“Brasil: Avanços
      e desafios”
                        Fabio Giambiagi


I Fórum de Finanças Empresariais do ES

            Outubro 2007
                                         1
1. Retrospecto recente
2. Os fatores positivos
3. Os fatores negativos
4. Para onde estão indo os recursos públicos?
5. A agenda (novamente) perdida
6. Desafios (I): a questão energética
7. Desafios (II): o problema previdenciário
8. Desafios (III): o aumento do investimento
   público
                                                2
1. Retrospecto recente



                         3
Taxas de crescimento acumuladas até julho/agosto (%)

              PIM-PF            5,3
              BK                17,6
              BI                4,2
              BCD               6,9
              BCND              3,2
              Veículos          7,5
              Papel/Papelão     5,3
              Consumo Energia   4,3
              Aço               10,6
              PMC               9,7


 Fontes: IBGE, CNI                                4
PMC – Variação acumulada até julho em Estados
              selecionados (%)
                    Estado    Crescimento real (%)
                Brasil                9,7
                         AL          29,2
                         SE          13,4
                         BA          10,2
                         GO           5,9
                         MG           7,6
                         SP          11,8
                         RJ           6,3
                         RS           6,1
                         PR           7,2
 Fonte: IBGE.            SC          11,5
                                                     5
Taxa de crescimento real – PIB (%)


                 Série antiga   Série nova
        2002         1,9           2,7
        2003         0,5           1,1
        2004         4,9           5,7
        2005         2,3           2,9
        2006         2,9           3,7




Fonte: IBGE
                                             6
108,0
                                 110,0
                                         112,0
                                                 114,0
                                                         116,0
                                                                 118,0
                                                                         120,0
                                                                                 122,0
                                                                                         124,0
              dez/04
               jan/05




Fonte: IBGE
               fev/05
              mar/05
              abr/05
              mai/05
               jun/05
                jul/05
              ago/05
               set/05
               out/05
              nov/05
              dez/05
               jan/06
               fev/06
              mar/06
              abr/06
              mai/06
               jun/06
                jul/06
              ago/06
               set/06
               out/06
              nov/06
              dez/06
               jan/07
               fev/07
                                                                                                     Dez/05 – Jun/07 (2002=100)




              mar/07
              abr/07
              mai/07
               jun/07
                                                                                                 Produção industrial dessazonalizada




                jul/07
              ago/07
7
PIB – Crescimento 2007 vs. 2006 (%)

                           I       II
        Agropecuária      2,9      0,2
        Indústria         3,0      6,8
        Serviços          4,6      4,8
        PIB               4,4      5,4
        Investimento      7,3     13,8
        Consumo Governo   4,0      3,9
        Consumo privado   6,0      5,7
        Exportações       5,9     13,0
        Importações       19,9    18,7

Fonte: IBGE
                                           8
2.Os fatores positivos



                         9
0,50
                   1,00
                          1,50
                                 2,00
                                        2,50
                                               3,00
                                                      3,50
                                                             4,00
                                                                    4,50
     1956

     1958

     1960

     1962

     1964

     1966

     1968

     1970

     1972

     1974

     1976

     1978

     1980

     1982

     1984

     1986

     1988

     1990

     1992

     1994

     1996

     1998
                                                                           Dívida externa líquida / Exportações




     2000

     2002

     2004

     2006
10
9,8
                              10,0
                              10,2
                              10,4
                              10,6
                              10,8
                              11,0
                              11,2
                              11,4
                              11,6
                              11,8
                              12,0
                              12,2
                              12,4
                              12,6
                   4/1/2007   12,8
                  11/1/2007
                  18/1/2007
                  30/1/2007




     Fonte: STN
                   8/2/2007
                  15/2/2007
                  22/2/2007
                   1/3/2007
                   8/3/2007
                  15/3/2007
                  22/3/2007
                  29/3/2007
                   4/4/2007
                  12/4/2007
                  19/4/2007
                  26/4/2007
                   3/5/2007
                  10/5/2007
                  17/5/2007
                  24/5/2007
                  31/5/2007
                   5/6/2007
                  14/6/2007
                  21/6/2007
                  28/6/2007
                   5/7/2007
                  12/7/2007
                  19/7/2007
                   2/8/2007
                                           Vencimento 2017 (%)




                   9/8/2007
                  23/8/2007
                  30/8/2007
                   4/9/2007
                  13/9/2007
                  20/9/2007
                                     Rentabilidade média das NTN-Fs –




                  27/9/2007
11
Composição dívida interna em títulos públicos
                 (% Total)
                   2002     2006     2007(ago)
LFT                63,9      37,0      34,5
Câmbio              9,0      0,1        0,1
Índices de preço   10,4      21,6      24,1
Prefixados          2,4      36,1      36,4
Outros             14,3      5,2        4,9
Total              100,0    100,0      100,0

   Fonte: STN
                                               12
Dívida líquida do setor público (% PIB)


                       Ano          % PIB
                       2003         52,4
                       2004         47,0
                       2005         46,5
                       2006         44,9
                       2007 (ago)   43,1



Fonte: Banco Central


                                                 13
Aumento do investimento

         Ano          Crescimento    Crescimento
                        PIB (%)       FBKF (%)
2004                      5,7              9,1

2005                      2,9              3,6

2006                      3,7              8,8

2007(Previsão IPEA)       4,5              10,0




   Fonte: IBGE


                                                   14
Outros fatores positivos

•Inflação baixa
•Expansão do crédito
•Previsibilidade institucional
•Quadro político relativamente tranqüilo
•Melhora distribuição de renda



