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O AVATAR
INTRODUÇÃO
O caminho
Eram 21:11h na Ilha onde vivia o escritor. Na noite anterior, havia
chovido muito e as comunicações haviam sido interrompidas. Ele havia
recebido um recado de que os seus amigos iriam visitar a pequena Vila
onde fora criado, um local entre a Grande Cidade e a Serra da
Cantareira, de nome Tremembé.
Esses amigos sabiam que iriam encontrar algo que iria desvendar
alguns mistérios acerca da Entidade de quem ele tanto falava, mistérios
esses que eles mais ou menos já sabiam, e que a sua Madrinha, que
vivia em Tremembé, reconhecera nele quando ainda era muito criança…
Para ela nem eram mistérios, afinal ela deixou de ser freira mas trazia
consigo a particularidade do Corpo Astral ou Corpo mais sutil, que
através da sexualidade aflora, por isso o celibato era mantido pela Igreja.
Um dos mistérios que seus amigos conheciam estava relacionado
com O Ermitão da Picinguaba, "um SER que habita o meu SER", dizia o
escritor; o outro estava relacionado com o nome do seu personagem Ale
Mohamed, um nome que na data em que ele escrevia o primeiro capítulo
de O Avatar já se tornara muito falado quando do atentado em Bagdá
contra a Mesquita onde estavam os restos mortais de Ali Mohamed,
MAOMÉ, profeta dos antigos e atuais Muçulmanos. Tudo isso envolvia
algo de que já se vinha falando através da Entidade citada, há muito
tempo.
A primeira manifestação da Entidade deu-se em 1979, na Vila
Piscatória da Picinguaba, através de mensagens que eram recebidas
pelo corpo físico do escritor, o qual deixara de ser vice-presidente de
uma empresa multinacional para cumprir um destino de isolamento e
introspecção, o que o levou a se conhecer mais e a se auto-descobrir
entre a Natureza e Civilizações muito antigas como os Tupy Guaranis ,
toda a união de Nações Indígenas que se intitulavam Tamoios e muitas
outras que foi conhecendo pelo mundo, após o seu eremitério na
Picinguaba.
Todavia, naquela noite o escritor sabia que algo muito especial
iria acontecer; era o dia de São Francisco e no dia anterior fora o dia dos
Anjos… Uma notícia iria novamente mudar todo o rumo da sua
existência terrena e quem sabe ele então poderia novamente enviar as
mensagens que vinha recebendo desde menino, quando sua Madrinha
já então descobrira o quanto de fato ele absorvera O EON CRÍSTICO
durante a cerimônia do Batismo.
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Havia quem pensasse que o Eon Crístico era algo que apenas
Jesus poderia ter recebido e assim, muitos esperavam séculos, milênios,
na expectativa da VINDA DO MESSIAS, mas em Verdade, em Verdade
nos foi dito que deveríamos ir e pregar, cuidar, zelar porque o momento
está próximo… por que então esperar tanto?
Mal imaginava o nosso escritor que a notícia chegaria muito mais
célere do que ele poderia realmente imaginar; afinal quem se incumbiu
de ir, ver e vencer, além de ter um conhecimento muito profundo, estava
cercado de falanges existenciais e angelicais.
Assim, ao entardecer daquele dia a MENSAGEM HAVIA SIDO
PASSADA, mas o vento, a chuva e a queda de alguns cabos de energia
e da própria rede telefônica não lhe permitiram tomar conhecimento do
que aconteceu de fato em Tremembé.
Walkyria saíra de Santa Catarina rumo a São Paulo, onde era
esperada pelo seu irmão Mário Moreno, o qual já sabia mais ou menos
da sua missão. Cumprimentaram-se e logo se dirigiram à Editora onde
estava sendo programada a edição de outro livro do escritor. Todavia os
motivos maiores estavam relacionados com um imenso SEGREDO que
entre colunas se iria discutir.
Sê Creta dizia sempre O Ermitão da Picinguaba, e estas palavras,
ao entrar no salão do Administrador da Editora, ficaram retumbando em
seus ouvidos… Walkyria não sabia se ouvia vozes ou se era uma vaga
lembrança das conversas que tiveram com aquela figura ancestral…
– Boa tarde, Walkyria, fez boa viagem? Era o amigo Luiz que a
recebeu na recepção da Editora, acompanhando-os até a sala do editor.
Mário os acompanhava , depois de cumprimentar Luiz. Ambos tinham
muitas afinidades, viviam na mesma cidade e eram, de alguma forma
muito mais séria do que se possa pensar, irmãos.
A porta se abriu quase que eletronicamente, e por detrás dela
surgiu a figura de Wagner que, com seu habitual sorriso os recebeu
prazerosa e respeitosamente.
A reunião decorreu entre intervenções de um e de outro, o Editor
apresentando-se e à sua Empresa, afinal a notícia de que poderiam vir a
conhecer o Vale do Kiriri, por si só já denotava algo de especial;
sentiriam a vibração, a energia, e sem dúvidas era uma conversa para
muitos dias, mas como Walkyria não teria muito tempo em São Paulo
logo falaram sobre a possibilidade da edição de "O Avatar", que estava
sendo escrito na Europa e poderia ser editado em São Paulo.
Ficou acertado o encaminhamento de um capítulo para análise do
perfil da obra, além da possibilidade de reedição de outros dois livros, "O
Planeta Exterminador" e "O Mestre e os Discípulos", já editados em
várias partes do mundo.
Após acertarem os detalhes, despediram-se.
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Walkyria, no entanto pediu ao Irmão Mário que a acompanhasse
até Tremembé… E lá ficou pesquisando o que de fato ocorrera com o
menino de antanho que agora era escritor…
Teve várias surpresas...
Uma foi chegar à Igreja de Tremembé e a porta estar fechada,
mas conversou com a zeladora que gentilmente lhe abriu a porta do
lado, e lhe indicou o Altar oferecido em homenagem a Rosa Almeida
Silva, madrinha do escritor, que doara as terras do convento e da
Igreja…"Eu vou para Deus mas não esquecerei aqueles que deixei na
Terra!" (Santo Agostinho).
Ao adentrarem a Igreja, que estava vazia, foram diretamente ao
altar erigido a Nossa Senhora Aparecida. Lá estava o vitral que o escritor
havia citado várias vezes.
Ao se aperceber que aquele era o altar, ajoelhou-se e começou
rezar, e logo a seguir um grupo de senhoras começou a cantar… Mas se
a Igreja estava trancada...? No vitral Nossa Senhora Aparecida sorria e
na casa do escritor três velas acesas para Nossa Senhora Aparecida,
tremeluziam e amenizavam a falta de luz…
Mário tirou algumas fotos, se emocionou com tudo aquilo e chorou
junto com Walkyria.
Afinal… quais mensagens viriam desse livro, "O Avatar"?
Depois, a segunda surpresa foi procurar a casa da Tia do escritor
e ao chegarem a uma rua sem saída o Mário perguntar:
– Mas quem você vem procurar em uma rua sem saída?
– A Tia dele, Dona Celina …
Uma garagem estava entreaberta, Mário perguntou a um jovem
se conhecia a tal senhora.
– É minha mãe!!
Os dois se entreolharam e sorriram. O jovem, que nem sabia
quem eles eram, manteve-se um pouco em expectativa mas logo tudo se
compôs… e então ficaram sabendo do passado do escritor que agora
estava na Ilha da Madeira, esperando notícias deles…
Enquanto isso, onde mora o escritor, a comunicação fora
interrompida pela chuva e vendavais. Quando a luz elétrica foi
restabelecida, o escritor, do outro lado do Atlântico, abriu o sistema e
pôde ver as fotos, o Altar, o primo Roger, e chorou… chorou pelo imenso
tempo que passara e pelo sacrifício que teve que fazer para cumprir os
ditames da LEI, uma LEI que poucos compreendiam e poucos
conseguiriam compreender; e para isto seria mesmo muito importante
que se conseguisse publicar a Obra. Não por ele, que escrevia, mas
porque ele sabia que no interior daquele livro estaria passando uma
mensagem muito simples para os seres humanos, uma mensagem tão
simples que todos teriam alcance para entendê-la, e assim o
ecumenismo se faria presente.
Não tinha realmente cabimento continuarem a se enganar e a
enganar o Povo todo da Terra, era necessário que alguém
ecumenizasse os humanos e isto não poderia ser uma tentativa. Afinal,
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quem Tenta e cria a tentação nós já sabemos quem é, ou pelo menos
quem levou a culpa. Mas saber mesmo PASSAR A PALAVRA, O
VERBO, era muito mais simples do que poderia imaginar a nossa vã
Filosofia . não eram necessários os costumes do passado e nem mesmo
a força da juventude, era necessário apenas que a Alma que começasse
a dizer o que tinha para ser dito se afastasse o máximo possível dos
meios Urbanos e Terrenos.
Depois, só depois que estivesse realmente PURA é que iria então
começar a transcrever para o papel aquilo que lhe ditava o Senhor do
Universo, ou se quiserem O Grande Arquiteto do Universo, ou então
Allah, enfim, o nome ou o título nem era importante. Era importante sim,
e MUITO IMPORTANTE, que a própria Pureza do que iria ser dito
estivesse em estado de papel em branco, como O PRIMEIRO ÁTOMO
VIVO QUE CONSTRUIU TODO O UNIVERSO, e, para isto só mesmo o
próprio primeiro átomo vivo para explicar o quanto se arrependeu de ter
explodido na Busca de algo que ele nem sabia o que era …
E se arrependeu, não pela Beleza Universal mas pelo que fez
sofrer a tantos que nem se apercebiam que eram nada mais nada
menos do que a somatória dele mesmo.
O escritor acendeu o cachimbo e começou a imaginar como iria
passar agora as imagens, como faria passar para o papel as imagens
que recebera virtualmente, vindas de Itapema… que significava algo
ligado a uma Pedra em Tupy Guarani…
A Rádio anunciava que o Papa estava à beira da morte… e o
mundo católico se preocupava… Sobre a escrivaninha do escritor o
Cartão de Condolências do falecimento da sua madrinha estava aberto,
e ao lado dele o do seu padrinho… Ambos viveram uma vida de
santos… tanto um como outro eram pessoas de Fé.
Ao fechar o cartão do padrinho o escritor viu a imagem que
mostrava a Morte de São José… com Jesus e Maria ao seu lado… "Pai,
perdoai-os porque não sabem o que fazem!" pediu Jesus a São José,
pensou o escritor.
Uma lágrima rolou de seu rosto… quando poderia sair do exílio e
voltar para sua Terra Natal?
Nem sempre dizer a Verdade não merece castigo, pensou… e apagou a
luz do candeeiro.
Os cães uivavam...
Um suspiro o acompanhou enquanto descia as escadas que
davam do sótão ao salão mais abaixo.
Uns sobem outros descem… É verdade… pensou o escritor, mas
será lindo o dia em que todos estejamos no mesmo nível…
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CAPÍTULO 2
Diz o Mestre:
– Assim como o código de acesso aos computadores é que
permite a interação entre o Homem e os programas contidos na memória
da máquina que armazena dados e por isto tem condições de ampliar
suas atividades no dia a dia da sua existência, assim também o acesso
ao Avatar deste Milênio só é possível quando acionamos o código de
acesso e mesmo assim há que ter as condições mínimas para o
encontro entre Ele e os humanos que o buscam…
Com esta explanação acredito que vocês já têm material
necessário e suficiente para durante as férias pesquisarem a respeito
deste tema.
Lembrem-se: Buda, Jesus, Apolônio, Maomé, Moisés, vários foram os
Avatares que estiveram entre nós, humanos, e através deles os povos
do Oriente e do Ocidente, assim como os do Norte e do Sul, puderam
compreender e aceitar as escrituras ou as leis de cada povo ou
civilização.
O Terceiro Milênio é regido pela Era de Aquário; a Era de Peixes
deixa um imenso rastro de luz com a vinda de Jesus…
A importância ou a relevância que cada um de nós dará aos novos
tempos está no livre arbítrio que nos foi concedido pelo Criador a todas
as criaturas.
– Mestre, eu gostaria de perguntar antes de sair de férias se é
necessário de fato a cada novo milênio surgir um novo Avatar…
Ale Mohamed, filho de uma terra Lusitana, de nome Almeida,
tinha 23 anos e estava completando o 3º Ano do curso de Antropologia
Teológica, um curso criado na Universidade que freqüentava e que tinha
como base o estudo antropológico da Teologia com o intuito de tanto
filosófica como cientificamente provar a existência de Deus como Criador
e da Energia Vital para as Raças Humanas espalhadas por todo o
Planeta Terra.
Ale Mohamed recebeu este nome devido à sua origem luso-
mourisco-judaica; sua família, assim como muitas outras, viveu à
margem até que a chegada de um regime democrático permitiu que
retornassem à sua Pátria…
Dizem que os Judeus são apátridas e assim, tanto os Árabes,
Mouros, Judeus e todos os que vieram do Oriente para o Ocidente
permaneceram longos anos, gerações a gerações, a buscar um lugar ao
Sol em meio às sociedades constituídas.
O único País aberto ao mundo dos mundos, sempre fôra O
BRASIL, onde nasceu Ale Mohamed.
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A Antropologia havia sido uma opção para que Ale Mohamed
pudesse encontrar respostas às imensas perguntas que tanto genética
como sensitivamente seu ser buscava.
– Há possibilidades de um Avatar permanecer Eternizado entre os
humanos, o que geralmente se imagina no caso de Buda que é invocado
inicialmente através de Sidarta, um jovem de nobreza indiana que
buscou o seu canal de comunicação com o Criador e gerou o que hoje
chamamos Budismo.
Há também o caso de Jesus, o Nazareno, que através da energia
Crística, conseguiu estar entre nós por mais de dois mil anos e acredita-
se que esta crença permanecerá pois é assim lançada a semente de Luz
e da Divindade pelos Avatares.
Quanto ao Terceiro Milênio depois de Cristo, há movimentos que
se intitulam relacionados com a NOVA ERA e que citam Matreya, cuja
tradução tem várias vertentes, inclusive Mãe Terra.
A verdade da Teologia está assente na Lei e a Lei é a Palavra de
Deus, passada de geração a geração através dos tempos. Assim, em
que pese o nosso estudo ser humanamente e cientificamente
desenvolvido, cremos que as gerações do futuro irão contatar com o
NOVO AVATAR. Aliás há muitas mudanças em todo o Planeta oriundas
da energia de Aquário, a qual faz com que as coisas do mundo vão
dando lugar às luminescências Cósmicas desta Nova Era.
– O Mestre então afirma a existência da NOVA ERA já com a
conseqüente vinda do Novo Avatar?
– A Nova Era é inquestionável. Basta dizermos que o próprio
Universo já está sendo questionado… Ao iniciar o século XX, nem
podíamos imaginar os feitos ocorridos nos últimos cinqüenta anos,
alguns inclusive já anunciados no século XVI mas contestados por quem
controlava religiosa e politicamente o Velho Mundo… A energia e o
simbolismo de Peixes mostrou excessos de sacrifícios em busca da
Luz…
Aquário pressupõe abertura mental, ampliação e doação do
conhecimento que antes estava sob o controle de poucos.
Já hoje em dia temos acesso pelos meios de comunicação a
fontes de conhecimentos Templários, Científicos, Religiosos, Segredos
de Estado de uma década passada, que agora são do conhecimento dos
que acessam estes mesmos novos sistemas, e assim podemos quase
afirmar que este é um dos sinais de que esta nova fase intelectual,
tecnológica e humana irá também conseguir gerir ou gerar o NOVO
AVATAR… A cada NOVO MILÊNIO há choques interessantíssimos que
ocorrem desde sempre…
Einstein jamais contestou a existência de Deus e a sua Teoria da
Relatividade até hoje é base prática para todos os fenômenos científicos
onde ele, ao tornar ciente uma experiência, acrescentava aos seus
apontamentos a Deidade …como algo superior ao que ficou ciente…
Cientificamente inconcebível, mas relativamente participante e integrado
ao que a experiência gerou.
É assim então que Deus faz com que nos atualizemos e nos
desenvolvamos cada dia mais e mais…
Boas Férias!!! Até ao ano 2000… da Era Cristã.
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CAPÍTULO 3
O chamamento
Era o ano de 1999. A Universidade vivia um clima de intensa
energia. Os jovens discípulos e seus Mestres haviam superado
situações quase intransponíveis, tanto no que diz respeito às lutas pelos
novos meios de pesquisa quanto à maior adaptação das novas
Universidades, num contexto considerado arcaico de um passado bem
recente. Os dogmas, tabus e tradições impostos pelos antigos
controladores do sistema como um Todo, estavam dando lugar a um
povo mais aberto, mais descontraído, mais ávido do SABER….
Ale Mohamed apanhou seus alfarrábios, juntamente com o seu
computador de bolso, despediu-se do Mestre Jorge Martins e dos seus
colegas mais próximos, indo em seguida apanhar o Metro. Lisboa estava
vivendo momentos de imensas mudanças e a Expo 98 chegara ao fim,
deixando um imenso vazio na vida da cidade que fora toda preparada
para a Exposição Mundial… Universal… Oceânica…
Ao descer as escadarias do Metro, lembrou-se do último dia da
Expo. O Benfica ganhara… A superlotação do espaço Expo 98 foi uma
loucura quase plena, os jovens desencadearam uma catarse jamais vista
em Portugal… LAVARAM A ALMA.
Chegou à Estação do Cais Oriente e as cúpulas iluminadas entre
os acrílicos e aço pareciam uma imensa
NAVE que ali aportara aguardando o momento exato da partida.
Uma cigana descia a escada rolante em sentido contrário ao seu. Olhou-
o profundamente… Esse olhar levou Ale Mohamed a uma cidadezinha
do litoral brasileiro, construída pelos portugueses no século XVII…
A Praça da velha e bela cidadela estava vazia. Na noite anterior
houvera o Festival de Cinema … Ale Mohamed havia sido convidado por
um grupo de amigos para apresentar um monólogo… Eles o
acompanhavam com flautas, violão, cavaquinho… Vozes.
– Um dia, em minha montanha, lá pelas quatro horas da manhã
ouvi gritos e pragas que me trouxeram de volta do mundo dos sonhos.
Ao abrir a pequena janela do rancho em que vivia, ainda
sonambulescamente pude ver alguns homens próximos da árvore de
canela que ali existe, e eles atiravam paus e pedras contra a ramagem
da imensa árvore que crescera à beira do Rio dos Peixes e abaixo da
Montanha que ali iniciava o seu Crê…SER em direção aos céus…
Eu, sem compreender muito bem o que estava acontecendo fui
permitindo a minha visão clarificar e juntamente com a luz do Luar ouvi
alguém dizer:
– "Ela comeu os três filhotes!" – gritara um dos homens…
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Só então me apercebi que uma cobra cajarana subira pelo tronco
da Canela e foi em direção ao ninho do sabiá preto que toda madrugada,
com seu cântico mavioso, amanhecia o dia e a…cor… dava-me….
Encantava-me.
Saltei pela pequena janela, fui mais próximo da turba ignara e
humana para então perceber a sabiá fêmea atirando-
se contra a cobra tal e qual um Kamikase… suicida…
O sabiá macho voava desesperado em circunferência e os
homens continuavam a agredir de várias maneiras a cobra que parecia
não sentir nada…
– "Serpente"…
– "Bicho de Satanás"…
– "Víbora"…
Eram as mais suaves imprecações que ouvira daqueles que se
julgavam os donos da Natureza, da Vila Piscatória, dos Barcos e do Mar
onde pescavam...
Ali bem perto havia uma aldeia de Índios Tupy Guaranis. Nenhum
deles havia participado na guerra contra a serpente…
Ao ver que seria quase impossível parar aquela escaramuça, subi
a Montanha, chorando e perguntei à Minha Mãe Lua, por que ser assim?
E Ela me respondeu:
– "Vá e pergunte aos homens!"
Desci a Montanha e fui lentamente chegando até à Aldeia dos
Tupy Guaranis… Haviam uns que se preparavam para irem à pesca…
pescavam de canoa, e com um arpão feito de madeira da canela, muito
rígida e forte… Na ponta havia uma fisga para poder fisgar o peixe.
Ao longe avistei Eugênio… um nome dado pelos brancos a um
Tupy Guarani que fora batizado… Contei-lhe tudo o que vira e ouvira… e
ele me respondeu:
– "Quando o Homem encosta a mão nos ovos, a cobra
vem e come os filhotes!"
Agradeci seus sábios ensinamentos, despedi-me e saí da aldeia
muito mais triste do que entrei… Saí da Taba um tanto atônito, subi a
Montanha e fui perguntar ao Sol que amanhecia o Dia, desta feita sem o
cantar do Sabiá Preto… Então, entre uma lágrima e outra, salgada tal e
qual o sabor Mar eu perguntei ao meu Amigo Sol: por que ser assim?
E ele ainda amanhecendo… o amanhecer, respondeu com sua
Luz nascente:
– "Meu Filho, a Mãe Natureza se preparou para receber todos os
seres que com ela hoje convivem… até que se aprimorou mais ainda
para receber o SER HUMANO, livre, solto, forte e belo… E assim como
ela o quer livre, solto, forte e belo, quer a todos os seus filhos… Então
prefere que a cobra venha e coma os filhotes do que os homens os
tenham presos só para ouvi-los cantar!"
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Neste exato momento nasceu esta canção:
"Bom dia meu amigo Sol, eu quero te cumprimentar,
Andava pelo mundo a sós, queria simplesmente amar,
Agora você está à direita,
Mais tarde você está à esquerda,
A tudo você enfeita,
Não existe nenhuma perda…
E quando anoitecer,
Se a Lua não aparecer,
Não fique triste oh Sol, não!
Vá iluminar o Japão,
Pois a Lua é dos Poetas, a grande inspiração,
No céu ela é uma Festa, que faz bem ao coração."
A Igreja de Santa Rita, que havia se transformado no espaço do
Festival de Cinema de Paraty, estava repleta de
pessoas que aplaudiram o Ermitão da Picinguaba, nome que
as pessoas deram a Ale Mohamed por ele viver dois anos isolado
na Montanha da Picinguaba.
Naquela manhã em Paraty, Ale Mohamed encontrou-se com uma
Cigana… ela também o olhou no mais profundo dos olhos, pediu-lhe um
minuto da sua atenção e ele a atendeu…
– "Você irá viajar muito, atravessará os Oceanos… e descobrirá um
Mundo Novo em um Velho e Antigo Mundo… onde quase nada mudou!"
A Cúpula mais ao norte da estação do Oriente do Metro de
Lisboa, agora estava com a tonalidade violeta… Saint Germain…
pensou Ale Mohamed…
Dez anos se passaram desde a pequena cidade no Mato Grosso
onde havia ido para implantar uma emissora de televisão, colaborar na
maior FEIRA AGRO PECUÁRIA DA AMÉRICA DO SUL e ainda editar
um jornal de nome Presença Popular, com mais de 100.000 exemplares
distribuídos por todo o Mato Grosso… A Feira Agropecuária atraíra
gente do mundo e do Brasil inteiro. Com muitas atrações campesinas,
pecuárias, cavalos puro sangue, touros, parque de diversões, cantores,
culinária típica de várias partes do Brasil, muita gente e muita
animação… Ali ele conhecera Maria Gabriela, a Madeirense que o
levaria através dos Oceanos…
1990, Ilha da Madeira……… 1998, Lisboa…… 1999, O Avatar!
Seria o Avatar uma Tese ou seria um estudo apenas, ou ainda,
seria uma Profecia???
Em 1979 acontecera Picinguaba... Abandonara o mundo das
evoluções materialistas… chegara ao cargo mais cobiçado de uma
Multinacional Americana… e após abandonar tudo, …a MENSAGEM
CHEGOU… O CHAMAMENTO.
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– E por que Eu?
Sempre se perguntara isto, até que em um Curso ZEN, ao receber
um legado que tinha 2.500 anos, vindo diretamente do Tibet , que lhe foi
entregue por um descendente direto de Buda – Mestre Hogan Sam – ao
perguntar porquê só ele fora merecedor de receber o legado, o Mestre
sorriu e nada disse…
Ale Mohamed compreendera que nunca mais perguntaria.
Aceitaria e agradeceria… Este era o caminho (avatar).
Dirigiu-se ao aeroporto onde iria apanhar um avião com destino
ao Porto… Gabriela o aguardava…
Seguiram viagem em um vôo com destino a França, com escala
no Porto. A polícia de fronteiras quase nem o deixara embarcar, apesar
de estarem em espaço Sheguem, onde todo cidadão residente na
Europa tem livre trânsito… Quantas barreiras os seres humanos criam
na sua própria Terra… Em seu íntimo os códigos de acesso à força da
criação também iam se complicando… O que seria necessário se fazer
para que a carga humana ficasse mais suave?
Será que a anunciada NOVA ERA iria trazer alguma luz a tudo
isto?
A viagem a bordo do vôo da Air France foi bem rápida, o Air-bus
completou-a em reduzidos 53 minutos entre Lisboa e Porto.
Para variar, Ale Mohamed escreveu durante o vôo e o que
escreveu estava relacionado com o trabalho de Margarida Martins,
responsável pela Fundação Abraço que cuidava dos pacientes que
haviam contraído o vírus da AIDS.
Quando entregou o que escreveu à valente lutadora na luta contra
esta praga do século XX percebeu que deveria colaborar com a causa,
deveria abraçar esta causa…
Gabriela, que o acompanhava, sabia que as férias prometidas
seriam sempre com envolvências em situações e responsabilidades que
Ale não conseguia deixar para amanhã…
Houve épocas em que ela teve que ser bastante incisiva com ele,
pois a sua estada em Picinguaba e suas "viagens" através das
evoluções, involuções, regressões e ascensões cósmicas haviam dado
cabo de todos os tabus, preconceitos, dogmas terrenos e o colocado em
um plano acima do plano Terra, e assim, às vezes envolvia-se com
algum excesso de generosidade no problema dos outros. Como se
soubesse a solução… sem se preocupar consigo próprio, doando-se de
uma maneira tal que chegou a ficar sem comer e sem dormir para acudir
pessoas que nunca vira, pelo período de quase um mês.
Gabriela, com a sua formação de Médica Veterinária, origem
Madeirense, vivendo trinta anos no Brasil,
Compreendia muito bem o coração de Ale Mohamed…
comparava-o a Carlos Castanheda… que conhecera Don Juan, um Índio
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com conhecimentos profundos dos mundos esotéricos e dimensões
paralelas…
Ale considerava-se um ser humano comum, como outro qualquer
e assim era bastante difícil alguém conseguir travá-lo nos seus anseios
de ver o mundo à sua volta mais saudável, mais feliz, mais solidário e
mais autêntico, integrado ao Cosmo e à energia Vital que emana de
todos os seres do Universo sem distinção deste ou daquele. Bastava
olhar para o céu e via-se as estrelas com um brilho semelhante… O
PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER…
A Cidade do Porto o encantou e logo que chegou ao Hotel Castor,
na Cidade do Porto, foi procurar uma lista telefónica para encontrar o
nome de algum Ancestral…
A busca da sua ancestralidade era latente e constante…
Seus traços fisionômicos eram bem vincados ao árabe. Testa
larga e alta, moreno, estatura mais para o alto, ombros largos, tórax de
remador, fartos bigodes, pernas fortíssimas, olhos negros, muito
cintilantes e vivos… Com a idade ia se tornando de cabelos grisalhos e a
barba mais ainda… O peso um pouco acima da média para a estatura
que tinha, adorava sorvetes e doces, mas mantinha uma grande
agilidade e força física, mental, emocional e espiritual… Emanava Fé!!!
Nadava muito bem e adorava andar a pé em montanhas, vales,
florestas, beira-mar…
– Ale, você não vai jantar? não tem fome?
Acordou de sua busca antropológica e ancestral, olhou para Gaby
que o chamava e estava já com trajes mais adequados para o frio que
fazia no Porto.
Era loura, alta, olhos cor de mel, pele clara, seios firmes e uma
elegância descontraída, seus cabelos semi encaracolados caíam sobre
os ombros em suaves ondas.
Ali à sua frente, na cidade próxima das suas origens Lusitanas,
encontrava-se a mesma figura que a sua Montanha lhe havia anunciado
muitos anos atrás…
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CAPÍTULO 4
Caverna Submersa
Era uma tarde em que o mar estava muito calmo na praia do
Camburí - entre Picinguaba e Paraty. A Mata Atlântica cobria os dois
lados do asfalto da BR101 uma estrada litorânea que vai de São Paulo
ao Rio de Janeiro e depois segue até o Nordeste Brasileiro… O Ermitão
nadava e observava as ondas alísias indo e vindo de encontro à
costeira, uma alta costa rochosa, com imensas pedras que tinham a
forma de vários animais, não era só ele que via… os turistas e alguns
pescadores também.
Naquele dia ele havia descido a Grande Cachoeira com seus
oitenta metros de altura em patamares suaves, pesquisando as imagens
que encontrava nas Pedras…
UM CAVALO PRETO, uma Tartaruga, um Dragão, e assim ao
entardecer estava entre a Ilha das Couves e a Costeira do Camburí em
meio a uma imensa baía. A água estava quase morna… os olhos ardiam
um pouco com o sal marinho. Lembrou-se do tempo em que nadava em
piscinas e tinha medo do Mar… agora era como se estivesse integrado
com o Oceano e todos Oceanos Siderais… parecia um peixe… ou um
Golfinho… pois subia apenas para apanhar ar… Adorava nadar… em
baixo d'água mais ainda…
O seu estudo a respeito de Atlântida começou no Peru, nos
Andes… passou pelo Mar dos Xaraés (Pantanal do Mato Grosso),
Chapada dos Guimarães, onde encontrara fósseis marítimos a 800
metros de altitude… Amazônia… México, Venezuela… e no fundo dos
Oceanos em túneis que se
interligavam com várias áreas que já conhecera, onde, sem dúvidas,
viviam os Intra-Terrenos… seres que tinham um conhecimento bastante
evoluído e se comunicavam com os da superfície e com os Extra-
Terrestres…
Decidiu que mergulharia na caverna submersa existente naquela
costeira e assim ficou boa parte da tarde preparando-se para o melhor
momento…
As ondas iam e vinham em correntes submarinas para o interior
da caverna, cuja entrada tinha como defensores e guardiães, ouriços
enormes.
O Ermitão não se intimidara, pediu licença a Netuno, foi se
aproximando e quando a correnteza o arrastou com mais suavidade
soltou-se e foi como um corpo inerte sendo arrastado suavemente até à
entrada… Os ouriços pareciam acariciá-lo… A entrada era longa e teve
um pouco de receio
de ficar sem fôlego. De repente percebeu que estava em uma imensa
Caverna, ampla, iluminada com uma cor entre o rosa e o violeta… (Saint
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Germain), viu que dava pé e ficou em pé… Caberiam ali umas 10
pessoas… o teto era todo cintilante, refletindo as ondas que iam e
vinham… Algo sublime. Rosáceo… lembrou-se da Rosa Cruz… deitou-
se para descansar um pouco… adormeceu, com as ondas a
massagearem seus pés… Sonhou.
No sonho uma voz dizia-lhe que a partir daquele momento nada
mais iria lhe faltar… Acordou com o rugido de um Leão… era o vento, a
água, Eolo… Druza… Percebeu que um tronco de árvore trancava a
saída de ar e de água. Foi agachado e tentou tirá-la, parecia um apelo
da Caverna… o rugido vinha dali… Ao tirar o tronco ,após um imenso
esforço, a água que estava ali retida começou a inundar a
22
caverna. Em poucos segundos a água chegou-lhe ao peito. Olhou ao
redor, ...uma chaminé natural… Foi-se esgueirando por ali, subindo pela
garganta interna daquela imensa Montanha... Fincava as mãos e os pés
como melhor lhe convinha. Foram séculos aparentemente… até chegar
ao topo da Montanha.
Lá em baixo, como se fossem miniaturas, os barcos de pesca, as
cabanas dos índios, as casas de alguns Caiçaras… Ao olhar para os
seus próprios pés, por instinto e puro instinto, o Ermitão percebeu que
estava sobre duas pegadas enormes …seriam suas pegadas do
passado que ficaram ali marcadas?!!!
Ao longe, no Oceano, uma visão: uma Caravela… A Cruz de
Malta… Uma moça loura… nas nuvens… Um Deus com um imenso
bigode a sorrir, uma Deusa Oriental a dizer-
22
lhe: fomos seus Pais… um Amor Proibido… E você criou-se na
Natureza, no Mar, nas Montanhas… Viva sempre assim… nós
vigiaremos… e você será feliz…
No quarto do Hotel Castor, na cidade do Porto , Gabriela o
"acordou" do transe…
– Ale, então, vamos jantar?
Beijou-a com carinho, abriu a porta do armário, apanhou o
sobretudo, vestiu-o e saíram no frio da noite… em busca de alimento.
A emoção de estar muito próximo das suas origens não lhe dava
fome, nem sede, nem sono, só queria desvendar os mistérios e
descobrir a verdadeira história da sua vida…
Jantaram em uma casa típica do Norte de Portugal, conversaram
sobre as suas esperanças, a nova casa que nunca ficava pronta, como
sempre foi… As crianças, os netos, Arthur, Dominique, André Luís…
algo muito familiar. Há tempos nem queria ouvir falar em família e agora
descobrira que é o único meio para desvendar as histórias e ir de
encontro à Verdade Universal… a partir da Célula Social… e Familiar.
Vivera dos 12 aos 53 anos afastado da família, fora como um
visitante na casa dos Pais…
15
O início em vários colégios de padre, depois um internato, quase
seminarista, Salesiano, depois a Academia Militar… os Mares, os Portos,
os Povos, seus usos e costumes… A revolução de 1964… a
contestação, o revolucionário… o sonho desfeito de um lado por se
negar a
matar BRASILEIROS, a vida civil com formação rígida a mais, as
empresas, os clientes, o mundo da Comunicação. E a família era e ainda
é a Célula Social. Uma vez por ano ou no Natal, aniversários… Os
sobrinhos e sobrinhos netos o chamavam Tio Indiana Jones…
E assim, naquela noite, no Restaurante Típico do Porto, algo
começava a intrigá-lo… Nunca dependera aparentemente de ninguém…
e se calhar era carente de coisas que os outros não eram carentes…
Que grande descoberta na caverna do seu coração!
Chegaram ao Hotel Castor, verificaram se havia algum recado.
Subiram pelo elevador muito antigo com portas pantográficas, estilo
século… sabe-se lá qual… O apartamento era o 471, dava vistas para o
imenso Rio Douro,
onde seus ancestrais ainda produziam em suas margens o Vinho do
Porto, desde a plantação até à exportação. Chegaram alguns deles ao
Brasil em 1575, expulsos de Portugal… Judeus… Os outros que ficaram
converteram-se e eram NOVOS CRISTÃOS…
Portugal começara ali no Norte e estendera o seu Reinado até ao
Sul. O Oceano era e é a grande Porta deste País que se considerava a
Cabeça da Europa… mesmo a Testa da Europa… pois a Espanha era a
Cabeça, que se desunira da testa…
No outro dia foram visitar os monumentos, a Bolsa, O Salão
Árabe …parecia ter vivido ali, naquele ambiente… Gabriela percebia a
sua emoção com cada esquina daquela cidade cortada ao meio pelo
belíssimo Rio Douro; a sua arquitetura lembrava muito Salvador, na
Bahia...
Apanharam o Barco e foram subindo o Douro. As Quintas… as
plantações… as vindimas, os Casarões Antigos, as Janelas onde os
Lusitanos avistaram NOVOS RUMOS…NOVOS MUNDOS….E
CRIARAM NOVAS CIVILIZAÇÕES…
Pois é: Misturaram as raças, e geraram um povo totalmente
diferente de todos os povos, os Brasileiros, os Luso-Africanos. Criaram o
que o sapateiro de Foz Côa profetizara no Século XVI, O QUINTO
IMPÉRIO… O Espírito de Portugal no Mundo e o Mundo que foi feito
a partir de Portugal… todos juntos a falar uma mesma língua, usos e
costumes, novos tipos genéticos, novos ritmos, nova indumentária, ou
sem indumentária nenhuma… sem lenço e sem documento… Desde o
mais nú e mais feliz até ao mais
requintado e também feliz, com samba no pé e ginga muito diferente da
do Europeu… Que diferença se criou a partir dali de onde ele se
encontrava… Diferentes mas iguais… "Crescei e Multiplicai-vos"… e
assim foi feito…
16
CAPÍTULO 5
A VERDADE...a...ver...dá...dê!
Sinto saudades da vida que do outro lado de lá, era apenas
entrega e porte pago.
Sinto saudades da vida que do outro lado de lá, era o que era,
sem tirar nem pôr.
Sinto saudades da vida que do outro lado de lá, nunca findava
nem começava, vivia-se!
Sinto saudades da vida, onde a escrita inexistia, pois o que se
combinou se cumpria.
Assim, sinto saudades de mim, quando eu era o SER que habita o
meu SER.
E me pergunto, todos os dias, que fiz, para merecer conviver com
este mundo nojento?
Mundo, onde os irmãos estupram as irmãs e o que de maior
grandeza existe
está jogado na lama dos latifúndios que dia a dia, mais afundam o
planeta todo.
Sinto saudades daquela vida, não porque fosse melhor, mas
porque era o que É.
Sei que É, e sinto-a dentro de mim com a mesma energia que senti Lá.
Aqui, o que sinto, é que quiseram me testar, e explodiu a bobina
central.
Afinal minha ENERGIA é superior a de todos que me cercam e
me olham.
Como se olhassem para um reator a transferir toda sua Força
para uma mísera Luz artificial. "VAI EXPLODIR !"
Por isto digo, de todo meu coração, que VENCEREI mais esta
etapa, mesmo do lado de cá.
Mas com uma certeza maior ainda, muitos irão sucumbir, outros
assistirão meu triunfo humilde, sóbrio e altaneiro, e assistirão de pé a
minha vitória.
Deus lhes dê vida longa.
No entanto, quem irá se regozijar mais serei eu mesmo, como
tudo o que pressinto e me estimula a seguir avante.
17
Do que sinto pena?
Dos que nem sequer ainda passaram para Lá, nem sequer sabem
dar amor a um gato, um pássaro ou a uma flor.
Realmente ser Anjo não é fácil, se fosse, esta tarefa não seria
minha.
Vem, serei, junto contigo, o que há de Amor mais que antigo.
Onde a luz dos que São, é esparsa, bela e intensa e não precisa
de rea...tor.
Pois Thor é um Deus que anda a frente, nunca a ré.
Coitados dos que se metem com Deuses, ainda mais quando a
Galáxia foi ao encontro de sua própria origem primeira.
Onde Duendes, Fadas e Deuses convivem Eternamente o bom
lado da Vida.
Creia-me, irei vencer, e estarás comigo, pois tudo o que somos
Amada Sacerdotisa, é o encontro eterno de quem foi gerado em meio ao
luxuriante momento orgasmótico da Geração.
Todos os Deuses passaram por isto e todos, meninos e meninas,
também passarão.
O que mais importa AGORA, É ÁGORA, a...cor...dar...
Do sono profundo que aceitou, no momento em que o menino
Deus decidiu pelo mundo de seus Pais perambular, peregrinar, sonhar,
agir.
Vão retornar em essência, vida e Alma
Ao mais eterno dos caminhos, AVATAR,
Que reencontra entre os seus os que traem,
Os que perjuram, os que impuros ainda são,
Para lhe dizerem: "Hei, HOMEM DE DEUS, ainda estás tão tenro!"
Ah, menina Eterna, Mãe de Ventre Livre, saibas, os Deuses nos
receberão de braços abertos, pois quem aqui vive, além do SER que
habita o meu SER, é o Divino e mais que perfeito Átomo.
O Primeiro Átomo vivo que MATER...ia...lizou os sonhos da
amada Eterna e sonhada MADRUGADA...
A PRIMEIRA, madrugada, ONDE NADA, ADAN, EXISTIA, volátil,
sonhador e unânime na essência de sua busca incontida, dentro do
invólucro Atômico. De um núcleo todo Eterno... e...terno... núcleo...
Se hoje a Mater... ía, amanhã ;virá...!!!
18
E assim, sempre será...Sem dúvidas, uns querendo a Deidade,
outros apenas e tão somente a verdade...a...ver...dá, Dê!
Havia um caminho...
Ale Mohamed tinha certeza, havia um caminho entre o Amor e a
Aspereza, entre a emoção e o espiritual...
Havia um Caminho Invisível, aparentemente estranho... Onde
NELE, encontraria Irmãos, Veneráveis e Mestres.
Havia, ah se havia este Caminho...
Nada a ver com os citados...
UM Caminho especial, ou seria Espacial.
Mas se nem há espaço e nem há Tempo???!!!
Ah!... O AVATAR, sempre iria sofrer muito mais em seu interior
que busca do que no flagelo da tortura que rebusca e lhe traz a luz.
"Pai afasta de mim este... Cale-se!!!”
Tinha que gritar a viva voz, afinal o MUNDO QUERIA OUVIR.
O MUNDO INTERIOR ouvia, no silêncio das meditações...
PAI... ME...DITA... Seja em meu interior, ou seja, onde for...
Me Dita Pai!!!!
O tempo se escoa, meu coração de menino está preste a
explodir... E assim como ele Pai, O Planeta Todo nova...MENTE irá
surgir...
Onde será que começa, eu preciso saber!!!...
O pior é que ele sabia, apenas não se lembrava... E isto sim o
angustiava...
Uma luz violeta separava as Ilhas naquela hora do crepúsculo.
Uma onda imensa veio se estatelar nas rochas, mesmo aos pés
de Ale Mohamed que parecia olhar o infinito esperando uma resposta...
No Mar da Travessa a Ilha de Arduin naquele dia não aparecia...
Como diziam os antigos, ali a Ilha de Arduin aparecia aos que
procuravam o Mundo esquecido...
Ale não se esquecera, deu branco, era isto...
Um olho azul se refletia na onda, do Mar... O Olho da Sorte dos
Atlantes...
Lembrou-se daquele patuá que lhe deram quando esteve na
Amazônia: tinha um olho azul...
Lembrou-se, foi se lembrando...
19
CAPÍTULO 6
A Iniciação
Há muitos e muitos anos, no mais antigo do antigo, uma
comunidade se reuniu e decidiu que alguns de seus elementos iriam
percorrer terras longínquas, para então, quando voltassem expusessem
aos que ficaram o que poderia lhes faltar em um futuro próximo ou
distante.
Os escolhidos partiram e singraram mares nunca dantes
navegados, enfrentando tormentas e recrudescendo a sua força de vida
interior, na simbiose entre as agruras dos Oceanos Terrenos e Siderais.
Após chegarem a terra firme, decidiram, em primeiro lugar,
perceber o que os envolvia naquele novo útero terreno e só depois, após
terem absorvido toda a química e física que lhes era necessário
absorver, resolveram começar uma caminhada por entre as veredas que
eles mesmos abriam diante da mata imensa que não mata.
Assim, percorreram montes, colinas e cordilheiras, desceram
vales e se redescobriram em cada uma das pedras do caminho.
Vivenciaram as vidas dos vários Reinos e compreenderam que
nada eram nem seriam sem aquelas plagas de antanho, que, se calhar,
os levou para outras plagas, de uma forma invisível ou invencível.
A tudo que absorviam, procuravam anotar com seus mecanismos
de memorização, usando a visão, o tato, o paladar, o olfato e, claro, o
espírito.
Nos momentos em que a Luz se esvaecia tinham que ser uns
pelos outros na escuridão do CAMINHO (AVATAR) e, assim, uniram-se
cada dia mais e mais, compreendendo que a solidariedade era algo que
deveria ser muito bem apontado em seus registros eletro-magnéticos. A
liberdade em cada um poder respirar e atingir o seu ponto de equilíbrio
físico também era muito importante para que todos seguissem avante na
longa pesquisa que iriam fazer em prol do todo de sua comunidade, e o
sentimento de fraternidade superou todas as quizilas e dissabores que
por ventura houvera antes, quando estavam no bem bom do Reino
daquela Comunidade. Afinal agora enfrentavam Reinos desconhecidos,
onde o SER humano ainda nem tinha chegado e somente os
verdadeiros Reis da Natureza ali prevaleciam, como duendes, fadas,
gnomos, os minerais, vegetais e animais, em forma elementares que
provavam a que vinham e porque vinham.
Ora, nem é preciso explicar muito para dizer que, ao retornarem
ao outro lado dos Oceanos Terrenos e Siderais, os DESBRAVADORES
levavam consigo UMA NOVA ALMA, um NOVO ALENTO, uma NOVA
MANEIRA em ver o Mundo que os rodeava e os que nele habitavam.
Dentro deles as células haviam se transmutado e seus corpos se
volatilizaram conseguindo SENTIR PORTAIS INVISÍVEIS E
INVENCÍVEIS, por onde só passam os que deixam de ser apenas Ego
20
para se entregarem a um SER SUPERIOR E MUITO PRÓXIMO, que é,
nada mais nada menos, do que o nosso Pai Interno, o qual nos direciona
e nos alimenta, nos estimula a continuar, mesmo diante das maiores
agruras.
Assim, ao se reunirem todos da Comunidade, o que mais
embeveceu aos que esperavam TESOUROS E RIQUEZAS MATERIAIS
foi perceber que os desbravadores estavam de mãos vazias, com o
corpo aparentemente todo machucado e doído, mas com algo que nunca
mais eles esqueceriam.
Estavam, o que ERAM, na origem do SER.
E só isto já era o seu maior Tesouro, pois só assim poderiam
viajar por todo o sempre, sem nenhuma preocupação maior do que
terem a Água da Vida e o Calor Humano do verdadeiro Amor e Fé.
Os que ainda não tinham subido os vales e montanhas, nem
cruzado rios e oceanos, ficaram ouvindo seus relatos, embevecidos pela
força de vontade e pelo altruísmo que cada um deles trouxe e levou
consigo, deixando muito claramente impresso na Alma da Comunidade
que o maior TESOURO DO MUNDO se chama LIBERDADE,
IGUALDADE E FRATERNIDADE, unidas à NATUREZA , ao Amor e à
Luz do Cristo Cósmico.
21
CAPÍTULO 7
A Maneira do Universo
Eram 11:22 horas, e Ale Mohamed ao olhar para o painel do Black
Horse, seu Jeep que rodara vários locais do mundo com ele, ficou
pensando como eram engraçados estes momentos em que um número
digital se mostre, seja em duplicado ou, no caso, em multiplicado...
Lembrou-se do Livro que o editor havia lhe entregue em São
Paulo, Portal 11:11 e lembrou-se que a autora do livro citava locais onde
eram determinantes as conexões com o Universo, conexões estas que,
na opinião do Peregrino dos Espaços, eram tão naturais que não havia
necessidade de se determinar nada numerológica ou geográficamente e
nem mesmo espiritualmente. Afinal, o Universo, assim como o Vento,
que é seu filho, sabe muito bem para onde vai...
Sendo nós filhos do Universo, por qual motivo ficaríamos alijados
dos momentos que estavam para nós preparados?
Será que a autora havia feito todas as suas descobertas
caminhando pelo mundo e lendo registros que estavam nas Pirâmides
do Egito, nos Templos dos Maias no México, ou mesmo no Perú, onde
muitos segredos dos Incas estavam ainda por serem desvendados? No
Brasil então, nem se fala. Por mais que as pessoas não comentassem,
claro que no Brasil haviam vários tesouros arqueológicos para serem
desvendados.... A religião naquele País havia cerceado em muito a
abertura para o que realmente o Universo espera de nós. O curioso é
que Khapitolykus em Grego simbolizava Universal...
Onde se havia perdido o Elo Eterno???
Ao chegar em seu sótão, a primeira coisa que fez foi pesquisar
em seus arquivos muito antigos. Em meio a papéis amarelados e
abandonados no tempo, ele encontrou algo que há muito lhe chamara a
atenção...
Era uma peça em cristal, com uma simbologia do Universo,
contendo muitos Astros e Estrelas.
Havia um pormenor muito importante naquela peça: ela só
funcionava com água...
A água movia todo o mecanismo de cristal ali inserido, de forma a
nos dar uma idéia de como funcionava a força Cósmica que fazia com
que o Universo se movesse.
Houve uma época em que ele pensava que o vento também
poderia fazer funcionar aquele símbolo do que afinal é a Vida e como ela
se movimenta universalmente...
22
laro que tudo de uma forma apenas simplória aos olhos de muitos,
mas ele sabia, claro que sabia, que quem criou aquela peça era alguém
muito iluminado e a fez com a integração não apenas dos elementos
terrenos, mas com a luminescência Eterna, aquela luminescência que
afinal tem a ver com a energia eterna que a tudo e a todos envolve e faz
Crê SER.
Desceu as escadas entre o sótão e o grande salão, atravessou os
pórticos, dirigiu-se a uma fonte e com um cuidado imenso, começou a
montar as peças que compunham aquele exemplo de energia
Universal...
Os Cristais que iam se juntando davam uma idéia de algo muito
sublime, e o lusco-fusco de seus raios logo davam a ele uma idéia do
que realmente estava ali inserido no Todo...
A peça completa tinha seus 3 metros de diâmetro e 3 metros de
altura...
Quando estava toda montada, por si só já era um imenso exemplo
de obra de arte criada por uma ENTIDADE
DE LUZ, pois realmente era um grande espetáculo à vista, emocionava a
quem ali parasse para observar. Uma emoção que vinha das estrelas,
passava pelos planetas, energizava-se com os cometas e vagava no
vácuo universal....
Algo que Ale Mohamed de vez em quando sentia quando entrava
em transe.
O CAMINHO - pensou – O AVATAR...
Foi interligando então a Água que vinha da fonte até ao ponto
onde ela deveria começar a acionar a RÉPLICA CRISTALIZADA DO
UNIVERSO...
E assim, quando tudo estava preparado, ele deixou o Mundo girar
nas órbitas de todos os outros Astros e Estrelas... e ficou ali,
admirando... O cintilar de cada gota de água causava um reflexo
diferente na integração com os sóis da própria peça, afinal eram muitos
sóis e muitas luas. E o mais curioso é que ainda era de dia... Algo que
não se podia ver realmente à luz do dia...
Ale então, sem querer, olhou para o relógio digital que estava
assentado em uma pedra de mármore ...3.33...
Sorriu para si mesmo. Mais uma vez o Cosmo conspirou para lhe
chamar a atenção... 11.22... 33...
Deixou a peça a se movimentar, subiu à varanda e lá de cima
ficou observando aquele movimento todo.
23
O fundo esverdeado do jardim lhe permitia ver um Universo
esperançoso... livre e solto... como deveriam ser
Todos os seres humanos e todos os seres da Natureza, fossem
eles Terrenos, Uranianos, Arcturianos, Marcianos, Venuselanos, filhos
de Andrômeda ou de que outros mundos visíveis e invisíveis
existissem...
O caminho entre cada corpo celeste, além de ser imensamente
iluminado, ainda contava com a luz de outros, luzes que se intervinham
cósmicamente sem gerar nada além da energia que movimentava o
Todo Universal, onde a Água era o símbolo da Vida que se unindo à
Terra gerou o todo, que gerou este poema:
Amar: É Água passando por Pedra... e Ale apontou o que lhe
vinha a mente, nascendo então o poema:
AMAR, AMANDO...
Amar: É Água passando por PEDRA,
sem a PEDRA se aperceber,
que a Água de tanto passar,
transforma a PEDRA em grão.
E o grão, assustado, intrigado,
pergunta à Água: “Oh Água,
por que ser assim?”
A Água, NADA responde
e leva o grão para o MAR….
Amando: É grão se juntando a grão,
até uma NOVA PEDRA se formar,
para que venha a Água,
mesmo salgada do mar,
para tudo recomeçar.
Lá embaixo, no jardim, o Universo em miniatura emitia suas luzes,
em consonância com as luzes das Estrelas... Já era noite... .22:22
Ale Mohamed sonhava, voava, vivenciava a energia cósmica que
o impelia para os vários PORTAIS UNIVERSAIS, e comprovava que
realmente nada, nem ninguém, precisava se preocupar com nada, pois o
universo, até em sonhos era Real... Mono, Uno, e ao mesmo tempo
TODO...
Uma Estrela cadente cruzou os espaços siderais e atrás dela
vinham as Perseidas, chuva de estrelas...
24
CAPÍTULO 8
Eolo, Druza e A Eternidade
Portal 11:11
– Então quer dizer que Druza e Eolo eram apaixonados um pelo
outro? Perguntou Ale Mohamed, enquanto Ila estava lhe explicando as
tarefas que o NOMO havia sugerido na última aula, a qual desta feita
ocorrera na maravilhosa floresta de Urânia.
Ale sabia que em Urânia a vida era muito diferente do que aquela
que vivia na Terra e os seus contatos paranormais com Ila de
Fuztemberg em muito o ajudavam a compreender afinal o que era a tal
memória genética, sensitiva, cósmica e espiritual.
Vivendo na Ilha da Madeira, ele compreendia também que os
ensinamentos tinham mesmo que vir do Éter, pois sempre fora assim.
Sendo um Ser do Deserto não tinha dúvidas que é no Éter que está o
conhecimento e não na humanidade, a qual era nada mais nada menos
do que a conseqüência de atos e fatos de um passado recente ou muito
antigo, e para isto era necessário ACREDITAR que realmente havia uma
ascensão e descendência da essência cósmica, telúrica, Divina e
Ancestral.
– Muito bem, Ila, então me explica como é possível Eolo, sendo
um Planeta, gerar o vento e também como é possível Druza, sendo uma
Estrela, chorar para gerar Caciopéia, a Constelação que a gente só vê
no hemisfério norte do planeta Terra.
– Olha Ale, fica tão simples você compreender se inverter a
marcha dos acontecimentos; em primeiro lugar, paixão é coisa aqui da
Terra e não do Universo, principalmente de Urânia, o PLANETA
HORTO. Imagina você, todo apaixonado, conduzir sua NAVE lá em
Urânia pelo pensamento, os riscos que estaria correndo. Poderia até
usar o tato, e ela lhe obedeceria bem, aliás, ela tem sensores que
sublimariam qualquer atitude mais apaixonante tua, para evitar que
outros saíssem prejudicados; o que lá acontece tem freqüências
vibracionais que aqui na Terra existem mas não foram captadas,
principalmente pelos povos LATINOS, muito mais sensíveis na opinião
de todos que lá vivem.
De que adianta, por exemplo, alguém dizer que fulano fez isto,
sicrano fez aquilo, se no fundo no fundo dói para todos os envolvidos,
não é mesmo, Ale???
Então, Druza era uma Estrela responsável pela Ordenação de
uma parte do Universo, e isto era um Contrato Sagrado que ela fizera,
tinha que cumpri-lo..
Eolo, ainda o Planeta, emitia o que chamam de Vento aí na Terra.
Comparados um com o outro, ela tinha brilho próprio e ele necessitava
25
da Luz das Estrelas, assim, cada qual com sua energia cuidava das suas
responsabilidades... até que um dia Eolo, sem querer, afastou uma parte
da Obra de Druza para muito, mas muitooooooooooooo longe, e ali ela
tinha realizado vários sonhos de Estrela. Imagina a dor que ela sentiu
sendo uma simples brisazinha em relação a Eolo que, comparado a ela,
era um Tufão... emitia velocidades impensáveis ao que entrava em sua
órbita, consegue compreender? Agora imagina a ANARQUIA que Eolo
gerou no Espaço, que era responsabilidade de Druza… claro, ela
chorou… Como tudo, sente, ressente, não são apenas os humanos que
sentem, tudo tem um sentido e uma direção vetorial. Infelizmente os
ditos humanos imaginam-se só eles com este dom… e as lágrimas de
Druza viraram Caciopéia, o que em nada substituiu o Sonho de Druza,
ou os Sonhos de Druza, mas, a LEI foi esta e a LEI SE CUMPRIU.
– Ah... então quer dizer que primeiro somos Estrelas, Planetas,
para depois nascerem os Deuses, como no caso dos Deuses Gregos... é
isto???
– Ale, não há necessidade nenhuma de você ficar voltando no
espaço-tempo nestas aulas do Nomo; se conscientize apenas do
seguinte, pois senão iremos e voltaremos, de lá para cá, de cá
para lá e nunca iremos conseguir concluir um raciocínio correto.
Aliás, quem o conhece sabe o quanto você se perde nas palavras,
pois vai por aí afora com O VERBO, que é realmente o seu
MELHOR AMIGO e pronto. Ambos fazem com que muitos que
ainda nem conseguiram se auto compreender fiquem mais
embaralhados ainda. Estas aulas e tarefas do NOMO, Ale, são
para que você, que hoje vive na Terra, possa compreender
melhor a sua missão…
Realmente está correta a sua colocação, houve Estrelas,
Planetas, Asteróides, enfim… Universo em decomposição e em
composição; lembre-se, há os chamados planetas que são gazeificados,
ou seja, formados por gazes, outros por minerais, outros por vegetais, e
por aí vamos… Então, recapitulando, um Anjo foi sem dúvida uma
Estrela e se transmutou em Anjo, pois tinha que passar mensagens em
outras Dimensões. Podendo se deslocar com maior rapidez, levando
adiante o que está escrito no LIVRO DA SUA PRÓPRIA EXISTÊNCIA,
este Anjo na Terra, um dia encarnado, também com uma imensa
Missão, transformou-se no que chamam um DEUS, pois ele trazia a
LEMBRANÇA Cósmica que havia lá em cima. Por exemplo, Eolo, o
Planeta, claro, era então o Deus do Vento.
E assim, veja, houve Diana, Minerva, Zeus, o Deus dos Deuses,
Apolo, Plutão, Marte o Deus da Guerra, e um mundo de figuras que até
hoje vocês na Terra estudam através da Mitologia Grega. Lembre-se Ale
Mohamed, a HISTÓRIA SEMPRE SE REPETE, e é muito bom cada qual
rever o seu LIVRO DA VIDA.
– Ah... então foi por isto que ao pintar a Capela Cistina, Miguel
Ângelo tinha uma noção exata do Universo, com Anjos, Deuses,
Planetas, Estrelas, e ali retratou o que sentia em seu SER, é isto???
- Parabéns meu amiguinho terreno, é isto mesmo; então, agora
raciocine comigo como foi possível Miguel Ângelo se lembrar de tudo
aquilo... não havia tecnologia nem nada para ele lá chegar, e conseguiu,
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tanto é que o PAPA o considerava um Protegido da Igreja, apesar de
que, como todo artista ele era muito irreverente... Ar…em Ti…está…
artista, certo Ale???
Continuando, para eu não perder o fio da meada, e assim, será
que Ale faz uma pequena idéia de quem foi Miguel Ângelo?
Miguel, o Anjo, era este o seu nome, abençoado por Deus e
bonito por Natureza, será que preciso falar mais? Geneticamente
Italiano, berço da civilização que Pedro levou até Roma... a civilização
do POVO DE DEUS, como se diz na Terra.
Abençoada a pessoa que guardou este livro imenso, que vocês
chamam Bíblia. Muito bem, Ale, eu sei que você vai falar do Alcorão, do
Torah, do I Ching, do Tarot e tudo o que há de chamados LIVROS
SAGRADOS, mas estou contando uma história que eu vejo aí na Terra,
se eu ficar aqui contando todas, nossa Mãe do Céu, nunca chegarei a
lado nenhum e irei chorar como Druza pois você me fará ficar perdida...
e isto é algo que você precisa mudar, pois tem por hábito desviar tudo e
todos de seus rumos, haja leme para controlar os seus impulsos, aliás
muito semelhantes aos de Eolo... Esta é para você meditar, Ale.
Então meu amiguinho, eu acho que você já compreendeu metade
da História que a aula de hoje nos passou aqui em Urânia, e a tarefa que
o Nomo nos deu foi escrever o máximo possível tudo isto porque, sem
isto estaremos nos afastando e muito do que está pré estabelecido no
Cosmo, via Energias que são voláteis ou condensadas. Lembre-se,
muito pouco há mais que isto... As terminologias Ale, não importam
muito. Se puder escrever e se quiser até ser O ESCRIBA aceito pelo
Nomo como um ESCRIBA DE FÉ CÓSMICA e, se isto te estimula, eu
posso dar um jeito de ver se o Nomo aceita, apesar de que ele está em
outras ondas… Lembre-se Ale, a Fé é a Chave que abre os Portais.
Ale, você se lembra que, quando nos conhecemos, ou nos
reencontramos, eu sempre lhe pedi para ensinar o máximo possível ao
Poeta, aquele teu amigo que anda contigo e diz que é O VERBO?
Observe-o bem, oh Ale Mohamed, afinal você já foi um Grande Homem
e várias pessoas já lhe disseram isto, agora você anda pelo mundo de
seus ancestrais, a LUSITÂNIA, vive por uns tempos em busca de
Atlântida, em uma Ilha que você mesmo diz ser o Epicentro de Atlântida.
Os grandes Maremotos, causados pelo Fogo e pelo Vento... fogo
vulcânico do interior da TERRA... PAI... CHÃO... paixão... e Ventos
fustigantes que a tudo destroem por onde passam, ou será que apenas
MUDAM DE LUGAR?
Pense se quiser, ou nem pense, deixe fluir Ale Mohamed, vá lá
para o seu sótão como todos chamam e deixe fluir, irei estar ao seu lado
sempre... mas, passe ao POETA o VERBO todo, não o deixe mais
perdido do que ele já se encontra. Com tantas diabruras que andam
acontecendo na Terra, ele sozinho não pode mudar o mundo, mas todos
sabemos, Ale, que ele tem algo que Miguel Ângelo também tinha e,
todos aí na Terra, de alguma forma escutam suas freqüências vibratórias
e nem precisam de livros ou computadores ou seja lá o que for, mas
precisam, sim, de terem mais calma ao iniciarem o seu dia, que não adia
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o dia seguinte ,nem apressa o dia anterior... Tudo, Ale, mas tudo
mesmo, está escrito nas Estrelas e por isto você gostou muito
de conhecer aquela cantora no Pantanal, Tetê Spinola...
Espinha dos Ts... Espinha dos Ets... tantas interpretações, não é
mesmo, Ale Mohamed?
Em ter pretas ações!!! Caos e Luz, meu menino...
Na próxima aula, iremos falar a respeito das moças e moços que
precisam cumprir o seu CONTRATO SAGRADO e você, Ale, lhes levará
os ensinamentos, está bem assim?
Ale dirigiu-se ao sótão depois de rapidamente passar uma água
no rosto, pois não podia perder nada daqueles ensinamentos; ao lado
dele havia um altarzinho onde sua Madrinha, Tia Rosinha, sorria... o
Jardim ia ficar cada dia mais florido, dizia ela ao seu afilhado de
batismo...
Uma lágrima salgada foi caindo em slow motion, até chegar às mãos
enrugadas do Velho e Eterno Escriba... Suas rugas eram rugas de
PERSONAL..IDADE... Éter...na... idade... Andava adormecido...
a...dor...me...sendo...
Os cães uivaram e as 5 Águias levantaram vôo...no Sítio da
Relva, pousada de Ale Mohamed.
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CAPÍTULO 9
A Peregrinação
Assim como chegou ele partiu, sabendo que em todos os desertos
havia sempre uma enorme força que vinha do interior da terra. Esta
mesma força tanto alimentava como simplesmente neutralizava todas as
outras forças chamadas de vida, criando então algo que ficava entre o
antes e o depois, chamado NADA.
Ale Mohamed seguiu sua caminhada noite a dentro, e durante o
dia descansava, pois no Deserto a vida era intensa à noite; durante o dia
ela chegava a cegar ou a iludir os viajantes, mas a noite, esta sim, era a
companheira ideal para quem vivesse em função das grandes travessias
que o Deserto permitia.
Ele nunca entendeu por qual motivo as pessoas tinham pressa em
atravessar aquela imensidão de areia, cactos, sol, estrelas, vento,
cobras e lagartos, fora algo que estava no ar e que poucos se
apercebiam, algo que Ele vivenciara e o fez compreender que nada, mas
nada mesmo é necessário se fazer, nem mesmo atravessar o Deserto,
porque o que tiver que ser já É, seja no início da caminhada, no meio ou
no final – ou no aparente final – porque depois do Deserto a Caminhada
continua, muitas vezes muito mais difícil do que quando se tem apenas
sol, areia e estrelas a nos dirigir.
Em um momento da travessia ele se apercebeu que uma
ESTRELA dava-lhe um sinal.
Parou, sentou-se sobre uma duna, observou a estrela a cintilar
com uma variação de cores quase indefinidas, até que se apercebeu que
eram cores entre o AMAR...ELO, LAR...ANJA, VER...MELHOR... E foi
então compreendendo que tinha que ativar estes chacras, que estavam
de alguma forma sem energia, pela imensa travessia ou porque
realmente descuidou-se, mas a tradução das cores é que tinha tudo a
ver com a MENSAGEM DA ESTRELA.
O VERBO, sempre O VERBO a mostrar a ele, Ale Mohamed, que
algo estava mais do que certo no universo e os humanos por mais que
caminhassem de aviões, a pé, navios ou naves com tecnologias das
mais avançadas, mais se afastavam desta imensa e saudável verdade:
O QUANTO O UNIVERSO ERA TODO CERTINHO.
Senão vejamos, como seria possível tantos e tantos planetas,
galáxias e estrelas conviverem sem grandes choques, e na Terra, por
qualquer coisinha explodirem guerras pessoais, sociais, religiosas e
planetárias???
Que lógica mais besta esta dos humanos, pensava Ale Mohamed
enquanto fazia os exercícios de respiração, mentalizando as cores que
necessitava para continuar a grande travessia. Sabia que um dia ainda
teria um canto sossegado, no DESERTO ou em qualquer outro lugar do
PLANETA, apenas para colocar no papel aquelas mensagens todas.
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Lembrou-se de uma amiga que trabalhava numa linha aérea e
fazia o CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA, Monica Pursini. A
imagem dela veio ter a sua frente, sorrindo e dizendo com seu olhar
esverdeado o quanto a peregrinação lhe havia ensinado que é NO
CAMINHO que purificamos todo nosso SER.
Poucas pessoas conseguiam compreender isto.
Muitas iam e vinham até em encarnações seguidas mas
continuavam sem conseguir a purificação tão falada e comentada...
Afinal, o que faltava?
Nada, disse uma voz dentro dele, nada faltava, tudo estava certíssimo,
como certíssimo estava todo o Universo, apenas havia quem ainda estava em
estado x, y,ou z... Nada estava fora do lugar, apenas uns não entendiam as
atitudes dos outros, mas também, viverem milhões de pessoas
amontoadas nas cidades, e os Desertos desertos é que não estava
mesmo certo.
Conforto... todos queriam conforto, mas ao fim e ao cabo davam
cabo de qualquer sossego que poderiam ter onde não vivesse viva alma.
Ale foi adormecendo, adormecendo... e sonhou que vivia em um
sótão, distante das cidades, cercado por um bosque de pinheiros, com
seus cavalos, cães, águias, gatos, pássaros em profusão e lá distante,
bem distante, o Deserto do Saara a contemplar e a ser contemplado pela
ESTRELA que lhe ensinou a se reenergizar através das cores dos
chacras.
Amem, dizia o Anjo que velava pelo seu sono...Quibyr era seu
nome... Do outro lado do sono Epaminondas, o seu outro Anjo,
aguardava que Ale Mohamed acordasse para continuarem a caminhada,
dois Anjos e uma Estrela.
Para que mais???
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CAPÍTULO 10
Energia Angelical
Dois Anjos e uma Estrela, realmente era tudo que qualquer
pessoa poderia querer a fim de cumprir sua caminhada ou peregrinação
terrena.
Ale Mohamed sabia que muitas vezes praticara atos que
afastaram de alguma forma os Dois Anjos e nem via mais as luzes das
estrelas, e, justamente por ter conseguido superar estas fases em sua
vida é que tinha a missão de passar a outros que ainda estavam
começando a peregrinação, o quanto aprendera CONSIGO MESMO.
É verdade, quem mais nos ensina somos nós próprios.
Por mais que os outros tentem nos passar seus ensinamentos, o
que mais fica gravado em nossa alma são as nossas experiências, nesta
e noutras vidas.
Por este motivo, e tão somente por este motivo, ele sonhou e
conquistou o SÓTÃO, local que para muitos era apenas um canto de se
guardar antiguidades ou coisas sem mais utilidade, enquanto para Ale
Mohamed era o local de recolhimento, o seu Altar, sua conexão com seu
Deus interior, com o Planeta e todo o Cosmo.
E assim, após ter conquistado o que mais sonhara em sua vida,
qual seja, o seu cantinho de reflexão, colocou mãos a obra e dia a dia
escrevia parte do livro que, sem dúvidas, iria colaborar com ele mesmo e
com muitas outras pessoas que um dia viessem a ler O AVATAR.
Ale também tinha certeza que nada mais poderia atrapalhar esta
sua peregrinação pelo mundo do VERBO, e com tal convicção dedicou-
se a este LABOR que nem sentia o tempo passar, nem sequer
conseguia sentir fome ou sede. E se alguém de vez em quando não lhe
levasse algo para se alimentar ficaria ali apenas escrevendo, como se os
seus dedos respondessem a impulsos que não tinham conexão com a
Terra mas com algo muito superior ao próprio universo.
Lembrou-se de quando Ila lhe explicou que ele não tinha que
voltar à Terra antes de cumprir todas as tarefas que lhe eram delegadas
no ALINHAMENTO DAS GALÁXIAS.
Realmente algo havia entre o Cosmo, a Terra e os Seres
humanos que foi descodificado pelo sistema constituído fazendo com
que os humanos, que se diziam tão inteligentes, perdessem o seu
próprio instinto de sobrevivência, nem se apercebendo que a cada dia
que passasse mais se enterravam no consumismo e no materialismo.
Um vício, era exatamente assim que Ale Mohamed sentia que a
humanidade ia se tornando cada dia mais. Um vício terrível! Por esse
motivo achou por bem abandonar tudo e dedicar os dias que lhe
restassem para concluir O AVATAR.
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O mais importante era a forma como ele pretendia divulgar aquele
livro. Em primeiro lugar ele sabia que a mensagem lhe estava sendo
enviada via Éter, e logicamente também seria reenviada via Éter para
todos os que captassem essas freqüências. E assim ia dedilhando tecla
por tecla, até que sentia estar novamente na Terra. Então parava um
pouco para refletir, sintonizar-se com o mundo que o rodeava, o mundo
do seu sótão, um sonho que se tornou realidade, graças a sua
perseverança durante toda a vida em seguir O CAMINHO… AVATAR.
Curiosamente havia recebido centenas de propostas durante toda
a sua vida, algumas irrecusáveis, outras muito tentadoras, mas, por mais
que lhe quisessem dar certas mordomias, até em sua terra natal, qual
seja, Brasil, ele compreendera que O AVATAR seria escrito no seu
sótão, e o seu sótão seria o local onde, se calhar, viveria
ETERNAMENTE.
Como poderia alguém compreender uma pessoa que vive no 3º
Milênio da Era Cristã convivendo anteriormente com o mundo dos
mundos, atuando em grandes empresas e projetos, tendo passado pela
Vila Piscatória da Picinguaba, Amazônia, Vale do Kiriri, Peru e outros
locais que ele considerava Sagrados e, de uma hora para outra,
vivenciar apenas o espaço do seu sótão?
Uma mensagem vinha toda hora a lhe dizer que estava
corretíssimo: Só…Tao.
Ah... se Ale Mohamed pudesse dizer com todas as letras, para O
MUNDO inteiro o quanto estarmos com nós próprios é a maior de
todas as dádivas, sem dúvidas ele iria conseguir colaborar para que a
PAZ viesse ao encontro de muitos, afinal a PAZ é um sentido de
Ecologia Pessoal, Social e Planetária.
Ila, sua amada e companheira eterna, sabia que agora ele
encontraria o que mais realmente procurara durante toda a sua vida,
pois só mesmo se afastando dos ruídos das cidades e dos espaços
laborais é que ele iria voltar para dentro de si mesmo e de lá, para a sua
origem Ancestral, a qual se conectava com as indivisíveis ligações com
os mundos dos mundos, invisíveis para uns e sensíveis para outros.
O mundo que fizera vir à Terra o Primeiro Avatar e tantos outros a
seguirem suas pegadas.
Seria realmente muito interessante o dia em que as pessoas
compreendessem que tudo é interligado e nada é separado, por isto não
havia necessidade alguma das pessoas correrem de um lado para o
outro em busca do sabe-se lá o quê!!!
Quando nos deslocamos, deslocamos energias; agora imaginem
quantas energias se deslocam e logicamente movimentam outras
energias desnecessariamente por causa dos tais PROGRESSOS
impostos por um sistema que ao fim e ao cabo, está mais do que
provado, deixa as pessoas cada vez mais afastadas de si mesmas.
A Mãe Terra já fora muito magoada e realmente algo havia que
ser feito, e, se cada qual acordasse para esta verdade, tudo iria aos
poucos se equilibrando, natural e cosmicamente.
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CAPÍTULO 11
Valores Relativos e Valores Absolutos
Eram 5:13h de uma madrugada fria. Lá fora, as estrelas no céu
anunciavam o quanto de luminescência transmitiam umas às outras em
suas andanças pelo que na Terra chamavam órbita. Todavia, a olhos
nus Ale Mohamed apenas observava o brilho e a intensidade que cada
qual lhe transmitia, como uma criança que olha para um móbile
pendurado sobre o seu berço e vê apenas as cores de cada uma das
peças do móbile, sem se preocupar com o que prende cada uma das
peças e o que afinal gera o movimento que a distrai.
E esta simples colocação deixou Ale Mohamed com uma vontade
imensa de transmitir, em seu percurso de vida, o quanto algo é relativo e
o quanto algo é absoluto, ou seja, havia valores relativos e valores
absolutos que infelizmente o sistema não permitia às pessoas deles
tomarem consciência, e, quando menos esperassem estariam fadadas a
terem que redescobrir seus verdadeiros valores ou então viverem sem
nem se aperceberem o quanto poderiam ter mais bem aproveitado
aquilo que Ale Mohamed considerava a verdadeira Vivência Eterna.
Era realmente muito interessante a mensagem que as Estrelas
haviam acabado de lhe passar. Fechou a vidraça da varanda suspensa
onde sempre que podia observava a MADRUGADA e entrou em seu
sótão aquecido pela lareira situada no piso inferior da casa que o
abrigava no Santo da Serra, Ilha da Madeira, Portugal.
Sentou-se em sua antiga escrivaninha, e apanhando um lápis
começou apontá-lo para poder escrever o que sentia em seu íntimo e
então passar aos outros que viviam, como ele, no Planeta Terra,
sabendo quase com certeza absoluta, que os seres dos OUTROS
PLANETAS queriam mesmo que ele passasse para o papel aquele
ensinamento, aparentemente simples mas de uma profundidade que
poderia resolver imensos problemas existenciais, inclusive com ele
mesmo.
Ora, se a vivência de uma pessoa lhe demarcara pontos
cabalísticos elevados a determinada freqüência vibratória que lhe
permitia interagir com todo o Universo, como seria possível esta pessoa
conviver com um sistema carcomido pelo tempo onde as formas de se
passar as 24 horas do dia por si só estavam comprometidas com algo
que em NADA, mas em NADA, colaborava para que cada um dos seres
humanos conseguisse entrar em órbita com o próprio PLANETA e sentir
a vibração que ele captava em cada micro milésimo de espaço-tempo
por onde circulava ?
Assim sendo, na opinião de Ale Mohamed, a maioria da
humanidade andava alienada da VERDADE SUPREMA, ou seja, do que
era realmente viver no céu, em um planeta que fazia parte de um
sistema solar que vagava dentro de uma galáxia e esta por sua vez
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vagava no Universo, procurando de alguma forma a sua melhor posição
em relação a outras galáxias que também tinham vida própria e
precisavam se equilibrar na imensa simbiose cósmica e universal.
Este equilíbrio era tão semelhante ao equilíbrio dos átomos que
compunham cada ser vivo e tinham uma componente universal tão
comum a todos estes seres, que na opinião de Ale Mohamed a própria
Ciência tinha que se capacitar, tinha que ser revista para então poder
haver algo na Terra que corroborasse a existência de todos os reinos em
maior equilíbrio do que até então.
Neste exato momento o escritor, ensaísta, poeta, peregrino das
estrelas, homem do deserto e de todos recantos do mundo, começou se
aperceber o quanto de repente tudo aquilo que as estrelas lhe haviam
transmitido era algo tão relativo, mas tão relativo que em nada poderia
colaborar com o que de absoluto seria o amanhecer, onde apenas UMA
ESTRELA CINTILAVA NO CÉU e apagava a maravilha da própria
madrugada.
O silêncio em seu sótão e em toda volta do Sítio da Relva, onde
vivia, era naquele exato momento um dos maiores exemplos de valores
relativos e valores absolutos; tão logo o dia começasse a clarear, na
estradinha próxima os ruídos iriam começar com os veículos indo e
vindo, com as pessoas acordando e seguindo o seu rumo de vida, e,
antes disso os próprios pássaros acordariam o dia pois, por instinto,
sabiam que o seu cantar trazia a luz do sol e a natureza toda despertava
para o que chamavam o novo dia.
Como ele poderia passar o que lhe ia n'alma? Como poderia dizer
às pessoas daquele mundo, cercado de água por todos os lados, com
uma área terrena de no máximo 1.200 quilômetros quadrados, o quanto
havia uma CONTINUIDADE das suas vidas no próprio Oceano, que em
suas tangências unia-se ao cosmo via galáxia que o continha,
juntamente com outros OCEANOS SIDERAIS?
Próximo havia o Santo da Serra, uma vila com no máximo 6.000
habitantes, os quais viviam em quintas antigas, onde a fauna rural era
uma constante, e no centro da vila uma igreja demonstrava um povo
católico, que reunia-se aos finais de semana para a missa, quando então
o responsável pelo RELIGAMENTO de toda aquela população procurava
passar os ensinamentos que um Avatar deixara quando de sua
passagem pela Terra.
Este Avatar, chamado Jesus, vivera como filho de um carpinteiro
de nome José e de sua mulher Maria, que, na história daquele povo
muito antigo, fora Mãe de Jesus, pelo poder do Espírito Santo.
Ali estava algo que uns poderiam considerar relativo e outros
absolutos. O que Ale Mohamed não conseguia compreender era
justamente isto: por que tanta separatividade?
Não seria muito mais interessante as pessoas tomarem
consciência de que o RELIGARE era desnecessário se todas elas
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estivessem conscientes da mesma freqüência vibratória que as estrelas
lhe passavam naquela madrugada?
Será que ainda se passariam mais 2.005 anos e as pessoas
daquele pedaço de Terra continuariam esperando a vinda do AVATAR
que tinha sucumbido justamente porque desafiou o sistema constituído à
época em que vivera? Um sistema que tinha sido criado por um POVO
INVASOR, cujo Imperador exigia que se cumprissem as SUAS LEIS, as
SUAS ORDENS, sem nem querer saber se diante dele tinha um Deus ou
um mendigo.
Ale na hora parou de escrever e meditou... O café que ele
colocara sobre a escrivaninha, escorria, ele nem se apercebia o quanto
aquele néctar tão Afro-Brasileiro poderia estragar tudo o que escrevera...
UM DEUS OU UM MENDIGO... mas que disparate!!! ...Cá...Fé... !!!
Ficou meditando em suas próprias palavras ESCRITAS, e logo,
mas logo mesmo, várias interlocuções bateram em seu hemisfério
sensitivo... Afinal, quem era o MENDIGO E QUEM ERA DEUS, qual era
mais feliz, qual tinha mais oportunidade nesta vida de vivenciar cada um
dos seus átomos e do seu próprio conhecimento eterno?
Nada respondeu, apenas ficou meditando...
Lá longe um cão latia, defendendo o espaço que, em seu
universo, ele considerava seu... A madrugada seguia adiante, o planeta
girava, o café escorria de uma xícara a moda antiga...
Realmente, haviam valores relativos e valores absolutos...
Extremos que se atraíam...Magnética, humana, terrena, cósmica e
universalmente...
Ale apagou a luz e foi se deitar. No outro dia iria caminhar, sentir a
vida, ver se conseguia compreender melhor o que acabara de escrever...
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CAPÍTULO 12
O Portal Cósmico
Ficou meditando em suas próprias palavras ESCRITAS, e logo,
mas logo mesmo, várias interlocuções bateram em seu hemisfério
sensitivo... Afinal, quem era o MENDIGO E QUEM ERA DEUS, qual era
mais feliz, qual tinha mais oportunidade nesta vida de vivenciar cada um
dos seus átomos e do seu próprio conhecimento eterno?
Enquanto caminhava entre a Serra e Mar, Ale Mohamed lembrou-
se que, quando chegou ao Arquipélago da Madeira, disse ao motorista
de táxi que tinha vindo em busca de Atlântida… e que um dia iriam andar
naquela Ilha novamente por dentro da Terra…
Caminhava e observava as cinco águias que o acompanhavam
sempre… girando nas camadas térmicas e emitindo o seu silvar.
A maneira como havia se recolhido no outro dia o deixara
encafifado. Então, como era possível uma pessoa comum vivenciar cada
um dos seus átomos?
Ele seguia enquanto Coringa e Xandy, seus cães e amigos,
também o seguiam, fazendo incursões pela mata adentro e depois
voltando na mesma trilha que ele abria com seus pés de peregrino
eterno.
Lá embaixo o imenso Oceano cintilava, emprestando à planície de
água, estrelas vivas e iluminadas pela luz solar…
Engraçado, será que Deus sentia seus próprios Átomos?
Uma pergunta que ficara dentro de seus sonhos, em seu
despertar e em tudo o que ia fazendo… Sorria ao ver uma borboleta a
polarizar uma flor, cumprindo a sua missão de levar o lado da
fecundação à maravilha do reino vegetal. E os reinos... ah... os reinos...
que vieram se preparando para receber os seres humanos, cada qual a
sua maneira, cumprindo ATOMICAMENTE a sua parte...
Caramba!!!
Quantos anos seus Átomos o ajudaram a ir, vir, sonhar, brincar,
escrever, sair de si e compreender o que de mais belo e mais singelo o
universo lhe preparara... a ele e aos que com ele vivenciaram todo um
viver...
