumbro um futuro promissor, por conta
                                                                                         do constante aperfeiçoamento das técnicas
     Hélio Verza Filho                             Quando Tenente, comandei as           policiais e manutenção do compromisso de
                                             equipes de TOR da área do Batalhão e        trabalho com qualidade, aliado a um
       Tenente Coronel PM
                                             fui também responsável pela Seção de        profundo respeito ao ser humano, que é
(como Major PM, foi Subcomandante
                                             Informações, razão pela qual conheci de     marca do Policiamento Rodoviário.
    do 2º BPRv de 2004 a 2008)
       Durante mais de duas décadas de
serviço no âmbito do 2º BPRv, como
Tenente, Capitão e Major, pude
acompanhar de perto as atividades
desenvolvidas na região sob coordenação
da Companhia de Assis, tanto na área de
trânsito quanto nas fiscalizações voltadas
à repressão da criminalidade.
       As características de fronteira
com o Paraná e os importantes eixos
de ligação rodoviária que passam nessa
área, ao lado do profissionalismo dos
policiais militares rodoviários,
permitiram a intensificação verificada
nas ações contra o tráfico de drogas,
de armas e o transporte ilegal de
mercadorias diversas, que configura o
contrabando ou descaminho, dentre
outros delitos.                                         Buscas em ônibus rodoviário de linha, em frente à Base de Assis
                                                             Pág. 68
O Policiamento Rodoviário “é diferente”
  Benedito Roberto Meira                             Os indicadores criminais
                                              e operacionais demonstram que
     Major PM Coordenador Operacional         a cada ano as rodovias passaram
                do 2º BPRv                    a ser utilizadas pelos infratores
                                              da lei como alternativa para o
       Em grande parte dos 27 anos em         tráfico de drogas, de animais sil­
que já trabalhei na Polícia Militar, atuei    vestres e de armas, roubo de car­
na cidade de Bauru, no 4º BPMI, o fa­         ga, contrabando e descaminho.
moso e centenário 4º BC - “Batalhão de               As insistentes e necessá­
Caçadores”. Em 2005, promovido a Ma­          rias reuniões de análise crítica,
jor PM, fui designado para servir no 2º       realizadas mensalmente, permi­
BPRv e exercer a função de Coordena­          tem elaborar um diagnóstico e
dor Operacional. Um verdadeiro desafio.       observar a evolução dos aciden­
       Jamais poderia imaginar que me         tes de trânsito e crimes ocorri­
seria confiada a missão de trabalhar no       dos nas rodovias. Ao mesmo
Policiamento Rodoviário. Inicialmente         tempo, possibilitam a avaliação
fiquei apreensivo, afinal de contas em        do desempenho dos policiais
toda minha carreira profissional havia        militares por meio dos indica­
servido exclusivamente em Unidade             dores resultantes da ação de
territorial – Batalhão de área (4º BPMI).     fiscalização de trânsito e
O meu amigo e “irmão” Coronel PM              operacionais, voltados à repressão ao         algum animal, deveria sê-lo com o
Helder Pereira, que atuou no Policiamen­      crime.                                        “camaleão”, ou seja, aquele que possui
to Rodoviário praticamente toda sua car­             Quanto ao “diferente” que o ami­       a capacidade de se adaptar e atuar com
reira, ao saber da designação, tão logo       go Coronel Helder enfatizou, acabei des­      naturalidade na diversidade de problemas
me encontrou e disse: “Meira, o Policia­      cobrindo o seu verdadeiro sentido: não        que enfrenta no dia-a-dia.
mento Rodoviário não é melhor e nem           existe rotina nas rodovias. A diversidade            Graças a nossa capacidade
pior que o Policiamento Urbano                de usuários, de veículos e de ocorrências     “camaleônica”, a Polícia Militar com
Territorial, ele é diferente”.                induz os policiais militares rodoviários a    mais 170 anos e o Policiamento
       Guardei comigo a mensagem do           serem constantemente instruídos sob a         Rodoviário com 60 anos de existência
Coronel Helder e comecei a observar as        ótica da legislação de trânsito e a possuir   resiste a tudo e a todos e consegue
atividades desenvolvidas, a missão da         tirocínio policial diferenciado no tocante    promover a tão almejada sensação de
unidade, as peculiaridades e diversida­       à repressão criminal.                         segurança ao cidadão no mais absoluto
des de cada região e das rodovias. As uni­           Certa vez um instrutor da              respeito e compromisso com a “Defesa
dades do Policiamento Rodoviário são          Academia do Barro Branco disse que o          da Vida, da Integridade Física e da
consideradas pela Instituição como “uni­      policial militar, se fosse comparado com      Dignidade da Pessoa Humana”.
dades especializadas” e compete a elas a
execução dos serviços de policiamento
e fiscalização de trânsito e transporte nas
rodovias estaduais, por meio de convê­
nio firmado com o Departamento de Es­
trada e Rodagem – DER.
       Além da atuação voltada à preven­
ção de acidentes de trânsito, não pode­
mos deixar de mencionar a forte atuação
do Policiamento Rodoviário na repres­
são ao crime nas rodovias. O grande ali­
ado do policiamento rodoviário é fator
surpresa. Os usuários das rodovias esta­
duais ao serem abordados por policial
militar rodoviário acreditam num primei­
ro momento que serão objetos apenas de
fiscalização de trânsito e mal podem ima­
ginar que o “Guarda Rodoviário” pode­
rá também voltar sua atuação na repres­
são ao crime. Aí está a surpresa e a van­
tagem em relação ao criminoso.                                       Operação na SP 333, entre Assis e Marília
                                                                Pág. 69
Tapete Vermelho
   Nelson Garcia Filho
  Major PM atual Subcomandante
       do 4º BPM/I (Bauru)


       Quando recebi telefonema do Ca­
pitão atual Comandante da 3ª Cia do 2º
                                               “      Quando o filho lhe
                                                      perguntar: papai,
                                                  onde iremos quando nós
                                                morrermos? então diga para
BPRv, o grande amigo Franco, fiquei
                                                ele olhar para o céu e ver as
muito lisonjeado pelo convite por ele for­
                                                estrelas; lá as estrelas estão
mulado, para realização da difícil tarefa
de, em apenas uma ou duas laudas,
                                                 umas ao lado das outras e
sintetizar o que vivi no comando dessa             sempre as estrelas mais
subunidade, de 2001 a 2002.                     próximas são o pai e a mãe,
       Falar daqueles dias é muito               irmãos e primos e amigos,
prazeroso, pois avalio que foi nesse                 de forma que nunca
período que minha carreira foi impul­            e durante toda eternidade                amizade e cooperação, bem como a co­
sionada.                                                estarão juntos                    irmã Polícia Civil.
       Lembro do primeiro dia em que                                                             Lembro-me também de que,



                                                                             ”
cheguei em Assis e fui muito bem re­                                                      como o terreno da sede da Cia é muito
cebido por todos. Um policial viajou                                                      grande, comprei dois pôneis e os
até Bauru para buscar-me e achei, des­                                                    coloquei para pastar no local cheio de
de então, diferente de tudo que havia        dado sorte, ou realmente a luz estava bri­   árvores e frutos. Chegamos até a
conhecido.                                   lhando bastante na Terceira Companhia,       idealizar um lugar para festas,
       Os policiais militares já me conhe­   mas lembro-me bem que aprendi que o          aproveitando um barracão que o antigo
ciam pelo sistema de trabalho que havia      crime organizado não é difícil de des­       comandante ganhara de um fazendeiro.
implantado na Rodovia Castelo Branco,        manchar quando se derrota a sua                     Não vou nomear os policiais para
com o uso da tecnologia com câmeras          logística. Conseguimos atacar franca­        não cometer deslize, vez que cada um
de vídeo, em que nossos patrulheiros         mente o tráfico de drogas do cartel de       tinha o perfil necessário para a sua função
acompanhavam em tempo real o que es­         Bogotá, na linha Raposo Tavares x São        e não a toa várias vezes fomos
tava acontecendo em toda extensão da         Paulo e também derrotamos as quadri­         reconhecidos como uma das melhores
rodovia. Depois, as concessionárias          lhas de roubo de carne bovina, além de       Companhias da Polícia Militar em
Ecovias e Autoban também adotaram o          desestruturar o contrabando de cigarros      questões de apreensões de armas e drogas
sistema para as suas rodovias, mas tive      para a Capital.                              e outros quesitos; mas nunca esquecerei
o gosto de ser uma das pessoas que acre­            Bastava uma idéia e todos a           a dona Valda que preparava cada bife para
ditou no sistema que mais tarde cidades      abraçavam. Mas tem uma coisa muito           mim como se eu fosse filho dela, pois ela
também colocariam nas ruas e avenidas        importante em tudo isso, meu Coman­          sabia que eu tinha três filhos e a minha
de todo o país.                              dante e conselheiro, na época o Major        esposa estava grávida novamente e eu
       Resolvi colocar o título no texto     Daniel Rodrigueiro era meu ícone,            nunca suportei ficar longe deles.
de “Tapete Vermelho”, pois foi o que         pois discutia cada detalhe das minhas               Aos meus amigos, meus irmãos,
senti que fizeram para mim sem que eu        idéias, por que ele, como eu, adota­         deixo a lembrança da história que um
merecesse tal atitude. Depois percebi que    mos livros de táticas militares, apesar      dia contei para todos em reunião:
não eram somente os policiais que me         de sermos policiais. A realidade que         “Quando o filho lhe perguntar: papai,
tratavam bem, mas a própria comunida­        vivemos nos dias de hoje dá campo            onde iremos quando nós morrermos?
de de um modo geral.                         para aproveitarmos estratégias e táti­       então diga para ele olhar para o céu e
       Percebi que os funcionários do        cas estudadas no campo da guerra.            ver as estrelas; lá as estrelas estão umas
DER eram solícitos e o comércio lo­                 Claro que sempre houve a preocu­      ao lado das outras e sempre as estrelas
cal atendia muito bem os seus clien­         pação de que ninguém percebesse o uso        mais próximas são o pai e a mãe, irmãos
tes. Essas impressões valeram muito,         dos sistemas táticos, pois o que quería­     e primos e amigos, de forma que nunca
pois em todos os locais e ocasiões em        mos mesmo era a prisão dos criminosos.       e durante toda eternidade estarão
que me expresso, acabo citando a ci­                A Companhia de Assis é estraté­       juntos”. É o que lhes digo hoje: vocês
dade de Assis como exemplo de aco­           gica em todos os sentidos e seu efetivo      da Terceira Companhia, estarão sempre
lhimento.                                    sabe disso. A Polícia Federal, não ra­       comigo, até lá no espaço quando
       Bem, o fato é que talvez eu tenha     ras vezes, procura estreitar os laços de     formos estrelas.

                                                              Pág. 70
A missão de preservação da vida
   e o combate à embriaguez ao volante
   Adriano Aranão                                                                                      Diante de uma gravíssi­
                                                                                                ma infração administrativa de
1º Tenente PM Comandante do                                                                     trânsito, que causa sério e imi­
     3º Pelotão (Ourinhos)                                                                      nente risco à segurança viária,
                                                                                                não poderia ficar o Poder Pú­
                                                                                                blico despido de qualquer me-
       A Polícia Militar do Es­                                                                 dida capaz de superar a nega­
tado de São Paulo, no exercí­                                                                   tiva do condutor de se subme­
cio da sua nobre e relevante                                                                    ter aos testes em questão. O
missão constitucional e legal,                                                                  interesse público, consubstan­
busca incessantemente a preser­                                                                 ciado no direito coletivo ao
vação da vida, da integridade fí­                                                               trânsito em condições seguras,
sica e da dignidade da pessoa                                                                   não pode sucumbir em face da
humana.                                                                                         negativa do motorista.
       Nas rodovias paulistas, a                                                                       Com este novo instru­
atuação firme e compromissa­                                                                    mento jurídico, o Policiamen­
da do Policiamento Rodoviário,                                                                  to Rodoviário poderá atuar
tanto no combate à criminali­                                                                   ainda mais firmemente no
dade como no policiamento e                                                                     combate à embriaguez ao vo­
fiscalização de trânsito, tem                                                                   lante, impondo aos motoristas
sido uma das mais importantes                                                                   infratores as medidas legais
garantias de tranqüilidade e se-                                                                cabíveis, e melhor cumprir a
gurança daqueles que diuturna­                                                                  sua missão de preservação da
mente se utilizam dos milhares de qui­     sobre o sistema nervoso central, dimi­     vida, da integridade física e dignidade
lômetros da nossa malha viária.            nuindo sensivelmente a capacidade de       humana no trânsito.
       Inserindo-se neste contexto, a 3ª   reação diante das adversidades surgi-             Entretanto, cônscio de que a ver­
Companhia do 2º Batalhão de Polícia        das durante as viagens.                    dadeira e duradoura mudança não se
Militar Rodoviária tem obtido acentu­             Diante deste cenário, o legisla­    opera pela repressão, cuja importância
ado destaque. Merecem aplausos, den­       dor pátrio, ao elaborar a lei nº 9.503,    no combate em curto prazo da embria­
tre outras atividades de polícia de se­    de 21 de setembro de 1997 (CTB), re­       guez no trânsito é insofismável, o Po­
gurança, as toneladas de drogas anual­     servou recrudescido tratamento àquele      liciamento Rodoviário também inves­
mente apreendidas, as dezenas de veí­      que é surpreendido dirigindo veículo       te nas ações educativas, buscando, por
culos recuperados e os inúmeros con­       automotor sob efeito de álcool ou de       meio do alerta e da conscientização, a
denados capturados. De outro lado,         substância entorpecente, tóxica ou de      transformação necessária para a garan­
muitos acidentes são prevenidos e in­      efeitos análogos, tipificando a sua con­   tia da vida no trânsito.
calculáveis as vidas preservadas.          duta como infração administrativa e,              Finalizando, é necessário desta­
       Nesta sua incansável e perma­       tendo gerado perigo de dano, também        car que nestes 50 anos de história do
nente batalha a favor da vida, o Polici­   como crime de trânsito.                    Policiamento Rodoviário com sede na
amento Rodoviário se defronta com                 No combate à embriaguez ao vo­      região, muito já se fez pela preserva­
aqueles que insistem em beber e diri­      lante, importante foi a mudança intro­     ção da vida, da integridade física e dig­
gir, trazendo perigo e morte para as       duzida pela Lei nº 11.275, de 7 de fe­     nidade humana no trânsito e, tenham
nossas rodovias.                           vereiro de 2006 no art. 277 do CTB,        todos certeza, muito ainda será feito.
       Inúmeras são as campanhas edu­      possibilitando que, diante da recusa do    Valorosos policiais já ofertaram a sua
cativas que alertam para o perigo da       motorista de soprar no bafômetro ou        contribuição, inclusive, como o Sd PM
combinação álcool e volante. Ainda as­     ceder sangue para exame laboratorial,      Antônio Ramos da Silva, com o sacri­
sim, a embriaguez ao volante continua      o agente de trânsito pudesse lavrar o      fício da própria vida. Outros ainda vi­
sendo uma das principais causas de aci­    auto de infração e adotar as demais me­    rão e, sem dúvidas, também deixarão a
dentes e mortes no trânsito brasileiro.    didas administrativas cabíveis com base    sua passagem registrada com ações em
O álcool e as demais substâncias de        em outras provas em direito admitidas,     prol da construção de um trânsito mais
efeitos embriagantes atuam diretamente     notadamente a testemunhal.                 seguro e humano.
                                                           Pág. 71
O trabalho das equipes TOR
                                                                                             mim e para milhares de cidadãos que
                                                                                             cruzam as rodovias no dia-a-dia.
                                                                                                      O Capitão foi bem específico na
                                                                                             orientação: “lembre também do Tático
                                                                                             Ostensivo Rodoviário (TOR) de 1988 e
                                                                                             1989, quando as equipes surgiram na re­
                                                                                             gião”. Como algumas linhas teriam que
                                                                                             sair, decidi por um paralelo rápido das
                                                                                             ocorrências que acompanhamos no final
                                                                                             dos anos 80 e no começo de 90, até os
                                                                                             dias atuais.
                                                                                                     Naqueles tempos, e parece que foi
                                                                                             ontem mesmo, eram muito comuns apre­
                                                                                             ensões de veículos furtados ou roubados
                                                                                             em São Paulo, ou adulterados, que pas­
                                                                                             savam pelas rodovias estaduais para se­
                                                                                             rem vendidos ou trocados por droga no
                                                                                             Paraguai. Praticamente em todo serviço
                                                                                             recuperávamos um carro nessas condi­
                                                                                             ções. Esse assunto mereceu até reporta­
                                                                                             gem da Rede Globo. Um repórter fez o
                                                                                             percurso e mostrou como era o método
Paulo César Lopes Furtado                      rências policiais, acidentes, atendimentos,   dos criminosos; mas, injustamente,
                                               instruções, amigos, aqueles que já se fo­     apresentou somente as possíveis falhas
              Sargento PM                      ram - por terem passado para a inativida­     na fiscalização durante todo o percurso
   Chefe de Equipe TOR em Assis                de ou não -, as histórias que nos conta­      e não mencionou quantos carros nós re­
                                               vam, aquilo tudo que nos ensinavam.           cuperávamos naquela fase.
                                                      Nomes surgiam sem parar e me                  Com o passar do tempo essa mo­
       Foi com muita surpresa que recebi       perdoem se esqueci de algum: Eduar­           dalidade de crime foi sendo trocada por
convite do comandante da Companhia para        do, Lérias, Ditão, Lara, Splicido,            outras. Vieram os roubos a ônibus de tu­
escrever algo sobre as equipes de Tático Os­   Moreira, Toledo, Furlan, Nunes,               rismo que levavam “sacoleiros” para fa­
tensivo Rodoviário (TOR), para o livro em      Lucas, Domingos e tantos outros. To­          zer compras no Paraguai. Eram monta­
comemoração aos 50 anos de Policiamento        dos me ensinaram algo e com isso con­         das verdadeiras operações de guerra
Rodoviário com sede na nossa região.           segui chegar a este momento de ter a          para combater essas quadrilhas que
       Certamente esse será um livro que       honra de traçar algumas linhas sobre          agiam desde a rodovia Castelo Bran­
marcará gerações. As histórias a serem         essa Instituição tão importante, para         co até a SP-333.
contadas são tantas que não caberão so­
mente em um volume. Então pensei na
responsabilidade que assumiria ao
cumprir o solicitado. Missão difícil...
Gosto muito de atuar, de estar à frente
de ocorrências, mas escrever realmen­
te não é minha melhor habilidade. As­
suntos, temas, histórias e mais históri­
as dos meus quase vinte anos de Poli­
ciamento Rodoviário começaram então
a surgir sem parar.
       Grandes lembranças, boas recor­
dações e também momentos difíceis vi­
vidos; mas aí vinha a sensação de poder
colaborar e mostrar quão grande, nobre
e bonita é a nossa missão. Autuar, ensi­
nar, prender, acalmar, salvar. Há quem
já nos chamou de “anjos do asfalto”.
       Tudo girava na cabeça numa velo­
cidade excessiva e nem ao menos conse­
guia começar. Vieram lembranças de ocor­                   Apreensão de droga escondida no banco de veículo. Assis, 2007
                                                                 Pág. 72
Equipe TOR realizando condução de preso em flagrante           Sgt Paulo realizando instrução de tiro no estande do TG de Assis


       Algumas foram desmanteladas e        drogas. Várias são as ocorrências des­              Graças a essa ação naquele dia, in­
houve vários criminosos presos, graças      sa natureza. Algumas com quantida ­          vestigações foram deflagradas e o trafi­
ao empenho de todo o efetivo e das equi­    des de drogas surpreendentes, outras         cante se encontra hoje preso, tendo res­
pes TOR. Outras quadrilhas desistiram,      em quantidades menores, mas, que na          pondido também por aquela ocorrência.
pois sentiam a presença forte do Policia­   soma geral, nos colocam como uma             E depois dessa vieram muitas outras,
mento Rodoviário fazendo frente a qual­     das Companhias de Policiamento de            também expressivas, mas com menores
quer delito.                                São Paulo que mais apreende drogas           volumes de apreensão. A intensificação
       Já no final dos anos 90 e come­      em todo o Estado.                            no combate ao tráfico de drogas foi um
ço de 2000, com o aperfeiçoamento da               Só para recordar uma ocorrên­         compromisso assumido e cumprido até
fiscalização, não havia uma modalida­       cia - e esta não podia ficar de fora         hoje com desenvoltura, dedicação e bus­
de de crime que se sobressaísse em          porque até hoje é lembrada nas con ­         ca contínua de melhores resultados.
nossa região, sem que tivesse a aten­       versas sobre as grandes apreensões                  Tal ação fiscalizadora ultrapas­
ção do Policiamento Rodoviário vol­         - foi a de 2.040 Kg de maconha e 10          sou divisas. Órgãos policiais de outros
tada para o seu combate. Passamos a         Kg de haxixe em um ônibus de “tu­            Estados passaram a investir pesado
agir em todas as frentes, com as equi­      rismo”, em abril de 2004. Durante            também no combate ao tráfico; os pró­
pes TOR sempre na vanguarda.                patrulhamento pela SP-333, eu, o Sd          prios traficantes buscaram alternativas.
       A partir de 2000 as equipes TOR      PM Valter e o Sd PM Genésio avis­            Passaram a ser mais cautelosos e atual­
do 2º BPRv passaram a combater sis­         tamos no pátio do Posto Panema um            mente buscam, de toda a forma, ludi­
tematicamente o tráfico de drogas.          ônibus parado entre os caminhões.            briar a fiscalização. Muitas vezes che­
Nossa região sempre foi mostrada            Esperamos alguns minutos e o veí­            gam inclusive a transportar droga den­
como a “rota do tráfico”. A imprensa        culo reiniciou sua viagem. Decidi ­          tro de fundos falsos de combustível;
se incumbiu de dar essa denominação.        mos abordá-lo. Tão logo parou, des­          mas as equipes TOR, juntamente com
Foi então iniciado um procedimento          ceu o motorista e outras duas pesso ­        as equipes de patrulha da nossa queri­
próprio para as equipes TOR atuarem         as, sendo que uma delas de imediato          da Companhia, estão sempre alertas e
no combate ao tráfico de drogas em          pediu que fossem liberados e ofere­          as apreensões continuam.
transporte regular de passageiros.          ceu um "cafézinho" para a equipe                    Para não alongar mais o assunto
       Os traficantes passaram a usar       (tentativa de suborno). Sem darmos           decidi parar por aqui, pois as ocorrên­
intensamente essa modalidade e o            ouvidos à insinuação daquele sujei­          cias e casos para contar são muitos.
trabalho de repressão resultou - e          to franzino, moreno, de barba, entra ­       Talvez só me reste agradecer a oportu­
continua resultando – em boas ocor­         mos no coletivo e no teto um para­           nidade oferecida pelo meu comandan­
rências. A nossa região pode não            fuso mal apertado chamou-me a                te, bem como a todos os policiais que
constituir propriamente uma rota,           atenção. Decidimos removê-lo.                passaram pela minha vida nessas duas
mas representa uma alternativa, em                 Para nossa surpresa o ônibus esta­    décadas de Policiamento Rodoviário.
razão de que estamos geografica­            va com o teto, as laterais e fundos falsos   Assis teve, tem e sempre terá uma Po­
mente posicionados em um ponto              recheados de maconha. Foi a maior apre­      lícia Militar Rodoviária voltada para o
importante do Estado em relação aos         ensão, durante ação fiscalizadora, regis­    atendimento imediato e de boa quali­
estados do Centro-oeste brasileiro e        trada na área da 3ª Cia. Quatro pessoas      dade a todos os usuários, buscando a
países como o Paraguai, Bolívia e           conseguiram fugir e outras quatro foram      redução de acidentes e agindo firme no
Colômbia, conhecidos como produ­            presas em flagrante. Depois, descobrimos     combate aos criminosos que insistirem
tores e fornecedores de drogas.             que a pessoa que nos ofereceu o              em se utilizar das rodovias estaduais
       Aproveitando nossa posição, as       "cafézinho" era conhecida como               para a prática do mal.
equipes TOR da 3ª Cia passaram a in­        "Ligeirinho", um dos maiores traficantes            Um grande abraço a todos os ro­
vestir pesado no ataque ao tráfico de       de drogas da região norte de São Paulo.      doviários de ontem, de hoje e de amanhã!
                                                             Pág.73
APREENSÕES DIVERSAS - EQUIPES TOR




  Maconha em veículo particular, em Assis, 2006                   Maconha em veículo particular, em Ourinhos, 2007




 Armas, munições e medicamentos, em Tupã, 2007                     Haxixe com passageiro de ônibus, em Assis, 2006




Palmilha de tênis de haxixe, em ônibus, em Assis, 2005              Maconha em malas em ônibus, em Assis, 2006




   Maconha em mala em ônibus, em Assis, 2007                        Maconha em mala em ônibus, em Assis, 2006
                                                         Pág.74
APREENSÕES DIVERSAS - EQUIPES TOR




     Medicamentos diversos, em ônibus, em Assis, 2006                       Maconha em malas, em ônibus, em Assis, 2007




Lança perfume , em ônibus, em Sta. Cruz do Rio Pardo, 2006                  Maconha em malas, em ônibus, em Assis, 2006




 Maconha e haxixe, em veículo particular, em Florínea, 2007            Maconha no bagageiro de ônibus fretado, em Garça, 2005




Maconha e produtos de informática em ônibus, em Assis, 2006            Cão labrador “Areta”, com Equipe TOR, em Assis, 2006
                                                              Pág.75
100 mil quilômetros de sucesso!




 Amarildo Delfino Dias                       Reginaldo, Cb PM Lucas, hoje Sargen­         e tão logo esta foi disponibilizada, cor­
                                             to reformado e Cb PM Ivan, buscando          remos para organizar a seção. Logo na
       Soldado PM da 3ª Cia                  um ambiente de trabalho confortável e        seqüência, recebi o apoio do Sd Fem
                                             dinâmico aos operadores de rádio, bem        Temp Aline, que colabora atualmente
       Em meados de 2005 recebi o con­       como maior segurança e confiabilidade        no setor e posso dizer que o sonho a
vite do Capitão PM Franco, então novo        no atendimento ao efetivo da Compa­          cada dia se torna realidade.
Comandante da 3ª Cia de Policiamento         nhia, com agilidade nas respostas de                A organização dessa seção teve
Rodoviário, para assumir uma nova fun­       pesquisas em apoio aos patrulheiros.         grande importância na estratégia de ges­
ção, qual seja, a de organizar a seção de    Vejo o Serviço de Dia como o “cora­          tão pela qualidade, tanto no âmbito do
P5 (Relações Públicas) e também ser seu      ção” da Companhia, vez que do opera­         Batalhão (2º BPRv) e da 3ª Companhia,
motorista. O desafio consistia em aper­      dor de rádio, em algumas situações,          quanto no âmbito de seus três pelotões
feiçoar as relações com a imprensa regi­     depende a própria vida do companhei­         (Assis, Marília e Ourinhos). De fato,
onal e trabalhar com educação para o         ro de trabalho, sem falar do encami­         quando há solicitação para realização de
trânsito, além de processar as rotinas in­   nhamento dos registros das ocorrênci­        qualquer tarefa, desde uma simples nota
ternas próprias dessa seção e dirigir a      as. Bons tempos também foram aque­           de imprensa até a assistência a um cole­
viatura R-2301.                              les; mas, enfim, nostalgia a parte.          ga, temos prontamente condições de
       Recebi o convite no momento                  Após organizar com a família mi­      atender os interessados com excelência
certo, quando se encerrava outra mis­        nha vida pessoal, aceitei o convite, cien­   e, ainda, aliviamos o serviço do Encar­
são. Havia trabalhado por oito anos          te de que enfrentaria horários incertos.     regado de Administração da Compa­
ininterruptos no Setor de Comunicação        Reconheço que gosto de desafios e, no        nhia - e também dos Comandantes de
Operacional (Serviço de Dia), seção da       começo, houve mesmo dificuldades             Pelotão - quanto aos elogios, conces­
qual me orgulho de ter ajudado a             quanto à estruturação do P5 na Compa­        sões de láureas, medalhas e tantos ou­
estruturar junto com o Sgt PM                nhia, pois necessitávamos de uma sala        tros procedimentos próprios.
                                                             Pág.76
O espaço hoje também funcio­         serviço naquele turno de serviço, nas       que fosse realizada a importante missão.
na, excepcionalmente, como local            nove Bases Operacionais da Compa ­                  Muitas foram as experiências en­
para seções reservadas de procedi ­         nhia. A surpresa dos policiais foi gran­    volvendo fiscalizações, apoios diversos,
mentos disciplinares.                       de. Compartilhamos preciosos momen­         operações desenvolvidas e inúmeros so­
       O segredo do sucesso desse tra­      tos com os patrulheiros na pista, traba­    corros prestados (de pessoas e veículos).
balho, não somente nas questões de re­      lhando naquela data mágica, quando qua­     Em 2006, socorremos uma família na
lações públicas, está na competência da     se todos estão juntos aos seus familia­     SP 421, próximo de Paraguaçu Paulista,
equipe administrativa da Companhia,         res. Também levamos panetones, refri­       quando foi preciso algemar a mãe, na
cujo lema é a união. Temos pessoas com­     gerantes e um cartão para cada um des­      presença dos filhos, como um último re­
prometidas com o sucesso da causa pú­       ses profissionais que defendem a socie­     curso autorizado pelo pai, em razão de
blica a começar pelo nosso Comandan­        dade. Muitas pessoas não têm consciên­      que ela ameaçava jogar-se contra os ve­
te, Cap PM Franco, pessoa de caráter        cia de que os policiais militares estão     ículos em movimento, apresentando si­
íntegro,       zelosa       e     muito     compromissados com a defesa da vida,        nais de graves transtornos mentais, afir­
compromissada, passando pelo                bem maior do ser humano e por isso de­      mando agressivamente encontrar-se do­
brilhantismo do Sgt Fernando, Sgt           dicam-se com determinação, mesmo em         minada por entidade espiritual. Em 2007,
Reginaldo, Sd Rogério, Sd Floriano e        datas especiais como é o caso do Natal.     identificamos e encaminhamos aos pais
Sd Gerson e da equipe do Serviço de                A ocorrência mais marcante em        um jovem de Ourinhos, que cambalea­
Dia, 24 horas (Cb Ivan, Sd Tácito e         toda minha vida profissional na Polícia     va próximo de Salto Grande, nas mar­
Sd Honório), cada um em sua área de         Militar aconteceu neste período, ou seja,   gens da Rodovia Raposo Tavares e que
atuação, trabalhando para o bem da          no dia 17 de julho de 2006 quando eu e o    fora vítima de abusos após ingestão de
comunidade.                                 Capitão Franco viajávamos para Bauru        bebida alterada que lhe deram na noite
       Quanto à experiência operacional     na sede do nosso Batalhão, no final da      anterior, no golpe conhecido como “boa
nesse período, depois de dois anos e mais   Rodovia Castelo Branco. Um jovem em         noite cinderela”.
de 100 mil quilômetros percorridos com      crise emocional se equilibrava com as               Ainda, boas idéias surgiram du­
a viatura do Comando por estas rodovi­      pontas dos pés descalços sobre o estrei­    rante os nossos deslocamentos com a vi­
as do nosso Estado, em dias comuns, fi­     to parapeito lateral do viaduto ali exis­   atura, tal como o Programa: “Educar
nais de semana, feriados, de noite e de     tente, à aproximadamente doze metros        para o Trânsito é Educar para a Vida”
dia, é que me dou conta de quanto a jor­    de altura em relação à via inferior. Ao     (EDUCAR) materializado e hoje em
nada foi proveitosa. Eu e o Capitão Fran­   perceber nossa presença, o indivíduo fez    pleno funcionamento na região de As­
co passamos por muitas experiências         menção de se atirar, momento em que o       sis, com a participação de companhei­
agradáveis e outras também desagradá­       começamos a aproximação, iniciando          ros voluntários.
veis, mas certamente as primeiras cons­     longa e paciente conversa a fim de que o            Enfim, com a graça de Deus, che­
tituem o maior conjunto.                    interlocutor, abalado emocionalmente,       go ao final dessas lembranças com a cer­
       Fato marcante ocorreu na madru­      desistisse do ato, porém sem sucesso. No    teza de que foram dias e noites inesquecí­
gada do Natal de 2005 quando por inici­     momento em que o rapaz se distraiu con­     veis, pois em todos os quilômetros roda­
ativa do Comandante, rodamos em tor­        segui lançar-me sobre ele, trazendo-o são   dos contribuímos para que a missão de
no de 900 Km, trabalhando na noite de       e salvo para o lado seguro do viaduto.      preservar vidas fosse desempenhada com
Natal e cumprimentando cada um dos          Realmente naquele dia senti que Deus        êxito. Portanto, posso dizer que foram cem
companheiros que se encontravam em          nos enviara para aquele lugar, a fim de     mil quilômetros de muito sucesso!




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“Vivi intensamente essa fase de minha existência”
    Sérgio Splicido                                                                                          A vida de caserna, com
                                                                                                      suas características próprias, res­
      Tenente Reserva PM                                                                              trições, limites e normas a serem
                                                                                                      cumpridas, nunca foram para
       Na década de 1970 sentía­                                                                      mim causa para desmotivação.
mos a carência de opções de tra­                                                                      Muito pelo contrário, as dificul­
balho e de estudo para quem resi­                                                                     dades me impulsionaram no sen­
dia no interior de Estado. Também                                                                     tido de que me esforçasse em
não tínhamos informações sobre                                                                        estudar, aprimorar e conhecer
cursos técnicos ou superiores, nem                                                                    cada vez mais, para melhor exe­
sobre o mercado de trabalho.                                                                          cutar as missões que me eram
       Desse modo, em 1973,                                                                           confiadas.
após terminar o serviço militar                                                                              Assim, posso afirmar que
obrigatório no Tiro de Guerra-TG                                                                      vivi intensamente, de corpo e
121 em Assis, pedi demissão da                                                                        alma, essa fase de minha exis­
loja “Casa de Presentes”, onde                                                                        tência. Mesmo reconhecendo o
trabalhava como balconista e ven­                                                                     cometimento de erros, tenho a
dedor e, juntamente com um co­                                                                        convicção de que sempre procu­
lega, fui montar uma oficina de                                                                       rei dar o melhor do meu conhe­
conserto         de     aparelhos                                                                     cimento e de minhas forças. Por
odontológicos e de equipamentos                                                                       isso posso dizer que não sinto
de veículos (velocímetros,                                                                            saudades do tempo que ingres­
hodômetros, marcador de horas de má­           mente obtive a classificação no 1º Pelo­      sei e permaneci no serviço ativo, pois o
quinas, etc.), na cidade de Ponta Grossa/      tão da Companhia em Assis, para desen­        que tinha que fazer, eu fiz.
PR. A empreitada não obteve êxito e após       volvimento de atividade operacional. Na­             Permanecem, sim, as lembranças
cinco meses retornei para Assis, onde          quela época retornei aos estudos, conclui     dos momentos felizes de convivência
voltei a trabalhar na mesma loja.              o 2º Grau e, em 1987, ingressei na Facul­     com os colegas e amigos, com os quais
       Então, em junho de 1974 foi aber­       dade de Direito “Euripedes Soares da          sempre que possível mantenho contato,
to concurso para ingresso na Polícia Mi­       Rocha” – Fundação de Marília, para con­       quer em eventos, quer em visitas na sede
litar Rodoviária e, por incentivo de meu       cluir o Bacharelado em 1990. Em 1992,         da Cia, quer no dia-a-dia.
pai - pois nunca havia cogitado ser um         após concurso, fui promovido a Cabo PM.              Também há as lembranças dos
policial -, prestei tal concurso, no qual             Em 1993 alcancei aprovação no          momentos difíceis, perigosos e tristes do
fui aprovado. Em 16 de dezembro do             Curso de Habilitação ao Quadro Auxili­        cotidiano profissional, no atendimento ao
mesmo ano fui oficialmente admitido            ar Oficial PM – CHQOPM, tendo fre­            público, nas ocorrências criminais e nos
como Soldado PM e iniciei o curso de           qüentado o curso na APMBB em 1994.            acidentes graves. No entanto, mais forte
formação no 16º BPM, em São Paulo.             Já como 2º Tenente, após cumprir a            é a certeza de haver cumprido a jornada
       Fazendo um retrospecto de minha         “Operação Verão” de dezembro de 94 a          com profissionalismo, dedicação, respei­
carreira, lembro que, após a conclusão do      março de 95, em Caraguatatuba, voltei a       to ao ser humano e às leis, com isenção
curso, no início de julho de 1975, fui apre­   ser classificado no 2º BPRv, onde assu­       de qualquer animosidade pessoal.
sentado no então CPR – Corpo de Polici­        mi o Comando do 2º Pelotão/4ª Cia -                   Tinha - e ainda tenho - a convic­
amento Rodoviário (39º BPM), onde ini­         Botucatu, até início de 1996, ocasião em      ção de que em qualquer atividade que
ciei o curso de Policiamento Rodoviário,       que fui transferido para a Companhia de       realizamos, não basta “vestir a cami­
que terminou em outubro de 1975.               Assis, por conveniência própria.              sa” e participar, pois, para a sua com­
       Na seqüência, fui classificado no               A partir de então exerci diversas     pleta realização, é necessário estar
Pelotão de Mogi das Cruzes, onde per­          funções, como: auxiliar do Cmt de Cia, Cmt    compromissado com os seus objetivos e
maneci até junho de 1977, quando então         do 1º Pelotão, Oficial SJD e P1 do 2º BPRv.   com a expectativa das pessoas ou da en­
fui convidado para integrar a equipe de        Já em agosto de 2001 fui promovido a 1º       tidade representada.
comando do CPRv, pois naquela época            Tenente PM por merecimento e iniciei os              Destarte, sinto-me feliz em haver
já havia sido criado tal comando e tam­        afastamentos regulares para passagem para     participado ativamente da história do
bém os 1º e 2º BPRv. Na seqüência, fui         a inatividade, o que se deu por fim em        Policiamento Rodoviário de São
transferido para o 2º BPRv (Bauru) e per­      junho de 2002. Todavia, não parei de li­      Paulo, particularmente junto à sede da
maneci adido ao CPRv até outubro de            dar com assuntos de trânsito, pois passei     3ª Cia do 2º BPRv, cujas instalações
1979 trabalhando na equipe de coman­           a integrar a JARI – Junta Administrativa      inclusive ajudei a construir, tendo ai
do, que prestava apoio em todo o Esta­         de Recursos de Infrações – Assis.             trabalhado por 23 anos.
do, de acordo com as determinações do                 Quanto à avaliação pessoal dessas             Que Deus continue nos abenço­
Cmt de Pol Rod.                                experiências, passo a registrar algumas       ando em todos os momentos de nossas
       Então, em outubro de 1979, final­       considerações.                                vidas!
                                                                 Pág.78
“Deixo meu filho como representante”
  Orlando Santos Marques
        Tenente Reserva PM

       Ingressei na Polícia Militar Rodo­
viária no ano de 1974, tendo feito a ins­
crição no Pelotão de Assis, em 1973 onde
realizei o primeiro exame.
       Fazendo um retrospecto da carrei­
ra, lembro-me que freqüentei escola de
Soldado PM no 16ºBPM, tendo iniciado
o curso em 1974. Depois de encerrada a
primeira etapa, fui apresentado no 39º
BPM (então Batalhão de Polícia Rodo­
viária), junto com outros companheiros,
para início da segunda fase, que era es­
pecialização em Policiamento Rodoviá­
rio. Formei-me em 10 de janeiro de 1975.
       Fui apresentado na 5ª Cia PMRv
de Araçatuba, sendo destinado a ser­
vir na Bop de Tupã onde permaneci
até 1975, quando então, aprovado em
concurso, fui apresentado ao CFAP,
São Paulo, onde freqüentei o Curso de
Formação de Cb PM. Encerrado este
curso, retornei para a Base de Tupã,
onde permaneci até 1976, sendo
remanejado por efeito de promoção,
para a 2ª Cia de Guarda PM (2ª
CIPGd) do palácio dos Bandeirantes,
Unidade em que servi até 1978.
       Em seguida, consegui transferên­     aos      anseios      da     população,      policiais no exercício de suas funções,
cia para o 2º BPRv, sendo destacado no      notadamente àqueles que utilizavam           no período noturno, foram ludibriados
Pelotão de Presidente Prudente, com des­    as rodovias como meio de locomoção.          por um casal de marginais que acabaram
tino à Base de Dracena, onde servi até             Quantas notificações aplica­          por dizimar suas vidas, numa embosca­
1978. Então, classifiquei-me no concur­     das, quantos acidentes atendidos,            da previamente articulada. Eram os Sol­
so para Sargento PM, tendo freqüentado      quantas informações e apoio ao pú­           dados Budisk e Olímpio e ambos foram
o respectivo curso até o final 1979, em     blico e muito mais.                          meus comandados naquela Base, duran­
São Paulo. Já como Sargento, servi na              Tudo me faz repensar agora o          te o ano de 1980.
Base de Rancharia (Pelotão de Presidente    quanto procurei ser útil à sociedade, não           Modéstia a parte, hoje me sinto
Prudente), no Pelotão de Marília, na Bop    medindo esforços para isso. Fiz muitos       tranqüilo e consciente do dever cum­
de Tupã e na Base de Gália.                 amigos, muito mais que inimigos, tenho       prido. Tenho muito orgulho em poder
       Em 1990, depois de promovido         certeza. Tirei de circulação muitos alhei­   dizer que servi na Polícia Militar e
a Subten PM, fui classificado nova­         os à Lei e à ordem. Atingi o meu ideal.      mais orgulhoso ainda em poder afir­
mente no Pelotão de Presidente Pru­                Desses longos anos, dois aconte­      mar que deixei alguém para dar con­
dente, onde permaneci até 1992,             cimentos ficaram gravados na minha           tinuidade do meu trabalho. É com
retornando em seguida ao Pelotão de         mente e volta e meia me vêm a lembran­       muita tranqüilidade que digo que me
Assis. Em 1993 fui classificado no Pe­      ça; a primeira delas foi quando ainda re­    empenhei para que meu filho, Solda­
lotão de Marília, onde permaneci até        cruta, na fase de especialização, auxiliei   do PM Glauco, ingressasse na Polícia
minha passagem para a inatividade, o        no atendimento de acidente na Rodovia        Militar e hoje ele está aí, representan­
que ocorreu em 1997, junto com a pro­       Castelo Branco, no km 240, envolvendo        do este velho patrulheiro.
moção ao posto de 2º Tenente PM.            um fusca modelo antigo, ocasião em que              Agradeço a Deus, primeiramente
       Foram 23 anos servidos à Insti­      seu condutor colidiu na traseira de um       pela oportunidade de ter passado por
tuição em que adquiri uma experiên­         caminhão, tendo morte instantânea. Era       tudo isso e saído de cabeça erguida.
cia muito grande. Batalhei muito para       época de Natal e isto me marcou muito.       Também a todos os companheiros que
atingir os objetivos como militar es­              Outro fato ocorreu na Base de         colaboraram para o meu sucesso: meu
tadual, responsável no atendimento          Rancharia, no ano de 1985, quando dois       muito obrigado!
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“Vencer não é deixar de cometer erros, mas
reconhecer nossos limites e corrigir nossas rotas”
 Jovelino Castro Pereira                                                                        moção à Subtenente PM.
                                                                                                        Tempos passados, cheios de ale­
      Subtenente Reformado PM                                                                   grias e também de tristezas. Às vezes a sau­
                                                                                                dade bate às portas e fico navegando em
        Na década de 70, inspirado por um                                                       meu pensamento, relembrando aquela far­
programa televisivo em que era exibida a                                                        da cor cáqui, que orgulhosamente usava,
série de filmes “O Vigilante Rodoviário”,                                                       sentindo-me herói, à vista do público.
tive a certeza de que um dia meu sonho de                                                               Recordo de meus instrutores. Al­
ser policial rodoviário tornar-se-ia realida­                                                   guns diziam: _“O recruta veste uma farda,
de. A cada dia minha paixão se intensifi­                                                       calça a bota, coloca uma faca e põe uns
cava, até que em dezembro de 1973 me                                                            óculos escuros e se acha “otoridade”. Re­
inscrevi para realizar um exame escrito de                                                      cordo ainda dos colegas do 16º BPM/M,
admissão, em que fui aprovado, igualmen­                                                        ainda em 1974 quando iniciei a viver meu
te obtendo sucesso nos exames de saúde e                                                        sonho. Hoje, para amenizar a saudade dos
de aptidão física.                                                                              velhos amigos dos registros estatísticos
        Em 29 de abril de 1974, ainda jo­                                                       (RE) das casas de 48 mil, nos encontra­
vem e repleto de felicidade, iniciei o res­                                                     mos e revivemos nossas aventuras reais.
pectivo curso no 16º BPM/M Osasco/SP.                                                                   Quero agradecer meus superiores
No final do mesmo ano, estagiei no km 129       porta do céu se abriu, e “Deus olhou para       pelos elogios recebidos, agradecer meus
da SP 280 e, em janeiro de 1975, fui clas­      mim e disse: Hoje é o teu dia de glória,        pares pelo companheirismo e solidarie­
sificado no Pelotão de Presidente Pruden­       você é o meu filho querido”.                    dade, agradecer àqueles que continuam
te. Galguei a graduação de Cabo PM em                   Após ter realizado a solicitação do     próximos e rogar a Deus pela paz daque­
1977 e, então, fui classificado - por efeito    visitante, um simples trabalho de datilo­       les que se encontram no Seu reino.
de promoção - no 10º GI (Bombeiro em            grafia, e em conversação com a esposa da­               Tudo passa, a saudade fica, mas o
Marília SP), mas meu sonho continuava           quele senhor, relatei a minha situação em       que Deus criou jamais passará. Apesar de
vinculado ao Policiamento Rodoviário.           desabafo, instante em que esta bendita se­      todos os desafios, incompreensões, perí­
        Após muito esforço e persistência       nhora disse-me: “Porque você não fala com       odos de crises, alegrias, vitórias, valeu a
consegui transferência para a 3ª Compa­         meu marido? Ele é Coronel Diretor de En­        pena viver essa etapa. Pois não devemos
nhia do 2º BPRv (Assis) em 1980, onde           sino da PM”. Apresentou-me a ele, na se­        apenas valorizar o sorriso, mas refletir
servi por cinco anos. Mas, como almejava        qüência, e contou-lhe sobre a minha luta.       sobre a tristeza; não apenas comemorar o
crescer na carreira, submeti-me ao curso                Foi assim que o Coronel determi­        sucesso, mas aprender lições nos fracas­
de Sargentos, em 1985 e, ao seu término,        nou que eu passasse em seu gabinete (no         sos, pois através de tudo isto que passa­
fui classificado fora da minha unidade, no      Centro Administrativo), o que fiz logo          mos, que nos tornamos um ser vitorioso.
CSM/MB, em São Paulo.                           no dia seguinte. Então, questionado so­                 Por fim, deixo um conselho para
         Percorri caminhos diferentes e         bre o interesse de minha transferência,         aqueles que estão começando sua trajetó­
enriqueci meus laços de amizades,               disse-lhe que era por conveniência pró­         ria: animem-se, tenham metas, façam o que
adicionando pessoas ao conjunto de ami­         pria, pelo interesse familiar em retornar       ninguém fez, sonhem muito, sonhem alto,
gos inesquecíveis, conselheiros e               para OPM de origem. Olhou para meus             mas tenham seus pés no chão, nunca quei­
consoladores. Foram eles pivôs do meu           olhos e falou-me: Sua transferência até         ram ser mais que os outros. Valorizem seus
sucesso, pois eu era casado e tinha dois        a Páscoa está bom, meu filho?                   estudos, amem seu serviço, criem oportu­
filhos pequenos - inclusive a caçula ha­                Fiquei atônito e sem ação, pois es­     nidades e, ao criá-las, não tenha, medo de
via nascido quando eu ainda freqüenta­          tava às vésperas da Páscoa. Voltando à          falhar; caso venham a falhar, repensem a
va o curso de Soldado, em maio de 1974.         realidade e com o coração cheio de emo­         vida, mas não recuem jamais. Lembre-se
        Enfrentando a distância de casa,        ção, agradeci a Deus e àquele ser huma­         sempre de agradecer a Deus, mesmo se as
nessa trajetória somente eles e Deus ame­       no cheio de bondade. Realizava-se um            coisas derem erradas, e procurem transfor­
nizavam meu sofrimento nas horas mais           milagre em minha vida.                          mar esses erros em lições de vida... Pois
difíceis. Porém, em um domingo, encon­                  Tendo acontecido o que fora previs­     vencer não é deixar de cometer erros, mas
trando-me de serviço como Comandante            to, apresentei-me na 3ª Cia do 2º BPRv,         reconhecer nossos limites e corrigir nos­
da Guarda no CSB/MB, apareceu um se­            em Assis-SP, onde permaneci até a minha         sas rotas. Sejam os “anjos do asfalto”, ori­
nhor acompanhado de sua esposa, que foi         passagem para inatividade em 1999. An­          entando e preservando vidas.
recebido pelo Sargento PM Adjunto de Dia;       tes de encerrar a carreira fui promovido à              Agradeço em especial àqueles que
então, instantes depois, perguntou-me se        2º Sargento PM por merecimento. Após fre­       me ajudaram e que sempre estiveram ao meu
eu tinha conhecimento de datilografia e lhe     qüentar o Curso de Aperfeiçoamento de           lado, em todos os momentos de minha vida:
respondi que sabia “catar-milho”. Foi nes­      Sargentos, fui promovido também por me­         minha querida esposa e meus filhos, hoje
se dia e nesse momento que senti que a          recimento e, já na inatividade, recebi a pro­   e sempre meus eternos companheiros.

                                                                   Pág.80
“Direção defensiva: sonho ou realidade?”
        Valmir Dionízio                                                                            em curvas e em aclives. Também, jamais
                                                                                                   ultrapassavam veículos em pontes, viadu­
    1º Sargento PM Comandante da                                                                   tos e nas travessias de pedestres, exceto se
        Base Operacional de Assis                                                                  houvesse sinalização permissiva e utiliza­
                                                                                                   vam o acostamento somente em caso de
                                                                                                   necessidade.
        Trabalho há mais de vinte anos com                                                                 Numa rodovia, para fazer uma con­
trânsito. Já assisti muitas tragédias e também                                                     versão à esquerda ou um retorno, aguarda­
já vi muitos finais felizes.                                                                       vam a oportunidade segura no acostamento.
        Porém... Houve uma ocasião, não sei                                                        Nas rodovias sem acostamento, seguiam a
ao certo se estava acordado, em devaneios,                                                         sinalização indicativa de permissão. Os mo­
ou se dormi e sonhei... O certo é que, de re­                                                      toristas sempre defensivos não paravam seus
pente, eu vivia num mundo em que o ambi­                                                           veículos nos cruzamentos, bloqueando a pas­
ente de trânsito era caracterizado pelo fato                                                       sagem de outros veículos. Nem mesmo se
de que as pessoas praticavam a direção de­                                                         estivessem na via preferencial e olhando o
fensiva.                                                                                           semáforo verde.
        Assim, as crianças eram orientadas                                                                 Mantinham a atenção ao dirigir, mes­
desde a mais tenra idade a praticarem con­                                                         mo em vias com tráfego intenso e com baixa
dutas corretas no trânsito, a fim de que ne­                                                       velocidade, observando atentamente o mo­
nhum mal lhes fosse causado, individual ou                                                         vimento de veículos, pedestres e ciclistas,
coletivo. Pais, professores e policiais ensi­                                                      devido à possibilidade da travessia de pedes­
navam às crianças os princípios de uma di­                                                         tres fora da faixa e a aproximação excessiva
reção segura. A Polícia, aliás, tinha pouco                                                        de outros veículos, que podem acarretar aci­
trabalho, pois os condutores e pedestres se                                                        dentes.
comportavam de tal maneira que o serviço                                                                   Os motoristas mantinham uma distân­
policial se limitava à prestação de informa­     risco causado pela debilidade de qualquer         cia segura do veículo da frente, cientes de
ções, de auxílio aos usuários e ao combate       natureza, ao lado de outros fatores, como o       que uma boa distância permite o tempo sufi­
dos crimes nas estradas.                         consumo de bebida alcoólica, o uso de dro­        ciente para reagir e acionar os freios em uma
        Os motoristas devidamente habilita­      gas, o uso de medicamento que modifica o          situação de emergência e o tempo também
dos, com o exame de saúde válido e catego­       comportamento, ficar muito tempo sem dor­         para que o veículo, uma vez freado, pare
ria apropriada ao veículo, antes de iniciarem    mir e a ingestão de alimentos muito pesados       antes de colidir.
uma viagem, verificavam o documento do           que acarretam sonolência.                                 E os motociclistas então, esses nobres
veículo (CRLV), quanto ao seu licenciado                 Outra conduta evitada pelos condu­        pilotos, em meu sonho (utopia)... Por tratar-
se encontrar em dia, e também observavam         tores defensivos era o de transportar animais     se de um veículo muito ágil e prático, além
as condições gerais do veículo, tais como:       soltos e desacompanhados no interior do ve­       de econômico no combustível e na manu­
estado dos pneus (com sulcos de profundi­        ículo e o de transportar, no exterior do veícu­   tenção, a motocicleta foi muito vendida na
dade acima de 1,6mm), nível de água do           lo, objetos que poderiam se deslocar durante      última década. Por outro lado, é um veículo
radiador, bateria, nível do óleo do motor,       o percurso.                                       que disputa espaço com outros bem maiores
água do lavador de vidros, buzina, extintor              No trânsito, todos se comportavam de      que ele. Contudo o motociclista valorizava
carregado, macaco, triângulo, chaves de roda     maneira civilizada, dirigindo com a cortesia      o uso obrigatório do farol baixo aceso, no
e de fenda, e pneu sobressalente (calibrado).    devida, lembrando sempre que o pedestre tem       importante aspecto “VER E SER VISTO" e
        Em meu sonho, o motorista adentrava      a preferência. No meu sonho (utopia) os pe­       adotava comportamentos defensivos e ade­
no seu veículo e regulava a distância e altura   destres podem e devem colaborar para um           quados durante a pilotagem, com o uso cor­
do banco; regulava retrovisores interno e        trânsito mais seguro, agindo de maneira cau­      reto do capacete, de modo a não se envolver
externo; colocava o cinto de segurança e         telosa nas vias públicas. De fato, é proibido     em acidentes e aumentar o seu nível de se­
orientava os demais ocupantes a usarem tam­      ao pedestre: permanecer ou andar nas pistas       gurança.
bém esse importante dispositivo de proteção.     de rolamento, exceto para cruzá-las onde for              Bem, embora eu saiba que foi só um
Ainda, certificava-se de que o combustível       permitido; cruzar pistas de rolamento nos         sonho e que as pessoas que deveriam ler
era suficiente para chegar ao seu destino;       viadutos, pontes, ou túneis, salvo onde exis­     este texto provavelmente não o lerão, ain­
lembrava sempre de usar calçados que se fir­     ta permissão; atravessar a via dentro das áre­    da assim, escrevi com muito carinho, pois
massem nos pés e jamais atendia ligação do       as de cruzamento, salvo quando houver si­         me lembrei da parábola do passarinho que
aparelho celular dirigindo, pois, além da con­   nalização para esse fim; utilizar-se da via em    tentava apagar um enorme incêndio na flo­
figuração de infração de trânsito, tal condu­    agrupamentos capazes de perturbar o trânsi­       resta, indo até o rio e buscando água no
ta poderia levá-lo a um acidente de trânsito.    to e desobedecer à sinalização de trânsito        seu bico, para sobrevoar o incêndio e jo­
Também tinha cuidado com o uso do rádio          específica;                                       gar nele a água, enquanto os outros ani­
(CD Player), para não desviar sua atenção,               E que sonho... Os motoristas sempre       mais zombavam, dizendo: “Você esta lou­
pois o cérebro pode levar alguns segundos        aguardavam uma oportunidade segura, em            co? Não vai conseguir apagar o incêndio
para a tomada de decisões.                       local permitido para fazer uma ultrapassa­        sozinho”.
        Os motoristas só dirigiam em plenas      gem, quando dirigindo em vias com duplo                   E o passarinho respondia: “Estou fa­
condições físicas e emocionais, em razão do      sentido de direção e pista única, nos trechos     zendo minha parte”.
                                                                    Pág.81
10 de Janeiro: Dia do Policiamento Rodoviário




       Dia 10 de janeiro é o dia em que    nente José de Pina Figueiredo, da então     mil Km de rodovias estaduais. Trata-se
se comemora a criação do Grupo Espe­       Força Pública, para atuar na recém inau­    hoje de uma atividade especializada da
cial de Polícia Rodoviária, que ocorreu    gurada SP 150 - Rodovia Anchieta.           Polícia Militar que tem trazido expressi­
no ano de 1948 em São Paulo. Todos os            Esse grupo deu origem ao atual        vos resultados, de modo marcante no
documentos e registros históricos dispo­   Comando de Policiamento Rodoviário,         combate à criminalidade, garantindo a
níveis indicam que, nessa data, foi des­   com sede na Capital Paulista, contando      segurança e a tranqüilidade dos usuários
tacado um efetivo inicial de 60 homens,    hoje com aproximadamente 4.000 ho­          das rodovias paulistas.
ex-combatentes da Força Expedicioná­       mens distribuído em 4 Batalhões e 16                É justo lembrar, no entanto, con­
ria Brasileira, comandados pelo 1º Te­     Companhias territoriais, para atuar em 24   forme também registros históricos, que
                                                                                       anteriormente, já em 1928, a Guarda Ci­
                                                                                       vil de São Paulo dispunha de uma cha­
                                                                                       mada “Divisão de Policiamento Rodo­
                                                                                       viário”. Mesmo que de forma restrita,
                                                                                       esse grupo de guardas civis exerceu ati­
                                                                                       vidades nas insipientes rodovias da épo­
                                                                                       ca, constituindo o primeiro núcleo de po­
                                                                                       liciamento rodoviário de que se tem no­
                                                                                       tícia no Estado de São Paulo.
                                                                                               No que se refere à cidade de As­
                                                                                       sis, o primeiro destacamento - com sede
                                                                                       própria - foi criado em 04 de julho 1958,
                                                                                       no mesmo ano da chegada da Divisão do
                                                                                       DER no município (DR-7). Hoje, o mu­
                                                                                       nicípio é sede da 3ª Companhia do 2º
                                                                                       Batalhão de Polícia Rodoviário.
        Evento comemorativo ao
                                                                                               Ainda quanto à Assis, é importan­
     Dia do Policiamento Rodoviário,
                                                                                       te registrar que no ano de 2006 foi apro­
           Base de Assis, 2006                                                         vada a lei municipal nº 4.803, de inicia­
                                                                                       tiva da Câmara dos Vereadores da cida­
                                                                                       de, instituindo o dia 10 de janeiro no
                                                                                       calendário oficial do município como
                                                                                       “Dia do Policiamento Rodoviário”, em
                                                                                       reconhecimento aos vários munícipes
                                                                                       que se dedicam profissionalmente à tão
                                                                                       nobre atividade, preservando vidas e in­
                                                                                       tegridade física de usuários, garantindo
                                                                                       a fluidez do trânsito e combatendo a cri­
                                                                                       minalidade nas rodovias estaduais sob
                                                                                       sua responsabilidade.
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04 de julho: aniversário da sede de
          Policiamento Rodoviário em Assis




                          Fiscalização de trânsito rodoviário, na região de Assis. Final da década de 60

       O motivo da idealização e do lan­   lação ainda provisória na Rua Ângelo          cadação das multas impostas.
çamento do livro do “Cinqüentenário do     Bertoncini, localizada na travessa se­               Nessas condições, os patrulheiros
Policiamento Rodoviário com sede em        guinte à do velho Correio, deu-se na          destacados permaneciam alojados em
Assis” é perpetuar a lembrança da data     mesma oportunidade em que foi inaugu­         uma pensão na Rua Brasil, prédio que
de 04 de julho de 1958, ocasião em que     rado o trecho de asfalto ligando Assis a      veio a abrigar a agência local do Banco
foi registrada a inauguração da primeira   Porto Areia, durante as festividades da       do Brasil.
instalação própria, no mesmo ano em que    semana do aniversário do município (a                Finalmente, em 1958, foi designa­
foi estabelecida a Divisão do DER (DR­     partir de 1º de julho), em 1958.              do o Tenente Milton de Almeida Pupo
7), no município.                                  Até então, desde a criação do Des­    para formar o “Destacamento Rodoviá­
        Essa ligação histórica com o       tacamento de Bauru, em 25 de julho de         rio”, com sede permanente em Assis,
DER, que incorporava o antigo “Corpo       1950, o policiamento rodoviário era re­       inaugurada em 04 de julho. O Destaca­
de Policiamento Rodoviário” desde o seu    alizado de modo itinerante nas regiões        mento foi montado inicialmente com
início em São Paulo, em 1948, explica      centro-oeste e oeste paulista, engloban­      quatorze homens que já vinham traba­
os laços de amizade e cooperação até       do Assis, Marília e Ourinhos, o que im­       lhando na região e recebeu uma viatura
hoje mantidos entre os policiais, os en­   punha aos patrulheiros enormes sacrifí­       “Land Roover” (tipo “Jeep”) com tração
genheiros e funcionários responsáveis      cios. Sem viatura e sede própria, a equi­     nas quatro rodas. Aos poucos, foram ad­
pela fiscalização e pela engenharia de     pe passava duas semanas baseada em As­        quiridas outras viaturas: um Jeep e uma
trânsito rodoviário.                       sis, fiscalizando as rodovias próximas, e     Ford F1 (camionete) para emprego em
       A inauguração do Destacamento       depois retornava para Bauru, a fim de         fiscalização no trecho de Ourinhos até
de Assis, na data mencionada, em insta­    prestar contas, inclusive quanto à arre­      Presidente Prudente.