                                           15
3. Os fatores negativos



                          16
Vento a favor
     125

     115                       -17%     +55%
     105

       95

       85

       75
           8

           9

           0

           1

           2

           3

           4

           5

           6

           7
          9

          9

          0

          0

          0

          0

          0

          0

          0

          0
         9

         9

         0

         0

         0

         0

         0

         0

         0

         0
        1

        1

        2

        2

        2

        2

        2

        2

        2

        2
                            Índice de preço das
                            exportações(1996=100)


Fonte: FUNCEX, para 2007, abril.
                                                    17
Taxas de crescimento médias 2004/2007 (% a.a.)
              País               %
              Angola             20,3
              Venezuela          11,2
              China              10,7
              Índia              8,9
              Argentina          8,6
              Uruguai            7,5
              Rússia             6,7
              Turquia            6,7
              Nigéria            6,7
              Peru               6,4
              Colômbia           5,6
              República Tcheca   5,3
              Chile              5,2
              Polônia            5,1
              Coréia             4,6
 Fonte: FMI
              Brasil             4,2
                                            18
Ausência reformas


•Previdenciária
•Trabalhista
•Tributária
•Limite a gastos correntes



                             19
Investimento Governo Central (% PIB)


         Período Governo   % PIB

             1980/84        0,9
             1985/89        1,1
             1990/94        1,2
             1995/02        0,8
             2003/06        0,6




Fonte: STN

                                   20
Investimento Eletrobrás (% PIB)

                1981/85               0,8
                1986/90               0,7
                1991/95               0,3
                1996/00               0,2
                2001/06               0,2

  Fonte: Ministério de Planejamento



                                            21
Investimento 1995/2006 (%PIB)

 18,50




 18,00




 17,50




 17,00




 16,50




 16,00




 15,50




 15,00
         1995   1996   1997   1998   1999   2000   2001   2002   2003   2004   2005   2006




    Fonte: IBGE
                                                                                             22
4. Para onde estão indo os
     recursos públicos?

                        23
Composição da despesa de pessoal (%PIB)

Composição                                1995   2006
Ativos                                    2,63   2,43
Inativos                                  2,14   1,89
        Militares                         0,65   0,65
        Executivo (civis)                 1,35   1,04
        Legislativo                       0,05   0,07
        Judiciário                        0,09   0,13


Transferências Estados                    0,36   0,20
Total                                     5,13   4,52
Fonte: STN / Ministério de Planejamento
                                                        24
Composição da despesa primárias (%PIB)

Composição              1991   1994   1998   2002   2006   2007/p
Transferências E&M 2,65        2,55   2,91   3,80   3,99   4,00
Pessoal                 3,80   5,14   4,56   4,81   4,52   4,68
INSS                    3,36   4,85   5,45   5,96   7,13   7,25
Outros                  3,90   3,96   5,03   4,94   5,60   5,72
        Loas/RMV          -      -    0,12   0,23   0,50   0,53
        Bolsa Família     -      -      -      -    0,40   0,45
        Demais          3,90   3,96   4,91   4,71   4,70   4,74
Total                   13,71 16,50 17,95 19,51 21,24 21,65
/p : Previsão pessoal

Fonte: STN.
                                                                  25
Outras despesas de custeio e capital (%PIB)
                    Composição               2002   2003   2007
  FAT                                        0,54   0,50   0,66
  Subsídios e subvenções                     0,16   0,36   0,35
  LOAS/RMV                                   0,23   0,26   0,53
  Transferências Tesouro-BC                  0,08   0,10   0,10
  Outros                                     3,93   3,14   4,08
             LEJU+Diversos                          0,29   0,35
             Investimento Executivo                 0,30   0,73
             Saúde (corrente)                       1,32   1,39
             Educação (corrente)                    0,36   0,34
             Bolsa Família                          0,10   0,45
             Demais                                 0,77   0,82
  Total                                      4,94   4,36   5,72
 Fonte: STN. Para 2007, previsão do autor.
                                                                  26
5. A agenda (novamente)
         perdida

                          27
Despesas de contratação (% sobre salário)
                    A - Contribuições sociais                 35,8
                               INSS                           20,0
                               FGTS                            8,0
                               Salário-Educação                2,5
                               Seguro de acidentes (média)     2,0
                               Serviços sociais                1,5
                               Formação profissional           1,0
                               SEBRAE                          0,6
                               INCRA                           0,2

                    B - Remuneração do trabalho (I)           38,2
                             Repouso semanal                  18,9
                             Férias                            9,4
                             Abono de férias                   3,6
                             Feriados                          4,4
                             Aviso prévio                      1,3
                             Licença - enfermidade             0,6

                    C - Remuneração do trabalho (II)          14,1
                             13° salário                     10,9
                             Indenização por dispensa (50% FGTS)
                                                               3,2

                    D - Incidência cumulativa                 14,6
                               A/B                            13,7
                               FGTS / 13° salário             0,9

                    Total                                    102,7

Fonte:Tabela elaborada por José Pastore.
                                                                     28
Artigo 7 Constituição do Brasil
     I - Indenização
     II - Seguro - desemprego
     III - FGTS
     IV - Salário mínimo
     V - Piso salarial
     VI - Irredutibilidade salarial
     VIII - 13° salário
     IX - Salário noturno
     XII - Salário família
     XIII - Jornada 44 horas semanais
     XVI - Hora extra ≥ 50%
     XVII - Férias + abono 1/3
     XVIII - Licença gestante 120 dias
     XXI - Aviso prévio 30 dias
     XXIV - Aposentadoria
     XXVIII - Seguro contra acidentes de trabalho
                                                    29
Custo da demissão de um empregado
                 (salário: R$ 1000)
                                                                                               (Em R$)

                    Composição                                   1 ano de vínculo     5 anos de vínculo

50 % de indenização (0,50xR$1066,67) /a                                533,33             2666,65
Aviso prévio (1 mês)                                                   1000,00            1000,00
13° proporcional (1 mês)                                                83,33              83,33
Férias proporcionais (inclui abono 1/3)                                 111,11             111,11
FGTS (1 mês salário + 1/12 de 13°)                                      86,67              86,67
Total                                                                  1814,14            3947,76


 /a Considera a incidência de FGTS sobre férias e abono de férias (1/3 do salário).



