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As Oito Regras de Ouro de Shneiderman
Os princípios do design de interfaces para uma IHC eficaz!
FABIANO RIBEIRO FEB 19, 2022 09:42PM
Introdução.
Antes de mais nada, vamos nos perguntar quem é o autor dessas 8 regras?
Ben Shneiderman é um cientista americano com forte experiência no campo da Interação
Humano-Computador (IHC). Muitos de seus trabalhos são fundamentais para a IHC de hoje,
como por exemplo, a criação do "Treemap".
Shneiderman propôs uma coleção desses princípios derivados de sua experiência, que, depois
de refinados, desenvolvidos e explicados, são aplicáveis a qualquer sistema interativo seja
mobile, desktop, web ou metaverso.
Estas oito regras de ouro destinam-se a ajudar os designers a resolver problemas e, para isso,
elas oferecem aos designers uma ajuda significativa com suas oito heurísticas.
Para melhorar a usabilidade, uma interface precisa ser bem projetada para ser "amigável ao
usuário".
1 - Esforce-se pela consistência.
A Lei de Jakob afirma que as pessoas passam a maior parte do tempo usando produtos digitais
diferentes dos seus, e suas experiências com esses produtos definem suas expectativas.
Deixar de manter a consistência pode aumentar a carga cognitiva dos usuários, forçando-os a
aprender algo novo.
Seu público-alvo não deve se perguntar se palavras, situações ou ações diferentes significam a
mesma coisa. Em outras palavras, use todos os elementos em seu aplicativo de forma
consistente. Por exemplo, um certo estilo de botão deve sempre fazer a mesma coisa, ou a
navegação deve funcionar logicamente, indo mais fundo na hierarquia.
Mantenha a consistência dentro de um único produto ou família de produtos (consistência
interna).
Siga as convenções estabelecidas da indústria (consistência externa).
2 - Busque a usabilidade universal.
O design deve atender a usuários inexperientes e experientes. Isso pode ser feito pelo uso de
atalhos, que podem ser ocultados de usuários iniciantes. Eles podem acelerar a interação para
o usuário experiente e o design pode atender simultaneamente tanto o usuário inexperiente
quanto o experiente.
Processos flexíveis podem ser realizados de diferentes maneiras para que as pessoas possam
escolher o método que funciona para elas. Permita que os usuários personalizem ações
frequentes.
Adapte o conteúdo e a funcionalidade para usuários individuais.
Habilite a personalização para que os usuários possam fazer seleções sobre como usar o
produto.
Automatize as operações usadas com frequência.
3 - Ofereça feedback informativo.
O design deve sempre manter os usuários informados sobre o que está acontecendo. Não
deixe os usuários adivinhando – diga a eles o que está acontecendo. Faça isso por meio de
feedback apropriado dentro de um período de tempo razoável.
Quando os usuários conhecem o status atual do sistema, eles aprendem o resultado de suas
interações anteriores e determinam as próximas etapas. Interações previsíveis criam
confiança no produto e na marca.
Para ações frequentes e pequenas, a resposta pode ser modesta, enquanto para ações
infrequentes e grandes, a resposta deve ser mais substancial. Os usuários não gostam de
surpresas. Eles querem estar no controle e confiar que o sistema se comporta conforme o
esperado.
Nenhuma ação com consequências deve ser tomada sem informar os usuários.
Apresentar feedback ao usuário o mais rápido possível (de preferência imediatamente).
Comunique-se claramente com o usuário para criar confiança.
4 - Projete diálogos que indiquem o fim de uma ação.
O design deve falar a linguagem do seu público-alvo. Você deve sempre usar palavras, frases e
conceitos familiares a eles, ao invés de "tecniquês". Quanto menos os usuários tiverem que
adivinhar, melhor. Faça uso de termos universais, tornando a informação mais fácil de
entender e mais natural.
A maneira como você projeta depende muito de seus usuários específicos. Termos, conceitos,
ícones e imagens que parecem perfeitamente claros para você como profissional podem ser
desconhecidos ou confusos para seus usuários.
Todas as sequências de ações devem ser organizadas em grupos com início, meio e fim claros.
Quando um processo for concluído, sempre exiba uma mensagem de notificação, informando
ao usuário que ele fez tudo o que é necessário.
