SUPLEMENTOEXCLUSIVODOJORNALACIDADE
CENTROCENTRO
MEUBAIRRO
A CIDADE
SÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
A FÁBRICA
DE SONS DE
ALESSANDRO
LUTHIER ALESSANDRO
BAGGIO FABRICA
INTRUMENTOS MUSICAIS
MINHA
RECEITA
MEU
LUGAR
MINHA
BRONCA
E ESSA MOELA FEITA
PELA ELIANE E O MÁRCIO?
UM CAFEZINHO
ÚNICO NO CENTRO
VOCÊ TEM CORAGEM DE
IR À PRAÇA XV À NOITE?
no
MATHEUS URENHA / A CIDADE
2 A CIDADE SÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
Um Centro que foi
retirado de Ribeirão
Falar sobre o Centro é falar sobre a história desta cidade, dos seus
símbolos, daquilo que lhe dá a alma, identidade. Nesta edição do A
CIdade no Seu Bairro, falamos de um Centro que não existe mais, das
construções que foram derrubadas, na maior parte das vezes em nome do
progresso. Esse “Centro invisível” é o reflexo de uma época em que edifí-
cios como o Teatro Carlos Gomes, o Palacete Innechi e outros eram pouco
mais do que um entrave ao desenvolvimento. O atual Theatro Pedro II e
o seu vizinho, o Centro Cultural Palace, escaparam por pouco desse fim
e deixaram a lição: sem símbolos, sem conhecer a sua própria história,
seremos apenas uma cidade, nunca uma comunidade. Boa leitura!
NOSSA OPINIÃO
tá bom
DESCANSO E CIVILIDADE
A tão falada obra do Calçadão
trouxe aos ribeirão-pretanos ban-
cos e áreas para descanso, também
espalhou lixeiras de coleta seletiva,
agora depende de cada um separar
o próprio lixo.
tá ruim
SEM COBERTURA
A obra para construção dos novos
terminais na rua Américo Brasiliense
deslocou dois antigos pontos de ônibus
para outros locais. Um deles sem cober-
tura ou bancos. A situação é provisória,
mas ainda incomoda a população.
tá indo
NOVA ESTRUTURA
A passos lentos, a construção dos ter-
minais da Estação Praça das Bandeiras
promete oferecer conforto e seguran-
ça para usuários. Viagens e embarque
mais rápidos também estão no pacote
prometido pela Transerp.
FOTOSWEBERSIAN/ACIDADE
EDIÇÃO
José Manuel Lourenço
REPORTAGEM
Jessica Ribeiro (Colaboração)
EDITOR DE ARTE
Daniel Torrieri
EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA
Mariana Martins
TRATAMENTO DE IMAGENS
Francielly Flamarini
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Antonio Carlos Coutinho Nogueira
José Bonifácio Coutinho Nogueira Filho
André Coutinho Nogueira
José Bonifácio Coutinho Nogueira Neto
Marcos Frateschi
Fernando Corrêa da Silva
GERENTE DE PUBLICIDADE
Marco Vallim
marco.vallim@jornalacidade.com.br
DEPARTAMENTO COMERCIAL
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TELEFONE (16) 3977-2172
REDAÇÃO
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CEP 14060-640 - Ribeirão Preto (SP)
JORNAL DO GRUPO
A CIDADEDESDE 1905
MEUBAIRRO
A CIDADE no
DIRETOR DE JORNAIS
E MÍDIAS DIGITAIS
Josué Suzuki
EDITOR-CHEFE
Thiago Roque
CENTRO
NESTA EDIÇÃO
ZONA LESTE
PRÓXIMA EDIÇÃO
3A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
O Centro ‘invisível’
de Ribeirão Preto
Região central da cidade enterrou símbolos
que foram referência de uma época
O Centro de Ribeirão Preto é um
lugar especial: foi ali que surgiu a cidade,
que criou os seus primeiros símbolos que,
com os anos, foram enterrados para dar
lugar ao que se chamou de modernidade.
O Centro nos mostra a história visível,
nas paredes de edifícios como oTheatro
Pedro II, Palácio do Rio Branco ou nos
palacetes abandonados, como oAlbino de
Camargo ou Camilo de Mattos.
Mas, ao lado desse Centro real, existe
outro, invisível, soterrado e destruído,
cuja existência fez parte da história da
cidade. O maior exemplo é oTeatro Carlos
Gomes, construído no final do século 19,
que chegou a ser um dos melhores do
Brasil e que, decadente, foi derrubado na
década de 1940. Mas há mais. Conheça
um pouco dessas referências invisíveis de
Ribeirão, nas próximas páginas.
meuorgulho
fHISTÓRIA FOTOGRAFIA DA PRAÇA XV DE RIBEIRÃO, PROVAVELMENTE DO INÍCIO DO SÉCULO 20,
COM O ANTIGO CORETO AO FUNDO;ATUALMENTE, NO LOCAL, EXISTE O MONUMENTO AO SOLDADO
CONSTITUCIONALISTA DE 1932, EM FRENTE AO THEATRO PEDRO II
REPRODUÇÃO ARQUIVO PÚBLICO E HISTÓRICO DE RIBEIRÃO PRETO
riberfestas@riberfestas.com.br / www.riberfestas.com.br
Av. Antonio e Helena Zerrenner, 555 - Ribeirão Preto - SP
Telefone: 3633 1868 - 3633 3629
ARTIGOS PARA FESTAS
EMBALAGENS E DESCARTÁVEIS
Linha completa para festas:
Doces, Chocolates, Artigos para cestas
MELHOR PREÇO DA REGIÃO
ATENDIMENTO PERSONALIZADO
FÁCIL ESTACIONAMENTO
CURSOS
VARIADOS
ATACADO
E VAREJO
4 A CIDADE SÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
Os restos da história
no lugar onde
nasceu a cidade
de Ribeirão Preto
Teatro Carlos Gomes, cemitério, Palacete Innechi
são alguns dos símbolos que foram destruídos
A história de Ribeirão Preto coneça a
ser contada a partir da região central. Por
lá, prédios, fachadas, palmeiras e até os
paralelepípedos têm muito a dizer sobre
os primórdios do município, começado
onde hoje é a Praça XV de Novembro.
“Ribeirão surge a partir da capeli-
nha, da igreja e de um território doado
em nome de São Sebastião para manter
essa capela”, conta a historiadoraTânia
Registro.
A cidade cresceu no entorno da cape-
linha, desenvolveu o seu poder econômico
e político nos arredores da força religiosa.
Tânia explica que todo ‘início’ de cidade
contava com três instituições essenciais:
igreja, fórum e cadeia.“E todas as casas
da elite econômica, casas comercias,
bancos, tudo o que era de importância
econômica, era colocado no centro”.
O marco zero do município foi
colocado ali, onde posteriormente foi
construída a fonte luminosa.“O centro
nasce nobre e cresce privilegiado, todo
investimento em embelezamento vai para
lá, calçamento, arborização”.
Na década de 1920 a paisagem da
cidade começa a mudar, chácaras no en-
torno da cidade começam a ser loteadas
e os famosos casarões construídos. Era
o momento áureo, em que a cidade era
comparada com Paris.“Os casarões foram
se instalando e essa elite começou a tra-
zer artefatos de cultura, vinham da capital
e passaram a trazer suas influências”,
explica o arquiteto Claudio Bauso.
Nesse momento a cidade também
entra no radar dos grandes espetáculos
e passa a ser referência em cultura. Entre
1930 e 1947 Ribeirão Preto teve dois
teatros de ópera, um cortejando o outro.
“Na década de 1930 Ribeirão já
tinha construído muitas coisas, que aca-
baram destruídas para dar lugar ao que
era moderno para a época”, relata Bauso.
Um desses locais foi o antigo casarão de
Quinzinho Junqueira, derrubado para dar
lugar ao Edifício Diederichsen.
Em 1947 veio a demolição do Carlos
Gomes.“Deveria ter havido uma restau-
ração, mas naquela época não havia essa
mentalidade”, explica Mauro Roberto
Teixeira de Mello, funcionário doArquivo
Público e Histórico de Ribeirão Preto.
Além deles, deixam saudade também
o palacete Innechi (1929), na esquina
das ruas Duque de Caxias com Barão do
Amazonas e o antigo cemitério, na praça
XV de Novembro, em frente aoTheatro
Pedro II.
Hoje, ao andar pelas ruas da região
central ainda é possível identificar
detalhes dos edifícios que retratam as
diversas formas de uso, comportamento
e o modo de viver de determinada época.
“No Centro da cidade você consegue ter
toda leitura da nossa história, tanto de
prédios, quanto de visual, até a década de
1980 quando você tem a verticalização.
Consegue acompanhar historicamente
a decadência, e agora a revitalização”,
explicaTânia.
f MEMÓRIAS
NA FOTO MAIOR, O TEATRO
CARLOS GOMES, FUNDADO
NO FINAL DO SÉCULO
19 E QUE CHEGOU A SER
CONSIDERADO UM DOS
PRINCIPAIS DO BRASIL. AO
LADO, NA FOTO DA ESQUERDA,
A ANTIGA IGREJA MATRIZ,
LOCALIZADA NA PRAÇA XV DE
NOVEMBRO; FINALMENTE,AO
LADO, O PALACETE INNECHI,
CONSTRUÍDO EM 1929,
EM FRENTE AO PRÉDIO DA
SOCIEDADE RECREATIVA DE
RIBEIRÃO PRETO. HOJE, NOS
LOCAIS, EXISTE UMA AGÊNCIA
BANCÁRIA E O MUSEU DE ARTE
DE RIBEIRÃO PRETO (MARP)
meuorgulho
5A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
Na internet, é possível encontrar
algumas referências interessantes
sobre a história de Ribeirão Preto.