    Sede do Destacamento de Assis.                Base Operacional de Assis.                     Base Operacional de Assis,
         Final da década de 60              Novas instalações inauguradas em 2001                com nova fachada, em 2008
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23 de Julho: Dia do Policial Rodoviário
        Calendários, almanaques e agendas
indicam o dia 23 de julho como o dia do
“Guarda Rodoviário”. Cabe aqui uma ex­
plicação inicial: é compreensível a ma­
nutenção da popular forma de tratamento
dirigida aos profissionais responsáveis
pela fiscalização de trânsito rodoviário,
que atualmente integram carreiras própri­
as de atividade policial; afinal, durante
muito tempo foram conhecidos como os
“guardas rodoviários” e ainda hoje são
assim chamados, até porque o senso co­
mum parece indicar que é mais simpático
dirigir-se ao agente como “Seu Guarda”
ao invés de “Sr. Policial”.
        Em cidades médias e grandes, para
fiscalização de trânsito urbano, já surgem
algumas guardas especializadas, que
atuam em relação às infrações de compe­
tência do município, acompanhando o
processo de municipalização do trânsito
preconizado pelo Código de Trânsito Bra­
sileiro (Lei 9.503, de 1997). Porém, nas
rodovias federais e estaduais, que exata­
mente interligam os municípios em gran­
des distâncias, a atuação é mesmo exclu­     mada “Divisão de Policiamento Rodovi­          corros mecânicos, evita que os motoris­
siva da Polícia Rodoviária Federal e da      ário”. Mesmo que de forma restrita, esse       tas ultrapassem o limite de velocidade,
Polícia Militar, respectivamente, na cir­    grupo de guardas civis exerceu ativida­        que pratiquem outras infrações de trânsi­
cunscrição de cada Estado.                   des nas rodovias da época que, por sinal,      to comuns, que dirijam sob efeito do ál­
        Diversos Estados possuem hoje, in­   se tratavam de vias ainda insipientes quan­    cool ou outras substâncias enebriantes,
clusive, na estrutura da Polícia Militar,    to às suas características de engenharia.      que utilizem veículos em más condições
modalidade especializada de Policiamen­              A propósito, o ano de 1928 tam­        para transitar e, com suas iniciativas, evi­
to Rodoviário, a exemplo de São Paulo.       bém foi marcado pelo início das ativida­       ta acidentes. Quando não consegue evitar
Nas terras paulistas, em 10 de janeiro de    des da Polícia Rodoviária Federal, atuan­      o acidente, normalmente é o primeiro a
1948, pelo Decreto Estadual nº 17.868 do     te nas rodovias que cruzam o país, deno­       chegar para socorrer o acidentado, provi­
Governador Ademar Pereira de Barros, foi     minadas “BR”, registrando-se o dia 24 de       denciar sinalização de emergência e efe­
criado o Grupo Especial de Polícia Ro­       julho como data de sua criação.                tuar os registros policiais devidos.
doviária, com um efetivo de 60 homens,               Chamado de “guarda” ou de “poli­              Também o policial rodoviário com­
ex-combatentes da Força Expedicionária       cial”, na verdade o que importa é o reco­      bate a criminalidade quando realiza bus­
Brasileira, comandados pelo 1º Tenente       nhecimento da sociedade quanto à impor­        cas em veículos suspeitos, além de bus­
José de Pina Figueiredo, da então Força      tância desse profissional, seja ele policial   cas pessoais em usuários das rodovias em
Pública, destacados para atuar na recém      rodoviário federal ou estadual, nesse caso,    atitude suspeita, exercendo o poder de
inaugurada SP 150 – Rodovia Anchieta.        policial militar atuante nas rodovias. É ele   polícia próprio de sua função, o que traz
Nesse mesmo ano, foi inaugurada a pri­       o responsável pela segurança dos moto­         expressivos resultados operacionais com
meira pista da Via Anhanguera (SP-330),      ristas e usuários em geral, salvando vidas     a apreensão de produtos e objetos ilíci­
ligando São Paulo a Jundiaí e depois a       com sua intervenção precisa e por vezes        tos, provenientes do tráfico de drogas, do
Campinas ampliando-se a área ação e a        repressiva, no estrito cumprimento da lei,     contrabando e descaminho e, ainda, a re­
importância desse grupo precursor que        quando surpreende prática de infração de       cuperação de veículos roubados ou furta­
continuou crescendo junto com o desen­       trânsito ou ilícito penal.                     dos e de outros objetos de crime, deten­
volvimento do Estado, marcado pela ex­               Com a grande ampliação da malha        ção de procurados pela Justiça e realiza­
pansão de sua malha rodoviária em dire­      rodoviária observada nas últimas décadas,      ção de prisões em flagrante por delitos di­
ção ao oeste paulista.                       a atuação desse profissional ganhou des­       versos. Desse modo, garante a segurança
        Embora o Policiamento Podoviário     taque em razão de que também cresceu a         nas rodovias no sentido mais amplo pos­
tenha sua criação datada de 1948 em São      necessidade de vigilância nas estradas. No     sível da expressão.
Paulo, registros históricos dão conta de     seu trabalho diário, em fiscalização de               No dia 23 de julho, dirigimos cum­
que anteriormente, já em 1928, a Guarda      trânsito, o policial rodoviário dá apoio e     primentos a todos os policiais rodoviári­
Civil de São Paulo dispunha de uma cha­      orientação aos usuários, inclusive em so­      os do Brasil!
                                                               Pág.84
25 de Julho: Dia de São Cristóvão e Dia do Motorista




 Monsenhor Floriano abençoa veículos, em Assis. 25 de julho, de 2005             Voluntários medem pressão e glicemia de motoristas

        É admirável o gesto de fé dos mo­      tos que circundam ou dependem do trans­       um dia em uma das margens, notou que o
toristas que no dia 25 de julho conduzem       porte na rodovia, os engenheiros e funcio­    menino que levava nos ombros era o pró­
seus veículos até a pequena igreja de São      nários de órgão públicos ou privados, que     prio Jesus e este lhe falou: “Tu transpor­
Cristóvão, no bairro da Luz, em São Pau­       trabalham na área de engenharia, manuten­     taste o Senhor do mundo!”. Por esse mo­
lo, para receberem as bênçãos do pároco        ção e sinalização e, também, os policiais     tivo, segundo a enciclopédia Barsa, a tra­
e dirigirem orações, para que o Santo, con­    que atuam em fiscalização nas rodovias.       dição indica que o seu nome original (Ofe­
siderado protetor dos viajantes e dos mo­             Formam todos uma grande comu­          ro) foi trocado por Christophoros ou
toristas, por eles interceda.                  nidade que vive em um ritmo diferente,        Christoballos, que em grego significa
        Nesse dia, o ato de abençoar os ve­    que parece mais veloz, num ambiente por       aquele que carrega Cristo.
ículos torna-se marcante, com grande for­      vezes rude e áspero, como o asfalto, mas              Lembrar São Cristóvão no dia 25
ça de expressão. Longe de qualquer supers­     com uma solidariedade que chega a sur­        de julho é também homenagear toda a gen­
tição ou simples apego material ao próprio     preender e até sensibilizar aqueles que já    te que vive trabalhando na rodovia, lidan­
veículo, o gesto deve ser encarado exata­      desistiram de acreditar na bondade alheia.    do com o transporte. Observa-se, por tal
mente como manifestação de fé popular e        Todos têm em comum o foco na estrada.         motivo, que calendários e agendas hoje
de apreço às mais caras tradições cristãs.     O caminho que percorrem diariamente           indicam a data igualmente como o “Dia
        Os devotos buscam na força divina,     para levar e trazer progresso, esperança,     do Motorista”.
ao menos uma vez por ano, apoio para en­       vida. Pelas boas intenções, muitos inclu­             Ao conhecer mais de perto esses
frentarem as dificuldades da profissão e al­   sive desenvolvem uma fé de caráter pes­       profissionais, observamos que vários de­
cançarem feliz regresso, sempre depois de      soal, distante das celebrações, mas dirigi-   les também transportam Cristo consigo.
vencidas as distâncias, em razão do cami­      da à realização do bem comum, pela aju­       Por isso não é raro, na rodovia, assistir­
nho que escolheram para ganhar a vida.         da ao próximo.                                mos a cena de um motorista parando no
Muitos desses profissionais, de fé, encon­            Pesquisando um pouco sobre a vida      acostamento, de imediato, para socorrer
tram-se no dia 25 de julho longe da igreja     de São Cristóvão, compreende-se a ori­        um colega com dificuldades mecânicas no
e também longe de casa, trabalhando nas        gem desses valores cultivados por tão boa     seu veículo, ou para promover gestos de
rodovias, e conhecem São Cristóvão ao me­      gente. Ele nasceu em 25 de julho, na Pa­      solidariedade sem receber qualquer van­
nos pelo nome e pela causa de intercessão.     lestina, terra natal de Jesus e converteu-    tagem pessoal com a boa ação realizada.
        A importância do transporte rodo­      se ao cristianismo. Morreu no ano 250                 Na imensidão da rodovia, quando
viário no Brasil fez com que se multipli­      d.C. pela perseguição que o imperador         se pensa que está só, pode-se descobrir a
cassem os chamados “profissionais da es­       Décio moveu aos cristãos. Há duas ver­        qualquer momento, com a mesma surpre­
trada”. Não são apenas os motoristas, mas      sões para a sua morte, a primeira diz que     sa de São Cristóvão, que se está transpor­
os viajantes de um modo geral, os frentis­     foi crucificado, a segunda, decapitado.       tando o Senhor do mundo... “Que nesse
tas, os gerentes e funcionários de postos      Certo que, em vida, realizou o ministério     dia, especialmente, Deus abençoe todos
de abastecimentos, também de empresas          de transportar pessoas de um lado para o      os profissionais da estrada e que lhes dê
de transportes e de outros estabelecimen­      outro, em um rio. Narra-se que, ao chegar     um caminho seguro e um feliz regresso!”
                                                                 Pág.85
25 de Agosto: Dia do Soldado




       Deve-se lembrar com apreço e re­      fazer greve, não pode sindicalizar-       outros. Resulta o convencimento,
conhecimento a figura universal do Sol­      se e está sujeito aos rigores da Jus­     pelo seu exemplo, de que a posição
dado nesse dia especial. É o momento         tiça Militar e dos regulamentos dis­      individual nunca pode suplantar o in ­
certo para se reverenciar o idealista que    ciplinares capazes de lhe impor in­       teresse maior da coletividade. Dife ­
tem por diferencial o fato de assumir o      clusive a privação de liberdade em        rentemente do simples mercenário, o
compromisso de defesa da Pátria, da or­      situações inimagináveis para um ci ­      Soldado exerce uma missão e não
dem e da sociedade em geral, se preciso      vil; já, em contrapartida, e bem por      apenas um trabalho; faz valer sua
for com o sacrifício da própria vida.        isso, o Estado deve prover-lhe em         vocação e acredita na causa que de­
       Os Soldados merecem tal consi­        tratamento igualmente diferenciado.       fende com todas as suas forças.
deração por tudo o que já foi realizado              Mas a condição de militar, que            Por tudo isso, que cada vez mais
sob o alto preço de tantos sacrifícios, em   caracteriza o Soldado profissional - aí   seja possível identificar o idealismo do
prol do bem comum. Cada Soldado de­          subentendidas todas as graduações e       Soldado nos integrantes de nossa so­
fende esse ideal, independentemente se       postos, do Recruta ao General - repre­    ciedade, como modelo de seriedade, de
integrando as Forças Armadas, as Polí­       senta um meio e não um fim em si mes­     pureza, de esforço e de tenacidade.
cias Militares ou os Corpos de Bombei­       mo. Essa característica militar se re­            Assim, que cada político ou ocu­
ros Militares, exercendo função propri­      vela eficiente e mesmo imprescindível     pante de cargo público seja um Solda­
amente militar, ou se na condição de ci­     para a consecução das missões consti­     do da integridade moral e do interesse
vil orientado por suas convicções pesso­     tucionais e, porque não dizer, para a     coletivo; que cada juiz, promotor ou
ais em benefício da comunidade e agin­       própria garantia do Estado Democráti­     advogado seja um Soldado da Justiça
do como Soldado do bem. Nessa abor­          co de Direito hoje consolidado.           e não somente do Direito; que cada po­
dagem, é sempre ele o legionário que sus­           A figura emblemática do Solda­     licial seja um Soldado da paz e da har­
tenta, em última instância, o equilíbrio     do que é capaz de empenhar a própria      monia social; que cada religioso seja
das relações da vida em sociedade.           vida, na luta pelo que acredita, fazen­   um Soldado de Deus, tendo por princí­
        Não é o Soldado - profissio ­        do cumprir um juramento de sangue,        pio a caridade; que cada profissional
nal - um militar por simples capri ­         induz à reflexão sobre o que de fato se   de imprensa seja um Soldado da ver­
cho de representação das Institui ­          crê. É possível, então, alcançar o âma­   dade; que cada professor seja um Sol­
ções, para perfilar-se em uniformes          go de questões profundas de ordem éti­    dado da formação plena do indivíduo,
vistosos e garbosos, mas para con ­          ca, na análise individual do que é per­   não somente do seu intelecto; enfim,
dicionar-se ao cumprimento das or­           mitido ou daquilo que é correto, le­      que cada cidadão seja um Soldado do
dens regulares, com base nos prin ­          vando em conta que não se vive iso­       bem. Estaremos todos irmanados nas
cípios da hierarquia e da disciplina.        lado e cada ação, boa ou ruim, tem o      fileiras da vida, acreditando e lutando
Por isso ele, o profissional, não pode       potencial de interferir na vida dos       por um mundo melhor.
                                                             Pág.86
Identificação do cliente-alvo e
      atendimento de suas necessidades




        A prática da gestão da qualidade      rio regional, que circula em horários e       educativas, bem como segurança em
impõe a identificação dos clientes-alvo       trechos de modo diário ou semanal (ro­        amplo contexto, por meio do policiamen­
a partir da correlação com os serviços        tineiro), normalmente cobrindo pequenas       to preventivo para que se evitem ações
prestados, além do monitoramento e            distâncias, características que facilitam     criminosas nas rodovias. Já os clientes
atendimento de suas necessidades para         a interação com o Policiamento Rodoviá­       internos objetivam a melhoria no ambi­
o sucesso das ações desenvolvidas.            rio por meio de um natural maior conta­       ente de trabalho e nos processos de exe­
        No âmbito do policiamento             to com o policial da respectiva área de       cução dos serviços.
rodoviário, podemos compreender os            circulação. O segundo grupo é o usuário              Sob o ponto de vista do usuário
clientes como aqueles que se beneficiam ou    transregional, ou seja, aquele que não se     em sentido estrito, as suas necessidades
participam dos processos desenvolvidos, de    vincula à região policiada pelo efetivo       podem ser traduzidas em três itens que
modo que identificamos o grupo “interno”,     da Unidade e transita no trecho como iti­     induzem à observação e direcionamento
integrado pelos componentes da força de       nerário para o seu destino final, normal­     do trabalho, para uma melhor prestação
trabalho policial e o “externo”, integrado    mente cobrindo grandes distâncias, em         de serviços, quais sejam:
pelos usuários, esses em sentido estrito ou   intervalos maiores de tempo.                         - maior presença possível do Poli­
em sentido amplo.                                     Outro critério para segmentação,      ciamento Rodoviário, item relacionado
        Os usuários das rodovias estadu­      no contexto do usuário em sentido estrito,    à visibilidade das viaturas e distribuição
ais que compõem a área de circunscri­         é a finalidade do uso da rodovia, podendo     dos policiais ao longo da rodovia. Ob­
ção, em sentido estrito, são aqueles que      também ser destacados dois grandes            servando-se que a diminuição dos aci­
se encontram na condição de motorista         grupos: o usuário para fins profissionais     dentes e de vítimas surge como natural
e motociclista, passageiro ou pedestre e      (que circula em serviço ou em direção         decorrência dessa estratégia, somada a
ciclista. Já os usuários, em sentido am­      ao local de serviço e retorno) e o usuário    uma fiscalização dirigida às infrações
plo, além dos primeiros, são os integran­     para fins outros (passeio, estudo e           que mais causam acidentes.
tes de comunidade lindeira (aquela que        compromissos diversos).                              - menor tempo possível entre a
se mantém no limite da rodovia), bem                  Nessa avaliação, a complexa área      solicitação e a chegada da viatura no lo­
como trabalhadores e encarregados que         de atuação da 3ª Cia do 2º BPRv engloba       cal de acidente, ou no local da necessi­
atuam nas margens das rodovias, no co­        1.362,50 Km de rodovias estaduais, que        dade de apoios diversos, o que represen­
mércio, na indústria, nos setores relaci­     interligam 57 municípios, incluindo os        ta, na prática, uma conseqüência do pri­
onados ao transporte rodoviário, inclu­       acessos, onde é realizado ininterruptamente   meiro item;
sive na própria conservação da rodovia,       o policiamento rodoviário. As faixas de              - melhor qualidade possível no
ou em qualquer outro ramo de atividade.       domínio, abrangendo 25 (vinte e cinco)        atendimento, reflexo do preparo técnico
        A maior parte dos clientes-alvo se    metros de cada lado das rodovias,             e do relacionamento interpessoal do pro­
encontra no conjunto dos usuários mo­         contados a partir do seu ponto central,       fissional, com destaque à sua cordiali­
toristas e motociclistas, acompanhados        também integram a respectiva área de          dade, em qualquer situação, seja duran­
de seus respectivos passageiros. Nesse        circunscrição.                                te um simples fornecimento de alguma
universo é possível separar dois grandes              Basicamente, os clientes externos     informação ou apoio, ou mesmo durante
grupos, pelos critérios de horário, trecho    visam obter segurança no tráfego, como        fiscalização de trânsito (polícia de trân­
e freqüência de circulação.                   beneficiários das ações próprias de poli­     sito) ou em uma abordagem propriamen­
        O primeiro é composto pelo usuá­      ciamento rodoviário e das campanhas           te policial (polícia de segurança).
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Resultados do Policiamento Rodoviário




       É fundamental fazer um balan­       criminalidade, somando-se as prisões              Quando alguém se propõe a redu­
ço do que foi realizado após o fecha­      em flagrante realizadas, os detidos, os   zir incidências, ou seja, evitar algo (como
mento de períodos de mês, semestre e       procurados pela Justiça capturados e as   no caso de vítimas e infrações penais na
ano, para buscar o aprimoramento do        apreensões de drogas e demais objetos     rodovia) trabalha com o conceito de ação
trabalho, em qualquer área de atuação.     de ilícito, dentre outros itens           preventiva. A ênfase da conduta está no
No caso do Policiamento Rodoviário,        mensuráveis.                              espaço temporal anterior aos aconteci­
que é atividade especializada desenvol­                                              mentos indesejáveis. Deve-se atuar de
vida por algumas Unidades da Polícia                                                 modo pró-ativo e, não somente, reativo.
Militar nas rodovias estaduais e faixas                                              Mesmo quando são apreendidas drogas
de domínio (margens das rodovias), a                                                 transportadas nas rodovias (tráfico
verificação dos resultados obtidos sig­                                              como ilícito penal), exercendo-se uma
nifica a melhor referência para o pla­                                               repressão (ação reativa) pratica-se a
nejamento do próximo período, para                                                   prevenção de condutas similares,
propositura de metas e, ainda, para                                                  desestimulando-se outras ocorrências
aperfeiçoamento da instrução, servin­                                                pela mensagem explícita de que ações se­
do como instrumento de motivação dos                                                 melhantes não sairão impunes.
profissionais responsáveis por toda a                                                        A constatação de uma irregulari­
ação policial desenvolvida.                                                          dade do veículo, ou uma irregularidade
       O objetivo é muito bem defini­                                                na conduta do motorista motiva imedia­
do e amplamente discutido: reduzir o                                                 ta providência legal para reparação ou
número de vítimas de acidentes, espe­                                                correção de posturas comportamentais.
cialmente as fatais, além de garantir a                                              Quando se autua um motorista, se apre­
fluidez do trânsito. Ao mesmo tempo,                                                 ende documentos ou se apreende o pró­
pretende-se diminuir a incidência de                                                 prio veículo, decorrente de alguma infra­
ilícitos penais (crimes e contravenções)                                             ção de trânsito praticada (esfera adminis­
na área de circunscrição. Para esse úl­                                              trativa) alcança-se a prevenção de aciden­
timo quesito, avalia-se igualmente a                                                 tes, específica (individual) ou geral
produtividade no combate à                                                           (exemplo aos demais usuários).
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Não é outra a finalidade da apli­    sito se encontrava sob efeito de álcool ou    localização de objetos ilícitos, para repres­
cação das regras do Código de Trânsito       de outras substâncias que interferem nos      são e a prevenção de infrações penais.
Brasileiro e demais normas legais e re­      sentidos humanos.                                    Nessa linha de ação, junto com
gulamentares na área de trânsito.                    O que dizer, então, da prática de     os esforços da área de engenharia para
        Embora existam outros fatores que    ilícitos penais nas rodovias? São eles evi­   melhoria das condições das rodovias,
influem na ocorrência de acidentes de        dentes resultados da vontade humana, seja     busca-se motivar o profissional, polici­
trânsito, tais como o ambiente (chuva, ne­   da conduta dolosa ou do risco assumido.       al militar rodoviário atuante, para a co­
blina, fumaça etc.) e as condições da pis­   Contra esse fator humano, preponderan­        lheita de resultados que possam ser ava­
ta, certo que a grande maioria dos sinis­    te, aplica-se o remédio da atuação opera­     liados de modo positivo ao término do
tros é conseqüência direta da imprudên­      cional planejada, caracterizada por méto­     período analisado.
cia, negligência ou mesmo imperícia de       dos de vigilância e de fiscalização volta­           O quadro abaixo demonstra alguns
usuário da via. Inclusive, já se constatou   dos a coibir infrações de trânsito e inten­   dos itens de destaque, na evolução anual
em pesquisa recente que praticamente         sificação de buscas pessoais e veiculares     dos dados da área da 3ª Cia do 2º BPRv,
metade dos mortos em acidentes de trân­      em situações de suspeita, objetivando a       no período de 2001 a 2007:

                             ALGUNS DADOS DA COMPANHIA DE ASSIS




       Devem ser comemorados esses           em fiscalização na rodovia; providen­
resultados que demonstram diminui­           ciadas sinalizações emergenciais e
ção das fatais nas rodovias regionais,       socorros a usuários, além das campa­
constância nas ações preventivas e re­       nhas e trabalhos educativos de trânsi­
pressivas de trânsito e o combate for­       to e atendimento ao público de um
te à criminalidade. A incidência de          modo geral.
furto ou roubo de carga é tão pequena              O resultado positivo é alcança ­
que essa modalidade criminosa se en­         do com o comprometimento, vonta­
contra praticamente extinta na região,       de e dedicação de cada policial mili ­
graças ao trabalho permanente de po­         tar rodoviário em serviço. De nada
lícia ostensiva; de fato, durante todo       adiantaria o esforço, igualmente, se
o ano de 2007 ocorreram apenas dois          não houvesse o apoio dos demais ór­
registros isolados que estão sendo de­       gãos policiais, com quem se mantém
vidamente investigados, com suspei­          permanente contato harmonioso, in­
ção de fraude.                               terativo e, por isso, extremamente
       A 3ª Cia continua com grande          produtivo. A imprensa exerce bem o
destaque na apreensão de drogas. Fe­         seu papel, noticiando ocorrências de
chou o ano de 2007 como a Subuni­            destaque e mantendo excelente nível
dade que mais apreendeu entorpecen­          de relacionamento com os policiais
te na área do 2º BPRv que é conside­         militares rodoviários.
rada a Unidade com melhor desempe­                 A gestão pela qualidade se de­
nho nesse item em todo o Estado.             monstra por índices tangíveis, como
       Também foram transportados            se procura apresentar. Justo, portan­
nas viaturas vários órgãos para trans­       to, que a sociedade deles tome conhe­
plante; prestados inúmeros apoios a          cimento, afinal, ela é a destinatária e
outras Secretarias e órgãos públicos         a beneficiária dos serviços públicos.
                                                               Pág.89
Velocidade, ultrapassagem e distância de segurança
        Partindo de uma análi­                                                                         nos contar o quanto é dolori­
se cuidadosa de cada acidente                                                                          do quem teve a triste experi­
ocorrido nas rodovias, chega-                                                                          ência de bater a testa em uma
se à conclusão de que o exces­                                                                         porta de vidro ou em um pos­
so de velocidade, as ultrapas­                                                                         te, sem notar o obstáculo en­
sagens em local proibido e o                                                                           quanto andava; também não
hábito de não manter distân­                                                                           é difícil imaginar o que acon­
cia de segurança em relação ao                                                                         tece com alguém correndo (a
veículo da frente são as prin­                                                                         uma média de 12 Km/h) vin­
cipais causas desses eventos                                                                           do a bater em uma parede...
trágicos que tiram a vida de                                                                           Calcule, agora, o estrago
incautos motoristas - e de ter­                                                                        provocado por uma colisão
ceiros cautelosos também.- , de                                                                         a 50, 60 Km/h ou mais.
passageiros e até mesmo de                                                                                     Por isso são utilizados
pedestres, além de deixar se­                                                                           instrumentos auxiliares,
qüelas nos sobreviventes, ge­                                                                           como os radares, para a
rando elevado custo social.                                                                             constatação de velocidade
                                      Efetivo do Policiamento Rodoviário operando radar manual
        Tais condutas constitu­                                                                         excessiva, a partir da sinali­
em graves e independentes infrações de protegidos em razão da lataria ou que con­         zação da rodovia, bem como a análise de
trânsito previstas respectivamente nos ar­     seguiremos nos segurar ou, ainda, segu­    elementos objetivos em relação às cir­
tigos 218, 202/203 e 192 do Código de rar crianças eventualmente soltas, com cunstâncias para comprovação do aspec­
Trânsito Brasileiro (CTB), Lei Federal apenas um dos braços enquanto o outro to de “incompatibilidade de velocidade”
nº 9.503/97 (classificadas como gravís­        segura o volante...                        que motiva enquadramento diverso do ex­
simas em alguns casos) e, por sinal, inti­            Excesso de confiança é o fator que cesso (art. 220 combinado com o 43). Para
mamente relacionadas umas às outras. leva alguns motoristas a assumirem riscos preservar vidas, a fiscalização no item
De fato, corre excessivamente quem tem desnecessários. Desconsideram que em alta “velocidade” deve ser implacável nas es­
pressa e se arrisca além do limite para o velocidade os olhos cansam rapidamente, tradas.
qual foi projetada a via; ultrapassa em por conta da movimentação intensa do glo­                Ultrapassagem em locais indevidos
local impróprio quem igualmente tem bo ocular e das variações de luz e de cores, (onde houver marcação viária longitudi­
pressa e não consegue aguardar o mo­           enfim, pelo grande número de informações nal de divisão de fluxos opostos do tipo
mento oportuno, expondo outros à gra­          captadas. Tudo passa muito rapidamente linha dupla contínua ou simples contínua
ve perigo, particularmente em pistas sim­      pelos olhos e pela mente do motorista em amarela, por exemplo) é igualmente uma
ples - não duplicadas - e, finalmente, não constante processamento, inclusive a ava­      infração de trânsito muito séria. Expõe a
guarda distância de segurança também o liação do tempo e espaço necessários para sério risco a vida de terceiros, além da vida
apressado intolerante à permanência de que se realize uma ultrapassagem segura. do próprio condutor incauto. Não é à toa
qualquer outro veículo à sua frente, for­      E quanto maior a velocidade, maior a chan­ que se verificam, rotineiramente, a inci­
çando ultrapassagens.                          ce de falha humana.                        dência de acidentes fatais causados por
        Quanto à velocidade, é bom lem­               Lógico que a velocidade muito ultrapassagens mal sucedidas...
brar que o motorista tem as limitações pró­    baixa também pode causar acidentes, es­            Por outro lado, a falta de distância
prias de sua natureza humana. Imaginan­        pecialmente colisões traseiras; por isso mínima - de segurança - em relação ao
do-nos também como máquinas - e de constitui também infração de trânsito veículo da frente, variável de acordo com
certa forma o somos -, facilmente pode­        circular com a velocidade abaixo da a velocidade e convencionada em pelo
mos concluir que os sentidos e as reações mínima, ou seja, em regra a menos da menos 2 segundos de intervalo, quase
corporais comandadas pelo cérebro não metade da máxima permitida, de acor­                sempre é forma irresponsável de pressio­
foram projetados para operar em altas do com o CTB, conduta passível de au­               nar a ultrapassagem, daí a sua relação di­
velocidades e, também, somos obrigados tuação tanto quanto o excesso de velo­             reta com as outras infrações de trânsito já
a reconhecer a fragilidade de nossa estru­     cidade, em condições normais, salvo se expostas. Ainda, tal conduta é contrária a
tura corpórea em face de uma mudança o veículo estiver circulando na faixa da tudo o que se ensina enfaticamente hoje
radical de velocidade, no caso de uma direita (art. 219).                                 em dia, no contexto da chamada “direção
colisão, por exemplo.                                 Imagine um caminhão a 40 km/h defensiva”.
        Na verdade, submetemo-nos a uma em uma rodovia cuja velocidade permiti­                  Por isso, com propriedade, devem
ilusão de normalidade provocada dentro da é de 100 Km/h; a média dos demais ser absolutamente evitadas essas três in­
de um veículo a cem quilômetros por hora veículos, nesse caso, estaria provavelmen­       frações: excesso de velocidade, ultrapas­
e temos a sensação de que seria possível te um pouco abaixo da máxima e, em uma sagem proibida e falta de distância de se­
tranqüilamente abrir a porta e também colisão traseira, o estrago seria equivalen­        gurança.
descer no asfalto... Outra ilusão comum é te a um carro encontrando uma parede à                 Paz na estrada aos motoristas de
achar que, em caso de colisão, estaremos quase 60 Km/h. Parece pouco, mas pode boa vontade!
                                                               Pág.90
Operação “Cavalo de Aço”
                                                                                         banas, como também nas rodovias
                                                                                         paulistas. Todas essas circunstâncias
                                                                                         explicam o fato de que, nos últimos
                                                                                         anos, a participação de motocicletas
                                                                                         envolvidas em acidentes nas rodovias
                                                                                         estaduais paulistas aumentou expressi­
                                                                                         vamente: de 16 % em 2006 para 20 %
                                                                                         em 2007.
                                                                                                 Acidentes com motocicletas ten­
                                                                                         dem a gerar vítimas graves, por tratar-
                                                                                         se de veículo em que o condutor e o
                                                                                         eventual passageiro estão muito expos­
                                                                                         tos a ferimentos em caso de acidente.
                                                                                         Em rodovias, o problema é amplifica­
                                                                                         do em função das velocidades maiores
                                                                                         praticadas pelo tráfego geral, agravan­
                                                                                         do-se a interferência lateral quando da
                                                                                         circulação da motocicleta entre faixas
                                                                                         (no “corredor”), particularmente nos
                                                                                         trechos urbanos. Exatamente por isso,
                                                                                         em relação às mortes ocorridas nas ro­
                                                                                         dovias estaduais, torna-se alarmante a
                                                                                         constatação de que os motociclistas res­
                             Fiscalização de motociclistas                               ponderam por 25 % dos óbitos em 2007,
                                                                                         contra 18 % em 2006.
       A Polícia Militar Rodoviária vem      mente, em relação ao ano de 2005, com               Estudos recentes indicam que o
desenvolvendo sistematicamente ações         a venda de mais 1,2 milhões de unidades     perfil do motociclista acidentado é re­
planejadas de fiscalização de trânsito       ao ano, segundo a Abraciclo - Associa­      presentado por: 93 % do sexo masculino;
com foco em motocicletas, em todo o          ção Brasileira dos Fabricantes de Moto­     75 % na faixa etária entre 20 e 30 anos;
Estado de São Paulo, em razão do au­         cicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bici­    64 % dirigem 10 horas por dia; em 76 %
mento expressivo da frota em circulação      cletas e Similares.                         circulam em motocicletas de baixas
que trouxe, como conseqüência, o au­                 As motocicletas de 100 a 250        cilindradas (125cc). Logicamente que os
mento dos acidentes e de vítimas que se      cc de cilindradas foram as mais ven­        acidentes ocorridos nas cidades absorvem
utilizam desses veículos de duas rodas.      didas nas regiões Sudeste, com mais         boa parte das estatísticas, com esse exato
Tal iniciativa resulta da competência ori­   de 40%, seguida do Nordeste, com            perfil. Na rodovia, por outro lado, onde o
ginária (Constitucional) quanto à reali­     pouco mais de 20% e da região Sul,          perigo é potencialmente maior, notam-se
zação da polícia ostensiva e à preserva­     com aproximadamente 19% lideraram           características similares a partir da veri­
ção da ordem pública e, como compe­          o ranking da distribuição geográfica        ficação de que a motocicleta vem substi­
tência derivada de Convênio, a fiscali­      de vendas ao mercado interno.               tuindo o automóvel por conta dos seus bai­
zação de trânsito nas rodovias.                     Ainda, tem crescido nos últimos      xos custos.
       Nesse universo de atribuições se      anos o transporte denominado de                     Além da delicada questão dos
inclui a repressão à prática de infrações    “moto-frete” e também os serviços de        acidentes, impõe-se maior número de
de trânsito e a adoção das providências      “moto-táxi”, que se tornaram modali­        abordagens a motociclistas em razão
legais previstas no Código de Trânsito       dades muito comuns na estrutura das         de que aumentou muito, também, a uti­
Brasileiro, além daquelas decorrentes da     cidades de médio e grande porte, com        lização de motos para fins ilícitos, com
legislação penal, igualmente repressi­       tendência de expansão em relação às         ênfase no tráfico de entorpecentes e
vas, diante da constatação de infrações      cidades de menor população.                 roubos pela maior agilidade do veícu­
penais. A fiscalização é realizada em               Nota-se, também, que a compra        lo de duas rodas.
todas as rodovias estaduais, sob o já        de uma motocicleta está bastante facili­            No contexto da fiscalização do
tradicional nome de Operação “Cava­          tada, o que torna esse veículo um atra­     trânsito, em especial, somente a atuação
lo de Aço”.                                  tivo aos usuários atuais de viagens a pé,   ostensiva, intensa e inteligente pode atin­
       Essa intervenção mostra-se hoje       trens e ônibus, principalmente. Estima-     gir os fins pretendidos, que são basica­
mais que necessária. De fato, no Brasil      se atualmente que mais de 30% do mer­       mente a mudança de comportamento do
encontra-se em plena expansão a produ­       cado de motocicletas é composto por ex­     motociclista que pratica infrações e a re­
ção e a venda de motociclos. Em 2005         usuários de transporte coletivo. Como       tirada de circulação das motocicletas que
foram vendidos 1,024 milhões de unida­       resultado dessa evolução, a circulação      se encontram em situação irregular, par­
des no país. Em 2006 e 2007, o cresci­       de motocicletas vem apresentando uma        ticularmente quanto ao não oferecimento
mento foi superior a 20%, respectiva­        série de problemas, não só nas áreas ur­    de plenas condições de segurança.
                                                              Pág.91
Os motociclistas, os passageiros e seus capacetes
       O Código de Trânsito Bra­                                                                  positivo refletivo de segurança
sileiro (Lei Federal nº 9.503/97)                                                                 (adesivo refletivo) nas partes tra­
já obrigava o uso de capacete de                                                                  seira, frontal e nas laterais do ca­
segurança tanto para o condutor                                                                   pacete e, também, o selo de iden­
(motociclista) quanto para o ga­                                                                  tificação regulamentado pelo IN­
rupa (passageiro) das motoci-                                                                     METRO, ou a existência de eti­
cletas, motonetas e ciclomoto­                                                                    queta interna, comprovando a
res em circulação (artigos 54 e                                                                   certificação do produto. Verifi­
55). Particularmente para o                                                                       car-se-á, também, se o capacete
condutor, já era exigido o ca­                                                                    apresenta algum defeito (trincas,
pacete com viseira ou, na falta                                                                   por exemplo) e a integridade do
desta, “óculos protetores”. Para                                                                  revestimento interno, da cinta ju­
o passageiro a lei não impunha                                                                    gular (que não pode estar desfia-
tal complementação.                                                                               da) e do engate (que deve estar
       A falta de regulamentação                                                                  funcionando).
específica gerava uma série de                                                                           A não adequação do equi­
interpretações dúbias, prejudici­                                                                 pamento ou sua não fixação cor­
ais à desejada uniformidade de                                                                    reta enquadra-se na mesma infra­
procedimentos da fiscalização,                                                                    ção de trânsito da falta do capa­
destacando-se o fato de que a in­                                                                 cete, eis que o inciso I do artigo
fração de trânsito pela falta do                                                                  244 prescreve a infração como
capacete era (e continua sendo)                                                                   “sem usar capacete de segurança
classificada como gravíssima e                                                                    com viseira ou óculos de prote­
passível de multa (R$ 191,54) e                                                                   ção e vestuário de acordo com as
suspensão do direito de dirigir,                                                                  normas e especificações aprova­
nos termos do artigo 244, incisos I e II,     ção à cabeça “pelo conjunto formado pela     das pelo CONTRAN”. Á propósito,
também do CTB. Importante esse tema,          cinta jugular e engate, por debaixo do       quanto à questão do vestuário, como
eis que o nível de exposição do corpo         maxilar inferior”. Tanto quanto ainda é      equipamento obrigatório de segurança,
humano sobre um veículo como a moto­          comum flagrar pessoas sobre uma moto         aguarda-se ainda regulamentação da
cicleta em movimento é muito grande e,        com o capacete protegendo um dos coto­       matéria.
bem por isso, a gravidade dos ferimen­        velos ao invés da cabeça, não é raro en­            Interessante, também, a questão da
tos resultantes de acidentes é proporcio­     contrar pessoas com o capacete apenas        proteção dos olhos. A viseira é peça obri­
nal à fragilidade que se compensa, até        encaixado na cabeça (ou por vezes apoia­     gatória do capacete, exceto no caso de
certo ponto, pelo uso correto do equipa­      do na testa...), sem a adequada fixação,     utilização de “óculos de proteção”, ora
mento obrigatório de segurança.               o que compromete totalmente a efici­         definidos como “aquele que permite ao
       Recentemente foi publicada a Re­       ência do equipamento que deveria ser­        usuário a utilização simultânea de ócu­
solução nº 203 (de 29 de setembro de          vir como instrumento de proteção em          los corretivos ou de sol” (o anexo da re­
2006), do Conselho Nacional de Trânsi­        caso de acidente.                            ferida Resolução trás suas especifica­
to (CONTRAN), que é o órgão coorde­                  O terceiro ponto é a obrigatorieda­   ções). Portanto, de acordo com o que foi
nador do Sistema Nacional de Trânsito e       de do capacete se encontrar “certificado     regulamentado, sem a viseira posiciona­
órgão máximo normativo e consultivo na        por organismo acreditado pelo Instituto      da de forma a dar proteção total aos
área de trânsito, disciplinando o uso de      Nacional de Metrologia, Normalização e       olhos, é proibido usar apenas óculos de
capacete para condutor e passageiro de        Qualidade Industrial (INMETRO), de           sol, óculos corretivos (de graus), ou ain­
motocicleta, motoneta, ciclomotor, trici­     acordo com regulamento de avaliação da       da o de segurança de trabalho (EPI), que
clo motorizado e quadriciclo motoriza­        conformidade por ele aprovado”. Signifi­     não são capazes de substituir o equipa­
do, ou seja, para todas as categorias as­     ca dizer que não é qualquer capacete que     mento identificado como “óculos de pro­
semelhadas à motocicleta (que sujeitam        pode ser utilizado a pretexto de se evitar   teção”. Por fim, a viseira deve se apre­
o corpo humano à grande exposição), o         multas ou, ainda, para inventar ou seguir    sentar em padrão cristal (transparente)
que veio esclarecer vários pontos rele­       alguma tendência de moda. Para proteger      para uso no período noturno, restando
vantes, regulamentando finalmente a           a calota craniana e pelo menos as partes     proibida a aposição de qualquer película
matéria relativa ao capacete.                 laterais do maxilar, o capacete deve en­     em sua extensão e também nos óculos
       O primeiro ponto que se coloca é       volver toda a cabeça e não apenas a sua      de proteção, a fim de se garantir a máxi­
obrigatoriedade do uso do equipamento,        parte superior como ocorre com vários        ma transparência em qualquer horário de
em qualquer via pública, pelo condutor e      modelos conhecidos como “coquinho”,          utilização e, com isso, favorecer a capa­
pelo passageiro (as motocicletas e seus as­   que são proibidos.                           cidade de visão do usuário.
semelhados não foram projetados e apro­              No contexto das especificações               Por isso, ao motociclista e ao pas­
vados para a condução de mais de um           técnicas, as autoridades de trânsito ou      sageiro da moto fica a seguinte mensa­
passageiro). O segundo ponto é a obri­        seus agentes devem observar, durante a       gem: para preservar sua vida, use sempre
gatoriedade, ora expressa, da sua afixa­      fiscalização, a devida aposição de dis­      o capacete. E corretamente.
                                                               Pág.92
O Policiamento Rodoviário e o meio ambiente
        A Instituição identifica e tra­                                                             diminui impactos ambientais de­
ta os aspectos que causam impac­                                                                    correntes de sua operação.
tos sociais e ambientais, decorren­                                                                        No âmbito interno, os po­
tes de seus produtos, processos e                                                                   liciais são conscientizados sobre
instalações. Também previne aci­                                                                    a importância de se evitar o des­
dentes de trânsito relacionados ao                                                                  perdício de materiais, pois tal
transporte de produtos perigosos,                                                                   conduta, além de significar uma
com a finalidade de evitar danos ao                                                                 economia para o Estado, também
meio ambiente e à sociedade em ge­                                                                  diminui a quantidade de lixo acu­
ral.                                                                                                mulado, proporcionando mais
        Quando ocorrem tais aciden­                                                                 saúde e reduzindo a agressão
tes, não obstante o esforço em evitá­                                                               ambiental.
los, minimiza os impactos                                                                                  Na prática, os resultados
ambientais mediante atendimento                                                                     correspondem a uma melhor
rápido, breve acionamento dos ór­                                                                   conservação das instalações,
gãos responsáveis pelas interven­                                                                   uma redução com os gastos na
ções necessárias - inclusive limpe­                                                                 manutenção e reparos dos pró­
za do local - tais como CETESB,                                                                     prios públicos e o aumento da
Corpo de Bombeiros, DER e Con­                                                                      satisfação e segurança do poli ­
cessionárias, além de providenciar                                                                  cial militar, independente de tra­
sinalização emergencial, socorro              Apreensão de pássaros silvestres transportados        balhar na função administrativa
imediato às vítimas e registros per­        ilegalmente. Assis, 2007. (na foto, Cabo Ribeiro)       ou operacional, e daqueles que
tinentes.                                                                                           utilizam os serviços do policia ­
        Outros impactos ambientais podem para a fiscalização dos veículos de mento rodoviário.
ocorrer na área de atuação, sem relação transporte de produtos perigosos, pro­                        Ainda, as unidades de Policia­
direta com os produtos perigosos, opor­         tegendo particularmente os mananci­           mento Rodoviário foram escolhidas
tunidade em que o Policiamento Rodovi­          ais que podem ser atingidos em razão pelo Alto Comando da Polícia Mili­
ário também age prontamente. Exemplo de acidentes nas rodovias, evitando- tar, juntamente com as do Policiamen­
disso é o caso dos incêndios em margens se graves prejuízos à sociedade. Tam­                 to Ambiental, para implantação em
de rodovias, por vezes causados por pon­        bém age na proteção à qualidade do sua totalidade dos efeitos de registro
tas de cigarros atiradas por incautos moto­     ar por meio da fiscalização dos níveis imediato da Lei Federal 9.099/95,
ristas.                                         de emissão de fumaça dos veículos após período de experiência.
        Nessa situação, é acionado ime­         movidos a óleo diesel, mediante em­                   Assim, desde 1º de janeiro de
diatamente o Corpo de Bombeiros e é prego da escala “Ringelmann”, instru­                     2004 todas essas unidades vêm con­
providenciada a urgente sinalização mento de medição visual para subsi­                       feccionando o chamado Termo Cir­
do local para se evitar acidentes de diar lavratura de autos de infração de cunstanciado, aplicado aos crimes
trânsito em razão da fumaça que di­             trânsito, distribuído recentemente a considerados de menor potencial ofen­
minui a visibilidade dos usuários da todo o efetivo.                                          sivo, ou seja, com pena até dois anos
rodovia. Também são promovidas in­                    Igualmente no contexto dos cri­         de prisão, considerando-se nesse
terdições e desvios necessários, além mes ambientais, a força de trabalho re­                 contexto vários crimes ambientais, o
da colocação das viaturas em pontos prime o transporte rodoviário irregu­                     que reflete um ganho na qualidade do
estratégicos com luzes intermitentes lar de animais silvestres, de produtos serviço prestado, em vista de não ser
e “high-light” ligados, o que auxilia a e subprodutos naturais sem registro de mais necessário o afastamento do po­
sinalização de emergência.                      procedência legal, a exemplo de ma­           licial de seu local de trabalho, aumen­
        No campo preventivo, a força de deira, carvão e palmito, adotando pro­                tando a ostensividade e promovendo
trabalho age com equipes treinadas vidências quanto ao encaminhamento a repressão imediata das infrações ao
                                                da ocorrência policial e apreensões de­       meio ambiente.
                                                vidas. Ainda que não seja caracteri­
                                                zada a infração na área ambiental, por
                                                vezes tal ação policial detecta e repri ­
                                                me crimes contra a economia popu­
                                                lar, ao constatar ausência de notas
                                                fiscais relacionadas ao transporte re ­
                                                alizado.
                                                      Quanto às viaturas utilizadas,
                                                que compreendem importante instru­
                                                mento de trabalho em emprego perma­
   Policial fiscalizando nível de emissão       nente, a preocupação com a manuten­                Viatura própria para fiscalização
   de fumaça com escala “Ringelmann”            ção preventiva, regulagem e limpeza              de transportes de produtos perigosos
                                                               Pág.93
Solução para a questão dos
                  animais soltos nas rodovias




