Estudo do sistema pulmonar através da cintilografia


      O objetivo dos estudos cintilográficos pulmonares é detectar qualitativa ou
quantitativamente anormalidades na perfusão, ventilação e permeabilidade
epitelial pulmonar.
      A principal indicação clínica da cintilografia pulmonar é o diagnóstico de
exclusão ou de determinação de probabilidades da tromboembolia pulmonar
aguda.
      Outras indicações incluem o seguimento do tromboembolismo, a
quantificação pulmonar diferencial em avaliação pré-operatória, o diagnóstico das
cianoses por curtos-circuitos veno-arteriais pulmonares, determinação da
redistribuição do fluxo sangüíneo pulmonar na hipertensão de origem veno-capilar,
na avaliação da doença bronco-alveolar crônica, assim como patologias
pulmonares parenquimatosas.


      Cintilografia pulmonar de perfusão
      O agente indicado é o macroagregado de albumina humana ou
microesferas marcado com 99mTc (99mTc-MAA) e sua via de administração é
endovenosa. A dose média em adultos deverá ficar entre 74 e 148 MBq
(2,1MBq/Kg) em crianças entre 20MBq e 74 MBq (2,0 MBq/Kg). Sendo o número
de partículas deste radiofármaco por exame entre 200 e 500K com diâmetro
médio de 20 a 30 micras. Cuidado especial em Neonatologia e hipertensão
pulmonar associada a curto-circuito direita para esquerda devido à possibilidade
de embolização sistêmica, para tanto, reduzem-se a quantidade de partículas (+/-
100K).
      Protocolo:
      -Hidratação após administração do radiofármaco
      -Radiofármaco: 99mTc-MAA.
      -Dosagem: 10 mCi (Adulto)
      -Colimador: alta resolução
      -Aquisição: Iniciar logo após administração do radiofármaco
-Incidências: AP, PA, OAD.OAE, OPD, OPE, LD e LE (Spot) com 1.000.000
de contagens.




                 Fig.1: Pulmão Perfusão




                  Fig 2: Áreas hipoperfundidas em pulmão esq. TEP.
Cintilografia pulmonar de ventilação
      Na ventilação é realizados uma inalação com um radioaerosol formado a
partir da associação do DTPA (Dietilenotriaminopentacético) com o 99mTc.
      O radiofármaco e colocado dentro do nebulizador para mistura com
oxigênio (H) ou ar comprimido na vazão de 7 a 10 litros/min com pressão positiva.
Deve-se considerar o tipo de nebulizador, suas especificações técnicas, tipo de
válvula ou mecanismo de fluxo unidirecional e de segurança ambiental
(contaminação do ar) e a dinâmica de troca gasosa que cada sistema fornece.
      Protocolo:
      -Hidratação após administração do radiofármaco
      -Radiofármaco: 99mTc-DTPA.
      -Dosagem: 20 mCi (Adulto)
      -Colimador: alta resolução
      -Aquisição: Iniciar logo após inalação do radiofármaco
      -Incidências: AP, PA, OAD.OAE, OPD, OPE, LD e LE (Spot) com 500.000
contagens.




                               Fig.3: ventilação normal
Fig.4: Áreas hipoventiladas em pulmão esq


      REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

      THRALL, J.H. e ZIESSMAN H.A. Medicina nuclear. 2ª edição. Rio de
Janeiro, Guanabara-Koogan., (2003

      CASTRO A, ROSSI G, DIMENSTEIN R. Guia prático em medicina nuclear –
a instrumentação. São Paulo, SP: Editora Senac, 2000.

      ROCHA, A. F. G. Medicina Nuclear Bases. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1979.

      COLLIER, D.B., FOGELMAN, I., ROSENTHALL, L. Skeletal Nuclear
Medicine, St. Louis, Mosby-Year Book, Inc. 1996.

      NOBREGA, A.I. Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por imagem, São
Caetano do Sul, SP. Editora Difusão,2007.
ROBILOTTA, Cecil Chow. Positron emission tomography: a new modality in
Brazilian nuclear medicine. Rev Panam Salud Publica, Aug./Sept. 2006, vol.20,
no.2-3, p.134-142. ISSN 1020-4989..

      MARQUES, Fabio Luiz Navarro; OKAMOTO, Miriam Roseli Yoshie;
BUCHPIGUEL, Carlos Alberto. Technetium-99m generators and
radiopharmaceuticals and quality control tests. Radiol Bras., São Paulo, v. 34, n.
4, 2001. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-
39842001000400011&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 02 Mar 2007.

      COSTA, Durval C; OLIVEIRA, José Manuel AP; BRESSAN, Rodrigo A. PET
e SPECT em neurologia e psiquiatria: do básico às aplicações clínicas. Rev. Bras.
Psiquiatr., São Paulo. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-
44462001000500003&lng=es&nrm=iso>. Acesso em: 02 Mar 2007.

      KEMPFER, Gérson Luís et al . Fratura de estresse e a medicina nuclear.
Rev Bras Med Esporte., Niterói, v. 10, n. 6, 2004. disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script= sci_arttext&pid=S1517-
86922004000600010&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 14 Jun 2007.

      SAPIENZA, Marcelo T.; MARONE, Marília M. S.; CHIATTONE, Carlos S..
Contribuição da medicina nuclear para a avaliação dos linfomas. Rev. Bras.
Hematol. Hemoter., São José do Rio Preto, v. 23, n. 2, 2001. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script= sci_arttext&pid=S1516-
84842001000200004&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 14 Jun 2007.

      OLIVEIRA, Rita et al . Preparações radiofarmacêuticas e suas aplicações.
Rev. Bras. Cienc. Farm., São Paulo, v. 42, n.
2, 2006. Disponívelem:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid
=S1516-93322006000200002&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 14 Jun 2007.

