Módulo integrante do Curso de Formação - Educar para o sucesso: Ferramentas de
Intervenção (Código: 22 DFP-083/15)
Mediação de conflitos
em contexto escolar
Regina Capelo
m.regina.capelo@gmail.pt
Universidade da Madeira, 28-04-2015
Destinatários: Professores Mediadores Sociais do Projeto de
Capacitação de alunos da RAM
Mediação de conflitos em contexto escolar
1. O conflito
1.1. Tipos de conflito
1.2. Consequências do conflito
1.3. Estratégias de resolução de conflitos
1.4. O conflito em contexto escolar
1.5. Convivência escolar e resolução criativa de conflitos
2. Mediação de conflitos
2.1. Estratégias e técnicas de mediação de conflitos
2.2. A mediação de conflitos na escola: uma ferramenta para
a cultura da paz e da convivialidade
2.3. Competências profissionais do mediador de conflitos
O conflito
Reflectir...
Fonte: Google - Imagens
O conflito
• História da Humanidade marcada por conflitos:
• Políticos
• Sociais
• Económicos
• ...
• Realidade presente nas relações humanas
Afeta a instituição escolar
O Conflito - Etimologicamente provém do verbo latino
“conflictis” – significa choque, combate ou luta
Quando é que o
conflito acontece?
Guillén Gestoso (2007) refere que
o conflito acontece como um
processo que se inicia quando
uma parte, quer seja, indivíduo,
grupo ou organização percebe
que a outra parte frusta ou tenta
frustrar um dos seus interesses.
O conceito de conflito pode ser
relatado como a divergência de
perspetivas, percebida como
geradora de tensão por uma das
partes envolvidas numa determinada
interação e que pode ou não
traduzir-se numa incompatibilidade
de objetivos (Dreu &Weingart, 2003;
Dimas, Lourenzo & Miguez, 2005).
Na perspetiva de Torrego (2003) o
conflito é definido como todas as
ações, comportamentos e
atitudes que estimulam tanto
uma reação de agrado ou
desagrado.
Lewicki (1992: 209-252) salienta
que “nenhuma definição de
conflito emerge, geralmente,
como predominante. É possível
encontrarmos o conflito em
diversos sistemas sociais e em
vários níveis.”
Pruitt (1981) caracteriza o conflito
como sendo um acontecimento
do qual uma parte procura
dominar a outra enquanto a outra
parte oferece resistência.
Segundo Deutsch (1973) um
conflito só existe quando se dá
qualquer tipo de atividade
antagónica.
Marck e Snyder (1957) definem
conflito é como um tipo particular
de processo de interação social
entre pares que têm valores
mutuamente exclusivos ou
incompatíveis.
Conflito
A palavra “conflito”,
etimologicamente tem origem no
latim “conflictis” que significa
choque, combate ou luta,
estando presente a ideia de duas
partes em oposição e que, pela
estratégia do confronto, só uma
pode vencer (Jares, 2002).
Adaptado por
Freitas, 2012
Categorias do conflito
Conflito intrapessoal
Conflito que ocorre dentro do próprio indivíduo,
estando associado a conflito de ideias, emoções,
pensamentos, valores e predisposições (ir/não ir; fazer/não fazer;
Falar/não falar, etc.)
Conflito interpessoal
Conflito que surge entre indivíduos por diversos motivos
nomeadamente diferenças individuais, limitações de
recursos e pela diferenciação de papéis (briga de vizinhos,
desentendimento entre alunos, separação familiar, guerra, etc.)
Conflito
Divide?
Agrega?
Conflito
Positivo?
Negativo?