Aplique a pesquisa de usuários para descobrir a familiaridade de seus usuários com
terminologia e tecnologia.
Forneça aos usuários opções bem definidas para a próxima etapa.
5 - Evite erros.
Ninguém gosta da sensação de que fez algo errado. Nem seus usuários.
Boas mensagens de erro são importantes, mas os melhores designs evitam cuidadosamente a
ocorrência de problemas. Elimine as condições propensas a erros ou verifique-as e apresente
aos usuários uma opção de confirmação antes de se comprometerem com a ação.
Existem dois tipos de erros: deslizes e erros. Deslizes são erros inconscientes causados por
desatenção. Erros são erros conscientes baseados em uma incompatibilidade entre o modelo
mental do usuário e o design.
Tanto quanto possível, use a pesquisa do usuário para projetar o sistema de modo que o
usuário não cometa um erro grave. Se ocorrer um erro, o sistema deve ser capaz de detectar o
erro e oferecer uma solução simples para lidar com o erro.
Priorize: evite erros maiores primeiro e depois pequenas frustrações.
Evite erros removendo cargas de memória, dando suporte a desfazer e avisando seus usuários.
Ofereça soluções para os problemas.
6 - Permita desfazer ações facilmente.
Shneiderman coloca de forma eloquente “Esse recurso alivia a ansiedade, pois o usuário sabe
que erros podem ser desfeitos; assim, encoraja a exploração de opções desconhecidas”.
Em aplicativos, isso se refere à funcionalidade de desfazer e refazer. Os usuários geralmente
executam ações por engano. Eles precisam de uma “saída de emergência” claramente marcada
para deixar a ação indesejada sem ter que passar por um processo prolongado.
Quando é fácil para as pessoas desistirem de um processo ou desfazerem uma ação, isso
promove uma sensação de liberdade e confiança. As saídas permitem que os usuários
permaneçam no controle do sistema e evitem ficar presos e frustrados.
Permita Desfazer e Refazer ação única ou um histórico de ações.
Certifique-se de que não interfira no fluxo de trabalho.
7 - Mantenha os usuários no controle.
Usuários experientes desejam fortemente a sensação de que estão no comando da interface e
que a interface responde às suas ações. Eles não querem surpresas ou mudanças no
comportamento familiar e ficam incomodados com sequências tediosas de entrada de dados,
dificuldade em obter as informações necessárias e incapacidade de produzir o resultado
desejado.
Livre suas interfaces de informações irrelevantes ou desnecessárias. Cada unidade extra de
informação em uma interface compete com as unidades de informação relevantes e diminui
sua visibilidade relativa.
Simplifique as interfaces removendo elementos ou conteúdos desnecessários que não dão
suporte às tarefas do usuário.
Não deixe que elementos desnecessários distraiam os usuários das informações que eles
realmente precisam.
Priorize o conteúdo e os recursos para dar suporte aos objetivos principais.
8 - Reduza a carga de memória de curto prazo.
Reconhecer algo é mais fácil do que lembrar. Minimize a carga de memória do usuário
disponibilizando objetos, ações e opções. O usuário não deve ter que lembrar informações de
uma parte do diálogo para outra. As instruções devem estar visíveis.
Use iconografia e outros auxílios visuais, como cores temáticas e posicionamento consistente
de itens para ajudar os usuários que retornam a encontrar as funcionalidades.
Os seres humanos têm memória de curto prazo limitada. As interfaces que promovem o
reconhecimento reduzem a quantidade de esforço cognitivo exigido dos usuários e, portanto,
são mais bem-sucedidas.
Ofereça ajuda contextual ao invés de um longo tutorial para memorizar.
Use recursos visuais para ajudar os usuários. Conclusão.
É verdade que a abordagem para projetar a interface do usuário para qualquer sistema ou
projeto depende muito da pesquisa, público-alvo, cliente e diversos outros fatores.
Desta mesma forma, essas 8 regras de ouro do design de interface do usuário devem ser
interpretadas, refinadas e definidas por pesquisas de usuário.
Embora tenham suas limitações, eles fornecem um bom ponto de partida para designers de
dispositivos móveis, desktop e web além de servirem como uma boa lista de verificação
durante todo o processo!
※※※※※※
Referência.
SHNEIDERMAN, Ben et al. Designing the user interface: strategies for effective human-
computer interaction. 6. ed. Essex: Pearson Education, 2018.