    Fonte: Cálculos feitos a partir de tabela elaborada
    por José Pastore. Não considera o pagamento do
    FGTS.
                                                                                                          30
Tarifas nominais médias: Países e produtos
                  selecionados - 2005 (%)

                      Informática     Máquinas e       Veículos    Automóveis de
                                      aparelhos      automotores    passageiros
                                       elétricos
Brasil              13,3            13,0           22,4                35,0
Chile               6,0             6,0            5,9                  6,0
China *             0,0             9,3            18,9                 9,6
Coréia *            0,0             5,5            1,9                  7,8
Croácia             0,0             3,0            6,6                  7,5
Estados Unidos      0,0             2,0            2,7                  2,5
Índia               0,0             11,9           43,1               100,0
Malásia             0,0             8,7            29,7                39,7
México              0,0             10,6           18,4                38,5
União Européia      0,0             3,2            6,2                  9,8
* Dados de 2004



    Fonte: Trains
                                                                               31
Tarifas de importação de bens de capital (médias
  ponderadas) para países selecionados - 2005
         Estados Unidos

                Malásia

         União Européia

                Croácia

              Indonéisa

               Tailândia

           Coréia do Sul

                  China

                   Chile

                México

                  Índia

                  Brasil



                           0     2          4          6   8   10   12


  Fonte: Trains. Parte dos dados gentilmente cedidos
  por Maurício Mesquita Moreira.
                                                                         32
Taxa SELIC real bruta, com 22,5% e 10% de IR, para
diferentes níveis de inflação e de taxa de juros líquida
                       anual (%)




                                                        Inflação (%)
                                                       3,0               4,0
                                                  IR      IR        IR      IR
                                                 22,5    10,0      22,5    10,0
           Taxa de juros              4,0        6,1         4,8   6,3         4,9
           real líquida
           (%)                        5,0        7,4         5,9   7,6         6,0




Fonte: Elaboração própria. Cálculos feitos com
tributação semestral.
                                                                                     33
6.Desafios (I): a questão
       energética

                            34
Nível dos reservatórios – SE/CO (%)
                     1997/2001
      90
      80
      70
                                     60,2   1997
      60
      50                             43,2   1998
      40
      30        2001                22,1    2000
      20
                                     19,7   1999
      10




                                et
           n




                               ov
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        Ja




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               M




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               M

               A




                              O


                              D
                              N
               A

Fonte: ONS

                                                   35
Nível dos reservatórios – SE/CO (%)
                     2004/2007
      90

      80

      70                                       2005

                                        59,4   2004
      60                         2007
                                        59,3   2006
      50
                                        42,4

      40




                                et
           n




                               ov
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        Ja




               Ju
               M




                             S
               M

               A




                              O


                              D
                              N
               A

Fonte: ONS

                                                      36
•O governo vive uma ambigüidade:
o Presidente e a área econômica
acenam com crescimento
sustentável de 5%, mas a
mensagem de tranqüilidade das
autoridades da área energética se
baseia no cenário de crescimento
moderado.

                                    37
Dúvidas sobre o futuro


•Crescimento PIB
•Nível pluviométrico
•Entrega de usinas previstas
•Oferta de gás
•2011?



                                  38
Prescrições necessárias

•Moderação crescimento futuro (4,0%/4,5%)
•Aumento oferta gás
•Aumento investimentos Eletrobrás
•Agilização resposta de órgãos ambientais
•Elaboração de “prateleira de projetos”
•Investimento em recursos humanos

                                            39
7.Desafios (II): o problema
      previdenciário

                        40
População idosa e gasto previdenciário
%
%
20




15




10




5



0




                                                                                                                                                  EUA
                                                                                                                Reino Unido
                Itália




                                                Espanha


                                                          Bélgica




                                                                                                       França




                                                                                                                              Suíça
        Japão




                                                                             Portugal




                                                                                                                                                        Brasil
                                       Grécia




                                                                    Suécia




                                                                                                                                      Dinamarca
                         Alemanha




                                                                                        Áustria
                                      População com idade maior ou igual a 65 anos                Gasto previdenciário (% PIB)

     /a Dados referentes ao ano de 2005. Para o Brasil, 2006.
     Fonte: OECD. Dados cedidos gentilmente por José Cechin.                                                                                            41
Despesas com benefícios do INSS
                                (% PIB)
7,5
7,0
6,5
6,0
5,5
5,0
4,5
4,0
3,5
3,0
2,5
       1988
              1989
                     1990
                            1991
                                   1992
                                          1993
                                                 1994
                                                        1995
                                                               1996
                                                                      1997
                                                                             1998
                                                                                    1999
                                                                                           2000
                                                                                                  2001
                                                                                                         2002
                                                                                                                2003
                                                                                                                       2004
                                                                                                                              2005
                                                                                                                                     2006
                                                                                                                                            2007
      Fonte: STN.
                                                                                                                                               42
Crescimento da População
                 Projeção IBGE (% a.a.)

