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Instituto São Rafael
SISTEMA NERVOSO
Nadja Carvalho da Silva
Newton Alves
Núbia Karla Rocha
Belo Horizonte/MG
2018
SUMÁRIO
Introdução 1
1. Sistema nervoso 2
2. Neurônios 3
3. Sistema nervoso central 3
3.1. Encéfalo 4
3.1.1. Cérebro 4
3.1.2. Cerebelo 5
3.1.3. Tronco encefálico 5
3.2. Medula espinhal 7
4. Sistema nervoso periférico (nervos cranianos, espinais e gânglios) 7
4.1. Tipos de Nervos (aferente, eferentes e misto) 9
4.2. Divisões do sistema nervoso (somático e autônomo) 10
4.2.1. Sistema nervoso Autônomo Simpático 10
4.2.2. Sistema nervoso Autônomo Parassimpático 10
5. Patologia (Paralisia Cerebral) 11
Conclusão 12
Referências bibliográficas 13
INTRODUÇÃO
Neste atual trabalho iremos retratar o quão é complexo e fabuloso o nosso sistema
nervoso e uma de suas patologias
Cada movimento inconsciente como um tremor no corpo, um simples piscar de olhos,
ou até mesmo o ato voluntário de abrir e fechar os dedos das mãos são controlados
pelo nosso sistema nervoso. Ele detecta estímulos dos ambientes externos e internos,
e capaz de captar mensagens, interpretá-las e arquivá-las, processar e emitir reações
que ocorrem dentro e ao redor nosso corpo
Esse sofisticado mecanismo e divido em sistema central (Encéfalo, medula espinhal),
e sistema periféricos (nervos periféricos), estes sistemas controla e coordena todas
as funções do nosso corpo que serão revelados no decorrer deste trabalho.
1. O SISTEMA NERVOSO
O sistema nervoso detecta estímulos externos e internos, tanto físicos quanto
químicos, e desencadeia as respostas musculares e glandulares. Assim, é
responsável pela captação, interpretação e respostas aos estímulos sensoriais
recebidos pelo tato, olfato, paladar, visão e audição.
Ele é formado por células nervosas, denominados neurônios, que se interconectam
de forma específica e precisa, formando os chamados circuitos neurais. Através
desses circuitos, o organismo é capaz de produzir respostas em diferentes partes do
corpo.
O sistema nervoso representa uma rede de comunicações do organismo com seu
meio ambiente, através do Sistema Central e Sistema Periférico.
2. NEURÔNIOS
É uma célula nervosa que, juntamente com as células gliais, forma o tecido nervoso.
As células gliais fornecem estrutura e sustentam o os neurônios mantendo-os em sua
posição, fornecem-lhes nutrientes e eliminam os germes e os neurônios mortos. Além
disso, elas direcionam os axônios para os neurônios.
Alguns tipos de células gliais produzem mielina uma substância que cobre os axônios
e funcionam como isolador para facilitar a transmissão de sinais. Os neurônios enviam
sinais de forma eficiente como ondas eletroquímicas através dos axônios em direção
a outra célula do corpo, estas informações chegam até ele através dos dendritos
(como se fosse os galhos do neurônio).
3. SISTEMA NERVOSO CENTRAL
É uma estrutura anatômica enormemente complexa, recolhe milhões de estímulos por
segundo, que são continuamente processados e memorizados, permitindo-lhe
adaptar as respostas do corpo as condições externas e internas.
O sistema nervoso central é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal, ambos
envolvidos pelas meninges (membranas de tecido conjuntivo que tem a função de
proteger o sistema nervoso central, sendo elas: pia-máter, dura-máter e aracnoide.).
3.1 ENCÉFALO
O encéfalo é formado pelo cérebro, cerebelo e tronco encefálico. Encontra-se na
caixa craniana, ocupando todo seu espaço e junto com a medula e os nervos compõe
o sistema nervoso.
ENCÉFALO
3.1.1. Cérebro
É a porção mais maciça e o principal órgão do Sistema Nervoso. Ele é responsável
por comandar ações motoras, estímulos sensoriais e atividades neurológicas como a
memória, a aprendizagem, o pensamento e a fala.
Ele é formado por duas metades, os hemisférios direito e esquerdo, separados por
uma fissura longitudinal.
