Rio de Janeiro

Polícia cerca o Alemão em busca de traficantes que atacaram UPP
Homens de seis unidades da PM reforçam o patrulhamento na área da favela Nova Brasília, no
Complexo do Alemão, onde foi morta a soldado Fabiana




Figura 1 - As marcas do ataque de traficantes à UPP da favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão: soldado Fabiana aparecida de Souza,
de 30 anos, morreu com um tiro de fuzil (Severino Silva/Ag. O DIA)

A Polícia Militar reforçou o patrulhamento na área da                   organizações criminosas. Elas estão percebendo que,
favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, na zona                    cada vez mais, o processo civilizatório foi retomado no
norte do Rio, onde foi atacada a Unidade da Polícia                     Rio de Janeiro”, afirmou Cabral através da nota. Ele
Pacificadora (UPP) na noite de segunda-feira. Na troca                  acrescentou que, em “homenagem a esta policial”, “o
de tiros entre policiais e cerca de 10 criminosos, a                    governador declara que a política de pacificação,
soldado Fabiana Aparecida, 30 anos, foi alvejada e                      representada pela UPP, não tem volta, e será cada vez
morta. Desde a manhã desta terça-feira, o Batalhão de                   mais consolidada e ampliada.
Operações Policiais Especiais (Bope), o Batalhão de                     O ataque de segunda foi o mais grave já registrado a
Choque, a Unidade de Policiamento com Cães, o                           uma UPP em quatro anos do programa no Rio de
Batalhão de Campanha e o 16º BPM (Olaria) estão                         Janeiro. Um grupo de bandidos disparou contra um
patrulhando o local.                                                    container da unidade, atingindo a policial com um disparo
Policiais fazem um cerco ao conjunto de favelas. Nos                    de fuzil. O projétil, segundo a PM, teria atravessado o
acessos, voltaram as revistas, conhecidas pelos                         colete à prova de balas da policial.
moradores desde a época da ocupação dos morros pelo                     Fabiana chegou a ser levada para uma Unidade de
Exército. O efetivo de PMs da UPP Nova Brasília também                  Pronto Atendimento (UPA) na região, mas ela não resistiu
está reforçado com remanejamento de folgas. Policiais do                aos ferimentos. A policial estava há pouco mais de um
Comando de Polícia Pacificadora também dão apoio às                     ano na PM e fazia parte do grupo de policiais recém-
operações.                                                              formados que substituiu homens do Exército na missão
O Disque- Denúncia recebeu, até o meio-dia desta terça,                 de patrulhar o Alemão. A saída definitiva do Exército
seis informações sobre o ataque de traficantes à base da                ocorreu este mês, com a missão de "pacificação" dada
UPP. Através de nota, o governador Sérgio Cabral se                     como encerrada pelas Forças Armadas.
solidarizou com a família de Fabiana e destacou a política
de pacificação, ameaçada por ataques de bandidos e por
envolvimento de policiais com o tráfico. “(Fabiana foi)                 Revista Veja.
covardemente assassinada no exercício de seu trabalho
na Unidade de Polícia Pacificadora, que hoje representa
um novo ambiente de vida para mais de um milhão de
pessoas, em mais de uma centena de comunidades e
bairros do Rio de Janeiro”, diz a nota.
“O governo do estado acredita que a marginalidade vem
perdendo forças diante da política de Segurança Pública
e que ações como estas demonstram o desespero de

Noticia veja

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    Rio de Janeiro Políciacerca o Alemão em busca de traficantes que atacaram UPP Homens de seis unidades da PM reforçam o patrulhamento na área da favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, onde foi morta a soldado Fabiana Figura 1 - As marcas do ataque de traficantes à UPP da favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão: soldado Fabiana aparecida de Souza, de 30 anos, morreu com um tiro de fuzil (Severino Silva/Ag. O DIA) A Polícia Militar reforçou o patrulhamento na área da organizações criminosas. Elas estão percebendo que, favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, na zona cada vez mais, o processo civilizatório foi retomado no norte do Rio, onde foi atacada a Unidade da Polícia Rio de Janeiro”, afirmou Cabral através da nota. Ele Pacificadora (UPP) na noite de segunda-feira. Na troca acrescentou que, em “homenagem a esta policial”, “o de tiros entre policiais e cerca de 10 criminosos, a governador declara que a política de pacificação, soldado Fabiana Aparecida, 30 anos, foi alvejada e representada pela UPP, não tem volta, e será cada vez morta. Desde a manhã desta terça-feira, o Batalhão de mais consolidada e ampliada. Operações Policiais Especiais (Bope), o Batalhão de O ataque de segunda foi o mais grave já registrado a Choque, a Unidade de Policiamento com Cães, o uma UPP em quatro anos do programa no Rio de Batalhão de Campanha e o 16º BPM (Olaria) estão Janeiro. Um grupo de bandidos disparou contra um patrulhando o local. container da unidade, atingindo a policial com um disparo Policiais fazem um cerco ao conjunto de favelas. Nos de fuzil. O projétil, segundo a PM, teria atravessado o acessos, voltaram as revistas, conhecidas pelos colete à prova de balas da policial. moradores desde a época da ocupação dos morros pelo Fabiana chegou a ser levada para uma Unidade de Exército. O efetivo de PMs da UPP Nova Brasília também Pronto Atendimento (UPA) na região, mas ela não resistiu está reforçado com remanejamento de folgas. Policiais do aos ferimentos. A policial estava há pouco mais de um Comando de Polícia Pacificadora também dão apoio às ano na PM e fazia parte do grupo de policiais recém- operações. formados que substituiu homens do Exército na missão O Disque- Denúncia recebeu, até o meio-dia desta terça, de patrulhar o Alemão. A saída definitiva do Exército seis informações sobre o ataque de traficantes à base da ocorreu este mês, com a missão de "pacificação" dada UPP. Através de nota, o governador Sérgio Cabral se como encerrada pelas Forças Armadas. solidarizou com a família de Fabiana e destacou a política de pacificação, ameaçada por ataques de bandidos e por envolvimento de policiais com o tráfico. “(Fabiana foi) Revista Veja. covardemente assassinada no exercício de seu trabalho na Unidade de Polícia Pacificadora, que hoje representa um novo ambiente de vida para mais de um milhão de pessoas, em mais de uma centena de comunidades e bairros do Rio de Janeiro”, diz a nota. “O governo do estado acredita que a marginalidade vem perdendo forças diante da política de Segurança Pública e que ações como estas demonstram o desespero de