No site da prefeitura, por exemplo, é
possível acessar os livros “Quarteirão
Paulista – um conjunto harmônico de
edifícios monumentais”, de Renata
Alves Sunega e também “A história
contada através da arquitetura de
uma rua”, de Eder Donizeti da Silva.
Ambos contam sobre a história da
região central da cidade e estão
disponíveis em PDF para download.
Para baixar , acesse www.
ribeiraopreto.sp.gov.br > Cultura >
Projetos e Programas > História de
Ribeirão.
DOCUMENTÁRIO
Outro local interessante para
buscar informações sobre a cidade
é o portal Museu Cidade Digital, no
Instituto Paulista de Cidades Criativas
e Identidades Culturais (IPCCIC).Ali, é
possível encontrar um documentário
contando sobre a história do Centro.
O filme pode ser visualizado
online no seguinte endereço: www.
museucidadedigital.com ou www.
youtube.com/watch?v=oKPtO8wlK_8
(link direto)
Cada casarão no Centro conta
uma história e revela uma Ribeirão
Preto silenciada pelo tempo.“Eles
são testemunhas de um período, que
traz o perfil de uma sociedade, da
economia, relações sociais, de arte,
cultura, o perfil trabalhista, o modelo
de habitação”, explica o arquiteto
Claudio Bauso.
A primeira lei que protege o
patrimônio histórico em Ribeirão foi
criada somente em 1967, mas mesmo
a legislação não impediu que muito
da história fosse apagada.“Em 1972
houve a destruição da antiga ferrovia,
em 1978 do palacete Paschoal
Innecchi e perdemos vários edifícios”,
lamenta.“Como a cidade não havia
legislação regulamentada, esses
edifícios foram para o chão da noite
para o dia”. O primeiro tombamento
só foi ocorrer efetivamente 2004.
A construção dos casarões e
palacetes da época foi marcada
pelo luxo, influência da França que,
na época, era a maior compradora
do café produzido na região.“Nos
casarões da década de 20 que ainda
resistem em Ribeirão Preto, você
encontra muita riqueza, mármore,
afrescos, madeira de lei”, explica.
Casarões são
cidadesilenciada
no tempo
Saiba onde
encontrar mais
informações
CIDADE REENCONTRA A CULTURA
A cidade vive hoje um momento cultural importante, de reencontro com
a própria cultura e redescoberta dos bens históricos do município.“As pessoas
estão se apossando do espaço público, e você começa a ter ações de politicas
públicas e vai trazendo de volta a vida ao Centro”. Segundo Tânia a popularização
de espaços como o Memorial da Classe Operária – UGT e eventos como a Feira
do Livro transformam a forma do munícipe se relacionar com a história do local
onde vive.“É obrigação do poder público fazer essa interferência, mas as pessoas
também precisam comprar essa ideia e abraçar a cultura”.
FOTOS REPRODUÇÃO ARQUIVO PÚBLICO E HISTÓRICO DE RIBEIRÃO PRETO.
Av Presidente Vargas, 1442/1446
(16) 3443-4172 | 3446-8683
Segunda a sexta das 06:00 as 22:00
Sábado 06:00 as 20:00
Domigos e feriados 06:00 as 21:00
6 A CIDADE SÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
UM
CAFEZINHO
MUITO
fVALDÍVIO JOSÉ DOS SANTOS, UM DOS DONOS DA ÚNICA, TRADICIONAL CAFETERIA DO CENTRO
DE RIBEIRÃO PRETO
MAIS DO QUE
UMMM CAFÉ
E MMMUITAS
HISTTTÓRIAS
“A Única foi fundada em 1937. Na época não era só uma
cafeteria, mas também uma confeitaria, muito frequentada
pelos grandes nomes da cidade. Sempre foi muito tradicional
em Ribeirão Preto, faz parte da história da cidade.
Não sou o primeiro dono. Cheguei até a Única com a
minha sócia, Estela, em 1989. Eu vim de Araguari, no Espírito
Santo, para Ribeirão em 1966 e comecei a trabalhar como
garçom.Trabalhei em alguns estabelecimentos até que fui
contratado no restaurante da Estela. Sim, ela era a dona e eu
funcionário dela.
Em 1989, a cafeteria foi colocada à venda. Foi quando
sentamos, conversamos e decidimos virar sócios no negócio. Era
um ramo diferente para nós, mas estava na mesma área de ali-
mentação, então resolvemos arriscar. Na época compramos do
Nivaldo Menegario e do Paulo Amilton, que eram os proprietá-
rios. Não sei dizer exatamente o porquê da venda, mas acredito
que eles decidiram encerrar a sociedade e, para não vender o
negócio por partes, acabaram vendendo para nós.
Para mim e para a Estela foi um investimento e tanto, mes-
mo porque a nossa parceria dá muito certo. E, como princípio,
nos empenhamos em manter tudo como sempre foi, em respei-
to aos frequentadores do local.Afinal, herdamos a clientela e
todas as boas histórias vividas ao lado do nosso cafezinho.
Desde o início da sociedade, nunca brigamos. Eu e a Estela
somos muito amigos, ela é praticamente uma irmã para mim.
Nossa cafeteria sempre foi ponto de muitos negócios e
encontro de homens importantes, para nós é uma honra. Um
deles é o governador Geraldo Alckmin que, sempre que está em
Ribeirão Preto, vem até aqui tomar do nosso café, aquele bem
tradicional, feito no coador.
Tudo por aqui ainda é o mesmo, o mesmo cardápio e o
mesmo carinho em cada atendimento.As pessoas voltam por-
que já conhecem, sabem que é só chegar por aqui que sempre
tem o cafezinho, o pão de queijo, o bolinho, a nossa coalhada
que, modéstia a parte, é muito boa. E quando eu digo que pode
vir por aqui sempre, falo sério, nós ficamos abertos todos os
dias a partir das seis da manhã, só no domingo fechamos ao
meio dia.
Do fundador da Única, o senhor Oscar Zoega, nós herda-
mos muitos amigos e clientes fiéis. Hoje, nosso público vai além
dos frequentadores assíduos. Descobrimos que muita gente
vem conhecer e muitos jovens passaram a se interessar pela
nossa história.A Única é meu lugar, assim como Ribeirão já
virou minha cidade do coração.”
VALÍDIO JOSÉ DOS SANTOS
68 anos, comerciante
Há 27 anos, ele
serve o ‘café de
coador’ favorito
de Ribeirão Preto
Valídio é um dos proprietários da
cafeteria Única, fundada em 1937
meulugar
WEBERSIAN/ACIDADE
7A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
DE
ALESSANDRO
FÁBRICAA
fMOLORE OFFIC TECTAE DES MARIA APARECIDA DOS SANTOS DOLOREPED UT ENDI CORE ET ENT.
DE SONS
TIRAAANDO
MÚÚÚSICA
DA
MADDDEIRA
Por definição luthier é aquele que fabrica ou repara instru-
mentos de corda, como violinos, violoncelos, violas e contrabai-
xos. Mas para Alessandro Augusto Baggio, de 40 anos, o termo
vai muito além da profissão, tem a ver com história de família e
paixão pela música.
“Meu avô veio da Itália para o Brasil e já mexia com
instrumentos musicais. Ele morreu quando eu era jovem, não
pude aprender muito com ele”, conta. Mas sem deixar que o
ofício morresse, família encontrou uma maneira de continuar
os trabalhos do patriarca.“Meu tio deu continuidade à oficina
e foi assim que comecei a ter contato com a profissão, na
adolescência”, explica.
Aos 22 anos, depois de trabalhar como bancário, decidiu
voltar às origens e honrar a profissão do avô.“Entrei no ramo,
mas trabalhava de forma bem informal e assim permaneci
até encontrar uma escola onde pudesse aprender o ofício de
forma profissional”. Ele fala do Conservatório Musical de Tatuí,
local para onde foi aos 26, ser aluno do curso de Luteria.“Fiz
uma prova prática, onde eles pedem para que você construa
um artefato de madeira e passei. O curso é longo, dura cinco
anos, mas você sai dele com muito mais conhecimento técnico,
artístico e histórico”.
Natural de Londrina (PR), a atividade também deu a Ales-
sandro um novo lar. Por causa do mercado de trabalho, o luthier
decidiu mudar-se para Ribeirão Preto após se formar e por aqui
estabeleceu sua oficina, no segundo andar do edifício mais
antigo da cidade, o Diederichsen.“A madeira e as ferramentas
usadas o trabalho são todas importadas, então durante um ano
fui montando minha oficina”, explica.
Cada instrumento é produzido seguindo um processo único
de fabricação e pode levar até três meses para ficar pronto.
“Trabalho com quatro ou cinco instrumentos por ano apenas, e
tudo é feito de acordo com os desejos do cliente e as técnicas
que desenvolvi. O processo é inteiramente artesanal”.
As peças criadas por luthiers são geralmente produzidas
para atender músicos que já possuem certa experiência e
procuram um tipo específico de instrumento ou som para suas
composições.“O luthier trabalha com recursos sutis, por exem-
plo, o tipo de afinação ou braço do instrumento, mas muito
importantes para cada músico”.
Nove anos após se formar,Alessandro tem certeza de que
escolheu o ofício certo e se orgulha de poder espalhar sua as-
sinatura e o rastro de um bom trabalho, pelo mundo.“Sempre
digo, não sou comerciante, sou um restaurador e construtor de
instrumentos sob encomenda. Cada um único”, finaliza.
minhahistória Instrumentos
artesanais
‘escondidos’ no
Diederichsen
Luthier fabrica instrumentos
de corda no edifício histórico
MATHEUSURENHA/ACIDADE
8 A CIDADE SÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
centro COMIDAS
CULTURA
CURTIÇÃO
UM LOCAL DE
COMPRAS E DE
MUITA HISTÓRIA
A rua homenageia o
padroeiro do município.
Tem cerca de 1,78km de
extensão, começando na
avenida Jerônimo Gonçalves
e terminando na Francisco
Junqueira.