       Mesmo com o desenvolvimento            omissão do proprietário do animal, inclu­   virtude da Lei 9.099/95). Nesse mesmo
regional e a acentuada melhoria das con­      sive o indiciamento por homicídio culpo­    período, 13 casos foram processados,
dições gerais de segurança nas rodovias,      so, ou seja, sem a intenção de matar. E     objetivando intervenção do Poder Judi­
nota-se que ainda ocorrem acidentes em        além da responsabilidade penal, em qual­    ciário, somente na região de Assis.
decorrência de animais soltos. Por isso,      quer hipótese de prejuízos decorrentes,            Além dos registros policiais devi­
é importante sempre destacar as respon­       também existe a obrigação de reparação      dos, de qualquer modo o animal é imedia­
sabilidades individuais, para a diminui­      dos danos causados (responsabilidade ci­    tamente retirado da via pública e condu­
ção desses eventos tão danosos à segu­        vil) como conseqüência da conduta do        zido mediante apoio do DER ou empre­
rança do trânsito.                            proprietário do animal solto em via pú­     sas concessionárias e, em alguns casos,
       A pessoa que por omissão permi­        blica. A dificuldade na aplicação da lei    das Prefeituras locais, para espaço pró­
te que seus animais permaneçam na via         existe em razão de que, naturalmente, em    prio, de onde somente é retirado pelo res­
pública, causando sério risco ao trânsito     situações de acidente, quase sempre não     ponsável devidamente identificado e com
e, conseqüentemente, à vida de terceiros,     aparece o responsável pelo animal, pois     o pagamento das despesas decorrentes.
pratica a contravenção penal de omissão       este nega a sua propriedade...                     Por isso, quando algum usuário
de cautela na guarda ou condução de                  Registraram-se durante os anos       das rodovias estaduais observa ani ­
animais, artigo 31, parágrafo único da Lei    de 2006 e 2007 vários acidentes nas         mais soltos na pista ou nas proximi­
de Contravenções Penais (Decreto-lei nº       rodovias regionais causados pela presen­    dades, pode e deve acionar, por ques­
3.688/41). Se identificado, obviamente,       ça de animais na pista, em especial ca­     tão de cidadania, o Policiamento Ro­
o proprietário ou o preposto responsável      valos e bovinos, o que justificou uma       doviário de imediato (em Assis, pelos
deverá responder criminalmente pela sua       grande mobilização dos policiais milita­    telefones 18-3322-8644, ou 18-3325­
omissão em conduta extramente lesiva à        res rodoviários para identificar os pro­    1013, ou mesmo pelo número 190).
segurança da coletividade. Cabível,           prietários e responsáveis, nas proprieda­          No caso de área urbana, ao no­
igualmente, a imputação do crime de           des lindeiras, a fim de promover adver­     tar animais soltos na via pública, além
maus tratos a animais, quando constata­       tências e, em caso de flagrante contra­     do acionamento do órgão da Prefeitu­
do o abandono ou o abuso do proprietá­        venção, a lavratura de termo circunstan­    ra que cuida da recolha, o cidadão
rio ou encarregado nos termos do artigo       ciado, com o posterior encaminhamento       igualmente pode acionar a Polícia,
32 da lei federal nº 9.605/98 (Lei dos Cri­   do caso ao juízo competente, para o de­     desde que tenha a identificação do res­
mes Ambientais).                              vido processamento da ação em rito su­      pectivo proprietário ou encarregado
       Teoricamente é possível, depen­        maríssimo (apesar da gravidade da con­      que deveria cuidar dos animais, para
dendo das investigações sobre um aci­         duta, a infração penal é caracterizada      que seja possível a responsabilização
dente que resulte morte, se constatada a      como de pequeno potencial ofensivo em       também no campo penal.
                                                               Pág.94
Por um trânsito mais seguro
                                                                                            normais de funcionamento mecânico.
                                                                                            Mas não significa que o passageiro é
                                                                                            sempre isento de responsabilidade, ain­
                                                                                            da que inexistente na legislação de trân­
                                                                                            sito. Como é possível, por exemplo, al­
                                                                                            guém aceitar ser transportado, em um
                                                                                            veículo sem condições de segurança ou
                                                                                            dirigido por alguém embriagado?
                                                                                                   Com relação ao pedestre, por ou­
                                                                                            tro lado, é muito comum encontrá-lo cru­
                                                                                            zando inadvertidamente ruas, avenidas e
                                                                                            mesmo rodovias com grande movimento
                                                                                            (e, nessas, pulando divisórias) sem a no­
                                                                                            ção completa do risco que corre. Alguma
                                                                                            noção possui; caso contrário, o seu com­
                                                                                            portamento poderia ser classificado como
                                                                                            suicida. Infelizmente, para aqueles que se
                                                                                            preocupam somente com o tempo que
                                                                                            podem perder, faixas ou passarelas para
                                                                                            travessia são elementos decorativos.
                                                                                                   Não é difícil, portanto, chegar à
                                                                                            simples conclusão de que devemos in­
                        Ordem legal de parada para fiscalização                             vestir muito na conscientização, para di­
                                                                                            minuirmos os índices de acidentes de
        Acidentes de trânsito representam     tam razoáveis condições de conservação        trânsito. Buscaremos, então, no próprio
hoje um dos grandes problemas sociais         e de sinalização, pode-se afirmar, sem a      fator humano a força para reverter a
do Brasil. De acordo com dados divul­         menor dúvida, que prepondera o fator hu­      intranqüilidade reinante no trânsito. Tra­
gados pelo Departamento Nacional de           mano como causador de trágicos even­          ta-se mesmo de necessária mudança de
Trânsito (DENATRAN), por ano mais de          tos. Prepondera, na maioria das vezes, o      comportamento, a fim de que cada um
350.000 pessoas são feridas e outras          sentimento de impunidade que afrouxa          dos usuários seja um agente da seguran­
35.000 perdem a vida em acidentes nas         os cuidados dos motoristas - que também       ça no trânsito.
ruas e avenidas das cidades ou nas rodo­      praticam infrações de trânsito. Então, a             O Código de Trânsito Brasileiro
vias, resultando um custo social anual da     incidência constante de acidentes traz a      (CTB), lei nº 9.503, de 23 de setembro
ordem de mais de 10 bilhões de reais,         sensação de intranqüilidade, o que sub­       de 1997, reservou um de seus capítulos
segundo o Instituto de Pesquisa Econô­        verte a ordem normal e compromete a           (o Capítulo VI) para tratar da “Educa­
mica Aplicada (IPEA).                         almejada segurança para aqueles que res­      ção para o trânsito” (artigos 74 a 79),
        Esse cálculo não pode abranger,       peitam as regras de trânsito.                 prestigiando a prevenção dos acidentes
evidentemente, o custo moral da perda de             Assistimos a ultrapassagens e con­     por meio de constante trabalho de
uma vida sequer. O valor de uma vida,         versões em locais proibidos, excesso de       conscientização em campanhas e
para a família que a perdeu, é imensurável.   velocidade, desrespeito ao pedestre, à        mobilização de todos os órgãos e entida­
E quem de nós nunca perdeu um ente que­       distância mínima em relação ao veículo        des relacionados, direta ou indiretamen­
rido em um acidente de trânsito? Como         da frente, à sinalização, condutores sem      te, com o trânsito urbano ou rodoviário.
podemos reverter esse quadro e afastar­       habilitação e tantas outras situações ir­            O engajamento da sociedade em
mos tal realidade que se apresenta tão pró­   regulares que poderiam ser evitadas pela      geral é necessário. Não basta apenas que
xima de qualquer cidadão na condição de       simples correção de atitudes. Aliás, o fa­    os órgãos de fiscalização atuem com ri­
condutor, passageiro ou mesmo pedestre?       tor mecânico, quando evidenciado, qua­        gor, reprimindo incessantemente as in­
        Pode-se estabelecer três fatores      se sempre é resultante de falta de manu­      frações de trânsito, já que defendemos
que influenciam diretamente na ocorrên­       tenção no veículo, ou seja, também deri­      tal ação como indispensável para coibir
cia de desastres no trânsito: o fator me­     vado de uma falha humana, a exemplo           condutas irregulares, para o propósito da
cânico (relacionado ao próprio veículo),      de iluminação deficiente, falta de equi­      prevenção de caráter geral. Não basta,
o fator ambiental (relacionado aos ele­       pamentos básicos de segurança e pneus         também, a simples troca do carro velho
mentos externos como a pista, luz e con­      excessivamente gastos.                        pelo novo e, ainda, a atuação eficaz dos
dições climáticas) e, finalmente, o fator            Tratando de comportamento, é           órgãos responsáveis pela manutenção ou
humano (relacionado ao comportamen­           bom lembrar que o condutor, o passagei­       melhoria das condições das vias.
to). Por vezes esses fatores se comuni­       ro e o pedestre têm responsabilidades no             Todos os usuários têm a sua parti­
cam, de modo que um mesmo sinistro            trânsito. O condutor normalmente é o que      cular responsabilidade, pessoal e abso­
pode resultar da combinação, em               detém maior influência, pois deve tomar       lutamente intransferível. Trata-se, por­
percentuais variados, de cada um desses       decisões rápidas, como responsável pela       tanto, de uma questão de cidadania, de
três itens.                                   trajetória, sinalização e velocidade do ve­   consciência, de preservação da vida, para
        Ao menos nas vias que apresen­        ículo, dentre outros itens, em situações      alcançarmos um trânsito mais seguro.
                                                                Pág.95
Os 10 mandamentos do trânsito seguro
       Entre 2006 e 2007, a Frente Parla­
mentar em Defesa do Trânsito Seguro,
                                              1. “Não matar”
mobilização suprapartidária do Congres­
so Nacional, a Conferência Nacional dos       O carro é um instrumento a serviço da vida, da convivência e do pro­
Bispos do Brasil (CNBB), o Ministério         gresso. Por isso é fundamental respeitar as leis de trânsito para prote­
das Cidades, o Departamento Nacional          ger a vida.
de Trânsito (DENATRAN) e a Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT)     2. “A estrada deve ser para você um instrumento de comunhão
uniram-se por ocasião da Semana Naci­         entre as pessoas e não um local com risco de vida”
onal de Trânsito para levar às Igrejas, es­   As estradas são construídas para aproximar as pessoas e favorecer a
colas, empresas e associações de bairro       promoção humana. Vamos defender a vida com amor e colaboração,
uma mensagem de educação, de solida­          também no trânsito.
riedade e respeito de todos nas ruas e es­
tradas do Brasil. Para tanto, valeram-se      3. “Cortesia, sinceridade e prudência ajudarão você a superar os
dos “Dez Mandamentos do Motorista”,           imprevistos”
publicados no documento “Orientações          A sensibilidade nas relações humanas é o suporte para as grandes e
para a pastoral da estrada” do Conselho       pequenas soluções da vida. No trânsito precisamos manter esse clima
Pontifício da Pastoral para os Migrantes      de respeito e amor ao outro.
e Itinerantes.
       O documento original foi publica­      4. “Seja caridoso e ajude o próximo nas suas necessidades, espe­
do pelo Vaticano, em meados de 2006,          cialmente as vítimas de acidentes”
expressando sua preocupação com o alto        O amor e a justiça são princípios indispensáveis para manter e culti­
número de mortos no trânsito e denunci­       var a dignidade humana. Por isso, “não nos cansemos de fazer o
ando que o automóvel, em muitas das ve­       bem” (GI 6,9).
zes, se transformou em simples objeto de
ostentação e de vaidade. O texto também       5. “Que o carro não seja para você expressão de poder e domínio
denunciou comportamentos "pouco equi­         nem ocasião de pecado”
librados" de muitos motoristas, como a        O bom uso do carro depende das boas intenções do motorista.
falta de cortesia, gestos ofensivos, dis­     O que se passa no coração se expressa nas relações entre as
cussões, blasfêmias, perdas do senso de       pessoas.
responsabilidade e violação deliberada
das normas de circulação, tudo em pre­        6. “Convença, com caridade, os jovens e os que já não o são para
juízo à valorização da vida.                  que não dirijam quando não estiverem em condições de fazê-lo”
       Apontou o fato de que no século        O bom senso é princípio indispensável no discernimento sobre as con­
XX cerca de 35 milhões de pessoas mor­        dições de dirigir. É preciso aceitar os próprios limites e obedecer as leis
reram em acidentes de trânsito, e os feri­    de trânsito.
dos totalizaram 1,5 bilhão em todo o mun­
do. Em 2000, os mortos foram 1,26 mi­         7. “Ajude as famílias das vítimas de acidentes”
lhão. Diante dos dados alarmantes, o Va­      A verdadeira solidariedade se confirma nas horas difíceis da vida. O
ticano pediu que fossem respeitadas as        que você gostaria que lhe fizessem procure fazer ao outro.
normas de trânsito, lembrou a "virtude
da prudência", advertiu sobre a distração
                                              8. “Reúna a vítima com o motorista agressor num momento opor­
e o uso de telefones celulares durante a
                                              tuno para que possam viver a experiência libertadora do perdão”
condução, além da grave conduta de di­
                                              Fogo não se apaga com o fogo! Violência não se resolve com violên­
rigir sob os efeitos do álcool e de outras
                                              cia! Só o perdão liberta e promove a paz e a justiça.
substâncias entorpecentes.
       Por conta da constatação de que a
maior parte dos acidentes tem causa exa­      9. “Na estrada proteja o mais vulnerável”
tamente na conduta dos motoristas, é es­      O cuidado pela vida, sobretudo a dos mais fracos, é a maior expressão
sencial a ampla divulgação desse contem­      de grandeza de um coração que sabe amar. A própria lei de trânsito
porâneo “Decálogo do Motorista”, que          estabelece que a preferência é sempre dada ao pedestre e ao veículo
também constitui os “Dez Mandamentos          de menor resistência.
do Trânsito Seguro”.
       São deveres que ultrapassam os         10. “Sinta-se responsável pelo outro”
simples preceitos religiosos para consti­     Ninguém é mais do que o outro, mas todos somos menos sem o outro.
tuírem regras e também princípios fun­        Somos mutuamente responsáveis pela vida e pela paz nas estradas.
damentais de convivência fraterna no          Seja solidário!
trânsito e de valorização da vida.
                                                           Pág.96
Desenhos de filhos de Policiais Militares
Rodoviários da 3ª Companhia do 2º BPRv




                                                  Amanda Cândido Rodrigues
                                                    Filha do Cb PM Lopes




                            Lucas Marques Dias
                            Filho do Sd PM Dias




    Carlas Ferris Plaza
 Filha do 1º Sgt PM Plaza




                                                                    Lorena Caroline de Lima Lopes
                                                                       Filha do 3º Sgt PM Elias

                                    Pág.97
MENSAGENS PARA SEGURANÇA NO TRÂNSITO
MENSAGENS PARA SEGURANÇA NO TRÂNSITO
         PEDESTRE:
         Você também deve obediência às regras de trânsito para a segurança de todos.
          É recomendável usar roupas claras para melhor ser visto. Ao atravessar uma via, guarde mais espaço
  entre você e o veículo em movimento. À noite ou em dias chuvosos, todo cuidado é pouco.
         No caso de semáforo, evite atravessar a via no sinal amarelo ou enquanto os carros não pararem total­
  mente.
          Procure atravessar sempre em locais com sinalização, usando as faixas de pedestres ou passarelas e
  viadutos no caso das rodovias.
          Nas estradas, onde não existem calçadas e faixas de segurança, ande sempre no acostamento e em
  sentido contrário ao dos veículos. Se tiver que cruzar a via onde não há passarelas ou viadutos, atravesse-a
  sempre em linha reta.
          Evite travessia nos locais onde existe divisória (barreira) entre os sentidos de direção. Quando estiver
  em grupo, faça uma fila única.
         Muita atenção na hora de atravessar uma via. Permaneça na calçada ou acostamento e olhe para todos os
  lados. Evite sair de pontos cegos de visão, como subidas, curvas, árvores, carros estacionados, etc.
         Em faixa de segurança, atravesse pela direita dela. Ainda assim, olhe para os dois lados mantenha a
  atenção. Um motorista distraído ou mal educado pode se tornar uma desagradável surpresa. Crianças, pessoas
  idosas e deficientes sempre devem ser ajudados no momento de atravessar a rua.
         Tome muito cuidado ao embarcar e desembarcar de um veículo. Na hora de descer de um ônibus, por
  exemplo, espere o veículo parar completamente, desça, aguarde o mesmo se afastar e só então atravesse a via.

         CICLISTA:
         Pedale sempre com muito cuidado e atenção, obedecendo e respeitando as leis de trânsito e as regras de
  circulação do ciclista. Você tem responsabilidades para um trânsito seguro.
         Ande sempre pelo lado direito da via e no mesmo sentido dos veículos (para evitar o ofuscamento e
  garantir melhor visão sua dos limites em que pode transitar).
         Quando estiver em grupo, ande sempre em fila única. Quando necessário pedalar nas rodovias, use
  apenas o acostamento.
         Nas vias de fluxo rápido e intenso, preste muita atenção às curvas, cruzamentos e pontos de ônibus.
  Cuidado ao passar por carros estacionados: as portas podem se abrir de repente e causar acidentes.
         Na cidade, não circule sobre as calçadas. Use sempre as ciclovias, ou então os caminhos mais seguros,
  sinalizados e de menor movimento.
         Nunca pegue carona na traseira de veículos ou ao lado deles. Numa freada brusca é quase impossível
  evitar a colisão e outros acidentes.
         Faça de tudo para ser visto. Durante o dia sempre sinalize a intenção de suas manobras. Á noite e em
  dias chuvosos dê preferência ao uso de roupas claras.
         Use sempre o capacete próprio para proteção da cabeça, pois uma simples queda pode ser fatal. Equipe
  sua bicicleta com luzes e adesivos refletivos. Sua segurança pode estar garantida nesses simples detalhes.
         Pense como motorista. A superioridade dos demais veículos em relação à bicicleta é evidente e o respei­
  to ao ciclista nem sempre é praticado.

             CRIANÇA:
         Ao atravessar a rua, utilize sempre a faixa de segurança e atravesse em linha reta. Não corra ao atraves­
  sar a rua.
         Na saída da escola, ande sempre na calçada, longe do meio fio. Se a rua não tiver calçada, ande encos­
  tada nos muros, de frente para a direção de onde vêm carros.
         Se a rua não tiver faixa nem sinal, atravesse num lugar reto e sem curvas, para enxergar bem os carros
  dos dois lados. Se houver policiais ou guardas, respeite suas orientações. Eles estão ali para ajudar.
         Somente suba ou desça do veículo de transporte escolar quando ele estiver totalmente parado. Não
  coloque a cabeça ou o braço para fora da janela do veículo.
          Lembre seus pais de alguns cuidados sobre o transporte escolar que vai levar você para a aula. Por
  exemplo, se ele possui permissão do órgão municipal, equipamentos de segurança, condições de tráfego e outros.
         No carro de seus pais, criança menor de 10 anos, só no banco de trás, sempre com o cinto de segurança
  e portas trancadas. E não fique em pé entre os bancos dianteiros.
          Não mexa nos equipamentos do veículo. Você pode movimentar o carro e não saber como controlá-lo.
  Não coloque o braço nem a cabeça para fora da janela e não passeie no porta-malas ou ainda na carroceria de
  caminhonetes.
                                                      Pág.98
MENSAGENS PARA SEGURANÇA NO TRÂNSITO
        De bicicleta, só saia na rua se já for maior. E sem fazer acrobacias. Ainda, ande sempre pela ciclovia, ou
  então passeie nos parques e praças.
        Também de bicicleta, cuide bem dos freios e utilize capacete.
         Ao andar de patins ou patinete, não esqueça do capacete, munhequeira, luvas, joelheiras e cotoveleiras.
        Evite brincar na via pública, soltando pipas, andando de patins ou bicicleta. Lugar de diversão é no
  parque, praça, jardim ou quintal.
        Não brinque entre carros estacionados. Se a bola cair na rua, não corra atrás; peça para um adulto
  buscar ou olhe muito bem e devagar se não vem vindo carro.
        Não empine pipas nas proximidades de ruas e rodovias e nunca use “cerol”. Linha cortante pode matar,
  especialmente motociclistas.

         MOTOCICLISTA:
         Use sempre capacete na especificação regulamentar e vestimentas de segurança (luvas, botas, jaquetas,
  etc). Este equipamento é proteção certa para você e seu garupa.
         Seja habilitado e pilote sempre com atenção. Não costure o trânsito ou circule entre veículos em
  movimento.
         Saiba usar os freios com habilidade: sempre os dois ao mesmo tempo, usando os quatro dedos na hora
  da frenagem. Lembre-se que o freio traseiro, além de ajudar a parar, mantém o equilíbrio da moto.
         Fique visível aos outros veículos no trânsito. Evite manter-se nos pontos cegos de visão dos automóveis
  e, mesmo durante o dia, circule com farol aceso, sinalizando sempre suas intenções.
         Vista-se com roupas claras para ser notado a distâncias maiores. Faixas refletivas de qualquer cor nas
  costas, frente e braços da jaqueta são ideais.
         Cuidado com os cruzamentos: sempre pare e olhe antes de passar. Ocupe adequadamente seu espaço
  nas ruas e nunca divida a mesma faixa com outros veículos.
         Mantenha sua moto bem regulada e em ótimo estado de funcionamento. Verifique com freqüência os
  estados das luzes e dos pneus. Preste atenção nas condições da pista (presença de areia, óleo, água no chão,
  buracos etc.) quando pilotar em vias urbanas e estradas.
         Conheça a postura correta de pilotagem, qual seja, coluna reta, sentado no centro da moto, com ombros
  e braços relaxados. Em terrenos irregulares, levante-se sobre a pedaleira para diminuir o impacto. O passagei­
  ro (garupa) deve sentar-se bem próximo ao piloto, segurando firme para acompanhar os movimentos e inclina­
  ções da moto.
         Pilote defensivamente. Identifique e previna ações de pedestres e outros veículos, decidindo antecipa­
  damente o que vai fazer. A atenção a tudo o que acontece a sua volta é fundamental.

         MOTORISTA:
         Dirija sempre em velocidade moderada. Os poucos segundos que você ganha correndo são perdidos em
  algum sinal ou cruzamento. E em alta velocidade, as chances de reagir a tempo para evitar um acidente são
  muito reduzidas.
         Tanto na cidade quanto na estrada, todo bom motorista deve conhecer, conservar e respeitar as leis e
  sinais de trânsito. Uma ação indispensável para preservar sua vida e a de outras pessoas no trânsito.
         O uso do farol baixo durante o dia, e em qualquer situação, é recomendável (ainda que não obrigatório),
  pois aumenta muito a visibilidade do seu veículo, especialmente nas rodovias de mão dupla de direção. Esse
  simples cuidado pode evitar acidentes.
         Mantenha seu veículo sempre em boas condições de funcionamento. Faça revisões periódicas e deixe
  tudo bem regulado: sistema de freios, elétricos, pneus, amortecedores, etc. Antes de viajar, particularmente, a
  verificação desses itens é obrigação do motorista.
         Mantenha sempre atualizadas a documentação e o licenciamento do seu veículo. Ande sempre com os
  originais da Carteira Nacional de Habilitação e do CRLV (documento do veículo) e nunca plastificados.
         Não dirija cansado, com stress ou sono, nem sob o efeito de bebidas alcoólicas ou drogas. Isso diminui
  em muito os seus reflexos e torna você um verdadeiro perigo no volante. Seja responsável e se cuide.
         Guarde uma distância segura entre o seu veículo e o que vai a sua frente (pelo menos 4 metros). Evite
  andar "colado". Assim você tem mais visão e garante o domínio do veículo em caso de alguma parada súbita.
         Somente ultrapasse com segurança. Nunca ultrapasse em curvas, lombadas ou locais proibidos. Em
  caso de dúvida, não arrisque. A decisão e a manobra de ultrapassagem devem ser precisas e imediatas. Muitos
  acidentes gravíssimos ocorrem em ultrapassagens indevidas.
         Em condições climáticas adversas (noite, chuva, neblina etc.), redobre a atenção. Use faróis baixos e
  reduza a velocidade. Nunca deixe o pisca alerta ligado com o veículo em movimento.
                                                      Pág.99
MENSAGENS PARA SEGURANÇA NO TRÂNSITO
         Na hora do embarque ou desembarque de passageiros, tome cuidado. Aproxime o veículo da guia da
  calçada, evitando parar em fila dupla e, na rodovia, pare somente em local seguro, no acostamento.
            Lugar de criança é no banco de trás, longe das portas e com o cinto de segurança.
            Menores de 4 anos devem usar cadeirinhas apropriadas para a idade. Bebês ficam mais seguros em
  cestos presos pelo cinto, sempre no banco de trás.
            Para entrar à esquerda ou fazer um retorno na rodovia, pare sempre no acostamento. É o lugar certo
  para você observar o movimento e esperar a sua oportunidade de mudar de pista.
            90% dos acidentes de trânsito acontecem por imprudência dos motoristas. Por isso, nunca abuse da
  autoconfiança.
            Dirija sempre com muita atenção e cuidado. Concentração, habilidade, precisão e responsabilidade
  são qualidades fundamentais de um bom motorista.
            Use sempre o cinto de segurança e faça com que todos os seus passageiros usem-no também. Mais
  do que evitar uma multa, você vai proteger sua vida e a dos passageiros.

            CINTO DE SEGURANÇA:
            O cinto de segurança é um dispositivo simples que serve para proteger sua vida e diminuir as
  conseqüências dos acidentes. Ele impede, em casos de colisão, que seu corpo se choque contra o volante,
  painel e pára-brisas, ou que seja projetado para fora do carro.
            Em uma colisão de veículos a apenas 40 km/h, o motorista pode ser atirado violentamente contra o
  pára-brisas ou arremessado para fora do carro. Alguns motoristas pensam que podem amortecer o choque
  segurando firmemente no volante. Isto é ilusório, porque a força dos braços só é eficaz a uma velocidade de até
  10 km/h. Use, portanto, o cinto de segurança.
            Em caso de colisão, tombamento ou capotamento, primeiro o veículo bate num obstáculo, e, em
  seguida, os passageiros são projetados contra o painel, o pára-brisas, ou uns contra os outros. O cinto evita esta
  segunda colisão, segurando e mantendo motorista e passageiros no banco.
            O acidente gera uma carga que é uniformemente distribuída ao longo de toda a área de contato do
  cinto de segurança sobre o corpo humano. Estas áreas são os nossos pontos mais fortes. O próprio cinto
  absorve parte do impacto e por isso ele é tão importante.
            É fundamental sentar-se corretamente no banco e com a coluna bem reta. O cinto abdominal deve
  ser colocado na região dos quadris e não na barriga. O cinto diagonal (a grande maioria dos modelos) deve
  passar pelo ombro. O cinto não deve estar torcido, nem com folgas.
            Um dos principais argumentos das pessoas que não usam cinto refere-se a que este "pode machucar
  e provocar lesões". A análise dos raros casos de algum tipo de trauma causado pelo cinto de segurança con­
  cluiu que, na imensa maioria das vezes, o choque fora tão violento que os danos seriam maiores sem o cinto de
  segurança ou, ainda, que houve uso inadequado do cinto.

             ALCOOLISMO:
             Beber antes de dirigir ou dirigir depois de beber são as ações mais criminosas do trânsito brasileiro.
  Ano a ano, praticamente 50% de todas as mortes em acidentes de trânsito são provocadas pela ingestão de
  álcool. Isto significa que a ingestão de álcool é responsável, no trânsito, pelo ferimento de 19900 pessoas, e
  por mais de 30.000 mortes por ano.
             O álcool na corrente sangüínea provoca o afrouxamento da percepção e o retardamento dos reflexos.
  A dosagem excessiva conduz à perigosa diminuição da percepção e à total lentidão dos reflexos, diminuindo
  a consciência do perigo.
              Todo condutor em estado de embriaguez, mesmo leve, compromete gravemente sua segurança, a
  dos demais usuários da via e a dos passageiros, que estão apostando suas próprias vidas, ou seja, 100% nas
  condições desse motorista.
             Testes realizados com motoristas revelaram que sob o efeito do álcool, é exigido maior tempo de
  observação para avaliar as situações de trânsito, mesmo as mais corriqueiras. Torna muito difícil sair-se bem
  de situações inesperadas que dependam de reações rápidas e precisas. Nessas condições, o motorista fixa-se
  num único ponto, diminuindo sua capacidade de desviar a atenção para outro fato relevante; desse modo,
  limita-se a percepção a um menor número de fatos num determinado tempo.

            DROGAS:
            Alguns motoristas utilizam drogas com fins que não os medicinais. Além de praticarem infração
  penal, esses condutores estão expondo sua própria vida - e a dos passageiros e demais usuários da via - ao
  grave risco de acidente de trânsito.
                                                       Pág.100
Efetivo atual da 3ª Cia do 2º BPRv
            POR ORDEM DE ANTIGUIDADE, CONTANDO: POSTO/GRADUAÇÃO, NOME E ÁREA DE TRABALHO
Pos/Grad       Nome                                área            Pos/Grad    Nome                                 área

Cap PM          ADILSON LUIS FRANCO NASSARO      Sede Cia          Cb PM       REGINALDO MARVULLI                    3º Pel
1º Ten PM       ADRIANO ARANÃO                      3º Pel         Cb PM       MARCOS ANTONIO CORRÊA CAMPOS          3º Pel
2º Ten PM       GILBERTO ANTONIO DE OLIVEIRA        1º Pel         Cb PM       AMADEU AP. ROCHA DOS SANTOS           2º Pel
2º Ten PM       AUGUSTO JOSÉ DE CARVALHO FILHO      2º Pel         Cb PM       WILSON CESAR DA COSTA                 3º Pel
Subten PM       EZEQUIEL SANT´ANA                   1º Pel         Cb PM       ELCIO ELIAS DE CAMPOS              TOR - Cia
Subten PM       VALDEMAR ALVES DOS SANTOS           2º Pel         Cb PM       ADRIANO FERNANDES FANINI              2º Pel
1º Sgt PM       VALMIR DIONIZIO                     1º Pel         Cb PM       RUDKELER BALBINO DE OLIVEIRA       TOR - Cia
1º Sgt PM       CELSO APARECIDO DE JESUS PLAZA      2º Pel         Cb PM       WAGNER BARRIONUEVO VENTURA            1º Pel
1º Sgt PM       FERNANDO LUIS SILVA              Sede Cia          Cb PM       HAMILTON CÉSAR DE SOUZA               2º Pel
2º Sgt PM       CELIO MARCOS SAMPAIO             TOR - Cia         Cb PM       MARCIO RONI MIRANDA                   3º Pel
2º Sgt PM       ADEMIR CANDIDO CARLOS               3º Pel         Cb Fem PM   ELAINE RENATA FANTI                   2º Pel
2º Sgt PM       JOSÉ CARLOS DE PONTES               1º Pel         Sd PM       JOSÉ SIDNEI DA ROSA                   3º Pel
2º Sgt PM       JOÃO FERNANDES JÚNIOR               1º Pel         Sd PM       ROBERTO CONCEIÇÃO DE CARVALHO         1º Pel
2º Sgt PM       REGINALDO GARCIA                 Sede Cia          Sd PM       DAMIÃO RAMOS DA SILVA                 2º Pel
2º Sgt PM       PAULO CESAR LOPES FURTADO        TOR - Cia         Sd PM       DERCILIO MATHIAS                      3º Pel
2º Sgt PM       VALDECIR DE SOUZA DA SILVA          2º Pel         Sd PM       HERMINIO DE JACOMO FILHO              3º Pel
2º Sgt PM       CARLOS ALBERTO CHRISTONI            3º Pel         Sd PM       JOSÉ SÉRGIO RODRIGUES                 3º Pel
2º Sgt PM       MÁRCIO A. MARTINS COMBINATO         2º Pel         Sd PM       ALFREDO DOS SANTOS                    1º Pel
2º Sgt PM       CÁSSIO MARCELO DE O. BERNARDES   TOR - Cia         Sd PM       JOEL CARLOS DA SILVA                  1º Pel
3º Sgt PM       WILSON DE SEIXAS PINTO           TOR - Cia         Sd PM       JOSÉ APARECIDO ALVES                  1º Pel
3º Sgt PM       NIELSON AP. RODRIGUES DA SILVA      3º Pel         Sd PM       ADALBERTO VARLEI GERMANO              1º Pel
Cb PM           JOSÉ CARLOS MONGE                   2º Pel         Sd PM       AGNALDO YOSHIHARU USSUY               1º Pel
Cb PM           VALDECIR GONÇALVES DOS SANTOS       2º Pel         Sd PM       MÁRIO DA SILVA DADÁRIO                3º Pel
Cb PM           JOSÉ LUCIO BARBOSA                  1º Pel         Sd PM       ROGÉRIO MÁRCIO DONIZETE DA SILVA   Sede Cia
Cb PM           JAIRO LOPES RODRIGUES               2º Pel         Sd PM       RONALDO JOSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA      2º Pel
Cb PM           NELSON EDUARDO DE LIMA              3º Pel         Sd PM       ALCIDES AIRES DE ARAUJO JUNIOR        2º Pel
Cb PM           ABEL ALVES DA SILVA                 1º Pel         Sd PM       REINALDO ARRUDA MARTINS               2º Pel
Cb PM           ENOQUE DINIZ DO NASCIMENTO          1º Pel         Sd PM       JOSÉ OLIVEIRA DA SILVA                2º Pel
Cb PM           IVAN SERGIO ALVES                Sv de Dia         Sd PM       CARLOS HENRIQUE DE OLIVEIRA           2º Pel
Cb PM           ROBERTO NAZARENO RIBEIRO            1º Pel         Sd PM       JOVELINO JESUS DA ROCHA               2º Pel
Cb PM           MARCIO AUGUSTINHO BARCHI            1º Pel         Sd PM       LUCIANO DE PAULA ALEXANDRE            2º Pel
Cb PM           MARCOS CESAR NOGUEIRA MOREIRA       2º Pel         Sd PM       EDER APARECIDO ZANOTTI                2º Pel
Cb PM           HERMES THEODORO DA SILVA            2º Pel         Sd PM       MARCIO ANTONIO DOS SANTOS             3º Pel
Cb PM           ARI KERCHE DE CAMARGO               2º Pel         Sd PM       SILVIO JOSÉ PONTARA NEGRÃO            3º Pel
Cb PM           PAULO SERGIO BARBEIRO               2º Pel         Sd PM       NELSON FELICIANO LEITE                3º Pel
Cb PM           CLAUDIO VERISSIMO DE OLIVEIRA       2º Pel         Sd Fem PM   NELIANE DONELLA DOS SANTOS            2º Pel
Cb PM           EDILSON JOSÉ DE NOVAES              2º Pel         Sd PM       LUIS ANTONIO DE SOUZA GALAN           3º Pel
Cb PM           FRANCISCO CARLOS DE OLIVEIRA        3º Pel         Sd PM       VALTER EZIDIO                      TOR - Cia
Cb PM           ELIAS LOPES DA CONCEIÇÃO            2º Pel         Sd PM       IDAIR JUSTIMIANO DA SILVA          TOR - Cia
Cb PM           LUIZ CARUZZO SOBRINHO               1º Pel         Sd PM       MARCO ANTONIO GRAMALHO                1º Pel
Cb PM           ARMANDO FRANCISCON JUNIOR           3º Pel         Sd PM       JOSÉ EDUARDO VIRGILIO DE PAULA        2º Pel
Cb PM           SÉRGIO VIEIRA                       3º Pel         Sd PM       IVANIR HENRIQUE COSTA                 2º Pel
Cb PM           NELSON MARTINS FIRMINO           TOR - Cia         Sd PM       HELDER IVES MEDRONI                   3º Pel
Cb PM           MARCELO DA SILVA COSTA              2º Pel         Sd PM       GILDO CARDOSO DE ARAUJO               1º Pel
                                                             Pág.101
Efetivo atual da 3ª Cia do 2º BPRv
           POR ORDEM DE ANTIGUIDADE, CONTANDO: POSTO/GRADUAÇÃO, NOME E ÁREA DE TRABALHO
Pos/Grad      Nome                                  área            Pos/Grad      Nome                                          área

Sd PM          IDEVANIR DE CAMPOS CEARENCE           2º Pel         Sd PM          MOACIR KAMAGUSO JAMAICO                      3º Pel
Sd PM          ANTONIO LUIZ DA SILVEIRA              3º Pel         Sd PM          IVANIR RIBEIRO                               1º Pel
Sd PM          RODOLFO DE CASTRO ALVES               3º Pel         Sd PM          RICARDO ALVES PEREIRA                        3º Pel
Sd PM          ANTONIO JOSE ABREU PINTO              1º Pel         Sd PM          CARLOS ALBERTO HONORIO                    Sv de Dia
Sd PM          ALEXANDRE ROGERIO ROSA                3º Pel         Sd PM          EDVALDO DE OLIVEIRA                       TOR - Cia
Sd PM          JOSÉ ROBERTO CARDOSO                  1º Pel         Sd PM          ADERBAL SIQUEIRA FILHO                       1º Pel
Sd PM          JÚLIO CESAR BALBINO                   3º Pel         Sd PM          JULIO CESAR COSTA E SILVA                    2º Pel
Sd PM          LUCIANO DE CAMPOS RUBIO               3º Pel         Sd PM          MAURI RIBEIRO PROENÇA                        2º Pel
Sd PM          OSCAR BATISTA SILVEIRA JUNIOR         1º Pel         Sd PM          ANTONIO CARLOS BERMEJO CHEDER                2º Pel
Sd PM          SÉRGIO HENRIQUE SILVERIO              2º Pel         Sd PM          ROSIEL DA SILVA                              1º Pel
Sd PM          RINALDO BISPO DOS SANTOS              2º Pel         Sd PM          ANDRÉ MARTINS                                2º Pel
Sd PM          FRANCISCO JOSÉ LUDUWIG                1º Pel         Sd PM          EMI TORRENTE                                 2º Pel
Sd PM          AUGUSTO MOISES DA COSTA               1º Pel         Sd Fem PM      GISLENE MARTINS                              2º Pel
Sd PM          CAMILO LELIS TACITO CICCONI        Sv de Dia         Sd Fem PM      JOELMA DOS SANTOS OLIVEIRA                   2º Pel
Sd PM          CLODOALDO APARECIDO DE SOUZA          3º Pel         Sd PM          MIGUEL HENRIQUE TAHARA                       2º Pel
Sd PM          GILSON DE OLIVEIRA LOPES              2º Pel         Sd PM          FERNANDO AUGUSTO DE SOUZA CAMPOS             3º Pel
Sd PM          VALDINEI GONÇALVES                    1º Pel         Sd PM          DAVI DE ALMEIDA DA SILVA                     3º Pel
Sd PM          LUIZ SOUZA SANTOS                     2º Pel         Sd PM          CLÁUDIO BERNARDINO DE SOUZA                  3º Pel
Sd PM          JOELSON OLIVEIRA DOS SANTOS           1º Pel         Sd PM          EDER DOS SANTOS DA FONSECA                   2º Pel
Sd PM          ADEMIR APARECIDO VASCONCELOS          1º Pel         Sd PM          EMERSON CRISTIANO DE OLIVEIRA                1º Pel
Sd PM          CASSIANO BRITO DA SILVA               2º Pel         Sd PM          FÁBIO APARECIDO DA SILVA                     3º Pel
Sd PM          EDILSON DONIZETTI PEREIRA             3º Pel         Sd PM          MARCIO ALVES PEREZ                        TOR - Cia
Sd PM          MARCOS GONÇALVES GOMES                3º Pel         Sd PM          RICARDO ISAIAS MINUNI DE LIMA                3º Pel
Sd PM          PEDRO APARECIDO ANTUNES DA SILVA      3º Pel         Sd PM          LOUDINEI ARAGÃO BARIANE                      1º Pel
Sd PM          MARCIO APARECIDO LEAL DA FONSECA      1º Pel         Sd PM          SÉRGIO DOS SANTOS TRINDADE                   2º Pel
Sd PM          GLAUBER ROBERTO PINTO                 3º Pel         Sd PM          ANTONIO MARCOS ROMEIRO                       3º Pel
Sd PM          JACI DA COSTA                         3º Pel         Sd PM          ADRIANO COSTA ISIDORO                        3º Pel
Sd PM          JURANDIR ROBERTO GARCIA               1º Pel         Sd PM          GLAUCO F. PERALTA MARQUES                    2º Pel
Sd PM          GENESIO ALVES MOREIRA                 1º Pel         Sd PM          LUIZ FABIANO DE ANDRADE                   TOR - Cia
Sd PM          SÉRGIO FLORIANO ROSA                  1º Pel         Sd PM          MARCELO DUTRA                                3º Pel
Sd PM          ARMANDO PAULIN JÚNIOR                 3º Pel         Sd PM          ROBSON THIAGO DE SOUZA                       2º Pel
Sd PM          ANDERSON LUIS DE SOUZA                3º Pel         Sd PM          RODRIGO PIRES DOS SANTOS                     3º Pel
Sd PM          VALDEMIR DE SÁ FABIANO                1º Pel         Sd PM          ROGÉRIO LUIZ CORDEIRO F. DE ARRUDA           2º Pel
Sd PM          EDUARDO ORTIZ SCARPELLI               2º Pel         Sd PM          RAUL MARTINS FILHO                           3º Pel
Sd PM          JORGE LUIS GOUVEA DE MATTOS           1º Pel         Sd PM          FERNANDO HENRIQUE CARREIRA                   3º Pel
Sd PM          PAULO AUGUSTO MONTEIRO                1º Pel         Sd PM          FRANCIS DIEGO PEREIRA DE OLIVEIRA            2º Pel
Sd PM          AMARILDO DELFINO DIAS              Sede Cia          Sd PM          LEANDRO RAMOS DA SILVA                       2º Pel
Sd PM          APARECIDO FÁBIO MORENO                3º Pel         Sd PM          SANDRO SANCHES DO NASCIMENTO                 2º Pel
Sd PM          ARIOVALDO LEME DE FREITAS             3º Pel         Sd Fem PM      MARCIELE FERNANDA AP. LOURENÇO PELLICER      2º Pel
Sd PM          GERSON ALVES DE SOUZA              Sede Cia          Sd Fem PM Temp ALINE ALMEIDA DE OLIVEIRA                Sede - Cia
Sd PM          ROBERTO CARLOS COUTO DA SILVA         3º Pel         Sd PM Temp     SIDNEY MION                                  1º Pel
Sd PM          SANDRO MARQUES MENOCCI                3º Pel         Sd PM Temp     ANTONIO F. BITENCOURT MATOS SATÃO VITAL Sede - Cia
Sd PM          CLEVER PETERSON GOMES DA SILVA        2º Pel         Sd PM Temp     CLEBER APARECIDO BOTELHO DE MELLO            1º Pel
Sd PM          JOSELY ANTONIO ALVES PIRES            3º Pel         Sd PM Temp     THIAGO PALOMAR DE ANDRADE                 Sede - Cia
                                                              Pág.102
APOIO CULTURAL:

Policiamento rodoviário 50 anos com sede regional em assis-sp

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    POLICIAMENTO RODOVIÁRIO: “CINQUENTA ANOS COM SEDE REGIONAL EM ASSIS” Autor By: 2008 Adilson Luís Franco Nassaro Designer Gráfico e Diagramação: Luiz Carlos de Barros Rodrigo de Souza Colaboradores: Amarildo Delfino Dias Adriano Aranão Benedito Roberto Meira Célio Marcos Sampaio Capa: Luiz Carlos de Barros Hélio Verza Filho Ivan Sérgio Alves Jovelino Castro Pereira Nelson Garcia Filho Orlando Santos Marques Paulo César Lopes Furtado Roberto Nazareno Ribeiro Rogério Márcio Donizete da Silva Sérgio Splicido Valmir Dionízio Leonardo Victorino Netto Wilson de Seixas Pinto Cap PM Adilson Luís Franco Nassaro Fotos: Arquivos familiares Arquivos institucionais Jornal de Assis Jornal Diário de Assis Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Jornal Voz da Terra Bibliotecária: Lucelena Alevato - CRB 8/4063 Lúcio Coelho Carlos Henrique Nassaro, Adilson Luís Franco Douglas Reis N265p Policiamento rodoviário: 50 anos com sede regional em Assis – SP / Adilson Luís Franco Nassaro, com a colaboração de Amarildo Delfino Dias ... [et.al.]. Assis: Triunfal Gráfica & Editora, 2008 Apoio Cultural: 102 p. : il. ; 31 cm Fundação Nova América ISBN: 978-85-61175-01-6 UNIMED - Assis Banco Nossa Caixa 1. Policia rodoviária. 2. Polícia militar. 3. Segurança de Prefeitura Municipal de Assis trânsito. 4. Trânsito – Medidas de segurança. I. Título. Secretaria Municipal da Educação de Assis CDD 363.2 388.31
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    POLICIAMENTO RODOVIÁRIO: “CINQUENTA ANOS COM SEDE REGIONAL EM ASSIS” Í N D I C E I - APRESENTAÇÃO V – DEPOIMENTOS Cmt Pol Rod (Sede em São Paulo) ....................................................................... Pág. 06 “Fiscalização intensa na fronteira com o Paraná”: Tenente Coronel Verza .......... Pág. 68 Cmt do 2º BPRv (Sede em Bauru) ........................................................................ Pág. 07 “O Policiamento Rodoviário é diferente”: Major Meira ........................................ Pág. 69 Diretor da DR-7, Assis ........................................................................................... Pág. 08 “Tapete Vermelho”: Major Nelson Garcia .............................................................. Pág. 70 Cmt da 3ª Cia (Sede em Assis) ............................................................................. Pág. 09 “A missão de preservação da vida e o combate à embriaguez ao volante”: Prefeito de Assis .................................................................................................... Pág. 10 Tenente Aranão ...................................................................................................... Pág. 71 “O trabalho das equipes TOR”: Sargento Paulo .................................................... Pág. 72 II - DESCRIÇÃO Fotos de apreensões das equipes TOR ................................................................ Pág. 74 Dados do Município de Assis .................................................................................. Pág. 11 “Cem mil quilômetros de sucesso!”: Soldado Dias ............................................... Pág. 76 Assis: sede da 3ª Companhia de Policiamento Rodoviário ................................... Pág. 12 “Vivi intensamente essa fase de minha existência”: Tenente Splicido ................ Pág. 78 Descrição das Cias com telefones do CPRv e mapa do Estado ........................... Pág. 13 “Deixo meu filho como representante”: Tenente PM Marques (Marília) .............. Pág. 79 Descrição dos Pelotões e Bases da 3ª Cia ........................................................... Pág. 14 “Vencer não é deixar de cometer erros, mas reconhecer nossos limites e corrigir nossas Brasão do Policiamento Rodoviário ....................................................................... Pág. 20 rotas”: Subtenente Castro .................................................................................... Pág. 80 Comandantes da 3ª Companhia ............................................................................ Pág. 21 “Direção defensiva” – Sargento Valmir ................................................................. Pág. 81 III - HISTÓRIA VI - DATAS COMEMORATIVAS O Policiamento Rodoviário no Estado de São Paulo ............................................ Pág. 22 10 de janeiro, dia do Policiamento Rodoviário ...................................................... Pág. 82 O 2º BPRv, com sede em Bauru ........................................................................... Pág. 26 04 de julho, aniversário de inauguração da primeira sede de O Policiamento Rodoviário na região de Assis, Destacamento em Assis ........................................................................................ Pág. 83 sede da 3ª Cia do 2º BPRv ................................................................................... Pág. 27 23 de julho, dia do “Policial Rodoviário” ................................................................ Pág. 84 Fotos de apreensões ............................................................................................. Pág. 36 25 de julho, dia de São Cristóvão e dia do Motorista ............................................ Pág. 85 Parceria de sucesso com o DER ........................................................................... Pág. 38 25 de agosto, dia do Soldado ................................................................................ Pág. 86 Associação “PMs de Cristo”, 2º Núcleo em Assis ................................................. Pág. 40 Programa: “Educar para o Trânsito é Educar para a Vida” ................................... Pág. 42 VII - TRÂNSITO RODOVIÁRIO Escotismo e policiamento rodoviário em Assis ...................................................... Pág. 44 Identificação do cliente alvo e monitoramento de suas Programas: “BRAV” e “IRCC” ................................................................................ Pág. 46 necessidades ......................................................................................................... Pág. 87 Homenagem ao “Policial Padrão do Ano” ............................................................. Pág. 50 Resultados do Policiamento Rodoviário ................................................................ Pág. 88 Convivência ........................................................................................................... Pág. 51 Velocidade, ultrapassagem e distância de segurança .......................................... Pág. 90 O Grupo de Transporte Canavieiro ....................................................................... Pág. 54 Operação “Cavalo de Aço” .................................................................................... Pág. 91 Os motociclistas, os passageiros e seus capacetes ............................................. Pág. 92 IV - PERSONAGENS O Policiamento Rodoviário e o meio ambiente ..................................................... Pág. 93 O companheiro Marco Brasil ................................................................................. Pág. 55 Solução para a questão dos animais soltos nas rodovias ..................................... Pág. 94 O herói: “Vigilante Rodoviário” ............................................................................... Pág. 58 Por um trânsito mais seguro .................................................................................. Pág. 95 Clóvis Luciano Gomes - o rodoviário Mão-de-Onça ............................................. Pág. 60 Os Dez Mandamentos do trânsito seguro ............................................................. Pág. 96 Major Edson Reis .................................................................................................. Pág. 62 Desenhos de filhos de Policiais Militares Rodoviários da 3ª Cia ........................... Pág. 97 Capitão Domingues ............................................................................................... Pág. 63 Mensagens para segurança no trânsito ................................................................ Pág. 98 Tenente Salviano Gonçalo de Souza, um dos pioneiros ....................................... Pág. 64 Sub Ten Sebastião Wilson de Seixas Pinto ........................................................... Pág. 65 VIII - EFETIVO Soldado Ramos e outros heróis da 3ª Cia ........................................................... Pág. 66 Efetivo atual da 3ª Cia do 2º BPRv ...................................................................... Pág. 101
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    Apresentação: Comandante do Policiamento Rodoviário do Estado de São Paulo (CPRv) Eliziário Ferreira Barbosa na Polícia de Trânsito, hoje atuamos Coronel PM de forma efetiva como Polícia de Se­ gurança, cumprindo a missão consti­ No ano em que comemoramos o tucional de preservação da ordem pú­ sexagésimo aniversário do Policiamen­ blica atribuída à Polícia Militar. to Rodoviário, criado em 10 de janeiro Hoje, atuando numa malha ro­ de 1948, enche-nos de satisfação o lan­ doviária de 24.000 Km de rodovias pa­ çamento do livro comemorativo ao vimentadas, com um efetivo de mais cinquentenário de inauguração da pri­ 4.000 homens e mulheres, organizados meira sede de destacamento do muni­ em unidades operacionais estrategica­ cípio de Assis, hoje a 3ª Companhia do mente distribuídas no Estado, o Co­ 2º Batalhão de Polícia Rodoviária, pois mando de Policiamento Rodoviário da se trata de mais uma iniciativa impor­ Polícia Militar do Estado de São Pau­ tante para o resgate de fatos memorá­ lo, integrado por quatro Batalhões de veis de nossa história. Polícia Rodoviária, sediados respecti­ A presença efetiva da força poli­ vamente em São Bernardo do Campo cial foi fator preponderante para que o (1º BPRv), em Bauru (2º BPRv), em desenvolvimento alavancado pelas no­ Araraquara (3º BPRv) e Jundiaí (4º vas rodovias da época pudesse alcan­ BPRv), demonstra ter acompanhado çar os rincões do nosso Estado, desta- pari passu as rápidas transformações cando-se na obra o processo histórico em curso na sociedade desde o início que se deu no sentido oeste, com a ins­ ção e de suas práticas operacionais que de suas atividades, sendo fundamental talação do órgão regional do Departa­ sempre ocorreram em perfeita sintonia reconhecermos o legado que recebe­ mento de Estradas de Rodagem e do com o advento das concessões rodoviá­ mos de nossos antecessores. destacamento de Policiamento Rodo­ rias, do novo Código de Trânsito Bra­ Quando os homens encontram os viário na região. sileiro e das crescentes demandas por elementos de sua existência nas reali­ O contexto em que os aconteci­ serviços de segurança pública. Da si­ zações dos seus antepassados, a com­ mentos se deram era outro e importa- nalização dos locais de acidentes com preensão do presente e a projeção do fu­ nos conhecê-lo para que possamos me­ a utilização de “latas de fogo”, evoluí­ turo são inevitavelmente permeadas por lhor compreender as nuanças que en­ mos para a utilização de modernos sentimentos de respeito e de valoriza­ volvem o Policiamento Rodoviário na equipamentos e com a cooperação de ção de todo o esforço e dedicação em­ região. Para tanto nada melhor que uma equipes especializadas do DER, DERSA e Concessionárias de rodo­ preendidos. Esse efeito, notadamente obra resultante da compilação de in­ vias. Da atuação das patrulhas como em relação aos integrantes de uma ins­ formações sobre a história, persona­ verdadeiras ambulâncias improvisadas, tituição devotada à causa pública, tor­ gens e depoimentos de pessoas que par­ evoluímos para a atuação integrada na-se muito mais relevante, pois nos im­ ticiparam dos primórdios da Polícia Rodoviária Paulista no oeste no Esta­ com equipes de socorro especializadas pele a continuar a honrar nosso com­ do de São Paulo. do Corpo de Bombeiros e das Conces­ promisso institucional com a defesa da A legislação de trânsito em vi­ sionárias de rodovias. Da utilização do vida e da dignidade humana. gor na época era bem menos comple­ cronômetro e binóculos para a fiscali­ Com a certeza de que a obra mui­ xa, a frota de veículos em circulação zação do excesso de velocidade, evo­ to contribuirá para o enaltecimento de era bem menos expressiva, o que cer­ luímos para a utilização em larga es­ nossa história, congratulo-me com o tamente não tornava a fiscalização mais cala de equipamentos eletrônicos para autor, rendendo nossas homenagens fácil. Seguramente as dificuldades para essa fiscalização. Da observação no àqueles que nos idos de 1958, mais que a atuação dos pioneiros eram impostas terreno por parte das patrulhas rodoviá­ integrar o destacamento de Polícia Ro­ por fatores que a realidade atual torna rias, evoluímos para o monitoramento doviária de Assis, lançaram as bases da quase inimagináveis. eletrônico complementar através dos instituição na região e contribuíram Com 34 anos de experiência pro­ sistemas de câmeras dos Centros de para a magnitude do Policiamento Ro­ fissional no Policiamento Rodoviário Controle Operacional. Da atuação qua­ doviário da Polícia Militar do Estado pude vivenciar a evolução da institui­ se que exclusivamente com o enfoque de São Paulo. Pág. 06
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    Companhia de Assis:passado, presente e futuro Carlos Alberto Paffetti Fantini ligação, entre norte-sul, leste-oeste, com Tenente Coronel PM sede de Subunidade (3ª Cia) instalada em Comandante do 2º BPRv (Bauru) 1979. São realizações na área de trânsito e na área de polícia de segurança, com uma Com particular satisfação tomei atuação séria no combate à criminalidade. conhecimento do projeto de lançamento Passei boa parte da carreira do livro comemorativo do cinquentenário exercendo funções diversas no 2º BPRv de inauguração da primeira sede de e testemunhei o valor dos integrantes destacamento no município de Assis, que da Unidade, policiais de extremo deu origem a atual 3ª Companhia do profissionalismo, trabalhando em pontos 2º Batalhão de Polícia Rodoviária tão distantes, mas unidos no mesmo (2º BPRv). Sim, pois só conseguimos ideal de bem servir a comunidade, projetar um futuro melhor se garantindo a segurança nas rodovias compreendemos o nosso passado e sob sua responsabilidade. Dentre esses vivemos intensamente o nosso presente. valorosos profissionais, vários serviram E esse é o objetivo que se revela na 3ª Companhia e participaram dessa na proposta de ordenar informações que, história de sucesso, que hoje prossegue, em seu conjunto, apresentam um painel como uma árvore muito bem cultivada grandioso que passa por relatos de que oferece bons frutos. heroísmo, de amor e dedicação à causa pública, depoimentos, e também Em conjunto com as Companhia Também destaco o excelente conhecimentos técnico-profissionais de Bauru, Itapetininga, Araçatuba e relacionamento com os integrantes da sobre essa tradicional modalidade de Presidente Prudente, Assis integra a área DR-7, engenheiros e funcionários de um policiamento em São Paulo. do 2º BPRv, que alcança praticamente modo geral, que já é uma marca da Até 1958, a fiscalização das um terço de todo o Estado de São Paulo. 3ª Companhia e que em muito tem precursoras rodovias do centro-oeste e Portanto, Assis e Bauru sempre auxiliado na busca de soluções conjuntas oeste paulistas era realizada de modo estiveram vinculados no tocante à para uma maior segurança no trânsito itinerante, com patrulheiros vindos de fiscalização rodoviária e hoje o Comando rodoviário na região. Bauru, sob coordenação do Tenente do Batalhão comemora realizações na Por isso, cumprimento os policiais Comandante de Destacamento, que importante região que estabelece divisa militares rodoviários da Companhia de constituía um posto avançado do com o Norte do Paraná e faz estratégica Assis, por essa realização! Comando de São Paulo. As grandes distâncias dificultavam muito a atuação daqueles pioneiros. Somente com sacrifícios indescritíveis, na época era possível cobrir tão extensa área e ainda sem viaturas disponíveis, conforme relatam os mais antigos. O Estado de São Paulo cresceu junto com a expansão das rodovias no sentido oeste e a chegada da Divisão do DER em Assis, a DR-7, foi a senha para a criação do Destacamento de Policiamento Rodoviário de Assis, com sede própria e designação de um Tenente para a coordenação local dos trabalhos. O Destacamento de Assis permaneceu, como antes, subordinado ao Comando Regional de Bauru que foi alçado ao nível Fiscalização de trânsito rodoviário, no Km 445 da SP 270, em frente da Base de Assis de Batalhão em 1977 (2º BPRv). Pág. 07
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    A união faza nossa força Jorge Masataka Mori Engenheiro Diretor da DR-7 (Assis) O convívio entre o Policiamento Ro­ doviário e a Divisão Regional de Assis, re­ monta ao ano de 1958, lembrando que, na época, toda a parte burocrática do contin­ gente era desenvolvida por funcionários civis do DER. Atualmente as atividades bu­ rocráticas já são exercidas por policiais militares, que também se responsabilizam pela manutenção de algumas Bases Operacionais, mas a convivência persiste. Esse congraçamento, que evoluiu ao longo do tempo, tinha suas particularidades, pois não apenas a parte operacional estava intimamente relacionada. Havia na então Polícia Rodoviária e no DER caçadores, pescadores e jogadores de futebol que freqüentemente compartilhavam interesses mútuos. Destaca-se que a Polícia Rodoviária usava, para o seu treinamento, as instalações do DERAC (Departamento de Estradas de Rodagem - Atlético Clube) em Assis, e mantinha nas equipes de futebol alguns elementos conhecidos: o “Tenente Edson”, o Eduardo “Duardão”, o Melquiades “Quidão”, o Vicente, já do lado ou do meio ambiente. Somos, na reali­ litar carreou e abrigou no seu corpo os do DER, faziam parte da famosa equipe dade, todos colegas. valorosos policiais rodoviários. do DERAC, o Sergio (Barranco), Zilton Especialmente o policial rodoviá­ Por esses motivos, não poderia dei­ (Pacuzinho), Aristeu, Henrique, José rio é um elemento próximo, é um irmão, xar de parabenizar no ano de 2008 o Co­ Carlos (Pó) e tantos outros, que se da mesma casa, com propósitos similares mando do Policiamento Rodoviário pela mesclavam para formar uma só equipe, no plano rodoviário e relembramos que, passagem dos 60 anos e os Comandos Re­ situação que se transferia para as atividades no início, o policial rodoviário era um fun­ gionais (Batalhão em Bauru e Companhia funcionais e que permanece até hoje. cionário do DER, nascido dentro do De­ em Assis), pelos 50 anos de história em O efetivo do Policiamento Rodo­ partamento, normatizado militarmente e nossa região. Tenho a certeza de que a Po­ viário sempre conviveu harmoniosamen­ investido da função de fiscalizar e orien­ lícia Militar, o DER e os usuários de modo te com o DER em Assis, disponibilizando tar condutores para oferecer ao trânsito a geral, podem contar com um valoroso efe­ profissionais em operações nas pistas. segurança necessária. Posteriormente, a tivo que está pronto para proporcionar A presença do policial fardado impõe res­ excelente Corporação que é a Polícia Mi­ maior segurança nas rodovias paulistas. peito, fazendo com que motoristas desavisados reduzam a velocidade e se acautelem, além de respeitarem outras medidas de segurança, ao mesmo tempo em que funcionários do Departamento exercem suas atividades na conservação e implantação de rodovias. O DER, por outro lado, envida esforços para atender às necessidades de instalação e manuten­ ção das Bases Operacionais. A comuni­ dade ganha com essa parceria. De fato, a nossa responsabilida­ de funcional cria vínculos sobremanei­ ra fortes, a nos integrar, a nos unir. Pres­ tamos juntos serviços públicos de rele­ vância, sejamos funcionários do DER, militares rodoviários ou não, policiais civis, professores, servidores da saúde Engenheiro Vigilato, Dr. Jorge e Capitão PM Franco, em reunião na DR-7 Pág. 08
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    Parabéns aos nossospoliciais militares rodoviários! Adilson Luís Franco Nassaro se não pudéssemos contar com Capitão PM a motivação e o empenho de Comandante da 3ª Companhia cada um dos nossos “heróis da do 2º BPRv (Assis) estrada”, a qualquer hora, no É justo enaltecer o calor da tarde ou no frio da excelente trabalho desenvolvido, madrugada, revistando cargas e quase sempre anonimamente, ônibus suspeitos, transportando pelos nossos policiais militares órgãos humanos em viaturas rodoviários atuantes em Assis e para transplantes emergenciais, ampla região nos últimos despertando motoristas cinqüenta anos de inauguração sonolentos, participando de de sua sede própria. Operações em feriados Cumprindo honrosa enquanto os cidadãos comuns missão, são eles hoje filhos da passeiam e socorrendo usuários terra, todos residentes nos que, em desespero, imaginavam municípios da região. Rodam estar sozinhos na rodovia... vários quilômetros por dia, O que a Instituição tem cobertos pelo manto da de mais valioso é exatamente legalidade, da farda policial- esse profissional. Merecem os militar e das tradicionais cores policiais militares rodoviários cinza e amarela de suas viaturas. um profundo reconhecimento Enérgicos na fiscalização de pelas demonstrações de trânsito, para evitar acidentes. eficiência ao longo da história, Perspicazes no combate à com constância e lealdade. Por criminalidade, para proteger o isso registro o orgulho que tenho usuário da rodovia e a sociedade, em comandá-los e em poder de modo geral, que é receptora dedicar a cada um deles o livro do transporte realizado nas comemorativo ao Jubileu do estradas. Policiamento Rodoviário com Hoje mesmo eu observei Sede Regional, em nome da na rodovia, sobre o asfalto, um comunidade que externa grande policial de botas, quepe e colete, em pé ao lado da viatura, respeito por tudo o que têm feito. cobrindo o seu posto e orientando motoristas, embaixo de Também, no plano pessoal, considero uma marcante um sol escaldante... Suava toda a camisa e mantinha a postura realização comemorar esse “Cinquentenário” na mesma altiva, de quem cumpre e faz cumprir a lei. Talvez ele não oportunidade em que completo três anos de comando na 3ª tenha consciência plena de que o seu esforço, em conjunto Companhia do 2º BPRv, por alguns motivos especiais que com o de outros profissionais, salva muitas vidas. faço questão de consignar: sou assisense e, depois de trabalhar Como conseqüência desse verdadeiro amor à profissão, vinte anos na Capital do Estado desde que ingressei na Polícia no fechamento dos balanços parciais de produtividade e de Militar em 1985, recebi com emoção o convite para servir ocorrências registradas, ano a ano, é possível observar no Policiamento Rodoviário da região; meu pai, Lúcio positiva evolução na área de segurança do trânsito e também Baptista Nassaro, trabalhou durante trinta e seis anos como expressivos resultados operacionais no combate à funcionário do DER em Assis e creio que nunca imaginou criminalidade. que um filho seu atuaria no comando dessa importante fração O patrulhamento e o posicionamento das equipes e que compartilha tantos momentos em ação nas mesmas viaturas em módulos e horários específicos - por vezes bem rodovias, com os integrantes do DER, na preconizada longe das Bases -, é otimizado pelos Comandantes de Pelotão. harmonia entre fiscalização e engenharia. Eles promovem um planejamento operacional sério, E estamos todos em constante aprendizado nessas devidamente supervisionado, objetivando primordialmente estradas que sustentam o desenvolvimento e trazem evitar acidentes, mediante critérios estritamente técnicos, ou esperanças de um futuro ainda melhor, e com segurança. seja, com base na análise crítica das características das últimas Enfim, desejo que cada um dos companheiros que ocorrências, para a preservação da vida e da integridade física exercem o já tradicional Policiamento Rodoviário na região dos usuários das rodovias. também se sinta recompensado no desempenho de tão nobre Certo é que de nada valeria o melhor dos planejamentos, tarefa. A vida não tem preço! Pág. 09
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    Polícia Militar Rodoviária: Cinquenta anos em Assis Ézio Spera em direção ao Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Prefeito Municipal de Assis Paraguai e Argentina e igualmente no sentido contrário. Também por aqui saem os veículos oriundos dos Estados Assis se constitui, em razão das rodovias por aqui localizados mais ao norte com destino ao Paraná e toda localizadas, em um dos principais entroncamentos a região Sul. rodoviários do Estado de São Paulo. Pela nossa região Por essa razão, é destacada a importância da 3ª passa praticamente todo o tráfego de caminhões, ônibus Companhia do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária, que e automóveis oriundos da Capital e Grande São Paulo comemora 50 anos de inauguração da primeira sede de Destacamento no município, em 04 de julho. Tal data se transforma, indubitavelmente, em um marco e uma comprovação do desenvolvimento regional, dada a importância que é atribuída ao transporte rodoviário no Brasil. Fundamental se louvar, no entanto, a importância dos POLICIAIS RODOVIÁRIOS nesta data. Tenho certeza que a criação e a manutenção da atual 3ª Companhia do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária, esteve sempre apoiada na competência e na bravura dos “soldados do asfalto”. A segurança pública, um dos grandes clamores da população, tem sido brilhantemente conduzida, no que diz respeito às rodovias da região, durante essas últimas cinco decadas. Resta-nos, portanto, mais que parabenizar os integrantes da 3ª Cia, cumprimentar a todos os integrantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo e agradecer pelo empenho no trabalho dedicado à nossa cidade e nossa região durante esses 50 anos. Pág. 10
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    Dados do Municípiode Assis DADOS GERAIS CARACTERÍSTICAS O Município de Assis está localizado na Região Oeste do FÍSICAS E AMBIENTAIS estado de São Paulo, na Bacia do Médio Paranapanema, dis­ O Município de Assis, composto por uma área territorial tante da Capital Paulista 455 Km por via rodoviária e 548 Km de 462,9 Km2, possui as seguintes coordenadas geográficas: por via Ferroviária. Possui e ocupa uma área territorial de Latitude 22º39’39’, Longitude 50º25’13”com uma altitude pouco mais de 474 Km2 e seus limites geopolíticos encon­ média de 556m em relação ao nível do mar. tram divisas ao Norte, com o Município de Lutécia, ao Sul, Apresenta clima sub-tropical, tendo uma temperatura mé­ com os de Tarumã e Cândido Mota, à Leste, com Platina e dia anual de 21,5ºC, com oscilações nos meses quentes entre Echaporã e, a Oeste, com Maracaí e Paraguaçu Paulista. 21ºC e 23ºC, e nos meses frios, de 13ºC e 18ºC. Tem uma Apresenta estratégica localização geográfica, tanto pela si­ precipitação pluviométrica média anual de 1.212mm. Os ín­ tuação de localização geográfica em si quanto pela situação dices de umidade relativa do ar variam entre 62% e 84%, apre­ de proximidade regional com o Norte do Paraná, com a Re­ sentando média anual 75,2%. gião Meridional do Mato Grosso do Sul, e se posicionando O solo predominante é o latosso vermelho escuro, embora com isso, como importante eixo e rota de entroncamento ro­ na cidade apresente solo arenoso. Segundo projeções do IBGE, doviário, no próprio interior do estado, mas também no as­ ao completar um século, a população de Assis atingia 100 mil pecto interestadual, inclusive do próprio Mercosul. habitantes. Com isso, o acesso e ligação, tanto com as cidades mais importantes do interior paulista, inclusive a capital, tanto com GESTÃO LOCAL outros estados, são facilitados pela malha rodoviária que ser­ O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito Municipal, Ézio ve o município, em especial a Rodovia Raposo Tavares, que Spera, tendo como vice, João Rosa da Silva Filho. passa por todo o seu entorno, com próxima ligação à Rodovia O Poder Legislativo apresenta uma Câmara Municipal cons­ Castelo Branco. tituída por 10 Vereadores: Márcio Aparecido Martins (Presi­ Pertence à Região Administrativa de Marília, e pela sua dente), Arlindo Alves de Sousa, Célio Francisco Diniz, Clau­ importância no contexto regional, Assis ocupa a condição decir Rodrigues Martins, Cláudio Augusto Bertolucci, Cristia­ de Sede de Sub Região Administrativa, compreendendo atu­ no Manfio, Eduardo de Camargo Neto, José Luis Garcia, José almente 22 municípios, que compõe o CIVAP - Consórcio Aparecido Fernandes e Paulo Mattioli Júnior. Intermunicipal do Vale Paranapanema: Borá, Campos No­ O Município de Assis conta com os seguintes instrumen­ vos Paulista, Cândido Mota, Cruzália, Echaporã, Florínea, tos legais e institucionais de auxílio à administração local: Ibirarema, Iepê, João Ramalho, Lutécia, Maracaí, Martinó­ Plano Plurianual, Orçamento Anual, Planta de Valores, LDO polis, Nantes, Oscar Bressane, Palmital, Paraguaçu Paulis­ – Lei de Diretrizes Orçamentárias, e no momento, trabalha na ta, Pedrinhas Paulista, Platina, Rancharia, Quatá e Tarumã. elaboração de seu Plano Diretor. Forma uma “macro-região” que conta com aproximadamente 330.000 habitantes. A condição de Sede de Região do Governo, faz com que a cidade con­ gregue e conte com a presença de vários órgãos e instituições que atuam e executam atividades de forma regionalizadas. ASSIS O nome da cidade originou-se do sobrenome do doador das terras, Capitão Francisco de Assis Nogueira. Pág. 11
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    Assis: sede daTerceira Companhia de Policiamento Rodoviário (2º BPRv) Base Operacional de Assis, no Km 445 da SP 270 (Rodovia Raposo Tavares) Basta olharmos para o mapa do Es­ ção geográfica são nove as Bases Tudo o que é de bom - e também o tado de São Paulo, cortado por diversas ro­ Operacionais em funcionamento que é de ruim - circula nessas rodovias. Coi­ dovias, para notarmos que a cidade de As­ ininterrupto: duas no 1o Pelotão (Assis e sas boas e também as nocivas são transpor­ sis é um importante entroncamento rodovi­ Florínea), três no 2 o Pelotão (Marília, tadas para chegar até o consumidor, nas ci­ ário. Caminhos para o norte, sul, leste e oeste Tupã e Garça) e quatro no 3o Pelotão (duas dades. Pessoas viajam, em razão do traba­ do estado cruzam-se, passando pelo muni­ em Ourinhos, mais Santa Cruz do Rio lho, por diversão e também por inúmeros cípio. Pardo e Pirajú). outros motivos. Vidas e esperanças circu­ Naturalmente, junto a esse pólo re­ Assis possui localização privilegia­ lam incessantemente sobre o asfalto. Daí a gional, o trabalho de fiscalização nas rodo­ da e, mesmo não sendo a cidade mais po­ importância de um trabalho forte de fiscali­ vias foi se fortalecendo ao mesmo tempo pulosa dessa extensa área, centraliza e co­ zação, na esfera da preservação da ordem em que o asfalto tornou-se alvo de investi­ ordena, por meio da 3a Companhia de Po­ pública, que é competência constitucional mentos estratégicos para o desenvolvimen­ liciamento Rodoviário, o trabalho de fis­ da Polícia Militar. Certamente, nesse pla­ to de toda a região, a partir da década de calização de importantes trechos de rodo­ no, a sensação de segurança na rodovia de­ cinquenta. vias, para a garantia de um trânsito seguro pende, além do respeito às regras de trânsi­ Nesse contexto, além de contar com na interligação entre diversos municípios. to por parte dos usuários - que são fiscali­ a Divisão do DER (DR-7), Assis é sede da As principais rodovias são: Raposo Tavares zados para esse fim - também do permanente 3a Companhia de Policiamento Rodoviário, (SP 270), Engº João Baptista Cabral Rennó combate à criminalidade realizado com a Subunidade vinculada ao 2º Batalhão de Po­ (SP 225), Cmt João Ribeiro de Barros (SP presença ostensiva do policiamento rodo­ lícia Rodoviária, em Bauru. As outras Com­ 294), Manilio Gobbi (SP 284), Orlando viário. panhias do mesmo Batalhão são as seguin­ Quagliato (SP 327), Miguel Jubran (SP Assis pode se orgulhar por constituir tes: 1a em Bauru, 2a em Itapetininga, 4a em 333) e um pequeno trecho (11 km) do fi­ importante pólo rodoviário. Dezenas de po­ Araçatuba e 5a em Presidente Prudente. Im­ nal da Castelo Branco (SP 280). liciais militares rodoviários moram no mu­ portante destacar que são quatro os Bata­ A responsabilidade é grande. Como nicípio e trabalham vinculados à 3a Compa­ lhões da Polícia Militar que desenvolvem o transporte ferroviário foi perdendo espa­ nhia de Policiamento Rodoviário, com sede atividade especializada de policiamento ro­ ço durante as últimas décadas e os trans­ no Km 445 da SP 270 (Rodovia Raposo doviário, subordinados ao Comando de Po­ portes aéreo e o marítimo não representam Tavares), representando hoje uma das mais liciamento Rodoviário (sede na Capital), grande volume por diversos motivos, espe­ operantes subunidades do estado de São Pau­ para cobrir toda a malha de rodovias esta­ cialmente a falta de infra-estrutura, o abas­ lo, na estrutura organizacional da Polícia Mi­ duais de São Paulo. tecimento dos centros urbanos depende litar, desenvolvendo ininterruptas atividades A área de circunscrição da 3a Com­ hoje, quase em sua plenitude, do trans­ de polícia de trânsito e de combate à panhia (Assis), abrange hoje 57 municí­ porte rodoviário. Podemos afirmar, por­ criminalidade. pios e a extensão de rodovias estaduais tanto, que o desenvolvimento passa obri­ O trabalho desses policiais mili ­ fiscalizadas alcança 1.342,51 Km. Para gatoriamente pelas rodovias, que são tares rodoviários tem sido reconhecido desenvolver sua missão, a 3a Companhia verdadeiras artérias que ligam os ór­ pelo Comando da Instituição e tem trazi­ conta com 178 homens distribuídos em gãos (municípios) que compõem o do inúmeros benefícios aos usuários das três Pelotões: o 1 o em Assis, o 2 o em Estado, viabilizando a integração e a rodovias estaduais responsáveis pelo de­ Marília e o 3o em Ourinhos. Na distribui­ evolução dos núcleos regionais. senvolvimento de toda a região. Pág. 12
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    Descrição das Companhiase telefones no âmbito do CPRv Sede do Comando de Policiamento Rodoviário: Av. do Estado, 777 – 1º andar – Ponte Pequena CEP 01107-000 – São Paulo-SP. Tel: (11) 3327-2727 – Fax: (11) 3327-2653 cprv@polmil.sp.gov.br site: www.polmil.sp.gov.br/unidades/cprv Pág. 13
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    Descrição da áreada Companhia de Assis, Pelotões e Bases Operacionais COMANDANTES DOS PELOTÕES: ASSIS: MARÍLIA: OURINHOS: 2º TENENTE PM 2º TENENTE PM 1º TENENTE PM GILBERTO ANTÔNIO AUGUSTO JOSÉ DE ADRIANO ARANÃO DE OLIVEIRA CARVALHO FILHO Pág. 14
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    Trechos de rodoviase municípios abrangidos ASSIS MARÍLIA Pág. 17
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    OURINHOS Instrução de Tiro Encontro TOR em Assis, instrução de Bastão Tonfa Pág. 18
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    Bases Operacionais 3ª Companhia do 2º BPRv ASSIS: SP 270, Km 445 (270/9). ASSIS - SP Atrás da base está a sede do 1º Pelotão. A sede da Companhia se encontra na parte posterior. FLORÍNEA: SP 333, Km 450+500m (333/3). MARÍLIA: SP 294, Km 452+600m (294/2). Divisa de São Paulo com o Paraná. Atrás da base está a sede do 2º Pelotão. GARÇA: SP 294, Km 411+700m (294/2). TUPÃ: SP 294, Km 529+700m (294/3). OURINHOS: SP 327, Km 28+400m (327/1). OURINHOS - trecho urbano: SP 270, Km 373 (270/8). Junto com a base está a sede do 3º Pelotão. SANTA CRUZ DO RIO PARDO: SP 225, Km 310 (225/3). PIRAJÚ: SP 270, Km 309 (270/7). Pág. 19
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    Brasão símbolo do Policiamento Rodovíario Todos os policiais militares Força Pública. A aproximação "POLICIAMENTO RODOVIÁRIO" rodoviários de São Paulo transportam operacional e inclusive o controle da em letras brancas e, nos dois terços com orgulho, no ombro direito de atividade que ensejou formação inferiores, escudo em tamanho suas camisas, o símbolo da atividade técnica e organização militar sob os reduzido, de cor azul clara, contendo especializada de policiamento cuidados de instrutores habilitados em seu centro um mapa estilizado, em rodoviário, que também corresponde para esse fim, manteve naturalmente linhas retas, do Estado de São Paulo, ao brasão do Comando de a Milícia Paulista diretamente ligada sobre campo oval azul. As linhas do Policiamento Rodoviário (CPRv), ao patrulhamento nas rodovias em mapa são douradas e de um ponto com sede em São Paulo. plena expansão em São Paulo. dele, correspondente à Capital partem O símbolo traz, em seu centro, Também, durante todo esse oito halos, também dourados, que se o mapa estilizado que ainda hoje é a período, vários integrantes da então abrem gradativamente e morrem nos marca do Departamento de Estradas Força Pública foram cedidos para a contornos do mapa, simbolizando as de Rodagem (DER), evocando o atividade de fiscalização nas direções gerais das principais tempo em que o policiamento rodovias, atuando em conjunto com rodovias do Estado. O campo oval é rodoviário se vinculava a esse órgão profissionais contratados pelo DER. envolvido por uma coroa de louro (1948 a 1962), por meio da então Não por acaso, portanto, em 1962 culminada por uma estrela de cinco Secretaria de Viação e Obras Públicas. a Força Pública acabou absorvendo a pontas, tudo em cor dourada. A própria formação do “Grupo então Polícia Rodoviária, para Especial de Polícia Rodoviária”, em estabelecer em seus quadros o “Corpo MEDIDAS: 10 de janeiro de 1948, deu-se com o de Policiamento Rodoviário”. Altura: 90 mm emprego de 60 homens, dentre ex­ Descrição: o distintivo é bordado Largura: 80 mm combatentes da Força Expedicionária em tecido de fundo azul escuro, com o Brasileira, comandados pelo 1º formato de escudo misto, contendo Descrição publicada no item 28 Tenente José de Pina Figueiredo, da no terço superior a inscrição do Boletim Geral PM nº 167, de 1989. Pág. 20
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    Comandantes da 3ªCompanhia do 2º BPRv - Assis André Boicenco Neto David Fernandes Pedrosa José Carlos Pires Alcides Coelho Ramiro de Oliveira Nelson Garcia Filho Adilson Luís Franco Nassaro Domingos 1. Capitão PM André Boicenco Neto, a partir de 30 de março de 1979. O oficial veio a exercer a função de Comandante do Policiamento Rodoviário do Estado de São Paulo, como Coronel PM, no período de 04/02/94 a 04/01/95. 2. Capitão PM David Fernandes Pedrosa, assumiu em 1983. Depois dele, permaneceram interinamente no comando, o 1º Tenente José Koki Kato e o 1º Tenente Edmilson Valter do Nascimento. 3. Capitão PM José Carlos Pires, de 1985 a 1992. 4. Capitão PM Alcides Coelho, de 1992 a 1996. 5. Capitão PM Ramiro de Oliveira Domingos, de 1997 a 2000. O oficial, natural de Assis, exerce hoje a função de Comandante do 4º BPRv (sede em Jundiaí), como Tenente- Coronel PM. 6. Capitão PM Nelson Garcia Filho, de 2001 a 2002. O oficial exerce hoje a função de Subcomandante do 4º BPM/I (sede em Bauru), como Major PM. Depois dele, permaneceram interinamente no comando o 1º Tenente Núncio Aparecido Chiampi e o 1º Tenente Adriano Aranão. 7. Capitão PM Adilson Luís Franco Nassaro, a partir de 15 de junho de 2005. Pág. 21
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    O Policiamento Rodoviáriono Estado de São Paulo Já naquela época o trânsito se en­ contrava em situação caótica, em ra­ zão do período pós-guerra. Ocorreu que muitos dos veículos se encontravam até então recolhidos por falta de combus­ tível e naturalmente surgiram proble­ mas quando estes voltaram a circular, situação que impôs aos órgãos de se­ gurança a adoção de medidas para manter a disciplina do trânsito. Em 10 de janeiro de 1948, com a edição do Decreto 17.868, foi instituída a “Polícia Rodoviária do Estado”, com o efetivo inicial de 60 homens e sob o co­ mando daquele Oficial, atuante na con­ dição de comissionado ao Departamen­ to de Estradas de Rodagem, isto porque a competência para exercer a polícia de tráfego nas rodovias era daquele Depar­ Década de 70: fiscalização em caminhões tamento. O objetivo inicial seria a ope­ Este fato motivou, em setembro de ração na Via Anchieta, rodovia mais im­ Na década de 30, São Paulo viu 1947, o Presidente do Conselho Rodovi­ portante e moderna da época. a necessidade de criar e organizar seu ário do Estado, Órgão deliberativo das Por meio da Lei nº 7.455, de 16 Órgão Rodoviário para poder fazer jus atividades do Departamento de Estradas de novembro de 1962, a então Força Pú­ aos recursos do Fundo Rodoviário Fe­ de Rodagem, Engº Hipólito Rego, a man­ blica (hoje PMESP) absorveu a Polícia deral. Foi criado o Departamento de ter contato com o Oficial da Força Pú­ Rodoviária, criando em sua organiza­ Estradas de Rodagem, com uma gama ção o Corpo de Policia Rodoviária, ini­ blica, Tenente José de Pina Figueiredo, de atribuições dentre elas, a de exercer cialmente composto por oficiais e pra­ que naquela época comandava o 1º Gru­ a polícia de tráfego, ou seja, realizar o pamento, responsável pelo policiamen­ ças que já exerciam a função na Polícia policiamento de trânsito nas estradas to de trânsito na cidade de São Paulo, Rodoviária na condição de comissiona­ de rodagem, uma atividade completa­ sendo ele também o autor do Plano de dos, juntamente com os Guardas Rodo­ mente estranha aos engenheiros. Policiamento de Trânsito para a Capital. viários do DER, estes civis. Década de 60: apoio com motocicletas em mini-maratona, na cidade de São Paulo Pág. 22
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    Década de 60:instrução para operação com motocicletas A partir deste momento o Poli­ ficada na legislação de trânsito, desta- ao mandamento contido no artigo 2º do ciamento Rodoviário começou a atuar cando-se o Código Nacional de Trân­ Decreto-Lei Federal nº 667, de 02 de com poderes delegados pelo Departa­ sito de 1966, lei 5.108/66 que dispu­ julho de 1969 e Decreto Lei Federal nº mento de Estradas de Rodagem, tor­ nha em seu artigo 34, inciso IV, a com­ 1.072, de 30 de outubro de 1969, que nando-se necessária a celebração de petência do Órgão Rodoviário Estadu­ estabeleceram que à Polícia Militar do convênios para ajustar a competência al para exercer a polícia de trânsito nas Estado competia executar com exclu­ delegada e a sua respectiva atuação. estradas sob sua circunscrição. sividade o policiamento fardado, das Em 1963 foi celebrado o primei­ O Decreto-Lei Estadual nº 217, vias de comunicação rodoviária, a fim ro convênio, restando estabelecido que: de 8 de abril de 1970, dava execução de assegurar o cumprimento da lei. “I - A Força Pública do Estado de São Paulo coloca o Corpo de Poli­ ciamento Rodoviário (C.P.R.), à dispo­ sição da Diretoria Geral do Departa­ mento de Estradas de Rodagem para exercer as funções de policiamento e fiscalização de trânsito e do tráfego na rede de estradas de rodagem estadual e federal, situada no território do Esta­ do, quando esta atribuição couber ao DER, por delegação da autoridade fe­ deral competente; II – O DER fixará as sedes dos destacamentos regionais e distritais do C.P.R, de acordo com as necessidades técnicas dos serviços rodoviários e porá à disposição do comando deste os imó­ veis e instalações necessários, inclusi­ ve viaturas, rádio-comunicação, para o cumprimento das atribuições cometi­ dos aos destacamentos do C.P.R.” Essa competência do Departa­ mento de Estrada de Rodagem foi rati­ Soldado Pereira, operador de rádio na Base de Tupã, em 1975 Pág. 23
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    (...) Cláusula nona:No sistema rodoviário ‘Anchieta-Imigrantes’, a DERSA fica sub-rogada nos direitos e deveres do Departamento de Estrada de Rodagem” Com a modificação legal, o Cor­ po de Polícia Rodoviária passou a ser de­ nominado 39º Batalhão de Polícia Mili­ tar até 1975, quando passou a chamar-se 1º BPRv, conforme o Decreto 7.296, de 15 de dezembro de 1975, que aprovou o Regulamento Geral da Polícia Militar e o Decreto 7.289, do mesmo ano. Na se­ qüência, foram criados os 2º e 3º BPRv, respectivamente em 1977 e 1979, sendo instituído junto a este último, o Coman­ do de Policiamento Rodoviário, ao qual ficaram subordinadas, a partir de então, as três Unidades Operacionais. A Constituição Federal de 1988, mais precisamente em seu artigo 144, parágrafo 5º, estabelece a exclusivida­ de do Policiamento Ostensivo e a Pre­ servação da Ordem Pública à Polícia Militar. Esse dispositivo combinado Soldado Marques, na Base de Tupã, em 1975 com o disposto no Decreto Federal 88.777/83, que instituiu o Regulamen­ Em 29 de março de 1971 sobre­ dência, colocar servidores do DER à dis­ to Geral para as Policias Militares, re­ veio a celebração de novo convênio posição do referido órgão, para presta­ sultou na definição de que o policiamen­ destacando que: rem serviços administrativos, e à Polícia to rodoviário é uma das modalidades de “Cláusula primeira: A Secretaria Militar as despesas com vencimentos, policiamento ostensivo fardado. da Segurança Pública, coloca à disposi­ abonos de transferências, passagem para A partir dessa definição, formou- ção do Superintendente do Departamen­ a reserva ou reforma, assistência social, se a convicção de que a competência to de Estradas de Rodagem, o Corpo de médico-hospitalar, e outras vantagens para o exercício da polícia de tráfego Policiamento Rodoviário da Polícia Mi­ funcionais, tudo dentro das disponi­ ou de trânsito, passou a ser exclusiva litar do Estado, para fins de mútua coo­ bilidades orçamentárias. da Polícia Militar. peração e colaboração no policiamento rodoviário, com a observância de normas técnicas e administrativas, na forma pre­ vista em instruções a serem baixadas pela Superintendência da autarquia e de modo a observar-se um policiamento planeja­ do e integrado das normas de trânsito e tráfego nas rodovias. Cláusula segunda: Competirá ao Departamento de Estradas de Rodagem e mediante proposta do Comando do Po­ liciamento Rodoviário o fornecimento de rádio-comunicação, viaturas e outros meios de locomoção, suas manutenções, combustível, uniformes de serviços, ar­ mamento leve e munição, material per­ manente, material de consumo e equipa­ mentos específicos necessários para a ins­ talação da Sede do Comando das Com­ panhias e Destacamentos, o pagamento de diárias de diligências, e, mediante so­ licitação do Corpo de Policiamento Ro­ doviário com a anuência da Superinten­ Formatura no Gabinete de Treinamento (GT) do CPRv, São Paulo, em abril de 2008 Pág. 24
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    Assim sendo, osconvênios fir­ mados cuidaram de definir a destinação de recursos do DER para a Polícia Militar executar a fiscalização e poli­ ciamento de trânsito e, até mesmo, ope­ ração viária. Em 23 de setembro de 1997 foi sancionada a lei 9.503, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro, estabe­ lecendo a composição e a competên­ cia dos Órgãos e Entidades do Sistema Nacional de Trânsito, definindo no ar­ tigo 21 a competência do DER, en­ quanto Órgão Executivo Rodoviário do Estado e no artigo 23 e anexo I a com­ petência da Polícia Militar no trânsito. Em decorrência da Lei Comple­ mentar 960, de 09DEZ04 e das altera­ ções organizacionais realizadas por meio do Decreto nº 49.248, de Cena do filme “O Craque”, com Eva Wilma e a participação de Policiais Rodoviários-1954 15DEZ04, publicado no Diário Ofi­ cial do Estado nº 236, de 16DEZ04, foram processadas várias modificações na estrutura da organização. Dentre elas destaca-se a criação do 4º Bata­ lhão de Polícia Rodoviária (4º BPRv), sediado em Jundiaí, subordinado ao CPRv, responsável pelas rodovias com­ preendidas pelo cinturão rodoviário ao redor da Capital, abrangendo as saídas para as Regiões Norte, Oeste e Sudo­ este do Estado, dividindo as áreas de atuação dos 1º, 2º e 3º BPRv. Até 2005, além do convênio da PMESP e o DER, havia uma sub­ rogação do convênio com a DERSA, porém já vencido há vários anos, e es­ tabelecido um Termo de Compromis­ Desfile do Corpo de Policiamento Rodoviário da Força Pública, na Vale do Anhangabaú-1964 so Específico entre cada Concessioná­ ria e o policiamento rodoviário. Objetivando agrupar todas as partes envolvidas, em outubro de 2006, novo convênio foi celebrado, cujo ob­ jeto é a execução dos serviços de poli­ ciamento e fiscalização de trânsito e transporte nas rodovias estaduais, pela Polícia Militar do Estado de São Pau­ lo, por meio do Comando de Policia­ mento Rodoviário. Caracteriza-se o compromisso firmado pela cooperação técnica e material entre os partícipes e as em­ presas concessionárias intervenientes­ anuentes, com prazo de vigência de 05 (cinco) anos, podendo ser prorro­ gado por igual período, em face da sua natureza e objeto, mediante prévia autorização do Secretário da Seguran­ ça Pública. Cabo PM Mariano e sua Harley Davidson no Pátio do DER de Bragança Paulista-1960 Pág. 25
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    O 2º Batalhãode Polícia Rodoviária 2º BPRv, com sede em Bauru Sede do 2º BPRv, em Bauru Equipe TOR Distribuição das áreas das cinco Companhias do 2º BPRv O Segundo Batalhão de Polícia Ro­ to de Estradas de Rodagem na área. cando desta forma a presença da mulher doviária (2º BPRv), com sede em Bauru, O Tático Ostensivo Rodoviário no Policiamento Rodoviário. foi criado em 07 de agosto de 1977, por for­ (TOR) foi criado em 30 de setembro de Hoje são quinze policiais femininas, ça do Decreto nº 8684 de 30 de setembro de 1987, como nos demais Batalhões, com cinco delas servindo no Pelotão de 1976. A cidade de Bauru foi estrategicamen­ a missão de intensificar as ações de poli­ Marília, vinculado à Companhia de Assis. te escolhida pelo comando da Polícia Mili­ ciamento ostensivo preventivo repressi­ Atualmente o 2º BPRv é coman­ tar para sediar o 2º BPRv devido a sua po­ vo nas rodovias estaduais, principalmen­ dado pelo Ten Cel PM Carlos Alberto sição geográfica, região central do Estado, te voltado à prevenção e repressão ime­ Paffetti Fantini e possui uma área de e também por possuir o maior entroncamen­ diata às ocorrências de maior vulto, so­ atuação nos eixos que interligam 223 to rodo-ferroviário de São Paulo. bretudo referentes ao tráfico de entorpe­ municípios paulistas, num total de Desse modo, a cidade “Sem Limi­ centes e ao roubo e furto de carga. Os aproximadamente 6.867 Km de rodo­ tes” começava a despontar ainda mais no policiais militares rodoviários que com­ vias policiadas pelo efetivo distribuí­ cenário policial, com um contingente de põem as equipes de TOR procuram se do nas cinco companhias operacionais, 450 policiais militares rodoviários, 95 vi­ especializar diariamente, criando assim com sedes respectivas nas cidades de aturas e 04 radares para a manutenção da doutrina própria de emprego e apoio às Bauru, Itapetininga, Assis, Araçatuba ordem pública e a fiscalização de trânsito ações do Policiamento Rodoviário. e Presidente Prudente. rodoviário nas regiões de Bauru, Ribei­ Em 04 de dezembro de 1992, por As funções administrativas ficam a rão Preto, São José do Rio Preto, força da Lei nº 8.160, o 2º Batalhão de cargo do Estado Maior, composto por qua­ Araçatuba, Presidente Prudente e Marília, Polícia Rodoviária passou a denominar- tro oficiais e da Companhia de Comando e atuando nas interligações de 316 municí­ se “Ten Cel PM Levy Lenotti”, uma ini­ Serviços, hoje com 44 policiais sob o co­ pios paulistas. ciativa do então deputado estadual Os­ mando de um Capitão, responsáveis pela Com o passar dos anos, em razão valdo Sbeghen, em homenagem póstu­ elaboração dos planos e normas de ação a da necessidade de acompanhar o cresci­ ma ao ex-comandante da Unidade, ofi­ serem desenvolvidas no âmbito das mento demográfico e industrial das regi­ cial de raras qualidades e que deixou subunidades, tanto no campo propriamen­ ões abrangidas, o 2º BPRv passou por marca de excelente administração. te policial como no de trânsito rodoviário. várias modificações até alcançar a dimen­ Em 15 de agosto de 2003, uma se­ são atual. O efetivo aumentou para 840 mana após o 2º BPRv completar vinte e Sede do 2º BPRv: Avenida Cru­ policiais militares rodoviários, incluídos os seis anos de existência, apresentou-se na zeiro do Sul, 14-71 - Jardim Cruzeiro 23 soldados temporários; as viaturas já so­ sede da Unidade o 2º Sgt Fem PM Sel­ do Sul - Bauru/SP - CEP 17.030-743, mam 218 entre 02 e 04 rodas; e o número ma Yaskara Gonçalves, a primeira poli­ fone/fax (14) 3203-1311 e 3203-1304, de radares operando na malha viária passa cial feminina a servir no Batalhão; na e-mail 2bprv@polmil.sp.gov.br. de 14 se considerarmos aqueles operados seqüência vieram o Cb Fem PM Danielle Site: http://www.polmil.sp.gov.br/ pelas concessionárias e pelo Departamen­ e os Sd Fem PM Raquel e Simone, mar­ unidades/cprv/index.asp. Pág. 26
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    O Policiamento Rodoviário na região de Assis, sede da 3ª Cia do 2º BPRv Base Operacional de Assis, década de 60, acesso da SP 333 Primórdios... No início dos anos 50, a fiscali­ cal em que permanecia um policial de de 50 o povo interiorano somente ouvia zação das rodovias do centro-oeste Itapetininga atuando sozinho), prossegui­ falar de asfalto como “material neces­ paulista, incluindo-se as regiões de As­ am para Rancharia e Iepê, Presidente Pru­ sário para pista de avião”. sis, Marília e Ourinhos, era desenvol­ dente e Pirapozinho, encerrando desse Periodicamente, uma equipe vida de modo itinerante por patrulheiros modo o ciclo de fiscalização. itinerante passava duas semanas ba­ integrantes do Destacamento de Bauru, Nessa época, as estradas do inte­ seada em Assis e depois retornava para criado 25 de julho de 1950. rior apresentavam-se construídas em Bauru. Enquanto baseados nesse muni­ Para enfrentar as grandes distân­ cascalho e outras, ainda em terra bati­ cípio, os patrulheiros permaneciam alo­ cias, o modo de operação impunha enor­ da. Quando chovia, era necessário pas­ jados em uma pensão na Rua Brasil, pré­ mes sacrifícios aos patrulheiros. As equi­ sar a máquina moto-niveladora para dio que veio a abrigar a agência local pes atuavam, em seqüência, na primeira aplainar o leito carroçável, a exemplo do Banco do Brasil. semana em Bauru, de Bauru para São do que ocorria no prolongamento da Av. Muitas das estradas da região eram Manoel, Arealva, Lençóis Paulista, Agu­ Rui Barbosa, na saída da cidade de As­ “construídas” apenas em terra batida, para dos e por toda essa região. Depois pros­ sis e o mesmo no seu trecho urbano. No interligar municípios (as estradas deno­ seguiam até Iacanga, Ibitinga, depois para oeste paulista somente existia asfalto em minadas vicinais), onde a fiscalização não Lins, Birigui e Araçatuba, até Valparaíso. algumas quadras do centro da cidade de chegava em razão de que o policiamento Na outra semana deslocavam-se para As­ Santa Cruz do Rio Pardo e também de rodoviário atuava, como hoje, somente sis (mas não fiscalizavam Ourinhos, lo­ Araçatuba. Aliás, no começo da década nas rodovias estaduais. Pág. 27
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    desbravado oeste paulista,onde o asfal­ to era uma grande novidade. Ainda no início da década de 50, foi inaugurado um trecho oficial de ro­ dovia ligando Assis até Echaporã (SP 333), em 31 quilômetros de terra bati­ da. Mesmo sem asfalto, a rodovia esta­ dual possuía qualidade inédita, com pis­ tas largas, um motivo de orgulho para a região naquele contexto viário primiti­ vo. Então, para chegar até Assis, as equi­ pes itinerantes do Destacamento de Bauru passavam por Presidente Alves, por Gália, por Garça, por Vera Cruz, sempre cruzando por trechos de estrada de terra até chegar em Marília e passa­ vam pela serra de Echaporã até alcan­ çar a rodovia recém inaugurada, para então alcançar Assis. Por isso, as cida­ des de Assis e Presidente Prudente eram Fiscalização de trânsito rodoviário, década de 60. Região de Assis conhecidas pelos patrulheiros como o “fim-do-mundo”. Por essas paragens, o DER dava não, isso aqui é um paraíso...” pouco O trecho de Marília até Echaporã suporte mediante um serviço de “Resi­ antes de perder o controle da direção e apresentava maior dificuldade para ser dência”, que já funcionava em Assis na provocar o capotamento da viatura. transposto em razão das serras. Passa­ década de 50, para a manutenção das Normalmente os patrulheiros vi­ vam por cima de morros, em trechos de rodovias regionais mediante reparos bá­ ajavam de carona e faziam grandes ca­ terra mal conservados, ao lado de ver­ sicos, colocando cascalho em terrenos minhadas, de dia ou de noite, enfren­ dadeiros abismos, com curvas extrema­ arenosos ou construindo aterros com tando situações difíceis em rodovias mente perigosas. Temia-se especialmen­ transporte de terra por meio de burros, pouco movimentadas. Por vezes, pela te a “Serra do Gavião”, em razão de que, procedimento comum na época. Solta­ falta de outros meios, se sujeitavam a no final do declive sem acostamentos, vam-se os animais a distâncias de até aceitar a condução no próprio veículo os veículos encontravam uma curva fe­ mil metros, carregados de terra em duas fiscalizado e eventualmente multado. À chada com as laterais escoradas por ele­ caçambas amarradas ao lombo numa noite, quase sempre longe de casa e dos vados muros de madeira que dissimula­ cangalha, para destino certo e, depois entes queridos, em pensões, ao tomar vam um grande precipício. Caminhões de descarregada a terra por portinholas banho, tiravam poeira do nariz ou dos carregados de algodão, de cereais ou de na parte inferior das caçambas, os bur­ cabelos e penavam para lavar a farda outros produtos, por vezes não conse­ ros eram despachados para retornar ao cáqui, em razão da força e da cor da ter­ guiam fazer a manobra, protagonizando ponto inicial - também sem guia - para ra vulcânica (chamada “terra roxa”) do trágicos acidentes. novo carregamento, sempre com uma chibatada na ida e outra na volta... No início da fiscalização rodovi­ ária no interior do Estado, os patrulheiros não dispunham de viaturas. Durante quase toda a década de cin­ qüenta apenas uma viatura atuava no âmbito do Destacamento de Bauru, sob responsabilidade direta do comandante regional para traslado das patrulhas. Essa viatura, inclusive, foi seriamente danificada em 1951 quando um Tenen­ te da capital, de nome Arantes, passan­ do pela região, resolveu dirigi-la sobre uma estrada de terra, em alta velocida­ de. Apesar de alertado pelos patrulheiros - que se encontravam no interior do ve­ ículo - quanto à técnica de direção no solo diverso do asfalto, o Tenente res­ pondeu, no meio do poeirão: “tem nada Viatura acidentada do Destacamento de Assis, década de 60 Pág. 28