Os princípios do design de interfaces para uma IHC eficaz!

  • 1.
    padlet.com/fr1b31r0/hnwiyuksvj1rqzlq As Oito Regrasde Ouro de Shneiderman Os princípios do design de interfaces para uma IHC eficaz! FABIANO RIBEIRO FEB 19, 2022 09:42PM Introdução. Antes de mais nada, vamos nos perguntar quem é o autor dessas 8 regras? Ben Shneiderman é um cientista americano com forte experiência no campo da Interação Humano-Computador (IHC). Muitos de seus trabalhos são fundamentais para a IHC de hoje, como por exemplo, a criação do "Treemap". Shneiderman propôs uma coleção desses princípios derivados de sua experiência, que, depois de refinados, desenvolvidos e explicados, são aplicáveis a qualquer sistema interativo seja mobile, desktop, web ou metaverso. Estas oito regras de ouro destinam-se a ajudar os designers a resolver problemas e, para isso, elas oferecem aos designers uma ajuda significativa com suas oito heurísticas. Para melhorar a usabilidade, uma interface precisa ser bem projetada para ser "amigável ao usuário". 1 - Esforce-se pela consistência. A Lei de Jakob afirma que as pessoas passam a maior parte do tempo usando produtos digitais diferentes dos seus, e suas experiências com esses produtos definem suas expectativas. Deixar de manter a consistência pode aumentar a carga cognitiva dos usuários, forçando-os a aprender algo novo. Seu público-alvo não deve se perguntar se palavras, situações ou ações diferentes significam a mesma coisa. Em outras palavras, use todos os elementos em seu aplicativo de forma consistente. Por exemplo, um certo estilo de botão deve sempre fazer a mesma coisa, ou a
  • 2.
    navegação deve funcionarlogicamente, indo mais fundo na hierarquia. Mantenha a consistência dentro de um único produto ou família de produtos (consistência interna). Siga as convenções estabelecidas da indústria (consistência externa). 2 - Busque a usabilidade universal. O design deve atender a usuários inexperientes e experientes. Isso pode ser feito pelo uso de atalhos, que podem ser ocultados de usuários iniciantes. Eles podem acelerar a interação para o usuário experiente e o design pode atender simultaneamente tanto o usuário inexperiente quanto o experiente. Processos flexíveis podem ser realizados de diferentes maneiras para que as pessoas possam escolher o método que funciona para elas. Permita que os usuários personalizem ações frequentes. Adapte o conteúdo e a funcionalidade para usuários individuais. Habilite a personalização para que os usuários possam fazer seleções sobre como usar o produto. Automatize as operações usadas com frequência. 3 - Ofereça feedback informativo. O design deve sempre manter os usuários informados sobre o que está acontecendo. Não deixe os usuários adivinhando – diga a eles o que está acontecendo. Faça isso por meio de feedback apropriado dentro de um período de tempo razoável. Quando os usuários conhecem o status atual do sistema, eles aprendem o resultado de suas interações anteriores e determinam as próximas etapas. Interações previsíveis criam confiança no produto e na marca. Para ações frequentes e pequenas, a resposta pode ser modesta, enquanto para ações infrequentes e grandes, a resposta deve ser mais substancial. Os usuários não gostam de surpresas. Eles querem estar no controle e confiar que o sistema se comporta conforme o esperado. Nenhuma ação com consequências deve ser tomada sem informar os usuários. Apresentar feedback ao usuário o mais rápido possível (de preferência imediatamente). Comunique-se claramente com o usuário para criar confiança.
  • 3.