TRANSERP
Para quem precisa tirar o Cartão Cida-
dão, utilizado no transporte coletivo
urbano, o posto do Consórcio Pró-Urba-
no localizado na São Sebastião, 909 é
o lugar ideal. Por lá são oferecidos além
da retirada da primeira via do cartão,
a renovação e também o cadastro
biométrico.
SOCIEDADE DANTE ALIGHIERI
Fundada em junho de 1910, a Sociedade
Danta Alighieri é uma das mais antigas asso-
ciações de Ribeirão Preto. Ela foi criada com o
objetivo de fazer com que os então imigrantes
italianos que chegavam ao município para tra-
balhar, pudessem manter os laços com a Pátria
e, sobretudo, encontrar novos amigos.
CINECLUBE CAUIM
O Cineclube Cauim foi fundado em 1979 e oferece diariamente
sessões de cinema a preços populares no coração da cidade. O local
também conta com um bar e se tornou ponto de encontro dos mais
populares entre o público ligado à vida cultural de Ribeirão Preto.
O Centro de Ribeirão
Preto é local conhecido
pelo comércio, sobretudo
de vestuário e calçados.
Mas ali, entre uma loja
e outra, é possível ver
casarões antigos (ou o que
sobrou deles), que contam
muito da história da antiga
“pequena Paris”
es
s
Av.Cav.PaschoalInecchi
AvenidaSaudade
Anel Viário Norte
Anel Viário Sul
Av. Bandeirantes
Av.D.PedroI
RodoviaAntonioMachadoSant’Anna
Av. Dr. Oscar de
Moura Lacerda
Av.Francisco
Junqueira
Av.Mal.CostaeSilva
Av. Pres. Castelo Branco
Av. Treze de Maio
Av.MaurílioBiagi
Av. Costábile Romano
Av. Pio XII Av. Nove
de Julho
Av. Caramuru
Av.Independência
areugnahnA.doR
Av.Pres.Vargas
DEINTER 3
A sede regional do Departamento de Polícia Judiciária
de São Paulo Interior (Deinter 3) foi inaugurada em 1
de janeiro de 2000.Tem abrangência sobre 93 muni-
cípios e atende delegacias na região dos municípios
de Araraquara, Barretos, Bebedouro, Franca, Ribeirão
Preto, São Carlos, São Joaquim da Barra e Sertãozinho.
RUA
SÃO SEBASTIÃO
9A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
bardonei29@gmail.com | Bar do Nei
Rua Conde de Irajá, 235 - Ribeirão Preto/Sp
16 3610-5891 | 3632-9280
• Rua Campos Salles, 429
• Rua Duque de Caxias no cruzamento
com a rua Barão do Amazonas
• Rua Amador Bueno, s/nº
• Rua General Osório, próximo ao cru-
zamento com a rua Cerqueira César
• Rua General Osório, 549
• Praça Carlos Gomes
• Rua General Osório, 612
• Rua Florêncio de Abreu, no cruzamen-
to com a rua Tibiriçá
• Rua São José, 1.220
• Rua Tibiriçá, 498
• Avenida Nove de Julho, 378
• Avenida Independência, 1.730
• Rua General Osório, próximo ao
cruzamento da rua Amador Bueno
• Rua Américo Brasiliense, 474
• Avenida Jerônimo Gonçalves, s/nº
• Rua Sete de Setembro, na praça
Aureliano de Gusmão (Sete)
• Rua Sete de Setembro, próximo ao
cruzamento com a rua Bernardino de
Campos
• Rua General Osório, 485
• Praça XV de Novembro, 790
• Rua São José, 933
• Rua Visconde de Inhaúma, na praça
Luís de Camões
• Avenida Jerônimo Gonçalves, 640
BANCAS
MARIANA MARTINS / A CIDADE
F.L.PITON / A CIDADE
meuguia
CRAS – 2 (Norte)
Rua Marcondes Salgado, 253 – Centro
CEP 14013-150
Telefone: 3610-6495
Responsável: Nilva Maria Giolo Taverna
CENTRO DE REFERÊNCIA DA
ASSISTÊNCIA SOCIAL – CRAS
51º Batalhão de Polícia Militar do Interior
Bases Comunitárias de Segurança (BCS)
1ª CIA PM
Rua Florêncio de Abreu, 411, Centro
Telefone: 3904-9109
BASE DA POLÍCIA
UBDS “Dr. João Baptista Quartin”
- Central
Avenida Jerônimo Gonçalves, 466
Telefones: 3605-5000 / 3605-5025
UBS “Profª Maria Herbênia O.
Duarte” – Vila Tibério
Rua Gonçalves Dias, 790
Telefone: 3931-2325
UBS “Nelson Barrionovo” –
Campos Elíseos
Avenida Saudade, 1.452
Telefone: 3961-4303
UBS “Prof. Jacob Renato Woiski”
- Jardim João Rossi
Avenida Independência, 4.315
Telefone: 3911-3616
UBS “Drª Teresinha Garcia José
Gradim” – Centro
Rua Amador Bueno, 237
Telefones: 3635-7477 / 3635-5956
UBS “Wilma Delphina de O.
Garotti” – Vila Tibério
Rua 21 de Abril, 779
Telefone: 3630-6964
UNIDADES
DE SAÚDE
FEIRA 1
Centro
Quando: Às terças-feiras
Onde: Rua Visconde do Rio Branco,
entre as ruas Barão do Amazonas e
Marcondes Salgado
FEIRA 2
Centro
Quando: Às terças-feiras
Onde: Rua Marcondes Salgado, entre
as ruas Bernardino de Campos e
Lafaiete
FEIRAS LIVRES
10 A CIDADE SÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
Maria Cecília veio para mostrar um mundo novo para Sílvio e Josiane
Planejada, desejada e muito amada,
assim podemos definir Maria Cecília na
vida de Sílvio e Josiane Gonçalves. Já são
11 meses desde a sua chegada “e com ela
nenhum dia é igual ao outro, cada dia é
um aprendizado novo”, conta o pai.
O casal só foi descobrir que a bebê
era uma menina no meio gravidez, já
que Maria teimou em ficar de perninhas
cruzadas durante os primeiros meses.
A pequena é portadora de síndrome de
Down, fator que foi uma grande surpresa
para os pais.“A última ultrassonografia
tinha apontado uma possível alteração
genética, mas o médico disse que poderia
ser só uma falha, que não precisávamos
nos preocupar”.A família só foi descobrir a
condição da menina no parto.“Quando ela
nasceu a gente teve um susto, porque ela
era especial”, revela Sílvio.
No início o casal se preocupou por
não conhecer, de fato, a Síndrome de
Down.“Foi complicado, era aquela coisa
do preconceito, de você ter um ideal para
o seu filho e ver aquilo ser desconstruído
de repente”. Mas indo na contramão do
medo, o amor pela pequena prevaleceu.
“A gente foi à luta, primeiro para aprender.
Hoje fazemos parte de ONGs que falam
sobre síndrome de Down e estamos
sempre engajados em campanhas de
inclusão”.
A menina completa seu primeiro ano
de vida no próximo dia 4 de outubro e
não poderia ser motivo maior de orgulho
para os pais.“Hoje nós aproveitamos
cada pequeno momento dela. Quando
ela começou a sentar, o primeiro sorriso,
a primeira vez que ela respondeu ao ser
chamada.Tudo é único”, derrete-se Silvio.
vida nova
Arthur deixou saudade e agora virará livro pelas mãos do pai
Há dois anos, complicações por causa
de um problema no coração levaram
o Arthur, de 13 anos.“Meu filho era
sinônimo de amor. Por onde passou, deixou
saudade, jamais será esquecido”, diz o
economista Alessandro de Lazzari, 44 anos.
Arthur nasceu em 16 de setembro de
2000 com problemas graves do coração.
Mesmo com a saúde frágil, nunca deixou
de praticar esportes, como judô, natação,
basquete, futsal. Chegou até a apitar jogos
de futebol.”
Arthur também era muito religioso e
encontrou no Santuário Arquidiocesano
Nossa Senhora Aparecida um refúgio.“Ele
dizia que queria ser padre e participava
tanto, que o padre o acabou instituindo
coroinha. Ele foi o único na história da
igreja e levava a função muito a sério”,
explica Alessandro, com orgulho.
No coração do pai o lugar do filho
estará sempre garantido. E, para honrar a
sua memória,Alessandro decidiu escrever
um livro.“Desenvolvi esse livro para falar
sobre o legado de amor que ele deixou.
Mesmo com todos os problemas, tinha
alegria para viver”, conta.
Antes de operar, o menino ainda foi
homenageado pelos amigos com uma
música e muitas mensagens de carinho.
“Eu coloco no livro esses depoimentos, de
pessoas que o amavam e torciam por ele”.
Outra forma de lembrar Arthur veio
da Câmara Municipal.“Além do livro, nós
aprovamos também um projeto de lei para
criar uma rua com o nome dele. Ela ficará
no Jardim Cristo Redentor, um novo bairro
aqui na cidade”. E mesmo depois da sua
morte,Arthur continuou espalhando o bem:
os seus rins e córneas foram doados.
memória
MATHEUS URENHA / A CIDADE
MILENA AUREA / A CIDADE
11A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
zoomcentro
CENAS URBANAS
O Centro de qualquer cidade é um local único,
cruzamento de história, estórias e personagens
interessantes. Em Ribeirão, não é diferente.
ooooiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!Em tempos de crise, vale tudo para chamar a atenção do consumidor,
até exagerar no modelito. Essa sainha de bailarina tá ótima!!!
iiimóóóveiiisNos últimos anos, o Centro de Ribeirão Preto ficou marcado
pela presença de diversos artistas, estátuas de personagens famosos.
lllliiiivreE a feira de artesanato, que é realizada em frente à Catedral
Metropolitana? Ali é possível encontrar verdadeiras preciosidades!
reflexãoO Centro de Ribeirão Preto tem corre-corre,
é barulhento, uma coisa de doido. Mas, às vezes,
também é possível achar um tempinho para relaxar.