Conflito – visão tradicional
Mal a evitar
Inexistência de conflitos (indivíduos/grupos = competências)
Quando surgem devem ser eliminados pela autoridade e poder
Saber evitá-lo sistematicamente
Resultado de comportamentos de indivíduos indesejáveis
Surge associado a comportamentos irresponsáveis/negativos,
antagonismo, desgaste emocional, raiva, agressividade,
violência e diferenças proeminentes
Conflito – visão atual
Reconhecimento da utilidade do conflito;
Existe em qualquer relação e não significa que seja
destrutivo;
Causa mudanças positivas;
Sinal de tomada de consciência de problemas;
Promove a cooperação, a colaboração e a conciliação;
Consequências positivas ao promover a mudança e a
criatividade.
Tipos de conflitos
Dutsch (1973) aponta:
o Conflitos verídicos;
o Conflitos contingentes;
o Conflitos deslocados;
o Conflitos mal atribuídos;
o Conflitos latentes;
o Conflitos falsos;
o Conflitos destrutivos;
o Conflitos construtivos;
Tipos de conflitos
Moore (1986) sinalizou:
- 1.ª fase
o Conflitos desnecessários;
o Conflitos genuínos;
- 2.ª fase
o Conflitos de relação;
o Conflitos de informação;
o Conflitos de interesse;
o Conflitos de valores;
Tipos de conflitos
Torrego (2003) categoriza:
• Conflitos de relação/comunicação;
• Conflitos de interesses/necessidades;
• Conflitos por recursos;
• Conflitos por atividades;
• Conflitos por preferências, crenças e valores
Consequências do conflito
Negativas (violência,
destaca as diferenças,
comportamentos
irresponsáveis,
antagonismo, desgaste
emocional)
Positivas (quando
acontece mudança e
criatividade)
Consequências do conflito
Ganho/per
da
Uma das partes
atinge os
objetivos
pretendidos
Perda/
perda
As partes cedem
e o resultado
final é
contraditório
relativamente à
posição inicial
Também acontece devido à
intervenção de terceira
pessoa com mais poder
Ganho/ga
nho
O Conflito é transformado em problema e as
partes assumem que podem beneficiar se houver
empenho na resolução do problema
Estilos e estratégias de gestão /
/ resolução de conflitos
Torrego (2003) assinala:
• Competição (persuasão, firmeza, insistência, repetição, controlo
e inacessibilidade);
• Fuga (ignorar o problema, retirar-se, adiar ou evitar a resposta,
desviar a atenção, suprimir as emoções pessoais, ser
inacessível);
• Acomodação (ceder às perspectivas dos outros; estar em
concordância, dar-se por vencido, convencer-se que é pouco
importante);
• Colaboração/cooperação (envolvimento das partes na procura de
soluções para um objetivo comum);
• Dominação (tentativa de satisfazer os próprios interesses,
ignorando os interesses dos outros).
Negociação Conciliação
Arbitragem Mediação
Estratégias de resolução de
conflitos
O Conflito em contexto escolar
Fonte: Google - Imagens
Carta a um director do New York Times, in Cadernos
Pedagógico-Didácticos APH-8 (1995). Associação dos
Professores de História. Lisboa.
Caro Professor
Sou um sobrevivente de um campo de concentração.
Os meus olhos viram o que jamais olhos humanos deveriam
ver:
- Câmaras de gás construídas por engenheiros doutores;
- Adolescentes envenados por físicos eruditos;
- Crianças assassinadas por enfermeiros diplomados;
- Mulheres e bebés queimados por bacharéis e licenciados.
(Continuação)
Por isso desconfio da educação. Eis o meu apelo:
- Ajudem os vossos alunos a serem humanos.
- Que os vossos esforços nunca possam produzir
monstros instruídos, psicopatas competentes,
Eichmann educados.
- A leitura, a escrita, a aritmética só são importantes se
tornarem as vossas crianças mais humanas.
!!!
Convivência escolar e resolução
criativa de conflitos
O que esperamos de
uma escola pacífica?