    4 - Projetediálogos que indiquem o fim de uma ação. O design deve falar a linguagem do seu público-alvo. Você deve sempre usar palavras, frases e conceitos familiares a eles, ao invés de "tecniquês". Quanto menos os usuários tiverem que adivinhar, melhor. Faça uso de termos universais, tornando a informação mais fácil de entender e mais natural. A maneira como você projeta depende muito de seus usuários específicos. Termos, conceitos, ícones e imagens que parecem perfeitamente claros para você como profissional podem ser desconhecidos ou confusos para seus usuários. Todas as sequências de ações devem ser organizadas em grupos com início, meio e fim claros. Quando um processo for concluído, sempre exiba uma mensagem de notificação, informando ao usuário que ele fez tudo o que é necessário. Aplique a pesquisa de usuários para descobrir a familiaridade de seus usuários com terminologia e tecnologia. Forneça aos usuários opções bem definidas para a próxima etapa. 5 - Evite erros. Ninguém gosta da sensação de que fez algo errado. Nem seus usuários. Boas mensagens de erro são importantes, mas os melhores designs evitam cuidadosamente a ocorrência de problemas. Elimine as condições propensas a erros ou verifique-as e apresente aos usuários uma opção de confirmação antes de se comprometerem com a ação. Existem dois tipos de erros: deslizes e erros. Deslizes são erros inconscientes causados por desatenção. Erros são erros conscientes baseados em uma incompatibilidade entre o modelo mental do usuário e o design. Tanto quanto possível, use a pesquisa do usuário para projetar o sistema de modo que o usuário não cometa um erro grave. Se ocorrer um erro, o sistema deve ser capaz de detectar o erro e oferecer uma solução simples para lidar com o erro. Priorize: evite erros maiores primeiro e depois pequenas frustrações. Evite erros removendo cargas de memória, dando suporte a desfazer e avisando seus usuários. Ofereça soluções para os problemas.
  • 4.
    6 - Permitadesfazer ações facilmente. Shneiderman coloca de forma eloquente “Esse recurso alivia a ansiedade, pois o usuário sabe que erros podem ser desfeitos; assim, encoraja a exploração de opções desconhecidas”. Em aplicativos, isso se refere à funcionalidade de desfazer e refazer. Os usuários geralmente executam ações por engano. Eles precisam de uma “saída de emergência” claramente marcada para deixar a ação indesejada sem ter que passar por um processo prolongado. Quando é fácil para as pessoas desistirem de um processo ou desfazerem uma ação, isso promove uma sensação de liberdade e confiança. As saídas permitem que os usuários permaneçam no controle do sistema e evitem ficar presos e frustrados. Permita Desfazer e Refazer ação única ou um histórico de ações. Certifique-se de que não interfira no fluxo de trabalho. 7 - Mantenha os usuários no controle. Usuários experientes desejam fortemente a sensação de que estão no comando da interface e que a interface responde às suas ações. Eles não querem surpresas ou mudanças no comportamento familiar e ficam incomodados com sequências tediosas de entrada de dados, dificuldade em obter as informações necessárias e incapacidade de produzir o resultado desejado. Livre suas interfaces de informações irrelevantes ou desnecessárias. Cada unidade extra de informação em uma interface compete com as unidades de informação relevantes e diminui sua visibilidade relativa. Simplifique as interfaces removendo elementos ou conteúdos desnecessários que não dão suporte às tarefas do usuário. Não deixe que elementos desnecessários distraiam os usuários das informações que eles realmente precisam. Priorize o conteúdo e os recursos para dar suporte aos objetivos principais.
  • 5.
    8 - Reduzaa carga de memória de curto prazo. Reconhecer algo é mais fácil do que lembrar. Minimize a carga de memória do usuário disponibilizando objetos, ações e opções. O usuário não deve ter que lembrar informações de uma parte do diálogo para outra. As instruções devem estar visíveis. Use iconografia e outros auxílios visuais, como cores temáticas e posicionamento consistente de itens para ajudar os usuários que retornam a encontrar as funcionalidades. Os seres humanos têm memória de curto prazo limitada. As interfaces que promovem o reconhecimento reduzem a quantidade de esforço cognitivo exigido dos usuários e, portanto, são mais bem-sucedidas. Ofereça ajuda contextual ao invés de um longo tutorial para memorizar. Use recursos visuais para ajudar os usuários. Conclusão. É verdade que a abordagem para projetar a interface do usuário para qualquer sistema ou projeto depende muito da pesquisa, público-alvo, cliente e diversos outros fatores. Desta mesma forma, essas 8 regras de ouro do design de interface do usuário devem ser interpretadas, refinadas e definidas por pesquisas de usuário. Embora tenham suas limitações, eles fornecem um bom ponto de partida para designers de dispositivos móveis, desktop e web além de servirem como uma boa lista de verificação durante todo o processo!
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    ※※※※※※ Referência. SHNEIDERMAN, Ben etal. Designing the user interface: strategies for effective human- computer interaction. 6. ed. Essex: Pearson Education, 2018.