Ele tinha por hábito BEBER A SABEDORIA dos mais velhos...
Jorge Martins, seu MESTRE na juventude, surgiu de repente à
sua frente, com aqueles olhos risonhos, esverdeados e sábios. Apenas
sorria...
No coração do peregrino cósmico algo explodiu. Seriam Átomos?
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Seria a mesma explosão que o PRIMEIRO ÁTOMO VIVO
sentiu???
Ali, à sua frente, o professor de Mecânica Celeste e amigo eterno,
agora vivendo em Arcturo apenas sorria...
“Por um ponto passam infinitas retas!”
A frase que Ale Mohamed nunca esquecera e que seu amigo lhe
dissera quando ainda habitava a Terra...
E, por um corpo físico passam infinitos Átomos!
Mas se nós não conseguimos ver os Átomos a olho nu, também
não vemos as outras dimensões...!!!???
Uma luz imensa explodiu à sua frente e Jorge Martins sumiu
nela...
Ele era a própria Luz! Claro, estava mais do que claro...
Lembrou-se que seu amigo Pedro Abreu por diversas vezes
tentara acertar as correntes de luz e as instalações elétricas na pousada
onde vivia e começou a unir as pontas, interpretando melhor a
mensagem do dia anterior...
Gente do céu! Se todo Planeta está no céu, claro, evidente!
A maior de todas as ilusões é que somos apenas esta dimensão.
Claro, tão claro quanto a água cristalina que agora ele usava para
esfriar sua cabeça, tanto pela caminhada como pelo sol que já ia alto.
Coringa e Xandy mergulharam na pequena fonte de água pura que
formava um belíssimo recanto entre a vegetação e a LEVADA, um canal
de irrigação que seguia pela Ilha afora, desde o norte até ao sul...
Um arco-íris se formou entre as gotículas de água e o FOGO
SOLAR...
É ISTO!!!
Nossa visão foi CONDICIONADA a ver apenas o que queremos
ver... Ou, nos doutrinaram a ver. “O pior cego é aquele que não quer
ver!”
Ale lembrou-se do quanto já havia peregrinado em busca de uma
resposta, e ela estava justamente ali, na simplicidade em descer a
montanha em direção ao mar, sem se preocupar com nada, mas com
nada mesmo, esvaziando o seu SER terreno para conseguir se unir ao
Cosmo... pois a verdadeira energia é o TODO, integrado.
Ora, se seu corpo físico era feito da união de Átomos, todo o
Universo era exatamente isto e nada mais do que isto.
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O essencial é invisível aos olhos... Saint-Exupéry em “O Pequeno
Príncipe”.
Caramba!!!
“Você lembra muito Exupéry!” disse-lhe Paulo Urban, seu amigo e
médico psiquiatra, em um aeroporto... juntamente com Patrícia, a
Psicóloga, e Carlos Estudante...
Gente do céu...
Quanta gente o estaria ouvindo agora, pois se justamente agora
ele abrira O PORTAL CÓSMICO, com um intensidade tal que, claro, o
Universo todo o estava escutando!
Ora se conseguimos compreender isto, temos o MOTO
CONTÍNUO e temos A PEDRA FILOSOFAL, tão simples quanto isto
...ficou matutando Ale Mohamed.
Então, tudo o mais é apenas retórica...
Gente, que LOUCURA!!!
Coringa e Xandy, deitados ao lado de uma figueira imensa, quase
adormeciam, nem estavam aí para a HORA DO BRASIL...
A cabeça de Ale Mohamed parecia que ia pegar fogo. Mas ele era
assim mesmo, quando encasquetava com uma coisa, ainda mais
daquela magnitude, entre Deus e um Mendigo...
Seria por isto que Jesus entrou em Jerusalém montando um
jegue???
Seria por isto que escolheu os pescadores? Homens simples, mas
com uma força física imensa, uma fonte de renda inesgotável que era o
mar???
Mas, Jesus aprendera muito em seu viver...
Ale Mohamed era apenas um peregrino... um ser que buscava
respostas entre a Natureza, terrena, humana e cósmica.
Jesus era um AVATAR, e até João Baptista o reconheceu tão logo
se aproximou Dele.
Mas afinal, o que interessava voltar aos tempos de Jesus, se ali
onde ele se encontrava é que SURGIU A RESPOSTA QUE
BUSCAVA???
Olhou para as suas mãos. Bem no centro da mão esquerda havia
uma Estrela de David.
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Ale Mohamed chorou... Suas lágrimas, salgadas, tal e qual o
movimento MAR, caíam como a fonte d’água que alimentava a vida, e
gerava as LEVADAS, que irrigavam toda a Ilha da Madeira.
Um pássaro começou cantar, anunciando aos outros que a
floresta iria receber um AMIGO... Um amigo eterno e que compreendeu,
ali mesmo, o quanto era feito de átomos, apenas de átomos e nada
mais. Tudo o mais era complemento, tudo o mais era estrutura física
para ele poder ir e vir, mostrar a que veio, com que veio, como veio, de
onde veio, para quem veio, porque veio...
Entre Ale Mohamed e a Floresta, a Montanha, o Oceano, e tudo o
que já andara e percorrera, haviam apenas Átomos. Invisíveis para
alguns, mas tremendamente visíveis para outros, fosse com auxílio de
lentes, que aos cientistas eram dadas, e até muito mais, mas AO POVO
HUMILDE era negado, ao POVO HUMILDE nem era dito... pois alguém
tinha que se alimentar com o pseudoconhecimento.
Engraçado, em outras andanças Ale Mohamed citara os
pseudopoderosos, agora o pseudoconhecimento.
Mas que injustiça... Pensava consigo mesmo.
As lágrimas cessaram, foi novamente até a fonte, lavou o rosto e
comentou com o seu coração:
“Quanta gente poderia ver tudo isto e não vê; além de não ver fica
subjugada pelos idiotas deste sistema fálico…!”
Deitou-se à sombra da imensa figueira e aos poucos foi
adormecendo...
A DOR... ME SENDO...
Além dos Átomos, havia o que transcodificava dentro dele, na
linguagem que determinaram chamar PORTUGUÊS. Muito bem...
pensou.
ME... DITAR...
E entrou em Alpha, Beta, Gama... até Omega...
Em sua viagem via o seu pai lhe entregando um relógio Vacheron
Constantin, comparando-o a um Omega. “É muito melhor...” disse-lhe o
pai, que já falecera e estava ali em sua viagem...
ALIPIO... Ali...pio... era seu nome... Ali, piedoso... E ele era Ale...
vixi !!!
Marianna era sua Mãe… Mãe e Avó de Jesus...Duas vezes ;vixi!!!
Átomos, tudo átomo...
Mas que diabo, por qual motivo vivenciaram suas vidas de uma
forma tão TERRA A TERRA... Na viagem eles não souberam lhe
responder. E também nem interessava mais...
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Sua missão era além de si mesmo, e podia até ser diminutiva,
missãozinha...
Mas que ele iria fazer muita gente, a...cor...dar, ia. Ah! se iria!
Não iria atacar ninguém, nem era esta a sua índole.
Lembrou-se de tantos Avatares que já haviam passado pela Terra
e não conseguiu ver ou lembrar de nenhum deles explicando aquilo.
Todos Átomos... E claro, iria a partir daquele momento estudar
melhor os Átomos, não em um laboratório, senão ficaria hermeticamente
encerrado na mesma prisão que os outros ficaram, pois custa imenso
um labor...ator...io...
É, LABOR...ATOR...IO... O TRABALHO DO ATOR QUE EU SOU,
pensou.
Ila surgiu em sua viagem, a grande companheira cósmica, amiga
eterna e LUZ.
“Então Ale, conseguiu encontrar a Violeta?”
A ovelha, que andava por Urânia, brincando com as borboletas e
que recebera seu amigo Rui Relvas tão logo ele lá chegou; aliás, todos
os que chegavam a Urânia eram recebidos por Violeta.
Ali eles recebiam um tratamento ATÔMICO e em poucos dias
estavam novinhos em folha...
Ale sorriu para Ila e nada disse.
Sorriu...
Coringa latiu para uma lagartixa que apanhava sol sobre uma
pedra.
E acordou Ale de seus sonhos.
Apanhou seu cajado, recomeçou a peregrinar, desta feita em
direção a Camacha, um local, que também ficava nas montanhas e que
mantinha grande tradição do folclore, gastronomia, músicas...
Entre a Camacha e o Santo da Serra, onde vivia, haviam muitos
poios, que lembravam o PERU, MATCHU PITCHU...
Ale Mohamed sorria... tudo átomos... a forma, o conteúdo e os
átomos. Visíveis para uns, invisíveis para a maioria....
1945... Bomba Atômica... nascia Ale Mohamed... Engraçado…
pensou ele, muito engraçado.
Tão engraçado que só mesmo quem teve seus átomos acrescidos
desta forma para compreender o que acabara de compreender...
Coringa escorregava pelos poios, brincando com Xandy. Parecia
estarem em um tobogan.
O cajado ajudava Ale a descer sem escorregar, senão iria parar lá
no fundo do imenso vale que unia o Santo da Serra à Camacha.
Uns turistas passaram caminhando pela levada.
...tudo Átomo...!!!
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CAPÍTULO 13
Tudo Átomos
Naquela noite Ale Mohamed nem conseguia se concentrar nos
seus afazeres, nem queria jantar, nem nada, havia ficado com a frase
em sua cabeça:
TUDO ÁTOMOS...
Ele sabia que realmente um Átomo ninguém vê. Um Átomo
sozinho representa aparentemente NADA, mas, unido ao que ele ainda
não compreendera dava início a TODO UNIVERSO! E, se assim foi,
assim era e assim sempre será.
Deixou de se preocupar apenas com seu corpo físico, aliás,
sempre procurava analisar vários assuntos sem se preocupar apenas
com ele mas com o universo que o cercava e que estava inserido em
todo universo, o que a maioria das pessoas nem se davam conta.
Lá fora os cães uivaram mais uma vez e ele então usou este
exemplo para clarear suas idéias, que estavam alicerçadas no que
vemos ou não vemos, mas existem e estão a nossa volta: os mundos
paralelos.
Se os cães uivavam tinham algum motivo, viam alguma coisa e,
por que eles conseguiam ver, sentir, e nós não?
Várias vezes os cães uivavam ali onde ele vivia, em um bosque
de pinheiros a 660 metros de altitude. O que poderia ser que os fazia
uivar tanto?
Alguns diziam que os cães uivam quando seus donos morrem...
mas não havia morrido ninguém e durante vários meses eles uivaram, e
muito.
Outro exemplo eram os golfinhos que previam as catástrofes
antes delas acontecerem e socorriam náufragos, ajudavam outros peixes
em dificuldades, mudavam de zonas onde estavam vivendo e assim
preservavam a sua espécie e a dos outros.
Foi assim que se começou a estudar também as CRIANÇAS
INDIGO E CRISTAIS, que dizem têm contatos com os golfinhos...
Seriam estas crianças especiais porque tinham poderes que
outras crianças não tinham ou porque VIAM ALÉM DO QUE VEMOS
NÓS???
Sentir, já era algo muito mais importante do que ver.
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É verdade, os sensitivos tinham qualidades que poucos tinham.
Lembrou-se de sua avó, que era cega de um olho mas enxergava muito
mais que a maioria das pessoas...
“Eu sou católica, vou a missa, mas creio que o Espiritismo é uma
Ciência muito bem desenvolvida!”
Era verdade... haviam então espíritos a nossa volta e nós nem
nos apercebíamos, eram outros seres de luz que vinham até nosso
ORBE.
E por quê não conseguíamos vê-los?
Quando Miguel Ângelo pintou a Capela Cistina, imaginou tudo
aquilo... Os Anjos, Arcanjos, Querubins, a figura mesmo de um SER
SUPERIOR ILUMINADO chamado Deus, enfim, de onde ele tirou tudo
aquilo? E mesmo que tenha sido orientado pelos que tomam conta do
Vaticano, de onde tiraram aquela visão???
E por quê apenas eles poderiam tê-la???
Ale estava entrando em um terreno extremamente minado, mas
tinha que entrar, tinha que desvendar, afinal não queria mais saber que
no Planeta Terra algumas pessoas podiam isto e outras pessoas não
podiam.
Lembrou-se de um tio-avô, maçom, que lhe explicou o quanto
algumas pessoas realmente não podiam ter acesso a certos PODERES.
Mas afinal, por que esta separatividade toda?
Estávamos ainda muito involuídos para dizermos uma coisa
destas.
Ou será que Ale Mohamed realmente vivenciava outra dimensão
e nem se apercebia?
Em sua dimensão nada era proibido a ninguém, tudo era
compartilhado com todos, e nada havia de diferenciação como na Terra.
De onde então viera Ale Mohamed, ou, em que dimensão vivia
Ale Mohamed?
Um dia, uma pessoa que lera seu livro “O Planeta Exterminador”,
escrito lá pelos anos 80, e que citava um Planeta que se aproximava do
sistema solar, disse a ele:
“Ali Mohamed foi um profeta Persa que deu origem ao Islão!”
Ale tinha a letra E em seu nome, mas ficou matutando sobre
aquelas palavras.
Islão significava “Deus em você!”
Nossa Mãe do Céu... comentou consigo mesmo o nosso
peregrino... ”Arrepiei-me todo!”
NAMASTÊ significa : Eu reverencio o Deus que habita em você!
Sempre que encontrava algo que era muito forte arrepiava, e
naquele exato momento ocorrera isto.
Fez seus apontamentos, fechou sua escrivaninha antiga e se
recolheu. Se calhar um sonho lhe traria as respostas que buscava.
42
CAPÍTULO 14
Sintonia
Mas afinal, o fato de Islão significar “Deus em você” o que
mudaria?
Se somos filhos do Universo, descendendo do primeiro átomo
vivo que construiu todo o universo, tendo sido iniciados em uma religião
x, y, ou z, que fala de um Deus e de nossa imagem e semelhança, o que
poderia ter feito Ale Mohamed se arrepiar?
O que afinal seria este sintoma de arrepiarmo-nos?
Um calafrio voltou à espinha de Ale, que se lembrou dos
ensinamentos do Mestre Hoguen Sam a respeito do ZEN, a postura
sentado, olhar em todas as direções, manter a mão direita sobre a mão
esquerda bem direcionada para o nosso umbigo, uma expiração,
ativando assim o acundaline e procurando o NADA ABSOLUTO.
Ora, NADA ABSOLUTO significava também a ausência de tudo
em nós, porque a função da expiração era justamente eliminar tudo o
que havia em nossos hemisférios cerebrais, incluindo-se a idéia de um
Deus.
E agora???
Ale lembrou-se de quando fez o processo Fisher e Hoffman, no
Rio de Janeiro, e aos poucos foi novamente entrando na mesma sintonia
em que estivera na Picinguaba, sentindo os corpos a se decomporem, e,
um dia, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, sentou-se para meditar e
viajou durante 12 horas, sentado em uma pedra. Lá pelas tantas da
noite, apareceu um guarda e pediu para ele voltar do transe. Ao lado do
guarda um senhor acompanhou a “volta” de Ale para a Terra e logo de
cara lhe perguntou se era maçom, ao que obteve resposta negativa.
Conversaram pela noite adentro na Casa da Administração, pois o
senhor era o Diretor do Jardim Botânico e ficara impressionado com a
capacidade que Ale tinha em se concentrar...
- Em que você meditava?
Perguntou o gentil senhor, enquanto lhe servia um chá.
- Em NADA, absolutamente NADA!
Muitos anos se passaram até aquele momento em que ele se
arrepiara, lembrando a frase que citava o Profeta do Islão.
Lembrou-se também de um amigo persa, de nome
Abbi, que o chamava de Darwish, o que na Pérsia antiga
simbolizava um sábio, um ser iluminado, alguém que vivia entre dois
mundos, passando informações aos do mundo terreno, como um
ORÁCULO.
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Ver ou sentir???
Sentir, logicamente era a resposta de Ale, pois quem sente tem
tudo, percebe melhor, intuitiva e sensitivamente capta melhor o que é a
mensagem ou a situação.
O coração tem razões que a própria razão desconhece, já dizia
Blaise Pascal. (não Vinícius de Morais – este apenas repetiu a frase ).
No entanto Ale estava querendo interpretar o arrepio. A presença
de Deus é que o teria causado?
Deus nunca estaria em um local desagradável ou na companhia
de uma pessoa desagradável.
Nem mesmo um Anjo da Guarda ficaria em uma situação assim,
quanto mais Deus.
Os pensamentos ferviam em sua cabeça, estava mesmo
encucado com tudo aquilo.
E costumava dizer que não pensava, mas é que tinha um
raciocínio tão rápido, esclarecia as coisas de uma maneira tão simples
que dava a impressão que realmente não pensava.
O ar que nos cerca pesa tanto ou mais que toda a água do mar...
Que mensagem, mas isto , tudo quanto é cientista sabe...
Então, se pesa tanto, é porque tem elementos ou dimensões que
o fazem ser tão pesado, e por qual motivo não o sentimos?
Ora os peixes também não sentem o peso da água dos
Oceanos... é verdade!!!
A cada questionamento, logo vinha uma resposta, como se
houvesse um diálogo íntimo entre o peregrino e um outro ser dentro dele
mesmo.
E quantas pessoas conseguiriam estas respostas com tanta
rapidez como as obtinha Ale Mohamed? Mas também o que interessaria
isto?
Se calhar, quem não obtinha as respostas também não tinha
nenhuma pergunta a fazer e aceitava a vida com muito mais
simplicidade.
Caramba!!!
É isto mesmo!!!
Quanto mais simples somos, mais leve será para nós a vida.
44
Então, quer dizer que, quanto mais tomamos conhecimento das
coisas mais ficamos entalados?
Era mais ou menos isto mesmo.
A nossa responsabilidade logicamente aumentava em função
daquilo que íamos, durante nossa estada na terra, conhecendo mais ,
mais e mais...
E o que significava esta responsabilidade?
Tinha a ver com O POVO DA TERRA ou apenas com nós
próprios?
Além do POVO DA TERRA havia ainda todo O PLANETA, o
ambiente, os reinos que o faziam, vegetal, mineral, animal, reinos que se
prepararam para a nossa chegada e nem todos nós soubemos conviver
com eles.
Ale ficou matutando em tudo aquilo, enquanto seu fiel cão Coringa
cochilava debaixo da escrivaninha antiga, onde ele se punha a estudar
todos estes temas, os quais em geral nasciam em sua cabeça ou vinham
pelo Éter, que é a fonte do nosso conhecimento...
Ora, se a fonte do conhecimento era o Éter, e todo o
conhecimento encontrava-se no cosmo e através dele nos era enviado,
não para todos ,mas para os que melhor conseguissem sintonizar-se
com as esferas celestiais, por qual motivo a responsabilidade do
tomarmos conhecimento aumentava algo em nós???
Sem querer fugir à pergunta que agora martelava sua cabeça, Ale
Mohamed decidiu sair com seu cão a dar umas voltas para desanuviar
um pouco e também fazer exercícios, porque sabia que o exercício físico
ajudava-o muito a fazer uma catarse sanguínea, ou seja, aquilo que o
incomodava por dentro era expelido pela própria transpiração...
Há muitos ele fora um excelente atleta, praticara quase tudo o que
se vê numa Olimpíada.
É claro que a idade chegando ele não poderia mais praticar todos
os esportes que em sua juventude praticara, mas dentro dele havia
ainda muito do que aprendera até então.
E quando menos esperava, andando entre os pinheiros nas
montanhas do Santo da Serra, na paradisíaca Ilha da Madeira, toda de
origem vulcânica, lembrando mesmo Atlântida, Ale Mohamed recebeu a
mensagem que esperava a respeito da responsabilidade daquilo que
aprendera, e que deveria de alguma forma passar a quem de direito,
fosse o POVO DO MUNDO ou seu filho, ou seus familiares, não
interessava... A responsabilidade, esta sim, o estava incomodando, mas
a resposta veio, ali, de uma hora para outra.
A...prender... aprender... inverta Ale, inverta!
Ouviu uma voz a lhe dizer isto. Ora, inverter a…prender é soltá-
la... ou no caso do conhecimento, soltá-lo...
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E soltar onde? Como?
No ar Ale Mohamed, apenas no ar, através dos átomos...
Lembrou-se então dos diálogos gregos, tudo era ouvido, sentido e
comentado na hora...
Ia também para o Éter.
Os Átomos os transmitiam... e naquele tempo então, que Ale
estava vivendo com tantas antenas, satélites, feixes hertezianos, nada
mais fácil para nós passarmos uma mensagem ou transferir
conhecimentos...
Então, por qual motivo nasceram as escolas, as universidades, os
cursos de doutoramento?
Tudo aquilo realmente confundia a cabeça do nosso peregrino...
E lá ia ele com seu fiel Coringa andando pelas montanhas que
foram purificadas vulcânicamente, pelo FOGO...LUZ.
O FOGO PURIFICA... ORA O SOL É FOGO... RÁ!!!!!!!!!!!!!!!
Gritou bem forte: RÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!
MA…………………..LUA.
DEI…………………..DEUS
RÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!SOL
MADEIRA... Ilha da Madeira... e lá estava Ale Mohamed, o
menino homem, peregrino, que nem sabia o que a vida lhe reservara em
suas várias reencarnações...
Em um outro local da Ilha, alguém se perguntava por onde andava
Ale, onde ele havia se enfiado?
Tinha sempre esta mania de fugir ao convívio com a sociedade, e
deixava algum vazio nas pessoas que gostavam dele...
Por qual motivo ele era tão Ermitão? Perguntava-se uma pessoa
do outro lado da Ilha, em meio a uma escrivaninha cheia de papéis, mas
papéis que estavam relacionados com o planejamento dos mundos
constituídos pela União Européia.
Um amigo é sempre um Amigo e aceita o Amigo como é!!!
Ale olhava para Coringa e ficava ali brincando de jogar um pedaço
de pau enquanto o seu fiel amigo ia apanhá-lo tantas vezes quantas Ale
o atirasse .
O que as pessoas não entendiam em um ser como Ale Mohamed,
era justamente a capacidade que ele tinha em ir buscar no Éter
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respostas que seriam de imensa importância para o seu próprio mundo,
e as buscava à sua maneira, sem ficar condicionado ao “diz que me
disse” do plano Terra. E assim é que vivenciava um mundo à parte, um
mundo nem sempre muito compreendido pelos que cuidavam e zelavam
pelo bom funcionamento do chamado sistema, o mesmo sistema que
fazia os seres humanos se matarem por causa de um Deus, de uma
religião ou de um dogma, pátria ou posse.
Coringa trazia o pau já tão mordido por ele mesmo, abanando a
cauda e ao se aperceber que Ale já nem estava mais ali, simplesmente
se deitava roendo aquele troféu tirado da própria terra para que ele se
distraísse.
Enquanto isto, o seu amigo e dono estava mais distraído do que
ele, matutando onde a HUMANIDADE poderia acertar novamente o seu
rumo... uma grande responsabilidade, sem sombra de dúvidas, uma
imensa responsabilidade.
Ele tinha dúvidas se apenas pelo Éter conseguiria passar as
mensagens...
E, enquanto não tirasse todas as dúvidas não haveria Cristo que o
fizesse voltar a ter a sua vida com a mesma normalidade que os outros
tinham... Afinal ele sabia que a grande maioria estava seguindo em
direção a um abismo muito maior do que aquela imensa falésia onde ele
se sentara observando o imenso OCEANO à sua frente... enquanto
Coringa, continuava roendo o pedaço de pau.
Lá embaixo, a imagem de uma mulher em pé, incrustada na
rocha, lembrava-o de quantas maravilhas a NATUREZA nos presenteia
diariamente, como aquela escultura feita pelo vento na Ponta do
Atalaia... Uma mulher situada em um lugar que simbolizava “O Guardião
de Atlântida!”
Ale lembrou-se do Guardião do Kiriri, e do seu amigo que com ele
escalara o MONTE CRISTA... O mesmo amigo que agora estava a volta
com tantos papéis e documentos para resolver problemas relacionados
ao desenvolvimento da União Européia e Regiões Periféricas.
Era curioso isto: cada qual em uma sintonia e todos na mesma
onda cósmica e universal... Curioso, muito curioso...
O sino do Colégio de São Bento marcava 11:11h, quer dizer,
badalava 11 horas em pleno Largo de São Bento, em São Paulo, Brasil.
Os 11 minutos estavam marcados em algum relógio digital, ali por perto.
PORTAL 11:11... pensou Paulo Urban, médico psiquiatra e amigo de Ale
Mohamed. “Por onde andará nosso Exupéry...” pensou o psiquiatra que
curava as pessoas apenas com respirações, através do processo
chamado Terapia do Encantamento.
À beira da falésia, curiosamente, Ale Mohamed pensava
justamente em Patrícia Luchessi, e Paulo Urban, seus grandes amigos
Brasileiros que estiveram com ele e seu amigo Carlos no Aeroporto de
Cumbica, quando de sua penúltima viagem ao Brasil. O coração de
nosso peregrino se emocionava quando lembrava de certas pessoas,
lugares e vivências... Uma lágrima escorreu e o acordou dos sonhos.
Salgada tal e qual o imenso Oceano à sua frente, onde um veleiro
singrava águas calmas e azuis...
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CAPÍTULO 15
Bem Estar
No outro dia, pela madrugada, Ale Mohamed acordou tão bem
disposto, cantarolava em voz baixa enquanto fazia sua higiene pessoal;
foi até à cozinha, onde um fogão a lenha ainda crepitava pelas chamas
que ficaram da noite anterior, acendeu um pau de incenso, recolheu-se
em si mesmo, sentado na posição da FLOR DE LOTUS e começou a
meditar.
A meditação tem por objetivo esvaziar nosso cérebro de tudo que
foi sendo acumulado num dia, numa semana, mês, ano, séculos...
Com a prática deste exercício os Indianos e os Yoguins
conseguem trazer a si um mundo que tem algo totalmente diferente do
mundo terreno. Todavia, quando a meditação é bem feita, em silêncio,
com uma expiração e postura correta, o que chamamos aqui de
esvaziamento do cérebro, deixa VIR benesses eternas, dádivas das
quais somos mais que merecedores e que apenas aguardam o momento
certo para virem se ENTREGAR aos seres de luz que somos todos nós.
No livro “Um Yogue na Senda”, de Brian Weiss, este tópico da
meditação está muito bem explicado por Ayuna, um Yogue que esteve
no Vale do Kiriri e comentou as delícias e o prazer da meditação, em
especial em lugares como aquele, entre 1200 e 2000 metros de altitude
e ainda com um rebanho de ovelhas.
Os pastores meditam naturalmente em convívio com suas
ovelhas, respirando ar puro e em sintonia cósmica consigo mesmo e
com todo o universo.
Ale Mohamed conhecera muitos pastores em suas caminhadas e
realmente observara que eles tinham algo no olhar que ultrapassava
este plano físico e terreno, algo que permitia a eles uma paz de espírito
que enlevava quem com eles conversava.
A figura de Dórico Paese surgiu de repente a frente de Ale
Mohamed, o bom senhor que cuidava de todo o Vale do Kiriri, e que
sabia estar entregando um legado eterno àquele então jovem senhor
que atravessara os oceanos para ir conhecer os segredos do Vale mais
energizado do Brasil, local sagrado e preservado para o futuro das
gerações.
A boa disposição está relacionada com o que cada um de nós fez
com seu corpo físico, mental, emocional, espiritual e astral, assim Ale,
meditou... ME...DITOU...
Ditou alguém a ele?
Era engraçada a maneira como brincava com as palavras... afinal,
antes eram símbolos que representavam várias situações e tinham muito
mais fácil interpretação.
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No entanto ao meditar, era como um pássaro que alçava vôo ao
mais alto dos céus. Sentia-se IR... esvaziando o cérebro, o coração, o
corpo físico, enfim, deixando espaço para que as benesses Divinas
viessem ao seu encontro, mas sem se preocupar com isto, porque na
meditação não devemos pensar. Sermos interrompidos então, isto é
fatal; houveram casos até de morte súbita de pessoas que estavam
meditando e foram abruptamente interrompidas, o que prova que o
espírito daquela pessoa estava muito distante dali.
Aconselhamos então, de acordo com os vários ensinamentos que
a Yoga e outros métodos de meditação ensinam, que cada pessoa que
pretenda meditar saiba escolher o local, o momento e o tempo hábil,
sendo aconselhável ainda que o local seja silencioso, sem interrupções,
com incenso, evitando que seus sentidos entrem em contato com o todo
que a rodeia. Assim os ouvidos, o paladar, o olfato, a visão e tudo o mais
permitem que se esvazie o TODO INTERIOR daquela pessoa, sem
invasões ou interrupções exteriores. Cada qual tem o seu processo ou
estágio de meditação, tudo dependendo das escolas iniciáticas terrenas,
ancestrais e cósmicas de cada um.
É bom que leiam a respeito e estudem bem antes de iniciarem
qualquer meditação.
Quando se fala em uma expiração, é seguindo o ensinamento do
MESTRE MANUEL ZIMBRO, que foi discípulo de Hoguen Sam,
descendente direto de Buda, Tibetano, que passou o LEGADO DE
2.500 ANOS a Ale Mohamed quando o mesmo se iniciou nas práticas do
ZEN.
Naquele momento então em que se sentia tão bem disposto, Ale
cumpriu o seu ritual de meditação. Sempre ele colocava um pequeno
sino ao seu lado, o qual era acionado após uma hora, para trazê-lo de
volta da meditação.
Quando o sino tocou, ele suavemente foi “voltando” do estágio
entre o transe meditativo e o local onde se encontrava. A lenha
crepitava, fazendo-o retornar ao aconchego do calor natural, ao seu
próprio corpo físico, emocional, cerebral, espiritual e terreno...
Descontraiu as pernas, as mãos, os braços, espreguiçou-se como fazem
os gatos, sábios felinos, olhou a sua volta e sentiu-se muito leve,
animado, apto então a se levantar e começar a preparar o desjejum.
Aquela boa disposição ele esperara desde o primeiro dia em que
retornara a PORTUGAL. Havia feito uma viagem ao Nordeste do Brasil,
e, ao chegar, o choque térmico o tinha deixado de rastros, pois seu
corpo físico se ressentira com a baixa temperatura que ocorria no
aeroporto de Lisboa. Vinha ele de uma temperatura de 38ºC e ao descer
do avião, o impacto para 6ºC fez com que sentisse os próprios neurônios
congelando, como água dentro do congelador.
Curiosamente, dois dias depois ocorreu a catástrofe do tsunami
na Ásia, Índia...
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E passaram-se vários dias, meses, para que Ale Mohamed
recuperasse aquele estado de Alma, de Espírito, de Corpo Físico bem
disposto.
Ele sabia o quanto era um RECEPTOR e um TRANSMISSOR e o
quanto estas descargas terrenas eram prejudiciais para o Todo
Planetário. Todavia ele também conhecia a lei da ação e reação e tinha
perfeito conhecimento que tudo estava se equilibrando à maneira que a
NATUREZA encontrara para não permitir que todo o Planeta ficasse
novamente submerso ou explodisse mesmo, pelos descalabros que os
humanos praticavam contra a Mãe Terra.
No fundo, no fundo, Ale Mohamed sofrera por todas aquelas
almas que desencarnaram e ainda estavam em sua grande maioria
perambulando por entre os escombros e as cidades destruídas, além,
claro, dos que ficaram, e que nem sabiam como se recuperar de tão
grave acidente.
Ale lembrou-se de todas as guerras e também da
UNIVERSIDADE DA PAZ, que foi criada por Pierre Weill, para que os
humanos, principalmente os do Ocidente, compreendessem afinal que a
PAZ é baseada na Ecologia Pessoal, Social e Planetária.
Uma longa caminhada que iria dar seus frutos, como já dera no
Japão e na Costa Rica, onde nem exército havia.
De uma longa caminhada também acabara de chegar Ale
Mohamed, vindo do transe da sua meditação para o seu recanto em
Santo António da Serra, Ilha da Madeira, Portugal.
Sabia ele que várias pessoas iam aparecer para iniciarem o Sei-
Chin, ou meditação em forma de um retiro que durava em média 15 dias.
Estas pessoas sabiam o quanto era importante guardarem certos dias do
ano para este recolhimento e introspecção consigo mesmas e com todo
o universo. SILÊNCIO, SILÊNCIO, SILÊNCIO.
Os sinos de vento tocaram, sinal que a sincronia estava perfeita e
que o ambiente também fora beneficiado com aquela meditação. Os
pássaros cantavam amanhecendo o dia.
Ale colocou mais lenha no fogão, preparou o chá, e subiu para o
sótão a fim de escrever sobre tudo aquilo que presenciara e que lhe
permitira sentir em relação ao seu Bem Estar... Estar Bem...
Agora, o mais importante era ele saber conservar aquele estado
de espiritualidade e sincronia com o seu TODO, humano, terreno,
cósmico e universal.
Curiosamente, o grande segredo estava justamente em não se
pré...ocupar com nada, e sim deixar com que o fluxo da vida e da
temperança o levasse assim como a todos que viviam no planeta Terra.
Algo que sabia ele aos poucos iria se equilibrando, e isto ele observou
muito bem no arquipélago onde estava vivendo e para onde foi em
busca de Atlântida.
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Uma outra história que fica para uma outra vez... Pensou,
enquanto remexia nos papéis que ficavam sobre a sua antiga
escrivaninha.
Ali acontecia a Alquimia entre o Eterno e o Aqui e Agora, e só
mesmo Ale Mohamed para descodificar tudo o que ali se acumulou
durante muitos anos da sua existência. O VERBO APRIMORA A VIDA...
pensou. Começou a pensar, algo que dificilmente conseguia fazer, pois
costumava dizer: se penso, fico penso, desequilibrado... Um outro tema
que ele precisaria desenvolver, para si mesmo, afinal tantos e tantos
gostavam tanto de pensar...
“Você pensa rápido demais!” Dizia seu Mestre Jorge Martins. Será
que pensava ou recebia os INSIGHTS que vinham ter com ele???
Se realmente nunca havia se preocupado com as coisas
materiais, e elas sempre vinham ao seu encontro de uma maneira tão
natural, algo havia nele que o diferenciava dos demais, pois afinal eles
passavam a vida pensando em como adquirir bens materiais...
Coringa suspirou aos seus pés. Havia subido a escada para o
sótão e se recolhera aos pés de seu grande amigo, e seu suspiro
parecia dizer: “Vai começar tudo de novo!”
É isto mesmo tudo está interligado, e o recomeçar é tão natural,
tão simples, que nem deveríamos chamar recomeçar. Eternidade, isto
sim!
Um momento eterno foi aquele, do suspiro de Coringa, o qual, por
instinto já sabia o que estava no AR.
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CAPÍTULO 16
ELEMENTAIS DO BEM ESTAR
Ale Mohamed, percebeu o suspiro de Coringa, olhou para ele que
adormecido continuava ali ao seu lado e ficou lembrando há quantos e
quantos anos tivera o seu primeiro cão e depois todos os outros que
vieram e se chamaram CORINGA...
Lembrou-se também que o seu primeiro CORINGA era um
Dinamarquês, preto, enorme, que lhe deu imensas alegrias, até o dia em
que Ale contraiu uma doença que, para a medicina, era incurável, e
levaram Coringa para a fazenda.
A doença, aí sim, tomou conta de todo seu ser, mas, apesar da
distância (70 km) Coringa voltara da fazenda. Imaginem um cão
percorrer uma distância de 70 km, entre cidades, vilas, matas, entrar em
uma cidade como São Paulo, nos anos 50, e ainda encontrar a Quinta
onde vivia seu amado amigo e dono, Ale Mohamed...
Quando a família o viu de volta, ao lado da cama do filho, nem
mais comentou nada. Afinal, havia ali um elo muito mais forte do que
poderia imaginar a vã filosofia de cada um, e assim, sempre que Ale
tinha um cão seu nome era Coringa.
E aquele suspiro então, enlevou mais ainda o bem estar do
escritor e pesquisador, o qual ficou imaginando o quanto os elementais
têm muito a ver com o BEM ESTAR das pessoas e de todo o planeta
Terra.
A água pura, a terra sadia, o ar que respiramos, o calor do sol,
que é a representação do fogo, no Oriente, também os metais, são
considerados elementais...
Viu então Duendes e Fadas, Druidas, que vinham ao seu encontro
demonstrando o quanto sempre houve um equilíbrio imenso entre os
elementais, para que os reinos, mineral, vegetal e animal também se
equilibrassem.
Naquele instante em que se sentia tão bem, ele daria tudo o que
fosse possível às pessoas para lhes mostrar que sentir-se assim, tão
bem disposto, tem a ver com coisas tão simples de se fazer e de se
praticar, que até parecia difícil elas acreditarem o quão simples é
encontrarem a felicidade dentro delas mesmas.
Abriu a janela da varanda e percebeu o quanto de bruma havia
espalhada por toda a floresta que cercava sua casa na montanha.
Respirou o ar frio da manhã. Era um dia invernoso, e a bruma, o orvalho,
o cantar dos pássaros, o sol que vinha surgindo lentamente por entre as
brumas, o verde dos pinheiros, a terra úmida, a brisa fria mas saudável,
enfim, a natureza ali a sua volta parecia lhe dizer:
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“Por entre as brumas, nascerá um novo dia, repleto de luz, de
paz, de amor e natureza!”
Mas Ale Mohamed não se convencia só pelo olhar, pelo ouvir,
pelo sentir, e sim pelo que havia também dentro dele e que o fez sentir-
se tão bem, depois de vários meses entre o bem e o mal estar. A
angústia que o atormentava, que não tinha a ver apenas com o que
ocorrera na Índia ou Ásia, mas algo que o estava atormentando
intimamente: o que será que viria pela frente e que estava no ar a
convocá-lo à MEDITAÇÃO E RECOLHIMENTO???
Lembrou-se de muitas coisas que poderiam ter criado aquele
estado de espírito, mas tinha certeza que não era nenhuma delas, nem
mesmo o estado de saúde de sua Mãe, tão distante. Era algo muito além
do plano Terra e agora, que acordara tão bem disposto, pretendia
colocar toda a energia concentrada na sua percepção extra sensorial,
para então tentar compreender o que seria que estava no ar durante
tanto tempo...
O AVATAR… O AVATAR... O AVATAR... a frase repercutia em
sua cabeça...
Seria então a vinda de outro AVATAR???
Mas, no silêncio do seu sótão, ouvia vozes vindas do Éter a lhe
explicarem o quanto os elementais tinham a ver com O AVATAR, ou
seja, o quanto as pessoas que se afastavam da natureza também se
afastavam da mensagem cósmica que todos os Avatares já haviam
passado aos habitantes da Terra.
Uma grande verdade. Se a natureza ali fora, na sua varanda,
revelava um imenso equilíbrio, de que forma seria possível no meio de
uma grande cidade as pessoas encontrarem o mesmo equilíbrio???
Lembrou-se de cidades que conhecera pelo mundo afora, em que
durante toda a semana sua gente corria de um lado para outro atrás de
seu modus-vivendus, em meio à poluição visual, sonora e atmosférica,
convivendo com um ambiente ANTINATURAL, buscando o que os
sustentava e a suas famílias. Sem se aperceber do quanto, por mais que
fizessem, tinham imensas dificuldades em sentirem-se plenamente
felizes. O lado material da vida os havia consumido de uma maneira tal
que ADORMECERAM SEUS ELEMENTAIS.
Aos domingos, aquelas cidades, em geral, pareciam cidades
fantasmas, abandonadas, sem gente pelas ruas ou avenidas, sem
mesmo ter um bom lugar onde as pessoas pudessem ir se divertir ao ar
livre ou num bom restaurante. Eram cidades onde as pessoas davam o
que de melhor tinham durante 6 dias da semana, para no domingo
deixarem até de sair, apenas para descansar.
E eram muito poucas as que podiam ir para o campo respirar ar
puro, beber água pura, sentirem a vida dentro e fora delas.
53
Curioso o que havia acontecido com a humanidade... Se
aglomerara nas grandes cidades e abandonara o campo, a vida
saudável e a integração com os elementais...
Por este motivo os hospitais estavam apinhados de pessoas com
moléstias de várias espécies, pois o corpo físico ia se ressentindo devido
ao próprio espírito não conseguir conviver com aquela balbúrdia insana e
sem razão nenhuma de ser.
Razão... Afinal o que é a razão???
Em matemática, a razão era o que se interpunha entre dois
números para que, somando ou multiplicando, se chegasse a um
denominador comum, fosse somatório ou multiplicador...
Lembrou-se mais uma vez do seu MESTRE de Mecânica Celeste,
Jorge Martins.
O Universo é todo Matemático, tudo exatamente correspondente a
cada momento universal, cósmico, sem tirar nem pôr.
Mas a razão humana tinha que ser aquilatada por vários fatores
que não apenas matemáticos, e estes fatores é que condicionavam as
pessoas a irem se adaptando a um novo modo de vida, e , mesmo
sabendo que era um modo de vida destrutivo elas lá estavam, enfiadas
no tal sistema que em nada somava ou tinha razão de SER.
Apenas conseguiriam uma explicação do porquê estarem vivendo
assim, com tantas terras abandonadas, sem ninguém a plantar, a colher,
a vivenciar a riqueza que a terra, o mar e o próprio ar lhes propiciava,
caso realmente parassem e meditassem.
Os pescadores foram companheiros de um AVATAR, JESUS.
Os Yoguins ensinaram a outro Avatar, GANDHI.
A floresta doutrinou outro Avatar, Sidarta.
E este, claro, foi o que demonstrou para si mesmo “nem tanto ao
mar, nem tanto à terra!”
O caminho do MEIO, este era o mais correto.
Então, Ale Mohamed havia se sentido tão bem naquele dia
justamente porque conseguira encontrar dentro de si mesmo O
CAMINHO DO MEIO.
O tutano, era a demonstração da Terra, que gerava através do
cálcio, a sua estrutura óssea.
A alimentação eram os vegetais que tanto lhe equilibravam o seu
lado verde, dentro dele mesmo...
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A água pura, que lhe fazia imenso bem, e limpava principalmente
seus rins e seu pâncreas, órgãos importantíssimos para a purificação de
tudo o que ele consumia em sua alimentação...
O calor do fogão à lenha, e mesmo o da lareira, equilibravam o
exterior com o interior em meio às baixas temperaturas daquele período
invernoso...
A PAZ INTERIOR foi o que mais contribuiu para atingir aquele
estágio, algo que alcançou graças ao seu recolhimento, saindo da
cidade, fugindo mesmo do burburinho das negociatas, dos veículos, do
dia-a-dia desenfreado que as outras pessoas viviam como se fosse o
motivo maior das suas vidas.
Cada povo com seu uso, cada roca com seu fuso, pensou.
Além de tudo isso, a satisfação em poder corresponder às
próprias expectativas no campo da comunicação, da investigação e de
tudo o mais que ele praticava em prol da sua vida pessoal, social e
planetária.
90
Cientificamente Ale Mohamed poderia se aprofundar muito mais
em tudo aquilo que vinha à sua mente para responder aos motivos que o
deixaram tão bem disposto mas, a sua experiência mostrara que na vida
o ESTAR CIENTE é o maior denominador comum da chamada Ciência.
Ficou então ciente e se tranqüilizou.
Apagou a luz do sótão, deixou a luz do sol adentrar tudo, sorriu
para as fotos que estavam espalhadas pelos vários cantos daquele seu
espaço existencial. Nelas, toda uma vida se descortinava e a eternidade
se juntava nos momentos em que o click de uma máquina fotográfica
registrara quantas e quantas andanças teve aquele Eremita.
Um pesquisador nato, que em nada se assemelhava aos
cientistas, mas que no fundo, no fundo, ia tomando conhecimento da
VIDA, de uma maneira tal que nem mesmo os cientistas em geral
podiam mais sentir. Tocou com sua mão enrugada a madeira antiga da
escrivaninha. Estava viva, era elemental... Vegetal que se doou e que
ele guardara anos a fio, pois sabia o valor que ela tinha enquanto
elemental vivo a lhe dar suporte enquanto escrevia. O mundo sintético,
este não era o mais adequado ao ser humano. Por mais que os povos
do mundo dissessem que o sintético veio para preservar as florestas e
tudo o mais, Ale Mohamed sabia que sintetizar era, nada mais, nada
menos, do que interromper o verdadeiro caminho para a Eternidade...
Em síntese, era isto. Se até os alimentos eram sintéticos, como
seria possível alguém encontrar a VERDADEIRA FELICIDADE se todos
somos filhos do universo e dos seus elementais???
“Elementar meu caro Watson...!”
Chamou Coringa, seu fiel companheiro, foi até a cocheira,
encilhou Sereno e foi cavalgar. O vento frio, a natureza, tudo a sua volta
cintilava por entre as brumas, como se ele estivesse atravessando as
nuvens e indo em direção ao céu, onde o planeta todo repousava,
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girando sobre o seu próprio eixo e sendo levado pela galáxia para outros
planos universais, planos estes que traziam a NOVA ERA...
Numa cidadezinha litorânea do sul do Brasil, Itapema, o seu
amigo Stalin Passos sorria. Estava feliz, pois sentia que o seu Irmão
Cósmico, Ale Mohamed, estava novamente em sintonia com o Universo,
o que em muito auxiliava a caminhada de todos na Terra.
“Ah... se todos soubessem se doar em meditação, como se faz
nos templos eternos de Salomão!” Pensou Stalin Passos…..
Numa mesquita, na cidade de Bagdad, começava a MEDITAÇÃO
entre o Povo eterno do Islão, terra onde Maomé profetizou tudo o que
estava acontecendo. AGORA… no planeta Terra, outro Avatar.
Na televisão o Presidente dos Estados Unidos anunciava a
possibilidade de uma nova guerra, enfim...Cada povo seu uso, cada roca
seu fuso...
Nunca mais Ale Mohamed ficaria confuso. Seguiria os seus
instintos, orientado pela força dos elementais, fora e dentro dele...
Shalom!!!
56
CAPÍTULO 17
O Signo de Virgem
Ale Mohamed, subiu a escada que dava para o sótão, onde tinha
toda uma vida ali representada por fotos, papéis, textos, filmes,
documentários, desenhos, uma imensa ALMA, estava ali espalhada.
Mas, antes de subir, ele tivera uma visão, ainda em sonho, onde teria
que passar aos que leriam O AVATAR ,o que se referia ao ABSTRATO
E AO CONCRETO.
Curiosamente, encontrou um recado de sua amiga Patrícia
Luchessi, a psicóloga e Ser de imensa Luz que acompanhava as suas
andanças e assim ambos iam desvendando alguns mistérios
relacionados com aquele período que o planeta Terra passava, e, em
especial o quanto O AVATAR estava mexendo com os corpos físico,
espiritual, sensorial, emocional, astral, etérico e cósmico de Ale
Mohamed.
Ela lhe havia enviado um documento sobre o signo de Virgem
relacionado com Ale Mohamed e, ao que parecia, também com ela.
Orientação da Luz
02/02/2005
Não é de conhecimento público ainda o verdadeiro regente de
Virgem. Virgem, na falta de um completo entendimento da humanidade,
se expressa ainda pela sombra, na maior parte dos casos. Vemos
muitos que se encontram sob a égide do signo completamente
capturados pela sombra virginiana: o martírio. Virgem possui uma
manifestação luminosa transcendente ainda pouco conhecida pela
própria limitação da mente planetária. Está se aproximando uma
reviravolta neste cenário planetário com a verificação do verdadeiro
regente do signo.
É algo que surpreenderá realmente a muitos, reconhecer o quão
estavam equivocados em equivaler o tema à velha “formiguinha” bem
auto-limitada. Virgem tem a ver com devoção, amor sublime, de certo
modo com o mito criado da Virgem Maria! Um amor devocional e uma
capacidade absurda de se libertar das imposições de seu próprio ego,
em prol de algo que represente a ascensão.
A luz de Virgem está ligada a uma bagagem de amor devocional
que a humanidade ainda não manifesta coletivamente. Amor devocional
e renúncia ao objeto deste amor estão muito relacionados ao mito de
Virgem Maria, não acham? Essa é uma forma de compreender o
aspecto transcendente do signo que é praticamente desconhecido para
a maioria dos encarnados neste momento, até mesmo aqueles que
profundamente discursam sobre astrologia. A personalidade ainda não
integra completamente o potencial transcendente sequer de Plutão e
Netuno, nem mesmo o potencial telepático de Urano. Eu digo que a
energia espiritual do signo de Virgem estará em franca expansão na
transição para a nova consciência.
Axarion.
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Ora, mas que transmissão de pensamento tão rápida... Como era
possível ele estar ainda subindo os degraus em direção ao que
considerava o seu céu e, de repente, não mais que que repente, a
mensagem surgir ali, à sua frente, com algumas conotações que tinham
tudo a ver com o tema que vinha matutando, O ABSTRATO. E Patrícia,
através do seu mentor, Axarion, comentava os aspectos entre a
TRANSCENDÊNCIA e a TELEPATIA entre Plutão, Netuno e Urano.
Ale colocou tudo à sua frente e reconheceu mais uma vez o
quanto a irmã mineira, lá do outro lado do Atlântico, havia captado o que
ele estava sonhando, dormindo mesmo, em transe entre o Aqui - Agora
e o Cosmo, a tal viagem que nosso ser espiritual faz enquanto
adormecemos: entramos em Alpha e vamos por aí em diante, seguindo
a longa caminhada que nosso espírito percorreu até sua encarnação no
planeta Terra.
Matutou sobre tudo aquilo, principalmente sobre a mensagem que
recebera entre o sonho e o despertar que ele chamava A...COR...DAR,
para sempre se lembrar que viemos aqui para colorir a vida.
Assim, antes de sairmos da cama deveríamos meditar sobre o
que íamos fazer naquele novo dia de luz, de paz, de abundância, de fé,
esperança e tudo o mais que nos esperava.
A mensagem que recebera, era muito nítida. Estava relacionada
com os aspectos invisíveis entre o SER DE LUZ e o próprio corpo físico.
Vinha bem expressa, bem decodificada, e tinha a ver com a relação que
as pessoas têm com o seu dia a dia, trabalho, sobrevivência dentro do
sistema, e o que cada uma realmente era... ou É, eternamente.
Ale tinha ouvido e visto claramente em sonho a imagem de uma
entidade a lhe dizer:
95
"Mas, se nem mesmo o teu espírito se preocupa como você vai se
safar desta ou daquela situação, por qual motivo os ÁTOMOS que
compõem o teu corpo físico, e também estão à tua volta, iriam estar se
pré-ocupando?
E além dos Átomos, todos os outros corpos que compõem o teu
SER de LUZ têm uma vivência ampla e não estarão ali onde está o teu
EGO, ou o teu chamado corpo físico, batalhando, batalhando e
malhando em ferro frio... Afinal, eles têm uma existência plena e sabem
que na Terra a passagem é muito rápida, muito tênue em relação a toda
uma eternidade inserida em sua existência eterna!"
Realmente Ale Mohamed tinha agora parte da resposta de tudo
aquilo que em sonho lhe tinham passado os que assessoravam de
alguma maneira a sua existência. Muitas vezes lhe perguntaram se ele
ouvia vozes, e ele sorria, porque, dependendo do que respondesse
diriam o quanto ele estava louco... Algo que, infelizmente, os da Terra
em sua grande maioria ainda não tinham compreendido.
As vozes tinham ido embora, mas o recado da sua amiga estava
ali à sua frente, clarificando em muita coisa o que não apenas a
58
Psicóloga e Amiga dissera, mas, como ela mesma disse: "O meu
MENTOR!", lhe passara.
Um zumbido explodia dentro do ouvido esquerdo de Ale
Mohamed quando citou “MENTOR”.
Lembrou-se dos cristais amarelos que ficam dentro da glândula
PINEAL e são importantíssimos para a intercomunicação cósmica,
universal, extra-sensorial, e também se lembrou do que acabara de ler
sobre o seu signo, Virgem.
Realmente os dogmas aprisionavam imensamente as pessoas.
Além deles, toda a doutrinação que foi imposta à civilização ocidental
também aprisionava o ser humano a algo que Ale Mohamed sentia ter,
que precisava ser esclarecido e LOGO... LOGUS... O TODO...
Lembrou-se que em uma das oportunidades da sua vida terrena
fora Diretor de Criação de um grupo de emissoras de televisão no Brasil,
e juntamente com seus colegas do Depto. de Criação tinham que definir
um LOGOTIPO para uma ou mais empresas e instituições.
LOGO simbolizava a imagem do TODO. Então, tudo que era para
ser definido LOGO, de alguma forma tinha uma incongruência. Como
poderíamos definir o todo apressadamente?
Tudo isto dava voltas dentro do cérebro do pesquisador e simples
ser humano. Tão simples que nem se sentia capaz de compreender o
porquê de haver sido ele o escolhido para tantas tarefas na Terra,
tarefas estas que lhe davam imenso prazer mas nada tinham a ver com
os bens materiais. A maioria delas estavam relacionadas com outros
planos, não apenas terrenos e, logicamente, também sofrera duras
penas por acreditar que elas sim, eram O CAMINHO - AVATAR... Ou
seja, O AVATAR, simbolizava O CAMINHO...
Sempre batia nesta tecla, como se desse novamente o primeiro
passo da grande caminhada que havia começado muito, mas muito
antes de viver naquele arquipélago vulcânico. ILHADO, sim! O planeta
Terra era a sua ILHA, e na realidade, vivia também em uma Ilha. No
entanto, por dentro ele sentia-se flutuar cosmicamente, sem nenhum
problema em ir e vir. Apenas sentia alguma dificuldade na relação com
seus semelhantes, em especial naquela Ilha, pois, já que se falou das
amarras das doutrinas, o povo daquelas Ilhas estava submisso a um
sistema mais do que feudal. Todavia, ao escrever O AVATAR, a todo
instante Ale se lembrava dos outros Avatares que passaram pela Terra e
sucumbiram justamente porque não conseguiram passar a mensagem
que traziam sem magoar os DONOS DO SISTEMA.
Assim, olhou novamente o recado que sua amiga Patrícia
Luchessi lhe havia enviado e agradeceu a Deus a maneira como as
coisas se juntavam na composição do grande legado que lhe foi
entregue, qual seja, escrever O AVATAR.
Já nem estava mais preocupado com editores, emissoras de
televisão, forma de vida que teria, nem na divulgação. Estava sim,
59
percebendo que além de ser VIRGINIANO com ascendente em
Escorpião, Terra e Água, tinha dentro de si e também dentro de cada
um dos corpos que compunham o Todo do seu SER, algo a ser
transferido para os que viviam na ILHA, na Terra, sendo visíveis ou
invisíveis, ancestrais ou descendentes, os quais de alguma forma
tinham, na calada da noite, como se diz por aí, o escolhido para ser o
mensageiro sem ser o autor. Seria ele apenas e tão somente o que
gravaria no papel o que estava lhe chegando de outros planos, assim
como dos vários Seres de Luz que o rodeavam a cada momento em que
se sentava para escrever, ou saía para andar, caminhar, sentir a vida
em toda sua plenitude.
O que o alimentava era bem diferente do que alimentava a
maioria dos seres humanos...
Era algo que chamavam de PRANA, e que poderia alimentar a
milhões ou até bilhões de pessoas. Não deixava de ser a
MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES, escrita no livro sagrado dos que seguiam
a Jesus, Moisés, Abrahão e tantos outros AVATARES...
Suspirou. Sentiu sua mente aliviada, apesar de que,sentiu
naquele exato momento a enorme força que o destino lhe conferiu, força
ancestral, cósmica, universal, terrena e humana, uma energia que vinha
de alguma forma lhe mostrar a elucidação do seu sonho naquela
madrugada, relacionado com o ABSTRATO e O CONCRETO.
O que tinha a ser concretizado era um imenso livro com no
mínimo 900 páginas, na opinião dele, o que em nada o assustava, pois
até a luz do candeeiro, quando escrevia, lhe passava dicas. Tudo a sua
volta era LUZ, era PAZ, era uma ERA que sempre fora e nunca mudara,
e isto, isto sim, era o melhor de todos os alimentos que o ser humano
procurava, o tal moto contínuo, pedra filosofal e tudo quanto é busca ou
confirmação das forças supra humanas que vêm ao encontro dos seres
que vivem na Terra, e não apenas aos humanos, mas aos vários seres
dos vários reinos terrenos.
Ah!!! Se Ale Mohamed conseguisse passar aqueles minutos de
luz aos seus amigos terrenos ficaria imensamente feliz e agradecia à
amiga Patrícia Luchessi ter enviado aquele recado a respeito do signo
de Virgem. Realmente a Virgem Maria vivera um estigma terrível, talvez
por isto fosse tão reverenciada por mais de 2000 anos, e a sua
ascensão, assim como tudo o mais estava explicado no recado da
psicóloga e amiga eterna de Ale Mohamed.
Quantas e quantas pessoas viviam neste planeta sob o peso
desses estigmas... quantas pessoas poderiam com tanta tranqüilidade
vivenciar aqueles momentos de luz que Ale Mohamed estava vivendo
agora em seu sótão e não sabiam como fazê-lo???
Realmente O AVATAR era uma grande mensagem, que sem
magoar ninguém, iria alegrar corações e mostrar página a página que a
eternidade se vive em uma expiração... apenas uma expiração... E mais
uma vez nosso pesquisador e escritor escreveu:
60
Ninguém precisa morrer para ir ao Céu, O PLANETA TODO JÁ
LÁ ESTÁ!..
Amem do VERBO AMAR... sem acento, sem nada, apenas
AMEM... a si mesmos, como Deus vos ama!!!
Uma estrela cadente vinha descendo, descendo, descendo, Ale
Mohamed apagou a luz do candeeiro e começou a se preparar para o
novo e eterno dia...a..cor...dando à vida...!!!
24.02.2005 – 06:49h
61
CAPÍTULO 18
O Planeta todo já está no Céu
Era uma grande verdade, quem poderia contestar isto?
E, mais uma vez, Ale Mohamed se apercebia que realmente algo
tinha que ser feito, dito, informado, passado, tal qual um legado eterno
em que as pessoas acordassem da letargia que lhes havia sido imposta.
Mas, quem quisesse continuar letargicamente envolvido pelos
ditames das antigas civilizações que ficasse, quem não pretendesse
compreender que a grande verdade nada tinha a ver com aquilo tudo
que se pregava desde sempre, também que ficasse com suas idéias e
seus mitos, crenças, tabus, dogmas, a maioria impostos. E o que era
mais curioso, no geral, cada religião havia copiado da anterior aquilo que
pregava. Até mesmo a história de Adão e Eva era contada no livro de
Brian Weiss Um Yogue na Senda de Brian Weiss de uma maneira
bem semelhante ao que se contava na Bíblia, todavia citando algo
semelhante a seres que ainda em forma não humana haviam gerado o
primeiro homem e a primeira mulher.
Eram os ensinamentos ou, se quiserem, as escrituras Indianas
passadas de alguma forma pelo crivo de Brian Weiss, um psiquiatra que
concordava realmente com outras vidas além desta que vivemos
normalmente na chamada realidade.
Assim, considerar que O PLANETA TODO já está no céu e
ninguém precisa morrer para lá chegar, havia se tornado o ponto de
honra em que se baseava o escritor e pesquisador, tendo como ponto de
equilíbrio do seu trabalho justamente permitir que tudo fosse fluindo
naturalmente, sem se preocupar com uma linha ortográfica, gramatical
ou mesmo literária, porque sabia ele que estava realmente em conexão
com algo que desde sempre pressentia, mas que apenas agora estava
conseguindo ter condições, tempo, discernimento e paz para assim ir
passando O LEGADO que estava recebendo. Legado este que em nada
se comparava ao que constantemente se pratica na Terra através de
gerações e gerações e que, sem dúvidas, ele tinha agora quase certeza
de que seria realmente algo muito importante para a LIBERTAÇÃO
GLOBAL, em que todos os seres, de todos os reinos sentir-se-iam
gratos, não a ele escritor, nem a ele ser humano, mas à força cósmica,
universal, terrena, humana e natural que o envolveu, fazendo com que
conseguisse passar a mensagem, tal e qual ela viera, sem envolver,
credos, raças, políticas, fronteiras ou fosse o que fosse que favorecesse
mais a este do que àquele.
Havia momentos em que o cansaço tomava conta do seu corpo
físico, mas ele cuidava para não se entregar a esta força contrária e, a
vencia, pois tinha dentro e fora de si a simbiose que lhe permitiria
continuar no fluxo das várias energias que o motivavam e que o faziam
sentir-se extremamente gratificado por cada palavra, frase, ou página
acrescentada, pois eram esclarecimentos que há muito já deviam ter
sido passado aos seres humanos, filhos eternos do Universo, do Cosmo
e de toda a Natureza.
Era muito normal que tudo quanto fosse polêmico sempre seria
perseguido e se calhar nem seria editado, mas ele não estava
62
preocupado nem com a edição e nem mesmo com a compilação de O
AVATAR em forma de livro ou do que fosse. O importante é que cada
ÁTOMO, em sintonia com todos os outros ÁTOMOS que construíram
TODO O UNIVERSO, captasse a mensagem que recebia e transcrevia.
Assim, sem dúvidas, tudo quanto era ser vivo e inanimado, líquido,
gasoso, sólido, animal, vegetal, mineral, em sua origem primordial ou
transmutado receberia a informação e passá-la-ia à frente. Este era o
CANAL, e este era O PORTAL em suas várias etapas. CRER NISTO era
sentir-se já gratificado e abençoado pela própria natureza do seu SER
ETERNO.
Vez por outra parava de escrever e, sem que se apercebesse,
olhava para a palma da sua mão onde a Estrela de David permanecia,
como que cintilando e lhe dando um sinal… Fechava a mão como se
conseguisse tocá-la, e vinha-lhe então a mensagem do quanto era
apenas uma estrela e nada mais, um sinal, sem dogmas, sem nomes,
sem escrituras, sem dono. Nem ele mesmo era dono de nada, nem
queria a posse de nada e tudo isto ia ficando em sua mente ou cérebro,
pois sabia que a mente era única e cósmica.
O interessante é que para ele tudo tinha uma imensa simplicidade
e não iria ficar se questionando, como a maioria das pessoas, a respeito
de realmente todo O PLANETA TERRA ESTAR NO CÉU. Afinal, os
questionamentos em nada iriam clarificar ou ajudar a que ele aceitasse
esta idéia maravilhosa.
Quem quisesse continuar se questionando que o fizesse. Ele
havia descoberto o seu caminho e estava informando-o a outros via
Átomos e nada mais, o resto seria função única e exclusiva dos Átomos.
Recebeu naquele dia um livro que falava sobre os Deuses
Atômicos, e sorriu, mesmo sabendo que este assunto estivera com ele
desde quando fizera a viagem ao primeiro átomo vivo que construiu todo
o universo, lá pelos idos dos anos 70. Percebia então, mais uma vez,
que a integração com o cosmo era imensa e tudo aquilo que desejasse
iria realmente lhe cair nas mãos. Pois é assim...
É assim!!!
O seu amigo José, da África do Sul, ligado a Starchild, lhe
escrevera no dia anterior, pois além do trabalho que fazia com as
Crianças Índigo, José também compreendia quantos e quantos adultos
Índigo e Cristal deveria haver espalhados pelo mundo, precisando de
uma melhor assistência. E assim, tinha em Ale Mohamed um contato,
através da escrita e das trocas de informações que lhe vinham cair
também sobre a sua mesa. Um dos temas que José estava justamente
ansioso para esclarecer era a viagem que Ale Mohamed fizera nos anos
70 ao primeiro Átomo Vivo. Curioso, pensou o escritor e pesquisador,
muito curioso... Tudo em dias seguidos.
A MENTE ÚNICA nunca esquece e não necessita que lhe dêem
ordens. Ela tem tudo muito bem guardadinho e reservado para aqueles
que estão preparados para receberem os talentos acumulados durante a
sua existência...
A fumaça do incenso dava um ar de tranqüilidade ao sótão onde
novamente se encontrava envolvido pela energia cósmica e celestial
aquele que sabia o quanto havia de interesse no mundo todo em se
resolver estas questões tão importantes.
63
CAPÍTULO 19
Amar, Amando.
- Meu Amigo, precisamos conversar!
Era Jorge Martins, vindo via Éter visitar Ale, o qual estava
quebrando a cabeça para saber como iria seguir os passos corretos de
um livro que desde sempre quisera escrever e que de alguma forma já
havia enviado para o Éter, o que simbolizava dizer que ESTAVA
ESCRITO NAS ESTRELAS…
- É sobre isto mesmo que vim conversar com você. Afinal fui na
Terra professor de Mecânica Celeste e você foi o meu Discípulo mais
atento. Naquela época eu tinha um problema com a fazenda na Serra da
Bocaina, e você, que havia voltado da sua Picinguaba, foi escolhido por
mim para irmos ver as terras.
Lembra-se disto? Quando dormimos no carro e você viu o
Cruzeiro do Sul de ponta cabeça? Lembra-se também que, no outro dia,
saímos para procurar água e você foi à frente e caiu em um enorme
poço ou lençol d’água? Também se lembra quando voltei com o
registro das terras você olhou o mapa todo e falou que o meu sócio
havia avançado com a antiga fazenda dele sobre a minha?
E também se lembra que foi a cavalo até a fazenda dele, e lhe
disse: “A partir de hoje você se cuide, pois ninguém pode roubar seja lá
o que for e ainda mais de um Mestre como o Jorge Martins!”
Depois de uma semana, caiu o avião dele com a família e até a
amante juntos... Pois bem meu caro e dileto amigo, quando você ia lá
em casa, nos anos sessenta, por causa da música e tudo o mais, eu já
sabia quem você era, e durante os tais trinta anos que você me
acompanhou, sem saber porque mereceu a minha amizade e a amizade
da minha família, eu realmente o explorei… afinal você ABRE PORTAS
e sabe O CAMINHO.
Eu nem sei como lhe agradecer tantas e tantas coisas que
ocorreram, principalmente o nosso último encontro em Vinhedo, antes
de eu virar luz.
Mas, o importante agora, é que você tem realmente uma missão.
Concentre-se em escrever o livro e não se preocupe com mais nada.
Chegou o momento que você esperava, o qual poderia ter acontecido há
muitos anos, mas a HORA É ESTA. Você vai ficar tão feliz com tudo que
o Universo agora vai lhe propiciar para que a MENSAGEM passe, que
vai até levitar, como já levitava, só que agora é algo que você mesmo
construiu com seus pés, O CAMINHO...ENTRE O AQUI E AGORA E O
TODO SEMPRE…
- Mas, eu nem sei se o Editor vai publicar o livro, nem sei se terei
realmente tempo para apenas seguir as pegadas do MESTRE e também
nem sei se conseguirei gravar tudo o que me está sendo passado.
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Desde a Picinguaba, o Vale do Kiriri, que eu sinto é algo sublime,
cósmico e eterno, até ao Parque Temático de Santana, aqui mesmo na
Ilha da Madeira, onde os fenômenos vulcânicos por si só irão provar a
existência de Atlântida.
Enfim, como sempre, sou apenas o que você disse: o Guardião, o
que Abre Portas, o que sabe que elas são feitas de Carvalho para
suportar os Raios… ou seja, sou Socrático e só sei que nada sei!
- Não se preocupe, escreva aquilo que o seu coração sente, e
alguém vai colocar tudo em ordem, nunca se esqueça que por um ponto
passam infinitas retas... Estou por perto, e você sempre soube disto,
fiquei feliz em perceber que você me sentiu em Arcturo… Ayune Amigo,
Ayune, suavidade em árabe... Fica com a Luz Divina.
Naquela noite foi muito complicado Ale conseguir dormir. Como
faria para escrever tudo o que lhe estava sendo dito, explicado,
catalogado? Era como se ele entrasse em uma Biblioteca e os livros lhe
fossem sendo ditados energeticamente. Precisava se concentrar,
precisava galvanizar as suas células cerebrais para não se perder e
fazer outra viagem até ao primeiro átomo vivo. Sentia que realmente era
um momento sagrado...
O inverno chegara, e com seu sobretudo, carcomido pelo tempo,
subiu as escadas que iam até ao sótão e rezou, depois sentou-se na
postura de Yoga, ZA-ZEN.
Uma expiração... nada absoluto... Os sinos de vento começaram a
tocar na varanda... O vento anunciava que os ancestrais estavam por
perto. Os cães começaram a uivar...
A água estava pingando tanto da chuva como da caixa d’água que
ficava no sótão. Gota a gota... Fizeram-se os Oceanos... Oceanos
Estradas do Sempre...
Ale já estava em outras plagas...
Na Antiga Babilônia, onde era conselheiro e vivia no Palácio.
Cavalgava muito, tinha um porte atlético, olhos negros e profundos,
percebia muita coisa e tornou-se conselheiro porque as somatórias dos
seus conhecimentos foram sendo recolhidas em suas memória
akáshicas de uma forma que, quando alguém precisasse, fosse do que
fosse, ele sempre tinha uma solução. Não agia apenas intelectualmente,
mas, como todo filho das Estrelas, ele passava mensagens muito
interessantes.
E assim foi crescendo, crescendo, até que se tornou o homem de
confiança da corte de antanho, por isso tinha muita liberdade e
conseguia unir as pontas entre um e outro Reino, entre um e outro
súdito, entre uma e outra classe social, entre o Palácio e o Mercado,
entre o Mercado e os Camponeses, entre os Camponeses e as
Caravanas do Deserto que eram os mais perfeitos e antigos Mercadores.
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Eles sim levavam e traziam boas novas. Ale sabia que no Palácio
e na Cidade, mesmo àquela época as coisas iam se estagnando, o
acúmulo de bens pessoais e de interesses entre os Reinos terrenos, ia
aos poucos sublimando a força Eterna de seu povo e de seus
mandatários. E assim percebia que se tornou conselheiro porque tinha
algo de humildade, algo de aprender diariamente com a Vida.
Em uma de suas viagens, Ale conheceu a Princesa de um outro
Reino, filha de um outro Nobre e ela também se enamorou dele. Foi algo
como um raio a se abater entre os dois. E assim foram se encontrando,
sempre às escondidas, em uma volúpia de amor e paixão que os
devorava e ao mesmo tempo os alimentava a quererem se ver livre de
tudo aquilo que eles entendiam nada tinha a ver com o VERDADEIRO
AMOR, o qual vinha através do vento, das estrelas, do Luar, da
Natureza, dos aromas, dos sinais que o próprio Sol lhes enviava e que
os inspirava quando se banhavam nas imensas Lagoas que descobriam
em Oásis distantes do Palácio Real.
Momentos sublimes, quando se despojar de tudo o que os cobria
mostrava o quanto realmente Allah, Deus, os Querubins e Arcanjos
estavam em uma outra dimensão aprovando e explicando que o toque
era desnecessário, que um simples olhar dizia tudo e unia por dentro e
por fora.
Claro que a paixão os consumia, mas quando estavam deitados
em meio ao Oásis, debaixo das Tamareiras, com a Lua a lhes cobrir de
prata, após terem dados provas de que de fato a sua química era
perfeita, que os seios dela, a pele dela em contato com a dele, eram a
verdadeira união, era como se fossem apenas um...
As carícias que trocavam, aveludadas e sentidas em cada uma de
suas células, o carinho que um tinha pelo outro, a maneira como fugiam
em busca de um novo encontro e até o fato de nem se preocuparem
com mais nada quando estavam distantes de tudo e de todos os elevava
a um plano sublime, etéreo e astral...
Como tudo que é bom dura pouco, o nobre para o qual Ale
trabalhava descobriu o romance.
O grande problema é que aquela princesa estava prometida para
o filho de outro nobre e, como os interesses dos dois Reinos correriam
risco, por mais que o nobre gostasse de Ale, dos seus conselhos e da
maneira como ele resolvia problemas aparentemente sem solução, teve
que bani-lo do Reino.
Ale então se recolheu ao Deserto... Levou apenas Sereno, seu
corcel negro e fiel companheiro, um pequeno farnel em uma sacola feita
de couro de ovelha, vinho em uma pele de cabra (que atualmente se
chama borracho, em espanhol) e água em uma pele de coelho.
Com isso, como eremita, permaneceu no deserto por um tempo
indeterminado, e ali foi aos poucos compreendendo a energia, a
decomposição dos corpos e o encontro com os seus próprios chakras,
desde o ponto mais elevado do Universo, através da força cabalística,
66
até ao seu chakra básico que ficava entre Ambas as Colunas de esferas
siderais, uma terceira coluna se integrava com o Meio... Médium... E se
integrava também desde o ponto mais alto do Universo até a Terra,
gerando o FIO TERRA, condutor e alimentador dos pontos positivos e
negativos que acionavam os hemisférios cerebrais.
Então, foi aprendendo que fazia parte do todo e o todo era o
complemento da parte…
Unindo ponto a ponto de cada esfera compreendeu que,
realmente, por um PONTO PASSAM INFINITAS RETAS… e em cada
ponto havia uma luminescência diferente da outra, pois a Água quando
recebia os Raios de Sol no Deserto emitia uma série de Raios coloridos
que incidiam sobre os grãos de areia, sobre as pedras, sobre os Oásis,
sobre o próprio Sereno… Ale então começou a observar as estrelas no
Céu, o girar do Planeta em relação a elas, a imensidão de Astros e de
Luzes que o Criador lhe colocou à disposição.
Os Reinos Minerais, Vegetais, Animais e Astrais se uniram para
que O HOMEM VIESSE HABITAR A TERRA...
Um Anjo surgiu ao lado dele e comentou:
“Tudo o que a Água faz é seguir o seu caminho sem se preocupar
com nada, pois se parar energiza e gera vida, se continuar leva cada
partícula de pó para o seu devido lugar; se decidir evaporar-se, eleva-se
aos céus e depois retorna para onde ela é mais necessária, e assim
deveria ser o SER HUMANO”.
Amar: É Água passando por Pedra,
sem a Pedra se aperceber,
que a Água de tanto passar,
transforma a Pedra em grão
e o grão assustado, intrigado,
pergunta à Água:
“Oh Água, por que ser assim?”
A Água nada responde e leva o grão para o Mar.
Amando: É grão se juntando a grão
até uma nova Pedra se formar,
para que venha a Água,
mesmo salgada do Mar,
para tudo recomeçar…”
“Quando o SER Humano compreender que de fato é ¾ de água e
apenas ¼ de sólidos, que nada mais são do que os Elementos da Terra,
irá então se aperceber que pode ir e vir para onde bem entender, sem se
preocupar se tem ou não tem isto ou aquilo, se está dentro ou fora disto
ou daquilo, se está acima ou abaixo disto ou daquilo, basta que os seres
humanos compreendam isto para que a paz volte aos seus corações, o
qual tem que pesar SEMPRE, menos do que uma pena!”
67
Ale viu o Anjo ir se decompondo e se transformando em um lindo
lago... onde Sereno foi saciar a sua sede como se nada tivesse
acontecido…
Ele tinha que guardar aqueles ensinamentos, mas não tinha como
escrever... Lembrou-se do Anjo se decompondo para servir a ele e a
Sereno... Uma composição de palavras ou uma decomposição do que foi
escrito?
Ex-Cristo... A força e a Energia Crística, Universal... Ale foi
bebendo da água que o Anjo doou e se apercebeu que não pesava, era
uma água leve, aliviou o seu coração...
Adormeceu e sonhou que era um escritor. Um escriba que iria
escrever um novo modo de se ver a vida, e de se ver a si próprio…
Humana idade... Esta era a idade que deveríamos atingir no Planeta
Terra.
Sereno permaneceu ao lado do seu amigo como um Guardião,
uma Estrela cadente riscou o espaço e caiu no Lago que o Anjo deu de
presente aos seus dois velhos amigos de infância, que viveram em
Urânia, O Planeta Horto.
O importante é nunca termos pressa para nada... Adan... O
princípio da Raça Adâmica foi assim...Vai voltar tudo ao seu lugar, afinal
o Vento não pára de trabalhar e levará cada partícula de pó para onde
lhe é reservado o lugar paradisíaco e de Luz.
No sonho de Ale as luzes eram: Violeta, Azul Escuro, Azul Claro,
Verde, Amarelo, Laranja e Vermelho… e estavam sobre a sua cabeça.
Corpo e Aura... Havia ainda a Luz Dourada que unia o Céu e a Terra, e a
Luz Prateada que ficava no Centro das duas paralelas, das Duas
Colunas. Estava tudo justo e perfeito entre ambas as colunas...
68
CAPÍTULO 20
Noves fora – Nada!
A vontade que às vezes dominava Ale Mohamed era de colocar
fogo em tudo. Assim, não ficaria preso àquele sótão, nem àquele imenso
monte de papéis, uns escritos a mão, outros datilografados, outros ainda
vindos em forma de e-mails via computador e Internet… Os filmes, os
vídeos, os DVDs, os livros antigos dele e de outros autores, os discos
em vinil, os CDs, enfim, queimaria tudo… E não iria mais nem
conservar aquele mundo de roupas que foram se acumulando em vários
armários... Doaria tudo. Até a casa ele doaria, a quinta… Só assim
sentir-se-ia mais livre, mais solto, exatamente como o PRIMEIRO
ÁTOMO VIVO. Solto, no que era O NADA...
Somos nada mais, nada menos, do que NADA... Lembrou-se até
de um tema que escrevera em O Planeta Exterminador… NADA… Que
falava de um menino que na escola não sabia nada (entre aspas), mas
um dia a sua professora apareceu na sua terra natal, Fortaleza e,
coincidentemente o reencontrou junto com o PAI, a vender os peixes
que haviam pescado. Ela comprou alguns e na hora de pagar perguntou
quanto era, o menino disse: NADA!!!
A professora voltou a perguntar: Nada?
Ao que o menino respondeu: Nado!
E lembrou-se também que até o mestre Jorge Martins, que muito
entendia de matemática e mecânica celeste, sempre falava que, quando
chegamos ao numeral máximo, qual seja, o 9, chegamos ao princípio ou
Alpha... NADA... e, de Alpha a Ómega, tudo se une... E se está unido,
por que será???
POR NADA.
Noves fora, NADA!!!
Que incrível! Chegamos ao NOVE, e, noves fora, nada!!!
Isto é matemática.
E a matemática é uma ciência exata.
A cabeça de Ale Mohamed andava em círculos, enquanto o velho
rádio transmitia o som de um conjunto tocando instrumentos de sopro,
com o título musical: SAX Saudades!!!
Se colocasse fogo em tudo, como iria matar saudades de
momentos que ele já vivera em outros tempos, com outras pessoas, ao
som de um sax ou violão, as deliciosas boemias, com Vinícius de
Morais, Chico Buarque, Toquinho... O Castelo da Lagoa, no Rio de
Janeiro, os momentos em que o piano de Luiz Carlos Vinhas inebriava a
noite enluarada da Cidade Maravilhosa… Ou mesmo no Clube da
69
Esquina, em Belo Horizonte, onde Milton Nascimento dava canja
cantando: “Eu caçador de mim!”
É verdade, no fundo, no fundo, somos todos caçadores de nós
mesmos!!!
As fotos que ele havia separado estavam sobre a antiga
escrivaninha, espalhadas e ao mesmo tempo unindo os velhos tempos
àquele momento mágico, o SAX ao fundo, em tons bem baixos,
moldando aquele dia que nascia. Para variar, Ale Mohamed continuava
um boêmio, amante da lua , amigo do sol, e, enlevado por tudo aquilo,
foi escrevendo o que lhe vinha n’alma...
Noves fora NADA!
Que grande ilusão era este mundo em que vivemos... pensou.
Penso... Estou então desequilibrado... Estou penso...
Mas, se uns dizem que o pensamento é que nos conecta com o
cosmo...
Outros citam a cabala...
Ai, meu Deus!!!
Mas que diabos, aquela madrugada o apanhara de jeito.
“Madrugada, lá no morro que beleza, ninguém chora não há
tristeza, nem existe desamor… E o sol colorido, vem vindo, tingindo,
tingindo!”
A canção, que no passado fora entoada por Vinícius de Morais,
lhe adentrou pelo cérebro até ao coração.
A conexão, mesmo com o Sax ao fundo, veio tão nítida, tão
límpida…
Viu o morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, onde várias vezes
subira para conversar com Cartola, ouvir músicas feitas pelo coração
daquele povo que veio de África e foi ficando.
Descendentes de escravos… considerados analfabetos pelas
elites, mas com uma sabedoria que vinha sabe-se lá de onde!!!
E é preciso saber de onde vem?
Tudo ia martelando seus momentos naquela madrugada em que
os NOVE FORA, NADA, o apanharam ali, de surpresa.
Seria melhor fazer uma imensa fogueira?
Queimar tudo e esquecer que havia sido aquele homem?
70
Caramba, o que vocês querem me dizer???
Perguntou como se conversasse com alguém, mas estava
falando com os seus próprios átomos, os mesmos que o
acompanhavam desde quando era apenas e tão somente um
espermatozóide, o tal espermatozóide que ganhou a corrida de milhões
de outros espermatozóides...
Conversava com eles, como se conversa com os amigos em um
encontro social ou familiar.
Eram a sua verdadeira família. E nada importava a fama da Ilha
onde se encontrava. Agora o que precisava era desvendar, afinal… o
que era mesmo que precisava desvendar???
Perdera-se em si mesmo, de tão grandioso era o que havia
descoberto. E não mais tinha a célere resposta, como antigamente. Os
anos pesavam. Será que pesavam mesmo ou será que ele estava
simplesmente divagando e deixando fluir tudo o que, ao fim e ao cabo,
era ele mesmo em conexão com o universo... E, claro, uma viagem
destas leva seu tempo de interpretação e de inter...preta...ação...
Em ter preta ação!!!
Gente do céu!!!
Quem antes de tudo interpretava os sonhos, as vidências e tudo o
mais eram os homens azuis do deserto, eram os chamados negros do
continente Africano. Sem dúvidas eles foram os primeiros a interpretar
os mistérios... MISTER...IO… SENHOR...EU...
Senhor de quê???
Eu???
Sou NADA, sou então senhor de nada... Esta é muito boa...