- A cooperação
- A comunicação
- A tolerância
- A expressão emocional
positiva
- A resolução de conflitos
Causas dos conflitos
- Atmosfera competitiva
- Ambiente intolerante
- Comunicação precária
- A expressão inadequada
dos sentimentos
- A carência de habilidades
para resolução de conflitos
- Abuso de poder por parte
do professor
Convivência escolar e resolução criativa de conflitos
1. Quem está envolvido? (quantos são? que idade têm?
Quais são as suas necessidades?)
2. O momento é adequado? (tem tempo suficiente para
lidar com a situação? os participantes necessitam voltar
à calma?)
3. Qual a técnica adequada? (é uma disputa simples sobre
recursos? É um conflito de valores? Qual é o
problema?)
4. A resolução deve ser pública ou privada? (os
participantes envergonham-se com uma resolução
pública?)
Estratégias de resolução do conflito
A negociação é um
processo de comunicação
que dá às pessoas a
oportunidade de
resolverem os conflitos de
forma conjunta e pacífica,
permitindo que os
indivíduos resolvam os
problemas por si, sem a
intervenção de uma
terceira pessoa.
A mediação é um processo
de resolução de conflito
que tem por base a
intervenção de uma
terceira parte, ou seja, o
mediador aceite pelos
intervenientes e que se
assumirá neutro e
imparcial em qualquer
poder de decisão sobre as
partes envolvidas no
conflito.
Negociação Mediação
Mediação de conflitos (técnicas)
• LINGUAGEM NEUTRAL, o mediador deverá controlar o
vocabulário para manter-se neutral
• EMPATIA, deverá demonstrar às partes que as ouviu e
compreendeu
• FORMULAÇÃO DOS FACTOS, mediante a qual assentarão as
bases para busca de uma solução
• REFORMULAÇÃO, servirá para centrar-se no conteúdo da
mensagem e não na forma manifesta
• FAZER PERGUNTAS, o mediador deverá saber fazer perguntas
e quando e como fazê-las
Estratégias
• Conseguir uma versão consensual do conflito;
• Concretizar os pontos que podem fazer avançar para
um entendimento ou acordo;
• Encaminhar o diálogo para pôr em realce os
interesses subjacentes às posições;
• Explorar as necessidades ocultas perante as
posições e dirigir o diálogo em função dessas
características.
Estratégias
• Facilitar a espontaneidade e criatividade na busca de soluções
(chuva de ideias);
• Explorar o que cada parte está disposta a fazer e lhe pede a
outra;
• Pedir-lhes que valorizem cada uma das soluções possíveis;
• Solicitar a sua conformidade ou desconformidade com as
diferentes propostas.
Mediação
- Técnica de escuta ativa:
• Mostrar interesse
• Clarificar
• Parafrasear/Refletir
• Não aconselhar
• Resumir
Caraterísticas que os acordos
devem cumprir
• Equilibrado
• Realista
• Específico e concreto
• Claro e simples
• Aceitável pelas partes
• Avaliável
• Que mantenha expectativas de melhorar a relação
A mediação de conflitos na escola: uma ferramenta
para a cultura da paz e da convivialidade
Ambiente socioeducativo da escola
Práticas Clima
Educativas escolar
Conflitos
Programas de mediação escolar
• Mediação com um adulto como mediador (direção,
orientador...);
• Mediação entre pares;
• Mediação educativa/construção de uma escola
pacífica e segura e implementação de programas
curriculares de resolução de conflitos (educa toda a
comunidade educativa; promove valores como a
cooperação, a comunicação, o respeito pela
diferença, a responsabilidade, a participação...);
• Mediação integral/global (combina três programas.
