UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
                        INSTITUTO DE TECNOLOGIA
                   FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA
                     CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA


                               CORROSÃO METÁLICA

   Identificação
   Nome e código: CORROSÃO METÁLICA (TE-04)
   Nome do professor: Profa. Dra. Maria Adrina Paixão de Souza da Silva
   Período: 6º                                                        Ano letivo: 2011
   Carga horária total: 68 horas                                      Caráter: Optativa

   Importância da Disciplina:

    Os processos corrosivos estão presentes em todos os locais e a todo instante da nossa
vida diária. Os problemas de corrosão são frequentes e ocorrem nas mais variadas
atividades, como, por exemplo, nas indústrias química, petrolífera, petroquímica, naval, de
construção civil, nos meios de transporte, em sistemas de telecomunicações, na
odontologia, na medicina e na preservação de monumentos históricos, deterioração de
estruturas metálicas, etc. Com o avanço tecnológico mundialmente alcançado, o custo da
corrosão se eleva, tornando-se um fator de grande importância.
    Sendo a corrosão um processo espontâneo, pode-se prever que a maioria dos metais
seria imprópria à utilização industrial. Esta utilização é, no entanto, possível graças ao
retardamento da velocidade das reações, que se consegue, entre outras formas. pelos
fenômenos de polarização e passivação, os quais, associados aos processos de proteção,
proporcionam a utilização econômica e segura dos materiais metálicos.

   Objetivos:

   Fornecer fundamentos para identificar as principais formas de corrosão metálica em
materiais estruturais, apontando inicialmente os fatores que irão afetar o desempenho do
componente quando em serviço; Selecionar materiais que possuam combinações de
propriedades apropriadas, incluindo a de corrosão, e que sejam o mais barato possível,
considerando-se as técnicas de fabricação.

   Ementa:

    Formas de degradação de materiais. Corrosão: mecanismos e caracterização,
eletroquímica, cinética de corrosão, formas de proteção. Degradação química de cerâmicas
e polímeros. Danos por radiação. Desgaste: mecanismos e métodos de controle.
Revestimentos. Prática de laboratório. Estudos de caso
Programa:

     Introdução: seleção de materiais metálicos resistentes à corrosão. Passividade,
 sensibilização e corrosão a quente. Corrosão de metais. Considerações eletroquímicas.
 Potenciais de eletrodo. Série de potenciais de eletrodo padrão. Influência de concentração e
 da temperatura sobre o potencial de eletrodo. A série galvânica. Taxas de corrosão.
 Polarização. Taxas de corrosão a partir de dados de polarização. Diagrama de Porbaix.
 Curvas de polarização anódica. Impedância eletroquímica. Ambientes de corrosão. Formas
 de corrosão. Fragilização por hidrogênio. Prevenção da corrosão. Estudo de caso

    Avaliação

     Método: Aulas teóricas.
     Durante as aulas serão entregues listas de exercícios aos alunos, cujas questões poderão
 ser utilizadas nas avaliações parciais como forma de incentivo ao aprendizado. Arquivos
 com os assuntos ministrados estarão à disposição dos alunos para que providenciem cópias
 ou impressões.
     Dependendo do estado do laboratório e da disponibilidade de empresas, serão
 agendadas aulas práticas e/ou visitas a empresas, viabilizando melhor compreensão do
 conteúdo ministrado.
     ATIVIDADES DISCENTES: Participação nas aulas teóricas, realização das listas de
     exercícios, das provas escritas (duas provas) e apresentação de um seminário.

       Critério: O conceito na disciplina será atribuído de acordo com a média aritmética
    das pontuações obtidas nas avaliações e no seminário, respeitando-se, inicialmente, a
    seguinte tabela de equivalência numérica:

 APROVAÇÃO                                      CONDIÇÃO
EXC               Excelente - Pontuação maior ou igual a 9
BOM               Bom - Pontuação maior ou igual a 7 e menor que 9
REG               Regular - Pontuação maior ou igual a 5 e menor que 7
REPROVAÇÃO                                      CONDIÇÃO
INS               Insuficiente - Pontuação menor que 5
SF                Sem Frequência - Se o discente apresentar frequência inferior a 75%
                  da carga horária ministrada, independentemente dos conceitos nas
                  avaliações, salvo se o mesmo já tiver cursado a disciplina com
SAP               reprovação por conceito INS.
                  Sem Aproveitamento - Se o discente faltar, pelo menos, em uma das
                  avaliações, mesmo que tenha frequência de 75%.
                                   OBSERVAÇÃO
Dependendo da frequência, participação e interesse em sala de aula, o discente poderá ter a
sua pontuação elevada, o que, em alguns casos, permitirá que alcance um conceito
superior.

    Bibliografia

    Básica
    GENTIL, V. Corrosão, 4a edição, LTC, Rio de Janeiro: LTC 2003.
    RAMANATATHAN, L.V. Corrosão e seu controle, São Paulo: Hemus, 2004
    ASM Handbook. vol 13, Corrosion, ASM International, Materials Park, 1987.
Complementar
    JONES, D.A. Principles and prevention of corrosion. 2nd edition, Prentice Hall, Upper
Saddle, 1996.
    HIGGINS, R.A. Propriedades e estruturas dos materiais de engenharia,São Paulo:
Difel, 1982.
    CALLISTER Jr., W.D. Ciência e engenharia de materiais: uma introdução, quinta
edição, Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2002;
    SHAHCKELFORD, J.F. Introduction to materials science for engineers, sixth edition,
New Jersey: Person Prentice Hall, 2005.
    SHACKELFORD, James F. Ciência dos materiais. 6.ed. São Paulo: Editora Pearson
(universitários), 2008.