Lembrou-se de Brasília a sua babá... que tinha este nome muito
antes de nascer a capital federativa do Brasil. Africana, sabia das coisas.
Ah se sabia...
Afffffff!!!
Que crime imenso a humanidade praticara, e ainda acobertados
pela chamada IGREJA...
Gente do céu, pensou Ale Mohamed… Ele mesmo era
descendente do povo do Deserto…Origem Mourisca, Judaica, Árabe…
negros, claro que eram também considerados negros… OLHOS
NEGROS... cintilantes...
Mas o que tinha tudo isto a ver com “noves fora, nada”?
Será que isto interessava?
A divisão das raças... Curioso é que tinham as cores básicas que
se usavam nas gráficas...
Preto, Branco, Vermelho, Azuis… Zulus...LUZITANA… LUZ...
AZUL...
O MUNDO GIRA E A LUZITANA RODA, lembrou-se ele, dos
carregadores de piano que lá na Praça da Liberdade tinham a empresa
que de vez em quando passava com aqueles grandes caminhões,
levando MUDANÇAS. Ah...!!!
71
Quantas e quantas vezes eles mudaram, e tiveram que chamar a
Lusitana para carregarem o piano de cauda...
Até que um dia, tudo isso acabou. Ele fora para o mundo e
apenas carregava o que ele era...
Cansou de ir e vir de um lado para o outro com as mudanças que
a família fazia, sem chegar a lado algum... Novamente família, fama da
ilha. Com 12 anos seguiu seu rumo, e nunca mais voltou.
Às vezes ia visitar a Mãe, em plena Liberdade, São Paulo, onde a
Lusitana continuava a carregar pianos.
O mundo gira, a Lusitana roda...
Quem inventou a roda foram os Lusitanos, pensava...
Quanta confusão naquela madrugada. O sax tocava uma música
muito suave, com um piano agora ao fundo... Summer of 42...
Deixou-se levar pela música de fundo, respirou mais fundo do que
costumeiramente respirava.
A imagem de Maria Gabriela surgira à sua frente, a veterinária
que o conhecera lá pelas bandas do Pantanal Mato-grossense, e que o
ajudara a compreender que era realmente um escritor. Ela o deixara à
vontade para apenas escrever, fora a primeira pessoa em sua vida que
o deixara SER O QUE REALMENTE ERA...
Escritor... eu?
Ihhhhhhhhhhhhhhhhh, aquela madrugada realmente estava muito
complicada... Lá no fundo do sótão a imagem dela sorria.
Uma lágrima correu sobre sua face envelhecida... A imagem
desapareceu...
Ele recolheu a lágrima com os lábios, tinha que continuar
escrevendo O AVATAR, e ficava ali a perder tempo com divagações
sem lógica nenhuma.
Ah... a lógica, que fazia parte da filosofia, era justamente o que se
deduzia de todos os diálogos. Então, quer dizer que sem diálogo nunca
chegariam à lógica!
Exatamente!!! Ouviu seus átomos lhe responderem.
Silenciou seus pensamentos... Acalmou-se, relaxou, deixou-se ali,
sem pensar, apenas ouvindo o sax... YESTERDAY...
Afinal, por que estudara tanto, por que viajara tanto, por que
conhecera tanta gente, contribuíra até com o Rotary Clube, Universidade
da Paz, entre outros clubes de serviço e instituições beneméritas, mas
para quê???
Se afinal sua vida mais completa se resumia a um sótão atulhado
de papéis onde ele SENTIA que conseguia se comunicar com todo o
universo... Em outros locais, ele até gostava de estar. Andar na praia de
Canoa Quebrada, por exemplo, na Picinguaba, Pantanal, Chapada dos
Guimarães, Peru, Amazônia, Ilha da Madeira, Versailles, Londres, Vale
do Kiriri... No entanto, ali e apenas ali, ele sentia a conexão cósmica.
Fora dali, NOVES FORA, NADA!
Somos a cópia do Universo...
Mais uma vez lhe responderam os seus Átomos.
72
CAPÍTULO 21
Preto no Branco
Amanheceu o dia e ao que parece o sono tomou conta do nosso
amigo escritor. Maria Gabriela, sua companheira de todo o sempre,
Madeirense, que o havia conhecido em pleno Pantanal, já havia
a...cor...dado.
Cantarolava, significando isso que até o café da manhã
já tinha tomado, porque não gostava de cantar em jejum.
Costumava dizer que a sua avó materna, Mathilde Hilária Pita, lhe
dizia que não era bom cantarmos em jejum... Isso significava que o dia já
ia alto, e Ale Mohamed por algum motivo permanecera no mundo dos
sonhos...
Foi isso mesmo o que aconteceu. O sexagenário pesquisador
naquele dia ficara envolvido com os seus sonhos mais profundos onde,
começou a se lembrar, a figura que lhe haviam enviado da Starchild -
uma instituição da África do Sul interessada nos estudo das Crianças
Indigo e Cristal - entrou pelo seu imaginário e ali foi sendo interpretada,
devagarinho, até a completa interação entre a figura artística e o espírito
do escritor que era o próprio Ale... O mesmo Ale que tinha sua amiga Ila,
do planeta Urânia, a lhe explicar a respeito de como tinham por missão o
alinhamento de várias galáxias e que então voltar para a Terra era algo
que não estava ainda na hora. Afinal, muitas tarefas tinham pela frente.
Esta afirmação de Ila, também durante o sono (ou sonho) de Ale,
deixava-o meio sem rumo quando voltava ao plano Terra encarnando o
escritor e pesquisador.
Assim, o universo conspirou para que ele mesmo a...cor...dando...
conseguisse ver com olhos terrenos o que se passava no cosmo e na
energia cósmica dos seus próprios sonhos.
A imagem da figura que seu amigo José enviara o deixava
embevecido, repleto de uma luz interna indescritível.
Uma sensação que lhe permitia tirar várias conclusões... E cada
qual a mais interativa em relação ao que ele mesmo imaginava em
termos do Todo Cósmico e Universal, onde os átomos iam assumindo
formas visíveis e invisíveis, que dificilmente na Terra alguém conseguiria
representar e, se conseguissem, seria porque estavam conectados ao
Primeiro Átomo Vivo que construíra todo o Universo. Quanto a isto Ale
não tinha dúvida nenhuma.
Saiu da cama e fez sua higiene pessoal, os anos já dando
mostras de que a vida se lhe passara muito rapidamente, mas em nada
se comparava à maioria dos que tinham sessenta ou mais anos. Apesar
da idade, ele ainda sentia-se bem jovem interiormente e, claro, tudo era
prova da ressonância espiritual e a total integração que conseguia
73
manter com seus átomos primeiros, depois com os átomos
imediatamente a seguir, o seu corpo físico, e daí por diante.
Agora, imaginem que maravilha é vocês tomarem consciência
disto: seus átomos, sua existência e a existência do Universo, tudo
integrado sem nenhuma separatividade. Realmente era algo imenso e
profundo, que Ale foi aos poucos descobrindo. Na essência, e não
apenas na teoria, pois se desde 1979 ele já havia comprovado tudo isto,
ou seja, se desde o século anterior ele já se apercebera de tudo isto
estava mais do que claro e evidente que não era apenas teoria. Muito
pelo contrário, pois até à pseudoloucura chegou, chocando seus
próprios familiares.
Ele extrapolara o conceito social, colocando em risco a imagem
que as pessoas poderiam ter da própria família, permitindo que os
preconceitos e tudo o mais alijasse deles próprios a maravilha que é
vivermos integrados universalmente e não apenas terrena e
humanamente.
Ale não via a hora de subir ao sótão e rever a imagem que José
lhe havia enviado pelo correio. Ao sair dos seus aposentos, seguiu pelo
imenso corredor daquele casarão, adentrou a cozinha, onde o fogão a
lenha já crepitava há horas, e dava através das chamas um ar de
purificação e aconchego, a mesa toda posta, preparada com todo
esmero por Maria Gabriela, o rádio tocando músicas suaves.
Um toque DIVINAL NO AR. Dentro e fora de Ale tudo estava tão
bonito e luminescente que ele se sentia levitar... Nem se apercebera que
estava sem os chinelos, descabelado, com água ainda a escorrer por
sua testa.
Sua amada havia saído para o imenso Jardim que se unia ao
bosque de pinheiros.
Ela brincava com Coringa, Xandy, Harry, a gata Menina e o gato
Zé. Cães e gatos, todos juntos a brincar, só mesmo ali... Tudo harmonia
atômica, inserida na verdadeira simbiose cósmica que é permitida aos
seres que tiveram suas energias volatilizadas de forma natural e sem
barreiras entre os vários corpos que formam os filhos do universo…
Que grande verdade, pensou Ale.
Quantas máscaras usam os seres humanos através da
indumentária, da estética, da posse, do consumo, e tudo o mais, não se
permitindo ir desanuviando tudo isto em forma Global, Solar, Cósmica e
Universal...
Pela vidraça ele a via, brincando, e lembrou-se aos poucos de
como foi o seu encontro em pleno Pantanal. Seu reencontro desde a
última morada, URÂNIA, um olhar, um sorriso e a confirmação de que
nova...mente… iriam singrar caminhos eternos... ...e…ternos.
Da parte dela, mais ainda, pois ela era toda ternura.
74
Ele, na ocasião vinha da Amazônia e havia tido no passado
revezes pessoais, sociais e terrenos que o testaram de tantas e tantas
formas que realmente não tinham nada a ver com aquele sexagenário
que pela vidraça sentia as brumas de Avalon se decomporem para dar
lugar a um quadro maravilhoso de harmonia e serenidade eterna. Só
testemunhar isto já era um imenso tesouro, e se calhar, era apenas isto
que ele gostaria de passar aos seus amigos do planeta Terra.
O crepitar das chamas na lenha de Acácia tirou-o daquele transe.
Através do vapor de ar quente que se diluía na vidraça, a imagem
de Maria Gabriela a brincar com seus amiguinhos terrenos, o bosque de
pinheiros e as montanhas circundantes encobertas foram surgindo
gradativamente entre as brumas, e o LAR, algo que só mesmo a
ETERNIDADE poderia mostrar à maioria dos seres humanos... Afinal o
Universo é o nosso LAR e, transferir isto paulatinamente desde sempre,
até ao Aqui e Agora, era tão fácil, tão simples, tão natural...
Apanhou uma xícara das grandes sobre a mesa, colocou café,
leite puro tirado na hora, ou seja, ao amanhecer, pão frito na manteiga
feita ali mesmo em Santo António da Serra, e mel para adoçar, pois o
diabetes tinha que ser controlado.
Apanhou tudo e subiu ao sótão para admirar a figura que em
sonho havia sido por ele interpretada. E por ela, o interpretado fora ele.
Em ter preta ação... Preto no branco, clarificação, trevas e luz...
“...não te atrevas a começar tudo de novo!”
Ouviu a voz de Pai José de Aruanda, a lhe falar aos ouvidos...
Uma entidade Africana, que lhe lembrou que José também estava
na África do Sul, onde Nelson Mandela era o Presidente e conseguiu,
mesmo sob uma pena de prisão perpétua, libertar seus conterrâneos da
submissão imposta pelos ingleses... A Starchild ficava lá, na África do
Sul...
No Rádio, Beth Carvalho cantava “Meu Homem!”, uma
homenagem a Nelson Mandela.
Ale nem se apercebia desta sincronia cósmica e terrena. Até a
música na rádio falava do que ele estava pensando... ou, se calhar, nem
pensava, apenas seriam insights... luzes que iam e vinham, em conexão
com sua glândula pineal, hipotálamo, hipocampo.
MATRIX… unidos ao seu coração Brasileiro, com tantas misturas
sanguíneas que realmente tinha que ter uma raça apurada, como dizia a
veterinária, e grande amor da sua vida.
Abriu o envelope em que estava a carta que José lhe enviara da
África do Sul, foi tirando novamente a figura desenhada e aos poucos
voltou para o sonho, ou seja, permaneceu conectado como sempre
estivera em estágio Alpha, Betha, ...Ómega.
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Prometeu a si mesmo que aquela figura estaria no livro O
AVATAR, pois traduzia uma série de mensagens que ele mesmo já
recebera e já escrevera, até citara em palestras, programas de rádio,
televisão... No entanto, nem todos conseguiam compreender a
magnitude dos estágios Atômicos.
Infelizmente, o mundo estava fadado a uma seqüência de fatos
em nada abonatórios no que dizia respeito aos governantes, às
instituições religiosas, à política, ao mercado internacional, ao meio
ambiente, educação, saúde e tudo o mais.
Todavia, ele era apenas e tão somente um escritor... um simples
escritor. Tudo o mais que a vida lhe propiciara antes fora, justamente,
para um dia conseguir transferir para o papel à sua maneira, o que
sentia que poderia ser aprimorado, até porque ele mesmo muito tinha
ainda a compreender.
Deixou-se levar e se enlevar pela figura que pairava sobre asas
douradas, tendo um Globo de Cristal cintilante acima, golfinhos que
desciam em direção à Terra, um fundo azul celestial. Um dos golfinhos,
com asas prateadas, um lusco fusco entre o violeta e tantas outras cores
maravilhosas, e uma concha, que acolhia o planeta Terra e tudo o mais
que estivesse acima ou abaixo da sua abóbada, como a demonstrar
imensos universos se encontrando na simbiose atômica de cada
seqüência vital.
Ale deixou-se levar, e comprometeu-se que no livro O AVATAR
não faria grandes relatos sobre a figura, pois cada qual a interpretaria a
sua própria maneira…
Seria melhor assim... Pensava.
O Vento veio despertá-lo, fazendo com que a porta entre o sótão
e a varanda balançasse e trouxesse um reflexo de luz solar para dentro
do sótão.
Olhou a sua volta, parecia-lhe ver a figura volatilizada ali dentro...
Voando, trazendo benesses que alegravam mais ainda o seu viver.
“Ah!!! Se eu pudesse passar isto aos humanos e a todo o planeta
Terra!”
De dentro da figura surgiu uma outra figura, agora com forma
humana, que estava justamente dentro do Globo de Cristal, circundado
por várias estrelas. Era como um sol prateado... Ou seria uma lua???
Não interessava a forma, mas sim o que ela tinha a dizer. NADA... Não
disse nada, apenas sorriu, com seus olhos amendoados, lembrando o
povo de LEMÚRIA... O coração de Ale bateu muito mais forte...
Epicentro de Atlântida, golfinhos... ali pertinho...
Preservação Ambiental... Tudo vinha em enxurrada na sua
cabeça já desgastada pelo tempo que vivera... Parecia que ia explodir de
tanta informação. Em segundos o Universo parecia estar ali, dentro do
76
sótão e ainda tinha gente que o queria andando pelo mundo. Mas para
quê???
PARA NADA!!!
Nada pára!
Pará, Belém do Pará... içaaaa...
O VERBO ESTAVA E É DEUS!!!!
UM HOMEM SE DEU, NO PLURAL, DEUS!
A figura sorria... Acima dela, havia uma outra, fé...me...nina...
Fé....me...nino...
eita nóissss!!!
Ale brincava com as palavras ou as palavras é que brincavam
com ele?
De repente o sótão ficou tão iluminado, mas tão iluminado que
teve a impressão de estar acima das nuvens, justamente com a figura
que voava com asas douradas sobre todo o Arquipélago, depois sobre o
planeta Terra... enfim, integrado ao universo e a tudo que ele lhe
presenteava constantemente.
Como poderia deixar de comunicar isto tudo ao povo do
mundo???
Egoísta, seria Egoísta... Seu Eu superior nunca lhe permitiria isso.
Mesmo que os Editores não aceitassem os seus escritos, porque
a maioria estava comprometida com as entidades castradoras de todo o
sistema terreno, ele teria que passar a mensagem, afinal O AVATAR era
O CAMINHO...
Ale, Ale…………………………..
Era Maria Gabriela chamando-o da cozinha. Sua voz angelical o
trouxe devagarinho para a escrivaninha... Aos poucos as imagens foram
desaparecendo, mas ele sentiu um toque no ombro de alguém muito
amigo, alguém muito conhecido dele... Foi no ombro direito. Era seu
amigo Rui Relvas, que costumava chamá-lo de Ermitão. Uma lágrima
veio rolando em suas faces...
O grande amigo de África, Presidente da Casa da Luz! Vivera na
Ilha da Madeira, adorava o Brasil… Tocara-lhe o ombro direito e se
despediu, junto com todas as outras figuras que estavam ajudando Ale a
a...cor...dar... ao dia...
Porque hoje é Sábado!!! Disse ele, ao chegar à cozinha, onde
Maria Gabriela o recebeu com um grande e carinhoso abraço.
Ele chorava... E, ela o aconchegou ao seu peito como a uma
criança que nunca tivera um LAR.
Ali, naquele cantinho do céu, ele conseguira compreender afinal a
grandeza de um LAR...
Chorou convulsivamente, e ela o deixou desabafar. Sabia que nos
momentos em que ele se inspirava, voltar para a Terra era terrível... E
assim o compreendia… pois ela também viera de Urânia, O Planeta
Horto, para o encontrar novamente...
As cinco Águias sobrevoavam o Sítio da Relva - Assomadinha -
Santo António da Serra, Ilha da Madeira, Portugal, 11: 33hs...
77
CAPÍTULO 22
“Eu quero um homem de cor!”
Naquele dia Ale Mohamed estava ouvindo Elis Regina, a
Pimentinha, cantando Black is beautiful, em que falava do quanto
desejava um Homem de Cor para embelezar todo o seu SER.
Era um CD que lhe fora entregue pelo seu grande amigo Wilson
Mancini, quando de sua visita a Fortaleza. Ale estava vindo do Piauí,
onde fora mais uma vez para documentar as novas descobertas nos
sítios arqueológicos daquele estado do Brasil.
Desta feita, haviam descoberto várias pirâmides que estavam
intrigando os pesquisadores, mas, para ele tudo estava conforme intuía
há muitos e muitos anos a respeito das antigas civilizações esquecidas.
Documentava tudo com recursos que dispunha para que um dia pudesse
deixar registrado um documento comprovando a existência de Atlântida,
que afinal era, no fundo, no fundo, bem lá no fundo, o maior motivo de
suas buscas. Através da revelação deste mistério a humanidade
compreenderia quantos e quantos povos vieram antes e depois desta ou
daquela civilização, fosse uma civilização do século XX, XXI ou muito
antes até de haverem séculos, ou seja, quando o tempo ainda nem
existia... É verdade, havia um período em que nem se imaginava tanta
coisa, quanto mais o tempo, no entanto aqueles povos, sem dúvida,
marcaram sua presença na Terra com imensa sabedoria.
Esse grande enigma é que fizera com que Ale Mohamed
perambulasse por todo o planeta buscando respostas a perguntas muito
íntimas, e que estavam registradas em suas células ancestrais, através
de seus átomos eternos e de sua genética mais que eterna, genética
esta que tinha em si mesmo tantas civilizações, povos e raças que, sem
sombra de dúvida, cobrava dele uma atitude. Por isto, e tão somente por
isto, não conseguia deixar de ir e vir aonde fosse solicitado para
desvendar os chamados mistérios, que de mistérios nada tinham,
apenas assim eram chamados, pois quem detinha o poder nunca iria
facilitar a clarificação dos mesmos. Se todos os povos do mundo se
conscientizassem que ao fim e ao cabo tiveram uma mesma origem
cósmica, talvez a PAZ reinasse mais rapidamente em todo o planeta
Terra.
O mais curioso é que os povos que aparentemente tinham menor
índice de misturas genéticas causavam maior dano ao Planeta, pois
eram preconceituosos, petulantes, inquisidores, ditatoriais. Com tudo isto
eram pseudos poderosos cavando a sua própria sepultura, porque, sem
dúvida as raças dominantes sempre foram as que resistiam mais aos
efeitos solares, e nelas se incluíam os Africanos.
Elis continuava a cantar: Eu quero um homem de cor...
78
Lembrou-se de Elis Regina com ele no Bixiga, São Paulo, na
mesma época em que conheceu Raul Seixas que na oportunidade fora
marginalizado, como tantos outros, mas já cantava : “Eu nasci, há
10.000 anos atrás!”
“O espírito jovem, sempre foi livre. Há jovens aventureiros,
românticos e adultos. VIDA, seqüência de fatos dos jovens de
ontem...
(Ermitão da Picinguaba)”.
O jovem comunicador que fora tinha dentro de si uma força que
não o permitia parar de buscar respostas a situações que outros se
acomodaram Agora com seus sessenta anos, ele cada dia mais
compreendia o porquê de sua missão nas comunicações, nas pesquisas,
na escrita, na forma que encontrara de mostrar primeiro a si mesmo e
depois a quem se interessasse, o quanto realmente somos NADA
PERANTE O UNIVERSO.
Então tinha cabimento, depois de trinta e tantos anos, Elis Regina,
estar ali cantando, através da gravação de um CD digital, entrando em
seu coração romântico e aventureiro, tão aventureiro que já conseguira
nadar nu, em pleno mar de Paraty, para ir de ilha em ilha até Picinguaba,
sem se preocupar com o peso do calção, chegando assim às suas
descobertas sublimes e, para muitos, inexplicáveis.
Tinha cabimento sim, mas o que mais tinha cabimento era que o
UNIVERSO TAMBÉM GRAVAVA, e como gravava tudo o que se
passava em todos os micro pontos de todos os universos, havia quem
pensasse que apenas a tecnologia é que podia fazer isto. Ledo engano,
pensou Ale Mohamed, imaginando porque o jovem moço de antanho,
chamado Jesus, dizia:
“É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do
que um rico entrar no reino dos céus!”
Foi só ele escrever isto em sua antiga escrivaninha, para Elis
Regina começa a cantar OS ARGONAUTAS….
“Navegar é preciso, viver não é preciso!”
A voz suave e melodiosa da “pimentinha” o elevava a planos
muito superiores a tudo o mais que poderia haver neste mundo terreno,
e, só isto ,já era a sua paga….Só isto é que alimentava a sua Alma de
Ermitão, de um ser que conseguira, com uma simples expiração, se
reencontrar com seus caminhos eternos, para então desvendar por qual
motivo o povo do mundo tinha que esperar O AVATAR.
Será que todos os povos tinham o mesmo motivo?
Esta pergunta martelava em sua cabeça, tal qual o malho do
ferreiro que fazia a ferro e fogo as ferraduras que ajudavam Sereno e
Neblina a cavalgarem sem destruir seus cascos…
Por qual motivo os povos do mundo precisavam de um
SALVADOR, DE UM PROFETA, DE UM AVATAR?
79
Ora, se Ele, Aquele que vinha em nome de um DEUS, ou de uma
Entidade Superior, deixava sempre suas mensagens para os povos a
quem aparecia, como era possível haver tanta discórdia ainda no
mundo???
“Quantos brancos horríveis eu vi!” cantou Elis Regina...
Será que alguém se lembrava como ela morreu?
Ele se lembrava e, nem tinha dúvidas, Elis Regina, fora
assassinada!!!!
Mas permanecia cantando eternamente, com ou sem CD, a
mensagem dela passou...
Seria ela um Avatar? Por que não?
As lágrimas tomaram conta do seu rosto vincado pelas rugas, um
grito explodiu dentro do sótão:
POVO DE MERDA!!!!
Ele era assim, entre deuses e demônios, ele era o que ERA, e em
todas as ERAS, sem dúvidas ele sempre gritara a quem o quisesse
ouvir: EU SOU O QUE SOU!!!
Nem tentassem mudá-lo porque a sua revolta seria maligna... Ele
não alinhava com aquela história de sermos bonzinhos, darmos a mão à
palmatória, permitirmo-nos ser vassalos de um vagabundo qualquer,
com todo respeito aos vagabundos verdadeiros, porque estes pelo
menos compreenderam que era melhor serem andarilhos do que
escravos de gente inescrupulosa.
MOISÉS, sim, MOISÉS, foi um grande Avatar…
Como uma grande nave, uma imensa luz adentrou o sótão…
SÓ..TAO, e Ale Mohamed, que tinha o rosto todo coberto por suas
lágrimas salgadas, tal e qual o sabor mar, imediatamente se alegrou,
como se recebesse a visita de eternos amigos, vindos de outras plagas,
de outros planetas, de outros orbes… Os mesmos que passaram a
Moisés a maneira mais simplificada de resolver os problemas do seu
mundo no Egito. Eram dez itens, dez mandamentos, e nada mais.
UM HOMEM SE DEU, NO PLURAL DEUS!!!
Eram os Deuses Astronautas?
Título de um livro de Erich Von Däniken...
Tudo Átomo! Exclamou Ale Mohamed…enquanto em seu sótão
se instalavam seres vindos do NADA, para ajudá-lo a desvendar o
inverso de NADA-ADAN, a raça Adâmica…
Criada e não consubistanciada, a IMAGEM E SEMELHANÇA DE
DEUS…
Que grande patuscada... que grande aldrabice... que mentira mais
inverossímil...
Então, por qual motivo os regentes deste mundo todo não
desvendavam isto lá na ONU?
Que ao inverso dá UNO???
Qual era o esquema deles afinal?
Se o bezerro de ouro não tinha que ser adorado pelos que deram
a volta aos Egípcios, graças às orientações que Moisés recebera lá no
alto, do mais alto dos céus???
Quer dizer, mesmo com tudo isso, os Egípcios ficaram com a
fama, e o POVO DE MOISÉS, que sabia como construir as Pirâmides,
ficou ali, escravizado por séculos e séculos.
80
Esse mesmo Povo que, após se libertar, atravessou até mesmo o
MAR VERMELHO para se colocar a salvo, tornando-se então o POVO
DE DEUS...YOU DEUS... JUDEUS... Essênios, isso sim, eram essênios
e ficaram sem terras, errantes, peregrinos eternos... e ternos...
peregrinos...
És em si a incógnita N, de Ios... ou Ions??? Essênios...
Gente do céu!!!
“Voltamos aos átomos!”
Falou uma das entidades que se deitara na rede trazida do
nordeste, colocada no Sótão de Ale Mohamed…
Apoiando a cabeça entre seus dois polegares, justamente no
ponto em que se situa a Terceira Visão, o escritor deixou-se ficar sem
nada pensar, sem nada dizer. IONIZAÇÃO…
Curiosamente, Elis Regina cantava:
“Alô, Alô, Marciano, aqui quem fala é da Terra, para variar
estamos em guerra!”
...silêncio...
Sua nuca ia explodir, sentia isso. Respirou, fez uma expiração,
pediu licença aos seus amigos de outros orbes, de outras dimensões,
sentou-se na postura da Flor de Lótus, fez uma expiração... apenas uma
expiração… absolutamente NADA.
Bem lá ao fundo do sótão, a música baixinha na voz de Elis
Regina…
“Eu sou aquele amante à moda antiga…”
Só mesmo um romântico poderia desvendar tudo isto sem se
deixar abater…
Alpha… Beta…Ômega…
O Sótão ficou tão vazio como o céu ao amanhecer que tem
apenas a luz do Sol.
NADA, ABSOLUTAMENTE NADA.
81
CAPÍTULO 23
Pureza e Inocência.
“Ninguém tem o direito de tirar a nossa inocência ou pureza!”
A frase ecoara por todo o Vale onde ficava a Aldeia dos Salgados,
Uma aldeia muito antiga, onde viviam apenas dez famílias. Era um local
sagrado na opinião do escritor e pesquisador, um local que deveria ser
tombado pelo Património Histórico Mundial e ninguém mais deveria
sequer imaginar em mudá-lo com o tal desenvolvimento.
Ale se lembrou de tanta coisa bonita que já vira por ali,
caminhando pelos poios, semelhantes aos que existiam em Matchu
Pitchu, no Peru, vivenciando a maravilha do encontro daquele imenso
vale com o mar, lá embaixo, ou observando uma rocha que tinha a forma
de um rosto que lhe era muito familiar, mas que lhe deixava imensas
dúvidas ao mesmo tempo, pois era a forma como retratavam Jesus.
Tempos atrás, havia pedido a um dos companheiros de equipe
que estavam documentando todo o Vale, que filmasse aquela rocha, até
porque ela surgiu ali, à sua frente. Tão logo acabara de tomar água de
uma fonte, ao virar-se para olhar o resto do caminho que teriam a
percorrer, de repente viu a IMAGEM NA ROCHA... Lembrou-se até da
frase "Pedro, tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja!".
Ale ficou encantado com a imagem, e, mais ainda, ao ver que o
cinegrafista que o acompanhava filmou com o maior carinho aquela
imagem, dizendo inclusive que um arco-íris estava se formando sobre a
rocha no exato momento em que a filmava...
Lembrou-se também de Lúcia, uma moça muito simples, que
colhia feijão e batatas em um dos poios, tendo ao lado seu filho de uns 3
anos de idade, com uns olhos azuis lindíssimos. Depois, ao voltarem da
peregrinação que fizeram em todo o Vale e Aldeia dos Salgados, Lúcia
os convidou a entrarem em sua humilde casa, feita com
pedras de nome salgado, e lhes ofereceu uma sopa
feita com couve, feijão branco, batatas... e pão caseiro.
Tudo isto deixava Ale muito emocionado, pois como era possível
gente tão humilde se preocupar com eles... A chuva os havia apanhado
em meio a peregrinação das filmagens. Lúcia, na maior das inocências e
pureza, abriu seu coração, sua casa coberta com antigas telhas feitas de
barro, paredes ainda emboloradas pelo tempo que havia passado desde
o nascimento da Aldeia, e, nem sequer teve qualquer interesse, apenas
queria os acolher e lhes dar o pouco que tinha em sua casa.
Eram cenas como esta que não deixavam Ale sossegar no que
diz respeit ao que acontecera ao mundo, principalmente o mundo dito
civilizado.
82
Que civilizado que nada!!! Egoísta isto sim.
Tão egoísta que os tais senhores do pseudo poder detinham em
si uma arrogância e uma maneira de ser e estar, dando cabo da
inocência e da pureza de tudo que estivesse a sua volta.
Ale lembrou-se que lá ao fundo do Vale encontrara uma igreja
abandonada. Disseram a ele que foi a primeira igreja da Camacha, ou
seja, da Freguesia ou Bairro onde ficava o Vale.
Mas afinal, porque um local tão belo havia ficado abandonado,
para onde foram as outras famílias? Imigraram, foi a resposta que lhe
deram.
Mas por que tiveram que imigrar? O que os afugentou da Ilha
onde viviam?
Respostas muito difíceis de serem respondidas ali, mas, com o
passar do tempo, Ale foi compreendendo que aquelas famílias eram as
famílias mais antigas da própria Camacha, um dos bairros mais
tradicionais da Ilha.
Curiosamente a NOVA IGREJA DA CAMACHA era um luxo só…
Então tinha cabimento a primeira ter ficado abandonada?
Lembrou-se de São Francisco de Assis a recuperar ermidas e
capelas, abandonando todo o luxo da sua família, para descobrir que a
Ecologia, a Natureza, a Vida ao ar livre, e tudo o mais, eram os maiores
companheiros da sua Fé..."Irmão Sol, Irmã Lua..."
As memórias daqueles tempos vinham ter aos seus hemisférios
cerebrais enquanto percorria a Levada dos Caniceiros, um canal de
irrigação que unia Gaula, Camacha e Caniço, três bairros ou freguesias
que ficavam entre o sudoeste, bem a beira mar, e as serras eternas que
iam até o Pico Ruivo, que tinha 1.860 metros de altitude e ficava entre o
Sul e o Norte da Ilha.
A caminhada lhe trouxera uma questão seríssima a ser
respondida, pois que a inocência e a pureza, sem dúvidas, cada dia mais
estavam sendo corrompidas muito cedo na maioria dos seres humanos.
Buscar uma resposta ali, andando pela levada, seria realmente
um grande desafio para o peregrino das estrelas, que não se acanhava
quando se tratava de descobrir alguns porquês, sem lógica alguma e
que prejudicavam imenso o percurso eterno e pacífico do chamado ser
humano.
Logo lhe vinha a imagem de Coringa e o Gato Zé, brincando
justamente à hora de comerem... O Gato Zé se atravessava à frente de
Coringa serpenteando entre ele e o prato, impedindo assim que ele
tivesse acesso à comida; e a brincadeira, ao fim e ao cabo servia para
83
ambos demonstrarem o quanto tinham de carinho um pelo outro, até que
Coringa deixava o Gato Zé se deliciar com as guloseimas que Ale havia
colocado no prato, devagarzinho ia se aproximando, até que conseguia
mostrar ao Zé que poderiam juntos saborear a refeição sem nenhum
problema ou distração...
Às vezes ele ficava pensando se em outros locais haveriam cães
e gatos se dando tão bem, isto sem falar nas cinco Águias que de vez
em quando apareciam por ali e se faziam de casa, indo sempre de galho
em galho dos pinheiros até ganharem a coragem de se arremeterem em
um vôo rápido até o imenso jardim que se confundia com o bosque de
pinheiros, e depois de aterrarem, uma ou mais ficavam ali, como se
realmente se sentissem em casa. E olha que tinha Coringa, o Gato Zé,
Xandy, um Pastor Alemão que adorava brincar com Coringa e com todos
da casa... Para as águias e para todos que por ali passavam, realmente
havia algo diferente ali... O que seria?
As crianças traziam uma pureza e uma inocência que aos poucos
iam se perdendo em sua vivência. Além das crianças, havia muitas
pessoas que demoravam a aceitar este mundo descabido e viviam em
plena inocência e pureza, mesmo correndo grandes riscos de serem
taxadas de desenquadradas, ingênuas, sem noção de realidade,
abstraídas da vida, enfim, uma série de etiquetas que o mundo
costumava dar a quem conservava o que a maioria havia perdido.
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Era muito, mas muito curioso isto... Como era possível alguém,
que nem era inocente nem puro, julgar outros que ERAM ASSIM,
NASCERAM ASSIM E MORRERIAM ASSIM?
Será possível que o mundo fora criado e desenvolvido pelas
sociedades, anulando justamente os fatores primordiais para que todos
vivêssemos em paz, harmonia, tranqüilidade e, principalmente, em
verdadeiro estágio de pureza d'Alma???
Ale parecia querer provar o improvável de um lado e o óbvio do
outro.
Como foi que tudo isto aconteceu?
Como foi que tudo isto começou?
A levada seguia seu rumo, cumprindo a sua missão de levar água
do norte ao sul da ilha. Eram mais de 2.000 quilômetros de levadas
construídas a mão, que lembravam os canais de irrigação de Atlântida.
Coms passos firmes, seguia em direção ao ponto em que a levada se
bifurcava com um túnel que dava acesso a uma encosta toda florida na
primavera. Seguindo por ali, o nosso peregrino foi admirando cada uma
das flores, sentindo seu aroma, percebendo as gotículas de água das
fontes naturais que nasciam entre as rochas, cintilando ao lusco fusco do
sol que já ia se escondendo por entre a variedade de árvores
centenárias que ali eram em grande quantidade. Subia pelas pedras do
caminho, tomando cuidado para não escorregar; de vez em quando
passava um turista ou um habitante dali mesmo, seguindo também seu
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caminho, cada qual com a sua história, uns de férias outros chegando ou
partindo. Um caminho estreito, por onde só podia passar uma pessoa
de cada vez…
Era difícil subir, forçava os músculos da perna. Então ele resolveu
descansar em um local, onde se apercebeu havia um antigo tanque de
lavar roupas, feito de pedra e ao rés do chão. A água vinha de uma gruta
ali existente, onde ele aproveitou para refrescar a cabeça, tirando seu
chapéu envelhecido e molhando os cabelos grisalhos, outrora negros
como a noite da lua nova...
A pureza da Lua, do Sol, das Estrelas, da água, das matas, do
próprio mar, de todo universo, era um imenso tesouro que tínhamos a
nossa disposição... Quantos e quantos exemplos tínhamos para mostrar
ao mundo o quanto vale a pena preservar esses valores eternos.
Uma folha se desprendera de uma das árvores e vinha levemente
se quedando em direção à corrente de água que serviu no passado às
mulheres que ali iam lavar suas roupas, sem nenhuma delas se
preocupar qual estaria mais pura ou mais suja do que a outra. O
importante era o convívio que ali tinham, onde se permitiam conhecer
melhor a própria vida e a maneira que a vida lhes dera para que
pudessem, além de lavar roupas, verem o tempo passar deixando que a
sujeira e tudo o mais fosse levado pelas águas que se uniam ao seu
labor, como se tudo fizesse parte de uma integração tão natural como a
folha que agora caía, sem se preocupar onde cairia, mas com a certeza
de que fizera a sua parte enquanto estivera junto à árvore…
A ÁGUA PURA levava toda a sujeira por entre as pedras que até
lisas ficaram de tanto que as lavadeiras ali descarregavam a sua
negatividade, sem nem se aperceberem que aquele exercício era uma
catarse tão natural e tão integrada à natureza que realmente lhes
deixava muito mais aliviadas. Curiosamente, havia quem delas tivesse
pena. Nem sabiam do quanto aquele exercício era muito melhor do que
a prática de aeróbica em uma academia.
Era interessante notar como o tempo havia evoluído para um
consumismo realmente sem nexo... Primeiro comiam tudo sintético,
depois pagavam para tirar todas aquelas toxinas do organismo, e, se
parassem, iriam ficando cada vez mais intoxicados, porque o organismo
se habituara a se exercitar fora da NATUREZA, em recintos com ar
condicionado. Tudo errado... realmente, o mundo cada vez ia ficando
mais e mais errado.
Errante era o ser que buscava uma resposta e não a encontrava,
mas aos poucos a própria natureza ia colocando-o novamente na
sintonia de uma energia pura e inocente... e não sente...
Era realmente fascinante o mundo que Ale descobrira e, se calhar,
também era o das pessoas que estavam envolvidas com o sistema. O importante
era que cada qual vivesse a vida como achasse melhor.Lembrou-se de uma frase
muito antiga que seu avô lhe dizia:
“Se alguém lhe pedir para saltar em um abismo você salta?”
Perder a pureza e a inocência é perder o que de mais belo a
natureza e o universo nos contemplou.
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CAPÍTULO 24
O Tsunami Humano
Tsunami, Grande Onda, ou Maremoto é uma enorme onda que
surge no horizonte e, muito antes que as pessoas tenham tempo de
arrumar uma forma dela escapar, ela vem e traga a tudo e a todos.
Ale Mohamed voltou do encontro que teve no Brasil para uma
Europa ainda arraigada a planos existenciais muito à moda antiga, sem
uma visão mais ampla do que o universo estava promovendo em forma
de desenvolvimento humano, mas, cada roca seu fuso, cada povo seu
uso.
Sentia saudades do encontro com seus amigos ligados a Arqueologia,
os quais encontraram as tais pirâmides no Piauí, tendo depois Ale
passado por Fortaleza e reencontrado seu grande amigo de juventude,
Wilson Robert Mancini, um Comandante da Marinha Brasileira que
trocou a vida do mar pelas belíssimas praias do Ceará, vivendo ambos
momentos indescritíveis, juntamente com suas esposas e outros amigos
de Fortaleza que ele não via há muitos anos, mas que parecia ter visto
no dia anterior.
E, para complicar mais ainda, ao chegar à Europa, via Lisboa, Ale
saiu do avião e recebeu uma carga térmica inversa, que ia dando cabo
dos seus neurônios, pois ele sentia sua cabeça congelar como um bloco
de água na geladeira se transformando em um cubo de gelo.Vinha de
uma temperatura de 38ºC em Fortaleza e de repente recebe uma
descarga de 6ºC, o que, claro, o afetou e muito.
Foi socorrido dentro do próprio aeroporto, e chegando ao Hotel
onde se hospedaram, mesmo entrando em uma banheira com água
morna, seu organismo demorou a se reintegrar com o plano Terra.
Maria Gabriela o acompanhava e, como médica-veterinária,
percebeu que algo se passava além dos aspectos físicos, algo que só
mesmo Ale depois lhe poderia explicar.
No outro dia, pela manhã, saíram do Hotel Roma, nome ligado
aos que perseguiram O AVATAR - JESUS, e dirigiram-se ao aeroporto
com intenção de embarcarem para a Ilha da Madeira.
Nem bem chegaram ao aeroporto, novamente ele começou a
passar mal, tendo sido socorrido por uma enfermeira que, ao fim e ao
cabo, ajudou para que ele conseguisse perceber o quanto sua pressão
arterial e os níveis de glicose subiram uma enormidade, comprometendo
o diabetes.
Gabriela nem sabia mais o que fazer, mas sempre atenta o foi
amparando, nem comentava muito o ocorrido para que ele não ficasse
mais estressado ainda.
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Chegaram à Madeira, e no outro dia ocorreu o fenômeno do
Tsunami entre a India e várias outras localidades da Ásia.
Milhares de pessoas desapareceram do dia para a noite e o
pânico se instalou em toda a Ásia e regiões vizinhas.
Quantas almas ainda estariam buscando o seu verdadeiro rumo,
pois os corpos foram envoltos em plástico e enterrados às pressas para
se evitar maiores desgraças como a propagação de epidemias.
Ora, Ale sabia que os corpos, quando cremados, libertam muito
mais rapidamente o espírito de cada pessoa e sua própria Alma. Além
disso, mesmo os corpos que não apareceram deveriam estar soterrados
e seus entes queridos nunca mais os encontrariam, o que, sem dúvidas
causa um enorme desequilíbrio entre o peri espírito, o plasma, o corpo
físico, o KAMA RUPA, e tudo o mais...
Assim, vários meses se passaram e, claro, muitos no Planeta
TERRA se aperceberam que mais uma vez a Natureza vinha dar um
recado aos seres humanos do quanto de destruição e de
inconseqüentes situações tinham sido criadas por aqueles que não se
preocupavam com o quanto uma ação gera uma reação.
Ale se apercebera que havia algo muito mais complicado de
explicar à humanidade do que o Tsunami que ocorrera atingindo a India
e várias regiões litorâneas da Ásia…
Era o Tsunami Humano, onde UMA VAGA DE SERES
HUMANOS tomava atitudes descabidas contra a maioria das
populações, com o chamado consumismo desvairado sendo mais que
promovido e, claro, uma forma de pseudo desenvolvimento que em nada
ajudava a salvar os que não queriam alinhar naquilo tudo.
Bastava ver as chamadas Grandes Superfícies, atulhadas de
pessoas que mais pareciam formigas indo e vindo, mas sem
encontrarem o alimento e a proteção necessária para o seu modo de
vida; muito pelo contrário, apenas cada vez mais afundando em um
atoleiro econômico-financeiro do qual muito poucos conseguiriam se
safar, porque a ONDA gerada pelos incautos promotores deste
descalabro social, sem dúvidas era muito maior do que as parcas
economias e rendimentos de cada qual.
Ale ficava imaginando onde tudo isto iria dar...
Lembrou-se de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa,
Londres, Nova York, entre outras, onde a vida a que as pessoas
estavam habituadas, de um dia para o outro ia se transformando de uma
forma tal que, sem dúvidas, quando se apercebessem estariam envoltas
em um MAREMOTO HUMANO sem volta.
Ao lembrar do que era São Paulo em sua juventude, Ale começou
a analisar o porquê os mundos dos mundos tinham que ficar todos
iguais, e, curiosamente, sem valor humano algum, apenas com os
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valores materiais e de consumismo exacerbado que comprimia a
população de todas aquelas cidades contra uma VAGA sem fim.
Claro que tudo isto afastava o ser humano do que
verdadeiramente mais era em toda sua plenitude, e por mais que alguém
quisesse avisar, a maioria nem ouvia. A Grande Onda vinha lá no
Horizonte, mas as pessoas preferiam ficar ali desafiando sua própria
vida, terrena, cósmica e humana.
Tinha momentos em que dizia para si mesmo que NADA, mas
NADA mesmo, tinha a ver com tudo aquilo, mas, estava inserido no
Universo, como se omitir?
Seria o mesmo que deixar um turbilhão de sensações estranhas
estar ocorrendo dentro dele, como o que lhe ocorreu em Lisboa, com a
queda de temperatura afetando o seu corpo físico e lhe dando logo de
cara uma dica do que estava para vir... O TSUNAMI...
Ficou matutando sobre aquilo tudo como se estivesse em outro
mundo: qual seria a maneira melhor de colaborar com todas aquelas
pessoas espalhadas pelo mundo?
Afinal, o mundo nem era tão grande assim; se compararmos as
estrelas quando as olhamos de cá para lá, era um grão de areia perante
todo o universo.
Se o mundo nem era tão grande assim, por qual motivo as
pessoas ainda se aglomeravam nos grandes centros?
O Êxodus Rural foi enorme nos últimos tempos e, de modo
bastante curioso, quem foi ficando com tudo o que ficara aparentemente
abandonado foram os que sempre dominam os povos do mundo, as
forças armadas, as igrejas, os colonizadores, os senhores feudais e os
inescrupulosos de sempre que eram conhecidos como especuladores,
Bancos, Seguradoras, Imobiliárias etc.
Será possível que ninguém tinha consciência que isto só iria
prejudicar as gerações do futuro?
Evoluir não era isto e nunca poderia ser isto.
Atacar estas instituições todas seria suicídio, sem dúvidas quem o
fizesse também seria crucificado. O próprio Jesus passou uma
mensagem lindíssima ao adentrar o Templo de Salomão, na época da
Páscoa, oportunidade em que os descendentes de Moisés, Abrahão,
David e Salomão vinham fazer o recenseamento de suas famílias e
propriedades.
Ele, ao adentrar o Templo, onde costumava ir ainda criança
discutir com os Doutores da Lei, se apercebeu que a CASA DO SEU PAI
havia virado um mercado de mercenários a transacionarem de tudo o
que havia para ser transacionado no plano material, e o respeito, o
silêncio e a meditação não tinham mais espaço ali.
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Sua ira foi tanta que chegou a chicotear os que assim procediam
sem nem sequer se dar conta se eram romanos, fariseus, Doutores da
Lei, comerciantes, amigos da sua família, de seus conterrâneos, NADA
interessava a Jesus, apenas salvaguardar a IMAGEM QUE TINHA DO
TEMPLO.
Para alguns o que ficou de mensagem é que nos Templos não se
deveria comercializar NADA, era LOCAL SAGRADO.
Muito bem, mas O Templo era a reconstituição da Vida Humana
com todos os seus rituais, desde o Gênesis, ou LIVRO DA VIDA.
Se assim era, assim É em todas as Eras.
E como então é possível estarmos dilapidando o Templo Humano,
ou corpo físico, que congrega todo o MISTÉRIO DA VIDA, com o
consumismo desbaratado e com a falta de moral, de ética, de
reconhecimento do que prescreve a LEI DE DEUS, a mesma LEI, que
desde sempre foi entregue aos homens para que houvesse uma
eqüidade entre todos os povos do mundo?
Se alguém imaginar o mundo antigo, dirá: "Mas estavam falando
apenas do mundo dos essênios, judeus, árabes, palestinos, gregos,
romanos, enfim, um mundo pequeno em relação ao mundo de hoje!"
Este alguém apenas estará tapando o sol com a peneira e ficando
com a cara repleta de sardas ou propenso a ter um câncer de pele.
Há uma história contada por Kalil Gibran que diz o seguinte: "Um
dia estava em minha tenda situada no Bazar, lá em minha terra,
cuidando para que as máscaras que eu produzia e vendia ficassem mais
bem arranjadas para o povo que ali passava. Apanhei uma delas e a
estava experimentando, quando um ladrão passou e rapidamente
roubou a que estava mais próxima da entrada de minha tenda.
Imediatamente saí correndo atrás dele, a máscara que eu tinha em meu
rosto caiu e assim fiquei com duas máscaras a menos em minha tenda.
No entanto ao sentir o Sol aquecer meu rosto, agradeci ao ladrão ter-me
feito sair lá de dentro e sem máscara, pois o sol me fizera um bem
imenso!"
Quem entende o que Kalil Gibran quis dizer, também entenderá o
que Ale quis mostrar aos seus conterrâneos e amigos terrenos.
Deixai a Luz Divina vos iluminar e compreenderás melhor ainda.
É difícil em meio a tantos edifícios ver o Sol!
Somos filhos do Sol e da Lua, somos filhos do Universo e negar
isto é realmente negar que O TEMPLO está sendo violado dia a dia em
todos os sentidos.
Ale tinha certeza que a natureza iria sempre reagir, como foi o
caso do Tsunami; também sabia que a natureza humana era muito, mas
muito forte para se deixar levar por alguns senhores do pseudo poder.
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Estava certo que iria haver uma reação em massa muito em breve, a
qual poderia ser através da unificação de todos os povos do mundo em
prol de todo O POVO DO MUNDO.
Ficou imaginando isto, TODO O POVO DO MUNDO.
Unindo-se em uma só força.
Em uma só corrente.
Em apenas um sentido e direção.
Seria maravilhoso o dia em que isto ocorresse.
O Universo estava conspirando para esse momento acontecer.
Respirou, foi até a cozinha, apanhou uma caneca, bebeu água,
que ela lhe dava, mesmo naquela época entre o Inverno que
findava e o verão que logo iria aquecer mais uma vez as serras onde as
neves e o frio ainda persistiam estar.
O rádio a válvulas tocava uma canção muito antiga que falava de
um velho realejo…
“Naquele bairro afastado, onde em criança vivia, a remoer
melodias de uma ternura sem par, passava todas as tardes, um
realejo risonho, passava como em um sonho, o realejo a tocar…”
90
CAPÍTULO 25
Bicho do Mato
“Você está parecendo um bicho do mato!”
“Eita, mas isto é jeito docê falá com o Ale?”
“Uai, se ele cada dia mais fica desse jeito se fechando em seu
canto sem nem querer saber de ver gente, o que você queria que eu
dissesse?”
Ale lembrou-se desta discussão tempos atrás, lá pelas bandas da
Picinguaba, quando dois conhecidos passaram uns dias em férias por ali
e se aperceberam que ele não era mais o mesmo Ale que viveu em
várias capitais do mundo.
Havia se recolhido ali e não tinha quem o tirasse daquele
eremitério.
Passaram-se 26 anos até ele relembrar a cena entre um seu
conhecido da cidade e um caiçara que vivia por ali.
Caçador, tinha um cão do qual Ale gostava muito, que se
chamava Busca Longe, ou seja, o cão se embrenhava na floresta e ia
buscar a caça estivesse ela onde fosse, e o seu dono, Dito Baita, o
seguia até os cafundós do mundo pois sabia que Busca Longe não dava
alarme falso.
A expressão bicho do mato agora tinha uma entonação tão forte
que o escritor teve que parar para entender afinal o que ela trazia
escondida em si mesma. Ora, um bicho da cidade, quando existia, em
geral era praga. Um bicho do mato em geral é um ser vivo muito
interessante, colorido, cheio de vida, carregando em si mesmo a
fotossíntese até para dentro das cavernas mais escuras, o que Ale
sabia, pois já andara muito por este mundo de meu Deus. E sabia que
em algumas cavernas, submersas ou não, a forma da fotossíntese lá
chegar era essa mesma: ser trazida por seus habitantes que a recolhiam
quando estavam expostos ao sol, levando então esta atomicidade para o
mais fundo das cavernas sem nem se aperceberem que assim
propiciavam luminosidade e cor ao que os rodeava.
Ficou lembrando dos animais que vira em pleno Pantanal,
Amazônia, Peru, tantos e tantos oceanos, repletos de maravilhosos
seres marítimos que até o inspiraram a escrever: "Quem nada contra a
correnteza preserva a espéciedoce!"Era verdade, os peixes de água
doce aprenderam a nadar contra a correnteza para a espécie doce
preservar.
Até isto era de se gravar. E o colorido das asas das borboletas,
que se confundiam às vezes com o colorido das flores que elas mesmas
polinizavam?
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O cheiro a terra molhada, o sabor da gota de orvalho, pura como
uma criança ao nascer, o cheiro a lenha queimada no fogão em que
preparava o café logo de manhã cedinho, quando os pássaros nem
tinham ainda amanhecido o dia, o cheiro a fruta no pé, quanto de beleza
havia no MATO... que nem era preciso as pessoas terem nada para as
distrair ou iludir como nas cidades. Ali tudo era natural, saudável e,
sem dúvidas, integrado a um todo eterno.
Até a cobra coral era uma lindeza, toda colorida, serpenteando por
entre as folhagens que lhe permitiam ir até a beira do rio saciar sua
sede.
Os pássaros com suas plumagens, cada um mais bonito que o
outro, dando mostras da sua felicidade por viverem ali onde a natureza
os havia gerado e não trancados em gaiolas para que os homens
pudessem ouvi-los cantar nas cidades, ora esta!!!
Uma vez Ale entrou em uma loja em pleno Bixiga, São Paulo, e
começou a soltar todos os pássaros e animais que estavam presos.
Quando o dono da loja viu, era pássaro, gato, cachorro, tartaruga, pato,
ganso, papagaio, tudo voando, andando, saltando, para tudo quanto é
lado, e o povo que passava na rua achou a atitude dele lindíssima, pois
afinal também não gostavam de ver a bicharada toda presa ali,
esperando um novo dono... Foi um pandemônio de um lado e uma festa
do outro. O dono ameaçou Ale de chamar a polícia, e ele comentou:
"Pode chamar, eu espero eles chegarem. Vamos ver quem tem razão,
se o senhor que depreda a natureza ou se eu que a defendo!"
É claro que o homenzinho caiu em si e o deixou ir embora, pois
nem licença tinha para ter aquela loja, quanto mais documentos que
provassem a compra legal de todos aqueles BICHOS DO MATO.
Se o povo da cidade percebesse bem, até os pássaros que viviam
na maioria das cidades eram totalmente diferenciados dos que viviam ao
ar livre nas florestas. O cântico era diferente, a forma como se
aproximavam das pessoas, o que na mata dificilmente ocorria uma vez
que as espécies só se aproximavam quando tinham mais familiaridade
com esta ou aquela, pois a lei da sobrevivência era diferente e mais
autêntica. Poderia parecer que eram mais agressivos, no entanto, tinham
algo que lhes era muito natural, ao passo que os da cidade se
habituavam a contar com alguém para os alimentar; até mesmo o
enorme elefante dentro de um zoológico tinha que ficar submisso ao
tratador, pois como iria sobreviver se não tivesse um comportamento
adequado às circunstâncias? Tudo isto ficou dando voltas na cabeça de
Ale, pois ele tinha certeza que realmente o povo da floresta vivia muito
melhor que o povo da cidade, e ai de quem quisesse fazê-lo mudar de
opinião...
Bicho do Mato, esta é boa... disse para si mesmo, enquanto
colocava água para ferver no fogão a lenha. Ia fazer um cafezinho à
moda árabe, sem coador, e mesmo integrado na União Européia vivia
em meio a um bosque, cercado de natureza por todos os lados, seu
fogão era à lenha, ao estilo dos que aprendera a ver e utilizar lá no meio
do mato. Fosse onde fosse, tinha coisa mais gostosa?
92
O calorzinho do fogão aquecia tudo ao seu redor, dando um clima
realmente muito saudável ao espaço onde vivia.
Preparou seu banho em uma ducha que era aquecida também por
um sistema de canalização que passava pelo fogão, e enquanto se
banhava cantava "Saudosa Maloca", de Adoniran Barbosa, O Poeta do
Bixiga!
"Se o senhor não está lembrado, dá licença de contar, aqui onde
agora está, este edifício alto, era uma casa velha, um palacete
assobradado, foi ali seu moço, que eu, Mato Grosso e o Joca,
construímos a nossa maloca, mas um dia, nóis nem pode se alembrar,
vieram os homens com as ferramentas, que o dono mandou derrubar.
Peguemu todas as nossas coisas, e fumo pro meio da rua, apreciá a
demolição, que tristeza que nóis sentia, cada taubua que caía, duia no
coração. Mato Grosso quis gritar, mas de cima eu falei: Os home tá cum
a razão, nóis arranja outro lugar. Só nus confurmemo, quando o Joca
falou: Deus dá o frio, conforme o cobertor! E hoje nóis pega as paias,
nas gramas du jardim, E para esquecer, nóis cantemos assim! Saudosa
Maloca, Maloca querida, dundin donde nóis passemus, dias feliz das
nossas vidas. Joga as cascas pra lá, ziriguidum, joga as cascas pra lá,
ziriguidum, joga as cascas pra lá meu bem...”
Sempre que cantava aquela música se lembrava do quanto o
povo da Cidade também tinha sua maneira de fazer crítica a um
progresso desenfreado, e dava graças a Deus por isto, afinal, se não
fossem esses poetas populares e outros artistas ou
contestadores como seria terrível ser BICHO DA CIDADE.
O Bicho homem convertido a um ser sem vida natural, se
adaptando cada vez mais à ausência de estações do ano, ou seja,
fizesse sol, chuva, vento, frio ou o que fizesse, ele estava à mercê do
sistema instituído pelos governantes e mandatários, comandantes
terrenos que nem tinham dúvidas de que viver em uma Ilha à beira mar
era uma maravilha. Tanto é que nas paradisíacas Ilhas de Seychelles e
tantas outras, inclusive na que Ale vivia, fazer turismo era muito caro.
Agora imaginem: já que ele teria que ficar ali uns tempos, decidiu que
ficaria lá na montanha, em uma zona muito arborizada, com tudo quanto
é bicho do mato a lhe fazer companhia e quem quisesse que o fosse
visitar. Porque assim como na Picinguaba, quanto mais passavam os
dias, menos ele se dispunha a sair para ver fosse o que fosse nas
cidades.
Caminhava sempre pelo mato se sentindo um verdadeiro
BICHODOMATO.
Saiu do banho enrolado em uma toalha, entrou no quarto
construído todo em toras de madeira, e estava se preparando para
colocar as meias quando Coringa adentrou o quarto esbaforido, saltando
para cima dele, que precisou até se deitar com o peso do seu amigo
sobre seu tórax... Coringa lambia suas faces e o chamava como se
algo houvesse ocorrido e ele precisasse ver.
Acalmou seu fiel amigo, e ao ter completado sua preparação para
93
mais um dia, foi com ele, passando pela cozinha, varandão, jardins.
Coringa seguiu à frente até o celeiro, onde Neblina, ainda deitada,
acabara de ter um potrinho. Dourado, como a luz do sol que os pássaros
chamaram para amanhecer o dia.
Lá no Rio Grande do Sul, Lúcia Beatriz estava dormindo,
sonhando como seria a Casa do Ermitão da Picinguaba... um amigo que
ela conhecera porque um dia ele contestou um pessoal que se achava
mais conhecedor do que qualquer outro a respeito da vida e do que
realmente é vida, cura quântica, auto-cura, mestres ascensionados,
gurus, duendes, fadas, anjos, tudo aquilo que o povo do mundo
precisava ter na simbiose do que chamavam vidas, outras vidas, ou
misticismo, como diziam os que compreendiam que cada qual tinha
uma maneira de se identificar com o seu Deus ou... deuses.
A contestação de Ale Mohamed fez com que aquele grupo de
pessoas o considerasse LOUCO, uma pessoa sem nexo naquilo que
estava dizendo, sem parâmetros estipulados, sem aquela coisa que
"amarra" as pessoas a um dogma e ai de quem as quiser mudar.
Pois é, Bicho do Mato também era uma canção que fazia fundo
aos sonhos da gaúcha descendente de alemães que se tornara amiga
de Ale, sem nem sequer imaginar porque, mas sabendo que aquela
contestação um dia iria dar frutos, do MATO!
O Ermitão da Picinguaba é um SER que habita o meu SER,
costumava explicar Ale Mohamed... Isso, quando tinha paciência de
explicar.
94
CAPÍTULO 26
O SER
Entre tantos mundos que nos rodeiam, seja aqui na Terra ou no
Universo, como seria possível o chamado ser humano encontrar uma
resposta mais saudável ao que afinal é o seu próprio SER?
Fala-se em tantos dogmas, em tantas tradições, em tantos tabus,
e durante séculos sempre houve quem perseguisse este ou aquele por
esta ou aquela atitude.
Dias houveram em que a humanidade sofreu abalos terrenos tais
que a deixaram fora do seu próprio eixo, fora da sua própria essência
vital, fora do seu forte sentido vibratório e cósmico.
Mas, uma coisa é certa: por quais motivos as instituições em geral
podem ter em seus Quartéis, Conventos, Mesquitas, Sinagogas,
Palácios, Templos, Órgãos Públicos e todo o seu espaço de atuação,
pessoas que são até remuneradas para ali se deixarem estar tranqüilas,
sem nenhum envolvimento com os problemas gerais de uma população.
Muito pelo contrário, algumas até só se expõem em um dia da semana
que é considerado o Dia do Senhor; outras recebem as pessoas apenas
com audiência marcada e olhe lá; outras ainda recebem um farto salário,
oriundo do próprio POVO, para ali ficarem horas a fio, ensaboando o
ganso, como se diz na gíria...
Assim, em nome do SENHOR, seja ele um Deus ou um Rei,
Imperador, Governante, fica o POVO andando de um lado para outro,
feito barata tonta, e essas Instituições, com o privilégio de terem até uma
clausura, ou local adequado para suas Viagens Astrais, Sensoriais,
Extra-Sensoriais e tudo o mais.
Assim, fica muito fácil se falar sobre O GRAAL, por exemplo, e ali
ficarem séculos a inventarem uma forma deste mesmo Graal ser
valorizado em prol sabe-se lá de que...
Ou então, o povo todos os dias tem que se ajoelhar e orar
olhando para MECA, ou na direção de MECA.
E ai daquele que não cumprir esses preceitos.
Por qual motivo O POVO de DEUS, que nada mais é do que
TODO O POVO DA TERRA, não tem o direito de parar a Roda-viva e
ficar buscando a sua própria interiorização?
Por qual motivo há um Deus para este, outro Deus para aquele e,
se calhar, como na cultura grega, deuses que até convivem com as
pessoas em seu dia-a-dia, seja na caça, nos mares, nos céus, enfim,
Deuses que aparecem às pessoas e que lhes ditam regras...
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Mas, se a maioria das antigas escrituras diz que somos IMAGEM
E SEMELHANÇA, onde está o disparate de termos que nos doar e não
em recebermos as GRAÇAS DIVINAS?
Até quando esta lenga-lenga vai continuar?
Até quando, em nome de um AVATAR, o POVO DA TERRA vai
ficar iludido e mais perdido que cego em tiroteio?
Até quando as nossas crianças serão induzidas a um batismo ou
Sabath, ou circuncisão, ou raspar a cabeça, ou ficarem eunucos, ou
ainda, perderem a PUREZA trazida dentro de si só para satisfazerem
aos seus próprios pais, que foram também DOUTRINADOS durante
séculos e séculos por essas mesmas instituições?
Sabemos que a separatividade apenas cria e gera preconceitos.
Então, até quando isto???
Será que ninguém neste PLANETA parou para avaliar o mal que
tudo isto causa?
Será que os mandatários deste PLANETA mandam tanto, mas
tanto, que as pessoas nem sequer conseguem avaliar a sua própria
força vital, intelectual, sensorial, extra-sensorial, emocional e eterna?
De que adianta orarmos por um Deus se não temos
verdadeiramente Fé?
De que adianta mecanicamente lermos um livro dito sagrado e
depois ficarmos com tudo aquilo a nos manietar dentro dos nossos
hemisférios cerebrais durante mais de 5.000 anos, como o caso dos
ensinamentos orientais, que, sem dúvidas serviram de base para outros
tantos livros que foram surgindo na andança deste povo terreno?
Por qual motivo apenas algumas pessoas podem se dar ao luxo
de dizer que se encontraram com Anjos, Deuses, Gnomos, Fadas,
Entidades de Luz, e tudo o mais que se vê por aí, enquanto outras dão
um duro danado para até serem professores, mestres, motoristas,
limpadores de chaminé, lixeiros, padeiros, serventes de pedreiros e uma
série de outras PROFISSÕES, que de PRO só têm o que os eternos
mandatários lucram, porque até os serventes de pedreiros constroem
imensos castelos, mas geralmente nem têm onde morar?
Que discrepância mais sem lógica está acontecendo desde
sempre na Terra.
E aqueles então que precisam empunhar armas para matar ou
morrer em nome da Pátria? E depois, na missa de corpo presente de um
ou de milhares, vai lá estar um rabino, padre, pastor, ou outra dita
autoridade celestial ou de Deus, para dizer que somos todos irmãos
nesta Terra.
Então é esta a minha família???
96
Gritou Ale Mohamed em pleno Pico Ruivo, onde havia ido para
ver o sol nascer...
Então são estes os irmãos que escolheram para mim???
O sol vinha nascendo por entre as nuvens, a uma altitude de mais
ou menos 1800 metros. As nuvens foram dando espaço ao Astro Rei,
uma Estrela de quinta grandeza, que para muitos era considerado o
Deus Sol, Rá!!!
Este até que aquecia e fazia toda a natureza se desenvolver... E
os outros???
Ficou ali sentado, enquanto a madrugada cedia lugar a um novo
dia...
Alguns turistas começaram a chegar, em sua grande maioria com
idade entre os 50 e 70 anos.
Era difícil os jovens visitarem aquela Ilha a turismo, mas, os
jovens começaram a ficar na Ilha porque o Governo criou novas
condições com escolas, universidades, postos de trabalho, novas
tecnologias, enfim.
Todavia, Ale observava que a população do mundo em geral só
começava realmente a aproveitar a vida quando a morte já estava
próxima...
É, o sistema estava realmente muito bem bolado...
Um pastor passou por Ale. Ia apascentar suas ovelhas que
ficavam em um vasto campo além do Pico Ruivo, para quem descesse
em direção à Casa do Gelo, uma construção em forma de Iglú que
durante o Inverno ia acumulando o gelo das neves e depois era
transportado para o Funchal e outras localidades, para ajudar na
conservação dos produtos que chegavam de barco ou navio.
Muitas ovelhas estavam por ali espalhadas e, quando viram o
PASTOR chegar, foram se juntando próximo ao local onde ele havia
parado com o seu cajado observando o dia nascer... a...cor...dando a
vida...
Ale se lembrou da sua amiga, peregrina de San Thiago de
Compostela, Mônica Pursini. Ela vivia em Santos, São Paulo, Brasil e
conheceu Ale Mohamed em um vôo entre Lisboa e São Paulo.
O avião quase pendia para o lado em que ele estava sentado
contando suas histórias de encantar. Mônica era comissária de bordo e
toda vez que passava pelo corredor onde ele estava parava para
conversar, e algumas pessoas que haviam estado em San Thiago
gostaram de saber que ali estava o escritor e pesquisador que deu de si
sem pensar em si mesmo durante toda a sua vida, buscando uma
resposta cabível não apenas para ele, mas para os que eram chamados
de seus Irmãos.
97
Mônica despediu-se dele e de Maria Gabriela ao chegarem a São
Paulo, prometendo que um dia iria visitá-los lá na Ilha da Madeira.
O que veio a ocorrer vários meses após esse primeiro encontro.
Curiosamente, ao visitar o local onde Ale vivia, ela se apaixonou
por toda a natureza circundante e foi caminhar, uma vez que era
peregrina. Sem dúvida faria excelentes peregrinações pelo Epicentro de
Atlântida...
Ao retornar de uma dessas caminhadas, disse ter encontrado com
um PASTOR que lhe deu um cajado para que ela continuasse sua
eterna caminhada.
Compostela significa Campo de Estrelas, pois o LOCAL onde
Thiago foi enterrado recebeu várias vezes uma chuva de estrelas, que
são chamadas Perseidas... E até hoje este fenômeno atrai peregrinos do
mundo inteiro para visitarem a cidade onde viveu O PASTOR DE
ESTRELAS...
Também houveram dias em que a vibração MUNDIAL foi tão
elevada, tão bela, tão sublime que o POVO DA TERRA, chegou à
conclusão que algo realmente existe além da nossa vã filosofia.
98
CAPÍTULO 27
O Deus dos Incas
A coca, folha mascada, sempre serviu de alimento e sincronia
cósmica aos povos andinos, desde os tempos de Montezuma, Ataualpa,
e tantos outros grandes líderes Astecas, Maias, Incas.
Estes mesmos líderes eram conotados como os Iluminados, que
na realidade simboliza o mesmo que o Papa para os Católicos ou
Sidarta Gautama para os Budistas.
Inacreditável é que desde o século XVI os povos andinos foram
perseguidos e tudo aquilo em que acreditavam foi por água abaixo,
restando pouco desses povos ainda lutando pela preservação da sua
força genética, antropológica, étnica e cósmica.
Se um peruano, seja ele quem for, mascar a folha da coca e não
sentir fome, até muito pelo contrário, sentir-se tremendamente
energizado para trabalhos que outros não conseguiriam fazer, por qual
motivo ele tem que consumir o que os da Europa lhe levaram em termos
de consumismo e sistematização de toda uma civilização?
A folha da coca em si não pode e nem deve ser considerada uma
droga. Afinal é um vegetal que vem da terra, plantada em certos locais
com altitudes equivalentes a 4.000 pés de altitude e, graças a isso,
realmente deve trazer em si algo muito superior ao que nasce em
altitudes inferiores.
O que leva então os EEUU e a Europa a perseguir os agricultores
que sempre viveram do plantio desta planta milagrosa que permite, entre
outras coisas, fazer roupas, barcos, casas, alimento, remédios, vinho,
rituais sagrados e uma série de outros produtos que superam em muito
todo tipo de alimentação e de matérias-primas que existem pelo planeta?
A reconstrução de um barco feito de matéria-prima retirada das
árvores de coca permitiu demonstrar ao mundo que realmente houve
quem navegasse em sentido contrário entre a América do Sul e Europa,
fazendo então a viagem do Ocidente para o Oriente. A embarcação se
comportou de maneira muito acima das expectativas daqueles que a
reconstruíram com o objetivo de provar que realmente houve uma
civilização que fazia esta viagem muito antes do mundo ser mundo,
fosse ele velho ou novo mundo.
As Pirâmides encontradas no Peru, no Chile, no México, na
Amazônia e Egito, entre outros, serviriam de base para o estudo mais
ampliado que estes pesquisadores pretendiam fazer.
O objetivo de Ale Mohamed ao estudar estes temas todos era
justamente perceber se a história dos Deuses veio através destes povos
que se anteciparam aos chamados europeus, ou se através dos
europeus que se impuseram às sociedades que iam descobrindo, não
99
respeitando nada, nem mesmo a sua maneira singela de viverem em
pleno contato com a natureza, sem necessidade das indumentárias e
tudo o mais que na Europa, devido ao clima, é necessário.
Aos poucos, Ale ia chegando a uma conclusão entre o cá e o lá.
Havia realmente um elo perdido, ou ESCONDIDO, que, sem sombra de
dúvidas, ficou perdido ou ESCONDIDO para que outros pudessem
usufruir dos poderes dos antigos líderes dessas antigas civilizações.
Basta imaginar, um Pizon, Pizarro, Colombo (este até que foi
bastante solidário e se enamorou dos povos em uma Ilha, sendo por isto
proscrito pelos próprios reis de antanho), Cabral, e tantos outros
chamados descobridores que, ao chegarem e verem aquele povo tão
consciente e tão integrado a um modo de vida que em nada se
comparava ao europeu ou ocidental e, este mesmo povo tendo tudo e
mais alguma coisa para desfrutar sem ter que despender nada mais
além de sua força física e sabedoria em utilizar o que a natureza lhe
doava gratuitamente.
Imaginando a cena, logo concluímos que estes povos provocaram
uma imensa GANÂNCIA nos invasores, ganância esta que se fixou no
ouro e nas pedras preciosas que os silvícolas usavam com a mesma
tranqüilidade com que os invasores usavam sua roupagem de tecido e
lantejoulas. Assim, pouco a pouco vamos descobrindo que a atração
pelo que na Europa era considerado ALTO LUXO fez com que o mundo
dos mundos fosse cada vez se perdendo mais e mais.
Lamentavelmente, não tiveram a oportunidade de observar o que dava
força e energia àqueles povos.
E, sem dúvida, a folha de coca era o alimento primordial do corpo
e do espírito.
Ale lembrou-se que nos filmes americanos do velho oeste os
cowboys usavam fumo de corda, não para fumar, mas para mascar... e
foi unindo dois mais dois para, em simples pinceladas de seus
hemisférios cerebrais, ir concluindo o quanto se enganaram tanto uns
como outros.
Os que foram invadidos, também foram traídos pelos seus
próprios líderes que se deixaram contaminar pelo que traziam os
europeus, e os da Europa, pelo que tinham de tesouros NATURAIS. Os
que viviam em meio a uma natureza luxuriante que os beneficiava
justamente com uma abertura sensitiva e espiritual, que os de além-mar
dificilmente atingiriam novamente, pois estavam carcomidos pelo VELHO
MUNDO de uma maneira tão arraigada que, em vez de fazerem o ritual
de INTERRAIME, ou seja, a Festa do Sol, iam para dentro de um
Templo e ali viam a luz solar apenas pelos vitrais. E ainda se ajoelhavam
frente a um REPRESENTANTE DE DEUS, que em nada conseguia se
aproximar do Deus Verdadeiro, ou Deuses verdadeiros. Afinal, TUDO É
OBRA DE DEUS, e se tudo é Obra de Deus, todos são seus filhos.
Então os Reinos Vegetal, Mineral e Animal que tanto serviram aos
chamados humanos, em vez de serem respeitados como verdadeiros
filhos de Deus, passaram a servir apenas como motivo de desgraças e
100
de guerras entre os outros filhos de Deus sanguinários e sem um rumo
bem definido.
Aí sim, o estudo de O AVATAR começa a tomar corpo, aí sim, há
um atalho entre O CAMINHO, indicado por Deus a tantos outros
profetas, como Moisés, Abrahão, Maomé, Sidarta, Montezuma, Ramsés,
Sócrates, Gandhi, Sai-Baba, Jesus, Saint Germain, Apolonio e tantos
outros emissários cósmicos.
Esse atalho, dia a dia se ampliava, desde tempos imemoriais.
Difícil saber quando foi que os humanos se perderam da
LINHAGEM CÓSMICA, onde afinal houve necessidade do RELIGARE,
quando então será que tudo isto RECOMEÇA, ou será que ACABA?
Ale apanhou mais um pouco de chá no fogão a lenha, sentou-se
no imenso banco de madeira que dava vista para o Santo da Serra, ficou
olhando as imensas montanhas que apareciam por entre as brumas,
verdejantes, altaneiras, promissoras, tocando o céu com seus picos
abruptos e ao mesmo tempo elegantes. Observava como o céu escondia
segredos que nem mesmo os cientistas conseguiam descobrir.
Visualizava as várias tonalidades que a primavera começava a
imprimir por todo o bosque e vegetação à sua volta, cada árvore tendo
flores com uma cor diferente das outras, tudo em função dos raios
solares, os mesmos raios que os indianos tanto falavam e que uniam o
ser humano a seu cordão de prata, acundaline, a força energética que
parte do sacro em forma de uma SERPENTE que fica enrolada e só se
eleva através da sincronia entre os chacras básico, umbilical, solar,
cardíaco, traqueal, frontal, coronário e assim por diante, ou para o alto
até o mais alto do infinito universo...
E lá voltava ele em sua meditação para a Cabala, e da Cabala,
para os mistérios da Santíssima Trindade e, da Santíssima Trindade,
para os três pontinhos da Maçonaria, que dava uma Pirâmide ou um
esquadro, e dos três pontinhos para os Gurus, dos Gurus para o Dalai-
Lama, que diziam era a reencarnação de Buda, e assim por diante, até
que uma pontada fininha, bem atrás de sua cabeça o despertava desses
longos devaneios. Até que olhou para dentro da xícara de porcelana
onde havia colocado o chá e viu várias folhas a boiarem lá dentro. Chá...
vê... Chave... Fé!!!
Sim, o primordial era a Fé.
A Chave que os antigos egípcios ainda tinham desenhado nos
hieróglifos, e esta era, sem dúvida, a melhor maneira de compreender
tudo isto.
Senão iria ficar como Santo Agostinho, procurando uma resposta,
até que um Anjo lhe apareceu e lhe disse: "Apanha uma caneca e coloca
a água do mar dentro daquele buraquinho ali na praia!"
101
Claro que Santo Agostinho, imediatamente compreendera ser
impossível decifrar o mistério que lhe fundia a cabeça, qual seja, PAI,
FILHO E ESPÍRITO SANTO.
Só que Ale Mohamed não tinha vínculos sacrossantos com
nenhuma das religiões terrenas, mesmo tendo nascido em uma família
Lusitana e Católica ele tinha como MISSÃO desvendar onde afinal ficara
o Elo Perdido, algo muito, mas muito difícil de explicar. Só que ele
estava preparado para ir longe em sua pesquisa e não tinha os recursos
que os antigos religiosos dispunham, nem estava atado a um ORDEM
que o aprisionasse de tal maneira que faria ele chegar a um ponto da
pesquisa e ter que recuar porque O SUPERIOR DA ORDEM o travaria.
Uma vez que ele mesmo não podia nem conseguia ir adiante por
imposições da ORDEM, fosse ela qual fosse, ou até a Ordem Mundial,
nada, mas nada mesmo iria travar o que Ale Mohamed buscava.
Em uma prisão da cidade de São Paulo, um jovem, de nome
André Luís, teve acesso aos documentos que Ale Mohamed copiava e
enviava a alguns de seus amigos espalhados pelo mundo.
Aquele jovem havia sido preso por ter consumido o produto da
coca destilado e criado para APRISIONAR o ser humano no chamado
mundo das drogas.
Com o que lia e percebia do que lia, André Luís aos poucos ia se
apercebendo do quanto o próprio sistema destruíra civilizações inteiras
com os estupefacientes, álcool, cervejas, drogas pesadas, remédios,
enfim, o sistema aparentemente perseguia de um lado e liberava do
outro, permitindo assim que através do álcool e outras drogas liberadas,
ALMAS PURÍSSIMAS SE PERDESSEM.
EU SOU PESCADOR DE ALMAS, dizia Jesus.
"Fiquem com os homens, mas me entreguem as Almas" dizia
Dom Bosco.
Ale sabia que a juventude do mundo inteiro merecia uma pesquisa
mais profunda, porque a Fé também poderia ser algo que se
transformasse em uma grande Droga... droga esta que permitia que
povos do mundo inteiro fossem manipulados em nome de um Deus
invisível e sem nexo nenhum, quando na realidade o Deus Verdadeiro,
Eterno e Criador do Céu e da Terra estava em toda parte, dando
mostras da sua existência.
Caramba!!!!
Jogou fora o chá que restara, assustando Coringa que para variar
adormecera a seus pés, saiu da imensa varanda, olhou mais uma vez as
montanhas enquanto se dirigia para o interior da casa onde vivia e se
comprometeu em não deixar de escrever tudo o que lhe vinha sendo
DITADO através do Éter... com a ajuda de seus amigos visíveis ou
invisíveis, da primeira à última dimensão... E aí, parou, pensou,
raciocinou:
102
Última dimensão???
Ei, será que isso existia???
Será que um dia nós nunca mais seremos parte integrante do
Universo???
Este sim seria, um GRANDE DIA, pois NADA MAIS EXISTIRIA,
que nos afligisse, NADA... ABSOLUTAMENTE NADA...
Subiu a escada de acesso ao sótão porque não podia perder nada
do que o Éter lhe entregou naquela nova página de O AVATAR.
Em Arcturo, Urânia, Terra, os Irmãos Cósmicos de Ale Mohamed
sorriam, pois sabiam que ele iria conseguir levantar o véu da maior de
todas as verdades trazidas a lume na Terra...
O aroma de hortelã recendia por toda a cozinha...
Em Brasília, o ex-Presidente da República Fernando Henrique
Cardoso observava fotos de um local onde passara seu período de
recuperação do exílio, a Vila Piscatória da Picinguaba... Foi ali que ele
conheceu Ale Mohamed, o qual lhe disse que um dia seria uma pessoa
muito importante para o seu País, mesmo tendo acabado de chegar do
exílio, conquistaria glórias...
26 anos haviam se passado, e Ale não conseguira colocar em
ordem todas as mensagens que recebera desde sua chegada ao
Planeta Terra, mas, tinha uma certeza dentro de seu coração que se
conectava com sua pineal lhe trazendo a lume as mensagens doces e
singelas de um SER de luz que ele conhecia muito bem: sua tia Lourdes
Pereira de Sousa, a Louca, como a chamavam, tão louca que veio a
falecer no Hospital Pinel de São Paulo, por falta de abertura sensorial
dos que a internaram e dos que a mantiveram presa.
Tudo isto para os outros seria de amedrontar e de afugentar a
chamada GENIAL...IDADE, mas, para Ale Mohamed era mais
estimulante ainda, porque sabia ele que seus ancestrais eram os que
mais atuavam dentro dele mesmo, através de seus átomos, para acabar
com este círculo vicioso, criado pelos verdadeiros traficantes do planeta
Terra, os traficantes de Almas que se perdiam pela falta de Filosofia e de
Diálogo entre os Líderes e o Povo.
O POVO DE DEUS era um só e o universo conspirou para unir
todo o povo da terra em uma só voz!!!
A VOZ… AVÓS… ANCESTRALIDADE… ETERNIDADE… O
VERDADEIRO CAMINHO PARA O CÉU… ASCENDENTE,
DESCENDENTE.
103
CAPÍTULO 28
Um Deus e Muitas Histórias
Quando esteve no Peru, a convite de Marcos Martinez, Cônsul do
Peru no Acre, Ale Mohamed nunca poderia imaginar que iria ver ao vivo
e a cores os grandes segredos que os INCAS guardaram durante
séculos.
Segredos estes que, a pedido de Marco Martinez, Ale havia concordado
em não divulgar, pois também sabia o quanto a ganância dos
INVASORES continuava a dominar em pleno Século XX.
Visitar catacumbas no interior da Terra, conhecer mais a fundo a
verdadeira história da TERRA OCA, por onde passaram várias
civilizações fugindo dos chamados descobridores e vândalos terrenos,
famintos de tudo o que havia sobre a face da Terra devido a suas
próprias carências pessoais, sociais e planetárias.
Lembrou-se de quando esteve no Mato Grosso e visitou cavernas
semelhantes àquelas, na Serra do Roncador, região entre O Pantanal e
as serras que separam o Grande Mar dos Xaraés, do chamado Centro
Oeste Brasileiro.