Competências profissionais do mediador de conflitos
Habilidades para a mediação
• Reformular e resumir o que foi dito pelo outro (Ser
Analítico)
• Identificar e reconhecer as emoções (Ser Observador)
• Poder verbalizar as emoções quando surjam (Ser
Assertivo)
• Realizar perguntas para clarificar e para conhecer as
verdadeiras necessidades e interesses do outro (Ser
Persuasivo)
• Dar informação: ser concreto e explícito, comprovar o
que foi dito (Ser Comunicador)
Competências profissionais do mediador de
conflitos
Habilidades do mediador
• Identificar e analisar os conflitos
• Enfrentar a cólera dos participantes
• Equilibrar poder
• Facilitar e permutar informação
• Neutralizar os comportamentos negativos
• Identificar e ordenar os assuntos em disputa
• Distinguir e clarificar os assuntos não mediáveis
• Criar consenso, planificar e elaborar a lista de assuntos
Separar / Acalmar / Enfrentar / Arbitrar / Escuta reflexiva /
Amenizar / Contar histórias / Afastamento / Discussão / Jogo /
dramatização / Inversão de papéis / Atores / R-S-R
(Ressentimento-solicitação-reconhecimento) / Expressão
emocional e autocontrolo / Abordagem aos sentimentos como
matéria académica / Identificar sentimentos/ Atuar de
diferentes maneiras (feliz, triste...) / Vocabulário de
sentimentos / Emoções manipuladas (música) / Inimigos /
Ódio / Listas de privacidade / Formas positivas de expressar
emoções / Agressão / Protestar / Reclamar / Lista dos
aborrecimentos / Encontrar o positividade no conflito / Ser o
chefe / Cooperação / Competência / Inventar jogos / Estátuas /
Grupos / Equipas / ...
Dinâmica grupal
1. Aluno aceita regressar à escola. Um docente questiona-o
dizendo:
- Vieste à aula? Não sei para quê, pois não vens aqui fazer nada.
O Aluno abandona a aula e continua a faltar.
2. Um encarregado de educação discorda da metodologia usada
por um professor, expõe a situação (ao filho, a outros pais). As
consequências são graves.
3. Um aluno com 14 anos verbaliza palavras impróprias e agride
outro aluno com 12 anos, no recreio.
4. No corredor da escola, uma assistente operacional pede a um
aluno para baixar o tom de voz uma vez que está a incomodar as
aulas. O aluno reage com palavras impróprias.
5. (...)
Apresentação de soluções criativas de resolução de conflitos.
Muito Obrigada!
Fonte: Google - Imagens

Mediacaodeconflitosemcontextoescolar.pptx

  • 1.
    Módulo integrante doCurso de Formação - Educar para o sucesso: Ferramentas de Intervenção (Código: 22 DFP-083/15) Mediação de conflitos em contexto escolar Regina Capelo m.regina.capelo@gmail.pt Universidade da Madeira, 28-04-2015 Destinatários: Professores Mediadores Sociais do Projeto de Capacitação de alunos da RAM
  • 2.
    Mediação de conflitosem contexto escolar 1. O conflito 1.1. Tipos de conflito 1.2. Consequências do conflito 1.3. Estratégias de resolução de conflitos 1.4. O conflito em contexto escolar 1.5. Convivência escolar e resolução criativa de conflitos 2. Mediação de conflitos 2.1. Estratégias e técnicas de mediação de conflitos 2.2. A mediação de conflitos na escola: uma ferramenta para a cultura da paz e da convivialidade 2.3. Competências profissionais do mediador de conflitos
  • 3.
  • 4.
    O conflito • Históriada Humanidade marcada por conflitos: • Políticos • Sociais • Económicos • ... • Realidade presente nas relações humanas Afeta a instituição escolar
  • 5.
    O Conflito -Etimologicamente provém do verbo latino “conflictis” – significa choque, combate ou luta Quando é que o conflito acontece?
  • 6.