Cada hemisfério é dividido em quatro lobos, que recebem o nome dos ossos do crânio
localizados acima dele. Sendo assim, temos os lobos frontal (responsável pelo
raciocínio, pensamento, linguagem e comportamento), parietal (processa informações
tato, interpretações e sentidos), temporal (processa informações auditivas) e occipital
(responsável processar informações visual).
A região do córtex (camada mais externa) é formada por corpos celulares, o que
proporciona uma cor mais cinzenta a essa região. Já a região mais interna do cérebro
é constituída pelos axônios, o que lhes confere uma coloração mais clara em virtude
da presença do estrato mielínico.
O Tálamo e Hipotálamo são ligadas ao córtex cerebral, essas pequenas estruturas
estão localizadas na base do cérebro.
O Tálamo sua função principal é transmitir as mensagens dos órgãos do sentido
(exceto órgãos do olfato) até o córtex cerebral, regula a atenção e a consciência.
O Hipotálamo regula a temperatura do nosso corpo, fome, sede, concentração,
funções endócrinas, comportamento sexual e respostas do sistema nervoso
autônomo. Está localizado logo abaixo do tálamo.
CÉREBRO
3.1.2. Cerebelo
É uma região originada do metencéfalo e localizada na fossa craniana posterior.
Possui uma forma ovalada, sendo que na região central ocorre uma constrição. As
funções do cerebelo estão relacionadas com a integração sensorial e motora. Ele
participa nos movimentos da cabeça, dos olhos e dos membros coordenando todo o
movimento do corpo. Além disso o cerebelo controla o equilíbrio durante a caminhada
e também é responsável pela postura.
3.1.3. Tronco Encefálico
É a região do encéfalo responsável pela união entre a medula espinhal e o cérebro.
É constituído pelo mesencéfalo, ponte e bulbo, que são responsáveis pelas
funções básicas para a manutenção da vida, como a respiração, o batimento
cardíaco e a pressão arterial.
Mesencéfalo: É o segmento mais curto do tronco encefálico. É responsável pelas
funções da visão, audição, movimento dos olhos e movimento do corpo. Recebe
informações referentes aos músculos e participa no controle das contrações
musculares e postura corporal.
Ponte: É a parte localizada entre o mesencéfalo e o bulbo. Ela transmite impulsos
nervosos para o cerebelo, serve de passagem para as fibras nervosas que ligam o
cérebro à medula e ainda participa de algumas atividades do bulbo, interferindo no
controle da respiração, reflexos associados às emoções como sorriso e lágrimas.
Bulbo: uma região contínua da medula espinhal em forma de cone. Nele está
localizado o centro respiratório, muito importante para a regulação do ritmo
respiratório; o centro vasomotor, importante para a regulação da frequência cardíaca;
e o centro do vômito, que controla o ato de vomitar.
3.2. MEDULA ESPINHAL
A medula espinhal é constituída por diferentes segmentos – cervical, causal, lombar,
raiz dorsal, sacral e ventral.
É a parte mais alongada do sistema nervoso central. É caracterizada por um cordão
cilíndrico, composto de células nervosas, localizado no canal interno das vértebras da
coluna vertebral.
A sua função é estabelecer a comunicação entre o corpo e o sistema nervoso. Ela
também coordena os reflexos, ocasiões em que o corpo necessita de uma resposta
rápida.
É a partir da medula espinhal que se originam os 31 pares de nervos espinhais. Eles
conectam a medula espinhal as células sensoriais e diversos músculos pelo corpo.
4. SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO
É responsável pela transmissão dos estímulos recebidos pelo corpo e pelas respostas
geradas a estes estímulos, ou seja, assegura a ligação ente os diferentes órgãos do
corpo ao sistema nervoso, constituídos pelos nervos cranianos e espinais e os
gânglios.
Os nervos cranianos: Originados no encéfalo, conectam os órgãos dos sentidos
humanos (boca, nariz, ouvido e olhos) com o cérebro uma vez que inervam a parte a
cabeça, o coração e os pulmões; são formado por 12 pares de nervos, a saber: nervo
olfatório, nervo ótico, nervo oculomotor, nervo troclear, nervo trigêmeo, nervo
abducente, nervo facial, nervo vestíbulococlear, nervo glossofaríngeo, nervo vago,
nervo acessório e nervo hipoglosso.