O Lago Titicaca, com seus segredos eternos, as pistas de Nazca,
lá nos altiplanos do Peru.
Matchu Pitchu, de alguma forma construído como uma fortaleza
para salvaguarda dos últimos Incas.
As inscrições nas rochas, entalhadas com tanta perfeição que
realmente passavam a idéia de que o raio laiser já existia.
As urnas funerárias, lembrando os sarcófagos das múmias dos
faraós no Egito.
E o mais interessante, a ENERGIA. Que maravilhosa energia era
sentida ali, nas grandes altitudes do Peru e de todos os Andes.
Andes... Caminhas... Caminho... O AVATAR.
Pronto! Ale unia os pontos, e para quem é bom entendedor, meia
palavra basta.
Caminhar para O ALTO, ir para Deus!
Esse Deus, cheio de histórias contadas a seu respeito, mas que
em momento algum se podia definir como foi que tudo começou.
Mas, será possível?
104
Era nítido sim, que visitantes de outros orbes por ali passaram.
Sem dúvida nenhuma isto era uma grande verdade, ou então a folha de
coca dava tanta força àquele povo que eles conseguiram construir
MARAVILHAS naquele tempo, muito antes de haver algo que contasse
os dias e as noites.
Por qual motivo negavam os ditos evoluídos, e mesmo os
cientistas, a possibilidade da vida em outros orbes?
Será que eles já sabiam da TERRA OCA e não queriam chamar a
atenção dos Povos da Terra?
Será que os cientistas usavam os conhecimentos destes seres Intra-
Terrenos e se diziam, eles, os donos da Verdade?
Mas, caramba, não haveria Cientistas com coragem de acabar
com esta história de faz de conta?
Estava ali à sua frente tudo o que qualquer ser humano com um
pouquinho de consciência poderia olhar com olhos de ver e concluir que
ALGO ACONTECEU no passado e que no presente não mais se
conseguia desvendar.
Vendar, tapar a visão, CEGAR.
O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER.
Ora, se o próprio Jesus teve a coragem de usar estas palavras
para mostrar o quanto seus conterrâneos estavam ficando realmente
cegos pelo sistema implantado pelos conquistadores romanos e os
próprios fariseus, por qual motivo, no Século XX, não aparecia alguém a
desmistificar tudo isto e mostrar que a FORÇA DE DEUS já havia
ultrapassado há séculos os caminhos humanos criados apenas para
APRISIONAR CIVILIZAÇÕES INTEIRAS?
Será que teria que haver um novo MOISÉS?
Será que deveria acontecer na Terra toda um novo dilúvio e assim
as populações não mais ficariam nas mãos dos que dominavam os
povos do mundo?
Ale ficou muito, mas muito triste, ao observar que tudo aquilo que
via na Amazônia, Peru, Mato Grosso, México, mesmo nos EEUU, enfim,
no mundo, estava escrito e comentado de forma a criar uma ILUSÃO no
povo da Terra.
Lembrou-se de várias civilizações que conhecera, ainda em
estado muito primitivo mas com uma sabedoria que fazia inveja a
qualquer operador da bolsa de valores de São Paulo ou de Londres.
Lembrou-se de quantas e quantas pessoas ele conhecera que
nem mesmo roupas usavam, pois não tinham vergonha de nada, muito
pelo contrário, se protegiam com as cores da natureza contra insetos e
outros animais, as mesmas cores usadas pelos indianos para abrirem
seus chacras e assim os vórtices de luz poderem emanar toda energia
105
que o SER ETERNO TRAZ CONSIGO, o mesmo ser eterno que
chamamos de HOMEM, MULHER, CRIANÇA.
Se a própria árvore era capaz, como o Carvalho, de receber um
raio e permanecer intacta, transferindo a energia para a Terra, que desta
energia precisava, por qual motivo os humanos iam cada dia mais
perdendo toda a sua força e poder???
Afastaram-se de um ou de mais Deuses, que existem dentro deles
mesmos!
O que está em cima, está em baixo.
Ale anteviu os losangos da Cabala, em uníssono, desde o ponto
mais alto do Peru até o infinito dos Céus.
Acabá-la... esta história, alguém tinha de acabá-la.
Não era possível o mundo ficar mais perdido do que cego em
tiroteio, dando graças e louvores a quem cada dia que passava mais e
mais abusava do ser humano e de todo O PLANETA.
Rá!!!!!!!!!!!
Gritou Ale Mohamed, e imediatamente o guia peruano gritou:
Má!!!
Rá, era como se traduzia a expressão para designar Deus Sol, e
Má, era a tradução para a Deusa Lua... Pai e Mãe do Planeta Terra,
comentava o guia peruano enquanto seguiam pelos altiplanos que
serpenteavam a imensa montanha, onde lhamas seguiam por aquele
labirinto de estradas feitas a mão, incrustadas nas rochas, gerando
degraus desde o sopé até o mais alto ponto das serras andinas.
O frio era intenso, mas saudável. Estavam a mais de 2.500 metros
de altitude e respirar era bastante difícil, por isso sempre que podiam
paravam para recuperar o fôlego. Os guias, silenciosos aguardavam que
Ale se recuperasse oxigenando os pulmões, cérebro, células, ATOMOS.
Havia momentos em que ele achava que não conseguiria prosseguir na
caminhada, sentia cãibras imensas, dores por toda a barriga da perna,
coxas, pés, mas deitava-se em contato com o musgo que brotava entre
o CAMINHO e relaxava, sentindo-se volatilizar, flutuar, levitar...
O silêncio era extremo. Chegava a ouvir seu coração batendo em
sintonia com o NADA.
O respeito dos guias por aqueles momentos era extremamente
simbólico. Representava o quanto eles sabiam que a NATUREZA ERA
SILENCIOSA, introspectiva, eterna...
Após se recuperar, Ale levantava-se lentamente e prosseguiam na
caminhada.
106
Marco Martinez olhava para o amigo brasileiro, com descendência
dos povos dos Desertos, e apenas sorria, com seu olhar amendoado,
negro como o ônix e sincero como a chuva.
Chegaram a locais onde realmente poucos conseguem chegar e
só o fizeram porque havia um acordo em manter em segredo o que
viam.
Muitos anos se passaram, e ali, entre as levadas, os poios,
semelhantes aos altiplanos do Peru, o imenso Oceano que cercava toda
a Ilha da Madeira, Ale Mohamed sentiu que haviam muitos Deuses no
passado e muitas histórias, cada povo contando a história a sua maneira
e passando a informação de acordo com as LEIS que cada pseudo
poderoso instituía e assim, desde as antigas monarquias, até ao século
XXI, o povo da terra estava perdido, mais perdido que cego em tiroteio e,
por mais que quisessem se encontrar com a VERDADE ETERNA,
muitas gerações ainda viriam até que se conseguisse clarificar tudo isto.
Quem seria beneficiado?
Deus ou os Homens, os Homens ou a Natureza, a Natureza ou O
Planeta, O Planeta ou o Sistema Solar, o Sistema Solar ou a Galáxia, a
Galáxia ou o Universo?
Era muito complicado e ao mesmo tempo muito simples definir
tudo isso.
Ecologia, pessoal, social, planetária, cósmica ou universal.
Eco Lógico que iria ser ouvido por muitos em uma certa altura da
existência no Planeta Terra.
Haviam os meios para a divulgação e para a Emissão ou
Recepção em todo o Planeta Terra.
O que faltava?
Será que teriam mesmo que aparecer várias NAVES, IRMÃOS
INTRA E EXTRA-TERRESTRES, para comprovarmos que não estamos
sós???
Será que teriam que canonizar novos Santos, que seriam ainda
martirizados em prol de um ou outro poder constituído na Terra???
Seria possível que as Mães dos Humanos não iriam conseguir
travar os Pais famigerados e doentios???
Seria necessário que outras crianças fossem exterminadas pelos
HERODES DO SÉCULO XXI???
Rá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Gritou Ale Mohamed, e chorou, chorou muito...
107
Após recuperar-se levantou e foi até o salão onde a lareira
crepitava, apanhou uma peça que trazia consigo durante muitos anos e
que representava O SOL, e outra que representava A LUA.
Colocou-as, distantes uma da outra, no imenso jardim que
circundava a sua casa no Santo da Serra.
Lembrou-se do trabalho que fizera no Templo do Sol e no Templo
da Lua, em Cintra, quando, ao filmarem viram o Sol sobre Templo do Sol
e a Lua sobre o Templo da Lua.
Iniciou uma concentração, como lhe ensinaram os MESTRES
ETERNOS PERUANOS, descendentes de várias civilizações
perseguidas que se transformaram nos INCAS. Foi tirando toda a roupa,
sem se preocupar com o frio; vestiu-se de Luz Natural... Solar... e
começou a dançar...Uma dança muito, mas muito antiga, que lembrava
algo dentro dele. O frio foi desaparecendo, imagens começaram a se
formar ao seu redor; cada uma delas representava um ponto eterno que
estava dentro dele mesmo, que os seus átomos iam lhe trazendo para
dançarem com ele. Dançou, dançou, dançou.
Com ele dançavam seus cães, gatos, cavalos, amigos visíveis e
invisíveis... O SOL foi cada vez mais aquecendo seu corpo nu,
completamente nu, até que, extenuado, deitou-se silenciosamente, e
todos seus amigos visíveis e invisíveis também se deitaram
silenciosamente...
No céu surgiu a Lua, eram 5 horas da tarde, e o Sol ficou sobre o
símbolo do Sol, a Lua ficou sobre o símbolo da Lua...
Ale, aparentemente adormecido, estava deitado na relva, no Sítio
da Relva... A somadinha... Santo da Serra... À sua volta, apenas seus
amigos visíveis e invisíveis, intra e extra-terrenos, todos ali...
Seu coração indicava que o silêncio havia tomado conta de todo
O Arquipélago, de todo O Planeta, de Toda a Galáxia, de Todo o
Universo....
Alpha,Beta...Omega.........
A...dor...me...SER!!!!
MÁ... DEI... RÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O que está dentro, está fora!
108
CAPÍTULO 29
Ponte para a Liberdade
Ale Mohamed acordou naquele dia 22 de Março do ano 2005 da
Era Cristã, que na realidade era o dia 22 de Março de 2012 da mesma
era, se considerassem os 7 anos que ficaram esquecidos em algum
lugar dos vários calendários que as calendas não calendarizaram.
Mas, como o Aqui e Agora é o que importava, ele sabia que o
Equinócio da Primavera, no hemisfério norte, trazia no éter lembranças
eternas e uniões cósmicas que tinham mesmo que ser colmatadas com
algo superior ao que chamamos matéria, e ao mesmo tempo intrínseco à
evolução de tudo em que a própria matéria houvesse se superado na
intersecção eterna dos vários corpos que formam o ser humano, a
natureza, o planeta Terra, o Sol, a Lua, todos os planetas do sistema
solar, a galáxia e o universo, isto sem contar com a idéia de outros
universos, que não são nem sequer imaginados pelos chamados
humanos.
Curiosamente, naquele mesmo dia recebeu duas
interessantíssimas mensagens, uma que falava da Universidade
Indígena, algo que na opinião dele teria mesmo que acontecer um dia,
porque ninguém melhor que nossos ancestrais para clarificar o que o
sistema foi aos poucos ofuscando e afastando dos FILHOS DO SOL.
É verdade! Os FILHOS DO SOL, algo muito sério para ser
comentado em uma ou duas folhas de papel, mas, Ale Mohamed, que já
sabia ser descendente de antigas Tribos, não iria ficar matutando sobre
o óbvio, ainda mais no primeiro dia de Primavera. Iria sim, andar pelas
montanhas e respirar a maravilhosa essência Divina que a Natureza lhe
privilegiava.
É claro que iria responder à Universidade Indígena com todo seu
coração e toda sua alma, pois suas células e todos os seus Átomos
perceberam bem o motivo daquela mensagem chegar justamente
naquele momento e naquele dia.
Iria agradecer à sua amiga Lúcia Beatriz e a todos da
Universidade Indígena.
Curioso que no texto eles falavam de tambores, que iriam ressoar
naquele dia pelo mundo inteiro, e lembrou-se de como as Tribos se
comunicavam antigamente entre os vários Continentes que formavam o
Planeta Terra.
Lembrou-se do livro que falava dos Povos Esquecidos, e também
da Esfinge e o Dragão, algo que lera e dizia:
109
"Quando a Esfinge estiver olhando para o Dragão, ali haverá o
Paraíso!"
E a Esfinge e o Dragão estavam representados em forma de duas
montanhas ali pertinho, na Ilha do Porto Santo.
Vários anos se passaram e Ale Mohamed sabia que um dia provaria
àqueles que o chamavam de visionário, e até de louco, que realmente
muito mais havia naquelas Ilhas do que poderia imaginar a vã filosofia
dos que apenas sabiam chamar de PROFETAS aos habitantes da Ilha
do Porto Santo, sem nem sequer se lembrarem que por ali viveu um
grande Profeta, o homem que profetizou a existência de novos mundos.
Do outro lado de lá, o horizonte, que em muitas ocasiões os europeus
ainda consideravam um abismo, ou seja, quem passasse da linha do
horizonte cairia no vazio.
No entanto, o mesmo homem que vislumbrou tudo isso e que ali
foi viver, casando-se com Filipa Perestrelo, se chamava Cristóvão
Colombo, o mesmo Cristóvão Colombo que uma certa Fraternidade
Branca considerava a reencarnação de Saint Germain.
Ora, unindo os pauzinhos, Ale Mohamed tinha uma das respostas
mais Sagradas da História: a de que o Império Espanhol nessa altura
usou para descobrir novos mundos, dizimando civilizações inteiras que,
por acaso ou não, tocavam tambores e viviam da NATUREZA.
Colocar a culpa em Colombo ou em quem fosse não era cabível,
pois Ale Mohamed sabia que o Ontem já havia passado e o Amanhã era
ilusão, mas no Aqui e Agora tudo se unia para que ele conseguisse
desvendar algum mistério que o sistema nunca desvendaria.
Sabia ele o quanto corria o risco de ser mais uma vez perseguido
pelo que alquímica, sensorial, humana e eternamente conseguia unir na
Terra, sem se dar conta que estava realmente mexendo em um barril de
pólvora.
Mas se alguém não fizesse o que tinha que ser feito, o mundo
continuaria girando, mudando até o seu ponto de equilíbrio com a
mudança do seu eixo, e o povão da Terra continuaria alienado, sem se
dar conta de que, se todos se unissem tocando tambor ou em
meditação, muita coisa poderia ser evitada e se privilegiaria ao vivo e a
cores os melhores momentos do PLANETA TERRA, com todos seus
reinos e seus filhos queridos melhor conscientizados do quanto nos
doarmos aos nossos irmãos TERRENOS seria a melhor caminhada para
tantas outras jornadas cósmicas.
DO... AR... doação, que doa a ação mas que a façamos!!!
Doa a quem doer, a LUZ tinha que vir de qualquer forma à tona e
a todos, nada poderia ser mais ridículo do que um povo ser ILUMINADO
e o outro APAGADO. Tinha cabimento isto???
Estava então meditando sobre tudo aquilo quando o moço do
Correio chegou pelo caminho de terra que unia a casa no meio do
110
bosque e o mundo dos mundos, ou o exterior do Sítio, onde vivia Ale
Mohamed.
Os cães ladraram, principalmente Coringa, que a um quilômetro
ou mais de distância já sentia a aproximação de alguém.
Ale foi seguindo pela estradinha que dava acesso da casa ao
grande portal do sítio e ficou esperando chegar o moço do correio que
sorridente lhe cumprimentou entregando-lhe outra correspondência.
Ale o convidou para tomar um chá, mas o moço disse que tinha
muita correspondência a entregar e queria aproveitar o maravilhoso dia
que estava fazendo, para não deixar nada para amanhã.
"Nunca deixes para amanhã, o que podes fazer hoje!"
Ale agradeceu, empurrou o portão, virou-se em direção à casa e
foi abrindo o envelope pardo almofadado que acabara de receber. Lá
dentro algo havia de muito importante, sentia isto, até que abriu todo
envelope e ali estava a resposta ao que previra antes de o carteiro
chegar. A Cruz de Malta, sintonizada na freqüência vibratória de Saint
Germain.
A Cruz de Malta é o modelo eletrônico (forma-pensamento) do
Mestre Ascensionado Saint Germain.
Ale comprometeu-se a copiar tudo e transcrever para o livro a que
se dedicava, após uma longa leitura e reflexão em seu sótão.
Afinal quantos Avatares surgiriam neste novo milênio?
Esta pergunta ficou martelando em sua cabeça.
A Cruz de Malta sempre lhe chamara a atenção, tanto é que havia
feito uma pesquisa no Concelho de Santa Cruz que terminara por incidir
justamente na Cruz de Malta que havia nas Caravelas e que protegia os
Navegantes.
A Távola Redonda, o Rei Artur, Avalon.
Mas, o que havia ali sobre a sua antiga escrivaninha era algo
muito superior à materialização da CRUZ, ou fosse do que fosse, e era
isto que ele tinha que aprender para passar muito rapidamente aos seus
concidadãos do Planeta Terra.
Os SINAIS... sim, os SINAIS... que lembravam o plural de MONTE
SINAI...
Onde diz a História: algo ocorreu de muito, mas muito sério no
passado, relacionando a atual civilização com a mais antiga das
civilizações, ou pelo menos dos mundos que se conheciam à época.
111
OS SINAIS eram: A Universidade Indígena, INDIO... EM DEUS...
IN...DIO...
Os meios de comunicação antigos: tambores... ressoando no
equinócio da Primavera.
A Esfinge e o Dragão, a comemorarem o encontro do PARAÍSO.
Cristóvão Colombo vivendo na ILHA DOS PROFETAS... PORTO
SANTO...
E O Profeta, Saint Germain, citado pelo mundo, inclusive pela
cantora Simone e outros adeptos da Fraternidade Branca, viveu ali
pertinho de onde se encontrava Ale Mohamed.
E, só para completar: 22... PORTAL 11:11... Março = 3 =
Trindade... 2005 = 7... ufaaaaaaaaaaaaa!
O Homem do Deserto, descendente de várias civilizações
esquecidas, encarnado na forma de um ser humano de origem
Brasileira, Luso-descendente, Afro-descendente, com mistura de Árabes,
Judeus, Espanhóis, Indígenas... bem, um típico Brasileiro, ILHADO em
um Arquipélago de nome, agora prestem muita atenção:
MA = Lua ; Dei = Deus ou Doar ; Rá = Sol.
MADEIRA.
A ÁRVORE DA VIDA... DAVI...DÁ!
Mais uma vez nosso escritor e pesquisador começara a brincar
com as palavras e, claro, iria dar grandes versões para aquelas
coincidências do dia 22 de Março de 2005 ou 2012, da Era Cristã.
Decidiu registrar e comprometeu-se a divulgar no livro que estava
escrevendo e que se chamava O AVATAR.
Era primavera, iria passear pelos campos, ver a Natureza e
cumprimentar os muitos Deuses que estavam inseridos neste contexto
imenso chamado Universo.
Em Arcturo o seu amigo e Mestre, Jorge Martins, sorria.
Desde sempre ele sabia que para Ale Mohamed um pingo era
letra.
Ah!!! Se Ale conseguisse passar aos humanos o que realmente
simbolizavam aqueles SINAIS, como todos ficariam mais felizes,
contentes e saudáveis.
O Sol brilhava mais forte quando ele montou Sereno e foi em
direção à estrada de terra que dava acesso ao Sítio onde vivia e, ao que
112
parece, viveria para sempre. Não sentia necessidade nenhuma de sair
dali.
Tudo vinha ao seu encontro... Esta era a MENSAGEM, pois até a
Água do Mar se volatiliza e volta a descer pelas nuvens, para novamente
chegar ao Mar, o mesmo Mar que fez Cristóvão Colombo... a pomba de
Cristo, VER NOVOS MUNDOS.
Uma Luz violeta se atravessou entre Sereno e a Floresta que
separava o Sítio da Relva e o Mundo.
O aroma a pinho que vinha do bosque inebriava os três amigos,
Coringa, Sereno e Ale Mohamed.
Ser feliz exigia tão pouco, mas tão pouco... quase NADA...
Os tambores rufavam desde o Rio Grande do Sul até ao fim do
Mundo.
No Vale do Kiriri, Dórico Paese fumava seu cigarro de palha feito
com fumo de corda e sentia a presença dos Grandes Guias Eternos.
Ale ouvia pelo Éter uma canção indígena sendo entoada... Era a
União dos Povos da Terra a homenagearem os Deuses de sempre, em
prol de um mundo melhor e mais amigo.
Um homem se deu, no plural, Deus.
Rá!!!!!!!!!!!!!!!!
113
CAPÍTULO 30
Em nome de Deus, mas que Deus?
“Quanto mais pura é a água, mais ela mata a sede!”
Aquelas palavras ressoavam na cabeça de Ale Mohamed, que
estava seguindo para Paris em um vôo que saíra da Ilha da Madeira, em
uma época em que os Talibans estavam, a torto e a direito derrubando
mitos, dogmas, tradições, tanto em locais que por eles foram invadidos
no Médio Oriente (Afeganistão), como em várias outras partes do
mundo, explodindo carros, ou com homens-bomba, um terrorismo
desenfreado para uns e um ENCONTRO COM DEUS, para eles
mesmos.
A frase havia sido dita em um simpósio a respeito do maior
aqüífero sediado na América Latina, pertinho do Vale do Kiriri, onde o
próprio Brian Weiss, psiquiatra e escritor, havia já identificado um dos
pontos energeticamente mais bem equilibrados na América do Sul, o
que, para quem não sabe, é uma dádiva Divina, pois os processos de
cura passam a ser muito mais simplificados e, antes da cura, a ausência
de doenças também passa a ser muito maior.
Os passageiros daquele vôo nem se davam conta do que estava
acontecendo em Paris (os Talibans começaram a atacar Paris naquela
manhã), e assim o vôo seguia tranqüilamente sem nenhum problema a
bordo.
Quando desceu no Aeroporto Charles de Gaule, o encarregado da
Alfândega perguntou, em um francês de cais do porto, se Ale Mohamed
vinha de Istambul. Como Ale não entendia muito bem o que o
homenzinho dizia, sorriu e assinou a folha que por várias vezes foi
colocada a sua frente, até que um senhor, que vinha logo atrás, disse:
”Ele está vindo de Portugal!”
Desfeita a dúvida, Ale atravessou a divisa entre a legalidade e a
ilegalidade, sem nem sequer se dar conta de que sua barba e suas
feições o assemelhavam a muitos dos terroristas que estavam sendo
caçados no mundo todo. Mas, ao entender que o rapaz falava Istambul,
ele se lembrou de que havia escrito em O Planeta Exterminador há
muitos e muitos anos atrás: “…Singra Veleiro, Singra os Vales
Universais, passarás por Istambul, chegarás a Versasses, sem flores e
sem amores!”…
Então nosso amigo ficou com duas frases a lhe martelarem a
cabeça enquanto o motorista do táxi seguia em direção ao Hotel onde
ficaria hospedado.
O mais interessante era a pureza d’alma que ele estava naquele
momento, sem nem sequer saber dos Talibans e seus ataques na
Cidade Luz.
114
Após se acomodar no Hotel, deitou-se e ficou remoendo seus
pensamentos, logicamente querendo chegar a alguma conclusão,
porque se a sua mente registrara aquilo tudo e não o deixava em paz,
algum motivo haveria.
Pureza d’Alma e Inocência das pessoas em geral, no que diz
respeito a situações tremendamente perigosas para uns, e para outros
um ENCONTRO COM DEUS.
Ora, para os Talibans, morrer em nome de Alah ou de uma causa que os
elevasse à presença de Deus era algo mais do que líquido e certo.
Para o povo do mundo em geral, Deus representava uma PAZ
EXTREMA. E agora? Realmente, era uma pergunta muito difícil de ser
respondida. Quem estaria certo? Por que haveria de ter mártires para se ter
santos ou filhosdeDeus? Porque a pureza das crianças seria tão desvirtuada a
ponto delas ainda na tenra idade já empunharem armas contra um INIMIGO que
elas mesmas nem conheciam, mas identificavam como sendo inimigo, e do outro
lado, o “Inimigo” atacava o que considerava a própria Besta do
Apocalipse, em forma de Talibans, ou crianças-bomba!
Deus do céu… Como poderia haver tantos disparates entre uma e outra
civilização?
Se calhar em uma mesma civilização?
Ale sabia que isto tinha de mudar e os meios de comunicação
seriam de vital importância para que esta mudança ocorresse. Mas
COMO?!
O telefone tocou no apartamento onde ele se encontrava. Ale saiu de seus
pensamentos, atendeu, era o grupo de estudos que já havia chegado ao Hotel e
iria se reunir com ele para definirem metas de ação no que dizia respeito a
integração maior entre os povos de língua Portuguesa espalhados pelo mundo,
entre eles, o BRASIL, ANGOLA, MOÇAMBIQUE, SÃO THOMÉ E
PRÍNCIPE, CABO VERDE, AÇORES, MADEIRA.
Era muita gente, e uma imensa multiplicidade de etnias.
É verdade! Os Portugueses, ao partirem para os chamados
Descobrimentos geraram NOVAS RAÇAS, NOVOS POVOS, NOVAS
ETNIAS, uma miscelânea de raças, povos, usos e costumes que gerou algo
extremamente diferenciado de todos os outros tipos étnicos que existiam muito
bem definidos e espalhados também pelo mundo.
Seriam raças puras??? Teriam tanta pureza como os chamados
Portugueses ou seus descendentes? Comparar esta pureza de Raça tinha algo a
ver com a verdade universal?
Ao chegar à recepção do Hotel, “Chico”, um dos amigos de Ale, o
recebeu sorrindo, com um grande abraço bem à brasileira e logo deixou
o escritor e pesquisador muito àvontade. Alline, que acompanhava
Chico, era uma francesa que se enamorara pelo brasileiro em uma das
incursões feitas pela Bretanha adentro, também estudiosa das etnias,
usos ecostumes. Tinha os olhos esverdeados, a pele queimada pelo
trabalho que fazia em meio à natureza, estatura média, sorriso franco e
cabelos ruivos.
Atlantes, pensou Ale Mohamed, que considerava o povo que tinha
cabelos ruivos descendente dos Atlantes; não que outros tipos de cabelo
negassem a origem Atlantes mas, na opinião de Ale, os ruivos ou as
115
ruivas, sem dúvida, eram uma grande incógnita no estudo genético do
mundo.
Após as apresentações os três amigos dirigiram-se para a saída
do Hotel, entraram no carro que Chico havia disponibilizado para as idas
e vindas e seguiram em direção ao Trocadero, onde haveria um
encontro com vários outros estudiosos dos temas em questão.
Chico e Alline iam atrás, Ale se colocando entre os dois grandes
amigos, muito à vontade, o que lhe permitia uma agradável sensação de
estar entre irmãos, algo que para ele era fundamental em uma relação e
que dificilmente acontecia na Europa, pois as pessoas eram muito
formais, o que o desagradava imensamente. Após todas as reuniões
programadas, saíram do Trocadero e se dirigiram à Torre Eiffel, para
desfrutar a vista e satisfazer certas curiosidades a respeito das pessoas
que então freqüentavam Paris, que a visitavam em grupos ou
isoladamente, mas, com uma diferença gritante do que era a Europa de
antanho, quase que reservada apenas a uma minoria, em função das
dificuldades para viajar. O espaço cheguen abriu as portas da Europa
para o mundo, e Paris vivia então uma intensa invasão de povos de
todos os lados do mundo, pois não havia tanta necessidade das pessoas
serem inspecionadas nas alfândegas ou fronteiras.
O rádio do carro anunciava que havia explodido uma bomba
justamente no Trocadero, e só então Ale tomou conhecimento do que
estava acontecendo em Paris. Chico o aquietou, dizendo que eram
pessoas de Paz e nada lhes aconteceria. Rumaram assim mesmo para a
mais famosa torre do mundo, subiram no antigo elevador, puderam
visualizar uma vasta área de Paris, enquanto as ambulâncias corriam de
um lado para o outro para socorrerem as pessoas que foram atingidas
bem ali abaixo deles, do outro lado do Rio Sena, onde ficava o
Trocadero... Ale ficou uma semana na França e não presenciou nenhum
atentado. Apenas ouvia as notícias nas rádios, televisões e jornais,
todavia tinha que aproveitar ao máximo a sua estada. Assim, ao chegar
ao seu mundinho, lá no alto da montanha onde vivia, depois de se
acomodar novamente àquela vida de escritor e um quase EREMITA, foi
que se deu conta do quanto de pureza e de inocência ocorrera naquela
viagem.
E, se calhar, foi a pureza e a inocência dos três amigos que os
impediu de serem contaminados com a carnificina que se impunha
naquele sistema doente e caduco que o mundo criara, um Velho Mundo,
considerado por uns uma maravilha, mas um mundo dos desertos, das
falanges suicidas, dos fanáticos que nem queriam saber quem estaria
em um ônibus, avião ou mesmo esplanada pública.
Ao mesmo tempo, tanto no Novo Mundo - das Américas, quanto
no Velho Mundo Europeu, em todos Países em geral, haviam pessoas
muito puras, inocentes e que nem tomavam conhecimento
desse mundo de calamidades humanas. Tudo isto era motivo de
controvérsias e ao mesmo tempo de estudo e análise, para que no futuro
a humanidade encontrasse um equilíbrio, como o fazem os pássaros, as
aves de arribação que, ao pressentirem que algo irá prejudicar a sua
espécie, logo procuram outros locais onde possam desenvolver-se sem
prejuízo da sua maneira de ser e viver.
Toda grande caminhada começa com um primeiro passo!
116
CAPÍTULO 31
O Deus invisível
Há muitos e muitos anos, em uma Terra distante, havia entre os
que hoje se dizem humanos, uma série de rituais, de usos e costumes
que permitiam a todos compreenderem, em primeiro lugar, o que cada
um ERA naquela ERA, e cada um, ou seja, seu corpo físico, emocional,
cerebral, espiritual e Universal, ia através destes rituais compreendendo
que realmente há algo superior a si próprio, mas, ao mesmo tempo faz
parte do Todo em que cada um está envolto.
Um dos rituais mais interessantes era o da LUA CHEIA, que
permitia a todos observarem que naquele momento a LUA era ELA,
INTEIRA, e, claro, a Regência Lunar era muito mais ampla.
E havia ainda os Deuses, visíveis, Deuses que andavam entre os
que habitavam a Terra, Deuses que conversavam com os mais humildes
e com os mais poderosos (entre aspas), porque não era possível haver
um PODER que não emanasse do TODO, e este então distribuía-se
pelas partes.
Acontece que a própria LUA era uma Deusa, a DEUSA MÁ. Mas a
expressão Má, assim como a expressão Rá, em nada tinha a ver com a
tradução dada pela linguagem que hoje usamos.
Sem querer entrar em detalhes em quem se beneficiou com esta
tradução, o que importa é que a força da DEUSA MÁ é, até hoje, incrível,
pois ela rege as marés, as águas, o crescimento, o desenvolvimento, o
frio e até mesmo o estado de espírito da NATUREZA.
Haviam duas LUAS, mas isto é uma outra história que fica para
uma outra vez. Uma destas Luas caiu e provocou o que chamamos até
hoje de DILÚVIO...
Rá, o Deus Sol, permanece com a sua missão de ILUMINAR,
assim como a LUA, que apenas reflete a luz Solar. Todavia, o Sol numa
onda mais quente, mais emocional, mais interativa entre o que busca e o
que será buscado, e assim é que o amanhecer desperta os pássaros
que amanhecem o Dia e fazem com que as árvores continuem a buscar
o sol. Observem que existem árvores que crescem ao MEIO DIA, e
sobem verticalmente, outras crescem a toda hora e se espalham para
tudo quanto é lado... Delas vieram os frutos, e dos frutos as sementes, e
das sementes as Florestas... Sê Mente, também Cor...Ação!!!
À medida que os vários Deuses foram sendo cada dia mais
identificados e conhecidos pelos nossos ancestrais, é claro que a
liberdade entre eles foi aumentando, e nada melhor do que a
LIBERDADE para que cada qual demonstre aquilo que sente ou não em
117
relação ao outro, seja de que raça for e de que Reino vier, animal,
vegetal ou mineral.
Então, a INTRIGA, começou a crescer entre nossos ancestrais e
entre os próprios Deuses que se aperceberam que algo andava muito
mal. Sem quererem culpar ninguém, mas os Deuses mais Sábios foram
aos poucos se afastando e ficaram no OLIMPO, e de lá nunca mais
saíram e se saíram, saíram sem que ninguém ou NADA se apercebesse
disso.
O que restou em toda esta História é que os Ancestrais mais
Sábios fizeram exatamente como os Deuses Sábios e, sem se
envolverem muito com o geral da História, foram também se afastando e
criando no SILÊNCIO, o que eles chamariam depois de PROFECIAS E
FILOSOFIA.
Acontece que nada pode mudar de repente e as mudanças
radicais são terríveis. Quem nelas crê se esquece de que a evolução do
próprio Universo é muito lenta. Vejam que há Estrelas que nem existem
mais, e no entanto nós vemos a sua luz. Por quê???
Porque o Deus invisível, aquele que NUNCA quis aparecer, que
se recolheu muito antes do Universo ser o que é hoje, se apercebeu que,
se tirasse dos nossos sentidos e mesmo de todo o universo uma LUZ à
qual já estávamos habituados, ficaríamos com uma imensa dúvida a
respeito do que de fato VIMOS.
Ora, o olhar é o maior exemplo de LUZ, sem luz, não há visão. E
o pior cego é aquele que quer VER mais do que os outros, sem se
aperceber que o maior sentido da vida, é vetorial, é essencial, é físico e
ao mesmo tempo é ligado ao Todo... Ver por ver, é o mesmo que comer
por comer, sem sabor, sem essência, sem necessidade até de comer, de
se alimentar, de se sentir VIVO e fazer com que este viver seja saudável
e não apenas algo mecânico e sem valor Eterno.
Aí está o grande X da questão desta História, o invisível é o mais
Eterno de tudo o que conhecemos e o invisível é o que mais queremos
desvendar, por mais que o Criador ou a Energia que gerou tudo isto
tenha inicialmente se preocupado em não tirar de uma hora para outra
de nossa frente aquilo em que mais cremos, qual seja, a LUZ...
Claro que existem outros seres que andam na escuridão e foram
para isto criados, senão, o que seria da noite sem companhia?
Mas, o importante é que o Deus invisível nos deu uma lição
imensa, porque NUNCA APARECEU e NUNCA IRÁ APARECER, a não
ser para quem ou onde Ele achar que deve e isto é um problema Dele,
única e exclusivamente Dele. Então tem cabimento nós sermos dotados
de livre arbítrio e Ele não???
Sabemos que a cada dia que passa a Humanidade vai se
tornando mais e mais AMIGA DOS DEUSES, de Hoje e de Sempre.
Sejam esses Deuses o que forem ou o que esta Humana...Idade mais
118
acredite, sem essa LIBERDADE, o que será Verdadeiro sempre, nunca
iria ser visto.
É por este motivo que há Eremitas, Monges, Filósofos,
Pensadores, os que crêem em algo oriundo de uma ENERGIA IMENSA
e que precisa ser descodificado constantemente para que a Vida não
seja apenas algo que o próprio sistema criou e chamamos mecanização,
robotização, automação e até VIRTUALIDADE.
Sempre houve esta energia invisível que nos UNE e nos faz
pressentir o Grande Momento de nossas vidas. Jesus, Buda, Gandhi,
Apolônio, Maomé, enfim, todos os Filósofos e Avatares que por aqui já
estiveram compreenderam e passaram isto, e, por incrível que possa
parecer, ELES nem viram Deus.
Sentiram Deus e vivem com Deus, o Deus invisível, eterno e
Amigo.
Porque hoje é sábado, esperemos que cada qual Viva, Sinta, Veja
e comungue com a NATUREZA E COM SEUS IRMÃOS o Verdadeiro e
Eterno momento de suas vidas, a qual é a continuação do Deus Eterno e
Invisível, que poderíamos chamar PAI... E só quem não tem um pai para
saber o quanto é importante este PAI...
Amem, do verbo Amar, procurem Amar... Há mar, salgado tal e
qual o nosso lacrimejar... entrem nas ondas e deixem-se levar, pois
foram elas que permitiram também conhecer o MUNDO VIRTUAL e
outros que iremos conhecendo pouco a pouco, dia e noite, graças ao
Sol, à Lua e à Terra.
Os outros mundos, iremos conhecendo nos momentos em que
nos for permitido conhecer. O importante mesmo é sabermos respeitar
os mais humildes, a natureza e tudo o mais, até porque, cada qual é o
que É... Pessegueiro sempre dará apenas pêssegos, Macieira, maçãs...
Má...Sãs!!!
119
CAPÍTULO 32
Intelecto e Razão
Aprisionado entre o intelecto e a razão, Ale Mohamed se
apercebia o quanto tudo aquilo que para ele poderia ter algum
significado, estava justamente fora do seu corpo físico.
Como poderia ele explicar isto às pessoas, sem as magoar, sem
dar mostras de ser um alienado perante o sistema constituído e, ao
mesmo tempo, satisfazer sua forma de ser também no plano Terra?
Sabia que poderia ficar a VIDA TODA escrevendo e não iria
conseguir passar a mensagem que trazia consigo.
Havia sido assediado várias vezes e de maneiras diferentes, tanto
pelos que pretendiam usar seus conhecimentos nas várias áreas em que
atuara, como por quem apenas queria usufruir das suas conversas que
mais pareciam de um CONTADOR DE HISTÓRIAS.
Histórias de encantar que muitas vezes o colocava em uma
posição extremamente delicada pelo que as pessoas em geral se
envolviam com o ser humano que ele era, mesmo ele nem se
apercebendo muito disto, estando a Leste do que elas sentiam por ele
como Homem, ou como um objecto de suas vidas apagadas e sem
graça alguma.
Isto tudo fez com que Ale Mohamed cada vez mais se
interiorizasse para buscar uma resposta mais saudável para ele e para
aqueles que, em sua opinião, também buscavam respostas a isto que
chamamos VIDA TERRENA.
Sabia que estava se tornando muito repetitivo todo o processo de
seu próprio aprendizado, mas se para ele estava sendo difícil, se calhar
para muitos outros mais difícil ainda ficaria a cada convivência ou
vivência apenas.
A VERDADE, esta sim era muito complicada.
Para uns era assim, para outros era assada.
E naquela segunda-feira que precedia a comemoração da
Páscoa, Ale Mohamed tinha bem gravado em si as imagens relativas à
vinda de Jesus de Nazaré, o UNGIDO que os Judeus tanto esperavam
como o Messias e que mesmo Poncio Pilatos não reconheceu nele
nenhum motivo para o julgar perante Deus ou os Homens.
Todavia a ignara multidão o JULGOU.
É verdade, a multidão sempre fora incontrolável, e, no caso
específico de Jesus, foi assediada pelos próprios Doutores da Lei que se
permitiram que o TEMPLO SAGRADO, que trazia toda a História dos
Essênios, desde quando o Mundo era Mundo, se convertesse em um
centro de negociatas e de vendilhões da própria Fé.
120
Aí estava um exemplo típico do quanto o Intelecto e a Razão
NADA, mas NADA mesmo tinham a ver com as forças cósmicas que nos
fazem compreender o OUTRO LADO DA VIDA.
Aquele lado em que nosso SER de LUZ se recolhe e vai se
expandindo, expandindo, expandindo, até nada mais ser, em termos
Terra e tudo começar a SER em termos Universais e Divinos.
Jesus conhecera este estágio do seu viver, João Baptista o
confirmara a quando de seu baptismo, visualizando o Eon Crístico , força
Divina e Cósmica, que está disponível a todos que conseguirem esta
conexão entre o Aqui e Agora e todo o sempre.
As lembranças de tudo aquilo fervilhavam ainda na cabeça de Ale
Mohamed o qual havia feito uma INICIAÇÃO AO NATURAL que
praticamente lhe consumia toda sua existência.
Além da educação católica que tivera, o fato de se aperceber
disto, entre as florestas e toda a natureza, assim como entre alguns
Mestres que o destino lhe colocou frente a frente, ele aos poucos foi
concluindo que a sua idade ia avançando e não conseguiria mesmo
passar a mensagem do que realmente seria O AVATAR.
Assim, após tantos anos de estudos, pesquisas, escritos e
documentação, concluiu que seria talvez um privilegiado em si mesmo e,
quem quisesse que buscasse naquele milénio a resposta mais adequada
a cada qual.
Iria concluir aquele seu trabalho com o maior carinho do mundo,
nem se preocupando mais se teriam 100 ou mais páginas, porque para
bom entendedor, meia palavra basta.
Lembrou-se de quantos e quantos anos estivera envolvido com
várias histórias que o seu intelecto captara e, graças a alguns amigos,
conseguira ver impresso em papel tudo aquilo que, ao fim e ao cabo,
para ele era tão normal quanto tomar um copo com água fresca, fosse
com as próprias mãos em uma fonte pura, ou no centro de São Paulo
em um botequim qualquer da vida, porque a PUREZA, esta, não estava
dentro apenas da Água, mas também em quem a consumia.
Era a mais sábia explicação para a autocura e o afugentar de
todos os males.
Que razão teria então Ale Mohamed para ficar perambulando pelo
mundo em busca de uma resposta ao que lhe ia n’Alma se até o seu
Espírito já lhe havia intuído que muito dificilmente conseguiria realmente
mostrar o que compreendera quando estivera FORA DE SI, na opinião
de muitos.
Era isto!
Sempre fora considerado FORA DE SI, sempre fora julgado e
torturado, sempre fora maltratado pelos da Terra que não o aceitavam
como ele próprio ERA.
E, se naquela ERA ainda não conseguira mostrar que O
RELIGARE era desnecessário para quem viera já LIGADO, aúnica e
verdadeira Razão que teria, seria, sem dúvidas se preocupar consigo
mesmo e deixar de lado tudo o mais que até então lhe tomara tanto
tempo e não resultara para quem ele já havia tantas e tantas vezes
explicado, fosse pessoalmente ou à distância.
121
Na realidade, Ale Mohamed, o HOMEM, já não era apenas aquele
que viera de uma família Lusitana, nascido em São Paulo, na Rua dos
Estudantes, no ano de 1945.
Ale Mohamed era para si mesmo um simples ser humano que não
conseguia mais degustar da comida que lhe ofereciam, pois sentia que
ela não tinha a pureza que o seu SER atingira, pureza esta que de bom
grado ele oferecera a todos que com ele conviveram, chegando ao ponto
de ficar SEM NADA, para satisfazer exigências intelectuais ou racionais
de um povo que estava realmente perdido e sem rumo.
Naquele dia, com seus sessenta anos de idade, Ale Mohamed
concluíra que não seria ele e sabe-se lá, quem seria que iria realmente
colaborar com aquele povo que via seus irmãos morrerem esmagados
por terremotos ou maremotos, causados por bombas enviadas em nome
de Deus, contra outros Povos que viam o seu Deus de outra maneira
que aquela dos que enviavam bombas e mais bombas.
Em meio a estes dois povos haviam crianças e tantas outras
pessoas inocentes, que nunca mais veriam a luz do sol e muito menos
ouviriam um CONTADOR DE HISTÓRIAS.
Ale sabia que dificilmente iria compreender afinal o que significava
tudo aquilo, mas, se de bilhões de pessoas, apenas algumas o
conheceram e o compreenderam, que mais queria ele?
E uma voz então veio aos seus ouvidos lhe confidenciar: “Nada!”
É, verdade, ele nunca quis nada, apenas conseguiu viver em um
mundo que a chamada humanidade dificilmente iria novamente viver.
O Mundo onde não era necessário Avatar nenhum, pois todos
eram iguais em forma de Luz e de Paz.
O Mundo dos Atlantes, dos Essênios e dos que antecederam os
Essênios, o mundo dos mundos, onde até mesmo os chamados
Astronautas foram e tiveram uma pequena amostra do quanto O
PLANETA TODO JÁ ESTÁ NO CÉU.
E ninguém precisa mais morrer para lá chegar.
Ale fechou seus olhos, respirou profundamente, e pediu pelo
mundo dos HOMENS, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
porque afinal foi assim que aprendeu a ORAR, e somente a oração
poderia salvar a Humanidade.
Quem quisesse acreditar, que acreditasse, quem não quisesse
acreditar que fizesse como bem entendesse.
O importante é que superar o Intelecto e a própria Razão significa
atingir um estágio de Loucura para uns e de Genialidade para outros,
todavia atingir O NADA, é privilégio de poucos.
2ª Feira da Pasquela 2005 + 7 da Era Cristã.
122
Capítulo 33
O PAPA
Ao estudar tudo o que já havia pesquisado a respeito do que
realmente seria O AVATAR, Ale Mohamed, de alguma forma e por várias
vezes, alertara as instituições religiosas, fossem elas de que origem
fossem, para que não criassem tanta dependência nas pessoas nem as
manipulassem em prol de um mundo que chamamos realidade para uns
e sonho para outros. Afinal o sonhador sempre será sonhador e a
real...idade poucos atingem.
Durante vários anos o peregrino das estrelas, como era conhecido
Ale Mohamed, seguiu uma linha de conduta que tinha realmente uma
imensa força de busca, de procura, de querer saber...
Naquele dia soube pelo rádio que o Santo Padre estava à beira da
morte. À noite a notícia se confirmou e o Sumo Pontífice dos Católicos
do mundo inteiro findou sua estada na Terra.
Milhões de pessoas choravam a perda daquele que foi
considerado o PAPA de todos os Povos do Mundo, pois lutou
imensamente pelo Messianismo de todas as religiões e conseguiu unir
praticamente todos os povos do mundo.
Quando de suas visitas em países do Leste Europeu,
Asiáticos, enfim, de Leste a Oeste e de Norte a Sul, a presença de
Karol Wojtila, o Papa João Paulo II, permitiu uma nova visão do
Catolicismo, se calhar o mesmo Khaphitolikus tão propalado pelos
gregos e que simbolizava Universal.
Ale acompanhou com muita atenção todo o relato do sofrimento,
da dor e das últimas horas deste emissário de Jesus na Terra, o
representante da Igreja de Jesus Cristo, a qual nasceu graças ao
apóstolo Paulo que compilou todas as memórias dos acontecimentos no
que se chamou NOVO TESTAMENTO.
A maneira como o mundo inteiro se uniu através dos meios de
Comunicação, com todos os governantes enviando suas mensagens de
solidariedade àqueles momentos finais da vida de João Paulo II, fez com
que Ale Mohamed meditasse, e muito, no porque de todas as
civilizações do mundo não seguirem aquele exemplo, tão dignificante e
realmente messiânico, dado por um HOMEM COMUM, que até mineiro
tinha sido na Polônia, sua terra natal.
Gravou tudo aquilo de alguma forma em seus alfarrábios e
prometeu a si mesmo que um dia iria escrever algo a respeito do que
deduziu da vida deste representante de Jesus na Terra.
Claro que iria continuar mantendo a mesma opinião de que
ninguém precisa depender de ninguém para chegar a Deus, e ao mesmo
tempo também continuaria afirmando que muitos falavam em Deus sem
123
nem fazerem idéia do quão distante Deus estava da maioria, porque eles
próprios se afastaram das suas origens primeiras, as quais eram o maior
exemplo de Luz, de Paz, Harmonia e Criação.
O fato de ter observado a grandeza de João Paulo II não faria
dele nenhum fanático e nenhum adepto desta ou daquela religião, mas
sim o mesmo estudioso neutro de todas as religiões e formas de
RELIGARE instituídas no Planeta Terra.
Se em seus estudos e pesquisas, fossem étnicas, religiosas,
políticas, existenciais, raciais, arqueológicas, geográficas ou históricas,
caso pendessem a favor deste ou daquele povo, dogma, corrente
política e tudo o mais, iria desvirtuar a maneira tão singela e tão
abnegada que mantivera durante tantos anos na busca do que afinal
representa O AVATAR.
Em sua opinião, todos seriamos responsáveis pela escolha do
nosso Caminho e eximindo-se esta responsabilidade ficaria muito fácil
colocarmos a culpa dos nossos próprios erros em outros que nada
sabiam da nossa verdadeira origem.
Nem os dedos das mãos são iguais, então como seria possível
haver um POVO TODO IGUAL ???
Sempre haveria discordâncias, no entanto isto não era motivo
para se criarem as guerras.
O que mais magoou Ale Mohamed foram os testemunhos de
líderes (entre aspas) de alguns povos, tendo eles mesmos enviado
tropas a outros países, em nome sabe-se lá de que Deus, para
aniquilarem etnias inteiras, e ver estes mesmos líderes, ali a chorar a
passagem de João Paulo II para o plano espiritual, com uma atitude
hipócrita, falando em Paz, alguns até com a esposa do lado, para
confirmar estarem ali em forma familiar e saudável.
Isso doía muito em Ale Mohamed e, se ele pudesse usar estes
testemunhos como um documento de que a partir daquela data
cumpririam o que pregara João Paulo II, sem dúvida a Paz seria bem
possível no mundo dos Homens.
Iria meditar sobre tudo aquilo e depois documentar tudo de forma
a colaborar com os jovens e com as crianças que estavam nascendo
naquele milênio.
Arrumou um tempo, foi até ao Centro da Vila onde vivia e
ofereceu algumas flores, velas e incenso ao maravilhoso ser humano
chamado Karol Wojtila, ou Sua Santidade João Paulo II, um exemplo a
seguir por muitos de muitas religiões.
124
CAPÍTULO 34
Meu Deus Interior
MEU DEUS INTERIOR não tem porque se preocupar com o meu
desenvolvimento humano, apenas ele tem que SER o SER que Ele É!
Iludem-se os que pensam que podem USAR este Deus interior
para seu beneplácito Terreno.
Afinal estamos no Universo e somos filhos do Universo.
Por qual motivo nos aprisionarmos a estas cadeias terrícolas e
materializantes que em NADA somam ao nosso Deus interior???
Se nosso olhar cintilar Paz, nosso Deus interior, também não está
preocupado.
Enfim, Ele tem o que fazer, por isto nem tentem tira-Lo do que Ele
É, se eu, que sou eu e convivo todos os dias com Ele, não consigo tirá-
Lo do seu CAMINHO - (AVATAR), como é que alguém que esteja fora
de mim poderá desviar-me ou a Ele???
Veja, quando estamos aparentemente, acima de tudo e de todos,
é porque estamos primeiro acima de nós mesmos e por isto tudo fica
mais leve...
Sinta-se levitar e veja o TEU SER, acima de ti mesmo ou mesma,
verás que estarás em um palco invisível onde muitos gostariam de te
ouvir, te sentir, te alcançar.
Observe como estes MUITOS têm imensas afinidades com você
na essência do seu verdadeiro SER, e se não forem muitos, nem se
incomode, o que mais vale é a qualidade de vida que você construiu
natural, sensitiva, espiritual e astralmente dentro de si.
Nunca te esqueças: quanto menos incomodares o teu DEUS
INTERIOR, mais Ele se comunicará com o que para Ele é mais
importante...
Leva esta mensagem e se calhar hoje verás que o teu dia será
mais LEVE...
Leve-a....LEVE...A….
125
CAPÍTULO 35
Dórico Paese
O escritor foi convidado para conhecer o VALE DO KIRIRI, e, por
várias vezes lá foi, deslocando-se da Ilha da Madeira, Portugal, até
SANTA CATARINA, onde o esperavam, e sempre irão esperá-lo, os
amigos do SEMPRE, aqueles que sabem muito bem quem ELE É, e o
que veio fazer no plano terra.
Na primeira vez, havia umas 25 pessoas, esperando por ele, lá em
Itapema, no Hotel Village Praia, onde a proprietária, Walkyria Garcia,
havia reunido todos os que se comunicavam com ele, e que queriam
conhecê-lo pessoalmente, assim como os que ele também estava
querendo conhecer, bigode a bigode ou batom a bigode, como se fala
em linguagem de rádio amador.
Foi um encontro maravilhoso, luzes, cânticos, até missa do Padre
Cebola, aconteceu por lá, a dança do ventre, muito bem interpretada e
ensinada por Amyra El Khalili, a Psicoterapia do Encantamento com
Paulo Urban e Patrícia Luchessi, as gargalhadas da Lúcia Beatriz,
gaúcha de bomba na mão, os quitutes da Isabel, a forma silenciosa de
sentir tudo de Damáris, o reencontro entre Gabriela e Luiza, John e
Fendel, os mais ouvintes que falantes, Tatti, a simpática anfitriã e
relações públicas in NATURA, de Itapema, David, o homem da Lei,
Ozório o anfitrião das estrelas, Stalin Passos, irmão eterno, Mário
Moreno, o criador de cavalos lusitanos, Markito, César, os filhos e
verdadeiros herdeiros da Vida, Paulo o gaúcho compenetrado, enfim…
um mundo de gente de toda parte do mundo, e assim, tudo foi
acontecendo como manda o figurino, ou o Astral.
O primeiro encontro com o Kiriri foi muito forte para o escritor,
afinal, o VALE DO KIRIRI, já é citado por muitos cientistas no mundo
inteiro, inclusive Brian Weiss, e ele, um humilde escritor, brasileiro,
radicado em uma Ilha, distante da sua Pátria, por mais que tivesse os
contactos que tinha a nível mundial como correspondente, nunca iria ter
a projeção de um Ayuna, Brian Weiss, WFT, entre outros, que sabiam o
quanto o Kiriri era realmente um solo Sagrado e que, sem dúvidas,
deveria e deverá ser preservado.
Assim, foi filmando tudo o que pôde, a alegria dos jovens à volta
do sábio Dórico Paese, que mostrava tudo com muito carinho e atenção
ao que dizia, porque as pessoas depois de uma certa idade aprendem a
ouvir e falam só quando realmente precisam falar… Ele, Paese, ouvia a
natureza que é Mestra e Mãe… algo que a igreja até copiou em Mater et
Magistra, mas apenas copiou, porque atuar mesmo como a Natureza,
isto sim é muito próprio dela mesma e quiçá um dia os humanos
compreendam isto…quiçá!
Foi um encontro muito agradável... salutar, fraternal, paternal e
NATURAL.
Depois deste encontro houve outros, mas houve um, em que o
escritor decidiu ir sozinho, como, aliás, sempre gostou de andar na vida.
Acordou às 4h da manhã, saiu de Itapema, e lá se foi para o Vale do
126
Kiriri. O sol ainda não tinha sido despertado, pois os pássaros não
haviam amanhecido o dia, a estrada estava repleta de caminhões que
aproveitavam o frescor da noite para seguirem seus itinerários naquele
país continental. Uns até vinham de outros países, como Argentina,
Paraguai, Chile… e subiam em direção ao maior centro da América do
Sul, São Paulo.
A madrugada é um grande lenitivo e, quando menos esperava,
apesar de uma densa chuva que resolveu se abater sobre Santa
Catarina, o Sol veio surgindo justamente quando ele se encontrava
próximo ao Kiriri, duas imensas montanhas que se uniam formando o
grande Vale. Lá ao fundo, Garuva, a cidade que havia tido Dórico Paese
como primeiro Prefeito, e além de Garuva, a praia e o imenso oceano a
separar os mundos dos mundos.
Na igreja de Garuva uma multidão aguardava a hora, para ser
atendida pelo padre milagreiro... O escritor sorria, pois MILAGRE, quem
faz é a Fé. Mas se o padre achava bem ter todos aos seus pés, é porque
descobriu uma forma de colocar a fé aos seus pés, ou seja inverteu
tudo… .Ah se Jesus visse aquilo...
Mas, cada roca seu fuso, cada povo seu uso...
O escritor seguiu então seu caminho, indo por entre as casinhas
de madeira, que se constrói em Santa Catarina, ruas de terra batida, os
pássaros que amanheceram o dia a dizer Bem-Te-Vi..., até que chegou
ao PORTAL DO KIRIRI, onde numa cancela uma placa dizia :
KIRIRI – SENDA DE BRIAN WEISS E AYUNA
- tudo em letras bem grandes…
Silêncio. Kiriri, simboliza silêncio na linguagem da Tribo Kiriri, que
teve que se mandar dali a quando das invasões dos chamados povos
civilizados. Dizem que eles deram origem aos Incas, mas, isto é uma
outra história que fica para uma outra vez.
Educadamente, o escritor aguardou que alguém acordasse para
abrir a Cancela, feita em MADEIRA DE LEI, ali mesmo do Kiriri. O
silêncio era uma bênção… o cântico da água, a fazer girar uma bobina
que produzia a energia levada à casa da fazenda, onde havia uma
administração improvisada do Vale.
Estava quase cochilando quando sentiu alguém lhe tocar no
ombro, pelo vidro aberto do carro. Era Marcio, o guia, que acabara de
chegar e já o conhecia de outras andanças.
- Madrugou homem de Deus!
- Pois é, o dia começa cedo, já dizia meu avô...
- Vamo chegá...
Márcio abriu a cancela, o carro avançou silenciosamente, para não
despertar os que ali moravam.
O escritor desceu do veículo e cumprimentou Márcio, que já vinha
com uma banana na mão a titulo de oferecer o café da manhã...
Abraçaram-se, olharam-se nos olhos, e já combinaram que a subida
127
seria naquele dia... a tal subida que, dizem, nem todos conseguem
cumprir até ao ponto mais alto do Kiriri.
Dórico Paese explicou tudo, após ter acordado e preparado um
cafezinho a moda da roça, com fumo de corda e tudo o mais. E
realmente sentiu que ali havia uma osmose natural entre ele, o escritor e
tudo o mais... e foi esta osmose que fez com que o escritor investisse o
seu tempo em escrever O AVATAR, pois só mesmo UM PAI, como
Dórico Paese, para mostrar ao mundo que os POVOS DE OUTROS
MUNDOS, são também nossos irmãos, sejam estes povos de outros
planetas, orbes, galáxias, ou deste mundo mesmo.
E, quem quisesse SUBIR, poderia subir sim, mas, por favor,
tragam de volta o que levaram para cima... não deixem pelo caminho,
NADA, até seria melhor não levarem nada mesmo, porque no CAMINHO,
AVATAR, nunca falta nada, e o risco é bem menor, porque às vezes a
gente quer levar tanta coisa e não consegue atingir o ponto MÁXIMO DA
SUBIDA... E quem não sobe não vai a parte alguma... já dizia Jorge
Martins, o mestre do escritor em sua juventude.
Que conversa boa foi aquela à beira do fogão, com a mesa posta
a moda da roça, com muito carinho, amor e luz. Bolinhos feitos na hora,
e uma prosa que para a gente contar iria ficar aqui a vida toda e nem
contava a primeira fase da história, quanto mais o resto. Então cada qual
que imagine a sua maneira o quanto houve de prosa, antes, durante e
depois da subida, que aliás, em silêncio era uma delícia, mas a Natureza
fala com a gente e, como fala!!!!
Voltar, lá de cima, era justamente o que o escritor não queria
mais... E assim, deixou bem lá no alto o outro lado do seu coração; um
lado, ficou na Picinguaba e o outro, bem lá em cima...
Os guias compreenderam bem aquela SUBIDA, e a forma
dolorosa mas saudável como ela aconteceu para aquele homem que já
tinha seus 60 anos, mas tinha que mostrar a ELE MESMO que no Kiriri,
SUBIR é chegar aos céus... algo que todos buscam mas dificilmente
encontram.
A volta, ahhhhhhhhh a volta... Nem imaginam como foi muito mais
difícil que a subida, em primeiro lugar porque realmente O GUARDIÃO
DO KIRIRI, estava era lá no Céu, onde todo o Planeta se encontra... e se
chamava Dórico Paese, apesar de que muitos visionários queriam se
achar eles próprios os Guardiães. Mas o ser humano é assim mesmo...
As lágrimas desciam junto com o suor, e interpretá-las era muito
difícil.
Até que chegaram próximo à casa de apoio, e lá estava sentado
Dórico Paese, com sua figura ET...ERNA… singela e pura, fumando seu
cigarrinho de palha, com seu chapéu de palha, o Jeep vermelho que há
40 anos o acompanhava, o cão silencioso e matreiro; e aquele olhar de
Paese, que trespassava rochas, silencioso, aguardava o amigo QUE
SUBIRA, e que havia dito que era imenso o prazer de ambos se
reencontrarem... Claro que era e É.
Afinal, quantas vezes na vida a gente reencontra nossos irmãos
de outros Planetas, outros ORBES, ou mesmo de outros Países???
128
Silenciosamente desceram até a Sede improvisada, ali o escritor
banhou-se, tirou a roupa toda molhada de suor. Metade dele, ficou lá em
cima, com coração e tudo o mais, a outra metade desceu...
Ascendentes, descendentes.
A despedida é sempre algo muito mais triste do que a chegada e
assim nunca se despediram, apenas disseram até sempre!
As lágrimas escorriam enquanto ele voltava para Itapema, todo
doído, mas feliz... pois havia encontrado DORICO PAESE ou: do rico
pae…se!!!!
Ah, como é bom ser escritor; ele dizia entre as lágrimas que quase
o impediam de dirigir, mas, com elas ou sem elas ele sabia que sempre
iria se encontrar com o Guardião do Kiriri, lá em Cima... pois quem não
sobe não vai a parte alguma, dizia Jorge Martins, no banco de trás do
carro... Em forma espiritual, pois também ele já havia SUBIDO.
Dórico Paese ascendeu a outros planos pouco depois desse
encontro.As lágrimas continuam a cair e na rede, lá ao fundo do sótão,
uma voz comenta: “Mas será possível que você não consegue deixar
este coração parado, e tem a coragem de dizer que deixou metade na
Picinguaba e outra metade no Kiriri!???”
O cheiro a fumo de corda invadiu o sótão... Dórico Paese ficou
duas madrugadas a conversar com o escritor, sem que ele se
apercebesse. Uma longa conversa, com gente de Joinville, pertinho de
Guaruva, antes de parte ir... e parte ficar… eternizando a amizade entre
JOVENS, que através da eternidade cumprem sempre a missão que têm
a cumprir, nem que seja contra tudo e contra todos, pois afinal, nem todo
mundo gosta de subir a pé, e buscar a fé, que norteia os PEREGRINOS
ETERNOS.
A visita agora é no sótão e não mais no Kiriri, onde se Deus
quiser, um dia o escritor voltará para cumprir outra etapa da sua
peregrinação, a etapa mais importante de toda a sua vida que é mostrar
a todo O POVO DO MUNDO que é muito bom a gente receber de forma
prazerosa, singela, silenciosa e amiga aos nossos irmãos de outros
Planetas, outros Orbes e outros Mundos... Até porque sempre fomos
bem recebidos em todos os lugares do universo, e sempre seremos bem
recebidos, principalmente quando chegamos sem NADA, apenas com o
Amor, a Luz e a Paz.
O escritor levantou-se, guardou toda a papelada que havia em
cima da escrivaninha antiga, arrumou tudo direitinho e comentou com os
seus AMIGOS espalhados pelo sótão:
Guido Camargo Penteado Sobrinho – Jorge Martins – Dórico
Paese, estava feita a triangulação… tudo justo e perfeito, entre
ambas as colunas!
Hoje, dia 08.06.2005, às 14:33hs no sótão do escritor, encerra-se
mais um livro, e, como sempre, este livro diz: EU LIVRO...!!!!
“Bem, agora só resta achar um editor!”
Estava concluído O AVATAR... 900 páginas, noves fora NADA!
129
CAPÍTULO 36
O Encerramento
Nada se encerra nem acaba!
Assim Ale Mohamed, um descendente de Luso Brasileiros, com
raízes em plagas dos Desertos, advindo geneticamente desde os
mundos esquecidos até ao Aqui e Agora, começou a fechar a sua
escrivaninha de pinho de riga, construída no século XVIII e por ele
conservada, até porque sabia que a energia que o grafite, entre o papel e
a MADEIRA trocam, é imensamente melhor que a do sintético, tão
propagado hoje em dia.
Mas, antes de fechar a escrivaninha, atitude que demonstrava ele
estar concluindo mais um trecho ou toda uma Obra, ele decidiu escrever
a frase:
Nada se encerra nem acaba!
Veio a sua mente terrena, através da MENTE ÚNICA, a figura de
Eistein, um ser que era muito íntimo dele, pois como ele costumava
dizer, O UNO, é UNO e está tudo dito!
Que pena o que fizeram com gerações e gerações, na
separatividade da VIDA.
E assim, por mais que O AVATAR fosse o CAMINHO, por mais
que gerações e gerações, procurassem um Avatar, Ele só iria surgir a
partir do momento em que as próprias gerações o gerassem. Se tiverem
dúvidas leiam as Histórias de todos os citados Avatares e verão que há
entre a Revolta e a Contestação, uma Luz imensa em todos Eles.
Sidarta o Príncipe, revoltou-se com seus ancestrais, saiu do
Castelo e foi na Floresta redescobrir a essência da Vida, dando origem
ao que hoje chamamos Budismo; o que o fez sair do conforto do Castelo
e ir NATURALMENTE buscar a força da Vida Eterna, nada mais foi do
que a Chama que o Chamava e a todos chama.
Jesus, filho de José, descendente de David e Salomão, revoltou-
se com tudo o que o fez passar a vida FUGINDO de uns párias das
sociedades da época e, em vez de ficar no conforto que seus pais
terrenos haviam conseguido para Ele com tantas fugas e reencontros,
mostrou aos Doutores do Templo, ainda menino, que a sabedoria não
ocupa espaço nem tem idade e após alguns anos, entrou em Jerusalém
em um burrico, contestando tudo e todos, no DOMINGO DE RAMOS
pois sabia que ser Rei era algo muito mais fácil do que ser o que Ele É e
sempre Será!
Maomé, o Grande Maomé, abandonou tudo de bens materiais que
lhe poderiam cegar, para ficar nas portas de Bagdá, recebendo aqueles
que vinham pelo deserto, sedentos não de Água, mas da Água da Vida
130
e, mesmo com a aparência de um mendigo, mostrava e mostra até hoje
que o Deserto e as Cidades são interligados, mas o Planeta todo já está
no Céu e ninguém precisa morrer para lá chegar.
E se Ale Mohamed quisesse ficaria enumerando tantos citados
Avatares que realmente, o Livro que diz: Eu Livro! não teria apenas
páginas, mas sim bibliotecas inteiras que nunca explicariam afinal o que
é O AVATAR.
Assim, a frase: Nada se encerra, nem se acaba!
Ele escreveu quando soube que havia um reencontro entre tudo, e
entre todos, não apenas humanos, mas seres energéticos, seres de luz,
ou seres das trevas, seres gerados na luz ou nas sombras, seres do
espaço ou da Terra, seres humanos ou seres marítimos, seres
elementais, da Terra, da Água, do Fogo, dos Metais, ou simplesmente
Átomos.
Tudo, mas Tudo mesmo, um dia se reencontraria, poderiam
passar milhões de anos ou segundos, e, como o seu mundo era todo o
Universo, apesar de viver em uma ILHA, ele, Ale, sabia muito bem, que o
Universo conspirara, para que através de um reencontro O AVATAR e
todas as outras Obras inacabadas que ele havia escrito, seriam por uma
LEI CÓSMICA E NATURAL, divulgados, mesmo que ficasse ali no seu
sótão, em Santo António da Serra, Ilha da Madeira, Portugal.
Até porque em uma outra Ilha ali pertinho, Porto Santo, haviam OS
PROFETAS, como também havia Saint Germain, na figura de Cristóvão
Colombo, e havia ainda a Igreja com as imagens que lembravam tantos
santos e Avatares, como o próprio Jesus, e na Ilha onde ele vivia, a da
Madeira, havia o Santiago Menor, o Henrique Alemão, o Cemitério dos
Judeus, You….Deus!!! JUDEUS….
É, ele tinha mesmo que fechar a escrivaninha, senão nunca iria
conseguir sair do seu sótão, para ir ver a luz das estrelas e
principalmente do Deus Rá!!!!!!!!!!!!!!
O Deus tão antigo e tão singelo, ...Amigo da Deusa Má que é a
Lua, sua amada, e companheira de tantas e tantas existências.
A outra Lua caiu!!!
Mas isto é uma outra história que fica para uma outra vez!
O Mestre, O Avatar , foi o inspirador de Ale Mohamed, foi Ele que
veio ter com ele durante todos estes anos para lhe dizer que deveria
escrever.Seu nome tem muitos nomes, no entanto basta descobrir o que
simboliza O AVATAR e descobrirás o teu Mestre e o teu Avatar interior.
Muitos anos se passaram, dentro da escrivaninha ficariam
imensas folhas de papel escritas a mão, no sótão imensos blocos de
alfarrábios, guardados, fotos, documentos, MANUSCRITOS,
documentando a CAMINHADA, O CAMINHO, percorrido por Ale
Mohamed, O BRASILEIRINHO, ou O POETA, como lhe chamavam
131
alguns, desde os tempos de Cartola, Vinícius de Morais, Erasmo Carlos
que o chamava de LETRINHA, Brasília (a sua babá), que o embalava
com canções Africanas, onde os Grandes MESTRES DAS ARTES
ESPIRITUAIS estavam ADORMECIDOS, um Brasileirinho que conheceu
O BRASIL inteiro, viajando e procurando dar uma oportunidade às
pessoas de viverem, trabalharem, sentirem a vida e a forma como ela
tinha de nos mostrar O CAMINHO.
É... como viajou Ale Mohamed! 60 anos, e nem sentia, parecia ter
a Alma de um jovem de seus 25 anos, e naquele dia, recebeu a
informação que O AVATAR seria divulgado, como o livro que diz : EU
LIVRO!
A EMOÇÃO ERA IMENSA, e Ale sabia que ela era a força motriz
da seiva que irriga a árvore, gera frutos, e cria florestas. No ser humano
ela nada mais era do que isto mesmo, como explica o TANTRISMO, e
assim, acendeu seu velho cachimbo, colocou o fumo half and half ao
lado, observou seu fiel cão Coringa ali adormecido, o Altar com tantos
santos que ele ganhara de amigos católicos, a imagem da sua Mãe,
Dona Marianna, a sua foto quando ainda era um bebê, as redes
espalhadas pelo sótão, onde de vez em quando pernoitavam seus
amigos vindos do cosmo, ou vindos de algum lugar do plano Terra para o
visitarem ou para apenas sentir como ele estava, como ele se sentia e
como ele iria mesmo trilhar os NOVOS DIAS da chamada NOVA ERA,
que para ele era igual a tantas outras, pois o SER vivencia a Eternidade
e não apenas o Aqui e Agora ou o futuro ou o passado. Claro, tudo
estava equilibrado, por maior que fosse o aparente desequilíbrio.
A fumaça do velho cachimbo lhe trouxe gratas lembranças, não de
um sótão, mas de um porão onde ele vivia em sua infância, uma CAVE,
como dizem os Lusitanos, onde em vez de vinho, estava Ale Mohamed…
Do outro lado da Rua, também numa Cave, Chico Caruso, Paulo Caruso,
os Cartunistas, que na CAVE viam as imagens que passavam na rua e
os inspirava; a Ale ,o que inspirava era o NADA, pois quem tem NADA ,
se fez Um, fez 100%
A Imagem da jornalista que lhe avisou que iria concordar em
divulgar a sua obra estava ali à sua frente, a imagem de Brasília, a sua
Babá, muito antes de haver Brasília, também, Todos seus ancestrais
clamavam dentro dele que havia chegado a hora de fechar a
escrivaninha e dar asas a “O Avatar”.
Seu coração palpitava com a intensidade de uma lâmpada de mil
volts.
Édison inventara a Luz no Vácuo e este era seu nome.
A Luz no Vácuo, o Vácuo o Cosmo, O AVATAR.
Almeida, a Cidadela a Norte de Portugal, na Guarda, com a
Estrela a protegê-la, o Caminho de Santiago Português, Lusitano e a
escrivaninha entreaberta.
LIBERDADE, o Bairro onde nascera Ale Mohamed.
132
Silêncio, e uma LUZ VIOLETA invadiu todo o sótão, como em
outras vezes Ale vira acontecer juntamente com seus amigos terrenos,
fosse onde fosse, CHAMA VIOLETA, que irradiava de dentro para fora e
de fora para dentro.
Os cães não mais uivavam, o silêncio era imenso no Sítio da
Relva, Ilha da Madeira, na Picinguaba, em Chapada dos Guimarães, na
Amazónia, no Peru, em Santa Catarina, em Tremembé, na Liberdade,
Lisboa, Porto, no Horto Florestal, enfim por todos os lugares onde Ale
Mohamed havia passado buscando a resposta para O AVATAR. O
silêncio dominava, KIRIRI, silêncio, O VALE SAGRADO DO KIRIRI.
Toda grande caminhada começa com um primeiro passo.
Ale recolheu todo material que iria enviar para o pessoal que se
comprometera em divulgar a OBRA, e O AVATAR iria seguir o seu
Caminho.
Parecia pleonasmo, O AVATAR, seguir o seu Caminho... pois se
O Avatar é o Verdadeiro Caminho...!!!!
Algo fez com que a tampa da escrivaninha sem querer se
fechasse.
Coringa até acordou com o barulho que a tampa pesada fez ao
cair, percebeu que nada mais era que uma tampa caindo e tampando
tudo, voltou a dormir.
Ale então se apercebeu que chegara a hora, pois até a
escrivaninha lhe dissera: “Fim!”
Outras OBRAS iriam brotar, desabrochar, e mostrar ao mundo
que naquele sótão ou por onde Caminhasse o Escritor, nasceriam os
filhos do VERBO, os personagens da Vida, e da História do Mundo que
se diz Terreno.
O vento acelerou e o sótão sentiu….Folhas soltas voaram de um
lado para o outro, mas O AVATAR já havia sido todo recolhido e
colocado no Correio de Santo António da Serra, iria seguir o seu
Caminho.
Atravessaria o Oceano Atlântico e voltaria para onde começou, no
Brasil, terra natal de Ale Mohamed, um SER que habitava o escritor e
que se intitulava a muitos:
O ERMITÃO DA PICINGUABA.
Onde o Amor nunca acaba!!!
11.22 hs. Dia 05 de Julho de 2005 da Era Cristã.
11.22 hs. Dia 05 de Julho de 2012 de uma certa Era.
Édison Pereira de Almeida
133
www.ermitaodapicinguaba.com
BIOGRAFIA DO AUTOR
ÉDISON PEREIRA DE ALMEIDA nasceu em 12 de Setembro de
1945, em pleno bairro da Liberdade, cidade de São Paulo, SP, Brasil,
descende de tradicional família paulistana, filho de Alípio Pereira de
Almeida Filho e Marianna Pereira de Sousa, sendo bisneto de Washington
Luis Pereira de Souza. Atualmente reside na Ilha da Madeira, casado com
Maria Gabriela Pita Faria, Médica Veterinária, responsável pela produção
avícola da Madeira e ligada à Direcção Regional de Pecuária.
De formação estudantil apurada, frequüentou os grandes colégios e
escolas da época, entre os quais Colégio Rio Branco, Colégio Santo
Alberto, Dante Alighieri, São Bento, Liceu Coração de Jesus, Academia
Militar do Barro Branco (Curso Ponto 4 West Point - Oficial ), Escola de
Comunicações e Artes da USP, Faculdades Metropolitanas Unidas -
Administração de Empresas e Marketing.
Suas experiências de vida durante a infância e juventude, vez por
outra citada em seus livros, a militância política e suas conseqüências, lhe
deixaram marcas muito profundas mas que permitiram ao indivíduo Édison
o entendimento, o crescimento moral e espiritual e sua verdadeira ligação
com o Ermitão da Picinguaba.
Atividades Profissionais
Sempre saiu-se vitorioso no terreno profissional, tendo participado
da administração e criação de grandes empresas como: Volkswagen do
Brasil (Assistente de Marketing) , Olivetti do Brasil - FV3 Filial Modelo do
Ipiranga São Paulo (atendimento a Grandes Clientes) e Nashua
Coorporation dos Estados Unidos (Diretor Vice- Presidente), com a
responsabilidade de aberturas de Filiais em todo o Brasil, desde 1971 a
1979, oportunidade em que pôde conhecer os Syoux que deram o nome à
cidade de Nashua, em New Hampshire, e depois várias cidades, usos e
costumes pelo Brasil afora, compreendendo a grandeza de alma do seu
povo, sua gente e toda a fauna e flora do planeta Terra.
Essas atividades o fizeram Membro da Associação dos Dirigentes
de Vendas do Brasil - Categoria Diamante, e diversas Associações
mundiais, incluindo o Rotary Clube Internacional.
No período de 1979 a 1981, ao recolher-se ao seu Eremitério da
Picinguaba, ocorreu a transmutação no Filósofo e Escritor que consegue
vivenciar dimensões paralelas, ativando e aperfeiçoando-se em sua
paranormalidade, a qual foi o modus vivendus que lhe permitiu sempre
2
abrir portas para o mundo Telúrico e Terreno, e que o fez encontrar-se
com O ERMITÃO DA PICINGUABA, um Mensageiro que o acompanha
desde então.
Em seu retorno à vida profissional, projetou-se na área de
Comunicações. Foi Diretor de Criação da Nacional Promoções e
Publicidade, empresa ligada às Emissoras Associadas da Rede Globo de
Televisão, implantando Emissoras na Região do Centro Oeste Brasileiro,
desde Campo Grande ao Acre, trabalhando com documentários (inclusive
com Jacques Yves Cousteau).
Em Portugal colaborou na Implantação da Sociedade Independente
de Comunicação (SIC) , e por opção familiar passou a residir na Região
Autônoma da Madeira onde colabora com as Comunicações e
desenvolvimento das Empresas de Comunicação desde 1990. Participou
com uma equipe na construção dos Parques Temáticos, com a precípua
finalidade de mostrar a origem do Arquipélago da Madeira através da
Força Vulcânica, de vez que acredita seja o Arquipélago o epicentro da
Atlântida.
Na Ilha da Madeira tem desenvolvido trabalhos de grande porte,
alguns de suma importância no terreno da ecologia, ao lado de sua mulher
Maria Gabriela, como o Mapeamento Pictórico da Região Autónoma da
Madeira, pioneiro sob esse aspecto.
Uma ampla produção de vídeos sobre eventos, visitas oficiais,
feiras, e o profundo conhecimento do Mercado Madeirense, Nacional e
Internacional o levou a assumir responsabilidades como a Fundação da
Empresa de Artes Gráficas O Liberal, Inauguração do Aeroporto da
Madeira, Campanhas Regionais e Institucionais, desde a criação até a sua
distribuição nos Meios de Comunicação Regionais, Nacionais,
Internacionais e Internet.
Dedica-se atualmente à Oficina de Textos - Onde O Verbo aprimora
a verba - Empresa Unipessoal destinada à produção de vídeos, detentora
de vários prêmios, inclusive pelo DVD da Quinta Splendida em 6 Idiomas
que se destacou na Feira de Turismo, na Alemanha. Também é de sua
produção o DVD Santa Cruz O Portal da Madeira, realizado em
homenagem à Cruz de Cristo tradicionalmente exibida nas Caravelas
Portuguesas, e cuja pesquisa para produção revelou vestígios de uma
civilização muito antiga e conservadora.
Responsável também pela Assessoria de Imprensa Internacional
ON LINE, com ramificações na Suiça, França, Estados Unidos, Brasil e
América Latina (CNBC) distribuindo informações para o mundo inteiro,
mantendo a informação sempre à frente dos Noticiários Internacionais de
vários países onde a mesma é truncada ou censurada.
E ainda é um beija – flor da Universidade Holística Internacional -
UNIPAZ.
3
O Escritor
Já no ano de 1957, com 12 anos de idade, iniciava sua carreira
como escritor ao escrever peças de teatro no Liceu Coração de Jesus,
também participando como ator em várias peças infantis.
Sua passagem pela Academia Militar foi um passo para que ele
pudesse demonstrar sua revolta ao sistema quando, após ser treinado
pela Academia de West Point por 2 anos teve a coragem de ir na
contramão da ordem para levantar armas contra o Povo Brasileiro. Nesse
momento emergiu o revoltoso que nunca mais aceitou ordens descabidas
e se converteu em um acérrimo lutador contra o regime imposto da
Ditadura.
Ao terminar o curso de Comunicações como ouvinte na USP
escreveu O HOMEM DEDO, uma tese onde defendia que as máquinas
iriam dominar de tal modo o ser humano que ele deixaria de ser sensível e
equilibrado, usando-as não como uma ferramenta mas como uma arma
contra si próprio. Após a apresentação dessa Tese foi "convidado" a se
retirar e perseguido pelas suas idéias, que não eram tão assertivas como
queriam aqueles que eram manipulados pelo sistema. Enfrentando o
sistema sofreu todas as conseqüências de sua atitude e só após um longo
período conseguiu se reestruturar emocional e psicologicamente,
guardando na lembrança os nomes dos amigos que o acompanharam
nessa época.
Soergueu-se e teve um período bastante participativo no setor
empresarial, quando chegou a Vice-Diretor da Nashua Coorporation. Dos
E.E.U.U. que se instalaram no Brasil.
Até o dia em que numa visita a praia de Picinguaba, sentiu o
chamado mais forte e por lá resolveu ficar. Em contato com os nativos,
remanescentes dos índios caiçaras, que ainda preservam a tradição, muito
aprendeu sobre a Natureza e a Vida, e aos poucos foi literalmente se
despindo da falsa roupagem moralista da urbe. Ali sofridamente
reconstruiu suas origens e fez sua conexão com o "primeiro átomo vivo"
do qual, crê, todos descendemos físicamente. Sua maneira de viver agora
lhe colocara em íntimo contato com o próprio Ser, e despontou O Ermitão
da Picinguaba.
Entre considerado louco, visionário, excêntrico, qualquer coisa que
fosse, ele era amado pelo povo local por sua maneira de contar histórias e
verdades, convidado a cantar num Festival de Cinema de Paraty
reencontrou alguns amigos do passado, entre outros Fernando Gabeira,
que o citou em "O Hóspede da Utopia" como um ser humano que oferecia
a quem fosse até a Picinguaba uma vida sem necessidade alguma dos
valores materiais ....e por isso era considerado um louco...