    Guillén Gestoso (2007)refere que o conflito acontece como um processo que se inicia quando uma parte, quer seja, indivíduo, grupo ou organização percebe que a outra parte frusta ou tenta frustrar um dos seus interesses. O conceito de conflito pode ser relatado como a divergência de perspetivas, percebida como geradora de tensão por uma das partes envolvidas numa determinada interação e que pode ou não traduzir-se numa incompatibilidade de objetivos (Dreu &Weingart, 2003; Dimas, Lourenzo & Miguez, 2005). Na perspetiva de Torrego (2003) o conflito é definido como todas as ações, comportamentos e atitudes que estimulam tanto uma reação de agrado ou desagrado. Lewicki (1992: 209-252) salienta que “nenhuma definição de conflito emerge, geralmente, como predominante. É possível encontrarmos o conflito em diversos sistemas sociais e em vários níveis.” Pruitt (1981) caracteriza o conflito como sendo um acontecimento do qual uma parte procura dominar a outra enquanto a outra parte oferece resistência. Segundo Deutsch (1973) um conflito só existe quando se dá qualquer tipo de atividade antagónica. Marck e Snyder (1957) definem conflito é como um tipo particular de processo de interação social entre pares que têm valores mutuamente exclusivos ou incompatíveis. Conflito A palavra “conflito”, etimologicamente tem origem no latim “conflictis” que significa choque, combate ou luta, estando presente a ideia de duas partes em oposição e que, pela estratégia do confronto, só uma pode vencer (Jares, 2002). Adaptado por Freitas, 2012
  • 7.
    Categorias do conflito Conflitointrapessoal Conflito que ocorre dentro do próprio indivíduo, estando associado a conflito de ideias, emoções, pensamentos, valores e predisposições (ir/não ir; fazer/não fazer; Falar/não falar, etc.) Conflito interpessoal Conflito que surge entre indivíduos por diversos motivos nomeadamente diferenças individuais, limitações de recursos e pela diferenciação de papéis (briga de vizinhos, desentendimento entre alunos, separação familiar, guerra, etc.)
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    Conflito – visãotradicional Mal a evitar Inexistência de conflitos (indivíduos/grupos = competências) Quando surgem devem ser eliminados pela autoridade e poder Saber evitá-lo sistematicamente Resultado de comportamentos de indivíduos indesejáveis Surge associado a comportamentos irresponsáveis/negativos, antagonismo, desgaste emocional, raiva, agressividade, violência e diferenças proeminentes
  • 11.
    Conflito – visãoatual Reconhecimento da utilidade do conflito; Existe em qualquer relação e não significa que seja destrutivo; Causa mudanças positivas; Sinal de tomada de consciência de problemas; Promove a cooperação, a colaboração e a conciliação; Consequências positivas ao promover a mudança e a criatividade.
  • 12.
    Tipos de conflitos Dutsch(1973) aponta: o Conflitos verídicos; o Conflitos contingentes; o Conflitos deslocados; o Conflitos mal atribuídos; o Conflitos latentes; o Conflitos falsos; o Conflitos destrutivos; o Conflitos construtivos;
  • 13.
    Tipos de conflitos Moore(1986) sinalizou: - 1.ª fase o Conflitos desnecessários; o Conflitos genuínos; - 2.ª fase o Conflitos de relação; o Conflitos de informação; o Conflitos de interesse; o Conflitos de valores;
  • 14.
    Tipos de conflitos Torrego(2003) categoriza: • Conflitos de relação/comunicação; • Conflitos de interesses/necessidades; • Conflitos por recursos; • Conflitos por atividades; • Conflitos por preferências, crenças e valores
  • 15.
    Consequências do conflito Negativas(violência, destaca as diferenças, comportamentos irresponsáveis, antagonismo, desgaste emocional) Positivas (quando acontece mudança e criatividade)
  • 16.
    Consequências do conflito Ganho/per da Umadas partes atinge os objetivos pretendidos Perda/ perda As partes cedem e o resultado final é contraditório relativamente à posição inicial Também acontece devido à intervenção de terceira pessoa com mais poder Ganho/ga nho O Conflito é transformado em problema e as partes assumem que podem beneficiar se houver empenho na resolução do problema
  • 17.