                     População com idade ≥ 60 anos
   Período
                                          Ambos os
                 Homens    Mulheres
                                           sexos
  2005/10          3,2         3,6            3,4

  2010/15          3,6         4,0            3,8

  2015/20          3,9         4,2            4,0

  2020/25          3,9         4,1            4,0
Fonte: IBGE.
                                                     43
Idade média por ocasião da aposentadoria
    por tempo de contribuição: (anos)


  Idade média                    Homens                     Mulheres


 Antes do fator
                                      54                         50
 previdenciário

         2004                         57                         52

Fonte: Delgado, G.; Querino, A .C.; Rangel, L. e Stivali, M., "Avaliação de
resultados da Lei do Fator Previdenciário (1999-2004)", Texto para discussão
IPEA, número 1161, 2006, tabela 3.
                                                                               44
Despesas previdenciárias e assistenciais com benefícios
    iguais a um salário mínimo: 1997 / 2007 (% PIB)
      Ano              RMV           LOAS /a          INSS /b         Total
     1997               0,17            0,08           1,17            1,42
     1998               0,16            0,12           1,48            1,76
     1999               0,14            0,14           1,66            1,94
     2000               0,13            0,17           1,70            2,00
     2001               0,13            0,21           1,86            2,20
     2002               0,11            0,23           1,93            2,27
     2003               0,10            0,26           2,01            2,37
     2004                  -            0,39           2,00            2,39
     2005                  -            0,43           2,14            2,57
     2006                  -            0,50           2,41            2,91
     2007                  -            0,56           2,56            3,12
  /a A partir de 2004, inclui RMV.   /b Exclui RMV.
 Fonte: Elaboração própria. O autor agradece a colaboração de Pedro Garcia nos
 cálculos apresentados. Considera a revisão das Contas Nacionais.                45
Sensibilidade da extrema pobreza a mudanças no
                    salário mínimo       Valores em R$ milhões

       Situação prévia                Impacto sobre renda total das       Impacto sobre insuficiência de
                                                famílias                       renda das famílias
                                                                              extremamente pobres
Impacto de 10% de aumento no                       1299                                  104
rendimento de empregados com
 carteira e funcionários públicos
       próximos ao mínimo
Impacto de 10% de aumento no                       1182                                  97
rendimento de empregados sem
  carteira próximos ao mínimo

Impacto de 10% de aumento nos                      3278                                  110
   benefícios previdenciários
     próximos ao mínimo

 Impacto de 10% de aumento no                      5759                                  311
rendimento dos empregados sem
carteira, empregados com carteira
  e funcionários públicos e nos
    benefícios previdenciários
       próximos ao mínimo.

     Fonte: Paes de Barros, Ricardo; Carvalho, Mirela; e Franco, Samuel, “A efetividade do salário
     mínimo como um instrumento para reduzir a pobreza no Brasil”, IPEA, Boletim de Conjuntura
     número 74, setembro/06, com base na PNAD de 2004.                                               46
Distribuição dos aposentados e pensionistas com
rendimento exatamente igual a um salário mínimo, por
décimo da distribuição de renda per capita – 2005 (%)
  Décimos da distribuição              %
          Até 30                     12,1
          30 a 40                     11,2
          40 a 50                     11,8
          50 a 60                    22,9
          60 a 70                    15,9
          70 a 80                     11,6
         80 a 100                    14,5
           Total                     100,0
Fonte: PNAD.
                                                    47
• No Brasil, existe a crença difusa de que aumentar o
salário mínimo melhora a vida das pessoas mais pobres
do país. O problema é que a crença é incorreta.
Aumentar o salário mínimo melhora a situação do quarto
décimo da distribuição de renda. Só 3% do aumento da
renda da população que recebe benefícios de 1 SM se
destina a reduzir a insuficiência de renda dos
extremamente pobres. Trata-se de uma política social
ineficiente. O problema de aumentar o piso
previdenciário não é (só) fiscal: o problema é que é um
gasto que não melhora em praticamente nada a vida dos
30% mais pobres!
                                                    48
• A política de aumentos reais do SM deve ser repensada.
Em um país onde os problemas mais dramáticos são urbanos,
privilegia-se o incremento da renda rural. Em uma economia
que precisa aumentar a poupança doméstica, promove-se o
aumento da taxação de quem produz para praticar maciças
transferências de renda a quem tem uma propensão a
consumir de 100%. Em uma sociedade em que a juventude
parece ter sido abandonada, destinam-se recursos cada vez
maiores aos idosos. Em um dos países mais desiguais do
mundo, a política de aumentos do SM não traz benefícios
para os 30% mais pobres. Em um país com baixa
produtividade e que precisa melhorar a educação, investe-se
cada vez mais na terceira idade. Do ponto de vista econômico
e social, a política de aumentos reais do SM está longe de
trazer os benefícios que lhe são atribuídos.
                                                           49
• Há um divórcio completo entre a percepção da
realidade e a realidade em si. A percepção da realidade é
que a terceira idade foi abandonada pelos Governos, que
o INSS é cruel com as pessoas e que os aposentados são
cada vez mais “arrochados”. A realidade é que nenhum
grupo social melhorou tanto os seus rendimentos desde o
Plano Real como os aposentados.
• Não há ninguém no debate que proponha reduzir
aposentadorias. É claro que nosso sistema previdenciário
/ assistencial tira pessoas da pobreza. O que está em
questão é qual é o retorno social de aumentos adicionais
do SM.
                                                       50
Reforma Previdenciária
i.    Idade mínima (60H, 55M)
ii.   Aumento progressivo idade mínima
iii. Aumento idade aposentadoria por idade (67H)
iv. Aumento período contributivo (25A)
v.    Redução futuras pensões (70%)
vi. Redução diferença H-M (2A)
vii. Fim regime aposentadoria rural
viii. Fim regime especial professores
ix. Futuros LOAS: 75% BPB
x.    Futuros LOAS: 70A c/ 10A transição
                                                   51
“ É como se, enquanto o mundo inteiro
investe no futuro, vocês estivessem fazendo
um gigantesco esforço de investimento no
passado” (Economista europeu, ao ser
informado sobre as características do gasto
público e das regras previdenciárias do
Brasil)


                                              52
“ O Brasil não tem problemas,
mas apenas soluções adiadas”
(Câmara Cascudo)




                                53
“ Isso vai estourar neste Governo ou
não?” (líder do Governo na Câmara de
Deputados, a um assessor do então
Ministro Delfim Netto, em reação às
projeções que apontavam para o
agravamento futuro do problema
previdenciário... em 1982!)