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    Descentralização do efetivo Em razão das dificuldades de nome do Tenente Comandante do Des­ constantes viagens, ainda no ano 1951, tacamento de Bauru. Por vezes o em data não identificada, foram desig­ patrulheiro destacado cumpria escala de nados dois policiais, soldados da Força apresentação na sede do Destacamen­ Pública atuando no Destacamento de to, oportunidade em que prestava con­ “Polícia Rodoviária” de Bauru, para ser­ tas pessoalmente ao Comando, tornan­ virem de modo fixo em Assis, quais se­ do-se desnecessário, no respectivo pe­ jam, Manoel Fernandes Neto e Custó­ ríodo mensal, o deslocamento de al­ dio Ferreira de Souza. Passaram a mo­ guém de Bauru para contato. rar na cidade, inicialmente na mesma Quanto às figuras da época, lem­ pensão da Rua Brasil, e a trabalhar ex­ bradas em relatos, merece destaque um clusivamente nas rodovias próximas. No patrulheiro que atuou em Garça duran­ mesmo movimento de descentralização, te algum tempo na década de 50 e ficou mais dois patrulheiros foram designa­ muito conhecido pela sua apresentação dos para Lins: José Rodrigues e Renato pessoal e uniforme impecável: Marcos Plazi; outros dois: Salviano Gonçalo de Celso Dias Penha. Era paraguaio, natu­ Souza e Sebastião Garcia foram desig­ ralizado brasileiro e, orgulhoso da fun­ nados para Araçatuba. Outros dois fo­ ção pública que exercia, fez questão de ram para Rancharia: o policial Antonio apresentar-se todo equipado com luvas, Coelho Cristino (conhecido por “King”) viseiras sobrepostas ao quepe e outros e o Silveira. Mais três patrulheiros fo­ acessórios próprios da fiscalização com ram destacados para Presidente Pruden­ motocicletas, como era de seu costume, te: Flávio de Campos Melo, José Ricarti para registro fotográfico de 1953 (foto e Bittencourt. hoje recuperada), apesar de sequer exis­ Além de lavrarem as “multas” du­ tirem motos em funcionamento na fis­ rante as fiscalizações, atuando em ro­ calização rodoviária da região, naquela dovias ou em trechos pré-estabelecidos, época. As dificuldades no exercício da esses patrulheiros também se responsa­ função, entretanto, não comprometiam bilizavam pelo recebimento dos valo­ o seu sucesso, especialmente junto ao res correspondentes, bem como pela público feminino e a expressiva imagem prestação de contas ao rondante - ou do herói “vigilante rodoviário” - que se­ simples emissário -, que vinha com vi­ ria imortalizada por Carlos Miranda no atura de Bauru uma vez por mês tam­ primeiro seriado da televisão brasileira bém para trazer talões de multa, de apre­ - já se mostrava forte no imaginário da ensão, recibos de dinheiro e outros im­ população local. pressos necessários e, ainda, para trans­ Patrulheiro Marcos Celso mitir orientações e receber notícias em Dias Penha. Garça, 1953 Policiais rodoviários atendendo acidente de trânsito na região de Assis, década de 60 Pág. 29
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    Dentre os fatoshistóricos dessa época, destaca-se uma ocorrência que teve muita divulgação. Em 19 de maio de 1951, os patrulheiros em serviço na cidade de Rancharia acompanharam os registros de um grave acidente aéreo que resultou na morte de todas as pessoas que viajavam em um avião (vinte e três vítimas) que seguia em vôo comercial. O avião caiu às 19 horas, próximo da rodovia, a cinco quilômetros da entrada da cidade, provavelmente em razão de relâmpago que teria atingido as suas asas. Na hora do acidente, surgiu um enorme clarão e um forte estampido vin­ do da direção da rodovia; os patrulheiros, que se encontravam na ci­ dade, imaginaram tratar-se de um ca­ minhão de transporte de combustível que teria explodido. Houve uma grande correria e toda a população quis ver de Patrulheiros em serviço itinerante na cidade de Rancharia acompanharam os registros de um grave acidente aéreo que resultou na morte de todas as pessoas que viajavam em um avião, em 1951 perto o ocorrido, algo inédito para aque­ la comunidade. Uma foto tirada no dia foi preservada. Com o passar dos anos, outros Formação do Destacamento patrulheiros foram designados para traba­ lhar em Assis, junto com Manoel e Pelotão de Assis Fernandes Neto e Custódio Ferreira de Souza; foram eles: Paulo Novaes, Mário O final dos anos 50 confirmou a pressiva malha para interligação com a Carboneli Marques, Simoneli e o Sargento tendência de transformação da cidade de capital e cidades do interior de São Pau­ Vanderlei de Paula, que havia trabalhado Assis em importante eixo e rota de en­ lo e com os Estados do Mato Grosso do troncamento rodoviário, em substituição Sul e do Paraná. Nesse contexto, no Regimento de Polícia Montada (Ca­ ao transporte ferroviário predominante em justificadamente, Assis recebeu uma Di­ valaria) da Força Pública e também no sua origem, com a inauguração de diver­ visão do DER (atual DR-7) oficialmente setor de Capturas, em que ficou conheci­ sos trechos de estradas, especialmente o instituída em 1958, com sede no prolon­ do pelas inúmeras prisões realizadas. O da SP-270 - Rodovia Raposo Tavares -, gamento da Av. Rui Barbosa, onde já fun­ aumento do efetivo se fazia mesmo ne­ que contorna a cidade, formando-se ex- cionava o seu serviço de Residência. cessário em razão da expansão das rodo­ vias estaduais. Todavia, os patrulheiros ainda não possuíam sede no município, permanecendo alojados em pensão e sob ordens de um Tenente (da Força Pública) do Destacamento de Bauru: Renato No­ gueira Magalhães, professor de educação física, de compleição robusta, conhecido pelo rigoroso tratamento dispensado aos subordinados. Em 02 de fevereiro de 1958, esse mesmo Tenente designou o patrulheiro Salviano Gonçalo de Souza para fiscali­ zar exclusivamente a rodovia que ligava Assis, partindo do Posto Marajó, a Porto Areia, na direção de Londrina (Paraná), o primeiro trecho de asfalto da região que seria ainda inaugurado naquele mesmo ano, no aniversário do município de As­ sis, então comemorado durante a primei­ ra semana de julho. Policiais rodoviários em patrulhamento na região de Assis, década de 60 Pág. 30
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    Vista parcial deAssis, no final dos anos 50 No mesmo ano de 1958, finalmen­ go em fiscalização no trecho de te, o Tenente Milton de Almeida Pupo foi Ourinhos até Presidente Prudente. Não designado para formar um “Destacamen­ obstante, na maioria das vezes os to Rodoviário”, com sede permanente em patrulheiros trabalhavam mesmo a pé. Assis. O oficial visitou o município du­ Somando inicialmente quatorze ho­ rante o mês de junho, junto com o Tenen­ mens, a equipe atuava com a seguinte te Renato - então comandante regional -, distribuição: Cléber em Ourinhos; Sar­ para conhecer as estradas e os patrulheiros gento Vanderlei, Salviano, Carboneli, que já serviam na área; pouco tempo de­ José Celso de Melo, Simoneli e mais um pois se mudou com a esposa e um filho de nome desconhecido em Assis; outros para fixar residência na cidade. dois em Iepê; mais dois em Rancharia e A inauguração do Destacamento três em Presidente Prudente. de Assis, com instalação provisória na No final de 1958, mediante con­ Rua Ângelo Bertoncini, em uma traves­ curso do DER, foram designados outros sa logo depois do velho Correio, deu-se patrulheiros, como reforço, dentre eles exatamente no dia 04 de julho daquele quatro com vínculos às tradicionais fa­ ano, na mesma oportunidade em que foi mílias Luciano Gomes e Carneiro (de inaugurado o trecho de asfalto ligando Assis): Clóvis Luciano Gomes (o “Mão­ José Santilli Sobrinho, Deputado Estadual na Assis a Porto Areia, durante as festivi­ década de cinquenta, atuou politicamente para de-Onça”, conhecido jogador de bola- dades da semana do aniversário do mu­ a instalação da DR-7 e do Policiamento ao-cesto) e seu irmão Otacílio Luciano nicípio (a partir de 1º de julho). Rodoviário em Assis Gomes; “Zizinho” (irmão de Lodomiro A Divisão do DER e a sede do Carneiro, professor de educação física Destacamento Rodoviário significaram Na direção oeste, a extensa área de e instrutor de bola-ao-cesto) e Lízias importantes conquistas para a cidade, circunscrição do Destacamento chegava até Anderson (genro de Teodomiro Carnei­ possíveis graças à atuação do então De­ Presidente Prudente - inclusive -, ainda o ro). Vieram também Lindolfo Biúdes, putado José Santilli Sobrinho, expres­ ponto limite das rodovias estaduais. Ernesto Bernardino, Ribeiro e demais sivo nome da política da região. Essa Quanto aos meios, o Destaca­ integrantes de uma turma recém-forma­ mesma personalidade exerceu o cargo mento foi montado com os homens que da em Jundiaí, toda direcionada para de prefeito do município em dois mo­ já trabalhavam na região e recebeu uma completar o novo Destacamento de As­ mentos distintos de sua história. viatura “Land Roover” (tipo “Jeep”) sis. Com isso, foram somados aproxi­ Pouco tempo depois da inaugura­ com tração nas quatro rodas, para rodar madamente vinte ao efetivo inicial de ção, a sede do Destacamento foi muda­ com o comandante. Aos poucos, o DER quatorze, resultando um grupo sufici­ da para uma grande casa alugada pelo foi adquirindo outras viaturas: um Jeep ente, à época, para uma atuante fiscali­ DER perto da escola Tomás Menk. e uma Ford F1 (camionete) para empre­ zação rodoviária na região. Pág. 31
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    O Tenente Pupopermaneceu pou­ DER, exercendo outras funções. Nesse algumas escoltas de Ministros em co tempo no comando do Destacamen­ momento alguns patrulheiros deixaram visita na região. Para uma das co­ to. Assumiu, logo depois, o Tenente Hé­ a fiscalização rodoviária, dentre eles Cló­ mitivas, em especial, o patrulheiro lio Jardim da Silveira (Tenente Jardim) vis Luciano Gomes, que havia termina­ Salviano - da Força Pública e em que providenciou a locação de uma sede do no mesmo ano o curso superior de Di­ serviço na rodoviária - recebeu ori­ - conhecida como “escritório” - na Ave­ reito e prosseguiu carreira como bem su­ entações para acompanhar a autori ­ nida Rui Barbosa, em frente ao DER. cedido Procurador do DER, vindo a ocu­ dade (Ministro Andreaza), de viatu­ A sede foi mudada, em 1963, para par o cargo de Chefe do Departamento ra, do aeroporto até a entrada de Pre­ uma construção providenciada pelo Jurídico, em São Paulo. sidente Prudente, quando passaria o DER no aterro entre a Rodovia Raposo Já inserido na organização da serviço para a Guarda Civil local Tavares e o acesso para Marília (Km Polícia Militar de São Paulo, o antigo prosseguir. 444 da SP 270, trevo do Posto Mode­ Destacamento manteve-se com a deno­ Não concordou com essa orien­ lo), durante o comando do Tenente Cân­ minação de Pelotão de Assis. Na se­ tação e conversou com o Capitão Paes dido Ferreira Pinho. Foi essa a pri ­ qüência dos comandos, assumiram in­ Lemes, então Comandante do Polici­ terinamente vários Sargentos e Subte­ meira instalação construída pelo DER amento de Presidente Prudente, aler­ nentes e, também, passageiramente, o especificamente para funcionar como tando-o de que não passaria a escolta Tenente Fabiano (de Sorocaba), o Te­ sede própria de fiscalização rodovi ­ salvo para o efetivo da Força Públi­ nente Gorreri (de Itapetininga) e o Te­ ária no interior, com características ca, o que foi feito com a anuência do nente Barbosa (de Bauru), até a desig­ até então insuperáveis quanto às re ­ nação do Tenente Américo Borba. Es­ referido Comandante (que recepcio­ partições do espaço, banheiros e qua­ teve no comando, depois, o Tenente nou a autoridade no quartel) ignoran­ lidade da obra em si. Uma foto da Osmar Ferreira Cândido e, ainda, o Te­ do a presença dos guarda civis que inauguração, com formatura militar, nente Edson Reis, que permaneceu a aguardavam a comitiva. Esse episó­ foi recentemente recuperada. frente do efetivo durante quase doze dio ilustra bem certa rivalidade obser­ Importante destacar que, confor­ anos até sua passagem para a reserva vada entre as duas Instituições (For­ me exposto, em 1962 a Força Pública em 1976, quando transmitiu o cargo, in­ ça Pública e Guarda Civil), com al­ absorvera a “Polícia Rodoviária”, esta­ terinamente, para o Subtenente Emer­ gumas atribuições superpostas, e que belecendo em seus quadros o Corpo de son Pratis Simões. foram unificadas em 1970 para dar Policiamento Rodoviário, oportunidade Dentre as diversas missões de ­ forma a um único órgão de policia­ em que os patrulheiros civis concursa­ senvolvidas pelo efetivo de Assis nas mento ostensivo: a Polícia Militar do dos, puderam optar pela permanência no décadas de 60 e 70, sobressaem-se Estado de São Paulo. Inauguração da Sede do Pelotão de Assis, em 1963, entre a Rodovia Raposo Tavares e o acesso para Marília (SP 333) Pág.32
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    Companhia de Assis Como consequência da unifica­ ção da Força Pública com a Guarda Ci­ vil em 1970 e a reestruturação da Mi­ lícia Paulista, ora chamada Polícia Mi­ litar do Estado de São Paulo, estabele­ ceu-se o Policiamento Rodoviário, em 24 de maio de 1971, como Unidade identificada por 39º Batalhão de Polí­ cia Militar, cobrindo toda a área do Es­ tado. Já em 04 de dezembro de 1973, teve sua denominação adequada à fun­ ção especializada que exercia, passan­ do a chamar-se Batalhão de Policia­ mento Rodoviário. Em 15 de dezembro de 1975, após nova adequação das Unidades da Polícia Militar, foi ele denominado 1º Batalhão de Polícia Rodoviária (1º BPRv), do qual foram desmembrados, em 07 de agosto de 1977, o 2º Bata­ lhão de Polícia Rodoviária (2º BPRv, com sede em Bauru) e, em 25 de janei­ ro de 1979, o 3º Batalhão de Polícia Rodoviária (3º BPRv, com sede em Rio Claro), que passaram a ter suas ativi­ dades coordenadas pelo Comando de Policiamento Rodoviário (CPRv), com Patrulheiros Rodoviários de Assis, na década de 60, com viatura modelo Jeep Willys sede na Capital paulista, a partir de 30 de março de 1979. tituição, 481 - Vila Ouro Verde e Avenida ronel Levi Lenotti comandava o 2º Menos de dois anos após a cria­ Rui Barbosa, 2325 (no DER). Finalmen­ BPRv (Bauru), em profícua gestão que, ção do Batalhão em Bauru, Assis foi te, a sede própria e permanente foi inau­ reconhecida anos mais tarde, resultou elevada à condição de sede de Com­ gurada em 26 de outubro de 1990, no km na escolha do seu nome para identifi­ panhia, instalada exatamente em 30 de 445 da SP-270 - Rodovia Raposo Tavares. cação do Batalhão, como justa home­ março de 1979 (Terceira Companhia Nota-se que, à época da inaugu­ nagem à sua pessoa (2º BPRv - “Ten do 2º BPRv), conforme publicação no ração da sede definitiva, o Tenente Co- Cel PM Levi Lenotti”). Boletim nº CPRv-014/79, tendo como primeiro Comandante o Capitão PM André Boicenco Neto. Presidente Pru­ dente permaneceu como sede de um de seus Pelotões durante dez anos, até que em 06 de outubro de 1989 a ex­ tensa área foi dividida para a instala­ ção da Quinta Companhia, com sede naquele município. Em razão do tama­ nho da região fiscalizada, inicialmen­ te, a Companhia de Assis chegou a ad­ ministrar quase quatrocentos homens no final da década de 80, pouco antes da criação da Companhia de Presiden­ te Prudente (5ª Cia). A Terceira Companhia funcio­ nou provisoriamente em vários ende­ reços de Assis, junto com o seu 1º Pe­ lotão, na seguinte sequência: Rua 7 de Setembro, 60 - Centro, Avenida Rui Barbosa, 1908 - Centro, Rua da Cons­ Uma das primeiras Equipes TOR de Assis, na década de 80 Pág. 33
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    Equipe de futeboldo Pelotão de Assis, no Torneio do 141ª Aniversário da Polícia Militar, em 15 de dezembro de 1972, em Assis Já a Base Operacional de Assis margem originalmente ocupada pela Ainda, graças à iniciativa de poli­ (BOp 270/9), “Sargento Hermes Reis” Base), foi transferida para o km 445, em ciais militares rodoviários voluntários e (nome dado em homenagem ao irmão do uma construção-modelo inaugurada em apoio do DER e da comunidade local, aos Tenente Edson Reis), inaugurada em 12 20 de julho de 2001, na frente da Compa- poucos foi sendo construída uma área de julho de 1975, permaneceu por vinte e seis nhia e ao lado da sede do 1º Pelotão, com treinamento e recreação, atrás do prédio anos em funcionamento na SP 270 Km 440 amplo pátio para estacionamento de veí- da Companhia, que hoje conta com qua­ + 400m, no acesso principal da cidade. culos apreendidos, integrando o atual dra esportiva, campo de futebol em tama- No entanto, em razão da obra de complexo de policiamento rodoviário em nho oficial e um amplo salão de convi- duplicação do trecho Assis-Ourinhos da privilegiado e extenso espaço cedido pelo vência utilizado para eventos diversos de Rodovia Raposo Tavares (que utilizou a DER para essa finalidade. interesse institucional. Antiga Base Operacional de Assis, do Km 440+400m, da Rodovia Raposo Tavares Silva Júnior, “O Patrulheiro 1020” Pág. 34
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    A área decircunscrição atinge atu­ Vocação para polícia sões históricas de entorpecentes (algu­ almente cinquenta e sete municípios, so­ mas de mais uma tonelada) nas Bases mando-se 1.342,513 Km de rodovias es­ de segurança Operacionais dos Pelotões de Assis, taduais diuturnamente patrulhadas, cober­ Marília e Ourinhos, além de inúmeras tas por três pelotões (1º - Assis, 2º - Marília Acompanhando as transforma­ prisões em flagrante por delitos diver­ e 3º - Ourinhos), com o total de nove Ba­ ções da Instituição, em atendimento ao sos, apreensões de armas, recuperação ses Operacionais (Assis e Florínea / anseio da população por melhores con­ de veículos roubados ou furtados, cap­ Marília, Tupã e Garça / Ourinhos (duas), dições de segurança e uma efetiva res­ tura de diversos indivíduos foragidos e Sta. Cruz do Rio Pardo e Pirajú). posta à criminalidade, gradativamente procurados pela Justiça, desbaratamen­ Quanto aos oficiais designados o Policiamento Rodoviário foi to de quadrilhas e outros feitos devida­ para o comando da Terceira Companhia, priorizando em todo o Estado a atuação mente reconhecidos pela comunidade e verificou-se a seguinte seqüência: focada na polícia de segurança, especi­ pelo Comando. 1º - Capitão PM André Boicenco Neto, almente a partir de 1987, quando foi Para se ter noção da efetividade de 1979 a 1982 (dez anos mais tarde, criado o TOR – Tático Ostensivo Ro­ do trabalho realizado, a partir do ano doviário, sem o abandono da fiscaliza­ de 2001 foi quase extinta a ocorrência como Coronel PM, foi Comandante do ção de trânsito rodoviário. de roubo de cargas na região. Policiamento Rodoviário do Estado de Essa Força Tática de atuação es­ São Paulo). pecializada em rodovias foi instituída 2º - Capitão PM David Fernandes em 30 de setembro de 1987, quando co­ Pedrosa, assumiu em 1983 (depois dele, mandava o Policiamento Rodoviário do permaneceram interinamente no coman­ Estado o Cel PM Ralph Rosário do, o 1º Tenente José Koki Kato e o 1º Solimeo, responsável pela iniciativa. Tenente Edmilson Valter do Nascimento); Mediante emprego de equipamentos, ar­ 3º - Capitão PM José Carlos Pires, de mamentos, técnicas e táticas específi­ 1985 a 1992; cas para as atividades de polícia osten­ 4º - Capitão PM Alcides Coelho, de siva e de preservação da ordem públi­ 1992 a 1996; ca, as Equipes TOR alcançaram extra­ 5º - Capitão PM Ramiro de Oliveira Do­ ordinário êxito nas Companhias de Po­ mingos, de 1997 a 2000; liciamento Rodoviário do interior. 6º - Capitão PM Nelson Garcia Filho, A Terceira Companhia montou e de 2001 a 2002 (após o seu comando, treinou equipes que, ao longo dos anos, durante um período de três anos perma­ projetaram positivamente a imagem da neceram interinamente no comando o 1º Polícia Militar em razão de ocorrências Tenente Núncio Aparecido Chiampi e que comprovaram um forte combate à o 1º Tenente Adriano Aranão) criminalidade nas rodovias regionais. Sgt PM Avelino Tavares, hoje 2º Ten Res PM, 7º - Capitão PM Adilson Luís Franco serviu na administração da Companhia Em conjunto com as patrulhas conven­ de setembro 1983 a maio de 2003 Nassaro, a partir de 15 de junho de 2005. cionais, foram responsáveis por apreen­ Solenidade de inauguração da nova Base Operacional de Assis, em 2001 Pág. 35
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    APREENSÕES DIVERSAS Maconha na lataria de veículo. Florínea, 2007 Maconha em fundo falso de tanque de caminhão. Assis, 2007 1,3 tl de maconha embaixo de carga de carvão. Assis, 2007 Munição transportada em ônibus. Garça, 2007 1 kg de haxixe dentro de estepe. Florínea, 2005 Maconha em veículo de passeio. Ourinhos, 2007 Maconha no para-choque de veículo. Assis, 2007 Arsenal em veículo de passeio. Sta Cruz do Rio Pardo, 2006 Pág. 36
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    APREENSÕES DIVERSAS Maconha na lataria de veículo. Assis, 2007 Maconha em fundo falso de automóvel. Florínea, 2006 Maconha na mala em ônibus. Assis, 2006 Maconha na lataria de veículo. Assis, 2007 Droga no interior de painel de veículo. Ourinhos, 2007 Carregamento de cigarros contrabandeados. Assis, 2007 Maconha em mala em ônibus. Assis, 2007 Maconha em fundo falso de carreta. Assis, 2006 Pág. 37
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    Parceria de sucessocom o DER Dr. Jorge, Diretor da DR-7, com Capitão Franco, Tenente Aranão e policiais militares rodoviários do 3º Pelotão, em frente à obra de construção da nova Base de Pirajú, em 2006 A área geográfica de atuação da Divisão do Departamento de Estradas de Quanto à organização do DER 3ª Companhia do 2º BPRv coincide, Rodagem (DER) na cidade, ou seja, em em Assis, o órgão vinha sendo repre­ quase na sua totalidade, com a área de 1958 (no dia 04 de julho). sentado na região, até 1958, por uma circunscrição da DR-7, com sede em Nessa época os “guardas rodoviá­ sede de Residência de Obras e uma de Assis. O trabalho desenvolvido na re­ rios”, como eram então chamados, com­ Residência de Conservação, subordi­ gião para a segurança nas rodovias es­ punham um corpo vinculado ao próprio nadas à Divisão Regional de Bauru, então taduais que interligam dezenas de mu­ DER e, portanto, integravam a Secretaria denominada B3C. Esses órgãos cuida­ nicípios, caracteriza-se pelo apoio mú­ de Viação e Obras Públicas. Não obstan­ vam principalmente da construção e da tuo, envolvendo engenharia e fiscali­ te, desde os primórdios, vários integran­ conservação de trechos da SP-270 (Ra­ zação de trânsito. A experiência com­ tes da Força Pública foram colocados à poso Tavares), da construção da SP-333, prova que não há mesmo outra forma disposição desse serviço de fiscalização; ligação Assis/Marília e Assis/Porto Char­ de diminuir os acidentes senão o inves­ tanto, que o primeiro Comandante desig­ timento nas três vértices do triângulo nado em 1948, em São Paulo, quando do les Naufal, na divisa com o Estado do da prevenção: serviços de planejamen­ início das atividades do Policiamento Paraná. A B7C (sede Assis) finalmen­ to e engenharia, fiscalizações eficazes Rodoviário estadual, era um Oficial da te nasceu por força do Decreto 25.342 e educação para o trânsito. Força Pública: o Tenente José de Pina Fi­ de 09 de janeiro de 1956 e foi instala­ A parceria de sucesso vem de lon­ gueiredo. da pelo Diretor Geral do Departamen­ ga data. Na verdade, a primeira sede do A criação do DER, no entan ­ to, Ariovaldo de Almeida Viana em Policiamento Rodoviário em Assis - cha­ to, é mais antiga. Ocorreu em 02 junho de 1958, ação confirmada pela mado “Destacamento” - foi inaugurada de julho de 1934, por meio do De ­ Resolução 4004 de 27 do mesmo mês no mesmo ano em que se instalou a DR-7, creto estadual nº 6.529. de 1958, do Conselho Rodoviário. Pág. 38
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    No Ato DGD/DERse vê no seu: A ligação histórica e a amizade Atualmente a DR-7 e o Policia­ “Artigo 2º - As sedes dessas Subdivi­ desenvolvida no convívio dos policiais mento Rodoviário passam por momen­ sões localizar-se-ão nas seguintes cida­ militares rodoviários, engenheiros e to­ to de expectativa, em face do proces­ des: São Paulo, Taubaté, Juquiá, Itape­ dos os funcionários da Regional do DER so de concessão dos principais trechos tininga, Assis, Presidente Prudente, Ara­ em Assis têm propiciado soluções con­ de rodovias, a exemplo do que já ocor­ çatuba, São José do Rio Preto, Arara­ juntas para a melhor qualidade do trân­ reu em diversas outras partes do Esta­ quara, Ribeirão Preto, Campinas e Bau­ sito rodoviário e a redução gradativa dos do. Logo surgirá mais um colaborador, ru. Artigo 3º - De imediato fica insta­ índices de acidentes verificados ano a qual seja, a empresa concessionária lada a Subdivisão Regional de Assis”. ano. O Engenheiro Jorge Masataka que vencer a licitação e o DER conti­ Em 1975, ocorreu o desmembra­ Mori, Diretor da DR-7 desde 1995, em nuará atuando como órgão executivo mento da área original (já denomina­ sua longa e profícua gestão, tem busca­ de trânsito rodoviário. Essa nova fase da DR-7), com a instalação da Divi­ do integração com as forças locais, ob­ não alterará a importância do traba­ são Regional de Presidente Prudente tendo êxito na melhoria das condições lho dos dois órgãos públicos envolvi­ - DR-12. da malha rodoviária regional e atenden­ dos nas questões do trânsito rodoviá­ Quanto ao Policiamento Rodovi­ do às solicitações de adaptações neces­ rio. ário, a sede de Assis foi elevada à con­ sárias à segurança, encaminhadas pelo A experiência comum e tantas dição de Companhia em 30 de março Policiamento Rodoviário. Desse modo, realizações conjuntas por cinqüenta de 1979 - mantendo-se um pelotão na a fiscalização e a engenharia de trânsi­ anos em prol da segurança viária con­ cidade -, enquanto Presidente Prudente to atuam em harmonia, para alcançar o tinuarão oferecendo bons frutos, es­ permaneceu como sede igualmente de mesmo objetivo: a segurança e o bem- pecialmente para a comunidade regi- um de seus pelotões, até que em 06 de estar dos usuários. onal, na defesa do interesse público. outubro de 1989 foi dividida a extensa área para instalação da 5ª Companhia (também do 2º BPRv), com sede naque­ le município. Manteve-se, a partir de en­ tão, praticamente a mesma circunscri­ ção entre a DR-7 e a 3ª Companhia. Entrada da DR-7, na avenida Rui Barbosa, em Assis Pág. 39
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    Associação “PMs deCristo” 2º Núcleo de Assis Ato Ecumênico em Ação de Graças ao “Dia do Soldado”, em frente a Base de Assis. 2006 Cabo Ivan, Coordenador do Núcleo A Associação dos Policiais Milita­ costumes de cada igreja. Ao longo dos tem­ não, também como comandante interino, res de Cristo (APMESP) com sede em São pos, surgiram novos voluntários e nasce­ ratificou o trabalho evangelístico que vi­ Paulo, é uma organização paralela e ao ram também os Núcleos de Evangelização, nha sendo realizado, prestando todo apoio mesmo tempo ligada à Policia Militar, cri­ sediados nos diversos quartéis da Polícia à iniciativa. ada em 25 de junho de 1992 por 72 inte­ Militar por todo o Estado. Uma data especial ocorreu em mar­ grantes de vários quartéis da Grande São O 2º Núcleo de Assis teve uma his­ ço de 2005. Na ocasião, o Cb Ivan pela Paulo. Esses policiais já exerciam servi­ tória muita parecida com a da própria As­ primeira vez fazia contato por telefone com ços voluntários divulgando a fé, porém sem sociação. O Cabo PM Ivan Sérgio Alves, a Associação dos “PMs de Cristo” (São representatividade, e resolveram se orga­ servindo na 3ª Cia de policiamento rodo­ Paulo), no intuito de adquirir exemplares nizar e criar uma Associação mantida por viário em Assis, em março de 2002, movi­ de Bíblias Sagradas para distribuição du­ eles próprios, com objetivo de levar a Pa­ do pelo Espírito Santo, procurou o Capi­ rante visitas familiares que realizava nos lavra de Vida, Esperança e de Salvação aos tão PM Nelson Garcia Filho, então Coman­ lares dos policiais militares rodoviários de demais companheiros. dante, para promover oração e intercessão Assis e região. Foi atendido naquele dia Objetivavam reconstruir os muros pela Instituição, por seus integrantes e suas pelo Major Res PM Cláudio, que tomou de proteção da família policial-militar com famílias. A proposta foi muito bem aceita conhecimento da existência do grupo sem a placa de Jesus, exercendo a missão de e, desse modo, em 01 de abril de 2002, denominação e explicou-lhe sobre a ne­ trabalhar para Deus dentro da Polícia Mi­ aconteceu a 1ª reunião com Jesus Cristo, cessidade de oficializar o trabalho e im­ litar e ajudar o profissional - que muitas inaugurando uma seqüência de reuniões plantar o Núcleo, além de consagrar o Cb vezes está ferido na alma - a encontrar a que não mais se interromperam. Esses en­ Ivan Sérgio e também o Sd Alfredo dos verdadeira paz. O trabalho missionário e contros semanais receberam mais tarde o Santos que o auxiliava. cristão não poderia estar vinculado a uma nome de “Manhãs com Deus”. Assim, na noite de 02 de abril de igreja específica e, portanto, não poderia Ao longo dos anos seguintes ou­ 2005, na Sede do Comando da 3ª Cia, ocor­ pregar usos e costumes na evangelização. tros oficiais comandaram interinamente reu um Culto de Ação de Graças pelo ani­ Assim, os integrantes da Associação fo­ a Companhia; porém, somente em outu­ versário do grupo, com a presença de apro­ ram sempre cuidadosos em relação aos bro de 2004, o 1º Ten PM Adriano Ara- ximadamente 150 pessoas, oportunidade Pág. 40
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    em que oTen Res Zezza - Representante da Associação - consagrou o Cb Ivan e o Sd Alfredo, respectivamente como Líder e Vice-líder do oficializado 2º Núcleo dos PMs de Cristo em Assis (o 1º Núcleo já havia sido estabelecido no 32º BPM/I – Batalhão de Área de Assis). Em 22 de Junho de 2005, o Capitão PM Adilson Luís Franco Nassaro (Cap Franco) assumiu o Comando da Compa­ nhia e tomou conhecimento do trabalho. Foi recebido em sua posse, no dia 22 de Julho de 2007, com uma Manhã com Deus dirigida pelo Cabo PM Ivan, contando com a pregação da Palavra realizada pelo Bis­ po da Diocese de Assis, Dom Maurício Grotto. O novo Comandante ficou impac­ tado com o agir de Deus nesse trabalho e ratificou a continuidade do seu funciona­ Capitão Franco e Cabo Ivan, com o Pastor “Cajara”, em Assis. 2007 mento. Ainda mais, auxiliou o Cb Ivan e o “Campanha da Família” Sd Alfredo na implantação das Manhãs militares; diversas visitas aos lares de po­ Pedimos a Deus que esse serviço com Deus nos Pelotões de Ourinhos e liciais militares; representações da Polícia possa ter uma dimensão muito maior, com Marília, fortalecendo-se a sua expansão. Militar pelo Líder do Núcleo e importan­ o reconhecimento do Comando da Polícia O Ten Aranão, Comandante do 3º tes testemunhos de policiais militares. Militar para expansão de tal Obra. Tam­ Pelotão (Ourinhos) requereu a implanta­ Também estão registrados momentos tris­ bém, para que sejam escolhidos homens e ção do Sub-Núcleo e, assim, esse foi o pri­ tes pela realização de culto fúnebre de fa­ mulheres que verdadeiramente possuem meiro implantado em 23 de junho de 2005, miliares de policiais e outros muito ale­ um chamado de Deus para a nobre mis­ encontrando-se hoje sob a direção do Cb gres, como Encontros de Casais e a Cam­ são, cumprindo-se o que o Sr. Jesus nos PM Reginaldo Marvulli. O Ten PM Au­ panha pela Família. Tudo isso está regis­ revelou. gusto José de Carvalho Filho, Comandan­ trado com ilustração de fotos e filmes. Finalizando este capítulo, façamos te do 2º Pelotão (Marília), também reque­ Hoje, depois de mais de 06 anos de uma oração: reu a implantação, o que ocorreu em 19 de Evangelização e Intercessão, verifica-se di­ “Deus, louvamos o Teu Nome, por­ agosto de 2005, Sub-Núcleo atualmente di­ ficuldade na manutenção ideal desse tra­ que o Senhor é um ser que cumpre suas pro­ rigido pelos Cb PM Valdecir Gonçalves balho. O Cabo PM Ivan prossegue na co­ messas expressas na sua Palavra Sagrada. dos Santos e Jairo Lopes Rodrigues. ordenação das atividades, contando com o Tudo o que fizemos não foi em vão; sabemos O 2º Núcleo de Assis possui um li­ apoio institucional dos Comandantes para que o Senhor está presente em nós, mas o Se­ vro em que são registrados todos os even­ realização da Obra. Esse tipo de serviço nhor fez mais, manifestou-se no nosso meio. tos de sua história. Ali estão registrados voluntário requer ainda maior dedicação Jamais poderíamos ter os resultados profissi­ nomes de homens e mulheres que visita­ do Líder do Núcleo, pois todos os eventos ram o Núcleo e que, em nome do Sr. Jesus onais e familiares que obtivemos ao longo des­ significam, na prática, uma gota d´água no Cristo, pregaram as Boas Novas do Evan­ ses anos, assim como qualquer outra Com­ deserto escaldante. Constata-se necessida­ gelho ou deram testemunho do que Deus panhia da Polícia Militar. Pelo seu amor, em de real de visitas constantes aos lares, a fez em suas vidas, após um compromisso manutenção de atendimentos aos diversos especial na 3ª Cia de Polícia Militar Rodovi­ de entregar sua vida a Ele. Também estão feridos por depressões, separações conju­ ária, fomos reconhecidos não somente em ní­ registrados: as realizações de todas as gais e filhos dispersos, além da continui­ vel do alto Comando da Polícia, mas tam­ Manhãs com Deus, inclusive aquelas de­ dade de visitas aos hospitalizados ou àque­ bém em nível do Governo do Estado; fomos senvolvidas na rodovia junto aos caminho­ les que perderam entes queridos. Nota-se, homenageados individualmente pelas nossas neiros; cultos de Ação de Graças pelo “Dia sim, um mover das pessoas pelas ações do ações. Assim, confiamos no Senhor, no seu do Soldado” em teatros e igrejas; partici­ Núcleo; porém, na falta de acompanha­ Filho Jesus Cristo e na ação do Espírito San­ pações em cerimônias militares; orações mento no trabalho evangelistico, elas ten­ to no futuro que deverá ser ainda mais pro­ intercessoras antes do inicio de operações dem a voltar ao estado inicial. missor. Amém”. “Levando palavra de vida e esperança ao Policial Militar” Pág. 41
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    Programa de Educaçãopara o Trânsito para um trânsito melhor somente ocorre a partir da conscientização da nova geração sobre a maneira correta de se conduzir um veículo em via pública, aprendendo a res­ peitar a sinalização e usar da cortesia. Os jovens adequadamente educa­ dos, antes mesmo de se tornarem condu­ tores, passam a cobrar dos seus pais e co­ nhecidos atitudes de respeito no trânsito. Quando começarem a conduzir veículos, brevemente, integrarão um grupo de mo­ toristas de comportamento exemplar, co­ laborando inclusive para a segurança dos demais usuários do trânsito. Os policiais participantes do progra­ ma sentiram a necessidade de desenvolver atividade preventiva na área da educação, conscientes de que o Policiamento Rodovi­ ário não pode ser considerado algo distante da realidade, do dia-a-dia das cidades do in­ terior. Aliás, tal modalidade de ação polici­ Recebimento de equipamentos de multimídia na Prefeitura de Assis, em 2007 al se revela cada vez mais presente e direta­ mente relacionada com a comunidade local Depois de muito planejamento e Dentre esses policiais, destacam- e o trânsito urbano, não obstante sua área reuniões entre policiais militares rodovi­ se aqueles que desenvolvem palestras e restrita para fins de fiscalização, ou seja, ro­ ários que atuam em Assis e em cidades exposições e vêm cumprindo com muito dovias estaduais, acessos e faixa de domí­ próximas, foi colocado em prática, por boa vontade a missão assumida. São eles: nio (área marginal na rodovia). meio de um grupo de voluntários, um pro­ os Sargentos Sampaio e Vamir; os Cabos: O fato é que as cidades, outrora grama idealizado para funcionamento em Oliveira e Abel e os Soldados: Gildo, Val­ pequenas, cresceram e as rodovias fi­ Assis e região, denominado: “Educar para dinei, Ludwig, Emerson e Dias. Também caram próximas, inseparáveis das ques­ o trânsito é educar para a vida”. prestam sua colaboração e apoio o Sgt tões urbanas. Por esse motivo, os usuá­ As atividades foram iniciadas em Reginaldo, o Sd Ussuy, Sd Rogério e a rios regionais acabam sofrendo o impac­ setembro de 2006, para desenvolver a Sd Temp Aline. A todos eles é devido es­ to do trânsito rodoviário, do contínuo consciência de jovens alunos. Tal inicia­ pecial reconhecimento pelo imediato movimento que conjuga a ação de mo­ tiva, inédita no âmbito do Policiamento atendimento ao chamado e ao aguçado toristas de distantes partidas e destinos, Rodoviário pelas suas características, nas­ senso de responsabilidade social. com o público local, ingresso diaria­ ceu da boa vontade de abnegados polici­ Por conta da imprudência e da ir- mente nesse fluxo que já separa bairros ais que se propuseram a trabalhar nos ho­ responsabilidade de alguns, o trânsito bra­ e distritos industriais, para não dizer dos rários de folga, por uma causa digna, em­ sileiro, urbano ou rodoviário, é considera­ estabelecimentos comerciais, proprieda­ pregando os seus conhecimentos profis­ do uma grave doença que necessita de tra­ des rurais, alças de acesso para aveni­ sionais e sua energia, em prol da comuni­ tamento intensivo, com um remédio po­ das, faculdades, e até presídios, todos dade em que vivem. tente chamado “educação”. A mudança interligados na mesma malha viária. Simulação de trânsito em acampamento escoteiro. Assis, 2006 Aula do programa de Educação para o Trânsito. Assis, 2007 Pág. 42
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    O concurso defrases de segurança no trânsito desenvolvido em 2006 e 2007 resultou em divulgação das vencedoras em programação de televisão local e em outdoors, com grande cobertura da im­ prensa regional. O programa recebeu du­ rante os três anos de funcionamento di­ versas Moções de Aplausos de Câmaras Municipais e elogios provenientes de di­ versas autoridades e órgãos da região. Com toda essa mobilização, no se­ gundo semestre de 2006 foram atingidas 2110 adolescentes em escolas da rede es­ tadual de ensino, em 12 cidades da região; em 2007 foram 2200 alunos da rede esta­ dual (no primeiro semestre) e 1530 alu­ nos da rede municipal de Assis (no se­ gundo semestre); para 2008 é projetado número equivalente ao alcançado em 2007. Nos mesmos períodos, como uma benção divina sobre esse esforço, o nú­ mero de mortes em acidentes de trânsito Palestra inaugural do programa, no “Instituto de Educação” de Assis. 2007 nas rodovias regionais diminuiu mais que a média estadual, particularmente na área Destarte, nota-se que muitos dos Ainda, uma viatura da Compa­ do primeiro pelotão (Assis). acidentes da região envolvem usuários nhia foi colocada à disposição dos poli­ Podem até dizer que os policiais locais, condutores, passageiros e pedes­ ciais para deslocamentos necessários ao são sonhadores. Não há problema, eles tres no cenário da rodovia. programa. Também o Grupo de Esco­ estão assumindo sua parte de responsabi­ O programa insere os alunos num teiros de Assis tem participado de even­ lidade e o sonho já está se tornando reali­ processo criativo, contextualizando seu tos relacionados ao programa. dade porque, juntos, acreditaram nele! desenvolvimento global, potencializan­ do suas aptidões, por meio de amplo e riquíssimo campo de conhecimento. Ao mesmo tempo, colocam-se os policiais em uma posição pró-ativa para evitar a prática de infração de trânsito, exata­ mente aquela que, por dever de ofício, continuam a reprimir rigorosamente com o propósito de salvar vidas. Cada um dos jovens ouvintes do programa, na faixa dos 16 e 17 anos, próximo de tirar a habilitação para con­ duzir veículos, ouve a palavra do poli­ cial militar rodoviário, fardado, que passa lições preciosas, com apoio de recurso áudio-visual e conteúdo cui­ dadosamente preparado. As boas ava­ liações e o envolvimento da comuni­ dade têm superado as melhores expec­ tativas, o que incentiva a continuida­ de do trabalho desses profissionais es­ pecialistas em trânsito. Em 2007 a Câmara Municipal de Assis aprovou lei, com apoio da Prefeitura Municipal, para o repasse de valores em aquisição de equipa­ mento completo de multimídia (note­ book, projetor de imagens e tela por­ tátil), para utilização no desenvolvi­ mento das palestras. Pág. 43
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    Escotismo e Policiamento Rodoviário em Assis Distribuição de panfletos na “Semana Nacional do Trânsito”, em frente a Base de Assis, em 2007 O Grupo Escoteiro Carajurú, ins­ Amarildo Delfino Dias foi eleito Dire­ de educação para o trânsito iniciados tituição também cinquentenária em As­ tor Presidente do GE Carajuru e o Cap em 2006, tendo por premissa a defe­ sis, se orgulha de fazer parte da histó­ PM Adilson Luís Franco Nassaro, Co­ sa da vida e a integridade física dos ria do Policiamento Rodoviário no mu­ mandante da 3ª Companhia, foi eleito futuros condutores, com total apoio nicípio. As duas instituições formam ao cargo de Diretor da Associação de da comunidade local. uma parceria de sucesso, pois buscam Pais e Amigos do Carajuru (APAC). O Grupo Escoteiro Carajuru o mesmo fim, ou seja, o bem da comu­ A partir desse momento surgi­ também utilizou por diversas vezes o nidade de uma maneira geral. Pela co­ ram importantes projetos como a par­ espaço físico da 3ª Cia, onde realizou munhão de propósitos, os integrantes do ceria para desenvolvimento do pro­ acampamentos inesquecíveis tanto Grupo sempre apoiaram as iniciativas grama: Educar para o Trânsito é Edu­ para os Escoteiros como para os Es­ do Policiamento Rodoviário, especial­ car para a Vida, que despertou o in­ cotistas. Também, durante as campa­ mente aquelas de caráter educativo, tais teresse do poder público municipal. nhas da Semana Nacional do Trânsi­ como as campanhas de prevenção de Votou-se uma lei para que a APAC to, os jovens Escoteiros sempre se fi­ acidentes e as comemorações pelo Dia recebesse em doação um equipamen­ zeram presentes na Base Operacional do Motorista. to completo de multimídia, tela de de Assis, entregando panfletos e ori­ As ações conjuntas tornaram-se projeção e um notebook, para uso da entando motoristas na companhia dos mais freqüentes e passaram a dar efe­ 3ª Companhia de Policiamento Ro­ policiais, nas margens da rodovia Ra­ tivos resultados quando o Soldado PM doviário nos trabalhos do programa poso Tavares. Pág. 44
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    Acampamento Escoteiro naSede da 3ª Companhia. Assis, 2007 Grupo em frente à Base de Assis. 2006 A última empreitada de 2007 - e cadas. Graças a Deus e ao trabalho in­ talvez uma das mais importantes - foi a tenso dos primeiros policiais que che­ realização do plantio de dezenas de mu­ garam à região na década de cinqüenta, das de árvores de espécies diversas e verdadeiros desbravadores, a socieda­ também mudas de orquídeas defronte a de regional tem o privilégio de contar sede da Companhia, momento ímpar com homens especializados que lutam que possibilitou aos jovens despertar sua diuturnamente pela preservação da vida consciência ecológica, preservando o e ainda combatem intensamente o cri­ meio ambiente e construindo um mun­ me organizado em nossas rodovias do melhor. Permanece a certeza de que Por isso, os Escoteiros de Assis as mudas plantadas crescerão, possibi­ (dos ramos Lobinho, Escoteiro, Sênior e litando melhor qualidade de vida a quem Pioneiro), que hoje representam mais de freqüenta esse ambiente. Capitão Franco recebe homenagem, do uma centena de famílias, na posição de Quando boas sementes são lan­ Grupo Escoteiro “Carajurú”, na Câmara alerta bradam um forte “Bravo, Bravo, çadas em terra fértil, bons frutos elas de Assis em 2007 Bravíssimoooooo” aos abnegados Poli­ produzem e é exatamente o que aconte­ ciais que começaram esta historia e tam­ ce hoje com tão nobre segmento da Po­ quer Instituição que consegue chegar tão bém àqueles que continuam a edificá-la lícia Militar de São Paulo. Não é qual- longe e sobreviver com o passar das dé­ de modo tão digno nesse Jubileu de Ouro. Acampamento Escoteiro na Sede da 3ª Companhia. Assis, 2006 Pág. 45
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    PROGRAMAS: “BRAV” E“IRCC” “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma mont anha, nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do montanha, alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão na casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Matheus 5, 14-15). De forma inovadora, no início de do como ocorrência de acidentes com Cabe ao Cmt de Pel, também, 2007 foram colocados em funcionamen­ vítimas. cobrar medidas e estabelecer metas, to dois programas no âmbito da 3ª Com­ Sabe-se que para alcançar redu­ como forma de motivação, além de panhia, o primeiro objetivando incenti­ ção de vítimas em acidentes, especial­ analisar os acidentes com vítimas e es­ var iniciativas das Bases Operacionais mente as fatais, é necessário o tabelecer ligações com os setores para redução de acidentes e vítimas: o envolvimento e um esforço coletivo regionalizados de engenharia (no caso BRAV (Bases que Reduzem Acidentes dos agentes que podem intervir no cam­ de área do DER, com as “residênci­ com Vítimas); o segundo, objetivando in­ po da engenharia e fiscalização, neste as”) para melhoria das condições de centivar a obtenção de resultados no último para reorientação de condutas conservação e sinalização, dentre ou­ combate à criminalidade, em sistema de prejudiciais à segurança do trânsito. tros itens possíveis de intervenção. acompanhamento e pontuação individu­ Não é possível conceber a análise fria Nesse sentido, a figura do gra­ al dos policiais: o IRCC (Incentivo aos de “mais um morto na rodovia”, sem duado é valorizada pela função que Resultados no Combate à Criminalidade. sentir-se responsável pela perda de uma exerce, como responsável por uma fra­ vida e deixar de envidar esforços ca­ ção que, via de regra, é mantida BASES QUE REDUZEM pazes para a redução da tragédia que inalterada, também levando em conta ACIDENTES COM VÍTIMAS se assiste em graves acidentes de trân­ que os Tenentes, Cmt de Pel, se encon­ sito rodoviário. tram naturalmente no desempenho de O BRAV estabeleceu uma com­ No caso do 2º BPRv, cada Base inúmeras atribuições próprias e, por ad­ petição saudável entre as 09 Bases Operacional possui um Sargento no­ ministrarem extensa área de policia­ Operacionais, partindo do princípio de meado Cmt de BOp que pode e deve mento, nem sempre podem acompa­ que o nível de gerenciamento mínimo, promover ações objetivando a redução nhar a evolução do serviço de cada no caso de cada Sargento responsável de acidentes, especialmente aqueles Base e implementar idéias que são ca­ por Base, corresponde à menor área com vítimas, em sua área de atuação, pazes de surtir efeitos na diminuição de fiscalização na organização do Po­ auxiliando o Tenente Cmt de Pel nes­ de acidentes com vítimas. Portanto, não liciamento Rodoviário. Sendo assim, sa campanha permanente, fazendo va­ somente o Tenente, mas também o Sar­ a busca regionalizada de soluções é ler o compromisso institucional de gento, deve adotar postura pró-ativa mais eficiente em razão da maior pro­ preservação da vida como bem maior para a redução de acidentes com víti­ ximidade com o problema identifica­ da sociedade. mas nas respectivas áreas de ação. Pág. 46
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    timas e onúmero de vítimas fatais, por Base Operacional. No final de cada mês são divulga­ dos resultados parciais, periodicamente, para incentivar a adoção de medidas em nível regional. Ainda, com a divulgação dos resultados (parciais e final) evolui, naturalmente, um ranking do desempe­ nho das Bases. Ainda, os Sargentos são incen­ tivados a manterem em atualização diária um quadro fixado em ponto bem visível das Bases com os seguin­ tes dizeres: “Estamos há ..... dias sem Apoio ao usuário vítimas fatais”, válido para a respec ­ em geral, para evitar tiva área da Base, como mais um fa ­ acidentes tor motivacional. No final do período de análise glo­ bal (anual), o Sargento Cmt da BOp que obtém o melhor desempenho, com sua equipe - e também o Cmt do Pel respec­ Para mensurar a evolução da de­ próprio desempenho do período anteri­ tivo - recebem elogios, eventual conces­ sejada redução de acidentes, comparam- or. Aquela que obtém a melhor evolução são de láureas, indicações de policial do se períodos semelhantes e adota-se um percentual, comparando-se os seus pró­ mês, diploma de mérito especialmente cálculo proporcional, já preestabelecido prios resultados, é vencedora. elaborado para esse fim, quadro come­ em planilha excel de fácil preenchimen­ Não é levado em conta o número morativo para fixação na Base, divulga­ to, a fim de estabelecer equilíbrio entre de vítimas de cada acidente e nem a gra­ ção do êxito alcançado e outras as Bases. Para tanto, levantam-se os da­ vidade dos ferimentos. Desse modo, premiações que surgirem como possibi­ dos referentes ao último período (ano e para não superestimar alguns infor­ lidade de efetivo reconhecimento do êxi­ meses respectivos), com os números de túnios com grande número de víti ­ to alcançado, por exemplo, destinação de cada uma das Bases Operacionais. Cada mas, trabalha-se com dois quesitos: algum objeto obtido em doação para Base, então, deve buscar melhorar o seu o número total de acidentes com ví­ melhoria do ambiente interno da Base. Pág. 47
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    Encerrado o anode 2007, por bos os casos, melhor que a média de dos grupos em que atuam - e também os exemplo, concluiu-se que a Base de evolução do Estado de São Paulo. seus círculos -, estipulando-se pontuação Tupã, do 2º Pelotão, sob comando do A partir do início do ano de 2008 equilibrada para cada resultado prático Subtenente Valdemar (Comandante do o Coordenador Operacional do 2º BPRv de ações de combate a criminalidade, na Pelotão, Ten Carvalho) obteve a me­ (Bauru) expandiu a aplicação do progra­ busca de qualidade da intervenção, ou lhor evolução percentual, ou seja ­ ma BRAV para todas as outras Compa­ seja, destacar aquela que gera resultado 26,96%. Para se chegar a esse valor, nhias do Batalhão: 1ª (Bauru), 2ª mensurável, não simplesmente a quanti­ calculado automaticamente, verificou- (Itapetininga), 4ª (Araçatuba) e 5ª (Pre­ dade de ações desenvolvidas. se que a Base teve -3,92% de aciden­ sidente Prudente). Desse modo, a iniciativa, a ex­ tes com vítima (49 em 2007 contra 51 periência, o tirocínio e até mesmo a de 2006) e -50% de fatais (6 em 2007 INCENTIVO AOS RESULTADOS sorte podem influir na computação e contra 12 em 2006). No segundo lugar, NO COMBATE À revelar quem, ou melhor, quais os po­ com -23,45% de redução, ficou a Base CRIMINALIDADE liciais militares que mais trazem resul­ de Florínea, do 1º Pelotão (Sgt Júnior tados positivos para a melhoria da es­ responsável, tendo o Sgt Valmir co­ O programa IRCC foi idealiza­ tatística dos Pelotões e da Subunidade, mandado boa parte do ano de 2007), do para proporcionar maior motivação na luta contra o crime nas rodovias. sendo o Cmt do Pelotão o Ten Gilber­ aos integrantes de quatro grupos em Lidam-se, portanto, com números, para to. Em terceiro lugar a Base de atividade no policiamento rodoviário ­ mobilizar pessoas. Ourinhos (urbana), com -23,35% (Sgt patrulhas, equipes TOR, operadores de Os melhores pontuados recebem, Ademir, tendo como Cmt do Pelotão o rádio e policiais da administração em no final do período anual de observa­ Ten Aranão). Das 9 Bases, 3 consegui­ apoio -, a fim de que alcancem, indivi­ ção, um pacote de premiação que en­ ram redução nos dois itens (fatais e aci­ dualmente, melhores resultados no volve as motivações possíveis no âm­ dentes com vítimas) e 05 conseguiram combate à criminalidade. Ao mesmo bito da Polícia Militar (láureas, elogio, reduzir número de fatais. tempo, permite o acompanhamento do indicação como policial do mês, pos­ No conjunto, a 3ª Companhia en­ desempenho dos policiais militares ro­ sibilidade de escolha de melhor perío­ cerrou o ano com uma redução de me­ doviários, identificando-se e recom ­ do para afastamentos regulares, diplo­ nos 13% de mortos em acidentes (83 pensando-se aqueles que apresentam ma de mérito e outras que surgirem). em 2007 contra 95 em 2006) o que é maior eficiência. Também são premiados com presentes muito significativo, em razão de que A idéia baseia-se também no con­ arrecadados dentre as associações re­ em 2006 já houve uma redução de me­ ceito simples de “competição saudável” presentativas de policiais militares atu­ nos 17,8 % em relação a 2005. Em am­ entre os policiais, observados os referi­ antes na região. Pág. 48
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    Dia do PolicialMilitar Rodoviario em Assis, 2008, na Câmara Municipal, com entrega da premiação dos programas IRCC e BRAV É dada ampla divulgação aos re­ tacando que os policiais integrantes da em todo o ano foram registrados somente sultados, com emissão de parciais a cada patrulha recebem a respectiva pontua­ 02 casos de roubo de carga, delito prati­ mês, durante o funcionamento do pro­ ção individualmente, de acordo com os camente extinto na ampla região se com­ grama, em ranking de pontuação nos dois dados registrados nos documentos de parado à outras áreas; foram 107 prisões círculos: Cb/Sd, Sgt/Subten. No caso dos origem (fonte da informação). O ope­ em flagrante, com 682 pessoas detidas Sargentos, a divulgação é restrita ao res­ rador de rádio que atuou no caso de (contra 647 de 2006); foram 83 procura­ pectivo círculo. captura ou na identificação de veículo dos pela Justiça capturados (contra 77 de O espírito de competição é provo­ caráter furtado, roubado ou adultera­ 2006); foram 2.960,35 Kg de droga apre­ cado pela divulgação, mês a mês, em qua­ do, em consulta, identificação de do­ endida (praticamente três toneladas), em dro de avisos da pontuação dos policiais cumento falso e outros delitos também diversas ações fiscalizadoras, contra - Cb/Sd - a exemplo do que ocorre com recebe a mesma pontuação. 1.995,55 Kg apreendidos em 2006. o campeonato de pilotos de fórmula 1 em A tabela de pontuação é Os policiais que se destacaram que somente no final do período é reve­ simplificada e as regras de funcionamen­ no ano de 2007, somando maior núme­ lado o vencedor, ou seja, aquele que nor­ to são bem claras, para proporcionar a ro de pontos no contexto do programa malmente não venceu todas as provas, segurança de sua aplicação e o sentimen­ IRCC foram os seguintes: mas somou mais pontos. A constância e to de justiça na atribuição do mérito fi­ Equipe TOR: Sgt Sampaio, Cb a perseverança, portanto, são fundamen­ nal, incentivando a continuidade das ini­ Elias e Sd Idair. tais para o policial alcançar destaque. ciativas para repressão à criminalidade. Patrulheiro: Sd PM Genésio Os dados são retirados das mensa­ Ainda, os Cmt de cada Pel e (1º Pelotão). gens “021”, dos Boletins de Ocorrência e também os graduados Cmt de Bases Operador de rádio: Sd PM José dos Termos Circunstanciados lavrados, di­ podem instituir premiações em âmbito Roberto (Base de Assis, 1º Pelotão); ariamente atualizados pela própria admi­ local para os policiais militares que se Efetivo em apoio: Sd PM Rogé­ nistração da Cia, sob supervisão imediata destacam no mesmo período, indepen­ rio (auxiliar na sede da 3ª Cia). do Cmt de Cia, em lançamento nos cam­ dentemente da premiação providenci­ No âmbito do 2º BPRv, o Coorde­ pos próprios de uma planilha excel já pre­ ada pelo Comando da Cia, levando-se nador Operacional do Batalhão iniciou parada para esse fim. Possível, portanto, em conta que a pontuação objetiva es­ acompanhamento da pontuação de todo a eventual recontagem em caso de falha tabelece um parâmetro confiável de o efetivo, por meio da Seção de Infor­ de lançamento, vez que os critérios são aferição de desempenho, pronto e dis­ mações, abrangendo o efetivo de toda a absolutamente objetivos, conforme tabe­ ponível para imediata consulta. Unidade, utilizando-se de base de dados la de pontuação previamente definida. Os números obtidos em 2007 re­ específica para esse fim e tabela de pon­ A pontuação discriminada prevê a velam que a 3ª Companhia continua em tuação similar, além da observação de ou­ valorização do trabalho em equipe, des­ ritmo forte contra o crime. Por exemplo, tros critérios de interesse operacional. Pág. 49
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    Policial Padrão doano de Assis Discursos na Câmara Municipal, durante a solenidade do Cabo PM Wagner Barrionuevo Ventura, em 2005 Policial Padrão do Ano, em 2007 Por meio da lei municipal nº 1º do mês de junho de cada ano, referen­ preendendo uma escolha com critérios 4.400, de 06 de janeiro de 2004, foi re­ te ao período anterior, juntamente com a objetivos, por eleição dentre os pares e gulamentada a concessão do Diploma síntese das indicações. Na falta de rece­ superiores, com pesos distintos, consoli­ “Policial Padrão do Ano”, mérito outor­ bimento das indicações, a lei municipal dando a participação dos próprios polici­ gado a policiais lotados no município. prevê a possibilidade de escolha direta e ais. Ainda, excluem-se das indicações os Com base em lei anterior, de iniciativa exclusiva dos Vereadores, podendo con­ eleitos em anos anteriores, para que ou­ da Câmara Municipal de Assis, desde tar com apoio das Entidades Represen­ tros policiais também tenham a oportuni­ 1994 os Vereadores já vinham elegendo tativas da Polícia Civil e Militar. dade de receber a distinta homenagem. policiais militares de destaque, do efeti­ Por fim, de cada órgão poli­ Desde o ano 2000, tivemos a vo do Batalhão de Área local (32º BPM/ cial é eleito àquele que receberá o satisfação de ver eleitos policiais mi ­ I), enaltecendo a dedicação dos profissi­ diploma em solenidade especial ­ litares rodoviários de grande valor, onais de segurança pública em serviço mente agendada e desenvolvida que mereceram as indicações e o re­ na cidade, em ato público, como forma normalmente no mês de dezembro, conhecimento público de suas quali­ de manifestar o reconhecimento de toda com as homenagens merecidas. São dades, representando dignamente a comunidade. representados, dessa forma, os cin­ todo o efetivo que trabalha no Pelo­ A partir do ano 2.000 ocorreu im­ co órgãos policiais com atuação e tão de Assis, compreendendo neste as portante mudança: também passaram a ser sede no município. Bases de Assis e de Florínea e tam­ homenageados representantes dos demais No caso da 3ª Companhia do 2º bém da sede da Cia. Ao longo desses órgãos policiais, dentre eles um policial BPRv, encontra-se disciplinado o proce­ sete últimos anos, foram os seguin­ militar rodoviário em serviço no 1º Pelo­ dimento para a indicação da lista tríplice tes homenageados, sempre em refe­ tão (Assis) ou na sede da Companhia. por meio da Ordem de Serviço 2BPRv­ rência ao desempenho do período Os profissionais que recebem o tí­ 001/30/07, de 15 de maio de 2007, com­ anterior à eleição: tulo “Policial Padrão do Ano” são os es­ colhidos pelos Vereadores, convocados pelo Presidente da Câmara, após recebi­ POLICIAL PADRÃO DO ANO DE ASSIS mento - encaminhado pelas Instituições - de uma lista tríplice com o nome e a função dos indicados respectivamente no 2000 - Sargento PM Célio Marcos SAMPAIO âmbito da 1ª Companhia do 32º BPM/I 2001 - Sargento PM VALMIR Dionizio (policiamento de área), da 3ª Companhia do 2º BPRv (policiamento rodoviário), 2002 - Sargento PM PAULO Cesar Lopes Furtado 2º Pelotão Ambiental (policiamento am­ 2003 - Soldado PM GENESIO Alves Moreira biental), 2º SGI (bombeiro), pelo Dele­ gado Seccional da Polícia Civil de Assis 2004 - Cabo PM Wagner Barrionuevo VENTURA e pelo Perito Chefe da Seção de Polícia Técnico-Científica local (criminalística). 2005 - Soldado PM GILDO Cardoso de Araújo A lista com o nome dos indicados 2006 - Soldado PM Francisco José LUDUWIG é encaminhada mediante ofício até o dia Pág. 50