As mensagens do Ermitão da Picinguaba eram ouvidas também por
grupos de jovens freqüentadores da região em busca de aventuras, e um
grupo chileno reconhecendo sua alta paranormalidade o incentivou a uma
melhor orientação, o que aconteceu um pouco mais tarde, quando fez o
Processo Fisher e Hoffman, aprendendo então a conviver com sua própria
energia geradora.
4
Quando por trabalho, nos anos 80, se embrenhou no Pantanal e
Amazônia, conheceu a maneira singela e pura de viver dos silvícolas e
mesmo dos amanauaras, habitantes da Amazonia. Conheceu Chico
Mendes, os Yanomanis, Xavantes, Cinta-Largas, descendentes dos Incas
e outras 28 Nações Indígenas espalhadas pelo mundo. O que mais o
intrigou foi descobrir que os Incas destruíram a mais bela das Civilizações,
um segredo que não se comenta muito no século XX...
Assim como os Formigas, da Ilha de Marajó, que faziam a
Cerâmica Marajoara com um simbolismo indescritível, os Syoux
Americanos, os Aborígenes da Austrália, os Tibetanos e suas vastas
plantações de arroz, o Monte Atlas que originou Atlântida...
E então, não só o Ermitão da Picinguaba, mas outras entidades já
se faziam presentes, e como um grande círculo, uma volta sem fim, um
retorno sem começo, reencontrou sua amada Gabriela, a madeirense que
o arrebatou pra outras plagas.
Hoje fixado na Ilha da Madeira, traz na bagagem mais de 15 livros,
todos com a Mensagem Cósmica da Integração do Plano Terreno na
expansão da Consciência Humana em direção ao Cosmo e vice-versa.
Entre vários livros, novelas e filmes, escreveu:
....Nada Peixinho Nada,
O Planeta Exterminador,
Deus , meu Pai, meu Amigo,
O Mestre e os Discípulos,
O Homem Dedo,
Atlântida está viva,
O Desafio,
Zona Franca,
O Avatar,
Oceanos estradas do sempre,
Flashs Madeirenses,
O Ermitão da Picinguaba,
Chapada Aqui, Pantanal Há Lá!,
O Elo Sagrado,
O Chamamento,
5
Belinha — Roteiro de um filme que escreveu em homenagem à
vida da sua amada Maria Gabriela, que o conheceu em pleno Pantanal,
quando ele tinha a aparência e existência do desapêgo do Velho do Rio,
um personagem da novela Pantanal.
Com muita simplicidade segue exercendo seu trabalho, escrevendo
as incontáveis mensagens que lhe são passadas pelo Ermitão, como ele
próprio diz, UM SER QUE HABITA O MEU SER.
E como nunca encontrou um Mecenas, ele próprio é o Mecenas de
suas obras, não aceitando que alguém lhe pague, pois seria um Vendilhão
do Templo; prefere, pois continuar ACRE...DITANDO em Deus, nos Anjos,
nas Energias que sempre o renovaram e o fizeram recolher talentos que
foram se acumulando durante a sua existência terrena. Costuma dizer que
se todos soubessem como estes talentos são verdadeiros e nos
impulsionam à Verdade Universal, poucos estariam tão materializados e
consumistas, porque é isto que afasta o ser humano do primeiro átomo
vivo que também está dentro do coração de todos e só precisa de BOM
AMBIENTE PARA SE EXPANDIR e mostrar-nos Deus.
O seu maior desejo é que cada um resolva os seus problemas sem
meter os outros em barulhos e guerras que de pessoais viram Grandes
Guerras, e que a Paz seja buscada na Ecologia Pessoal, Social e
Planetária, como o ensinou Pierre Weill, da Universidade da Paz.
“Homem conhece-Te a Ti próprio e verás Deus.”
Um Homem se deu, no plural Deus.
O Caminho dos que voam é invisível, a direção sempre é o Ideal.
Tem como símbolo de Luta e de Paz, Dom Bosco
...que dizia que não formava Padres e sim Homens !!!
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6
ÍNDICE
Capítulo 1 - Introdução O Caminho Pág. 01
Capítulo 2 Diz o Mestre: Pág. 05
Capítulo 3 O Chamamento Pág. 07
Capítulo 4 Caverna Submersa Pág. 12
Capítulo 5 A Verdade Pág. 15
Capítulo 6 A Iniciação Pág. 18
Capítulo 7 A Maneira do Universo Pág. 20
Capítulo 8 Eolo, Druza e a Eternidade Pág. 23
Capítulo 9 A Peregrinação Pág. 27
Capítulo 10 Energia Angelical Pág. 29
Capítulo 11 Valores Relativos e Valores
Absolutos Pág. 31
Capítulo 12 O Portal Cósmico Pág. 34
Capítulo 13 Tudo átomos Pág. 39
Capítulo 14 Sintonia Pág. 41
Capítulo 15 Bem estar Pág. 46
Capítulo 16 Elementais do Bem estar Pág. 50
Capítulo 17 O Signo de Virgem Pág. 55
Capítulo 18 Todo planeta já está no céu Pág. 60
Capítulo 19 Amar, Amando Pag. 62
Capítulo 20 Noves fora – Nada! Pág. 67
Capítulo 21 Preto no Branco Pág. 71
Capítulo 22 "Eu quero um homem de cor" Pág. 76
Capítulo 23 Pureza e inocência Pág. 80
Capítulo 24 O Tsunami humano Pág. 84
Capítulo 25 Bicho do mato Pág. 89
Capítulo 26 O SER Pág. 93
Capítulo 27 O Deus dos Incas Pág. 97
Capítulo 28 Um Deus e muitas histórias Pág. 102
Capítulo 29 Ponte para a liberdade Pág. 107
Capítulo 30 Em nome de Deus, mas que
Deus? Pág. 112
Capítulo 31 O Deus Invisível Pág. 115
Capítulo 32 Intelecto e Razão Pág. 118
Capítulo 33 O Papa Pág. 121
Capítulo 34 Meu Deus Interior Pág. 123
Capítulo 35 Dórico Paese Pág. 124
Capítulo 36 Encerramento Pág. 128
-------------- Biografia do Autor Pág. 133

O avatar

  • 2.
    2 O AVATAR INTRODUÇÃO O caminho Eram21:11h na Ilha onde vivia o escritor. Na noite anterior, havia chovido muito e as comunicações haviam sido interrompidas. Ele havia recebido um recado de que os seus amigos iriam visitar a pequena Vila onde fora criado, um local entre a Grande Cidade e a Serra da Cantareira, de nome Tremembé. Esses amigos sabiam que iriam encontrar algo que iria desvendar alguns mistérios acerca da Entidade de quem ele tanto falava, mistérios esses que eles mais ou menos já sabiam, e que a sua Madrinha, que vivia em Tremembé, reconhecera nele quando ainda era muito criança… Para ela nem eram mistérios, afinal ela deixou de ser freira mas trazia consigo a particularidade do Corpo Astral ou Corpo mais sutil, que através da sexualidade aflora, por isso o celibato era mantido pela Igreja. Um dos mistérios que seus amigos conheciam estava relacionado com O Ermitão da Picinguaba, "um SER que habita o meu SER", dizia o escritor; o outro estava relacionado com o nome do seu personagem Ale Mohamed, um nome que na data em que ele escrevia o primeiro capítulo de O Avatar já se tornara muito falado quando do atentado em Bagdá contra a Mesquita onde estavam os restos mortais de Ali Mohamed, MAOMÉ, profeta dos antigos e atuais Muçulmanos. Tudo isso envolvia algo de que já se vinha falando através da Entidade citada, há muito tempo. A primeira manifestação da Entidade deu-se em 1979, na Vila Piscatória da Picinguaba, através de mensagens que eram recebidas pelo corpo físico do escritor, o qual deixara de ser vice-presidente de uma empresa multinacional para cumprir um destino de isolamento e introspecção, o que o levou a se conhecer mais e a se auto-descobrir entre a Natureza e Civilizações muito antigas como os Tupy Guaranis , toda a união de Nações Indígenas que se intitulavam Tamoios e muitas outras que foi conhecendo pelo mundo, após o seu eremitério na Picinguaba. Todavia, naquela noite o escritor sabia que algo muito especial iria acontecer; era o dia de São Francisco e no dia anterior fora o dia dos Anjos… Uma notícia iria novamente mudar todo o rumo da sua existência terrena e quem sabe ele então poderia novamente enviar as mensagens que vinha recebendo desde menino, quando sua Madrinha já então descobrira o quanto de fato ele absorvera O EON CRÍSTICO durante a cerimônia do Batismo.
  • 3.
    3 Havia quem pensasseque o Eon Crístico era algo que apenas Jesus poderia ter recebido e assim, muitos esperavam séculos, milênios, na expectativa da VINDA DO MESSIAS, mas em Verdade, em Verdade nos foi dito que deveríamos ir e pregar, cuidar, zelar porque o momento está próximo… por que então esperar tanto? Mal imaginava o nosso escritor que a notícia chegaria muito mais célere do que ele poderia realmente imaginar; afinal quem se incumbiu de ir, ver e vencer, além de ter um conhecimento muito profundo, estava cercado de falanges existenciais e angelicais. Assim, ao entardecer daquele dia a MENSAGEM HAVIA SIDO PASSADA, mas o vento, a chuva e a queda de alguns cabos de energia e da própria rede telefônica não lhe permitiram tomar conhecimento do que aconteceu de fato em Tremembé. Walkyria saíra de Santa Catarina rumo a São Paulo, onde era esperada pelo seu irmão Mário Moreno, o qual já sabia mais ou menos da sua missão. Cumprimentaram-se e logo se dirigiram à Editora onde estava sendo programada a edição de outro livro do escritor. Todavia os motivos maiores estavam relacionados com um imenso SEGREDO que entre colunas se iria discutir. Sê Creta dizia sempre O Ermitão da Picinguaba, e estas palavras, ao entrar no salão do Administrador da Editora, ficaram retumbando em seus ouvidos… Walkyria não sabia se ouvia vozes ou se era uma vaga lembrança das conversas que tiveram com aquela figura ancestral… – Boa tarde, Walkyria, fez boa viagem? Era o amigo Luiz que a recebeu na recepção da Editora, acompanhando-os até a sala do editor. Mário os acompanhava , depois de cumprimentar Luiz. Ambos tinham muitas afinidades, viviam na mesma cidade e eram, de alguma forma muito mais séria do que se possa pensar, irmãos. A porta se abriu quase que eletronicamente, e por detrás dela surgiu a figura de Wagner que, com seu habitual sorriso os recebeu prazerosa e respeitosamente. A reunião decorreu entre intervenções de um e de outro, o Editor apresentando-se e à sua Empresa, afinal a notícia de que poderiam vir a conhecer o Vale do Kiriri, por si só já denotava algo de especial; sentiriam a vibração, a energia, e sem dúvidas era uma conversa para muitos dias, mas como Walkyria não teria muito tempo em São Paulo logo falaram sobre a possibilidade da edição de "O Avatar", que estava sendo escrito na Europa e poderia ser editado em São Paulo. Ficou acertado o encaminhamento de um capítulo para análise do perfil da obra, além da possibilidade de reedição de outros dois livros, "O Planeta Exterminador" e "O Mestre e os Discípulos", já editados em várias partes do mundo. Após acertarem os detalhes, despediram-se.
  • 4.
    4 Walkyria, no entantopediu ao Irmão Mário que a acompanhasse até Tremembé… E lá ficou pesquisando o que de fato ocorrera com o menino de antanho que agora era escritor… Teve várias surpresas... Uma foi chegar à Igreja de Tremembé e a porta estar fechada, mas conversou com a zeladora que gentilmente lhe abriu a porta do lado, e lhe indicou o Altar oferecido em homenagem a Rosa Almeida Silva, madrinha do escritor, que doara as terras do convento e da Igreja…"Eu vou para Deus mas não esquecerei aqueles que deixei na Terra!" (Santo Agostinho). Ao adentrarem a Igreja, que estava vazia, foram diretamente ao altar erigido a Nossa Senhora Aparecida. Lá estava o vitral que o escritor havia citado várias vezes. Ao se aperceber que aquele era o altar, ajoelhou-se e começou rezar, e logo a seguir um grupo de senhoras começou a cantar… Mas se a Igreja estava trancada...? No vitral Nossa Senhora Aparecida sorria e na casa do escritor três velas acesas para Nossa Senhora Aparecida, tremeluziam e amenizavam a falta de luz… Mário tirou algumas fotos, se emocionou com tudo aquilo e chorou junto com Walkyria. Afinal… quais mensagens viriam desse livro, "O Avatar"? Depois, a segunda surpresa foi procurar a casa da Tia do escritor e ao chegarem a uma rua sem saída o Mário perguntar: – Mas quem você vem procurar em uma rua sem saída? – A Tia dele, Dona Celina … Uma garagem estava entreaberta, Mário perguntou a um jovem se conhecia a tal senhora. – É minha mãe!! Os dois se entreolharam e sorriram. O jovem, que nem sabia quem eles eram, manteve-se um pouco em expectativa mas logo tudo se compôs… e então ficaram sabendo do passado do escritor que agora estava na Ilha da Madeira, esperando notícias deles… Enquanto isso, onde mora o escritor, a comunicação fora interrompida pela chuva e vendavais. Quando a luz elétrica foi restabelecida, o escritor, do outro lado do Atlântico, abriu o sistema e pôde ver as fotos, o Altar, o primo Roger, e chorou… chorou pelo imenso tempo que passara e pelo sacrifício que teve que fazer para cumprir os ditames da LEI, uma LEI que poucos compreendiam e poucos conseguiriam compreender; e para isto seria mesmo muito importante que se conseguisse publicar a Obra. Não por ele, que escrevia, mas porque ele sabia que no interior daquele livro estaria passando uma mensagem muito simples para os seres humanos, uma mensagem tão simples que todos teriam alcance para entendê-la, e assim o ecumenismo se faria presente. Não tinha realmente cabimento continuarem a se enganar e a enganar o Povo todo da Terra, era necessário que alguém ecumenizasse os humanos e isto não poderia ser uma tentativa. Afinal,
  • 5.
    5 quem Tenta ecria a tentação nós já sabemos quem é, ou pelo menos quem levou a culpa. Mas saber mesmo PASSAR A PALAVRA, O VERBO, era muito mais simples do que poderia imaginar a nossa vã Filosofia . não eram necessários os costumes do passado e nem mesmo a força da juventude, era necessário apenas que a Alma que começasse a dizer o que tinha para ser dito se afastasse o máximo possível dos meios Urbanos e Terrenos. Depois, só depois que estivesse realmente PURA é que iria então começar a transcrever para o papel aquilo que lhe ditava o Senhor do Universo, ou se quiserem O Grande Arquiteto do Universo, ou então Allah, enfim, o nome ou o título nem era importante. Era importante sim, e MUITO IMPORTANTE, que a própria Pureza do que iria ser dito estivesse em estado de papel em branco, como O PRIMEIRO ÁTOMO VIVO QUE CONSTRUIU TODO O UNIVERSO, e, para isto só mesmo o próprio primeiro átomo vivo para explicar o quanto se arrependeu de ter explodido na Busca de algo que ele nem sabia o que era … E se arrependeu, não pela Beleza Universal mas pelo que fez sofrer a tantos que nem se apercebiam que eram nada mais nada menos do que a somatória dele mesmo. O escritor acendeu o cachimbo e começou a imaginar como iria passar agora as imagens, como faria passar para o papel as imagens que recebera virtualmente, vindas de Itapema… que significava algo ligado a uma Pedra em Tupy Guarani… A Rádio anunciava que o Papa estava à beira da morte… e o mundo católico se preocupava… Sobre a escrivaninha do escritor o Cartão de Condolências do falecimento da sua madrinha estava aberto, e ao lado dele o do seu padrinho… Ambos viveram uma vida de santos… tanto um como outro eram pessoas de Fé. Ao fechar o cartão do padrinho o escritor viu a imagem que mostrava a Morte de São José… com Jesus e Maria ao seu lado… "Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem!" pediu Jesus a São José, pensou o escritor. Uma lágrima rolou de seu rosto… quando poderia sair do exílio e voltar para sua Terra Natal? Nem sempre dizer a Verdade não merece castigo, pensou… e apagou a luz do candeeiro. Os cães uivavam... Um suspiro o acompanhou enquanto descia as escadas que davam do sótão ao salão mais abaixo. Uns sobem outros descem… É verdade… pensou o escritor, mas será lindo o dia em que todos estejamos no mesmo nível…
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    6 CAPÍTULO 2 Diz oMestre: – Assim como o código de acesso aos computadores é que permite a interação entre o Homem e os programas contidos na memória da máquina que armazena dados e por isto tem condições de ampliar suas atividades no dia a dia da sua existência, assim também o acesso ao Avatar deste Milênio só é possível quando acionamos o código de acesso e mesmo assim há que ter as condições mínimas para o encontro entre Ele e os humanos que o buscam… Com esta explanação acredito que vocês já têm material necessário e suficiente para durante as férias pesquisarem a respeito deste tema. Lembrem-se: Buda, Jesus, Apolônio, Maomé, Moisés, vários foram os Avatares que estiveram entre nós, humanos, e através deles os povos do Oriente e do Ocidente, assim como os do Norte e do Sul, puderam compreender e aceitar as escrituras ou as leis de cada povo ou civilização. O Terceiro Milênio é regido pela Era de Aquário; a Era de Peixes deixa um imenso rastro de luz com a vinda de Jesus… A importância ou a relevância que cada um de nós dará aos novos tempos está no livre arbítrio que nos foi concedido pelo Criador a todas as criaturas. – Mestre, eu gostaria de perguntar antes de sair de férias se é necessário de fato a cada novo milênio surgir um novo Avatar… Ale Mohamed, filho de uma terra Lusitana, de nome Almeida, tinha 23 anos e estava completando o 3º Ano do curso de Antropologia Teológica, um curso criado na Universidade que freqüentava e que tinha como base o estudo antropológico da Teologia com o intuito de tanto filosófica como cientificamente provar a existência de Deus como Criador e da Energia Vital para as Raças Humanas espalhadas por todo o Planeta Terra. Ale Mohamed recebeu este nome devido à sua origem luso- mourisco-judaica; sua família, assim como muitas outras, viveu à margem até que a chegada de um regime democrático permitiu que retornassem à sua Pátria… Dizem que os Judeus são apátridas e assim, tanto os Árabes, Mouros, Judeus e todos os que vieram do Oriente para o Ocidente permaneceram longos anos, gerações a gerações, a buscar um lugar ao Sol em meio às sociedades constituídas. O único País aberto ao mundo dos mundos, sempre fôra O BRASIL, onde nasceu Ale Mohamed.
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    7 A Antropologia haviasido uma opção para que Ale Mohamed pudesse encontrar respostas às imensas perguntas que tanto genética como sensitivamente seu ser buscava. – Há possibilidades de um Avatar permanecer Eternizado entre os humanos, o que geralmente se imagina no caso de Buda que é invocado inicialmente através de Sidarta, um jovem de nobreza indiana que buscou o seu canal de comunicação com o Criador e gerou o que hoje chamamos Budismo. Há também o caso de Jesus, o Nazareno, que através da energia Crística, conseguiu estar entre nós por mais de dois mil anos e acredita- se que esta crença permanecerá pois é assim lançada a semente de Luz e da Divindade pelos Avatares. Quanto ao Terceiro Milênio depois de Cristo, há movimentos que se intitulam relacionados com a NOVA ERA e que citam Matreya, cuja tradução tem várias vertentes, inclusive Mãe Terra. A verdade da Teologia está assente na Lei e a Lei é a Palavra de Deus, passada de geração a geração através dos tempos. Assim, em que pese o nosso estudo ser humanamente e cientificamente desenvolvido, cremos que as gerações do futuro irão contatar com o NOVO AVATAR. Aliás há muitas mudanças em todo o Planeta oriundas da energia de Aquário, a qual faz com que as coisas do mundo vão dando lugar às luminescências Cósmicas desta Nova Era. – O Mestre então afirma a existência da NOVA ERA já com a conseqüente vinda do Novo Avatar? – A Nova Era é inquestionável. Basta dizermos que o próprio Universo já está sendo questionado… Ao iniciar o século XX, nem podíamos imaginar os feitos ocorridos nos últimos cinqüenta anos, alguns inclusive já anunciados no século XVI mas contestados por quem controlava religiosa e politicamente o Velho Mundo… A energia e o simbolismo de Peixes mostrou excessos de sacrifícios em busca da Luz… Aquário pressupõe abertura mental, ampliação e doação do conhecimento que antes estava sob o controle de poucos. Já hoje em dia temos acesso pelos meios de comunicação a fontes de conhecimentos Templários, Científicos, Religiosos, Segredos de Estado de uma década passada, que agora são do conhecimento dos que acessam estes mesmos novos sistemas, e assim podemos quase afirmar que este é um dos sinais de que esta nova fase intelectual, tecnológica e humana irá também conseguir gerir ou gerar o NOVO AVATAR… A cada NOVO MILÊNIO há choques interessantíssimos que ocorrem desde sempre… Einstein jamais contestou a existência de Deus e a sua Teoria da Relatividade até hoje é base prática para todos os fenômenos científicos onde ele, ao tornar ciente uma experiência, acrescentava aos seus apontamentos a Deidade …como algo superior ao que ficou ciente… Cientificamente inconcebível, mas relativamente participante e integrado ao que a experiência gerou. É assim então que Deus faz com que nos atualizemos e nos desenvolvamos cada dia mais e mais… Boas Férias!!! Até ao ano 2000… da Era Cristã.
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    8 CAPÍTULO 3 O chamamento Erao ano de 1999. A Universidade vivia um clima de intensa energia. Os jovens discípulos e seus Mestres haviam superado situações quase intransponíveis, tanto no que diz respeito às lutas pelos novos meios de pesquisa quanto à maior adaptação das novas Universidades, num contexto considerado arcaico de um passado bem recente. Os dogmas, tabus e tradições impostos pelos antigos controladores do sistema como um Todo, estavam dando lugar a um povo mais aberto, mais descontraído, mais ávido do SABER…. Ale Mohamed apanhou seus alfarrábios, juntamente com o seu computador de bolso, despediu-se do Mestre Jorge Martins e dos seus colegas mais próximos, indo em seguida apanhar o Metro. Lisboa estava vivendo momentos de imensas mudanças e a Expo 98 chegara ao fim, deixando um imenso vazio na vida da cidade que fora toda preparada para a Exposição Mundial… Universal… Oceânica… Ao descer as escadarias do Metro, lembrou-se do último dia da Expo. O Benfica ganhara… A superlotação do espaço Expo 98 foi uma loucura quase plena, os jovens desencadearam uma catarse jamais vista em Portugal… LAVARAM A ALMA. Chegou à Estação do Cais Oriente e as cúpulas iluminadas entre os acrílicos e aço pareciam uma imensa NAVE que ali aportara aguardando o momento exato da partida. Uma cigana descia a escada rolante em sentido contrário ao seu. Olhou- o profundamente… Esse olhar levou Ale Mohamed a uma cidadezinha do litoral brasileiro, construída pelos portugueses no século XVII… A Praça da velha e bela cidadela estava vazia. Na noite anterior houvera o Festival de Cinema … Ale Mohamed havia sido convidado por um grupo de amigos para apresentar um monólogo… Eles o acompanhavam com flautas, violão, cavaquinho… Vozes. – Um dia, em minha montanha, lá pelas quatro horas da manhã ouvi gritos e pragas que me trouxeram de volta do mundo dos sonhos. Ao abrir a pequena janela do rancho em que vivia, ainda sonambulescamente pude ver alguns homens próximos da árvore de canela que ali existe, e eles atiravam paus e pedras contra a ramagem da imensa árvore que crescera à beira do Rio dos Peixes e abaixo da Montanha que ali iniciava o seu Crê…SER em direção aos céus… Eu, sem compreender muito bem o que estava acontecendo fui permitindo a minha visão clarificar e juntamente com a luz do Luar ouvi alguém dizer: – "Ela comeu os três filhotes!" – gritara um dos homens…
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    9 Só então meapercebi que uma cobra cajarana subira pelo tronco da Canela e foi em direção ao ninho do sabiá preto que toda madrugada, com seu cântico mavioso, amanhecia o dia e a…cor… dava-me…. Encantava-me. Saltei pela pequena janela, fui mais próximo da turba ignara e humana para então perceber a sabiá fêmea atirando- se contra a cobra tal e qual um Kamikase… suicida… O sabiá macho voava desesperado em circunferência e os homens continuavam a agredir de várias maneiras a cobra que parecia não sentir nada… – "Serpente"… – "Bicho de Satanás"… – "Víbora"… Eram as mais suaves imprecações que ouvira daqueles que se julgavam os donos da Natureza, da Vila Piscatória, dos Barcos e do Mar onde pescavam... Ali bem perto havia uma aldeia de Índios Tupy Guaranis. Nenhum deles havia participado na guerra contra a serpente… Ao ver que seria quase impossível parar aquela escaramuça, subi a Montanha, chorando e perguntei à Minha Mãe Lua, por que ser assim? E Ela me respondeu: – "Vá e pergunte aos homens!" Desci a Montanha e fui lentamente chegando até à Aldeia dos Tupy Guaranis… Haviam uns que se preparavam para irem à pesca… pescavam de canoa, e com um arpão feito de madeira da canela, muito rígida e forte… Na ponta havia uma fisga para poder fisgar o peixe. Ao longe avistei Eugênio… um nome dado pelos brancos a um Tupy Guarani que fora batizado… Contei-lhe tudo o que vira e ouvira… e ele me respondeu: – "Quando o Homem encosta a mão nos ovos, a cobra vem e come os filhotes!" Agradeci seus sábios ensinamentos, despedi-me e saí da aldeia muito mais triste do que entrei… Saí da Taba um tanto atônito, subi a Montanha e fui perguntar ao Sol que amanhecia o Dia, desta feita sem o cantar do Sabiá Preto… Então, entre uma lágrima e outra, salgada tal e qual o sabor Mar eu perguntei ao meu Amigo Sol: por que ser assim? E ele ainda amanhecendo… o amanhecer, respondeu com sua Luz nascente: – "Meu Filho, a Mãe Natureza se preparou para receber todos os seres que com ela hoje convivem… até que se aprimorou mais ainda para receber o SER HUMANO, livre, solto, forte e belo… E assim como ela o quer livre, solto, forte e belo, quer a todos os seus filhos… Então prefere que a cobra venha e coma os filhotes do que os homens os tenham presos só para ouvi-los cantar!"
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    10 Neste exato momentonasceu esta canção: "Bom dia meu amigo Sol, eu quero te cumprimentar, Andava pelo mundo a sós, queria simplesmente amar, Agora você está à direita, Mais tarde você está à esquerda, A tudo você enfeita, Não existe nenhuma perda… E quando anoitecer, Se a Lua não aparecer, Não fique triste oh Sol, não! Vá iluminar o Japão, Pois a Lua é dos Poetas, a grande inspiração, No céu ela é uma Festa, que faz bem ao coração." A Igreja de Santa Rita, que havia se transformado no espaço do Festival de Cinema de Paraty, estava repleta de pessoas que aplaudiram o Ermitão da Picinguaba, nome que as pessoas deram a Ale Mohamed por ele viver dois anos isolado na Montanha da Picinguaba. Naquela manhã em Paraty, Ale Mohamed encontrou-se com uma Cigana… ela também o olhou no mais profundo dos olhos, pediu-lhe um minuto da sua atenção e ele a atendeu… – "Você irá viajar muito, atravessará os Oceanos… e descobrirá um Mundo Novo em um Velho e Antigo Mundo… onde quase nada mudou!" A Cúpula mais ao norte da estação do Oriente do Metro de Lisboa, agora estava com a tonalidade violeta… Saint Germain… pensou Ale Mohamed… Dez anos se passaram desde a pequena cidade no Mato Grosso onde havia ido para implantar uma emissora de televisão, colaborar na maior FEIRA AGRO PECUÁRIA DA AMÉRICA DO SUL e ainda editar um jornal de nome Presença Popular, com mais de 100.000 exemplares distribuídos por todo o Mato Grosso… A Feira Agropecuária atraíra gente do mundo e do Brasil inteiro. Com muitas atrações campesinas, pecuárias, cavalos puro sangue, touros, parque de diversões, cantores, culinária típica de várias partes do Brasil, muita gente e muita animação… Ali ele conhecera Maria Gabriela, a Madeirense que o levaria através dos Oceanos… 1990, Ilha da Madeira……… 1998, Lisboa…… 1999, O Avatar! Seria o Avatar uma Tese ou seria um estudo apenas, ou ainda, seria uma Profecia??? Em 1979 acontecera Picinguaba... Abandonara o mundo das evoluções materialistas… chegara ao cargo mais cobiçado de uma Multinacional Americana… e após abandonar tudo, …a MENSAGEM CHEGOU… O CHAMAMENTO.
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    11 – E porque Eu? Sempre se perguntara isto, até que em um Curso ZEN, ao receber um legado que tinha 2.500 anos, vindo diretamente do Tibet , que lhe foi entregue por um descendente direto de Buda – Mestre Hogan Sam – ao perguntar porquê só ele fora merecedor de receber o legado, o Mestre sorriu e nada disse… Ale Mohamed compreendera que nunca mais perguntaria. Aceitaria e agradeceria… Este era o caminho (avatar). Dirigiu-se ao aeroporto onde iria apanhar um avião com destino ao Porto… Gabriela o aguardava… Seguiram viagem em um vôo com destino a França, com escala no Porto. A polícia de fronteiras quase nem o deixara embarcar, apesar de estarem em espaço Sheguem, onde todo cidadão residente na Europa tem livre trânsito… Quantas barreiras os seres humanos criam na sua própria Terra… Em seu íntimo os códigos de acesso à força da criação também iam se complicando… O que seria necessário se fazer para que a carga humana ficasse mais suave? Será que a anunciada NOVA ERA iria trazer alguma luz a tudo isto? A viagem a bordo do vôo da Air France foi bem rápida, o Air-bus completou-a em reduzidos 53 minutos entre Lisboa e Porto. Para variar, Ale Mohamed escreveu durante o vôo e o que escreveu estava relacionado com o trabalho de Margarida Martins, responsável pela Fundação Abraço que cuidava dos pacientes que haviam contraído o vírus da AIDS. Quando entregou o que escreveu à valente lutadora na luta contra esta praga do século XX percebeu que deveria colaborar com a causa, deveria abraçar esta causa… Gabriela, que o acompanhava, sabia que as férias prometidas seriam sempre com envolvências em situações e responsabilidades que Ale não conseguia deixar para amanhã… Houve épocas em que ela teve que ser bastante incisiva com ele, pois a sua estada em Picinguaba e suas "viagens" através das evoluções, involuções, regressões e ascensões cósmicas haviam dado cabo de todos os tabus, preconceitos, dogmas terrenos e o colocado em um plano acima do plano Terra, e assim, às vezes envolvia-se com algum excesso de generosidade no problema dos outros. Como se soubesse a solução… sem se preocupar consigo próprio, doando-se de uma maneira tal que chegou a ficar sem comer e sem dormir para acudir pessoas que nunca vira, pelo período de quase um mês. Gabriela, com a sua formação de Médica Veterinária, origem Madeirense, vivendo trinta anos no Brasil, Compreendia muito bem o coração de Ale Mohamed… comparava-o a Carlos Castanheda… que conhecera Don Juan, um Índio
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    12 com conhecimentos profundosdos mundos esotéricos e dimensões paralelas… Ale considerava-se um ser humano comum, como outro qualquer e assim era bastante difícil alguém conseguir travá-lo nos seus anseios de ver o mundo à sua volta mais saudável, mais feliz, mais solidário e mais autêntico, integrado ao Cosmo e à energia Vital que emana de todos os seres do Universo sem distinção deste ou daquele. Bastava olhar para o céu e via-se as estrelas com um brilho semelhante… O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER… A Cidade do Porto o encantou e logo que chegou ao Hotel Castor, na Cidade do Porto, foi procurar uma lista telefónica para encontrar o nome de algum Ancestral… A busca da sua ancestralidade era latente e constante… Seus traços fisionômicos eram bem vincados ao árabe. Testa larga e alta, moreno, estatura mais para o alto, ombros largos, tórax de remador, fartos bigodes, pernas fortíssimas, olhos negros, muito cintilantes e vivos… Com a idade ia se tornando de cabelos grisalhos e a barba mais ainda… O peso um pouco acima da média para a estatura que tinha, adorava sorvetes e doces, mas mantinha uma grande agilidade e força física, mental, emocional e espiritual… Emanava Fé!!! Nadava muito bem e adorava andar a pé em montanhas, vales, florestas, beira-mar… – Ale, você não vai jantar? não tem fome? Acordou de sua busca antropológica e ancestral, olhou para Gaby que o chamava e estava já com trajes mais adequados para o frio que fazia no Porto. Era loura, alta, olhos cor de mel, pele clara, seios firmes e uma elegância descontraída, seus cabelos semi encaracolados caíam sobre os ombros em suaves ondas. Ali à sua frente, na cidade próxima das suas origens Lusitanas, encontrava-se a mesma figura que a sua Montanha lhe havia anunciado muitos anos atrás…
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    13 CAPÍTULO 4 Caverna Submersa Erauma tarde em que o mar estava muito calmo na praia do Camburí - entre Picinguaba e Paraty. A Mata Atlântica cobria os dois lados do asfalto da BR101 uma estrada litorânea que vai de São Paulo ao Rio de Janeiro e depois segue até o Nordeste Brasileiro… O Ermitão nadava e observava as ondas alísias indo e vindo de encontro à costeira, uma alta costa rochosa, com imensas pedras que tinham a forma de vários animais, não era só ele que via… os turistas e alguns pescadores também. Naquele dia ele havia descido a Grande Cachoeira com seus oitenta metros de altura em patamares suaves, pesquisando as imagens que encontrava nas Pedras… UM CAVALO PRETO, uma Tartaruga, um Dragão, e assim ao entardecer estava entre a Ilha das Couves e a Costeira do Camburí em meio a uma imensa baía. A água estava quase morna… os olhos ardiam um pouco com o sal marinho. Lembrou-se do tempo em que nadava em piscinas e tinha medo do Mar… agora era como se estivesse integrado com o Oceano e todos Oceanos Siderais… parecia um peixe… ou um Golfinho… pois subia apenas para apanhar ar… Adorava nadar… em baixo d'água mais ainda… O seu estudo a respeito de Atlântida começou no Peru, nos Andes… passou pelo Mar dos Xaraés (Pantanal do Mato Grosso), Chapada dos Guimarães, onde encontrara fósseis marítimos a 800 metros de altitude… Amazônia… México, Venezuela… e no fundo dos Oceanos em túneis que se interligavam com várias áreas que já conhecera, onde, sem dúvidas, viviam os Intra-Terrenos… seres que tinham um conhecimento bastante evoluído e se comunicavam com os da superfície e com os Extra- Terrestres… Decidiu que mergulharia na caverna submersa existente naquela costeira e assim ficou boa parte da tarde preparando-se para o melhor momento… As ondas iam e vinham em correntes submarinas para o interior da caverna, cuja entrada tinha como defensores e guardiães, ouriços enormes. O Ermitão não se intimidara, pediu licença a Netuno, foi se aproximando e quando a correnteza o arrastou com mais suavidade soltou-se e foi como um corpo inerte sendo arrastado suavemente até à entrada… Os ouriços pareciam acariciá-lo… A entrada era longa e teve um pouco de receio de ficar sem fôlego. De repente percebeu que estava em uma imensa Caverna, ampla, iluminada com uma cor entre o rosa e o violeta… (Saint
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    14 Germain), viu quedava pé e ficou em pé… Caberiam ali umas 10 pessoas… o teto era todo cintilante, refletindo as ondas que iam e vinham… Algo sublime. Rosáceo… lembrou-se da Rosa Cruz… deitou- se para descansar um pouco… adormeceu, com as ondas a massagearem seus pés… Sonhou. No sonho uma voz dizia-lhe que a partir daquele momento nada mais iria lhe faltar… Acordou com o rugido de um Leão… era o vento, a água, Eolo… Druza… Percebeu que um tronco de árvore trancava a saída de ar e de água. Foi agachado e tentou tirá-la, parecia um apelo da Caverna… o rugido vinha dali… Ao tirar o tronco ,após um imenso esforço, a água que estava ali retida começou a inundar a 22 caverna. Em poucos segundos a água chegou-lhe ao peito. Olhou ao redor, ...uma chaminé natural… Foi-se esgueirando por ali, subindo pela garganta interna daquela imensa Montanha... Fincava as mãos e os pés como melhor lhe convinha. Foram séculos aparentemente… até chegar ao topo da Montanha. Lá em baixo, como se fossem miniaturas, os barcos de pesca, as cabanas dos índios, as casas de alguns Caiçaras… Ao olhar para os seus próprios pés, por instinto e puro instinto, o Ermitão percebeu que estava sobre duas pegadas enormes …seriam suas pegadas do passado que ficaram ali marcadas?!!! Ao longe, no Oceano, uma visão: uma Caravela… A Cruz de Malta… Uma moça loura… nas nuvens… Um Deus com um imenso bigode a sorrir, uma Deusa Oriental a dizer- 22 lhe: fomos seus Pais… um Amor Proibido… E você criou-se na Natureza, no Mar, nas Montanhas… Viva sempre assim… nós vigiaremos… e você será feliz… No quarto do Hotel Castor, na cidade do Porto , Gabriela o "acordou" do transe… – Ale, então, vamos jantar? Beijou-a com carinho, abriu a porta do armário, apanhou o sobretudo, vestiu-o e saíram no frio da noite… em busca de alimento. A emoção de estar muito próximo das suas origens não lhe dava fome, nem sede, nem sono, só queria desvendar os mistérios e descobrir a verdadeira história da sua vida… Jantaram em uma casa típica do Norte de Portugal, conversaram sobre as suas esperanças, a nova casa que nunca ficava pronta, como sempre foi… As crianças, os netos, Arthur, Dominique, André Luís… algo muito familiar. Há tempos nem queria ouvir falar em família e agora descobrira que é o único meio para desvendar as histórias e ir de encontro à Verdade Universal… a partir da Célula Social… e Familiar. Vivera dos 12 aos 53 anos afastado da família, fora como um visitante na casa dos Pais…
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    15 O início emvários colégios de padre, depois um internato, quase seminarista, Salesiano, depois a Academia Militar… os Mares, os Portos, os Povos, seus usos e costumes… A revolução de 1964… a contestação, o revolucionário… o sonho desfeito de um lado por se negar a matar BRASILEIROS, a vida civil com formação rígida a mais, as empresas, os clientes, o mundo da Comunicação. E a família era e ainda é a Célula Social. Uma vez por ano ou no Natal, aniversários… Os sobrinhos e sobrinhos netos o chamavam Tio Indiana Jones… E assim, naquela noite, no Restaurante Típico do Porto, algo começava a intrigá-lo… Nunca dependera aparentemente de ninguém… e se calhar era carente de coisas que os outros não eram carentes… Que grande descoberta na caverna do seu coração! Chegaram ao Hotel Castor, verificaram se havia algum recado. Subiram pelo elevador muito antigo com portas pantográficas, estilo século… sabe-se lá qual… O apartamento era o 471, dava vistas para o imenso Rio Douro, onde seus ancestrais ainda produziam em suas margens o Vinho do Porto, desde a plantação até à exportação. Chegaram alguns deles ao Brasil em 1575, expulsos de Portugal… Judeus… Os outros que ficaram converteram-se e eram NOVOS CRISTÃOS… Portugal começara ali no Norte e estendera o seu Reinado até ao Sul. O Oceano era e é a grande Porta deste País que se considerava a Cabeça da Europa… mesmo a Testa da Europa… pois a Espanha era a Cabeça, que se desunira da testa… No outro dia foram visitar os monumentos, a Bolsa, O Salão Árabe …parecia ter vivido ali, naquele ambiente… Gabriela percebia a sua emoção com cada esquina daquela cidade cortada ao meio pelo belíssimo Rio Douro; a sua arquitetura lembrava muito Salvador, na Bahia... Apanharam o Barco e foram subindo o Douro. As Quintas… as plantações… as vindimas, os Casarões Antigos, as Janelas onde os Lusitanos avistaram NOVOS RUMOS…NOVOS MUNDOS….E CRIARAM NOVAS CIVILIZAÇÕES… Pois é: Misturaram as raças, e geraram um povo totalmente diferente de todos os povos, os Brasileiros, os Luso-Africanos. Criaram o que o sapateiro de Foz Côa profetizara no Século XVI, O QUINTO IMPÉRIO… O Espírito de Portugal no Mundo e o Mundo que foi feito a partir de Portugal… todos juntos a falar uma mesma língua, usos e costumes, novos tipos genéticos, novos ritmos, nova indumentária, ou sem indumentária nenhuma… sem lenço e sem documento… Desde o mais nú e mais feliz até ao mais requintado e também feliz, com samba no pé e ginga muito diferente da do Europeu… Que diferença se criou a partir dali de onde ele se encontrava… Diferentes mas iguais… "Crescei e Multiplicai-vos"… e assim foi feito…
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    16 CAPÍTULO 5 A VERDADE...a...ver...dá...dê! Sintosaudades da vida que do outro lado de lá, era apenas entrega e porte pago. Sinto saudades da vida que do outro lado de lá, era o que era, sem tirar nem pôr. Sinto saudades da vida que do outro lado de lá, nunca findava nem começava, vivia-se! Sinto saudades da vida, onde a escrita inexistia, pois o que se combinou se cumpria. Assim, sinto saudades de mim, quando eu era o SER que habita o meu SER. E me pergunto, todos os dias, que fiz, para merecer conviver com este mundo nojento? Mundo, onde os irmãos estupram as irmãs e o que de maior grandeza existe está jogado na lama dos latifúndios que dia a dia, mais afundam o planeta todo. Sinto saudades daquela vida, não porque fosse melhor, mas porque era o que É. Sei que É, e sinto-a dentro de mim com a mesma energia que senti Lá. Aqui, o que sinto, é que quiseram me testar, e explodiu a bobina central. Afinal minha ENERGIA é superior a de todos que me cercam e me olham. Como se olhassem para um reator a transferir toda sua Força para uma mísera Luz artificial. "VAI EXPLODIR !" Por isto digo, de todo meu coração, que VENCEREI mais esta etapa, mesmo do lado de cá. Mas com uma certeza maior ainda, muitos irão sucumbir, outros assistirão meu triunfo humilde, sóbrio e altaneiro, e assistirão de pé a minha vitória. Deus lhes dê vida longa. No entanto, quem irá se regozijar mais serei eu mesmo, como tudo o que pressinto e me estimula a seguir avante.
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    17 Do que sintopena? Dos que nem sequer ainda passaram para Lá, nem sequer sabem dar amor a um gato, um pássaro ou a uma flor. Realmente ser Anjo não é fácil, se fosse, esta tarefa não seria minha. Vem, serei, junto contigo, o que há de Amor mais que antigo. Onde a luz dos que São, é esparsa, bela e intensa e não precisa de rea...tor. Pois Thor é um Deus que anda a frente, nunca a ré. Coitados dos que se metem com Deuses, ainda mais quando a Galáxia foi ao encontro de sua própria origem primeira. Onde Duendes, Fadas e Deuses convivem Eternamente o bom lado da Vida. Creia-me, irei vencer, e estarás comigo, pois tudo o que somos Amada Sacerdotisa, é o encontro eterno de quem foi gerado em meio ao luxuriante momento orgasmótico da Geração. Todos os Deuses passaram por isto e todos, meninos e meninas, também passarão. O que mais importa AGORA, É ÁGORA, a...cor...dar... Do sono profundo que aceitou, no momento em que o menino Deus decidiu pelo mundo de seus Pais perambular, peregrinar, sonhar, agir. Vão retornar em essência, vida e Alma Ao mais eterno dos caminhos, AVATAR, Que reencontra entre os seus os que traem, Os que perjuram, os que impuros ainda são, Para lhe dizerem: "Hei, HOMEM DE DEUS, ainda estás tão tenro!" Ah, menina Eterna, Mãe de Ventre Livre, saibas, os Deuses nos receberão de braços abertos, pois quem aqui vive, além do SER que habita o meu SER, é o Divino e mais que perfeito Átomo. O Primeiro Átomo vivo que MATER...ia...lizou os sonhos da amada Eterna e sonhada MADRUGADA... A PRIMEIRA, madrugada, ONDE NADA, ADAN, EXISTIA, volátil, sonhador e unânime na essência de sua busca incontida, dentro do invólucro Atômico. De um núcleo todo Eterno... e...terno... núcleo... Se hoje a Mater... ía, amanhã ;virá...!!!
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    18 E assim, sempreserá...Sem dúvidas, uns querendo a Deidade, outros apenas e tão somente a verdade...a...ver...dá, Dê! Havia um caminho... Ale Mohamed tinha certeza, havia um caminho entre o Amor e a Aspereza, entre a emoção e o espiritual... Havia um Caminho Invisível, aparentemente estranho... Onde NELE, encontraria Irmãos, Veneráveis e Mestres. Havia, ah se havia este Caminho... Nada a ver com os citados... UM Caminho especial, ou seria Espacial. Mas se nem há espaço e nem há Tempo???!!! Ah!... O AVATAR, sempre iria sofrer muito mais em seu interior que busca do que no flagelo da tortura que rebusca e lhe traz a luz. "Pai afasta de mim este... Cale-se!!!” Tinha que gritar a viva voz, afinal o MUNDO QUERIA OUVIR. O MUNDO INTERIOR ouvia, no silêncio das meditações... PAI... ME...DITA... Seja em meu interior, ou seja, onde for... Me Dita Pai!!!! O tempo se escoa, meu coração de menino está preste a explodir... E assim como ele Pai, O Planeta Todo nova...MENTE irá surgir... Onde será que começa, eu preciso saber!!!... O pior é que ele sabia, apenas não se lembrava... E isto sim o angustiava... Uma luz violeta separava as Ilhas naquela hora do crepúsculo. Uma onda imensa veio se estatelar nas rochas, mesmo aos pés de Ale Mohamed que parecia olhar o infinito esperando uma resposta... No Mar da Travessa a Ilha de Arduin naquele dia não aparecia... Como diziam os antigos, ali a Ilha de Arduin aparecia aos que procuravam o Mundo esquecido... Ale não se esquecera, deu branco, era isto... Um olho azul se refletia na onda, do Mar... O Olho da Sorte dos Atlantes... Lembrou-se daquele patuá que lhe deram quando esteve na Amazônia: tinha um olho azul... Lembrou-se, foi se lembrando...
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    19 CAPÍTULO 6 A Iniciação Hámuitos e muitos anos, no mais antigo do antigo, uma comunidade se reuniu e decidiu que alguns de seus elementos iriam percorrer terras longínquas, para então, quando voltassem expusessem aos que ficaram o que poderia lhes faltar em um futuro próximo ou distante. Os escolhidos partiram e singraram mares nunca dantes navegados, enfrentando tormentas e recrudescendo a sua força de vida interior, na simbiose entre as agruras dos Oceanos Terrenos e Siderais. Após chegarem a terra firme, decidiram, em primeiro lugar, perceber o que os envolvia naquele novo útero terreno e só depois, após terem absorvido toda a química e física que lhes era necessário absorver, resolveram começar uma caminhada por entre as veredas que eles mesmos abriam diante da mata imensa que não mata. Assim, percorreram montes, colinas e cordilheiras, desceram vales e se redescobriram em cada uma das pedras do caminho. Vivenciaram as vidas dos vários Reinos e compreenderam que nada eram nem seriam sem aquelas plagas de antanho, que, se calhar, os levou para outras plagas, de uma forma invisível ou invencível. A tudo que absorviam, procuravam anotar com seus mecanismos de memorização, usando a visão, o tato, o paladar, o olfato e, claro, o espírito. Nos momentos em que a Luz se esvaecia tinham que ser uns pelos outros na escuridão do CAMINHO (AVATAR) e, assim, uniram-se cada dia mais e mais, compreendendo que a solidariedade era algo que deveria ser muito bem apontado em seus registros eletro-magnéticos. A liberdade em cada um poder respirar e atingir o seu ponto de equilíbrio físico também era muito importante para que todos seguissem avante na longa pesquisa que iriam fazer em prol do todo de sua comunidade, e o sentimento de fraternidade superou todas as quizilas e dissabores que por ventura houvera antes, quando estavam no bem bom do Reino daquela Comunidade. Afinal agora enfrentavam Reinos desconhecidos, onde o SER humano ainda nem tinha chegado e somente os verdadeiros Reis da Natureza ali prevaleciam, como duendes, fadas, gnomos, os minerais, vegetais e animais, em forma elementares que provavam a que vinham e porque vinham. Ora, nem é preciso explicar muito para dizer que, ao retornarem ao outro lado dos Oceanos Terrenos e Siderais, os DESBRAVADORES levavam consigo UMA NOVA ALMA, um NOVO ALENTO, uma NOVA MANEIRA em ver o Mundo que os rodeava e os que nele habitavam. Dentro deles as células haviam se transmutado e seus corpos se volatilizaram conseguindo SENTIR PORTAIS INVISÍVEIS E INVENCÍVEIS, por onde só passam os que deixam de ser apenas Ego
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    20 para se entregarema um SER SUPERIOR E MUITO PRÓXIMO, que é, nada mais nada menos, do que o nosso Pai Interno, o qual nos direciona e nos alimenta, nos estimula a continuar, mesmo diante das maiores agruras. Assim, ao se reunirem todos da Comunidade, o que mais embeveceu aos que esperavam TESOUROS E RIQUEZAS MATERIAIS foi perceber que os desbravadores estavam de mãos vazias, com o corpo aparentemente todo machucado e doído, mas com algo que nunca mais eles esqueceriam. Estavam, o que ERAM, na origem do SER. E só isto já era o seu maior Tesouro, pois só assim poderiam viajar por todo o sempre, sem nenhuma preocupação maior do que terem a Água da Vida e o Calor Humano do verdadeiro Amor e Fé. Os que ainda não tinham subido os vales e montanhas, nem cruzado rios e oceanos, ficaram ouvindo seus relatos, embevecidos pela força de vontade e pelo altruísmo que cada um deles trouxe e levou consigo, deixando muito claramente impresso na Alma da Comunidade que o maior TESOURO DO MUNDO se chama LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, unidas à NATUREZA , ao Amor e à Luz do Cristo Cósmico.
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    21 CAPÍTULO 7 A Maneirado Universo Eram 11:22 horas, e Ale Mohamed ao olhar para o painel do Black Horse, seu Jeep que rodara vários locais do mundo com ele, ficou pensando como eram engraçados estes momentos em que um número digital se mostre, seja em duplicado ou, no caso, em multiplicado... Lembrou-se do Livro que o editor havia lhe entregue em São Paulo, Portal 11:11 e lembrou-se que a autora do livro citava locais onde eram determinantes as conexões com o Universo, conexões estas que, na opinião do Peregrino dos Espaços, eram tão naturais que não havia necessidade de se determinar nada numerológica ou geográficamente e nem mesmo espiritualmente. Afinal, o Universo, assim como o Vento, que é seu filho, sabe muito bem para onde vai... Sendo nós filhos do Universo, por qual motivo ficaríamos alijados dos momentos que estavam para nós preparados? Será que a autora havia feito todas as suas descobertas caminhando pelo mundo e lendo registros que estavam nas Pirâmides do Egito, nos Templos dos Maias no México, ou mesmo no Perú, onde muitos segredos dos Incas estavam ainda por serem desvendados? No Brasil então, nem se fala. Por mais que as pessoas não comentassem, claro que no Brasil haviam vários tesouros arqueológicos para serem desvendados.... A religião naquele País havia cerceado em muito a abertura para o que realmente o Universo espera de nós. O curioso é que Khapitolykus em Grego simbolizava Universal... Onde se havia perdido o Elo Eterno??? Ao chegar em seu sótão, a primeira coisa que fez foi pesquisar em seus arquivos muito antigos. Em meio a papéis amarelados e abandonados no tempo, ele encontrou algo que há muito lhe chamara a atenção... Era uma peça em cristal, com uma simbologia do Universo, contendo muitos Astros e Estrelas. Havia um pormenor muito importante naquela peça: ela só funcionava com água... A água movia todo o mecanismo de cristal ali inserido, de forma a nos dar uma idéia de como funcionava a força Cósmica que fazia com que o Universo se movesse. Houve uma época em que ele pensava que o vento também poderia fazer funcionar aquele símbolo do que afinal é a Vida e como ela se movimenta universalmente...
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    22 laro que tudode uma forma apenas simplória aos olhos de muitos, mas ele sabia, claro que sabia, que quem criou aquela peça era alguém muito iluminado e a fez com a integração não apenas dos elementos terrenos, mas com a luminescência Eterna, aquela luminescência que afinal tem a ver com a energia eterna que a tudo e a todos envolve e faz Crê SER. Desceu as escadas entre o sótão e o grande salão, atravessou os pórticos, dirigiu-se a uma fonte e com um cuidado imenso, começou a montar as peças que compunham aquele exemplo de energia Universal... Os Cristais que iam se juntando davam uma idéia de algo muito sublime, e o lusco-fusco de seus raios logo davam a ele uma idéia do que realmente estava ali inserido no Todo... A peça completa tinha seus 3 metros de diâmetro e 3 metros de altura... Quando estava toda montada, por si só já era um imenso exemplo de obra de arte criada por uma ENTIDADE DE LUZ, pois realmente era um grande espetáculo à vista, emocionava a quem ali parasse para observar. Uma emoção que vinha das estrelas, passava pelos planetas, energizava-se com os cometas e vagava no vácuo universal.... Algo que Ale Mohamed de vez em quando sentia quando entrava em transe. O CAMINHO - pensou – O AVATAR... Foi interligando então a Água que vinha da fonte até ao ponto onde ela deveria começar a acionar a RÉPLICA CRISTALIZADA DO UNIVERSO... E assim, quando tudo estava preparado, ele deixou o Mundo girar nas órbitas de todos os outros Astros e Estrelas... e ficou ali, admirando... O cintilar de cada gota de água causava um reflexo diferente na integração com os sóis da própria peça, afinal eram muitos sóis e muitas luas. E o mais curioso é que ainda era de dia... Algo que não se podia ver realmente à luz do dia... Ale então, sem querer, olhou para o relógio digital que estava assentado em uma pedra de mármore ...3.33... Sorriu para si mesmo. Mais uma vez o Cosmo conspirou para lhe chamar a atenção... 11.22... 33... Deixou a peça a se movimentar, subiu à varanda e lá de cima ficou observando aquele movimento todo.
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    23 O fundo esverdeadodo jardim lhe permitia ver um Universo esperançoso... livre e solto... como deveriam ser Todos os seres humanos e todos os seres da Natureza, fossem eles Terrenos, Uranianos, Arcturianos, Marcianos, Venuselanos, filhos de Andrômeda ou de que outros mundos visíveis e invisíveis existissem... O caminho entre cada corpo celeste, além de ser imensamente iluminado, ainda contava com a luz de outros, luzes que se intervinham cósmicamente sem gerar nada além da energia que movimentava o Todo Universal, onde a Água era o símbolo da Vida que se unindo à Terra gerou o todo, que gerou este poema: Amar: É Água passando por Pedra... e Ale apontou o que lhe vinha a mente, nascendo então o poema: AMAR, AMANDO... Amar: É Água passando por PEDRA, sem a PEDRA se aperceber, que a Água de tanto passar, transforma a PEDRA em grão. E o grão, assustado, intrigado, pergunta à Água: “Oh Água, por que ser assim?” A Água, NADA responde e leva o grão para o MAR…. Amando: É grão se juntando a grão, até uma NOVA PEDRA se formar, para que venha a Água, mesmo salgada do mar, para tudo recomeçar. Lá embaixo, no jardim, o Universo em miniatura emitia suas luzes, em consonância com as luzes das Estrelas... Já era noite... .22:22 Ale Mohamed sonhava, voava, vivenciava a energia cósmica que o impelia para os vários PORTAIS UNIVERSAIS, e comprovava que realmente nada, nem ninguém, precisava se preocupar com nada, pois o universo, até em sonhos era Real... Mono, Uno, e ao mesmo tempo TODO... Uma Estrela cadente cruzou os espaços siderais e atrás dela vinham as Perseidas, chuva de estrelas...
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    24 CAPÍTULO 8 Eolo, Druzae A Eternidade Portal 11:11 – Então quer dizer que Druza e Eolo eram apaixonados um pelo outro? Perguntou Ale Mohamed, enquanto Ila estava lhe explicando as tarefas que o NOMO havia sugerido na última aula, a qual desta feita ocorrera na maravilhosa floresta de Urânia. Ale sabia que em Urânia a vida era muito diferente do que aquela que vivia na Terra e os seus contatos paranormais com Ila de Fuztemberg em muito o ajudavam a compreender afinal o que era a tal memória genética, sensitiva, cósmica e espiritual. Vivendo na Ilha da Madeira, ele compreendia também que os ensinamentos tinham mesmo que vir do Éter, pois sempre fora assim. Sendo um Ser do Deserto não tinha dúvidas que é no Éter que está o conhecimento e não na humanidade, a qual era nada mais nada menos do que a conseqüência de atos e fatos de um passado recente ou muito antigo, e para isto era necessário ACREDITAR que realmente havia uma ascensão e descendência da essência cósmica, telúrica, Divina e Ancestral. – Muito bem, Ila, então me explica como é possível Eolo, sendo um Planeta, gerar o vento e também como é possível Druza, sendo uma Estrela, chorar para gerar Caciopéia, a Constelação que a gente só vê no hemisfério norte do planeta Terra. – Olha Ale, fica tão simples você compreender se inverter a marcha dos acontecimentos; em primeiro lugar, paixão é coisa aqui da Terra e não do Universo, principalmente de Urânia, o PLANETA HORTO. Imagina você, todo apaixonado, conduzir sua NAVE lá em Urânia pelo pensamento, os riscos que estaria correndo. Poderia até usar o tato, e ela lhe obedeceria bem, aliás, ela tem sensores que sublimariam qualquer atitude mais apaixonante tua, para evitar que outros saíssem prejudicados; o que lá acontece tem freqüências vibracionais que aqui na Terra existem mas não foram captadas, principalmente pelos povos LATINOS, muito mais sensíveis na opinião de todos que lá vivem. De que adianta, por exemplo, alguém dizer que fulano fez isto, sicrano fez aquilo, se no fundo no fundo dói para todos os envolvidos, não é mesmo, Ale??? Então, Druza era uma Estrela responsável pela Ordenação de uma parte do Universo, e isto era um Contrato Sagrado que ela fizera, tinha que cumpri-lo.. Eolo, ainda o Planeta, emitia o que chamam de Vento aí na Terra. Comparados um com o outro, ela tinha brilho próprio e ele necessitava
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    25 da Luz dasEstrelas, assim, cada qual com sua energia cuidava das suas responsabilidades... até que um dia Eolo, sem querer, afastou uma parte da Obra de Druza para muito, mas muitooooooooooooo longe, e ali ela tinha realizado vários sonhos de Estrela. Imagina a dor que ela sentiu sendo uma simples brisazinha em relação a Eolo que, comparado a ela, era um Tufão... emitia velocidades impensáveis ao que entrava em sua órbita, consegue compreender? Agora imagina a ANARQUIA que Eolo gerou no Espaço, que era responsabilidade de Druza… claro, ela chorou… Como tudo, sente, ressente, não são apenas os humanos que sentem, tudo tem um sentido e uma direção vetorial. Infelizmente os ditos humanos imaginam-se só eles com este dom… e as lágrimas de Druza viraram Caciopéia, o que em nada substituiu o Sonho de Druza, ou os Sonhos de Druza, mas, a LEI foi esta e a LEI SE CUMPRIU. – Ah... então quer dizer que primeiro somos Estrelas, Planetas, para depois nascerem os Deuses, como no caso dos Deuses Gregos... é isto??? – Ale, não há necessidade nenhuma de você ficar voltando no espaço-tempo nestas aulas do Nomo; se conscientize apenas do seguinte, pois senão iremos e voltaremos, de lá para cá, de cá para lá e nunca iremos conseguir concluir um raciocínio correto. Aliás, quem o conhece sabe o quanto você se perde nas palavras, pois vai por aí afora com O VERBO, que é realmente o seu MELHOR AMIGO e pronto. Ambos fazem com que muitos que ainda nem conseguiram se auto compreender fiquem mais embaralhados ainda. Estas aulas e tarefas do NOMO, Ale, são para que você, que hoje vive na Terra, possa compreender melhor a sua missão… Realmente está correta a sua colocação, houve Estrelas, Planetas, Asteróides, enfim… Universo em decomposição e em composição; lembre-se, há os chamados planetas que são gazeificados, ou seja, formados por gazes, outros por minerais, outros por vegetais, e por aí vamos… Então, recapitulando, um Anjo foi sem dúvida uma Estrela e se transmutou em Anjo, pois tinha que passar mensagens em outras Dimensões. Podendo se deslocar com maior rapidez, levando adiante o que está escrito no LIVRO DA SUA PRÓPRIA EXISTÊNCIA, este Anjo na Terra, um dia encarnado, também com uma imensa Missão, transformou-se no que chamam um DEUS, pois ele trazia a LEMBRANÇA Cósmica que havia lá em cima. Por exemplo, Eolo, o Planeta, claro, era então o Deus do Vento. E assim, veja, houve Diana, Minerva, Zeus, o Deus dos Deuses, Apolo, Plutão, Marte o Deus da Guerra, e um mundo de figuras que até hoje vocês na Terra estudam através da Mitologia Grega. Lembre-se Ale Mohamed, a HISTÓRIA SEMPRE SE REPETE, e é muito bom cada qual rever o seu LIVRO DA VIDA. – Ah... então foi por isto que ao pintar a Capela Cistina, Miguel Ângelo tinha uma noção exata do Universo, com Anjos, Deuses, Planetas, Estrelas, e ali retratou o que sentia em seu SER, é isto??? - Parabéns meu amiguinho terreno, é isto mesmo; então, agora raciocine comigo como foi possível Miguel Ângelo se lembrar de tudo aquilo... não havia tecnologia nem nada para ele lá chegar, e conseguiu,
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    26 tanto é queo PAPA o considerava um Protegido da Igreja, apesar de que, como todo artista ele era muito irreverente... Ar…em Ti…está… artista, certo Ale??? Continuando, para eu não perder o fio da meada, e assim, será que Ale faz uma pequena idéia de quem foi Miguel Ângelo? Miguel, o Anjo, era este o seu nome, abençoado por Deus e bonito por Natureza, será que preciso falar mais? Geneticamente Italiano, berço da civilização que Pedro levou até Roma... a civilização do POVO DE DEUS, como se diz na Terra. Abençoada a pessoa que guardou este livro imenso, que vocês chamam Bíblia. Muito bem, Ale, eu sei que você vai falar do Alcorão, do Torah, do I Ching, do Tarot e tudo o que há de chamados LIVROS SAGRADOS, mas estou contando uma história que eu vejo aí na Terra, se eu ficar aqui contando todas, nossa Mãe do Céu, nunca chegarei a lado nenhum e irei chorar como Druza pois você me fará ficar perdida... e isto é algo que você precisa mudar, pois tem por hábito desviar tudo e todos de seus rumos, haja leme para controlar os seus impulsos, aliás muito semelhantes aos de Eolo... Esta é para você meditar, Ale. Então meu amiguinho, eu acho que você já compreendeu metade da História que a aula de hoje nos passou aqui em Urânia, e a tarefa que o Nomo nos deu foi escrever o máximo possível tudo isto porque, sem isto estaremos nos afastando e muito do que está pré estabelecido no Cosmo, via Energias que são voláteis ou condensadas. Lembre-se, muito pouco há mais que isto... As terminologias Ale, não importam muito. Se puder escrever e se quiser até ser O ESCRIBA aceito pelo Nomo como um ESCRIBA DE FÉ CÓSMICA e, se isto te estimula, eu posso dar um jeito de ver se o Nomo aceita, apesar de que ele está em outras ondas… Lembre-se Ale, a Fé é a Chave que abre os Portais. Ale, você se lembra que, quando nos conhecemos, ou nos reencontramos, eu sempre lhe pedi para ensinar o máximo possível ao Poeta, aquele teu amigo que anda contigo e diz que é O VERBO? Observe-o bem, oh Ale Mohamed, afinal você já foi um Grande Homem e várias pessoas já lhe disseram isto, agora você anda pelo mundo de seus ancestrais, a LUSITÂNIA, vive por uns tempos em busca de Atlântida, em uma Ilha que você mesmo diz ser o Epicentro de Atlântida. Os grandes Maremotos, causados pelo Fogo e pelo Vento... fogo vulcânico do interior da TERRA... PAI... CHÃO... paixão... e Ventos fustigantes que a tudo destroem por onde passam, ou será que apenas MUDAM DE LUGAR? Pense se quiser, ou nem pense, deixe fluir Ale Mohamed, vá lá para o seu sótão como todos chamam e deixe fluir, irei estar ao seu lado sempre... mas, passe ao POETA o VERBO todo, não o deixe mais perdido do que ele já se encontra. Com tantas diabruras que andam acontecendo na Terra, ele sozinho não pode mudar o mundo, mas todos sabemos, Ale, que ele tem algo que Miguel Ângelo também tinha e, todos aí na Terra, de alguma forma escutam suas freqüências vibratórias e nem precisam de livros ou computadores ou seja lá o que for, mas precisam, sim, de terem mais calma ao iniciarem o seu dia, que não adia
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    27 o dia seguinte,nem apressa o dia anterior... Tudo, Ale, mas tudo mesmo, está escrito nas Estrelas e por isto você gostou muito de conhecer aquela cantora no Pantanal, Tetê Spinola... Espinha dos Ts... Espinha dos Ets... tantas interpretações, não é mesmo, Ale Mohamed? Em ter pretas ações!!! Caos e Luz, meu menino... Na próxima aula, iremos falar a respeito das moças e moços que precisam cumprir o seu CONTRATO SAGRADO e você, Ale, lhes levará os ensinamentos, está bem assim? Ale dirigiu-se ao sótão depois de rapidamente passar uma água no rosto, pois não podia perder nada daqueles ensinamentos; ao lado dele havia um altarzinho onde sua Madrinha, Tia Rosinha, sorria... o Jardim ia ficar cada dia mais florido, dizia ela ao seu afilhado de batismo... Uma lágrima salgada foi caindo em slow motion, até chegar às mãos enrugadas do Velho e Eterno Escriba... Suas rugas eram rugas de PERSONAL..IDADE... Éter...na... idade... Andava adormecido... a...dor...me...sendo... Os cães uivaram e as 5 Águias levantaram vôo...no Sítio da Relva, pousada de Ale Mohamed.
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    28 CAPÍTULO 9 A Peregrinação Assimcomo chegou ele partiu, sabendo que em todos os desertos havia sempre uma enorme força que vinha do interior da terra. Esta mesma força tanto alimentava como simplesmente neutralizava todas as outras forças chamadas de vida, criando então algo que ficava entre o antes e o depois, chamado NADA. Ale Mohamed seguiu sua caminhada noite a dentro, e durante o dia descansava, pois no Deserto a vida era intensa à noite; durante o dia ela chegava a cegar ou a iludir os viajantes, mas a noite, esta sim, era a companheira ideal para quem vivesse em função das grandes travessias que o Deserto permitia. Ele nunca entendeu por qual motivo as pessoas tinham pressa em atravessar aquela imensidão de areia, cactos, sol, estrelas, vento, cobras e lagartos, fora algo que estava no ar e que poucos se apercebiam, algo que Ele vivenciara e o fez compreender que nada, mas nada mesmo é necessário se fazer, nem mesmo atravessar o Deserto, porque o que tiver que ser já É, seja no início da caminhada, no meio ou no final – ou no aparente final – porque depois do Deserto a Caminhada continua, muitas vezes muito mais difícil do que quando se tem apenas sol, areia e estrelas a nos dirigir. Em um momento da travessia ele se apercebeu que uma ESTRELA dava-lhe um sinal. Parou, sentou-se sobre uma duna, observou a estrela a cintilar com uma variação de cores quase indefinidas, até que se apercebeu que eram cores entre o AMAR...ELO, LAR...ANJA, VER...MELHOR... E foi então compreendendo que tinha que ativar estes chacras, que estavam de alguma forma sem energia, pela imensa travessia ou porque realmente descuidou-se, mas a tradução das cores é que tinha tudo a ver com a MENSAGEM DA ESTRELA. O VERBO, sempre O VERBO a mostrar a ele, Ale Mohamed, que algo estava mais do que certo no universo e os humanos por mais que caminhassem de aviões, a pé, navios ou naves com tecnologias das mais avançadas, mais se afastavam desta imensa e saudável verdade: O QUANTO O UNIVERSO ERA TODO CERTINHO. Senão vejamos, como seria possível tantos e tantos planetas, galáxias e estrelas conviverem sem grandes choques, e na Terra, por qualquer coisinha explodirem guerras pessoais, sociais, religiosas e planetárias??? Que lógica mais besta esta dos humanos, pensava Ale Mohamed enquanto fazia os exercícios de respiração, mentalizando as cores que necessitava para continuar a grande travessia. Sabia que um dia ainda teria um canto sossegado, no DESERTO ou em qualquer outro lugar do PLANETA, apenas para colocar no papel aquelas mensagens todas.
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    29 Lembrou-se de umaamiga que trabalhava numa linha aérea e fazia o CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA, Monica Pursini. A imagem dela veio ter a sua frente, sorrindo e dizendo com seu olhar esverdeado o quanto a peregrinação lhe havia ensinado que é NO CAMINHO que purificamos todo nosso SER. Poucas pessoas conseguiam compreender isto. Muitas iam e vinham até em encarnações seguidas mas continuavam sem conseguir a purificação tão falada e comentada... Afinal, o que faltava? Nada, disse uma voz dentro dele, nada faltava, tudo estava certíssimo, como certíssimo estava todo o Universo, apenas havia quem ainda estava em estado x, y,ou z... Nada estava fora do lugar, apenas uns não entendiam as atitudes dos outros, mas também, viverem milhões de pessoas amontoadas nas cidades, e os Desertos desertos é que não estava mesmo certo. Conforto... todos queriam conforto, mas ao fim e ao cabo davam cabo de qualquer sossego que poderiam ter onde não vivesse viva alma. Ale foi adormecendo, adormecendo... e sonhou que vivia em um sótão, distante das cidades, cercado por um bosque de pinheiros, com seus cavalos, cães, águias, gatos, pássaros em profusão e lá distante, bem distante, o Deserto do Saara a contemplar e a ser contemplado pela ESTRELA que lhe ensinou a se reenergizar através das cores dos chacras. Amem, dizia o Anjo que velava pelo seu sono...Quibyr era seu nome... Do outro lado do sono Epaminondas, o seu outro Anjo, aguardava que Ale Mohamed acordasse para continuarem a caminhada, dois Anjos e uma Estrela. Para que mais???
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    30 CAPÍTULO 10 Energia Angelical DoisAnjos e uma Estrela, realmente era tudo que qualquer pessoa poderia querer a fim de cumprir sua caminhada ou peregrinação terrena. Ale Mohamed sabia que muitas vezes praticara atos que afastaram de alguma forma os Dois Anjos e nem via mais as luzes das estrelas, e, justamente por ter conseguido superar estas fases em sua vida é que tinha a missão de passar a outros que ainda estavam começando a peregrinação, o quanto aprendera CONSIGO MESMO. É verdade, quem mais nos ensina somos nós próprios. Por mais que os outros tentem nos passar seus ensinamentos, o que mais fica gravado em nossa alma são as nossas experiências, nesta e noutras vidas. Por este motivo, e tão somente por este motivo, ele sonhou e conquistou o SÓTÃO, local que para muitos era apenas um canto de se guardar antiguidades ou coisas sem mais utilidade, enquanto para Ale Mohamed era o local de recolhimento, o seu Altar, sua conexão com seu Deus interior, com o Planeta e todo o Cosmo. E assim, após ter conquistado o que mais sonhara em sua vida, qual seja, o seu cantinho de reflexão, colocou mãos a obra e dia a dia escrevia parte do livro que, sem dúvidas, iria colaborar com ele mesmo e com muitas outras pessoas que um dia viessem a ler O AVATAR. Ale também tinha certeza que nada mais poderia atrapalhar esta sua peregrinação pelo mundo do VERBO, e com tal convicção dedicou- se a este LABOR que nem sentia o tempo passar, nem sequer conseguia sentir fome ou sede. E se alguém de vez em quando não lhe levasse algo para se alimentar ficaria ali apenas escrevendo, como se os seus dedos respondessem a impulsos que não tinham conexão com a Terra mas com algo muito superior ao próprio universo. Lembrou-se de quando Ila lhe explicou que ele não tinha que voltar à Terra antes de cumprir todas as tarefas que lhe eram delegadas no ALINHAMENTO DAS GALÁXIAS. Realmente algo havia entre o Cosmo, a Terra e os Seres humanos que foi descodificado pelo sistema constituído fazendo com que os humanos, que se diziam tão inteligentes, perdessem o seu próprio instinto de sobrevivência, nem se apercebendo que a cada dia que passasse mais se enterravam no consumismo e no materialismo. Um vício, era exatamente assim que Ale Mohamed sentia que a humanidade ia se tornando cada dia mais. Um vício terrível! Por esse motivo achou por bem abandonar tudo e dedicar os dias que lhe restassem para concluir O AVATAR.
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    31 O mais importanteera a forma como ele pretendia divulgar aquele livro. Em primeiro lugar ele sabia que a mensagem lhe estava sendo enviada via Éter, e logicamente também seria reenviada via Éter para todos os que captassem essas freqüências. E assim ia dedilhando tecla por tecla, até que sentia estar novamente na Terra. Então parava um pouco para refletir, sintonizar-se com o mundo que o rodeava, o mundo do seu sótão, um sonho que se tornou realidade, graças a sua perseverança durante toda a vida em seguir O CAMINHO… AVATAR. Curiosamente havia recebido centenas de propostas durante toda a sua vida, algumas irrecusáveis, outras muito tentadoras, mas, por mais que lhe quisessem dar certas mordomias, até em sua terra natal, qual seja, Brasil, ele compreendera que O AVATAR seria escrito no seu sótão, e o seu sótão seria o local onde, se calhar, viveria ETERNAMENTE. Como poderia alguém compreender uma pessoa que vive no 3º Milênio da Era Cristã convivendo anteriormente com o mundo dos mundos, atuando em grandes empresas e projetos, tendo passado pela Vila Piscatória da Picinguaba, Amazônia, Vale do Kiriri, Peru e outros locais que ele considerava Sagrados e, de uma hora para outra, vivenciar apenas o espaço do seu sótão? Uma mensagem vinha toda hora a lhe dizer que estava corretíssimo: Só…Tao. Ah... se Ale Mohamed pudesse dizer com todas as letras, para O MUNDO inteiro o quanto estarmos com nós próprios é a maior de todas as dádivas, sem dúvidas ele iria conseguir colaborar para que a PAZ viesse ao encontro de muitos, afinal a PAZ é um sentido de Ecologia Pessoal, Social e Planetária. Ila, sua amada e companheira eterna, sabia que agora ele encontraria o que mais realmente procurara durante toda a sua vida, pois só mesmo se afastando dos ruídos das cidades e dos espaços laborais é que ele iria voltar para dentro de si mesmo e de lá, para a sua origem Ancestral, a qual se conectava com as indivisíveis ligações com os mundos dos mundos, invisíveis para uns e sensíveis para outros. O mundo que fizera vir à Terra o Primeiro Avatar e tantos outros a seguirem suas pegadas. Seria realmente muito interessante o dia em que as pessoas compreendessem que tudo é interligado e nada é separado, por isto não havia necessidade alguma das pessoas correrem de um lado para o outro em busca do sabe-se lá o quê!!! Quando nos deslocamos, deslocamos energias; agora imaginem quantas energias se deslocam e logicamente movimentam outras energias desnecessariamente por causa dos tais PROGRESSOS impostos por um sistema que ao fim e ao cabo, está mais do que provado, deixa as pessoas cada vez mais afastadas de si mesmas. A Mãe Terra já fora muito magoada e realmente algo havia que ser feito, e, se cada qual acordasse para esta verdade, tudo iria aos poucos se equilibrando, natural e cosmicamente.
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    32 CAPÍTULO 11 Valores Relativose Valores Absolutos Eram 5:13h de uma madrugada fria. Lá fora, as estrelas no céu anunciavam o quanto de luminescência transmitiam umas às outras em suas andanças pelo que na Terra chamavam órbita. Todavia, a olhos nus Ale Mohamed apenas observava o brilho e a intensidade que cada qual lhe transmitia, como uma criança que olha para um móbile pendurado sobre o seu berço e vê apenas as cores de cada uma das peças do móbile, sem se preocupar com o que prende cada uma das peças e o que afinal gera o movimento que a distrai. E esta simples colocação deixou Ale Mohamed com uma vontade imensa de transmitir, em seu percurso de vida, o quanto algo é relativo e o quanto algo é absoluto, ou seja, havia valores relativos e valores absolutos que infelizmente o sistema não permitia às pessoas deles tomarem consciência, e, quando menos esperassem estariam fadadas a terem que redescobrir seus verdadeiros valores ou então viverem sem nem se aperceberem o quanto poderiam ter mais bem aproveitado aquilo que Ale Mohamed considerava a verdadeira Vivência Eterna. Era realmente muito interessante a mensagem que as Estrelas haviam acabado de lhe passar. Fechou a vidraça da varanda suspensa onde sempre que podia observava a MADRUGADA e entrou em seu sótão aquecido pela lareira situada no piso inferior da casa que o abrigava no Santo da Serra, Ilha da Madeira, Portugal. Sentou-se em sua antiga escrivaninha, e apanhando um lápis começou apontá-lo para poder escrever o que sentia em seu íntimo e então passar aos outros que viviam, como ele, no Planeta Terra, sabendo quase com certeza absoluta, que os seres dos OUTROS PLANETAS queriam mesmo que ele passasse para o papel aquele ensinamento, aparentemente simples mas de uma profundidade que poderia resolver imensos problemas existenciais, inclusive com ele mesmo. Ora, se a vivência de uma pessoa lhe demarcara pontos cabalísticos elevados a determinada freqüência vibratória que lhe permitia interagir com todo o Universo, como seria possível esta pessoa conviver com um sistema carcomido pelo tempo onde as formas de se passar as 24 horas do dia por si só estavam comprometidas com algo que em NADA, mas em NADA, colaborava para que cada um dos seres humanos conseguisse entrar em órbita com o próprio PLANETA e sentir a vibração que ele captava em cada micro milésimo de espaço-tempo por onde circulava ? Assim sendo, na opinião de Ale Mohamed, a maioria da humanidade andava alienada da VERDADE SUPREMA, ou seja, do que era realmente viver no céu, em um planeta que fazia parte de um sistema solar que vagava dentro de uma galáxia e esta por sua vez
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    33 vagava no Universo,procurando de alguma forma a sua melhor posição em relação a outras galáxias que também tinham vida própria e precisavam se equilibrar na imensa simbiose cósmica e universal. Este equilíbrio era tão semelhante ao equilíbrio dos átomos que compunham cada ser vivo e tinham uma componente universal tão comum a todos estes seres, que na opinião de Ale Mohamed a própria Ciência tinha que se capacitar, tinha que ser revista para então poder haver algo na Terra que corroborasse a existência de todos os reinos em maior equilíbrio do que até então. Neste exato momento o escritor, ensaísta, poeta, peregrino das estrelas, homem do deserto e de todos recantos do mundo, começou se aperceber o quanto de repente tudo aquilo que as estrelas lhe haviam transmitido era algo tão relativo, mas tão relativo que em nada poderia colaborar com o que de absoluto seria o amanhecer, onde apenas UMA ESTRELA CINTILAVA NO CÉU e apagava a maravilha da própria madrugada. O silêncio em seu sótão e em toda volta do Sítio da Relva, onde vivia, era naquele exato momento um dos maiores exemplos de valores relativos e valores absolutos; tão logo o dia começasse a clarear, na estradinha próxima os ruídos iriam começar com os veículos indo e vindo, com as pessoas acordando e seguindo o seu rumo de vida, e, antes disso os próprios pássaros acordariam o dia pois, por instinto, sabiam que o seu cantar trazia a luz do sol e a natureza toda despertava para o que chamavam o novo dia. Como ele poderia passar o que lhe ia n'alma? Como poderia dizer às pessoas daquele mundo, cercado de água por todos os lados, com uma área terrena de no máximo 1.200 quilômetros quadrados, o quanto havia uma CONTINUIDADE das suas vidas no próprio Oceano, que em suas tangências unia-se ao cosmo via galáxia que o continha, juntamente com outros OCEANOS SIDERAIS? Próximo havia o Santo da Serra, uma vila com no máximo 6.000 habitantes, os quais viviam em quintas antigas, onde a fauna rural era uma constante, e no centro da vila uma igreja demonstrava um povo católico, que reunia-se aos finais de semana para a missa, quando então o responsável pelo RELIGAMENTO de toda aquela população procurava passar os ensinamentos que um Avatar deixara quando de sua passagem pela Terra. Este Avatar, chamado Jesus, vivera como filho de um carpinteiro de nome José e de sua mulher Maria, que, na história daquele povo muito antigo, fora Mãe de Jesus, pelo poder do Espírito Santo. Ali estava algo que uns poderiam considerar relativo e outros absolutos. O que Ale Mohamed não conseguia compreender era justamente isto: por que tanta separatividade? Não seria muito mais interessante as pessoas tomarem consciência de que o RELIGARE era desnecessário se todas elas
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    34 estivessem conscientes damesma freqüência vibratória que as estrelas lhe passavam naquela madrugada? Será que ainda se passariam mais 2.005 anos e as pessoas daquele pedaço de Terra continuariam esperando a vinda do AVATAR que tinha sucumbido justamente porque desafiou o sistema constituído à época em que vivera? Um sistema que tinha sido criado por um POVO INVASOR, cujo Imperador exigia que se cumprissem as SUAS LEIS, as SUAS ORDENS, sem nem querer saber se diante dele tinha um Deus ou um mendigo. Ale na hora parou de escrever e meditou... O café que ele colocara sobre a escrivaninha, escorria, ele nem se apercebia o quanto aquele néctar tão Afro-Brasileiro poderia estragar tudo o que escrevera... UM DEUS OU UM MENDIGO... mas que disparate!!! ...Cá...Fé... !!! Ficou meditando em suas próprias palavras ESCRITAS, e logo, mas logo mesmo, várias interlocuções bateram em seu hemisfério sensitivo... Afinal, quem era o MENDIGO E QUEM ERA DEUS, qual era mais feliz, qual tinha mais oportunidade nesta vida de vivenciar cada um dos seus átomos e do seu próprio conhecimento eterno? Nada respondeu, apenas ficou meditando... Lá longe um cão latia, defendendo o espaço que, em seu universo, ele considerava seu... A madrugada seguia adiante, o planeta girava, o café escorria de uma xícara a moda antiga... Realmente, haviam valores relativos e valores absolutos... Extremos que se atraíam...Magnética, humana, terrena, cósmica e universalmente... Ale apagou a luz e foi se deitar. No outro dia iria caminhar, sentir a vida, ver se conseguia compreender melhor o que acabara de escrever...