Nervos Cranianos
Os nervos espinais/raquidianos: São formados pela fusão das raízes motoras e
sensitivas. Eles se formam a partir de duas raízes que saem lateralmente da medula:
a raiz posterior ou dorsal, que é sensitiva, e a raiz anterior ou ventral, que é motora.
Essas raízes se unem logo após saírem da medula. Desse modo, os nervos
raquidianos são todos mistos.
Os nervos espinais torácicos são pequenos, já os nervos da região cervical, lombar e
sacral são muito grandes e ao saírem do canal vertebral se interconectam formando
quatro plexos principais: plexo cervical, plexo braquial, plexo lombar e o plexo sacral.
Esses nervos, que são encontrados no número de 31 pares, são os responsáveis por
inervar o tronco, membros e uma porção da cabeça.
Nervos espinais
Os gânglios: São aglomerados de neurônios situados fora do sistema nervoso
central, espalhados pelo corpo.
4.1. TIPOS DE NERVOS
 Nervos Aferentes: Formado por nervos sensitivos, os nervos aferentes enviam
sinais da periferia do corpo para o sistema nervoso central por meio de sinais (fibras)
sensoriais.
 Nervos Eferentes: Chamados de nervos (fibras) motores, os nervos eferentes
enviam sinais do sistema nervoso central para os músculos ou glândulas através de
sinais estimulantes.
 Nervos Mistos: Nesse caso, os nervos são formados por fibras sensoriais e
fibras motoras.
4.2. DIVISÕES DO SISTEMA NERVOSO
 Sistema Nervoso Somático: regula as ações que estão sob o controle da
nossa vontade, ou seja, ações voluntárias. Atua sob a musculatura esquelética de
contração voluntária.
 Sistema Nervoso Autônomo: atua de modo integrado com o sistema nervoso
central. Normalmente, exerce o controle de atividades que independem da nossa
vontade, ou seja, ações involuntárias. Ele controlando a atividade dos sistemas
digestório, cardiovascular, excretor e endócrino. Contém fibras nervosas que
conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos lisos das vísceras e à
musculatura do coração.
O sistema nervoso autônomo divide-se em sistema nervoso simpático e sistema
nervoso parassimpático. Ambos sistemas têm funções contrárias (antagônicas). Um
ajusta as demasias do outro. Exemplo, se o sistema simpático acelera os batimentos
cardíacos, o sistema parassimpático entra em ação, diminuindo o ritmo do coração.
4.2.1. Sistema Nervoso Simpático
Estimula o funcionamento dos órgãos quando estão em situações de medo,
emergência, estresse e excitação, adequando o funcionamento de diversos sistemas
internos para um elevado estado de prontidão. É o de maior gasto energético
Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam
noradrenalina, e são chamados de neurônios adrenérgicos. As fibras adrenérgicas
conectam o sistema nervoso central à glândula supra-renal, levando ao aumento da
secreção de adrenalina, hormônio que produz a resposta de "luta ou fuga" em
situações de stress.
4.2.2. Sistema Nervoso Parassimpático
Tem a função de inibir o funcionamento dos órgãos, e estimular principalmente as
atividades relaxantes, como as reduções do ritmo cardíaco e da pressão arterial, entre
outras. Tem a função de inibir o funcionamento dos órgãos.
O sistema parassimpático secreta o hormônio acetilcolina através dos neurônios pós-
ganglionares são chamados neurônios colinérgicos. O hormônio acetilcolina age
diretamente no sistema respiratório, cardíaco, excretor e no cérebro, com a função de
vasodilatação, redução frequência cardíaca, relaxamento intestinal, contração
muscular, auxilio na cognição, entre outros.
Organização anatômica geral do SN Simpático e Parassimpático
5. PATOLOGIA
Paralisia Cerebral
A paralisia cerebral é uma lesão neurológica causada pela falta de oxigênio no cérebro
ou isquemia cerebral que pode ocorrer durante a vida intrauterina, no trabalho de
parto, no nascimento ou até a criança completar 2 anos. O indivíduo com paralisia
cerebral possui uma forte rigidez muscular falta de coordenação e movimentos
involuntários, falta de equilíbrio, alterações do movimento, da postura, necessitando
de cuidados durante toda a vida.