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    Encontros de confraternização Jantar do final do ano de 2005, no Clube São Paulo de Assis Nos últimos anos foram intensi­ mento Rodoviário. Esses eventos valori­ reuniu 450 pessoas. ficados os momentos de confraterniza­ zam, sobretudo, a união da família polici­ Todos foram marcados por ótimos ção entre os policiais militares rodovi­ al-militar-rodoviária. serviços de buffet, decoração especial, ban­ ários como forma de estimular a cama­ Dentre as memoráveis confraterni­ das-show para animação e a presença ma­ radagem, de comemorar bons resulta­ zações destacam-se os elegantes jantares ciça de casais em trajes sociais. Para a or­ dos profissionais obtidos e, também, de dançantes de final de ano, por adesão, re­ ganização de cada um desses grandes even­ manifestar o contentamento pelo desem­ alizados respectivamente em 2005, no São tos trabalhou uma comissão de voluntári­ penho da função. Paulo Clube de Assis, com 400 pessoas; os, cuja recompensa maior foi a satisfação Mesmo diante de alguma dificul­ o de 2006, no Tênis Clube de Assis, com de proporcionar inesquecíveis momentos dade própria da atividade profissional, são 500 pessoas (81 policiais militares rodo­ de alegria a todos os participantes. notáveis as manifestações de orgulho e viários com parentes e amigos) e o de Também são lembrados os cam­ apreço por integrar o efetivo do Policia­ 2007, no salão da AABB, em Marília, que peonatos de futebol com a participação dos times da sede da Cia e de cada um dos três Pelotões (Assis, Marília e Ourinhos) tradicionalmente realizados por ocasião do “Dia do Policial Rodoviário” (23 de julho), ou do “Dia do Soldado” (25 de agosto); os almoços de confraterniza­ ção dos encontros de Equipes TOR do 2º BPRv realizados uma vez por ano na área da 3ª Cia; os churrascos de final de ano, próximo ao Natal, com a presença do Pa­ pai Noel no salão de confraternização da Companhia; noites festivas nas sedes; os inesperados “happy hour” de sexta-feira a tardezinha e tantos outros momentos de descontração que tornam cada vez mais unidos os policiais militares rodoviários. Deve-se mesmo valorizar o que é mais importante na Instituição: a pessoa Decoração especial para os jantares dançantes realizados em 2005, 2006 e 2007 do seu profissional! Pág. 51
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    Convivência Almoço na Sededa Cia com o pessoal do DER e Deputado Mauro Bragato Almoço de Natal, com familiares de policiais em dezembro de 2006 Jantar dançante em dezembro de 2006, em Assis Jantar em dezembro de 2007, em Marília Jantar dançante em dezembro de 2005, em Assis Equipe do Pelotão de Marilia em confraternização - 2004 Jantar dançante em dezembro de 2006, em Assis Jantar dançante em dezembro de 2007, em Marilia Pág. 52
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    Convivência Time do Pelotão de Assis, Dia do Policial Rodoviario, 2006 Cantores da Banda Jet Boys, de Assis, cantam em surpresa aos policiais, 2005 Time da 3ª Cia disputa Campeonato “Dia do Soldado” na ADPM, 2006 Equipe da administração da Cia, em 2005. Sgt Fernando, Sd Floriano, Cb Furlaneto e Sd Gerson Policiais Femininas do pelotão de Marilia: Sd Neliane, Cb Renata e Sd Pelicer Momento de descontração em uma das confraternizações da 3ª Cia, 2006 Policiais em serviço na madrugada de Natal, na Base Operacional de Assis, em 2005 Encontro TOR, em 2007, na sede da Cia Pág. 53
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    O Grupo deTransporte Canavieiro (GTC) das para o transporte da cana, a manuten­ ção de equipe exclusiva para limpeza da pista, eliminação do uso de fogo com a im­ plantação de sinalizadores eletrônicos, em­ pedramento e sinalização adequada dos acessos, além da limpeza dos caminhões evitando-se barro na pista e a perda da fun­ cionalidade dos refletivos. O DER mantém canal aberto para sugestões e propostas de melhorias na ro­ dovia, acompanha as providências adota- das pelas empresas, viabiliza serviços de engenharia de interesse público e processa os pedidos de autorização especial de trans­ porte, dando suporte aos usuários por meio de suas equipes técnicas e de apoio (Uni­ dades Básicas de Atendimento). O Policiamento Rodoviário, respon­ sável pelas fiscalizações do trânsito e do transporte, igualmente mantém estreito con­ tato com os responsáveis pelas equipes de transporte, promove instruções por meio de palestras de educação para o trânsito volta­ Àrea de abrangência e empresas que integram o Grupo na região de Assis das ao público específico, esclarecendo dú­ vidas a respeito da legislação específica e Em razão das características do Diretor de Divisão do DER e do Coman­ cobrando o fiel cumprimento das normas solo e do clima, a região do Vale do Para­ dante Regional do Policiamento Rodoviá­ de trânsito, a fim de evitar acidentes. napanema tem na agricultura sazonal o seu rio, representando os órgãos públicos incen­ O sucesso do “Grupo Canavieiro”, ponto forte no campo econômico. Desta­ tivadores do Grupo de Transporte Canavi­ que já completou dezesseis anos de fun­ cam-se nesse contexto a soja, a cana-de­ eiro, juntamente com diretores e responsá­ cionamento ininterrupto, é comprovado açúcar, milho, mandioca e café. A cana é veis pelo setor de transporte das empresas pelos baixos índices de acidentes relacio­ responsável pela significativa produção de interessadas. Desde, então, todo ano ocorre nados ao transporte de cana na região de álcool e açúcar - e mais recentemente de esse encontro preparatório da safra, oportu­ Assis e a boa manutenção da pista, sem energia elétrica por termoelétricas -, no nidade em que são traçadas as metas e os restos de cana. A experiência de verda­ funcionamento de mais de dez usinas ins­ compromissos voltados para a segurança do deiro envolvimento dos profissionais in­ taladas, que correspondem, no seu con­ trânsito rodoviário no transporte da cana. teressados, pioneira no âmbito estadual junto, a 7% de toda a moagem de cana no Os compromissos assumidos e cum­ pelo que se tem notícia, foi inclusive le­ Estado de São Paulo. pridos pelas empresas compreendem a im­ vada para outras regiões produtoras de Ocorre que todo esse volume de plantação gradativa de carrocerias fecha­ cana, onde se criaram grupos similares. cana-de-açúcar precisa ser transportado a cada ano pelas rodovias durante a dura­ ção da safra (de abril a novembro), como um dos grandes motores do desenvolvi­ mento sócio-econômico regional, estabe­ lecendo-se situações de risco para o trân­ sito. Então, surgiu naturalmente a preo­ cupação, por parte de representantes das empresas do setor sucro-alcoolero, do DER e do Policiamento Rodoviário, em organizar um grupo com representantes, responsáveis de cada entidade, para pre­ paração do transporte, partindo do fiel cumprimento da legislação de trânsito, da promoção de instrução aos motoristas e da adoção de medidas práticas, objetivan­ do dar maior segurança a esse tipo de transporte e, com isso, evitar acidentes. A primeira reunião preparatório de safra ocorreu em 1992, com participação do Pág. 54
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    O companheiro MarcoBrasil O locutor de Rodeios Marco Brasil, que foi Policial Militar Rodoviário da 3ª Cia, em jantar, em Assis. 2005 Muitas pessoas que hoje ouvem da turma, com quase dois metros ainda ção de trânsito. De repente, o cidadão a voz marcante do locutor e apresenta­ somados à bota e ao quepe do tradicio­ fiscalizado começou a ameaçar o poli­ dor de rodeios Marco Brasil talvez se nal uniforme de policial rodoviário. cial, achando que ele estivesse só. O surpreendam em saber que ele, de 1988 Sempre de bem com a vida, ale­ comportamento inesperado durou até o a 1993, trabalhou como policial militar gre e comunicativo, não escapou da es­ momento em que Marco Aurélio saiu rodoviário, atuando nas Bases de Assis, calação, como goleiro, para defender o lentamente da viatura para perguntar Ourinhos e Santa Cruz do Rio Pardo. time do seu pelotão nos torneios inter­ qual era o problema... Natural de Dracena, nascido em nos. E destacou-se como bom defensor. Outro episódio envolvendo a 28 de janeiro de 1966, Marco Aurélio Por essa participação, foi lançado um questão da sua altura deu-se durante Ribeiro teve infância humilde e sempre elogio escrito nos seus assentamentos uma fiscalização envolvendo um cami­ acreditou em sua capacidade de superar individuais, hoje arquivados na sede da nhão. O soldado Marco Aurélio cami­ desafios, aproveitando bem as oportuni­ Companhia de Policiamento Rodoviá­ nhou em direção à boléia do veículo, dades que apareceram em seu caminho. rio de Assis, constando que o time ven­ junto com seu companheiro e solicitou Aos 21 anos ele desistiu de tentar carrei­ ceu o “Torneio Integração” realizado na os documentos ao motorista. Então, esse ra profissional no futebol (como golei­ ADPM de Assis em 1993, evento que lhe disse: “tudo bem, pode fiscalizar, ro) e ingressou na condição de soldado, reuniu vários times de policiais milita­ mas não está certo você vir subindo no mediante concurso, na Polícia Militar res da região. estribo do caminhão desse jeito...” O Rodoviária de São Paulo. Identificado A elevada estatura, aliás, foi mo­ mal entendido foi desfeito quando o profissionalmente como o “Soldado Mar­ tivo de algumas situações até engraça­ motorista constatou que o policial esta­ co Aurélio”, RE 886752-6, fez amigos e das. O soldado Marco Aurélio era obri­ va, na verdade, com o pé no asfalto e construiu história de sucesso. Exatamen­ gado a regular o banco do passageiro desculpou-se dizendo que nunca tinha te nessa fase de sua vida, o indiscutível da viatura modelo voyage no último ní­ visto um rodoviário tão alto. talento foi revelado e, então, o artista não vel e deitá-lo para conseguir nela en­ Fatos tristes também marcaram coube mais dentro da farda trar. Por “coincidência”, foi escalado esse período, como o trágico acidente de Vários de seus colegas, ainda para patrulhar junto com o policial mais trânsito no Km 486 da Rodovia Raposo atuantes no Policiamento Rodoviário, baixo da equipe... Então, em certa oca­ Tavares em que faleceu o cantor “Jes­ lembram com sorriso indisfarçável epi­ sião, permaneceu dentro da viatura ope­ sé”, no ano de 1992. O Soldado Marco sódios que merecem registro. Descre­ rando o rádio, quase que deitado no ban­ Aurélio se encontrava de serviço exata­ vem que, no final da década de 80, o co ajustado à sua altura, enquanto o co­ mente no dia, pela Base Operacional de soldado Marco Aurélio era o mais alto lega baixinho realizava uma fiscaliza­ Assis e acompanhou a ocorrência. Pág. 55
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    Em confraternização comos Policiais Militares Rodoviários, em Assis, 2006 Durante as longas madrugadas em uma música de homenagem aos poli­ serviço na rodovia, nos intervalos das fis­ ciais rodoviários em parceria com a du­ calizações, quando surgia o silêncio, pla Joaquim e Manuel, também presen­ Marco Aurélio gostava de fazer alocu­ te no evento, graças à sua iniciativa. ções para descontrair o ambiente e, para Por tudo isso, Marco Brasil, para tanto, colecionava frases que observava você que sempre diz “acredite nos seus em pára-choques de caminhões. Proje­ sonhos”, saiba que a consideração é re­ tava a voz em alto volume e cantava ver­ cíproca. Receba um forte abraço de to­ sos e trovas, tendo os colegas como ou­ dos os companheiros do Policiamento vintes. Nesses momentos, “declamava Rodoviário. Nas suas viagens pelas ro­ poemas tendo como únicas testemunhas dovias de São Paulo, apareça sempre os companheiros e a luz do luar...”. Tam­ para rever os amigos, como fez recen­ bém era comum entrar nas bases opera­ temente junto à sede da Companhia de cionais brincando com os outros polici­ Assis, quando, de surpresa, veio trazer ais, entoando trovas de estilo provocan­ cópias de seu novo disco para os poli­ te e segurando um microfone invisível. ciais. O mais importante Marco: seja Surgiu, nessa época, a oportunida­ feliz e continue transmitindo essa sua de de apresentar um programa sertanejo Sd Marco, em 1990, região de Assis emoção para toda a gente do Brasil! na rádio Itaipu FM em Marília, às 5 horas da manhã. Por cultivar as tradições serta­ questão de parar e conversar com os po­ nejas e a cultura do campo, apareceram liciais, pois se sente em casa. Durante as na seqüência outras propostas e logo se locuções de rodeio, quando desce de he­ firmou como locutor. licóptero e vê nas proximidades da are­ Outro policial militar locutor, cabo na uma viatura do Policiamento Rodo­ Gesiel “o patrulheiro 1020” (Silva Júni­ viário, sempre manda um abraço para os or), apresentou-o para um profissional do “botas pretas”. De fato, deixa transpare­ ramo, que possuía estúdio de gravação cer orgulho dessa fase da sua história, (o “chuchu”). Deu-se, nessa fase, início momento em que seu potencial artístico à trajetória de sucesso no rodeio graças veio a aflorar. ao estilo e carisma próprios de sua per­ Mesmo possuindo uma agenda sonalidade. disputada, com um nome internacional­ Quando não houve mais compati­ mente conhecido, Marco Brasil acei­ bilidade entre as diversas propostas re­ tou prontamente o convite para parti­ cebidas e o desempenho da função de cipar do Jantar de Final de Ano dos ro­ policial militar rodoviário, enfrentou com doviários realizado em Assis, em de­ dificuldade a decisão de pedido de des­ zembro de 2006, atuando como mestre ligamento do serviço público. de cerimônia. Confraternizou-se com Hoje, quando Marco Brasil passa os companheiros presentes e lembrou, por uma viatura ou por uma base do po­ emocionado, diversos momentos vivi­ liciamento rodoviário em São Paulo, faz dos. Lançou, ainda, na mesma noite, Sd Marco Aurélio, integrando equipe de patrulha, inicio dos anos 90 Pág. 56
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    Marco Brasil coma dupla Joaquim e Manuel, lançando música em homenagem aos Policiais Rodoviários, em jantar de final de ano no Assis Tênis Clube, em 2006 Música: Homenagem ao Policial Rodoviário (Joaquim e Manuel & Marco Brasil) A nossa homenagem de grande valor Dando segurança ao povo estradeiro, Da classe querida de trabalhador São anjos da guarda dos caminhoneiros Orgulha o país, a nossa nação Eles são fiéis e amigos seus. Homens e Mulheres de bravo trabalho Viver viajando, você é feliz 24 horas é o seu horário Seja cauteloso obedeça ao que diz Profissionalismo e dedicação. Os Rodoviários, Polícia de Deus. São anjos da guarda de nossas estradas, A maior tristeza para o policial Com disposição, honram suas fardas É prestar socorro em vítima fatal Pedimos a Deus sua proteção O seu coração quebra em pedaços Para os Militares e os Federais Por velocidade ou outras divergências Consideramos a todos iguais Eles estão presentes fazendo ocorrências Em versos rendemos nossa gratidão. Eles são gentis, muito solidários. Todas as rodovias do solo traçado Em sua viagem, se for abordado Nas Bases existem equipes de guarda Tenha humildade seja educado Sempre dispostos estão trabalhando Estão sempre fazendo sua obrigação. Os Federais e os Militares Se for infrator diga: “sou culpado” Essa união que nunca se acabe Conscientemente e diz: “muito obrigado” As duas Polícias estão no comando. Tire como exemplo uma boa lição. Pág. 57
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    O herói: “VigilanteRodoviário” música que marcava a chegada de mais uma aventura do policial rodoviário: “De noite ou de dia / Firme no Volante / Vai pela rodovia / Bravo Vigilante / O seu olhar amigo / É o sinal que avisa o peri­ go / Vigilante Rodoviário”. Andando em seu “Sinca Chambord”, ou em sua moto, acompa­ nhado do fiel amigo Lobo, o patrulheiro percorria as estradas envolvendo-se em perigosas situações, das quais sempre se saia muito bem. Conta-se que o pro­ prietário de Lobo – um guarda-civil – recebia cachê maior do que o próprio galã do seriado, tão importante era a par­ ticipação do animal. O herói personificado no Vi­ gilante Rodoviário mostrava virtu­ des como lealdade, tenacidade e Carlos Miranda, protagonizando o “Vigilante Rodoviário” sensibilidade no trato com as pes ­ Encontra-se sempre nas principais tinta TV Tupi, a série “O Vigilante Ro­ soas, independentemente da idade solenidades do Comando de Policiamen­ doviário” chegou a superar a audiência ou da situação social. Preocupava- to Rodoviário, na Capital Paulista, o eter­ dos seus concorrentes importados “Rin- se com a segurança da comunidade no Vigilante Rodoviário, Sr. Carlos Tin-Tin”, “Papai Sabe Tudo” e e sempre fazia o bem, ainda que de ­ Miranda, hoje Tenente Coronel da Re­ “Lanceiros de Bengala”, então destaques senvolvendo missões fora do âmbi ­ serva da Polícia Militar. na televisão. A série era exibida todas as to de fiscalização das rodovias. Va­ Não é difícil cumprimentá-lo e quartas-feiras, as 20h, depois do progra­ lorizava, em última instância, a dig­ ouvir dele algumas palavras sobre a fic­ ma jornalístico “Repórter Esso” apresen­ nidade da pessoa humana, ao mes ­ ção que se tornou realidade. Ele incor­ tado nas emissoras de rádio da época. A mo tempo em que prendia crimino­ porou plenamente o personagem ines­ TV Tupi colocava então no ar a famosa sos e protegia a sociedade. quecível, primeiro herói da televisão brasileira, na década de 60 e, depois de inspirar gerações, continua influencian­ do vários admiradores. Na época do lançamento da sé­ rie, artistas como Ary Fontoura, Stênio Garcia, Ary Toledo e Juca Chaves atua­ ram como simples coadjuvantes em ce­ nas que apresentavam dois protagonis­ tas: a figura de um policial rodoviário e um cachorro. O “Inspetor Carlos” tinha como inseparável e fiel companheiro o cão Lobo e, juntos, combatiam o crime nas rodovias. A dupla, ao lado de outros po­ liciais rodoviários representados, encan­ tou muitos jovens no saudoso seriado que entrou para a história como a primeira obra em formato de série produzida na América Latina por técnicos e artistas brasileiros, apresentada em preto-e-bran­ co, alcançando um dos maiores índices de audiência da televisão brasileira em crescente desenvolvimento. Lançada no início de 1961 pela ex­ “Vigilante Rodoviário” e o inseparável cão Lobo em ação Pág. 58
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    Coronel Carlos Miranda,em foto recente Por isso não é exagero afirmar novelas da rede Tupi e participou de vá­ sente-se recompensado por ter incen­ que, mesmo décadas depois, constitui rios filmes, como ator e em outras fun­ tivado muitos a ingressarem na profis­ atual modelo de relação da Polícia ções, não demorando muito para que são, como policiais rodoviários e de com a comunidade. se decidisse pelo afastamento das câ­ saber que tem muitos fãs em todo o Voltando à história do artista maras. No entanto, Miranda sentia- país”. Carlos, antes do êxito profissional tra­ se tão ligado ao papel do Vigilante Hoje, o Tenente Coronel balhava como figurante e fazia peque­ que logo ingressou na Polícia Mili­ Carlos Miranda se apresenta em nas participações em filmes até viajar tar Rodoviária de São Paulo. Não eventos, com o mesmo uniforme que com um grupo de teatro mambembe. teve dificuldades inclusive por que o consagrou, resgatando a memória Já cansado de figuração, o ex-ator jun­ já havia freqüentado os cursos neces­ da TV e do cinema nacional e, tam ­ tou-se com os produtores Ary sários durante o seriado. Afirmou em bém, divulgando o nome da Polícia Fernandes e Alfredo Palácios e passou entrevista de 1988, já como Oficial Militar Rodoviária, educando crian ­ a representar o personagem central, da Reserva, em matéria publicada em ças para o trânsito. Por isso se co­ tendo como cenário as crescentes ro­ revista comemorativa dos 40 anos da menta, com toda propriedade, que no dovias paulistas, aproveitando-se Instituição, que “não ficou rico, mas seu caso “a vida imitou a arte”. também o momento da implantação da indústria automobilística no Bra­ sil. Infelizmente, depois de somar 37 capítulos, a série acabou saindo do ar por falta de patrocínio, permane­ cendo inabalável, todavia, a imagem de sucesso do Vigilante. Durante as exibições do seriado que trazia marcas de modernidade, mui­ tos jovens foram inspirados a ingressar no policiamento rodoviário, valorizan­ do-se a atividade profissional pela re­ ferência do herói das estradas, idealista e nacionalmente conhecido. Relata-se que depois de encerra­ da a série, Carlos Miranda estreou em Cenas de divulgação do antigo seriado “Vigilante Rodoviário” Pág. 59
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    Clóvis Luciano Gomes:o rodoviário “Mão-de-Onça” Equipe de “Bola ao Cesto” assisense, na década de 50, com o jogador, professor e policial rodoviário “Mão-de-Onça” Muitos moradores antigos da em 04 de julho daquele mesmo ano de 10 de janeiro 1948, data de cria- cidade de Assis lembram com sauda- com apenas 14 patrulheiros. ção da “Polícia Rodoviária”). Além des de Clóvis Luciano Gomes. Filho O grupo era responsável pela dos dois irmãos, aproximadamente de família tradicional, no final de fiscalização das rodovias estaduais mais dezoito patrulheiros formados 1958 ingressou mediante concurso no de toda a região, remodeladas pelo no curso que funcionava em Jundiaí Departamento de Estradas de Roda- Governo de Ademar de Barros, foram somados ao efetivo inicial, sob gem (DER), junto com seu irmão abrangendo inclusive os trechos de c o m a n d o d o Te n e n t e M i l t o n d e Octacílio Luciano Gomes, para com- Ourinhos e Presidente Prudente. Almeida Pupo, resultando um grupo pletar o efetivo do recém instalado Nessa época, o Policiamento suficiente, à época, para uma atuan­ “Destacamento de Polícia Rodoviá- Rodoviário ainda era exercido por te fiscalização rodoviária na extensa ria” que fora inaugurado no município patrulheiros vinculados ao DER (des- região com sede em Assis. Pág. 60
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    Eram eles chamadospela po­ pre responsável por muitas cestas, pulação de “guardas rodoviários” e contando com boa estatura, complei ­ exerciam a polícia de trânsito, in­ ção física e mãos fortes. clusive armados, com a participa ­ Mantendo a dedicação aos estudos, ção de integrantes da Força Públi ­ formou-se Bacharel em Direito em 1962, ca colocados à disposição do DER exatamente no ano em que ocorreu um fato para servir no referido órgão. que acabou mudando o rumo de sua vida Clóvis não se limitou a cum­ profissional. A Força Pública absorveu a prir seus compromissos profissionais “Polícia Rodoviária”, estabelecendo em seus e continuou estudando, preparando- quadros um Corpo de Policiamento Rodo­ se para novos desafios, além de le ­ viário e, nessa ocasião, os patrulheiros civis cionar nos cursos da rede pública de concursados puderam optar pela permanên­ ensino, na antiga “Escola Municipal cia no DER, exercendo outras funções. Sede”, hoje conhecida como Escola Clóvis manteve-se no DER e, João Mendes. Conquistou, com sua graças à sua formação acadêmica e conduta, a admiração de diversos continuado estudo, desenvolveu uma companheiros de profissão. bem sucedida carreira como assisten ­ Não apenas isso... Além de te jurídico. Reconhecido pelo seu patrulheiro rodoviário, estudioso, grande conhecimento na área do Di ­ professor sereno e dedicado, ele era reito, como Procurador, veio a ocu ­ um respeitado jogador de basquete par inclusive o cargo de Chefe do De ­ em Assis (esporte então conhecido partamento Jurídico em São Paulo. como “bola ao cesto”), o que lhe va­ Depois de longos anos de serviço leu o apelido de “Mão-de-Onça”. O e também de aposentadoria intensamente jornal impresso na época trazia as vividos, veio a falecer em 2007. Seu ir­ escalações do time que defendia a ci ­ mão Octacílio, hoje morando em dade, constando esse curioso nome Rondônia, fez publicar uma mensagem na pelo qual o atleta era conhecido no imprensa registrando que Clóvis perma­ meio esportivo. Comenta-se que ele neceu durante vários dias no leito de um Clóvis Luciano Gomes, era um dos destaques do time, sem ­ hospital, enfermo, e mesmo assim sentin- o “Mão-de-Onça” em ação do-se útil e feliz pelo fato de poder falar de Deus a quem entrasse em seu quarto. Talvez algumas pessoas que o conheceram como simplesmente o “Mão-de-Onça” ainda não saibam que ele, Dr. Clóvis Luciano Gomes, encer­ rou sua missão terrena deixando mar ­ cas no policiamento rodoviário, no DER, nas escolas, nos alunos a quem ensinou e também no esporte. Um dos seus antigos alunos, que tem boas lembranças do polivalente professor Clóvis, é Lúcio Baptista Nassaro, que também trabalhou no DER durante mais de três décadas e é pai do atual comandante da Compa­ nhia de Policiamento Rodoviário de Assis. No seu diploma conquistado no final da década de 50 e hoje guardado com carinho consta o nome completo e a assinatura do mestre que era mais conhecido pelo expressivo codinome. Enfim, se o que todos buscam com intensidade nessa vida é ser feliz, vale re­ gistrar a definição dada pelo irmão de Cló­ vis quanto à sábia forma com que o ho­ menageado se encontrou com a felicida­ de: “O que é ser feliz? Jamais seria uma vida isenta de perdas e frustrações! Ser fe­ liz é deixar de ser vítima e se tornar autor Clóvis, destaque do time assisense no final dos anos 50 da própria História”. Pág. 61
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    Major PM EdsonReis Tenente Edson Reis, comandante do pelotão rodoviario de Assis. Edson Reis recebe a espada na Academia do Barro Branco, Década de 60 em 1963, em São Paulo Edson Reis foi o Oficial que ções, alcançando o posto de Major. Nes­ companheiros da região de Assis. Essa mais tempo comandou o Pelotão de Po­ sa condição, como Major da Reserva da Base permaneceu por vinte e seis anos liciamento Rodoviário de Assis. Nas­ Polícia Militar, em 02 de dezembro de em funcionamento na SP 270 Km 440 cido em 06/12/1927, ingressou na Aca­ 1999, as 11:45 hs, veio a falecer em trá­ + 400m, no acesso principal da cidade demia do Barro Branco e recebeu a gico acidente de trânsito rodoviário, do até sua transferência para o Km 445, espada em formatura de 1963. Como tipo colisão transversal, na SP-333 (Rod junto à sede da Companhia e do Pelo­ Tenente permaneceu durante quase Rachid Rayes), Km 400,500 - Assis/SP, tão, sendo reinaugurada em 2001. doze anos a frente do Pelotão. local bem próximo da sede em que fun­ Em razão da importância do Ma­ De porte atlético, alto e de boa cionava o referido Pelotão, ou seja, perto jor Edson Reis para a historia do Poli­ sociabilidade, manteve excelente relaci­ do aterro entre a Rodovia Raposo Tavares ciamento Rodoviário em Assis, em 2008 onamento com a comunidade assisense e o acesso para Marília (Km 444 da SP o Comandante da 3ª Cia apresentou pro­ durante o período em que exerceu o co­ 270, trevo do Posto Modelo). posta para homenageá-lo por ocasião mando e igualmente no período posteri­ A Base Operacional de Assis das comemorações do cinquentenário or ao serviço ativo, ou seja, após 1976. (BOp 270/9), inaugurada em 1975, re­ da sede de destacamento no municí­ Era conhecido também pela prática de cebeu o nome de “Sargento Hermes pio, dando o seu nome às instalações atividades esportivas e fez inúmeros Reis”, em homenagem ao irmão de Ed­ do 1º Pelotão, Assis, em nova cons­ amigos e admiradores em toda a região. son Reis, também policial militar ro­ trução, como justo tributo ao distinto Na inatividade recebeu promo­ doviário de grande conceito entre os e saudoso Comandante de Pelotão. Pág. 62
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    Capitão PM Domingues,primeiro comandante do Pelotão de Ourinhos Inauguração da Sede do 3º Pelotão (Ourinhos) e posse do Tenente PM Domingues, então 2º Tenente PM Domingues, em 12 de outubro de 1989 primeiro Comandante do Pelotão de Ourinhos José Pereira Domingues nasceu, passou para a inatividade e foi promovi­ aos 13/10/47, em Tatuí/SP. Ingressou na do ao posto de Capitão, deixando as Polícia Militar do Estado de São Paulo, obras bastante adiantadas. em 20/09/69, como Soldado. Ocupou as A nova sede do 3º Pelotão foi con­ graduações de Cabo, 3º Sargento e 2º Sar­ cluída e inaugurada em 15/09/95 e é uma gento. Em 14/02/86, por mérito intelec­ das referências de atendimento e segu­ tual, foi aprovado para o Curso de Habi­ rança nas rodovias do sudoeste paulista. litação para o Quadro de Oficial Auxilar Em 27/02/00, infelizmente o Ca­ (CHQOA) e, em 27/12/86, foi declarado pitão Res PM José Pereira Domingues 2º Tenente, sendo classificado no 2º Ba­ faleceu vítima de um tumor na cabeça, talhão de Polícia Militar Rodoviária e de­ deixando saudades em todos aqueles que signado para comandar o 2º Pelotão da tiveram a oportunidade de celebrar do 3ª Companhia. seu convívio amigo e alegre. Em 24/05/89, foi transferido para O Capitão Domingues era um pro­ comandar o recém criado 3º Pelotão da fissional exemplar e exigia dos seus su­ 3ª Companhia do 2º Batalhão da Polí­ bordinados uma atuação irrepreensível em cia Militar Rodoviária, sediado em prol da defesa da vida nas rodovias. Mas Ourinhos, cuja instalação situava-se em Tenente PM Domingues, em Ourinhos também era um comandante amigo e pre­ precárias instalações às margens do Km ocupado com o bem-estar dos seus subor­ 372+500 metros da SP 270 (Rodovia O local foi estrategicamente escolhido dinados. No âmbito familiar, era esposo e Raposo Tavares). pelo 2º Ten PM José Pereira Domingues, pai sempre atento e presente, semeando e Compromissado em melhorar as pois a SP 327 era, e ainda é, a mais mo­ cultivando o amor em família. condições de trabalho dos policiais mi­ vimentada das rodovias da região de A importância das ações do Cap litares rodoviários que ali serviam e a Ourinhos, tornando-se imprescindível a Res PM José Pereira Domingues para o qualidade do atendimento ao público, presença diuturna do Policiamento Ro­ Policiamento Rodoviário e, em especi­ o então 2º Ten PM José Pereira doviário para a preservação da vida e in­ al, para o 3º Pelotão da 3ª Companhia do Domingues iniciou uma árdua luta para tegridade física dos seus milhares de usu­ 2º Batalhão de Polícia Militar Rodoviá­ viabilizar a construção de uma nova ários. A escolha foi certeira e atingiu o ria é insofismável. Destarte, na busca do sede para o 3º Pelotão, sensibilizando objetivo intentado pelo Oficial, pois das necessário reconhecimento do seu valor, os seus comandantes e comandados, o 25 mortes ocorridas nos seus 32 quilô­ por ocasião das comemorações do Departamento de Estradas de Rodagem metros de extensão em 1993, a SP 327, Cinqüentenário do Policiamento Rodo­ e a comunidade regional. em 1994, foi palco de 11 vítimas fatais, viário na região, foi proposta oficialmen­ Em 1993, às margens do Km uma redução de aproximadamente 55%. te a outorga do seu nome para a sede do 28+400 metros da SP 327 (Rodovia O 2º Ten PM José Pereira 3º Pelotão da 3ª Companhia do 2º Bata­ Orlando Quagliato), iniciaram-se as Domingues, em 24/05/94, foi promovi­ lhão de Polícia Militar Rodoviária, no obras da tão sonhada sede do 3º Pelotão. do ao posto de 1º Tenente e, 12/09/94, município de Ourinhos. Pág. 63
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    Tenente Salviano Gonçalode Souza, um dos pioneiros Salviano nasceu em 1922, em Ca­ dovias regionais mediante reparos bási­ baceiras, na Paraíba, e foi admitido como cos, colocando cascalho em terrenos are­ Soldado voluntário na Força Pública em nosos ou construindo aterros com trans­ 1948, na cidade de São Paulo, após ter porte de terra por meio de burros em pro­ servido junto à Força Expedicionária bra­ cedimento comum na época. sileira. Ingressou na recém criada “Polí­ Em razão da falta de viaturas, nor­ cia Rodoviária Estadual” no mesmo ano, malmente os patrulheiros viajavam de ao superar testes de conhecimentos, per­ carona e faziam grandes caminhadas, de manecendo atuante no policiamento ro­ dia ou de noite, enfrentando situações doviário até 1976, quando então passou difíceis em rodovias pouco movimenta­ para a inatividade. das. À noite, quase sempre longe de casa Como acontece com todos os des­ e dos entes queridos, em pensões, ao to­ bravadores, o começo da carreira foi para mar banho, tiravam a terra do nariz e dos ele muito difícil. Com o avanço e evolu­ cabelos e penavam para lavar a farda ção das rodovias em direção ao interior cáqui, em razão da força e da cor do solo do Estado, montaram-se equipes para vulcânico (a chamada “terra roxa”) do cuidar da fiscalização em pontos avan­ desbravado e crescente oeste paulista. Tenente Salviano, em 2006, Assis çados e Salviano foi designado, em 1950, Em 1958, Salviano acompanhou para fundar o 1º Destacamento Rodovi­ época, as “rodovias” do interior apresen­ a criação da Divisão do DER (a DR-7) ário de Bauru (hoje sede do Comando tavam-se construídas em cascalho e, al­ em Assis, cidade que já era considerada Regional – 2º Batalhão de Polícia Rodo­ gumas, em terra batida. Quando chovia, importante entroncamento rodoviário e, viária), ao lado de outros patrulheiros. A se fazia necessário passar a máquina também, o “Destacamento Rodoviário”, área de circunscrição abrangia todo o moto-niveladora para aplainar o leito car­ com sede permanente no município, oeste paulista, até Presidente Prudente, roçável, a exemplo do que ocorria no pro­ inaugurado em 04 de julho do mesmo inclusive, ponto limite das incipientes ro­ longamento da Av. Rui Barbosa, na saí­ ano. Trabalhou intensamente nas duas dovias estaduais. da da cidade de Assis. Sim, porque no décadas seguintes em missões diversas, Para enfrentar as grandes distân­ começo da década de 50 o povo interio­ testemunhando a evolução tanto no as­ cias, a forma de operação impunha enor­ rano ouvia falar de asfalto apenas como pecto logístico quanto técnico-profissi­ mes sacrifícios aos patrulheiros, que dis­ material necessário para pista de avião... onal do policiamento rodoviário, junto punham de poucos recursos (apenas uma Nessas paragens, o DER dava su­ com o desenvolvimento regional e a viatura) e atuavam de modo itinerante, porte mediante serviço de “Residência”, melhoria das condições das rodovias es­ pernoitando em diferentes municípios que já funcionava em Assis, dentre ou­ taduais. Passou para a inatividade, como durante intermináveis viagens. Nessa tras cidades, para a manutenção das ro- Tenente, três anos antes do seu Destaca­ mento alçar à condição de Companhia (1979), mesmo ano de criação do Bata­ lhão com sede em Bauru (2º BPRv). Ao final de extenso relato colhi­ do em depoimento no mês de março de 2006, oportunidade em que Salviano des­ creveu toda a sua trajetória profissional, disse emocionado, certamente em nome de vários contemporâneos seus: “não me arrependo de ter enfrentado tantos desa­ fios; faria tudo novamente e tenho mui­ to amor por essa Polícia. Amo a Força Pública, a Polícia Militar, o Policiamen­ to Rodoviário, de coração”. Os policiais militares rodoviários de hoje são legatários de algo inestimá­ vel, construído com sacrifício, dedicação e perseverança pelos pioneiros desbrava­ dores. Devem, bem por isso, registrar essa história e edificá-la, para também ser tor­ narem dignos de pertencerem a ela. Missão cumprida, Salviano! (Salviano faleceu em 01 de feve­ Tenente Salviano, em 2006, Assis, depois de entrevista em frente a sua casa reiro de 2007, aos 84 anos, em Assis). Pág. 64
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    Subtenente Sebastião Wilsonde Seixas Pinto Patrulheiro Seixas, no posto de fiscalização, em Marilia, década de 60 Em fiscalização de caminhão, final da década de 60 Existem alguns exemplos digni­ Rodoviário), atuando como Comandan­ Faleceu em 14 de abril de 1986, aos 48 ficantes de gerações que atuaram no po­ te da Base durante o período de 1972 a anos de idade, de morte natural. liciamento rodoviário da região, demons­ 1976. A partir de 1978 serviu no Corpo Deixou três filhos: Lúcia Hele­ trando verdadeiro amor à profissão pas­ de Bombeiros e no CFAP (Centro de For­ na de Seixas Pinto, administradora de sada de pai para filho. Dentre eles as fa­ mação e Aperfeiçoamento de Praças), em empresas; Wilson de Seixas Pinto, mílias: Dias, Marques e Seixas. São Paulo, trabalhando no Curso de Sar­ policial militar rodoviário - Sargento O Sub Ten PM Sebastião Wilson gentos até 1985, ocasião em que adoe­ PM servindo em Marília - e Renata de de Seixas Pinto, RE 21.926-6, foi admi­ ceu e permaneceu afastado até 1986. Seixas Pinto, professora. tido como Soldado em 08/04/1960; pro­ movido a Cabo em 1967 e a Sargento em 1972. Quanto à sua trajetória profissio­ nal, trabalhou na cidade de Garça no pe­ ríodo de 1960 a 1963 (na Força Públi­ ca); foi transferido para o Policiamento Rodoviário em 1963 depois de concluir curso específico em Jundiaí, tendo atua­ do como patrulheiro rodoviário na bai­ xada Santista (Cubatão) e, após, em Bauru e Marília (a partir de 1964). No posto de Marília, traba­ lhou juntamente com o Tenente Ari (que é pai do Capitão Arildo Dias e avô do Tenente Douglas, todos do Policiamento Rodoviário). Casou-se em 28/12/1963 com Aurélia Peres de Seixas Pinto, de Garça. Em 1971 trabalhou na Base Operacional de Pirajuí (Policiamento Seixas, fiscalizando condutor de Gordine, década de 60 Pág. 65
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    Soldado Ramos eoutros heróis da 3ª Cia Antônio Ramos da Silva nas ­ ceu em Marília, aos 02 de setembro de 1959. Ingressou na Polícia Mili­ tar em 31 de maio de 1979 e, depois de servir no 9º BPM/I (policiamento de área em Marília) foi movimenta ­ do por conveniência própria para o 2º BPRv em 1988, mesmo ano em que iniciou o Curso de Especialização em Trânsito Rodoviário, em São Paulo. Após conclusão do curso, foi in­ cluído no estado efetivo da 3ª Cia, de­ signado para servir junto ao 3º Pelotão (sede em Ourinhos), local em que se dedicou ao policiamento rodoviário até o dia em que faleceu, em serviço, víti­ Soldado Ramos ma de disparo de arma de fogo. O Soldado Ramos se encontra ­ va de serviço no último dia da Ope ­ ração Finados de 1997, em 04 de no­ vembro, realizando fiscalizações em frente à Base de Ourinhos, no Km 28 + 400m da SP 327, quando uma moto com dois ocupantes aproximou-se do local. O passageiro (garupa), que era um detento que se encontrava bene­ ficiado por indulto, havia obrigado uma moto-taxista de Ourinhos a transportá-lo e portava um revólver. Diante da parada na Base Operacio­ nal, efetuou rapidamente disparos contra o policial militar rodoviário, que não teve oportunidade de reagir. Apesar de tentar fuga a pé, na seqüência, o autor dos disparos foi preso pelos demais policiais militares rodoviários e respondeu criminalmen­ te pelo homicídio. Sendo reconhecida a morte do Soldado Ramos oficialmente como em razão do serviço, foi ele promovido a Cabo PM “post morte”. Sua foto en­ Sepultamento do Soldado Ramos contra-se na “Galeria de Heróis”, fi­ xada na entrada principal da sede do 2º BPRv, em Bauru. Em memória do herói patrulhei­ ro, o Comando da 3ª Cia decidiu ho­ menageá-lo, propondo dar o seu nome à Base de Piraju, reconstruída em 2007 e pertencente ao Pelotão de Ou­ rinhos, local em que Ramos trabalhou, dentre as Bases desse Pelotão. Pág. 66
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    Também o CaboPM Arlindo da Silva Sobrinho permanece na memória dos companheiros policiais militares ro­ doviários, particularmente do Pelotão de Assis, em que pese sua morte em 18 de julho de 1992 não ter ocorrido propria­ mente em razão do serviço. Natural de Presidente Bernardes, ele ingressou na Polí ­ cia Militar em 1986 e a partir ja ­ neiro de 1987 foi classificado no 1º Pelotão da 3ª Cia (Assis). De­ pois de ser promovido a Cabo, em 1992, continuou trabalhando no pelotão, destacadamente na Base Operacional de Florínea, SP 333 (Rodovia Miguel Jubran), na divi ­ Arma utilizada pelo criminoso, no assassinato do Soldado Ramos sa de São Paulo com o Paraná. No dia 18 de julho de 1992, quando retornava do serviço, após 12 horas de trabalho na Base de Florínea, por volta das 7h30min, envolveu-se em acidente de trânsi ­ to no Km 404 da SP 333, sentido Assis. Na oportunidade, dirigia o seu veículo particular e veio a fa­ lecer em virtude dos ferimentos so­ fridos. Possuía 32 anos de idade. Em homenagem ao Cb PM Arlindo da Silva Sobrinho, que era profissional estimado pelos demais companheiros, a Base Operacional de Florínea recebeu seu nome quando reformada, mediante a Lei Estadual nº 8.619, de 23 de março de 1994, conforme registro em pla­ ca de metal fixada em ponto de destaque naquela sede. Placa fixada na Base de Florínea em homenagem ao Cabo Arlindo da Silva Sobrinho Já os Soldados Júlio Budiski e Olímpio Ferreira da Silva foram as­ sassinados quando em serviço na Base Operacional de Rancharia, em 08 de março de 1985, por um casal de cri­ minosos que armou uma emboscada, em uma ação previamente articulada, ludibriando-os durante o trabalho no período noturno. Nessa época, a Base pertencia à área da Companhia de Assis. Por esse motivo, e em homenagem aos dois patrulheiros, a Base de Santa Cruz rece­ beu o nome “Soldado Budiski e Soldado Olímpio”, quando da sua inauguração em 17 de outubro de 1986, conforme placa de metal fixada em sua fachada. As fotos dos dois patrulheiros po­ dem ser encontradas também na “Gale­ ria de Heróis”, na entrada principal da sede do 2º BPRv, em Bauru. Pág. 67
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    Fiscalização intensa na fronteira com o Paraná perto essa área, o valor dos patrulheiros em suas iniciativas e os resultados notáveis que ao longo do tempo surgiram por conta da precisa intervenção policial. Vivemos juntos momentos de intensa alegria com ocorrências históricas, de grande repercussão e também enfrentamos momentos tristes, como a morte de policiais em serviço. De tudo, fica a certeza de uma prestação de serviço à altura do merecimento da comunidade paulista, da missão cumprida e da preparação para novos desafios. Igualmente junto com o efetivo da Companhia de Assis, participei de vários campeonatos de futebol de campo, na sede da Subunidade, em um ambiente de convivência saudável, no correto caminho da valorização do ser humano que se encontra dentro da farda. De fato, a união das equipes, do comando, de cada patrulheiro, em prol do objetivo comum, faz toda a diferença. Aos policiais militares rodoviários de Assis e Região externo cumprimentos pelo cinquentenário dessa importante modalidade de policiamento com sede local e vislumbro um futuro promissor, por conta do constante aperfeiçoamento das técnicas Hélio Verza Filho Quando Tenente, comandei as policiais e manutenção do compromisso de equipes de TOR da área do Batalhão e trabalho com qualidade, aliado a um Tenente Coronel PM fui também responsável pela Seção de profundo respeito ao ser humano, que é (como Major PM, foi Subcomandante Informações, razão pela qual conheci de marca do Policiamento Rodoviário. do 2º BPRv de 2004 a 2008) Durante mais de duas décadas de serviço no âmbito do 2º BPRv, como Tenente, Capitão e Major, pude acompanhar de perto as atividades desenvolvidas na região sob coordenação da Companhia de Assis, tanto na área de trânsito quanto nas fiscalizações voltadas à repressão da criminalidade. As características de fronteira com o Paraná e os importantes eixos de ligação rodoviária que passam nessa área, ao lado do profissionalismo dos policiais militares rodoviários, permitiram a intensificação verificada nas ações contra o tráfico de drogas, de armas e o transporte ilegal de mercadorias diversas, que configura o contrabando ou descaminho, dentre outros delitos. Buscas em ônibus rodoviário de linha, em frente à Base de Assis Pág. 68
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    O Policiamento Rodoviário“é diferente” Benedito Roberto Meira Os indicadores criminais e operacionais demonstram que Major PM Coordenador Operacional a cada ano as rodovias passaram do 2º BPRv a ser utilizadas pelos infratores da lei como alternativa para o Em grande parte dos 27 anos em tráfico de drogas, de animais sil­ que já trabalhei na Polícia Militar, atuei vestres e de armas, roubo de car­ na cidade de Bauru, no 4º BPMI, o fa­ ga, contrabando e descaminho. moso e centenário 4º BC - “Batalhão de As insistentes e necessá­ Caçadores”. Em 2005, promovido a Ma­ rias reuniões de análise crítica, jor PM, fui designado para servir no 2º realizadas mensalmente, permi­ BPRv e exercer a função de Coordena­ tem elaborar um diagnóstico e dor Operacional. Um verdadeiro desafio. observar a evolução dos aciden­ Jamais poderia imaginar que me tes de trânsito e crimes ocorri­ seria confiada a missão de trabalhar no dos nas rodovias. Ao mesmo Policiamento Rodoviário. Inicialmente tempo, possibilitam a avaliação fiquei apreensivo, afinal de contas em do desempenho dos policiais toda minha carreira profissional havia militares por meio dos indica­ servido exclusivamente em Unidade dores resultantes da ação de territorial – Batalhão de área (4º BPMI). fiscalização de trânsito e O meu amigo e “irmão” Coronel PM operacionais, voltados à repressão ao algum animal, deveria sê-lo com o Helder Pereira, que atuou no Policiamen­ crime. “camaleão”, ou seja, aquele que possui to Rodoviário praticamente toda sua car­ Quanto ao “diferente” que o ami­ a capacidade de se adaptar e atuar com reira, ao saber da designação, tão logo go Coronel Helder enfatizou, acabei des­ naturalidade na diversidade de problemas me encontrou e disse: “Meira, o Policia­ cobrindo o seu verdadeiro sentido: não que enfrenta no dia-a-dia. mento Rodoviário não é melhor e nem existe rotina nas rodovias. A diversidade Graças a nossa capacidade pior que o Policiamento Urbano de usuários, de veículos e de ocorrências “camaleônica”, a Polícia Militar com Territorial, ele é diferente”. induz os policiais militares rodoviários a mais 170 anos e o Policiamento Guardei comigo a mensagem do serem constantemente instruídos sob a Rodoviário com 60 anos de existência Coronel Helder e comecei a observar as ótica da legislação de trânsito e a possuir resiste a tudo e a todos e consegue atividades desenvolvidas, a missão da tirocínio policial diferenciado no tocante promover a tão almejada sensação de unidade, as peculiaridades e diversida­ à repressão criminal. segurança ao cidadão no mais absoluto des de cada região e das rodovias. As uni­ Certa vez um instrutor da respeito e compromisso com a “Defesa dades do Policiamento Rodoviário são Academia do Barro Branco disse que o da Vida, da Integridade Física e da consideradas pela Instituição como “uni­ policial militar, se fosse comparado com Dignidade da Pessoa Humana”. dades especializadas” e compete a elas a execução dos serviços de policiamento e fiscalização de trânsito e transporte nas rodovias estaduais, por meio de convê­ nio firmado com o Departamento de Es­ trada e Rodagem – DER. Além da atuação voltada à preven­ ção de acidentes de trânsito, não pode­ mos deixar de mencionar a forte atuação do Policiamento Rodoviário na repres­ são ao crime nas rodovias. O grande ali­ ado do policiamento rodoviário é fator surpresa. Os usuários das rodovias esta­ duais ao serem abordados por policial militar rodoviário acreditam num primei­ ro momento que serão objetos apenas de fiscalização de trânsito e mal podem ima­ ginar que o “Guarda Rodoviário” pode­ rá também voltar sua atuação na repres­ são ao crime. Aí está a surpresa e a van­ tagem em relação ao criminoso. Operação na SP 333, entre Assis e Marília Pág. 69
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    Tapete Vermelho Nelson Garcia Filho Major PM atual Subcomandante do 4º BPM/I (Bauru) Quando recebi telefonema do Ca­ pitão atual Comandante da 3ª Cia do 2º “ Quando o filho lhe perguntar: papai, onde iremos quando nós morrermos? então diga para BPRv, o grande amigo Franco, fiquei ele olhar para o céu e ver as muito lisonjeado pelo convite por ele for­ estrelas; lá as estrelas estão mulado, para realização da difícil tarefa de, em apenas uma ou duas laudas, umas ao lado das outras e sintetizar o que vivi no comando dessa sempre as estrelas mais subunidade, de 2001 a 2002. próximas são o pai e a mãe, Falar daqueles dias é muito irmãos e primos e amigos, prazeroso, pois avalio que foi nesse de forma que nunca período que minha carreira foi impul­ e durante toda eternidade amizade e cooperação, bem como a co­ sionada. estarão juntos irmã Polícia Civil. Lembro do primeiro dia em que Lembro-me também de que, ” cheguei em Assis e fui muito bem re­ como o terreno da sede da Cia é muito cebido por todos. Um policial viajou grande, comprei dois pôneis e os até Bauru para buscar-me e achei, des­ coloquei para pastar no local cheio de de então, diferente de tudo que havia dado sorte, ou realmente a luz estava bri­ árvores e frutos. Chegamos até a conhecido. lhando bastante na Terceira Companhia, idealizar um lugar para festas, Os policiais militares já me conhe­ mas lembro-me bem que aprendi que o aproveitando um barracão que o antigo ciam pelo sistema de trabalho que havia crime organizado não é difícil de des­ comandante ganhara de um fazendeiro. implantado na Rodovia Castelo Branco, manchar quando se derrota a sua Não vou nomear os policiais para com o uso da tecnologia com câmeras logística. Conseguimos atacar franca­ não cometer deslize, vez que cada um de vídeo, em que nossos patrulheiros mente o tráfico de drogas do cartel de tinha o perfil necessário para a sua função acompanhavam em tempo real o que es­ Bogotá, na linha Raposo Tavares x São e não a toa várias vezes fomos tava acontecendo em toda extensão da Paulo e também derrotamos as quadri­ reconhecidos como uma das melhores rodovia. Depois, as concessionárias lhas de roubo de carne bovina, além de Companhias da Polícia Militar em Ecovias e Autoban também adotaram o desestruturar o contrabando de cigarros questões de apreensões de armas e drogas sistema para as suas rodovias, mas tive para a Capital. e outros quesitos; mas nunca esquecerei o gosto de ser uma das pessoas que acre­ Bastava uma idéia e todos a a dona Valda que preparava cada bife para ditou no sistema que mais tarde cidades abraçavam. Mas tem uma coisa muito mim como se eu fosse filho dela, pois ela também colocariam nas ruas e avenidas importante em tudo isso, meu Coman­ sabia que eu tinha três filhos e a minha de todo o país. dante e conselheiro, na época o Major esposa estava grávida novamente e eu Resolvi colocar o título no texto Daniel Rodrigueiro era meu ícone, nunca suportei ficar longe deles. de “Tapete Vermelho”, pois foi o que pois discutia cada detalhe das minhas Aos meus amigos, meus irmãos, senti que fizeram para mim sem que eu idéias, por que ele, como eu, adota­ deixo a lembrança da história que um merecesse tal atitude. Depois percebi que mos livros de táticas militares, apesar dia contei para todos em reunião: não eram somente os policiais que me de sermos policiais. A realidade que “Quando o filho lhe perguntar: papai, tratavam bem, mas a própria comunida­ vivemos nos dias de hoje dá campo onde iremos quando nós morrermos? de de um modo geral. para aproveitarmos estratégias e táti­ então diga para ele olhar para o céu e Percebi que os funcionários do cas estudadas no campo da guerra. ver as estrelas; lá as estrelas estão umas DER eram solícitos e o comércio lo­ Claro que sempre houve a preocu­ ao lado das outras e sempre as estrelas cal atendia muito bem os seus clien­ pação de que ninguém percebesse o uso mais próximas são o pai e a mãe, irmãos tes. Essas impressões valeram muito, dos sistemas táticos, pois o que quería­ e primos e amigos, de forma que nunca pois em todos os locais e ocasiões em mos mesmo era a prisão dos criminosos. e durante toda eternidade estarão que me expresso, acabo citando a ci­ A Companhia de Assis é estraté­ juntos”. É o que lhes digo hoje: vocês dade de Assis como exemplo de aco­ gica em todos os sentidos e seu efetivo da Terceira Companhia, estarão sempre lhimento. sabe disso. A Polícia Federal, não ra­ comigo, até lá no espaço quando Bem, o fato é que talvez eu tenha ras vezes, procura estreitar os laços de formos estrelas. Pág. 70
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    A missão depreservação da vida e o combate à embriaguez ao volante Adriano Aranão Diante de uma gravíssi­ ma infração administrativa de 1º Tenente PM Comandante do trânsito, que causa sério e imi­ 3º Pelotão (Ourinhos) nente risco à segurança viária, não poderia ficar o Poder Pú­ blico despido de qualquer me- A Polícia Militar do Es­ dida capaz de superar a nega­ tado de São Paulo, no exercí­ tiva do condutor de se subme­ cio da sua nobre e relevante ter aos testes em questão. O missão constitucional e legal, interesse público, consubstan­ busca incessantemente a preser­ ciado no direito coletivo ao vação da vida, da integridade fí­ trânsito em condições seguras, sica e da dignidade da pessoa não pode sucumbir em face da humana. negativa do motorista. Nas rodovias paulistas, a Com este novo instru­ atuação firme e compromissa­ mento jurídico, o Policiamen­ da do Policiamento Rodoviário, to Rodoviário poderá atuar tanto no combate à criminali­ ainda mais firmemente no dade como no policiamento e combate à embriaguez ao vo­ fiscalização de trânsito, tem lante, impondo aos motoristas sido uma das mais importantes infratores as medidas legais garantias de tranqüilidade e se- cabíveis, e melhor cumprir a gurança daqueles que diuturna­ sua missão de preservação da mente se utilizam dos milhares de qui­ sobre o sistema nervoso central, dimi­ vida, da integridade física e dignidade lômetros da nossa malha viária. nuindo sensivelmente a capacidade de humana no trânsito. Inserindo-se neste contexto, a 3ª reação diante das adversidades surgi- Entretanto, cônscio de que a ver­ Companhia do 2º Batalhão de Polícia das durante as viagens. dadeira e duradoura mudança não se Militar Rodoviária tem obtido acentu­ Diante deste cenário, o legisla­ opera pela repressão, cuja importância ado destaque. Merecem aplausos, den­ dor pátrio, ao elaborar a lei nº 9.503, no combate em curto prazo da embria­ tre outras atividades de polícia de se­ de 21 de setembro de 1997 (CTB), re­ guez no trânsito é insofismável, o Po­ gurança, as toneladas de drogas anual­ servou recrudescido tratamento àquele liciamento Rodoviário também inves­ mente apreendidas, as dezenas de veí­ que é surpreendido dirigindo veículo te nas ações educativas, buscando, por culos recuperados e os inúmeros con­ automotor sob efeito de álcool ou de meio do alerta e da conscientização, a denados capturados. De outro lado, substância entorpecente, tóxica ou de transformação necessária para a garan­ muitos acidentes são prevenidos e in­ efeitos análogos, tipificando a sua con­ tia da vida no trânsito. calculáveis as vidas preservadas. duta como infração administrativa e, Finalizando, é necessário desta­ Nesta sua incansável e perma­ tendo gerado perigo de dano, também car que nestes 50 anos de história do nente batalha a favor da vida, o Polici­ como crime de trânsito. Policiamento Rodoviário com sede na amento Rodoviário se defronta com No combate à embriaguez ao vo­ região, muito já se fez pela preserva­ aqueles que insistem em beber e diri­ lante, importante foi a mudança intro­ ção da vida, da integridade física e dig­ gir, trazendo perigo e morte para as duzida pela Lei nº 11.275, de 7 de fe­ nidade humana no trânsito e, tenham nossas rodovias. vereiro de 2006 no art. 277 do CTB, todos certeza, muito ainda será feito. Inúmeras são as campanhas edu­ possibilitando que, diante da recusa do Valorosos policiais já ofertaram a sua cativas que alertam para o perigo da motorista de soprar no bafômetro ou contribuição, inclusive, como o Sd PM combinação álcool e volante. Ainda as­ ceder sangue para exame laboratorial, Antônio Ramos da Silva, com o sacri­ sim, a embriaguez ao volante continua o agente de trânsito pudesse lavrar o fício da própria vida. Outros ainda vi­ sendo uma das principais causas de aci­ auto de infração e adotar as demais me­ rão e, sem dúvidas, também deixarão a dentes e mortes no trânsito brasileiro. didas administrativas cabíveis com base sua passagem registrada com ações em O álcool e as demais substâncias de em outras provas em direito admitidas, prol da construção de um trânsito mais efeitos embriagantes atuam diretamente notadamente a testemunhal. seguro e humano. Pág. 71
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    O trabalho dasequipes TOR mim e para milhares de cidadãos que cruzam as rodovias no dia-a-dia. O Capitão foi bem específico na orientação: “lembre também do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) de 1988 e 1989, quando as equipes surgiram na re­ gião”. Como algumas linhas teriam que sair, decidi por um paralelo rápido das ocorrências que acompanhamos no final dos anos 80 e no começo de 90, até os dias atuais. Naqueles tempos, e parece que foi ontem mesmo, eram muito comuns apre­ ensões de veículos furtados ou roubados em São Paulo, ou adulterados, que pas­ savam pelas rodovias estaduais para se­ rem vendidos ou trocados por droga no Paraguai. Praticamente em todo serviço recuperávamos um carro nessas condi­ ções. Esse assunto mereceu até reporta­ gem da Rede Globo. Um repórter fez o percurso e mostrou como era o método Paulo César Lopes Furtado rências policiais, acidentes, atendimentos, dos criminosos; mas, injustamente, instruções, amigos, aqueles que já se fo­ apresentou somente as possíveis falhas Sargento PM ram - por terem passado para a inativida­ na fiscalização durante todo o percurso Chefe de Equipe TOR em Assis de ou não -, as histórias que nos conta­ e não mencionou quantos carros nós re­ vam, aquilo tudo que nos ensinavam. cuperávamos naquela fase. Nomes surgiam sem parar e me Com o passar do tempo essa mo­ Foi com muita surpresa que recebi perdoem se esqueci de algum: Eduar­ dalidade de crime foi sendo trocada por convite do comandante da Companhia para do, Lérias, Ditão, Lara, Splicido, outras. Vieram os roubos a ônibus de tu­ escrever algo sobre as equipes de Tático Os­ Moreira, Toledo, Furlan, Nunes, rismo que levavam “sacoleiros” para fa­ tensivo Rodoviário (TOR), para o livro em Lucas, Domingos e tantos outros. To­ zer compras no Paraguai. Eram monta­ comemoração aos 50 anos de Policiamento dos me ensinaram algo e com isso con­ das verdadeiras operações de guerra Rodoviário com sede na nossa região. segui chegar a este momento de ter a para combater essas quadrilhas que Certamente esse será um livro que honra de traçar algumas linhas sobre agiam desde a rodovia Castelo Bran­ marcará gerações. As histórias a serem essa Instituição tão importante, para co até a SP-333. contadas são tantas que não caberão so­ mente em um volume. Então pensei na responsabilidade que assumiria ao cumprir o solicitado. Missão difícil... Gosto muito de atuar, de estar à frente de ocorrências, mas escrever realmen­ te não é minha melhor habilidade. As­ suntos, temas, histórias e mais históri­ as dos meus quase vinte anos de Poli­ ciamento Rodoviário começaram então a surgir sem parar. Grandes lembranças, boas recor­ dações e também momentos difíceis vi­ vidos; mas aí vinha a sensação de poder colaborar e mostrar quão grande, nobre e bonita é a nossa missão. Autuar, ensi­ nar, prender, acalmar, salvar. Há quem já nos chamou de “anjos do asfalto”. Tudo girava na cabeça numa velo­ cidade excessiva e nem ao menos conse­ guia começar. Vieram lembranças de ocor­ Apreensão de droga escondida no banco de veículo. Assis, 2007 Pág. 72