                     Prof. Maria Adrina Paixão de Souza da Silva

Plano de aula Corrosão

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DOPARÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA CORROSÃO METÁLICA Identificação Nome e código: CORROSÃO METÁLICA (TE-04) Nome do professor: Profa. Dra. Maria Adrina Paixão de Souza da Silva Período: 6º Ano letivo: 2011 Carga horária total: 68 horas Caráter: Optativa Importância da Disciplina: Os processos corrosivos estão presentes em todos os locais e a todo instante da nossa vida diária. Os problemas de corrosão são frequentes e ocorrem nas mais variadas atividades, como, por exemplo, nas indústrias química, petrolífera, petroquímica, naval, de construção civil, nos meios de transporte, em sistemas de telecomunicações, na odontologia, na medicina e na preservação de monumentos históricos, deterioração de estruturas metálicas, etc. Com o avanço tecnológico mundialmente alcançado, o custo da corrosão se eleva, tornando-se um fator de grande importância. Sendo a corrosão um processo espontâneo, pode-se prever que a maioria dos metais seria imprópria à utilização industrial. Esta utilização é, no entanto, possível graças ao retardamento da velocidade das reações, que se consegue, entre outras formas. pelos fenômenos de polarização e passivação, os quais, associados aos processos de proteção, proporcionam a utilização econômica e segura dos materiais metálicos. Objetivos: Fornecer fundamentos para identificar as principais formas de corrosão metálica em materiais estruturais, apontando inicialmente os fatores que irão afetar o desempenho do componente quando em serviço; Selecionar materiais que possuam combinações de propriedades apropriadas, incluindo a de corrosão, e que sejam o mais barato possível, considerando-se as técnicas de fabricação. Ementa: Formas de degradação de materiais. Corrosão: mecanismos e caracterização, eletroquímica, cinética de corrosão, formas de proteção. Degradação química de cerâmicas e polímeros. Danos por radiação. Desgaste: mecanismos e métodos de controle. Revestimentos. Prática de laboratório. Estudos de caso
  • 2.
    Programa: Introdução: seleção de materiais metálicos resistentes à corrosão. Passividade, sensibilização e corrosão a quente. Corrosão de metais. Considerações eletroquímicas. Potenciais de eletrodo. Série de potenciais de eletrodo padrão. Influência de concentração e da temperatura sobre o potencial de eletrodo. A série galvânica. Taxas de corrosão. Polarização. Taxas de corrosão a partir de dados de polarização. Diagrama de Porbaix. Curvas de polarização anódica. Impedância eletroquímica. Ambientes de corrosão. Formas de corrosão. Fragilização por hidrogênio. Prevenção da corrosão. Estudo de caso Avaliação Método: Aulas teóricas. Durante as aulas serão entregues listas de exercícios aos alunos, cujas questões poderão ser utilizadas nas avaliações parciais como forma de incentivo ao aprendizado. Arquivos com os assuntos ministrados estarão à disposição dos alunos para que providenciem cópias ou impressões. Dependendo do estado do laboratório e da disponibilidade de empresas, serão agendadas aulas práticas e/ou visitas a empresas, viabilizando melhor compreensão do conteúdo ministrado. ATIVIDADES DISCENTES: Participação nas aulas teóricas, realização das listas de exercícios, das provas escritas (duas provas) e apresentação de um seminário. Critério: O conceito na disciplina será atribuído de acordo com a média aritmética das pontuações obtidas nas avaliações e no seminário, respeitando-se, inicialmente, a seguinte tabela de equivalência numérica: APROVAÇÃO CONDIÇÃO EXC Excelente - Pontuação maior ou igual a 9 BOM Bom - Pontuação maior ou igual a 7 e menor que 9 REG Regular - Pontuação maior ou igual a 5 e menor que 7 REPROVAÇÃO CONDIÇÃO INS Insuficiente - Pontuação menor que 5 SF Sem Frequência - Se o discente apresentar frequência inferior a 75% da carga horária ministrada, independentemente dos conceitos nas avaliações, salvo se o mesmo já tiver cursado a disciplina com SAP reprovação por conceito INS. Sem Aproveitamento - Se o discente faltar, pelo menos, em uma das avaliações, mesmo que tenha frequência de 75%. OBSERVAÇÃO Dependendo da frequência, participação e interesse em sala de aula, o discente poderá ter a sua pontuação elevada, o que, em alguns casos, permitirá que alcance um conceito superior. Bibliografia Básica GENTIL, V. Corrosão, 4a edição, LTC, Rio de Janeiro: LTC 2003. RAMANATATHAN, L.V. Corrosão e seu controle, São Paulo: Hemus, 2004 ASM Handbook. vol 13, Corrosion, ASM International, Materials Park, 1987.
  • 3.
    Complementar JONES, D.A. Principles and prevention of corrosion. 2nd edition, Prentice Hall, Upper Saddle, 1996. HIGGINS, R.A. Propriedades e estruturas dos materiais de engenharia,São Paulo: Difel, 1982. CALLISTER Jr., W.D. Ciência e engenharia de materiais: uma introdução, quinta edição, Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2002; SHAHCKELFORD, J.F. Introduction to materials science for engineers, sixth edition, New Jersey: Person Prentice Hall, 2005. SHACKELFORD, James F. Ciência dos materiais. 6.ed. São Paulo: Editora Pearson (universitários), 2008. Prof. Maria Adrina Paixão de Souza da Silva