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    35 CAPÍTULO 12 O PortalCósmico Ficou meditando em suas próprias palavras ESCRITAS, e logo, mas logo mesmo, várias interlocuções bateram em seu hemisfério sensitivo... Afinal, quem era o MENDIGO E QUEM ERA DEUS, qual era mais feliz, qual tinha mais oportunidade nesta vida de vivenciar cada um dos seus átomos e do seu próprio conhecimento eterno? Enquanto caminhava entre a Serra e Mar, Ale Mohamed lembrou- se que, quando chegou ao Arquipélago da Madeira, disse ao motorista de táxi que tinha vindo em busca de Atlântida… e que um dia iriam andar naquela Ilha novamente por dentro da Terra… Caminhava e observava as cinco águias que o acompanhavam sempre… girando nas camadas térmicas e emitindo o seu silvar. A maneira como havia se recolhido no outro dia o deixara encafifado. Então, como era possível uma pessoa comum vivenciar cada um dos seus átomos? Ele seguia enquanto Coringa e Xandy, seus cães e amigos, também o seguiam, fazendo incursões pela mata adentro e depois voltando na mesma trilha que ele abria com seus pés de peregrino eterno. Lá embaixo o imenso Oceano cintilava, emprestando à planície de água, estrelas vivas e iluminadas pela luz solar… Engraçado, será que Deus sentia seus próprios Átomos? Uma pergunta que ficara dentro de seus sonhos, em seu despertar e em tudo o que ia fazendo… Sorria ao ver uma borboleta a polarizar uma flor, cumprindo a sua missão de levar o lado da fecundação à maravilha do reino vegetal. E os reinos... ah... os reinos... que vieram se preparando para receber os seres humanos, cada qual a sua maneira, cumprindo ATOMICAMENTE a sua parte... Caramba!!! Quantos anos seus Átomos o ajudaram a ir, vir, sonhar, brincar, escrever, sair de si e compreender o que de mais belo e mais singelo o universo lhe preparara... a ele e aos que com ele vivenciaram todo um viver... Ele tinha por hábito BEBER A SABEDORIA dos mais velhos... Jorge Martins, seu MESTRE na juventude, surgiu de repente à sua frente, com aqueles olhos risonhos, esverdeados e sábios. Apenas sorria... No coração do peregrino cósmico algo explodiu. Seriam Átomos?
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    36 Seria a mesmaexplosão que o PRIMEIRO ÁTOMO VIVO sentiu??? Ali, à sua frente, o professor de Mecânica Celeste e amigo eterno, agora vivendo em Arcturo apenas sorria... “Por um ponto passam infinitas retas!” A frase que Ale Mohamed nunca esquecera e que seu amigo lhe dissera quando ainda habitava a Terra... E, por um corpo físico passam infinitos Átomos! Mas se nós não conseguimos ver os Átomos a olho nu, também não vemos as outras dimensões...!!!??? Uma luz imensa explodiu à sua frente e Jorge Martins sumiu nela... Ele era a própria Luz! Claro, estava mais do que claro... Lembrou-se que seu amigo Pedro Abreu por diversas vezes tentara acertar as correntes de luz e as instalações elétricas na pousada onde vivia e começou a unir as pontas, interpretando melhor a mensagem do dia anterior... Gente do céu! Se todo Planeta está no céu, claro, evidente! A maior de todas as ilusões é que somos apenas esta dimensão. Claro, tão claro quanto a água cristalina que agora ele usava para esfriar sua cabeça, tanto pela caminhada como pelo sol que já ia alto. Coringa e Xandy mergulharam na pequena fonte de água pura que formava um belíssimo recanto entre a vegetação e a LEVADA, um canal de irrigação que seguia pela Ilha afora, desde o norte até ao sul... Um arco-íris se formou entre as gotículas de água e o FOGO SOLAR... É ISTO!!! Nossa visão foi CONDICIONADA a ver apenas o que queremos ver... Ou, nos doutrinaram a ver. “O pior cego é aquele que não quer ver!” Ale lembrou-se do quanto já havia peregrinado em busca de uma resposta, e ela estava justamente ali, na simplicidade em descer a montanha em direção ao mar, sem se preocupar com nada, mas com nada mesmo, esvaziando o seu SER terreno para conseguir se unir ao Cosmo... pois a verdadeira energia é o TODO, integrado. Ora, se seu corpo físico era feito da união de Átomos, todo o Universo era exatamente isto e nada mais do que isto.
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    37 O essencial éinvisível aos olhos... Saint-Exupéry em “O Pequeno Príncipe”. Caramba!!! “Você lembra muito Exupéry!” disse-lhe Paulo Urban, seu amigo e médico psiquiatra, em um aeroporto... juntamente com Patrícia, a Psicóloga, e Carlos Estudante... Gente do céu... Quanta gente o estaria ouvindo agora, pois se justamente agora ele abrira O PORTAL CÓSMICO, com um intensidade tal que, claro, o Universo todo o estava escutando! Ora se conseguimos compreender isto, temos o MOTO CONTÍNUO e temos A PEDRA FILOSOFAL, tão simples quanto isto ...ficou matutando Ale Mohamed. Então, tudo o mais é apenas retórica... Gente, que LOUCURA!!! Coringa e Xandy, deitados ao lado de uma figueira imensa, quase adormeciam, nem estavam aí para a HORA DO BRASIL... A cabeça de Ale Mohamed parecia que ia pegar fogo. Mas ele era assim mesmo, quando encasquetava com uma coisa, ainda mais daquela magnitude, entre Deus e um Mendigo... Seria por isto que Jesus entrou em Jerusalém montando um jegue??? Seria por isto que escolheu os pescadores? Homens simples, mas com uma força física imensa, uma fonte de renda inesgotável que era o mar??? Mas, Jesus aprendera muito em seu viver... Ale Mohamed era apenas um peregrino... um ser que buscava respostas entre a Natureza, terrena, humana e cósmica. Jesus era um AVATAR, e até João Baptista o reconheceu tão logo se aproximou Dele. Mas afinal, o que interessava voltar aos tempos de Jesus, se ali onde ele se encontrava é que SURGIU A RESPOSTA QUE BUSCAVA??? Olhou para as suas mãos. Bem no centro da mão esquerda havia uma Estrela de David.
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    38 Ale Mohamed chorou...Suas lágrimas, salgadas, tal e qual o movimento MAR, caíam como a fonte d’água que alimentava a vida, e gerava as LEVADAS, que irrigavam toda a Ilha da Madeira. Um pássaro começou cantar, anunciando aos outros que a floresta iria receber um AMIGO... Um amigo eterno e que compreendeu, ali mesmo, o quanto era feito de átomos, apenas de átomos e nada mais. Tudo o mais era complemento, tudo o mais era estrutura física para ele poder ir e vir, mostrar a que veio, com que veio, como veio, de onde veio, para quem veio, porque veio... Entre Ale Mohamed e a Floresta, a Montanha, o Oceano, e tudo o que já andara e percorrera, haviam apenas Átomos. Invisíveis para alguns, mas tremendamente visíveis para outros, fosse com auxílio de lentes, que aos cientistas eram dadas, e até muito mais, mas AO POVO HUMILDE era negado, ao POVO HUMILDE nem era dito... pois alguém tinha que se alimentar com o pseudoconhecimento. Engraçado, em outras andanças Ale Mohamed citara os pseudopoderosos, agora o pseudoconhecimento. Mas que injustiça... Pensava consigo mesmo. As lágrimas cessaram, foi novamente até a fonte, lavou o rosto e comentou com o seu coração: “Quanta gente poderia ver tudo isto e não vê; além de não ver fica subjugada pelos idiotas deste sistema fálico…!” Deitou-se à sombra da imensa figueira e aos poucos foi adormecendo... A DOR... ME SENDO... Além dos Átomos, havia o que transcodificava dentro dele, na linguagem que determinaram chamar PORTUGUÊS. Muito bem... pensou. ME... DITAR... E entrou em Alpha, Beta, Gama... até Omega... Em sua viagem via o seu pai lhe entregando um relógio Vacheron Constantin, comparando-o a um Omega. “É muito melhor...” disse-lhe o pai, que já falecera e estava ali em sua viagem... ALIPIO... Ali...pio... era seu nome... Ali, piedoso... E ele era Ale... vixi !!! Marianna era sua Mãe… Mãe e Avó de Jesus...Duas vezes ;vixi!!! Átomos, tudo átomo... Mas que diabo, por qual motivo vivenciaram suas vidas de uma forma tão TERRA A TERRA... Na viagem eles não souberam lhe responder. E também nem interessava mais...
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    39 Sua missão eraalém de si mesmo, e podia até ser diminutiva, missãozinha... Mas que ele iria fazer muita gente, a...cor...dar, ia. Ah! se iria! Não iria atacar ninguém, nem era esta a sua índole. Lembrou-se de tantos Avatares que já haviam passado pela Terra e não conseguiu ver ou lembrar de nenhum deles explicando aquilo. Todos Átomos... E claro, iria a partir daquele momento estudar melhor os Átomos, não em um laboratório, senão ficaria hermeticamente encerrado na mesma prisão que os outros ficaram, pois custa imenso um labor...ator...io... É, LABOR...ATOR...IO... O TRABALHO DO ATOR QUE EU SOU, pensou. Ila surgiu em sua viagem, a grande companheira cósmica, amiga eterna e LUZ. “Então Ale, conseguiu encontrar a Violeta?” A ovelha, que andava por Urânia, brincando com as borboletas e que recebera seu amigo Rui Relvas tão logo ele lá chegou; aliás, todos os que chegavam a Urânia eram recebidos por Violeta. Ali eles recebiam um tratamento ATÔMICO e em poucos dias estavam novinhos em folha... Ale sorriu para Ila e nada disse. Sorriu... Coringa latiu para uma lagartixa que apanhava sol sobre uma pedra. E acordou Ale de seus sonhos. Apanhou seu cajado, recomeçou a peregrinar, desta feita em direção a Camacha, um local, que também ficava nas montanhas e que mantinha grande tradição do folclore, gastronomia, músicas... Entre a Camacha e o Santo da Serra, onde vivia, haviam muitos poios, que lembravam o PERU, MATCHU PITCHU... Ale Mohamed sorria... tudo átomos... a forma, o conteúdo e os átomos. Visíveis para uns, invisíveis para a maioria.... 1945... Bomba Atômica... nascia Ale Mohamed... Engraçado… pensou ele, muito engraçado. Tão engraçado que só mesmo quem teve seus átomos acrescidos desta forma para compreender o que acabara de compreender... Coringa escorregava pelos poios, brincando com Xandy. Parecia estarem em um tobogan. O cajado ajudava Ale a descer sem escorregar, senão iria parar lá no fundo do imenso vale que unia o Santo da Serra à Camacha. Uns turistas passaram caminhando pela levada. ...tudo Átomo...!!!
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    40 CAPÍTULO 13 Tudo Átomos Naquelanoite Ale Mohamed nem conseguia se concentrar nos seus afazeres, nem queria jantar, nem nada, havia ficado com a frase em sua cabeça: TUDO ÁTOMOS... Ele sabia que realmente um Átomo ninguém vê. Um Átomo sozinho representa aparentemente NADA, mas, unido ao que ele ainda não compreendera dava início a TODO UNIVERSO! E, se assim foi, assim era e assim sempre será. Deixou de se preocupar apenas com seu corpo físico, aliás, sempre procurava analisar vários assuntos sem se preocupar apenas com ele mas com o universo que o cercava e que estava inserido em todo universo, o que a maioria das pessoas nem se davam conta. Lá fora os cães uivaram mais uma vez e ele então usou este exemplo para clarear suas idéias, que estavam alicerçadas no que vemos ou não vemos, mas existem e estão a nossa volta: os mundos paralelos. Se os cães uivavam tinham algum motivo, viam alguma coisa e, por que eles conseguiam ver, sentir, e nós não? Várias vezes os cães uivavam ali onde ele vivia, em um bosque de pinheiros a 660 metros de altitude. O que poderia ser que os fazia uivar tanto? Alguns diziam que os cães uivam quando seus donos morrem... mas não havia morrido ninguém e durante vários meses eles uivaram, e muito. Outro exemplo eram os golfinhos que previam as catástrofes antes delas acontecerem e socorriam náufragos, ajudavam outros peixes em dificuldades, mudavam de zonas onde estavam vivendo e assim preservavam a sua espécie e a dos outros. Foi assim que se começou a estudar também as CRIANÇAS INDIGO E CRISTAIS, que dizem têm contatos com os golfinhos... Seriam estas crianças especiais porque tinham poderes que outras crianças não tinham ou porque VIAM ALÉM DO QUE VEMOS NÓS??? Sentir, já era algo muito mais importante do que ver.
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    41 É verdade, ossensitivos tinham qualidades que poucos tinham. Lembrou-se de sua avó, que era cega de um olho mas enxergava muito mais que a maioria das pessoas... “Eu sou católica, vou a missa, mas creio que o Espiritismo é uma Ciência muito bem desenvolvida!” Era verdade... haviam então espíritos a nossa volta e nós nem nos apercebíamos, eram outros seres de luz que vinham até nosso ORBE. E por quê não conseguíamos vê-los? Quando Miguel Ângelo pintou a Capela Cistina, imaginou tudo aquilo... Os Anjos, Arcanjos, Querubins, a figura mesmo de um SER SUPERIOR ILUMINADO chamado Deus, enfim, de onde ele tirou tudo aquilo? E mesmo que tenha sido orientado pelos que tomam conta do Vaticano, de onde tiraram aquela visão??? E por quê apenas eles poderiam tê-la??? Ale estava entrando em um terreno extremamente minado, mas tinha que entrar, tinha que desvendar, afinal não queria mais saber que no Planeta Terra algumas pessoas podiam isto e outras pessoas não podiam. Lembrou-se de um tio-avô, maçom, que lhe explicou o quanto algumas pessoas realmente não podiam ter acesso a certos PODERES. Mas afinal, por que esta separatividade toda? Estávamos ainda muito involuídos para dizermos uma coisa destas. Ou será que Ale Mohamed realmente vivenciava outra dimensão e nem se apercebia? Em sua dimensão nada era proibido a ninguém, tudo era compartilhado com todos, e nada havia de diferenciação como na Terra. De onde então viera Ale Mohamed, ou, em que dimensão vivia Ale Mohamed? Um dia, uma pessoa que lera seu livro “O Planeta Exterminador”, escrito lá pelos anos 80, e que citava um Planeta que se aproximava do sistema solar, disse a ele: “Ali Mohamed foi um profeta Persa que deu origem ao Islão!” Ale tinha a letra E em seu nome, mas ficou matutando sobre aquelas palavras. Islão significava “Deus em você!” Nossa Mãe do Céu... comentou consigo mesmo o nosso peregrino... ”Arrepiei-me todo!” NAMASTÊ significa : Eu reverencio o Deus que habita em você! Sempre que encontrava algo que era muito forte arrepiava, e naquele exato momento ocorrera isto. Fez seus apontamentos, fechou sua escrivaninha antiga e se recolheu. Se calhar um sonho lhe traria as respostas que buscava.
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    42 CAPÍTULO 14 Sintonia Mas afinal,o fato de Islão significar “Deus em você” o que mudaria? Se somos filhos do Universo, descendendo do primeiro átomo vivo que construiu todo o universo, tendo sido iniciados em uma religião x, y, ou z, que fala de um Deus e de nossa imagem e semelhança, o que poderia ter feito Ale Mohamed se arrepiar? O que afinal seria este sintoma de arrepiarmo-nos? Um calafrio voltou à espinha de Ale, que se lembrou dos ensinamentos do Mestre Hoguen Sam a respeito do ZEN, a postura sentado, olhar em todas as direções, manter a mão direita sobre a mão esquerda bem direcionada para o nosso umbigo, uma expiração, ativando assim o acundaline e procurando o NADA ABSOLUTO. Ora, NADA ABSOLUTO significava também a ausência de tudo em nós, porque a função da expiração era justamente eliminar tudo o que havia em nossos hemisférios cerebrais, incluindo-se a idéia de um Deus. E agora??? Ale lembrou-se de quando fez o processo Fisher e Hoffman, no Rio de Janeiro, e aos poucos foi novamente entrando na mesma sintonia em que estivera na Picinguaba, sentindo os corpos a se decomporem, e, um dia, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, sentou-se para meditar e viajou durante 12 horas, sentado em uma pedra. Lá pelas tantas da noite, apareceu um guarda e pediu para ele voltar do transe. Ao lado do guarda um senhor acompanhou a “volta” de Ale para a Terra e logo de cara lhe perguntou se era maçom, ao que obteve resposta negativa. Conversaram pela noite adentro na Casa da Administração, pois o senhor era o Diretor do Jardim Botânico e ficara impressionado com a capacidade que Ale tinha em se concentrar... - Em que você meditava? Perguntou o gentil senhor, enquanto lhe servia um chá. - Em NADA, absolutamente NADA! Muitos anos se passaram até aquele momento em que ele se arrepiara, lembrando a frase que citava o Profeta do Islão. Lembrou-se também de um amigo persa, de nome Abbi, que o chamava de Darwish, o que na Pérsia antiga simbolizava um sábio, um ser iluminado, alguém que vivia entre dois mundos, passando informações aos do mundo terreno, como um ORÁCULO.
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    43 Ver ou sentir??? Sentir,logicamente era a resposta de Ale, pois quem sente tem tudo, percebe melhor, intuitiva e sensitivamente capta melhor o que é a mensagem ou a situação. O coração tem razões que a própria razão desconhece, já dizia Blaise Pascal. (não Vinícius de Morais – este apenas repetiu a frase ). No entanto Ale estava querendo interpretar o arrepio. A presença de Deus é que o teria causado? Deus nunca estaria em um local desagradável ou na companhia de uma pessoa desagradável. Nem mesmo um Anjo da Guarda ficaria em uma situação assim, quanto mais Deus. Os pensamentos ferviam em sua cabeça, estava mesmo encucado com tudo aquilo. E costumava dizer que não pensava, mas é que tinha um raciocínio tão rápido, esclarecia as coisas de uma maneira tão simples que dava a impressão que realmente não pensava. O ar que nos cerca pesa tanto ou mais que toda a água do mar... Que mensagem, mas isto , tudo quanto é cientista sabe... Então, se pesa tanto, é porque tem elementos ou dimensões que o fazem ser tão pesado, e por qual motivo não o sentimos? Ora os peixes também não sentem o peso da água dos Oceanos... é verdade!!! A cada questionamento, logo vinha uma resposta, como se houvesse um diálogo íntimo entre o peregrino e um outro ser dentro dele mesmo. E quantas pessoas conseguiriam estas respostas com tanta rapidez como as obtinha Ale Mohamed? Mas também o que interessaria isto? Se calhar, quem não obtinha as respostas também não tinha nenhuma pergunta a fazer e aceitava a vida com muito mais simplicidade. Caramba!!! É isto mesmo!!! Quanto mais simples somos, mais leve será para nós a vida.
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    44 Então, quer dizerque, quanto mais tomamos conhecimento das coisas mais ficamos entalados? Era mais ou menos isto mesmo. A nossa responsabilidade logicamente aumentava em função daquilo que íamos, durante nossa estada na terra, conhecendo mais , mais e mais... E o que significava esta responsabilidade? Tinha a ver com O POVO DA TERRA ou apenas com nós próprios? Além do POVO DA TERRA havia ainda todo O PLANETA, o ambiente, os reinos que o faziam, vegetal, mineral, animal, reinos que se prepararam para a nossa chegada e nem todos nós soubemos conviver com eles. Ale ficou matutando em tudo aquilo, enquanto seu fiel cão Coringa cochilava debaixo da escrivaninha antiga, onde ele se punha a estudar todos estes temas, os quais em geral nasciam em sua cabeça ou vinham pelo Éter, que é a fonte do nosso conhecimento... Ora, se a fonte do conhecimento era o Éter, e todo o conhecimento encontrava-se no cosmo e através dele nos era enviado, não para todos ,mas para os que melhor conseguissem sintonizar-se com as esferas celestiais, por qual motivo a responsabilidade do tomarmos conhecimento aumentava algo em nós??? Sem querer fugir à pergunta que agora martelava sua cabeça, Ale Mohamed decidiu sair com seu cão a dar umas voltas para desanuviar um pouco e também fazer exercícios, porque sabia que o exercício físico ajudava-o muito a fazer uma catarse sanguínea, ou seja, aquilo que o incomodava por dentro era expelido pela própria transpiração... Há muitos ele fora um excelente atleta, praticara quase tudo o que se vê numa Olimpíada. É claro que a idade chegando ele não poderia mais praticar todos os esportes que em sua juventude praticara, mas dentro dele havia ainda muito do que aprendera até então. E quando menos esperava, andando entre os pinheiros nas montanhas do Santo da Serra, na paradisíaca Ilha da Madeira, toda de origem vulcânica, lembrando mesmo Atlântida, Ale Mohamed recebeu a mensagem que esperava a respeito da responsabilidade daquilo que aprendera, e que deveria de alguma forma passar a quem de direito, fosse o POVO DO MUNDO ou seu filho, ou seus familiares, não interessava... A responsabilidade, esta sim, o estava incomodando, mas a resposta veio, ali, de uma hora para outra. A...prender... aprender... inverta Ale, inverta! Ouviu uma voz a lhe dizer isto. Ora, inverter a…prender é soltá- la... ou no caso do conhecimento, soltá-lo...
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    45 E soltar onde?Como? No ar Ale Mohamed, apenas no ar, através dos átomos... Lembrou-se então dos diálogos gregos, tudo era ouvido, sentido e comentado na hora... Ia também para o Éter. Os Átomos os transmitiam... e naquele tempo então, que Ale estava vivendo com tantas antenas, satélites, feixes hertezianos, nada mais fácil para nós passarmos uma mensagem ou transferir conhecimentos... Então, por qual motivo nasceram as escolas, as universidades, os cursos de doutoramento? Tudo aquilo realmente confundia a cabeça do nosso peregrino... E lá ia ele com seu fiel Coringa andando pelas montanhas que foram purificadas vulcânicamente, pelo FOGO...LUZ. O FOGO PURIFICA... ORA O SOL É FOGO... RÁ!!!!!!!!!!!!!!! Gritou bem forte: RÁ!!!!!!!!!!!!!!!!! MA…………………..LUA. DEI…………………..DEUS RÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!SOL MADEIRA... Ilha da Madeira... e lá estava Ale Mohamed, o menino homem, peregrino, que nem sabia o que a vida lhe reservara em suas várias reencarnações... Em um outro local da Ilha, alguém se perguntava por onde andava Ale, onde ele havia se enfiado? Tinha sempre esta mania de fugir ao convívio com a sociedade, e deixava algum vazio nas pessoas que gostavam dele... Por qual motivo ele era tão Ermitão? Perguntava-se uma pessoa do outro lado da Ilha, em meio a uma escrivaninha cheia de papéis, mas papéis que estavam relacionados com o planejamento dos mundos constituídos pela União Européia. Um amigo é sempre um Amigo e aceita o Amigo como é!!! Ale olhava para Coringa e ficava ali brincando de jogar um pedaço de pau enquanto o seu fiel amigo ia apanhá-lo tantas vezes quantas Ale o atirasse . O que as pessoas não entendiam em um ser como Ale Mohamed, era justamente a capacidade que ele tinha em ir buscar no Éter
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    46 respostas que seriamde imensa importância para o seu próprio mundo, e as buscava à sua maneira, sem ficar condicionado ao “diz que me disse” do plano Terra. E assim é que vivenciava um mundo à parte, um mundo nem sempre muito compreendido pelos que cuidavam e zelavam pelo bom funcionamento do chamado sistema, o mesmo sistema que fazia os seres humanos se matarem por causa de um Deus, de uma religião ou de um dogma, pátria ou posse. Coringa trazia o pau já tão mordido por ele mesmo, abanando a cauda e ao se aperceber que Ale já nem estava mais ali, simplesmente se deitava roendo aquele troféu tirado da própria terra para que ele se distraísse. Enquanto isto, o seu amigo e dono estava mais distraído do que ele, matutando onde a HUMANIDADE poderia acertar novamente o seu rumo... uma grande responsabilidade, sem sombra de dúvidas, uma imensa responsabilidade. Ele tinha dúvidas se apenas pelo Éter conseguiria passar as mensagens... E, enquanto não tirasse todas as dúvidas não haveria Cristo que o fizesse voltar a ter a sua vida com a mesma normalidade que os outros tinham... Afinal ele sabia que a grande maioria estava seguindo em direção a um abismo muito maior do que aquela imensa falésia onde ele se sentara observando o imenso OCEANO à sua frente... enquanto Coringa, continuava roendo o pedaço de pau. Lá embaixo, a imagem de uma mulher em pé, incrustada na rocha, lembrava-o de quantas maravilhas a NATUREZA nos presenteia diariamente, como aquela escultura feita pelo vento na Ponta do Atalaia... Uma mulher situada em um lugar que simbolizava “O Guardião de Atlântida!” Ale lembrou-se do Guardião do Kiriri, e do seu amigo que com ele escalara o MONTE CRISTA... O mesmo amigo que agora estava a volta com tantos papéis e documentos para resolver problemas relacionados ao desenvolvimento da União Européia e Regiões Periféricas. Era curioso isto: cada qual em uma sintonia e todos na mesma onda cósmica e universal... Curioso, muito curioso... O sino do Colégio de São Bento marcava 11:11h, quer dizer, badalava 11 horas em pleno Largo de São Bento, em São Paulo, Brasil. Os 11 minutos estavam marcados em algum relógio digital, ali por perto. PORTAL 11:11... pensou Paulo Urban, médico psiquiatra e amigo de Ale Mohamed. “Por onde andará nosso Exupéry...” pensou o psiquiatra que curava as pessoas apenas com respirações, através do processo chamado Terapia do Encantamento. À beira da falésia, curiosamente, Ale Mohamed pensava justamente em Patrícia Luchessi, e Paulo Urban, seus grandes amigos Brasileiros que estiveram com ele e seu amigo Carlos no Aeroporto de Cumbica, quando de sua penúltima viagem ao Brasil. O coração de nosso peregrino se emocionava quando lembrava de certas pessoas, lugares e vivências... Uma lágrima escorreu e o acordou dos sonhos. Salgada tal e qual o imenso Oceano à sua frente, onde um veleiro singrava águas calmas e azuis...
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    47 CAPÍTULO 15 Bem Estar Nooutro dia, pela madrugada, Ale Mohamed acordou tão bem disposto, cantarolava em voz baixa enquanto fazia sua higiene pessoal; foi até à cozinha, onde um fogão a lenha ainda crepitava pelas chamas que ficaram da noite anterior, acendeu um pau de incenso, recolheu-se em si mesmo, sentado na posição da FLOR DE LOTUS e começou a meditar. A meditação tem por objetivo esvaziar nosso cérebro de tudo que foi sendo acumulado num dia, numa semana, mês, ano, séculos... Com a prática deste exercício os Indianos e os Yoguins conseguem trazer a si um mundo que tem algo totalmente diferente do mundo terreno. Todavia, quando a meditação é bem feita, em silêncio, com uma expiração e postura correta, o que chamamos aqui de esvaziamento do cérebro, deixa VIR benesses eternas, dádivas das quais somos mais que merecedores e que apenas aguardam o momento certo para virem se ENTREGAR aos seres de luz que somos todos nós. No livro “Um Yogue na Senda”, de Brian Weiss, este tópico da meditação está muito bem explicado por Ayuna, um Yogue que esteve no Vale do Kiriri e comentou as delícias e o prazer da meditação, em especial em lugares como aquele, entre 1200 e 2000 metros de altitude e ainda com um rebanho de ovelhas. Os pastores meditam naturalmente em convívio com suas ovelhas, respirando ar puro e em sintonia cósmica consigo mesmo e com todo o universo. Ale Mohamed conhecera muitos pastores em suas caminhadas e realmente observara que eles tinham algo no olhar que ultrapassava este plano físico e terreno, algo que permitia a eles uma paz de espírito que enlevava quem com eles conversava. A figura de Dórico Paese surgiu de repente a frente de Ale Mohamed, o bom senhor que cuidava de todo o Vale do Kiriri, e que sabia estar entregando um legado eterno àquele então jovem senhor que atravessara os oceanos para ir conhecer os segredos do Vale mais energizado do Brasil, local sagrado e preservado para o futuro das gerações. A boa disposição está relacionada com o que cada um de nós fez com seu corpo físico, mental, emocional, espiritual e astral, assim Ale, meditou... ME...DITOU... Ditou alguém a ele? Era engraçada a maneira como brincava com as palavras... afinal, antes eram símbolos que representavam várias situações e tinham muito mais fácil interpretação.
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    48 No entanto aomeditar, era como um pássaro que alçava vôo ao mais alto dos céus. Sentia-se IR... esvaziando o cérebro, o coração, o corpo físico, enfim, deixando espaço para que as benesses Divinas viessem ao seu encontro, mas sem se preocupar com isto, porque na meditação não devemos pensar. Sermos interrompidos então, isto é fatal; houveram casos até de morte súbita de pessoas que estavam meditando e foram abruptamente interrompidas, o que prova que o espírito daquela pessoa estava muito distante dali. Aconselhamos então, de acordo com os vários ensinamentos que a Yoga e outros métodos de meditação ensinam, que cada pessoa que pretenda meditar saiba escolher o local, o momento e o tempo hábil, sendo aconselhável ainda que o local seja silencioso, sem interrupções, com incenso, evitando que seus sentidos entrem em contato com o todo que a rodeia. Assim os ouvidos, o paladar, o olfato, a visão e tudo o mais permitem que se esvazie o TODO INTERIOR daquela pessoa, sem invasões ou interrupções exteriores. Cada qual tem o seu processo ou estágio de meditação, tudo dependendo das escolas iniciáticas terrenas, ancestrais e cósmicas de cada um. É bom que leiam a respeito e estudem bem antes de iniciarem qualquer meditação. Quando se fala em uma expiração, é seguindo o ensinamento do MESTRE MANUEL ZIMBRO, que foi discípulo de Hoguen Sam, descendente direto de Buda, Tibetano, que passou o LEGADO DE 2.500 ANOS a Ale Mohamed quando o mesmo se iniciou nas práticas do ZEN. Naquele momento então em que se sentia tão bem disposto, Ale cumpriu o seu ritual de meditação. Sempre ele colocava um pequeno sino ao seu lado, o qual era acionado após uma hora, para trazê-lo de volta da meditação. Quando o sino tocou, ele suavemente foi “voltando” do estágio entre o transe meditativo e o local onde se encontrava. A lenha crepitava, fazendo-o retornar ao aconchego do calor natural, ao seu próprio corpo físico, emocional, cerebral, espiritual e terreno... Descontraiu as pernas, as mãos, os braços, espreguiçou-se como fazem os gatos, sábios felinos, olhou a sua volta e sentiu-se muito leve, animado, apto então a se levantar e começar a preparar o desjejum. Aquela boa disposição ele esperara desde o primeiro dia em que retornara a PORTUGAL. Havia feito uma viagem ao Nordeste do Brasil, e, ao chegar, o choque térmico o tinha deixado de rastros, pois seu corpo físico se ressentira com a baixa temperatura que ocorria no aeroporto de Lisboa. Vinha ele de uma temperatura de 38ºC e ao descer do avião, o impacto para 6ºC fez com que sentisse os próprios neurônios congelando, como água dentro do congelador. Curiosamente, dois dias depois ocorreu a catástrofe do tsunami na Ásia, Índia...
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    49 E passaram-se váriosdias, meses, para que Ale Mohamed recuperasse aquele estado de Alma, de Espírito, de Corpo Físico bem disposto. Ele sabia o quanto era um RECEPTOR e um TRANSMISSOR e o quanto estas descargas terrenas eram prejudiciais para o Todo Planetário. Todavia ele também conhecia a lei da ação e reação e tinha perfeito conhecimento que tudo estava se equilibrando à maneira que a NATUREZA encontrara para não permitir que todo o Planeta ficasse novamente submerso ou explodisse mesmo, pelos descalabros que os humanos praticavam contra a Mãe Terra. No fundo, no fundo, Ale Mohamed sofrera por todas aquelas almas que desencarnaram e ainda estavam em sua grande maioria perambulando por entre os escombros e as cidades destruídas, além, claro, dos que ficaram, e que nem sabiam como se recuperar de tão grave acidente. Ale lembrou-se de todas as guerras e também da UNIVERSIDADE DA PAZ, que foi criada por Pierre Weill, para que os humanos, principalmente os do Ocidente, compreendessem afinal que a PAZ é baseada na Ecologia Pessoal, Social e Planetária. Uma longa caminhada que iria dar seus frutos, como já dera no Japão e na Costa Rica, onde nem exército havia. De uma longa caminhada também acabara de chegar Ale Mohamed, vindo do transe da sua meditação para o seu recanto em Santo António da Serra, Ilha da Madeira, Portugal. Sabia ele que várias pessoas iam aparecer para iniciarem o Sei- Chin, ou meditação em forma de um retiro que durava em média 15 dias. Estas pessoas sabiam o quanto era importante guardarem certos dias do ano para este recolhimento e introspecção consigo mesmas e com todo o universo. SILÊNCIO, SILÊNCIO, SILÊNCIO. Os sinos de vento tocaram, sinal que a sincronia estava perfeita e que o ambiente também fora beneficiado com aquela meditação. Os pássaros cantavam amanhecendo o dia. Ale colocou mais lenha no fogão, preparou o chá, e subiu para o sótão a fim de escrever sobre tudo aquilo que presenciara e que lhe permitira sentir em relação ao seu Bem Estar... Estar Bem... Agora, o mais importante era ele saber conservar aquele estado de espiritualidade e sincronia com o seu TODO, humano, terreno, cósmico e universal. Curiosamente, o grande segredo estava justamente em não se pré...ocupar com nada, e sim deixar com que o fluxo da vida e da temperança o levasse assim como a todos que viviam no planeta Terra. Algo que sabia ele aos poucos iria se equilibrando, e isto ele observou muito bem no arquipélago onde estava vivendo e para onde foi em busca de Atlântida.
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    50 Uma outra históriaque fica para uma outra vez... Pensou, enquanto remexia nos papéis que ficavam sobre a sua antiga escrivaninha. Ali acontecia a Alquimia entre o Eterno e o Aqui e Agora, e só mesmo Ale Mohamed para descodificar tudo o que ali se acumulou durante muitos anos da sua existência. O VERBO APRIMORA A VIDA... pensou. Começou a pensar, algo que dificilmente conseguia fazer, pois costumava dizer: se penso, fico penso, desequilibrado... Um outro tema que ele precisaria desenvolver, para si mesmo, afinal tantos e tantos gostavam tanto de pensar... “Você pensa rápido demais!” Dizia seu Mestre Jorge Martins. Será que pensava ou recebia os INSIGHTS que vinham ter com ele??? Se realmente nunca havia se preocupado com as coisas materiais, e elas sempre vinham ao seu encontro de uma maneira tão natural, algo havia nele que o diferenciava dos demais, pois afinal eles passavam a vida pensando em como adquirir bens materiais... Coringa suspirou aos seus pés. Havia subido a escada para o sótão e se recolhera aos pés de seu grande amigo, e seu suspiro parecia dizer: “Vai começar tudo de novo!” É isto mesmo tudo está interligado, e o recomeçar é tão natural, tão simples, que nem deveríamos chamar recomeçar. Eternidade, isto sim! Um momento eterno foi aquele, do suspiro de Coringa, o qual, por instinto já sabia o que estava no AR.
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    51 CAPÍTULO 16 ELEMENTAIS DOBEM ESTAR Ale Mohamed, percebeu o suspiro de Coringa, olhou para ele que adormecido continuava ali ao seu lado e ficou lembrando há quantos e quantos anos tivera o seu primeiro cão e depois todos os outros que vieram e se chamaram CORINGA... Lembrou-se também que o seu primeiro CORINGA era um Dinamarquês, preto, enorme, que lhe deu imensas alegrias, até o dia em que Ale contraiu uma doença que, para a medicina, era incurável, e levaram Coringa para a fazenda. A doença, aí sim, tomou conta de todo seu ser, mas, apesar da distância (70 km) Coringa voltara da fazenda. Imaginem um cão percorrer uma distância de 70 km, entre cidades, vilas, matas, entrar em uma cidade como São Paulo, nos anos 50, e ainda encontrar a Quinta onde vivia seu amado amigo e dono, Ale Mohamed... Quando a família o viu de volta, ao lado da cama do filho, nem mais comentou nada. Afinal, havia ali um elo muito mais forte do que poderia imaginar a vã filosofia de cada um, e assim, sempre que Ale tinha um cão seu nome era Coringa. E aquele suspiro então, enlevou mais ainda o bem estar do escritor e pesquisador, o qual ficou imaginando o quanto os elementais têm muito a ver com o BEM ESTAR das pessoas e de todo o planeta Terra. A água pura, a terra sadia, o ar que respiramos, o calor do sol, que é a representação do fogo, no Oriente, também os metais, são considerados elementais... Viu então Duendes e Fadas, Druidas, que vinham ao seu encontro demonstrando o quanto sempre houve um equilíbrio imenso entre os elementais, para que os reinos, mineral, vegetal e animal também se equilibrassem. Naquele instante em que se sentia tão bem, ele daria tudo o que fosse possível às pessoas para lhes mostrar que sentir-se assim, tão bem disposto, tem a ver com coisas tão simples de se fazer e de se praticar, que até parecia difícil elas acreditarem o quão simples é encontrarem a felicidade dentro delas mesmas. Abriu a janela da varanda e percebeu o quanto de bruma havia espalhada por toda a floresta que cercava sua casa na montanha. Respirou o ar frio da manhã. Era um dia invernoso, e a bruma, o orvalho, o cantar dos pássaros, o sol que vinha surgindo lentamente por entre as brumas, o verde dos pinheiros, a terra úmida, a brisa fria mas saudável, enfim, a natureza ali a sua volta parecia lhe dizer:
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    52 “Por entre asbrumas, nascerá um novo dia, repleto de luz, de paz, de amor e natureza!” Mas Ale Mohamed não se convencia só pelo olhar, pelo ouvir, pelo sentir, e sim pelo que havia também dentro dele e que o fez sentir- se tão bem, depois de vários meses entre o bem e o mal estar. A angústia que o atormentava, que não tinha a ver apenas com o que ocorrera na Índia ou Ásia, mas algo que o estava atormentando intimamente: o que será que viria pela frente e que estava no ar a convocá-lo à MEDITAÇÃO E RECOLHIMENTO??? Lembrou-se de muitas coisas que poderiam ter criado aquele estado de espírito, mas tinha certeza que não era nenhuma delas, nem mesmo o estado de saúde de sua Mãe, tão distante. Era algo muito além do plano Terra e agora, que acordara tão bem disposto, pretendia colocar toda a energia concentrada na sua percepção extra sensorial, para então tentar compreender o que seria que estava no ar durante tanto tempo... O AVATAR… O AVATAR... O AVATAR... a frase repercutia em sua cabeça... Seria então a vinda de outro AVATAR??? Mas, no silêncio do seu sótão, ouvia vozes vindas do Éter a lhe explicarem o quanto os elementais tinham a ver com O AVATAR, ou seja, o quanto as pessoas que se afastavam da natureza também se afastavam da mensagem cósmica que todos os Avatares já haviam passado aos habitantes da Terra. Uma grande verdade. Se a natureza ali fora, na sua varanda, revelava um imenso equilíbrio, de que forma seria possível no meio de uma grande cidade as pessoas encontrarem o mesmo equilíbrio??? Lembrou-se de cidades que conhecera pelo mundo afora, em que durante toda a semana sua gente corria de um lado para outro atrás de seu modus-vivendus, em meio à poluição visual, sonora e atmosférica, convivendo com um ambiente ANTINATURAL, buscando o que os sustentava e a suas famílias. Sem se aperceber do quanto, por mais que fizessem, tinham imensas dificuldades em sentirem-se plenamente felizes. O lado material da vida os havia consumido de uma maneira tal que ADORMECERAM SEUS ELEMENTAIS. Aos domingos, aquelas cidades, em geral, pareciam cidades fantasmas, abandonadas, sem gente pelas ruas ou avenidas, sem mesmo ter um bom lugar onde as pessoas pudessem ir se divertir ao ar livre ou num bom restaurante. Eram cidades onde as pessoas davam o que de melhor tinham durante 6 dias da semana, para no domingo deixarem até de sair, apenas para descansar. E eram muito poucas as que podiam ir para o campo respirar ar puro, beber água pura, sentirem a vida dentro e fora delas.
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    53 Curioso o quehavia acontecido com a humanidade... Se aglomerara nas grandes cidades e abandonara o campo, a vida saudável e a integração com os elementais... Por este motivo os hospitais estavam apinhados de pessoas com moléstias de várias espécies, pois o corpo físico ia se ressentindo devido ao próprio espírito não conseguir conviver com aquela balbúrdia insana e sem razão nenhuma de ser. Razão... Afinal o que é a razão??? Em matemática, a razão era o que se interpunha entre dois números para que, somando ou multiplicando, se chegasse a um denominador comum, fosse somatório ou multiplicador... Lembrou-se mais uma vez do seu MESTRE de Mecânica Celeste, Jorge Martins. O Universo é todo Matemático, tudo exatamente correspondente a cada momento universal, cósmico, sem tirar nem pôr. Mas a razão humana tinha que ser aquilatada por vários fatores que não apenas matemáticos, e estes fatores é que condicionavam as pessoas a irem se adaptando a um novo modo de vida, e , mesmo sabendo que era um modo de vida destrutivo elas lá estavam, enfiadas no tal sistema que em nada somava ou tinha razão de SER. Apenas conseguiriam uma explicação do porquê estarem vivendo assim, com tantas terras abandonadas, sem ninguém a plantar, a colher, a vivenciar a riqueza que a terra, o mar e o próprio ar lhes propiciava, caso realmente parassem e meditassem. Os pescadores foram companheiros de um AVATAR, JESUS. Os Yoguins ensinaram a outro Avatar, GANDHI. A floresta doutrinou outro Avatar, Sidarta. E este, claro, foi o que demonstrou para si mesmo “nem tanto ao mar, nem tanto à terra!” O caminho do MEIO, este era o mais correto. Então, Ale Mohamed havia se sentido tão bem naquele dia justamente porque conseguira encontrar dentro de si mesmo O CAMINHO DO MEIO. O tutano, era a demonstração da Terra, que gerava através do cálcio, a sua estrutura óssea. A alimentação eram os vegetais que tanto lhe equilibravam o seu lado verde, dentro dele mesmo...
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    54 A água pura,que lhe fazia imenso bem, e limpava principalmente seus rins e seu pâncreas, órgãos importantíssimos para a purificação de tudo o que ele consumia em sua alimentação... O calor do fogão à lenha, e mesmo o da lareira, equilibravam o exterior com o interior em meio às baixas temperaturas daquele período invernoso... A PAZ INTERIOR foi o que mais contribuiu para atingir aquele estágio, algo que alcançou graças ao seu recolhimento, saindo da cidade, fugindo mesmo do burburinho das negociatas, dos veículos, do dia-a-dia desenfreado que as outras pessoas viviam como se fosse o motivo maior das suas vidas. Cada povo com seu uso, cada roca com seu fuso, pensou. Além de tudo isso, a satisfação em poder corresponder às próprias expectativas no campo da comunicação, da investigação e de tudo o mais que ele praticava em prol da sua vida pessoal, social e planetária. 90 Cientificamente Ale Mohamed poderia se aprofundar muito mais em tudo aquilo que vinha à sua mente para responder aos motivos que o deixaram tão bem disposto mas, a sua experiência mostrara que na vida o ESTAR CIENTE é o maior denominador comum da chamada Ciência. Ficou então ciente e se tranqüilizou. Apagou a luz do sótão, deixou a luz do sol adentrar tudo, sorriu para as fotos que estavam espalhadas pelos vários cantos daquele seu espaço existencial. Nelas, toda uma vida se descortinava e a eternidade se juntava nos momentos em que o click de uma máquina fotográfica registrara quantas e quantas andanças teve aquele Eremita. Um pesquisador nato, que em nada se assemelhava aos cientistas, mas que no fundo, no fundo, ia tomando conhecimento da VIDA, de uma maneira tal que nem mesmo os cientistas em geral podiam mais sentir. Tocou com sua mão enrugada a madeira antiga da escrivaninha. Estava viva, era elemental... Vegetal que se doou e que ele guardara anos a fio, pois sabia o valor que ela tinha enquanto elemental vivo a lhe dar suporte enquanto escrevia. O mundo sintético, este não era o mais adequado ao ser humano. Por mais que os povos do mundo dissessem que o sintético veio para preservar as florestas e tudo o mais, Ale Mohamed sabia que sintetizar era, nada mais, nada menos, do que interromper o verdadeiro caminho para a Eternidade... Em síntese, era isto. Se até os alimentos eram sintéticos, como seria possível alguém encontrar a VERDADEIRA FELICIDADE se todos somos filhos do universo e dos seus elementais??? “Elementar meu caro Watson...!” Chamou Coringa, seu fiel companheiro, foi até a cocheira, encilhou Sereno e foi cavalgar. O vento frio, a natureza, tudo a sua volta cintilava por entre as brumas, como se ele estivesse atravessando as nuvens e indo em direção ao céu, onde o planeta todo repousava,
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    55 girando sobre oseu próprio eixo e sendo levado pela galáxia para outros planos universais, planos estes que traziam a NOVA ERA... Numa cidadezinha litorânea do sul do Brasil, Itapema, o seu amigo Stalin Passos sorria. Estava feliz, pois sentia que o seu Irmão Cósmico, Ale Mohamed, estava novamente em sintonia com o Universo, o que em muito auxiliava a caminhada de todos na Terra. “Ah... se todos soubessem se doar em meditação, como se faz nos templos eternos de Salomão!” Pensou Stalin Passos….. Numa mesquita, na cidade de Bagdad, começava a MEDITAÇÃO entre o Povo eterno do Islão, terra onde Maomé profetizou tudo o que estava acontecendo. AGORA… no planeta Terra, outro Avatar. Na televisão o Presidente dos Estados Unidos anunciava a possibilidade de uma nova guerra, enfim...Cada povo seu uso, cada roca seu fuso... Nunca mais Ale Mohamed ficaria confuso. Seguiria os seus instintos, orientado pela força dos elementais, fora e dentro dele... Shalom!!!
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    56 CAPÍTULO 17 O Signode Virgem Ale Mohamed, subiu a escada que dava para o sótão, onde tinha toda uma vida ali representada por fotos, papéis, textos, filmes, documentários, desenhos, uma imensa ALMA, estava ali espalhada. Mas, antes de subir, ele tivera uma visão, ainda em sonho, onde teria que passar aos que leriam O AVATAR ,o que se referia ao ABSTRATO E AO CONCRETO. Curiosamente, encontrou um recado de sua amiga Patrícia Luchessi, a psicóloga e Ser de imensa Luz que acompanhava as suas andanças e assim ambos iam desvendando alguns mistérios relacionados com aquele período que o planeta Terra passava, e, em especial o quanto O AVATAR estava mexendo com os corpos físico, espiritual, sensorial, emocional, astral, etérico e cósmico de Ale Mohamed. Ela lhe havia enviado um documento sobre o signo de Virgem relacionado com Ale Mohamed e, ao que parecia, também com ela. Orientação da Luz 02/02/2005 Não é de conhecimento público ainda o verdadeiro regente de Virgem. Virgem, na falta de um completo entendimento da humanidade, se expressa ainda pela sombra, na maior parte dos casos. Vemos muitos que se encontram sob a égide do signo completamente capturados pela sombra virginiana: o martírio. Virgem possui uma manifestação luminosa transcendente ainda pouco conhecida pela própria limitação da mente planetária. Está se aproximando uma reviravolta neste cenário planetário com a verificação do verdadeiro regente do signo. É algo que surpreenderá realmente a muitos, reconhecer o quão estavam equivocados em equivaler o tema à velha “formiguinha” bem auto-limitada. Virgem tem a ver com devoção, amor sublime, de certo modo com o mito criado da Virgem Maria! Um amor devocional e uma capacidade absurda de se libertar das imposições de seu próprio ego, em prol de algo que represente a ascensão. A luz de Virgem está ligada a uma bagagem de amor devocional que a humanidade ainda não manifesta coletivamente. Amor devocional e renúncia ao objeto deste amor estão muito relacionados ao mito de Virgem Maria, não acham? Essa é uma forma de compreender o aspecto transcendente do signo que é praticamente desconhecido para a maioria dos encarnados neste momento, até mesmo aqueles que profundamente discursam sobre astrologia. A personalidade ainda não integra completamente o potencial transcendente sequer de Plutão e Netuno, nem mesmo o potencial telepático de Urano. Eu digo que a energia espiritual do signo de Virgem estará em franca expansão na transição para a nova consciência. Axarion.
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    57 Ora, mas quetransmissão de pensamento tão rápida... Como era possível ele estar ainda subindo os degraus em direção ao que considerava o seu céu e, de repente, não mais que que repente, a mensagem surgir ali, à sua frente, com algumas conotações que tinham tudo a ver com o tema que vinha matutando, O ABSTRATO. E Patrícia, através do seu mentor, Axarion, comentava os aspectos entre a TRANSCENDÊNCIA e a TELEPATIA entre Plutão, Netuno e Urano. Ale colocou tudo à sua frente e reconheceu mais uma vez o quanto a irmã mineira, lá do outro lado do Atlântico, havia captado o que ele estava sonhando, dormindo mesmo, em transe entre o Aqui - Agora e o Cosmo, a tal viagem que nosso ser espiritual faz enquanto adormecemos: entramos em Alpha e vamos por aí em diante, seguindo a longa caminhada que nosso espírito percorreu até sua encarnação no planeta Terra. Matutou sobre tudo aquilo, principalmente sobre a mensagem que recebera entre o sonho e o despertar que ele chamava A...COR...DAR, para sempre se lembrar que viemos aqui para colorir a vida. Assim, antes de sairmos da cama deveríamos meditar sobre o que íamos fazer naquele novo dia de luz, de paz, de abundância, de fé, esperança e tudo o mais que nos esperava. A mensagem que recebera, era muito nítida. Estava relacionada com os aspectos invisíveis entre o SER DE LUZ e o próprio corpo físico. Vinha bem expressa, bem decodificada, e tinha a ver com a relação que as pessoas têm com o seu dia a dia, trabalho, sobrevivência dentro do sistema, e o que cada uma realmente era... ou É, eternamente. Ale tinha ouvido e visto claramente em sonho a imagem de uma entidade a lhe dizer: 95 "Mas, se nem mesmo o teu espírito se preocupa como você vai se safar desta ou daquela situação, por qual motivo os ÁTOMOS que compõem o teu corpo físico, e também estão à tua volta, iriam estar se pré-ocupando? E além dos Átomos, todos os outros corpos que compõem o teu SER de LUZ têm uma vivência ampla e não estarão ali onde está o teu EGO, ou o teu chamado corpo físico, batalhando, batalhando e malhando em ferro frio... Afinal, eles têm uma existência plena e sabem que na Terra a passagem é muito rápida, muito tênue em relação a toda uma eternidade inserida em sua existência eterna!" Realmente Ale Mohamed tinha agora parte da resposta de tudo aquilo que em sonho lhe tinham passado os que assessoravam de alguma maneira a sua existência. Muitas vezes lhe perguntaram se ele ouvia vozes, e ele sorria, porque, dependendo do que respondesse diriam o quanto ele estava louco... Algo que, infelizmente, os da Terra em sua grande maioria ainda não tinham compreendido. As vozes tinham ido embora, mas o recado da sua amiga estava ali à sua frente, clarificando em muita coisa o que não apenas a
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    58 Psicóloga e Amigadissera, mas, como ela mesma disse: "O meu MENTOR!", lhe passara. Um zumbido explodia dentro do ouvido esquerdo de Ale Mohamed quando citou “MENTOR”. Lembrou-se dos cristais amarelos que ficam dentro da glândula PINEAL e são importantíssimos para a intercomunicação cósmica, universal, extra-sensorial, e também se lembrou do que acabara de ler sobre o seu signo, Virgem. Realmente os dogmas aprisionavam imensamente as pessoas. Além deles, toda a doutrinação que foi imposta à civilização ocidental também aprisionava o ser humano a algo que Ale Mohamed sentia ter, que precisava ser esclarecido e LOGO... LOGUS... O TODO... Lembrou-se que em uma das oportunidades da sua vida terrena fora Diretor de Criação de um grupo de emissoras de televisão no Brasil, e juntamente com seus colegas do Depto. de Criação tinham que definir um LOGOTIPO para uma ou mais empresas e instituições. LOGO simbolizava a imagem do TODO. Então, tudo que era para ser definido LOGO, de alguma forma tinha uma incongruência. Como poderíamos definir o todo apressadamente? Tudo isto dava voltas dentro do cérebro do pesquisador e simples ser humano. Tão simples que nem se sentia capaz de compreender o porquê de haver sido ele o escolhido para tantas tarefas na Terra, tarefas estas que lhe davam imenso prazer mas nada tinham a ver com os bens materiais. A maioria delas estavam relacionadas com outros planos, não apenas terrenos e, logicamente, também sofrera duras penas por acreditar que elas sim, eram O CAMINHO - AVATAR... Ou seja, O AVATAR, simbolizava O CAMINHO... Sempre batia nesta tecla, como se desse novamente o primeiro passo da grande caminhada que havia começado muito, mas muito antes de viver naquele arquipélago vulcânico. ILHADO, sim! O planeta Terra era a sua ILHA, e na realidade, vivia também em uma Ilha. No entanto, por dentro ele sentia-se flutuar cosmicamente, sem nenhum problema em ir e vir. Apenas sentia alguma dificuldade na relação com seus semelhantes, em especial naquela Ilha, pois, já que se falou das amarras das doutrinas, o povo daquelas Ilhas estava submisso a um sistema mais do que feudal. Todavia, ao escrever O AVATAR, a todo instante Ale se lembrava dos outros Avatares que passaram pela Terra e sucumbiram justamente porque não conseguiram passar a mensagem que traziam sem magoar os DONOS DO SISTEMA. Assim, olhou novamente o recado que sua amiga Patrícia Luchessi lhe havia enviado e agradeceu a Deus a maneira como as coisas se juntavam na composição do grande legado que lhe foi entregue, qual seja, escrever O AVATAR. Já nem estava mais preocupado com editores, emissoras de televisão, forma de vida que teria, nem na divulgação. Estava sim,
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    59 percebendo que alémde ser VIRGINIANO com ascendente em Escorpião, Terra e Água, tinha dentro de si e também dentro de cada um dos corpos que compunham o Todo do seu SER, algo a ser transferido para os que viviam na ILHA, na Terra, sendo visíveis ou invisíveis, ancestrais ou descendentes, os quais de alguma forma tinham, na calada da noite, como se diz por aí, o escolhido para ser o mensageiro sem ser o autor. Seria ele apenas e tão somente o que gravaria no papel o que estava lhe chegando de outros planos, assim como dos vários Seres de Luz que o rodeavam a cada momento em que se sentava para escrever, ou saía para andar, caminhar, sentir a vida em toda sua plenitude. O que o alimentava era bem diferente do que alimentava a maioria dos seres humanos... Era algo que chamavam de PRANA, e que poderia alimentar a milhões ou até bilhões de pessoas. Não deixava de ser a MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES, escrita no livro sagrado dos que seguiam a Jesus, Moisés, Abrahão e tantos outros AVATARES... Suspirou. Sentiu sua mente aliviada, apesar de que,sentiu naquele exato momento a enorme força que o destino lhe conferiu, força ancestral, cósmica, universal, terrena e humana, uma energia que vinha de alguma forma lhe mostrar a elucidação do seu sonho naquela madrugada, relacionado com o ABSTRATO e O CONCRETO. O que tinha a ser concretizado era um imenso livro com no mínimo 900 páginas, na opinião dele, o que em nada o assustava, pois até a luz do candeeiro, quando escrevia, lhe passava dicas. Tudo a sua volta era LUZ, era PAZ, era uma ERA que sempre fora e nunca mudara, e isto, isto sim, era o melhor de todos os alimentos que o ser humano procurava, o tal moto contínuo, pedra filosofal e tudo quanto é busca ou confirmação das forças supra humanas que vêm ao encontro dos seres que vivem na Terra, e não apenas aos humanos, mas aos vários seres dos vários reinos terrenos. Ah!!! Se Ale Mohamed conseguisse passar aqueles minutos de luz aos seus amigos terrenos ficaria imensamente feliz e agradecia à amiga Patrícia Luchessi ter enviado aquele recado a respeito do signo de Virgem. Realmente a Virgem Maria vivera um estigma terrível, talvez por isto fosse tão reverenciada por mais de 2000 anos, e a sua ascensão, assim como tudo o mais estava explicado no recado da psicóloga e amiga eterna de Ale Mohamed. Quantas e quantas pessoas viviam neste planeta sob o peso desses estigmas... quantas pessoas poderiam com tanta tranqüilidade vivenciar aqueles momentos de luz que Ale Mohamed estava vivendo agora em seu sótão e não sabiam como fazê-lo??? Realmente O AVATAR era uma grande mensagem, que sem magoar ninguém, iria alegrar corações e mostrar página a página que a eternidade se vive em uma expiração... apenas uma expiração... E mais uma vez nosso pesquisador e escritor escreveu:
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    60 Ninguém precisa morrerpara ir ao Céu, O PLANETA TODO JÁ LÁ ESTÁ!.. Amem do VERBO AMAR... sem acento, sem nada, apenas AMEM... a si mesmos, como Deus vos ama!!! Uma estrela cadente vinha descendo, descendo, descendo, Ale Mohamed apagou a luz do candeeiro e começou a se preparar para o novo e eterno dia...a..cor...dando à vida...!!! 24.02.2005 – 06:49h
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    61 CAPÍTULO 18 O Planetatodo já está no Céu Era uma grande verdade, quem poderia contestar isto? E, mais uma vez, Ale Mohamed se apercebia que realmente algo tinha que ser feito, dito, informado, passado, tal qual um legado eterno em que as pessoas acordassem da letargia que lhes havia sido imposta. Mas, quem quisesse continuar letargicamente envolvido pelos ditames das antigas civilizações que ficasse, quem não pretendesse compreender que a grande verdade nada tinha a ver com aquilo tudo que se pregava desde sempre, também que ficasse com suas idéias e seus mitos, crenças, tabus, dogmas, a maioria impostos. E o que era mais curioso, no geral, cada religião havia copiado da anterior aquilo que pregava. Até mesmo a história de Adão e Eva era contada no livro de Brian Weiss Um Yogue na Senda de Brian Weiss de uma maneira bem semelhante ao que se contava na Bíblia, todavia citando algo semelhante a seres que ainda em forma não humana haviam gerado o primeiro homem e a primeira mulher. Eram os ensinamentos ou, se quiserem, as escrituras Indianas passadas de alguma forma pelo crivo de Brian Weiss, um psiquiatra que concordava realmente com outras vidas além desta que vivemos normalmente na chamada realidade. Assim, considerar que O PLANETA TODO já está no céu e ninguém precisa morrer para lá chegar, havia se tornado o ponto de honra em que se baseava o escritor e pesquisador, tendo como ponto de equilíbrio do seu trabalho justamente permitir que tudo fosse fluindo naturalmente, sem se preocupar com uma linha ortográfica, gramatical ou mesmo literária, porque sabia ele que estava realmente em conexão com algo que desde sempre pressentia, mas que apenas agora estava conseguindo ter condições, tempo, discernimento e paz para assim ir passando O LEGADO que estava recebendo. Legado este que em nada se comparava ao que constantemente se pratica na Terra através de gerações e gerações e que, sem dúvidas, ele tinha agora quase certeza de que seria realmente algo muito importante para a LIBERTAÇÃO GLOBAL, em que todos os seres, de todos os reinos sentir-se-iam gratos, não a ele escritor, nem a ele ser humano, mas à força cósmica, universal, terrena, humana e natural que o envolveu, fazendo com que conseguisse passar a mensagem, tal e qual ela viera, sem envolver, credos, raças, políticas, fronteiras ou fosse o que fosse que favorecesse mais a este do que àquele. Havia momentos em que o cansaço tomava conta do seu corpo físico, mas ele cuidava para não se entregar a esta força contrária e, a vencia, pois tinha dentro e fora de si a simbiose que lhe permitiria continuar no fluxo das várias energias que o motivavam e que o faziam sentir-se extremamente gratificado por cada palavra, frase, ou página acrescentada, pois eram esclarecimentos que há muito já deviam ter sido passado aos seres humanos, filhos eternos do Universo, do Cosmo e de toda a Natureza. Era muito normal que tudo quanto fosse polêmico sempre seria perseguido e se calhar nem seria editado, mas ele não estava
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    62 preocupado nem coma edição e nem mesmo com a compilação de O AVATAR em forma de livro ou do que fosse. O importante é que cada ÁTOMO, em sintonia com todos os outros ÁTOMOS que construíram TODO O UNIVERSO, captasse a mensagem que recebia e transcrevia. Assim, sem dúvidas, tudo quanto era ser vivo e inanimado, líquido, gasoso, sólido, animal, vegetal, mineral, em sua origem primordial ou transmutado receberia a informação e passá-la-ia à frente. Este era o CANAL, e este era O PORTAL em suas várias etapas. CRER NISTO era sentir-se já gratificado e abençoado pela própria natureza do seu SER ETERNO. Vez por outra parava de escrever e, sem que se apercebesse, olhava para a palma da sua mão onde a Estrela de David permanecia, como que cintilando e lhe dando um sinal… Fechava a mão como se conseguisse tocá-la, e vinha-lhe então a mensagem do quanto era apenas uma estrela e nada mais, um sinal, sem dogmas, sem nomes, sem escrituras, sem dono. Nem ele mesmo era dono de nada, nem queria a posse de nada e tudo isto ia ficando em sua mente ou cérebro, pois sabia que a mente era única e cósmica. O interessante é que para ele tudo tinha uma imensa simplicidade e não iria ficar se questionando, como a maioria das pessoas, a respeito de realmente todo O PLANETA TERRA ESTAR NO CÉU. Afinal, os questionamentos em nada iriam clarificar ou ajudar a que ele aceitasse esta idéia maravilhosa. Quem quisesse continuar se questionando que o fizesse. Ele havia descoberto o seu caminho e estava informando-o a outros via Átomos e nada mais, o resto seria função única e exclusiva dos Átomos. Recebeu naquele dia um livro que falava sobre os Deuses Atômicos, e sorriu, mesmo sabendo que este assunto estivera com ele desde quando fizera a viagem ao primeiro átomo vivo que construiu todo o universo, lá pelos idos dos anos 70. Percebia então, mais uma vez, que a integração com o cosmo era imensa e tudo aquilo que desejasse iria realmente lhe cair nas mãos. Pois é assim... É assim!!! O seu amigo José, da África do Sul, ligado a Starchild, lhe escrevera no dia anterior, pois além do trabalho que fazia com as Crianças Índigo, José também compreendia quantos e quantos adultos Índigo e Cristal deveria haver espalhados pelo mundo, precisando de uma melhor assistência. E assim, tinha em Ale Mohamed um contato, através da escrita e das trocas de informações que lhe vinham cair também sobre a sua mesa. Um dos temas que José estava justamente ansioso para esclarecer era a viagem que Ale Mohamed fizera nos anos 70 ao primeiro Átomo Vivo. Curioso, pensou o escritor e pesquisador, muito curioso... Tudo em dias seguidos. A MENTE ÚNICA nunca esquece e não necessita que lhe dêem ordens. Ela tem tudo muito bem guardadinho e reservado para aqueles que estão preparados para receberem os talentos acumulados durante a sua existência... A fumaça do incenso dava um ar de tranqüilidade ao sótão onde novamente se encontrava envolvido pela energia cósmica e celestial aquele que sabia o quanto havia de interesse no mundo todo em se resolver estas questões tão importantes.
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    63 CAPÍTULO 19 Amar, Amando. -Meu Amigo, precisamos conversar! Era Jorge Martins, vindo via Éter visitar Ale, o qual estava quebrando a cabeça para saber como iria seguir os passos corretos de um livro que desde sempre quisera escrever e que de alguma forma já havia enviado para o Éter, o que simbolizava dizer que ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS… - É sobre isto mesmo que vim conversar com você. Afinal fui na Terra professor de Mecânica Celeste e você foi o meu Discípulo mais atento. Naquela época eu tinha um problema com a fazenda na Serra da Bocaina, e você, que havia voltado da sua Picinguaba, foi escolhido por mim para irmos ver as terras. Lembra-se disto? Quando dormimos no carro e você viu o Cruzeiro do Sul de ponta cabeça? Lembra-se também que, no outro dia, saímos para procurar água e você foi à frente e caiu em um enorme poço ou lençol d’água? Também se lembra quando voltei com o registro das terras você olhou o mapa todo e falou que o meu sócio havia avançado com a antiga fazenda dele sobre a minha? E também se lembra que foi a cavalo até a fazenda dele, e lhe disse: “A partir de hoje você se cuide, pois ninguém pode roubar seja lá o que for e ainda mais de um Mestre como o Jorge Martins!” Depois de uma semana, caiu o avião dele com a família e até a amante juntos... Pois bem meu caro e dileto amigo, quando você ia lá em casa, nos anos sessenta, por causa da música e tudo o mais, eu já sabia quem você era, e durante os tais trinta anos que você me acompanhou, sem saber porque mereceu a minha amizade e a amizade da minha família, eu realmente o explorei… afinal você ABRE PORTAS e sabe O CAMINHO. Eu nem sei como lhe agradecer tantas e tantas coisas que ocorreram, principalmente o nosso último encontro em Vinhedo, antes de eu virar luz. Mas, o importante agora, é que você tem realmente uma missão. Concentre-se em escrever o livro e não se preocupe com mais nada. Chegou o momento que você esperava, o qual poderia ter acontecido há muitos anos, mas a HORA É ESTA. Você vai ficar tão feliz com tudo que o Universo agora vai lhe propiciar para que a MENSAGEM passe, que vai até levitar, como já levitava, só que agora é algo que você mesmo construiu com seus pés, O CAMINHO...ENTRE O AQUI E AGORA E O TODO SEMPRE… - Mas, eu nem sei se o Editor vai publicar o livro, nem sei se terei realmente tempo para apenas seguir as pegadas do MESTRE e também nem sei se conseguirei gravar tudo o que me está sendo passado.
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    64 Desde a Picinguaba,o Vale do Kiriri, que eu sinto é algo sublime, cósmico e eterno, até ao Parque Temático de Santana, aqui mesmo na Ilha da Madeira, onde os fenômenos vulcânicos por si só irão provar a existência de Atlântida. Enfim, como sempre, sou apenas o que você disse: o Guardião, o que Abre Portas, o que sabe que elas são feitas de Carvalho para suportar os Raios… ou seja, sou Socrático e só sei que nada sei! - Não se preocupe, escreva aquilo que o seu coração sente, e alguém vai colocar tudo em ordem, nunca se esqueça que por um ponto passam infinitas retas... Estou por perto, e você sempre soube disto, fiquei feliz em perceber que você me sentiu em Arcturo… Ayune Amigo, Ayune, suavidade em árabe... Fica com a Luz Divina. Naquela noite foi muito complicado Ale conseguir dormir. Como faria para escrever tudo o que lhe estava sendo dito, explicado, catalogado? Era como se ele entrasse em uma Biblioteca e os livros lhe fossem sendo ditados energeticamente. Precisava se concentrar, precisava galvanizar as suas células cerebrais para não se perder e fazer outra viagem até ao primeiro átomo vivo. Sentia que realmente era um momento sagrado... O inverno chegara, e com seu sobretudo, carcomido pelo tempo, subiu as escadas que iam até ao sótão e rezou, depois sentou-se na postura de Yoga, ZA-ZEN. Uma expiração... nada absoluto... Os sinos de vento começaram a tocar na varanda... O vento anunciava que os ancestrais estavam por perto. Os cães começaram a uivar... A água estava pingando tanto da chuva como da caixa d’água que ficava no sótão. Gota a gota... Fizeram-se os Oceanos... Oceanos Estradas do Sempre... Ale já estava em outras plagas... Na Antiga Babilônia, onde era conselheiro e vivia no Palácio. Cavalgava muito, tinha um porte atlético, olhos negros e profundos, percebia muita coisa e tornou-se conselheiro porque as somatórias dos seus conhecimentos foram sendo recolhidas em suas memória akáshicas de uma forma que, quando alguém precisasse, fosse do que fosse, ele sempre tinha uma solução. Não agia apenas intelectualmente, mas, como todo filho das Estrelas, ele passava mensagens muito interessantes. E assim foi crescendo, crescendo, até que se tornou o homem de confiança da corte de antanho, por isso tinha muita liberdade e conseguia unir as pontas entre um e outro Reino, entre um e outro súdito, entre uma e outra classe social, entre o Palácio e o Mercado, entre o Mercado e os Camponeses, entre os Camponeses e as Caravanas do Deserto que eram os mais perfeitos e antigos Mercadores.
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    65 Eles sim levavame traziam boas novas. Ale sabia que no Palácio e na Cidade, mesmo àquela época as coisas iam se estagnando, o acúmulo de bens pessoais e de interesses entre os Reinos terrenos, ia aos poucos sublimando a força Eterna de seu povo e de seus mandatários. E assim percebia que se tornou conselheiro porque tinha algo de humildade, algo de aprender diariamente com a Vida. Em uma de suas viagens, Ale conheceu a Princesa de um outro Reino, filha de um outro Nobre e ela também se enamorou dele. Foi algo como um raio a se abater entre os dois. E assim foram se encontrando, sempre às escondidas, em uma volúpia de amor e paixão que os devorava e ao mesmo tempo os alimentava a quererem se ver livre de tudo aquilo que eles entendiam nada tinha a ver com o VERDADEIRO AMOR, o qual vinha através do vento, das estrelas, do Luar, da Natureza, dos aromas, dos sinais que o próprio Sol lhes enviava e que os inspirava quando se banhavam nas imensas Lagoas que descobriam em Oásis distantes do Palácio Real. Momentos sublimes, quando se despojar de tudo o que os cobria mostrava o quanto realmente Allah, Deus, os Querubins e Arcanjos estavam em uma outra dimensão aprovando e explicando que o toque era desnecessário, que um simples olhar dizia tudo e unia por dentro e por fora. Claro que a paixão os consumia, mas quando estavam deitados em meio ao Oásis, debaixo das Tamareiras, com a Lua a lhes cobrir de prata, após terem dados provas de que de fato a sua química era perfeita, que os seios dela, a pele dela em contato com a dele, eram a verdadeira união, era como se fossem apenas um... As carícias que trocavam, aveludadas e sentidas em cada uma de suas células, o carinho que um tinha pelo outro, a maneira como fugiam em busca de um novo encontro e até o fato de nem se preocuparem com mais nada quando estavam distantes de tudo e de todos os elevava a um plano sublime, etéreo e astral... Como tudo que é bom dura pouco, o nobre para o qual Ale trabalhava descobriu o romance. O grande problema é que aquela princesa estava prometida para o filho de outro nobre e, como os interesses dos dois Reinos correriam risco, por mais que o nobre gostasse de Ale, dos seus conselhos e da maneira como ele resolvia problemas aparentemente sem solução, teve que bani-lo do Reino. Ale então se recolheu ao Deserto... Levou apenas Sereno, seu corcel negro e fiel companheiro, um pequeno farnel em uma sacola feita de couro de ovelha, vinho em uma pele de cabra (que atualmente se chama borracho, em espanhol) e água em uma pele de coelho. Com isso, como eremita, permaneceu no deserto por um tempo indeterminado, e ali foi aos poucos compreendendo a energia, a decomposição dos corpos e o encontro com os seus próprios chakras, desde o ponto mais elevado do Universo, através da força cabalística,
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    66 até ao seuchakra básico que ficava entre Ambas as Colunas de esferas siderais, uma terceira coluna se integrava com o Meio... Médium... E se integrava também desde o ponto mais alto do Universo até a Terra, gerando o FIO TERRA, condutor e alimentador dos pontos positivos e negativos que acionavam os hemisférios cerebrais. Então, foi aprendendo que fazia parte do todo e o todo era o complemento da parte… Unindo ponto a ponto de cada esfera compreendeu que, realmente, por um PONTO PASSAM INFINITAS RETAS… e em cada ponto havia uma luminescência diferente da outra, pois a Água quando recebia os Raios de Sol no Deserto emitia uma série de Raios coloridos que incidiam sobre os grãos de areia, sobre as pedras, sobre os Oásis, sobre o próprio Sereno… Ale então começou a observar as estrelas no Céu, o girar do Planeta em relação a elas, a imensidão de Astros e de Luzes que o Criador lhe colocou à disposição. Os Reinos Minerais, Vegetais, Animais e Astrais se uniram para que O HOMEM VIESSE HABITAR A TERRA... Um Anjo surgiu ao lado dele e comentou: “Tudo o que a Água faz é seguir o seu caminho sem se preocupar com nada, pois se parar energiza e gera vida, se continuar leva cada partícula de pó para o seu devido lugar; se decidir evaporar-se, eleva-se aos céus e depois retorna para onde ela é mais necessária, e assim deveria ser o SER HUMANO”. Amar: É Água passando por Pedra, sem a Pedra se aperceber, que a Água de tanto passar, transforma a Pedra em grão e o grão assustado, intrigado, pergunta à Água: “Oh Água, por que ser assim?” A Água nada responde e leva o grão para o Mar. Amando: É grão se juntando a grão até uma nova Pedra se formar, para que venha a Água, mesmo salgada do Mar, para tudo recomeçar…” “Quando o SER Humano compreender que de fato é ¾ de água e apenas ¼ de sólidos, que nada mais são do que os Elementos da Terra, irá então se aperceber que pode ir e vir para onde bem entender, sem se preocupar se tem ou não tem isto ou aquilo, se está dentro ou fora disto ou daquilo, se está acima ou abaixo disto ou daquilo, basta que os seres humanos compreendam isto para que a paz volte aos seus corações, o qual tem que pesar SEMPRE, menos do que uma pena!”
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    67 Ale viu oAnjo ir se decompondo e se transformando em um lindo lago... onde Sereno foi saciar a sua sede como se nada tivesse acontecido… Ele tinha que guardar aqueles ensinamentos, mas não tinha como escrever... Lembrou-se do Anjo se decompondo para servir a ele e a Sereno... Uma composição de palavras ou uma decomposição do que foi escrito? Ex-Cristo... A força e a Energia Crística, Universal... Ale foi bebendo da água que o Anjo doou e se apercebeu que não pesava, era uma água leve, aliviou o seu coração... Adormeceu e sonhou que era um escritor. Um escriba que iria escrever um novo modo de se ver a vida, e de se ver a si próprio… Humana idade... Esta era a idade que deveríamos atingir no Planeta Terra. Sereno permaneceu ao lado do seu amigo como um Guardião, uma Estrela cadente riscou o espaço e caiu no Lago que o Anjo deu de presente aos seus dois velhos amigos de infância, que viveram em Urânia, O Planeta Horto. O importante é nunca termos pressa para nada... Adan... O princípio da Raça Adâmica foi assim...Vai voltar tudo ao seu lugar, afinal o Vento não pára de trabalhar e levará cada partícula de pó para onde lhe é reservado o lugar paradisíaco e de Luz. No sonho de Ale as luzes eram: Violeta, Azul Escuro, Azul Claro, Verde, Amarelo, Laranja e Vermelho… e estavam sobre a sua cabeça. Corpo e Aura... Havia ainda a Luz Dourada que unia o Céu e a Terra, e a Luz Prateada que ficava no Centro das duas paralelas, das Duas Colunas. Estava tudo justo e perfeito entre ambas as colunas...
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    68 CAPÍTULO 20 Noves fora– Nada! A vontade que às vezes dominava Ale Mohamed era de colocar fogo em tudo. Assim, não ficaria preso àquele sótão, nem àquele imenso monte de papéis, uns escritos a mão, outros datilografados, outros ainda vindos em forma de e-mails via computador e Internet… Os filmes, os vídeos, os DVDs, os livros antigos dele e de outros autores, os discos em vinil, os CDs, enfim, queimaria tudo… E não iria mais nem conservar aquele mundo de roupas que foram se acumulando em vários armários... Doaria tudo. Até a casa ele doaria, a quinta… Só assim sentir-se-ia mais livre, mais solto, exatamente como o PRIMEIRO ÁTOMO VIVO. Solto, no que era O NADA... Somos nada mais, nada menos, do que NADA... Lembrou-se até de um tema que escrevera em O Planeta Exterminador… NADA… Que falava de um menino que na escola não sabia nada (entre aspas), mas um dia a sua professora apareceu na sua terra natal, Fortaleza e, coincidentemente o reencontrou junto com o PAI, a vender os peixes que haviam pescado. Ela comprou alguns e na hora de pagar perguntou quanto era, o menino disse: NADA!!! A professora voltou a perguntar: Nada? Ao que o menino respondeu: Nado! E lembrou-se também que até o mestre Jorge Martins, que muito entendia de matemática e mecânica celeste, sempre falava que, quando chegamos ao numeral máximo, qual seja, o 9, chegamos ao princípio ou Alpha... NADA... e, de Alpha a Ómega, tudo se une... E se está unido, por que será??? POR NADA. Noves fora, NADA!!! Que incrível! Chegamos ao NOVE, e, noves fora, nada!!! Isto é matemática. E a matemática é uma ciência exata. A cabeça de Ale Mohamed andava em círculos, enquanto o velho rádio transmitia o som de um conjunto tocando instrumentos de sopro, com o título musical: SAX Saudades!!! Se colocasse fogo em tudo, como iria matar saudades de momentos que ele já vivera em outros tempos, com outras pessoas, ao som de um sax ou violão, as deliciosas boemias, com Vinícius de Morais, Chico Buarque, Toquinho... O Castelo da Lagoa, no Rio de Janeiro, os momentos em que o piano de Luiz Carlos Vinhas inebriava a noite enluarada da Cidade Maravilhosa… Ou mesmo no Clube da
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    69 Esquina, em BeloHorizonte, onde Milton Nascimento dava canja cantando: “Eu caçador de mim!” É verdade, no fundo, no fundo, somos todos caçadores de nós mesmos!!! As fotos que ele havia separado estavam sobre a antiga escrivaninha, espalhadas e ao mesmo tempo unindo os velhos tempos àquele momento mágico, o SAX ao fundo, em tons bem baixos, moldando aquele dia que nascia. Para variar, Ale Mohamed continuava um boêmio, amante da lua , amigo do sol, e, enlevado por tudo aquilo, foi escrevendo o que lhe vinha n’alma... Noves fora NADA! Que grande ilusão era este mundo em que vivemos... pensou. Penso... Estou então desequilibrado... Estou penso... Mas, se uns dizem que o pensamento é que nos conecta com o cosmo... Outros citam a cabala... Ai, meu Deus!!! Mas que diabos, aquela madrugada o apanhara de jeito. “Madrugada, lá no morro que beleza, ninguém chora não há tristeza, nem existe desamor… E o sol colorido, vem vindo, tingindo, tingindo!” A canção, que no passado fora entoada por Vinícius de Morais, lhe adentrou pelo cérebro até ao coração. A conexão, mesmo com o Sax ao fundo, veio tão nítida, tão límpida… Viu o morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, onde várias vezes subira para conversar com Cartola, ouvir músicas feitas pelo coração daquele povo que veio de África e foi ficando. Descendentes de escravos… considerados analfabetos pelas elites, mas com uma sabedoria que vinha sabe-se lá de onde!!! E é preciso saber de onde vem? Tudo ia martelando seus momentos naquela madrugada em que os NOVE FORA, NADA, o apanharam ali, de surpresa. Seria melhor fazer uma imensa fogueira? Queimar tudo e esquecer que havia sido aquele homem?
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    70 Caramba, o quevocês querem me dizer??? Perguntou como se conversasse com alguém, mas estava falando com os seus próprios átomos, os mesmos que o acompanhavam desde quando era apenas e tão somente um espermatozóide, o tal espermatozóide que ganhou a corrida de milhões de outros espermatozóides... Conversava com eles, como se conversa com os amigos em um encontro social ou familiar. Eram a sua verdadeira família. E nada importava a fama da Ilha onde se encontrava. Agora o que precisava era desvendar, afinal… o que era mesmo que precisava desvendar??? Perdera-se em si mesmo, de tão grandioso era o que havia descoberto. E não mais tinha a célere resposta, como antigamente. Os anos pesavam. Será que pesavam mesmo ou será que ele estava simplesmente divagando e deixando fluir tudo o que, ao fim e ao cabo, era ele mesmo em conexão com o universo... E, claro, uma viagem destas leva seu tempo de interpretação e de inter...preta...ação... Em ter preta ação!!! Gente do céu!!! Quem antes de tudo interpretava os sonhos, as vidências e tudo o mais eram os homens azuis do deserto, eram os chamados negros do continente Africano. Sem dúvidas eles foram os primeiros a interpretar os mistérios... MISTER...IO… SENHOR...EU... Senhor de quê??? Eu??? Sou NADA, sou então senhor de nada... Esta é muito boa... Lembrou-se de Brasília a sua babá... que tinha este nome muito antes de nascer a capital federativa do Brasil. Africana, sabia das coisas. Ah se sabia... Afffffff!!! Que crime imenso a humanidade praticara, e ainda acobertados pela chamada IGREJA... Gente do céu, pensou Ale Mohamed… Ele mesmo era descendente do povo do Deserto…Origem Mourisca, Judaica, Árabe… negros, claro que eram também considerados negros… OLHOS NEGROS... cintilantes... Mas o que tinha tudo isto a ver com “noves fora, nada”? Será que isto interessava? A divisão das raças... Curioso é que tinham as cores básicas que se usavam nas gráficas... Preto, Branco, Vermelho, Azuis… Zulus...LUZITANA… LUZ... AZUL... O MUNDO GIRA E A LUZITANA RODA, lembrou-se ele, dos carregadores de piano que lá na Praça da Liberdade tinham a empresa que de vez em quando passava com aqueles grandes caminhões, levando MUDANÇAS. Ah...!!!