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  • 1.
    Estudo do sistemapulmonar através da cintilografia O objetivo dos estudos cintilográficos pulmonares é detectar qualitativa ou quantitativamente anormalidades na perfusão, ventilação e permeabilidade epitelial pulmonar. A principal indicação clínica da cintilografia pulmonar é o diagnóstico de exclusão ou de determinação de probabilidades da tromboembolia pulmonar aguda. Outras indicações incluem o seguimento do tromboembolismo, a quantificação pulmonar diferencial em avaliação pré-operatória, o diagnóstico das cianoses por curtos-circuitos veno-arteriais pulmonares, determinação da redistribuição do fluxo sangüíneo pulmonar na hipertensão de origem veno-capilar, na avaliação da doença bronco-alveolar crônica, assim como patologias pulmonares parenquimatosas. Cintilografia pulmonar de perfusão O agente indicado é o macroagregado de albumina humana ou microesferas marcado com 99mTc (99mTc-MAA) e sua via de administração é endovenosa. A dose média em adultos deverá ficar entre 74 e 148 MBq (2,1MBq/Kg) em crianças entre 20MBq e 74 MBq (2,0 MBq/Kg). Sendo o número de partículas deste radiofármaco por exame entre 200 e 500K com diâmetro médio de 20 a 30 micras. Cuidado especial em Neonatologia e hipertensão pulmonar associada a curto-circuito direita para esquerda devido à possibilidade de embolização sistêmica, para tanto, reduzem-se a quantidade de partículas (+/- 100K). Protocolo: -Hidratação após administração do radiofármaco -Radiofármaco: 99mTc-MAA. -Dosagem: 10 mCi (Adulto) -Colimador: alta resolução -Aquisição: Iniciar logo após administração do radiofármaco
  • 2.
    -Incidências: AP, PA,OAD.OAE, OPD, OPE, LD e LE (Spot) com 1.000.000 de contagens. Fig.1: Pulmão Perfusão Fig 2: Áreas hipoperfundidas em pulmão esq. TEP.
  • 3.
    Cintilografia pulmonar deventilação Na ventilação é realizados uma inalação com um radioaerosol formado a partir da associação do DTPA (Dietilenotriaminopentacético) com o 99mTc. O radiofármaco e colocado dentro do nebulizador para mistura com oxigênio (H) ou ar comprimido na vazão de 7 a 10 litros/min com pressão positiva. Deve-se considerar o tipo de nebulizador, suas especificações técnicas, tipo de válvula ou mecanismo de fluxo unidirecional e de segurança ambiental (contaminação do ar) e a dinâmica de troca gasosa que cada sistema fornece. Protocolo: -Hidratação após administração do radiofármaco -Radiofármaco: 99mTc-DTPA. -Dosagem: 20 mCi (Adulto) -Colimador: alta resolução -Aquisição: Iniciar logo após inalação do radiofármaco -Incidências: AP, PA, OAD.OAE, OPD, OPE, LD e LE (Spot) com 500.000 contagens. Fig.3: ventilação normal
  • 4.
    Fig.4: Áreas hipoventiladasem pulmão esq REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS THRALL, J.H. e ZIESSMAN H.A. Medicina nuclear. 2ª edição. Rio de Janeiro, Guanabara-Koogan., (2003 CASTRO A, ROSSI G, DIMENSTEIN R. Guia prático em medicina nuclear – a instrumentação. São Paulo, SP: Editora Senac, 2000. ROCHA, A. F. G. Medicina Nuclear Bases. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1979. COLLIER, D.B., FOGELMAN, I., ROSENTHALL, L. Skeletal Nuclear Medicine, St. Louis, Mosby-Year Book, Inc. 1996. NOBREGA, A.I. Tecnologia Radiológica e Diagnóstico por imagem, São Caetano do Sul, SP. Editora Difusão,2007.
  • 5.
    ROBILOTTA, Cecil Chow.Positron emission tomography: a new modality in Brazilian nuclear medicine. Rev Panam Salud Publica, Aug./Sept. 2006, vol.20, no.2-3, p.134-142. ISSN 1020-4989.. MARQUES, Fabio Luiz Navarro; OKAMOTO, Miriam Roseli Yoshie; BUCHPIGUEL, Carlos Alberto. Technetium-99m generators and radiopharmaceuticals and quality control tests. Radiol Bras., São Paulo, v. 34, n. 4, 2001. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100- 39842001000400011&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 02 Mar 2007. COSTA, Durval C; OLIVEIRA, José Manuel AP; BRESSAN, Rodrigo A. PET e SPECT em neurologia e psiquiatria: do básico às aplicações clínicas. Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516- 44462001000500003&lng=es&nrm=iso>. Acesso em: 02 Mar 2007. KEMPFER, Gérson Luís et al . Fratura de estresse e a medicina nuclear. Rev Bras Med Esporte., Niterói, v. 10, n. 6, 2004. disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script= sci_arttext&pid=S1517- 86922004000600010&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 14 Jun 2007. SAPIENZA, Marcelo T.; MARONE, Marília M. S.; CHIATTONE, Carlos S.. Contribuição da medicina nuclear para a avaliação dos linfomas. Rev. Bras. Hematol. Hemoter., São José do Rio Preto, v. 23, n. 2, 2001. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script= sci_arttext&pid=S1516- 84842001000200004&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 14 Jun 2007. OLIVEIRA, Rita et al . Preparações radiofarmacêuticas e suas aplicações. Rev. Bras. Cienc. Farm., São Paulo, v. 42, n. 2, 2006. Disponívelem:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid =S1516-93322006000200002&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 14 Jun 2007.