                                       54
8.Desafios (III): o aumento
  do investimento público

                         55
Gasto primário Governo Central (PIB %)
  22



  21



  20



  19



  18



  17



  16



  15



  14



  13
       1991   1992   1993   1994   1995   1996   1997   1998   1999   2000   2001   2002   2003   2004   2005   2006

       Fonte: STN                                                                                                      56
Receita Governo Central (% PIB)
        24


        23


        22


        21


        20


        19


        18


        17


        16


        15


        14
             1991   1992   1993   1994   1995   1996   1997   1998   1999   2000   2001   2002   2003   2004   2005   2006   57
Fonte: STN
Despesa primária Governo Central (% PIB)
           Composição                                  2003   2007

           Pessoal                                     4,5    4,7

           INSS                                        6,3    7,3

           Transf. E&M                                 3,5    4,0

           Outras                                      4,4    5,7

                     Investim.                         0,3    0,7

                     Correntes                         4,1    5,0

                           Bolsa Família               0,1    0,5

                           Loas                        0,3    0,5

                           FAT                         0,5    0,7

                           Outros                      3,2    3,3

           Total                                       18,7   21,7

Fonte:Para 2003, STN. Para 2007, estimativa própria.
                                                                     58
Medidas importantes para viabilizar aumento
           investimento público


  •Teto pessoal
  •Teto despesas correntes
  •Contenção aumento real salário mínimo
  •Reforma previdenciária
  •Redução grau vinculação orçamentária



                                              59
Esforços complementares



•Agilização resposta órgãos ambientais
•“Prateleira de projetos”
•Investimento em recursos humanos