    Estilos e estratégiasde gestão / / resolução de conflitos Torrego (2003) assinala: • Competição (persuasão, firmeza, insistência, repetição, controlo e inacessibilidade); • Fuga (ignorar o problema, retirar-se, adiar ou evitar a resposta, desviar a atenção, suprimir as emoções pessoais, ser inacessível); • Acomodação (ceder às perspectivas dos outros; estar em concordância, dar-se por vencido, convencer-se que é pouco importante); • Colaboração/cooperação (envolvimento das partes na procura de soluções para um objetivo comum); • Dominação (tentativa de satisfazer os próprios interesses, ignorando os interesses dos outros).
  • 18.
  • 19.
    O Conflito emcontexto escolar Fonte: Google - Imagens
  • 20.
    Carta a umdirector do New York Times, in Cadernos Pedagógico-Didácticos APH-8 (1995). Associação dos Professores de História. Lisboa. Caro Professor Sou um sobrevivente de um campo de concentração. Os meus olhos viram o que jamais olhos humanos deveriam ver: - Câmaras de gás construídas por engenheiros doutores; - Adolescentes envenados por físicos eruditos; - Crianças assassinadas por enfermeiros diplomados; - Mulheres e bebés queimados por bacharéis e licenciados.
  • 21.
    (Continuação) Por isso desconfioda educação. Eis o meu apelo: - Ajudem os vossos alunos a serem humanos. - Que os vossos esforços nunca possam produzir monstros instruídos, psicopatas competentes, Eichmann educados. - A leitura, a escrita, a aritmética só são importantes se tornarem as vossas crianças mais humanas. !!!
  • 22.
    Convivência escolar eresolução criativa de conflitos O que esperamos de uma escola pacífica? - A cooperação - A comunicação - A tolerância - A expressão emocional positiva - A resolução de conflitos Causas dos conflitos - Atmosfera competitiva - Ambiente intolerante - Comunicação precária - A expressão inadequada dos sentimentos - A carência de habilidades para resolução de conflitos - Abuso de poder por parte do professor
  • 23.
    Convivência escolar eresolução criativa de conflitos 1. Quem está envolvido? (quantos são? que idade têm? Quais são as suas necessidades?) 2. O momento é adequado? (tem tempo suficiente para lidar com a situação? os participantes necessitam voltar à calma?) 3. Qual a técnica adequada? (é uma disputa simples sobre recursos? É um conflito de valores? Qual é o problema?) 4. A resolução deve ser pública ou privada? (os participantes envergonham-se com uma resolução pública?)
  • 24.
    Estratégias de resoluçãodo conflito A negociação é um processo de comunicação que dá às pessoas a oportunidade de resolverem os conflitos de forma conjunta e pacífica, permitindo que os indivíduos resolvam os problemas por si, sem a intervenção de uma terceira pessoa. A mediação é um processo de resolução de conflito que tem por base a intervenção de uma terceira parte, ou seja, o mediador aceite pelos intervenientes e que se assumirá neutro e imparcial em qualquer poder de decisão sobre as partes envolvidas no conflito. Negociação Mediação
  • 25.
    Mediação de conflitos(técnicas) • LINGUAGEM NEUTRAL, o mediador deverá controlar o vocabulário para manter-se neutral • EMPATIA, deverá demonstrar às partes que as ouviu e compreendeu • FORMULAÇÃO DOS FACTOS, mediante a qual assentarão as bases para busca de uma solução • REFORMULAÇÃO, servirá para centrar-se no conteúdo da mensagem e não na forma manifesta • FAZER PERGUNTAS, o mediador deverá saber fazer perguntas e quando e como fazê-las
  • 26.
    Estratégias • Conseguir umaversão consensual do conflito; • Concretizar os pontos que podem fazer avançar para um entendimento ou acordo; • Encaminhar o diálogo para pôr em realce os interesses subjacentes às posições; • Explorar as necessidades ocultas perante as posições e dirigir o diálogo em função dessas características.