FOTOS WEBER SIAN / A CIDADE
12 A CIDADE SÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
minhabronca
Símbolo de Ribeirão, Praça XV
vira terra de ninguém à noite
Principal local de encontro no Centro da cidade e um dos pontos de partidas para a construção da
história da cidade, a praça tem se tornado uma região perigoso, sobretudo pela falta de policiamento
Inaugurada em 1910, a Praça XV de
Novembro é talvez o ponto mais conhecido
do Centro de Ribeirão Preto. O local é um
marco de referência histórica e geográfica
para o município.Antes mesmo da inaugu-
ração da praça, a primeira capela da cidade
já havia sido construída em 1868, onde
hoje está a fonte luminosa.
Durante o dia, ponto de encontro de
amigos, fotos de família, descanso para
os mais velhos e até local de referência
quando se fala do famoso game Pokémon
Go. À noite, no entanto, o local vira morada
para moradores de rua e local para venda
e uso de drogas, assaltos, sem segurança,
abandonado.
A constatação sobre a insegurança
do local vem dos próprios moradores da
região, dos taxistas que por ali trabalham
e confirmada pelos usuários do transporte
coletivo que precisam ficar por ali para
esperar o ônibus.“Eu não costumo ficar
para trabalhar depois que Pinguim fecha.
Enquanto ele está aberto ou está tendo
espetáculo no teatro, a movimentação de
pessoas dá uma segurança para nós aqui”,
explica o taxista Osvaldo Isaías, de 63 anos.
Mas, segundo os próprios taxistas,
o aumento do fluxo de pessoas no local
não mudou muito quanto à segurança
proporcionada pelos meios públicos.“Ainda
não sei porque existe a Guarda Municipal,
nunca estão aqui.A Polícia Militar também
só passa de vez em quando, estamos aban-
donados num dos lugares mais movimen-
tados da cidade”, desabafa Gilmar Laércio
Fonseca, de 50 anos, também taxista.
“O perigo aqui não é só a noite, de
dia também não é muito seguro”, afirma.
“Assalto nunca presenciei, mas o comércio
de drogas é livre aqui, como se fosse terra
de ninguém. Se você passar às quatro da
manhã, por exemplo, além de ver isso tudo
abandonado, vai ficar com medo”, finaliza
Gilmar.
fINAUGURADA EM 1910,A PRAÇA XV ESTÁ SE TORNANDO EM UM LOCAL PERIGOSO PARA O RIBEIRÃO-PRETANO
Uma mudança no cenário de
“praça do medo”, que se tornou a
praça XV, veio recentemente, com o
lançamento do jogo Pokémon Go, que
desde o início de agosto tem levado
mais pessoas até o local.
“Antes de inventarem o Pokémon
dava seis da tarde e isso tudo ficava
deserto.Agora tem gente até às nove,
dez da noite”, conta o motorista de
táxi, Osvaldo Isaías.
A praça é um dos pontos mais
populares entre os jogadores do game,
que se reúnem em turmas para caçar
os bichinhos por ali. O taxista expli-
ca que os dias com mais segurança
foram os dias em que havia ‘caçadas
Pokémon’ marcadas na praça.
Game Pokémon
Go ajuda a praça a
ficar mais segura
OUTRO LADO
A segurança por aqui está
deixando a desejar, não sou de
Ribeirão mas venho todo final de
semana e quando está escurecen-
do já sei que é hora de ir embora
porque começa a ficar abandona-
do por aqui.
CLÉCIO GOMES DO NASCIMENTO
50 anos, aposentado
O lançamento do jogo Poké-
mon Go trouxe mais movimento
para a praça durante todo o dia,
mas ainda assim a noite é arris-
cado passar por aqui, você não
vê policiamento. É abandonado e
não tem segurança.
EDUARDO BARRERA ORLANDO
22 anos, matemático
MORADORES DA REGIÃO E USUÁRIOS DIZEM QUE LOCAL NÃO OFERECE SEGURANÇA DEPOIS QUE ESCURECE
FOTOS MATHEUS URENHA / A CIDADE
PROMESSA
ANTIGA No último mês, a Praça XV de Novembro tem sido invadida
por fãs em busca de monstrinhos escondidos nas imediações;
a loucura pelo jogo é tamanha que, mesmo em altas horas da
noite é possível encontrar gente em busca dos bichos.
POKÉMON GO
13A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
Nas ruas recém-reformadas pelas obras da
região central, um incômodo são as galerias de
esgoto e que dão acesso à fiação subterrânea.
Algumas delas estão em desnível com o piso
novo do Calçadão e podem trazer riscos aos mais
distraídos.
Elas estão por toda parte e seja na calçada
ou na rua, a grande quantidade de caçambas
espalhadas pelo Centro é algo que incomoda
diariamente os munícipes. Pela região, é difícil
andar dois quarteirões sem se deparar com uma
delas, normalmente cheias de entulhos.
Outro velho problema da região central da
cidade é o desnível do calçamento e a falta de
rampas de acesso em algumas esquinas, recurso
que facilita o deslocamento de cadeirantes nas
calçadas e em alguns cruzamentos.
Sem a manutenção adequada, postes com
fiação exposta oferecem riscos a pedestres e
também a veículos nas ruas da cidade. Este
poste na Visconde de Inhaúma, via bastante
movimentada, é só um dos muitos exemplos
espalhados pela região central.
Falta tampa
Por toda parte Desnível na calçada
Fiação exposta
FALTA RESOLVER
FALTA RESOLVER FALTA RESOLVERFALTA RESOLVER
minhabronca
Iniciadas em agosto de 2013 as obras de revitalização do
Calçadão de Ribeirão Preto parecem finalmente estar chegando
ao fim. O problema, no entanto, são os resquícios das obras que
ficaram por toda parte: são tubulações, fios, pisos, entulhos de
construção em geral, que acabam por atrapalhar a vida de quem
usa diariamente esse espaço de passagem.
Herança da obra do Calçadão: entulho
FOTOS MATHEUS URENHA / A CIDADE
156É O NÚMERO DE TELEFONE
DO SAM (SERVIÇO DE
ATENDIMENTO AO MUNÍCIPE
DE RIBEIRÃO PRETO
FALTA RESOLVER
14 A CIDADE SÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
minhareceita
ESSA MOELA DA ELIANE E
DO MÁRCIO É IRRESISTÍVEL
Ingredientes
• 1kg de moela
• 5 tomates grandes
• 2 cebolas grandes
• Sal (a gosto)
• 1 dente de alho
• 1 colher de colorau
• Óleo
Modo de fazer
Limpar e temperar a moela
com alho e sal. Em seguida
deixar descansando no tempe-
ro por, pelo menos, duas horas.
Numa panela de pressão
refogue o óleo, o restante do
alho, os cinco tomates picados
em cubos com pele e semente,
e o colorau. Em seguida jogue
a moela já temperada na
mistura e feche a panela.
Após pegar pressão, deixe
ainda por 25 a 30 minutos em
fogo baixo.
Para servir, coloque a
moela numa travessa. Corte
a cebola, misture no caldo e
despeje por cima da moela.
Pode-se usar salsinha para
decorar.
Moela ao Molho Brasília já virou símbolo de um bar do Centro de Ribeirão
O encontro das ruas Florêncio de Abreu e Garibaldi
talvez seja um dos cruzamentos mais famosos do Centro
de Ribeirão Preto. Lá, em 1977, nasceu o Empório Brasília,
bar que ainda hoje agrada fãs fiéis com sua culinária e
histórias.
O que poucos sabem é que o local é um daqueles
“negócios de família”, que passou de pai para filho – filha,
no caso de Eliane Palandri – e se mistura com a história
recente da cidade.“Meu sogro fundou o Empório como
uma mercearia.Aos poucos, meus cunhados se juntaram
a ele na administração e logo virou bar”, explica Márcio
Palandri, de 54 anos.
O local também é conhecido por ter sido um dos
lugares favoritos do ‘doutor’ Sócrates.
“Em 1993 meu sogro construiu outro imóvel na Vila
Seixas e partiu para o ramo de padaria, mas não queria
sair e vender para um estranho. Então, eu e minha esposa
assumimos”, conta.
Segundo Márcio, o bar ‘cresceu e apareceu’ na época
da Copa do Mundo de 1994.“Fizemos cardápio e come-
çamos a trabalhar como um bar completo.
A Moela ao Molho Brasília entrou também nessa
época no cardápio.“Em casa, o frango sempre dava briga
por causa da moela e daí surgiu a vontade de criar uma
porção para o bar”, explica Eliane Palandri.
“Como eu adoro moela, pensei em criar vários pratos
com ela. Eu tinha as ideias e minha esposa colocava em
prática, fizemos tudo juntos”. Ela confirma que “até hoje é
assim, ele cria e eu executo”.
Márcio e Eliane, além de comandar o bar, foram os
‘pioneiros’ em colocar mesas na calçada na região central.
“Briguei muito com a prefeitura.Todo mês a fiscalização
me multava, até que em 2002 tudo foi regulamentado e os
outros bares começaram a fazer também”.
Hoje, além da bebida gelada, a grande estrela do
Empório Brasília é o cardápio, que mantém há 20 anos
receitas que já são queridas e tradicionais pelos frequen-
tadores.“Nós temos pratos que são o carro-chefe como a
dobradinha, o joelho de porco, a própria moela”, finaliza
Eliane.
fPRATO SURGIU EM 1994, NA OND DA COPA
DO MUNDO; HOJE, É O CARRO-CHEFE DE UM
DOS BARES MAIS CONHECIDOS DA REGIÃO
CENTRAL DE RIBEIRÃO PRETO
4 PORÇÕES
Tem uma receita e quer compartilhar com a gen-
te? Mande para receita@jornalacidade.com.br
FOTOS WEBER SIAN / A CIDADE
15A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016
pontodeencontroCLICK PRAÇA SETE DE SETEMBRO
A região central de Ribeirão Preto é pródiga em
praças. Uma das mais conhecidas é a Sete de Setembro, no
quadrilátero das ruas Florêncio de Abreu, Floriano Peixoto,
Lafaiete e Sete de Setembro. Com forte vegetação, o local é
um tradicional ponto de encontro de moradores da região.
