Máquina síncrona – Segunda parte Professor Jim Naturesa
Introdução Curva de magnetização da máquina síncrona. A variação de Ef por If é mostrada na figura abaixo.
Introdução Curva de magnetização da máquina síncrona – efeito da histerese e saturação.
Introdução Se os terminais do estator forem conectados a uma carga trifásica, uma corrente Ia aparecerá. As correntes de estator estabelecem um campo no entreferro – chamado reação da armadura. O fluxo no entreferro é resultado dos fluxos produzidos pela corrente de campo If e pela corrente de armadura Ia.
Introdução O  fluxo resultante  Φ r  assumindo a não saturação vale: Φ r  =  Φ f  +  Φ a Onde Φ f  é o fluxo devido ao campo (If), Φ a  é o fluxo devido a armadura (Ia). Observação: a freqüência da corrente de armadura (Ia) é a mesma da tensão de excitação (Ef).
Modelo matemático da máquina síncrona Modelo da máquina síncrona – circuito equivalente. O modelo da máquina síncrona é apresentado abaixo. Onde: Xs é a reatância síncrona (Ohms), Ra é a resistência de armadura (Ohms).
Modelo - Gerador Gerador síncrono. Vt é a tensão terminal - referência. A corrente de armadura (Ia) e o seu respectivo ângulo ( Φ ) são conhecidos. Temos: Ef = Vt + Ia (Ra + j Xs) =  l Ef l  L  δ
Modelo – Gerador   Abaixo o diagrama fasorial do gerador síncrono. Foi desconsiderado a resistência de armadura (Ra).
Modelo - Motor Motor síncrono. Vt é a tensão terminal - referência. A corrente de armadura (Ia) e o seu respectivo ângulo ( Φ ) são conhecidos. Temos: Vt = Ef + Ia (Ra + j Xs) Ef = Vt – Ia (Ra + j Xs) =  l Ef l  L- δ
Modelo - Motor Abaixo o diagrama fasorial do motor síncrono. Foi desconsiderado a resistência de armadura (Ra).
Modelo – ângulo de potência O  ângulo  δ  é conhecido como o  ângulo de potência . Se  δ  for maior do que zero, temos a  ação geradora. Se  δ   for menor do que zero, temos a  ação motora. O ângulo  δ  é importante para a transferência de potência e para a estabilidade da máquina síncrona.
Quadrante de potência
Potência complexa Conceito de potência complexa. Considere o circuito abaixo.
Potência Temos os fasores: A corrente conjugada vale:
Potência A impedância vale: Z = a+jb e o seu conjugado vale Z *   = a-jb A potência complexa vale: S = V I * , que possui uma propriedade muito útil, o que pode ser confirmado pela substituição de I*.
Potência O ângulo de fase (V-I) é o ângulo  Φ , logo: Logo S = P + j Q onde: P = S cos( Φ ) [W] e Q = S sen( Φ ) [Var]
Potência Normalmente a máquina síncrona é conectada a um barramento com uma tensão e rotação (velocidade) constante. Existe um limite para a  potência injetada  (caso do gerador) e para o  torque aplicado  (motor) sem a perda de sincronismo.
Potência Temos:
Potência A potência aparente do circuito anterior é dada por: Onde:
Potência Podemos escrever:
Potência Da equação de potência: Logo as potências ativa e reativas podem ser escritas como:
Potências ativa e reativa
Potência trifásica ativa Se Ra for desconsiderado temos Zs = Xs e  θ s  = 90 º. Para um sistema trifásico temos:
Potência ativa trifásica Graficamente temos: A máquina perderá o sincronismo se  δ  for maior do que 90 º.
Potência reativa trifásica e torque de saída A potência reativa trifásica é dada por: O torque desenvolvido na máquina vale:
Torque
Curvas características As curvas características da máquina síncrona são apresentadas abaixo:
Referências Carvalho, G.  Máquinas Elétricas – Teoria e Ensaios . Editora Érica. Flarys, F.  Eletrotécnica Geral – Teoria e Exercícios Resolvidos.  Editora Manole. Kirtley Jr., J.  Introduction to Power System . Synchronous Machine and Winding Models . Massachusetts Institute of Technology. http://ocw.mit.edu/index.html Kuznetsov, M.  Fundamentals of Electrical Engineering . Peace Publishers - Moscow. Marques, G.  Máquinas Elétricas . Capítulo 2 – Máquinas Síncronas. http://paginas.terra.com.br/educacao/profarana/apoio/apoio.htm Sen, P.  Principles of Electric Machines and Power Electronics.  John Wiley and Sons. Yamayee, Z. & Bala Jr, J.  Electromechanical Energy Devices and Power Systems .  John Wiley and Sons.