  • 27.
    Estratégias • Facilitar aespontaneidade e criatividade na busca de soluções (chuva de ideias); • Explorar o que cada parte está disposta a fazer e lhe pede a outra; • Pedir-lhes que valorizem cada uma das soluções possíveis; • Solicitar a sua conformidade ou desconformidade com as diferentes propostas.
  • 28.
    Mediação - Técnica deescuta ativa: • Mostrar interesse • Clarificar • Parafrasear/Refletir • Não aconselhar • Resumir
  • 29.
    Caraterísticas que osacordos devem cumprir • Equilibrado • Realista • Específico e concreto • Claro e simples • Aceitável pelas partes • Avaliável • Que mantenha expectativas de melhorar a relação
  • 30.
    A mediação deconflitos na escola: uma ferramenta para a cultura da paz e da convivialidade Ambiente socioeducativo da escola Práticas Clima Educativas escolar Conflitos
  • 31.
    Programas de mediaçãoescolar • Mediação com um adulto como mediador (direção, orientador...); • Mediação entre pares; • Mediação educativa/construção de uma escola pacífica e segura e implementação de programas curriculares de resolução de conflitos (educa toda a comunidade educativa; promove valores como a cooperação, a comunicação, o respeito pela diferença, a responsabilidade, a participação...); • Mediação integral/global (combina três programas.
  • 32.
    Competências profissionais domediador de conflitos Habilidades para a mediação • Reformular e resumir o que foi dito pelo outro (Ser Analítico) • Identificar e reconhecer as emoções (Ser Observador) • Poder verbalizar as emoções quando surjam (Ser Assertivo) • Realizar perguntas para clarificar e para conhecer as verdadeiras necessidades e interesses do outro (Ser Persuasivo) • Dar informação: ser concreto e explícito, comprovar o que foi dito (Ser Comunicador)
  • 33.
    Competências profissionais domediador de conflitos Habilidades do mediador • Identificar e analisar os conflitos • Enfrentar a cólera dos participantes • Equilibrar poder • Facilitar e permutar informação • Neutralizar os comportamentos negativos • Identificar e ordenar os assuntos em disputa • Distinguir e clarificar os assuntos não mediáveis • Criar consenso, planificar e elaborar a lista de assuntos
  • 34.
    Separar / Acalmar/ Enfrentar / Arbitrar / Escuta reflexiva / Amenizar / Contar histórias / Afastamento / Discussão / Jogo / dramatização / Inversão de papéis / Atores / R-S-R (Ressentimento-solicitação-reconhecimento) / Expressão emocional e autocontrolo / Abordagem aos sentimentos como matéria académica / Identificar sentimentos/ Atuar de diferentes maneiras (feliz, triste...) / Vocabulário de sentimentos / Emoções manipuladas (música) / Inimigos / Ódio / Listas de privacidade / Formas positivas de expressar emoções / Agressão / Protestar / Reclamar / Lista dos aborrecimentos / Encontrar o positividade no conflito / Ser o chefe / Cooperação / Competência / Inventar jogos / Estátuas / Grupos / Equipas / ...
  • 35.
    Dinâmica grupal 1. Alunoaceita regressar à escola. Um docente questiona-o dizendo: - Vieste à aula? Não sei para quê, pois não vens aqui fazer nada. O Aluno abandona a aula e continua a faltar. 2. Um encarregado de educação discorda da metodologia usada por um professor, expõe a situação (ao filho, a outros pais). As consequências são graves. 3. Um aluno com 14 anos verbaliza palavras impróprias e agride outro aluno com 12 anos, no recreio. 4. No corredor da escola, uma assistente operacional pede a um aluno para baixar o tom de voz uma vez que está a incomodar as aulas. O aluno reage com palavras impróprias. 5. (...) Apresentação de soluções criativas de resolução de conflitos.
  • 36.