A paralisia cerebral pode estar associada a epilepsia, distúrbios da fala,
comprometimento auditivo e visual, e retardo mental e, por isso, é bastante grave.
A paralisia cerebral pode ser causada por algumas doenças como rubéola, sífilis,
toxoplasmose, malformação genética, ou de problemas que afetam o sistema nervoso
central como traumatismo craniano, convulsões ou infecções como meningite, sepse,
vasculite ou encefalite.
A paralisia cerebral também pode causar Espasticidade, ou seja, dano que interrompe
sinais importantes entre o sistema nervoso e músculos, criando um desequilíbrio que
aumenta a atividade muscular ou espasmos.
CONCLUSÃO
Podemos concluir que o sistema nervoso é vital para sobrevivência e resistência
humana, e que quando este sofre alguma patologia consequentemente ocasionará
incapacidades e vulnerabilidades de exercer suas funções vitais.
É ele que administra e comanda todo nosso corpo, com suas complexas redes do
sistema central e periférico. O sistema central que inicia desde o cérebro e vai até a
medula espinhal, que comunica com as diversas partes do corpo através do sistema
nervoso periférico. Os nervos periféricos conduzem nos dois sentidos, mandando
informações ao cérebro (nervos aferentes/sensitivos), onde são interpretadas. Logo,
o cérebro envia mensagens para os órgãos e tecidos (nervos eferentes/motores), o
que nos permite reagir.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
RIGUTTI, Adriana. Atlas Ilustrado de Anatomia. 2.São Paulo: Girassol, 2007.240.
http://www.cerebromente.org.br/n05/tecnologia/nervoso.htm
https://www.estudopratico.com.br/sistema-nervoso/
https://www.resumoescolar.com.br/biologia/resumo-do-sistema-nervoso/
https://www.resumoescolar.com.br/biologia/resumo-do-sistema-nervoso/
https://rarfix.org/encefalo-toda-materia/
https://www.todamateria.com.br/sistema-nervoso-periferico/
https://www.todamateria.com.br/nervos-do-corpo-humano/
https://afh.bio.br/sistemas/nervoso/4.php
https://www.tuasaude.com/paralisia-cerebral/

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O sistema nervoso

  • 1. Instituto São Rafael SISTEMA NERVOSO Nadja Carvalho da Silva Newton Alves Núbia Karla Rocha Belo Horizonte/MG 2018 SUMÁRIO
  • 2. Introdução 1 1. Sistema nervoso 2 2. Neurônios 3 3. Sistema nervoso central 3 3.1. Encéfalo 4 3.1.1. Cérebro 4 3.1.2. Cerebelo 5 3.1.3. Tronco encefálico 5 3.2. Medula espinhal 7 4. Sistema nervoso periférico (nervos cranianos, espinais e gânglios) 7 4.1. Tipos de Nervos (aferente, eferentes e misto) 9 4.2. Divisões do sistema nervoso (somático e autônomo) 10 4.2.1. Sistema nervoso Autônomo Simpático 10 4.2.2. Sistema nervoso Autônomo Parassimpático 10 5. Patologia (Paralisia Cerebral) 11 Conclusão 12 Referências bibliográficas 13
  • 3. INTRODUÇÃO Neste atual trabalho iremos retratar o quão é complexo e fabuloso o nosso sistema nervoso e uma de suas patologias Cada movimento inconsciente como um tremor no corpo, um simples piscar de olhos, ou até mesmo o ato voluntário de abrir e fechar os dedos das mãos são controlados pelo nosso sistema nervoso. Ele detecta estímulos dos ambientes externos e internos, e capaz de captar mensagens, interpretá-las e arquivá-las, processar e emitir reações que ocorrem dentro e ao redor nosso corpo Esse sofisticado mecanismo e divido em sistema central (Encéfalo, medula espinhal), e sistema periféricos (nervos periféricos), estes sistemas controla e coordena todas as funções do nosso corpo que serão revelados no decorrer deste trabalho.