Máquina síncrona 2

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    Máquina síncrona –Segunda parte Professor Jim Naturesa
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    Introdução Curva demagnetização da máquina síncrona. A variação de Ef por If é mostrada na figura abaixo.
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    Introdução Curva demagnetização da máquina síncrona – efeito da histerese e saturação.
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    Introdução Se osterminais do estator forem conectados a uma carga trifásica, uma corrente Ia aparecerá. As correntes de estator estabelecem um campo no entreferro – chamado reação da armadura. O fluxo no entreferro é resultado dos fluxos produzidos pela corrente de campo If e pela corrente de armadura Ia.
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    Introdução O fluxo resultante Φ r assumindo a não saturação vale: Φ r = Φ f + Φ a Onde Φ f é o fluxo devido ao campo (If), Φ a é o fluxo devido a armadura (Ia). Observação: a freqüência da corrente de armadura (Ia) é a mesma da tensão de excitação (Ef).
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    Modelo matemático damáquina síncrona Modelo da máquina síncrona – circuito equivalente. O modelo da máquina síncrona é apresentado abaixo. Onde: Xs é a reatância síncrona (Ohms), Ra é a resistência de armadura (Ohms).
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    Modelo - GeradorGerador síncrono. Vt é a tensão terminal - referência. A corrente de armadura (Ia) e o seu respectivo ângulo ( Φ ) são conhecidos. Temos: Ef = Vt + Ia (Ra + j Xs) = l Ef l L δ
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    Modelo – Gerador Abaixo o diagrama fasorial do gerador síncrono. Foi desconsiderado a resistência de armadura (Ra).
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    Modelo - MotorMotor síncrono. Vt é a tensão terminal - referência. A corrente de armadura (Ia) e o seu respectivo ângulo ( Φ ) são conhecidos. Temos: Vt = Ef + Ia (Ra + j Xs) Ef = Vt – Ia (Ra + j Xs) = l Ef l L- δ
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    Modelo - MotorAbaixo o diagrama fasorial do motor síncrono. Foi desconsiderado a resistência de armadura (Ra).
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    Modelo – ângulode potência O ângulo δ é conhecido como o ângulo de potência . Se δ for maior do que zero, temos a ação geradora. Se δ for menor do que zero, temos a ação motora. O ângulo δ é importante para a transferência de potência e para a estabilidade da máquina síncrona.
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    Potência complexa Conceitode potência complexa. Considere o circuito abaixo.
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    Potência Temos osfasores: A corrente conjugada vale:
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    Potência A impedânciavale: Z = a+jb e o seu conjugado vale Z * = a-jb A potência complexa vale: S = V I * , que possui uma propriedade muito útil, o que pode ser confirmado pela substituição de I*.
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    Potência O ângulode fase (V-I) é o ângulo Φ , logo: Logo S = P + j Q onde: P = S cos( Φ ) [W] e Q = S sen( Φ ) [Var]
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    Potência Normalmente amáquina síncrona é conectada a um barramento com uma tensão e rotação (velocidade) constante. Existe um limite para a potência injetada (caso do gerador) e para o torque aplicado (motor) sem a perda de sincronismo.
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    Potência A potênciaaparente do circuito anterior é dada por: Onde:
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    Potência trifásica ativaSe Ra for desconsiderado temos Zs = Xs e θ s = 90 º. Para um sistema trifásico temos:
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    Potência reativa trifásicae torque de saída A potência reativa trifásica é dada por: O torque desenvolvido na máquina vale:
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    Curvas características Ascurvas características da máquina síncrona são apresentadas abaixo:
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    Referências Carvalho, G. Máquinas Elétricas – Teoria e Ensaios . Editora Érica. Flarys, F. Eletrotécnica Geral – Teoria e Exercícios Resolvidos. Editora Manole. Kirtley Jr., J. Introduction to Power System . Synchronous Machine and Winding Models . Massachusetts Institute of Technology. http://ocw.mit.edu/index.html Kuznetsov, M. Fundamentals of Electrical Engineering . Peace Publishers - Moscow. Marques, G. Máquinas Elétricas . Capítulo 2 – Máquinas Síncronas. http://paginas.terra.com.br/educacao/profarana/apoio/apoio.htm Sen, P. Principles of Electric Machines and Power Electronics. John Wiley and Sons. Yamayee, Z. & Bala Jr, J. Electromechanical Energy Devices and Power Systems . John Wiley and Sons.