FOTOS MATHEUS URENHA / A CIDADE
França e Tiffany Garcez
Nair Silveira Spagnol
João Pedro Costa
Veranice Bittar
Alcedi Scarelli Queiroz Ana Simões
Benedita Delfino Silva Ribeiro
16 A CIDADE SÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016

Meu Bairro Centro - Setembro

  • 1.
    SUPLEMENTOEXCLUSIVODOJORNALACIDADE CENTROCENTRO MEUBAIRRO A CIDADE SÁBADO, 3DE SETEMBRO DE 2016 A FÁBRICA DE SONS DE ALESSANDRO LUTHIER ALESSANDRO BAGGIO FABRICA INTRUMENTOS MUSICAIS MINHA RECEITA MEU LUGAR MINHA BRONCA E ESSA MOELA FEITA PELA ELIANE E O MÁRCIO? UM CAFEZINHO ÚNICO NO CENTRO VOCÊ TEM CORAGEM DE IR À PRAÇA XV À NOITE? no MATHEUS URENHA / A CIDADE
  • 2.
    2 A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016 Um Centro que foi retirado de Ribeirão Falar sobre o Centro é falar sobre a história desta cidade, dos seus símbolos, daquilo que lhe dá a alma, identidade. Nesta edição do A CIdade no Seu Bairro, falamos de um Centro que não existe mais, das construções que foram derrubadas, na maior parte das vezes em nome do progresso. Esse “Centro invisível” é o reflexo de uma época em que edifí- cios como o Teatro Carlos Gomes, o Palacete Innechi e outros eram pouco mais do que um entrave ao desenvolvimento. O atual Theatro Pedro II e o seu vizinho, o Centro Cultural Palace, escaparam por pouco desse fim e deixaram a lição: sem símbolos, sem conhecer a sua própria história, seremos apenas uma cidade, nunca uma comunidade. Boa leitura! NOSSA OPINIÃO tá bom DESCANSO E CIVILIDADE A tão falada obra do Calçadão trouxe aos ribeirão-pretanos ban- cos e áreas para descanso, também espalhou lixeiras de coleta seletiva, agora depende de cada um separar o próprio lixo. tá ruim SEM COBERTURA A obra para construção dos novos terminais na rua Américo Brasiliense deslocou dois antigos pontos de ônibus para outros locais. Um deles sem cober- tura ou bancos. A situação é provisória, mas ainda incomoda a população. tá indo NOVA ESTRUTURA A passos lentos, a construção dos ter- minais da Estação Praça das Bandeiras promete oferecer conforto e seguran- ça para usuários. Viagens e embarque mais rápidos também estão no pacote prometido pela Transerp. FOTOSWEBERSIAN/ACIDADE EDIÇÃO José Manuel Lourenço REPORTAGEM Jessica Ribeiro (Colaboração) EDITOR DE ARTE Daniel Torrieri EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA Mariana Martins TRATAMENTO DE IMAGENS Francielly Flamarini CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Antonio Carlos Coutinho Nogueira José Bonifácio Coutinho Nogueira Filho André Coutinho Nogueira José Bonifácio Coutinho Nogueira Neto Marcos Frateschi Fernando Corrêa da Silva GERENTE DE PUBLICIDADE Marco Vallim marco.vallim@jornalacidade.com.br DEPARTAMENTO COMERCIAL comercial@jornalacidade.com.br TELEFONE (16) 3977-2172 REDAÇÃO Rua Javari, 3099, Ipiranga Fone (16) 3977-2175 CEP 14060-640 - Ribeirão Preto (SP) JORNAL DO GRUPO A CIDADEDESDE 1905 MEUBAIRRO A CIDADE no DIRETOR DE JORNAIS E MÍDIAS DIGITAIS Josué Suzuki EDITOR-CHEFE Thiago Roque CENTRO NESTA EDIÇÃO ZONA LESTE PRÓXIMA EDIÇÃO
  • 3.
    3A CIDADESÁBADO, 3DE SETEMBRO DE 2016 O Centro ‘invisível’ de Ribeirão Preto Região central da cidade enterrou símbolos que foram referência de uma época O Centro de Ribeirão Preto é um lugar especial: foi ali que surgiu a cidade, que criou os seus primeiros símbolos que, com os anos, foram enterrados para dar lugar ao que se chamou de modernidade. O Centro nos mostra a história visível, nas paredes de edifícios como oTheatro Pedro II, Palácio do Rio Branco ou nos palacetes abandonados, como oAlbino de Camargo ou Camilo de Mattos. Mas, ao lado desse Centro real, existe outro, invisível, soterrado e destruído, cuja existência fez parte da história da cidade. O maior exemplo é oTeatro Carlos Gomes, construído no final do século 19, que chegou a ser um dos melhores do Brasil e que, decadente, foi derrubado na década de 1940. Mas há mais. Conheça um pouco dessas referências invisíveis de Ribeirão, nas próximas páginas. meuorgulho fHISTÓRIA FOTOGRAFIA DA PRAÇA XV DE RIBEIRÃO, PROVAVELMENTE DO INÍCIO DO SÉCULO 20, COM O ANTIGO CORETO AO FUNDO;ATUALMENTE, NO LOCAL, EXISTE O MONUMENTO AO SOLDADO CONSTITUCIONALISTA DE 1932, EM FRENTE AO THEATRO PEDRO II REPRODUÇÃO ARQUIVO PÚBLICO E HISTÓRICO DE RIBEIRÃO PRETO riberfestas@riberfestas.com.br / www.riberfestas.com.br Av. Antonio e Helena Zerrenner, 555 - Ribeirão Preto - SP Telefone: 3633 1868 - 3633 3629 ARTIGOS PARA FESTAS EMBALAGENS E DESCARTÁVEIS Linha completa para festas: Doces, Chocolates, Artigos para cestas MELHOR PREÇO DA REGIÃO ATENDIMENTO PERSONALIZADO FÁCIL ESTACIONAMENTO CURSOS VARIADOS ATACADO E VAREJO
  • 4.
    4 A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016 Os restos da história no lugar onde nasceu a cidade de Ribeirão Preto Teatro Carlos Gomes, cemitério, Palacete Innechi são alguns dos símbolos que foram destruídos A história de Ribeirão Preto coneça a ser contada a partir da região central. Por lá, prédios, fachadas, palmeiras e até os paralelepípedos têm muito a dizer sobre os primórdios do município, começado onde hoje é a Praça XV de Novembro. “Ribeirão surge a partir da capeli- nha, da igreja e de um território doado em nome de São Sebastião para manter essa capela”, conta a historiadoraTânia Registro. A cidade cresceu no entorno da cape- linha, desenvolveu o seu poder econômico e político nos arredores da força religiosa. Tânia explica que todo ‘início’ de cidade contava com três instituições essenciais: igreja, fórum e cadeia.“E todas as casas da elite econômica, casas comercias, bancos, tudo o que era de importância econômica, era colocado no centro”. O marco zero do município foi colocado ali, onde posteriormente foi construída a fonte luminosa.“O centro nasce nobre e cresce privilegiado, todo investimento em embelezamento vai para lá, calçamento, arborização”. Na década de 1920 a paisagem da cidade começa a mudar, chácaras no en- torno da cidade começam a ser loteadas e os famosos casarões construídos. Era o momento áureo, em que a cidade era comparada com Paris.“Os casarões foram se instalando e essa elite começou a tra- zer artefatos de cultura, vinham da capital e passaram a trazer suas influências”, explica o arquiteto Claudio Bauso. Nesse momento a cidade também entra no radar dos grandes espetáculos e passa a ser referência em cultura. Entre 1930 e 1947 Ribeirão Preto teve dois teatros de ópera, um cortejando o outro. “Na década de 1930 Ribeirão já tinha construído muitas coisas, que aca- baram destruídas para dar lugar ao que era moderno para a época”, relata Bauso. Um desses locais foi o antigo casarão de Quinzinho Junqueira, derrubado para dar lugar ao Edifício Diederichsen. Em 1947 veio a demolição do Carlos Gomes.“Deveria ter havido uma restau- ração, mas naquela época não havia essa mentalidade”, explica Mauro Roberto Teixeira de Mello, funcionário doArquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto. Além deles, deixam saudade também o palacete Innechi (1929), na esquina das ruas Duque de Caxias com Barão do Amazonas e o antigo cemitério, na praça XV de Novembro, em frente aoTheatro Pedro II. Hoje, ao andar pelas ruas da região central ainda é possível identificar detalhes dos edifícios que retratam as diversas formas de uso, comportamento e o modo de viver de determinada época. “No Centro da cidade você consegue ter toda leitura da nossa história, tanto de prédios, quanto de visual, até a década de 1980 quando você tem a verticalização. Consegue acompanhar historicamente a decadência, e agora a revitalização”, explicaTânia. f MEMÓRIAS NA FOTO MAIOR, O TEATRO CARLOS GOMES, FUNDADO NO FINAL DO SÉCULO 19 E QUE CHEGOU A SER CONSIDERADO UM DOS PRINCIPAIS DO BRASIL. AO LADO, NA FOTO DA ESQUERDA, A ANTIGA IGREJA MATRIZ, LOCALIZADA NA PRAÇA XV DE NOVEMBRO; FINALMENTE,AO LADO, O PALACETE INNECHI, CONSTRUÍDO EM 1929, EM FRENTE AO PRÉDIO DA SOCIEDADE RECREATIVA DE RIBEIRÃO PRETO. HOJE, NOS LOCAIS, EXISTE UMA AGÊNCIA BANCÁRIA E O MUSEU DE ARTE DE RIBEIRÃO PRETO (MARP) meuorgulho
  • 5.