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    Equipe TOR realizandocondução de preso em flagrante Sgt Paulo realizando instrução de tiro no estande do TG de Assis Algumas foram desmanteladas e drogas. Várias são as ocorrências des­ Graças a essa ação naquele dia, in­ houve vários criminosos presos, graças sa natureza. Algumas com quantida ­ vestigações foram deflagradas e o trafi­ ao empenho de todo o efetivo e das equi­ des de drogas surpreendentes, outras cante se encontra hoje preso, tendo res­ pes TOR. Outras quadrilhas desistiram, em quantidades menores, mas, que na pondido também por aquela ocorrência. pois sentiam a presença forte do Policia­ soma geral, nos colocam como uma E depois dessa vieram muitas outras, mento Rodoviário fazendo frente a qual­ das Companhias de Policiamento de também expressivas, mas com menores quer delito. São Paulo que mais apreende drogas volumes de apreensão. A intensificação Já no final dos anos 90 e come­ em todo o Estado. no combate ao tráfico de drogas foi um ço de 2000, com o aperfeiçoamento da Só para recordar uma ocorrên­ compromisso assumido e cumprido até fiscalização, não havia uma modalida­ cia - e esta não podia ficar de fora hoje com desenvoltura, dedicação e bus­ de de crime que se sobressaísse em porque até hoje é lembrada nas con ­ ca contínua de melhores resultados. nossa região, sem que tivesse a aten­ versas sobre as grandes apreensões Tal ação fiscalizadora ultrapas­ ção do Policiamento Rodoviário vol­ - foi a de 2.040 Kg de maconha e 10 sou divisas. Órgãos policiais de outros tada para o seu combate. Passamos a Kg de haxixe em um ônibus de “tu­ Estados passaram a investir pesado agir em todas as frentes, com as equi­ rismo”, em abril de 2004. Durante também no combate ao tráfico; os pró­ pes TOR sempre na vanguarda. patrulhamento pela SP-333, eu, o Sd prios traficantes buscaram alternativas. A partir de 2000 as equipes TOR PM Valter e o Sd PM Genésio avis­ Passaram a ser mais cautelosos e atual­ do 2º BPRv passaram a combater sis­ tamos no pátio do Posto Panema um mente buscam, de toda a forma, ludi­ tematicamente o tráfico de drogas. ônibus parado entre os caminhões. briar a fiscalização. Muitas vezes che­ Nossa região sempre foi mostrada Esperamos alguns minutos e o veí­ gam inclusive a transportar droga den­ como a “rota do tráfico”. A imprensa culo reiniciou sua viagem. Decidi ­ tro de fundos falsos de combustível; se incumbiu de dar essa denominação. mos abordá-lo. Tão logo parou, des­ mas as equipes TOR, juntamente com Foi então iniciado um procedimento ceu o motorista e outras duas pesso ­ as equipes de patrulha da nossa queri­ próprio para as equipes TOR atuarem as, sendo que uma delas de imediato da Companhia, estão sempre alertas e no combate ao tráfico de drogas em pediu que fossem liberados e ofere­ as apreensões continuam. transporte regular de passageiros. ceu um "cafézinho" para a equipe Para não alongar mais o assunto Os traficantes passaram a usar (tentativa de suborno). Sem darmos decidi parar por aqui, pois as ocorrên­ intensamente essa modalidade e o ouvidos à insinuação daquele sujei­ cias e casos para contar são muitos. trabalho de repressão resultou - e to franzino, moreno, de barba, entra ­ Talvez só me reste agradecer a oportu­ continua resultando – em boas ocor­ mos no coletivo e no teto um para­ nidade oferecida pelo meu comandan­ rências. A nossa região pode não fuso mal apertado chamou-me a te, bem como a todos os policiais que constituir propriamente uma rota, atenção. Decidimos removê-lo. passaram pela minha vida nessas duas mas representa uma alternativa, em Para nossa surpresa o ônibus esta­ décadas de Policiamento Rodoviário. razão de que estamos geografica­ va com o teto, as laterais e fundos falsos Assis teve, tem e sempre terá uma Po­ mente posicionados em um ponto recheados de maconha. Foi a maior apre­ lícia Militar Rodoviária voltada para o importante do Estado em relação aos ensão, durante ação fiscalizadora, regis­ atendimento imediato e de boa quali­ estados do Centro-oeste brasileiro e trada na área da 3ª Cia. Quatro pessoas dade a todos os usuários, buscando a países como o Paraguai, Bolívia e conseguiram fugir e outras quatro foram redução de acidentes e agindo firme no Colômbia, conhecidos como produ­ presas em flagrante. Depois, descobrimos combate aos criminosos que insistirem tores e fornecedores de drogas. que a pessoa que nos ofereceu o em se utilizar das rodovias estaduais Aproveitando nossa posição, as "cafézinho" era conhecida como para a prática do mal. equipes TOR da 3ª Cia passaram a in­ "Ligeirinho", um dos maiores traficantes Um grande abraço a todos os ro­ vestir pesado no ataque ao tráfico de de drogas da região norte de São Paulo. doviários de ontem, de hoje e de amanhã! Pág.73
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    APREENSÕES DIVERSAS -EQUIPES TOR Maconha em veículo particular, em Assis, 2006 Maconha em veículo particular, em Ourinhos, 2007 Armas, munições e medicamentos, em Tupã, 2007 Haxixe com passageiro de ônibus, em Assis, 2006 Palmilha de tênis de haxixe, em ônibus, em Assis, 2005 Maconha em malas em ônibus, em Assis, 2006 Maconha em mala em ônibus, em Assis, 2007 Maconha em mala em ônibus, em Assis, 2006 Pág.74
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    APREENSÕES DIVERSAS -EQUIPES TOR Medicamentos diversos, em ônibus, em Assis, 2006 Maconha em malas, em ônibus, em Assis, 2007 Lança perfume , em ônibus, em Sta. Cruz do Rio Pardo, 2006 Maconha em malas, em ônibus, em Assis, 2006 Maconha e haxixe, em veículo particular, em Florínea, 2007 Maconha no bagageiro de ônibus fretado, em Garça, 2005 Maconha e produtos de informática em ônibus, em Assis, 2006 Cão labrador “Areta”, com Equipe TOR, em Assis, 2006 Pág.75
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    100 mil quilômetrosde sucesso! Amarildo Delfino Dias Reginaldo, Cb PM Lucas, hoje Sargen­ e tão logo esta foi disponibilizada, cor­ to reformado e Cb PM Ivan, buscando remos para organizar a seção. Logo na Soldado PM da 3ª Cia um ambiente de trabalho confortável e seqüência, recebi o apoio do Sd Fem dinâmico aos operadores de rádio, bem Temp Aline, que colabora atualmente Em meados de 2005 recebi o con­ como maior segurança e confiabilidade no setor e posso dizer que o sonho a vite do Capitão PM Franco, então novo no atendimento ao efetivo da Compa­ cada dia se torna realidade. Comandante da 3ª Cia de Policiamento nhia, com agilidade nas respostas de A organização dessa seção teve Rodoviário, para assumir uma nova fun­ pesquisas em apoio aos patrulheiros. grande importância na estratégia de ges­ ção, qual seja, a de organizar a seção de Vejo o Serviço de Dia como o “cora­ tão pela qualidade, tanto no âmbito do P5 (Relações Públicas) e também ser seu ção” da Companhia, vez que do opera­ Batalhão (2º BPRv) e da 3ª Companhia, motorista. O desafio consistia em aper­ dor de rádio, em algumas situações, quanto no âmbito de seus três pelotões feiçoar as relações com a imprensa regi­ depende a própria vida do companhei­ (Assis, Marília e Ourinhos). De fato, onal e trabalhar com educação para o ro de trabalho, sem falar do encami­ quando há solicitação para realização de trânsito, além de processar as rotinas in­ nhamento dos registros das ocorrênci­ qualquer tarefa, desde uma simples nota ternas próprias dessa seção e dirigir a as. Bons tempos também foram aque­ de imprensa até a assistência a um cole­ viatura R-2301. les; mas, enfim, nostalgia a parte. ga, temos prontamente condições de Recebi o convite no momento Após organizar com a família mi­ atender os interessados com excelência certo, quando se encerrava outra mis­ nha vida pessoal, aceitei o convite, cien­ e, ainda, aliviamos o serviço do Encar­ são. Havia trabalhado por oito anos te de que enfrentaria horários incertos. regado de Administração da Compa­ ininterruptos no Setor de Comunicação Reconheço que gosto de desafios e, no nhia - e também dos Comandantes de Operacional (Serviço de Dia), seção da começo, houve mesmo dificuldades Pelotão - quanto aos elogios, conces­ qual me orgulho de ter ajudado a quanto à estruturação do P5 na Compa­ sões de láureas, medalhas e tantos ou­ estruturar junto com o Sgt PM nhia, pois necessitávamos de uma sala tros procedimentos próprios. Pág.76
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    O espaço hojetambém funcio­ serviço naquele turno de serviço, nas que fosse realizada a importante missão. na, excepcionalmente, como local nove Bases Operacionais da Compa ­ Muitas foram as experiências en­ para seções reservadas de procedi ­ nhia. A surpresa dos policiais foi gran­ volvendo fiscalizações, apoios diversos, mentos disciplinares. de. Compartilhamos preciosos momen­ operações desenvolvidas e inúmeros so­ O segredo do sucesso desse tra­ tos com os patrulheiros na pista, traba­ corros prestados (de pessoas e veículos). balho, não somente nas questões de re­ lhando naquela data mágica, quando qua­ Em 2006, socorremos uma família na lações públicas, está na competência da se todos estão juntos aos seus familia­ SP 421, próximo de Paraguaçu Paulista, equipe administrativa da Companhia, res. Também levamos panetones, refri­ quando foi preciso algemar a mãe, na cujo lema é a união. Temos pessoas com­ gerantes e um cartão para cada um des­ presença dos filhos, como um último re­ prometidas com o sucesso da causa pú­ ses profissionais que defendem a socie­ curso autorizado pelo pai, em razão de blica a começar pelo nosso Comandan­ dade. Muitas pessoas não têm consciên­ que ela ameaçava jogar-se contra os ve­ te, Cap PM Franco, pessoa de caráter cia de que os policiais militares estão ículos em movimento, apresentando si­ íntegro, zelosa e muito compromissados com a defesa da vida, nais de graves transtornos mentais, afir­ compromissada, passando pelo bem maior do ser humano e por isso de­ mando agressivamente encontrar-se do­ brilhantismo do Sgt Fernando, Sgt dicam-se com determinação, mesmo em minada por entidade espiritual. Em 2007, Reginaldo, Sd Rogério, Sd Floriano e datas especiais como é o caso do Natal. identificamos e encaminhamos aos pais Sd Gerson e da equipe do Serviço de A ocorrência mais marcante em um jovem de Ourinhos, que cambalea­ Dia, 24 horas (Cb Ivan, Sd Tácito e toda minha vida profissional na Polícia va próximo de Salto Grande, nas mar­ Sd Honório), cada um em sua área de Militar aconteceu neste período, ou seja, gens da Rodovia Raposo Tavares e que atuação, trabalhando para o bem da no dia 17 de julho de 2006 quando eu e o fora vítima de abusos após ingestão de comunidade. Capitão Franco viajávamos para Bauru bebida alterada que lhe deram na noite Quanto à experiência operacional na sede do nosso Batalhão, no final da anterior, no golpe conhecido como “boa nesse período, depois de dois anos e mais Rodovia Castelo Branco. Um jovem em noite cinderela”. de 100 mil quilômetros percorridos com crise emocional se equilibrava com as Ainda, boas idéias surgiram du­ a viatura do Comando por estas rodovi­ pontas dos pés descalços sobre o estrei­ rante os nossos deslocamentos com a vi­ as do nosso Estado, em dias comuns, fi­ to parapeito lateral do viaduto ali exis­ atura, tal como o Programa: “Educar nais de semana, feriados, de noite e de tente, à aproximadamente doze metros para o Trânsito é Educar para a Vida” dia, é que me dou conta de quanto a jor­ de altura em relação à via inferior. Ao (EDUCAR) materializado e hoje em nada foi proveitosa. Eu e o Capitão Fran­ perceber nossa presença, o indivíduo fez pleno funcionamento na região de As­ co passamos por muitas experiências menção de se atirar, momento em que o sis, com a participação de companhei­ agradáveis e outras também desagradá­ começamos a aproximação, iniciando ros voluntários. veis, mas certamente as primeiras cons­ longa e paciente conversa a fim de que o Enfim, com a graça de Deus, che­ tituem o maior conjunto. interlocutor, abalado emocionalmente, go ao final dessas lembranças com a cer­ Fato marcante ocorreu na madru­ desistisse do ato, porém sem sucesso. No teza de que foram dias e noites inesquecí­ gada do Natal de 2005 quando por inici­ momento em que o rapaz se distraiu con­ veis, pois em todos os quilômetros roda­ ativa do Comandante, rodamos em tor­ segui lançar-me sobre ele, trazendo-o são dos contribuímos para que a missão de no de 900 Km, trabalhando na noite de e salvo para o lado seguro do viaduto. preservar vidas fosse desempenhada com Natal e cumprimentando cada um dos Realmente naquele dia senti que Deus êxito. Portanto, posso dizer que foram cem companheiros que se encontravam em nos enviara para aquele lugar, a fim de mil quilômetros de muito sucesso! Pág.77
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    “Vivi intensamente essafase de minha existência” Sérgio Splicido A vida de caserna, com suas características próprias, res­ Tenente Reserva PM trições, limites e normas a serem cumpridas, nunca foram para Na década de 1970 sentía­ mim causa para desmotivação. mos a carência de opções de tra­ Muito pelo contrário, as dificul­ balho e de estudo para quem resi­ dades me impulsionaram no sen­ dia no interior de Estado. Também tido de que me esforçasse em não tínhamos informações sobre estudar, aprimorar e conhecer cursos técnicos ou superiores, nem cada vez mais, para melhor exe­ sobre o mercado de trabalho. cutar as missões que me eram Desse modo, em 1973, confiadas. após terminar o serviço militar Assim, posso afirmar que obrigatório no Tiro de Guerra-TG vivi intensamente, de corpo e 121 em Assis, pedi demissão da alma, essa fase de minha exis­ loja “Casa de Presentes”, onde tência. Mesmo reconhecendo o trabalhava como balconista e ven­ cometimento de erros, tenho a dedor e, juntamente com um co­ convicção de que sempre procu­ lega, fui montar uma oficina de rei dar o melhor do meu conhe­ conserto de aparelhos cimento e de minhas forças. Por odontológicos e de equipamentos isso posso dizer que não sinto de veículos (velocímetros, saudades do tempo que ingres­ hodômetros, marcador de horas de má­ mente obtive a classificação no 1º Pelo­ sei e permaneci no serviço ativo, pois o quinas, etc.), na cidade de Ponta Grossa/ tão da Companhia em Assis, para desen­ que tinha que fazer, eu fiz. PR. A empreitada não obteve êxito e após volvimento de atividade operacional. Na­ Permanecem, sim, as lembranças cinco meses retornei para Assis, onde quela época retornei aos estudos, conclui dos momentos felizes de convivência voltei a trabalhar na mesma loja. o 2º Grau e, em 1987, ingressei na Facul­ com os colegas e amigos, com os quais Então, em junho de 1974 foi aber­ dade de Direito “Euripedes Soares da sempre que possível mantenho contato, to concurso para ingresso na Polícia Mi­ Rocha” – Fundação de Marília, para con­ quer em eventos, quer em visitas na sede litar Rodoviária e, por incentivo de meu cluir o Bacharelado em 1990. Em 1992, da Cia, quer no dia-a-dia. pai - pois nunca havia cogitado ser um após concurso, fui promovido a Cabo PM. Também há as lembranças dos policial -, prestei tal concurso, no qual Em 1993 alcancei aprovação no momentos difíceis, perigosos e tristes do fui aprovado. Em 16 de dezembro do Curso de Habilitação ao Quadro Auxili­ cotidiano profissional, no atendimento ao mesmo ano fui oficialmente admitido ar Oficial PM – CHQOPM, tendo fre­ público, nas ocorrências criminais e nos como Soldado PM e iniciei o curso de qüentado o curso na APMBB em 1994. acidentes graves. No entanto, mais forte formação no 16º BPM, em São Paulo. Já como 2º Tenente, após cumprir a é a certeza de haver cumprido a jornada Fazendo um retrospecto de minha “Operação Verão” de dezembro de 94 a com profissionalismo, dedicação, respei­ carreira, lembro que, após a conclusão do março de 95, em Caraguatatuba, voltei a to ao ser humano e às leis, com isenção curso, no início de julho de 1975, fui apre­ ser classificado no 2º BPRv, onde assu­ de qualquer animosidade pessoal. sentado no então CPR – Corpo de Polici­ mi o Comando do 2º Pelotão/4ª Cia - Tinha - e ainda tenho - a convic­ amento Rodoviário (39º BPM), onde ini­ Botucatu, até início de 1996, ocasião em ção de que em qualquer atividade que ciei o curso de Policiamento Rodoviário, que fui transferido para a Companhia de realizamos, não basta “vestir a cami­ que terminou em outubro de 1975. Assis, por conveniência própria. sa” e participar, pois, para a sua com­ Na seqüência, fui classificado no A partir de então exerci diversas pleta realização, é necessário estar Pelotão de Mogi das Cruzes, onde per­ funções, como: auxiliar do Cmt de Cia, Cmt compromissado com os seus objetivos e maneci até junho de 1977, quando então do 1º Pelotão, Oficial SJD e P1 do 2º BPRv. com a expectativa das pessoas ou da en­ fui convidado para integrar a equipe de Já em agosto de 2001 fui promovido a 1º tidade representada. comando do CPRv, pois naquela época Tenente PM por merecimento e iniciei os Destarte, sinto-me feliz em haver já havia sido criado tal comando e tam­ afastamentos regulares para passagem para participado ativamente da história do bém os 1º e 2º BPRv. Na seqüência, fui a inatividade, o que se deu por fim em Policiamento Rodoviário de São transferido para o 2º BPRv (Bauru) e per­ junho de 2002. Todavia, não parei de li­ Paulo, particularmente junto à sede da maneci adido ao CPRv até outubro de dar com assuntos de trânsito, pois passei 3ª Cia do 2º BPRv, cujas instalações 1979 trabalhando na equipe de coman­ a integrar a JARI – Junta Administrativa inclusive ajudei a construir, tendo ai do, que prestava apoio em todo o Esta­ de Recursos de Infrações – Assis. trabalhado por 23 anos. do, de acordo com as determinações do Quanto à avaliação pessoal dessas Que Deus continue nos abenço­ Cmt de Pol Rod. experiências, passo a registrar algumas ando em todos os momentos de nossas Então, em outubro de 1979, final­ considerações. vidas! Pág.78
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    “Deixo meu filhocomo representante” Orlando Santos Marques Tenente Reserva PM Ingressei na Polícia Militar Rodo­ viária no ano de 1974, tendo feito a ins­ crição no Pelotão de Assis, em 1973 onde realizei o primeiro exame. Fazendo um retrospecto da carrei­ ra, lembro-me que freqüentei escola de Soldado PM no 16ºBPM, tendo iniciado o curso em 1974. Depois de encerrada a primeira etapa, fui apresentado no 39º BPM (então Batalhão de Polícia Rodo­ viária), junto com outros companheiros, para início da segunda fase, que era es­ pecialização em Policiamento Rodoviá­ rio. Formei-me em 10 de janeiro de 1975. Fui apresentado na 5ª Cia PMRv de Araçatuba, sendo destinado a ser­ vir na Bop de Tupã onde permaneci até 1975, quando então, aprovado em concurso, fui apresentado ao CFAP, São Paulo, onde freqüentei o Curso de Formação de Cb PM. Encerrado este curso, retornei para a Base de Tupã, onde permaneci até 1976, sendo remanejado por efeito de promoção, para a 2ª Cia de Guarda PM (2ª CIPGd) do palácio dos Bandeirantes, Unidade em que servi até 1978. Em seguida, consegui transferên­ aos anseios da população, policiais no exercício de suas funções, cia para o 2º BPRv, sendo destacado no notadamente àqueles que utilizavam no período noturno, foram ludibriados Pelotão de Presidente Prudente, com des­ as rodovias como meio de locomoção. por um casal de marginais que acabaram tino à Base de Dracena, onde servi até Quantas notificações aplica­ por dizimar suas vidas, numa embosca­ 1978. Então, classifiquei-me no concur­ das, quantos acidentes atendidos, da previamente articulada. Eram os Sol­ so para Sargento PM, tendo freqüentado quantas informações e apoio ao pú­ dados Budisk e Olímpio e ambos foram o respectivo curso até o final 1979, em blico e muito mais. meus comandados naquela Base, duran­ São Paulo. Já como Sargento, servi na Tudo me faz repensar agora o te o ano de 1980. Base de Rancharia (Pelotão de Presidente quanto procurei ser útil à sociedade, não Modéstia a parte, hoje me sinto Prudente), no Pelotão de Marília, na Bop medindo esforços para isso. Fiz muitos tranqüilo e consciente do dever cum­ de Tupã e na Base de Gália. amigos, muito mais que inimigos, tenho prido. Tenho muito orgulho em poder Em 1990, depois de promovido certeza. Tirei de circulação muitos alhei­ dizer que servi na Polícia Militar e a Subten PM, fui classificado nova­ os à Lei e à ordem. Atingi o meu ideal. mais orgulhoso ainda em poder afir­ mente no Pelotão de Presidente Pru­ Desses longos anos, dois aconte­ mar que deixei alguém para dar con­ dente, onde permaneci até 1992, cimentos ficaram gravados na minha tinuidade do meu trabalho. É com retornando em seguida ao Pelotão de mente e volta e meia me vêm a lembran­ muita tranqüilidade que digo que me Assis. Em 1993 fui classificado no Pe­ ça; a primeira delas foi quando ainda re­ empenhei para que meu filho, Solda­ lotão de Marília, onde permaneci até cruta, na fase de especialização, auxiliei do PM Glauco, ingressasse na Polícia minha passagem para a inatividade, o no atendimento de acidente na Rodovia Militar e hoje ele está aí, representan­ que ocorreu em 1997, junto com a pro­ Castelo Branco, no km 240, envolvendo do este velho patrulheiro. moção ao posto de 2º Tenente PM. um fusca modelo antigo, ocasião em que Agradeço a Deus, primeiramente Foram 23 anos servidos à Insti­ seu condutor colidiu na traseira de um pela oportunidade de ter passado por tuição em que adquiri uma experiên­ caminhão, tendo morte instantânea. Era tudo isso e saído de cabeça erguida. cia muito grande. Batalhei muito para época de Natal e isto me marcou muito. Também a todos os companheiros que atingir os objetivos como militar es­ Outro fato ocorreu na Base de colaboraram para o meu sucesso: meu tadual, responsável no atendimento Rancharia, no ano de 1985, quando dois muito obrigado! Pág.79
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    “Vencer não édeixar de cometer erros, mas reconhecer nossos limites e corrigir nossas rotas” Jovelino Castro Pereira moção à Subtenente PM. Tempos passados, cheios de ale­ Subtenente Reformado PM grias e também de tristezas. Às vezes a sau­ dade bate às portas e fico navegando em Na década de 70, inspirado por um meu pensamento, relembrando aquela far­ programa televisivo em que era exibida a da cor cáqui, que orgulhosamente usava, série de filmes “O Vigilante Rodoviário”, sentindo-me herói, à vista do público. tive a certeza de que um dia meu sonho de Recordo de meus instrutores. Al­ ser policial rodoviário tornar-se-ia realida­ guns diziam: _“O recruta veste uma farda, de. A cada dia minha paixão se intensifi­ calça a bota, coloca uma faca e põe uns cava, até que em dezembro de 1973 me óculos escuros e se acha “otoridade”. Re­ inscrevi para realizar um exame escrito de cordo ainda dos colegas do 16º BPM/M, admissão, em que fui aprovado, igualmen­ ainda em 1974 quando iniciei a viver meu te obtendo sucesso nos exames de saúde e sonho. Hoje, para amenizar a saudade dos de aptidão física. velhos amigos dos registros estatísticos Em 29 de abril de 1974, ainda jo­ (RE) das casas de 48 mil, nos encontra­ vem e repleto de felicidade, iniciei o res­ mos e revivemos nossas aventuras reais. pectivo curso no 16º BPM/M Osasco/SP. Quero agradecer meus superiores No final do mesmo ano, estagiei no km 129 porta do céu se abriu, e “Deus olhou para pelos elogios recebidos, agradecer meus da SP 280 e, em janeiro de 1975, fui clas­ mim e disse: Hoje é o teu dia de glória, pares pelo companheirismo e solidarie­ sificado no Pelotão de Presidente Pruden­ você é o meu filho querido”. dade, agradecer àqueles que continuam te. Galguei a graduação de Cabo PM em Após ter realizado a solicitação do próximos e rogar a Deus pela paz daque­ 1977 e, então, fui classificado - por efeito visitante, um simples trabalho de datilo­ les que se encontram no Seu reino. de promoção - no 10º GI (Bombeiro em grafia, e em conversação com a esposa da­ Tudo passa, a saudade fica, mas o Marília SP), mas meu sonho continuava quele senhor, relatei a minha situação em que Deus criou jamais passará. Apesar de vinculado ao Policiamento Rodoviário. desabafo, instante em que esta bendita se­ todos os desafios, incompreensões, perí­ Após muito esforço e persistência nhora disse-me: “Porque você não fala com odos de crises, alegrias, vitórias, valeu a consegui transferência para a 3ª Compa­ meu marido? Ele é Coronel Diretor de En­ pena viver essa etapa. Pois não devemos nhia do 2º BPRv (Assis) em 1980, onde sino da PM”. Apresentou-me a ele, na se­ apenas valorizar o sorriso, mas refletir servi por cinco anos. Mas, como almejava qüência, e contou-lhe sobre a minha luta. sobre a tristeza; não apenas comemorar o crescer na carreira, submeti-me ao curso Foi assim que o Coronel determi­ sucesso, mas aprender lições nos fracas­ de Sargentos, em 1985 e, ao seu término, nou que eu passasse em seu gabinete (no sos, pois através de tudo isto que passa­ fui classificado fora da minha unidade, no Centro Administrativo), o que fiz logo mos, que nos tornamos um ser vitorioso. CSM/MB, em São Paulo. no dia seguinte. Então, questionado so­ Por fim, deixo um conselho para Percorri caminhos diferentes e bre o interesse de minha transferência, aqueles que estão começando sua trajetó­ enriqueci meus laços de amizades, disse-lhe que era por conveniência pró­ ria: animem-se, tenham metas, façam o que adicionando pessoas ao conjunto de ami­ pria, pelo interesse familiar em retornar ninguém fez, sonhem muito, sonhem alto, gos inesquecíveis, conselheiros e para OPM de origem. Olhou para meus mas tenham seus pés no chão, nunca quei­ consoladores. Foram eles pivôs do meu olhos e falou-me: Sua transferência até ram ser mais que os outros. Valorizem seus sucesso, pois eu era casado e tinha dois a Páscoa está bom, meu filho? estudos, amem seu serviço, criem oportu­ filhos pequenos - inclusive a caçula ha­ Fiquei atônito e sem ação, pois es­ nidades e, ao criá-las, não tenha, medo de via nascido quando eu ainda freqüenta­ tava às vésperas da Páscoa. Voltando à falhar; caso venham a falhar, repensem a va o curso de Soldado, em maio de 1974. realidade e com o coração cheio de emo­ vida, mas não recuem jamais. Lembre-se Enfrentando a distância de casa, ção, agradeci a Deus e àquele ser huma­ sempre de agradecer a Deus, mesmo se as nessa trajetória somente eles e Deus ame­ no cheio de bondade. Realizava-se um coisas derem erradas, e procurem transfor­ nizavam meu sofrimento nas horas mais milagre em minha vida. mar esses erros em lições de vida... Pois difíceis. Porém, em um domingo, encon­ Tendo acontecido o que fora previs­ vencer não é deixar de cometer erros, mas trando-me de serviço como Comandante to, apresentei-me na 3ª Cia do 2º BPRv, reconhecer nossos limites e corrigir nos­ da Guarda no CSB/MB, apareceu um se­ em Assis-SP, onde permaneci até a minha sas rotas. Sejam os “anjos do asfalto”, ori­ nhor acompanhado de sua esposa, que foi passagem para inatividade em 1999. An­ entando e preservando vidas. recebido pelo Sargento PM Adjunto de Dia; tes de encerrar a carreira fui promovido à Agradeço em especial àqueles que então, instantes depois, perguntou-me se 2º Sargento PM por merecimento. Após fre­ me ajudaram e que sempre estiveram ao meu eu tinha conhecimento de datilografia e lhe qüentar o Curso de Aperfeiçoamento de lado, em todos os momentos de minha vida: respondi que sabia “catar-milho”. Foi nes­ Sargentos, fui promovido também por me­ minha querida esposa e meus filhos, hoje se dia e nesse momento que senti que a recimento e, já na inatividade, recebi a pro­ e sempre meus eternos companheiros. Pág.80
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    “Direção defensiva: sonhoou realidade?” Valmir Dionízio em curvas e em aclives. Também, jamais ultrapassavam veículos em pontes, viadu­ 1º Sargento PM Comandante da tos e nas travessias de pedestres, exceto se Base Operacional de Assis houvesse sinalização permissiva e utiliza­ vam o acostamento somente em caso de necessidade. Trabalho há mais de vinte anos com Numa rodovia, para fazer uma con­ trânsito. Já assisti muitas tragédias e também versão à esquerda ou um retorno, aguarda­ já vi muitos finais felizes. vam a oportunidade segura no acostamento. Porém... Houve uma ocasião, não sei Nas rodovias sem acostamento, seguiam a ao certo se estava acordado, em devaneios, sinalização indicativa de permissão. Os mo­ ou se dormi e sonhei... O certo é que, de re­ toristas sempre defensivos não paravam seus pente, eu vivia num mundo em que o ambi­ veículos nos cruzamentos, bloqueando a pas­ ente de trânsito era caracterizado pelo fato sagem de outros veículos. Nem mesmo se de que as pessoas praticavam a direção de­ estivessem na via preferencial e olhando o fensiva. semáforo verde. Assim, as crianças eram orientadas Mantinham a atenção ao dirigir, mes­ desde a mais tenra idade a praticarem con­ mo em vias com tráfego intenso e com baixa dutas corretas no trânsito, a fim de que ne­ velocidade, observando atentamente o mo­ nhum mal lhes fosse causado, individual ou vimento de veículos, pedestres e ciclistas, coletivo. Pais, professores e policiais ensi­ devido à possibilidade da travessia de pedes­ navam às crianças os princípios de uma di­ tres fora da faixa e a aproximação excessiva reção segura. A Polícia, aliás, tinha pouco de outros veículos, que podem acarretar aci­ trabalho, pois os condutores e pedestres se dentes. comportavam de tal maneira que o serviço Os motoristas mantinham uma distân­ policial se limitava à prestação de informa­ risco causado pela debilidade de qualquer cia segura do veículo da frente, cientes de ções, de auxílio aos usuários e ao combate natureza, ao lado de outros fatores, como o que uma boa distância permite o tempo sufi­ dos crimes nas estradas. consumo de bebida alcoólica, o uso de dro­ ciente para reagir e acionar os freios em uma Os motoristas devidamente habilita­ gas, o uso de medicamento que modifica o situação de emergência e o tempo também dos, com o exame de saúde válido e catego­ comportamento, ficar muito tempo sem dor­ para que o veículo, uma vez freado, pare ria apropriada ao veículo, antes de iniciarem mir e a ingestão de alimentos muito pesados antes de colidir. uma viagem, verificavam o documento do que acarretam sonolência. E os motociclistas então, esses nobres veículo (CRLV), quanto ao seu licenciado Outra conduta evitada pelos condu­ pilotos, em meu sonho (utopia)... Por tratar- se encontrar em dia, e também observavam tores defensivos era o de transportar animais se de um veículo muito ágil e prático, além as condições gerais do veículo, tais como: soltos e desacompanhados no interior do ve­ de econômico no combustível e na manu­ estado dos pneus (com sulcos de profundi­ ículo e o de transportar, no exterior do veícu­ tenção, a motocicleta foi muito vendida na dade acima de 1,6mm), nível de água do lo, objetos que poderiam se deslocar durante última década. Por outro lado, é um veículo radiador, bateria, nível do óleo do motor, o percurso. que disputa espaço com outros bem maiores água do lavador de vidros, buzina, extintor No trânsito, todos se comportavam de que ele. Contudo o motociclista valorizava carregado, macaco, triângulo, chaves de roda maneira civilizada, dirigindo com a cortesia o uso obrigatório do farol baixo aceso, no e de fenda, e pneu sobressalente (calibrado). devida, lembrando sempre que o pedestre tem importante aspecto “VER E SER VISTO" e Em meu sonho, o motorista adentrava a preferência. No meu sonho (utopia) os pe­ adotava comportamentos defensivos e ade­ no seu veículo e regulava a distância e altura destres podem e devem colaborar para um quados durante a pilotagem, com o uso cor­ do banco; regulava retrovisores interno e trânsito mais seguro, agindo de maneira cau­ reto do capacete, de modo a não se envolver externo; colocava o cinto de segurança e telosa nas vias públicas. De fato, é proibido em acidentes e aumentar o seu nível de se­ orientava os demais ocupantes a usarem tam­ ao pedestre: permanecer ou andar nas pistas gurança. bém esse importante dispositivo de proteção. de rolamento, exceto para cruzá-las onde for Bem, embora eu saiba que foi só um Ainda, certificava-se de que o combustível permitido; cruzar pistas de rolamento nos sonho e que as pessoas que deveriam ler era suficiente para chegar ao seu destino; viadutos, pontes, ou túneis, salvo onde exis­ este texto provavelmente não o lerão, ain­ lembrava sempre de usar calçados que se fir­ ta permissão; atravessar a via dentro das áre­ da assim, escrevi com muito carinho, pois massem nos pés e jamais atendia ligação do as de cruzamento, salvo quando houver si­ me lembrei da parábola do passarinho que aparelho celular dirigindo, pois, além da con­ nalização para esse fim; utilizar-se da via em tentava apagar um enorme incêndio na flo­ figuração de infração de trânsito, tal condu­ agrupamentos capazes de perturbar o trânsi­ resta, indo até o rio e buscando água no ta poderia levá-lo a um acidente de trânsito. to e desobedecer à sinalização de trânsito seu bico, para sobrevoar o incêndio e jo­ Também tinha cuidado com o uso do rádio específica; gar nele a água, enquanto os outros ani­ (CD Player), para não desviar sua atenção, E que sonho... Os motoristas sempre mais zombavam, dizendo: “Você esta lou­ pois o cérebro pode levar alguns segundos aguardavam uma oportunidade segura, em co? Não vai conseguir apagar o incêndio para a tomada de decisões. local permitido para fazer uma ultrapassa­ sozinho”. Os motoristas só dirigiam em plenas gem, quando dirigindo em vias com duplo E o passarinho respondia: “Estou fa­ condições físicas e emocionais, em razão do sentido de direção e pista única, nos trechos zendo minha parte”. Pág.81
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    10 de Janeiro:Dia do Policiamento Rodoviário Dia 10 de janeiro é o dia em que nente José de Pina Figueiredo, da então mil Km de rodovias estaduais. Trata-se se comemora a criação do Grupo Espe­ Força Pública, para atuar na recém inau­ hoje de uma atividade especializada da cial de Polícia Rodoviária, que ocorreu gurada SP 150 - Rodovia Anchieta. Polícia Militar que tem trazido expressi­ no ano de 1948 em São Paulo. Todos os Esse grupo deu origem ao atual vos resultados, de modo marcante no documentos e registros históricos dispo­ Comando de Policiamento Rodoviário, combate à criminalidade, garantindo a níveis indicam que, nessa data, foi des­ com sede na Capital Paulista, contando segurança e a tranqüilidade dos usuários tacado um efetivo inicial de 60 homens, hoje com aproximadamente 4.000 ho­ das rodovias paulistas. ex-combatentes da Força Expedicioná­ mens distribuído em 4 Batalhões e 16 É justo lembrar, no entanto, con­ ria Brasileira, comandados pelo 1º Te­ Companhias territoriais, para atuar em 24 forme também registros históricos, que anteriormente, já em 1928, a Guarda Ci­ vil de São Paulo dispunha de uma cha­ mada “Divisão de Policiamento Rodo­ viário”. Mesmo que de forma restrita, esse grupo de guardas civis exerceu ati­ vidades nas insipientes rodovias da épo­ ca, constituindo o primeiro núcleo de po­ liciamento rodoviário de que se tem no­ tícia no Estado de São Paulo. No que se refere à cidade de As­ sis, o primeiro destacamento - com sede própria - foi criado em 04 de julho 1958, no mesmo ano da chegada da Divisão do DER no município (DR-7). Hoje, o mu­ nicípio é sede da 3ª Companhia do 2º Batalhão de Polícia Rodoviário. Evento comemorativo ao Ainda quanto à Assis, é importan­ Dia do Policiamento Rodoviário, te registrar que no ano de 2006 foi apro­ Base de Assis, 2006 vada a lei municipal nº 4.803, de inicia­ tiva da Câmara dos Vereadores da cida­ de, instituindo o dia 10 de janeiro no calendário oficial do município como “Dia do Policiamento Rodoviário”, em reconhecimento aos vários munícipes que se dedicam profissionalmente à tão nobre atividade, preservando vidas e in­ tegridade física de usuários, garantindo a fluidez do trânsito e combatendo a cri­ minalidade nas rodovias estaduais sob sua responsabilidade. Pág.82
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    04 de julho:aniversário da sede de Policiamento Rodoviário em Assis Fiscalização de trânsito rodoviário, na região de Assis. Final da década de 60 O motivo da idealização e do lan­ lação ainda provisória na Rua Ângelo cadação das multas impostas. çamento do livro do “Cinqüentenário do Bertoncini, localizada na travessa se­ Nessas condições, os patrulheiros Policiamento Rodoviário com sede em guinte à do velho Correio, deu-se na destacados permaneciam alojados em Assis” é perpetuar a lembrança da data mesma oportunidade em que foi inaugu­ uma pensão na Rua Brasil, prédio que de 04 de julho de 1958, ocasião em que rado o trecho de asfalto ligando Assis a veio a abrigar a agência local do Banco foi registrada a inauguração da primeira Porto Areia, durante as festividades da do Brasil. instalação própria, no mesmo ano em que semana do aniversário do município (a Finalmente, em 1958, foi designa­ foi estabelecida a Divisão do DER (DR­ partir de 1º de julho), em 1958. do o Tenente Milton de Almeida Pupo 7), no município. Até então, desde a criação do Des­ para formar o “Destacamento Rodoviá­ Essa ligação histórica com o tacamento de Bauru, em 25 de julho de rio”, com sede permanente em Assis, DER, que incorporava o antigo “Corpo 1950, o policiamento rodoviário era re­ inaugurada em 04 de julho. O Destaca­ de Policiamento Rodoviário” desde o seu alizado de modo itinerante nas regiões mento foi montado inicialmente com início em São Paulo, em 1948, explica centro-oeste e oeste paulista, engloban­ quatorze homens que já vinham traba­ os laços de amizade e cooperação até do Assis, Marília e Ourinhos, o que im­ lhando na região e recebeu uma viatura hoje mantidos entre os policiais, os en­ punha aos patrulheiros enormes sacrifí­ “Land Roover” (tipo “Jeep”) com tração genheiros e funcionários responsáveis cios. Sem viatura e sede própria, a equi­ nas quatro rodas. Aos poucos, foram ad­ pela fiscalização e pela engenharia de pe passava duas semanas baseada em As­ quiridas outras viaturas: um Jeep e uma trânsito rodoviário. sis, fiscalizando as rodovias próximas, e Ford F1 (camionete) para emprego em A inauguração do Destacamento depois retornava para Bauru, a fim de fiscalização no trecho de Ourinhos até de Assis, na data mencionada, em insta­ prestar contas, inclusive quanto à arre­ Presidente Prudente. Sede do Destacamento de Assis. Base Operacional de Assis. Base Operacional de Assis, Final da década de 60 Novas instalações inauguradas em 2001 com nova fachada, em 2008 Pág.83
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    23 de Julho:Dia do Policial Rodoviário Calendários, almanaques e agendas indicam o dia 23 de julho como o dia do “Guarda Rodoviário”. Cabe aqui uma ex­ plicação inicial: é compreensível a ma­ nutenção da popular forma de tratamento dirigida aos profissionais responsáveis pela fiscalização de trânsito rodoviário, que atualmente integram carreiras própri­ as de atividade policial; afinal, durante muito tempo foram conhecidos como os “guardas rodoviários” e ainda hoje são assim chamados, até porque o senso co­ mum parece indicar que é mais simpático dirigir-se ao agente como “Seu Guarda” ao invés de “Sr. Policial”. Em cidades médias e grandes, para fiscalização de trânsito urbano, já surgem algumas guardas especializadas, que atuam em relação às infrações de compe­ tência do município, acompanhando o processo de municipalização do trânsito preconizado pelo Código de Trânsito Bra­ sileiro (Lei 9.503, de 1997). Porém, nas rodovias federais e estaduais, que exata­ mente interligam os municípios em gran­ des distâncias, a atuação é mesmo exclu­ mada “Divisão de Policiamento Rodovi­ corros mecânicos, evita que os motoris­ siva da Polícia Rodoviária Federal e da ário”. Mesmo que de forma restrita, esse tas ultrapassem o limite de velocidade, Polícia Militar, respectivamente, na cir­ grupo de guardas civis exerceu ativida­ que pratiquem outras infrações de trânsi­ cunscrição de cada Estado. des nas rodovias da época que, por sinal, to comuns, que dirijam sob efeito do ál­ Diversos Estados possuem hoje, in­ se tratavam de vias ainda insipientes quan­ cool ou outras substâncias enebriantes, clusive, na estrutura da Polícia Militar, to às suas características de engenharia. que utilizem veículos em más condições modalidade especializada de Policiamen­ A propósito, o ano de 1928 tam­ para transitar e, com suas iniciativas, evi­ to Rodoviário, a exemplo de São Paulo. bém foi marcado pelo início das ativida­ ta acidentes. Quando não consegue evitar Nas terras paulistas, em 10 de janeiro de des da Polícia Rodoviária Federal, atuan­ o acidente, normalmente é o primeiro a 1948, pelo Decreto Estadual nº 17.868 do te nas rodovias que cruzam o país, deno­ chegar para socorrer o acidentado, provi­ Governador Ademar Pereira de Barros, foi minadas “BR”, registrando-se o dia 24 de denciar sinalização de emergência e efe­ criado o Grupo Especial de Polícia Ro­ julho como data de sua criação. tuar os registros policiais devidos. doviária, com um efetivo de 60 homens, Chamado de “guarda” ou de “poli­ Também o policial rodoviário com­ ex-combatentes da Força Expedicionária cial”, na verdade o que importa é o reco­ bate a criminalidade quando realiza bus­ Brasileira, comandados pelo 1º Tenente nhecimento da sociedade quanto à impor­ cas em veículos suspeitos, além de bus­ José de Pina Figueiredo, da então Força tância desse profissional, seja ele policial cas pessoais em usuários das rodovias em Pública, destacados para atuar na recém rodoviário federal ou estadual, nesse caso, atitude suspeita, exercendo o poder de inaugurada SP 150 – Rodovia Anchieta. policial militar atuante nas rodovias. É ele polícia próprio de sua função, o que traz Nesse mesmo ano, foi inaugurada a pri­ o responsável pela segurança dos moto­ expressivos resultados operacionais com meira pista da Via Anhanguera (SP-330), ristas e usuários em geral, salvando vidas a apreensão de produtos e objetos ilíci­ ligando São Paulo a Jundiaí e depois a com sua intervenção precisa e por vezes tos, provenientes do tráfico de drogas, do Campinas ampliando-se a área ação e a repressiva, no estrito cumprimento da lei, contrabando e descaminho e, ainda, a re­ importância desse grupo precursor que quando surpreende prática de infração de cuperação de veículos roubados ou furta­ continuou crescendo junto com o desen­ trânsito ou ilícito penal. dos e de outros objetos de crime, deten­ volvimento do Estado, marcado pela ex­ Com a grande ampliação da malha ção de procurados pela Justiça e realiza­ pansão de sua malha rodoviária em dire­ rodoviária observada nas últimas décadas, ção de prisões em flagrante por delitos di­ ção ao oeste paulista. a atuação desse profissional ganhou des­ versos. Desse modo, garante a segurança Embora o Policiamento Podoviário taque em razão de que também cresceu a nas rodovias no sentido mais amplo pos­ tenha sua criação datada de 1948 em São necessidade de vigilância nas estradas. No sível da expressão. Paulo, registros históricos dão conta de seu trabalho diário, em fiscalização de No dia 23 de julho, dirigimos cum­ que anteriormente, já em 1928, a Guarda trânsito, o policial rodoviário dá apoio e primentos a todos os policiais rodoviári­ Civil de São Paulo dispunha de uma cha­ orientação aos usuários, inclusive em so­ os do Brasil! Pág.84
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    25 de Julho:Dia de São Cristóvão e Dia do Motorista Monsenhor Floriano abençoa veículos, em Assis. 25 de julho, de 2005 Voluntários medem pressão e glicemia de motoristas É admirável o gesto de fé dos mo­ tos que circundam ou dependem do trans­ um dia em uma das margens, notou que o toristas que no dia 25 de julho conduzem porte na rodovia, os engenheiros e funcio­ menino que levava nos ombros era o pró­ seus veículos até a pequena igreja de São nários de órgão públicos ou privados, que prio Jesus e este lhe falou: “Tu transpor­ Cristóvão, no bairro da Luz, em São Pau­ trabalham na área de engenharia, manuten­ taste o Senhor do mundo!”. Por esse mo­ lo, para receberem as bênçãos do pároco ção e sinalização e, também, os policiais tivo, segundo a enciclopédia Barsa, a tra­ e dirigirem orações, para que o Santo, con­ que atuam em fiscalização nas rodovias. dição indica que o seu nome original (Ofe­ siderado protetor dos viajantes e dos mo­ Formam todos uma grande comu­ ro) foi trocado por Christophoros ou toristas, por eles interceda. nidade que vive em um ritmo diferente, Christoballos, que em grego significa Nesse dia, o ato de abençoar os ve­ que parece mais veloz, num ambiente por aquele que carrega Cristo. ículos torna-se marcante, com grande for­ vezes rude e áspero, como o asfalto, mas Lembrar São Cristóvão no dia 25 ça de expressão. Longe de qualquer supers­ com uma solidariedade que chega a sur­ de julho é também homenagear toda a gen­ tição ou simples apego material ao próprio preender e até sensibilizar aqueles que já te que vive trabalhando na rodovia, lidan­ veículo, o gesto deve ser encarado exata­ desistiram de acreditar na bondade alheia. do com o transporte. Observa-se, por tal mente como manifestação de fé popular e Todos têm em comum o foco na estrada. motivo, que calendários e agendas hoje de apreço às mais caras tradições cristãs. O caminho que percorrem diariamente indicam a data igualmente como o “Dia Os devotos buscam na força divina, para levar e trazer progresso, esperança, do Motorista”. ao menos uma vez por ano, apoio para en­ vida. Pelas boas intenções, muitos inclu­ Ao conhecer mais de perto esses frentarem as dificuldades da profissão e al­ sive desenvolvem uma fé de caráter pes­ profissionais, observamos que vários de­ cançarem feliz regresso, sempre depois de soal, distante das celebrações, mas dirigi- les também transportam Cristo consigo. vencidas as distâncias, em razão do cami­ da à realização do bem comum, pela aju­ Por isso não é raro, na rodovia, assistir­ nho que escolheram para ganhar a vida. da ao próximo. mos a cena de um motorista parando no Muitos desses profissionais, de fé, encon­ Pesquisando um pouco sobre a vida acostamento, de imediato, para socorrer tram-se no dia 25 de julho longe da igreja de São Cristóvão, compreende-se a ori­ um colega com dificuldades mecânicas no e também longe de casa, trabalhando nas gem desses valores cultivados por tão boa seu veículo, ou para promover gestos de rodovias, e conhecem São Cristóvão ao me­ gente. Ele nasceu em 25 de julho, na Pa­ solidariedade sem receber qualquer van­ nos pelo nome e pela causa de intercessão. lestina, terra natal de Jesus e converteu- tagem pessoal com a boa ação realizada. A importância do transporte rodo­ se ao cristianismo. Morreu no ano 250 Na imensidão da rodovia, quando viário no Brasil fez com que se multipli­ d.C. pela perseguição que o imperador se pensa que está só, pode-se descobrir a cassem os chamados “profissionais da es­ Décio moveu aos cristãos. Há duas ver­ qualquer momento, com a mesma surpre­ trada”. Não são apenas os motoristas, mas sões para a sua morte, a primeira diz que sa de São Cristóvão, que se está transpor­ os viajantes de um modo geral, os frentis­ foi crucificado, a segunda, decapitado. tando o Senhor do mundo... “Que nesse tas, os gerentes e funcionários de postos Certo que, em vida, realizou o ministério dia, especialmente, Deus abençoe todos de abastecimentos, também de empresas de transportar pessoas de um lado para o os profissionais da estrada e que lhes dê de transportes e de outros estabelecimen­ outro, em um rio. Narra-se que, ao chegar um caminho seguro e um feliz regresso!” Pág.85
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    25 de Agosto:Dia do Soldado Deve-se lembrar com apreço e re­ fazer greve, não pode sindicalizar- outros. Resulta o convencimento, conhecimento a figura universal do Sol­ se e está sujeito aos rigores da Jus­ pelo seu exemplo, de que a posição dado nesse dia especial. É o momento tiça Militar e dos regulamentos dis­ individual nunca pode suplantar o in ­ certo para se reverenciar o idealista que ciplinares capazes de lhe impor in­ teresse maior da coletividade. Dife ­ tem por diferencial o fato de assumir o clusive a privação de liberdade em rentemente do simples mercenário, o compromisso de defesa da Pátria, da or­ situações inimagináveis para um ci ­ Soldado exerce uma missão e não dem e da sociedade em geral, se preciso vil; já, em contrapartida, e bem por apenas um trabalho; faz valer sua for com o sacrifício da própria vida. isso, o Estado deve prover-lhe em vocação e acredita na causa que de­ Os Soldados merecem tal consi­ tratamento igualmente diferenciado. fende com todas as suas forças. deração por tudo o que já foi realizado Mas a condição de militar, que Por tudo isso, que cada vez mais sob o alto preço de tantos sacrifícios, em caracteriza o Soldado profissional - aí seja possível identificar o idealismo do prol do bem comum. Cada Soldado de­ subentendidas todas as graduações e Soldado nos integrantes de nossa so­ fende esse ideal, independentemente se postos, do Recruta ao General - repre­ ciedade, como modelo de seriedade, de integrando as Forças Armadas, as Polí­ senta um meio e não um fim em si mes­ pureza, de esforço e de tenacidade. cias Militares ou os Corpos de Bombei­ mo. Essa característica militar se re­ Assim, que cada político ou ocu­ ros Militares, exercendo função propri­ vela eficiente e mesmo imprescindível pante de cargo público seja um Solda­ amente militar, ou se na condição de ci­ para a consecução das missões consti­ do da integridade moral e do interesse vil orientado por suas convicções pesso­ tucionais e, porque não dizer, para a coletivo; que cada juiz, promotor ou ais em benefício da comunidade e agin­ própria garantia do Estado Democráti­ advogado seja um Soldado da Justiça do como Soldado do bem. Nessa abor­ co de Direito hoje consolidado. e não somente do Direito; que cada po­ dagem, é sempre ele o legionário que sus­ A figura emblemática do Solda­ licial seja um Soldado da paz e da har­ tenta, em última instância, o equilíbrio do que é capaz de empenhar a própria monia social; que cada religioso seja das relações da vida em sociedade. vida, na luta pelo que acredita, fazen­ um Soldado de Deus, tendo por princí­ Não é o Soldado - profissio ­ do cumprir um juramento de sangue, pio a caridade; que cada profissional nal - um militar por simples capri ­ induz à reflexão sobre o que de fato se de imprensa seja um Soldado da ver­ cho de representação das Institui ­ crê. É possível, então, alcançar o âma­ dade; que cada professor seja um Sol­ ções, para perfilar-se em uniformes go de questões profundas de ordem éti­ dado da formação plena do indivíduo, vistosos e garbosos, mas para con ­ ca, na análise individual do que é per­ não somente do seu intelecto; enfim, dicionar-se ao cumprimento das or­ mitido ou daquilo que é correto, le­ que cada cidadão seja um Soldado do dens regulares, com base nos prin ­ vando em conta que não se vive iso­ bem. Estaremos todos irmanados nas cípios da hierarquia e da disciplina. lado e cada ação, boa ou ruim, tem o fileiras da vida, acreditando e lutando Por isso ele, o profissional, não pode potencial de interferir na vida dos por um mundo melhor. Pág.86
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    Identificação do cliente-alvoe atendimento de suas necessidades A prática da gestão da qualidade rio regional, que circula em horários e educativas, bem como segurança em impõe a identificação dos clientes-alvo trechos de modo diário ou semanal (ro­ amplo contexto, por meio do policiamen­ a partir da correlação com os serviços tineiro), normalmente cobrindo pequenas to preventivo para que se evitem ações prestados, além do monitoramento e distâncias, características que facilitam criminosas nas rodovias. Já os clientes atendimento de suas necessidades para a interação com o Policiamento Rodoviá­ internos objetivam a melhoria no ambi­ o sucesso das ações desenvolvidas. rio por meio de um natural maior conta­ ente de trabalho e nos processos de exe­ No âmbito do policiamento to com o policial da respectiva área de cução dos serviços. rodoviário, podemos compreender os circulação. O segundo grupo é o usuário Sob o ponto de vista do usuário clientes como aqueles que se beneficiam ou transregional, ou seja, aquele que não se em sentido estrito, as suas necessidades participam dos processos desenvolvidos, de vincula à região policiada pelo efetivo podem ser traduzidas em três itens que modo que identificamos o grupo “interno”, da Unidade e transita no trecho como iti­ induzem à observação e direcionamento integrado pelos componentes da força de nerário para o seu destino final, normal­ do trabalho, para uma melhor prestação trabalho policial e o “externo”, integrado mente cobrindo grandes distâncias, em de serviços, quais sejam: pelos usuários, esses em sentido estrito ou intervalos maiores de tempo. - maior presença possível do Poli­ em sentido amplo. Outro critério para segmentação, ciamento Rodoviário, item relacionado Os usuários das rodovias estadu­ no contexto do usuário em sentido estrito, à visibilidade das viaturas e distribuição ais que compõem a área de circunscri­ é a finalidade do uso da rodovia, podendo dos policiais ao longo da rodovia. Ob­ ção, em sentido estrito, são aqueles que também ser destacados dois grandes servando-se que a diminuição dos aci­ se encontram na condição de motorista grupos: o usuário para fins profissionais dentes e de vítimas surge como natural e motociclista, passageiro ou pedestre e (que circula em serviço ou em direção decorrência dessa estratégia, somada a ciclista. Já os usuários, em sentido am­ ao local de serviço e retorno) e o usuário uma fiscalização dirigida às infrações plo, além dos primeiros, são os integran­ para fins outros (passeio, estudo e que mais causam acidentes. tes de comunidade lindeira (aquela que compromissos diversos). - menor tempo possível entre a se mantém no limite da rodovia), bem Nessa avaliação, a complexa área solicitação e a chegada da viatura no lo­ como trabalhadores e encarregados que de atuação da 3ª Cia do 2º BPRv engloba cal de acidente, ou no local da necessi­ atuam nas margens das rodovias, no co­ 1.362,50 Km de rodovias estaduais, que dade de apoios diversos, o que represen­ mércio, na indústria, nos setores relaci­ interligam 57 municípios, incluindo os ta, na prática, uma conseqüência do pri­ onados ao transporte rodoviário, inclu­ acessos, onde é realizado ininterruptamente meiro item; sive na própria conservação da rodovia, o policiamento rodoviário. As faixas de - melhor qualidade possível no ou em qualquer outro ramo de atividade. domínio, abrangendo 25 (vinte e cinco) atendimento, reflexo do preparo técnico A maior parte dos clientes-alvo se metros de cada lado das rodovias, e do relacionamento interpessoal do pro­ encontra no conjunto dos usuários mo­ contados a partir do seu ponto central, fissional, com destaque à sua cordiali­ toristas e motociclistas, acompanhados também integram a respectiva área de dade, em qualquer situação, seja duran­ de seus respectivos passageiros. Nesse circunscrição. te um simples fornecimento de alguma universo é possível separar dois grandes Basicamente, os clientes externos informação ou apoio, ou mesmo durante grupos, pelos critérios de horário, trecho visam obter segurança no tráfego, como fiscalização de trânsito (polícia de trân­ e freqüência de circulação. beneficiários das ações próprias de poli­ sito) ou em uma abordagem propriamen­ O primeiro é composto pelo usuá­ ciamento rodoviário e das campanhas te policial (polícia de segurança). Pág.87
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    Resultados do PoliciamentoRodoviário É fundamental fazer um balan­ criminalidade, somando-se as prisões Quando alguém se propõe a redu­ ço do que foi realizado após o fecha­ em flagrante realizadas, os detidos, os zir incidências, ou seja, evitar algo (como mento de períodos de mês, semestre e procurados pela Justiça capturados e as no caso de vítimas e infrações penais na ano, para buscar o aprimoramento do apreensões de drogas e demais objetos rodovia) trabalha com o conceito de ação trabalho, em qualquer área de atuação. de ilícito, dentre outros itens preventiva. A ênfase da conduta está no No caso do Policiamento Rodoviário, mensuráveis. espaço temporal anterior aos aconteci­ que é atividade especializada desenvol­ mentos indesejáveis. Deve-se atuar de vida por algumas Unidades da Polícia modo pró-ativo e, não somente, reativo. Militar nas rodovias estaduais e faixas Mesmo quando são apreendidas drogas de domínio (margens das rodovias), a transportadas nas rodovias (tráfico verificação dos resultados obtidos sig­ como ilícito penal), exercendo-se uma nifica a melhor referência para o pla­ repressão (ação reativa) pratica-se a nejamento do próximo período, para prevenção de condutas similares, propositura de metas e, ainda, para desestimulando-se outras ocorrências aperfeiçoamento da instrução, servin­ pela mensagem explícita de que ações se­ do como instrumento de motivação dos melhantes não sairão impunes. profissionais responsáveis por toda a A constatação de uma irregulari­ ação policial desenvolvida. dade do veículo, ou uma irregularidade O objetivo é muito bem defini­ na conduta do motorista motiva imedia­ do e amplamente discutido: reduzir o ta providência legal para reparação ou número de vítimas de acidentes, espe­ correção de posturas comportamentais. cialmente as fatais, além de garantir a Quando se autua um motorista, se apre­ fluidez do trânsito. Ao mesmo tempo, ende documentos ou se apreende o pró­ pretende-se diminuir a incidência de prio veículo, decorrente de alguma infra­ ilícitos penais (crimes e contravenções) ção de trânsito praticada (esfera adminis­ na área de circunscrição. Para esse úl­ trativa) alcança-se a prevenção de aciden­ timo quesito, avalia-se igualmente a tes, específica (individual) ou geral produtividade no combate à (exemplo aos demais usuários). Pág.88