  • 4. 1. O SISTEMA NERVOSO O sistema nervoso detecta estímulos externos e internos, tanto físicos quanto químicos, e desencadeia as respostas musculares e glandulares. Assim, é responsável pela captação, interpretação e respostas aos estímulos sensoriais recebidos pelo tato, olfato, paladar, visão e audição. Ele é formado por células nervosas, denominados neurônios, que se interconectam de forma específica e precisa, formando os chamados circuitos neurais. Através desses circuitos, o organismo é capaz de produzir respostas em diferentes partes do corpo. O sistema nervoso representa uma rede de comunicações do organismo com seu meio ambiente, através do Sistema Central e Sistema Periférico.
  • 5. 2. NEURÔNIOS É uma célula nervosa que, juntamente com as células gliais, forma o tecido nervoso. As células gliais fornecem estrutura e sustentam o os neurônios mantendo-os em sua posição, fornecem-lhes nutrientes e eliminam os germes e os neurônios mortos. Além disso, elas direcionam os axônios para os neurônios. Alguns tipos de células gliais produzem mielina uma substância que cobre os axônios e funcionam como isolador para facilitar a transmissão de sinais. Os neurônios enviam sinais de forma eficiente como ondas eletroquímicas através dos axônios em direção a outra célula do corpo, estas informações chegam até ele através dos dendritos (como se fosse os galhos do neurônio). 3. SISTEMA NERVOSO CENTRAL É uma estrutura anatômica enormemente complexa, recolhe milhões de estímulos por segundo, que são continuamente processados e memorizados, permitindo-lhe adaptar as respostas do corpo as condições externas e internas. O sistema nervoso central é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal, ambos envolvidos pelas meninges (membranas de tecido conjuntivo que tem a função de proteger o sistema nervoso central, sendo elas: pia-máter, dura-máter e aracnoide.).
  • 6. 3.1 ENCÉFALO O encéfalo é formado pelo cérebro, cerebelo e tronco encefálico. Encontra-se na caixa craniana, ocupando todo seu espaço e junto com a medula e os nervos compõe o sistema nervoso. ENCÉFALO 3.1.1. Cérebro É a porção mais maciça e o principal órgão do Sistema Nervoso. Ele é responsável por comandar ações motoras, estímulos sensoriais e atividades neurológicas como a memória, a aprendizagem, o pensamento e a fala. Ele é formado por duas metades, os hemisférios direito e esquerdo, separados por uma fissura longitudinal. Cada hemisfério é dividido em quatro lobos, que recebem o nome dos ossos do crânio localizados acima dele. Sendo assim, temos os lobos frontal (responsável pelo raciocínio, pensamento, linguagem e comportamento), parietal (processa informações tato, interpretações e sentidos), temporal (processa informações auditivas) e occipital (responsável processar informações visual). A região do córtex (camada mais externa) é formada por corpos celulares, o que proporciona uma cor mais cinzenta a essa região. Já a região mais interna do cérebro
  • 7. é constituída pelos axônios, o que lhes confere uma coloração mais clara em virtude da presença do estrato mielínico. O Tálamo e Hipotálamo são ligadas ao córtex cerebral, essas pequenas estruturas estão localizadas na base do cérebro. O Tálamo sua função principal é transmitir as mensagens dos órgãos do sentido (exceto órgãos do olfato) até o córtex cerebral, regula a atenção e a consciência. O Hipotálamo regula a temperatura do nosso corpo, fome, sede, concentração, funções endócrinas, comportamento sexual e respostas do sistema nervoso autônomo. Está localizado logo abaixo do tálamo. CÉREBRO 3.1.2. Cerebelo É uma região originada do metencéfalo e localizada na fossa craniana posterior. Possui uma forma ovalada, sendo que na região central ocorre uma constrição. As funções do cerebelo estão relacionadas com a integração sensorial e motora. Ele participa nos movimentos da cabeça, dos olhos e dos membros coordenando todo o movimento do corpo. Além disso o cerebelo controla o equilíbrio durante a caminhada e também é responsável pela postura. 3.1.3. Tronco Encefálico É a região do encéfalo responsável pela união entre a medula espinhal e o cérebro. É constituído pelo mesencéfalo, ponte e bulbo, que são responsáveis pelas funções básicas para a manutenção da vida, como a respiração, o batimento cardíaco e a pressão arterial.