    5A CIDADESÁBADO, 3DE SETEMBRO DE 2016 Na internet, é possível encontrar algumas referências interessantes sobre a história de Ribeirão Preto. No site da prefeitura, por exemplo, é possível acessar os livros “Quarteirão Paulista – um conjunto harmônico de edifícios monumentais”, de Renata Alves Sunega e também “A história contada através da arquitetura de uma rua”, de Eder Donizeti da Silva. Ambos contam sobre a história da região central da cidade e estão disponíveis em PDF para download. Para baixar , acesse www. ribeiraopreto.sp.gov.br > Cultura > Projetos e Programas > História de Ribeirão. DOCUMENTÁRIO Outro local interessante para buscar informações sobre a cidade é o portal Museu Cidade Digital, no Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais (IPCCIC).Ali, é possível encontrar um documentário contando sobre a história do Centro. O filme pode ser visualizado online no seguinte endereço: www. museucidadedigital.com ou www. youtube.com/watch?v=oKPtO8wlK_8 (link direto) Cada casarão no Centro conta uma história e revela uma Ribeirão Preto silenciada pelo tempo.“Eles são testemunhas de um período, que traz o perfil de uma sociedade, da economia, relações sociais, de arte, cultura, o perfil trabalhista, o modelo de habitação”, explica o arquiteto Claudio Bauso. A primeira lei que protege o patrimônio histórico em Ribeirão foi criada somente em 1967, mas mesmo a legislação não impediu que muito da história fosse apagada.“Em 1972 houve a destruição da antiga ferrovia, em 1978 do palacete Paschoal Innecchi e perdemos vários edifícios”, lamenta.“Como a cidade não havia legislação regulamentada, esses edifícios foram para o chão da noite para o dia”. O primeiro tombamento só foi ocorrer efetivamente 2004. A construção dos casarões e palacetes da época foi marcada pelo luxo, influência da França que, na época, era a maior compradora do café produzido na região.“Nos casarões da década de 20 que ainda resistem em Ribeirão Preto, você encontra muita riqueza, mármore, afrescos, madeira de lei”, explica. Casarões são cidadesilenciada no tempo Saiba onde encontrar mais informações CIDADE REENCONTRA A CULTURA A cidade vive hoje um momento cultural importante, de reencontro com a própria cultura e redescoberta dos bens históricos do município.“As pessoas estão se apossando do espaço público, e você começa a ter ações de politicas públicas e vai trazendo de volta a vida ao Centro”. Segundo Tânia a popularização de espaços como o Memorial da Classe Operária – UGT e eventos como a Feira do Livro transformam a forma do munícipe se relacionar com a história do local onde vive.“É obrigação do poder público fazer essa interferência, mas as pessoas também precisam comprar essa ideia e abraçar a cultura”. FOTOS REPRODUÇÃO ARQUIVO PÚBLICO E HISTÓRICO DE RIBEIRÃO PRETO. Av Presidente Vargas, 1442/1446 (16) 3443-4172 | 3446-8683 Segunda a sexta das 06:00 as 22:00 Sábado 06:00 as 20:00 Domigos e feriados 06:00 as 21:00
  • 6.
    6 A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016 UM CAFEZINHO MUITO fVALDÍVIO JOSÉ DOS SANTOS, UM DOS DONOS DA ÚNICA, TRADICIONAL CAFETERIA DO CENTRO DE RIBEIRÃO PRETO MAIS DO QUE UMMM CAFÉ E MMMUITAS HISTTTÓRIAS “A Única foi fundada em 1937. Na época não era só uma cafeteria, mas também uma confeitaria, muito frequentada pelos grandes nomes da cidade. Sempre foi muito tradicional em Ribeirão Preto, faz parte da história da cidade. Não sou o primeiro dono. Cheguei até a Única com a minha sócia, Estela, em 1989. Eu vim de Araguari, no Espírito Santo, para Ribeirão em 1966 e comecei a trabalhar como garçom.Trabalhei em alguns estabelecimentos até que fui contratado no restaurante da Estela. Sim, ela era a dona e eu funcionário dela. Em 1989, a cafeteria foi colocada à venda. Foi quando sentamos, conversamos e decidimos virar sócios no negócio. Era um ramo diferente para nós, mas estava na mesma área de ali- mentação, então resolvemos arriscar. Na época compramos do Nivaldo Menegario e do Paulo Amilton, que eram os proprietá- rios. Não sei dizer exatamente o porquê da venda, mas acredito que eles decidiram encerrar a sociedade e, para não vender o negócio por partes, acabaram vendendo para nós. Para mim e para a Estela foi um investimento e tanto, mes- mo porque a nossa parceria dá muito certo. E, como princípio, nos empenhamos em manter tudo como sempre foi, em respei- to aos frequentadores do local.Afinal, herdamos a clientela e todas as boas histórias vividas ao lado do nosso cafezinho. Desde o início da sociedade, nunca brigamos. Eu e a Estela somos muito amigos, ela é praticamente uma irmã para mim. Nossa cafeteria sempre foi ponto de muitos negócios e encontro de homens importantes, para nós é uma honra. Um deles é o governador Geraldo Alckmin que, sempre que está em Ribeirão Preto, vem até aqui tomar do nosso café, aquele bem tradicional, feito no coador. Tudo por aqui ainda é o mesmo, o mesmo cardápio e o mesmo carinho em cada atendimento.As pessoas voltam por- que já conhecem, sabem que é só chegar por aqui que sempre tem o cafezinho, o pão de queijo, o bolinho, a nossa coalhada que, modéstia a parte, é muito boa. E quando eu digo que pode vir por aqui sempre, falo sério, nós ficamos abertos todos os dias a partir das seis da manhã, só no domingo fechamos ao meio dia. Do fundador da Única, o senhor Oscar Zoega, nós herda- mos muitos amigos e clientes fiéis. Hoje, nosso público vai além dos frequentadores assíduos. Descobrimos que muita gente vem conhecer e muitos jovens passaram a se interessar pela nossa história.A Única é meu lugar, assim como Ribeirão já virou minha cidade do coração.” VALÍDIO JOSÉ DOS SANTOS 68 anos, comerciante Há 27 anos, ele serve o ‘café de coador’ favorito de Ribeirão Preto Valídio é um dos proprietários da cafeteria Única, fundada em 1937 meulugar WEBERSIAN/ACIDADE
  • 7.
    7A CIDADESÁBADO, 3DE SETEMBRO DE 2016 DE ALESSANDRO FÁBRICAA fMOLORE OFFIC TECTAE DES MARIA APARECIDA DOS SANTOS DOLOREPED UT ENDI CORE ET ENT. DE SONS TIRAAANDO MÚÚÚSICA DA MADDDEIRA Por definição luthier é aquele que fabrica ou repara instru- mentos de corda, como violinos, violoncelos, violas e contrabai- xos. Mas para Alessandro Augusto Baggio, de 40 anos, o termo vai muito além da profissão, tem a ver com história de família e paixão pela música. “Meu avô veio da Itália para o Brasil e já mexia com instrumentos musicais. Ele morreu quando eu era jovem, não pude aprender muito com ele”, conta. Mas sem deixar que o ofício morresse, família encontrou uma maneira de continuar os trabalhos do patriarca.“Meu tio deu continuidade à oficina e foi assim que comecei a ter contato com a profissão, na adolescência”, explica. Aos 22 anos, depois de trabalhar como bancário, decidiu voltar às origens e honrar a profissão do avô.“Entrei no ramo, mas trabalhava de forma bem informal e assim permaneci até encontrar uma escola onde pudesse aprender o ofício de forma profissional”. Ele fala do Conservatório Musical de Tatuí, local para onde foi aos 26, ser aluno do curso de Luteria.“Fiz uma prova prática, onde eles pedem para que você construa um artefato de madeira e passei. O curso é longo, dura cinco anos, mas você sai dele com muito mais conhecimento técnico, artístico e histórico”. Natural de Londrina (PR), a atividade também deu a Ales- sandro um novo lar. Por causa do mercado de trabalho, o luthier decidiu mudar-se para Ribeirão Preto após se formar e por aqui estabeleceu sua oficina, no segundo andar do edifício mais antigo da cidade, o Diederichsen.“A madeira e as ferramentas usadas o trabalho são todas importadas, então durante um ano fui montando minha oficina”, explica. Cada instrumento é produzido seguindo um processo único de fabricação e pode levar até três meses para ficar pronto. “Trabalho com quatro ou cinco instrumentos por ano apenas, e tudo é feito de acordo com os desejos do cliente e as técnicas que desenvolvi. O processo é inteiramente artesanal”. As peças criadas por luthiers são geralmente produzidas para atender músicos que já possuem certa experiência e procuram um tipo específico de instrumento ou som para suas composições.“O luthier trabalha com recursos sutis, por exem- plo, o tipo de afinação ou braço do instrumento, mas muito importantes para cada músico”. Nove anos após se formar,Alessandro tem certeza de que escolheu o ofício certo e se orgulha de poder espalhar sua as- sinatura e o rastro de um bom trabalho, pelo mundo.“Sempre digo, não sou comerciante, sou um restaurador e construtor de instrumentos sob encomenda. Cada um único”, finaliza. minhahistória Instrumentos artesanais ‘escondidos’ no Diederichsen Luthier fabrica instrumentos de corda no edifício histórico MATHEUSURENHA/ACIDADE
  • 8.