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    71 Quantas e quantasvezes eles mudaram, e tiveram que chamar a Lusitana para carregarem o piano de cauda... Até que um dia, tudo isso acabou. Ele fora para o mundo e apenas carregava o que ele era... Cansou de ir e vir de um lado para o outro com as mudanças que a família fazia, sem chegar a lado algum... Novamente família, fama da ilha. Com 12 anos seguiu seu rumo, e nunca mais voltou. Às vezes ia visitar a Mãe, em plena Liberdade, São Paulo, onde a Lusitana continuava a carregar pianos. O mundo gira, a Lusitana roda... Quem inventou a roda foram os Lusitanos, pensava... Quanta confusão naquela madrugada. O sax tocava uma música muito suave, com um piano agora ao fundo... Summer of 42... Deixou-se levar pela música de fundo, respirou mais fundo do que costumeiramente respirava. A imagem de Maria Gabriela surgira à sua frente, a veterinária que o conhecera lá pelas bandas do Pantanal Mato-grossense, e que o ajudara a compreender que era realmente um escritor. Ela o deixara à vontade para apenas escrever, fora a primeira pessoa em sua vida que o deixara SER O QUE REALMENTE ERA... Escritor... eu? Ihhhhhhhhhhhhhhhhh, aquela madrugada realmente estava muito complicada... Lá no fundo do sótão a imagem dela sorria. Uma lágrima correu sobre sua face envelhecida... A imagem desapareceu... Ele recolheu a lágrima com os lábios, tinha que continuar escrevendo O AVATAR, e ficava ali a perder tempo com divagações sem lógica nenhuma. Ah... a lógica, que fazia parte da filosofia, era justamente o que se deduzia de todos os diálogos. Então, quer dizer que sem diálogo nunca chegariam à lógica! Exatamente!!! Ouviu seus átomos lhe responderem. Silenciou seus pensamentos... Acalmou-se, relaxou, deixou-se ali, sem pensar, apenas ouvindo o sax... YESTERDAY... Afinal, por que estudara tanto, por que viajara tanto, por que conhecera tanta gente, contribuíra até com o Rotary Clube, Universidade da Paz, entre outros clubes de serviço e instituições beneméritas, mas para quê??? Se afinal sua vida mais completa se resumia a um sótão atulhado de papéis onde ele SENTIA que conseguia se comunicar com todo o universo... Em outros locais, ele até gostava de estar. Andar na praia de Canoa Quebrada, por exemplo, na Picinguaba, Pantanal, Chapada dos Guimarães, Peru, Amazônia, Ilha da Madeira, Versailles, Londres, Vale do Kiriri... No entanto, ali e apenas ali, ele sentia a conexão cósmica. Fora dali, NOVES FORA, NADA! Somos a cópia do Universo... Mais uma vez lhe responderam os seus Átomos.
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    72 CAPÍTULO 21 Preto noBranco Amanheceu o dia e ao que parece o sono tomou conta do nosso amigo escritor. Maria Gabriela, sua companheira de todo o sempre, Madeirense, que o havia conhecido em pleno Pantanal, já havia a...cor...dado. Cantarolava, significando isso que até o café da manhã já tinha tomado, porque não gostava de cantar em jejum. Costumava dizer que a sua avó materna, Mathilde Hilária Pita, lhe dizia que não era bom cantarmos em jejum... Isso significava que o dia já ia alto, e Ale Mohamed por algum motivo permanecera no mundo dos sonhos... Foi isso mesmo o que aconteceu. O sexagenário pesquisador naquele dia ficara envolvido com os seus sonhos mais profundos onde, começou a se lembrar, a figura que lhe haviam enviado da Starchild - uma instituição da África do Sul interessada nos estudo das Crianças Indigo e Cristal - entrou pelo seu imaginário e ali foi sendo interpretada, devagarinho, até a completa interação entre a figura artística e o espírito do escritor que era o próprio Ale... O mesmo Ale que tinha sua amiga Ila, do planeta Urânia, a lhe explicar a respeito de como tinham por missão o alinhamento de várias galáxias e que então voltar para a Terra era algo que não estava ainda na hora. Afinal, muitas tarefas tinham pela frente. Esta afirmação de Ila, também durante o sono (ou sonho) de Ale, deixava-o meio sem rumo quando voltava ao plano Terra encarnando o escritor e pesquisador. Assim, o universo conspirou para que ele mesmo a...cor...dando... conseguisse ver com olhos terrenos o que se passava no cosmo e na energia cósmica dos seus próprios sonhos. A imagem da figura que seu amigo José enviara o deixava embevecido, repleto de uma luz interna indescritível. Uma sensação que lhe permitia tirar várias conclusões... E cada qual a mais interativa em relação ao que ele mesmo imaginava em termos do Todo Cósmico e Universal, onde os átomos iam assumindo formas visíveis e invisíveis, que dificilmente na Terra alguém conseguiria representar e, se conseguissem, seria porque estavam conectados ao Primeiro Átomo Vivo que construíra todo o Universo. Quanto a isto Ale não tinha dúvida nenhuma. Saiu da cama e fez sua higiene pessoal, os anos já dando mostras de que a vida se lhe passara muito rapidamente, mas em nada se comparava à maioria dos que tinham sessenta ou mais anos. Apesar da idade, ele ainda sentia-se bem jovem interiormente e, claro, tudo era prova da ressonância espiritual e a total integração que conseguia
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    73 manter com seusátomos primeiros, depois com os átomos imediatamente a seguir, o seu corpo físico, e daí por diante. Agora, imaginem que maravilha é vocês tomarem consciência disto: seus átomos, sua existência e a existência do Universo, tudo integrado sem nenhuma separatividade. Realmente era algo imenso e profundo, que Ale foi aos poucos descobrindo. Na essência, e não apenas na teoria, pois se desde 1979 ele já havia comprovado tudo isto, ou seja, se desde o século anterior ele já se apercebera de tudo isto estava mais do que claro e evidente que não era apenas teoria. Muito pelo contrário, pois até à pseudoloucura chegou, chocando seus próprios familiares. Ele extrapolara o conceito social, colocando em risco a imagem que as pessoas poderiam ter da própria família, permitindo que os preconceitos e tudo o mais alijasse deles próprios a maravilha que é vivermos integrados universalmente e não apenas terrena e humanamente. Ale não via a hora de subir ao sótão e rever a imagem que José lhe havia enviado pelo correio. Ao sair dos seus aposentos, seguiu pelo imenso corredor daquele casarão, adentrou a cozinha, onde o fogão a lenha já crepitava há horas, e dava através das chamas um ar de purificação e aconchego, a mesa toda posta, preparada com todo esmero por Maria Gabriela, o rádio tocando músicas suaves. Um toque DIVINAL NO AR. Dentro e fora de Ale tudo estava tão bonito e luminescente que ele se sentia levitar... Nem se apercebera que estava sem os chinelos, descabelado, com água ainda a escorrer por sua testa. Sua amada havia saído para o imenso Jardim que se unia ao bosque de pinheiros. Ela brincava com Coringa, Xandy, Harry, a gata Menina e o gato Zé. Cães e gatos, todos juntos a brincar, só mesmo ali... Tudo harmonia atômica, inserida na verdadeira simbiose cósmica que é permitida aos seres que tiveram suas energias volatilizadas de forma natural e sem barreiras entre os vários corpos que formam os filhos do universo… Que grande verdade, pensou Ale. Quantas máscaras usam os seres humanos através da indumentária, da estética, da posse, do consumo, e tudo o mais, não se permitindo ir desanuviando tudo isto em forma Global, Solar, Cósmica e Universal... Pela vidraça ele a via, brincando, e lembrou-se aos poucos de como foi o seu encontro em pleno Pantanal. Seu reencontro desde a última morada, URÂNIA, um olhar, um sorriso e a confirmação de que nova...mente… iriam singrar caminhos eternos... ...e…ternos. Da parte dela, mais ainda, pois ela era toda ternura.
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    74 Ele, na ocasiãovinha da Amazônia e havia tido no passado revezes pessoais, sociais e terrenos que o testaram de tantas e tantas formas que realmente não tinham nada a ver com aquele sexagenário que pela vidraça sentia as brumas de Avalon se decomporem para dar lugar a um quadro maravilhoso de harmonia e serenidade eterna. Só testemunhar isto já era um imenso tesouro, e se calhar, era apenas isto que ele gostaria de passar aos seus amigos do planeta Terra. O crepitar das chamas na lenha de Acácia tirou-o daquele transe. Através do vapor de ar quente que se diluía na vidraça, a imagem de Maria Gabriela a brincar com seus amiguinhos terrenos, o bosque de pinheiros e as montanhas circundantes encobertas foram surgindo gradativamente entre as brumas, e o LAR, algo que só mesmo a ETERNIDADE poderia mostrar à maioria dos seres humanos... Afinal o Universo é o nosso LAR e, transferir isto paulatinamente desde sempre, até ao Aqui e Agora, era tão fácil, tão simples, tão natural... Apanhou uma xícara das grandes sobre a mesa, colocou café, leite puro tirado na hora, ou seja, ao amanhecer, pão frito na manteiga feita ali mesmo em Santo António da Serra, e mel para adoçar, pois o diabetes tinha que ser controlado. Apanhou tudo e subiu ao sótão para admirar a figura que em sonho havia sido por ele interpretada. E por ela, o interpretado fora ele. Em ter preta ação... Preto no branco, clarificação, trevas e luz... “...não te atrevas a começar tudo de novo!” Ouviu a voz de Pai José de Aruanda, a lhe falar aos ouvidos... Uma entidade Africana, que lhe lembrou que José também estava na África do Sul, onde Nelson Mandela era o Presidente e conseguiu, mesmo sob uma pena de prisão perpétua, libertar seus conterrâneos da submissão imposta pelos ingleses... A Starchild ficava lá, na África do Sul... No Rádio, Beth Carvalho cantava “Meu Homem!”, uma homenagem a Nelson Mandela. Ale nem se apercebia desta sincronia cósmica e terrena. Até a música na rádio falava do que ele estava pensando... ou, se calhar, nem pensava, apenas seriam insights... luzes que iam e vinham, em conexão com sua glândula pineal, hipotálamo, hipocampo. MATRIX… unidos ao seu coração Brasileiro, com tantas misturas sanguíneas que realmente tinha que ter uma raça apurada, como dizia a veterinária, e grande amor da sua vida. Abriu o envelope em que estava a carta que José lhe enviara da África do Sul, foi tirando novamente a figura desenhada e aos poucos voltou para o sonho, ou seja, permaneceu conectado como sempre estivera em estágio Alpha, Betha, ...Ómega.
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    75 Prometeu a simesmo que aquela figura estaria no livro O AVATAR, pois traduzia uma série de mensagens que ele mesmo já recebera e já escrevera, até citara em palestras, programas de rádio, televisão... No entanto, nem todos conseguiam compreender a magnitude dos estágios Atômicos. Infelizmente, o mundo estava fadado a uma seqüência de fatos em nada abonatórios no que dizia respeito aos governantes, às instituições religiosas, à política, ao mercado internacional, ao meio ambiente, educação, saúde e tudo o mais. Todavia, ele era apenas e tão somente um escritor... um simples escritor. Tudo o mais que a vida lhe propiciara antes fora, justamente, para um dia conseguir transferir para o papel à sua maneira, o que sentia que poderia ser aprimorado, até porque ele mesmo muito tinha ainda a compreender. Deixou-se levar e se enlevar pela figura que pairava sobre asas douradas, tendo um Globo de Cristal cintilante acima, golfinhos que desciam em direção à Terra, um fundo azul celestial. Um dos golfinhos, com asas prateadas, um lusco fusco entre o violeta e tantas outras cores maravilhosas, e uma concha, que acolhia o planeta Terra e tudo o mais que estivesse acima ou abaixo da sua abóbada, como a demonstrar imensos universos se encontrando na simbiose atômica de cada seqüência vital. Ale deixou-se levar, e comprometeu-se que no livro O AVATAR não faria grandes relatos sobre a figura, pois cada qual a interpretaria a sua própria maneira… Seria melhor assim... Pensava. O Vento veio despertá-lo, fazendo com que a porta entre o sótão e a varanda balançasse e trouxesse um reflexo de luz solar para dentro do sótão. Olhou a sua volta, parecia-lhe ver a figura volatilizada ali dentro... Voando, trazendo benesses que alegravam mais ainda o seu viver. “Ah!!! Se eu pudesse passar isto aos humanos e a todo o planeta Terra!” De dentro da figura surgiu uma outra figura, agora com forma humana, que estava justamente dentro do Globo de Cristal, circundado por várias estrelas. Era como um sol prateado... Ou seria uma lua??? Não interessava a forma, mas sim o que ela tinha a dizer. NADA... Não disse nada, apenas sorriu, com seus olhos amendoados, lembrando o povo de LEMÚRIA... O coração de Ale bateu muito mais forte... Epicentro de Atlântida, golfinhos... ali pertinho... Preservação Ambiental... Tudo vinha em enxurrada na sua cabeça já desgastada pelo tempo que vivera... Parecia que ia explodir de tanta informação. Em segundos o Universo parecia estar ali, dentro do
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    76 sótão e aindatinha gente que o queria andando pelo mundo. Mas para quê??? PARA NADA!!! Nada pára! Pará, Belém do Pará... içaaaa... O VERBO ESTAVA E É DEUS!!!! UM HOMEM SE DEU, NO PLURAL, DEUS! A figura sorria... Acima dela, havia uma outra, fé...me...nina... Fé....me...nino... eita nóissss!!! Ale brincava com as palavras ou as palavras é que brincavam com ele? De repente o sótão ficou tão iluminado, mas tão iluminado que teve a impressão de estar acima das nuvens, justamente com a figura que voava com asas douradas sobre todo o Arquipélago, depois sobre o planeta Terra... enfim, integrado ao universo e a tudo que ele lhe presenteava constantemente. Como poderia deixar de comunicar isto tudo ao povo do mundo??? Egoísta, seria Egoísta... Seu Eu superior nunca lhe permitiria isso. Mesmo que os Editores não aceitassem os seus escritos, porque a maioria estava comprometida com as entidades castradoras de todo o sistema terreno, ele teria que passar a mensagem, afinal O AVATAR era O CAMINHO... Ale, Ale………………………….. Era Maria Gabriela chamando-o da cozinha. Sua voz angelical o trouxe devagarinho para a escrivaninha... Aos poucos as imagens foram desaparecendo, mas ele sentiu um toque no ombro de alguém muito amigo, alguém muito conhecido dele... Foi no ombro direito. Era seu amigo Rui Relvas, que costumava chamá-lo de Ermitão. Uma lágrima veio rolando em suas faces... O grande amigo de África, Presidente da Casa da Luz! Vivera na Ilha da Madeira, adorava o Brasil… Tocara-lhe o ombro direito e se despediu, junto com todas as outras figuras que estavam ajudando Ale a a...cor...dar... ao dia... Porque hoje é Sábado!!! Disse ele, ao chegar à cozinha, onde Maria Gabriela o recebeu com um grande e carinhoso abraço. Ele chorava... E, ela o aconchegou ao seu peito como a uma criança que nunca tivera um LAR. Ali, naquele cantinho do céu, ele conseguira compreender afinal a grandeza de um LAR... Chorou convulsivamente, e ela o deixou desabafar. Sabia que nos momentos em que ele se inspirava, voltar para a Terra era terrível... E assim o compreendia… pois ela também viera de Urânia, O Planeta Horto, para o encontrar novamente... As cinco Águias sobrevoavam o Sítio da Relva - Assomadinha - Santo António da Serra, Ilha da Madeira, Portugal, 11: 33hs...
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    77 CAPÍTULO 22 “Eu queroum homem de cor!” Naquele dia Ale Mohamed estava ouvindo Elis Regina, a Pimentinha, cantando Black is beautiful, em que falava do quanto desejava um Homem de Cor para embelezar todo o seu SER. Era um CD que lhe fora entregue pelo seu grande amigo Wilson Mancini, quando de sua visita a Fortaleza. Ale estava vindo do Piauí, onde fora mais uma vez para documentar as novas descobertas nos sítios arqueológicos daquele estado do Brasil. Desta feita, haviam descoberto várias pirâmides que estavam intrigando os pesquisadores, mas, para ele tudo estava conforme intuía há muitos e muitos anos a respeito das antigas civilizações esquecidas. Documentava tudo com recursos que dispunha para que um dia pudesse deixar registrado um documento comprovando a existência de Atlântida, que afinal era, no fundo, no fundo, bem lá no fundo, o maior motivo de suas buscas. Através da revelação deste mistério a humanidade compreenderia quantos e quantos povos vieram antes e depois desta ou daquela civilização, fosse uma civilização do século XX, XXI ou muito antes até de haverem séculos, ou seja, quando o tempo ainda nem existia... É verdade, havia um período em que nem se imaginava tanta coisa, quanto mais o tempo, no entanto aqueles povos, sem dúvida, marcaram sua presença na Terra com imensa sabedoria. Esse grande enigma é que fizera com que Ale Mohamed perambulasse por todo o planeta buscando respostas a perguntas muito íntimas, e que estavam registradas em suas células ancestrais, através de seus átomos eternos e de sua genética mais que eterna, genética esta que tinha em si mesmo tantas civilizações, povos e raças que, sem sombra de dúvida, cobrava dele uma atitude. Por isto, e tão somente por isto, não conseguia deixar de ir e vir aonde fosse solicitado para desvendar os chamados mistérios, que de mistérios nada tinham, apenas assim eram chamados, pois quem detinha o poder nunca iria facilitar a clarificação dos mesmos. Se todos os povos do mundo se conscientizassem que ao fim e ao cabo tiveram uma mesma origem cósmica, talvez a PAZ reinasse mais rapidamente em todo o planeta Terra. O mais curioso é que os povos que aparentemente tinham menor índice de misturas genéticas causavam maior dano ao Planeta, pois eram preconceituosos, petulantes, inquisidores, ditatoriais. Com tudo isto eram pseudos poderosos cavando a sua própria sepultura, porque, sem dúvida as raças dominantes sempre foram as que resistiam mais aos efeitos solares, e nelas se incluíam os Africanos. Elis continuava a cantar: Eu quero um homem de cor...
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    78 Lembrou-se de ElisRegina com ele no Bixiga, São Paulo, na mesma época em que conheceu Raul Seixas que na oportunidade fora marginalizado, como tantos outros, mas já cantava : “Eu nasci, há 10.000 anos atrás!” “O espírito jovem, sempre foi livre. Há jovens aventureiros, românticos e adultos. VIDA, seqüência de fatos dos jovens de ontem... (Ermitão da Picinguaba)”. O jovem comunicador que fora tinha dentro de si uma força que não o permitia parar de buscar respostas a situações que outros se acomodaram Agora com seus sessenta anos, ele cada dia mais compreendia o porquê de sua missão nas comunicações, nas pesquisas, na escrita, na forma que encontrara de mostrar primeiro a si mesmo e depois a quem se interessasse, o quanto realmente somos NADA PERANTE O UNIVERSO. Então tinha cabimento, depois de trinta e tantos anos, Elis Regina, estar ali cantando, através da gravação de um CD digital, entrando em seu coração romântico e aventureiro, tão aventureiro que já conseguira nadar nu, em pleno mar de Paraty, para ir de ilha em ilha até Picinguaba, sem se preocupar com o peso do calção, chegando assim às suas descobertas sublimes e, para muitos, inexplicáveis. Tinha cabimento sim, mas o que mais tinha cabimento era que o UNIVERSO TAMBÉM GRAVAVA, e como gravava tudo o que se passava em todos os micro pontos de todos os universos, havia quem pensasse que apenas a tecnologia é que podia fazer isto. Ledo engano, pensou Ale Mohamed, imaginando porque o jovem moço de antanho, chamado Jesus, dizia: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino dos céus!” Foi só ele escrever isto em sua antiga escrivaninha, para Elis Regina começa a cantar OS ARGONAUTAS…. “Navegar é preciso, viver não é preciso!” A voz suave e melodiosa da “pimentinha” o elevava a planos muito superiores a tudo o mais que poderia haver neste mundo terreno, e, só isto ,já era a sua paga….Só isto é que alimentava a sua Alma de Ermitão, de um ser que conseguira, com uma simples expiração, se reencontrar com seus caminhos eternos, para então desvendar por qual motivo o povo do mundo tinha que esperar O AVATAR. Será que todos os povos tinham o mesmo motivo? Esta pergunta martelava em sua cabeça, tal qual o malho do ferreiro que fazia a ferro e fogo as ferraduras que ajudavam Sereno e Neblina a cavalgarem sem destruir seus cascos… Por qual motivo os povos do mundo precisavam de um SALVADOR, DE UM PROFETA, DE UM AVATAR?
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    79 Ora, se Ele,Aquele que vinha em nome de um DEUS, ou de uma Entidade Superior, deixava sempre suas mensagens para os povos a quem aparecia, como era possível haver tanta discórdia ainda no mundo??? “Quantos brancos horríveis eu vi!” cantou Elis Regina... Será que alguém se lembrava como ela morreu? Ele se lembrava e, nem tinha dúvidas, Elis Regina, fora assassinada!!!! Mas permanecia cantando eternamente, com ou sem CD, a mensagem dela passou... Seria ela um Avatar? Por que não? As lágrimas tomaram conta do seu rosto vincado pelas rugas, um grito explodiu dentro do sótão: POVO DE MERDA!!!! Ele era assim, entre deuses e demônios, ele era o que ERA, e em todas as ERAS, sem dúvidas ele sempre gritara a quem o quisesse ouvir: EU SOU O QUE SOU!!! Nem tentassem mudá-lo porque a sua revolta seria maligna... Ele não alinhava com aquela história de sermos bonzinhos, darmos a mão à palmatória, permitirmo-nos ser vassalos de um vagabundo qualquer, com todo respeito aos vagabundos verdadeiros, porque estes pelo menos compreenderam que era melhor serem andarilhos do que escravos de gente inescrupulosa. MOISÉS, sim, MOISÉS, foi um grande Avatar… Como uma grande nave, uma imensa luz adentrou o sótão… SÓ..TAO, e Ale Mohamed, que tinha o rosto todo coberto por suas lágrimas salgadas, tal e qual o sabor mar, imediatamente se alegrou, como se recebesse a visita de eternos amigos, vindos de outras plagas, de outros planetas, de outros orbes… Os mesmos que passaram a Moisés a maneira mais simplificada de resolver os problemas do seu mundo no Egito. Eram dez itens, dez mandamentos, e nada mais. UM HOMEM SE DEU, NO PLURAL DEUS!!! Eram os Deuses Astronautas? Título de um livro de Erich Von Däniken... Tudo Átomo! Exclamou Ale Mohamed…enquanto em seu sótão se instalavam seres vindos do NADA, para ajudá-lo a desvendar o inverso de NADA-ADAN, a raça Adâmica… Criada e não consubistanciada, a IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS… Que grande patuscada... que grande aldrabice... que mentira mais inverossímil... Então, por qual motivo os regentes deste mundo todo não desvendavam isto lá na ONU? Que ao inverso dá UNO??? Qual era o esquema deles afinal? Se o bezerro de ouro não tinha que ser adorado pelos que deram a volta aos Egípcios, graças às orientações que Moisés recebera lá no alto, do mais alto dos céus??? Quer dizer, mesmo com tudo isso, os Egípcios ficaram com a fama, e o POVO DE MOISÉS, que sabia como construir as Pirâmides, ficou ali, escravizado por séculos e séculos.
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    80 Esse mesmo Povoque, após se libertar, atravessou até mesmo o MAR VERMELHO para se colocar a salvo, tornando-se então o POVO DE DEUS...YOU DEUS... JUDEUS... Essênios, isso sim, eram essênios e ficaram sem terras, errantes, peregrinos eternos... e ternos... peregrinos... És em si a incógnita N, de Ios... ou Ions??? Essênios... Gente do céu!!! “Voltamos aos átomos!” Falou uma das entidades que se deitara na rede trazida do nordeste, colocada no Sótão de Ale Mohamed… Apoiando a cabeça entre seus dois polegares, justamente no ponto em que se situa a Terceira Visão, o escritor deixou-se ficar sem nada pensar, sem nada dizer. IONIZAÇÃO… Curiosamente, Elis Regina cantava: “Alô, Alô, Marciano, aqui quem fala é da Terra, para variar estamos em guerra!” ...silêncio... Sua nuca ia explodir, sentia isso. Respirou, fez uma expiração, pediu licença aos seus amigos de outros orbes, de outras dimensões, sentou-se na postura da Flor de Lótus, fez uma expiração... apenas uma expiração… absolutamente NADA. Bem lá ao fundo do sótão, a música baixinha na voz de Elis Regina… “Eu sou aquele amante à moda antiga…” Só mesmo um romântico poderia desvendar tudo isto sem se deixar abater… Alpha… Beta…Ômega… O Sótão ficou tão vazio como o céu ao amanhecer que tem apenas a luz do Sol. NADA, ABSOLUTAMENTE NADA.
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    81 CAPÍTULO 23 Pureza eInocência. “Ninguém tem o direito de tirar a nossa inocência ou pureza!” A frase ecoara por todo o Vale onde ficava a Aldeia dos Salgados, Uma aldeia muito antiga, onde viviam apenas dez famílias. Era um local sagrado na opinião do escritor e pesquisador, um local que deveria ser tombado pelo Património Histórico Mundial e ninguém mais deveria sequer imaginar em mudá-lo com o tal desenvolvimento. Ale se lembrou de tanta coisa bonita que já vira por ali, caminhando pelos poios, semelhantes aos que existiam em Matchu Pitchu, no Peru, vivenciando a maravilha do encontro daquele imenso vale com o mar, lá embaixo, ou observando uma rocha que tinha a forma de um rosto que lhe era muito familiar, mas que lhe deixava imensas dúvidas ao mesmo tempo, pois era a forma como retratavam Jesus. Tempos atrás, havia pedido a um dos companheiros de equipe que estavam documentando todo o Vale, que filmasse aquela rocha, até porque ela surgiu ali, à sua frente. Tão logo acabara de tomar água de uma fonte, ao virar-se para olhar o resto do caminho que teriam a percorrer, de repente viu a IMAGEM NA ROCHA... Lembrou-se até da frase "Pedro, tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja!". Ale ficou encantado com a imagem, e, mais ainda, ao ver que o cinegrafista que o acompanhava filmou com o maior carinho aquela imagem, dizendo inclusive que um arco-íris estava se formando sobre a rocha no exato momento em que a filmava... Lembrou-se também de Lúcia, uma moça muito simples, que colhia feijão e batatas em um dos poios, tendo ao lado seu filho de uns 3 anos de idade, com uns olhos azuis lindíssimos. Depois, ao voltarem da peregrinação que fizeram em todo o Vale e Aldeia dos Salgados, Lúcia os convidou a entrarem em sua humilde casa, feita com pedras de nome salgado, e lhes ofereceu uma sopa feita com couve, feijão branco, batatas... e pão caseiro. Tudo isto deixava Ale muito emocionado, pois como era possível gente tão humilde se preocupar com eles... A chuva os havia apanhado em meio a peregrinação das filmagens. Lúcia, na maior das inocências e pureza, abriu seu coração, sua casa coberta com antigas telhas feitas de barro, paredes ainda emboloradas pelo tempo que havia passado desde o nascimento da Aldeia, e, nem sequer teve qualquer interesse, apenas queria os acolher e lhes dar o pouco que tinha em sua casa. Eram cenas como esta que não deixavam Ale sossegar no que diz respeit ao que acontecera ao mundo, principalmente o mundo dito civilizado.
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    82 Que civilizado quenada!!! Egoísta isto sim. Tão egoísta que os tais senhores do pseudo poder detinham em si uma arrogância e uma maneira de ser e estar, dando cabo da inocência e da pureza de tudo que estivesse a sua volta. Ale lembrou-se que lá ao fundo do Vale encontrara uma igreja abandonada. Disseram a ele que foi a primeira igreja da Camacha, ou seja, da Freguesia ou Bairro onde ficava o Vale. Mas afinal, porque um local tão belo havia ficado abandonado, para onde foram as outras famílias? Imigraram, foi a resposta que lhe deram. Mas por que tiveram que imigrar? O que os afugentou da Ilha onde viviam? Respostas muito difíceis de serem respondidas ali, mas, com o passar do tempo, Ale foi compreendendo que aquelas famílias eram as famílias mais antigas da própria Camacha, um dos bairros mais tradicionais da Ilha. Curiosamente a NOVA IGREJA DA CAMACHA era um luxo só… Então tinha cabimento a primeira ter ficado abandonada? Lembrou-se de São Francisco de Assis a recuperar ermidas e capelas, abandonando todo o luxo da sua família, para descobrir que a Ecologia, a Natureza, a Vida ao ar livre, e tudo o mais, eram os maiores companheiros da sua Fé..."Irmão Sol, Irmã Lua..." As memórias daqueles tempos vinham ter aos seus hemisférios cerebrais enquanto percorria a Levada dos Caniceiros, um canal de irrigação que unia Gaula, Camacha e Caniço, três bairros ou freguesias que ficavam entre o sudoeste, bem a beira mar, e as serras eternas que iam até o Pico Ruivo, que tinha 1.860 metros de altitude e ficava entre o Sul e o Norte da Ilha. A caminhada lhe trouxera uma questão seríssima a ser respondida, pois que a inocência e a pureza, sem dúvidas, cada dia mais estavam sendo corrompidas muito cedo na maioria dos seres humanos. Buscar uma resposta ali, andando pela levada, seria realmente um grande desafio para o peregrino das estrelas, que não se acanhava quando se tratava de descobrir alguns porquês, sem lógica alguma e que prejudicavam imenso o percurso eterno e pacífico do chamado ser humano. Logo lhe vinha a imagem de Coringa e o Gato Zé, brincando justamente à hora de comerem... O Gato Zé se atravessava à frente de Coringa serpenteando entre ele e o prato, impedindo assim que ele tivesse acesso à comida; e a brincadeira, ao fim e ao cabo servia para
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    83 ambos demonstrarem oquanto tinham de carinho um pelo outro, até que Coringa deixava o Gato Zé se deliciar com as guloseimas que Ale havia colocado no prato, devagarzinho ia se aproximando, até que conseguia mostrar ao Zé que poderiam juntos saborear a refeição sem nenhum problema ou distração... Às vezes ele ficava pensando se em outros locais haveriam cães e gatos se dando tão bem, isto sem falar nas cinco Águias que de vez em quando apareciam por ali e se faziam de casa, indo sempre de galho em galho dos pinheiros até ganharem a coragem de se arremeterem em um vôo rápido até o imenso jardim que se confundia com o bosque de pinheiros, e depois de aterrarem, uma ou mais ficavam ali, como se realmente se sentissem em casa. E olha que tinha Coringa, o Gato Zé, Xandy, um Pastor Alemão que adorava brincar com Coringa e com todos da casa... Para as águias e para todos que por ali passavam, realmente havia algo diferente ali... O que seria? As crianças traziam uma pureza e uma inocência que aos poucos iam se perdendo em sua vivência. Além das crianças, havia muitas pessoas que demoravam a aceitar este mundo descabido e viviam em plena inocência e pureza, mesmo correndo grandes riscos de serem taxadas de desenquadradas, ingênuas, sem noção de realidade, abstraídas da vida, enfim, uma série de etiquetas que o mundo costumava dar a quem conservava o que a maioria havia perdido. 141 Era muito, mas muito curioso isto... Como era possível alguém, que nem era inocente nem puro, julgar outros que ERAM ASSIM, NASCERAM ASSIM E MORRERIAM ASSIM? Será possível que o mundo fora criado e desenvolvido pelas sociedades, anulando justamente os fatores primordiais para que todos vivêssemos em paz, harmonia, tranqüilidade e, principalmente, em verdadeiro estágio de pureza d'Alma??? Ale parecia querer provar o improvável de um lado e o óbvio do outro. Como foi que tudo isto aconteceu? Como foi que tudo isto começou? A levada seguia seu rumo, cumprindo a sua missão de levar água do norte ao sul da ilha. Eram mais de 2.000 quilômetros de levadas construídas a mão, que lembravam os canais de irrigação de Atlântida. Coms passos firmes, seguia em direção ao ponto em que a levada se bifurcava com um túnel que dava acesso a uma encosta toda florida na primavera. Seguindo por ali, o nosso peregrino foi admirando cada uma das flores, sentindo seu aroma, percebendo as gotículas de água das fontes naturais que nasciam entre as rochas, cintilando ao lusco fusco do sol que já ia se escondendo por entre a variedade de árvores centenárias que ali eram em grande quantidade. Subia pelas pedras do caminho, tomando cuidado para não escorregar; de vez em quando passava um turista ou um habitante dali mesmo, seguindo também seu
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    84 caminho, cada qualcom a sua história, uns de férias outros chegando ou partindo. Um caminho estreito, por onde só podia passar uma pessoa de cada vez… Era difícil subir, forçava os músculos da perna. Então ele resolveu descansar em um local, onde se apercebeu havia um antigo tanque de lavar roupas, feito de pedra e ao rés do chão. A água vinha de uma gruta ali existente, onde ele aproveitou para refrescar a cabeça, tirando seu chapéu envelhecido e molhando os cabelos grisalhos, outrora negros como a noite da lua nova... A pureza da Lua, do Sol, das Estrelas, da água, das matas, do próprio mar, de todo universo, era um imenso tesouro que tínhamos a nossa disposição... Quantos e quantos exemplos tínhamos para mostrar ao mundo o quanto vale a pena preservar esses valores eternos. Uma folha se desprendera de uma das árvores e vinha levemente se quedando em direção à corrente de água que serviu no passado às mulheres que ali iam lavar suas roupas, sem nenhuma delas se preocupar qual estaria mais pura ou mais suja do que a outra. O importante era o convívio que ali tinham, onde se permitiam conhecer melhor a própria vida e a maneira que a vida lhes dera para que pudessem, além de lavar roupas, verem o tempo passar deixando que a sujeira e tudo o mais fosse levado pelas águas que se uniam ao seu labor, como se tudo fizesse parte de uma integração tão natural como a folha que agora caía, sem se preocupar onde cairia, mas com a certeza de que fizera a sua parte enquanto estivera junto à árvore… A ÁGUA PURA levava toda a sujeira por entre as pedras que até lisas ficaram de tanto que as lavadeiras ali descarregavam a sua negatividade, sem nem se aperceberem que aquele exercício era uma catarse tão natural e tão integrada à natureza que realmente lhes deixava muito mais aliviadas. Curiosamente, havia quem delas tivesse pena. Nem sabiam do quanto aquele exercício era muito melhor do que a prática de aeróbica em uma academia. Era interessante notar como o tempo havia evoluído para um consumismo realmente sem nexo... Primeiro comiam tudo sintético, depois pagavam para tirar todas aquelas toxinas do organismo, e, se parassem, iriam ficando cada vez mais intoxicados, porque o organismo se habituara a se exercitar fora da NATUREZA, em recintos com ar condicionado. Tudo errado... realmente, o mundo cada vez ia ficando mais e mais errado. Errante era o ser que buscava uma resposta e não a encontrava, mas aos poucos a própria natureza ia colocando-o novamente na sintonia de uma energia pura e inocente... e não sente... Era realmente fascinante o mundo que Ale descobrira e, se calhar, também era o das pessoas que estavam envolvidas com o sistema. O importante era que cada qual vivesse a vida como achasse melhor.Lembrou-se de uma frase muito antiga que seu avô lhe dizia: “Se alguém lhe pedir para saltar em um abismo você salta?” Perder a pureza e a inocência é perder o que de mais belo a natureza e o universo nos contemplou.
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    85 CAPÍTULO 24 O TsunamiHumano Tsunami, Grande Onda, ou Maremoto é uma enorme onda que surge no horizonte e, muito antes que as pessoas tenham tempo de arrumar uma forma dela escapar, ela vem e traga a tudo e a todos. Ale Mohamed voltou do encontro que teve no Brasil para uma Europa ainda arraigada a planos existenciais muito à moda antiga, sem uma visão mais ampla do que o universo estava promovendo em forma de desenvolvimento humano, mas, cada roca seu fuso, cada povo seu uso. Sentia saudades do encontro com seus amigos ligados a Arqueologia, os quais encontraram as tais pirâmides no Piauí, tendo depois Ale passado por Fortaleza e reencontrado seu grande amigo de juventude, Wilson Robert Mancini, um Comandante da Marinha Brasileira que trocou a vida do mar pelas belíssimas praias do Ceará, vivendo ambos momentos indescritíveis, juntamente com suas esposas e outros amigos de Fortaleza que ele não via há muitos anos, mas que parecia ter visto no dia anterior. E, para complicar mais ainda, ao chegar à Europa, via Lisboa, Ale saiu do avião e recebeu uma carga térmica inversa, que ia dando cabo dos seus neurônios, pois ele sentia sua cabeça congelar como um bloco de água na geladeira se transformando em um cubo de gelo.Vinha de uma temperatura de 38ºC em Fortaleza e de repente recebe uma descarga de 6ºC, o que, claro, o afetou e muito. Foi socorrido dentro do próprio aeroporto, e chegando ao Hotel onde se hospedaram, mesmo entrando em uma banheira com água morna, seu organismo demorou a se reintegrar com o plano Terra. Maria Gabriela o acompanhava e, como médica-veterinária, percebeu que algo se passava além dos aspectos físicos, algo que só mesmo Ale depois lhe poderia explicar. No outro dia, pela manhã, saíram do Hotel Roma, nome ligado aos que perseguiram O AVATAR - JESUS, e dirigiram-se ao aeroporto com intenção de embarcarem para a Ilha da Madeira. Nem bem chegaram ao aeroporto, novamente ele começou a passar mal, tendo sido socorrido por uma enfermeira que, ao fim e ao cabo, ajudou para que ele conseguisse perceber o quanto sua pressão arterial e os níveis de glicose subiram uma enormidade, comprometendo o diabetes. Gabriela nem sabia mais o que fazer, mas sempre atenta o foi amparando, nem comentava muito o ocorrido para que ele não ficasse mais estressado ainda.
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    86 Chegaram à Madeira,e no outro dia ocorreu o fenômeno do Tsunami entre a India e várias outras localidades da Ásia. Milhares de pessoas desapareceram do dia para a noite e o pânico se instalou em toda a Ásia e regiões vizinhas. Quantas almas ainda estariam buscando o seu verdadeiro rumo, pois os corpos foram envoltos em plástico e enterrados às pressas para se evitar maiores desgraças como a propagação de epidemias. Ora, Ale sabia que os corpos, quando cremados, libertam muito mais rapidamente o espírito de cada pessoa e sua própria Alma. Além disso, mesmo os corpos que não apareceram deveriam estar soterrados e seus entes queridos nunca mais os encontrariam, o que, sem dúvidas causa um enorme desequilíbrio entre o peri espírito, o plasma, o corpo físico, o KAMA RUPA, e tudo o mais... Assim, vários meses se passaram e, claro, muitos no Planeta TERRA se aperceberam que mais uma vez a Natureza vinha dar um recado aos seres humanos do quanto de destruição e de inconseqüentes situações tinham sido criadas por aqueles que não se preocupavam com o quanto uma ação gera uma reação. Ale se apercebera que havia algo muito mais complicado de explicar à humanidade do que o Tsunami que ocorrera atingindo a India e várias regiões litorâneas da Ásia… Era o Tsunami Humano, onde UMA VAGA DE SERES HUMANOS tomava atitudes descabidas contra a maioria das populações, com o chamado consumismo desvairado sendo mais que promovido e, claro, uma forma de pseudo desenvolvimento que em nada ajudava a salvar os que não queriam alinhar naquilo tudo. Bastava ver as chamadas Grandes Superfícies, atulhadas de pessoas que mais pareciam formigas indo e vindo, mas sem encontrarem o alimento e a proteção necessária para o seu modo de vida; muito pelo contrário, apenas cada vez mais afundando em um atoleiro econômico-financeiro do qual muito poucos conseguiriam se safar, porque a ONDA gerada pelos incautos promotores deste descalabro social, sem dúvidas era muito maior do que as parcas economias e rendimentos de cada qual. Ale ficava imaginando onde tudo isto iria dar... Lembrou-se de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Lisboa, Londres, Nova York, entre outras, onde a vida a que as pessoas estavam habituadas, de um dia para o outro ia se transformando de uma forma tal que, sem dúvidas, quando se apercebessem estariam envoltas em um MAREMOTO HUMANO sem volta. Ao lembrar do que era São Paulo em sua juventude, Ale começou a analisar o porquê os mundos dos mundos tinham que ficar todos iguais, e, curiosamente, sem valor humano algum, apenas com os
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    87 valores materiais ede consumismo exacerbado que comprimia a população de todas aquelas cidades contra uma VAGA sem fim. Claro que tudo isto afastava o ser humano do que verdadeiramente mais era em toda sua plenitude, e por mais que alguém quisesse avisar, a maioria nem ouvia. A Grande Onda vinha lá no Horizonte, mas as pessoas preferiam ficar ali desafiando sua própria vida, terrena, cósmica e humana. Tinha momentos em que dizia para si mesmo que NADA, mas NADA mesmo, tinha a ver com tudo aquilo, mas, estava inserido no Universo, como se omitir? Seria o mesmo que deixar um turbilhão de sensações estranhas estar ocorrendo dentro dele, como o que lhe ocorreu em Lisboa, com a queda de temperatura afetando o seu corpo físico e lhe dando logo de cara uma dica do que estava para vir... O TSUNAMI... Ficou matutando sobre aquilo tudo como se estivesse em outro mundo: qual seria a maneira melhor de colaborar com todas aquelas pessoas espalhadas pelo mundo? Afinal, o mundo nem era tão grande assim; se compararmos as estrelas quando as olhamos de cá para lá, era um grão de areia perante todo o universo. Se o mundo nem era tão grande assim, por qual motivo as pessoas ainda se aglomeravam nos grandes centros? O Êxodus Rural foi enorme nos últimos tempos e, de modo bastante curioso, quem foi ficando com tudo o que ficara aparentemente abandonado foram os que sempre dominam os povos do mundo, as forças armadas, as igrejas, os colonizadores, os senhores feudais e os inescrupulosos de sempre que eram conhecidos como especuladores, Bancos, Seguradoras, Imobiliárias etc. Será possível que ninguém tinha consciência que isto só iria prejudicar as gerações do futuro? Evoluir não era isto e nunca poderia ser isto. Atacar estas instituições todas seria suicídio, sem dúvidas quem o fizesse também seria crucificado. O próprio Jesus passou uma mensagem lindíssima ao adentrar o Templo de Salomão, na época da Páscoa, oportunidade em que os descendentes de Moisés, Abrahão, David e Salomão vinham fazer o recenseamento de suas famílias e propriedades. Ele, ao adentrar o Templo, onde costumava ir ainda criança discutir com os Doutores da Lei, se apercebeu que a CASA DO SEU PAI havia virado um mercado de mercenários a transacionarem de tudo o que havia para ser transacionado no plano material, e o respeito, o silêncio e a meditação não tinham mais espaço ali.
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    88 Sua ira foitanta que chegou a chicotear os que assim procediam sem nem sequer se dar conta se eram romanos, fariseus, Doutores da Lei, comerciantes, amigos da sua família, de seus conterrâneos, NADA interessava a Jesus, apenas salvaguardar a IMAGEM QUE TINHA DO TEMPLO. Para alguns o que ficou de mensagem é que nos Templos não se deveria comercializar NADA, era LOCAL SAGRADO. Muito bem, mas O Templo era a reconstituição da Vida Humana com todos os seus rituais, desde o Gênesis, ou LIVRO DA VIDA. Se assim era, assim É em todas as Eras. E como então é possível estarmos dilapidando o Templo Humano, ou corpo físico, que congrega todo o MISTÉRIO DA VIDA, com o consumismo desbaratado e com a falta de moral, de ética, de reconhecimento do que prescreve a LEI DE DEUS, a mesma LEI, que desde sempre foi entregue aos homens para que houvesse uma eqüidade entre todos os povos do mundo? Se alguém imaginar o mundo antigo, dirá: "Mas estavam falando apenas do mundo dos essênios, judeus, árabes, palestinos, gregos, romanos, enfim, um mundo pequeno em relação ao mundo de hoje!" Este alguém apenas estará tapando o sol com a peneira e ficando com a cara repleta de sardas ou propenso a ter um câncer de pele. Há uma história contada por Kalil Gibran que diz o seguinte: "Um dia estava em minha tenda situada no Bazar, lá em minha terra, cuidando para que as máscaras que eu produzia e vendia ficassem mais bem arranjadas para o povo que ali passava. Apanhei uma delas e a estava experimentando, quando um ladrão passou e rapidamente roubou a que estava mais próxima da entrada de minha tenda. Imediatamente saí correndo atrás dele, a máscara que eu tinha em meu rosto caiu e assim fiquei com duas máscaras a menos em minha tenda. No entanto ao sentir o Sol aquecer meu rosto, agradeci ao ladrão ter-me feito sair lá de dentro e sem máscara, pois o sol me fizera um bem imenso!" Quem entende o que Kalil Gibran quis dizer, também entenderá o que Ale quis mostrar aos seus conterrâneos e amigos terrenos. Deixai a Luz Divina vos iluminar e compreenderás melhor ainda. É difícil em meio a tantos edifícios ver o Sol! Somos filhos do Sol e da Lua, somos filhos do Universo e negar isto é realmente negar que O TEMPLO está sendo violado dia a dia em todos os sentidos. Ale tinha certeza que a natureza iria sempre reagir, como foi o caso do Tsunami; também sabia que a natureza humana era muito, mas muito forte para se deixar levar por alguns senhores do pseudo poder.
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    89 Estava certo queiria haver uma reação em massa muito em breve, a qual poderia ser através da unificação de todos os povos do mundo em prol de todo O POVO DO MUNDO. Ficou imaginando isto, TODO O POVO DO MUNDO. Unindo-se em uma só força. Em uma só corrente. Em apenas um sentido e direção. Seria maravilhoso o dia em que isto ocorresse. O Universo estava conspirando para esse momento acontecer. Respirou, foi até a cozinha, apanhou uma caneca, bebeu água, que ela lhe dava, mesmo naquela época entre o Inverno que findava e o verão que logo iria aquecer mais uma vez as serras onde as neves e o frio ainda persistiam estar. O rádio a válvulas tocava uma canção muito antiga que falava de um velho realejo… “Naquele bairro afastado, onde em criança vivia, a remoer melodias de uma ternura sem par, passava todas as tardes, um realejo risonho, passava como em um sonho, o realejo a tocar…”
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    90 CAPÍTULO 25 Bicho doMato “Você está parecendo um bicho do mato!” “Eita, mas isto é jeito docê falá com o Ale?” “Uai, se ele cada dia mais fica desse jeito se fechando em seu canto sem nem querer saber de ver gente, o que você queria que eu dissesse?” Ale lembrou-se desta discussão tempos atrás, lá pelas bandas da Picinguaba, quando dois conhecidos passaram uns dias em férias por ali e se aperceberam que ele não era mais o mesmo Ale que viveu em várias capitais do mundo. Havia se recolhido ali e não tinha quem o tirasse daquele eremitério. Passaram-se 26 anos até ele relembrar a cena entre um seu conhecido da cidade e um caiçara que vivia por ali. Caçador, tinha um cão do qual Ale gostava muito, que se chamava Busca Longe, ou seja, o cão se embrenhava na floresta e ia buscar a caça estivesse ela onde fosse, e o seu dono, Dito Baita, o seguia até os cafundós do mundo pois sabia que Busca Longe não dava alarme falso. A expressão bicho do mato agora tinha uma entonação tão forte que o escritor teve que parar para entender afinal o que ela trazia escondida em si mesma. Ora, um bicho da cidade, quando existia, em geral era praga. Um bicho do mato em geral é um ser vivo muito interessante, colorido, cheio de vida, carregando em si mesmo a fotossíntese até para dentro das cavernas mais escuras, o que Ale sabia, pois já andara muito por este mundo de meu Deus. E sabia que em algumas cavernas, submersas ou não, a forma da fotossíntese lá chegar era essa mesma: ser trazida por seus habitantes que a recolhiam quando estavam expostos ao sol, levando então esta atomicidade para o mais fundo das cavernas sem nem se aperceberem que assim propiciavam luminosidade e cor ao que os rodeava. Ficou lembrando dos animais que vira em pleno Pantanal, Amazônia, Peru, tantos e tantos oceanos, repletos de maravilhosos seres marítimos que até o inspiraram a escrever: "Quem nada contra a correnteza preserva a espéciedoce!"Era verdade, os peixes de água doce aprenderam a nadar contra a correnteza para a espécie doce preservar. Até isto era de se gravar. E o colorido das asas das borboletas, que se confundiam às vezes com o colorido das flores que elas mesmas polinizavam?
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    91 O cheiro aterra molhada, o sabor da gota de orvalho, pura como uma criança ao nascer, o cheiro a lenha queimada no fogão em que preparava o café logo de manhã cedinho, quando os pássaros nem tinham ainda amanhecido o dia, o cheiro a fruta no pé, quanto de beleza havia no MATO... que nem era preciso as pessoas terem nada para as distrair ou iludir como nas cidades. Ali tudo era natural, saudável e, sem dúvidas, integrado a um todo eterno. Até a cobra coral era uma lindeza, toda colorida, serpenteando por entre as folhagens que lhe permitiam ir até a beira do rio saciar sua sede. Os pássaros com suas plumagens, cada um mais bonito que o outro, dando mostras da sua felicidade por viverem ali onde a natureza os havia gerado e não trancados em gaiolas para que os homens pudessem ouvi-los cantar nas cidades, ora esta!!! Uma vez Ale entrou em uma loja em pleno Bixiga, São Paulo, e começou a soltar todos os pássaros e animais que estavam presos. Quando o dono da loja viu, era pássaro, gato, cachorro, tartaruga, pato, ganso, papagaio, tudo voando, andando, saltando, para tudo quanto é lado, e o povo que passava na rua achou a atitude dele lindíssima, pois afinal também não gostavam de ver a bicharada toda presa ali, esperando um novo dono... Foi um pandemônio de um lado e uma festa do outro. O dono ameaçou Ale de chamar a polícia, e ele comentou: "Pode chamar, eu espero eles chegarem. Vamos ver quem tem razão, se o senhor que depreda a natureza ou se eu que a defendo!" É claro que o homenzinho caiu em si e o deixou ir embora, pois nem licença tinha para ter aquela loja, quanto mais documentos que provassem a compra legal de todos aqueles BICHOS DO MATO. Se o povo da cidade percebesse bem, até os pássaros que viviam na maioria das cidades eram totalmente diferenciados dos que viviam ao ar livre nas florestas. O cântico era diferente, a forma como se aproximavam das pessoas, o que na mata dificilmente ocorria uma vez que as espécies só se aproximavam quando tinham mais familiaridade com esta ou aquela, pois a lei da sobrevivência era diferente e mais autêntica. Poderia parecer que eram mais agressivos, no entanto, tinham algo que lhes era muito natural, ao passo que os da cidade se habituavam a contar com alguém para os alimentar; até mesmo o enorme elefante dentro de um zoológico tinha que ficar submisso ao tratador, pois como iria sobreviver se não tivesse um comportamento adequado às circunstâncias? Tudo isto ficou dando voltas na cabeça de Ale, pois ele tinha certeza que realmente o povo da floresta vivia muito melhor que o povo da cidade, e ai de quem quisesse fazê-lo mudar de opinião... Bicho do Mato, esta é boa... disse para si mesmo, enquanto colocava água para ferver no fogão a lenha. Ia fazer um cafezinho à moda árabe, sem coador, e mesmo integrado na União Européia vivia em meio a um bosque, cercado de natureza por todos os lados, seu fogão era à lenha, ao estilo dos que aprendera a ver e utilizar lá no meio do mato. Fosse onde fosse, tinha coisa mais gostosa?
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    92 O calorzinho dofogão aquecia tudo ao seu redor, dando um clima realmente muito saudável ao espaço onde vivia. Preparou seu banho em uma ducha que era aquecida também por um sistema de canalização que passava pelo fogão, e enquanto se banhava cantava "Saudosa Maloca", de Adoniran Barbosa, O Poeta do Bixiga! "Se o senhor não está lembrado, dá licença de contar, aqui onde agora está, este edifício alto, era uma casa velha, um palacete assobradado, foi ali seu moço, que eu, Mato Grosso e o Joca, construímos a nossa maloca, mas um dia, nóis nem pode se alembrar, vieram os homens com as ferramentas, que o dono mandou derrubar. Peguemu todas as nossas coisas, e fumo pro meio da rua, apreciá a demolição, que tristeza que nóis sentia, cada taubua que caía, duia no coração. Mato Grosso quis gritar, mas de cima eu falei: Os home tá cum a razão, nóis arranja outro lugar. Só nus confurmemo, quando o Joca falou: Deus dá o frio, conforme o cobertor! E hoje nóis pega as paias, nas gramas du jardim, E para esquecer, nóis cantemos assim! Saudosa Maloca, Maloca querida, dundin donde nóis passemus, dias feliz das nossas vidas. Joga as cascas pra lá, ziriguidum, joga as cascas pra lá, ziriguidum, joga as cascas pra lá meu bem...” Sempre que cantava aquela música se lembrava do quanto o povo da Cidade também tinha sua maneira de fazer crítica a um progresso desenfreado, e dava graças a Deus por isto, afinal, se não fossem esses poetas populares e outros artistas ou contestadores como seria terrível ser BICHO DA CIDADE. O Bicho homem convertido a um ser sem vida natural, se adaptando cada vez mais à ausência de estações do ano, ou seja, fizesse sol, chuva, vento, frio ou o que fizesse, ele estava à mercê do sistema instituído pelos governantes e mandatários, comandantes terrenos que nem tinham dúvidas de que viver em uma Ilha à beira mar era uma maravilha. Tanto é que nas paradisíacas Ilhas de Seychelles e tantas outras, inclusive na que Ale vivia, fazer turismo era muito caro. Agora imaginem: já que ele teria que ficar ali uns tempos, decidiu que ficaria lá na montanha, em uma zona muito arborizada, com tudo quanto é bicho do mato a lhe fazer companhia e quem quisesse que o fosse visitar. Porque assim como na Picinguaba, quanto mais passavam os dias, menos ele se dispunha a sair para ver fosse o que fosse nas cidades. Caminhava sempre pelo mato se sentindo um verdadeiro BICHODOMATO. Saiu do banho enrolado em uma toalha, entrou no quarto construído todo em toras de madeira, e estava se preparando para colocar as meias quando Coringa adentrou o quarto esbaforido, saltando para cima dele, que precisou até se deitar com o peso do seu amigo sobre seu tórax... Coringa lambia suas faces e o chamava como se algo houvesse ocorrido e ele precisasse ver. Acalmou seu fiel amigo, e ao ter completado sua preparação para
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    93 mais um dia,foi com ele, passando pela cozinha, varandão, jardins. Coringa seguiu à frente até o celeiro, onde Neblina, ainda deitada, acabara de ter um potrinho. Dourado, como a luz do sol que os pássaros chamaram para amanhecer o dia. Lá no Rio Grande do Sul, Lúcia Beatriz estava dormindo, sonhando como seria a Casa do Ermitão da Picinguaba... um amigo que ela conhecera porque um dia ele contestou um pessoal que se achava mais conhecedor do que qualquer outro a respeito da vida e do que realmente é vida, cura quântica, auto-cura, mestres ascensionados, gurus, duendes, fadas, anjos, tudo aquilo que o povo do mundo precisava ter na simbiose do que chamavam vidas, outras vidas, ou misticismo, como diziam os que compreendiam que cada qual tinha uma maneira de se identificar com o seu Deus ou... deuses. A contestação de Ale Mohamed fez com que aquele grupo de pessoas o considerasse LOUCO, uma pessoa sem nexo naquilo que estava dizendo, sem parâmetros estipulados, sem aquela coisa que "amarra" as pessoas a um dogma e ai de quem as quiser mudar. Pois é, Bicho do Mato também era uma canção que fazia fundo aos sonhos da gaúcha descendente de alemães que se tornara amiga de Ale, sem nem sequer imaginar porque, mas sabendo que aquela contestação um dia iria dar frutos, do MATO! O Ermitão da Picinguaba é um SER que habita o meu SER, costumava explicar Ale Mohamed... Isso, quando tinha paciência de explicar.
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    94 CAPÍTULO 26 O SER Entretantos mundos que nos rodeiam, seja aqui na Terra ou no Universo, como seria possível o chamado ser humano encontrar uma resposta mais saudável ao que afinal é o seu próprio SER? Fala-se em tantos dogmas, em tantas tradições, em tantos tabus, e durante séculos sempre houve quem perseguisse este ou aquele por esta ou aquela atitude. Dias houveram em que a humanidade sofreu abalos terrenos tais que a deixaram fora do seu próprio eixo, fora da sua própria essência vital, fora do seu forte sentido vibratório e cósmico. Mas, uma coisa é certa: por quais motivos as instituições em geral podem ter em seus Quartéis, Conventos, Mesquitas, Sinagogas, Palácios, Templos, Órgãos Públicos e todo o seu espaço de atuação, pessoas que são até remuneradas para ali se deixarem estar tranqüilas, sem nenhum envolvimento com os problemas gerais de uma população. Muito pelo contrário, algumas até só se expõem em um dia da semana que é considerado o Dia do Senhor; outras recebem as pessoas apenas com audiência marcada e olhe lá; outras ainda recebem um farto salário, oriundo do próprio POVO, para ali ficarem horas a fio, ensaboando o ganso, como se diz na gíria... Assim, em nome do SENHOR, seja ele um Deus ou um Rei, Imperador, Governante, fica o POVO andando de um lado para outro, feito barata tonta, e essas Instituições, com o privilégio de terem até uma clausura, ou local adequado para suas Viagens Astrais, Sensoriais, Extra-Sensoriais e tudo o mais. Assim, fica muito fácil se falar sobre O GRAAL, por exemplo, e ali ficarem séculos a inventarem uma forma deste mesmo Graal ser valorizado em prol sabe-se lá de que... Ou então, o povo todos os dias tem que se ajoelhar e orar olhando para MECA, ou na direção de MECA. E ai daquele que não cumprir esses preceitos. Por qual motivo O POVO de DEUS, que nada mais é do que TODO O POVO DA TERRA, não tem o direito de parar a Roda-viva e ficar buscando a sua própria interiorização? Por qual motivo há um Deus para este, outro Deus para aquele e, se calhar, como na cultura grega, deuses que até convivem com as pessoas em seu dia-a-dia, seja na caça, nos mares, nos céus, enfim, Deuses que aparecem às pessoas e que lhes ditam regras...
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    95 Mas, se amaioria das antigas escrituras diz que somos IMAGEM E SEMELHANÇA, onde está o disparate de termos que nos doar e não em recebermos as GRAÇAS DIVINAS? Até quando esta lenga-lenga vai continuar? Até quando, em nome de um AVATAR, o POVO DA TERRA vai ficar iludido e mais perdido que cego em tiroteio? Até quando as nossas crianças serão induzidas a um batismo ou Sabath, ou circuncisão, ou raspar a cabeça, ou ficarem eunucos, ou ainda, perderem a PUREZA trazida dentro de si só para satisfazerem aos seus próprios pais, que foram também DOUTRINADOS durante séculos e séculos por essas mesmas instituições? Sabemos que a separatividade apenas cria e gera preconceitos. Então, até quando isto??? Será que ninguém neste PLANETA parou para avaliar o mal que tudo isto causa? Será que os mandatários deste PLANETA mandam tanto, mas tanto, que as pessoas nem sequer conseguem avaliar a sua própria força vital, intelectual, sensorial, extra-sensorial, emocional e eterna? De que adianta orarmos por um Deus se não temos verdadeiramente Fé? De que adianta mecanicamente lermos um livro dito sagrado e depois ficarmos com tudo aquilo a nos manietar dentro dos nossos hemisférios cerebrais durante mais de 5.000 anos, como o caso dos ensinamentos orientais, que, sem dúvidas serviram de base para outros tantos livros que foram surgindo na andança deste povo terreno? Por qual motivo apenas algumas pessoas podem se dar ao luxo de dizer que se encontraram com Anjos, Deuses, Gnomos, Fadas, Entidades de Luz, e tudo o mais que se vê por aí, enquanto outras dão um duro danado para até serem professores, mestres, motoristas, limpadores de chaminé, lixeiros, padeiros, serventes de pedreiros e uma série de outras PROFISSÕES, que de PRO só têm o que os eternos mandatários lucram, porque até os serventes de pedreiros constroem imensos castelos, mas geralmente nem têm onde morar? Que discrepância mais sem lógica está acontecendo desde sempre na Terra. E aqueles então que precisam empunhar armas para matar ou morrer em nome da Pátria? E depois, na missa de corpo presente de um ou de milhares, vai lá estar um rabino, padre, pastor, ou outra dita autoridade celestial ou de Deus, para dizer que somos todos irmãos nesta Terra. Então é esta a minha família???
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    96 Gritou Ale Mohamedem pleno Pico Ruivo, onde havia ido para ver o sol nascer... Então são estes os irmãos que escolheram para mim??? O sol vinha nascendo por entre as nuvens, a uma altitude de mais ou menos 1800 metros. As nuvens foram dando espaço ao Astro Rei, uma Estrela de quinta grandeza, que para muitos era considerado o Deus Sol, Rá!!! Este até que aquecia e fazia toda a natureza se desenvolver... E os outros??? Ficou ali sentado, enquanto a madrugada cedia lugar a um novo dia... Alguns turistas começaram a chegar, em sua grande maioria com idade entre os 50 e 70 anos. Era difícil os jovens visitarem aquela Ilha a turismo, mas, os jovens começaram a ficar na Ilha porque o Governo criou novas condições com escolas, universidades, postos de trabalho, novas tecnologias, enfim. Todavia, Ale observava que a população do mundo em geral só começava realmente a aproveitar a vida quando a morte já estava próxima... É, o sistema estava realmente muito bem bolado... Um pastor passou por Ale. Ia apascentar suas ovelhas que ficavam em um vasto campo além do Pico Ruivo, para quem descesse em direção à Casa do Gelo, uma construção em forma de Iglú que durante o Inverno ia acumulando o gelo das neves e depois era transportado para o Funchal e outras localidades, para ajudar na conservação dos produtos que chegavam de barco ou navio. Muitas ovelhas estavam por ali espalhadas e, quando viram o PASTOR chegar, foram se juntando próximo ao local onde ele havia parado com o seu cajado observando o dia nascer... a...cor...dando a vida... Ale se lembrou da sua amiga, peregrina de San Thiago de Compostela, Mônica Pursini. Ela vivia em Santos, São Paulo, Brasil e conheceu Ale Mohamed em um vôo entre Lisboa e São Paulo. O avião quase pendia para o lado em que ele estava sentado contando suas histórias de encantar. Mônica era comissária de bordo e toda vez que passava pelo corredor onde ele estava parava para conversar, e algumas pessoas que haviam estado em San Thiago gostaram de saber que ali estava o escritor e pesquisador que deu de si sem pensar em si mesmo durante toda a sua vida, buscando uma resposta cabível não apenas para ele, mas para os que eram chamados de seus Irmãos.
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    97 Mônica despediu-se delee de Maria Gabriela ao chegarem a São Paulo, prometendo que um dia iria visitá-los lá na Ilha da Madeira. O que veio a ocorrer vários meses após esse primeiro encontro. Curiosamente, ao visitar o local onde Ale vivia, ela se apaixonou por toda a natureza circundante e foi caminhar, uma vez que era peregrina. Sem dúvida faria excelentes peregrinações pelo Epicentro de Atlântida... Ao retornar de uma dessas caminhadas, disse ter encontrado com um PASTOR que lhe deu um cajado para que ela continuasse sua eterna caminhada. Compostela significa Campo de Estrelas, pois o LOCAL onde Thiago foi enterrado recebeu várias vezes uma chuva de estrelas, que são chamadas Perseidas... E até hoje este fenômeno atrai peregrinos do mundo inteiro para visitarem a cidade onde viveu O PASTOR DE ESTRELAS... Também houveram dias em que a vibração MUNDIAL foi tão elevada, tão bela, tão sublime que o POVO DA TERRA, chegou à conclusão que algo realmente existe além da nossa vã filosofia.
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    98 CAPÍTULO 27 O Deusdos Incas A coca, folha mascada, sempre serviu de alimento e sincronia cósmica aos povos andinos, desde os tempos de Montezuma, Ataualpa, e tantos outros grandes líderes Astecas, Maias, Incas. Estes mesmos líderes eram conotados como os Iluminados, que na realidade simboliza o mesmo que o Papa para os Católicos ou Sidarta Gautama para os Budistas. Inacreditável é que desde o século XVI os povos andinos foram perseguidos e tudo aquilo em que acreditavam foi por água abaixo, restando pouco desses povos ainda lutando pela preservação da sua força genética, antropológica, étnica e cósmica. Se um peruano, seja ele quem for, mascar a folha da coca e não sentir fome, até muito pelo contrário, sentir-se tremendamente energizado para trabalhos que outros não conseguiriam fazer, por qual motivo ele tem que consumir o que os da Europa lhe levaram em termos de consumismo e sistematização de toda uma civilização? A folha da coca em si não pode e nem deve ser considerada uma droga. Afinal é um vegetal que vem da terra, plantada em certos locais com altitudes equivalentes a 4.000 pés de altitude e, graças a isso, realmente deve trazer em si algo muito superior ao que nasce em altitudes inferiores. O que leva então os EEUU e a Europa a perseguir os agricultores que sempre viveram do plantio desta planta milagrosa que permite, entre outras coisas, fazer roupas, barcos, casas, alimento, remédios, vinho, rituais sagrados e uma série de outros produtos que superam em muito todo tipo de alimentação e de matérias-primas que existem pelo planeta? A reconstrução de um barco feito de matéria-prima retirada das árvores de coca permitiu demonstrar ao mundo que realmente houve quem navegasse em sentido contrário entre a América do Sul e Europa, fazendo então a viagem do Ocidente para o Oriente. A embarcação se comportou de maneira muito acima das expectativas daqueles que a reconstruíram com o objetivo de provar que realmente houve uma civilização que fazia esta viagem muito antes do mundo ser mundo, fosse ele velho ou novo mundo. As Pirâmides encontradas no Peru, no Chile, no México, na Amazônia e Egito, entre outros, serviriam de base para o estudo mais ampliado que estes pesquisadores pretendiam fazer. O objetivo de Ale Mohamed ao estudar estes temas todos era justamente perceber se a história dos Deuses veio através destes povos que se anteciparam aos chamados europeus, ou se através dos europeus que se impuseram às sociedades que iam descobrindo, não
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    99 respeitando nada, nemmesmo a sua maneira singela de viverem em pleno contato com a natureza, sem necessidade das indumentárias e tudo o mais que na Europa, devido ao clima, é necessário. Aos poucos, Ale ia chegando a uma conclusão entre o cá e o lá. Havia realmente um elo perdido, ou ESCONDIDO, que, sem sombra de dúvidas, ficou perdido ou ESCONDIDO para que outros pudessem usufruir dos poderes dos antigos líderes dessas antigas civilizações. Basta imaginar, um Pizon, Pizarro, Colombo (este até que foi bastante solidário e se enamorou dos povos em uma Ilha, sendo por isto proscrito pelos próprios reis de antanho), Cabral, e tantos outros chamados descobridores que, ao chegarem e verem aquele povo tão consciente e tão integrado a um modo de vida que em nada se comparava ao europeu ou ocidental e, este mesmo povo tendo tudo e mais alguma coisa para desfrutar sem ter que despender nada mais além de sua força física e sabedoria em utilizar o que a natureza lhe doava gratuitamente. Imaginando a cena, logo concluímos que estes povos provocaram uma imensa GANÂNCIA nos invasores, ganância esta que se fixou no ouro e nas pedras preciosas que os silvícolas usavam com a mesma tranqüilidade com que os invasores usavam sua roupagem de tecido e lantejoulas. Assim, pouco a pouco vamos descobrindo que a atração pelo que na Europa era considerado ALTO LUXO fez com que o mundo dos mundos fosse cada vez se perdendo mais e mais. Lamentavelmente, não tiveram a oportunidade de observar o que dava força e energia àqueles povos. E, sem dúvida, a folha de coca era o alimento primordial do corpo e do espírito. Ale lembrou-se que nos filmes americanos do velho oeste os cowboys usavam fumo de corda, não para fumar, mas para mascar... e foi unindo dois mais dois para, em simples pinceladas de seus hemisférios cerebrais, ir concluindo o quanto se enganaram tanto uns como outros. Os que foram invadidos, também foram traídos pelos seus próprios líderes que se deixaram contaminar pelo que traziam os europeus, e os da Europa, pelo que tinham de tesouros NATURAIS. Os que viviam em meio a uma natureza luxuriante que os beneficiava justamente com uma abertura sensitiva e espiritual, que os de além-mar dificilmente atingiriam novamente, pois estavam carcomidos pelo VELHO MUNDO de uma maneira tão arraigada que, em vez de fazerem o ritual de INTERRAIME, ou seja, a Festa do Sol, iam para dentro de um Templo e ali viam a luz solar apenas pelos vitrais. E ainda se ajoelhavam frente a um REPRESENTANTE DE DEUS, que em nada conseguia se aproximar do Deus Verdadeiro, ou Deuses verdadeiros. Afinal, TUDO É OBRA DE DEUS, e se tudo é Obra de Deus, todos são seus filhos. Então os Reinos Vegetal, Mineral e Animal que tanto serviram aos chamados humanos, em vez de serem respeitados como verdadeiros filhos de Deus, passaram a servir apenas como motivo de desgraças e
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    100 de guerras entreos outros filhos de Deus sanguinários e sem um rumo bem definido. Aí sim, o estudo de O AVATAR começa a tomar corpo, aí sim, há um atalho entre O CAMINHO, indicado por Deus a tantos outros profetas, como Moisés, Abrahão, Maomé, Sidarta, Montezuma, Ramsés, Sócrates, Gandhi, Sai-Baba, Jesus, Saint Germain, Apolonio e tantos outros emissários cósmicos. Esse atalho, dia a dia se ampliava, desde tempos imemoriais. Difícil saber quando foi que os humanos se perderam da LINHAGEM CÓSMICA, onde afinal houve necessidade do RELIGARE, quando então será que tudo isto RECOMEÇA, ou será que ACABA? Ale apanhou mais um pouco de chá no fogão a lenha, sentou-se no imenso banco de madeira que dava vista para o Santo da Serra, ficou olhando as imensas montanhas que apareciam por entre as brumas, verdejantes, altaneiras, promissoras, tocando o céu com seus picos abruptos e ao mesmo tempo elegantes. Observava como o céu escondia segredos que nem mesmo os cientistas conseguiam descobrir. Visualizava as várias tonalidades que a primavera começava a imprimir por todo o bosque e vegetação à sua volta, cada árvore tendo flores com uma cor diferente das outras, tudo em função dos raios solares, os mesmos raios que os indianos tanto falavam e que uniam o ser humano a seu cordão de prata, acundaline, a força energética que parte do sacro em forma de uma SERPENTE que fica enrolada e só se eleva através da sincronia entre os chacras básico, umbilical, solar, cardíaco, traqueal, frontal, coronário e assim por diante, ou para o alto até o mais alto do infinito universo... E lá voltava ele em sua meditação para a Cabala, e da Cabala, para os mistérios da Santíssima Trindade e, da Santíssima Trindade, para os três pontinhos da Maçonaria, que dava uma Pirâmide ou um esquadro, e dos três pontinhos para os Gurus, dos Gurus para o Dalai- Lama, que diziam era a reencarnação de Buda, e assim por diante, até que uma pontada fininha, bem atrás de sua cabeça o despertava desses longos devaneios. Até que olhou para dentro da xícara de porcelana onde havia colocado o chá e viu várias folhas a boiarem lá dentro. Chá... vê... Chave... Fé!!! Sim, o primordial era a Fé. A Chave que os antigos egípcios ainda tinham desenhado nos hieróglifos, e esta era, sem dúvida, a melhor maneira de compreender tudo isto. Senão iria ficar como Santo Agostinho, procurando uma resposta, até que um Anjo lhe apareceu e lhe disse: "Apanha uma caneca e coloca a água do mar dentro daquele buraquinho ali na praia!"
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    101 Claro que SantoAgostinho, imediatamente compreendera ser impossível decifrar o mistério que lhe fundia a cabeça, qual seja, PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO. Só que Ale Mohamed não tinha vínculos sacrossantos com nenhuma das religiões terrenas, mesmo tendo nascido em uma família Lusitana e Católica ele tinha como MISSÃO desvendar onde afinal ficara o Elo Perdido, algo muito, mas muito difícil de explicar. Só que ele estava preparado para ir longe em sua pesquisa e não tinha os recursos que os antigos religiosos dispunham, nem estava atado a um ORDEM que o aprisionasse de tal maneira que faria ele chegar a um ponto da pesquisa e ter que recuar porque O SUPERIOR DA ORDEM o travaria. Uma vez que ele mesmo não podia nem conseguia ir adiante por imposições da ORDEM, fosse ela qual fosse, ou até a Ordem Mundial, nada, mas nada mesmo iria travar o que Ale Mohamed buscava. Em uma prisão da cidade de São Paulo, um jovem, de nome André Luís, teve acesso aos documentos que Ale Mohamed copiava e enviava a alguns de seus amigos espalhados pelo mundo. Aquele jovem havia sido preso por ter consumido o produto da coca destilado e criado para APRISIONAR o ser humano no chamado mundo das drogas. Com o que lia e percebia do que lia, André Luís aos poucos ia se apercebendo do quanto o próprio sistema destruíra civilizações inteiras com os estupefacientes, álcool, cervejas, drogas pesadas, remédios, enfim, o sistema aparentemente perseguia de um lado e liberava do outro, permitindo assim que através do álcool e outras drogas liberadas, ALMAS PURÍSSIMAS SE PERDESSEM. EU SOU PESCADOR DE ALMAS, dizia Jesus. "Fiquem com os homens, mas me entreguem as Almas" dizia Dom Bosco. Ale sabia que a juventude do mundo inteiro merecia uma pesquisa mais profunda, porque a Fé também poderia ser algo que se transformasse em uma grande Droga... droga esta que permitia que povos do mundo inteiro fossem manipulados em nome de um Deus invisível e sem nexo nenhum, quando na realidade o Deus Verdadeiro, Eterno e Criador do Céu e da Terra estava em toda parte, dando mostras da sua existência. Caramba!!!! Jogou fora o chá que restara, assustando Coringa que para variar adormecera a seus pés, saiu da imensa varanda, olhou mais uma vez as montanhas enquanto se dirigia para o interior da casa onde vivia e se comprometeu em não deixar de escrever tudo o que lhe vinha sendo DITADO através do Éter... com a ajuda de seus amigos visíveis ou invisíveis, da primeira à última dimensão... E aí, parou, pensou, raciocinou:
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    102 Última dimensão??? Ei, seráque isso existia??? Será que um dia nós nunca mais seremos parte integrante do Universo??? Este sim seria, um GRANDE DIA, pois NADA MAIS EXISTIRIA, que nos afligisse, NADA... ABSOLUTAMENTE NADA... Subiu a escada de acesso ao sótão porque não podia perder nada do que o Éter lhe entregou naquela nova página de O AVATAR. Em Arcturo, Urânia, Terra, os Irmãos Cósmicos de Ale Mohamed sorriam, pois sabiam que ele iria conseguir levantar o véu da maior de todas as verdades trazidas a lume na Terra... O aroma de hortelã recendia por toda a cozinha... Em Brasília, o ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso observava fotos de um local onde passara seu período de recuperação do exílio, a Vila Piscatória da Picinguaba... Foi ali que ele conheceu Ale Mohamed, o qual lhe disse que um dia seria uma pessoa muito importante para o seu País, mesmo tendo acabado de chegar do exílio, conquistaria glórias... 26 anos haviam se passado, e Ale não conseguira colocar em ordem todas as mensagens que recebera desde sua chegada ao Planeta Terra, mas, tinha uma certeza dentro de seu coração que se conectava com sua pineal lhe trazendo a lume as mensagens doces e singelas de um SER de luz que ele conhecia muito bem: sua tia Lourdes Pereira de Sousa, a Louca, como a chamavam, tão louca que veio a falecer no Hospital Pinel de São Paulo, por falta de abertura sensorial dos que a internaram e dos que a mantiveram presa. Tudo isto para os outros seria de amedrontar e de afugentar a chamada GENIAL...IDADE, mas, para Ale Mohamed era mais estimulante ainda, porque sabia ele que seus ancestrais eram os que mais atuavam dentro dele mesmo, através de seus átomos, para acabar com este círculo vicioso, criado pelos verdadeiros traficantes do planeta Terra, os traficantes de Almas que se perdiam pela falta de Filosofia e de Diálogo entre os Líderes e o Povo. O POVO DE DEUS era um só e o universo conspirou para unir todo o povo da terra em uma só voz!!! A VOZ… AVÓS… ANCESTRALIDADE… ETERNIDADE… O VERDADEIRO CAMINHO PARA O CÉU… ASCENDENTE, DESCENDENTE.
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    103 CAPÍTULO 28 Um Deuse Muitas Histórias Quando esteve no Peru, a convite de Marcos Martinez, Cônsul do Peru no Acre, Ale Mohamed nunca poderia imaginar que iria ver ao vivo e a cores os grandes segredos que os INCAS guardaram durante séculos. Segredos estes que, a pedido de Marco Martinez, Ale havia concordado em não divulgar, pois também sabia o quanto a ganância dos INVASORES continuava a dominar em pleno Século XX. Visitar catacumbas no interior da Terra, conhecer mais a fundo a verdadeira história da TERRA OCA, por onde passaram várias civilizações fugindo dos chamados descobridores e vândalos terrenos, famintos de tudo o que havia sobre a face da Terra devido a suas próprias carências pessoais, sociais e planetárias. Lembrou-se de quando esteve no Mato Grosso e visitou cavernas semelhantes àquelas, na Serra do Roncador, região entre O Pantanal e as serras que separam o Grande Mar dos Xaraés, do chamado Centro Oeste Brasileiro. O Lago Titicaca, com seus segredos eternos, as pistas de Nazca, lá nos altiplanos do Peru. Matchu Pitchu, de alguma forma construído como uma fortaleza para salvaguarda dos últimos Incas. As inscrições nas rochas, entalhadas com tanta perfeição que realmente passavam a idéia de que o raio laiser já existia. As urnas funerárias, lembrando os sarcófagos das múmias dos faraós no Egito. E o mais interessante, a ENERGIA. Que maravilhosa energia era sentida ali, nas grandes altitudes do Peru e de todos os Andes. Andes... Caminhas... Caminho... O AVATAR. Pronto! Ale unia os pontos, e para quem é bom entendedor, meia palavra basta. Caminhar para O ALTO, ir para Deus! Esse Deus, cheio de histórias contadas a seu respeito, mas que em momento algum se podia definir como foi que tudo começou. Mas, será possível?