                                         60

Palestra Fabio Giambiagi

  • 1.
    “Brasil: Avanços e desafios” Fabio Giambiagi I Fórum de Finanças Empresariais do ES Outubro 2007 1
  • 2.
    1. Retrospecto recente 2.Os fatores positivos 3. Os fatores negativos 4. Para onde estão indo os recursos públicos? 5. A agenda (novamente) perdida 6. Desafios (I): a questão energética 7. Desafios (II): o problema previdenciário 8. Desafios (III): o aumento do investimento público 2
  • 3.
  • 4.
    Taxas de crescimentoacumuladas até julho/agosto (%) PIM-PF 5,3 BK 17,6 BI 4,2 BCD 6,9 BCND 3,2 Veículos 7,5 Papel/Papelão 5,3 Consumo Energia 4,3 Aço 10,6 PMC 9,7 Fontes: IBGE, CNI 4
  • 5.
    PMC – Variaçãoacumulada até julho em Estados selecionados (%) Estado Crescimento real (%) Brasil 9,7 AL 29,2 SE 13,4 BA 10,2 GO 5,9 MG 7,6 SP 11,8 RJ 6,3 RS 6,1 PR 7,2 Fonte: IBGE. SC 11,5 5
  • 6.
    Taxa de crescimentoreal – PIB (%) Série antiga Série nova 2002 1,9 2,7 2003 0,5 1,1 2004 4,9 5,7 2005 2,3 2,9 2006 2,9 3,7 Fonte: IBGE 6
  • 7.
    108,0 110,0 112,0 114,0 116,0 118,0 120,0 122,0 124,0 dez/04 jan/05 Fonte: IBGE fev/05 mar/05 abr/05 mai/05 jun/05 jul/05 ago/05 set/05 out/05 nov/05 dez/05 jan/06 fev/06 mar/06 abr/06 mai/06 jun/06 jul/06 ago/06 set/06 out/06 nov/06 dez/06 jan/07 fev/07 Dez/05 – Jun/07 (2002=100) mar/07 abr/07 mai/07 jun/07 Produção industrial dessazonalizada jul/07 ago/07 7
  • 8.
    PIB – Crescimento2007 vs. 2006 (%) I II Agropecuária 2,9 0,2 Indústria 3,0 6,8 Serviços 4,6 4,8 PIB 4,4 5,4 Investimento 7,3 13,8 Consumo Governo 4,0 3,9 Consumo privado 6,0 5,7 Exportações 5,9 13,0 Importações 19,9 18,7 Fonte: IBGE 8
  • 9.
  • 10.
    0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 4,50 1956 1958 1960 1962 1964 1966 1968 1970 1972 1974 1976 1978 1980 1982 1984 1986 1988 1990 1992 1994 1996 1998 Dívida externa líquida / Exportações 2000 2002 2004 2006 10
  • 11.
    9,8 10,0 10,2 10,4 10,6 10,8 11,0 11,2 11,4 11,6 11,8 12,0 12,2 12,4 12,6 4/1/2007 12,8 11/1/2007 18/1/2007 30/1/2007 Fonte: STN 8/2/2007 15/2/2007 22/2/2007 1/3/2007 8/3/2007 15/3/2007 22/3/2007 29/3/2007 4/4/2007 12/4/2007 19/4/2007 26/4/2007 3/5/2007 10/5/2007 17/5/2007 24/5/2007 31/5/2007 5/6/2007 14/6/2007 21/6/2007 28/6/2007 5/7/2007 12/7/2007 19/7/2007 2/8/2007 Vencimento 2017 (%) 9/8/2007 23/8/2007 30/8/2007 4/9/2007 13/9/2007 20/9/2007 Rentabilidade média das NTN-Fs – 27/9/2007 11
  • 12.
    Composição dívida internaem títulos públicos (% Total) 2002 2006 2007(ago) LFT 63,9 37,0 34,5 Câmbio 9,0 0,1 0,1 Índices de preço 10,4 21,6 24,1 Prefixados 2,4 36,1 36,4 Outros 14,3 5,2 4,9 Total 100,0 100,0 100,0 Fonte: STN 12
  • 13.
    Dívida líquida dosetor público (% PIB) Ano % PIB 2003 52,4 2004 47,0 2005 46,5 2006 44,9 2007 (ago) 43,1 Fonte: Banco Central 13
  • 14.
    Aumento do investimento Ano Crescimento Crescimento PIB (%) FBKF (%) 2004 5,7 9,1 2005 2,9 3,6 2006 3,7 8,8 2007(Previsão IPEA) 4,5 10,0 Fonte: IBGE 14
  • 15.
    Outros fatores positivos •Inflaçãobaixa •Expansão do crédito •Previsibilidade institucional •Quadro político relativamente tranqüilo •Melhora distribuição de renda 15
  • 16.
    3. Os fatoresnegativos 16
  • 17.
    Vento a favor 125 115 -17% +55% 105 95 85 75 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 9 9 0 0 0 0 0 0 0 0 9 9 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 Índice de preço das exportações(1996=100) Fonte: FUNCEX, para 2007, abril. 17
  • 18.
    Taxas de crescimentomédias 2004/2007 (% a.a.) País % Angola 20,3 Venezuela 11,2 China 10,7 Índia 8,9 Argentina 8,6 Uruguai 7,5 Rússia 6,7 Turquia 6,7 Nigéria 6,7 Peru 6,4 Colômbia 5,6 República Tcheca 5,3 Chile 5,2 Polônia 5,1 Coréia 4,6 Fonte: FMI Brasil 4,2 18
  • 19.
  • 20.
    Investimento Governo Central(% PIB) Período Governo % PIB 1980/84 0,9 1985/89 1,1 1990/94 1,2 1995/02 0,8 2003/06 0,6 Fonte: STN 20
  • 21.
    Investimento Eletrobrás (%PIB) 1981/85 0,8 1986/90 0,7 1991/95 0,3 1996/00 0,2 2001/06 0,2 Fonte: Ministério de Planejamento 21
  • 22.
    Investimento 1995/2006 (%PIB) 18,50 18,00 17,50 17,00 16,50 16,00 15,50 15,00 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Fonte: IBGE 22
  • 23.
    4. Para ondeestão indo os recursos públicos? 23
  • 24.
    Composição da despesade pessoal (%PIB) Composição 1995 2006 Ativos 2,63 2,43 Inativos 2,14 1,89 Militares 0,65 0,65 Executivo (civis) 1,35 1,04 Legislativo 0,05 0,07 Judiciário 0,09 0,13 Transferências Estados 0,36 0,20 Total 5,13 4,52 Fonte: STN / Ministério de Planejamento 24
  • 25.
    Composição da despesaprimárias (%PIB) Composição 1991 1994 1998 2002 2006 2007/p Transferências E&M 2,65 2,55 2,91 3,80 3,99 4,00 Pessoal 3,80 5,14 4,56 4,81 4,52 4,68 INSS 3,36 4,85 5,45 5,96 7,13 7,25 Outros 3,90 3,96 5,03 4,94 5,60 5,72 Loas/RMV - - 0,12 0,23 0,50 0,53 Bolsa Família - - - - 0,40 0,45 Demais 3,90 3,96 4,91 4,71 4,70 4,74 Total 13,71 16,50 17,95 19,51 21,24 21,65 /p : Previsão pessoal Fonte: STN. 25
  • 26.
    Outras despesas decusteio e capital (%PIB) Composição 2002 2003 2007 FAT 0,54 0,50 0,66 Subsídios e subvenções 0,16 0,36 0,35 LOAS/RMV 0,23 0,26 0,53 Transferências Tesouro-BC 0,08 0,10 0,10 Outros 3,93 3,14 4,08 LEJU+Diversos 0,29 0,35 Investimento Executivo 0,30 0,73 Saúde (corrente) 1,32 1,39 Educação (corrente) 0,36 0,34 Bolsa Família 0,10 0,45 Demais 0,77 0,82 Total 4,94 4,36 5,72 Fonte: STN. Para 2007, previsão do autor. 26
  • 27.