    8 A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016 centro COMIDAS CULTURA CURTIÇÃO UM LOCAL DE COMPRAS E DE MUITA HISTÓRIA A rua homenageia o padroeiro do município. Tem cerca de 1,78km de extensão, começando na avenida Jerônimo Gonçalves e terminando na Francisco Junqueira. TRANSERP Para quem precisa tirar o Cartão Cida- dão, utilizado no transporte coletivo urbano, o posto do Consórcio Pró-Urba- no localizado na São Sebastião, 909 é o lugar ideal. Por lá são oferecidos além da retirada da primeira via do cartão, a renovação e também o cadastro biométrico. SOCIEDADE DANTE ALIGHIERI Fundada em junho de 1910, a Sociedade Danta Alighieri é uma das mais antigas asso- ciações de Ribeirão Preto. Ela foi criada com o objetivo de fazer com que os então imigrantes italianos que chegavam ao município para tra- balhar, pudessem manter os laços com a Pátria e, sobretudo, encontrar novos amigos. CINECLUBE CAUIM O Cineclube Cauim foi fundado em 1979 e oferece diariamente sessões de cinema a preços populares no coração da cidade. O local também conta com um bar e se tornou ponto de encontro dos mais populares entre o público ligado à vida cultural de Ribeirão Preto. O Centro de Ribeirão Preto é local conhecido pelo comércio, sobretudo de vestuário e calçados. Mas ali, entre uma loja e outra, é possível ver casarões antigos (ou o que sobrou deles), que contam muito da história da antiga “pequena Paris” es s Av.Cav.PaschoalInecchi AvenidaSaudade Anel Viário Norte Anel Viário Sul Av. Bandeirantes Av.D.PedroI RodoviaAntonioMachadoSant’Anna Av. Dr. Oscar de Moura Lacerda Av.Francisco Junqueira Av.Mal.CostaeSilva Av. Pres. Castelo Branco Av. Treze de Maio Av.MaurílioBiagi Av. Costábile Romano Av. Pio XII Av. Nove de Julho Av. Caramuru Av.Independência areugnahnA.doR Av.Pres.Vargas DEINTER 3 A sede regional do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 3) foi inaugurada em 1 de janeiro de 2000.Tem abrangência sobre 93 muni- cípios e atende delegacias na região dos municípios de Araraquara, Barretos, Bebedouro, Franca, Ribeirão Preto, São Carlos, São Joaquim da Barra e Sertãozinho. RUA SÃO SEBASTIÃO
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    9A CIDADESÁBADO, 3DE SETEMBRO DE 2016 bardonei29@gmail.com | Bar do Nei Rua Conde de Irajá, 235 - Ribeirão Preto/Sp 16 3610-5891 | 3632-9280 • Rua Campos Salles, 429 • Rua Duque de Caxias no cruzamento com a rua Barão do Amazonas • Rua Amador Bueno, s/nº • Rua General Osório, próximo ao cru- zamento com a rua Cerqueira César • Rua General Osório, 549 • Praça Carlos Gomes • Rua General Osório, 612 • Rua Florêncio de Abreu, no cruzamen- to com a rua Tibiriçá • Rua São José, 1.220 • Rua Tibiriçá, 498 • Avenida Nove de Julho, 378 • Avenida Independência, 1.730 • Rua General Osório, próximo ao cruzamento da rua Amador Bueno • Rua Américo Brasiliense, 474 • Avenida Jerônimo Gonçalves, s/nº • Rua Sete de Setembro, na praça Aureliano de Gusmão (Sete) • Rua Sete de Setembro, próximo ao cruzamento com a rua Bernardino de Campos • Rua General Osório, 485 • Praça XV de Novembro, 790 • Rua São José, 933 • Rua Visconde de Inhaúma, na praça Luís de Camões • Avenida Jerônimo Gonçalves, 640 BANCAS MARIANA MARTINS / A CIDADE F.L.PITON / A CIDADE meuguia CRAS – 2 (Norte) Rua Marcondes Salgado, 253 – Centro CEP 14013-150 Telefone: 3610-6495 Responsável: Nilva Maria Giolo Taverna CENTRO DE REFERÊNCIA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL – CRAS 51º Batalhão de Polícia Militar do Interior Bases Comunitárias de Segurança (BCS) 1ª CIA PM Rua Florêncio de Abreu, 411, Centro Telefone: 3904-9109 BASE DA POLÍCIA UBDS “Dr. João Baptista Quartin” - Central Avenida Jerônimo Gonçalves, 466 Telefones: 3605-5000 / 3605-5025 UBS “Profª Maria Herbênia O. Duarte” – Vila Tibério Rua Gonçalves Dias, 790 Telefone: 3931-2325 UBS “Nelson Barrionovo” – Campos Elíseos Avenida Saudade, 1.452 Telefone: 3961-4303 UBS “Prof. Jacob Renato Woiski” - Jardim João Rossi Avenida Independência, 4.315 Telefone: 3911-3616 UBS “Drª Teresinha Garcia José Gradim” – Centro Rua Amador Bueno, 237 Telefones: 3635-7477 / 3635-5956 UBS “Wilma Delphina de O. Garotti” – Vila Tibério Rua 21 de Abril, 779 Telefone: 3630-6964 UNIDADES DE SAÚDE FEIRA 1 Centro Quando: Às terças-feiras Onde: Rua Visconde do Rio Branco, entre as ruas Barão do Amazonas e Marcondes Salgado FEIRA 2 Centro Quando: Às terças-feiras Onde: Rua Marcondes Salgado, entre as ruas Bernardino de Campos e Lafaiete FEIRAS LIVRES
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    10 A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016 Maria Cecília veio para mostrar um mundo novo para Sílvio e Josiane Planejada, desejada e muito amada, assim podemos definir Maria Cecília na vida de Sílvio e Josiane Gonçalves. Já são 11 meses desde a sua chegada “e com ela nenhum dia é igual ao outro, cada dia é um aprendizado novo”, conta o pai. O casal só foi descobrir que a bebê era uma menina no meio gravidez, já que Maria teimou em ficar de perninhas cruzadas durante os primeiros meses. A pequena é portadora de síndrome de Down, fator que foi uma grande surpresa para os pais.“A última ultrassonografia tinha apontado uma possível alteração genética, mas o médico disse que poderia ser só uma falha, que não precisávamos nos preocupar”.A família só foi descobrir a condição da menina no parto.“Quando ela nasceu a gente teve um susto, porque ela era especial”, revela Sílvio. No início o casal se preocupou por não conhecer, de fato, a Síndrome de Down.“Foi complicado, era aquela coisa do preconceito, de você ter um ideal para o seu filho e ver aquilo ser desconstruído de repente”. Mas indo na contramão do medo, o amor pela pequena prevaleceu. “A gente foi à luta, primeiro para aprender. Hoje fazemos parte de ONGs que falam sobre síndrome de Down e estamos sempre engajados em campanhas de inclusão”. A menina completa seu primeiro ano de vida no próximo dia 4 de outubro e não poderia ser motivo maior de orgulho para os pais.“Hoje nós aproveitamos cada pequeno momento dela. Quando ela começou a sentar, o primeiro sorriso, a primeira vez que ela respondeu ao ser chamada.Tudo é único”, derrete-se Silvio. vida nova Arthur deixou saudade e agora virará livro pelas mãos do pai Há dois anos, complicações por causa de um problema no coração levaram o Arthur, de 13 anos.“Meu filho era sinônimo de amor. Por onde passou, deixou saudade, jamais será esquecido”, diz o economista Alessandro de Lazzari, 44 anos. Arthur nasceu em 16 de setembro de 2000 com problemas graves do coração. Mesmo com a saúde frágil, nunca deixou de praticar esportes, como judô, natação, basquete, futsal. Chegou até a apitar jogos de futebol.” Arthur também era muito religioso e encontrou no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida um refúgio.“Ele dizia que queria ser padre e participava tanto, que o padre o acabou instituindo coroinha. Ele foi o único na história da igreja e levava a função muito a sério”, explica Alessandro, com orgulho. No coração do pai o lugar do filho estará sempre garantido. E, para honrar a sua memória,Alessandro decidiu escrever um livro.“Desenvolvi esse livro para falar sobre o legado de amor que ele deixou. Mesmo com todos os problemas, tinha alegria para viver”, conta. Antes de operar, o menino ainda foi homenageado pelos amigos com uma música e muitas mensagens de carinho. “Eu coloco no livro esses depoimentos, de pessoas que o amavam e torciam por ele”. Outra forma de lembrar Arthur veio da Câmara Municipal.“Além do livro, nós aprovamos também um projeto de lei para criar uma rua com o nome dele. Ela ficará no Jardim Cristo Redentor, um novo bairro aqui na cidade”. E mesmo depois da sua morte,Arthur continuou espalhando o bem: os seus rins e córneas foram doados. memória MATHEUS URENHA / A CIDADE MILENA AUREA / A CIDADE
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    11A CIDADESÁBADO, 3DE SETEMBRO DE 2016 zoomcentro CENAS URBANAS O Centro de qualquer cidade é um local único, cruzamento de história, estórias e personagens interessantes. Em Ribeirão, não é diferente. ooooiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!Em tempos de crise, vale tudo para chamar a atenção do consumidor, até exagerar no modelito. Essa sainha de bailarina tá ótima!!! iiimóóóveiiisNos últimos anos, o Centro de Ribeirão Preto ficou marcado pela presença de diversos artistas, estátuas de personagens famosos. lllliiiivreE a feira de artesanato, que é realizada em frente à Catedral Metropolitana? Ali é possível encontrar verdadeiras preciosidades! reflexãoO Centro de Ribeirão Preto tem corre-corre, é barulhento, uma coisa de doido. Mas, às vezes, também é possível achar um tempinho para relaxar. FOTOS WEBER SIAN / A CIDADE