  • 8. Mesencéfalo: É o segmento mais curto do tronco encefálico. É responsável pelas funções da visão, audição, movimento dos olhos e movimento do corpo. Recebe informações referentes aos músculos e participa no controle das contrações musculares e postura corporal. Ponte: É a parte localizada entre o mesencéfalo e o bulbo. Ela transmite impulsos nervosos para o cerebelo, serve de passagem para as fibras nervosas que ligam o cérebro à medula e ainda participa de algumas atividades do bulbo, interferindo no controle da respiração, reflexos associados às emoções como sorriso e lágrimas. Bulbo: uma região contínua da medula espinhal em forma de cone. Nele está localizado o centro respiratório, muito importante para a regulação do ritmo respiratório; o centro vasomotor, importante para a regulação da frequência cardíaca; e o centro do vômito, que controla o ato de vomitar.
  • 9. 3.2. MEDULA ESPINHAL A medula espinhal é constituída por diferentes segmentos – cervical, causal, lombar, raiz dorsal, sacral e ventral. É a parte mais alongada do sistema nervoso central. É caracterizada por um cordão cilíndrico, composto de células nervosas, localizado no canal interno das vértebras da coluna vertebral. A sua função é estabelecer a comunicação entre o corpo e o sistema nervoso. Ela também coordena os reflexos, ocasiões em que o corpo necessita de uma resposta rápida. É a partir da medula espinhal que se originam os 31 pares de nervos espinhais. Eles conectam a medula espinhal as células sensoriais e diversos músculos pelo corpo. 4. SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO É responsável pela transmissão dos estímulos recebidos pelo corpo e pelas respostas geradas a estes estímulos, ou seja, assegura a ligação ente os diferentes órgãos do corpo ao sistema nervoso, constituídos pelos nervos cranianos e espinais e os gânglios. Os nervos cranianos: Originados no encéfalo, conectam os órgãos dos sentidos humanos (boca, nariz, ouvido e olhos) com o cérebro uma vez que inervam a parte a cabeça, o coração e os pulmões; são formado por 12 pares de nervos, a saber: nervo olfatório, nervo ótico, nervo oculomotor, nervo troclear, nervo trigêmeo, nervo abducente, nervo facial, nervo vestíbulococlear, nervo glossofaríngeo, nervo vago, nervo acessório e nervo hipoglosso.
  • 10. Nervos Cranianos Os nervos espinais/raquidianos: São formados pela fusão das raízes motoras e sensitivas. Eles se formam a partir de duas raízes que saem lateralmente da medula: a raiz posterior ou dorsal, que é sensitiva, e a raiz anterior ou ventral, que é motora. Essas raízes se unem logo após saírem da medula. Desse modo, os nervos raquidianos são todos mistos. Os nervos espinais torácicos são pequenos, já os nervos da região cervical, lombar e sacral são muito grandes e ao saírem do canal vertebral se interconectam formando quatro plexos principais: plexo cervical, plexo braquial, plexo lombar e o plexo sacral. Esses nervos, que são encontrados no número de 31 pares, são os responsáveis por inervar o tronco, membros e uma porção da cabeça.
  • 11. Nervos espinais Os gânglios: São aglomerados de neurônios situados fora do sistema nervoso central, espalhados pelo corpo. 4.1. TIPOS DE NERVOS  Nervos Aferentes: Formado por nervos sensitivos, os nervos aferentes enviam sinais da periferia do corpo para o sistema nervoso central por meio de sinais (fibras) sensoriais.  Nervos Eferentes: Chamados de nervos (fibras) motores, os nervos eferentes enviam sinais do sistema nervoso central para os músculos ou glândulas através de sinais estimulantes.  Nervos Mistos: Nesse caso, os nervos são formados por fibras sensoriais e fibras motoras.