    5. A agenda(novamente) perdida 27
  • 28.
    Despesas de contratação(% sobre salário) A - Contribuições sociais 35,8 INSS 20,0 FGTS 8,0 Salário-Educação 2,5 Seguro de acidentes (média) 2,0 Serviços sociais 1,5 Formação profissional 1,0 SEBRAE 0,6 INCRA 0,2 B - Remuneração do trabalho (I) 38,2 Repouso semanal 18,9 Férias 9,4 Abono de férias 3,6 Feriados 4,4 Aviso prévio 1,3 Licença - enfermidade 0,6 C - Remuneração do trabalho (II) 14,1 13° salário 10,9 Indenização por dispensa (50% FGTS) 3,2 D - Incidência cumulativa 14,6 A/B 13,7 FGTS / 13° salário 0,9 Total 102,7 Fonte:Tabela elaborada por José Pastore. 28
  • 29.
    Artigo 7 Constituiçãodo Brasil I - Indenização II - Seguro - desemprego III - FGTS IV - Salário mínimo V - Piso salarial VI - Irredutibilidade salarial VIII - 13° salário IX - Salário noturno XII - Salário família XIII - Jornada 44 horas semanais XVI - Hora extra ≥ 50% XVII - Férias + abono 1/3 XVIII - Licença gestante 120 dias XXI - Aviso prévio 30 dias XXIV - Aposentadoria XXVIII - Seguro contra acidentes de trabalho 29
  • 30.
    Custo da demissãode um empregado (salário: R$ 1000) (Em R$) Composição 1 ano de vínculo 5 anos de vínculo 50 % de indenização (0,50xR$1066,67) /a 533,33 2666,65 Aviso prévio (1 mês) 1000,00 1000,00 13° proporcional (1 mês) 83,33 83,33 Férias proporcionais (inclui abono 1/3) 111,11 111,11 FGTS (1 mês salário + 1/12 de 13°) 86,67 86,67 Total 1814,14 3947,76 /a Considera a incidência de FGTS sobre férias e abono de férias (1/3 do salário). Fonte: Cálculos feitos a partir de tabela elaborada por José Pastore. Não considera o pagamento do FGTS. 30
  • 31.
    Tarifas nominais médias:Países e produtos selecionados - 2005 (%) Informática Máquinas e Veículos Automóveis de aparelhos automotores passageiros elétricos Brasil 13,3 13,0 22,4 35,0 Chile 6,0 6,0 5,9 6,0 China * 0,0 9,3 18,9 9,6 Coréia * 0,0 5,5 1,9 7,8 Croácia 0,0 3,0 6,6 7,5 Estados Unidos 0,0 2,0 2,7 2,5 Índia 0,0 11,9 43,1 100,0 Malásia 0,0 8,7 29,7 39,7 México 0,0 10,6 18,4 38,5 União Européia 0,0 3,2 6,2 9,8 * Dados de 2004 Fonte: Trains 31
  • 32.
    Tarifas de importaçãode bens de capital (médias ponderadas) para países selecionados - 2005 Estados Unidos Malásia União Européia Croácia Indonéisa Tailândia Coréia do Sul China Chile México Índia Brasil 0 2 4 6 8 10 12 Fonte: Trains. Parte dos dados gentilmente cedidos por Maurício Mesquita Moreira. 32
  • 33.
    Taxa SELIC realbruta, com 22,5% e 10% de IR, para diferentes níveis de inflação e de taxa de juros líquida anual (%) Inflação (%) 3,0 4,0 IR IR IR IR 22,5 10,0 22,5 10,0 Taxa de juros 4,0 6,1 4,8 6,3 4,9 real líquida (%) 5,0 7,4 5,9 7,6 6,0 Fonte: Elaboração própria. Cálculos feitos com tributação semestral. 33
  • 34.
    6.Desafios (I): aquestão energética 34
  • 35.
    Nível dos reservatórios– SE/CO (%) 1997/2001 90 80 70 60,2 1997 60 50 43,2 1998 40 30 2001 22,1 2000 20 19,7 1999 10 et n ov br v ai ar l go ez n t Ju u Fe Ja Ju M S M A O D N A Fonte: ONS 35
  • 36.
    Nível dos reservatórios– SE/CO (%) 2004/2007 90 80 70 2005 59,4 2004 60 2007 59,3 2006 50 42,4 40 et n ov br v ai ar l go ez n t Ju u Fe Ja Ju M S M A O D N A Fonte: ONS 36
  • 37.
    •O governo viveuma ambigüidade: o Presidente e a área econômica acenam com crescimento sustentável de 5%, mas a mensagem de tranqüilidade das autoridades da área energética se baseia no cenário de crescimento moderado. 37
  • 38.
    Dúvidas sobre ofuturo •Crescimento PIB •Nível pluviométrico •Entrega de usinas previstas •Oferta de gás •2011? 38
  • 39.
    Prescrições necessárias •Moderação crescimentofuturo (4,0%/4,5%) •Aumento oferta gás •Aumento investimentos Eletrobrás •Agilização resposta de órgãos ambientais •Elaboração de “prateleira de projetos” •Investimento em recursos humanos 39
  • 40.
    7.Desafios (II): oproblema previdenciário 40
  • 41.
    População idosa egasto previdenciário % % 20 15 10 5 0 EUA Reino Unido Itália Espanha Bélgica França Suíça Japão Portugal Brasil Grécia Suécia Dinamarca Alemanha Áustria População com idade maior ou igual a 65 anos Gasto previdenciário (% PIB) /a Dados referentes ao ano de 2005. Para o Brasil, 2006. Fonte: OECD. Dados cedidos gentilmente por José Cechin. 41
  • 42.
    Despesas com benefíciosdo INSS (% PIB) 7,5 7,0 6,5 6,0 5,5 5,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Fonte: STN. 42
  • 43.
    Crescimento da População Projeção IBGE (% a.a.) População com idade ≥ 60 anos Período Ambos os Homens Mulheres sexos 2005/10 3,2 3,6 3,4 2010/15 3,6 4,0 3,8 2015/20 3,9 4,2 4,0 2020/25 3,9 4,1 4,0 Fonte: IBGE. 43
  • 44.
    Idade média porocasião da aposentadoria por tempo de contribuição: (anos) Idade média Homens Mulheres Antes do fator 54 50 previdenciário 2004 57 52 Fonte: Delgado, G.; Querino, A .C.; Rangel, L. e Stivali, M., "Avaliação de resultados da Lei do Fator Previdenciário (1999-2004)", Texto para discussão IPEA, número 1161, 2006, tabela 3. 44
  • 45.
    Despesas previdenciárias eassistenciais com benefícios iguais a um salário mínimo: 1997 / 2007 (% PIB) Ano RMV LOAS /a INSS /b Total 1997 0,17 0,08 1,17 1,42 1998 0,16 0,12 1,48 1,76 1999 0,14 0,14 1,66 1,94 2000 0,13 0,17 1,70 2,00 2001 0,13 0,21 1,86 2,20 2002 0,11 0,23 1,93 2,27 2003 0,10 0,26 2,01 2,37 2004 - 0,39 2,00 2,39 2005 - 0,43 2,14 2,57 2006 - 0,50 2,41 2,91 2007 - 0,56 2,56 3,12 /a A partir de 2004, inclui RMV. /b Exclui RMV. Fonte: Elaboração própria. O autor agradece a colaboração de Pedro Garcia nos cálculos apresentados. Considera a revisão das Contas Nacionais. 45