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    12 A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016 minhabronca Símbolo de Ribeirão, Praça XV vira terra de ninguém à noite Principal local de encontro no Centro da cidade e um dos pontos de partidas para a construção da história da cidade, a praça tem se tornado uma região perigoso, sobretudo pela falta de policiamento Inaugurada em 1910, a Praça XV de Novembro é talvez o ponto mais conhecido do Centro de Ribeirão Preto. O local é um marco de referência histórica e geográfica para o município.Antes mesmo da inaugu- ração da praça, a primeira capela da cidade já havia sido construída em 1868, onde hoje está a fonte luminosa. Durante o dia, ponto de encontro de amigos, fotos de família, descanso para os mais velhos e até local de referência quando se fala do famoso game Pokémon Go. À noite, no entanto, o local vira morada para moradores de rua e local para venda e uso de drogas, assaltos, sem segurança, abandonado. A constatação sobre a insegurança do local vem dos próprios moradores da região, dos taxistas que por ali trabalham e confirmada pelos usuários do transporte coletivo que precisam ficar por ali para esperar o ônibus.“Eu não costumo ficar para trabalhar depois que Pinguim fecha. Enquanto ele está aberto ou está tendo espetáculo no teatro, a movimentação de pessoas dá uma segurança para nós aqui”, explica o taxista Osvaldo Isaías, de 63 anos. Mas, segundo os próprios taxistas, o aumento do fluxo de pessoas no local não mudou muito quanto à segurança proporcionada pelos meios públicos.“Ainda não sei porque existe a Guarda Municipal, nunca estão aqui.A Polícia Militar também só passa de vez em quando, estamos aban- donados num dos lugares mais movimen- tados da cidade”, desabafa Gilmar Laércio Fonseca, de 50 anos, também taxista. “O perigo aqui não é só a noite, de dia também não é muito seguro”, afirma. “Assalto nunca presenciei, mas o comércio de drogas é livre aqui, como se fosse terra de ninguém. Se você passar às quatro da manhã, por exemplo, além de ver isso tudo abandonado, vai ficar com medo”, finaliza Gilmar. fINAUGURADA EM 1910,A PRAÇA XV ESTÁ SE TORNANDO EM UM LOCAL PERIGOSO PARA O RIBEIRÃO-PRETANO Uma mudança no cenário de “praça do medo”, que se tornou a praça XV, veio recentemente, com o lançamento do jogo Pokémon Go, que desde o início de agosto tem levado mais pessoas até o local. “Antes de inventarem o Pokémon dava seis da tarde e isso tudo ficava deserto.Agora tem gente até às nove, dez da noite”, conta o motorista de táxi, Osvaldo Isaías. A praça é um dos pontos mais populares entre os jogadores do game, que se reúnem em turmas para caçar os bichinhos por ali. O taxista expli- ca que os dias com mais segurança foram os dias em que havia ‘caçadas Pokémon’ marcadas na praça. Game Pokémon Go ajuda a praça a ficar mais segura OUTRO LADO A segurança por aqui está deixando a desejar, não sou de Ribeirão mas venho todo final de semana e quando está escurecen- do já sei que é hora de ir embora porque começa a ficar abandona- do por aqui. CLÉCIO GOMES DO NASCIMENTO 50 anos, aposentado O lançamento do jogo Poké- mon Go trouxe mais movimento para a praça durante todo o dia, mas ainda assim a noite é arris- cado passar por aqui, você não vê policiamento. É abandonado e não tem segurança. EDUARDO BARRERA ORLANDO 22 anos, matemático MORADORES DA REGIÃO E USUÁRIOS DIZEM QUE LOCAL NÃO OFERECE SEGURANÇA DEPOIS QUE ESCURECE FOTOS MATHEUS URENHA / A CIDADE PROMESSA ANTIGA No último mês, a Praça XV de Novembro tem sido invadida por fãs em busca de monstrinhos escondidos nas imediações; a loucura pelo jogo é tamanha que, mesmo em altas horas da noite é possível encontrar gente em busca dos bichos. POKÉMON GO
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    13A CIDADESÁBADO, 3DE SETEMBRO DE 2016 Nas ruas recém-reformadas pelas obras da região central, um incômodo são as galerias de esgoto e que dão acesso à fiação subterrânea. Algumas delas estão em desnível com o piso novo do Calçadão e podem trazer riscos aos mais distraídos. Elas estão por toda parte e seja na calçada ou na rua, a grande quantidade de caçambas espalhadas pelo Centro é algo que incomoda diariamente os munícipes. Pela região, é difícil andar dois quarteirões sem se deparar com uma delas, normalmente cheias de entulhos. Outro velho problema da região central da cidade é o desnível do calçamento e a falta de rampas de acesso em algumas esquinas, recurso que facilita o deslocamento de cadeirantes nas calçadas e em alguns cruzamentos. Sem a manutenção adequada, postes com fiação exposta oferecem riscos a pedestres e também a veículos nas ruas da cidade. Este poste na Visconde de Inhaúma, via bastante movimentada, é só um dos muitos exemplos espalhados pela região central. Falta tampa Por toda parte Desnível na calçada Fiação exposta FALTA RESOLVER FALTA RESOLVER FALTA RESOLVERFALTA RESOLVER minhabronca Iniciadas em agosto de 2013 as obras de revitalização do Calçadão de Ribeirão Preto parecem finalmente estar chegando ao fim. O problema, no entanto, são os resquícios das obras que ficaram por toda parte: são tubulações, fios, pisos, entulhos de construção em geral, que acabam por atrapalhar a vida de quem usa diariamente esse espaço de passagem. Herança da obra do Calçadão: entulho FOTOS MATHEUS URENHA / A CIDADE 156É O NÚMERO DE TELEFONE DO SAM (SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO MUNÍCIPE DE RIBEIRÃO PRETO FALTA RESOLVER
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    14 A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016 minhareceita ESSA MOELA DA ELIANE E DO MÁRCIO É IRRESISTÍVEL Ingredientes • 1kg de moela • 5 tomates grandes • 2 cebolas grandes • Sal (a gosto) • 1 dente de alho • 1 colher de colorau • Óleo Modo de fazer Limpar e temperar a moela com alho e sal. Em seguida deixar descansando no tempe- ro por, pelo menos, duas horas. Numa panela de pressão refogue o óleo, o restante do alho, os cinco tomates picados em cubos com pele e semente, e o colorau. Em seguida jogue a moela já temperada na mistura e feche a panela. Após pegar pressão, deixe ainda por 25 a 30 minutos em fogo baixo. Para servir, coloque a moela numa travessa. Corte a cebola, misture no caldo e despeje por cima da moela. Pode-se usar salsinha para decorar. Moela ao Molho Brasília já virou símbolo de um bar do Centro de Ribeirão O encontro das ruas Florêncio de Abreu e Garibaldi talvez seja um dos cruzamentos mais famosos do Centro de Ribeirão Preto. Lá, em 1977, nasceu o Empório Brasília, bar que ainda hoje agrada fãs fiéis com sua culinária e histórias. O que poucos sabem é que o local é um daqueles “negócios de família”, que passou de pai para filho – filha, no caso de Eliane Palandri – e se mistura com a história recente da cidade.“Meu sogro fundou o Empório como uma mercearia.Aos poucos, meus cunhados se juntaram a ele na administração e logo virou bar”, explica Márcio Palandri, de 54 anos. O local também é conhecido por ter sido um dos lugares favoritos do ‘doutor’ Sócrates. “Em 1993 meu sogro construiu outro imóvel na Vila Seixas e partiu para o ramo de padaria, mas não queria sair e vender para um estranho. Então, eu e minha esposa assumimos”, conta. Segundo Márcio, o bar ‘cresceu e apareceu’ na época da Copa do Mundo de 1994.“Fizemos cardápio e come- çamos a trabalhar como um bar completo. A Moela ao Molho Brasília entrou também nessa época no cardápio.“Em casa, o frango sempre dava briga por causa da moela e daí surgiu a vontade de criar uma porção para o bar”, explica Eliane Palandri. “Como eu adoro moela, pensei em criar vários pratos com ela. Eu tinha as ideias e minha esposa colocava em prática, fizemos tudo juntos”. Ela confirma que “até hoje é assim, ele cria e eu executo”. Márcio e Eliane, além de comandar o bar, foram os ‘pioneiros’ em colocar mesas na calçada na região central. “Briguei muito com a prefeitura.Todo mês a fiscalização me multava, até que em 2002 tudo foi regulamentado e os outros bares começaram a fazer também”. Hoje, além da bebida gelada, a grande estrela do Empório Brasília é o cardápio, que mantém há 20 anos receitas que já são queridas e tradicionais pelos frequen- tadores.“Nós temos pratos que são o carro-chefe como a dobradinha, o joelho de porco, a própria moela”, finaliza Eliane. fPRATO SURGIU EM 1994, NA OND DA COPA DO MUNDO; HOJE, É O CARRO-CHEFE DE UM DOS BARES MAIS CONHECIDOS DA REGIÃO CENTRAL DE RIBEIRÃO PRETO 4 PORÇÕES Tem uma receita e quer compartilhar com a gen- te? Mande para receita@jornalacidade.com.br FOTOS WEBER SIAN / A CIDADE
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    15A CIDADESÁBADO, 3DE SETEMBRO DE 2016 pontodeencontroCLICK PRAÇA SETE DE SETEMBRO A região central de Ribeirão Preto é pródiga em praças. Uma das mais conhecidas é a Sete de Setembro, no quadrilátero das ruas Florêncio de Abreu, Floriano Peixoto, Lafaiete e Sete de Setembro. Com forte vegetação, o local é um tradicional ponto de encontro de moradores da região. FOTOS MATHEUS URENHA / A CIDADE França e Tiffany Garcez Nair Silveira Spagnol João Pedro Costa Veranice Bittar Alcedi Scarelli Queiroz Ana Simões Benedita Delfino Silva Ribeiro
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    16 A CIDADESÁBADO, 3 DE SETEMBRO DE 2016