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    104 Era nítido sim,que visitantes de outros orbes por ali passaram. Sem dúvida nenhuma isto era uma grande verdade, ou então a folha de coca dava tanta força àquele povo que eles conseguiram construir MARAVILHAS naquele tempo, muito antes de haver algo que contasse os dias e as noites. Por qual motivo negavam os ditos evoluídos, e mesmo os cientistas, a possibilidade da vida em outros orbes? Será que eles já sabiam da TERRA OCA e não queriam chamar a atenção dos Povos da Terra? Será que os cientistas usavam os conhecimentos destes seres Intra- Terrenos e se diziam, eles, os donos da Verdade? Mas, caramba, não haveria Cientistas com coragem de acabar com esta história de faz de conta? Estava ali à sua frente tudo o que qualquer ser humano com um pouquinho de consciência poderia olhar com olhos de ver e concluir que ALGO ACONTECEU no passado e que no presente não mais se conseguia desvendar. Vendar, tapar a visão, CEGAR. O PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER. Ora, se o próprio Jesus teve a coragem de usar estas palavras para mostrar o quanto seus conterrâneos estavam ficando realmente cegos pelo sistema implantado pelos conquistadores romanos e os próprios fariseus, por qual motivo, no Século XX, não aparecia alguém a desmistificar tudo isto e mostrar que a FORÇA DE DEUS já havia ultrapassado há séculos os caminhos humanos criados apenas para APRISIONAR CIVILIZAÇÕES INTEIRAS? Será que teria que haver um novo MOISÉS? Será que deveria acontecer na Terra toda um novo dilúvio e assim as populações não mais ficariam nas mãos dos que dominavam os povos do mundo? Ale ficou muito, mas muito triste, ao observar que tudo aquilo que via na Amazônia, Peru, Mato Grosso, México, mesmo nos EEUU, enfim, no mundo, estava escrito e comentado de forma a criar uma ILUSÃO no povo da Terra. Lembrou-se de várias civilizações que conhecera, ainda em estado muito primitivo mas com uma sabedoria que fazia inveja a qualquer operador da bolsa de valores de São Paulo ou de Londres. Lembrou-se de quantas e quantas pessoas ele conhecera que nem mesmo roupas usavam, pois não tinham vergonha de nada, muito pelo contrário, se protegiam com as cores da natureza contra insetos e outros animais, as mesmas cores usadas pelos indianos para abrirem seus chacras e assim os vórtices de luz poderem emanar toda energia
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    105 que o SERETERNO TRAZ CONSIGO, o mesmo ser eterno que chamamos de HOMEM, MULHER, CRIANÇA. Se a própria árvore era capaz, como o Carvalho, de receber um raio e permanecer intacta, transferindo a energia para a Terra, que desta energia precisava, por qual motivo os humanos iam cada dia mais perdendo toda a sua força e poder??? Afastaram-se de um ou de mais Deuses, que existem dentro deles mesmos! O que está em cima, está em baixo. Ale anteviu os losangos da Cabala, em uníssono, desde o ponto mais alto do Peru até o infinito dos Céus. Acabá-la... esta história, alguém tinha de acabá-la. Não era possível o mundo ficar mais perdido do que cego em tiroteio, dando graças e louvores a quem cada dia que passava mais e mais abusava do ser humano e de todo O PLANETA. Rá!!!!!!!!!!! Gritou Ale Mohamed, e imediatamente o guia peruano gritou: Má!!! Rá, era como se traduzia a expressão para designar Deus Sol, e Má, era a tradução para a Deusa Lua... Pai e Mãe do Planeta Terra, comentava o guia peruano enquanto seguiam pelos altiplanos que serpenteavam a imensa montanha, onde lhamas seguiam por aquele labirinto de estradas feitas a mão, incrustadas nas rochas, gerando degraus desde o sopé até o mais alto ponto das serras andinas. O frio era intenso, mas saudável. Estavam a mais de 2.500 metros de altitude e respirar era bastante difícil, por isso sempre que podiam paravam para recuperar o fôlego. Os guias, silenciosos aguardavam que Ale se recuperasse oxigenando os pulmões, cérebro, células, ATOMOS. Havia momentos em que ele achava que não conseguiria prosseguir na caminhada, sentia cãibras imensas, dores por toda a barriga da perna, coxas, pés, mas deitava-se em contato com o musgo que brotava entre o CAMINHO e relaxava, sentindo-se volatilizar, flutuar, levitar... O silêncio era extremo. Chegava a ouvir seu coração batendo em sintonia com o NADA. O respeito dos guias por aqueles momentos era extremamente simbólico. Representava o quanto eles sabiam que a NATUREZA ERA SILENCIOSA, introspectiva, eterna... Após se recuperar, Ale levantava-se lentamente e prosseguiam na caminhada.
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    106 Marco Martinez olhavapara o amigo brasileiro, com descendência dos povos dos Desertos, e apenas sorria, com seu olhar amendoado, negro como o ônix e sincero como a chuva. Chegaram a locais onde realmente poucos conseguem chegar e só o fizeram porque havia um acordo em manter em segredo o que viam. Muitos anos se passaram, e ali, entre as levadas, os poios, semelhantes aos altiplanos do Peru, o imenso Oceano que cercava toda a Ilha da Madeira, Ale Mohamed sentiu que haviam muitos Deuses no passado e muitas histórias, cada povo contando a história a sua maneira e passando a informação de acordo com as LEIS que cada pseudo poderoso instituía e assim, desde as antigas monarquias, até ao século XXI, o povo da terra estava perdido, mais perdido que cego em tiroteio e, por mais que quisessem se encontrar com a VERDADE ETERNA, muitas gerações ainda viriam até que se conseguisse clarificar tudo isto. Quem seria beneficiado? Deus ou os Homens, os Homens ou a Natureza, a Natureza ou O Planeta, O Planeta ou o Sistema Solar, o Sistema Solar ou a Galáxia, a Galáxia ou o Universo? Era muito complicado e ao mesmo tempo muito simples definir tudo isso. Ecologia, pessoal, social, planetária, cósmica ou universal. Eco Lógico que iria ser ouvido por muitos em uma certa altura da existência no Planeta Terra. Haviam os meios para a divulgação e para a Emissão ou Recepção em todo o Planeta Terra. O que faltava? Será que teriam mesmo que aparecer várias NAVES, IRMÃOS INTRA E EXTRA-TERRESTRES, para comprovarmos que não estamos sós??? Será que teriam que canonizar novos Santos, que seriam ainda martirizados em prol de um ou outro poder constituído na Terra??? Seria possível que as Mães dos Humanos não iriam conseguir travar os Pais famigerados e doentios??? Seria necessário que outras crianças fossem exterminadas pelos HERODES DO SÉCULO XXI??? Rá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Gritou Ale Mohamed, e chorou, chorou muito...
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    107 Após recuperar-se levantoue foi até o salão onde a lareira crepitava, apanhou uma peça que trazia consigo durante muitos anos e que representava O SOL, e outra que representava A LUA. Colocou-as, distantes uma da outra, no imenso jardim que circundava a sua casa no Santo da Serra. Lembrou-se do trabalho que fizera no Templo do Sol e no Templo da Lua, em Cintra, quando, ao filmarem viram o Sol sobre Templo do Sol e a Lua sobre o Templo da Lua. Iniciou uma concentração, como lhe ensinaram os MESTRES ETERNOS PERUANOS, descendentes de várias civilizações perseguidas que se transformaram nos INCAS. Foi tirando toda a roupa, sem se preocupar com o frio; vestiu-se de Luz Natural... Solar... e começou a dançar...Uma dança muito, mas muito antiga, que lembrava algo dentro dele. O frio foi desaparecendo, imagens começaram a se formar ao seu redor; cada uma delas representava um ponto eterno que estava dentro dele mesmo, que os seus átomos iam lhe trazendo para dançarem com ele. Dançou, dançou, dançou. Com ele dançavam seus cães, gatos, cavalos, amigos visíveis e invisíveis... O SOL foi cada vez mais aquecendo seu corpo nu, completamente nu, até que, extenuado, deitou-se silenciosamente, e todos seus amigos visíveis e invisíveis também se deitaram silenciosamente... No céu surgiu a Lua, eram 5 horas da tarde, e o Sol ficou sobre o símbolo do Sol, a Lua ficou sobre o símbolo da Lua... Ale, aparentemente adormecido, estava deitado na relva, no Sítio da Relva... A somadinha... Santo da Serra... À sua volta, apenas seus amigos visíveis e invisíveis, intra e extra-terrenos, todos ali... Seu coração indicava que o silêncio havia tomado conta de todo O Arquipélago, de todo O Planeta, de Toda a Galáxia, de Todo o Universo.... Alpha,Beta...Omega......... A...dor...me...SER!!!! MÁ... DEI... RÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! O que está dentro, está fora!
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    108 CAPÍTULO 29 Ponte paraa Liberdade Ale Mohamed acordou naquele dia 22 de Março do ano 2005 da Era Cristã, que na realidade era o dia 22 de Março de 2012 da mesma era, se considerassem os 7 anos que ficaram esquecidos em algum lugar dos vários calendários que as calendas não calendarizaram. Mas, como o Aqui e Agora é o que importava, ele sabia que o Equinócio da Primavera, no hemisfério norte, trazia no éter lembranças eternas e uniões cósmicas que tinham mesmo que ser colmatadas com algo superior ao que chamamos matéria, e ao mesmo tempo intrínseco à evolução de tudo em que a própria matéria houvesse se superado na intersecção eterna dos vários corpos que formam o ser humano, a natureza, o planeta Terra, o Sol, a Lua, todos os planetas do sistema solar, a galáxia e o universo, isto sem contar com a idéia de outros universos, que não são nem sequer imaginados pelos chamados humanos. Curiosamente, naquele mesmo dia recebeu duas interessantíssimas mensagens, uma que falava da Universidade Indígena, algo que na opinião dele teria mesmo que acontecer um dia, porque ninguém melhor que nossos ancestrais para clarificar o que o sistema foi aos poucos ofuscando e afastando dos FILHOS DO SOL. É verdade! Os FILHOS DO SOL, algo muito sério para ser comentado em uma ou duas folhas de papel, mas, Ale Mohamed, que já sabia ser descendente de antigas Tribos, não iria ficar matutando sobre o óbvio, ainda mais no primeiro dia de Primavera. Iria sim, andar pelas montanhas e respirar a maravilhosa essência Divina que a Natureza lhe privilegiava. É claro que iria responder à Universidade Indígena com todo seu coração e toda sua alma, pois suas células e todos os seus Átomos perceberam bem o motivo daquela mensagem chegar justamente naquele momento e naquele dia. Iria agradecer à sua amiga Lúcia Beatriz e a todos da Universidade Indígena. Curioso que no texto eles falavam de tambores, que iriam ressoar naquele dia pelo mundo inteiro, e lembrou-se de como as Tribos se comunicavam antigamente entre os vários Continentes que formavam o Planeta Terra. Lembrou-se do livro que falava dos Povos Esquecidos, e também da Esfinge e o Dragão, algo que lera e dizia:
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    109 "Quando a Esfingeestiver olhando para o Dragão, ali haverá o Paraíso!" E a Esfinge e o Dragão estavam representados em forma de duas montanhas ali pertinho, na Ilha do Porto Santo. Vários anos se passaram e Ale Mohamed sabia que um dia provaria àqueles que o chamavam de visionário, e até de louco, que realmente muito mais havia naquelas Ilhas do que poderia imaginar a vã filosofia dos que apenas sabiam chamar de PROFETAS aos habitantes da Ilha do Porto Santo, sem nem sequer se lembrarem que por ali viveu um grande Profeta, o homem que profetizou a existência de novos mundos. Do outro lado de lá, o horizonte, que em muitas ocasiões os europeus ainda consideravam um abismo, ou seja, quem passasse da linha do horizonte cairia no vazio. No entanto, o mesmo homem que vislumbrou tudo isso e que ali foi viver, casando-se com Filipa Perestrelo, se chamava Cristóvão Colombo, o mesmo Cristóvão Colombo que uma certa Fraternidade Branca considerava a reencarnação de Saint Germain. Ora, unindo os pauzinhos, Ale Mohamed tinha uma das respostas mais Sagradas da História: a de que o Império Espanhol nessa altura usou para descobrir novos mundos, dizimando civilizações inteiras que, por acaso ou não, tocavam tambores e viviam da NATUREZA. Colocar a culpa em Colombo ou em quem fosse não era cabível, pois Ale Mohamed sabia que o Ontem já havia passado e o Amanhã era ilusão, mas no Aqui e Agora tudo se unia para que ele conseguisse desvendar algum mistério que o sistema nunca desvendaria. Sabia ele o quanto corria o risco de ser mais uma vez perseguido pelo que alquímica, sensorial, humana e eternamente conseguia unir na Terra, sem se dar conta que estava realmente mexendo em um barril de pólvora. Mas se alguém não fizesse o que tinha que ser feito, o mundo continuaria girando, mudando até o seu ponto de equilíbrio com a mudança do seu eixo, e o povão da Terra continuaria alienado, sem se dar conta de que, se todos se unissem tocando tambor ou em meditação, muita coisa poderia ser evitada e se privilegiaria ao vivo e a cores os melhores momentos do PLANETA TERRA, com todos seus reinos e seus filhos queridos melhor conscientizados do quanto nos doarmos aos nossos irmãos TERRENOS seria a melhor caminhada para tantas outras jornadas cósmicas. DO... AR... doação, que doa a ação mas que a façamos!!! Doa a quem doer, a LUZ tinha que vir de qualquer forma à tona e a todos, nada poderia ser mais ridículo do que um povo ser ILUMINADO e o outro APAGADO. Tinha cabimento isto??? Estava então meditando sobre tudo aquilo quando o moço do Correio chegou pelo caminho de terra que unia a casa no meio do
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    110 bosque e omundo dos mundos, ou o exterior do Sítio, onde vivia Ale Mohamed. Os cães ladraram, principalmente Coringa, que a um quilômetro ou mais de distância já sentia a aproximação de alguém. Ale foi seguindo pela estradinha que dava acesso da casa ao grande portal do sítio e ficou esperando chegar o moço do correio que sorridente lhe cumprimentou entregando-lhe outra correspondência. Ale o convidou para tomar um chá, mas o moço disse que tinha muita correspondência a entregar e queria aproveitar o maravilhoso dia que estava fazendo, para não deixar nada para amanhã. "Nunca deixes para amanhã, o que podes fazer hoje!" Ale agradeceu, empurrou o portão, virou-se em direção à casa e foi abrindo o envelope pardo almofadado que acabara de receber. Lá dentro algo havia de muito importante, sentia isto, até que abriu todo envelope e ali estava a resposta ao que previra antes de o carteiro chegar. A Cruz de Malta, sintonizada na freqüência vibratória de Saint Germain. A Cruz de Malta é o modelo eletrônico (forma-pensamento) do Mestre Ascensionado Saint Germain. Ale comprometeu-se a copiar tudo e transcrever para o livro a que se dedicava, após uma longa leitura e reflexão em seu sótão. Afinal quantos Avatares surgiriam neste novo milênio? Esta pergunta ficou martelando em sua cabeça. A Cruz de Malta sempre lhe chamara a atenção, tanto é que havia feito uma pesquisa no Concelho de Santa Cruz que terminara por incidir justamente na Cruz de Malta que havia nas Caravelas e que protegia os Navegantes. A Távola Redonda, o Rei Artur, Avalon. Mas, o que havia ali sobre a sua antiga escrivaninha era algo muito superior à materialização da CRUZ, ou fosse do que fosse, e era isto que ele tinha que aprender para passar muito rapidamente aos seus concidadãos do Planeta Terra. Os SINAIS... sim, os SINAIS... que lembravam o plural de MONTE SINAI... Onde diz a História: algo ocorreu de muito, mas muito sério no passado, relacionando a atual civilização com a mais antiga das civilizações, ou pelo menos dos mundos que se conheciam à época.
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    111 OS SINAIS eram:A Universidade Indígena, INDIO... EM DEUS... IN...DIO... Os meios de comunicação antigos: tambores... ressoando no equinócio da Primavera. A Esfinge e o Dragão, a comemorarem o encontro do PARAÍSO. Cristóvão Colombo vivendo na ILHA DOS PROFETAS... PORTO SANTO... E O Profeta, Saint Germain, citado pelo mundo, inclusive pela cantora Simone e outros adeptos da Fraternidade Branca, viveu ali pertinho de onde se encontrava Ale Mohamed. E, só para completar: 22... PORTAL 11:11... Março = 3 = Trindade... 2005 = 7... ufaaaaaaaaaaaaa! O Homem do Deserto, descendente de várias civilizações esquecidas, encarnado na forma de um ser humano de origem Brasileira, Luso-descendente, Afro-descendente, com mistura de Árabes, Judeus, Espanhóis, Indígenas... bem, um típico Brasileiro, ILHADO em um Arquipélago de nome, agora prestem muita atenção: MA = Lua ; Dei = Deus ou Doar ; Rá = Sol. MADEIRA. A ÁRVORE DA VIDA... DAVI...DÁ! Mais uma vez nosso escritor e pesquisador começara a brincar com as palavras e, claro, iria dar grandes versões para aquelas coincidências do dia 22 de Março de 2005 ou 2012, da Era Cristã. Decidiu registrar e comprometeu-se a divulgar no livro que estava escrevendo e que se chamava O AVATAR. Era primavera, iria passear pelos campos, ver a Natureza e cumprimentar os muitos Deuses que estavam inseridos neste contexto imenso chamado Universo. Em Arcturo o seu amigo e Mestre, Jorge Martins, sorria. Desde sempre ele sabia que para Ale Mohamed um pingo era letra. Ah!!! Se Ale conseguisse passar aos humanos o que realmente simbolizavam aqueles SINAIS, como todos ficariam mais felizes, contentes e saudáveis. O Sol brilhava mais forte quando ele montou Sereno e foi em direção à estrada de terra que dava acesso ao Sítio onde vivia e, ao que
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    112 parece, viveria parasempre. Não sentia necessidade nenhuma de sair dali. Tudo vinha ao seu encontro... Esta era a MENSAGEM, pois até a Água do Mar se volatiliza e volta a descer pelas nuvens, para novamente chegar ao Mar, o mesmo Mar que fez Cristóvão Colombo... a pomba de Cristo, VER NOVOS MUNDOS. Uma Luz violeta se atravessou entre Sereno e a Floresta que separava o Sítio da Relva e o Mundo. O aroma a pinho que vinha do bosque inebriava os três amigos, Coringa, Sereno e Ale Mohamed. Ser feliz exigia tão pouco, mas tão pouco... quase NADA... Os tambores rufavam desde o Rio Grande do Sul até ao fim do Mundo. No Vale do Kiriri, Dórico Paese fumava seu cigarro de palha feito com fumo de corda e sentia a presença dos Grandes Guias Eternos. Ale ouvia pelo Éter uma canção indígena sendo entoada... Era a União dos Povos da Terra a homenagearem os Deuses de sempre, em prol de um mundo melhor e mais amigo. Um homem se deu, no plural, Deus. Rá!!!!!!!!!!!!!!!!
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    113 CAPÍTULO 30 Em nomede Deus, mas que Deus? “Quanto mais pura é a água, mais ela mata a sede!” Aquelas palavras ressoavam na cabeça de Ale Mohamed, que estava seguindo para Paris em um vôo que saíra da Ilha da Madeira, em uma época em que os Talibans estavam, a torto e a direito derrubando mitos, dogmas, tradições, tanto em locais que por eles foram invadidos no Médio Oriente (Afeganistão), como em várias outras partes do mundo, explodindo carros, ou com homens-bomba, um terrorismo desenfreado para uns e um ENCONTRO COM DEUS, para eles mesmos. A frase havia sido dita em um simpósio a respeito do maior aqüífero sediado na América Latina, pertinho do Vale do Kiriri, onde o próprio Brian Weiss, psiquiatra e escritor, havia já identificado um dos pontos energeticamente mais bem equilibrados na América do Sul, o que, para quem não sabe, é uma dádiva Divina, pois os processos de cura passam a ser muito mais simplificados e, antes da cura, a ausência de doenças também passa a ser muito maior. Os passageiros daquele vôo nem se davam conta do que estava acontecendo em Paris (os Talibans começaram a atacar Paris naquela manhã), e assim o vôo seguia tranqüilamente sem nenhum problema a bordo. Quando desceu no Aeroporto Charles de Gaule, o encarregado da Alfândega perguntou, em um francês de cais do porto, se Ale Mohamed vinha de Istambul. Como Ale não entendia muito bem o que o homenzinho dizia, sorriu e assinou a folha que por várias vezes foi colocada a sua frente, até que um senhor, que vinha logo atrás, disse: ”Ele está vindo de Portugal!” Desfeita a dúvida, Ale atravessou a divisa entre a legalidade e a ilegalidade, sem nem sequer se dar conta de que sua barba e suas feições o assemelhavam a muitos dos terroristas que estavam sendo caçados no mundo todo. Mas, ao entender que o rapaz falava Istambul, ele se lembrou de que havia escrito em O Planeta Exterminador há muitos e muitos anos atrás: “…Singra Veleiro, Singra os Vales Universais, passarás por Istambul, chegarás a Versasses, sem flores e sem amores!”… Então nosso amigo ficou com duas frases a lhe martelarem a cabeça enquanto o motorista do táxi seguia em direção ao Hotel onde ficaria hospedado. O mais interessante era a pureza d’alma que ele estava naquele momento, sem nem sequer saber dos Talibans e seus ataques na Cidade Luz.
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    114 Após se acomodarno Hotel, deitou-se e ficou remoendo seus pensamentos, logicamente querendo chegar a alguma conclusão, porque se a sua mente registrara aquilo tudo e não o deixava em paz, algum motivo haveria. Pureza d’Alma e Inocência das pessoas em geral, no que diz respeito a situações tremendamente perigosas para uns, e para outros um ENCONTRO COM DEUS. Ora, para os Talibans, morrer em nome de Alah ou de uma causa que os elevasse à presença de Deus era algo mais do que líquido e certo. Para o povo do mundo em geral, Deus representava uma PAZ EXTREMA. E agora? Realmente, era uma pergunta muito difícil de ser respondida. Quem estaria certo? Por que haveria de ter mártires para se ter santos ou filhosdeDeus? Porque a pureza das crianças seria tão desvirtuada a ponto delas ainda na tenra idade já empunharem armas contra um INIMIGO que elas mesmas nem conheciam, mas identificavam como sendo inimigo, e do outro lado, o “Inimigo” atacava o que considerava a própria Besta do Apocalipse, em forma de Talibans, ou crianças-bomba! Deus do céu… Como poderia haver tantos disparates entre uma e outra civilização? Se calhar em uma mesma civilização? Ale sabia que isto tinha de mudar e os meios de comunicação seriam de vital importância para que esta mudança ocorresse. Mas COMO?! O telefone tocou no apartamento onde ele se encontrava. Ale saiu de seus pensamentos, atendeu, era o grupo de estudos que já havia chegado ao Hotel e iria se reunir com ele para definirem metas de ação no que dizia respeito a integração maior entre os povos de língua Portuguesa espalhados pelo mundo, entre eles, o BRASIL, ANGOLA, MOÇAMBIQUE, SÃO THOMÉ E PRÍNCIPE, CABO VERDE, AÇORES, MADEIRA. Era muita gente, e uma imensa multiplicidade de etnias. É verdade! Os Portugueses, ao partirem para os chamados Descobrimentos geraram NOVAS RAÇAS, NOVOS POVOS, NOVAS ETNIAS, uma miscelânea de raças, povos, usos e costumes que gerou algo extremamente diferenciado de todos os outros tipos étnicos que existiam muito bem definidos e espalhados também pelo mundo. Seriam raças puras??? Teriam tanta pureza como os chamados Portugueses ou seus descendentes? Comparar esta pureza de Raça tinha algo a ver com a verdade universal? Ao chegar à recepção do Hotel, “Chico”, um dos amigos de Ale, o recebeu sorrindo, com um grande abraço bem à brasileira e logo deixou o escritor e pesquisador muito àvontade. Alline, que acompanhava Chico, era uma francesa que se enamorara pelo brasileiro em uma das incursões feitas pela Bretanha adentro, também estudiosa das etnias, usos ecostumes. Tinha os olhos esverdeados, a pele queimada pelo trabalho que fazia em meio à natureza, estatura média, sorriso franco e cabelos ruivos. Atlantes, pensou Ale Mohamed, que considerava o povo que tinha cabelos ruivos descendente dos Atlantes; não que outros tipos de cabelo negassem a origem Atlantes mas, na opinião de Ale, os ruivos ou as
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    115 ruivas, sem dúvida,eram uma grande incógnita no estudo genético do mundo. Após as apresentações os três amigos dirigiram-se para a saída do Hotel, entraram no carro que Chico havia disponibilizado para as idas e vindas e seguiram em direção ao Trocadero, onde haveria um encontro com vários outros estudiosos dos temas em questão. Chico e Alline iam atrás, Ale se colocando entre os dois grandes amigos, muito à vontade, o que lhe permitia uma agradável sensação de estar entre irmãos, algo que para ele era fundamental em uma relação e que dificilmente acontecia na Europa, pois as pessoas eram muito formais, o que o desagradava imensamente. Após todas as reuniões programadas, saíram do Trocadero e se dirigiram à Torre Eiffel, para desfrutar a vista e satisfazer certas curiosidades a respeito das pessoas que então freqüentavam Paris, que a visitavam em grupos ou isoladamente, mas, com uma diferença gritante do que era a Europa de antanho, quase que reservada apenas a uma minoria, em função das dificuldades para viajar. O espaço cheguen abriu as portas da Europa para o mundo, e Paris vivia então uma intensa invasão de povos de todos os lados do mundo, pois não havia tanta necessidade das pessoas serem inspecionadas nas alfândegas ou fronteiras. O rádio do carro anunciava que havia explodido uma bomba justamente no Trocadero, e só então Ale tomou conhecimento do que estava acontecendo em Paris. Chico o aquietou, dizendo que eram pessoas de Paz e nada lhes aconteceria. Rumaram assim mesmo para a mais famosa torre do mundo, subiram no antigo elevador, puderam visualizar uma vasta área de Paris, enquanto as ambulâncias corriam de um lado para o outro para socorrerem as pessoas que foram atingidas bem ali abaixo deles, do outro lado do Rio Sena, onde ficava o Trocadero... Ale ficou uma semana na França e não presenciou nenhum atentado. Apenas ouvia as notícias nas rádios, televisões e jornais, todavia tinha que aproveitar ao máximo a sua estada. Assim, ao chegar ao seu mundinho, lá no alto da montanha onde vivia, depois de se acomodar novamente àquela vida de escritor e um quase EREMITA, foi que se deu conta do quanto de pureza e de inocência ocorrera naquela viagem. E, se calhar, foi a pureza e a inocência dos três amigos que os impediu de serem contaminados com a carnificina que se impunha naquele sistema doente e caduco que o mundo criara, um Velho Mundo, considerado por uns uma maravilha, mas um mundo dos desertos, das falanges suicidas, dos fanáticos que nem queriam saber quem estaria em um ônibus, avião ou mesmo esplanada pública. Ao mesmo tempo, tanto no Novo Mundo - das Américas, quanto no Velho Mundo Europeu, em todos Países em geral, haviam pessoas muito puras, inocentes e que nem tomavam conhecimento desse mundo de calamidades humanas. Tudo isto era motivo de controvérsias e ao mesmo tempo de estudo e análise, para que no futuro a humanidade encontrasse um equilíbrio, como o fazem os pássaros, as aves de arribação que, ao pressentirem que algo irá prejudicar a sua espécie, logo procuram outros locais onde possam desenvolver-se sem prejuízo da sua maneira de ser e viver. Toda grande caminhada começa com um primeiro passo!
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    116 CAPÍTULO 31 O Deusinvisível Há muitos e muitos anos, em uma Terra distante, havia entre os que hoje se dizem humanos, uma série de rituais, de usos e costumes que permitiam a todos compreenderem, em primeiro lugar, o que cada um ERA naquela ERA, e cada um, ou seja, seu corpo físico, emocional, cerebral, espiritual e Universal, ia através destes rituais compreendendo que realmente há algo superior a si próprio, mas, ao mesmo tempo faz parte do Todo em que cada um está envolto. Um dos rituais mais interessantes era o da LUA CHEIA, que permitia a todos observarem que naquele momento a LUA era ELA, INTEIRA, e, claro, a Regência Lunar era muito mais ampla. E havia ainda os Deuses, visíveis, Deuses que andavam entre os que habitavam a Terra, Deuses que conversavam com os mais humildes e com os mais poderosos (entre aspas), porque não era possível haver um PODER que não emanasse do TODO, e este então distribuía-se pelas partes. Acontece que a própria LUA era uma Deusa, a DEUSA MÁ. Mas a expressão Má, assim como a expressão Rá, em nada tinha a ver com a tradução dada pela linguagem que hoje usamos. Sem querer entrar em detalhes em quem se beneficiou com esta tradução, o que importa é que a força da DEUSA MÁ é, até hoje, incrível, pois ela rege as marés, as águas, o crescimento, o desenvolvimento, o frio e até mesmo o estado de espírito da NATUREZA. Haviam duas LUAS, mas isto é uma outra história que fica para uma outra vez. Uma destas Luas caiu e provocou o que chamamos até hoje de DILÚVIO... Rá, o Deus Sol, permanece com a sua missão de ILUMINAR, assim como a LUA, que apenas reflete a luz Solar. Todavia, o Sol numa onda mais quente, mais emocional, mais interativa entre o que busca e o que será buscado, e assim é que o amanhecer desperta os pássaros que amanhecem o Dia e fazem com que as árvores continuem a buscar o sol. Observem que existem árvores que crescem ao MEIO DIA, e sobem verticalmente, outras crescem a toda hora e se espalham para tudo quanto é lado... Delas vieram os frutos, e dos frutos as sementes, e das sementes as Florestas... Sê Mente, também Cor...Ação!!! À medida que os vários Deuses foram sendo cada dia mais identificados e conhecidos pelos nossos ancestrais, é claro que a liberdade entre eles foi aumentando, e nada melhor do que a LIBERDADE para que cada qual demonstre aquilo que sente ou não em
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    117 relação ao outro,seja de que raça for e de que Reino vier, animal, vegetal ou mineral. Então, a INTRIGA, começou a crescer entre nossos ancestrais e entre os próprios Deuses que se aperceberam que algo andava muito mal. Sem quererem culpar ninguém, mas os Deuses mais Sábios foram aos poucos se afastando e ficaram no OLIMPO, e de lá nunca mais saíram e se saíram, saíram sem que ninguém ou NADA se apercebesse disso. O que restou em toda esta História é que os Ancestrais mais Sábios fizeram exatamente como os Deuses Sábios e, sem se envolverem muito com o geral da História, foram também se afastando e criando no SILÊNCIO, o que eles chamariam depois de PROFECIAS E FILOSOFIA. Acontece que nada pode mudar de repente e as mudanças radicais são terríveis. Quem nelas crê se esquece de que a evolução do próprio Universo é muito lenta. Vejam que há Estrelas que nem existem mais, e no entanto nós vemos a sua luz. Por quê??? Porque o Deus invisível, aquele que NUNCA quis aparecer, que se recolheu muito antes do Universo ser o que é hoje, se apercebeu que, se tirasse dos nossos sentidos e mesmo de todo o universo uma LUZ à qual já estávamos habituados, ficaríamos com uma imensa dúvida a respeito do que de fato VIMOS. Ora, o olhar é o maior exemplo de LUZ, sem luz, não há visão. E o pior cego é aquele que quer VER mais do que os outros, sem se aperceber que o maior sentido da vida, é vetorial, é essencial, é físico e ao mesmo tempo é ligado ao Todo... Ver por ver, é o mesmo que comer por comer, sem sabor, sem essência, sem necessidade até de comer, de se alimentar, de se sentir VIVO e fazer com que este viver seja saudável e não apenas algo mecânico e sem valor Eterno. Aí está o grande X da questão desta História, o invisível é o mais Eterno de tudo o que conhecemos e o invisível é o que mais queremos desvendar, por mais que o Criador ou a Energia que gerou tudo isto tenha inicialmente se preocupado em não tirar de uma hora para outra de nossa frente aquilo em que mais cremos, qual seja, a LUZ... Claro que existem outros seres que andam na escuridão e foram para isto criados, senão, o que seria da noite sem companhia? Mas, o importante é que o Deus invisível nos deu uma lição imensa, porque NUNCA APARECEU e NUNCA IRÁ APARECER, a não ser para quem ou onde Ele achar que deve e isto é um problema Dele, única e exclusivamente Dele. Então tem cabimento nós sermos dotados de livre arbítrio e Ele não??? Sabemos que a cada dia que passa a Humanidade vai se tornando mais e mais AMIGA DOS DEUSES, de Hoje e de Sempre. Sejam esses Deuses o que forem ou o que esta Humana...Idade mais
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    118 acredite, sem essaLIBERDADE, o que será Verdadeiro sempre, nunca iria ser visto. É por este motivo que há Eremitas, Monges, Filósofos, Pensadores, os que crêem em algo oriundo de uma ENERGIA IMENSA e que precisa ser descodificado constantemente para que a Vida não seja apenas algo que o próprio sistema criou e chamamos mecanização, robotização, automação e até VIRTUALIDADE. Sempre houve esta energia invisível que nos UNE e nos faz pressentir o Grande Momento de nossas vidas. Jesus, Buda, Gandhi, Apolônio, Maomé, enfim, todos os Filósofos e Avatares que por aqui já estiveram compreenderam e passaram isto, e, por incrível que possa parecer, ELES nem viram Deus. Sentiram Deus e vivem com Deus, o Deus invisível, eterno e Amigo. Porque hoje é sábado, esperemos que cada qual Viva, Sinta, Veja e comungue com a NATUREZA E COM SEUS IRMÃOS o Verdadeiro e Eterno momento de suas vidas, a qual é a continuação do Deus Eterno e Invisível, que poderíamos chamar PAI... E só quem não tem um pai para saber o quanto é importante este PAI... Amem, do verbo Amar, procurem Amar... Há mar, salgado tal e qual o nosso lacrimejar... entrem nas ondas e deixem-se levar, pois foram elas que permitiram também conhecer o MUNDO VIRTUAL e outros que iremos conhecendo pouco a pouco, dia e noite, graças ao Sol, à Lua e à Terra. Os outros mundos, iremos conhecendo nos momentos em que nos for permitido conhecer. O importante mesmo é sabermos respeitar os mais humildes, a natureza e tudo o mais, até porque, cada qual é o que É... Pessegueiro sempre dará apenas pêssegos, Macieira, maçãs... Má...Sãs!!!
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    119 CAPÍTULO 32 Intelecto eRazão Aprisionado entre o intelecto e a razão, Ale Mohamed se apercebia o quanto tudo aquilo que para ele poderia ter algum significado, estava justamente fora do seu corpo físico. Como poderia ele explicar isto às pessoas, sem as magoar, sem dar mostras de ser um alienado perante o sistema constituído e, ao mesmo tempo, satisfazer sua forma de ser também no plano Terra? Sabia que poderia ficar a VIDA TODA escrevendo e não iria conseguir passar a mensagem que trazia consigo. Havia sido assediado várias vezes e de maneiras diferentes, tanto pelos que pretendiam usar seus conhecimentos nas várias áreas em que atuara, como por quem apenas queria usufruir das suas conversas que mais pareciam de um CONTADOR DE HISTÓRIAS. Histórias de encantar que muitas vezes o colocava em uma posição extremamente delicada pelo que as pessoas em geral se envolviam com o ser humano que ele era, mesmo ele nem se apercebendo muito disto, estando a Leste do que elas sentiam por ele como Homem, ou como um objecto de suas vidas apagadas e sem graça alguma. Isto tudo fez com que Ale Mohamed cada vez mais se interiorizasse para buscar uma resposta mais saudável para ele e para aqueles que, em sua opinião, também buscavam respostas a isto que chamamos VIDA TERRENA. Sabia que estava se tornando muito repetitivo todo o processo de seu próprio aprendizado, mas se para ele estava sendo difícil, se calhar para muitos outros mais difícil ainda ficaria a cada convivência ou vivência apenas. A VERDADE, esta sim era muito complicada. Para uns era assim, para outros era assada. E naquela segunda-feira que precedia a comemoração da Páscoa, Ale Mohamed tinha bem gravado em si as imagens relativas à vinda de Jesus de Nazaré, o UNGIDO que os Judeus tanto esperavam como o Messias e que mesmo Poncio Pilatos não reconheceu nele nenhum motivo para o julgar perante Deus ou os Homens. Todavia a ignara multidão o JULGOU. É verdade, a multidão sempre fora incontrolável, e, no caso específico de Jesus, foi assediada pelos próprios Doutores da Lei que se permitiram que o TEMPLO SAGRADO, que trazia toda a História dos Essênios, desde quando o Mundo era Mundo, se convertesse em um centro de negociatas e de vendilhões da própria Fé.
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    120 Aí estava umexemplo típico do quanto o Intelecto e a Razão NADA, mas NADA mesmo tinham a ver com as forças cósmicas que nos fazem compreender o OUTRO LADO DA VIDA. Aquele lado em que nosso SER de LUZ se recolhe e vai se expandindo, expandindo, expandindo, até nada mais ser, em termos Terra e tudo começar a SER em termos Universais e Divinos. Jesus conhecera este estágio do seu viver, João Baptista o confirmara a quando de seu baptismo, visualizando o Eon Crístico , força Divina e Cósmica, que está disponível a todos que conseguirem esta conexão entre o Aqui e Agora e todo o sempre. As lembranças de tudo aquilo fervilhavam ainda na cabeça de Ale Mohamed o qual havia feito uma INICIAÇÃO AO NATURAL que praticamente lhe consumia toda sua existência. Além da educação católica que tivera, o fato de se aperceber disto, entre as florestas e toda a natureza, assim como entre alguns Mestres que o destino lhe colocou frente a frente, ele aos poucos foi concluindo que a sua idade ia avançando e não conseguiria mesmo passar a mensagem do que realmente seria O AVATAR. Assim, após tantos anos de estudos, pesquisas, escritos e documentação, concluiu que seria talvez um privilegiado em si mesmo e, quem quisesse que buscasse naquele milénio a resposta mais adequada a cada qual. Iria concluir aquele seu trabalho com o maior carinho do mundo, nem se preocupando mais se teriam 100 ou mais páginas, porque para bom entendedor, meia palavra basta. Lembrou-se de quantos e quantos anos estivera envolvido com várias histórias que o seu intelecto captara e, graças a alguns amigos, conseguira ver impresso em papel tudo aquilo que, ao fim e ao cabo, para ele era tão normal quanto tomar um copo com água fresca, fosse com as próprias mãos em uma fonte pura, ou no centro de São Paulo em um botequim qualquer da vida, porque a PUREZA, esta, não estava dentro apenas da Água, mas também em quem a consumia. Era a mais sábia explicação para a autocura e o afugentar de todos os males. Que razão teria então Ale Mohamed para ficar perambulando pelo mundo em busca de uma resposta ao que lhe ia n’Alma se até o seu Espírito já lhe havia intuído que muito dificilmente conseguiria realmente mostrar o que compreendera quando estivera FORA DE SI, na opinião de muitos. Era isto! Sempre fora considerado FORA DE SI, sempre fora julgado e torturado, sempre fora maltratado pelos da Terra que não o aceitavam como ele próprio ERA. E, se naquela ERA ainda não conseguira mostrar que O RELIGARE era desnecessário para quem viera já LIGADO, aúnica e verdadeira Razão que teria, seria, sem dúvidas se preocupar consigo mesmo e deixar de lado tudo o mais que até então lhe tomara tanto tempo e não resultara para quem ele já havia tantas e tantas vezes explicado, fosse pessoalmente ou à distância.
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    121 Na realidade, AleMohamed, o HOMEM, já não era apenas aquele que viera de uma família Lusitana, nascido em São Paulo, na Rua dos Estudantes, no ano de 1945. Ale Mohamed era para si mesmo um simples ser humano que não conseguia mais degustar da comida que lhe ofereciam, pois sentia que ela não tinha a pureza que o seu SER atingira, pureza esta que de bom grado ele oferecera a todos que com ele conviveram, chegando ao ponto de ficar SEM NADA, para satisfazer exigências intelectuais ou racionais de um povo que estava realmente perdido e sem rumo. Naquele dia, com seus sessenta anos de idade, Ale Mohamed concluíra que não seria ele e sabe-se lá, quem seria que iria realmente colaborar com aquele povo que via seus irmãos morrerem esmagados por terremotos ou maremotos, causados por bombas enviadas em nome de Deus, contra outros Povos que viam o seu Deus de outra maneira que aquela dos que enviavam bombas e mais bombas. Em meio a estes dois povos haviam crianças e tantas outras pessoas inocentes, que nunca mais veriam a luz do sol e muito menos ouviriam um CONTADOR DE HISTÓRIAS. Ale sabia que dificilmente iria compreender afinal o que significava tudo aquilo, mas, se de bilhões de pessoas, apenas algumas o conheceram e o compreenderam, que mais queria ele? E uma voz então veio aos seus ouvidos lhe confidenciar: “Nada!” É, verdade, ele nunca quis nada, apenas conseguiu viver em um mundo que a chamada humanidade dificilmente iria novamente viver. O Mundo onde não era necessário Avatar nenhum, pois todos eram iguais em forma de Luz e de Paz. O Mundo dos Atlantes, dos Essênios e dos que antecederam os Essênios, o mundo dos mundos, onde até mesmo os chamados Astronautas foram e tiveram uma pequena amostra do quanto O PLANETA TODO JÁ ESTÁ NO CÉU. E ninguém precisa mais morrer para lá chegar. Ale fechou seus olhos, respirou profundamente, e pediu pelo mundo dos HOMENS, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, porque afinal foi assim que aprendeu a ORAR, e somente a oração poderia salvar a Humanidade. Quem quisesse acreditar, que acreditasse, quem não quisesse acreditar que fizesse como bem entendesse. O importante é que superar o Intelecto e a própria Razão significa atingir um estágio de Loucura para uns e de Genialidade para outros, todavia atingir O NADA, é privilégio de poucos. 2ª Feira da Pasquela 2005 + 7 da Era Cristã.
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    122 Capítulo 33 O PAPA Aoestudar tudo o que já havia pesquisado a respeito do que realmente seria O AVATAR, Ale Mohamed, de alguma forma e por várias vezes, alertara as instituições religiosas, fossem elas de que origem fossem, para que não criassem tanta dependência nas pessoas nem as manipulassem em prol de um mundo que chamamos realidade para uns e sonho para outros. Afinal o sonhador sempre será sonhador e a real...idade poucos atingem. Durante vários anos o peregrino das estrelas, como era conhecido Ale Mohamed, seguiu uma linha de conduta que tinha realmente uma imensa força de busca, de procura, de querer saber... Naquele dia soube pelo rádio que o Santo Padre estava à beira da morte. À noite a notícia se confirmou e o Sumo Pontífice dos Católicos do mundo inteiro findou sua estada na Terra. Milhões de pessoas choravam a perda daquele que foi considerado o PAPA de todos os Povos do Mundo, pois lutou imensamente pelo Messianismo de todas as religiões e conseguiu unir praticamente todos os povos do mundo. Quando de suas visitas em países do Leste Europeu, Asiáticos, enfim, de Leste a Oeste e de Norte a Sul, a presença de Karol Wojtila, o Papa João Paulo II, permitiu uma nova visão do Catolicismo, se calhar o mesmo Khaphitolikus tão propalado pelos gregos e que simbolizava Universal. Ale acompanhou com muita atenção todo o relato do sofrimento, da dor e das últimas horas deste emissário de Jesus na Terra, o representante da Igreja de Jesus Cristo, a qual nasceu graças ao apóstolo Paulo que compilou todas as memórias dos acontecimentos no que se chamou NOVO TESTAMENTO. A maneira como o mundo inteiro se uniu através dos meios de Comunicação, com todos os governantes enviando suas mensagens de solidariedade àqueles momentos finais da vida de João Paulo II, fez com que Ale Mohamed meditasse, e muito, no porque de todas as civilizações do mundo não seguirem aquele exemplo, tão dignificante e realmente messiânico, dado por um HOMEM COMUM, que até mineiro tinha sido na Polônia, sua terra natal. Gravou tudo aquilo de alguma forma em seus alfarrábios e prometeu a si mesmo que um dia iria escrever algo a respeito do que deduziu da vida deste representante de Jesus na Terra. Claro que iria continuar mantendo a mesma opinião de que ninguém precisa depender de ninguém para chegar a Deus, e ao mesmo tempo também continuaria afirmando que muitos falavam em Deus sem
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    123 nem fazerem idéiado quão distante Deus estava da maioria, porque eles próprios se afastaram das suas origens primeiras, as quais eram o maior exemplo de Luz, de Paz, Harmonia e Criação. O fato de ter observado a grandeza de João Paulo II não faria dele nenhum fanático e nenhum adepto desta ou daquela religião, mas sim o mesmo estudioso neutro de todas as religiões e formas de RELIGARE instituídas no Planeta Terra. Se em seus estudos e pesquisas, fossem étnicas, religiosas, políticas, existenciais, raciais, arqueológicas, geográficas ou históricas, caso pendessem a favor deste ou daquele povo, dogma, corrente política e tudo o mais, iria desvirtuar a maneira tão singela e tão abnegada que mantivera durante tantos anos na busca do que afinal representa O AVATAR. Em sua opinião, todos seriamos responsáveis pela escolha do nosso Caminho e eximindo-se esta responsabilidade ficaria muito fácil colocarmos a culpa dos nossos próprios erros em outros que nada sabiam da nossa verdadeira origem. Nem os dedos das mãos são iguais, então como seria possível haver um POVO TODO IGUAL ??? Sempre haveria discordâncias, no entanto isto não era motivo para se criarem as guerras. O que mais magoou Ale Mohamed foram os testemunhos de líderes (entre aspas) de alguns povos, tendo eles mesmos enviado tropas a outros países, em nome sabe-se lá de que Deus, para aniquilarem etnias inteiras, e ver estes mesmos líderes, ali a chorar a passagem de João Paulo II para o plano espiritual, com uma atitude hipócrita, falando em Paz, alguns até com a esposa do lado, para confirmar estarem ali em forma familiar e saudável. Isso doía muito em Ale Mohamed e, se ele pudesse usar estes testemunhos como um documento de que a partir daquela data cumpririam o que pregara João Paulo II, sem dúvida a Paz seria bem possível no mundo dos Homens. Iria meditar sobre tudo aquilo e depois documentar tudo de forma a colaborar com os jovens e com as crianças que estavam nascendo naquele milênio. Arrumou um tempo, foi até ao Centro da Vila onde vivia e ofereceu algumas flores, velas e incenso ao maravilhoso ser humano chamado Karol Wojtila, ou Sua Santidade João Paulo II, um exemplo a seguir por muitos de muitas religiões.
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    124 CAPÍTULO 34 Meu DeusInterior MEU DEUS INTERIOR não tem porque se preocupar com o meu desenvolvimento humano, apenas ele tem que SER o SER que Ele É! Iludem-se os que pensam que podem USAR este Deus interior para seu beneplácito Terreno. Afinal estamos no Universo e somos filhos do Universo. Por qual motivo nos aprisionarmos a estas cadeias terrícolas e materializantes que em NADA somam ao nosso Deus interior??? Se nosso olhar cintilar Paz, nosso Deus interior, também não está preocupado. Enfim, Ele tem o que fazer, por isto nem tentem tira-Lo do que Ele É, se eu, que sou eu e convivo todos os dias com Ele, não consigo tirá- Lo do seu CAMINHO - (AVATAR), como é que alguém que esteja fora de mim poderá desviar-me ou a Ele??? Veja, quando estamos aparentemente, acima de tudo e de todos, é porque estamos primeiro acima de nós mesmos e por isto tudo fica mais leve... Sinta-se levitar e veja o TEU SER, acima de ti mesmo ou mesma, verás que estarás em um palco invisível onde muitos gostariam de te ouvir, te sentir, te alcançar. Observe como estes MUITOS têm imensas afinidades com você na essência do seu verdadeiro SER, e se não forem muitos, nem se incomode, o que mais vale é a qualidade de vida que você construiu natural, sensitiva, espiritual e astralmente dentro de si. Nunca te esqueças: quanto menos incomodares o teu DEUS INTERIOR, mais Ele se comunicará com o que para Ele é mais importante... Leva esta mensagem e se calhar hoje verás que o teu dia será mais LEVE... Leve-a....LEVE...A….
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    125 CAPÍTULO 35 Dórico Paese Oescritor foi convidado para conhecer o VALE DO KIRIRI, e, por várias vezes lá foi, deslocando-se da Ilha da Madeira, Portugal, até SANTA CATARINA, onde o esperavam, e sempre irão esperá-lo, os amigos do SEMPRE, aqueles que sabem muito bem quem ELE É, e o que veio fazer no plano terra. Na primeira vez, havia umas 25 pessoas, esperando por ele, lá em Itapema, no Hotel Village Praia, onde a proprietária, Walkyria Garcia, havia reunido todos os que se comunicavam com ele, e que queriam conhecê-lo pessoalmente, assim como os que ele também estava querendo conhecer, bigode a bigode ou batom a bigode, como se fala em linguagem de rádio amador. Foi um encontro maravilhoso, luzes, cânticos, até missa do Padre Cebola, aconteceu por lá, a dança do ventre, muito bem interpretada e ensinada por Amyra El Khalili, a Psicoterapia do Encantamento com Paulo Urban e Patrícia Luchessi, as gargalhadas da Lúcia Beatriz, gaúcha de bomba na mão, os quitutes da Isabel, a forma silenciosa de sentir tudo de Damáris, o reencontro entre Gabriela e Luiza, John e Fendel, os mais ouvintes que falantes, Tatti, a simpática anfitriã e relações públicas in NATURA, de Itapema, David, o homem da Lei, Ozório o anfitrião das estrelas, Stalin Passos, irmão eterno, Mário Moreno, o criador de cavalos lusitanos, Markito, César, os filhos e verdadeiros herdeiros da Vida, Paulo o gaúcho compenetrado, enfim… um mundo de gente de toda parte do mundo, e assim, tudo foi acontecendo como manda o figurino, ou o Astral. O primeiro encontro com o Kiriri foi muito forte para o escritor, afinal, o VALE DO KIRIRI, já é citado por muitos cientistas no mundo inteiro, inclusive Brian Weiss, e ele, um humilde escritor, brasileiro, radicado em uma Ilha, distante da sua Pátria, por mais que tivesse os contactos que tinha a nível mundial como correspondente, nunca iria ter a projeção de um Ayuna, Brian Weiss, WFT, entre outros, que sabiam o quanto o Kiriri era realmente um solo Sagrado e que, sem dúvidas, deveria e deverá ser preservado. Assim, foi filmando tudo o que pôde, a alegria dos jovens à volta do sábio Dórico Paese, que mostrava tudo com muito carinho e atenção ao que dizia, porque as pessoas depois de uma certa idade aprendem a ouvir e falam só quando realmente precisam falar… Ele, Paese, ouvia a natureza que é Mestra e Mãe… algo que a igreja até copiou em Mater et Magistra, mas apenas copiou, porque atuar mesmo como a Natureza, isto sim é muito próprio dela mesma e quiçá um dia os humanos compreendam isto…quiçá! Foi um encontro muito agradável... salutar, fraternal, paternal e NATURAL. Depois deste encontro houve outros, mas houve um, em que o escritor decidiu ir sozinho, como, aliás, sempre gostou de andar na vida. Acordou às 4h da manhã, saiu de Itapema, e lá se foi para o Vale do
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    126 Kiriri. O solainda não tinha sido despertado, pois os pássaros não haviam amanhecido o dia, a estrada estava repleta de caminhões que aproveitavam o frescor da noite para seguirem seus itinerários naquele país continental. Uns até vinham de outros países, como Argentina, Paraguai, Chile… e subiam em direção ao maior centro da América do Sul, São Paulo. A madrugada é um grande lenitivo e, quando menos esperava, apesar de uma densa chuva que resolveu se abater sobre Santa Catarina, o Sol veio surgindo justamente quando ele se encontrava próximo ao Kiriri, duas imensas montanhas que se uniam formando o grande Vale. Lá ao fundo, Garuva, a cidade que havia tido Dórico Paese como primeiro Prefeito, e além de Garuva, a praia e o imenso oceano a separar os mundos dos mundos. Na igreja de Garuva uma multidão aguardava a hora, para ser atendida pelo padre milagreiro... O escritor sorria, pois MILAGRE, quem faz é a Fé. Mas se o padre achava bem ter todos aos seus pés, é porque descobriu uma forma de colocar a fé aos seus pés, ou seja inverteu tudo… .Ah se Jesus visse aquilo... Mas, cada roca seu fuso, cada povo seu uso... O escritor seguiu então seu caminho, indo por entre as casinhas de madeira, que se constrói em Santa Catarina, ruas de terra batida, os pássaros que amanheceram o dia a dizer Bem-Te-Vi..., até que chegou ao PORTAL DO KIRIRI, onde numa cancela uma placa dizia : KIRIRI – SENDA DE BRIAN WEISS E AYUNA - tudo em letras bem grandes… Silêncio. Kiriri, simboliza silêncio na linguagem da Tribo Kiriri, que teve que se mandar dali a quando das invasões dos chamados povos civilizados. Dizem que eles deram origem aos Incas, mas, isto é uma outra história que fica para uma outra vez. Educadamente, o escritor aguardou que alguém acordasse para abrir a Cancela, feita em MADEIRA DE LEI, ali mesmo do Kiriri. O silêncio era uma bênção… o cântico da água, a fazer girar uma bobina que produzia a energia levada à casa da fazenda, onde havia uma administração improvisada do Vale. Estava quase cochilando quando sentiu alguém lhe tocar no ombro, pelo vidro aberto do carro. Era Marcio, o guia, que acabara de chegar e já o conhecia de outras andanças. - Madrugou homem de Deus! - Pois é, o dia começa cedo, já dizia meu avô... - Vamo chegá... Márcio abriu a cancela, o carro avançou silenciosamente, para não despertar os que ali moravam. O escritor desceu do veículo e cumprimentou Márcio, que já vinha com uma banana na mão a titulo de oferecer o café da manhã... Abraçaram-se, olharam-se nos olhos, e já combinaram que a subida
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    127 seria naquele dia...a tal subida que, dizem, nem todos conseguem cumprir até ao ponto mais alto do Kiriri. Dórico Paese explicou tudo, após ter acordado e preparado um cafezinho a moda da roça, com fumo de corda e tudo o mais. E realmente sentiu que ali havia uma osmose natural entre ele, o escritor e tudo o mais... e foi esta osmose que fez com que o escritor investisse o seu tempo em escrever O AVATAR, pois só mesmo UM PAI, como Dórico Paese, para mostrar ao mundo que os POVOS DE OUTROS MUNDOS, são também nossos irmãos, sejam estes povos de outros planetas, orbes, galáxias, ou deste mundo mesmo. E, quem quisesse SUBIR, poderia subir sim, mas, por favor, tragam de volta o que levaram para cima... não deixem pelo caminho, NADA, até seria melhor não levarem nada mesmo, porque no CAMINHO, AVATAR, nunca falta nada, e o risco é bem menor, porque às vezes a gente quer levar tanta coisa e não consegue atingir o ponto MÁXIMO DA SUBIDA... E quem não sobe não vai a parte alguma... já dizia Jorge Martins, o mestre do escritor em sua juventude. Que conversa boa foi aquela à beira do fogão, com a mesa posta a moda da roça, com muito carinho, amor e luz. Bolinhos feitos na hora, e uma prosa que para a gente contar iria ficar aqui a vida toda e nem contava a primeira fase da história, quanto mais o resto. Então cada qual que imagine a sua maneira o quanto houve de prosa, antes, durante e depois da subida, que aliás, em silêncio era uma delícia, mas a Natureza fala com a gente e, como fala!!!! Voltar, lá de cima, era justamente o que o escritor não queria mais... E assim, deixou bem lá no alto o outro lado do seu coração; um lado, ficou na Picinguaba e o outro, bem lá em cima... Os guias compreenderam bem aquela SUBIDA, e a forma dolorosa mas saudável como ela aconteceu para aquele homem que já tinha seus 60 anos, mas tinha que mostrar a ELE MESMO que no Kiriri, SUBIR é chegar aos céus... algo que todos buscam mas dificilmente encontram. A volta, ahhhhhhhhh a volta... Nem imaginam como foi muito mais difícil que a subida, em primeiro lugar porque realmente O GUARDIÃO DO KIRIRI, estava era lá no Céu, onde todo o Planeta se encontra... e se chamava Dórico Paese, apesar de que muitos visionários queriam se achar eles próprios os Guardiães. Mas o ser humano é assim mesmo... As lágrimas desciam junto com o suor, e interpretá-las era muito difícil. Até que chegaram próximo à casa de apoio, e lá estava sentado Dórico Paese, com sua figura ET...ERNA… singela e pura, fumando seu cigarrinho de palha, com seu chapéu de palha, o Jeep vermelho que há 40 anos o acompanhava, o cão silencioso e matreiro; e aquele olhar de Paese, que trespassava rochas, silencioso, aguardava o amigo QUE SUBIRA, e que havia dito que era imenso o prazer de ambos se reencontrarem... Claro que era e É. Afinal, quantas vezes na vida a gente reencontra nossos irmãos de outros Planetas, outros ORBES, ou mesmo de outros Países???
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    128 Silenciosamente desceram atéa Sede improvisada, ali o escritor banhou-se, tirou a roupa toda molhada de suor. Metade dele, ficou lá em cima, com coração e tudo o mais, a outra metade desceu... Ascendentes, descendentes. A despedida é sempre algo muito mais triste do que a chegada e assim nunca se despediram, apenas disseram até sempre! As lágrimas escorriam enquanto ele voltava para Itapema, todo doído, mas feliz... pois havia encontrado DORICO PAESE ou: do rico pae…se!!!! Ah, como é bom ser escritor; ele dizia entre as lágrimas que quase o impediam de dirigir, mas, com elas ou sem elas ele sabia que sempre iria se encontrar com o Guardião do Kiriri, lá em Cima... pois quem não sobe não vai a parte alguma, dizia Jorge Martins, no banco de trás do carro... Em forma espiritual, pois também ele já havia SUBIDO. Dórico Paese ascendeu a outros planos pouco depois desse encontro.As lágrimas continuam a cair e na rede, lá ao fundo do sótão, uma voz comenta: “Mas será possível que você não consegue deixar este coração parado, e tem a coragem de dizer que deixou metade na Picinguaba e outra metade no Kiriri!???” O cheiro a fumo de corda invadiu o sótão... Dórico Paese ficou duas madrugadas a conversar com o escritor, sem que ele se apercebesse. Uma longa conversa, com gente de Joinville, pertinho de Guaruva, antes de parte ir... e parte ficar… eternizando a amizade entre JOVENS, que através da eternidade cumprem sempre a missão que têm a cumprir, nem que seja contra tudo e contra todos, pois afinal, nem todo mundo gosta de subir a pé, e buscar a fé, que norteia os PEREGRINOS ETERNOS. A visita agora é no sótão e não mais no Kiriri, onde se Deus quiser, um dia o escritor voltará para cumprir outra etapa da sua peregrinação, a etapa mais importante de toda a sua vida que é mostrar a todo O POVO DO MUNDO que é muito bom a gente receber de forma prazerosa, singela, silenciosa e amiga aos nossos irmãos de outros Planetas, outros Orbes e outros Mundos... Até porque sempre fomos bem recebidos em todos os lugares do universo, e sempre seremos bem recebidos, principalmente quando chegamos sem NADA, apenas com o Amor, a Luz e a Paz. O escritor levantou-se, guardou toda a papelada que havia em cima da escrivaninha antiga, arrumou tudo direitinho e comentou com os seus AMIGOS espalhados pelo sótão: Guido Camargo Penteado Sobrinho – Jorge Martins – Dórico Paese, estava feita a triangulação… tudo justo e perfeito, entre ambas as colunas! Hoje, dia 08.06.2005, às 14:33hs no sótão do escritor, encerra-se mais um livro, e, como sempre, este livro diz: EU LIVRO...!!!! “Bem, agora só resta achar um editor!” Estava concluído O AVATAR... 900 páginas, noves fora NADA!
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    129 CAPÍTULO 36 O Encerramento Nadase encerra nem acaba! Assim Ale Mohamed, um descendente de Luso Brasileiros, com raízes em plagas dos Desertos, advindo geneticamente desde os mundos esquecidos até ao Aqui e Agora, começou a fechar a sua escrivaninha de pinho de riga, construída no século XVIII e por ele conservada, até porque sabia que a energia que o grafite, entre o papel e a MADEIRA trocam, é imensamente melhor que a do sintético, tão propagado hoje em dia. Mas, antes de fechar a escrivaninha, atitude que demonstrava ele estar concluindo mais um trecho ou toda uma Obra, ele decidiu escrever a frase: Nada se encerra nem acaba! Veio a sua mente terrena, através da MENTE ÚNICA, a figura de Eistein, um ser que era muito íntimo dele, pois como ele costumava dizer, O UNO, é UNO e está tudo dito! Que pena o que fizeram com gerações e gerações, na separatividade da VIDA. E assim, por mais que O AVATAR fosse o CAMINHO, por mais que gerações e gerações, procurassem um Avatar, Ele só iria surgir a partir do momento em que as próprias gerações o gerassem. Se tiverem dúvidas leiam as Histórias de todos os citados Avatares e verão que há entre a Revolta e a Contestação, uma Luz imensa em todos Eles. Sidarta o Príncipe, revoltou-se com seus ancestrais, saiu do Castelo e foi na Floresta redescobrir a essência da Vida, dando origem ao que hoje chamamos Budismo; o que o fez sair do conforto do Castelo e ir NATURALMENTE buscar a força da Vida Eterna, nada mais foi do que a Chama que o Chamava e a todos chama. Jesus, filho de José, descendente de David e Salomão, revoltou- se com tudo o que o fez passar a vida FUGINDO de uns párias das sociedades da época e, em vez de ficar no conforto que seus pais terrenos haviam conseguido para Ele com tantas fugas e reencontros, mostrou aos Doutores do Templo, ainda menino, que a sabedoria não ocupa espaço nem tem idade e após alguns anos, entrou em Jerusalém em um burrico, contestando tudo e todos, no DOMINGO DE RAMOS pois sabia que ser Rei era algo muito mais fácil do que ser o que Ele É e sempre Será! Maomé, o Grande Maomé, abandonou tudo de bens materiais que lhe poderiam cegar, para ficar nas portas de Bagdá, recebendo aqueles que vinham pelo deserto, sedentos não de Água, mas da Água da Vida
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    130 e, mesmo coma aparência de um mendigo, mostrava e mostra até hoje que o Deserto e as Cidades são interligados, mas o Planeta todo já está no Céu e ninguém precisa morrer para lá chegar. E se Ale Mohamed quisesse ficaria enumerando tantos citados Avatares que realmente, o Livro que diz: Eu Livro! não teria apenas páginas, mas sim bibliotecas inteiras que nunca explicariam afinal o que é O AVATAR. Assim, a frase: Nada se encerra, nem se acaba! Ele escreveu quando soube que havia um reencontro entre tudo, e entre todos, não apenas humanos, mas seres energéticos, seres de luz, ou seres das trevas, seres gerados na luz ou nas sombras, seres do espaço ou da Terra, seres humanos ou seres marítimos, seres elementais, da Terra, da Água, do Fogo, dos Metais, ou simplesmente Átomos. Tudo, mas Tudo mesmo, um dia se reencontraria, poderiam passar milhões de anos ou segundos, e, como o seu mundo era todo o Universo, apesar de viver em uma ILHA, ele, Ale, sabia muito bem, que o Universo conspirara, para que através de um reencontro O AVATAR e todas as outras Obras inacabadas que ele havia escrito, seriam por uma LEI CÓSMICA E NATURAL, divulgados, mesmo que ficasse ali no seu sótão, em Santo António da Serra, Ilha da Madeira, Portugal. Até porque em uma outra Ilha ali pertinho, Porto Santo, haviam OS PROFETAS, como também havia Saint Germain, na figura de Cristóvão Colombo, e havia ainda a Igreja com as imagens que lembravam tantos santos e Avatares, como o próprio Jesus, e na Ilha onde ele vivia, a da Madeira, havia o Santiago Menor, o Henrique Alemão, o Cemitério dos Judeus, You….Deus!!! JUDEUS…. É, ele tinha mesmo que fechar a escrivaninha, senão nunca iria conseguir sair do seu sótão, para ir ver a luz das estrelas e principalmente do Deus Rá!!!!!!!!!!!!!! O Deus tão antigo e tão singelo, ...Amigo da Deusa Má que é a Lua, sua amada, e companheira de tantas e tantas existências. A outra Lua caiu!!! Mas isto é uma outra história que fica para uma outra vez! O Mestre, O Avatar , foi o inspirador de Ale Mohamed, foi Ele que veio ter com ele durante todos estes anos para lhe dizer que deveria escrever.Seu nome tem muitos nomes, no entanto basta descobrir o que simboliza O AVATAR e descobrirás o teu Mestre e o teu Avatar interior. Muitos anos se passaram, dentro da escrivaninha ficariam imensas folhas de papel escritas a mão, no sótão imensos blocos de alfarrábios, guardados, fotos, documentos, MANUSCRITOS, documentando a CAMINHADA, O CAMINHO, percorrido por Ale Mohamed, O BRASILEIRINHO, ou O POETA, como lhe chamavam
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    131 alguns, desde ostempos de Cartola, Vinícius de Morais, Erasmo Carlos que o chamava de LETRINHA, Brasília (a sua babá), que o embalava com canções Africanas, onde os Grandes MESTRES DAS ARTES ESPIRITUAIS estavam ADORMECIDOS, um Brasileirinho que conheceu O BRASIL inteiro, viajando e procurando dar uma oportunidade às pessoas de viverem, trabalharem, sentirem a vida e a forma como ela tinha de nos mostrar O CAMINHO. É... como viajou Ale Mohamed! 60 anos, e nem sentia, parecia ter a Alma de um jovem de seus 25 anos, e naquele dia, recebeu a informação que O AVATAR seria divulgado, como o livro que diz : EU LIVRO! A EMOÇÃO ERA IMENSA, e Ale sabia que ela era a força motriz da seiva que irriga a árvore, gera frutos, e cria florestas. No ser humano ela nada mais era do que isto mesmo, como explica o TANTRISMO, e assim, acendeu seu velho cachimbo, colocou o fumo half and half ao lado, observou seu fiel cão Coringa ali adormecido, o Altar com tantos santos que ele ganhara de amigos católicos, a imagem da sua Mãe, Dona Marianna, a sua foto quando ainda era um bebê, as redes espalhadas pelo sótão, onde de vez em quando pernoitavam seus amigos vindos do cosmo, ou vindos de algum lugar do plano Terra para o visitarem ou para apenas sentir como ele estava, como ele se sentia e como ele iria mesmo trilhar os NOVOS DIAS da chamada NOVA ERA, que para ele era igual a tantas outras, pois o SER vivencia a Eternidade e não apenas o Aqui e Agora ou o futuro ou o passado. Claro, tudo estava equilibrado, por maior que fosse o aparente desequilíbrio. A fumaça do velho cachimbo lhe trouxe gratas lembranças, não de um sótão, mas de um porão onde ele vivia em sua infância, uma CAVE, como dizem os Lusitanos, onde em vez de vinho, estava Ale Mohamed… Do outro lado da Rua, também numa Cave, Chico Caruso, Paulo Caruso, os Cartunistas, que na CAVE viam as imagens que passavam na rua e os inspirava; a Ale ,o que inspirava era o NADA, pois quem tem NADA , se fez Um, fez 100% A Imagem da jornalista que lhe avisou que iria concordar em divulgar a sua obra estava ali à sua frente, a imagem de Brasília, a sua Babá, muito antes de haver Brasília, também, Todos seus ancestrais clamavam dentro dele que havia chegado a hora de fechar a escrivaninha e dar asas a “O Avatar”. Seu coração palpitava com a intensidade de uma lâmpada de mil volts. Édison inventara a Luz no Vácuo e este era seu nome. A Luz no Vácuo, o Vácuo o Cosmo, O AVATAR. Almeida, a Cidadela a Norte de Portugal, na Guarda, com a Estrela a protegê-la, o Caminho de Santiago Português, Lusitano e a escrivaninha entreaberta. LIBERDADE, o Bairro onde nascera Ale Mohamed.
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    132 Silêncio, e umaLUZ VIOLETA invadiu todo o sótão, como em outras vezes Ale vira acontecer juntamente com seus amigos terrenos, fosse onde fosse, CHAMA VIOLETA, que irradiava de dentro para fora e de fora para dentro. Os cães não mais uivavam, o silêncio era imenso no Sítio da Relva, Ilha da Madeira, na Picinguaba, em Chapada dos Guimarães, na Amazónia, no Peru, em Santa Catarina, em Tremembé, na Liberdade, Lisboa, Porto, no Horto Florestal, enfim por todos os lugares onde Ale Mohamed havia passado buscando a resposta para O AVATAR. O silêncio dominava, KIRIRI, silêncio, O VALE SAGRADO DO KIRIRI. Toda grande caminhada começa com um primeiro passo. Ale recolheu todo material que iria enviar para o pessoal que se comprometera em divulgar a OBRA, e O AVATAR iria seguir o seu Caminho. Parecia pleonasmo, O AVATAR, seguir o seu Caminho... pois se O Avatar é o Verdadeiro Caminho...!!!! Algo fez com que a tampa da escrivaninha sem querer se fechasse. Coringa até acordou com o barulho que a tampa pesada fez ao cair, percebeu que nada mais era que uma tampa caindo e tampando tudo, voltou a dormir. Ale então se apercebeu que chegara a hora, pois até a escrivaninha lhe dissera: “Fim!” Outras OBRAS iriam brotar, desabrochar, e mostrar ao mundo que naquele sótão ou por onde Caminhasse o Escritor, nasceriam os filhos do VERBO, os personagens da Vida, e da História do Mundo que se diz Terreno. O vento acelerou e o sótão sentiu….Folhas soltas voaram de um lado para o outro, mas O AVATAR já havia sido todo recolhido e colocado no Correio de Santo António da Serra, iria seguir o seu Caminho. Atravessaria o Oceano Atlântico e voltaria para onde começou, no Brasil, terra natal de Ale Mohamed, um SER que habitava o escritor e que se intitulava a muitos: O ERMITÃO DA PICINGUABA. Onde o Amor nunca acaba!!! 11.22 hs. Dia 05 de Julho de 2005 da Era Cristã. 11.22 hs. Dia 05 de Julho de 2012 de uma certa Era. Édison Pereira de Almeida
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    BIOGRAFIA DO AUTOR ÉDISONPEREIRA DE ALMEIDA nasceu em 12 de Setembro de 1945, em pleno bairro da Liberdade, cidade de São Paulo, SP, Brasil, descende de tradicional família paulistana, filho de Alípio Pereira de Almeida Filho e Marianna Pereira de Sousa, sendo bisneto de Washington Luis Pereira de Souza. Atualmente reside na Ilha da Madeira, casado com Maria Gabriela Pita Faria, Médica Veterinária, responsável pela produção avícola da Madeira e ligada à Direcção Regional de Pecuária. De formação estudantil apurada, frequüentou os grandes colégios e escolas da época, entre os quais Colégio Rio Branco, Colégio Santo Alberto, Dante Alighieri, São Bento, Liceu Coração de Jesus, Academia Militar do Barro Branco (Curso Ponto 4 West Point - Oficial ), Escola de Comunicações e Artes da USP, Faculdades Metropolitanas Unidas - Administração de Empresas e Marketing. Suas experiências de vida durante a infância e juventude, vez por outra citada em seus livros, a militância política e suas conseqüências, lhe deixaram marcas muito profundas mas que permitiram ao indivíduo Édison o entendimento, o crescimento moral e espiritual e sua verdadeira ligação com o Ermitão da Picinguaba. Atividades Profissionais Sempre saiu-se vitorioso no terreno profissional, tendo participado da administração e criação de grandes empresas como: Volkswagen do Brasil (Assistente de Marketing) , Olivetti do Brasil - FV3 Filial Modelo do Ipiranga São Paulo (atendimento a Grandes Clientes) e Nashua Coorporation dos Estados Unidos (Diretor Vice- Presidente), com a responsabilidade de aberturas de Filiais em todo o Brasil, desde 1971 a 1979, oportunidade em que pôde conhecer os Syoux que deram o nome à cidade de Nashua, em New Hampshire, e depois várias cidades, usos e costumes pelo Brasil afora, compreendendo a grandeza de alma do seu povo, sua gente e toda a fauna e flora do planeta Terra. Essas atividades o fizeram Membro da Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil - Categoria Diamante, e diversas Associações mundiais, incluindo o Rotary Clube Internacional. No período de 1979 a 1981, ao recolher-se ao seu Eremitério da Picinguaba, ocorreu a transmutação no Filósofo e Escritor que consegue vivenciar dimensões paralelas, ativando e aperfeiçoando-se em sua paranormalidade, a qual foi o modus vivendus que lhe permitiu sempre
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    2 abrir portas parao mundo Telúrico e Terreno, e que o fez encontrar-se com O ERMITÃO DA PICINGUABA, um Mensageiro que o acompanha desde então. Em seu retorno à vida profissional, projetou-se na área de Comunicações. Foi Diretor de Criação da Nacional Promoções e Publicidade, empresa ligada às Emissoras Associadas da Rede Globo de Televisão, implantando Emissoras na Região do Centro Oeste Brasileiro, desde Campo Grande ao Acre, trabalhando com documentários (inclusive com Jacques Yves Cousteau). Em Portugal colaborou na Implantação da Sociedade Independente de Comunicação (SIC) , e por opção familiar passou a residir na Região Autônoma da Madeira onde colabora com as Comunicações e desenvolvimento das Empresas de Comunicação desde 1990. Participou com uma equipe na construção dos Parques Temáticos, com a precípua finalidade de mostrar a origem do Arquipélago da Madeira através da Força Vulcânica, de vez que acredita seja o Arquipélago o epicentro da Atlântida. Na Ilha da Madeira tem desenvolvido trabalhos de grande porte, alguns de suma importância no terreno da ecologia, ao lado de sua mulher Maria Gabriela, como o Mapeamento Pictórico da Região Autónoma da Madeira, pioneiro sob esse aspecto. Uma ampla produção de vídeos sobre eventos, visitas oficiais, feiras, e o profundo conhecimento do Mercado Madeirense, Nacional e Internacional o levou a assumir responsabilidades como a Fundação da Empresa de Artes Gráficas O Liberal, Inauguração do Aeroporto da Madeira, Campanhas Regionais e Institucionais, desde a criação até a sua distribuição nos Meios de Comunicação Regionais, Nacionais, Internacionais e Internet. Dedica-se atualmente à Oficina de Textos - Onde O Verbo aprimora a verba - Empresa Unipessoal destinada à produção de vídeos, detentora de vários prêmios, inclusive pelo DVD da Quinta Splendida em 6 Idiomas que se destacou na Feira de Turismo, na Alemanha. Também é de sua produção o DVD Santa Cruz O Portal da Madeira, realizado em homenagem à Cruz de Cristo tradicionalmente exibida nas Caravelas Portuguesas, e cuja pesquisa para produção revelou vestígios de uma civilização muito antiga e conservadora. Responsável também pela Assessoria de Imprensa Internacional ON LINE, com ramificações na Suiça, França, Estados Unidos, Brasil e América Latina (CNBC) distribuindo informações para o mundo inteiro, mantendo a informação sempre à frente dos Noticiários Internacionais de vários países onde a mesma é truncada ou censurada. E ainda é um beija – flor da Universidade Holística Internacional - UNIPAZ.
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    3 O Escritor Já noano de 1957, com 12 anos de idade, iniciava sua carreira como escritor ao escrever peças de teatro no Liceu Coração de Jesus, também participando como ator em várias peças infantis. Sua passagem pela Academia Militar foi um passo para que ele pudesse demonstrar sua revolta ao sistema quando, após ser treinado pela Academia de West Point por 2 anos teve a coragem de ir na contramão da ordem para levantar armas contra o Povo Brasileiro. Nesse momento emergiu o revoltoso que nunca mais aceitou ordens descabidas e se converteu em um acérrimo lutador contra o regime imposto da Ditadura. Ao terminar o curso de Comunicações como ouvinte na USP escreveu O HOMEM DEDO, uma tese onde defendia que as máquinas iriam dominar de tal modo o ser humano que ele deixaria de ser sensível e equilibrado, usando-as não como uma ferramenta mas como uma arma contra si próprio. Após a apresentação dessa Tese foi "convidado" a se retirar e perseguido pelas suas idéias, que não eram tão assertivas como queriam aqueles que eram manipulados pelo sistema. Enfrentando o sistema sofreu todas as conseqüências de sua atitude e só após um longo período conseguiu se reestruturar emocional e psicologicamente, guardando na lembrança os nomes dos amigos que o acompanharam nessa época. Soergueu-se e teve um período bastante participativo no setor empresarial, quando chegou a Vice-Diretor da Nashua Coorporation. Dos E.E.U.U. que se instalaram no Brasil. Até o dia em que numa visita a praia de Picinguaba, sentiu o chamado mais forte e por lá resolveu ficar. Em contato com os nativos, remanescentes dos índios caiçaras, que ainda preservam a tradição, muito aprendeu sobre a Natureza e a Vida, e aos poucos foi literalmente se despindo da falsa roupagem moralista da urbe. Ali sofridamente reconstruiu suas origens e fez sua conexão com o "primeiro átomo vivo" do qual, crê, todos descendemos físicamente. Sua maneira de viver agora lhe colocara em íntimo contato com o próprio Ser, e despontou O Ermitão da Picinguaba. Entre considerado louco, visionário, excêntrico, qualquer coisa que fosse, ele era amado pelo povo local por sua maneira de contar histórias e verdades, convidado a cantar num Festival de Cinema de Paraty reencontrou alguns amigos do passado, entre outros Fernando Gabeira, que o citou em "O Hóspede da Utopia" como um ser humano que oferecia a quem fosse até a Picinguaba uma vida sem necessidade alguma dos valores materiais ....e por isso era considerado um louco... As mensagens do Ermitão da Picinguaba eram ouvidas também por grupos de jovens freqüentadores da região em busca de aventuras, e um grupo chileno reconhecendo sua alta paranormalidade o incentivou a uma melhor orientação, o que aconteceu um pouco mais tarde, quando fez o Processo Fisher e Hoffman, aprendendo então a conviver com sua própria energia geradora.
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    4 Quando por trabalho,nos anos 80, se embrenhou no Pantanal e Amazônia, conheceu a maneira singela e pura de viver dos silvícolas e mesmo dos amanauaras, habitantes da Amazonia. Conheceu Chico Mendes, os Yanomanis, Xavantes, Cinta-Largas, descendentes dos Incas e outras 28 Nações Indígenas espalhadas pelo mundo. O que mais o intrigou foi descobrir que os Incas destruíram a mais bela das Civilizações, um segredo que não se comenta muito no século XX... Assim como os Formigas, da Ilha de Marajó, que faziam a Cerâmica Marajoara com um simbolismo indescritível, os Syoux Americanos, os Aborígenes da Austrália, os Tibetanos e suas vastas plantações de arroz, o Monte Atlas que originou Atlântida... E então, não só o Ermitão da Picinguaba, mas outras entidades já se faziam presentes, e como um grande círculo, uma volta sem fim, um retorno sem começo, reencontrou sua amada Gabriela, a madeirense que o arrebatou pra outras plagas. Hoje fixado na Ilha da Madeira, traz na bagagem mais de 15 livros, todos com a Mensagem Cósmica da Integração do Plano Terreno na expansão da Consciência Humana em direção ao Cosmo e vice-versa. Entre vários livros, novelas e filmes, escreveu: ....Nada Peixinho Nada, O Planeta Exterminador, Deus , meu Pai, meu Amigo, O Mestre e os Discípulos, O Homem Dedo, Atlântida está viva, O Desafio, Zona Franca, O Avatar, Oceanos estradas do sempre, Flashs Madeirenses, O Ermitão da Picinguaba, Chapada Aqui, Pantanal Há Lá!, O Elo Sagrado, O Chamamento,
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    5 Belinha — Roteirode um filme que escreveu em homenagem à vida da sua amada Maria Gabriela, que o conheceu em pleno Pantanal, quando ele tinha a aparência e existência do desapêgo do Velho do Rio, um personagem da novela Pantanal. Com muita simplicidade segue exercendo seu trabalho, escrevendo as incontáveis mensagens que lhe são passadas pelo Ermitão, como ele próprio diz, UM SER QUE HABITA O MEU SER. E como nunca encontrou um Mecenas, ele próprio é o Mecenas de suas obras, não aceitando que alguém lhe pague, pois seria um Vendilhão do Templo; prefere, pois continuar ACRE...DITANDO em Deus, nos Anjos, nas Energias que sempre o renovaram e o fizeram recolher talentos que foram se acumulando durante a sua existência terrena. Costuma dizer que se todos soubessem como estes talentos são verdadeiros e nos impulsionam à Verdade Universal, poucos estariam tão materializados e consumistas, porque é isto que afasta o ser humano do primeiro átomo vivo que também está dentro do coração de todos e só precisa de BOM AMBIENTE PARA SE EXPANDIR e mostrar-nos Deus. O seu maior desejo é que cada um resolva os seus problemas sem meter os outros em barulhos e guerras que de pessoais viram Grandes Guerras, e que a Paz seja buscada na Ecologia Pessoal, Social e Planetária, como o ensinou Pierre Weill, da Universidade da Paz. “Homem conhece-Te a Ti próprio e verás Deus.” Um Homem se deu, no plural Deus. O Caminho dos que voam é invisível, a direção sempre é o Ideal. Tem como símbolo de Luta e de Paz, Dom Bosco ...que dizia que não formava Padres e sim Homens !!! www.ermitaodapicinguaba.com
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    6 ÍNDICE Capítulo 1 -Introdução O Caminho Pág. 01 Capítulo 2 Diz o Mestre: Pág. 05 Capítulo 3 O Chamamento Pág. 07 Capítulo 4 Caverna Submersa Pág. 12 Capítulo 5 A Verdade Pág. 15 Capítulo 6 A Iniciação Pág. 18 Capítulo 7 A Maneira do Universo Pág. 20 Capítulo 8 Eolo, Druza e a Eternidade Pág. 23 Capítulo 9 A Peregrinação Pág. 27 Capítulo 10 Energia Angelical Pág. 29 Capítulo 11 Valores Relativos e Valores Absolutos Pág. 31 Capítulo 12 O Portal Cósmico Pág. 34 Capítulo 13 Tudo átomos Pág. 39 Capítulo 14 Sintonia Pág. 41 Capítulo 15 Bem estar Pág. 46 Capítulo 16 Elementais do Bem estar Pág. 50 Capítulo 17 O Signo de Virgem Pág. 55 Capítulo 18 Todo planeta já está no céu Pág. 60 Capítulo 19 Amar, Amando Pag. 62 Capítulo 20 Noves fora – Nada! Pág. 67 Capítulo 21 Preto no Branco Pág. 71 Capítulo 22 "Eu quero um homem de cor" Pág. 76 Capítulo 23 Pureza e inocência Pág. 80 Capítulo 24 O Tsunami humano Pág. 84 Capítulo 25 Bicho do mato Pág. 89 Capítulo 26 O SER Pág. 93 Capítulo 27 O Deus dos Incas Pág. 97 Capítulo 28 Um Deus e muitas histórias Pág. 102 Capítulo 29 Ponte para a liberdade Pág. 107 Capítulo 30 Em nome de Deus, mas que Deus? Pág. 112 Capítulo 31 O Deus Invisível Pág. 115 Capítulo 32 Intelecto e Razão Pág. 118 Capítulo 33 O Papa Pág. 121 Capítulo 34 Meu Deus Interior Pág. 123 Capítulo 35 Dórico Paese Pág. 124 Capítulo 36 Encerramento Pág. 128 -------------- Biografia do Autor Pág. 133