  • 46.
    Sensibilidade da extremapobreza a mudanças no salário mínimo Valores em R$ milhões Situação prévia Impacto sobre renda total das Impacto sobre insuficiência de famílias renda das famílias extremamente pobres Impacto de 10% de aumento no 1299 104 rendimento de empregados com carteira e funcionários públicos próximos ao mínimo Impacto de 10% de aumento no 1182 97 rendimento de empregados sem carteira próximos ao mínimo Impacto de 10% de aumento nos 3278 110 benefícios previdenciários próximos ao mínimo Impacto de 10% de aumento no 5759 311 rendimento dos empregados sem carteira, empregados com carteira e funcionários públicos e nos benefícios previdenciários próximos ao mínimo. Fonte: Paes de Barros, Ricardo; Carvalho, Mirela; e Franco, Samuel, “A efetividade do salário mínimo como um instrumento para reduzir a pobreza no Brasil”, IPEA, Boletim de Conjuntura número 74, setembro/06, com base na PNAD de 2004. 46
  • 47.
    Distribuição dos aposentadose pensionistas com rendimento exatamente igual a um salário mínimo, por décimo da distribuição de renda per capita – 2005 (%) Décimos da distribuição % Até 30 12,1 30 a 40 11,2 40 a 50 11,8 50 a 60 22,9 60 a 70 15,9 70 a 80 11,6 80 a 100 14,5 Total 100,0 Fonte: PNAD. 47
  • 48.
    • No Brasil,existe a crença difusa de que aumentar o salário mínimo melhora a vida das pessoas mais pobres do país. O problema é que a crença é incorreta. Aumentar o salário mínimo melhora a situação do quarto décimo da distribuição de renda. Só 3% do aumento da renda da população que recebe benefícios de 1 SM se destina a reduzir a insuficiência de renda dos extremamente pobres. Trata-se de uma política social ineficiente. O problema de aumentar o piso previdenciário não é (só) fiscal: o problema é que é um gasto que não melhora em praticamente nada a vida dos 30% mais pobres! 48
  • 49.
    • A políticade aumentos reais do SM deve ser repensada. Em um país onde os problemas mais dramáticos são urbanos, privilegia-se o incremento da renda rural. Em uma economia que precisa aumentar a poupança doméstica, promove-se o aumento da taxação de quem produz para praticar maciças transferências de renda a quem tem uma propensão a consumir de 100%. Em uma sociedade em que a juventude parece ter sido abandonada, destinam-se recursos cada vez maiores aos idosos. Em um dos países mais desiguais do mundo, a política de aumentos do SM não traz benefícios para os 30% mais pobres. Em um país com baixa produtividade e que precisa melhorar a educação, investe-se cada vez mais na terceira idade. Do ponto de vista econômico e social, a política de aumentos reais do SM está longe de trazer os benefícios que lhe são atribuídos. 49
  • 50.
    • Há umdivórcio completo entre a percepção da realidade e a realidade em si. A percepção da realidade é que a terceira idade foi abandonada pelos Governos, que o INSS é cruel com as pessoas e que os aposentados são cada vez mais “arrochados”. A realidade é que nenhum grupo social melhorou tanto os seus rendimentos desde o Plano Real como os aposentados. • Não há ninguém no debate que proponha reduzir aposentadorias. É claro que nosso sistema previdenciário / assistencial tira pessoas da pobreza. O que está em questão é qual é o retorno social de aumentos adicionais do SM. 50
  • 51.
    Reforma Previdenciária i. Idade mínima (60H, 55M) ii. Aumento progressivo idade mínima iii. Aumento idade aposentadoria por idade (67H) iv. Aumento período contributivo (25A) v. Redução futuras pensões (70%) vi. Redução diferença H-M (2A) vii. Fim regime aposentadoria rural viii. Fim regime especial professores ix. Futuros LOAS: 75% BPB x. Futuros LOAS: 70A c/ 10A transição 51
  • 52.
    “ É comose, enquanto o mundo inteiro investe no futuro, vocês estivessem fazendo um gigantesco esforço de investimento no passado” (Economista europeu, ao ser informado sobre as características do gasto público e das regras previdenciárias do Brasil) 52
  • 53.
    “ O Brasilnão tem problemas, mas apenas soluções adiadas” (Câmara Cascudo) 53
  • 54.
    “ Isso vaiestourar neste Governo ou não?” (líder do Governo na Câmara de Deputados, a um assessor do então Ministro Delfim Netto, em reação às projeções que apontavam para o agravamento futuro do problema previdenciário... em 1982!) 54
  • 55.
    8.Desafios (III): oaumento do investimento público 55
  • 56.
    Gasto primário GovernoCentral (PIB %) 22 21 20 19 18 17 16 15 14 13 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Fonte: STN 56
  • 57.
    Receita Governo Central(% PIB) 24 23 22 21 20 19 18 17 16 15 14 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 57 Fonte: STN
  • 58.
    Despesa primária GovernoCentral (% PIB) Composição 2003 2007 Pessoal 4,5 4,7 INSS 6,3 7,3 Transf. E&M 3,5 4,0 Outras 4,4 5,7 Investim. 0,3 0,7 Correntes 4,1 5,0 Bolsa Família 0,1 0,5 Loas 0,3 0,5 FAT 0,5 0,7 Outros 3,2 3,3 Total 18,7 21,7 Fonte:Para 2003, STN. Para 2007, estimativa própria. 58
  • 59.
    Medidas importantes paraviabilizar aumento investimento público •Teto pessoal •Teto despesas correntes •Contenção aumento real salário mínimo •Reforma previdenciária •Redução grau vinculação orçamentária 59
  • 60.
    Esforços complementares •Agilização respostaórgãos ambientais •“Prateleira de projetos” •Investimento em recursos humanos 60