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    Não é outraa finalidade da apli­ sito se encontrava sob efeito de álcool ou localização de objetos ilícitos, para repres­ cação das regras do Código de Trânsito de outras substâncias que interferem nos são e a prevenção de infrações penais. Brasileiro e demais normas legais e re­ sentidos humanos. Nessa linha de ação, junto com gulamentares na área de trânsito. O que dizer, então, da prática de os esforços da área de engenharia para Embora existam outros fatores que ilícitos penais nas rodovias? São eles evi­ melhoria das condições das rodovias, influem na ocorrência de acidentes de dentes resultados da vontade humana, seja busca-se motivar o profissional, polici­ trânsito, tais como o ambiente (chuva, ne­ da conduta dolosa ou do risco assumido. al militar rodoviário atuante, para a co­ blina, fumaça etc.) e as condições da pis­ Contra esse fator humano, preponderan­ lheita de resultados que possam ser ava­ ta, certo que a grande maioria dos sinis­ te, aplica-se o remédio da atuação opera­ liados de modo positivo ao término do tros é conseqüência direta da imprudên­ cional planejada, caracterizada por méto­ período analisado. cia, negligência ou mesmo imperícia de dos de vigilância e de fiscalização volta­ O quadro abaixo demonstra alguns usuário da via. Inclusive, já se constatou dos a coibir infrações de trânsito e inten­ dos itens de destaque, na evolução anual em pesquisa recente que praticamente sificação de buscas pessoais e veiculares dos dados da área da 3ª Cia do 2º BPRv, metade dos mortos em acidentes de trân­ em situações de suspeita, objetivando a no período de 2001 a 2007: ALGUNS DADOS DA COMPANHIA DE ASSIS Devem ser comemorados esses em fiscalização na rodovia; providen­ resultados que demonstram diminui­ ciadas sinalizações emergenciais e ção das fatais nas rodovias regionais, socorros a usuários, além das campa­ constância nas ações preventivas e re­ nhas e trabalhos educativos de trânsi­ pressivas de trânsito e o combate for­ to e atendimento ao público de um te à criminalidade. A incidência de modo geral. furto ou roubo de carga é tão pequena O resultado positivo é alcança ­ que essa modalidade criminosa se en­ do com o comprometimento, vonta­ contra praticamente extinta na região, de e dedicação de cada policial mili ­ graças ao trabalho permanente de po­ tar rodoviário em serviço. De nada lícia ostensiva; de fato, durante todo adiantaria o esforço, igualmente, se o ano de 2007 ocorreram apenas dois não houvesse o apoio dos demais ór­ registros isolados que estão sendo de­ gãos policiais, com quem se mantém vidamente investigados, com suspei­ permanente contato harmonioso, in­ ção de fraude. terativo e, por isso, extremamente A 3ª Cia continua com grande produtivo. A imprensa exerce bem o destaque na apreensão de drogas. Fe­ seu papel, noticiando ocorrências de chou o ano de 2007 como a Subuni­ destaque e mantendo excelente nível dade que mais apreendeu entorpecen­ de relacionamento com os policiais te na área do 2º BPRv que é conside­ militares rodoviários. rada a Unidade com melhor desempe­ A gestão pela qualidade se de­ nho nesse item em todo o Estado. monstra por índices tangíveis, como Também foram transportados se procura apresentar. Justo, portan­ nas viaturas vários órgãos para trans­ to, que a sociedade deles tome conhe­ plante; prestados inúmeros apoios a cimento, afinal, ela é a destinatária e outras Secretarias e órgãos públicos a beneficiária dos serviços públicos. Pág.89
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    Velocidade, ultrapassagem edistância de segurança Partindo de uma análi­ nos contar o quanto é dolori­ se cuidadosa de cada acidente do quem teve a triste experi­ ocorrido nas rodovias, chega- ência de bater a testa em uma se à conclusão de que o exces­ porta de vidro ou em um pos­ so de velocidade, as ultrapas­ te, sem notar o obstáculo en­ sagens em local proibido e o quanto andava; também não hábito de não manter distân­ é difícil imaginar o que acon­ cia de segurança em relação ao tece com alguém correndo (a veículo da frente são as prin­ uma média de 12 Km/h) vin­ cipais causas desses eventos do a bater em uma parede... trágicos que tiram a vida de Calcule, agora, o estrago incautos motoristas - e de ter­ provocado por uma colisão ceiros cautelosos também.- , de a 50, 60 Km/h ou mais. passageiros e até mesmo de Por isso são utilizados pedestres, além de deixar se­ instrumentos auxiliares, qüelas nos sobreviventes, ge­ como os radares, para a rando elevado custo social. constatação de velocidade Efetivo do Policiamento Rodoviário operando radar manual Tais condutas constitu­ excessiva, a partir da sinali­ em graves e independentes infrações de protegidos em razão da lataria ou que con­ zação da rodovia, bem como a análise de trânsito previstas respectivamente nos ar­ seguiremos nos segurar ou, ainda, segu­ elementos objetivos em relação às cir­ tigos 218, 202/203 e 192 do Código de rar crianças eventualmente soltas, com cunstâncias para comprovação do aspec­ Trânsito Brasileiro (CTB), Lei Federal apenas um dos braços enquanto o outro to de “incompatibilidade de velocidade” nº 9.503/97 (classificadas como gravís­ segura o volante... que motiva enquadramento diverso do ex­ simas em alguns casos) e, por sinal, inti­ Excesso de confiança é o fator que cesso (art. 220 combinado com o 43). Para mamente relacionadas umas às outras. leva alguns motoristas a assumirem riscos preservar vidas, a fiscalização no item De fato, corre excessivamente quem tem desnecessários. Desconsideram que em alta “velocidade” deve ser implacável nas es­ pressa e se arrisca além do limite para o velocidade os olhos cansam rapidamente, tradas. qual foi projetada a via; ultrapassa em por conta da movimentação intensa do glo­ Ultrapassagem em locais indevidos local impróprio quem igualmente tem bo ocular e das variações de luz e de cores, (onde houver marcação viária longitudi­ pressa e não consegue aguardar o mo­ enfim, pelo grande número de informações nal de divisão de fluxos opostos do tipo mento oportuno, expondo outros à gra­ captadas. Tudo passa muito rapidamente linha dupla contínua ou simples contínua ve perigo, particularmente em pistas sim­ pelos olhos e pela mente do motorista em amarela, por exemplo) é igualmente uma ples - não duplicadas - e, finalmente, não constante processamento, inclusive a ava­ infração de trânsito muito séria. Expõe a guarda distância de segurança também o liação do tempo e espaço necessários para sério risco a vida de terceiros, além da vida apressado intolerante à permanência de que se realize uma ultrapassagem segura. do próprio condutor incauto. Não é à toa qualquer outro veículo à sua frente, for­ E quanto maior a velocidade, maior a chan­ que se verificam, rotineiramente, a inci­ çando ultrapassagens. ce de falha humana. dência de acidentes fatais causados por Quanto à velocidade, é bom lem­ Lógico que a velocidade muito ultrapassagens mal sucedidas... brar que o motorista tem as limitações pró­ baixa também pode causar acidentes, es­ Por outro lado, a falta de distância prias de sua natureza humana. Imaginan­ pecialmente colisões traseiras; por isso mínima - de segurança - em relação ao do-nos também como máquinas - e de constitui também infração de trânsito veículo da frente, variável de acordo com certa forma o somos -, facilmente pode­ circular com a velocidade abaixo da a velocidade e convencionada em pelo mos concluir que os sentidos e as reações mínima, ou seja, em regra a menos da menos 2 segundos de intervalo, quase corporais comandadas pelo cérebro não metade da máxima permitida, de acor­ sempre é forma irresponsável de pressio­ foram projetados para operar em altas do com o CTB, conduta passível de au­ nar a ultrapassagem, daí a sua relação di­ velocidades e, também, somos obrigados tuação tanto quanto o excesso de velo­ reta com as outras infrações de trânsito já a reconhecer a fragilidade de nossa estru­ cidade, em condições normais, salvo se expostas. Ainda, tal conduta é contrária a tura corpórea em face de uma mudança o veículo estiver circulando na faixa da tudo o que se ensina enfaticamente hoje radical de velocidade, no caso de uma direita (art. 219). em dia, no contexto da chamada “direção colisão, por exemplo. Imagine um caminhão a 40 km/h defensiva”. Na verdade, submetemo-nos a uma em uma rodovia cuja velocidade permiti­ Por isso, com propriedade, devem ilusão de normalidade provocada dentro da é de 100 Km/h; a média dos demais ser absolutamente evitadas essas três in­ de um veículo a cem quilômetros por hora veículos, nesse caso, estaria provavelmen­ frações: excesso de velocidade, ultrapas­ e temos a sensação de que seria possível te um pouco abaixo da máxima e, em uma sagem proibida e falta de distância de se­ tranqüilamente abrir a porta e também colisão traseira, o estrago seria equivalen­ gurança. descer no asfalto... Outra ilusão comum é te a um carro encontrando uma parede à Paz na estrada aos motoristas de achar que, em caso de colisão, estaremos quase 60 Km/h. Parece pouco, mas pode boa vontade! Pág.90
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    Operação “Cavalo deAço” banas, como também nas rodovias paulistas. Todas essas circunstâncias explicam o fato de que, nos últimos anos, a participação de motocicletas envolvidas em acidentes nas rodovias estaduais paulistas aumentou expressi­ vamente: de 16 % em 2006 para 20 % em 2007. Acidentes com motocicletas ten­ dem a gerar vítimas graves, por tratar- se de veículo em que o condutor e o eventual passageiro estão muito expos­ tos a ferimentos em caso de acidente. Em rodovias, o problema é amplifica­ do em função das velocidades maiores praticadas pelo tráfego geral, agravan­ do-se a interferência lateral quando da circulação da motocicleta entre faixas (no “corredor”), particularmente nos trechos urbanos. Exatamente por isso, em relação às mortes ocorridas nas ro­ dovias estaduais, torna-se alarmante a constatação de que os motociclistas res­ Fiscalização de motociclistas ponderam por 25 % dos óbitos em 2007, contra 18 % em 2006. A Polícia Militar Rodoviária vem mente, em relação ao ano de 2005, com Estudos recentes indicam que o desenvolvendo sistematicamente ações a venda de mais 1,2 milhões de unidades perfil do motociclista acidentado é re­ planejadas de fiscalização de trânsito ao ano, segundo a Abraciclo - Associa­ presentado por: 93 % do sexo masculino; com foco em motocicletas, em todo o ção Brasileira dos Fabricantes de Moto­ 75 % na faixa etária entre 20 e 30 anos; Estado de São Paulo, em razão do au­ cicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bici­ 64 % dirigem 10 horas por dia; em 76 % mento expressivo da frota em circulação cletas e Similares. circulam em motocicletas de baixas que trouxe, como conseqüência, o au­ As motocicletas de 100 a 250 cilindradas (125cc). Logicamente que os mento dos acidentes e de vítimas que se cc de cilindradas foram as mais ven­ acidentes ocorridos nas cidades absorvem utilizam desses veículos de duas rodas. didas nas regiões Sudeste, com mais boa parte das estatísticas, com esse exato Tal iniciativa resulta da competência ori­ de 40%, seguida do Nordeste, com perfil. Na rodovia, por outro lado, onde o ginária (Constitucional) quanto à reali­ pouco mais de 20% e da região Sul, perigo é potencialmente maior, notam-se zação da polícia ostensiva e à preserva­ com aproximadamente 19% lideraram características similares a partir da veri­ ção da ordem pública e, como compe­ o ranking da distribuição geográfica ficação de que a motocicleta vem substi­ tência derivada de Convênio, a fiscali­ de vendas ao mercado interno. tuindo o automóvel por conta dos seus bai­ zação de trânsito nas rodovias. Ainda, tem crescido nos últimos xos custos. Nesse universo de atribuições se anos o transporte denominado de Além da delicada questão dos inclui a repressão à prática de infrações “moto-frete” e também os serviços de acidentes, impõe-se maior número de de trânsito e a adoção das providências “moto-táxi”, que se tornaram modali­ abordagens a motociclistas em razão legais previstas no Código de Trânsito dades muito comuns na estrutura das de que aumentou muito, também, a uti­ Brasileiro, além daquelas decorrentes da cidades de médio e grande porte, com lização de motos para fins ilícitos, com legislação penal, igualmente repressi­ tendência de expansão em relação às ênfase no tráfico de entorpecentes e vas, diante da constatação de infrações cidades de menor população. roubos pela maior agilidade do veícu­ penais. A fiscalização é realizada em Nota-se, também, que a compra lo de duas rodas. todas as rodovias estaduais, sob o já de uma motocicleta está bastante facili­ No contexto da fiscalização do tradicional nome de Operação “Cava­ tada, o que torna esse veículo um atra­ trânsito, em especial, somente a atuação lo de Aço”. tivo aos usuários atuais de viagens a pé, ostensiva, intensa e inteligente pode atin­ Essa intervenção mostra-se hoje trens e ônibus, principalmente. Estima- gir os fins pretendidos, que são basica­ mais que necessária. De fato, no Brasil se atualmente que mais de 30% do mer­ mente a mudança de comportamento do encontra-se em plena expansão a produ­ cado de motocicletas é composto por ex­ motociclista que pratica infrações e a re­ ção e a venda de motociclos. Em 2005 usuários de transporte coletivo. Como tirada de circulação das motocicletas que foram vendidos 1,024 milhões de unida­ resultado dessa evolução, a circulação se encontram em situação irregular, par­ des no país. Em 2006 e 2007, o cresci­ de motocicletas vem apresentando uma ticularmente quanto ao não oferecimento mento foi superior a 20%, respectiva­ série de problemas, não só nas áreas ur­ de plenas condições de segurança. Pág.91
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    Os motociclistas, ospassageiros e seus capacetes O Código de Trânsito Bra­ positivo refletivo de segurança sileiro (Lei Federal nº 9.503/97) (adesivo refletivo) nas partes tra­ já obrigava o uso de capacete de seira, frontal e nas laterais do ca­ segurança tanto para o condutor pacete e, também, o selo de iden­ (motociclista) quanto para o ga­ tificação regulamentado pelo IN­ rupa (passageiro) das motoci- METRO, ou a existência de eti­ cletas, motonetas e ciclomoto­ queta interna, comprovando a res em circulação (artigos 54 e certificação do produto. Verifi­ 55). Particularmente para o car-se-á, também, se o capacete condutor, já era exigido o ca­ apresenta algum defeito (trincas, pacete com viseira ou, na falta por exemplo) e a integridade do desta, “óculos protetores”. Para revestimento interno, da cinta ju­ o passageiro a lei não impunha gular (que não pode estar desfia- tal complementação. da) e do engate (que deve estar A falta de regulamentação funcionando). específica gerava uma série de A não adequação do equi­ interpretações dúbias, prejudici­ pamento ou sua não fixação cor­ ais à desejada uniformidade de reta enquadra-se na mesma infra­ procedimentos da fiscalização, ção de trânsito da falta do capa­ destacando-se o fato de que a in­ cete, eis que o inciso I do artigo fração de trânsito pela falta do 244 prescreve a infração como capacete era (e continua sendo) “sem usar capacete de segurança classificada como gravíssima e com viseira ou óculos de prote­ passível de multa (R$ 191,54) e ção e vestuário de acordo com as suspensão do direito de dirigir, normas e especificações aprova­ nos termos do artigo 244, incisos I e II, ção à cabeça “pelo conjunto formado pela das pelo CONTRAN”. Á propósito, também do CTB. Importante esse tema, cinta jugular e engate, por debaixo do quanto à questão do vestuário, como eis que o nível de exposição do corpo maxilar inferior”. Tanto quanto ainda é equipamento obrigatório de segurança, humano sobre um veículo como a moto­ comum flagrar pessoas sobre uma moto aguarda-se ainda regulamentação da cicleta em movimento é muito grande e, com o capacete protegendo um dos coto­ matéria. bem por isso, a gravidade dos ferimen­ velos ao invés da cabeça, não é raro en­ Interessante, também, a questão da tos resultantes de acidentes é proporcio­ contrar pessoas com o capacete apenas proteção dos olhos. A viseira é peça obri­ nal à fragilidade que se compensa, até encaixado na cabeça (ou por vezes apoia­ gatória do capacete, exceto no caso de certo ponto, pelo uso correto do equipa­ do na testa...), sem a adequada fixação, utilização de “óculos de proteção”, ora mento obrigatório de segurança. o que compromete totalmente a efici­ definidos como “aquele que permite ao Recentemente foi publicada a Re­ ência do equipamento que deveria ser­ usuário a utilização simultânea de ócu­ solução nº 203 (de 29 de setembro de vir como instrumento de proteção em los corretivos ou de sol” (o anexo da re­ 2006), do Conselho Nacional de Trânsi­ caso de acidente. ferida Resolução trás suas especifica­ to (CONTRAN), que é o órgão coorde­ O terceiro ponto é a obrigatorieda­ ções). Portanto, de acordo com o que foi nador do Sistema Nacional de Trânsito e de do capacete se encontrar “certificado regulamentado, sem a viseira posiciona­ órgão máximo normativo e consultivo na por organismo acreditado pelo Instituto da de forma a dar proteção total aos área de trânsito, disciplinando o uso de Nacional de Metrologia, Normalização e olhos, é proibido usar apenas óculos de capacete para condutor e passageiro de Qualidade Industrial (INMETRO), de sol, óculos corretivos (de graus), ou ain­ motocicleta, motoneta, ciclomotor, trici­ acordo com regulamento de avaliação da da o de segurança de trabalho (EPI), que clo motorizado e quadriciclo motoriza­ conformidade por ele aprovado”. Signifi­ não são capazes de substituir o equipa­ do, ou seja, para todas as categorias as­ ca dizer que não é qualquer capacete que mento identificado como “óculos de pro­ semelhadas à motocicleta (que sujeitam pode ser utilizado a pretexto de se evitar teção”. Por fim, a viseira deve se apre­ o corpo humano à grande exposição), o multas ou, ainda, para inventar ou seguir sentar em padrão cristal (transparente) que veio esclarecer vários pontos rele­ alguma tendência de moda. Para proteger para uso no período noturno, restando vantes, regulamentando finalmente a a calota craniana e pelo menos as partes proibida a aposição de qualquer película matéria relativa ao capacete. laterais do maxilar, o capacete deve en­ em sua extensão e também nos óculos O primeiro ponto que se coloca é volver toda a cabeça e não apenas a sua de proteção, a fim de se garantir a máxi­ obrigatoriedade do uso do equipamento, parte superior como ocorre com vários ma transparência em qualquer horário de em qualquer via pública, pelo condutor e modelos conhecidos como “coquinho”, utilização e, com isso, favorecer a capa­ pelo passageiro (as motocicletas e seus as­ que são proibidos. cidade de visão do usuário. semelhados não foram projetados e apro­ No contexto das especificações Por isso, ao motociclista e ao pas­ vados para a condução de mais de um técnicas, as autoridades de trânsito ou sageiro da moto fica a seguinte mensa­ passageiro). O segundo ponto é a obri­ seus agentes devem observar, durante a gem: para preservar sua vida, use sempre gatoriedade, ora expressa, da sua afixa­ fiscalização, a devida aposição de dis­ o capacete. E corretamente. Pág.92
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    O Policiamento Rodoviárioe o meio ambiente A Instituição identifica e tra­ diminui impactos ambientais de­ ta os aspectos que causam impac­ correntes de sua operação. tos sociais e ambientais, decorren­ No âmbito interno, os po­ tes de seus produtos, processos e liciais são conscientizados sobre instalações. Também previne aci­ a importância de se evitar o des­ dentes de trânsito relacionados ao perdício de materiais, pois tal transporte de produtos perigosos, conduta, além de significar uma com a finalidade de evitar danos ao economia para o Estado, também meio ambiente e à sociedade em ge­ diminui a quantidade de lixo acu­ ral. mulado, proporcionando mais Quando ocorrem tais aciden­ saúde e reduzindo a agressão tes, não obstante o esforço em evitá­ ambiental. los, minimiza os impactos Na prática, os resultados ambientais mediante atendimento correspondem a uma melhor rápido, breve acionamento dos ór­ conservação das instalações, gãos responsáveis pelas interven­ uma redução com os gastos na ções necessárias - inclusive limpe­ manutenção e reparos dos pró­ za do local - tais como CETESB, prios públicos e o aumento da Corpo de Bombeiros, DER e Con­ satisfação e segurança do poli ­ cessionárias, além de providenciar cial militar, independente de tra­ sinalização emergencial, socorro Apreensão de pássaros silvestres transportados balhar na função administrativa imediato às vítimas e registros per­ ilegalmente. Assis, 2007. (na foto, Cabo Ribeiro) ou operacional, e daqueles que tinentes. utilizam os serviços do policia ­ Outros impactos ambientais podem para a fiscalização dos veículos de mento rodoviário. ocorrer na área de atuação, sem relação transporte de produtos perigosos, pro­ Ainda, as unidades de Policia­ direta com os produtos perigosos, opor­ tegendo particularmente os mananci­ mento Rodoviário foram escolhidas tunidade em que o Policiamento Rodovi­ ais que podem ser atingidos em razão pelo Alto Comando da Polícia Mili­ ário também age prontamente. Exemplo de acidentes nas rodovias, evitando- tar, juntamente com as do Policiamen­ disso é o caso dos incêndios em margens se graves prejuízos à sociedade. Tam­ to Ambiental, para implantação em de rodovias, por vezes causados por pon­ bém age na proteção à qualidade do sua totalidade dos efeitos de registro tas de cigarros atiradas por incautos moto­ ar por meio da fiscalização dos níveis imediato da Lei Federal 9.099/95, ristas. de emissão de fumaça dos veículos após período de experiência. Nessa situação, é acionado ime­ movidos a óleo diesel, mediante em­ Assim, desde 1º de janeiro de diatamente o Corpo de Bombeiros e é prego da escala “Ringelmann”, instru­ 2004 todas essas unidades vêm con­ providenciada a urgente sinalização mento de medição visual para subsi­ feccionando o chamado Termo Cir­ do local para se evitar acidentes de diar lavratura de autos de infração de cunstanciado, aplicado aos crimes trânsito em razão da fumaça que di­ trânsito, distribuído recentemente a considerados de menor potencial ofen­ minui a visibilidade dos usuários da todo o efetivo. sivo, ou seja, com pena até dois anos rodovia. Também são promovidas in­ Igualmente no contexto dos cri­ de prisão, considerando-se nesse terdições e desvios necessários, além mes ambientais, a força de trabalho re­ contexto vários crimes ambientais, o da colocação das viaturas em pontos prime o transporte rodoviário irregu­ que reflete um ganho na qualidade do estratégicos com luzes intermitentes lar de animais silvestres, de produtos serviço prestado, em vista de não ser e “high-light” ligados, o que auxilia a e subprodutos naturais sem registro de mais necessário o afastamento do po­ sinalização de emergência. procedência legal, a exemplo de ma­ licial de seu local de trabalho, aumen­ No campo preventivo, a força de deira, carvão e palmito, adotando pro­ tando a ostensividade e promovendo trabalho age com equipes treinadas vidências quanto ao encaminhamento a repressão imediata das infrações ao da ocorrência policial e apreensões de­ meio ambiente. vidas. Ainda que não seja caracteri­ zada a infração na área ambiental, por vezes tal ação policial detecta e repri ­ me crimes contra a economia popu­ lar, ao constatar ausência de notas fiscais relacionadas ao transporte re ­ alizado. Quanto às viaturas utilizadas, que compreendem importante instru­ mento de trabalho em emprego perma­ Policial fiscalizando nível de emissão nente, a preocupação com a manuten­ Viatura própria para fiscalização de fumaça com escala “Ringelmann” ção preventiva, regulagem e limpeza de transportes de produtos perigosos Pág.93
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    Solução para aquestão dos animais soltos nas rodovias Mesmo com o desenvolvimento omissão do proprietário do animal, inclu­ virtude da Lei 9.099/95). Nesse mesmo regional e a acentuada melhoria das con­ sive o indiciamento por homicídio culpo­ período, 13 casos foram processados, dições gerais de segurança nas rodovias, so, ou seja, sem a intenção de matar. E objetivando intervenção do Poder Judi­ nota-se que ainda ocorrem acidentes em além da responsabilidade penal, em qual­ ciário, somente na região de Assis. decorrência de animais soltos. Por isso, quer hipótese de prejuízos decorrentes, Além dos registros policiais devi­ é importante sempre destacar as respon­ também existe a obrigação de reparação dos, de qualquer modo o animal é imedia­ sabilidades individuais, para a diminui­ dos danos causados (responsabilidade ci­ tamente retirado da via pública e condu­ ção desses eventos tão danosos à segu­ vil) como conseqüência da conduta do zido mediante apoio do DER ou empre­ rança do trânsito. proprietário do animal solto em via pú­ sas concessionárias e, em alguns casos, A pessoa que por omissão permi­ blica. A dificuldade na aplicação da lei das Prefeituras locais, para espaço pró­ te que seus animais permaneçam na via existe em razão de que, naturalmente, em prio, de onde somente é retirado pelo res­ pública, causando sério risco ao trânsito situações de acidente, quase sempre não ponsável devidamente identificado e com e, conseqüentemente, à vida de terceiros, aparece o responsável pelo animal, pois o pagamento das despesas decorrentes. pratica a contravenção penal de omissão este nega a sua propriedade... Por isso, quando algum usuário de cautela na guarda ou condução de Registraram-se durante os anos das rodovias estaduais observa ani ­ animais, artigo 31, parágrafo único da Lei de 2006 e 2007 vários acidentes nas mais soltos na pista ou nas proximi­ de Contravenções Penais (Decreto-lei nº rodovias regionais causados pela presen­ dades, pode e deve acionar, por ques­ 3.688/41). Se identificado, obviamente, ça de animais na pista, em especial ca­ tão de cidadania, o Policiamento Ro­ o proprietário ou o preposto responsável valos e bovinos, o que justificou uma doviário de imediato (em Assis, pelos deverá responder criminalmente pela sua grande mobilização dos policiais milita­ telefones 18-3322-8644, ou 18-3325­ omissão em conduta extramente lesiva à res rodoviários para identificar os pro­ 1013, ou mesmo pelo número 190). segurança da coletividade. Cabível, prietários e responsáveis, nas proprieda­ No caso de área urbana, ao no­ igualmente, a imputação do crime de des lindeiras, a fim de promover adver­ tar animais soltos na via pública, além maus tratos a animais, quando constata­ tências e, em caso de flagrante contra­ do acionamento do órgão da Prefeitu­ do o abandono ou o abuso do proprietá­ venção, a lavratura de termo circunstan­ ra que cuida da recolha, o cidadão rio ou encarregado nos termos do artigo ciado, com o posterior encaminhamento igualmente pode acionar a Polícia, 32 da lei federal nº 9.605/98 (Lei dos Cri­ do caso ao juízo competente, para o de­ desde que tenha a identificação do res­ mes Ambientais). vido processamento da ação em rito su­ pectivo proprietário ou encarregado Teoricamente é possível, depen­ maríssimo (apesar da gravidade da con­ que deveria cuidar dos animais, para dendo das investigações sobre um aci­ duta, a infração penal é caracterizada que seja possível a responsabilização dente que resulte morte, se constatada a como de pequeno potencial ofensivo em também no campo penal. Pág.94
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    Por um trânsitomais seguro normais de funcionamento mecânico. Mas não significa que o passageiro é sempre isento de responsabilidade, ain­ da que inexistente na legislação de trân­ sito. Como é possível, por exemplo, al­ guém aceitar ser transportado, em um veículo sem condições de segurança ou dirigido por alguém embriagado? Com relação ao pedestre, por ou­ tro lado, é muito comum encontrá-lo cru­ zando inadvertidamente ruas, avenidas e mesmo rodovias com grande movimento (e, nessas, pulando divisórias) sem a no­ ção completa do risco que corre. Alguma noção possui; caso contrário, o seu com­ portamento poderia ser classificado como suicida. Infelizmente, para aqueles que se preocupam somente com o tempo que podem perder, faixas ou passarelas para travessia são elementos decorativos. Não é difícil, portanto, chegar à simples conclusão de que devemos in­ Ordem legal de parada para fiscalização vestir muito na conscientização, para di­ minuirmos os índices de acidentes de Acidentes de trânsito representam tam razoáveis condições de conservação trânsito. Buscaremos, então, no próprio hoje um dos grandes problemas sociais e de sinalização, pode-se afirmar, sem a fator humano a força para reverter a do Brasil. De acordo com dados divul­ menor dúvida, que prepondera o fator hu­ intranqüilidade reinante no trânsito. Tra­ gados pelo Departamento Nacional de mano como causador de trágicos even­ ta-se mesmo de necessária mudança de Trânsito (DENATRAN), por ano mais de tos. Prepondera, na maioria das vezes, o comportamento, a fim de que cada um 350.000 pessoas são feridas e outras sentimento de impunidade que afrouxa dos usuários seja um agente da seguran­ 35.000 perdem a vida em acidentes nas os cuidados dos motoristas - que também ça no trânsito. ruas e avenidas das cidades ou nas rodo­ praticam infrações de trânsito. Então, a O Código de Trânsito Brasileiro vias, resultando um custo social anual da incidência constante de acidentes traz a (CTB), lei nº 9.503, de 23 de setembro ordem de mais de 10 bilhões de reais, sensação de intranqüilidade, o que sub­ de 1997, reservou um de seus capítulos segundo o Instituto de Pesquisa Econô­ verte a ordem normal e compromete a (o Capítulo VI) para tratar da “Educa­ mica Aplicada (IPEA). almejada segurança para aqueles que res­ ção para o trânsito” (artigos 74 a 79), Esse cálculo não pode abranger, peitam as regras de trânsito. prestigiando a prevenção dos acidentes evidentemente, o custo moral da perda de Assistimos a ultrapassagens e con­ por meio de constante trabalho de uma vida sequer. O valor de uma vida, versões em locais proibidos, excesso de conscientização em campanhas e para a família que a perdeu, é imensurável. velocidade, desrespeito ao pedestre, à mobilização de todos os órgãos e entida­ E quem de nós nunca perdeu um ente que­ distância mínima em relação ao veículo des relacionados, direta ou indiretamen­ rido em um acidente de trânsito? Como da frente, à sinalização, condutores sem te, com o trânsito urbano ou rodoviário. podemos reverter esse quadro e afastar­ habilitação e tantas outras situações ir­ O engajamento da sociedade em mos tal realidade que se apresenta tão pró­ regulares que poderiam ser evitadas pela geral é necessário. Não basta apenas que xima de qualquer cidadão na condição de simples correção de atitudes. Aliás, o fa­ os órgãos de fiscalização atuem com ri­ condutor, passageiro ou mesmo pedestre? tor mecânico, quando evidenciado, qua­ gor, reprimindo incessantemente as in­ Pode-se estabelecer três fatores se sempre é resultante de falta de manu­ frações de trânsito, já que defendemos que influenciam diretamente na ocorrên­ tenção no veículo, ou seja, também deri­ tal ação como indispensável para coibir cia de desastres no trânsito: o fator me­ vado de uma falha humana, a exemplo condutas irregulares, para o propósito da cânico (relacionado ao próprio veículo), de iluminação deficiente, falta de equi­ prevenção de caráter geral. Não basta, o fator ambiental (relacionado aos ele­ pamentos básicos de segurança e pneus também, a simples troca do carro velho mentos externos como a pista, luz e con­ excessivamente gastos. pelo novo e, ainda, a atuação eficaz dos dições climáticas) e, finalmente, o fator Tratando de comportamento, é órgãos responsáveis pela manutenção ou humano (relacionado ao comportamen­ bom lembrar que o condutor, o passagei­ melhoria das condições das vias. to). Por vezes esses fatores se comuni­ ro e o pedestre têm responsabilidades no Todos os usuários têm a sua parti­ cam, de modo que um mesmo sinistro trânsito. O condutor normalmente é o que cular responsabilidade, pessoal e abso­ pode resultar da combinação, em detém maior influência, pois deve tomar lutamente intransferível. Trata-se, por­ percentuais variados, de cada um desses decisões rápidas, como responsável pela tanto, de uma questão de cidadania, de três itens. trajetória, sinalização e velocidade do ve­ consciência, de preservação da vida, para Ao menos nas vias que apresen­ ículo, dentre outros itens, em situações alcançarmos um trânsito mais seguro. Pág.95
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    Os 10 mandamentosdo trânsito seguro Entre 2006 e 2007, a Frente Parla­ mentar em Defesa do Trânsito Seguro, 1. “Não matar” mobilização suprapartidária do Congres­ so Nacional, a Conferência Nacional dos O carro é um instrumento a serviço da vida, da convivência e do pro­ Bispos do Brasil (CNBB), o Ministério gresso. Por isso é fundamental respeitar as leis de trânsito para prote­ das Cidades, o Departamento Nacional ger a vida. de Trânsito (DENATRAN) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) 2. “A estrada deve ser para você um instrumento de comunhão uniram-se por ocasião da Semana Naci­ entre as pessoas e não um local com risco de vida” onal de Trânsito para levar às Igrejas, es­ As estradas são construídas para aproximar as pessoas e favorecer a colas, empresas e associações de bairro promoção humana. Vamos defender a vida com amor e colaboração, uma mensagem de educação, de solida­ também no trânsito. riedade e respeito de todos nas ruas e es­ tradas do Brasil. Para tanto, valeram-se 3. “Cortesia, sinceridade e prudência ajudarão você a superar os dos “Dez Mandamentos do Motorista”, imprevistos” publicados no documento “Orientações A sensibilidade nas relações humanas é o suporte para as grandes e para a pastoral da estrada” do Conselho pequenas soluções da vida. No trânsito precisamos manter esse clima Pontifício da Pastoral para os Migrantes de respeito e amor ao outro. e Itinerantes. O documento original foi publica­ 4. “Seja caridoso e ajude o próximo nas suas necessidades, espe­ do pelo Vaticano, em meados de 2006, cialmente as vítimas de acidentes” expressando sua preocupação com o alto O amor e a justiça são princípios indispensáveis para manter e culti­ número de mortos no trânsito e denunci­ var a dignidade humana. Por isso, “não nos cansemos de fazer o ando que o automóvel, em muitas das ve­ bem” (GI 6,9). zes, se transformou em simples objeto de ostentação e de vaidade. O texto também 5. “Que o carro não seja para você expressão de poder e domínio denunciou comportamentos "pouco equi­ nem ocasião de pecado” librados" de muitos motoristas, como a O bom uso do carro depende das boas intenções do motorista. falta de cortesia, gestos ofensivos, dis­ O que se passa no coração se expressa nas relações entre as cussões, blasfêmias, perdas do senso de pessoas. responsabilidade e violação deliberada das normas de circulação, tudo em pre­ 6. “Convença, com caridade, os jovens e os que já não o são para juízo à valorização da vida. que não dirijam quando não estiverem em condições de fazê-lo” Apontou o fato de que no século O bom senso é princípio indispensável no discernimento sobre as con­ XX cerca de 35 milhões de pessoas mor­ dições de dirigir. É preciso aceitar os próprios limites e obedecer as leis reram em acidentes de trânsito, e os feri­ de trânsito. dos totalizaram 1,5 bilhão em todo o mun­ do. Em 2000, os mortos foram 1,26 mi­ 7. “Ajude as famílias das vítimas de acidentes” lhão. Diante dos dados alarmantes, o Va­ A verdadeira solidariedade se confirma nas horas difíceis da vida. O ticano pediu que fossem respeitadas as que você gostaria que lhe fizessem procure fazer ao outro. normas de trânsito, lembrou a "virtude da prudência", advertiu sobre a distração 8. “Reúna a vítima com o motorista agressor num momento opor­ e o uso de telefones celulares durante a tuno para que possam viver a experiência libertadora do perdão” condução, além da grave conduta de di­ Fogo não se apaga com o fogo! Violência não se resolve com violên­ rigir sob os efeitos do álcool e de outras cia! Só o perdão liberta e promove a paz e a justiça. substâncias entorpecentes. Por conta da constatação de que a maior parte dos acidentes tem causa exa­ 9. “Na estrada proteja o mais vulnerável” tamente na conduta dos motoristas, é es­ O cuidado pela vida, sobretudo a dos mais fracos, é a maior expressão sencial a ampla divulgação desse contem­ de grandeza de um coração que sabe amar. A própria lei de trânsito porâneo “Decálogo do Motorista”, que estabelece que a preferência é sempre dada ao pedestre e ao veículo também constitui os “Dez Mandamentos de menor resistência. do Trânsito Seguro”. São deveres que ultrapassam os 10. “Sinta-se responsável pelo outro” simples preceitos religiosos para consti­ Ninguém é mais do que o outro, mas todos somos menos sem o outro. tuírem regras e também princípios fun­ Somos mutuamente responsáveis pela vida e pela paz nas estradas. damentais de convivência fraterna no Seja solidário! trânsito e de valorização da vida. Pág.96
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    Desenhos de filhosde Policiais Militares Rodoviários da 3ª Companhia do 2º BPRv Amanda Cândido Rodrigues Filha do Cb PM Lopes Lucas Marques Dias Filho do Sd PM Dias Carlas Ferris Plaza Filha do 1º Sgt PM Plaza Lorena Caroline de Lima Lopes Filha do 3º Sgt PM Elias Pág.97
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    MENSAGENS PARA SEGURANÇANO TRÂNSITO MENSAGENS PARA SEGURANÇA NO TRÂNSITO PEDESTRE: Você também deve obediência às regras de trânsito para a segurança de todos. É recomendável usar roupas claras para melhor ser visto. Ao atravessar uma via, guarde mais espaço entre você e o veículo em movimento. À noite ou em dias chuvosos, todo cuidado é pouco. No caso de semáforo, evite atravessar a via no sinal amarelo ou enquanto os carros não pararem total­ mente. Procure atravessar sempre em locais com sinalização, usando as faixas de pedestres ou passarelas e viadutos no caso das rodovias. Nas estradas, onde não existem calçadas e faixas de segurança, ande sempre no acostamento e em sentido contrário ao dos veículos. Se tiver que cruzar a via onde não há passarelas ou viadutos, atravesse-a sempre em linha reta. Evite travessia nos locais onde existe divisória (barreira) entre os sentidos de direção. Quando estiver em grupo, faça uma fila única. Muita atenção na hora de atravessar uma via. Permaneça na calçada ou acostamento e olhe para todos os lados. Evite sair de pontos cegos de visão, como subidas, curvas, árvores, carros estacionados, etc. Em faixa de segurança, atravesse pela direita dela. Ainda assim, olhe para os dois lados mantenha a atenção. Um motorista distraído ou mal educado pode se tornar uma desagradável surpresa. Crianças, pessoas idosas e deficientes sempre devem ser ajudados no momento de atravessar a rua. Tome muito cuidado ao embarcar e desembarcar de um veículo. Na hora de descer de um ônibus, por exemplo, espere o veículo parar completamente, desça, aguarde o mesmo se afastar e só então atravesse a via. CICLISTA: Pedale sempre com muito cuidado e atenção, obedecendo e respeitando as leis de trânsito e as regras de circulação do ciclista. Você tem responsabilidades para um trânsito seguro. Ande sempre pelo lado direito da via e no mesmo sentido dos veículos (para evitar o ofuscamento e garantir melhor visão sua dos limites em que pode transitar). Quando estiver em grupo, ande sempre em fila única. Quando necessário pedalar nas rodovias, use apenas o acostamento. Nas vias de fluxo rápido e intenso, preste muita atenção às curvas, cruzamentos e pontos de ônibus. Cuidado ao passar por carros estacionados: as portas podem se abrir de repente e causar acidentes. Na cidade, não circule sobre as calçadas. Use sempre as ciclovias, ou então os caminhos mais seguros, sinalizados e de menor movimento. Nunca pegue carona na traseira de veículos ou ao lado deles. Numa freada brusca é quase impossível evitar a colisão e outros acidentes. Faça de tudo para ser visto. Durante o dia sempre sinalize a intenção de suas manobras. Á noite e em dias chuvosos dê preferência ao uso de roupas claras. Use sempre o capacete próprio para proteção da cabeça, pois uma simples queda pode ser fatal. Equipe sua bicicleta com luzes e adesivos refletivos. Sua segurança pode estar garantida nesses simples detalhes. Pense como motorista. A superioridade dos demais veículos em relação à bicicleta é evidente e o respei­ to ao ciclista nem sempre é praticado. CRIANÇA: Ao atravessar a rua, utilize sempre a faixa de segurança e atravesse em linha reta. Não corra ao atraves­ sar a rua. Na saída da escola, ande sempre na calçada, longe do meio fio. Se a rua não tiver calçada, ande encos­ tada nos muros, de frente para a direção de onde vêm carros. Se a rua não tiver faixa nem sinal, atravesse num lugar reto e sem curvas, para enxergar bem os carros dos dois lados. Se houver policiais ou guardas, respeite suas orientações. Eles estão ali para ajudar. Somente suba ou desça do veículo de transporte escolar quando ele estiver totalmente parado. Não coloque a cabeça ou o braço para fora da janela do veículo. Lembre seus pais de alguns cuidados sobre o transporte escolar que vai levar você para a aula. Por exemplo, se ele possui permissão do órgão municipal, equipamentos de segurança, condições de tráfego e outros. No carro de seus pais, criança menor de 10 anos, só no banco de trás, sempre com o cinto de segurança e portas trancadas. E não fique em pé entre os bancos dianteiros. Não mexa nos equipamentos do veículo. Você pode movimentar o carro e não saber como controlá-lo. Não coloque o braço nem a cabeça para fora da janela e não passeie no porta-malas ou ainda na carroceria de caminhonetes. Pág.98
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    MENSAGENS PARA SEGURANÇANO TRÂNSITO De bicicleta, só saia na rua se já for maior. E sem fazer acrobacias. Ainda, ande sempre pela ciclovia, ou então passeie nos parques e praças. Também de bicicleta, cuide bem dos freios e utilize capacete. Ao andar de patins ou patinete, não esqueça do capacete, munhequeira, luvas, joelheiras e cotoveleiras. Evite brincar na via pública, soltando pipas, andando de patins ou bicicleta. Lugar de diversão é no parque, praça, jardim ou quintal. Não brinque entre carros estacionados. Se a bola cair na rua, não corra atrás; peça para um adulto buscar ou olhe muito bem e devagar se não vem vindo carro. Não empine pipas nas proximidades de ruas e rodovias e nunca use “cerol”. Linha cortante pode matar, especialmente motociclistas. MOTOCICLISTA: Use sempre capacete na especificação regulamentar e vestimentas de segurança (luvas, botas, jaquetas, etc). Este equipamento é proteção certa para você e seu garupa. Seja habilitado e pilote sempre com atenção. Não costure o trânsito ou circule entre veículos em movimento. Saiba usar os freios com habilidade: sempre os dois ao mesmo tempo, usando os quatro dedos na hora da frenagem. Lembre-se que o freio traseiro, além de ajudar a parar, mantém o equilíbrio da moto. Fique visível aos outros veículos no trânsito. Evite manter-se nos pontos cegos de visão dos automóveis e, mesmo durante o dia, circule com farol aceso, sinalizando sempre suas intenções. Vista-se com roupas claras para ser notado a distâncias maiores. Faixas refletivas de qualquer cor nas costas, frente e braços da jaqueta são ideais. Cuidado com os cruzamentos: sempre pare e olhe antes de passar. Ocupe adequadamente seu espaço nas ruas e nunca divida a mesma faixa com outros veículos. Mantenha sua moto bem regulada e em ótimo estado de funcionamento. Verifique com freqüência os estados das luzes e dos pneus. Preste atenção nas condições da pista (presença de areia, óleo, água no chão, buracos etc.) quando pilotar em vias urbanas e estradas. Conheça a postura correta de pilotagem, qual seja, coluna reta, sentado no centro da moto, com ombros e braços relaxados. Em terrenos irregulares, levante-se sobre a pedaleira para diminuir o impacto. O passagei­ ro (garupa) deve sentar-se bem próximo ao piloto, segurando firme para acompanhar os movimentos e inclina­ ções da moto. Pilote defensivamente. Identifique e previna ações de pedestres e outros veículos, decidindo antecipa­ damente o que vai fazer. A atenção a tudo o que acontece a sua volta é fundamental. MOTORISTA: Dirija sempre em velocidade moderada. Os poucos segundos que você ganha correndo são perdidos em algum sinal ou cruzamento. E em alta velocidade, as chances de reagir a tempo para evitar um acidente são muito reduzidas. Tanto na cidade quanto na estrada, todo bom motorista deve conhecer, conservar e respeitar as leis e sinais de trânsito. Uma ação indispensável para preservar sua vida e a de outras pessoas no trânsito. O uso do farol baixo durante o dia, e em qualquer situação, é recomendável (ainda que não obrigatório), pois aumenta muito a visibilidade do seu veículo, especialmente nas rodovias de mão dupla de direção. Esse simples cuidado pode evitar acidentes. Mantenha seu veículo sempre em boas condições de funcionamento. Faça revisões periódicas e deixe tudo bem regulado: sistema de freios, elétricos, pneus, amortecedores, etc. Antes de viajar, particularmente, a verificação desses itens é obrigação do motorista. Mantenha sempre atualizadas a documentação e o licenciamento do seu veículo. Ande sempre com os originais da Carteira Nacional de Habilitação e do CRLV (documento do veículo) e nunca plastificados. Não dirija cansado, com stress ou sono, nem sob o efeito de bebidas alcoólicas ou drogas. Isso diminui em muito os seus reflexos e torna você um verdadeiro perigo no volante. Seja responsável e se cuide. Guarde uma distância segura entre o seu veículo e o que vai a sua frente (pelo menos 4 metros). Evite andar "colado". Assim você tem mais visão e garante o domínio do veículo em caso de alguma parada súbita. Somente ultrapasse com segurança. Nunca ultrapasse em curvas, lombadas ou locais proibidos. Em caso de dúvida, não arrisque. A decisão e a manobra de ultrapassagem devem ser precisas e imediatas. Muitos acidentes gravíssimos ocorrem em ultrapassagens indevidas. Em condições climáticas adversas (noite, chuva, neblina etc.), redobre a atenção. Use faróis baixos e reduza a velocidade. Nunca deixe o pisca alerta ligado com o veículo em movimento. Pág.99
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    MENSAGENS PARA SEGURANÇANO TRÂNSITO Na hora do embarque ou desembarque de passageiros, tome cuidado. Aproxime o veículo da guia da calçada, evitando parar em fila dupla e, na rodovia, pare somente em local seguro, no acostamento. Lugar de criança é no banco de trás, longe das portas e com o cinto de segurança. Menores de 4 anos devem usar cadeirinhas apropriadas para a idade. Bebês ficam mais seguros em cestos presos pelo cinto, sempre no banco de trás. Para entrar à esquerda ou fazer um retorno na rodovia, pare sempre no acostamento. É o lugar certo para você observar o movimento e esperar a sua oportunidade de mudar de pista. 90% dos acidentes de trânsito acontecem por imprudência dos motoristas. Por isso, nunca abuse da autoconfiança. Dirija sempre com muita atenção e cuidado. Concentração, habilidade, precisão e responsabilidade são qualidades fundamentais de um bom motorista. Use sempre o cinto de segurança e faça com que todos os seus passageiros usem-no também. Mais do que evitar uma multa, você vai proteger sua vida e a dos passageiros. CINTO DE SEGURANÇA: O cinto de segurança é um dispositivo simples que serve para proteger sua vida e diminuir as conseqüências dos acidentes. Ele impede, em casos de colisão, que seu corpo se choque contra o volante, painel e pára-brisas, ou que seja projetado para fora do carro. Em uma colisão de veículos a apenas 40 km/h, o motorista pode ser atirado violentamente contra o pára-brisas ou arremessado para fora do carro. Alguns motoristas pensam que podem amortecer o choque segurando firmemente no volante. Isto é ilusório, porque a força dos braços só é eficaz a uma velocidade de até 10 km/h. Use, portanto, o cinto de segurança. Em caso de colisão, tombamento ou capotamento, primeiro o veículo bate num obstáculo, e, em seguida, os passageiros são projetados contra o painel, o pára-brisas, ou uns contra os outros. O cinto evita esta segunda colisão, segurando e mantendo motorista e passageiros no banco. O acidente gera uma carga que é uniformemente distribuída ao longo de toda a área de contato do cinto de segurança sobre o corpo humano. Estas áreas são os nossos pontos mais fortes. O próprio cinto absorve parte do impacto e por isso ele é tão importante. É fundamental sentar-se corretamente no banco e com a coluna bem reta. O cinto abdominal deve ser colocado na região dos quadris e não na barriga. O cinto diagonal (a grande maioria dos modelos) deve passar pelo ombro. O cinto não deve estar torcido, nem com folgas. Um dos principais argumentos das pessoas que não usam cinto refere-se a que este "pode machucar e provocar lesões". A análise dos raros casos de algum tipo de trauma causado pelo cinto de segurança con­ cluiu que, na imensa maioria das vezes, o choque fora tão violento que os danos seriam maiores sem o cinto de segurança ou, ainda, que houve uso inadequado do cinto. ALCOOLISMO: Beber antes de dirigir ou dirigir depois de beber são as ações mais criminosas do trânsito brasileiro. Ano a ano, praticamente 50% de todas as mortes em acidentes de trânsito são provocadas pela ingestão de álcool. Isto significa que a ingestão de álcool é responsável, no trânsito, pelo ferimento de 19900 pessoas, e por mais de 30.000 mortes por ano. O álcool na corrente sangüínea provoca o afrouxamento da percepção e o retardamento dos reflexos. A dosagem excessiva conduz à perigosa diminuição da percepção e à total lentidão dos reflexos, diminuindo a consciência do perigo. Todo condutor em estado de embriaguez, mesmo leve, compromete gravemente sua segurança, a dos demais usuários da via e a dos passageiros, que estão apostando suas próprias vidas, ou seja, 100% nas condições desse motorista. Testes realizados com motoristas revelaram que sob o efeito do álcool, é exigido maior tempo de observação para avaliar as situações de trânsito, mesmo as mais corriqueiras. Torna muito difícil sair-se bem de situações inesperadas que dependam de reações rápidas e precisas. Nessas condições, o motorista fixa-se num único ponto, diminuindo sua capacidade de desviar a atenção para outro fato relevante; desse modo, limita-se a percepção a um menor número de fatos num determinado tempo. DROGAS: Alguns motoristas utilizam drogas com fins que não os medicinais. Além de praticarem infração penal, esses condutores estão expondo sua própria vida - e a dos passageiros e demais usuários da via - ao grave risco de acidente de trânsito. Pág.100
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    Efetivo atual da3ª Cia do 2º BPRv POR ORDEM DE ANTIGUIDADE, CONTANDO: POSTO/GRADUAÇÃO, NOME E ÁREA DE TRABALHO Pos/Grad Nome área Pos/Grad Nome área Cap PM ADILSON LUIS FRANCO NASSARO Sede Cia Cb PM REGINALDO MARVULLI 3º Pel 1º Ten PM ADRIANO ARANÃO 3º Pel Cb PM MARCOS ANTONIO CORRÊA CAMPOS 3º Pel 2º Ten PM GILBERTO ANTONIO DE OLIVEIRA 1º Pel Cb PM AMADEU AP. ROCHA DOS SANTOS 2º Pel 2º Ten PM AUGUSTO JOSÉ DE CARVALHO FILHO 2º Pel Cb PM WILSON CESAR DA COSTA 3º Pel Subten PM EZEQUIEL SANT´ANA 1º Pel Cb PM ELCIO ELIAS DE CAMPOS TOR - Cia Subten PM VALDEMAR ALVES DOS SANTOS 2º Pel Cb PM ADRIANO FERNANDES FANINI 2º Pel 1º Sgt PM VALMIR DIONIZIO 1º Pel Cb PM RUDKELER BALBINO DE OLIVEIRA TOR - Cia 1º Sgt PM CELSO APARECIDO DE JESUS PLAZA 2º Pel Cb PM WAGNER BARRIONUEVO VENTURA 1º Pel 1º Sgt PM FERNANDO LUIS SILVA Sede Cia Cb PM HAMILTON CÉSAR DE SOUZA 2º Pel 2º Sgt PM CELIO MARCOS SAMPAIO TOR - Cia Cb PM MARCIO RONI MIRANDA 3º Pel 2º Sgt PM ADEMIR CANDIDO CARLOS 3º Pel Cb Fem PM ELAINE RENATA FANTI 2º Pel 2º Sgt PM JOSÉ CARLOS DE PONTES 1º Pel Sd PM JOSÉ SIDNEI DA ROSA 3º Pel 2º Sgt PM JOÃO FERNANDES JÚNIOR 1º Pel Sd PM ROBERTO CONCEIÇÃO DE CARVALHO 1º Pel 2º Sgt PM REGINALDO GARCIA Sede Cia Sd PM DAMIÃO RAMOS DA SILVA 2º Pel 2º Sgt PM PAULO CESAR LOPES FURTADO TOR - Cia Sd PM DERCILIO MATHIAS 3º Pel 2º Sgt PM VALDECIR DE SOUZA DA SILVA 2º Pel Sd PM HERMINIO DE JACOMO FILHO 3º Pel 2º Sgt PM CARLOS ALBERTO CHRISTONI 3º Pel Sd PM JOSÉ SÉRGIO RODRIGUES 3º Pel 2º Sgt PM MÁRCIO A. MARTINS COMBINATO 2º Pel Sd PM ALFREDO DOS SANTOS 1º Pel 2º Sgt PM CÁSSIO MARCELO DE O. BERNARDES TOR - Cia Sd PM JOEL CARLOS DA SILVA 1º Pel 3º Sgt PM WILSON DE SEIXAS PINTO TOR - Cia Sd PM JOSÉ APARECIDO ALVES 1º Pel 3º Sgt PM NIELSON AP. RODRIGUES DA SILVA 3º Pel Sd PM ADALBERTO VARLEI GERMANO 1º Pel Cb PM JOSÉ CARLOS MONGE 2º Pel Sd PM AGNALDO YOSHIHARU USSUY 1º Pel Cb PM VALDECIR GONÇALVES DOS SANTOS 2º Pel Sd PM MÁRIO DA SILVA DADÁRIO 3º Pel Cb PM JOSÉ LUCIO BARBOSA 1º Pel Sd PM ROGÉRIO MÁRCIO DONIZETE DA SILVA Sede Cia Cb PM JAIRO LOPES RODRIGUES 2º Pel Sd PM RONALDO JOSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA 2º Pel Cb PM NELSON EDUARDO DE LIMA 3º Pel Sd PM ALCIDES AIRES DE ARAUJO JUNIOR 2º Pel Cb PM ABEL ALVES DA SILVA 1º Pel Sd PM REINALDO ARRUDA MARTINS 2º Pel Cb PM ENOQUE DINIZ DO NASCIMENTO 1º Pel Sd PM JOSÉ OLIVEIRA DA SILVA 2º Pel Cb PM IVAN SERGIO ALVES Sv de Dia Sd PM CARLOS HENRIQUE DE OLIVEIRA 2º Pel Cb PM ROBERTO NAZARENO RIBEIRO 1º Pel Sd PM JOVELINO JESUS DA ROCHA 2º Pel Cb PM MARCIO AUGUSTINHO BARCHI 1º Pel Sd PM LUCIANO DE PAULA ALEXANDRE 2º Pel Cb PM MARCOS CESAR NOGUEIRA MOREIRA 2º Pel Sd PM EDER APARECIDO ZANOTTI 2º Pel Cb PM HERMES THEODORO DA SILVA 2º Pel Sd PM MARCIO ANTONIO DOS SANTOS 3º Pel Cb PM ARI KERCHE DE CAMARGO 2º Pel Sd PM SILVIO JOSÉ PONTARA NEGRÃO 3º Pel Cb PM PAULO SERGIO BARBEIRO 2º Pel Sd PM NELSON FELICIANO LEITE 3º Pel Cb PM CLAUDIO VERISSIMO DE OLIVEIRA 2º Pel Sd Fem PM NELIANE DONELLA DOS SANTOS 2º Pel Cb PM EDILSON JOSÉ DE NOVAES 2º Pel Sd PM LUIS ANTONIO DE SOUZA GALAN 3º Pel Cb PM FRANCISCO CARLOS DE OLIVEIRA 3º Pel Sd PM VALTER EZIDIO TOR - Cia Cb PM ELIAS LOPES DA CONCEIÇÃO 2º Pel Sd PM IDAIR JUSTIMIANO DA SILVA TOR - Cia Cb PM LUIZ CARUZZO SOBRINHO 1º Pel Sd PM MARCO ANTONIO GRAMALHO 1º Pel Cb PM ARMANDO FRANCISCON JUNIOR 3º Pel Sd PM JOSÉ EDUARDO VIRGILIO DE PAULA 2º Pel Cb PM SÉRGIO VIEIRA 3º Pel Sd PM IVANIR HENRIQUE COSTA 2º Pel Cb PM NELSON MARTINS FIRMINO TOR - Cia Sd PM HELDER IVES MEDRONI 3º Pel Cb PM MARCELO DA SILVA COSTA 2º Pel Sd PM GILDO CARDOSO DE ARAUJO 1º Pel Pág.101
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    Efetivo atual da3ª Cia do 2º BPRv POR ORDEM DE ANTIGUIDADE, CONTANDO: POSTO/GRADUAÇÃO, NOME E ÁREA DE TRABALHO Pos/Grad Nome área Pos/Grad Nome área Sd PM IDEVANIR DE CAMPOS CEARENCE 2º Pel Sd PM MOACIR KAMAGUSO JAMAICO 3º Pel Sd PM ANTONIO LUIZ DA SILVEIRA 3º Pel Sd PM IVANIR RIBEIRO 1º Pel Sd PM RODOLFO DE CASTRO ALVES 3º Pel Sd PM RICARDO ALVES PEREIRA 3º Pel Sd PM ANTONIO JOSE ABREU PINTO 1º Pel Sd PM CARLOS ALBERTO HONORIO Sv de Dia Sd PM ALEXANDRE ROGERIO ROSA 3º Pel Sd PM EDVALDO DE OLIVEIRA TOR - Cia Sd PM JOSÉ ROBERTO CARDOSO 1º Pel Sd PM ADERBAL SIQUEIRA FILHO 1º Pel Sd PM JÚLIO CESAR BALBINO 3º Pel Sd PM JULIO CESAR COSTA E SILVA 2º Pel Sd PM LUCIANO DE CAMPOS RUBIO 3º Pel Sd PM MAURI RIBEIRO PROENÇA 2º Pel Sd PM OSCAR BATISTA SILVEIRA JUNIOR 1º Pel Sd PM ANTONIO CARLOS BERMEJO CHEDER 2º Pel Sd PM SÉRGIO HENRIQUE SILVERIO 2º Pel Sd PM ROSIEL DA SILVA 1º Pel Sd PM RINALDO BISPO DOS SANTOS 2º Pel Sd PM ANDRÉ MARTINS 2º Pel Sd PM FRANCISCO JOSÉ LUDUWIG 1º Pel Sd PM EMI TORRENTE 2º Pel Sd PM AUGUSTO MOISES DA COSTA 1º Pel Sd Fem PM GISLENE MARTINS 2º Pel Sd PM CAMILO LELIS TACITO CICCONI Sv de Dia Sd Fem PM JOELMA DOS SANTOS OLIVEIRA 2º Pel Sd PM CLODOALDO APARECIDO DE SOUZA 3º Pel Sd PM MIGUEL HENRIQUE TAHARA 2º Pel Sd PM GILSON DE OLIVEIRA LOPES 2º Pel Sd PM FERNANDO AUGUSTO DE SOUZA CAMPOS 3º Pel Sd PM VALDINEI GONÇALVES 1º Pel Sd PM DAVI DE ALMEIDA DA SILVA 3º Pel Sd PM LUIZ SOUZA SANTOS 2º Pel Sd PM CLÁUDIO BERNARDINO DE SOUZA 3º Pel Sd PM JOELSON OLIVEIRA DOS SANTOS 1º Pel Sd PM EDER DOS SANTOS DA FONSECA 2º Pel Sd PM ADEMIR APARECIDO VASCONCELOS 1º Pel Sd PM EMERSON CRISTIANO DE OLIVEIRA 1º Pel Sd PM CASSIANO BRITO DA SILVA 2º Pel Sd PM FÁBIO APARECIDO DA SILVA 3º Pel Sd PM EDILSON DONIZETTI PEREIRA 3º Pel Sd PM MARCIO ALVES PEREZ TOR - Cia Sd PM MARCOS GONÇALVES GOMES 3º Pel Sd PM RICARDO ISAIAS MINUNI DE LIMA 3º Pel Sd PM PEDRO APARECIDO ANTUNES DA SILVA 3º Pel Sd PM LOUDINEI ARAGÃO BARIANE 1º Pel Sd PM MARCIO APARECIDO LEAL DA FONSECA 1º Pel Sd PM SÉRGIO DOS SANTOS TRINDADE 2º Pel Sd PM GLAUBER ROBERTO PINTO 3º Pel Sd PM ANTONIO MARCOS ROMEIRO 3º Pel Sd PM JACI DA COSTA 3º Pel Sd PM ADRIANO COSTA ISIDORO 3º Pel Sd PM JURANDIR ROBERTO GARCIA 1º Pel Sd PM GLAUCO F. PERALTA MARQUES 2º Pel Sd PM GENESIO ALVES MOREIRA 1º Pel Sd PM LUIZ FABIANO DE ANDRADE TOR - Cia Sd PM SÉRGIO FLORIANO ROSA 1º Pel Sd PM MARCELO DUTRA 3º Pel Sd PM ARMANDO PAULIN JÚNIOR 3º Pel Sd PM ROBSON THIAGO DE SOUZA 2º Pel Sd PM ANDERSON LUIS DE SOUZA 3º Pel Sd PM RODRIGO PIRES DOS SANTOS 3º Pel Sd PM VALDEMIR DE SÁ FABIANO 1º Pel Sd PM ROGÉRIO LUIZ CORDEIRO F. DE ARRUDA 2º Pel Sd PM EDUARDO ORTIZ SCARPELLI 2º Pel Sd PM RAUL MARTINS FILHO 3º Pel Sd PM JORGE LUIS GOUVEA DE MATTOS 1º Pel Sd PM FERNANDO HENRIQUE CARREIRA 3º Pel Sd PM PAULO AUGUSTO MONTEIRO 1º Pel Sd PM FRANCIS DIEGO PEREIRA DE OLIVEIRA 2º Pel Sd PM AMARILDO DELFINO DIAS Sede Cia Sd PM LEANDRO RAMOS DA SILVA 2º Pel Sd PM APARECIDO FÁBIO MORENO 3º Pel Sd PM SANDRO SANCHES DO NASCIMENTO 2º Pel Sd PM ARIOVALDO LEME DE FREITAS 3º Pel Sd Fem PM MARCIELE FERNANDA AP. LOURENÇO PELLICER 2º Pel Sd PM GERSON ALVES DE SOUZA Sede Cia Sd Fem PM Temp ALINE ALMEIDA DE OLIVEIRA Sede - Cia Sd PM ROBERTO CARLOS COUTO DA SILVA 3º Pel Sd PM Temp SIDNEY MION 1º Pel Sd PM SANDRO MARQUES MENOCCI 3º Pel Sd PM Temp ANTONIO F. BITENCOURT MATOS SATÃO VITAL Sede - Cia Sd PM CLEVER PETERSON GOMES DA SILVA 2º Pel Sd PM Temp CLEBER APARECIDO BOTELHO DE MELLO 1º Pel Sd PM JOSELY ANTONIO ALVES PIRES 3º Pel Sd PM Temp THIAGO PALOMAR DE ANDRADE Sede - Cia Pág.102
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