  • 12. 4.2. DIVISÕES DO SISTEMA NERVOSO  Sistema Nervoso Somático: regula as ações que estão sob o controle da nossa vontade, ou seja, ações voluntárias. Atua sob a musculatura esquelética de contração voluntária.  Sistema Nervoso Autônomo: atua de modo integrado com o sistema nervoso central. Normalmente, exerce o controle de atividades que independem da nossa vontade, ou seja, ações involuntárias. Ele controlando a atividade dos sistemas digestório, cardiovascular, excretor e endócrino. Contém fibras nervosas que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos lisos das vísceras e à musculatura do coração. O sistema nervoso autônomo divide-se em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. Ambos sistemas têm funções contrárias (antagônicas). Um ajusta as demasias do outro. Exemplo, se o sistema simpático acelera os batimentos cardíacos, o sistema parassimpático entra em ação, diminuindo o ritmo do coração. 4.2.1. Sistema Nervoso Simpático Estimula o funcionamento dos órgãos quando estão em situações de medo, emergência, estresse e excitação, adequando o funcionamento de diversos sistemas internos para um elevado estado de prontidão. É o de maior gasto energético Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam noradrenalina, e são chamados de neurônios adrenérgicos. As fibras adrenérgicas conectam o sistema nervoso central à glândula supra-renal, levando ao aumento da secreção de adrenalina, hormônio que produz a resposta de "luta ou fuga" em situações de stress. 4.2.2. Sistema Nervoso Parassimpático Tem a função de inibir o funcionamento dos órgãos, e estimular principalmente as atividades relaxantes, como as reduções do ritmo cardíaco e da pressão arterial, entre outras. Tem a função de inibir o funcionamento dos órgãos. O sistema parassimpático secreta o hormônio acetilcolina através dos neurônios pós- ganglionares são chamados neurônios colinérgicos. O hormônio acetilcolina age diretamente no sistema respiratório, cardíaco, excretor e no cérebro, com a função de vasodilatação, redução frequência cardíaca, relaxamento intestinal, contração muscular, auxilio na cognição, entre outros.
  • 13. Organização anatômica geral do SN Simpático e Parassimpático 5. PATOLOGIA Paralisia Cerebral A paralisia cerebral é uma lesão neurológica causada pela falta de oxigênio no cérebro ou isquemia cerebral que pode ocorrer durante a vida intrauterina, no trabalho de parto, no nascimento ou até a criança completar 2 anos. O indivíduo com paralisia cerebral possui uma forte rigidez muscular falta de coordenação e movimentos involuntários, falta de equilíbrio, alterações do movimento, da postura, necessitando de cuidados durante toda a vida. A paralisia cerebral pode estar associada a epilepsia, distúrbios da fala, comprometimento auditivo e visual, e retardo mental e, por isso, é bastante grave. A paralisia cerebral pode ser causada por algumas doenças como rubéola, sífilis, toxoplasmose, malformação genética, ou de problemas que afetam o sistema nervoso central como traumatismo craniano, convulsões ou infecções como meningite, sepse, vasculite ou encefalite. A paralisia cerebral também pode causar Espasticidade, ou seja, dano que interrompe sinais importantes entre o sistema nervoso e músculos, criando um desequilíbrio que aumenta a atividade muscular ou espasmos.
  • 14. CONCLUSÃO Podemos concluir que o sistema nervoso é vital para sobrevivência e resistência humana, e que quando este sofre alguma patologia consequentemente ocasionará incapacidades e vulnerabilidades de exercer suas funções vitais. É ele que administra e comanda todo nosso corpo, com suas complexas redes do sistema central e periférico. O sistema central que inicia desde o cérebro e vai até a medula espinhal, que comunica com as diversas partes do corpo através do sistema nervoso periférico. Os nervos periféricos conduzem nos dois sentidos, mandando informações ao cérebro (nervos aferentes/sensitivos), onde são interpretadas. Logo, o cérebro envia mensagens para os órgãos e tecidos (nervos eferentes/motores), o que nos permite reagir.
  • 15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RIGUTTI, Adriana. Atlas Ilustrado de Anatomia. 2.São Paulo: Girassol, 2007.240. http://www.cerebromente.org.br/n05/tecnologia/nervoso.htm https://www.estudopratico.com.br/sistema-nervoso/ https://www.resumoescolar.com.br/biologia/resumo-do-sistema-nervoso/ https://www.resumoescolar.com.br/biologia/resumo-do-sistema-nervoso/ https://rarfix.org/encefalo-toda-materia/ https://www.todamateria.com.br/sistema-nervoso-periferico/ https://www.todamateria.com.br/nervos-do-corpo-humano/ https://afh.bio.br/sistemas/nervoso/4.php https://www.tuasaude.com/paralisia-cerebral/